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MANUAL TÉCNICO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR

GOIÂNIA, OUTUBRO DE 2006

Manual Técnico de Processo Administrativo Disciplinar

Gabinete de Controle Interno - GECONI – GO

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Manual Técnico de Processo Administrativo Disciplinar

Instrução Normativa nº 25, de 27 de outubro de 2006

Aprova as normas técnicas e os procedimentos constantes dos manuais instituídos pelo Gabinete de Controle Interno do Poder Executivo Estadual.

O Chefe do Gabinete de Controle Interno da Governadoria, no uso de suas atribuições legais conferidas no Decreto nº 5.913, de 11 de março de 2004, e Considerando a necessidade de definir normas e procedimentos do Gabinete de Controle Interno (Geconi) nas suas diversas áreas de atuação; Considerando a necessidade de uniformizar a atuação do Geconi no acompanhamento e controle dos atos de gestão orçamentária, financeira, patrimonial, contábil e operacional realizados nos órgãos e entidades da Administração Pública do Poder Executivo do Estado de Goiás; Considerando a necessidade de estabelecer os procedimentos a serem observados pelos órgãos e entidades da Administração Pública no que concerne à licitações, obras e serviços públicos, contratos e convênios, fundos rotativos, tomada de contas especial, processo administrativo disciplinar, inspeção e auditoria,

RESOLVE baixar a seguinte Instrução Normativa:

Art. 1°Ficam aprovados os manuais abaixo relacionados:

a) Manual de Instruções do Fundo Rotativo – MIFR;

b) Manual de Orientação sobre Procedimentos de Licitação – MPL;

c) Manual de Orientação sobre Obras Públicas – MOP;

d) Manual de Convênios e Contratos – MCC;

e) Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial – MPTCE;

f) Manual Técnico de Processo Administrativo Disciplinar – MTPAD;

g) Manual de Procedimentos e Técnicas de Auditoria e de Inspeção – MPTAI. Art. 2° Ficam responsáveis pelas informações e esclarecimentos

sobre as normas

seguintes gerências do Geconi:

e procedimentos constantes nos referidos manuais, as

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a) Manual de Instruções do Fundo Rotativo – Gerência de Adiantamentos e Fundos (Geadifu);

b) Manual de Orientação sobre Procedimentos de Licitação – Gerência de Análise de Procedimentos de Licitação (Gepli);

c) Manual de Orientação sobre Obras Públicas – Gerência de Obras e Serviços Públicos (Gosp);

d) Manual de Convênios e Contratos – Gerência de Convênios e Contratos (GCC)

e) Manual de Procedimentos de Tomada de Contas Especial – Gerência de Processos Administrativos Disciplinares e Tomada de Contas Especial (GPADTCE)

f) Manual Técnico de Processo Administrativo Disciplinar – Gerência de Processos Administrativos Disciplinares e Tomada de Contas Especial (GPADTCE)

g) Manual de Procedimentos e Técnicas de Auditoria e de Inspeção – Gerência de Auditoria Operacional (GAO) no que refere-se às normas relativas à Auditoria; e Gerência de Supervisão das Inspetorias (GSI) no que refere-se às normas relativas à Inspetoria.

gerências citadas no caput, o

acompanhamento rigoroso do cumprimento das normas estabelecidas nos

manuais, bem como a atualização dos mesmos, conforme descrito no parágrafo seguinte.

§

Competem,

ainda,

às

§ 2º Toda e qualquer alteração e a conseqüente atualização dos manuais, em virtude de determinações legais e de modificações necessárias, deverá ser encaminhada pelas gerências responsáveis pelos manuais à Gerência de Orientação Preventiva e Procedimentos Administrativos (Geopa) que, sob supervisão e deliberação da Superintendência de Ação Preventiva (Suap), fará a análise, formatação e as devidas atualizações pertinentes. § 3º A Geopa fica responsável, exclusivamente, para encaminhamento dos respectivos manuais, via Superintendência de Ação Preventiva, após devida anuência

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da Chefia do Gabinete, ao setor responsável pela página da internet do Geconi e à Gerência da Secretaria Geral, para procederem a publicação e os devidos registros.

Art. 3° Esta instrução normativa entra em vigor na data de sua publicação.

Chefia

do

Gabinete

de

Controle

Interno

da

Governadoria,

em

Goiânia, aos 27 dias do mês de outubro de 2006.

Luiz Carlos da Fonseca Chefe do Gabinete

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ALCIDES RODRIGUES FILHO Governador

LUIZ CARLOS DA FONSECA Chefe do Gabinete de Controle Interno

OTÁVIO ALEXANDRE DA SILVA Subchefe do Gabinete de Controle Interno

ANTÔNIO PEREIRA VALVERDE Chefe de Gabinete

ANDRÉ DA SILVA GÓES Superintendente de Ação Preventiva

BRUNO GARIBALDI FLEURY Superintendente de Auditoria

GILSON GOMES BORGES Superintendente de Administração e Finanças

MANOEL CAIXETA NETO Superintendente de Ação Fiscalizadora

MARCELO PARREIRA VELOSO Gerente de Orientação Preventiva e Procedimentos Administrativos

HILTON BORGES Gerente de Processos Administrativos Disciplinares e Tomada de Contas Especial

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Equipe Técnica/Apoio JOCELINO BERNARDES JUSSARA VELOSO SOARES

Composição/arte (capa) CARLOS CESAR ELIAS FILHO Gerente de Comunicação

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APRESENTAÇÃO

O Gabinete de Controle Interno - Geconi tem como missão proporcionar economicidade, eficiência, eficácia, efetividade e eqüidade à Gestão Governamental, avaliando o cumprimento das metas, comprovando a legalidade e a legitimidade dos atos, pautando sempre pela ética e transparência, com o objetivo de garantir a otimização dos gastos públicos e, assim, alcançar o desenvolvimento econômico e social.

Partindo dessa premissa e considerando que a agilidade dos procedimentos de análise, fiscalização, controle e avaliação proporcionam aos Gestores Públicos uma melhor aplicação do dinheiro público, torna-se imprescindível uma maior atenção e cumprimento aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, igualdade, publicidade e transparência.

Instituído constitucionalmente, o Sistema de Controle Interno objetiva ainda fiscalizar, acompanhar, orientar e auxiliar os órgãos da Administração Pública do Estado de Goiás, bem como disponibilizar elementos suficientes para que as execuções orçamentária, financeira, contábil e patrimonial sejam desenvolvidas dentro desses princípios.

Para consecução desses objetivos o Geconi tem pautado suas ações em três vertentes:

PREVENÇÃO – Por meio de orientações preventivas e expedições de atos normativos referentes a procedimentos administrativos de planejamento, programação, execução, fiscalização, controle e avaliação.

FISCALIZAÇÃO – Através de ações de inspeções contínuas efetuadas nos órgãos e entidades da Administração Pública utilizando-se das técnicas de acompanhamento e verificação de procedimentos administrativos, com expedição de despachos e manifestações de caráter detectivo e corretivo.

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AUDITORIA - Através de ações de auditoria devidamente tipificadas com intuito de verificação da legalidade e regularidade dos atos administrativos em relação ao planejamento, programação, execução, fiscalização, controle e avaliação da gestão pública.

Manual Técnico de Processo

Administrativo Disciplinar – MTPAD para utilização por todos os agentes/servidores, que atuam no âmbito do Controle Interno do Poder Executivo, em suas ações específicas elementares, como também a todos agentes/servidores da Administração Pública do Governo de Goiás.

Desta

forma,

foi

desenvolvido

o

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

15

I.

DO DEVER DE COMUNICAR E APURAR RESPONSABILIDADES

17

1.1.

Apuração das Irregularidades

17

1.2.

Do Funcionário Público

17

1.2.1.

Reputa-se ao agente público - Lei nº 8.429/92 (Improbidade Administrativa) 17

1.2.2.

Considera-se funcionário público para efeitos penais

18

1.3.

Do Crime de Condescendência

18

1.4.

Do Descumprimento do Dever

18

II.

DAS DENÚNCIAS E REPRESENTAÇÕES

19

2.1.

Da Denúncia

19

2.2.

Das Representações

19

2.2.1.

Representação funcional contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder 19

2.2.2.

Representação genérica ou sem indicar o nexo de causalidade

19

2.2.3.

Quando o fato narrado não configurar evidente infração

20

2.2.4.

Encaminhamento da Representação

20

2.3.

Requisitos de Admissibilidade – Denúncia ou Representação 20

III.

DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR

21

3.1.

Conceito e Abrangência do processo administrativo disciplinar 21

3.2.

Fases do Processo

21

a)

Instauração

21

b)

Inquérito administrativo

21

c)

julgamento

21

IV.

DA SINDICÂNCIA

22

4.1.

Processo Administrativo Sumário de Sindicância

22

4.2.

O Contraditório e a Ampla Defesa

22

4.3.

Verificação da Existência de Irregularidades

22

4.4.

Do resultado da Sindicância

23

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4.5.

Do Relatório Circunstanciado

24

4.6.

Da Sindicância como Pré-requisito

24

4.7.

Da Anexação ou Apensação de documentos

24

4.8.

Da

Seqüência dos Procedimentos Protocolares

24

V.

DO AFASTAMENTO DO SERVIDOR ENVOLVIDO

26

5.1.

Sobre a determinação e o período de afastamento do servidor

26

5.2.

Concessão, interrupção ou suspensão do afastamento

26

5.3.

Verificação de notificação no processo no caso de afastamento

26

5.4.

Convocação no período de afastamento

27

5.5.

Do afastamento preventivo

27

VI.

DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR (STRICTO SENSU).28

6.1.

Considerações Gerais

28

6.2.

Da Comissão de Inquérito

28

6.3.

Do Secretário da Comissão

31

6.4.

Da Instauração do PAD

32

6.5.

Da Instauração da Comissão

34

6.6.

Dos Prazos

35

6.7.

Dos Documentos do PAD

36

6.8.

Da Instrução

37

6.9.

Da Inquirição das Testemunhas

41

6.10.

Do Interrogatório do Acusado

46

6.11.

Do Incidente de Sanidade Mental

48

6.12.

Da

Acareação

49

6.13.

Das Diligências e Perícias

50

6.14.

Da

Indiciação

52

6.15.

Da Prorrogação do Prazo

53

6.16.

Da

Citação

53

6.17.

Da Citação por Edital

54

6.18.

Da

Defesa

54

6.19.

Da

Revelia

55

6.20.

Do

relatório

55

6.21.

Do

Julgamento

56

VII.

DA APLICAÇÃO DAS PENALIDADES

60

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7.1.

Aplicação das Penalidades Disciplinares

60

7.2.

Alçada da Autoridade

62

7.3.

No caso de Mais de um Indiciado ou Diversidade de Sansões

62

7.4.

Contrariedade do Relatório com as Provas dos autos

62

7.5.

Do ato de imposição de Penalidade

62

7.6.

Da Publicação das Decisões

63

7.7.

Da Conversão da Pena

63

VIII.

DAS NULIDAES

64

8.1.

Da Nulidade Total ou Parcial

64

8.2.

Da Nulidade Absoluta

64

8.3.

Dos Vícios da Nulidade Absoluta

64

8.4.

Da Nulidade Relativa

66

IX.

DA PRESCRIÇÃO

68

9.1.

Do Prazo de Prescrição

68

X.

DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE

70

XI.

DOS CRIMES FUNCIONAIS

71

XII.

DA EXONERAÇÃO DE SERVIDOR QUE RESPONDE A PROCESSO

ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR

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XIII. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

73

XIV. FUNDAMENTAÇÃO

LEGAL

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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INTRODUÇÃO

Este manual contém de forma clara e sucinta os principais aspectos que norteiam os procedimentos e serviços referentes ao controle e acompanhamento de Processo Administrativo Disciplinar no âmbito do Poder Executivo Estadual, portanto, não substitui o conhecimento da legislação afeta aos mesmos. Os temas relacionados foram conduzidos considerando as legislações existentes e inerentes ao Sistema de Controle Interno, necessárias ao desenvolvimento das tarefas, serviços e ações executados pelas inspetorias, auditorias e áreas administrativas, operacionais, financeiras e patrimoniais dos Órgãos da Administração Pública do Estado de Goiás. Não se pretende esgotar os assuntos aqui abordados, mas, estar abertos a uma constante manutenção evolutiva em parceria com nossos leitores, objetivando uma melhoria contínua e atualização face a alterações na legislação. Espera-se que a experiência decorrente da aplicação deste manual possa promover importantes ajustes ao longo do tempo, sobretudo, na necessidade de introdução de métodos e procedimentos que sejam determinantes para a Modernização da Gestão Governamental. A versão, sempre atualizada, deste manual estará disponibilizada no site do GECONI - www.controleinterno.goias.gov.br. As críticas e sugestões ao manual poderão ser encaminhadas, também, por meio do referido site.

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I. DO DEVER DE COMUNICAR E APURAR RESPONSABILIDADES

Os responsáveis pelos órgãos e as demais autoridades do Poder Público

Estadual, bem como os servidores que nele exercem suas funções, que tiverem conhecimento de prática de ato de improbidade administrativa ou qualquer outra irregularidade, imputados a servidor público estadual, ficam obrigados, sob pena de responsabilidade funcional, a noticiar ou representar o fato à autoridade competente para as devidas providências (Lei nº 10.460/88, art. 327, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

1.1. Apuração das Irregularidades

As irregularidades praticadas por servidor público estadual serão apuradas

em processo administrativo disciplinar, assegurado ao acusado ampla defesa (Lei nº 10.460/88, art. 327, § 1º, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

1.2.

Do

Funcionário Público

O

Funcionário Público é a pessoa legalmente investida em cargo, de

provimento efetivo ou em comissão, com denominação, função e vencimento próprios, número certo e remunerado pelos cofres públicos (Lei nº 10.460/88, art. 3º).

1.2.1. Reputa-se ao agente público - Lei nº 8.429/92 (Improbidade Administrativa) Reputa-se agente público, para efeitos da Lei nº 8.429/92 (improbidade administrativa), todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função na administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o

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erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual (Lei nº 8.429/92, arts. 1º e 2º).

1.2.2. Considera-se funcionário público para efeitos penais Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública (Código Penal-CP, art. 327).

1.3.

Constitui crime de condescendência criminosa deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da

autoridade competente (CP art. 320).

Do Crime de Condescendência

1.4.

Do

Descumprimento do Dever

O

descumprimento do dever de instaurar processo administrativo

disciplinar (Lei nº 10.460/88, art. 327, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004) ou de providenciar a instauração do inquérito policial quando a infração estiver capitulada como crime (Lei nº 10.460/88, art. 336) constitui infração disciplinar apurável e punível em qualquer época.

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II.

DAS DENÚNCIAS E REPRESENTAÇÕES

2.1.

Da Denúncia

As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que sejam formuladas por escrito, contenham informações sobre o fato e sua autoria e a identificação e o endereço do denunciante, confirmada a autenticidade (Constituição Federal, art. 5º, inc. IV e Lei nº 8.429/92, art. 14, § 1º). Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal a denúncia será arquivada, por falta de objeto.

2.2.

Das Representações

2.2.1.

Representação funcional contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder

A representação funcional contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder determinado pelo inc. X, do art.294, da Lei nº 10.460/88, deverá:

a) conter a identificação do representante e do representado e a indicação precisa do fato que, por ação ou omissão do representado, em razão do cargo, constitui ilegalidade, omissão ou abuso de poder; b) vir acompanhada das provas que o representante dispuser ou da indicação das que apenas tenha conhecimento; e c) indicar as testemunhas, se houver.

2.2.2. Representação genérica ou sem indicar o nexo de causalidade

Quando a representação for genérica ou não indicar o nexo de causalidade entre o fato denunciado e as atribuições do cargo do representado, deverá ser devolvida ao representante para que preste os esclarecimentos adicionais indispensáveis para subsidiar o exame e a decisão da autoridade competente e para possibilitar o conhecimento preciso da acusação pelo representado, de modo

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a assegurar-Ihe a ampla defesa e demais direitos e garantias decorrentes das disposições contidas no art. 5º da Constituição Federal.

2.2.3. Quando o fato narrado não configurar evidente infração

Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal, a representação será arquivada por falta de objeto.

2.2.4. Encaminhamento da Representação

A representação será encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada, assegurando-se ao representado ampla defesa. (Lei nº 10.460/88, art. 281, § 2º).

2.3. Requisitos de Admissibilidade – Denúncia ou Representação

Atendendo a denúncia ou representação os requisitos de admissibilidade, a autoridade determinará a imediata apuração dos fatos, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar (Leis nºs 10.460/88, art. 327, §§ 1º e 2º, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004 e 8.429/92, art. 14, § 3º).

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III.

DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR

3.1.

Conceito e Abrangência do processo administrativo disciplinar a) O processo administrativo disciplinar - PAD é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido. b) O processo administrativo disciplinar - PAD (lato sensu) abrange a sindicância e o processo administrativo disciplinar-PAD (stricto sensu) (Lei nº 10.460/88, art. 327, §§ 1º e 2º, Redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

3.2.

Fases do Processo O Processo Administrativo Disciplinar se desenvolve nas seguintes fases :

a) Instauração Fase iniciada com a publicação do ato que constituir a comissão;

b) Inquérito administrativo Fase que compreende instrução, defesa e relatório; e

c) julgamento Decisão proferida pela autoridade ou órgão competente sobre o objeto do processo. Essa decisão normalmente baseia-se nas conclusões do relatório, mas pode desprezá-las ou contrariá-las, por interpretação diversa das normas legais aplicáveis ao caso, ou por chegar o julgador a conclusões fáticas diferentes das da comissão processante ou de quem individualmente realizou o processo.

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IV.

DA SINDICÂNCIA

4.1.

Processo Administrativo Sumário de Sindicância a) O processo administrativo sumário de sindicância, como medida preparatória, destina-se a apurar a autoria ou a existência de irregularidade praticada no serviço público que possa resultar na aplicação da penalidade de repreensão ou de suspensão de até 90 (noventa) dias (Lei nº 10.460/88, arts. 314 e 315, alterado pela Lei nº 14.794, de 08.06.2004). b) A sindicância, dependendo da gravidade da irregularidade e a critério da autoridade instauradora, poderá ser conduzida por um sindicante ou por uma comissão de dois ou mais servidores (Lei nº 10.460/88, art. 327, §§ 3º e 6º, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

4.2.

O Contraditório e a Ampla Defesa

Aplicam-se à sindicância as disposições do processo administrativo disciplinar relativos ao contraditório e ao direito a ampla defesa especialmente a citação do indiciado para apresentar defesa escrita, no prazo de 3 (três) dias, assegurando-se-lhe vista do processo na repartição (Constituição Federal, art. 5º, inc. LV, e Lei nº 10.460/88, art. 331, § 1º, II, acrescido pela Lei nº 14.678, de

12.01.2004).

4.3. Verificação da Existência de Irregularidades

Na sindicância instaurada para verificar a existência de irregularidade e a sua autoria, os procedimentos de que tratam o item anterior devem ser providenciados a partir do momento em que for apurada a autoria. a) A sindicância terá natureza inquisitorial e será conduzida por funcionário para esse fim designado, assegurando-se no seu curso a informalidade, a discricionariedade e o sigilo necessários à elucidação dos fatos ou

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exigidos pelo interesse da Administração (Lei nº 10.460/88, art. 327, § 3º, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004). b) A denúncia conterá a exposição da infração disciplinar, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado, a classificação do ilícito disciplinar e, quando necessário, o requerimento das provas a serem produzidas durante a instrução, podendo o sindicante arrolar testemunhas até o limite de (Lei nº 10.460/88, art. 327, § 5º, inc. I e II, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004):

5 (cinco), no caso de ação disciplinar sujeita a rito ordinário;

3 (três), no caso de rito sumário.

c) Quando forem designados mais de um funcionário para os procedimentos de sindicância, qualquer deles poderá realizar ou participar de todos os atos pertinentes, inclusive representar a acusação

em qualquer fase do processo administrativo disciplinar (Lei nº 10.460/88, art. 327, § 6º, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

4.4. Do resultado da Sindicância Da sindicância poderá resultar (Lei nº 10.460/88, art. 327, § 4º, acrescido

pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004):

a) concluir pelo arquivamento ou pela suspensão das atividades da sindicância, podendo reativá-la a qualquer tempo. (Lei nº 10.460/88, art. 327,§ 4º, inc.III); b) aplicação de penalidade de repreensão ou suspensão de até 90 (noventa) dias (Lei nº 10.460/88, art. 314 e 315); c) realização, pelo mesmo ou outro sindicante, de novas diligências julgadas necessárias ao melhor esclarecimento das irregularidades (Lei nº 10.460/88, art. 327, § 4º, inc.II) ou d) instauração de processo administrativo disciplinar-PAD quando, de acordo com a natureza e gravidade da infração e dos danos dela decorrentes, verifica-se que a penalidade aplicável é a de suspensão por mais de 30 (trinta) dias, destituição de mandato, demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade, (Lei nº 10.460/88, arts. 311, inc. IV, V e VI e 327, § 4º, inc. I).

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4.5. Do Relatório Circunstanciado

Na hipótese do inciso IV do item anterior, o sindicante ou a comissão submete à consideração da autoridade instauradora relatório circunstanciado propondo a instauração do respectivo processo administrativo disciplinar-PAD, devendo os autos da sindicância integrá-lo, por anexação, como peça informativa.

4.6. Da Sindicância como Pré-requisito

A sindicância não é pré-requisito de processo administrativo disciplinar- PAD, podendo a autoridade, dependendo da gravidade da infração, decidir pela sua imediata instauração, ainda que desconhecida a autoria (Parecer AGU GQ-

12, de 07/02/94, item 12 - DOU de 08/02/94).

4.7. Da Anexação ou Apensação de documentos a) Na anexação, forma de juntada em caráter definitivo, os processos ou documentos juntados passam a fazer parte integrante do processo principal, dele não mais se apartando, sendo, inclusive, as suas folhas numeradas dentro da seqüência nele empregada. b) Na apensação, forma de juntada em caráter temporário, os processos ou documentos juntados simplesmente acompanham o processo principal, sem dele fazer parte integrante e sem perder suas características físicas, podendo a qualquer momento ocorrer a desapensação. c) A anexação ou apensação de um processo a outro somente se dará mediante autorização expressa (despacho) da autoridade competente, através de Aviso de Juntada-AJ.

4.8. Da Seqüência dos Procedimentos Protocolares a) O inquérito poderá prosseguir nos mesmos autos da sindicância, obedecendo ao número de protocolo originário e em seqüência ao número de folhas já existente, em uma, duas ou três vias, caso se

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verifique, de plano, a configuração de apenas ilícito administrativo, ocorrência de crime e de ressarcimento civil, respectivamente. b) Quando o inquérito prosseguir nos mesmos autos da sindicância, é recomendável que o mesmo se inicie num novo volume, lavrando-se os respectivos termo de abertura deste e o de encerramento do volume anterior.

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V.

DO AFASTAMENTO DO SERVIDOR ENVOLVIDO

5.1.

Sobre a determinação e o período de afastamento do servidor

Se a autoridade instauradora de processo administrativo disciplinar - PAD considerar inconveniente a permanência do servidor envolvido no exercício do cargo ou função poderá, como medida cautelar e a fim de que o mesmo não venha a influir na apuração das irregularidades, determinar o seu afastamento, que não poderá ser superior a 180 (cento e oitenta) dias, consecutivos ou não, findo o qual o servidor reassumirá suas funções, ainda que não concluído o processo, sem prejuízo da remuneração (Lei nº 10.460/88, art. 326, inc. I, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

5.2. Concessão, interrupção ou suspensão do afastamento

Antes da concessão, ao servidor indiciado acusado ou arrolado como testemunha, de licença ou qualquer outra forma de afastamento do serviço, salvo se por motivo de férias, ouvir-se-á a autoridade instauradora que se manifestará sobre a conveniência e/ou oportunidade da concessão, podendo, inclusive, determinar a interrupção ou suspensão de afastamentos já concedidos, quando julgar esta medida necessária à instrução dos procedimentos, bem como para dar cumprimento a penalidades aplicadas (Lei nº 10.460/88, art. 324, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

5.3. Verificação de notificação no processo no caso de afastamento

Antes de afastar o servidor, a autoridade instauradora deve verificar se o mesmo já foi notificado do processo administrativo disciplinar-PAD contra ele instaurado para, se desejar, exerça o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por intermédio de procurador, arrolar e reinquirir testemunhas por intermédio do presidente da comissão, produzir provas e contraprovas e formular quesitos, quando se tratar de prova pericial.

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5.4. Convocação no período de afastamento

Durante o período de afastamento, o servidor (Lei 10.460/88, art. 326, inc. II, letras a e b):

a) deve permanecer em endereço certo e sabido, que lhe permita pronto atendimento a todas as requisições processuais; b) poderá ser designado para o exercício de funções diversas das do seu cargo, em local e horário determinados pela autoridade instauradora.

5.5. Do afastamento preventivo

O afastamento preventivo constitui medida de interesse processual e não será considerado para efeito de compensação com pena aplicada ao servidor,

nem suspende ou interrompe contagem de tempo para qualquer efeito (Lei nº 10.460/88, art. 326, Parágrafo Único, acrescido pela Lei nº 14.678, de

12.01.2004).

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VI.

DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR (STRICTO SENSU)

6.1.

Considerações Gerais

a) O Processo Administrativo Disciplinar-PAD é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido.

b) O PAD não tem por finalidade apenas apurar a culpabilidade do servidor acusado de falta, mas, também, oferecer-lhe oportunidade de provar sua inocência, corolário do direito de ampla defesa.

c) O PAD obedecerá ao princípio do contraditório, assegurado ao acusado ampla defesa, com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito (Constituição Federal, art. 5º, inc. LV).

d) O PAD rege-se pelo disposto na Lei nº 10.460/88, de 22 de fevereiro de 1988, pela Lei nº 13.800, de 18 de janeiro de 2001 e, subsidiariamente, pelo Código Penal – CP, Código de Processo Penal - CPP e demais legislação e jurisprudência pertinentes.

6.2.

Da Comissão de Inquérito a) A fase do PAD denominada inquérito administrativo compreende instrução, defesa e relatório e será instruído por uma comissão composta por 3 (três) funcionários efetivos, designado pela autoridade que o houver instaurado, dentre os quais escolherá seu presidente, vice-presidente e secretário (Lei nº 10.460/88, art. 329, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004). b) As exigências do art. 329 da Lei nº 10.460/88, entretanto, não autorizam qualquer resultado interpretativo que conduza à nulidade do processo disciplinar na hipótese de compor-se a comissão sem observar o princípio da hierarquia que se acere existente nos quadros funcionais da

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Administração Federal (Parecer AGU GQ-35, de 30/10/94, item 17 - DOU de 16/11/94).

c) A Portaria instauradora do PAD conterá o nome, cargo e matrícula do servidor e especificará, de forma resumida e objetiva, as irregularidades a serem apuradas, bem como determinará a apuração de outras infrações conexas que emergirem no decorrer dos trabalhos.

Não constitui nulidade do processo a falta de indicação na portaria de designação da comissão dos ilícitos e correspondentes dispositivos legais e dos possíveis autores, o que se não recomenda inclusive para obstar influências do trabalho da comissão ou alegação de presunção de culpabilidade (Pareceres AGU GQ-12, de 07/02/94, item 16 - DOU de 08/02/94 e GQ-35, de 30/10/94, item 15 e 22, letra "e" - DOU de

16/11/94).

A Portaria delimita o alcance das acusações, devendo a comissão ater-se aos fatos ali descritos, podendo, entretanto, alcançar outros fatos quando vinculados com as irregularidades nela discriminadas.

d) Para compor a comissão de inquérito devem ser designados funcionários da unidade onde tenha ocorrido as irregularidades que devam ser apuradas, exceto quando motivos relevantes recomendem a designação de servidores de outros órgãos.

e) A designação de funcionário de outro órgão para integrar comissão de inquérito deverá ser precedida de prévia autorização da autoridade a que o mesmo estiver subordinado.

f) É considerado suspeito para atuar como sindicante ou processante o funcionário que (Lei nº 10.460/88, art. 330, § 3º, inc. I, II, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004):

seja amigo íntimo ou inimigo capital do indiciado ou acusado, ou seus parentes e afins até o terceiro grau;

seja parente ou mantenha relações de negócios com o indiciado ou acusado ou seu defensor;

g) São circunstâncias de impedimento para os componentes da comissão (Lei nº 10.460/88, art. 330, § 3º, inc. III, IV, V, VI, VII e VIII, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004):

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tenha sofrido punição disciplinar, salvo se reabilitado;

tenha sido condenado em processo criminal, salvo se reabilitado;

esteja respondendo a processo disciplinar ou criminal;

participe como perito ou testemunha, restringindo-se essa suspeição ou impedimento ao processo em que atue nessa condição;

esteja litigando judicial ou administrativamente com o acusado ou respectivo cônjuge ou companheiro;

tenha se manifestado anteriormente na causa que constitui objeto de apuração do processo disciplinar.

h) Suspeições e impedimentos são circunstâncias de ordem individual, íntima, de parentesco (consangüíneo ou afim), que, envolvendo a pessoa do acusado com os membros da comissão, testemunhas, peritos e autoridade julgadora, impossibilitam estes de exercerem qualquer função no respectivo procedimento disciplinar.

i) A designação de servidor para integrar comissão de inquérito constitui encargo de natureza obrigatória, exceto nos casos de suspeições e impedimentos legalmente admitidos.

j) A comissão funcionará e deliberará com a presença mínima de 2 (dois) de seus membros, cabendo, nesse caso, ao vice-presidente suprir eventuais ausências do presidente ou do secretário (Lei nº 10.460/88, art. 329, § 1º, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

k) Os Secretários de Estado, dirigentes das autarquias e autoridades equivalentes poderão instituir comissões permanentes de processo disciplinar junto aos órgãos específicos (Lei nº 10.460/88, art. 329, § 2º).

l) Os atos processuais, inclusive os de sindicância, realizar-se-ão na sede do órgão processante, permitidas as diligências externas julgadas convenientes à obtenção de informações e à produção de provas, bem como o deslocamento da autoridade sindicante ou processante com essa finalidade a qualquer parte do território nacional (Lei nº 10.460/88, art. 329, § 3º, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

m) Sempre que necessário, a comissão dedicará todo o seu tempo de trabalho ao processo disciplinar, ficando os seus membros, em tal caso,

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dispensados do serviço normal da repartição durante o curso das diligências e elaboração do relatório (Lei nº 10.460/88, art. 330).

n)

Ocorrendo, no curso do procedimento disciplinar, motivo de força maior

ou qualquer outra circunstância que impossibilite ou torne inconveniente

a permanência de funcionário para ele designado, a autoridade

instauradora providenciará a sua substituição, dando-se continuidade

normal aos trabalhos apuratórios (Lei nº 10.460/88, art. 330, § 2º, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

o)

Devem ser adiadas as férias e licenças prêmio por assiduidade e para tratar de interesses particulares dos servidores designados para integrar comissão de inquérito, sendo permitido, por motivos justificados e a critério da autoridade instauradora, a substituição de um ou de todos os seus componentes.

p)

A comissão exercerá suas atividades com independência e imparcialidade, assegurado o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da administração.

q)

As

reuniões e as audiências da comissão terão caráter reservado e serão

registradas em atas que deverão detalhar as deliberações adotadas. Todas as atividades da comissão devem ser consignadas em atas de reunião ou deliberação, termos, despachos, bem como memorandos, ofícios e editais com numeração própria, e demais atos competentes, não podendo ser comprovada, validamente, de outra forma, a sua atuação. O presidente da comissão assinará as notificações, intimações, citações, editais e demais atos dirigidos a acusados, testemunhas e pessoas estranhas à comissão.

Será assegurado aos membros da comissão transporte e diárias, quando obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos para a realização de missão essencial ao esclarecimentos dos fatos.

6.3. Do Secretário da Comissão

Tão logo se encontre constituída a comissão, o presidente designará, mediante portaria, o secretário, que, de preferência, deve ser escolhido entre os

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servidores do órgão onde se realizará o inquérito administrativo que tenham prática de datilografia ou digitação, podendo recair em um dos membros da comissão.

a) Ao secretário aplicam-se as disposições dos itens 6.2.12, 6.2.16 e 6.2.17 deste Manual.

b) A portaria de designação do secretário deve ser publicada no mesmo veículo de divulgação oficial que publicou o ato de designação da comissão, sem prejuízo do início dos trabalhos da comissão.

6.4. Da Instauração do PAD

a) A instauração do PAD se dará através da publicação da portaria baixada pela autoridade competente, que designará seus integrantes e indicará, dentre eles, o presidente da comissão de inquérito.

b) A competência para instaurar o PAD é da autoridade a que os servidores faltosos estejam sob direta ou indireta subordinação funcional (Lei nº 10.460/88, art. 328).

c) No caso de servidores requisitados ou cedidos que não estejam sujeitos ao regime disciplinar da Lei nº 10.460/88, cópia do processo, após concluído, deverá ser remetido para os órgãos ou empresas a que estejam vinculados para fins de adoção das providências cabíveis de acordo com a respectiva legislação trabalhista.

d) Se a infração envolver servidores subordinados a níveis diferentes do mesmo órgão, a competência instauradora será transferida para o próximo escalão administrativo que tenha ascendência hierárquica comum sobre os infratores.

e) Quando o servidor de uma repartição comete falta em outra em que não presta serviço, o chefe desta deve comunicar o fato ao chefe daquela, para apurar e aplicar a punição cabível, pois a regra básica definidora da competência para instaurar processo administrativo disciplinar radica no pressuposto da subordinação hierárquica do servidor faltoso, sendo competente, portanto, a autoridade que tiver ascendência funcional sobre este na data da infração.

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f) Prevalece a competência instauradora da autoridade a que o servidor faltoso estava subordinado funcionalmente por ocasião do cometimento da infração, quando esta chegue ao seu conhecimento após a remoção do servidor para outra repartição, devendo o resultado, se julgado responsável, ser comunicado à nova chefia para fins de publicação e cumprimento da respectiva penalidade.

g) Os trabalhos da comissão somente poderão ser iniciados a partir da data de publicação da portaria designadora da respectiva comissão, sob pena de nulidade dos atos praticados antes desse evento.

h) Com a publicação da portaria instauradora do PAD decorrem os seguintes efeitos:

interrupção da prescrição e

impossibilidade de exoneração a pedido e aposentadoria voluntária.

i) A instauração do PAD não impede que o acusado ou indiciado, no decorrer do processo, seja exonerado, a pedido, de um cargo para

ocupar outro da mesma esfera de governo, desde que continue vinculado ao mesmo regime disciplinar.

j) No direito administrativo disciplinar, desde a publicação da portaria instauradora do processo, o servidor a quem se atribui as irregularidades funcionais é denominado acusado ou imputado, passando a situação de indiciado somente quando a comissão, ao encerrar a instrução, concluir, com base nas provas constantes dos autos, pela responsabilização do acusado, enquadrando-o num determinado tipo disciplinar (Parecer AGU GQ-35, de 30/10/94, item 13 - DOU de 16/11/94).

k) Na hipótese do PAD ter-se originado de sindicância, cujo relatório conclua que a infração está capitulada como ilícito penal a autoridade competente (instauradora) encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público, independentemente da imediata instauração do processo disciplinar.

l) A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado da instauração de procedimento

improbidade

administrativo

para

apurar

a

prática

de

ato

de

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administrativa de que trata a Lei nº 8.429/92, que importem em enriquecimento ilícito (art. 9º), prejuízo ao erário (art. 10) e atentem contra os princípios da administração pública (art. 11) (Lei nº 8.429/92, art. 15). m) São princípios que regem a administração pública, entre outros, o da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade e eficiência (CF art. 37, § 5º, "caput"). n) Havendo fortes indícios de responsabilidade por ato de improbidade, a comissão representará ao Ministério Público ou a Procuradoria Geral do Estado para que requeira ao juízo competente a decretação do seqüestro dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público (Lei nº 8.429/92, art.

16).

o) Os autos da sindicância integrarão, por anexação, o inquérito administrativo, como peça informativa da instrução, devendo ser repetidos, ainda que mediante mera ratificação, os depoimentos indispensáveis à elucidação dos fatos.

6.5. Da Instauração da Comissão a) A autoridade instauradora deve providenciar local condigno para a comissão desenvolver seus trabalhos, bem como fornecer recursos humanos e materiais necessários ao desempenho de suas atividades. b) Após a elaboração da Ata de Instalação dos Trabalhos a comissão elaborará um roteiro das atividades a serem desenvolvidas e o presidente comunicará o início dos trabalhos à autoridade instauradora e a autoridade local, quando esta não for a autoridade instauradora. c) Instalada a comissão de inquérito o presidente entregará ao secretário, mediante despacho, os documentos que tiver recebido da autoridade instauradora, para que sejam anexados aos autos através de Termo de Autuação datado e assinado pelo secretário.

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6.6. Dos Prazos

a) Os prazos do PAD serão contados em dias corridos, excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o do vencimento, ficando prorrogado, para o primeiro dia útil seguinte, o prazo vencido em dia em que não haja expediente ou que este não tenha sido integral (Lei nº 10.460/88, art. 350, §§ 1º e 2º).

b) Os trabalhos da comissão, no silêncio da portaria designadora, devem iniciar-se na data da publicação desse ato e encerram-se com a

apresentação do relatório, respeitados os prazos estabelecidos pelos art. 331, § 20º da Lei nº 10.460/88, acrescido pela Lei nº 14.678, de

12.01.2004.

c) Sempre que não for possível dar início aos trabalhos na data da publicação da portaria, o Presidente comunicará os motivos à autoridade instauradora, sem prejuízo do prazo para conclusão dos mesmos.

d) O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar não excederá 60 (sessenta) dias, se adotado o procedimento sumário e 120 (cento e vinte) dias, quando adotado o procedimento ordinário, contados da data da citação, admitida a sua prorrogação, desde que o somatório dos prazos não exceda a (90) e 180 (cento e oitenta) dias, respectivamente, quando as circunstâncias o exigirem (Lei nº 10.460/88, art. 331, §§ 20º e 21º, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

e) Esgotados os prazos a que alude o art. 331, § 21º da Lei nº 10.460/88 (prorrogação), sem que o inquérito tenha sido concluído, designa-se nova comissão para refazê-lo ou ultimá-lo, a qual poderá ser integrada pelos mesmos ou por outros servidores.

f) Se a nova comissão for designada para refazer o processo, deverão ser repetidos os depoimentos, ainda que apenas para confirmá-los.

g) Se a nova comissão for designada para ultimar o processo, não é necessário a repetição dos depoimentos.

h) O disposto nos itens anteriores não impede a inquirição ou reinquirição de testemunhas e a repetição ou realização de diligências ou perícias julgadas necessárias pela nova comissão.

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6.7. Dos Documentos do PAD

a) Os documentos que integram o PAD serão numerados e rubricados pelo secretário ou por qualquer membro da comissão, devendo ser inutilizados os espaços em branco no verso e anverso.

Sempre que se tiver que renumerar as folhas do processo, deve-se anular com um traço horizontal ou oblíquo a numeração anterior, conservando-se, porém, sua legibilidade.

Sempre que possível, nada será datilografado ou escrito no verso das folhas do processo, que deverão conter a expressão "em branco", escrita ou carimbada, ou um simples risco por caneta, em sentido vertical ou oblíquo.

b) Os documentos elaborados pela comissão serão autenticados com a assinatura de seus componentes na última página e pelas respectivas rubricas nas demais folhas.

c) As cópias reprográficas de documentos carreadas para os autos, quando apresentados os originais, deverão ser autenticadas pelo secretário ou por qualquer membro da comissão.

d) Quaisquer documentos, cuja juntada ao processo seja considerada necessária, deverão ser despachados, um por um, pelo presidente da comissão, com a expressão Junte-se aos autos ou equivalente, seguida de data e assinatura, lavrando o secretário o competente termo de juntada.

e) Os volumes do inquérito administrativo não deverão, em princípio, conter mais de 250 (duzentos e cinqüenta) folhas e serão encerrados mediante termo que indique o número da primeira e da última folha, devendo o número desta corresponder ao termo de encerramento.

A numeração das folhas nos diversos volumes do processo será contínua, não se numerando a capa e a contracapa.

Cópia ou segunda via do processo deve ficar arquivada no órgão instaurador até a ciência do julgamento ou da decisão de eventual pedido de reconsideração ou recurso.

f) É recomendável que a comissão trabalhe no mínimo com 2 (duas) cópias do PAD, sendo uma para o arquivo do órgão instaurador, até

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ciência do julgamento ou da decisão de eventual pedido de reconsideração ou recurso, e a outra para atender eventual pedido do advogado do acusado (Lei nº 8.906/94, art. 7º, inc. XV).

6.8.

Da Instrução

6.8.1.

Recebido o relatório-denúncia, a comissão iniciará a instrução do processo

administrativo disciplinar em 24 (vinte e quatro) horas, observando o

procedimento (Lei nº 10.460/88, art. 331, inc. I e II, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004):

a) ordinário, quando se tratar de transgressões disciplinares puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e multas a elas relativas (acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004);

b) sumário, nos demais casos (acrescido pela Lei nº 14.678, de

12.01.2004).

6.8.2. O procedimento ordinário atenderá ao seguinte (Lei nº 10.460/88, art. 331,

§ 1º, inc. I, II, III, IV e V, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004):

a) instaurado o processo disciplinar, serão designados dia, hora e local para o interrogatório do acusado, ordenando-se a sua citação e a intimação do sindicante (acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004);

b) procedido o interrogatório ou se o acusado a ele não comparecer, ser- lhe-á concedido o prazo de 3 (três) dias, contados da data de sua realização ou do dia em que deveria ter sido o mesmo realizado, para apresentação de defesa prévia, na qual terá oportunidade de requerer as provas produzidas durante a instrução, podendo arrolar até 5 (cinco) testemunhas (acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004);

c) apresentada ou não a defesa prévia, proceder-se-á, sucessivamente, à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa (acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004);

d) concluída a fase de inquirição das testemunhas e realizadas as diligências deferidas, abri-se-á, sucessivamente, o prazo de 5 (cinco)

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dias para alegações finais da acusação e da defesa (acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004);

e) apresentadas as alegações finais ou exaurido o prazo para esse fim previsto, a comissão processante elaborará o seu relatório final, podendo, antes de concluí-lo, sanear eventuais nulidades, sendo admitida a realização de diligências para dirimir dúvidas sobre o ponto relevante ou suprir falta que prejudique o esclarecimento dos fatos (acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

6.8.3. O procedimento sumário atenderá ao seguinte (Lei nº 10.460/88, art. 331, § 2º, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004):

a) instaurado o processo disciplinar, serão designados dia, hora e local para o interrogatório do acusado, ordenando-se a sua citação e notificação do sindicante (acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004);

b) procedido o interrogatório ou se o acusado a ele não comparecer, ser- lhe-á concedido o prazo de 3 (três) dias, contados da data de sua realização ou do dia em que deveria ter sido o mesmo realizado, para apresentação de defesa prévia, na qual terá oportunidade de requerer as provas a serem produzidas durante a instrução, podendo arrolar até 3 (três) testemunhas (acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004);

c) apresentada ou não a defesa prévia, proceder-se-á à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa e à realização de diligências requeridas e ordenadas (acrescido pela Lei nº 14.678, de

12.01.2004);

d) concluída a fase prevista no inciso III, abrir-se-á, sucessivamente, o prazo de 3 (três) dias para alegações finais da acusação e da defesa (acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004);

e) apresentadas as alegações ou exaurido o prazo previsto no inciso IV, a comissão elaborará seu relatório final, podendo, antes de concluí-lo, sanear eventuais nulidades (acrescido pela Lei nº 14.678, de

12.01.2004).

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6.8.4. Durante a instrução, a comissão promoverá a tomada de depoimentos,

acareações, investigações e diligências cabíveis, objetivando a coleta de provas, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos, de modo a permitir a completa elucidação dos fatos (Lei nº 10.460/88, art. 331, redação dada pela Lei

nº 14.678, de 12.01.2004). a) A comissão deve citar pessoalmente o acusado sobre o processo administrativo disciplinar contra ele instaurado, indicando o horário e local de funcionamento da comissão, de modo a assegurar-lhe o direito de acompanhar o processo desde o início, pessoalmente ou por intermédio de procurador legalmente constituído, arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas e contraprovas e formular quesitos, quando se tratar de prova pericial, bem como requerer diligências ou perícias, (Lei nº 10.460/88, art. 331, § 3º, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004). b) O servidor em exercício em outra localidade poderá ser notificado por precatória encaminhada ao seu superior hierárquico.

6.8.5. A legislação não assegura transporte e diárias para o exercício do direito de acompanhamento do PAD para o servidor que praticar irregularidade em jurisdição diferente da que estiver em exercício ou que tenha sido removido após a infração.

6.8.6. Se

imputável a servidor estranho ao PAD, será este citado pelo Presidente da Comissão para exercer o direito de acompanhá-lo a partir desse momento.

de responsabilidade

no

decorrer

dos

trabalhos

surgirem

indícios

6.8.7. Se o acusado não estiver comparecendo ao serviço e não for encontrado

no endereço que forneceu à repartição como sendo de sua residência, estando, portanto, em lugar incerto e não sabido, lavrar-se-á termo dessa circunstância,

cujo extrato será publicado no Diário Oficial do Estado, ficando suspenso o processo até que se realize a citação, admitida a produção antecipada de provas consideradas relevantes e urgentes. Deve-se, ainda, ser registrada por termo assinado pelos membros da comissão e pelo secretário, com base nos termos de

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diligências, no mínimo 3 (três), realizadas para tentar localizá-lo e notificá-lo, que deverão conter, entre outros dados relevantes, a qualificação e assinatura daqueles que as realizaram, dia e a hora em que foram efetuadas e informações porventura colhidas, se possível por escrito e assinadas, das pessoas que residam no referido endereço ou próximo dele (Lei nº 10.460/88, art. 331, § 4º, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2002). a) Considera-se revel o servidor que, regularmente citado, deixar de comparecer ao interrogatório e de apresentar defesa prévia, sem motivo justificado (Lei nº 10.460/88, art. 331, § 5º, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004). b) A revelia será declarada por termo nos autos do processo, devendo o presidente da comissão, na ausência de defensor constituído, solicitar a designação de defensor daditivo, que deverá ser bacharel em direito, dando-se seguimento normal à apuração (Lei nº 10.460/88, art. 331, § 6º, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

6.8.8. Sem prejuízo de outras providências que entender cabíveis, o presidente da comissão, após determinar a juntada aos autos dos referidos termos deverá:

a) adotar as providências cabíveis para o estabelecido no § 4º do art. 331, da Lei nº 10.460/88; b) solicitar à autoridade instauradora que, se o acusado se apresentar, não lhe seja concedido férias ou outros afastamentos que a lei atribua ao administrador poderes discricionários para sua concessão, enquanto for necessário o comparecimento do acusado perante a comissão; e c) se as circunstâncias recomendarem, comunicar ao Chefe do Departamento de Recursos Humanos ou unidade equivalente em que o acusado estiver lotado, que o mesmo está respondendo a processo administrativo disciplinar e encontra-se em lugar incerto e não sabido, solicitando que seja comunicado à Comissão de Inquérito seu eventual comparecimento a esses órgãos, para fins de imediata citação.

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6.8.9. Decorridos 30 (trinta) dias de ausência injustificada do acusado ao serviço,

a autoridade instauradora providenciará a imediata abertura de novo PAD para apurar o abandono do cargo (Lei nº 10.460/88, art. 37). a) Se, neste PAD, o acusado continuar em lugar incerto e não sabido após

a realização das diligências de que trata o item 6.8.7, o presidente da comissão providenciará a citação do mesmo, na forma estabelecida na letra a do item 6.8.8 deste Manual. b) Se o acusado, regularmente citado na forma dos itens anteriores, não comparecer para exercer o direito de acompanhar o PAD (Lei nº 10.460/88, art. 331, § 3º, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004), os trabalhos de instrução do processo, na fase do inquérito administrativo a que se refere o § 2º do art. 327 da Lei nº 10.460/88, prosseguirão sem a sua presença, por ser tal acompanhamento um direito que o acusado pode renunciar tácita ou expressamente, sem prejuízo do direito de defesa, que pode ser amplamente exercido no momento próprio.

6.8.10. O presidente da comissão poderá motivadamente denegar pedidos considerados impertinentes, meramente protelatórios, ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos.

6.8.11. Será indeferido pelo presidente da comissão pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato independer de conhecimento especial de perito.

6.9.

Da Inquirição das Testemunhas

6.9.1.

As testemunhas serão intimadas a depor com antecedência mínima de 3

(três) dias quanto à data de comparecimento, mediante mandado expedido pelo presidente da comissão, com indicação do local, dia e hora para serem ouvidas,

devendo a segunda via, com o ciente do interessado, ser anexada aos autos (Lei nº 13.800/01, art. 26 § 1º).

6.9.2. A intimação de testemunhas para depor deve:

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a) sempre que possível, ser entregue direta e pessoalmente ao destinatário, contra recibo lançado na cópia da mesma; e b) ser individual, ainda que diversas testemunhas residam no mesmo local ou trabalhem na mesma repartição ou seção.

6.9.3. Tratando-se de autoridades ou de personalidades, a solicitação para depor

deverá ser feita por ofício e entregue ao destinatário, sempre que possível, pelo Presidente da Comissão, para que reserve dia, hora e local em que prestará as

declarações.

6.9.4. O acusado ou seu procurador deverão ser notificados da intimação das

testemunhas para que possam exercer o direito de acompanhar os depoimentos.

6.9.5. Se a testemunha for servidor público, a expedição do mandado será

imediatamente comunicada ao chefe da repartição onde serve, com a indicação do local, dia e hora marcados para a inquirição.

6.9.6. Serão assegurados transporte e diárias ao servidor convocado para prestar

depoimento fora da sede de sua repartição na condição de testemunha.

6.9.7. A testemunha, quando servidor público, não poderá eximir-se da obrigação de

depor, podendo recusar-se a fazê-lo o ascendente ou descendente, o afim em linha reta, o cônjuge, ainda que desquitado, o irmão e o pai, a mãe, ou filho adotivo do

acusado, salvo quando não for possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova do fato e de suas circunstâncias (CPP art. 206). a) Ao servidor público estadual que, injustificadamente, deixar de atender às convocações ou requisições da autoridade competente ou se recusar a receber citação, notificação, intimação ou outro ato de comunicação, será aplicada, pela autoridade instauradora, multa processual no valor de 5% (cinco por cento) a 20% (vinte por cento) do total de sua remuneração ou subsídio mensal (Lei nº 10.460/88, art. 331, § 13, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

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b) A multa aplicável será de 5% (cinco por cento), quando o servidor, mesmo sob razão justificável, deixar de comunicar, com antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas do evento, o motivo da ausência ou omissão, salvo comprovada impossibilidade de fazê-lo (Lei nº 10.460/88, art. 331, § 14, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004). c) Nas hipóteses previstas nos itens anteriores, a autoridade instauradora expedirá representação contra o servidor, notificando-o da sujeição à multa e concedendo-lhe o prazo de 3 (três) dias úteis para a apresentação de suas alegações, procedendo-se ao julgamento (Lei nº 10.460/88, art. 331, § 15, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

6.9.8. Sendo a testemunha pessoa estranha ao serviço público ou aposentado, será solicitado seu comparecimento para prestar esclarecimentos sobre os fatos objeto do inquérito que tiver conhecimento. a) Inexiste no direito administrativo disciplinar disposição legal que obrigue pessoa estranha ao serviço público servir como testemunha e, por conseguinte, que preveja sua condução forçada. b) As pessoas impossibilitadas, por enfermidade ou por velhice, de comparecer para depor, se consentirem, serão inquiridas onde estiverem (CPP art. 220).

6.9.10. São proibidas de depor as pessoas que, em razão de função, ministério,

ofício ou profissão, devam guardar segredo, salvo se, desobrigadas pela parte

interessada, quiserem dar o seu testemunho (CPP art. 207).

6.9.11. A testemunha prestará depoimento do que lhe for perguntado e do que

souber a respeito dos fatos objeto do processo administrativo disciplinar, devendo declarar seu nome, idade, estado civil, residência, profissão, se é parente, e em que grau, do acusado, explicando sempre as razões de sua ciência ou as circunstâncias

pelas quais possa avaliar-se de sua credibilidade (CPP art. 203). a) As testemunhas serão inquiridas cada uma de per si, de modo que umas não saibam nem ouçam os depoimentos das outras (CPP art.

210).

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b) Se nem todas as testemunhas intimadas puderem ser ouvidas no mesmo dia, o presidente da comissão expedirá nova intimação, com indicação do local, dia e hora para serem ouvidas. c) Não será permitido que a testemunha manifeste suas apreciações pessoais, salvo quando inseparáveis da narrativa do fato (CPP art.

213).

6.9.12. O Presidente da Comissão, antes de dar início à inquirição advertirá o

depoente de que se faltar com a verdade estará incurso em crime de falso testemunho tipificado no art. 342 do Código Penal, bem como perguntará se se encontra em algumas das hipóteses de suspeição ou impedimento previstas em lei, especialmente se é amigo íntimo ou inimigo capital do acusado. (CPP art. 210).

6.9.13. Se ficar comprovado no processo que alguma testemunha fez afirmação

falsa, calou ou negou a verdade, o presidente da comissão remeterá cópia do depoimento à autoridade policial para a instauração de inquérito, com vistas ao seu indiciamento no crime de falso testemunho (CPP art. 211).

6.9.14. O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo

lícito à testemunha trazê-los por escrito, sendo permitido breves consultas a apontamentos (CPP art. 204).

a) Na redução a termo do depoimento, o presidente da comissão deverá cingir-se, tanto quanto possível, às expressões usadas pelas testemunhas, reproduzindo fielmente as suas frases (CPP art. 215). b) Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem, proceder-se-á à acareação entre os depoentes.

6.9.15. Se necessário, o presidente da comissão poderá solicitar que as testemunhas ou o acusado procedam ao reconhecimento de pessoas envolvidas direta ou indiretamente com os atos ou fatos que estejam sendo apurados no inquérito.

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6.9.16. Se a testemunha servir em localidade distante de onde se acha instalada

a comissão, poderá ser solicitado que preste informações por escrito sobre as perguntas que lhe forem efetuadas pela comissão e pelo acusado ou seu procurador.

6.9.17. A expedição do pedido de informação não suspenderá a instrução do

inquérito (CPP art. 222, § 1º).

6.9.18. A Comissão empregará, ao longo de toda a argüição, tom neutro, não lhe

sendo lícito usar de meios que revelem coação, intimidação ou invectiva.

6.9.19. As perguntas devem ser formuladas com precisão e habilidade e, em

certos casos, contraditoriamente, para que se possa ajuizar da segurança das alegações do depoente.

6.9.20. O acusado ou seu procurador poderá assistir à inquirição das testemunhas,

sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e respostas, facultando-se-lhe, porém, reinquiri-las, por intermédio do presidente da comissão, no final de cada depoimento, após esgotadas as perguntas feitas pelos componentes da Comissão.

6.9.21. Se qualquer pessoa que não haja sido convocada propuser-se a prestar

declarações ou formular denúncias, será tomado seu depoimento fazendo constar no início do termo às circunstâncias do seu comparecimento espontâneo.

6.9.22. Os depoimentos serão datilografados/digitados em texto corrido e sem

rasuras.

a) Se constatado erro datilográfico durante a elaboração do depoimento, este poderá ser corrigido mediante repetição da última palavra corretamente escrita. b) Os erros de grafia, as emendas e as rasuras porventura constatadas após o encerramento do termo de declarações, serão objeto de ressalvas consignadas no respectivo fecho, mencionando-se a linha e a página em que se verificou o equívoco, a expressão errada e a expressão correta.

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6.9.23. Ao final do depoimento, o Presidente da Comissão franqueará a palavra

ao depoente, para que, se desejar, aduza alguma coisa mais, que se relacione com o assunto objeto do processo.

6.9.24. Terminado o depoimento, antes da aposição das assinaturas, será feita a

leitura pelo secretário ou qualquer dos membros da comissão, a fim de possibilitar

as retificações cabíveis, que serão feitas em seguida às últimas palavras lidas.

6.9.25. Quando se estiver utilizando microcomputador, as correções e retificações

poderão ser feitas diretamente no texto, imprimindo-se novamente o depoimento.

6.9.26. O depoimento será assinado ao final, bem como rubricadas todas as

suas folhas, pela testemunha, pelo presidente da comissão, pelos vogais, pelo

secretário e pelo acusado e seu procurador, se presentes. Se a testemunha não souber assinar, ou não puder fazê-lo, o presidente pedirá a alguém que o faça por ela, depois de lido na presença de ambos (CPP art. 216).

6.9.27. É facultado à testemunha solicitar cópia do termo de depoimento, que

deverá ser fornecida ao término do mesmo.

6.10.

Do Interrogatório do Acusado

6.10.1.

Instaurado o processo disciplinar, serão designados dia, hora e local para

o interrogatório do acusado, ordenando-se a sua citação e a intimação do

sindicante (Lei nº 10.460/88, art. 331, § 1º, acrescido pela Lei nº 14.678, de

12.01.2004).

6.10.2. Se houver mais de um acusado, cada um deles será interrogado separadamente, e, sempre que divergirem em suas declarações sobre fatos ou circunstâncias, será promovida a acareação entre eles (CPP art. 189).

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6.10.3. Será assegurado transporte e diárias ao servidor convocado para prestar

depoimento fora da sede de sua repartição na condição de denunciado ou acusado.

6.10.4. O acusado será perguntado sobre o seu nome, número e tipo do documento de identidade, CPF, naturalidade, estado civil, idade, filiação, residência, profissão e lugar onde exerce a sua atividade, e, depois de cientificado da acusação, será interrogado sobre os fatos e circunstâncias objeto do inquérito administrativo e sobre a imputação que lhe é feita.

a) Consignar-se-ão as perguntas que o acusado deixar de responder e as razões que invocar para não fazê-lo (CPP art. 191).

b) O silêncio do acusado não importará confissão, mas poderá constituir elemento para a formação do convencimento da autoridade julgadora (CPP art. 198).

c) O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório, sendo-lhe vedado interferir ou influir, de qualquer modo, nas perguntas e nas respostas (CPP art. 187).

d) As respostas do acusado serão ditadas pelo presidente da comissão e reduzidas a termo que, depois de lido pelo secretário ou qualquer dos membros da comissão, será rubricado em todas as suas folhas e assinado pelo presidente da comissão, pelos vogais, pelo secretário, pelo acusado e seu procurador, se presente (CPP art. 195).

e) Sempre que o acusado desejar formular pergunta, propor quesito para perícia ou que seja realizada diligência, deverá solicitar por escrito ao Presidente da Comissão, que, em despacho fundamentado, deferirá ou indeferirá o pedido.

6.10.5. A vista dos autos do PAD pelo acusado ou seu procurador, deverá ser

dada no local de funcionamento da Comissão, durante o horário normal de

expediente.

6.10.6. Deverão ser fornecidas cópias de peças dos autos, quanto solicitadas por

escrito pelo acusado ou seu procurador.

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6.11.

Do Incidente de Sanidade Mental

6.11.1.

É isento de pena o agente que, por doença mental, era, ao tempo da ação ou

da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter criminoso do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento (CP art. 26).

6.11.2. A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de

perturbação da saúde mental, não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter criminoso do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento (CP art. 26, parágrafo único).

6.11.3. Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado, a comissão

proporá à autoridade competente (instauradora) que ele seja submetido a exame

por junta médica oficial, da qual participe pelo menos um médico psiquiatra, encaminhando a mesma os quesitos que julgue necessário serem respondidos quanto à ocorrência da doença (CPP art. 149).

6.11.4. O incidente de sanidade mental será instaurado com o pedido do respectivo exame pela autoridade instauradora e processado em auto apartado, que deverá ser apensado ao processo principal, após o recebimento pela comissão do laudo pericial expedido pela Junta Médica (CPP art. 153).

6.11.5. O processo disciplinar ficará suspenso, sem que corram quaisquer prazos,

até o recebimento pela comissão do laudo expedido pela Junta Médica, salvo quanto às diligências e perícias que possam ser prejudicadas pelo adiamento e os demais atos que independam do resultado do exame médico (CPP arts. 149, § 2º e 150, § 1º).

6.11.6. Se a Junta Médica concluir que o acusado era, ao tempo da infração, irresponsável nos termos do art. 26 do Código Penal, o processo administrativo disciplinar será encerrado e arquivado os autos, salvo se houver prejuízo a ser ressarcido à Fazenda Estadual, quando então prosseguirá, com a presença de curador,

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se necessário nomeado pela autoridade instauradora, caso permaneça o estado de insanidade mental (CPP art. 151 e CC arts. 942, 932, inc. II e 935).

6.11.7. Continuando o estado de insanidade mental do acusado, a autoridade

instauradora adotará as providências cabíveis para o encaminhamento do mesmo ao serviço médico para fins de exame para concessão licença para tratamento de saúde, por período não excedente a 24 (vinte e quatro) meses, e, após esse período, para que seja aposentado por invalidez (Lei nº 10.460/88, arts. 224 e 262, §§ 1º e 2º).

6.11.8. Se a Junta Médica concluir que a doença mental sobreveio à infração, o

processo continuará suspenso até que o servidor se restabeleça, quando então retomará o seu curso, ficando assegurada a faculdade do acusado reinquirir as testemunhas que porventura houverem prestado depoimento sem a sua presença

(CPP art. 152, § 2º). a) Se o acusado não se restabelecer e vier a ser aposentado por invalidez, nas condições estabelecidas nos arts. 224 e 262, §§ 1º e 2º da Lei nº 10.460/88, o processo será encerrado e arquivado os autos, salvo se houver prejuízo a ser ressarcido à Fazenda Estadual, quando então prosseguirá, com a presença de curador, se necessário nomeado pela autoridade instauradora (CC arts. 942, 932, inc. II e 935). b) Comprovada a insanidade mental do funcionário autor de lesão aos cofres públicos, deve ser aposentado, sem prejuízo da inscrição da dívida para cobrança amigável ou judicial, remetendo-se, ao Ministério Público, os elementos necessários a que intente a ação penal.

6.11.9. Ao interrogatório aplicam-se, no que couber, as disposições relativas ao

depoimento das testemunhas.

6.12. Da Acareação

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6.12.1. A acareação será admitida entre acusados, entre acusado e testemunha e

entre testemunhas, sempre que divergirem, em suas declarações, sobre fatos ou circunstâncias relevantes (CPP art. 229). a) Constatada a divergência, o presidente da comissão intimará os

depoentes cujas declarações sejam divergentes, indicando local, dia e hora para a competente acareação. b) Os acareados serão reperguntados, para que expliquem os pontos de divergência, reduzindo-se a termo o ato de acareação, que será assinado pelos acareados, pelos integrantes da comissão e pelo secretário (CPP art. 229, parágrafo único).

6.12.2. O Termo de Acareação deverá conter referências sobre as declarações

anteriores dos acareados e se foram ou não confirmadas.

6.12.3. Se ausente algum dos intimados para a acareação, ao que estiver

presente dar-se-á a conhecer os pontos de divergência, consignando-se o que explicar ou observar (CPP art. 230).

6.13.

Das Diligências e Perícias

6.13.1.

Sempre que a comissão necessitar colher elementos ou esclarecer

dúvidas a comissão poderá:

a) realizar diligências, cujos resultados deverão ser reduzidos a termo; ou

b) solicitar à autoridade instauradora a realização de perícia ou de assessoria técnica, formulando previamente os quesitos ou temas que devam ser respondidos ou desenvolvidos, quando o assunto demandar conhecimentos especializados.

6.13.2. Sempre que possível, a escolha dos peritos e dos assessores técnicos deverá recair entre funcionários públicos, salvo se, em função da matéria, esse procedimento for inviável, quando então a comissão solicitará à autoridade instauradora autorização para sua realização por terceiros,

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expondo os motivos que a justifiquem e indicando quem poderá realizá-la, bem como o respectivo custo.

6.13.3. Tão logo a comissão tenha escolhido o perito ou assessor técnico,

será baixada a respectiva portaria de designação pelo Presidente.

6.13.4. Os peritos e assessores elaborarão laudo ou relatório em que, a par

das respostas dadas aos quesitos e temas apresentados pela Comissão, poderão estender-se em outras considerações que julgarem adequadas ao caso, sem, contudo, adentrar no seu mérito.

6.13.5. Se a comissão tiver de proceder inventário de bens, exame contábil

ou conferência de valores, que estiveram confiados a funcionários acusados de malversação, poderá fazer-se acompanhar de peritos ou de assessores

técnicos de sua confiança, nomeados pelo presidente mediante portaria.

6.13.6. Do inventário, exame ou conferência que se fizer, o secretário lavrará

o competente termo.

6.13.7. Quando for necessário exame para reconhecimento de escritos, por

comparação de letra, se não houver escritos para a comparação ou se forem

insuficientes os exibidos, o presidente da comissão mandará que a pessoa escreva o que lhe for ditado (CPP art. 174, inc. IV).

6.13.8. O presidente da comissão deverá providenciar também a colheita de

material para exame mecanográfico, quando estes forem indispensáveis à elucidação dos fatos.

6.13.9. A colheita de material para exame de comparação de escrita ou

exame mecanográfico, em princípio, deve ser executada sob orientação de perito da Polícia Federal ou outro servidor daquele órgão com experiência no

assunto, inclusive quanto ao conteúdo do texto a ser escrito.

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6.14. Da Indiciação

6.14.1. Encerrada a colheita dos depoimentos, diligências, perícias,

interrogatório do acusado e demais providências julgadas necessárias, a comissão instruirá o processo com uma exposição sucinta e precisa dos fatos arrolados que indiciam o acusado como autor da irregularidade, que deverá a ser anexada à citação do mesmo para apresentar defesa escrita.

6.14.2. A indiciação, relacionando as provas contra o indiciado, delimita

processualmente a acusação, não permitindo que posteriormente, no relatório ou no julgamento, sejam considerados fatos nela não discriminados.

6.14.3. A indiciação, além de tipificar a infração disciplinar, indicando os

dispositivos legais infringidos, deverá especificar os fatos imputados ao servidor e as respectivas provas, com indicação das folhas do processo onde se encontram (Lei nº 10.460/88, art. 331, § 19, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004 e CPP arts. 41 e 408, § 1º).

6.14.4. Se as provas dos autos levarem à conclusão de que as

irregularidades foram cometidas por outra pessoa, e não pelo servidor acusado, deverá a comissão, em exposição de motivos fundamentada, fazer os autos conclusos à autoridade instauradora, com a sugestão de absolvição antecipada, arquivamento do processo e instauração de novo processo para

responsabilização do servidor apontado como autor das irregularidades.

6.14.5. No mesmo sentido deve proceder a comissão se, com base nas

provas dos autos, reconhecer que os fatos, mesmo sendo da autoria do acusado, foram praticadas em circunstâncias licitizantes - estado de necessidade (CP art. 24), legítima defesa (CP art. 25) e estrito cumprimento de dever legal ou exercício regular de direito (CP art. 23, inc. III), podendo a autoridade instauradora proceder ao julgamento antecipado, absolvendo o

acusado e arquivando o processo.

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6.15.

Da Prorrogação do Prazo

6.15.1.

Se motivos justificados impedirem o término dos trabalhos no prazo

regulamentar de 60 (sessenta) dias, se adotado o procedimento sumário e 120

(cento e vinte) dias se adotado o procedimento ordinário, já incluído o prazo para apresentação da defesa e de elaboração do relatório, o presidente poderá solicitar

à autoridade instauradora, antes do término do prazo, a prorrogação do mesmo

por até 30 (trinta) dias e 60 (sessenta) dias, respectivamente (Lei nº 10.460/88,

art. 331, §§ 20 e 21).

6.15.2. A prorrogação, se concedida, será efetuada através de portaria que

declarará prorrogados os trabalhos da comissão e será publicada no mesmo veículo de divulgação de atos oficiais do órgão em que foi publicada a portaria de instauração.

6.16. Da Citação

6.16.1. Terminada a instrução do processo, o indiciado será citado por mandado expedido pelo presidente da comissão de inquérito, que terá como anexo cópia da indiciação, para apresentar defesa escrita, assegurando-se-lhe vista do processo na repartição, pessoalmente ou por intermédio de seu procurador (Lei nº 10.460/88, art. 331, § 3º e Lei nº 8.906/94, art. 7º, inc. XV).

6.16.2. Da citação deverá constar o prazo concedido para a defesa, o local de

vista do processo administrativo disciplinar e o horário de atendimento, bem como

o

registro de que tem como anexo cópia da indiciação, na qual consta a descrição

e

tipificação das infrações que lhe são imputadas.

6.16.3. A citação é pessoal e individual, devendo ser entregue diretamente ao

indiciado mediante recibo em cópia do original. No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia da citação, o prazo para defesa contar-se-á da data

declarada, em termo próprio, pelo membro da comissão que fez a citação, com a assinatura de 2 (duas) testemunhas.

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6.16.4. Existindo indiciados em localidades diferentes daquela em que estiver

sediada a Comissão, o Presidente:

a) proporá à autoridade instauradora o deslocamento de parte da Comissão às diversas localidades onde se encontram os indiciados levando cópia dos autos para vista ou entrega aos mesmo, com vistas à apresentação da defesa, fluindo o prazo de 20 (vinte) dias a partir do dia seguinte ao da ciência do último indiciado, ou b) providenciará a citação dos mesmos por precatória.

6.17. Da Citação por Edital

6.17.1. Não há previsão legal na Lei nº 10.460/88 de citação por edital.

6.18.

Da Defesa

6.18.1.

O prazo para defesa será de 03 (três) dias. Havendo 2 (dois) ou mais

indiciados, o prazo será comum e de 06 (seis) dias (Lei nº 10.460/88, art. 331, §

1º, inc. II, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

6.18.2. O indiciado que estiver preso não tem direito, só por isso, a prazo em

dobro para apresentação de defesa.

6.18.3. O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro, ou seja, por 06

(seis) ou 12 (doze) dias, se for um ou mais de um indiciado, respectivamente,

para diligências reputadas indispensáveis.

6.18.4. A comissão somente pode iniciar os trabalhos do relatório após o término do prazo para a defesa, salvo se o indiciado ou seu procurador, ao apresentá-la, renunciar expressamente ao prazo remanescente.

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6.18.5. O indiciado poderá, mediante instrumento hábil, delegar poderes para

procurador efetuar sua defesa, desde que não seja funcionário público, face aos impedimentos legais.

6.18.6. O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à

comissão o lugar onde poderá ser encontrado.

6.18.7. Havendo vários indiciados e sendo deferido pedido de perícia ou diligência

de um deles, a prorrogação do prazo da defesa beneficia os demais, que, se já tiverem entregado suas defesas, poderão aditar novas razões.

6.19.

Da Revelia

6.19.1.

Considerar-se-á revel o servidor que, regularmente citado, deixar de

comparecer ao interrogatório e de apresentar defesa prévia, sem motivo justificado (Lei nº. 10.460/88, art. 331, § 5º, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

6.19.2. A revelia será declarada, por termo, nos autos do processo, devendo o

presidente da comissão, na ausência de defensor constituído, solicitar a designação de defensor dativo, que deverá ser bacharel em direito, dando-se seguimento normal à apuração (Lei nº 10.460/88, art. 331, § 6º, redação dada

pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

6.19.3. A comissão somente deve iniciar os trabalhos do relatório após o término

do prazo para defesa, salvo se o defensor dativo, ao apresentá-la, renunciar

expressamente ao prazo remanescente.

6.19.4. Se houver mais de um indiciado e interesses conflitantes, deve ser

nomeado defensor dativo distinto para cada um.

6.20. Do relatório

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6.20.1. Apreciada a defesa, o relatório final da comissão processante resumirá as

peças principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar sua convicção, concluindo pela absolvição ou responsabilidade do acusado, podendo oferecer as sugestões que julgar pertinentes ao caso objeto do processo. (Lei nº

10.460/88, art. 331, § 19, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

6.20.2. O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor e informará se houve falta capitulada como crime e se houve danos aos cofres públicos.

6.20.3. O relatório poderá, ainda, propor o arquivamento do processo por

insuficiência de provas ou por não ter sido possível apurar a autoria.

6.20.4. Reconhecida a responsabilidade do servidor, a Comissão indicará o

dispositivo legal ou regulamentar transgredido, bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes.

6.20.5. O relatório poderá conter sugestões sobre medidas que podem ser

adotadas pela Administração, objetivando evitar a repetição de fatos ou irregularidades semelhantes aos apurados no inquérito.

6.20.6. O processo disciplinar, com o relatório da comissão, será remetido à

autoridade que determinou a sua instauração, para julgamento.

6.20.7. A Comissão, quando não permanente, após elaborar o seu relatório, se

dissolverá, mas os seus membros prestarão, a qualquer tempo, à autoridade competente, os esclarecimentos que lhes forem solicitados a respeito do processo (Lei nº 10.460/88, art. 332).

6.21. Do Julgamento

6.21.1 No prazo de 30 (trinta) dias, contados do recebimento do processo, a autoridade que determinou sua instauração o julgará (Lei nº 10.460/88, art. 333).

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6.21.2. O julgamento acatará o relatório da comissão, salvo quando contrário

às provas dos autos.

6.21.3. A autoridade julgadora formará sua convicção pela livre apreciação das

provas (CPP art. 157), podendo solicitar parecer de qualquer órgão ou funcionário

sobre o processo, desde que o julgamento seja proferido no prazo legal.

6.21.4. O indiciado, no processo disciplinar, defende-se contra a imputação

de fatos ilícitos, podendo a autoridade administrativa adotar capitulação legal diversa da que lhes deu a Comissão de Inquérito, sem que implique cerceamento de defesa. (STF, Mandado de Segurança nº 20.355 - RDA nº

152, fls. 77).

6.21.5. O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo.

6.21.6. Quando a infração estiver capitulada como crime, cópia integral autenticada do procedimento disciplinar será remetida ao Ministério Público pela autoridade julgadora, para instauração da ação penal.

6.21.7. Se o processo disciplinar não contiver original, mas apenas cópia, de

documento utilizado na sua instrução, a autenticação deve explicitar que se trata de reprodução de cópia, sob pena de posteriormente não se ter condições de

fornecer o original, se solicitado para o processo penal.

6.21.8. Quando escaparem à sua alçada as penalidades e providências que lhe parecerem cabíveis, a autoridade as proporá, dentro do prazo marcado para o julgamento, a quem for competente, neste caso, o prazo para o julgamento final será acrescido de mais 15 (quinze) dias. (Lei nº 10.460/88, art. 334, Parágrafo único), desde que tenha obedecido ao princípio do contraditório e assegurado ao acusado ampla defesa (CF, art. 5º, inc. LV) e o direito de acompanhar o processo, pessoalmente ou por intermédio de procurador, arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas e contraprovas e formular quesitos, quando se tratar de prova pericial:

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a) mediante despacho sumário, quando as irregularidades estiverem capituladas como infrações tipificadas nos arts. 303, itens LIV a LXI e LXV e 304, itens XLI e XLII Lei nº 10.460/88 - demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade, bem como nos casos de contumácia na prática de transgressões disciplinares puníveis com suspensão; b) entende-se por contumácia a prática, no período de 5 (cinco) anos consecutivos, contado da data da primeira transgressão, de 4 (quatro) ou mais transgressões disciplinares pelas quais o servidor tenha sido efetivamente punido (Lei nº 10.460/88, art. 317, § 1º, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004); c) mediante despacho que informe sobre a natureza e a gravidade da infração cometida e, se for o caso, os danos que dela provieram para o serviço público, bem como as circunstâncias atenuantes e agravantes e os antecedentes funcionais, que levaram a autoridade instauradora a concluir que a penalidade aplicável é a de suspensão por mais de 90 (noventa) dias (Lei nº 10.460/88, arts. 315).

6.21.9. Se o processo não atender aos requisitos elencados no item anterior ou se for verificada a existência de qualquer outro vício insanável, a autoridade instauradora declarará a nulidade total ou parcial do mesmo e constituirá outra comissão para refazer o processo a partir dos atos declarados nulos (Lei nº 10.460/88, art. 322, § 6º, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

6.21.10. O inquérito administrativo só é nulo em razão de irregularidades que

impliquem em cerceamento de defesa.

6.21.11. Quando for verificada a ocorrência de prejuízo aos cofres públicos, a

autoridade instauradora encaminhará ao órgão competente cópia do Relatório da comissão e do julgamento, para as providências cabíveis com vistas a baixa dos

bens da carga da repartição ou do responsável e, quando apurado o responsável pelo dano, para fins ressarcimento do prejuízo à Fazenda Estadual.

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6.21.12. O prejuízo deve ser quantificado expressa e objetivamente pela

Comissão, salvo se o trabalho, pelo seu volume, recomendar que deva ser feita por comissão especialmente designada pela autoridade instauradora, cujos resultados devem ser encaminhados aos órgãos acima referidos, juntamente com

o relatório e o julgamento do processo disciplinar.

6.21.13. A ação civil por responsabilidade do servidor em razão de danos

causados ao erário é imprescritível (CF art. 37º, § 5º).

6.21.14. Cópias do ofício a que se refere o item anterior, bem como do remetido ao Ministério Público, quando a infração estiver capitulada como crime, deverão ser juntadas ao processo administrativo disciplinar-PAD, do qual deverá permanecer cópia integral na repartição.

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VII.

DA APLICAÇÃO DAS PENALIDADES

7.1.

Aplicação das Penalidades Disciplinares As penalidades disciplinares serão aplicadas (Lei nº 10.460/88, art. 312):

a) pelo Chefe do Poder Executivo, em quaisquer casos enumerados no art. 311 da Lei nº 10.460/88;

b) pelos Secretários de Estado, autoridade equivalentes e os dirigentes de autarquias e fundações, as mesmas penas a que se refere o inciso I, exceto as de demissão, cassação de aposentadoria e disponibilidade, as duas últimas de competência privativa do Governador do Estado; (Lei nº 10.460/88, art. 311, inc. I, II, e III, redação dada pela Lei nº 14.210, de 08.07.2002);

c) por delegação de competência:

do Chefe do Poder Executivo, os Secretários de Estado e autoridades equivalentes, quanto à pena de demissão; dos Secretários de Estado e autoridades equivalentes, os Chefes de unidades administrativas em geral, quanto às penalidades de repreensão e suspensão de até 30 (trinta) dias e multa correspondente.

d) A pena de destituição de mandato caberá à autoridade que houver nomeado ou designado o servidor (Lei nº 10.460/88, art. 312, parágrafo único, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

7.1.1. Na aplicação das penas disciplinares serão consideradas:

a) a natureza da infração, sua gravidade e as circunstâncias em que foi praticada;

b) os danos dela decorrentes para o serviço público;

c) a repercussão do fato;

d) os antecedentes do servidor;

e) a reincidência.

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7.1.2. São circunstâncias que agravam a pena (Lei nº 10.460/88, art. 313, § 1º,

redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004);

a) a prática de transgressão para assegurar execução ou ocultação, a impunidade ou vantagem decorrente de outra transgressão;

b) o abuso de autoridade ou de poder;

c) a coação, instigação, indução ou o uso de influência sobre outro servidor para a prática de transgressão disciplinar;

d) a execução ou participação de transgressão disciplinar mediante paga ou promessa de recompensa;

e) a promoção, direção ou organização de atividades voltadas para a prática de transgressão disciplinar;

f) a prática de transgressão disciplinar com o concurso de duas ou mais pessoas;

g) a prática de mais de uma transgressão disciplinar decorrente da mesma ação ou omissão;

h) a prática reiterada ou continuada da mesma transgressão.

7.1.3. São circunstâncias que atenuam a pena (Lei nº 10.460/88, art. 313, §2º,

acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004);

a) a confissão;

b) a coação resistível para a prática de transgressão disciplinar;

c) a prática do ato infracional em cumprimento de ordem de autoridade superior.

7.1.4. A pena de demissão será aplicada nos casos das infrações previstas nos

itens LIV a LXI e LXV do art. 303 e XLI e XLII do art. 304, todos da Lei nº 10.460/88, bem como nos casos de contumácia na prática de transgressões disciplinares puníveis com suspensão (Lei nº 10.460/88, art. 317, alterado pela Lei nº 14.794, de 08.06.2004).

7.1.5. Entende-se por contumácia a prática, no período de 5 (cinco) anos consecutivos, contado da data da primeira transgressão, de 4 (quatro) ou mais

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transgressões disciplinares pelas quais o servidor tenha sido efetivamente punido (Lei nº 10.460/88, art. 317, § 1º, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

7.1.6. Constará sempre dos atos de demissão fundada em crime contra a administração pública exceto abandono de cargo, lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio estadual, a nota a bem do serviço público (Lei nº 10.460/88, art. 317, § 2º).

7.2. Alçada da Autoridade a) Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade instauradora do processo, este será encaminhado à autoridade competente, que decidirá em igual prazo (Lei nº 10.460/88, art. 334). b) No caso do item anterior, o prazo para o julgamento final será acrescido de mais 15 (quinze) dias (Lei nº 10.460/88, art. 334, Parágrafo único)

7.3. No caso de Mais de um Indiciado ou Diversidade de Sansões

Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o julgamento caberá à autoridade competente para a imposição da pena mais grave, que também decidirá sobre os demais indiciados.

7.4. Contrariedade do Relatório com as Provas dos autos

Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, agravar a penalidade proposta,

abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade.

7.5. Do ato de imposição de Penalidade

O ato de imposição de penalidade mencionará sempre o fundamento legal, promovendo ainda a autoridade a expedição dos atos decorrentes e as providências necessárias à execução, inclusive a aplicação da penalidade e a

causa da sanção disciplinar (Lei nº 10.460/88, art. 333, § 2º).

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7.6. Da Publicação das Decisões

As decisões serão sempre publicadas no órgão oficial, dentro do prazo de 10 (dez) dias (Lei nº 10.460/88, art. 335).

7.7. Da Conversão da Pena

a) Havendo conveniência para o serviço, a pena de suspensão poderá ser convertida em multa, na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração, obrigando-se, neste caso, o funcionário a permanecer no serviço (Lei nº 10.460/88, art.315, § 4º).

b) A suspensão, quando convertida em multa, não interrompe a contagem do qüinqüênio para fins de concessão de licença, a título de prêmio por assiduidade (IN da SAF nº 4, de 03/05/94, item 1.4 - DOU de 04/05/94, fls. 6618).

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VIII.

DAS NULIDAES

8.1.

Da Nulidade Total ou Parcial

a) Verificada a existência de vício insanável, a autoridade julgadora declarará a nulidade total ou parcial do processo e ordenará a constituição de outra comissão, para instauração de novo processo.

b) No caso de nulidade parcial, as peças processuais não anuladas serão consideradas como novo processo, refazendo as demais a partir do momento da anulação.

8.2.

Da Nulidade Absoluta

8.2.1.

As nulidades absolutas, que são aquelas indicadas em lei, não podem ser

sanadas ou convalidadas, devendo ser decretadas tão logo argüidas ou

reconhecidas e até mesmo independentemente da vontade das partes.

8.2.2. As nulidades absolutas são oponíveis em qualquer fase do processo e

mesmo após a sua conclusão, e até por quem não tenha legítimo interesse ou por parte de quem lhes tenha dado causa.

8.3. Dos Vícios da Nulidade Absoluta

Eivam de nulidade absoluta os vícios de competência, relacionados com a composição da comissão, citação do indiciado, direito de defesa do acusado ou indiciado e com o julgamento do processo.

8.3.1. Vícios de competência:

a) instauração de processo por autoridade incompetente;

b) incompetência funcional dos membros da comissão; e

c) incompetência da autoridade julgadora.

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8.3.2. Vícios Relacionados com a Composição da Comissão:

a) composição com menos de 3 (três) membros, no caso de inquérito;

b) composição por servidores demissíveis "ad nutum" ou instáveis; e

c) comissão composta por servidores notória e declaradamente inimigos do servidor acusado ou indiciado.

8.3.3. Vícios Relativos à Citação do Indiciado:

a) falta de citação;

b) citação por edital de indiciado que se encontre preso;

c) citação por edital de indiciado que tenha endereço certo;

d) citação por edital de indiciado que se encontre asilado em país estrangeiro;

e) citação por edital de servidor internado em estabelecimento hospitalar para tratamento de saúde; e

f) citação, de pronto, por edital, quando inexiste no processo qualquer indicação que traduza o empenho pela localização do indiciado.

8.3.4. Vícios Relacionados com o Direito de Defesa do Acusado ou Indiciado:

a) indeferimento, sem motivação, de perícia técnica solicitada pelo acusado;

b) não oitiva, sem motivação, de testemunha arrolada pelo acusado;

c) ausência de alegações escritas de defesa;

d) inexistência de citação do servidor acusado para acompanhar os atos apuratórios do processo, notadamente a oitiva de testemunhas, que poderão ser por ele inquiridas e reinquiridas;

e) indeferimento de pedido de certidão, sobre aspecto relevante, por parte da Administração, interessada no processo;

f) negativa de vista dos autos do processo administrativo disciplinar ao servidor indiciado, ao seu advogado legalmente constituído ou ao defensor dativo; e

g) juntada de elementos probatórios aos autos após a apresentação da defesa, sem abertura de novo prazo para a defesa.

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8.3.5.

Vícios Relacionados com o Julgamento do Processo

a) julgamento com base em fatos ou alegativas inexistentes na peça de indiciação;

b) julgamento feito de modo frontalmente contrário às provas existentes no processo;

c) julgamento discordante das conclusões factuais da Comissão, quando as provas dos autos não autorizam tal discrepância;

d) julgamento feito por autoridade administrativa que se tenha revelado, em qualquer circunstância do cotidiano, como inimiga notória do acusado ou indiciado;

e) falta de indicação do fato ensejador da sanção disciplinar; e

f) falta de capitulação da transgressão atribuída ao acusado ou indiciado.

8.4.

Da Nulidade Relativa

8.4.1.

As nulidades relativas só podem ser suscitadas por quem tenha interesse

legítimo e no prazo devido, sob pena de convalidação por serem sanáveis pela não argüição no momento oportuno, que caracteriza sua aceitação tácita ou expressa.

8.4.2. Nenhuma das partes poderá argüir nulidade relativa a que haja dado causa,

ou para que tenha concorrido, ou referente à formalidade cuja observância só à parte contrária interesse (CPP art. 565).

8.4.3. Considerar-se-á nulidade relativa:

a) suspeição da autoridade instauradora do processo;

b) suspeição dos membros da comissão

c) suspeição da autoridade julgadora, quando não seja a mesma que instaurou o inquérito;

d) existência originária ou superveniente de impedimentos funcionais em desfavor de algum dos membros da comissão; e

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e) desenvolvimento dos trabalhos apuratórios em constante subordinação à autoridade instauradora, revelando a prática de um trabalho dirigido.

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IX.

DA PRESCRIÇÃO

9.1.

Do Prazo de Prescrição A ação disciplinar prescreverá (Lei nº 10.460/88, art. 322, redação dada

pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004):

a) em 6 (seis) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e respectivas multas (Lei nº 10.460/88, art. 322, inc. I); b) em 3 (três) anos, quanto às demais infrações (Lei nº 10.460/88, art. 322, inc. II).

9.1.1. A prescrição, nas infrações disciplinares, começa a correr da data da

prática da transgressão e regula-se pela maior sanção em abstrato prevista para a infração cometida, mesmo que a pena efetivamente aplicada tenha sido reduzida, inclusive na hipótese de exclusão da multa (Lei nº 10.460/88, art. 322, § 1º, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

9.1.2. Os prazos de prescrição previstos na lei penal (CP art. 109) aplicam-se às

infrações disciplinares capituladas também como crime, ressalvado o abandono de cargo (CP arts. 312 a 326 e Lei nº 8.137/90, art. 3º) (Lei nº 10.460/88, art. 322, § 2º).

9.1.3. A ação civil por responsabilidade do servidor, em razão de danos causados

a erário, é imprescritível (CF art. 37, § 5º).

9.1.4. Interrompe a contagem do prazo prescricional a publicação do ato de

instauração do processo administrativo disciplinar, recomeçando, a partir de então, o seu curso pela metade (Lei nº 10.460/88, art. 322, § 3º, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004 e Código Penal, art. 117).

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9.1.5. A redesignação da comissão de inquérito, ou a designação de outra, para

prosseguir na apuração dos mesmos fatos não interrompe, de novo, o curso da prescrição.

9.1.6. Interrompido o curso da prescrição, todo o prazo começará a correr, novamente,

a partir do dia em que cessar a interrupção

(Código Penal, art. 117, § 2º).

9.1.7. A autoridade julgadora que der causa à prescrição de infrações disciplinares capituladas também como crime, será responsabilizada civil, penal e administrativamente, na forma dos arts. 305 a 310 da Lei nº 10.460/88.

9.1.8. Antes do julgamento do processo administrativo a prescrição não corre

enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento da existência da irregularidade (Código Penal, art. 116, inc. I).

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X.

DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE

10.1.

Extingue-se a punibilidade (Código Penal, art. 107 e Lei nº 10.460/88, art.

316, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004):

a) pela aposentadoria ou morte do agente, no caso de advertência ou suspensão;

b) pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como infração;

c) pela prescrição, decadência ou perempção.

10.2. Em qualquer fase do processo, se reconhecida a extinção da punibilidade, a

autoridade instauradora deverá declará-la de ofício. Se o reconhecimento da extinção da punibilidade ocorrer durante a fase de instrução, a comissão deve relatar essa circunstância e fazer os autos conclusos à autoridade julgadora (CPP art. 61 e Lei nº 10.460/88, art. 316, § 1º, acrescido pela Lei nº 14.678, de

12.01.2004).

10.3. Extinta a punibilidade pela prescrição da ação disciplinar, a decisão que

declarar extinta a punibilidade somente produzirá efeitos após a sua homologação pela autoridade a quem compete a aplicação da pena em abstrato, que terá o prazo de 60 (sessenta) dias para efetivar tal homologação, sob pena da decisão que declarar extinta a punibilidade surtir todos os efeitos legais. A autoridade julgadora determinará o registro do fato nos assentamentos individuais do servidor e o arquivamento do processo (Lei nº 10.460/88, art. 316, § 2º, acrescido pela Lei nº 14.678, de 12.10.2004).

10.4. Não impede a propositura de ação civil a decisão que julgar extinta a

punibilidade (CPP art. 67, inc. II).

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XI.

DOS CRIMES FUNCIONAIS

11.1.

Quando a infração estiver capitulada como crime (CP, arts. 312 a 326 e Lei

nº 8.137/90, art. 3º), o processo administrativo disciplinar será remetido ao

Ministério Público para instauração da ação penal, ficando transladado na repartição.

11.2. A autoridade instauradora remeterá cópia do processo ao Ministério Público,

quando este tiver que ser encaminhado ao Governador do Estado para fins de aplicação das penalidades de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade ou suspensão superior a 30 (trinta) dias.

11.3. A absolvição criminal só afasta a responsabilidade civil e administrativa

quando declarar a inexistência do fato ou afastar a autoria do crime (Lei nº

10.460/88, art. 310 e CPP art. 66).

11.3.1. Faz coisa julgada no cível a sentença penal que reconhecer ter sido o ato praticado em estado de necessidade, em legítima defesa, em estrito cumprimento do dever legal ou no exercício regular de direito (CPP art. 65).

11.3.2. A absolvição do réu-funcionário quando não provada a autoria, não importa em impossibilidade da aplicação de pena disciplinar.

11.3.3. A responsabilidade civil é independente da criminal; não se poderá, porém, questionar mais sobre a existência do fato, ou quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no crime (Código Civil, art. 935).

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XII. DA EXONERAÇÃO DE SERVIDOR QUE RESPONDE A PROCESSO

ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR

12.1. É vedada a exoneração a pedido, bem como a concessão de aposentadoria voluntária, a funcionário que esteja respondendo a processo administrativo disciplinar (Lei nº 10.460/88, arts. 136, § 3º e 325, redação dada pela Lei nº 14.678, de 12.01.2004).

12.2.

sua conclusão, em virtude de não ter sido aprovado em estágio probatório, conforme determina o inc. I do parágrafo único do art. 136, § 1º, letra C, da Lei nº 10.460/88, será convertida em demissão, caso seja essa a penalidade a ser-lhe

aplicada por ocasião do julgamento do processo.

A exoneração de servidor que responda a inquérito administrativo antes de

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XIII. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

13.1. Sempre que na sindicância ou inquérito estiver envolvido servidor estranho

à unidade instauradora, esta circunstância deverá ser imediatamente comunicada

a sua unidade de lotação e exercício, para ciência e controle, tendo em vista, principalmente, o disposto no art. 325 da Lei nº 10.460/88.

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XIV.

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL

14.1.

Legislação Federal

Constituição Federal

Lei nº 8.137/90

Lei nº 8.429/92

Lei nº 8.906/94

Código Penal Brasileiro-CP – Decreto-Lei nº 2.848/40

Código de Processo Penal-CPP – Lei nº 3.689/1941, atualizado pela Lei nº 10.628/02

Código Civil Brasileiro-CC – Lei nº 10.406/02

14.2.

Legislação Estadual

Constituição do Estado de Goiás

Lei nº 10.460/88

Lei nº 13.800/01

Lei nº 14.210/02

Lei nº 14.678/04

Lei nº 14.794/04

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CGE, Controladoria Geral do Estado, Manual técnico de Auditoria, Palmas-TO

Sites

http://www.ufg.br

http://www.cgu.gov.br

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Coloque sempre o sentimento humano de honradez e simplicidade acima de qualquer ato,

este será o reflexo consciente da sua dignidade”.

(Marcelo Parreira Veloso/2006)

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