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Aplicações do GPS

Quem usa um GPS? O GPS tem uma variedade muito grande de aplicações em
terra, no ar e no mar. Basicamente um GPS é usado em qualquer lugar, excepto
onde é impossível receber sinais do satélite como dentro de prédios, cavernas,
locais subterrâneos e debaixo de água. A aplicação mais comum em aviação é na
navegação, usado tanto por particulares como na aviação comercial. No mar o GPS
também é usado para navegação por pescadores profissionais e não profissionais.
As aplicações em terra são bastante diversificadas. A comunidade científica usa o
sistema GPS pela sua precisão no que refere a dados de tempo e posição.

Pesquisadores utilizam o GPS para facilitar seu trabalho. O GPS oferece redução de
custos reduzindo o tempo de pesquisa num determinado local, além de fornecer
precisão incrível. Unidades básicas de pesquisa, que custam milhares de dólares,
podem fornecer precisão de centímetros.

Os receptores GPS usados para recreação são tão variados quanto o número de
esportes de recreação existentes. O GPS é popular entre caçadores, mountain
bikers, esquiadores, exploradores, alpinistas, só para citar alguns. Qualquer um que
precise rastrear o seu percurso, encontrar um caminho para um determinado local,
ou saber que direcção ou em que velocidade está se movendo pode utilizar os
benefícios oferecidos pelo Sistema de Posicionamento Global.

O GPS agora está se tornando comum em automóveis. Alguns sistemas básicos


entram em cena em caso de emergência, ao simples pressionar de um botão
(transmitindo sua posição actual ao centro de ajuda mais próximo). Sistemas
sofisticados que mostram sua posição numa rua qualquer também estão
disponíveis. Actualmente estes sistemas permitem ao motorista saber onde está e
são capazes de sugerir o melhor caminho para chegar a um local específico.
O homem, por possuir um senso natural de orientação, desenvolveu ao longo do
tempo diferentes e refinados meios para saber onde está em qualquer ponto da
Terra. Durante muito tempo, a humanidade utilizou-se de recursos naturais para se
orientar, como o sol, as estrelas, acidentes topográficos, direcção predominante dos
ventos, etc.

Mas a evolução científica e tecnológica influenciou de forma decisiva o


desenvolvimento da Geodéisa e da Cartografia. As observações de satélites
artificiais iniciaram-se aproximadamente na década de sessenta e revolucionaram
as técnicas de posicionamento. O primeiro sistema de satélites artificiais utilizado
foi o TRANSIT, que teve seus fundamentos idealizados com o objectivo de
navegação. Teve como ideia básica a localização sobre a Terra de uma antena
receptora de sinais, emitidos por satélites artificiais em órbita terrestre de posições
perfeitamente conhecidas.

Actualmente, uma das formas mais simples de se obter coordenadas de pontos


amostrais é por meio do uso de um receptor de GPS. Este determina, além da
localização de um ponto qualquer, a velocidade e o tempo. O sistema GPS foi
desenvolvido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DOD) na década
de 70 e entrou em actividade em 06 de Janeiro de 1980.

Os satélites geodésicos são observados com dois propósitos: navegação e


posicionamento. Nos dois casos o que se quer é a posição de um ponto. O sistema
mais conhecido é o Global Position System ou Sistema de Posicionamento Global
(GPS). Além do sistema GPS, também existem outros, onde destacam-se o sistema
russo em operação, chamado de GLONASS, e o sistema europeu, chamado
GALILEU, que estará em operação a partir de 2008.

O sistema GPS é constituído por três segmentos: espacial, controle e usuário.

O segmento espacial é constituído por 24 satélites em órbita a 20.200 km de


altitude. Cada satélite move-se, acima da superfície da Terra, numa velocidade de
2.000 mph, completando uma órbita a cada 12 horas. As órbitas são arranjadas
para que cada satélite repita a mesma trajectória uma vez a cada 24 horas. Assim,
em qualquer ponto da Terra, num dado momento, é possível obter informações de
no mínimo quatro satélites. Dessa forma, utilizando-se os receptores de GPS, é
possível localizar qualquer ponto por meio de suas coordenadas, isto é, latitude e
longitude (Coordenadas Geográficas) ou mN e mE (UTM - Universal Transversa de
Mercator), ou ainda outro sistema coordenadas qualquer.

Já o segmento controle é composto por uma estação de controle mestre (GPS


Master Control Station), localizada na base da Força Aérea Americana, no Colorado,
e quatro outras estações de monitoramento, localizadas em torno da Terra (Havaí,
Nova Zelândia, Índia e no meio do Atlântico). Estas estações monitoram e
controlam os sistemas dos satélites GPS, acompanhando suas rotas, velocidades e
localizações. As estações transmitem dados para os satélites em órbita, que, por
sua vez, os retransmitem de volta à Terra para uso nos receptores GPS.

No segmento usuário, qualquer receptor que esteja ligado recebe as informações


que os satélites transmitem continuamente, informando a identificação do satélite
que está mandando a informação, sua posição e exatamente qual é o tempo. O
receptor GPS utiliza estes dados e calcula a posição dos satélites e
consequentemente sua própria posição. Para a determinação de uma posição
(latitude, longitude e altitude) são necessários dados de no mínimo quatro satélites
simultaneamente.

A precisão instantânea de um receptor GPS era inicialmente da ordem de 100 m. A


partir de 1° de Maio de 2000, o governo norte-americano deixou de introduzir
"ruídos", tornando o sistema mais preciso (aproximadamente 5 m) nos GPS de
navegação. Essa precisão pode ser elevada com o uso do sistema DGPS
(Differential Global Positioning System). Este sistema recebe informações adicionais
de uma estação terrestre próxima e de posição conhecida que capta os sinais dos
satélites e corrige diversos erros (atrasos da troposfera, desajustes no relógio etc.).
Estas correcções podem ser enviadas por sinais de rádio que são interpretados pelo
DGPS e aumentam a precisão.

O advento do GPS revolucionou as técnicas de posicionamento levando o cidadão


comum a utilizá-las das formas mais variadas. Muitas áreas já têm o GPS inserido
em suas actividades. Dos grandes trabalhos científicos aos momentos de lazer esta
ferramenta está cada vez mais presente. As aplicações crescem a cada dia:
navegação aérea, marítima e terrestre, mapeamentos urbanos e rurais, agricultura
de precisão, segurança contra furto de veículos, localização de incêndios, apoio na
definição de trilhas, rallys, etc. Os avanços tecnológicos permitem o surgimento de
receptores cada vez menores e mais precisos. Por isso, não é exagero dizer que
chegaremos ao dia em que nossos relógios de pulso, além da hora, nos
apresentarão coordenadas através do GPS.