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Processo Administrativo Federal – Lei 9.784/99

Apresentação:

Olá alunos (as), eu sou o Gustavo Oliveira, professor de Direito Administrativo em vários cursinho no Distrito Federal (popularmente conhecido como Brasília), ministro aulas a cerca de 2 anos e sou Bacharel em Direito e Pós Graduado em Direito Administrativo pela LFG.

Está será a nossa Aula a respeito da Lei 9.874/99, trataremos dos tópicos relevantes cobrados em Concurso Público e deixo avisado. QUALQUER DÚVIDA, fique à vontade para me contatar via e-mail:

jgustavooliveira@live.com e também por meio do meu blog:

www.estudosesucessp.blogspot.com.br onde posto várias dicas, questões comentadas, vídeo-dicas, mapas mentais etc para facilitar o entendimento da matéria.

Está pronto? Vamos iniciar nosso Estudos, tenho certeza que depois dessa aula, você irá se apaixonar pelo Direito Administrativo e vai ficar sem vontade de estudar qualquer outra matéria. Mas para passar você deve estudar todas e deverá um relacionamento maduro e equilíbrio com o amor pelo Direito Administrativo.

“Levantar os pés em direção ao céu, inclinar-se tanto para trás que tudo parece estar de cabeça para baixo. Levantar âncoras, içar as velas, desfazer as amarras vamos Zarpar. É HORA DE NAVEGAR OS MARUJOS! Já fomos ao norte, ao leste, ao oeste, e agora nos direcionarmos para o sul. TODOS PRONTOS?”

O Processo Administrativo Federal.

O processo administrativo federal é o procedimento utilizado pela administração para se organizar internamente. Ou seja, toda a tramitação de papéis (documentos, pedidos etc) serão regulador por essa lei. Terão o seu procedimento (caminho a ser seguido) de forma detalhada, estabelecendo quem fará parte do processo, os prazos, os locais e todas os demais detalhes que veremos.

1. CONCEITO.

O Processo Administrativo Federal, tem como objetivo traças as normas básicas do procedimento, fixar os direitos dos administrados , a fim de que seja alcançado o melhor cumprimento dos fins administrativos.

Veja o esquema:

melhor cumprimento dos fins administrativos. Veja o esquema: → NA LEI: “ Art. 1º Esta Lei

NA LEI:

Art. 1º Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração.

NA PROVA:

1. (AGENTE ADMINISTRATIVO – MPS – CESPE/2010) O processo administrativo, na administração pública federal, visa à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da administração.

É exatamente a finalidade da lei, trazer noções básicas para proteger os direitos do administrador com a finalidade principal de um melhor cumprimento da finalidade pública.

Gabarito: CORRETA.

2. APLICAÇÃO.

2.1. NOS ENTES POLÍTICOS.

As regras do processo administrativo federal, devem ser observadas tanto na administração direta (união) quanto na administração indireta (autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economias Mista). Porém, tal aplicação é apenas em âmbito nacional, ou seja, “FEDERAL”, por isso será na administração direta federal (união) e na administração indireta, desde que sejam Federais.

VEJA O ESQUEMA:

indireta, desde que sejam Federais. VEJA O ESQUEMA : → NA LEI: “ Art. 1º Esta

NA LEI:

Art. 1º Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração.

Porém, é importante lembrar que a lei tem aplicação subsidiária (supletiva, suplementar, residual), isto é, poderá ser usada na falta de uma norma ou também para nortear (direcionar) a criação de uma norma.

Logo, se a lei do processo administrativo de um Estado da Federação não traz o prazo para apresentar defesa, poderá ser usado o prazo da lei Federal.

Dessa forma, para se criar um nova lei o Ente Político (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) poderão buscar inspiração na lei federal, como fez o Distrito Federal em sua lei, veja:

“LEI Nº 2.834 DE 7 DE DEZEMBRO DE 2001

PUBLICAÇÃO DODF Nº 234 DE 10/12/01

(Folha nº 1)

Recepciona a Lei Federal nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999.

O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, FAÇO SABER QUE A CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:

Art. 1º Aplicam-se aos atos e processos administrativos no âmbito da Administração direta e indireta do Distrito Federal, no que couber, as disposições da Lei Federal nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.”

Logo, a regra é aplicação em nível federal, e no que diz respeito à servir como direcionamento e aplicação na falta de norma regulamentadoras aceita-se a sua utilização como exceção.

NA PROVA:

2. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRE/MT CESPE/2010) Segundo previsão legal expressa na Lei nº 9.784/99, as normas básicas ali consignadas quanto ao processo administrativo aplicam-se no âmbito da União, dos municípios, nas esferas dos distintos poderes.

A lei é exclusivamente federal podendo apenas servir como norte para os demais entes elaborarem a sua respectiva norma.

Gabarito: ERRADA

2.2. NOS TRÊS PODERES.

Em relação ao âmbito de aplicação, ainda, é importante lembrar que a lei deve ser aplicada em todos os poderes (executivo, legislativo e judiciário), afinal quando não estamos diante do poder executivo em sua função administrativa típica, estaremos diante dos demais poderes desempenhando o sua função administrativa atípica, por exemplo: Senado Federal (órgão do poder legislativo) e STF (órgão do poder judiciário) quando contratam servidores por meio do concurso público ou realizam compras por meio da licitação.

VEJA O ESQUEMA:

 

Poder Executivo

Poder Legislativo

Poder Judiciário

Função Típica

Administrar/Fiscalizar

Legislar

Julgar

Função Atípica

Julgar

Julgar

Administrar

Função Atípica

Legislar

Administrar

Legislar

Note quem em todos os poderes será necessária a utilização do Direito Administrativo (função administrativa típica no executivo e função

administrativa atípica no legislativo e n judiciário), e a norma que irá regular o procedimento é a lei 9.784/99.

NA LEI:

Art. 1º § 1 o Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa.

NA PROVA:

3. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – STJ – CESPE/2008) Quando os membros do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios se reúnem para decidir questões administrativas, têm de observar apenas a respectiva lei de organização judiciária e seu regimento interno, haja vista a Lei nº 9.784/1999 ser aplicável tão-somente aos órgãos do Poder Executivo da União.

A LEI 9.784 tem aplicação em todo os poderes do executivo (Legislativo, Executivo e Judiciário);

Gabarito: Errada.

4. (ANALISTA PROCESSUAL – MPU – CESPE/2010) A referida lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da administração pública direta e indireta, e seus preceitos também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, quando no desempenho de função administrativa.

Sua aplicação será tanto na administração direta quanto indireta e nos três poderes.

Gabarito: Correta.

3. DEFINIÇÕES.

A lei traz em seu corpo a definição de alguns conceitos muito

utilizados no estudo do direito administrativo, destaca o que seriam: órgão,

entidades e autoridade. Órgão: seria a unidade de atuação dentro da administração pública, porém sem personalidade jurídica. Entidade: seria a unidade de atuação componente da administração pública que possui personalidade jurídica. Autoridade: servidor que possui poder de decidir.

Veja o Esquema:

servidor que possui poder de decidir. Veja o Esquema: → NA LEI: “Art. 1º § 2º

NA LEI:

“Art. 1º § 2º Para os fins desta Lei, consideram-se:

I - órgão - a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta;

II

- entidade - a unidade de atuação dotada de personalidade

jurídica;

III

- autoridade - o servidor ou agente público dotado de poder de

decisão.”

NA PROVA:

5.

(ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/GO – CESPE/2008) Órgão é

a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica. Órgão não possui Personalidade Jurídica;

Gabarito: ERRADA.

6. (TÉCNICO ADMINISTRATIVO – MPU – CESPE/2010) De acordo com a Lei

n.º 9.784/1999, entidade é a unidade de atuação dotada de personalidade

jurídica, enquanto autoridade é o servidor ou agente público dotado de poder de decisão.

Entidade possui personalidade jurídica e autoridade diz respeito ao servidor (agente público) dotado do poder de decisão;

Gabarito: ERRADA.

6. PRINCÍPIOS.

A lei traz em seu artigo 2º vários princípios elencados, dentre eles traz princípios explícitos na Constituição Federal, bem como princípios implícitos, ou seja, que devem ser interpretados.

VEJA O ESQUEMA:

Palavra: SR. CAPIM (Senhor Capim).

S

SEGURANÇA JURÍDICA

R

RAZOABILIDADE

C

CONTRADITÓRIO

A

AMPLA DEFESA

P

PROPORCIONALIDADE

I

INTERESSE PÚBLICO

M

MOTIVAÇÃO/MORALIDADE

NA LEI:

Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.

(a) Legalidade: a lei deve ser sempre observada na atuação administrativa. Isto é, o administrador público só pode agir quando a lei determinar. O que o diferencia da legalidade para o particular, que poderá fazer tudo aquilo que a lei não proíbe. Enquanto o agente público possui uma relação de subordinação à lei, o particular possui uma relação de não contradição.

(b) Finalidade/Interesse Público: o fim mediato do ato administrativo é sempre o interesse público. Logo, a busca do fim público pela administração é sua finalidade essencial. O ato administrativo que não possui a finalidade pública estará viciado, vício este tão grave, que não poderá ser convalidada (corrigido, concertado), o ato será nulo.

(c)

administrativo vê sempre ser apresentado a coletividade, para que possa ser realizada a fiscalização e o controle. Por isso, os motivos do ato (fatos + fundamentos) devem ser exteriorizados (expostos) motivados. E a lei 9.784/99, em seu art. 50 traz um rol de atos que devem ser motivado, qual seja:

ato

Motivação:

em

decorrência

do

princípio

da

publicidade,

o

“Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando:

I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;

II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções;

III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública;

IV

processo

licitatório;

V - decidam recursos administrativos;

dispensem

ou

declarem

a

inexigibilidade

de

-

VI - decorram de reexame de ofício;

VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, laudos, propostas e relatórios oficiais;

VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo.”

(d) Contraditório/Ampla Defesa: tais princípios caminham juntos, isto é,

trabalham um ao lado do outro. O contraditório diz respeito ao direito que

o interessado tem de ficar sabendo do processo (ter ciência, ser citado), bem como ao direito de contradizer todos os atos do processo (ser intimado para apresentar defesa). A ampla defesa por sua vez representa o direito que o interessado tem te fazer jus de toda e qualquer prova no processo, desde que seja legalmente admitidas pela.

tais princípios, também, trabalham

em conjunto. A razoabilidade diz que a administração deve buscar agir apenas quando for realmente necessário e quando for agir deve agir de forma adequada. A proporcionalidade é uma vertente da razoabilidade e diz que a atuação adequada é aquela que busca uma ponderação (equilíbrio) entre os meios utilizados e os fins desejado pela administração durante a sua atuação.

(e) Razoabilidade/Proporcionalidade:

(f) Moralidade: a agente público durante a sua atuação deve observar

sempre agir de boa-fé, com lealdade, zelo pelo patrimônio público, ter uma conduta moral, lícita e proba (honesta).

(g) Segurança Jurídica: busca-se uma relação de estabilidade no processo, sendo vedada a aplicação de lei nova de forma retroativa de forma que venha a prejudicar o interessado. Devendo sempre respeitar o ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido.

(h)

administração, trabalhar de forma adequada para buscar menos custos e

para

Eficiência:

o

agente

público

deve

ser

o

mais

racional

mais benefícios, o que tornará a máquina administrativa mais rápida e econômica.

NA PROVA:

7. (CESPE/2011 – IFB – PROFESSOR) Entre os princípios expressamente consignados na Lei 9.784/99, inclui–se o relativo à impessoalidade.

O princípio da Impessoalidade não se encontra consagrado no lei 9.874/99.

Gabarito: Errada.

8. (ADMINISTRADOR – CORREIOS – CESPE/2011) Os princípios da

razoabilidade e da proporcionalidade, embora não estejam mencionados

no texto constitucional, estão previstos, de forma expressa, na lei que rege

o processo administrativo federal.

Tais princípios são explícitos do texto constitucionais, isto é, interpretados

da CF. Mas na lei 9.784/99 eles vêm de forma expressa.

Gabarito: Correta.

9. (AGENTE ADMINISTRATIVO – MPS – CESPE/2010) Os processos

administrativos, busca-se a adequação entre meios e fins, até mesmo com

a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior

àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público, visando à prevenção das irregularidades.

A atuação

razoável/proporcional

deve

ser

equilibrada

e

justa,

não

admitindo-se

aplicação

de

medida

superior

aquela

que

realmente

é

necessária;

Gabarito: ERRADA.

10. (CESPE/2011 – CNPQ – ANALISTA EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA JÚNIOR)

Nos processos administrativos, nova interpretação dada pela

administração pública sobre determinada matéria deve ser aplicada retroativamente. De acordo com o princípio da Segurança Jurídica, não deve aplicada de forma retroativa a nova interpretação, pois caso aconteça poderá retirar um direito anteriormente adquirido.

Gabarito: Errada.

5.1. Conceitos Importantes.

(a) Informalismo: no processo administrativo os atos podem ser como

regra realizados por meio informal, ou seja, não depende de rigidez, a fim e

que torne a o procedimento mais rápido, fugindo de toda a burocracia e complexidade dos tramites demorados.

(b) Oficialidade: a administração não precisa ser provocada para agir,

poderá agir por si mesma, isto é, a própria administração poder começar um processo, requerer diligências, buscar provas e até mesmo nos casos em que o interessado abrir mão do processo, caso a administração ache necessário (conveniente e oportuno ao interesse público) poderá dar continuidade.

(c) Verdade Material: como o interesse por traz do processo é o interesse público. Deve-se buscar a verdade material, aquela do que realmente aconteceu, afinal o interesse público é Supremo (supremacia do interesse público) e indisponível (indisponibilidade do interesse público), princípios formadores do regime jurídico administrativa, ponta pé inicial para o estudo da matéria.

(d) Advogado: quem estiver litigando (discutindo) no processo não é

obrigado a ser representado por um advogado ou por bacharel em direito.

Como nos diz a Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal:

Súmula Vinculante 5

A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição.”

(e) Revelia: no processo administrativo federal, não existem os efeitos da

revelia (deixar de comparecer ou apresentar defesa) como existem em outros ramos do direito. Gera apenas a nomeação de um representante dativo (pessoa designada exclusivamente para dar andamento ao processo) e não gera a presunção de todos os atos alegados contra o interessado com verdadeiros e nem a renúncia dos seus diretos.

NA LEI:

“Art. 27. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado.”

(f) Cobrança de custas: é vedada a cobrança de custas no processo, bem como o depósito prévio para recorrer.

NA LEI:

“Art. 2º, Parágrafo único, XI - proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei;

(h)

Auto Tutela – a administração pode agir de oficio (sem ser provocada),

poderá anular seus atos ilegais e revogar aqueles considerados inconvenientes e inoportunos. Quanto os atos forem ilegais não se originam direitos, mas quando forem inconvenientes e inoportunos se originam direito e por isso devem ser respeitados os direito adquiridos. Em ambos os casos, o interessado terá direito ao processo par exercer o seu contraditório e ampla defesa.

NA LEI:

“Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.”

Contudo, a administração terá um tempo pare realizar a anulação. Se a anulação for de ato que causou efeito favorável ao administrado ela terá

cinco anos para fazê-la, porém se tal efeito favorável é decorrente de atuação de má-fé do administrador a administração não deverá se submeter ao prazo de 5 anos, sendo então imprescritível (não haverá tempo para cobrar, poderá cobra 10,20,50,100 etc anos depois).

NA LEI:

.

.

“Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.”

NA PROVA:

11. (TODOS OS CARGOS – SUPERIOR – ANEEL – CESPE/2010) A administração pública pode, independentemente de provocação do administrado, instaurar processo administrativo, como decorrência da aplicação do princípio da oficialidade.

Princípio da Oficialidade.

Gabarito: Certa.

12. (TÉCNICO EM COMUNICAÇÃO SOCIAL – DPU – CESPE/2010) O princípio da gratuidade não se aplica ao processo administrativo, considerando-se a necessidade de cobertura das despesas decorrentes da tramitação.

No processo administrativo Federal, não existe cobrança de taxas, logo a gratuidade é aplicada.

Gabarito: Errada.

13. (CESPE/2011 – CORREIOS – ADMINISTRADOR) Consoante o princípio da autotutela, consagrado na Lei n.º 9.784/1999, a administração deve anular seus próprios atos de conteúdo decisório, quando eivados de vício de legalidade.

Atos de conteúdo decisório estão no mérito administrativo, logo não devem ser anulados por ilegalidade, mas sim revogados por motivo de conveniência e oportunidade.

Gabarito: Errada.

14. (ANALISTA TÉCNICO ADMINISTRATIVO – MS – CESPE/2010) A lei que regula o processo administrativo no âmbito da administração pública federal assegura ao administrado a possibilidade de fazer-se assistido por advogado.

Ter a assistência de um advogado é uma faculdade do administrado.

Gabarito: Correta.

6. DIREITOS E DEVERES DOS ADMINISTRADOS

A lei traz um rol de direitos que a administração deve observar durante sua relação com os administrados, bem como as obrigações (deveres) do administrado perante a administração.

VEJA O ESQUEMA:

com os administrados, bem como as obrigações (deveres) do administrado perante a administração. VEJA O ESQUEMA:

NA LEI:

Art. 3 o O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam

assegurados:

I - ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações;

II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas;

III - formular alegações e apresentar documentos antes da

decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão

competente;

IV - fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo

quando obrigatória a representação, por força de lei.

do administrado perante a

Art.

Administração, sem prejuízo de outros previstos em ato

normativo:

I - expor os fatos conforme a verdade;

II - proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé;

III - não agir de modo temerário;

IV - prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos.”

4 o

São

deveres

7. FASES. Neste tópico fala-se sobre as etapas que o processo deve seguir, do seu início até o seu fim. O processo possui três etapas, quais sejam:

(a)

Instauração;

(b)

Instrução; e

(c) Julgamento.

(a) INSTAURAÇÃO – é a fase inicial, isto é, a forma como o processo começa e poderá ser:

- DE OFÍCIO: a própria administração dá início; - A PEDIDO: o interessado dá início, mediante o uso de um requerimento, que deve conter os seguintes requisitos:

→ Órgão/Autoridade para quem se dirige o processo;

→ Identificação;

→ Domicílio;

→ Fatos + Fundamentos + Pedidos;

→ Data e Assinatura.

NA LEI:

Art. 5 o O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido

de interessado.

Art. 6 o O requerimento inicial do interessado, salvo casos em que for admitida solicitação oral, deve ser formulado por escrito e conter os seguintes dados:

I - órgão ou autoridade administrativa a que se dirige;

II - identificação do interessado ou de quem o represente;

III

comunicações;

IV - formulação do pedido, com exposição dos fatos e de seus

fundamentos;

V - data e assinatura do requerente ou de seu representante.

domicílio

do

requerente

ou

local

para

recebimento

de

-

#CUIDADO! Se houver mais de um interessado e o conteúdo bem como os fundamentos forem idênticos, poderá ser utilizado apenas um requerimento, é o que chamamos de LITISCONSÓRCIO ATIVO.

NA LEI:

Art. 8º Quando os pedidos de uma pluralidade de interessados tiverem conteúdo e fundamentos idênticos, poderão ser formulados em um único requerimento, salvo preceito legal em contrário.

Afinal, quem poderá ingressar com o processo, ou seja, quem serão os interessados.

VEJA O ESQUEMA:

→ PF capaz ou PJ;

→ Direitos Afetados pela decisão;

→ Organizações/Associação (Direitos/Interesses coletivos);

→ Pessoas/Associações (Direitos/Interesses difusos);

NA LEI:

“Art.

administrativo:

I - pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de

direitos ou interesses individuais ou no exercício do direito de

representação;

II - aqueles que, sem terem iniciado o processo, têm direitos ou

interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada;

III - as organizações e associações representativas, no tocante a

direitos e interesses coletivos;

como

processo

9 o

São

legitimados

interessados

no

IV - as pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto

a direitos ou interesses difusos.”

NA PROVA

15. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/MG – CESPE/2009) As organizações e associações representativas são legitimadas para atuar como interessadas

em

individuais.

processos

administrativos,

no

tocante

a

direitos

e

interesses

Não são legitimas para interesse individuais, apenas COLETIVOS!

Gabarito: Errada.

#COMPETÊNCIA.

A competência é a atribuição legal que conferida ao órgão ou agente

para a prática dos seus atos, ou seja, a lei diz o que cada órgão e agente pode ou não fazer, traz tudo aquilo que é reservado para o seu âmbito de atuação e seu cargo.

A competência não pode ser entregue a outra pessoa, ou seja, como

regra ela é irrenunciável. Mas a lei admite estender a competência (delegação) ou chamar para si a competência de outra pessoas (avocação), contudo devem ser observados vários requisitos: publicidade, motivação, não podem ser total ou para sempre e cada uma delas tem um porque em especial.

VEJA O ESQUEMA:

 

Delegação

 

Avocação

 

O que é

Estender a competência

Chamar

pra

si

a

competência de outrem (outra pessoa)

Onde ocorre

Mesma

Hierarquia

e

Apenas

entre

Chefe

e

entre

Chefe

e

Subordinados

 

Subordinados

 

Porque ocorre (motivo)

Por

Ordem:

Técnica,

Excepcional e Relevante

Social,

Econômica,

Territorial e Jurídica

Tempo

Sempre DETERMINADO, por tempo indeterminado seria renúncia.

Total

NÃO ADMITE-SE

Parcial

ADMITE-SE

Motivada

SEMPRE

Publicada

SEMPRE

CUIDADO! Os atos normativos, as decisões de recursos administrativos e a competência exclusiva não podem ser objeto de delegação e avocação.

VEJA O ESQUEMA :

Palavra: AREX.

A

ATOS NORMATIVOS

R

RECURSOS ADMINISTRATIVOS (DECISÃO)

EX

EXCLUSIVA (COMPETÊNCIA)

NA LEI:

“Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos.

Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial.

Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes.

Art. 13. Não podem ser objeto de delegação:

I - a edição de atos de caráter normativo;

II - a decisão de recursos administrativos;

III

autoridade.

Art. 14. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial.

§

transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os

objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada.

2 o O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante.

§

explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado.

Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior .”

3 o As decisões adotadas por delegação devem mencionar

§

1 o O ato de delegação especificará as matérias e poderes

ou

as

matérias

de

competência

exclusiva

do

órgão

-

NA PROVA:

16. (ANALISTA DE INFORMÁTICA – MPU – CESPE/2010) No que se refere à competência dos órgãos administrativos, a Lei n.º 9.784/1999 admite expressamente a delegação de competência para a edição de atos de caráter normativo.

Os atos de caráter normativo não podem se delegados.

Gabarito: Errada.

17. (TODOS OS CARGOS – MS – CESPE/2010) De acordo com a legislação de regência, a edição de atos de caráter normativo pode ser objeto de delegação.

Os atos de caráter normativo não podem se delegados.

Gabarito: Errada.

18. (ANALISTA EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA JÚNIOR – CNPQ – CESPE/2011) Não pode ser objeto de delegação a competência para decidir sobre recursos administrativos.

As Decisões de Recursos Administrativos não podem se delegados.

Gabarito: ERRADA

19. (ESCRIVÃO DE POLÍCIA – PC/ES – CESPE/2011) Somente em caráter temporário e por motivos relevantes devidamente justificados é permitida a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior.

A avocação será sempre temporária, e seu motivos deverão ser justificados. A mesma só pode ocorrer para subordinados.

Gabarito: Correta.

#IMPEDIMENTO E SUSPEIÇÃO.

A lei traz casos em que as pessoas que possuam vínculos com quem

está participando do processo poderão mostra tal vínculo para a administração, a fim de que seja assegurada a imparcialidade no julgamento e que a decisão, bem como toda a instrução fique longe da influência de pessoas que possuem preferência por algumas das partes que estão discutindo no processo. Para tal acontecimento dar-se o nome de Impedimento ou Suspeição.

O IMPEDIMENTO é absoluto, isto é, DEVE ser apresentado sob pena

de gerar nulidade no processo. A SUSPEIÇÃO é relativa e PODE ser apresentada, sua configuração não gera nulidade no processo.

VEJA O ESQUEMA:

IMPEDIMENTO

SUSPEIÇÃO

→ Absoluta

→ Relativa

→ Gera Nulidade

→ Não Gera Nulidade

→ DEVE ser apresentada

 

→ PODE ser apresentada

→ Para:

→ Para:

#Interesse na causa;

 

# Amizade Intima/Inimizade Notória com:

#Litigando

(adm/jud)

com

(Cônjuge/Interessado/Parente Até 3º Grau);

(Cônjuge/Interessado);

#Participou/Participará como:

 

- Perito;

- Testemunha;

 

- Representante.

Do: (Cônjuge/Interessado/Parente Até 3º Grau);

NA LEI:

“Art. 18. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que:

I - tenha interesse direto ou indireto na matéria;

- testemunha ou representante, ou se tais situações ocorrem

o

terceiro grau;

III - esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro.

Art. 19. A autoridade ou servidor que incorrer em impedimento deve comunicar o fato à autoridade competente, abstendo-se de atuar.

Parágrafo único. A omissão do dever de comunicar o impedimento constitui falta grave, para efeitos disciplinares.

quanto

II

venha

perito,

tenha

ao

participado

cônjuge,

ou

a

ou

participar

parente

como

e

afins

companheiro

até

Art. 20. Pode ser argüida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória com algum dos

interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau.”

NA PROVA:

20. (AFCE- TI – TCU – CESPE/2010) A suspeição gera presunção relativa de incapacidade, mas o defeito é sanado se o interessado não a alegar no momento oportuno.

Suspeição é relativa, isto é, caso não seja apresentado no tempo certo não gera nulidade. Podendo o processo continuar normalmente.

Gabarito: Correta.

#ATOS DO PROCESSO.

(A) Forma dos Atos:

Regra: Livre [Exceção]: quando a lei determinar, deverá ser Escrito com: DATA + LOCAL + ASSINATURA.

NA LEI:

“Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir.

§ 1 o Os atos do processo devem ser produzidos por escrito, em vernáculo, com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável.”

“Em vernáculo” idioma oficial do pais. Brasil: português.

NA PROVA:

21. (PROCURADOR – AGU – CESPE/2010) Os atos do processo administrativo dependem de forma determinada apenas quando a lei expressamente a exigir.

Como regra os atos do processo são livres, salvo quando a lei determinar.

Gabarito: Correta.

22. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/MG – CESPE/2009) Todos os atos do processo administrativo devem ser realizados de forma determinada.

Como regra, eles são livres.

Gabarito: Errada.

CUIDADO! Quando houve dúvidas a respeito para saber se o documento é legitimo, verdadeira e autentico poderá ser feito o reconhecimento de firma.

CUIDADO! A autenticação do documento pode ser feita pela próprio órgão da administração.

NA LEI:

“Art. 22 § 2 o Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade.

§ 3 o A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo.”

(b) Lugar dos atos:

Regra: Na sede do órgão; [Exceção]: Fora do órgão mediante ciência do interessado.

NA LEI:

“Art.

preferencialmente na sede do órgão, cientificando-se o

realizar-se

25.

Os

atos

do

processo

devem

interessado se outro for o local de realização.”

(c) Tempo dos atos:

Regra: Dias úteis no horário de funcionamento normal da repartição.

[Exceção]: Após o horário, caso seu interrompimento cause dano ou prejuízo ao processo ou a direito do interessado

NA LEI:

“Art. 23. Os atos do processo devem realizar-se em dias úteis, no horário normal de funcionamento da repartição na qual tramitar o processo.

Parágrafo único. Serão concluídos depois do horário normal os atos já iniciados, cujo adiamento prejudique o curso regular do procedimento ou cause dano ao interessado ou à Administração.”

(d) Prazo dos atos: 5 dias.

NA LEI:

Art. 24. Inexistindo disposição específica, os atos do órgão ou autoridade responsável pelo processo e dos administrados que dele participem devem ser praticados no prazo de cinco dias, salvo motivo de força maior.

# INTIMAÇÃO DOS INTERESSADOS.

Intimação é meio pelo qual a administração avisa ao interessado o que está acontecendo no processo, bem como, o meio utilizado para que o interessado vá até a repartição para tomar algum providência em relação ao seu caso. Para a sua ocorrência deve ser observado um tempo mínimo de antecedência de 3 dias uteis. Ela poderá ser de várias formas.

VEJA O ESQUEMA:

→ Ciência no Processo;

→ AR;

→ Telegrama;

→ Edital (Indeterminado/Desconhecidos/Sem Domicílio);

→ Outro meio que assegura a ciência;

NA LEI:

Art. 26 § 2 o A intimação observará a antecedência mínima de três dias úteis quanto à data de comparecimento.

3 o A intimação pode ser efetuada por ciência no processo, por via postal com aviso de recebimento, por telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado.

4 o No caso de interessados indeterminados, desconhecidos ou com domicílio indefinido, a intimação deve ser efetuada por meio de publicação oficial .

§

§

(b) INSTRUÇÃO – Nesta etapa do procedimento é as provas são colhidas (testemunhas/documentos) e a comissão responsável pelo processo elabora um relatório para sugerir à autoridade julgadora que tome determinada decisão.

VEJA O ESQUEMA:

INSTRUÇÃO

→ Colher provas;

→ Elaborar Relatório;

CUIDADO! Não são admitidas provas ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias, apenas prova LÍCITAS.

Durante a instrução pode ser necessária a ajuda de um especialista, a fim de que tira alguma dúvida que uma pessoa comum não seja capaz de verificar, por exemplo: a ajuda de um perito. Por isso, a lei traz a oportunidade da administração requisitar um PARECER CONSULTIVO. Tal parecer terá o prazo de 15 dias prorrogáveis por mais 15, poderá ser Obrigatório Vinculante ou Não Vinculante, caso ele não seja entregue no dias combinado, no primeiro suspende o processo e no segundo não suspende o processo, mas em ambos os casos a pessoas responsável pelo atraso será punida.

VEJA O ESQUEMA:

Parecer Consultivo:

#Prazo: 15 + 15; #OBRIGATÓRIO:

- Vinculante: Suspensão + Responsabilização;

- Não Vinculante: Suspensão + Responsabilização;

NA LEI:

“Art. 42. Quando deva ser obrigatoriamente ouvido um órgão consultivo, o parecer deverá ser emitido no prazo máximo de quinze dias, salvo norma especial ou comprovada necessidade de maior prazo.

§ 1 o Se um parecer obrigatório e vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo não terá seguimento até a respectiva apresentação, responsabilizando-se quem der causa ao atraso.

§ 2 o Se um parecer obrigatório e não vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo poderá ter prosseguimento e ser decidido com sua dispensa, sem prejuízo da responsabilidade de quem se omitiu no atendimento.”

NA PROVA:

23. (PROCURADOR FEDERAL – AGU – CESPE/2010) Se um parecer obrigatório e vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo pode ter prosseguimento e ser decidido com sua dispensa, sem prejuízo da responsabilidade de quem se omitiu no atendimento.

Se o parecer for obrigatório e vinculante teremos dois reflexos: Suspensão do Processo e Responsabilização do responsável pela atraso. Caso ela seja obrigatório e não vinculante não terá suspensão, mas terá a responsabilização de quem ocasionou o atraso.

Gabarito: Errada.

24. (PROCURADOR – BACEN – CESPE/2009) O parecer do órgão consultivo deverá ser emitido impreterivelmente no prazo máximo de quinze dias.

Pode ser prorrogado por mais 15 dias se devidamente justificado o motivo.

Gabarito: Errada.

#DFFESA – dentro da fase de instrução é realiada a defesa do acusado, que será no final da instrução, isto é, será o último ato da fase instrutória, dentro de 10 dias.

VEJA O ESQUEMA:

DEFESA:

→ Final da instrução;

→ 10 dias;

NA LEI:

“Art. 44. Encerrada a instrução, o interessado terá o direito de manifestar-se no prazo máximo de dez dias, salvo se outro prazo for legalmente fixado.”

# RELATÓRIO – depois da instrução (finalizada pela apresentação da defesa) a comissão irá elaborar um relatório, o qual servirá de base para a autoridade julgadora decidir qual decisão deverá ser tomada.

NA LEI:

“Art. 47. O órgão de instrução que não for competente para emitir a decisão final elaborará relatório indicando o pedido inicial, o conteúdo das fases do procedimento e formulará proposta de decisão, objetivamente justificada, encaminhando o processo à autoridade competente.”

(c) DECISÃO – é a última fase do processo e compete a autoridade julgadora fazê-la. Será após finalizada toda a instrução no prazo de 30 dias prorrogáveis por mais 30. As razões da decisão devem ser apresentadas, isto é motivadas.

VEJA O ESQUEMA:

DECISÃO

→ Após Instrução;

→ 30 + 30;

NA LEI:

“Art. 48. A Administração tem o dever de explicitamente emitir decisão nos processos administrativos e sobre solicitações ou reclamações, em matéria de sua competência.

Art. 49. Concluída a instrução de processo administrativo, a Administração tem o prazo de até trinta dias para decidir, salvo prorrogação por igual período expressamente motivada.”

8. RECURSO E REVISÃO.

Existem

três

formas

de

impugnar

as

decisões

no

processo

administrativo federal, recurso, revisão e reconsideração.

(a)

Recurso: contra informalismo no que tange a ilegalidade mérito;

NA LEI:

“Art. 56. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito.

(b)

Revisão: por meio de provas novas surgem fatos s novos e relevantes;

NA LEI:

“Art. 65. Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada.

Parágrafo único. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção.”

(c) Reconsideração: é a retratação da autoridade que decidiu, ou seja, arrependeu-se e resolveu rever a sua antiga decisão.

VEJA O ESQUEMA:

 

RECURSO

REVISÃO

Porque Ocorre

 

Inconformismo

Fatos novos ou relevantes (novas provas)

(ilegalidade/mérito)

Prazo

10 dias

Qualquer Tempo

Reforma

para

pior

Poder Ocorrer

Não pode ocorrer

(“reformatio

in

pejus”)

Reconsideração

 

5 dias

Não há

CUIDADO! O endereçamento deve ser para a autoridade de menor grau hierárquico.

CUIDADO! O número máximo de instâncias são três, caso não haja mais instâncias esgota-se na última.

NA LEI:

Art. 56 § 1 o O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não a reconsiderar no prazo de cinco dias, o encaminhará à autoridade superior.

§ 2 o Salvo exigência legal, a interposição de recurso administrativo independe de caução.

Art. 57. O recurso administrativo tramitará no máximo por três instâncias administrativas, salvo disposição legal diversa.

NA PROVA:

25. (PROCURADOR FEDERAL – AGU – CESPE/2010) No processo administrativo, eventual recurso deve ser dirigido à própria autoridade que proferiu a decisão, podendo essa mesma autoridade exercer o juízo de retratação e reconsiderar a sua decisão.

O recurso é enviado para a própria autoridade que proferiu a decisão, para que ela faça a retratação (rever sua própria decisão) em até 5 dias.

Gabarito: Correta.

26. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/MG – CESPE/2009) Todos os recursos administrativos devem tramitar, no máximo, por duas instâncias administrativas.

O máximo são três instâncias.

Gabarito: ERRADA.

27. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/MG – CESPE/2009) O agravamento da sanção pode decorrer da revisão do processo.

Não se admite reforma para pior na revisão, apenas no recurso.

Gabarito: Errada.

28. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ARQUIVOLOGIA – TRT 17ª REGIÃO – CESPE/2009) Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos; entretanto, dessa revisão não poderá resultar agravamento da sanção.

O revisão decorre de fatos novos e poderá ser a qualquer tempo, não podendo resultado agravamento da sanção.

Gabarito: Errada.

9. PRAZOS. A lei buscou base na legislação processual civil, logo apresenta semelhanças entre os prazos utilizados na no código de processo civil. No que diz respeito à contagem, devem ser observadas algumas peculiaridades.

VEJA O ESQUEMA:

Prazos:

Exclui: começo.

 

Inclui: vencimento.

 

Em dias: Continuamente.

 

Em anos/Meses: data à data.

 

Vencimento

em

feriado:

prorroga-se

para

o

dia

útil

subsequente.

NA LEI:

“Art. 66. Os prazos começam a correr a partir da data da

cientificação oficial, excluindo-se da contagem o dia do começo

e incluindo-se o do vencimento.

§ 1 o Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil seguinte se o vencimento cair em dia em que não houver expediente ou este for encerrado antes da hora normal.

§ 2 o Os prazos expressos em dias contam-se de modo contínuo.

§ 3 o Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a

data. Se no mês do vencimento não houver o dia equivalente àquele do início do prazo, tem-se como termo o último dia do mês.

Art. 67. Salvo motivo de força maior devidamente comprovado, os prazos processuais não se suspendem.”

10. Extinção do Processo.

O processo poderá ser extinto por renúncia, desistência, exaurimento da sua finalidade ou o objeto a ser discutido torna-se sem utilizado devido a fato ocorrente após a abertura do processo. Deve-se ficar atento as diferenças entre renúncia e desistência.

VEJA O ESQUEMA:

RENÚNCIA

DESISTÊNCIA

- É do DIREITO;

- É do PROCESSO;

- Escrita;

- Escrita;

- Total/Parcial;

- Total/Parcial;

- Só atinge quem a formulou;

- Só atinge quem a formulou;

NA LEI:

“Art. 51. O interessado poderá, mediante manifestação escrita, desistir total ou parcialmente do pedido formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis.

§ 1 o Havendo vários interessados, a desistência ou renúncia atinge somente quem a tenha formulado.

§ 2 o A desistência ou renúncia do interessado, conforme o caso, não prejudica o prosseguimento do processo, se a Administração considerar que o interesse público assim o exige.

Art. 52. O órgão competente poderá declarar extinto o processo quando exaurida sua finalidade ou o objeto da decisão se tornar impossível, inútil ou prejudicado por fato superveniente.”

REVISÃO POR MEIO DE ESQUEMAS:

REVISÃO POR MEIO DE ESQUEMAS:   Poder Executivo Poder Legislativo Poder Judiciário Função Típica
REVISÃO POR MEIO DE ESQUEMAS:   Poder Executivo Poder Legislativo Poder Judiciário Função Típica
 

Poder Executivo

Poder Legislativo

Poder Judiciário

Função Típica

Administrar/Fiscalizar

Legislar

Julgar

Função Atípica

Julgar

Julgar

Administrar

Função Atípica

Legislar

Administrar

Legislar

S SEGURANÇA JURÍDICA R RAZOABILIDADE C CONTRADITÓRIO A AMPLA DEFESA P PROPORCIONALIDADE

S

SEGURANÇA JURÍDICA

R

RAZOABILIDADE

C

CONTRADITÓRIO

A

AMPLA DEFESA

P

PROPORCIONALIDADE

I

INTERESSE PÚBLICO

M

MOTIVAÇÃO/MORALIDADE

A AMPLA DEFESA P PROPORCIONALIDADE I INTERESSE PÚBLICO M MOTIVAÇÃO/MORALIDADE

Requisitos do Requerimento

→ Órgão/Autoridade para quem se dirige o processo;

→ Identificação;

→ Domicílio;

→ Fatos + Fundamentos + Pedidos;

→ Data e Assinatura.

Interessados:

PF capaz ou PJ;

Direitos Afetados pela decisão;

 

Organizações/Associação (Direitos/Interesses coletivos);

 

Pessoas/Associações (Direitos/Interesses difusos);

 
 

Delegação

 

Avocação

 

O que é

Estender a competência

Chamar

pra

si

a

competência de outrem

(outra pessoa)

 

Onde ocorre

Mesma

Hierarquia

e

Apenas

entre

Chefe

e

entre

Chefe

e

Subordinados

 

Subordinados

 

Porque ocorre (motivo)

Por

Ordem:

Técnica,

Excepcional e Relevante

Social, Econômica, Territorial e Jurídica

Tempo

Sempre DETERMINADO, por tempo indeterminado seria renúncia.

Total

NÃO ADMITE-SE

 

Parcial

ADMITE-SE

 

Motivada

SEMPRE

 

Publicada

SEMPRE

 

Não podem ser delegados:

A

ATOS NORMATIVOS

 

R

RECURSOS ADMINISTRATIVOS (DECISÃO)

EX

EXCLUSIVA (COMPETÊNCIA)

 
 

IMPEDIMENTO

 

SUSPEIÇÃO

Absoluta

 

→ Relativa

Gera Nulidade

 

→ Não Gera Nulidade

DEVE ser apresentada

→ PODE ser apresentada

Para:

 

→ Para:

#Interesse na causa;

 

# Amizade Intima/Inimizade Notória com:

#Litigando

(adm/jud)

com

(Cônjuge/Interessado/Parente Até 3º Grau);

(Cônjuge/Interessado);

#Participou/Participará como:

 
 

- Perito;

- Testemunha;

 

- Representante.

Do: (Cônjuge/Interessado/Parente Até 3º Grau);

Intimação

→ Ciência no Processo;

→ AR;

→ Telegrama;

→ Edital (Indeterminado/Desconhecidos/Sem Domicílio);

→ Outro meio que assegura a ciência;

INSTRUÇÃO

→ Colher provas;

→ Elaborar Relatório.

→ Parecer Consultivo:

#Prazo: 15 + 15; #OBRIGATÓRIO:

- Vinculante: Suspensão + Responsabilização; - Não Vinculante: Suspensão + Responsabilização;

DEFESA:

Final da instrução;

10 dias;

DECISÃO

→ Após Instrução;

→ 30 + 30;

 

RECURSO

REVISÃO

Porque Ocorre

 

Inconformismo

Fatos novos ou relevantes (novas provas)

(ilegalidade/mérito)

Prazo

10 dias

Qualquer Tempo

Reforma

para

pior

Poder Ocorrer

Não pode ocorrer

(“reformatio

in

pejus”)

Reconsideração

 

5 dias

Não há

Prazos:

Exclui: começo.

 

Inclui: vencimento.

 

Em dias: Continuamente.

 

Em anos/Meses: data à data.

 

Vencimento

em

feriado:

prorroga-se

para

o

dia

útil

subsequente.

RENÚNCIA

DESISTÊNCIA

- É do DIREITO;

- É do PROCESSO;

- Escrita;

- Escrita;

- Total/Parcial;

- Total/Parcial;

- Só atinge quem a formulou;

- Só atinge quem a formulou;

ARTIGOS DA LEI E SUMÚLAS UTILIZADAS:

Art. 1º Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração.

Art. 1º § 1 o Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa.

“Art. 1º § 2º Para os fins desta Lei, consideram-se:

I - órgão - a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta;

II - entidade - a unidade de atuação dotada de personalidade

jurídica;

III - autoridade - o servidor ou agente público dotado de poder de

decisão.”

“Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.”

“Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando:

I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;

II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções;

III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública;

IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório;

V - decidam recursos administrativos;

VI - decorram de reexame de ofício;

VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou

discrepem de pareceres, laudos, propostas e relatórios oficiais;

VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de

ato administrativo.”

Súmula Vinculante 5

A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição.”

“Art. 27. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado.”

“Art. 2º, Parágrafo único, XI - proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei;”

“Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.”

“Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.”

Art. 3 o O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados:

I

- ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que

deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações;

II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que

tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de

documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas;

III

- formular alegações e apresentar documentos antes da decisão,

os

quais serão objeto de consideração pelo órgão competente;

IV

- fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando

obrigatória a representação, por força de lei.

Art. 4 o São deveres do administrado perante a Administração, sem prejuízo de outros previstos em ato normativo:

I - expor os fatos conforme a verdade;

II - proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé;

III - não agir de modo temerário;

IV - prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos.”Art. 5 o O processo administrativo

pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado.

Art. 6 o O requerimento inicial do interessado, salvo casos em que for admitida solicitação oral, deve ser formulado por escrito e conter os seguintes dados:

I - órgão ou autoridade administrativa a que se dirige;

II

- identificação do interessado ou de quem o represente;

 

III

-

domicílio

do

requerente

ou

local

para

recebimento

de

comunicações;

IV - formulação do pedido, com exposição dos fatos e de seus

fundamentos;

V - data e assinatura do requerente ou de seu representante.

“Art.

administrativo:

I - pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos ou interesses individuais ou no exercício do direito de

representação;

II - aqueles que, sem terem iniciado o processo, têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada;

III - as organizações e associações representativas, no tocante a

direitos e interesses coletivos;

IV - as pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a

direitos ou interesses difusos.”

9 o

São

legitimados

como

interessados

no

processo

“Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos.

Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial.

Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes.

Art. 13. Não podem ser objeto de delegação:

I - a edição de atos de caráter normativo;

II - a decisão de recursos administrativos;

III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.

Art. 14. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial.

§

delegação especificará as matérias e poderes

transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os

1 o

O

ato

de

objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada.

§

autoridade delegante.

é revogável a qualquer tempo pela

2 o

O

ato

de

delegação

§

3 o

As

decisões

adotadas

por

delegação

devem

mencionar

explicitamente

esta

qualidade

e

considerar-se-ão

editadas

pelo

delegado.

Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior .”

“Art. 18. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que:

I - tenha interesse direto ou indireto na matéria;

II - tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais situações ocorrem quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até o terceiro grau;

III - esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro.

Art. 19. A autoridade ou servidor que incorrer em impedimento deve comunicar o fato à autoridade competente, abstendo-se de atuar.

Parágrafo único. A omissão do dever de comunicar o impedimento constitui falta grave, para efeitos disciplinares.

Art. 20. Pode ser argüida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau.”“Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir.

§

vernáculo, com a data e o local de sua realização e a assinatura da

1 o Os atos do processo devem ser produzidos por escrito, em

autoridade responsável.”“Art. 22 § 2 o Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade.

§ 3 o A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita

pelo órgão administrativo.”“Art. 25. Os atos do processo devem realizar-se preferencialmente na sede do órgão, cientificando-se o interessado se outro for o local de realização.”“Art. 23. Os atos do processo devem realizar-se em dias úteis, no horário normal de funcionamento da repartição na qual tramitar o processo.

Parágrafo único. Serão concluídos depois do horário normal os atos já iniciados, cujo adiamento prejudique o curso regular do procedimento ou cause dano ao interessado ou à Administração.”Art. 24. Inexistindo disposição específica, os atos do órgão ou autoridade responsável pelo processo e dos administrados que dele participem devem ser praticados no prazo de cinco dias, salvo motivo de força maior.Art. 26 § 2 o A intimação observará a antecedência mínima de três dias úteis quanto à data de comparecimento.

§ 3 o A intimação pode ser efetuada por ciência no processo, por via postal com aviso de recebimento, por telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado.

§ 4 o No caso de interessados indeterminados, desconhecidos ou com domicílio indefinido, a intimação deve ser efetuada por meio de publicação oficial .

“Art. 42. Quando deva ser obrigatoriamente ouvido um órgão consultivo, o parecer deverá ser emitido no prazo máximo de quinze dias, salvo norma especial ou comprovada necessidade de maior prazo.

§ 1 o Se um parecer obrigatório e vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo não terá seguimento até a respectiva apresentação, responsabilizando-se quem der causa ao atraso.

§ 2 o Se um parecer obrigatório e não vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo poderá ter prosseguimento e

ser decidido com sua dispensa, sem prejuízo da responsabilidade de quem se omitiu no atendimento.”“Art. 44. Encerrada a instrução, o interessado terá o direito de manifestar-se no prazo máximo de dez dias, salvo se outro prazo for legalmente fixado.”“Art. 47. O órgão de instrução que não for competente para emitir a decisão final elaborará relatório indicando o pedido inicial, o conteúdo das fases do procedimento e formulará proposta de decisão, objetivamente justificada, encaminhando o processo à autoridade competente.” “Art. 48. A Administração tem o dever de explicitamente emitir decisão nos processos administrativos e sobre solicitações ou reclamações, em matéria de sua competência.

Art. 49. Concluída a instrução de processo administrativo, a Administração tem o prazo de até trinta dias para decidir, salvo prorrogação por igual período expressamente motivada.”

“Art. 56. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito.

“Art. 65. Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada.

Parágrafo único. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção.”Art. 56 § 1 o O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não a reconsiderar no prazo de cinco dias, o encaminhará à autoridade superior.

§ 2 o Salvo exigência legal, a interposição de recurso administrativo independe de caução.

Art. 57. O recurso administrativo tramitará no máximo por três instâncias administrativas, salvo disposição legal diversa.

“Art. 66. Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial, excluindo-se da contagem o dia do começo e incluindo-se o do vencimento.

“Art. 51. O interessado poderá, mediante manifestação escrita, desistir total ou parcialmente do pedido formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis.

1 o Havendo vários interessados, a desistência ou renúncia atinge somente quem a tenha formulado.

§

2 o A desistência ou renúncia do interessado, conforme o caso, não prejudica o prosseguimento do processo, se a Administração considerar que o interesse público assim o exige.

§

Art. 52. O órgão competente poderá declarar extinto o processo quando exaurida sua finalidade ou o objeto da decisão se tornar impossível, inútil ou prejudicado por fato superveniente.”

LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS:

1. (AGENTE ADMINISTRATIVO – MPS – CESPE/2010) O processo administrativo,

na administração pública federal, visa à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da administração.

2. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRE/MT CESPE/2010) Segundo

previsão legal expressa na Lei nº 9.784/99, as normas básicas ali consignadas quanto ao processo administrativo aplicam-se no âmbito da União, dos municípios, nas esferas dos distintos poderes.

3. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – STJ – CESPE/2008) Quando os membros do Tribunal

de Justiça do Distrito Federal e Territórios se reúnem para decidir questões administrativas, têm de observar apenas a respectiva lei de organização judiciária e seu regimento interno, haja vista a Lei nº 9.784/1999 ser aplicável tão-somente aos órgãos do Poder Executivo da União.

4. (ANALISTA PROCESSUAL – MPU – CESPE/2010) A referida lei estabelece

normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da administração

pública direta e indireta, e seus preceitos também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, quando no desempenho de função administrativa.

5. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/GO – CESPE/2008) Órgão é a

unidade de atuação dotada de personalidade jurídica.

6.

(TÉCNICO ADMINISTRATIVO – MPU – CESPE/2010) De acordo com a Lei n.º

9.784/1999, entidade é a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica, enquanto autoridade é o servidor ou agente público dotado de poder de decisão.

7. (CESPE/2011

consignados na Lei 9.784/99, inclui–se o relativo à impessoalidade.

IFB

PROFESSOR)

Entre

os

princípios

expressamente

8. (ADMINISTRADOR – CORREIOS – CESPE/2011) Os princípios da razoabilidade

e da proporcionalidade, embora não estejam mencionados no texto constitucional, estão previstos, de forma expressa, na lei que rege o processo administrativo federal.

9. (AGENTE ADMINISTRATIVO – MPS – CESPE/2010) Os processos

administrativos, busca-se a adequação entre meios e fins, até mesmo com a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público, visando à prevenção das irregularidades.

10. (CESPE/2011 – CNPQ – ANALISTA EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA JÚNIOR) Nos

processos administrativos, nova interpretação dada pela administração pública sobre determinada matéria deve ser aplicada retroativamente.

11. (TODOS OS CARGOS – SUPERIOR – ANEEL – CESPE/2010) A administração

pública pode, independentemente de provocação do administrado, instaurar processo administrativo, como decorrência da aplicação do princípio da

oficialidade.

12. (TÉCNICO EM COMUNICAÇÃO SOCIAL – DPU – CESPE/2010) O princípio da

gratuidade não se aplica ao processo administrativo, considerando-se a

necessidade de cobertura das despesas decorrentes da tramitação.

13. (CESPE/2011 – CORREIOS – ADMINISTRADOR) Consoante o princípio da

autotutela, consagrado na Lei n.º 9.784/1999, a administração deve anular seus próprios atos de conteúdo decisório, quando eivados de vício de legalidade.

14. (ANALISTA TÉCNICO ADMINISTRATIVO – MS – CESPE/2010) A lei que regula

o processo administrativo no âmbito da administração pública federal assegura ao administrado a possibilidade de fazer-se assistido por advogado.

15. (TÉCNICO

associações representativas são legitimadas para atuar como interessadas em processos administrativos, no tocante a direitos e interesses individuais.

JUDICIÁRIO

TRE/MG

CESPE/2009)

As

organizações

e

16. (ANALISTA DE INFORMÁTICA – MPU – CESPE/2010) No que se refere à

competência dos órgãos administrativos, a Lei n.º 9.784/1999 admite expressamente a delegação de competência para a edição de atos de caráter normativo.

17. (TODOS OS CARGOS – MS – CESPE/2010) De acordo com a legislação de

regência, a edição de atos de caráter normativo pode ser objeto de delegação.

18. (ANALISTA EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA JÚNIOR – CNPQ – CESPE/2011)Não

pode ser objeto de delegação a competência para decidir sobre recursos administrativos.

temporário e por motivos relevantes devidamente justificados é permitida a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior.

19.

(ESCRIVÃO

DE

POLÍCIA

PC/ES

CESPE/2011)Somente

em

caráter

20. (AFCE- TI – TCU – CESPE/2010) A suspeição gera presunção relativa de

incapacidade, mas o defeito é sanado se o interessado não a alegar no momento

oportuno.

21. (PROCURADOR – AGU – CESPE/2010) Os atos do processo administrativo

dependem de forma determinada apenas quando a lei expressamente a exigir.

22. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/MG – CESPE/2009) Todos os atos do processo

administrativo devem ser realizados de forma determinada.

23. (PROCURADOR FEDERAL – AGU – CESPE/2010) Se um parecer obrigatório e

vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo pode ter

prosseguimento e ser decidido com sua dispensa, sem prejuízo da responsabilidade de quem se omitiu no atendimento.

24. (PROCURADOR – BACEN – CESPE/2009) O parecer do órgão consultivo

deverá ser emitido impreterivelmente no prazo máximo de quinze dias.

25.

(PROCURADOR FEDERAL – AGU – CESPE/2010) No processo administrativo,

eventual recurso deve ser dirigido à própria autoridade que proferiu a decisão, podendo essa mesma autoridade exercer o juízo de retratação e reconsiderar a

sua decisão.

26. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/MG – CESPE/2009) Todos os recursos administrativos devem tramitar, no máximo, por duas instâncias administrativas.

27. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/MG – CESPE/2009) O agravamento da sanção

pode decorrer da revisão do processo.

28. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ARQUIVOLOGIA – TRT 17ª REGIÃO – CESPE/2009)

Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos; entretanto, dessa revisão não poderá resultar agravamento da sanção.

 

GABARITO

 

1 C

2 E

3 E

4 C

5 E

6 E

7 E

8 C

9 E

10

E

11

C

12

E

13

E

14

C

15 C

16 E

17 E

18 E

19 C

20

C

21

C

22

E

23

E

24

E