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A Escola Dominical e o crescimento da Igreja:

A evangelização e o treinamento dos crentes para o serviço divino

*■

Entrevista

Psicóloga Sônia Pires

responde a educadores e à liderança de diversas regiões brasileiras como a Psicologia pode auxiliar na ED

Congresso Nacional de ED gera frutos:

AD no interior de Sergipe cria projetos após participar dos Congressos Nacionais de Escola Dominical

Suplemento do

professor

Introdução à Teologia:

Principais discussões para jovens aprendizes

Esdras Bentho

Módulo II

Subsídio semanal

Sabedoria de Deus para uma Vida Vitoriosa

A atualidade de Provérbios e Eclesiastes

Adquira agora mesmo sua revista de Lições Bíblicas com o tema: Maternal Jardim de Infância Primários
Adquira agora mesmo sua revista
de Lições Bíblicas com o tema:
Maternal
Jardim de Infância
Primários
Juniores
3 e 4 anos
5 e 6 anos
7 e 8 anos
9 e
10 anos
Pré-adolescentes
Adolescentes
Juvenis
Discipulado
11 e 12 anos
13 e 14 anos
15 a 17 anos
Novos Convertidos

Escola Dominical

O reforço espiritual para sua família!

Não deixe sua família de fora!

Currículo de Escola Dominical da CPAD:

conhecimento do berçário à idade adulta

Berçário

0 a 2 anos

Da REDAção

'Por Gilda

.....

'...-..

■'...

..

Digitalização: Escriba Digital

Reta final

O editorial é um texto que, para muitos profissionais, é difícil de escrever. Alguns colegas só conseguem desenvolvê-lo depois de to d o o pro du ­ to concluído, outros o fazem antes da conclusão. Com o preparam os cada edição da "Ensinador Cristão" com muita antecedência para que os leitores possam receber cada uma no seu devido tem po, costum o dizer que sou uma m ulher "bem a frente do meu tem po". Por exemplo:

estou fechando esta última edição de 2013 em agosto e já desejo aos leitores um feliz ano novo!

Bem, mas vamos ao que o querido leitor encontrará nesta edição. Posso começar pelo "Conversa Franca" que está com um perfil bem diferente do habitual. Dessa vez, foram os próprios professores, superintendentes e liderança que elaboraram as perguntas do entrevistado desta edição. Conversamos neste número com a psicóloga Sônia Pires sobre em que sentido a Psicologia pode ajudar na Escola Dominical.

Seguindo a tradicional linha da "Ensinador" de m elhorar o ensino

cristão, a revista traz um artigo especial sobre a Escola Dominical e o

crescim ento da Igreja. A tô n ic a

abordada é o crescim ento vinculado à

evangelização, ao discipulado dos novos convertidos e ao treinam ento dos cristãos para a obra do Senhor. Outro destaque desta edição é um artigo voltado para aquelas pessoas que estão sendo convocadas agora para o m inistério do ensino e têm a responsabilidade de transm itir confiança. Acima de tudo, é Deus quem capacita a pessoa, mas nós tam bém devemos fazer a nossa parte. Essas e outras matérias estão nessa última edição de 2013. Ufa! Terminamos mais uma jornada, mais um ano, e firmes para fazer mais para o Reino de Deus. Com o o apóstolo Paulo, podem os dizer:

"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor". Um Feliz Natal e que 2014 seja mais um ano vivido na presença do Senhor!

Gilda Júlio

Presidente da Convenção Geral José Wellington Bezerra da Costa

Presidente do Conselho Administrativo José Wellington Costa Júnior

Diretor-executivo Ronaldo Rodrigues de Souza

Editor-chefe

Silas Daniel

Editora

Gilda Júlio

Gerente de Publicações Alexandre Claudino Coelho

Gerente Financeiro Josafá Franklin Santos Bomfim

Gerente de Produção Jarbas Ramires Silva

Gerente Comercial Cícero da Silva

Gerente de Comunicação Rodrigo Fernandes

Chefe de Arte & Design Wagner de Almeida

Design & Diagramação Suzane Barboza

Fotos Lucyano Correia e Shutterstock

Tratamento de Imagem Djalma Cardoso

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Atendimento para assinaturas Fones 21 2406-7416 e 2406-7418 assinaturas@cpad.com.br

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Ano 14 - n° 56 - out/nov/dez de 2013

N úm ero avulso: R$ 8,90

Assinatura bianual: R$ 71.20

Ensinador Cristão - revista evangélica trimes­ tral, lançada em novembro de 1999, editada pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus.

Correspondência para publicação deve ser endereçada ao Departamento de Jornalismo. As remessas de valor (pagamento de assina­ tura, publicidade etc.) exclusivamente à CPAD. A direção é responsável perante a Lei por toda matéria publicada. Perante a igreja, os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a opinião da revista. Assegura-se a publicação, apenas, das colaborações solicitadas. 0 mesmo princípio vale para anúncios.

CASA PUBLICADORA DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS

Av. Brasil 34.401 - Bangu CEP 21852-002 - Rio de Janeiro - RJ

Fone 212406-7371 - Fax 212406-7370

SUMáRIO

A Escola Dominical e o crescimento da Igreja

Sábios conselhos para um viver vitorioso

0 atleta cristão

Socorro! Sou professor de ED! O que fazer?

■ f ^ S

e ç õ e s

J

Espaço do Leitor ED em Foco Conversa Franca Exemplo de Mestre Reportagem Sala de Leitura O Professor Responde Boas Ideias

í

  • 4 Professor em Ação

4

6

  • 4 Em Evidência

SUMáRIO A Escola Dominical e o crescimento da Igreja Sábios conselhos para um viver vitorioso 0ensinador@ cpad.com .br ^ Reclamação, crítica e/ou sugestão? Ligue: 21 2406 - 7^16 / 2406-7418 SETOR DE ASSINATURAS Atendimento a todos os nossos periódicos M ensageiro da Paz • Manual do O breiro GeraçãoJC • Ensinador Cristão " id="pdf-obj-3-37" src="pdf-obj-3-37.jpg">

A Escola Dominical e o crescimento da Igreja

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Sábios conselhos para um viver vitorioso

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0 atleta cristão - A necessidade de autodisciplina

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Socorro!

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Sou professor da Escola Dominical! E agora?

SUBSÍDIOS para

Sabedoria de Deus para uma vida vitoriosa - A atualidade de Provérbios e Eclesiastes

Wm

Divulgue as atividades do Departamento de Ensino de sua igreja

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M ensageiro da

Paz • Manual do O breiro

GeraçãoJC • Ensinador Cristão

Es p a ç o

Leitor

Departamento de Educação Cristã da CPAD

Expresse sua opinião e esclareça suas dúvidas sobre as Lições Bíblicas do trim estre

Prazer em

conhecê-La!

Minha opinião com o leitora é das melhores possíveis.

Am ei

a revista, achei interes­

santíssima,

as m atérias são

totalm ente

voltadas para a

ED, o que ajuda m uito com o

respaldo a nós professores da ED, principalm ente os menos experientes com o eu. Em julho deste ano, com pletei apenas 2 anos dando aulas na ED da minha igreja. Minha mãe, que tam bém foi profes­ sora da Escola Dom inical por mais de 30 anos, acha a re­ vista maravilhosa! Ela sempre gostou do jornal M ensageiro da Paz e da revista Geração- JC e disse que a Ensinador Cristão ela não conhecia, mas só em folhear aquela edição já amou a revista!

Lilian Biork

Por e-mail

k Surpresa

Há bastante tem po com pro e uso a revista Ensi­ nador. Parabenizo a equipe p o r cada edição, pois a cada exem plar sou surpreendida e aprendo mais. Gostaria que viesse o vocabulário das palavras que são desconhe­ cidas e que tam bém a parte da resposta do Curso não danificasse o m esm o ao ser destacada, uma vez que faz falta para o colecionador.

M aria Em ília de Jesus Soares

Por carta - Crisóíita (MG)

Prezada Maria Emília, a Paz! Referente ao Curso, já foi feita a correção. Em relação ao vocabulário, terem os um

m aior cuidado quanto a isso.

Nosso objetivo é aum entar o

vocabulário do leitor.

CURSO

— p o r ser

Quero louvar a Deus leitora da Ensinador

Cristão e pela grande rele­ vância que a mesma tem na

nossa

Escola Dom inical, pois

todas as seções e subsídios

para as lições são "rios" que regam os nossos conheci­ mentos. Dentre os artigos,

destaco os m ódulos, que têm

sido a base da nossa form a­

ção continuada, o coração da Ensinador. Com o vice-coordenadora e professora do D eparta­

  • m ento Infantil, a m inha alma

encheu-se de alegria, quan­

do

o tem a

do

curso desse

trim estre foi Como ensinar as verdades fundamentais da fé cristã para crianças, ou

desem penho do professor na

Escola D om inical e A busca

da

excelência no m inistério

do educador, publicados na

revista Ensinador Cristão ano

14,

n° 54. Foram

dois artigos

excelentes!

Rosival de Oliveira Por email

JH l Agradecimento

Quero parabenizar à revista Ensinador Cristão pela edição do segundo trimestre,

que foi excelente. Obrigada pela correção na diagramação do Curso da professora Telma Bueno, que por sinal está de parabéns, pois foi m uito feliz no assunto.

seja, to ta lm e n te volta do para a educação infantil. Nós, que trabalham os nessa área, sen­ tim os uma grande respon­ sabilidade sobre os nossos om bros, conscientes de que essa base é um sustentáculo

para tod a

a vida

do cristão, e

que deve ser bem alicerçada. Graças a Deus que através do Seu Espírito Santo tem inspirado homens e mulheres dessa equipe de edição para editarem segundo as nossas necessidades. Parabéns! Que a bênção de Deus continue sobre vocês.

  • M irailde N ascim ento Silvai

Por e-mail

Esther Salina

Por e-mail

Iniciativa

Aproveitam os m uito o conteúdo do Curso sobre "C om o ensinar verdades fundam entais da fé cristã para crianças", escrito pela profes­ sora Telma Bueno. O Depar­ tam ento de Ensino da As­ sem bleia de Deus em Itaboraí (RJ) aproveitou o encarte para utilizar com o subsídio para um grupo de professores das classes infantis. Agradece­

mos a iniciativa da amada e dedicada professora Telma

  • m Bueno. Que Deus continue a lhe abençoar e que sejas grandem ente inspirada pelo Espírito Santo a cada vez que se dispor a escrever para os educadores, principalm ente na área infantil, que é tão ca­ rente desse tip o de m aterial.

Artigos

Sou Rosival de O livei­ ra Souza, superintendente da Escola Dom inical da As­

sem bleia de Deus de uma quena cidade no interior do

pe­

Estado de Sergipe. Estou

es­

crevendo para parabenizá-los pelos artigos Avaliação do

ELias A m orm

Por carta - Itaborai (RJ)

A Escola Domin

crescimento da Igreja

A evangelizaçao e o treinamento dos crentes para o serviço divino

Subsidio semanal

Sabedoria de Deus para uma Vida Vitoriosa

Comunique-se com a

Ensinador Cristão

Por carta: Av. Brasil, 34401 - Bangu 21852-002 - Rio de Janeiro/RJ Por fax: 212406-7370 Por email: ensinador@cpad.com.br

Sua opinião é importante para nós!

  • D evid o às lim ita çõ es de espaço, as

cartas serão selecionadas e transcritas na íntegra ou em trechos considerados

  • m ais significativos. Serão publicadas

as c o rr e s p o n d ê n c ia s a ssin a d a s e

qu e co n ten h a m n o m e e en d e re ç o com pletos e legíveis. No caso d e uso de fax ou e-m ail, só serão publicadas as cartas que inform arem tam bém a cidade e o Estado onde 0 leitor reside.

Todos os líderes da Igreja almejam e trabalham para ver o crescimento de suas Igrejas. Para isso, mobilizam seu povo com a esperança de que suas Igrejas tom em prazer pelo cum prim ento do Ide de Jesus em busca dos perdidos para o Reino de Deus. Falta-lhes, no entanto, às vezes, pequenos detalhes que m uito poderiam cooperar para o alcance do tão almejado crescimento.

Neste artigo, abordaremos o crescimento da Igreja tomando como ponto de partida a Escola Domini­ cal, que, a nosso pensar, é um dos mais poderosos instrumentos de crescimento da Igreja de Cristo destes últim os tempos. Falaremos, portanto, do crescimento da Igreja vinculado à evangelização, ao discipulado dos novos convertidos e ao treinamento dos cristãos para o exercício cJo serviço divino.

 Igreja cresce q u a n d o a ED se empenha na evangelização de sua comunidade

Todo estudioso da história da Igreja sabe que a Escola Domini­ cal nasceu evangelizando. Não ignoramos que, em seu princípio, a ED se propunha ensinar, além das Escrituras Sagradas, outras m atérias com o m atem ática e gramática, como forma de ajudar as crianças pobres a terem um futuro melhor. Quando Robert Raikes (1780) resolve, em Glou­ cester, na Inglaterra, alfabetizar as crianças carentes de sua cida­ de, tinha certamente a convicção de que Deus haveria de dar um novo d e s tin o à para os pe-

"P ortanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo

o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tem pos" (Mateus 28.19-20). A igreja não pode perder da m em ória que sua principal missão na Terra é evangelizar. O m andam ento de Jesus, contido no texto acima transcrito, é taxativo: "Vão, façam discípulos,

ensinem ...

Eu estarei convosco". Não há m eio

melhor de evangelizar a comunidade senão através da Escola Dominical. A ED está sempre inserida numa com unidade onde há pessoas precisando do conhecim ento de Deus, e a ED possui este conhecimento. Pessoas precisan­ do de salvação e a ED sabe

em Quem está a salva­ ção. Portanto,

á flk

 Igreja cresce q u a n d o a ED se empenha na evangelização de

q u e n o s desam para­ dos de sua com unidade. Só não sabia que o seu invento haveria de se transformar numa grande e poderosa form a de evangelizar não apenas crianças, mas tam bém adultos. Os te m p o s m u d a ra m , as culturas evoluíram, a proteção à criança tem se aperfeiçoado ao redor do planeta, mas a ne­ cessidade de evangelizar tanto crianças com o adultos perm a­ nece com o prioridade número um dos ensinos das Escrituras:

evangelizar os pecadores deve fazer parte de toda a progra­ mação de cada ED local. Uma igreja avivada e com ­ prom etida com os ensinos de Cristo, não se conform a com o crescimento natural ou vegetativo, ou seja, com o crescimento decorrente apenas

do nascimento de crianças nas famílias dos cren­

tes. Certamente, ela

quererá m uito mais. Ela se

dedicará à busca das almas que estão perecendo diariam ente ao seu redor. Ela se utilizará da ED, por m eio de seus líderes, professores e alunos, para crescer sua membresia nos moldes da Igreja Primitiva, que, evangelizando, se multiplicava pelo miraculoso operar do Espírito Santo, que conven­ cia os perdidos do pecado, da justiça e do juízo. Quando a Igreja prega e ensina a Palavra de Deus, há sempre a resposta divina fazendo aquilo que o hom em não pode fazer: salvar, curar, libertar, batizar no Espírito Santo e efetivar o crescimento num érico e espiritual da Igreja, que é o grande desejo de to d o verdadeiro cristão.

Alderi Ribeiro de Moura Cruz é Professora Licenciada em Língua Portuguesa, Pós-graduada em Administração e Coordenação Pedagógica, Coordenadora Geral do Departamento de Educação Cristã da Assmebleia de Deus do Segundo Distrito de Rio Branco (AC) e Professora da ED, classe de Adolescentes

 Igreja cresce q u a n d o a ED se empenha na evangelização de

A Igreja cresce quando a ED faz dispulado e integra os novos convertidos

Décadas atrás, nossa querida Assembleia de Deus carregou o estigma de ser uma igreja que não se preocupava m uito com seus novos co n ve rtid o s; era, com o se dizia, uma excelente "p a rte ira ", mas uma péssima "pediatra". Agíamos à semelhan­ ça do avestruz, trabalhávamos sem entendim ento: a avestruz bate as asas alegremente, aban­ dona os ovos no chão e deixa que a areia os aqueça, esquecida de que um pé poderá esmagá- -los, que algum animal selvagem poderá pisoteá-los. Ela trata mal

os seus filhotes, como se não fos­ sem dela, e não se importa se o seu trabalho é inútil. Isso porque Deus não lhe deu sabedoria nem parcela alguma de bom senso

entendendo que há muitos pre­ dadores que poderão inutilizar o seu trabalho. Dessa mesma form a, agiam aquelas Igrejas que não se preocupavam com

(Jó 39.13-17). Indubitavelmente, a igreja é diferente do avestruz, pois Deus lhe capacitou com sabedoria divina para que ela e n te nd a que o tra b a lh o que faz deve funcionar com o uma parceria. Ela prega e ensina a Palavra, o Espírito Santo con­ vence do pecado, Jesus Salva

o discipulado e com a integra­ ção de seus novos m em bros. Preocupavam -se m u ito com estatísticas (número de pesso­ as decididas p o r Cristo), mas esqueciam que essas pessoas estavam inseridas num m undo onde há muitos predadores da fé cristã preparados para im pe­

e, n ova m

e nte, a Igreja deve

dir a co ntin uida d e da marcha

entrar em ação, cuidando dos novos convertidos para que se

espiritual dos novos convertidos. Graças a Deus, essa situação

firmem na fé e cresçam

na vida

tem m udado nos últim os anos.

espiritual. O avestruz, por não

ser d o ­

As lideranças da Igreja têm en­ tendido que não basta pregar o

tado de bom senso, coloca seus ovos na areia e os

Evangelho às pessoas e deixá-las abandonadas, cuidando de seu

 

deixa aos

cuidad os

próprio crescimento espiritual.

da natureza, não

Hoje, graças ao grande esforço de nossa querida CPAD, muitos pastores já foram despertados

para e s ta b e le c e r classes de discipulado e integração em

suas Igrejas, fa to

que tem

contribuído muito para um crescim ento num érico com qualidade de mui­ tas Igrejas pelo Brasil e pelo mundo afora.

Ja m a is

p o d e ­

ríam os c o n tin u a r agindo como a avestruz, possuin­ do muita força, mas jogando fora os fru-

tos provenientes dessa força. É preciso que cada líder de igreja despertada continue despertan­ do outros líderes para a urgente necessidade de discipulado e integração dos novos conversos e do consequente treinam ento desses convertidos para a con­ tin u id a d e do m in istério, pois som ente dessa form a a igreja pode dizer que está crescendo

nos m oldes do

ensino das Sa­

gradas Escrituras. E urgente, pois, que cada igreja estabeleça a classe de dis­ cipulado em suas congregações, em obediência às ordenanças divinas, que nos ensinam: "Por­ tanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tem pos". Fazer discípulos, conform e ensinado, no texto mencionado, não é som ente form ar espec­ tadores ou adm iradores, mas form ar pessoas comprometidas com os ensinos rece bid os e, consequentemente, com o Seu Mestre Jesus. Para fazer discípulos para Jesus é preciso reunir os neoconversos em uma classe, ma­ triculados, onde possam receber um ensino saudável e totalmente bíblico, que possa conduzi-los a um crescimento espiritual sadio, sem as malfadadas inovações do

cristianismo descom prom etido com a Palavra de Deus.

A Igreja cresce quando a ED prepara seus membros psra o exercício do ministério

Um dos alvos da pregação e do ensino da Palavra de Deus é a m aturidade espiritual dos convertidos. Com esse fim Jesus designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pas­ tores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o Corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejam os mais com o crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por to d o vento de doutrina e pela astúcia e esper­ teza de hom ens que induzem ao erro (Efésios 4.11-14). A Igreja de C risto do presente século não pode perder de vista o fim ensinado neste texto sagrado, devendo se utilizar de todos os meios e m etodologias bíblicos e ped ag óg icos para conduzir seus m em bros ao crescim ento espiritual até que todos estejam em condições de assumir a obra do ministério. É lam entável a q u a lid a d e de alguns o breiros que estão ocupando nossos púlpitos nestes últimos tempos. Certamente, tais obreiros não passaram pelo disci­ pulado, nem foram matriculados na classe de jovens e adultos da ED. "C resceram " de form a

desordenada e hoje estão dando muito trabalho aos pastores que

ve rd ad eiram en te pastoreiam

suas

igrejas. Mas, exatam ente

para que isso não acontecesse, o Senhor estabeleceu os dons do ministério cristão, e a Escola Dominical é, sem dúvida, a prin­ cipal agência de treinamento de nossos membros para o serviço

do m inistério cristão, "até que to d o s alcancem os a u nidade da fé e do co n h e cim e n to do Filho de Deus, e cheguem os à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo". A Escola Dominical e o cresci­ mento da Igreja vão andar sem­ pre em situação de dependência um com o outro. A Igreja sempre precisará da ED para crescer e esta não existirá de m odo efi­ ciente desvinculada daquela. Que Deus continue ajudando a liderança da Igreja em todo o nosso país a entender

que um crescim ento

saudável passará, o brig a toriam en te , por um ensino tam bém saudável da Palavra de Deus. &

ED ^FO C O

8BH&HH9HHSSëiil£9SS!

ED ^FO C O 8BH&HH9HHSSëiil£9SS! ED envolve 80 % da igreja com 0 Lema “cada crente

ED envolve 80%

da igreja com 0 Lema “cada crente um aluno”

"Procuramos dar apoio a todos com os recursos que lhe são peculiares e exigidos. Hoje, além dos superintendentes que atendem com o espécie de diretores na ED, elegem os tam bém supervisores para as classes de Departam ento Infantil, pré- -adolescentes, adolescentes e juvenis, classes de jovens e adultos e classes de discipulados. Por exem plo, o D epartam ento Infantil já trabalhou brilhantem ente em atividades de encerram ento de trim estre fazendo uma feira cultural nos temas propostos em suas faixas etárias; o das classes intermediárias promoveram gincanas dentro do tema e debates bíblicos; o de jovens e adultos,

maratonas bíblicas; já fizemos até 'M aratona bí­ blica no ar' m ediante as ondas sonoras de radio com participação dos ouvintes em casa, e foi um

sucesso ..

O Departam ento de Discipulado tem

Na ED em Caxias (MA), alunos e professores recebem prêmios que ajudam a estimular a frequência

"Procuramos dar apoio a todos com os recursos que lhe são peculiares e exigidos"

ED ^FO C O 8BH&HH9HHSSëiil£9SS! ED envolve 80 % da igreja com 0 Lema “cada crente

Segundo o Líder da igreja, pastor Caetano Jorge Soares, para evitar o comodismo foi elaborado uma campanha no sentido de desenvolver o projeto educacional “Eu, você e toda família na ED"

Investimentos no aprim oram ento e qualifica­

ção dos professores na área do ensino cristão é o diferencial da Escola Dominical na AD em Caxias (MA). Segundo o co ordenador geral da ED e vice-líder da igreja, pastor Rozivaldo Rodrigues, o educador é o principal recurso para uma boa aula. Por isso, a igreja investe na capacitação dos

mesmos.

"Prom ovemos oficialm ente na agenda

da igreja cursos de capacitação mensal, deno­ m inados 'Encontro de Professores de ED nas Áreas' (Eped). Hoje, tem os 15 áreas de trabalho, com média de 6 congregações cada; curso geral denom inado 'Curso de Aperfeiçoam ento Básico de ED' (Cabed), com participação de todos os professores, superintendentes e secretários, e o congresso geral de ED, que é realizado bienal- mente com preletores de nível nacional. Estamos nos organizando para o 5o congresso, que será realizado no período de 13 a 16 de fevereiro de 2015", avalia. O coordenador explica que o lema da igreja é "Cada crente um aluno". "Temos cerca de 12 mil membros distribuídos em 100 congregações

e 490 ensinadores. Esses fatores nos asseguram uma média de 80% da igreja na ED", esclarece. Pastor Rozivaldo afirma ainda que é difícil destacar um departam ento mais atuante na ED.

um projeto especifico. Exigimos atuação simul­ tânea por parte de todas as faixas etárias da ED; para isso, além de outras atividades, realizamos

reuniões bim estrais com

todas as lideranças",

conta o coordenador. Segundo o líder da igreja, pastor Caetano Jorge Soares, para evitar o comodism o, foi elabo­ rado uma campanha no sentido de desenvolver o projeto educacional "Eu, você e toda família na ED". De acordo com o pastor, o objetivo é o

80% dos membros da igreja participam da Escola Dominical e são alunos assíduos

crescimento da ED, o que vem a beneficiar toda a igreja. "Conscientizamos o professor que ele deve m otivar seus alunos na assiduidade na ED, lem brando-lhe que ele é professor não somente no período da Escola, mas todos os dias. Ele, ao final de cada trimestre, deve m otivar sua turma hom enageando os alunos destaques com premia- ções nos requisitos assiduidade, conhecimento da Bíblia, pontualidade, com portam ento, trabalhos, revista dom inical e ofertas", testifica o líder,

Por

G ilda J úlio

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A Escolha dos entrevistados para a seção "Conversa Franca" é da

responsabilidade

da CPAD, mas abrim os uma exceção nessa edição

quanto á form ulação das perguntas: convidam os professores, supe­

rintendentes e a liderança de diversas regiões do Brasil para enviar

perguntas para a nossa entrevistada: a psicóloga Sônia Pires. As

perguntas elaboradas por esses mestres da educação cristã girou em

tom o do tema "C om o a psicologia pode

ajudar na Escola Dom inica".

Sônia Pires é psicóloga clínica, professora de adolescentes na

Assem bleia de Deus no Belenzinho (SP), articulista e escritora. Ela

respondeu aos nossos convidados e você vai ficar sabendo agora o

resultado da interação entre a psicóloga Sônia Pires e os professores

da Escola Dom inical das diferentes regiões brasileiras.

(P 1 Alguns pais levam os fiLhos para a ED, no entanto,

Sônia Pires Ramos

muitos pais não frequentam a ED. Será que esses pais

é psicóloga,

acham que sabem o suficiente e que apenas os seus filhos

psicoterapeuta,

necessitam participar da Escola Dominical? 0 que fazer

professora, articulista

nesse caso?

dos periódicos da

Sem pre ouvim os "d escu lpa s" dos pais a esse respeito. Há os

CPAD e autora do livro

que se consideram exímios conhecedores da Palavra, portanto não

“Entre nós Mulheres”,

a frequentam . Há aqueles que consideram estar cum prindo o seu

editado peLa CPAD

papel e dizem não d isp o r de te m p o suficiente para frequentá-la

L:í"S ríi^R

^

CRÍSXÃO____

-L-L

aco m p a n h a n d o

os seus

filh o s.

A

Sim .

As

a titu d e s

dos

pais

in ­

que tragam m otivação aos alunos,

maneira mais eficiente para m udar

fluenciam diretam ente na conduta

id e n tific a n d o pro blem as, e n co n ­

o

qu ad ro é traba lh ar

com

os pais

dos filhos. Nunca é neutra. Os pais

trando estratégias para solução dos

a conscientização da

im portância

podem ser modelo para os seus filhos

mesmos ou fazendo encaminhamen­

da fam ília estar co m p le ta

na

ED.

ou antim odelo. Nunca são neutros.

to para profissionais especialistas. O

Pode exig ir esforço dos pais, mas

o resultado é com pensador!

Que fenômeno Leva a fa­ mília a esquecer de ensinar aos filhos o caminho da ED?

Vivemos dias difíceis. Nas gran­

des cidades, as atividades diárias e

compromissos de trabalho, familiar,

estudo dos filhos, igreja etc exigem

dos pais organização pessoal e o

e sta b e le c im e n to de p rio rid a d e s.

Q ue m não p rio riz a r a

ED na sua

agenda terá dificuldades em atender

às necessidades da família.

Que acontece com a famí­ lia que negligencia o estudo da Palavra?

No mínimo, esta família terá uma

vida espiritual m uito frágil. E com a

oração e o estudo da Palavra que

nos fo rta le c e m o s para e n fre n ta r

os desafios da fam ília m oderna. A

vida secular está ficando cada vez

mais incoerente em seus valores e a

convivência com todos os ambientes

frequentados no dia-a-dia, por força

dos c o m p ro m is s o s de tra b a lh o ,

estudo e lazer, podem trazer conse­

quências sérias no desenvolvim ento

saudável dos nossos filhos.

Os exemplos dos pais no lar e na igreja não são im ­ portantes para influenciar as atitudes dos filhos?

Orientação e firmeza. ‘Guarda o teu pé quando entrares na casa do Senhor

É cultural essa apatia ao es­ tudo? Se for, como os profes­ sores e pais devem ultrapassar essa cultura mesquinha?

A apatia ao estudo é um grave

sintom a verificado tam bém nas es­

colas seculares. A grande motivação

de crianças adolescentes, jovens e

até adultos é a moderna tecnologia.

É p ra tic o , d

iv e rtid o e pra zero so

buscar no c o m p u ta d o r, celulares

e tabletes, os jogos, passatem pos

e diversão. Está lá tu d o p ro n to , é

só clicar. Enquanto isso, estudar dá

tra b a lh o , req ue r reflexão, te m p o

para elaborações mentais, exercícios

e tarefas escritas.

Como implantar um pro­ jeto psicológico eficiente e eficaz na ED?

É possível desenvolver um p ro ­

je to psicológico na ED. Para que ele

seja

eficiente e eficaz, é im portante

que

se faça um estudo com o b je ti­

vos e metas bem definidas levando

em consideração as necessidades,

m otivações e disp o n ib ilid a d e s de

cada região.

É possível trazer pais e filhos não evangélicos para a ED? E como seria feito?

Tudo

p o d e

com e ça r com

um

programa elaborado pela ED, espe­

cialmente para recebera comunidade

(vizinhos), através de a tiv id a d e s

dirigidas às crianças, palestra com

tem as de interesse geral lig a d o à

fam ília, um chá etc. A p ro v e ita r a

presença de pais e filhos não crentes

para expor e valorizar a im portância

da ED com o aliada à o rie n ta ç ã o

familiar. É preciso fazer divulgação

bem planejada!

Como a psicologia pode agregar valor ao corpo docente e discente de ED?

A psicologia agrega valor ao cor­

po docente quando com prom etida

com o processo ensino aprendiza­

gem : na elaboração de

program as

corpo discente sem pre ganha com

a atu ação ha rm on iosa d o c o rp o

docente.

wF Como auxiliar, através da psicologia, alunos de pais não evangélicos?

Essas e outras questões devem

ser compartilhadas entre os professo­

res e o psicólogo. A orientação, no

caso citado, deve ser personalizada,

respeitando

o tip o de dificuld ad e

sentida pelo aluno.

Como promover, através da psicologia, inclusão social na ED?

A psicolo gia leva em conside­

ração as diferenças individuais para

en tend er e

program ar a inclusão

social de tal

form a

que

a

inclusão

seja possível e satisfatória para a

classe e professor com a consciência

de que tod os se enriquecem e se

com plem entam com as diferenças

individuais.

Alguns alunos de ED da classe de adolescentes são filhos de pais cristãos e frequentam a igreja desde crianças. No entanto, negam- -se a fazer as atividades, não participam dos debates, dos ensaios e ficam o tempo todo de piadinhas, atrapalhando os colegas e os que realmen­ te querem aprender. Como proceder com a indisciplina na Escola Dominical?

A disciplin a deve ser m antida

na ED através de regras bem de fi­

nidas e discutidas com o grupo de

alunos, faze n d o -o s p a rtic ip a n te s

do com p rom isso no processo de

m a n te r a d is c ip lin a . Q u a n to aos

indisciplinados, conform e citados,

eles devem

te r a op ortun ida de de

en tend er o

valor da participação.

Deve haver um esforço da classe em

orar por eles e incentivá-los a uma

particip ação efetiva. Se a m aioria

estiver participando ativam ente, há

esperança de que os indisciplinados

melhorem; senão, eles terão dificul­

dade de encontrar "p a lc o " para as

suas piadas e não virão.

Durante as nossas aulas e os cultos, deparamo-nos com o uso do celular de forma constante pelos adolescen­ tes e jovens. Como proceder para que essa prática não atrapalhe as nossas aulas e principalmente a relação com Deus?

O rientação e firmeza. "Guarda

o teu

pé quando

entrares na casa

do Senhor"

* Percebo que alguns pais dão graças a Deus porque seus filhos vão à ED e veem os problemas que acontecem apenas como do professor, do coordenador e do pastor. O que fazer para chamar à res­

ponsabilidade estes pais, para que oremos, conversemos e pensemos em estratégias de aproximar mais os adoles­ centes de Deus, visto que na classe dos adolescentes estes já mostram alguns sinais, mas, infelizmente, quando jovens, eles acabam geralmente por afastar-se da igreja?

Existem pais que terceirizam a

construção

e crescim ento

da vida

espiritual dos

seus filhos.

D elega

à Igreja, ED a responsabilidade. E

importante que ao perceber essa prá­

tica, os professores prom ovam uma

aproximação com os pais para poder

conscientizá-los da im portância da

participação deles nesse processo,

observando m elhor os seus filhos,

com uma ótica de educador cristão

e treinado do filho para a vida, seus

acertos e deslizes e contribuam com

exemplos, atenção e conselhos para

que não se percam.

Esse é o papel

do pai cristão.

IP* Como proceder quando adolescentes não crentes ou filhos de não crentes dão pro­ blemas na ED, inventando calúnias, criando situações constrangedoras, Levantando- -se contra professores, como forma de omitir-se e não res­ peitar as normas, quando, ao mesmo tempo, são almas e manifestam interesse em permanecer na igreja?

É um a tarefa d ifíc il, mas não

impossível. Orações, preparo psico­

lógico para não entrar no desiquilíbrio

emocional deles, mantendo a firmeza,

a verdade, irradiando o Amor de Deus

e, se possível aproveitando alguma

aptidão que o adolescente demonstre

ter para que ele se sinta fazendo parte

efetivam ente do grupo. t

Neta de pioneiros das Assembleias de Deus em São Paulo, Sônia é psicóloga clinica, ministra palestras
Neta de pioneiros das Assembleias de Deus em São Paulo, Sônia é psicóloga
clinica, ministra palestras para famílias, casais, jovens e irmãs, é professora de
adolescente na
ED, além de prestar serviço com o voluntária em obras sociais.

P or

José G on ça lve s

Sábios

para um

( Z, /ensInadorS

V

C R I ST Ã O

J

t

Os livros de Provérbios e Eclesiastes, ambos da autoria de Salomão, são classificados como "Literatura Sapiencial", isto é, de Sabedoria, São livros recheados de conselhos e máximas que revelam um saber divino para vida cotidiana!

O propósito do livro de Provérbios está

declarado nos

seis prim eiros versículos

do capítulo prim eiro. Esses versículos nos revelam que o propósito do livro é produzir sabedoria e fazer com que seus leitores aprofundem -se mais ainda na verdadeira sabedoria. Por outro lado, o livro de Eclesiastes, ao contrário do que m uitos pensam, não apresenta uma es­ pécie de ceticismo ou desencanto com a vida. O livro revela sim, a avaliação feita por alguém que teve o privilégio de viver a vida com intensidade e descobrir que a mesma é totalm ente vazia se não vivida em Deus! Vejamos, pois, de uma forma panorâ­ mica os principais temas abordados neles:

1 .Sexo

O livro de Provérbios tem muito a dizer sobre a sexualidade. Nos Provérbios a sexualidade humana é uma dádiva divina. Uma boa parte dos conselhos de Salomão diz respeito à sexualida­

de humana

e a sua form a correta de

*

expressão. Assim sendo ele ded ico u boa parte de três capítulos do seu livro

para falar de uma forma profunda sobre o sexo e os desvios aos quais ele está sujeito (Pv 5.1-23; 6.20-35; 7.1-27; 9.13-18). Por outro

lado, a sexualidade tam bém é algo

próprio do

homem. Somos humanos e o sexo faz parte de nossa natureza humana e é por isso que estamos sujeitos à tentação! No céu na haverá necessidade da expressão sexual (M t 22.30) por isso devemos buscar expressar nossa sexualidade com amor dentro

dos limites estabelecidos pelo criador.

2. Trabalho

A princípio convém dizer que a ideia de pros­ perar e enriquecer por outros meios que não seja o trabalho é com pletam ente estranho à Escritura. O Deus da Bíblia faz prosperar, mas ele o faz através do trabalho (Dt 8.18). No livro de Provérbios há muitas metáforas para ilustrar a natureza do trabalho e a nossa relação com ele. Por exem plo, a m etáfora do celeiro e do lagar, representa uma vida abundante! Uma vida com fartura! Na metáfora das formigas, o Sábio nos exorta a tomarmos uma atitude frente à realidade da vida. Aqui esses insetos nos ensinam sobre a necessidade da tom ada de atitude e tam bém sobre economia dom és­ tica (Pv 6.6-8). Na m etáfora do preguiçoso e do leão, aprendem os que não adianta arrumar desculpas para fugir do trabalho. Em outra metáfora, a dos espinheiros aprendemos que precisamos enfrentar as lutas da vida.

W

È

Ê

M

Ê

U

Ê

F

®

3. Dinheiro

 

4. Língua

O

liv ro

de

P ro vé rb io s

 

Salom ão tem

m uito

a

dizer sobre a língua!

tem m uito a dizer sobre o d inheiro, p rin cip a lm e n te

Convém dizer as palavras não tem vida própria. Uma tendência bíblica, que é o de dar vida às

mesmo matar.

sobre as práticas da fiança e do empréstimo. "Quem fica por fiador de outrem sofrerá

abstrações e personificá-las tem levado m uitos ao equívoco de pensar que as palavras tem exis- ] tência independente de Deus e do homem. Não,

males, mas o que fo ge

de

o

não tem ! A Palavra de Deus é poderosa porque

ser estará se guro" (Pv

11.15).

foi Deus quem a disse ou que mandou falar, mas

Precisamos tom ar cuidado em ser fiador ou avalista de alguém ! Por outro lado, precisam os to m a r cuidado tam bém com a prática de em préstim os. Podemos em prestar ou tom ar em prestado e não há nada de errado nisso desde que se cumpra com o compromisso firm ado. Salomão tam bém fala sobre a usura ou agiotagem . Lam entavelm ente há m uita gente

não porque tenham vida independente do pró­ prio Deus (SI 107.20; Is 9.8). Da mesma forma as palavras humanas não tem poder em si mesmas (SI 85.11; 107.42; Jó 5.16; 11.14; 19.10). Por outro lado, dependendo do contexto onde são faladas e p o r quem são faladas e ainda p o r quem as ouve, as palavras podem machucar, ferir ou até

crente lucrando por meio da usura ou agiotagem. Emprestam dinheiro a juros exorbitantes! E o que é mais grave - alguns desses agiotas são obreiros! Já ouvi histórias de irmãos que tiveram seus bens confiscados e espoliados p or obreiros porque não conseguiram pagar os juros estratosféricos cobrados. Alguns perderam lojas ainda outros perderam veículos. É lamentável que isso possa ocorrer no m eio do povo de Deus.

5. Família

Há duas coisas básicas que devemos observa numa fam ília quando o assunto em pauta é a educação dos filhos. O prim eiro é que educar não é satisfazer vontades, mas atender necessi­ dades. Uma criança pode ter vontade de comer

chocolate o

dia to do , mas o que ela realm ente

precisa é de arroz, feijão, carnes etc, para que tenha o seu crescimento saudável. É preciso que se estabeleça limites não somente na área da ali­ mentação, mas principalmente na área dos valores morais e espirituais. Em segundo lugar, educar exige correção,mas não agressão! M uitos pais são totalm ente omissos na educação dos filhos e quando querem educar recorrem à agressão física para fazer valer sua autoridade.

B U

6. Humildade e arrogância

2.

Obrigações* votos e orações.

O livro de Provérbios se refere por diversas vezes aos termos contrastantes: "hum ildade" e "arrogân­ cia", mas sempre dentro do contexto das interações humanas. Dessa forma para se conhecer quem é o sábio, o autor de Provérbios põe no cenário como figura contrastante, o insensato. Mas Provérbios vai mais além -ta n to a humildade como a arrogância serão m elhor compreendidas quando se observa, além do sabido versus o insensato, também figuras contrastantes como: o justo versus o injusto; o rico versus o pobre e o príncipe versus o escravo.

H H H H h

7* Mulheres

O poem a de Provérbios 31.1-31 consegue nos fazer enxergar qual é o verdadeiro valor da m ulher e dessa form a serve de m anual com o a mesma deve ser tratada. Mas uma coisa fica logo em evidência - o Sábio não fala de qualquer mulher! Não, ele fala da m ulher virtuosa, aquela que possui virtudes e valores morais e espiritu­ ais. Uma m ulher que tem e a Deus. Essa "M ulher Virtuosa" de Provérbios 31.1-10 contrasta com a "M u lh er V il" de Provérbios 11.22. Ao contrário da M ulher Virtuosa, a M ulher Vil é to ta lm e n te desprovida das virtudes e valores morais. Ambas são chamadas de "form osas", mas a form osura da m ulher Virtuosa é mais de natureza ética do que estética. É mais interior do que exterior. Ela

tem em Deus

a fonte de tudo isso! É por isso que

ela merece ser ovacionada. Se há sete temas específicos sobre os quais Salomão dar conselhos nos Provérbios, em seu livro de Eclesiastes encontram os pelo m enos cinco deles:

1.

O uso

do

tem po

Salomão

fala

prim eiram ente sobre a transito-

riedade da vida. A vida é efêm era, passageira (Ec 1.4). Sendo vida tã o curta, "q u e p ro ve ito

tem

o homem

de to d o

o seu trabalho, com que

H se afadiga debaixo do sol?" (Ec 1.3). É o que o

José Gonçalves

é pastor da ff driblar e viver fugaz com as mais várias formas de Assembleia - satisfação. Há aqueles que acham que possuir de Deus em Pf muita sabedoria resolveria o problema (Ec 1.16-18; / Água Branca jf 2.12-16); enquanto outros buscam no prazer essa í: : (PI). Escritor e é mesma resposta (Ec 2.1-3); ainda outros procuram com entarista de U compensar isso com uma vida cheia de posses (Ec

Pregador procurará

responder. M uitos procuram

Salomão discorre no capítulo 5 de Eclesiastes sobre a adoração em um contexto onde se con­ trastam a obrigação e a devoção. Como devotos temos direitos, mas também possuímos deveres. E essas obrigações não se limitarão apenas ao mundo religioso, mas também ao universo político-social, Eclesiastes mostrará que essas obrigações serão m elhores co m p re en did as quando vistas à luz dos os atributos de Deus, tais como: Santidade, transcendência e imanência. Essas obrigações, portanto, são de natureza político-social e também espiritual. Diante dos homens e tam bém diante de Deus.

3. O justo

e o ímpio

ryi

Uma das constatações feitas por cristãos pie­ dosos ao longo da história é a de que os justos sofrem e os ímpios prosperam. Essa verdade vem confirmar as palavras de Salomão. Mas como Salo­ mão, os cristãos piedosos chegaram a conclusão que a justiça é sempre m elhor do que a injustiça e é preferível ser sábio do que estulto. E isso por uma razão bem simples - seremos m edidos pela régua da eternidade e não pelas contingências da vida.

  • 4. Empreendedorismo e missões

Salomão exorta seus leitores sobre a neces­ sidade de se to m a r uma a titu d e na vida e os convida a lançar o pão sobre as águas. Para ele nada adiantava ficar parado vendo a vida passar. Era preciso viver a vida com atitude e propósito. O sábio está dizendo: vá, não fique aí parado! Viva a vida com propósito! Viva a vida com uma atitude. Por outro lado, somos embaixadores ou representantes de Deus numa missão oficial (Is 6.8; Jr 1,7; Ez 2.34; Jz 6.8).

  • 5. Temor a Deus

Na conclusão das suas reflexões sobre o viver debaixo do sol, Salomão faz uma reflexão contras­ tante sobre a vidá e seus diferentes m om entos. São estágios bem definidos: Juventude e velhice; alegria e tristeza; vida e morte; presente e futuro; o tem poral e o eterno. Ele fala da juventude, mas é a partir de uma análise nua e crua da velhice. Fala da vida, mas é com os olhos fitos na morte;

ele fala do presente, mas é a partir do futuro; fala

 

Lições Bíblicas

dc

2.4-11) e por últim o há aqueles que buscam suas

do tem poral, mas seus olhos

estão voltados para

Jovens e Adultos | realizações no próprio trabalho (Ec 2. 17-23). Tudo

o eterno; fala da criatura, mas seu alvo é o Criador;

 

,

/

da CPAÜ desse

é vaidade! O centro de realização e satisfação não

fala do nosso aprazimento aqui, mas sem perder

V

..

trim estre

v está nessas coisas.

de vista o julgam ento final.

S i P

POR SíLAS

D an ie l

àquele que defenda a fé cristã perante os ataques externos, seculares, dos não-cristãos. Nos dias de Tertuliano, porém, o apologista cristão nada mais era do que aquele que defendia a fé cristã diante dos ataques dos não-cristãos, enquanto o polem ista era exclusivam ente aquele que defendia a ortodoxia cristã perante as heresias que grassavam eventualmente o seio da igreja. Tertuliano foi ambos e m uito bem. Uma curiosidade é que o te ó lo g o cartaginense foi o prim eiro a usar o term o "Trindade" para se referir à doutrina bíblica da triunidade divina - Pai, Filho e Espírito Santo. A principal obra de Tertu­ liano foi Apologia, apesar de a maioria dos seus escritos serem de polem ia cristã, especialmente de com bate ao gnosticism o - notadam ente, de com bate aos ensinos dos líderes gnósticos Va- lentim e Marcião. Em seus escritos, Tertuliano tam bém se desta­ ca pela sua defesa da divindade e da humanidade de Cristo na encarnação, sem confundir as duas naturezas nem dim inuir nenhuma delas; e por

Tertuliano

POR SíLAS D an ie l àquele que defenda a fé cristã perante os ataques externos,

Nascido em Cartago, África, com o Quintus Septimus Florens Tertullianus, nosso educador deste trimestre foi, porém, mais conhecido pelo seu últim o nome, que aportuguesado chama-se Tertuliano (160-220). Trata-se de um dos maiores Pais da Igreja e o prim eiro deles a escrever uma obra literária em latim em uma época em que geralm ente essas obras eram escritas em grego, a língua da cultura no Im pério Romano. Tertuliano se destacou tanto como apologista

quanto com o polemista. Hoje em polem ista não está m uito em voga

dia, o term o no meio te o ­

lógico, além de secularmente ser usado diferen­ tem ente do seu uso original nos primeiros séculos da Era Cristã; e o term o apologista é usado tanto

para designar aquele que defende a ortodoxia cristã diante das heresias quanto para referir-se

ensinar o óbvio, que depois foi negado pela Igreja Católica: que Maria não permaneceu virgem após

o parto

e

que

ela teve, como afirmam os evan­

gelhos, outros filhos com José. Os católicos, ao contrário, preferem entender que os irmãos de

Jesus m encionados na Bíblia eram, na verdade,

prim os

dEle; para isso, traduzem o vocábulo

usado no grego pelos evangelistas (Mt 13.55,56; Mc 6.3) - "adelphoi" - para referir-se a eles como "irm ãos" como significando "p rim os", que era uma aplicação raríssima desse vocábulo; além do mais, havia outro vocábulo mais específico para se referir a prim os naquela época: "anepsios". E "adelphoi" significa "D o mesmo útero". Como se não bastasse isso, Mateus ainda diz que José "não conheceu" - não teve relações sexuais com - Ma­ ria apenas "até ela dar à luz" Jesus (Mt 1.25). $

Pai da Igreja, apologista e polemista

  • 0 teólogo cartaginense foi o prim eiro a

usar o termo “Trindade” para se referir à doutrina bíblica da triunidade divina - Pai, Filho e Espírito Santo.

/'E N S ÍN Ã D O R ^

\

CRISTÃO

/

J - / J

P o r

D o u g l a s

R o b e r t o

B a p t is t a

0 atleta

A necessidade de autodísciplina

"Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um so

o

prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis

Douglas Roberto

Baptista é pastor na

Assembleia de Deus

no Distrito Federal,

líder do Conselho

de Educação

e Cultura da

CGADB, licenciado

em Filosofia,

especialista em

Docência e mestre e

doutor em Teologia.

O apóstolo Paulo retira ilustrações das com ­ petições atléticas para falar da autodísciplina. Os moradores de Corinto eram familiarizados com essas atividades desportivas. Os jogos aconteciam na cidade quatro vezes por ano. Dentre outras modalidades, faziam parte das competições, corridas de cavalos, corridas de fundo, de carros com animais, lutas li­ vres, disputais musicais e poéticas. Ao vencedor era conferida uma coroa de folhas de pinheiro. Ao fazer uso da metáfora o apóstolo lembra o esforço dos atletas para alcançarem o prêmio. Os corredores nos estádios imprimiam velocidade até a exaustão para serem coroados (1Co 9.24). Os lutadores sujeitavam-se xa um árdúo e cansativo treinam ento para receberem glória momentânea

(1Co 9.25). A m bos os atletas tinham o bjetivo s bem definidos. O corredor precisava ultrapassar a linha de chegada e o lutador tinha que vencer seu o ponente (1Co 9.26). Paulo afirma que tais metas não podiam ser conquistadas sem o exer­ cício do autocontrole, da disciplina constante e

do treinam ento diário (10o

9.27).

Seguindo o m odelo de ensino utilizado por Jesus, o apóstolo faz uso de com parações para extrair lições à vida espiritual. Neste caso, a grande lição é a necessidade de autodísciplina a fim de

recebermos o prêmio da salvação eterna. Nas com ­ petições gregas, somente um atleta era premiado

em cada m odalidade. Na

carreira espiritual, to d o

o atleta cristão que alcança a linha de chegada recebe seu galardão (Ap 2.10).

Diante desta verdade, exige-se do cristão todo o esforço para obter êxito na carreira espiritual. A ilustração paulina nos exorta a correr bem (1Co 9.24). Essas palavras indicam empenho e dedicação. Assim com o um atleta necessita de disciplina, a conquista da vitória espiritual requer autocontrole

e obediência as Escrituras. Durante a corrida não se adm ite, por exem plo, que o atleta pare antes da linha de chegada. Essa afirm ação denota a

im portância

da perseverança, persistência e von­

tade de vencer (M t 10.22). Infelizm ente, durante nossa corrida para os céus, encontram os alguns que desistem do objetivo. Abandonam a salvação por negligenciarem a disciplina cristã. Por sua vez, os atletas gregos sujeitavam-se a uma severa disciplina. Era lhes exigido abster-se de certos alim entos com o doces e até água fria. Por analogia, o atleta cristão deve abster-se de toda

a aparência do mal (1Ts 5.22), fu g ir das paixões

da m ocida d e (2Tm

2.22) e abrir m ão de certas

liberdades, pois em bora tu do nos seja lícito nem

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Judas, meio-irmão do Senhor Jesus, exorta os cristãos "a pelejar pela fé que uma vez foi dada aos

ção (2Pe 2.1). Tiago lembrou que a fé sem a prática não tem valor algum (Tg 2.14), e João instiga

santos" (Jd 1.3). A fé que Judas se refere é chamada de fé objetiva, isto é, "aquilo em que cremos",

a igreja provar os espíritos, pois muitos falsos profetas já existiam no mundo (1 Jo 4.1).

"os

fundam entos da fé cristã".

Apesar das inúmeras adver­

Fora do livro de Judas, o uso do

tências, a igreja se distanciou

te rm

o com este p ro p ó sito de

da sã doutrina e m ergulhou

no

defesa da fé é encontrado com

paganism o. Nesse p e río d o a

frequência nas epístolas pastorais

Bíblia foi considerada um livro de

de Paulo a Tim óteo e Tito. Fundamento é expressão que

mistérios. Hugo de São Vitor que viveu esse tem po afirmou que:

indica to d o o tip o

de alicerce,

"aprendia-se prim eiro o que se

que nem a tradição da

igreja e

tanto literais como metafóricos. Nesse aspecto, Cristo é o único fundamento da Igreja (Ef 2.20). Em Cristo edificamos nossa esperança de salvação (1Co 3.11). Assim a fé em Cristo é o alicerce de nossa vida (2Tm 2.19), o meio pelo qual vencemos o mundo (1Jo 5.4). O homem sábio constrói sua casa espiritual sob o alicerce sólido da

devia crer e então se procurava na Bíblia confirmação". Esse estado de coisas ficou conhecido como "período de trevas". O ápice aconteceu em 1517, quando Tetzel um padre dom ini­ cano, pregava as indulgências com grande exibicionismo: "cada vez que a moeda cai, uma alma do pur­ gatório sai". Diante disso, Martinho

rocha (Lc 6.48), onde Cristo é a pe­

Lutero, frade agostiniano e doutor

dra principal de esquina (1 Co

10.4).

em teologia, resolveu protestar

Mediante estes conceitos, os fundamentos da fé estão fundidos na doutrina de Cristo (Lc 4.32), cuja defesa são dever de to d o cristão. Nas epístolas pastorais, dentre outras orientações, somos advertidos, por exemplo, a: não ensinar outra doutrina (1Tm 1.3), não ser contrário a sã doutrina (1Tm 1.10), ter cuidado da dou­ trina (1Tm 4.16), não blasfemar da doutrina (1 Tm 6.1), afastar-se de quem ensina outra doutrina

doutrina (Tt 1.9b), e ainda falar o

fixando 95 teses em W ittem berg condenando o afastamento da sã doutrina. Lutero foi chamado a se retratar, porém respondeu que não o faria, a não ser que fosse convencido pelas Escrituras. Com a reforma protestante o primeiro fundam ento resgatado foi à autoridade das Escrituras. Pressuposto em que estão alicer­ çadas todas as demais doutrinas cristãs. Este fundamento reafirma

(1Tm 6.3), conservar a sã doutrina (2Tm 1.13), pregara doutrina (2Tm 4.2), reter a palavra da doutrina (Tt 1.9a), adm oestar com a sã

que convém a sã doutrina (Tt 2.1). Em face dessa preocupação paulina, fica clara a importância de se conhecer o conjunto dos ensinos doutrinários que formam os Fundam entos de nossa Fé. Jesus adm oestou severamente acerca do perigo dos fundamen­ tos serem alterados (M t 24.11). Pedro exortou acerca dos falsos mestres e suas heresias de perdi­

nem a experiência pessoal pos­ suem autoridade maior do que a Bíblia. O que a igreja crê e pro­ fessa deve ser interpretado à luz das Escrituras e não o contrário:

É de Calvino a frase: "o intérprete deve perm itir que o autor diga o que realmente diz, invés de lhe a trib u ir o que pensam os que devia dizer". Portanto, certifique- -se dos fundamentos da fé cristã contidos na Palavra de Deus, pois "a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para co rrig ir e para instruir em justiça" (2Tm 3.16). &

Se você está de pé J

cuide para que H 3 0

c a/3/ P,ORQUE“

Com o objetivo de aconselhar aqueles que descartaram sua família e seu futuro

  • I por um momento de prazer ou lucro,

LIDERES

Dr. Wayde Goodall

traça perfis psicológicos de líderes conhecidos que perderam a

FRACASSA/^

| 5 estratégias vencedoras para se reerguer....

(

boa reputação. Nesta obra, eie registra

as características comuns, os sinais de alerta e, mais importante, um plano

para evitar as armadilhas tão mortíferas da alma.

R e p o r t a g e m

%

P o r

E d u a r d o

A

r a ú j o

é também para os idosos

  • 0 Brasil já é o país da terceira idade, mas o que a Igreja tem feito para se adaptar aos novos tempos?

S

A

"Agora, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração e o teu poder a todos os vindouros" (Sl 71.18).

Os especialistas garantem: o Brasil já é o país dos idosos. Eles baseiam a sua afirmação em informações divulgadas pelo

  • I ft Geografia e Estatística),

Pnad (Pesquisa Nacional de

Am ostra por Dom icílio) e

s ca talo ga do s p e lo IBGE

  • I (In s titu to B rasileiro de

B que indicou a considerá-

■ vel cifra de 23,5 milhões

■ de pessoas com mais

■ de 60 anos no país. Os

H especialistas afirm am

Professor Helena Figueiredo acredita que a ED pode ser útil na saúde mental do idoso

que a estatística representa mais que õ dobro do registrado em 1991, quando essa faixa etária somava 10,7 milhões de anciões. Segundo o site de notícias UOL, em matéria publicada no dia 21 de setembro de 2012, a última

pesquisa aconteceu em 2009 e as informações coletadas foram com paradas com os dados de 2011. O resultado é que os idosos aumentaram 7,6%, o que indica o acréscimo de mais 1,8 milhão de pessoas. Em 2010, eles so­ mavam 21,7 milhões de pessoas. Mas, no ano 2000, as estatísticas com provaram que o índice de natalidade sofreu um revés, isto

SOBERBA

SOBERBA "O arrogante é uma pessoa insensata despro­ vida de bom fazer o mal. senso e

"O arrogante é uma pessoa insensata despro­

vida de bom fazer o mal.

senso e está sem pre pronto para

O

Senhor Deus abomina o altivo e

Ele não perm itirá que fique im pune" (Pv 16.5).

A m ulher virtuosa é exaltada pelo Senhor, e o seu valor excede o de jóias preciosas. Aquela que serve a Deus com sinceridade, que cuida com

m uito zelo de

si e da família, será abençoada.

Objetivo: Reconhecer que a soberba precede

a queda. Material: Cartolina ou quadro de giz. Procedimento: Prezado professor, escreva no to p o da cartolina ou do quadro o versículo: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda" (Pv 16.18.) Depois, desenhe a tabela conform e a ilustração abaixo. Solicite aos alunos que preencham a tabela.

A p ro ve ite

o m om ento para com entar com os

alunos acerca da diferença entre arrogância e hum ildade. Explique que o arrogante possui uma escala de valores distorcida e suas ações são maléficas, enquanto o humilde é uma pessoa que pratica a justiça. C om ente a respeito dos personagens assinalados e em que resultaram os seus exemplos de arrogância e de humildade. Ao térm ino, leia com a classe Provérbios 16.19.

Objetivos: Destacar as virtudes das persona­ gens bíblicas e procurar imitá-las. Material: Quadro de giz ou cartolina. Procedimento: Professor, assinale no quadro o nome de algumas personagens bíblicas (Ana, Débora, Priscila, Ester, Rute, Abigail etc). Solicite aos alunos que identifiquem as virtudes dessas mulheres. D epois, converse com eles sobre a necessidade de seguir o exemplo. Comente que a nossa sociedade tem sido guiada por valores estéticos e não éticos; as virtudes tem sido igno­ radas. Muitas mulheres têm sido tratadas como objetos e se portado como tal. Mas, conform e lemos nas Sagradas Escrituras, "enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada" (Pv 31.30).

SOBERBA "O arrogante é uma pessoa insensata despro­ vida de bom fazer o mal. senso e
SOBERBA "O arrogante é uma pessoa insensata despro­ vida de bom fazer o mal. senso e
SOBERBA "O arrogante é uma pessoa insensata despro­ vida de bom fazer o mal. senso e

porque o número de crianças de até quatro anos caiu de 16,3 milhões para 13,3 milhões em 2011.

Mas se o Brasil já pode ser considerado um país que envelheceu com o passar do tempo, o que pode ser feito para acolher e ministrar a mensagem bíblica aos irmãos da terceira idade? É sabido que, para muitas pessoas, o envelhecimento é considerado a

reta final do ser humano. Por sua vez, a juventude

é

considerada pelos estudiosos como uma fase céiere na vida do ser humano de modo que a pessoa não consegue "sentir" a passagem do tem po. "A Palavra de Deus, no Salmo 90.10, registra que 'a duração da nossa vida é de 70 anos' como

term o m édio da vida humana. Para o jovem essa

contagem de tem po parece

longa, mas à m edi­

da que o indivíduo atinge a idade madura e ao

aproxim ar-se da década dos 70, dá-se perfeita conta de que os anos passaram de maneira im ­ perceptível e rapidam ente", afirma a professora

Helena Figueiredo, form ada em Pedagogia

com

especialização em Adm inistração Escolar e

pós-

-graduação em Docência Superior. Segundo a educadora, é possível chegar e viver a Terceira Idade cheia do Espírito Santo, mas as igrejas devem fazer a sua parte e canalizar recursos para incrementar esse im portante departamento. "As igrejas devem te r projetos, program ações, atividades educacionais e sociais, específicas e atraentes para as pessoas acima de 60 anos de idade, a fim de que ta nto os m em bros com o a própria comunidade sejam motivados a frequentar a Escola D om inical", exorta a professora Helena.

Reforma em ciasses de ED contribuí­ ram na excelência do ensino na Ter­ ceira idade

Na Assembleia de Deus em Varjão dos Crentes (MA), liderada pelo pastor Adão Reginaldo Filho, a professora Helinéia Alves M axim o assumiu o Departam ento de ED em 2006 e decidiu investir neste segm ento da igreja. Segundo Helinéia, os idosos matriculados não estavam dispostos a sair

de sua "zona de conforto", o que implicaria renun­ ciar a uma vida pacata e sem muitas atividades. Com m uito cuidado e paciência, a professora buscou o entendimento entre os idosos relutantes e passou a ouvir as principais causas do "desconforto" causado pelas mudanças da nova superintendente. "Alguns tinham seu lugar cativo nos bancos do tem plo e até mudar a posição das cadeiras parecia ser algo difícil; e se deslocar para as salas ao lado do tem plo? Parecia tarefa impossível. Outros se queixavam de suas fragiJidades; mas procurei

questioná-los sobre essas lim itações:

em casa

porque o número de crianças de até quatro anos caiu de 16,3 milhões para 13,3 milhões

muitas irmãs cuidam dos seus afazeres domésticos e vão ao comércio, por sua vez muitos irmãos se

deslocam para as roças, mas encontram dificul­ dade em fazer algo na casa do Senhor? M uitos deles argumentavam que já haviam cum prido o seu dever quando jovens", revela a professora. Mas se o início foi difícil, os frutos da persistên­ cia de Helinéia logo desabrocharam. Segundo a professora, as mudanças aconteceram de forma gradual e hoje a animação toma conta deste impor­

tante departam ento

da igreja: eles não encerram

o trimestre sem uma festa, conduzir um momento devocional e levar um visitante ao tem plo.

"D u ra n te a gincana, as classes da terceira idade sobressaíram e ofereceram lanche para os visitantes. A irmã Teodora Maria, 70 anos já ganhou a m aratona de visitantes e a Maria Brasilina, 90 anos, não falta as aulas", jubila Helinéia. A primeira providência de Helinéia foi inaugurar a classe Casados Para Sempre II (indicada apenas para integrantes da térCèira idade); ela percebeu que havia acertado devido ao contentamento dos casais ficarem juntos durante a aula. O professor

escolhido tam bém pertence

a mesma faixa etária

e hoje, ele é assessorado por um casal mais jovem. A frequência é exem plar e os alunos sempre en­

cerram o trim estre com uma festa. "Além disso, eles visitam outros idosos e pessoas não crentes, inclusive já adotaram famílias não crentes através de trabalho evangelístico", jubila Helinéia.

de

A segunda classe a ser criada é a dos Anciãos Deus, form ada por obreiros, e um dos alunos

conseguiu vencer uma gincana na Escola Dom inical por trazer mais visitantes. Segundo Helinéia trata-se de

conseguiu vencer uma gincana na Escola Dom inical por trazer mais visitantes. Segundo Helinéia trata-se de uma classe animada, formada por bons contribuintes. A terceira classe a surgir foi a Filhas de Sião, na qual as alunas solteiras e viúvas se reúnem para estudar a Palavra de Deus. Se­

importância do idoso na igreja, conforme encontramos na Bíblia eles são exemplo para os mais jo ­ vens", revela o doutor Diógenes. Os resultados desse investi­ mento não tardaram a aparecer, e os idosos passaram a se sentir mais úteis e participantes na obra de Deus em sua trajetória, além de afastá-los da depressão.

gundo a professora, esta classe venceu a gincana no últim o tri­

"Q uando

necessário realiza­

mestre de 2012 e foi a que mais trouxe visitantes. Mas a qua lid ad e de vida é outra fe rra m e n ta im p o rta n te que deve ser utilizada pela Igreja para m anter o idoso ativo entre os mais jovens. O evangelista e clínico geral Diógenes Lopes da Silva, adm inistrador da As­ sembleia de Deus em Nazaré 2, Setor 31, filial da sede em Natal (RN), liderada pelo pastor Martim Alves da Silva, entendeu que os inte g ra ntes da terceira idade não p odiam ser relegados ao

mos gratuitamente atendimento m édico e entrega de m edica­ m entos, por nós prescritos ou a ten de n do a receita prescrita pelo m édico assistente, princi­ palmente dentro dos Programas do Ministério da Saúde (Controle do D iabetes, C o n tro le da Hi­ pertensão Arterial e Prevenção do Câncer G in eco ló gico e de Próstata)", revela. Os idosos também participam de palestras que abordam temas específicos na área da saúde, com

esquecim ento e

p rovidenciou

destaque para uma vida saudável, prevenção e.controle de doenças,

recursos a fim de mantê-los em atividade.

reeducação alim entar e exercí­ cios físicos. A Escola Dominical

"M e n sa lm e n te

realizam os

tem tid o um papel fundamental

o cu lto com a Terceira Idade.

Na ocasião, realizam os pales­

nesse processo através das aulas

tras cujos temas visam realçar a

com palestras e apresentação de vídeos que abordam esse tema.

A psicóloga, escritora e pro­ fessora de ED na AD no Belen- zinho (SP), Sônia Pires Ramos, afirma que a ED pode ser m uito Útil para a saúde mental dos ido­ sos. A estratégia inclui a leitura e a refle xão sobre a lição da semana e exercícios do assunto. Ela ta m b é m ensina que o emocional do idoso estimulado ajuda-o abandonar a apatia e dar início a uma vida mais ativa. "N a ED, a m otivação de cada id o so deve ser observada, e através de uma atenção indivi­ dualizada, ouvindo, conversando, estimulando, trazendo à memória do idoso, coisas que ele ainda pode lembrar, fazer, compartilhar, ajudando-o a visualizar possibili­ dades dentro da sua realidade", ressalta a psicóloga. A doutora Sônia acrescenta que os dirigentes do departa­

m ento devem ajudar o aluno idoso a fo rta le c e r a sua co n ­ fia nça em Deus, re fo rç a n d o a certeza de que o Senhor é

capaz de

p o te n c ia liz a r a sua

confiança nas capacidades que

ainda possui. "A m otivação pelas

coisas

de Deus e a prática da fé são fundam entais para o equilíbrio em ocional e para a aceitação dos próprios lim ites. A prática da solidariedade deixa o idoso mais ativo e consciente da sua realidade. Eles precisam trocar idéias, contar casos antigos, trazer à mente temas variados", indica a doutora Sônia. A p s ic ó lo g a afirm a que o

p o n to crucial das m otivações do cristão é saber inte rp re ta r e entender a vontade de Deus para a sua vida. Por sua vez, a Bíblia é uma obra atraente e im ­ portante e ela estimula a mente e o coração do ser humano. Se motivação é a palavra-chave para o bom desempenho do idoso na Igreja, a Palavra de Deus é rica em motivações. $

Amizade

a Bíblia em sua vida

Como funciona a oração?

O que a Bíblia realmente diz sobre o dinheiro? A Bíblia tem algo a dizer sobre amizade?

I

p

aSfi

Eaçãopessrf

MANUAL da BÍBLIA

de Aplicação Pessoai

Um recurso indispensável

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Por Danielle Feijoli C ezarete M oreira

PROJETO GERAÇÃO

HERDEIRA:

Celebrando o

Centenário das Assembleias

de

Deus d

Co 3.q)

No decorrer do prim eiro semestre de 2011,

mas p recisam en te no se gu nd o trim e stre , fo i analisado com critério pelos docentes da Escola

D om inical da Assem bleia São C ristóvão (Cabo Frio

de Deus M in istério (RJ), a necessidade

de criação de um projeto educativo referente à com em oração dos 100 anos das ADs no Brasil (junho de 2011). Percebeu-se que de acordo com o Novo Currículo de Escola Dominical da CPAD, todas as classes (Jardim de Infância, Primário, Juniores, Pré-Adolescentes, A d o le sce n te s e Jovens e Adultos) abordariam a história das ADs no Brasil na lição 10. Por m eio desta iniciativa, foi despertado o interesse de todas as classes, principalm ente in­ fantil, para um maior aprofundamento no assunto, pois alguns discentes e até m esm o docentes,

desconheciam a história dos pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren. Após a aplicação da aula de num erolO da classe Jardim de Infância que tem por título: "A história da Assem bleia de D eus" baseado em

Atos 1.4-8 como

tam bém por meio de reuniões

pedagógicas, os professores das classes infantis, chegaram à conclusão de que precisariam explorar melhora história da nossa instituição religiosa, pois com partilhando experiências de sala de aula, foi relatado que o assunto despertou a atenção e a participação dos alunos de modo geral. Como está escrito em Oséias 4.6: "O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o co n h e cim en to". Fazendo ligação do te xto bíblico citado com o surgim ento das ADs no Brasil, definui-se que um assunto tão relevante não poderia "passar em

P or D anielle F eijoli C ezarete M oreira PROJETO GERAÇÃO HERDEIRA: Celebrando o Centenário

branco", despercebido por todos. Pois, assim com o uma criança, em seus prim eiros anos de vida, passa a conhecer a sua descendência fam iliar (árvore genealógica), um cristão precisa conhecer a sua descendência espiritual. Nasce então a ideia da construção de um pro je to baseado no currículo da CPAD do trim estre de 2011.

Objetivo

O projeto intitulado "Geração herdeira cele­

brando o Centenário das Assembleias de Deus". Texto bíblico: 1 Coríntios 3.9,teve como finalidade

o conhecim ento sistemático te ó rico sobre o surgim ento

e aprofundam ento da Assem bleia de

Deus no Brasil, a história e ensinam entos dos seus fundadores:Os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren e a cultura da época.Com total dinam ismo e m otivação e principalm ente com o auxílio do Espírito Santo,foi desenvolvido uma gincana com o proposta de trabalho educativo, te n d o com o "p ro d u to fin a l" a propagação da verdadeira identidade das Assembleias de Deus no Brasil.

Metodologia

Prim eiram ente, foi aplicada a aula de n°.10 da classe Jardim de Infância (Tema: O que posso fazer para Deus?) que tem por título: "A história da Assembleia de Deus". Texto bíblico: Atos 1.4-8, Após, foi realizado uma festa do centenário (ex­ plicação do título do projeto, bolo, curiosidades sobre os missionários, confecção de bandeiras com o lo g o tip o do centenário, caricatura dos missionários para fotografia e etc.), introduzindo assim o projeto "Geração herdeira celebrando o Centenário das Assembleias de Deus". Depois da abertura oficial do projeto as classes infantis foram divididas em dois grupos: Daniel Berg e Gunnar Vingren.Os mesmos tiveram um

Nesta edição, a Ensinador Cristão publica o projeto do segundo finalista do Prêmio Professor de ED do Ano. 0 trabalho pertence a Danielle Feijoli Cezarete Moreira. Ela é pedagoga, professora de Educação Infantil, professora e coordenadora de ED na Assembleia de Deus Ministério São Cristovão.

mês de preparação até o dia da

visitantes, os mesmos pontuavam

gincana,colocando em prática o

cada item

acima citado de 0 a 10.

que tinham aprendido em sala com a história dos pioneiros.Os dois grupos realizaram:evangelização pelo bairro,grafism o(desenho) sobre a história do centenário das Assembleias de Deus,redações contando a história/nascimento de sua denominação,vídeos ex­ plicativos sobre o tema,avaliação so b re o c e n te n á rio ,e n tre g a de convites oficiais com a cor do g ru p o para crianças não evangélicas,confecção de v i­ seiras e bandeiras com a cor da equipe(verde e vermelha) e pesquisa(Bíblia,Harpa Cristã e Revista da ED publicada pela CPAD mais antiga). No dia 31/07/2011 foi inicia­ do a prim eira gincana bíblica com o título: "Geração herdeira cele brando o C entenário das Assem bleias de D eus". Uma criança de cada g rupo entrou carregando a bandeira do Bra­

Foi iniciado o m om ento bíblico com perguntas e respostas refe­ rente ao tema para cada grupo, uma criança do grupo ia à frente e estourava um balão, pegava o papel de dentro, lia a pergunta e respondia a mesma, mas a criança que não sabia a resposta perguntava pro próprio grupo e se o mesmo não soubesse,a pergunta era repassada para o outro grupo. Após este momento, realizou- -se o desafio do dia com o tema:

Chupa essa manga sorteou-se o nome de uma criança de cada grupo e explicou que a primeira fruta brasileira que os m issio­ nários suecos experim entaram foi a manga, após a explicação, foi entregue uma manga para cada criança, a p rim eira que terminasse de chupar ganharia ponto,cada g ru po teve o p o r­ tunidade de citar um versículo

sil, ao som

do Hino N acional

bíblico relacionado a missões

Brasileiro, além de uma oração

sem consultar a b íblia,can ta r

de agradecim ento

a Deus pela

um Hino da Harpa Cristã sem

oportunidade concedida e após, as crianças ouvira m o te s te ­

consultar a mesma e realizar a atividade de m ontagem do

m unho de fé da irmã Solange Reis, m em bro antiga da AD e dirigente do Círculo de Oração ouviu-se tam bém o Hino oficial do centenário: Assem bleia de Deus avante vai e vídeo sobre a importância de comemorarmos o aniversário de 100 anos das ADs no Brasil. Os jurados receberam uma ficha de avaliação referente aos

quebra-cabeça. Por último foi avaliado a me­ lhor caracterização dos persona­ gens: Daniel Berg,Gunnar Vin- gren e Celina de Albuquerque.O g ru p o ve n ce d o r fo i o D aniel Berg(cor verde)recebendo me­ dalhas de ouro, já o grupo Gun- nar Vingren ficou em segundo lugar recebendo medalhas de prata.A gincana finalizou com

dois

grupos com inform ação

um lanche e oração pela vitória

sobre a organização, participa­ ção, com portam ento, torcida, Harpa cristã mais antiga, Bíblia e lição da ED mais antiga, prova, visitantes, redação, desenho, caracterização dos personagens, versículo bíblico sobre missões, Hino da Harpa, momento bíblico, desafio do dia, atividade para as crianças m enores e para os

do p ovo de Deus que m uito aprendeu sobre as suas raízes e origens.Foi perceb ido atra­ vés do desenvolvim ento deste projeto,o interesse,participação e motivação de cada criança em aprender e conhecer mais sobre a história da AD. A ED é um canal im portan­ tíssim o que nos auxilia a p ro ­

pagação do e vangelho ju n to ao m inistério infantil de form a dinâmica, com um planejamento próprio para cada faixa etária, material didático apropriado e inovação pedagógica, o educa­ dor consegue sistematizar seu ensino de forma mais atraente.

Avaliação

Temos a convicção que os objetivos (Estimular o conheci­ mento, a pesquisa e envolvimento da família, levando a criança a perceber que faz parte de uma grande denom inação, e, que ta m b ém p o d e ser usada p o r Deus para levar à salvação a vida de outras pessoas; Conhecer a história/nascimento das ADs no Brasil, participando e aprendendo sobre os missionários e pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren e seu lema: "Jesus salva, cura, batiza com o espírito santo e em breve voltará; Despertar a visão missionária em cada criança, para que, assim com o os missioná­ rios, todas possam testemunhar que Jesus é o único e suficiente salvador da humanidade foram alcançados e os frutos no nosso trabalho, empenho e dedicação estão sendo colhidos. Fomos m ovidas a ensinar que ainda hoje existem pessoas no mundo inteiro que se com prom etem a sofrer por amor a obra de Deus com prazer, pois, sabemos que a recompensa maior receberemos quando adentrarmos ao céu de glória e receberemos das mãos do nosso Senhor uma coroa de vitória. Assim com o Deus usou e capacitou os m issionários Da­ niel Berg e Gunnar Vingren,ele deseja nos usar,basta dizemos com o o pro feta lsaias:Eis-me aqui,envia-me a mim(lsaias 6.8)E você?Está preparado?Lembre-se sem pre que Deus não chama os capacitados mas capacita os escolhidos. Amém? &

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GUIA CRISTÃO

DE LEITURA JM

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Competências para o

PROVÉRBIOS E

GUIA CRISTÃO DE LEITURA

COMPETENCIAS PARA O

ECLESIASTES

DA BÍBLIA

MINISTÉRIO PASTORAL

JOSE GONÇALVES

Esta obra é o livm4exto da reoista Lições Bíblicas do último trimes­ tre deste ano, que versa justamen­ te sobre os livros de Provérbios e Eclesiastes. Ela enriquecerá o professor ou aluno que objetiva ampliar seu estudo sobre essas importantes obras do rei Salomão que reúnem máximas de inspira­ ção divina que visam a facilitar a transmissão de verdades divinas para a prática da vida. Trata-se de uma obra que não apenas aben­ çoará as aulas na Escola Domini­ cal, mas a vida de todos quantos quiserem se aprofundar um pouco mais no estudo das verdades esposadas nestes dois ricos livros do Antigo Testamento.

ROBERT HICKS, LARRY STO­ NE. TONY CANTALE E MARTIN MANSER E CHAD V. MEISTER

ROBERTO JOSE

O autor é pastor há muitos

anos e lidera a Convenção de

Esta obra fo i escrita e produzida

M inistros

da Assembleia de

por uma equipe de 21 estudiosos

Deus com

sede em Abreu e

e teólogos liderada por Hicks, Stone, Cantale e Manser. São mais de 800 páginas com rico conteúdo acrescido de belas e coloridas ilustrações, e onde o leitor encontrará orientações específicas para descobrir os principais conteiiãos da Bíblia, compreender as suas verdades e aplicar a sua mensagem em sua

Lima no Estado de Pernam­ buco (Comadalpe). Nesta obra, ele apresenta, à luz da Bíblia, as competências que o candidato ao ministério deve ter para exercer o seu ofício e procura contextualizar essas competências diante dos desa­ fio s hodiernos. A obra apre­ senta também um panorama

vida. Nas palavras do teólogo }.

do ministério pastoral na his­

  • I. Packer:

"Um livro fundamen­

tal para todos os seguidores de

Jesus Cristo. Recomendo-o de todo coração".

tória, compondo uma defesa bíblica e objetiva da legítima chamada ministerial.

“Dizemos, então, que competência, em todos oe aspectos, não falta àquE- le que idealizou, projetou e executou o plano da criação — Deus. E dentro de um amplo projeto desenvolvido através dos tempos, Ele comissiona homens “competentes” para alcan­ çar seus objetiveis eternos. Desta forma, o que se pode esperar de uma pessoa competente para o ministério pastoral contextuaUzado? Mais do que nunca, o ministério necessita ser competente para enfrentar o terceiro milênio, quando os desafios são cada vez maiores.

Trecho do livro Competências para o Ministério Pastoral, Roberto José dos Santos, página 14 (CPAD)

“A espiritualidade precisa ser trabalhada pois se as pessoas vêem a igreja apenas para ensinar aos seus dlhos lições de caráter, respeito e afastá-los de tudo que não é bom, precisamos intensificar o exercício da fé e levá-los a um encontro real com Deus para não perdê-los na adolescência, buscar entendê-los, ganhá-los e amá-los*.

Trecho do livro Desenvolva suas Habilidades de Liderança, Ezequiel Geraldo da Silva, página 25 (GPAD)

“O mundo, tal como Adão, está nu,

está despido da justiça de Deus,

está amedrontado e perturbado como os discípulos estavam no Mar (da Galiléia. Mas para os discí­ pulos a mensagem tranquilizadora

foi esta: “sou Eu, não temais”. A

mensagem que o mundo precisa ouvir é esta: “sou Eu, não temais”.

Coleção Lições Bíblicas vol 6 e 7, 8 e 9, página 857 do volume 7 (CPAD)

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deixam de ser em casa e passam a ser realizados virtualm ente em salas de bate- papos, MSN ou sites de relacionamento. Eis aí uma das m aiores preocupações dos educadores. Essas crianças têm o discernimento de ide ntifica r os benefícios e m alefícios desse m undo virtual? Na maioria das vezes, não. É pre­ ciso orientação. Um dos objetivos da introdução dos computado­ res na vida das crianças é para que essa tecnologia estimule suas mentes e potencialize seu desenvolvi­ mento intelectual paralelamente ao seu desenvolvi­ mento psicossocial, uma vez que sua coordenação motora está se estabelecendo concomitantemente a seus gostos e relações sociais. A Internet pode representar tanto um bem como também um mal, por isso há a necessidade da dosagem do uso da Internet por pais ou responsáveis. É preocupação de muitos pais e educadores a relação negativa que se pode estabelecer entre as

A Criança e o mundo virtual

P r o f e s s o r R e s p o n d
P r o f e s s o r R e s p o n d

A revolução tecnológica dos últimos anos tem atraído muitas crianças para o m undo virtual. As crianças estão cada vez mais cedo fazendo uso de tais artifícios, seja para se comunicar, se divertirem ou para servir de suporte para os estudos. Efato preocupante hoje a influencia da internet no desenvolvim ento infanto-juvenil. Destacamos o aperfeiçoamento em jogos eletrônicos, sala de bate-papo e a multiplicação e recursos da internet como um todo.

E comum hoje as crianças fazerem amizades virtualmente, na maioria das vezes sem conhecer as pessoas fisicamente. Os encontros com amigos

crianças, adolescentes e a Internet. Por um lado, compreendem-se as suas vantagens em questões de inform ação, diversão e aprendizagem , mas, por outro, existem perigos, e os pais devem estar atentos a eles. O ensino das Sagradas Escrituras como minis­ trado na Escola Dominical, apresentado também pelos pais e/ou responsáveis deve sempre atentar para isso com oração perseverante. A Bíblia - a Palavra de Deus - desde o rem oto passado adverte: "N ão havendo sábia direção, o povo cai; mas na m ultidão de conselheiros há segurança", Pv. 11.14. $

Rubeneide Oliveira Lima Fernandes é Doutoranda em Educação, diretora do CEEC. Centro Evangélico de Educa­

ção e Cultura Pastor Raimundo Soares de Lima e Coordenadora da ED da Assembleia de Deus de Indaiatuba (SP)

Boas

I d e ia s

Por

L u c ía n a

Gaby

e T elma

B ueno

Sabedoria

divina

em

Provérbios

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Utilize as dinâmicas

para fixar

os ensina­

mentos em classe

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CUIDADO

COM AS

PALAVRAS

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L iç ã o

 

5

.

"Na multidão de palavras não falta transgressão,

mas o que modera os seus lábios é prudente (Pv

10.19). Devemos tom ar cuidado mos, pois as palavras ditas não

com o que fala­ podem retom ar

ao local de origem . Pensar antes de falar é agir

com sapiência. Palavras podem ferir, entristecer ou salvar e alegrar vidas. Que tipos de palavras você tem pronunciado?

Objetivo: Reconhecer que devemos pensar antes de falar Material: Q uadro de giz ou quadro branco, tiras de papel e caneta esferográfica. Procedimento: Escreva no quadro, com a

ajuda dos alunos, ditados populares referentes à fala excessiva: "Boca fechada não entra mos­ ca"; "Q uem fala de mais dá bom dia a cavalo"; "Q uem fala o que quer ouve o que não quer"; "Faça trabalhar a cabeça e dê férias a língua" etc. Converse com os alunos acerca desses adágios populares. Explique que devemos tom ar cuidado

com o uso das palavras. Divida

a turma em dois

grupos e secretamente solicite que cada grupo escreva palavras de ânimo e o outro de desâni­ mo. Dobre os pedaços de papel e coloque-os

'íWorx .falo. dsswau*

, Í 0 j s w , c U a . y p u x coi
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dentro de sacolas ou caixas diferentes. O g ru p o que escreveu as palavras de ânimo deve receber as pa­ lavras de desânimo e vice- -versa. Solicite aos alunos que leiam e expressem os seus se n tim e n to s ao ler. Com ente que há palavras que consolam e outras que ferem . Os servos de Deus não p od em ser canal de sofrimento para outros. Não perm ita que de sua boca

saia palavras torpes.

LIMITES

B oas I d e ia s P or L u c ía n a G

Tudo e todo aquele que ultrapassa limites sofre dano. Na educação dos filhos, não é diferente. Os limites são necessários. O próprio Criador nos fez seres limitados.

Objetivo: Reconhecer a necessidade de impor limites. Material: Jarra com água, copo, bexigas (balões de aniversário) e elástico. Procedimento: Professor, converse com os alu­ nos acerca da importância dos limites. Enfatize que quando não há limites, o caos é instalado. Qual o futuro das crianças que não têm limites e fazem o que querem? Elas não são bem-vindas em nenhu­ ma casa. Namorados que extrapolam o limites do namoro se afastam do Senhor e se aproximam de uma gravidez precipitada e/ou um casamento infeliz. Professor, convide três alunos para participar da dinâmica. Ao primeiro, peça que encha o copo com água. Ele provavelmente irá parar no momen­ to em que o copo encher. Ao segundo, peça que estique o elástico, que certamente perceberá que ele rebentará e não mais esticará. O terceiro deverá encher o balão, que por certo deixará de inflar no momento que perceber que está cheio o suficiente.

Pergunte aos

participantes porque não term i­

naram a tarefa. O que estava com a água provavel­ mente responderá que ela iria transbordar e molhar o chão, o segundo que o elástico iria rebentar e ele se machucaria, e o terceiro que a bola estouraria. Limites são necessários em qualquer fase ou mo­ mento da vida. Professor, aproveite esse momento para explicar que estamos vivendo em uma época onde os valores cristãos, estão sendo abandonados e os limites foram removi­ dos. Devemos, sim, impor

B oas I d e ia s P or L u c ía n a G

limites em nossos lares.

"O arrogante é uma pessoa insensata despro­ vida de bom senso e está sempre pronto para

"O arrogante é uma pessoa insensata despro­

vida

de bom

senso e está sempre pronto para

fazer o mal. O Senhor Deus abomina o altivo e Ele não perm itirá que fique im pune" (Pv 16.5).

VALORES
VALORES

A m ulher virtuosa é exaltada pelo Senhor, e o seu valor excede o de jóias preciosas. Aquela que serve a Deus com sinceridade, que cuida com

m uito zelo de

si e da família, será abençoada.

Objetivo: Reconhecer que a soberba precede a queda. Material: Cartolina ou quadro de giz. Procedimento: Prezado professor, escreva no to p o da cartolina ou do quadro o versículo: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda" (Pv 16.18.) Depois, desenhe a tabela conform e a ilustração abaixo. Solicite aos alunos que preencham a tabela.

A p ro ve ite

o m om ento para com entar com os

alunos acerca da diferença entre arrogância e hum ildad e. Explique que o arrogante possui uma escala de valores distorcida e suas ações são maléficas, enquanto o humilde é uma pessoa que pratica a justiça. C om ente a respeito dos personagens assinalados e em que resultaram os seus exemplos de arrogância e de humildade. Ao térm ino, leia com a classe Provérbios 16.19.

Objetivos: Destacar as virtudes das persona­ gens bíblicas e procurar imitá-las. Material: Quadro de giz ou cartolina. Procedimento: Professor, assinale no quadro o nome de algumas personagens bíblicas (Ana, Débora, Priscila, Ester, Rute, Abigail etc). Solicite aos alunos que identifiquem as virtudes dessas m ulheres. Depois, converse com eles sobre a necessidade de seguir o exemplo. Comente que a nossa sociedade tem sido guiada por valores estéticos e não éticos; as virtudes tem sido igno­ radas. Muitas mulheres têm sido tratadas como objetos e se portado como tal. Mas, conform e lemos nas Sagradas Escrituras, "enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada" (Pv 31.30).

"O arrogante é uma pessoa insensata despro­ vida de bom senso e está sempre pronto para
"O arrogante é uma pessoa insensata despro­ vida de bom senso e está sempre pronto para
"O arrogante é uma pessoa insensata despro­ vida de bom senso e está sempre pronto para
A vida é passageira e dura pouco. Salomão estava consciente disso quando afirmou: "Uma geração vai,

A vida é passageira e dura pouco. Salomão estava consciente disso quando afirmou: "Uma

geração vai, e outra geração vem; mas a terra

para sempre

perm anece" (Ec 1.4). O que temos

feito com o tem po que recebemos do Senhor?

Com o tem os adm inistrado esse tem po?

Objetivo: Reconhecer que há um tem po de­ term inado para todas as coisas. Material: Folha de papel, ampulheta ou relógio e canetas. Procedimento: Professor, com ente com os alunos que estamos sempre correndo atrás do tem po, de maneira que ele parece nunca estar ao nosso favor. Pergunte aos alunos sobre o que está acontecendo: É o tem po que está curto ou somos nós que somos péssimos administradores? Distribua as folhas de papel e as canetas aos alunos. Explique que eles deverão escrever as suas ocupações após a aula, mas que terão que

escrever tu do em apenas 1 m inuto. Ao seu sinal, eles começam a escrever. Você deverá marcar o tem po na ampulheta ou no relógio. Ao final do tempo, pergunte aos alunos se eles ficaram felizes

com a divisão do

horário e se o fato de ter o tem ­

po marcado dificultou? Solicite voluntários para ler as próprias anotações. Em seguida, ajude-os dando dicas de como separar um tem po para a família, para descansar e dedicar-se ao Senhor. Explique que há te m p o para tu d o , te m p o de plantar e de colher, e devemos saber administrar bem o nosso tem po.

A vida é passageira e dura pouco. Salomão estava consciente disso quando afirmou: "Uma geração vai,

MATERNAL JARDIM DE INFÂNCIA PRIMÁRIOS

Este trim estre é bem especial, pois com ele concluímos um ano de estudos bíblicos na Escola Dominical e comemoramos o Natal, o nascimento do Salvador. Esta é uma boa oportunidade para presentear seus alunos e dem onstrar o quanto eles são especiais para você.

Justificativa: Seus alunos e suas famílias ficam alegres quando são lembrados e homenageados pelos professores da Escola Dominical. Objetivo: Oferecer uma lembrança de Natal aos alunos e conscientizá-los a respeito da verdadeira história do Natal. Material: TNT, cola q uente ou de contato, feltro, rolinhos de papel higiênico (miolo), cola, fitilho, papel alumínio (utilizado na cozinha), balas ou jujubas. Atividade: Pegue o rolinho do papel higiênico (miolo) e encape com o papel alumínio. Utilizando o TNT, faça um saquinho de m odo que caiba o rolinho dentro (ver foto). Utilize a cola quente para colar as bordas do saquinho. Enfeite-o utilizando o feltro ou sobras de TNT. Faça estrelas, árvore de Natal (observe a foto). Coloque o rolinho dentro do saquinho. Encha com balas ou jujubas. Amarre com o fitilho. Está pronta a lembrancinha. Antes de entregá-las, conte a história do nascimento do Salvador. Explique às crianças que o Natal é o nascimento de Jesus, o m elhor presente de Deus para nós. Agradeça a todos por terem participado das aulas durante o ano. Diga aos alunos o quanto eles são especiais e o quanto você os ama.

A vida é passageira e dura pouco. Salomão estava consciente disso quando afirmou: "Uma geração vai,
A vida é passageira e dura pouco. Salomão estava consciente disso quando afirmou: "Uma geração vai,

J U N IO R E S ^

PROFETAS DE DEUS

PRÉ-ADOLESCENTES

BOAS ESCOLHAS

Professor, neste trimestre, os juniores vão es­

tudar a respeito dos profetas, homens chamados por Deus para advertir e consolar o Seu povo, levando-o a cumprir os preceitos divinos. Logo na primeira aula, explique que Deus sempre procurou

comunicar-se de m odo pessoal

com os homens.

Os profetas eram os porta-vozes de Deus, ou

seja, eles falavam em nome do Todo-Poderoso, estabelecendo um canal de comunicação entre os homens e Deus.

Justificativa: É importante que os juniores com­ preendam que os profetas foram instrumentos de Deus para exortar, consolar e edificar Seu povo. Objetivo: Introduzir, de m odo criativo, o tema geral do trimestre. Material: Folha de papel pardo, caneta hidrocor e lápis de cor. Atividade: Providencie duas folhas de papel pardo. Faça na folha cinco quadrados (observe a foto) e escreva na parte superior das folhas o se­ guinte título: "Deus fala com o Seu povo". Separe a classe em dois grupos, meninas e meninos. Dê a cada grupo a folha de papel pardo, canetinhas e lápis de cor. Faie a respeito de todos os profetas que serão estudados no trimestre. Leia, juntamente com os alunos, o título das treze lições. Em seguida, peça que, em grupo, eles ilustrem, fazendo um desenho a respeito do profeta que será estudado. Cada grupo ficará com cinco profetas e fará cinco desenhos. Conclua enfatizando que os profetas eram usados pelo Senhor para ensinar o povo. Toda vez que o povo errava e se afastava de Deus, o profeta entrava em ação a fim de denunciar o pecado e corrigir os erros. Utilize os cartazes para enfeitar a classe durante o trimestre.

j-O J U A
j-O J U A

Professor, o tem a que os pré-adolescentes

vão estudar neste trim estre é: "Escolhas que agradam a Deus". Sabemos que a vida é feita de escolhas. Porém, como te r a certeza de que vamos escolher o que é certo? Para que nossas escolhas sejam assertivas, precisamos orar, pedir a direção do Pai e 1er a Sua Palavra. Deus está sempre pronto a nos orientar, mas muitos tomam

decisões im portantes na vida sem consultá-IO.

Justificativa: Conscientizar os pré-adolescentes de que nossas escolhas devem ser orientadas por Deus. Objetivo: Compreender que Deus está disposto a nos orientar em nossas decisões. Material: Folha de papel pardo, caneta hidrocor e parafuso bailarina. A tividade: Faça em c a rto lin a um círculo grande. Escreva o nome de alguns personagens b íblicos que fizeram boas escolhas (observe a ilustração ao lado). C on fe ccio ne uma seta (ponteiro) em cartolina e fixe no círculo com o

J U N IO R E S ^ PROFETAS DE DEUS PRÉ-ADOLESCENTES BOAS ESCOLHAS Professor, neste

ADOLESCENTES

EM DIREÇÃO AO PÓDIO

Os adolescentes vão estudar neste

trim estre

a respeito do "atleta cristão". Eles vão aprender

que em Cristo somos "mais que vencedores".

Justificativa: Os adolescentes precisam ter consciência de que a nossa salvação é o nosso bem mais precioso. Objetivo: Com preender que a salvação deve ser o m aior desejo do crente. Material: Quadro com a tabela, canetinha e fita adesiva. Atividade: Professor, para introduzir a lição, faça a seguinte indagação: "Q ual deve ser a maior aspiração (desejo) do crente?". Incentive a participação de todos e ouça os alunos com atenção. Em seguida, leia Filipenses 3.14 e expli­ que que como cristãos o nosso alvo m aior deve ser a conquista do prêm io da soberana vocação em Cristo Jesus, a nossa salvação. Precisamos nos esforçar, como um atleta, para conhecer mais de Cristo e em tu do agradá-IO. Na sequência, faça

parafuso bailarina. Sente-se com os alunos em

círculo no chão da classe. Ap rese nte a nova revista. Diga que durante o trim estre eles vão aprender a respeito de escolhas que agradam a Deus. Apresente o círculo com os nomes. Peça que um aluno gire o ponteiro e aponte o nome de um personagem . Em seguida, pergunte ao aluno: "Q uais foram as boas escolhas que este servo(a) de Deus fez?". Ouça os alunos com aten­

ção. Conclua enfatizando que

tom a r a decisão

certa, às vezes, não é tal fácil; todavia, com a ajuda de Deus, é possível. Que possamos sempre orar e buscar a Deus antes de tom ar qualquer decisão. Em seguida, leia e

com ente com os alunos

parafuso bailarina. Sente-se com os alunos em círculo no chão da classe. Ap rese nte a

o se q u in te versícu- lo: "Instruir-te-ei e ^

ensinar-te-ei o ca­ m inho que deves seguir; g u ia r-te - -ei com os meus olhos" (SI 32.8).

a seguinte pergunta: "C om o atletas de Cristo, o que pode nos im pedir de alcançarmos o prê­ m io da soberana vocação?". Ouça os alunos e com plete com eles o quadro.

i

JUVENIS

i

NÃO COLOQUt z COISAS MÁS DIANTE DOS ! SEUS OLHOS

Neste trim estre, o tema da revista de Juvenis é "O cuidado com a influência dos meios de co­ m unicação". Os jovens precisam com preender que necessitam os te r alguns cuidados com a mídia, pois o uso excessivo e sem critérios pode trazer muitos malefícios para nossa vida espiritual, emocional e física. As pesquisas mostram que o adolescente brasileiro passa m uito tem po diante da TV ou na internet, por isso aproveite bem essa o p o rtu n id a d e para que seus alunos reflitam a respeito dos meios de comunicação.

Justificativa: Pesquisas mostram que a expo­ sição excessiva à mídia pode causar prejuízos à saúde física e mental. Objetivo: Conscientizar os jovens dos perigos da exposição excessiva à mídia. Material: Cartolina, canetinha e fita adesiva. Atividade: Desenhe na cartolina a silhueta de um olho. Escreva na silhueta o seguinte versículo:

"Portar-m e-ei com inteligência no caminho reto.

Não porei coisa má diante dos meus olhos" (SI 101.2,3). Em seguida, recorte em vários pedaços

form ando um quebra-cabeça. C oloque

no verso

alguns rolinhos de fita adesiva. Entregue partes do texto aos alunos e solicite que montem no quadro de giz o versículo. Depois de concluído, solicite que leiam o texto. Em seguida, faça as seguintes indagações: "Como podemos aplicar o texto bíblico que lemos à m ídia?"; "É lícito o crente interagir com a mídia?". Explique que para o cristão todas as coisas são lícitas, mas nem tudo é proveitoso ou edificante (1Co 10.23; 16.12). Devemos fazer uso da mídia com prudência e discriminação. Com o afirmam Charles Colson e Nancy Pearcey, podemos desfrutar da mídia desde que estejamos treinados para sermos seletivos em nosso uso.

parafuso bailarina. Sente-se com os alunos em círculo no chão da classe. Ap rese nte a

Po p

T e l m a

B u e n o

“Sabedoria de Deus para uma vida vitoriosa”

A atualidade de Provérbios e Eclesiastes

Neste trim estre, terem os a oportun ida de ím par

uma parábola resumida e o livro to d o é a Palavra de

de estudar os livros de Provérbios e Eclesiastes. São

Deus. É Deus fala nd o por in te rm é d io das

circuns­

duas pérolas das Sagradas Escrituras. Provérbios nos

tâncias da vida.

ensina a viver de m odo sábio e Eclesiastes nos mostra

3.

Existem várias form as literárias dentro

do livro,

o verdadeiro sentido da vida.

O livro de Provérbios

O

livro de

Provérbios é um verdadeiro com pêndio

de sabedoria em form a de parábolas. São sentenças

curtas, porém carregadas de significados e verdades

que foram aprendidas e ensinadas no dia-a-dia dos

israelitas. Ao estudar este livro, precisamos observar

algumas particularidades im portantes:

1.

Salom ão

não

fo i

o

ún ico

a u to r

dos

p ro v é r­

bios, em bora ele tenha escrito uma grande parte

(cf. 1.1 ;10.1; 25.1). O p ró p rio Salom ão declara: " ...

tam bém estes são provérbios dos sábios" (Pv 24.23).

Não podem os negar que Salom ão foi um dos ho­

com o, por exem plo, parábolas, poemas, antíteses e

comparações.

O propósito do livro é ensinar os leitores a viverem

de form a justa, correta e ética. O objetivo é levar as

pessoas a expressarem, no seu dia-a-dia, a sabedoria

de Deus. Embora o livro tam bém trate das questões

corriqueiras da vida, ele é um convite à busca da

sabedoria que vem do Alto, a sabedoria divina.

O livro de Eclesiastes

Ao

ler Eclesiastes 1.1 e o capítulo 2, não tem os

dúvida de que Salomão é seu autor. Além disso, tanto

a tradição judaica quanto a cristã conferem a autoria

do livro a Salomão.

m ens mais sábios do seu

te m p o

e que

p ro fe riu

3

Eclesiastes é um livro biográfico e durante a sua leitura

mil provérbios (1 Rs 4.32), todavia há outros

autores

percebemos que não existe uma sequência lógica. A

das citações, com o A g u r (Pv 30.1) e o rei

Lem uel

impressão que tem os

é que os textos foram surgindo

(Pv 31.1). É im p ortan te tam bém observar que seus

autores pertenceram a épocas distintas.

2. Os provérbios têm a sua origem

nos ditos

p o ­

pulares. Todavia, os provérbios bíblicos são breves

declarações que expressam os conselhos divinos

para nós. Podem os afirm ar que cada p ro v é rb io é

de tem pos em tempos, com o em

um diário. É o relato

triste de um homem que, embora sábio, viveu parte da

sua vida longe de Deus. O propósito é mostrar, e em

especial aos jovens, que o sentido da vida não está nos

bens materiais, no conhecimento, no prazer, na fama.

O verdadeiro sentido da vida está em Deus, o Criador.

Advertências contra

o Adultério

Advertências contra o Adultério Trabalho e Prosperidade Em Provérbios, encontram os uma série de exor­ tações

Trabalho e

Prosperidade

Em Provérbios, encontram os uma série de exor­

tações quanto à infidelidade conjugal (Pv 5.7-15). A

infidelidade é tida com o falta de sabedoria (Pv 6.32).

Sabem os que o te m o r ao Senhor é o prin cíp io da

sabedoria. Q uando se perde a reverência a Deus, a

insensatez tom a conta do coração do homem.

Atualm ente, m uitos veem a infidelidade conjugal

com o uma prática norm al, porém os princípios de

Deus são eternos e im utáveis. Na Bíblia, o adultério

é, e continuará sendo, pecado. Encontram os tanto

no A n tig o quanto no Novo Testam entos

sérias ad­

vertências contra a infidelidade conjugal (Êx 20.14;

Dt 5.18; Rm 13.9; Gl 5.19).

Com o servos de Deus, precisamos estar atentos,

pois "o s lábios da m ulher estranha destilam favos

de m e l". A princípio, a in fid e lid a d e p o d e parecer

doce e prazerosa, mas

o

seu fim é am argoso com o

o absinto (Pv 5.4). Com a infidelidade, vem a disfun­

ção fam iliar. Ela é perigosa, é destrutiva para toda

fam ília, para a Igreja do Senhor e para a sociedade

de

um

m odo

geral.

Uma vida conjugal feliz

O capítulo 5 de Provérbios tem início com uma série

de conselhos contra o sexo ilícito. A partir do versículo

15, o autor inicia uma seção para falar a respeito do

relacionam ento íntim o entre

m arido e mulher. "Bebe

a água da sua cisterna" (Pv 5.15). Água é sím bolo de

vida. O ser hum ano não po de viver sem ela. Assim

tam bém é o relacionamento sexual no casamento. Ele

é im portante e traz vida aos cônjuges.

Um casamento

não pode subsistir sem ele. "E

viu Deus tud o quanto

tinha feito, e eis que era m uito

b o m "

(Gn 1.31). Tudo

que o Pai criou é bom e isso inclui a sexualidade.

E im p o rta n te ressaltar que o sexo nunca foi, em si

m esm o, pecam inoso. Deus o estabeleceu para ser

desfrutado no casamento antes que o pecado entrasse

no m undo (Gn 2.21-25).

Ao nascer, fom os dotados de instintos (tendência

natural) específicos sem os quais nossa sobrevivência

seria impossível. O impulso sexual caracteriza o instinto

de preservação da espécie. D epois da Q ueda, no

Jardim do Éden, o homem pecador passou a deturpar

esse im pulso divino, gerando as m uitas aberrações

que sabem os existir hoje, mas isso não invalida a

intenção de Deus de abençoar o homem e perpetuar

a espécie através da relação sexual sadia. Provérbio

  • 5.18 diz: "B e n d ito o teu manancial, e alegra-te com

a m ulher da tua m ocid a d e ".

A vida sexual saudável

dentro do casam ento tem a bênção de Deus, além

de dar alegria e prazer ao hom em (Hb 13.4).

Quem não deseja te r uma vida próspera e aben­

çoada? E o desejo de to d o ser hum ano e não há

nada de errado em ser bem -sucedido. Mas, o que é

ser próspero? Embora cada um tenha uma definição

própria, para responderm os a essa questão tem os

que recorrer às Escrituras Sagradas e observar o que

é ser bem -sucedido à luz da Palavra.

A prosperidade em Provérbios está diretam ente

relacionada à obediência à Bíblia e à dedicação ao

trabalho. No A n tig o Testamento, a verdadeira pros­

peridade é prim eiram ente

espiritual - bem diferente

do que os admiradores da teologia da prosperidade

têm pregado e ensinado.

Uma vida bem -sucedida não é somente resultado

do sucesso financeiro, mas, sim, da obediência a Deus,

da fidelidade e da santidade (Pv 3.3,4).

Com o cristãos, podem os afirmar que nossas rique­

zas são e serão sempre intangíveis e nunca som ente

monetárias. Atualm ente, os crentes têm sido iludidos

quan do

o assunto

é

pro spe rida de . Eles te n d e m a

relacionar o ser be m -sucedido ao dinheiro e bens

materiais. Muitos estão buscando desesperadamente

os bens

materiais. Querem ser ricos a tod o o custo e

acabam desprezando a Deus, tropeçando e perdendo

o nosso bem precioso, a nossa salvação. Por isso Jesus

a adverte em Mateus 16.26. Não podem os ser influen­

ciados pela maneira de pensar deste mundo (Rm 12.2).

Par alguns, o "te r" passou a ser mais im portante que

o "ser". Pertencer ao Reino de Deus está diretam ente

ligado ao "ser" - ser benigno, ético, compassivo etc.

Sabem os que a p ro s p e rid a d e não

é som e nte

resultado direto do trabalho e do esforço do homem,

todavia sem trabalho não há prosperidade. A preguiça

im pede o homem de prosperar. O preguiçoso sonha,

deseja, mas dificilmente alcança seus objetivos (Pv 13.4;

20.13; 23.21). Precisamos nos dedicar ao trabalho, pois

este dignifica o homem. Em Provérbios, encontramos

uma série de

exortações ao trabalho.

O in d o len te

é seriam ente

ad vertid o (Pv 10.26; 19.15; 24.30-34).

M uitos oram a Deus, mas não agem, não fazem a sua

parte. Deus não vai fazer o nosso trabalho. A Palavra

de Deus relata que

Jesus era um hom em de dores

e trabalho (Jo 5.17). Sigamos os passos do Mestre.

Além da preguiça, vejamos alguns outros obstá­

culos que im pedem a prosperidade:

Falta de

co m p ro m e tim e n to ,

coração (2Cr 25.2);

de

inteireza de

• Infidelidade a Deus. Não honra ao Senhor com

as nossas primícias (Pv 3.9,10);

• Desobediência deliberada a Deus (Dt 28.15); • Falta de confiança no Todo-Poderoso.

Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lidando de Forma
Correta com o Dinheiro
Lidando de Forma Correta com o Dinheiro 0 Cuidado com aquilo que Falamos Você sabe lidar

0 Cuidado com aquilo que Falamos

Você sabe lidar com o dinheiro de form a correta?

Tem sua vida financeira equilibrada? Não é errado o

crente possuir bens materiais e ter uma conta bancária

abençoada. Deus é bom e deseja que tenham os uma

vida abundante

(Jo 10.10). Porém, o que tem os que

tem er é o am or ao dinheiro. Jesus nos adverte para

De todos os seres criados pelo Todo-Poderoso, o

hom em é o único que possuiu

um aparelho fonador.

Logo, podem os afirm ar que a

fala é um dom divino

que distingue o ser humano. É algo realmente especial

que po de ser usado para o bem com o para o mal.

Tiago compara a língua a um fogo devastador (Tg 3.6).

que tenham os cautela quanto à

avareza, "p o rq u e a

Pois

uma pequena fagulha pode queim ar

e destruir

vida de qualquer não consiste na abundância do que

uma floresta inteira. Ele ainda afirma que "nenhum

possui" (Lc 12.15).

hom em pode dom ar a língua" (Tg 3.8). Com a nossa

Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal "a pa­

língua podem os bendizer a Deus e m aldizer o pró­

lavra traduzida por 'avareza' (pleonexia) literalm ente

xim o. Ter o controle da língua não é fácil, mas não é

sig nifica a sede de

possuir m ais". A ganância, o

impossível para o crente. Quem consegue controlar

desejo excessivo de possuir mais e mais tem levado

a língua, controla to d o o seu ser.

 

m uitos a se envolverem em negócios ilícitos, com o

por exem plo, a prática da agiotagem , suborno, cor­

rupção. A agiotagem é uma prática perversa e bem

antiga. A Palavra de Deus proíbe tal prática desumana

(D t 23.19,20). Segundo o C ó d ig o Penal Brasileiro,

agiotagem é crime.

O am or ao dinheiro tam bém tem levado m uitos

a caírem em outra prática pecam inosa: o suborno.

Segundo o D icio n á rio Bíblico W

ycliffe "a palavra

grega shohad significa um presente, mas no sentido

c o rru p to ". A corrupção é com o um vírus m aligno,

ela tem se espalhado em nossa nação trazendo dor,

Nossa maneira de falar nos identifica, revelando o

nosso verdadeiro eu, pois a boca fala do que o coração

está cheio (Mt 12.34). É do coração, ou seja, do íntim o

do ser hum ano que procedem os

males. Certa vez,

Pedro foi identificado com o alguém que esteve com

Jesus som ente pelo seu linguajar (M t 26.73). Sua fala

evidencia que você é um cristão?

M uito se falou a respeito do poder das palavras e

não faltou heresia. Sabemos que nossas palavras não

têm poder em si mesmas. Todavia, não podem os sair

por aí falando

o que nos vem à cabeça, pois nossas

palavras afetam o nosso próxim o de form a positiva

destruição, falência

...

A corrupção e o suborno são

ou negativa. Por isso, o livro de Provérbios dá uma

resu ltad os

do am or ao d in h e iro . C erta vez, João

ênfase especial ao m odo com o em pregam os

as pa­

Batista exo rto u alguns soldados para que eles se

lavras. Jesus tam bém ensinou que no Dia do

Juízo,

Lidando de Forma Correta com o Dinheiro 0 Cuidado com aquilo que Falamos Você sabe lidar

contentassem com seus soldos (Lc 3.14). Como profeta

de Deus, João estava alertando-os quanto ao perigo

da cobiça e do suborno.

Rocha ou areia, você pode escolher

todos terão que dar conta diante de Deus por suas

palavras (M t 12.36).

Q u e r

a p re n d e r

a

g u a rd a r sua língua d o mal?

Então leia e estude o livro de Provérbios, pois nele

podemos encontrar ensinamentos preciosos a respeito

A d q u irir

fo rtu n a

de

m o d o

ilíc ito (a g io ta g e m ,

do uso da língua.

Um destes ensinos é a respeito do

suborno) é com o construir a casa sobre a areia; cedo

ser m oderado no falar (Pv 21.23). Você fala demais?

ou tarde ela vai ruir (M t 7.24-27). É bom

lem brar que

Então tom e

cuidado! Quem fala em demasia preju­

a areia não é o solo ideal para se estabelecer nenhum

dica o outro e a si próprio (Pv 13.3). Vários Provérbios

tip o

de

fu n d a m e n to ;

a

rocha sim é segura, capaz

tratam a respeito da língua m entirosa e da calúnia

de sustentar uma construção. Porém, atualm ente

(Pv 6.17). A difam ação, em especial nos blogs e nas

encontram os

m uita

ge nte

esco lh end o o cam inho

redes sociais, tem fe ito m uitas vítim as.

A calunia é

mais fácil, mais curto, a areia. Estas visam apenas

devastadora e consegue separar até os am igos mais

os bens

m ateriais, o

lucro fácil. A

ganância

cega.

íntim os (Pv 16.28). O D iabo é o pai da m entira (Jo

Trabalhar d u ro e no

final

d o

mês

te r

d in h e iro

8.44) e toda mentira e engano procedem dele. Muitos

para pagar as contas, viver con ta n d o

os

trocados

usam sua língua para fazer fofoca, caluniar os outros

é

m u ito

difícil.

Mas, você já viu alguém

cavando

ou distorcer a verdade. Saiba que

Deus abom ina a

na rocha? N ão é fácil não! Exige m u ito esforço e

língua m entirosa (Pv 6.17).

te m p o . É preciso suar a camisa.

Mas vale a pena,

Aprendam os com os conselhos

dos sábios a usar

pois o alicerce será sólido, firm e, e principalm ente,

abençoado p o r Deus.

nossa língua de maneira que o nom e do Senhor seja

glorificado.

0 Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos Deus confiou aos pais a sublim e tarefa de
0 Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos Deus confiou aos pais a sublim e tarefa de

0 Exemplo Pessoal na

Educação dos Filhos

Deus confiou aos pais a sublim e tarefa de educar

(Dt 6.1-9). Todavia, na chamada "M odernidade", muitos

pais estão terceirizando a educação dos seus filhos.

Basta olhar a nossa sociedade para ver e sentir os

resultados nefastos desta falta de compromisso com a

educação das nossas crianças. M uitos se preocupam

apenas com a provisão, o sustento da família. Isso é

louvável, mas a função os pais vai além da providência.

Vivemos em uma sociedade permissiva e hedonista,

Contrapondo a Arrogância

0 Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos Deus confiou aos pais a sublim e tarefa de

M uitos ainda confundem hum ildade com a falta

de bens e recursos materiais. Porém, hum ildade não

tem nada a ver com os bens materiais que uma pessoa

possui. Ser hum ilde é ser consciente das fraquezas,

falhas, erros, imperfeições. Hum ildade

tam bém não é

com plexo de inferioridade.

Muitos não têm uma auto-

estima saudável e acabam adoecendo e confundido

humildade com baixa autoestima. Quando uma pessoa

não tem uma visão correta de si mesma, ela corre o

que está

experim entando uma grave crise

de valores.

perigo de desenvolver um com plexo de inferioridade

Os pais devem fazer um estudo sistem ático do livro

ou de se tornar uma pessoa altiva, arrogante, soberba.

de Provérbios,

pois neste livro podem os encontrar

Deus

pode e quer curar a form a com o nos vemos.

lições preciosas que vão nos ajudar na educação de

nossas crianças e jovens.

No livro de Provérbios, em especial no capítulo 4,

podem os ver o cuidado, a preocupação com a edu­

cação. Educar é cuidar, instruir. Educação é vida. No

Livro de Provérbios encontramos vários textos os quais

nos ensinam que a sabedoria não é inata, mas é algo a

ser construído e transm itido pelos pais. Cabe aos pais

testemunharem aos filhos os feitos do Senhor (SI 78.5).

A história era passada de pai para filho. Qual era o

propósito do ensino? Que as gerações futuras pudes­

sem conhecer o Senhor m ediante seus feitos e não se

tornassem rebeldes, mas obedientes. O objetivo era

ensinar às gerações futuras a fim de que não cometessem

os erros dos seus descendentes no passado (SI 78.8).

Nossos filhos estão inseridos em uma sociedade

onde faltam valores morais e éticos. Nas escolas eles

vão estar em contato com filosofias ateístas e m un­

danas, contrárias e nocivas à fé cristã. Por isso, mas

do que nunca, os pais devem estar atentos ao que

seus filhos ouvem, veem e praticam . Não podem os

negligenciar a educação de nossas crianças e jovens.

Já às portas de entrar na Terra Prometida, Deus,

por interm édio de Moisés, instrui as famílias quanto

à educação dos filhos. Se os israelitas quisessem uma

vida feliz e próspera, não po de riam descuidar da

educação de suas crianças (Dt 6.3). Em Deuteronôm io

  • 6.7 diz "e as intim arás a teus filhos e delas falarás

assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e

deitando-te, e levantando-te". Fica claro que o ensino

deveria ser através do exem plo. Os filhos deveriam

ver e conhecer a Deus por interm édio das atitudes

dos pais é o que chamamos de "aprendizagem pelo

ex e m p lo ". O discurso dos pais deve ser coerente

com as suas ações, pois eles pais são exem plo. Não

adiante ensinar algo e fazer o contrário. Nossas pa­

A humildade nas Sagradas Escrituras está associada

a uma atitude mental de que tudo que temos ou somos

vem do Senhor. O apóstolo Pedro exorta-nos a que ve­

nhamos nos revestir de humildade (1 Pe 5.5). O livro de

Provérbios exorta-nos a trilhar o caminho da humildade

(Pv 15.33; 18.12; 22.4). Jesus, enquanto homem perfeito, é

nosso maior exemplo de humildade (Mt 11.29). O Mestre

não apenas falou, ensinou a respeito do assunto. Ele

deu uma lição prática aos discípulos e a nós a respeito

do que é ser hum ilde (Jo 13.3-16). Outra im portante

passagem cristológica que trata do assunto em o Novo

Testamento é encontrada em Filipenses 2.5-11.

A soberba é o antônim o da humildade, e segundo

o livro de Provérbios a arrogância evidencia a insensatez

de uma pessoa. O tem or ao Senhor é o princípio da sa­

bedoria (Pv 1.7), logo quem teme a Deus aborrece o mal;

a soberba e a arrogância (Pv 8.13). O tem or ao Senhor

é um antídoto contra o mal (Pv 16.6). Sem o reverente

temor, nos tornamos vulneráveis ao mal, ao pecado.

A soberba não som ente desagrada a Deus, mas

ela destrói nossos relacionam entos e a nós mesmos.

Salomão já era rei quando reconheceu que sem Deus

não teria condição de governar o seu povo com justiça.

Ele num gesto de hum ildade pede a Deus sabedoria,

pois reconheceu suas lim itações. O s o b e rb o não

consegue reconhecer suas deficiências.

Atua lm en te falam os m uito a respeito de aviva-

m ento. Realm ente precisam os de um, porém uma

das condições para experimentarmos um avivamento

genuíno é a humilhação. Isso mesmo. Observe o que

nos diz 2 Crônicas 7.14: "E se o meu povo, que se

chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar

a minha

face [ ...

].

Que tenham os consciência de que Deus resiste e

continuará resistindo aos soberbos (Tg 4.6). Todavia,

o Pai Celeste dá e dará graças àqueles que têm o

lavras e ações têm

o po de r de

influenciar as pessoas

coração quebrantado e contrito, que se chega a Ele

para o bem

ou

para

o

mal.

com hum ildade.

0 Tempo para todas as Coisas O que é ser um a m ulher virtuosa? Será

0 Tempo para todas as Coisas

 

O

que

é

ser

um a

m ulher virtuosa? Será que

é

Acredita-se

que Salom ão é o autor do livro de

aquela que vive para o lar e não tra b a lh a fo ra

e

Eclesiastes. De acordo com a tradição judaica, ele

que te m

sem p re

um a

a titu d e

servil? Por m uito s

teria escrito o livro na sua velhice, quan do estava

séculos a m ulher fo i excluída, colocada à m argem

separado da com unhão

com

Deus d e vid o ao seu

da sociedade, vivendo sob o ju g o

do preconceito,

pecado. De acordo com

a Bíblia de Estudo Pente-

da in diferença.

Porém ,

o

C ria d o r

sem pre am ou

e

costal (CPAD), o títu lo do livro no hebraico significa

honrou as m ulheres.

 

"a q u e le que reúne uma assem bleia e lhe d irig e a

 

A

c u ltu ra

ju d a ic a

era

d u ra

 

co m

a

m u lh e r.

palavra", ou seja, pregador. Podem os observar que

Segundo

o

D icio n á rio

Bíblico W ycliffe

"na

so cie ­

o vocábulo "p re g a d o r" aparece setes vezes no livro

d

a d e

h e b ra ic a

a

m u lh e r

era

c o n s id e ra d a

p a rte

(1.1,2,12; 7.27; 12.8-10).

da p ro p rie d a d e de um h o m e m " (Gn 31.14,15; Rt

Eclesiastes é o registro da vida de um hom em

4.5,10). O te x to

de Juizes 19.24 m ostra

um pouco

que teve tu d o de m elhor que a vida pode oferecer,

do abuso e

da

v io lê n cia

a que

as m ulheres eram

porém longe dos propósitos divinos, só encontrou

s ub m etid as

(Jz 19.24,29).

vazio e desilusão. Suas palavras foram: "vaidade" (Ec

 

Jesus, o

Filho de

Deus fo i

ge rad o

no ventre de

1.2). A

palavra vaidade em pregada em Eclesiastes

uma m ulher virtuosa. Um gesto que mostra o quanto

significa vazio, sem valor, desilusão. Sem Deus a vida se

Deus ama e respeita

a m ulher.

O

Salvador nasceu

torna cansativa, enfadonha, decepcionante. De nada

em

uma cultura em

que as m ulheres eram vítim as

adianta trabalhar, te r dinheiro, conhecim ento e fama.

de pre con ceito.

Elas eram deixadas à m argem . As

Eclesiastes nos mostra que o cam inho trilh ad o por

m

ulheres não eram nem m esm o contadas. Q uando

Salomão o levou a um vazio muito

grande. Atualm ente

M

arta

p e d e

a Jesus para

que

M aria

de ixe a sala,

as pessoas tam bém estão numa busca desenfreada

talvez

seja

p o rq u e

este

local era

re s trito

aos

h o ­

pelas coisas deste m undo, e o resultando é que o

mens.

No A n tig o Testam ento as m ulheres ficavam

núm ero de pessoas

deprim idas, ansiosas e doentes

a parte quan do havia visitantes (Gn 18.9). Naquela

(no físico, na m ente e na alma) vem

aum entando de

cultura

não havia espaço

para

o

discip u la d o

entre

m odo assustador. O sentim ento de

vazio que existe

as m ulheres. Jesus queb rou vários paradigm as ao

na alma do ser humano não pode e jamais poderá ser

ensinar e evangelizar as mulheres (Jo 4.10-26; 11.20-

preenchido com coisas materiais, prazeres, psicotró-

27). Em o Novo Testamento, no Templo de Herodes,

picos. Este vazio só Deus pode preencher.

elas ficavam separadas em um local cham ado de

O trabalho, assim como os bens materiais é bênção

"p á tio das m u lh e re s ". Jesus abriu as p o rta s das

de Deus. Porém quando utilizado de maneira errada,

prisões sociais e valorizou a m ulher com o ninguém

egoísta faz com que o sentim ento de inutilidade logo

nunca

o

fez

ou fará

(Is 61.1):

"N is to

não

ju de u

se estabeleça. Foi o que aconteceu com Salomão. Ele

nem

gre go ; não há servo nem livre; não há m acho

abandonou os preceitos de Deus e deixou de usar o

nem

fêm ea;

p o rq u e

to d o s

vós sois

um

em C risto

seu dom para benefício do seu povo, do próxim o (2

Jesus" (Gl 3.28).

 

Cr 10.4,5). As políticas adotadas po r ele deixaram de

 

No livro de Provérbios encontram os vários textos

serem boas (1 Rs 11). O com ércio com outras nações

e ensinos a respeito das mulheres

(da m ulher vil

e da

trouxe riquezas, mas tam bém fez com que os deuses

virtuosa).

 

estrangeiros se instalassem no meio do povo. O gasto

 

A m ulher virtuosa descrita no

capítulo 31 é uma

com as construções superou suas finanças e o je ito

m

ulher que está

à

frente do seu tem po. Ela é vista

foi aumentar os impostos. O povo sofria com as taxas

com o alguém que

cuida bem da casa, do m arido e

cobradas. Ao morrer, Salomão deixou um reino que

dos filhos, mas ela

é tam bém uma m ulher de negó­

estava prestes a ruir. "É

tu d o vaidade!"

cios, uma em preendedora. Ela faz, vende e

im porta

produtos (Pv 10.10-31). A m ulher virtuosa é descrita

como alguém que tem excelentes habilidades, e que é

sábia. Sem sabedoria não há virtudes. Que as mulheres

que tem em ao Senhor b