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CURSO ONLI NE – 5000 ENUNCIADOS DA ESAF COMENTADOS – DIREITO TRIBUTÁRIO

PROFESSOR EDVALDO NILO

Aula 5 – Vigência da Legislação Tributária. Aplicação da Legislação Tributária. Interpretação e Integração da Legislação Tributária – (atualizada até 23/11).

Olá, prezado (a) amigo (a) concursando (a)!

Vamos para a síntese inicial de hoje.

1. Afirmar que a norma “Y” é válida significa dizer que a norma está

de acordo com o ordenamento jurídico, não só por ter obedecido às condições formais para o seu ingresso, mas também as condições materiais de sua produção. A vigência exige o critério da publicação da norma e diz respeito à possibilidade da norma incidir, de produzir efeitos jurídicos no plano abstrato. A eficácia jurídica é a capacidade da norma de Direito produzir efeitos jurídicos no plano concreto. A eficácia jurídica tem relação direta com a possibilidade da aplicação da norma em determinada situação concreta.

2. A vigência, no espaço e no tempo, da legislação tributária rege-se

pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral, que

são a Lei de Introdução ao Código Civil – LICC (Decreto-Lei nº 4.567/1942) e Lei Complementar n° 95/1998, salvo dispositivo em contrário disposto no próprio CTN.

3. A respeito da vigência no tempo, a LICC determina em seu art.

1°, que, ressalvado norma dispositiva em contrário, a lei começa a

vigorar em todo o país quarenta e cinco dias (45) depois de oficialmente publicada. Isto é, sendo omissa a lei, aplica-se subsidiariamente o prazo de 45 dias de vacância previsto na LICC.

3. O art. 103 do CTN estabelece regras específicas sobre a entrada

em vigor das normas complementares, afirmando que, salvo disposição em contrário, entram em vigor: (i) os atos normativos

sua

expedidos

publicação; (ii) as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa, quanto a seus efeitos normativos, 30 (trinta) dias após a data da sua publicação; (iii) os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Município, na data neles prevista.

pelas

autoridades

administrativas,

na

data

da

4. No que se refere à vigência no espaço, as normas jurídicas devem em regra obedecer ao princípio da territorialidade, dispondo que a lei de cada ente federativo vigora nos limites de seu território. Porém, excepcionalmente, a legislação tributária dos Estados, do

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Distrito Federal e dos Municípios vigora, no País, fora dos respectivos territórios, nos limites em que lhe reconheçam extraterritorialidade os convênios de que participem, ou do que disponham esta ou outras leis de normas gerais expedidas pela União, de acordo com o art. 102 do CTN.

5. O art. 104 do CTN, I a III, estabelece que entram em vigor no

primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua publicação os dispositivos de lei, referentes a impostos sobre o patrimônio ou a renda: (i) que instituem ou majoram tais impostos; (ii) que definem novas hipóteses de incidência; (iii) que extinguem ou reduzem isenções, salvo se a lei dispuser de maneira mais favorável ao contribuinte, e observado o disposto no artigo 178.

5.1 Este dispositivo contraria o art. 150, III, “b” e “c”, da CF/88, que não restringe a aplicação da anterioridade apenas aos impostos sobre o patrimônio ou a renda (IR, ITR, IGF, ITCMD, IPVA, ITBI e IPTU), e também a jurisprudência atual do STF que entende como constitucional a inobservância da anterioridade na extinção ou redução da isenção incondicionada. Contudo, o concursando deve ficar atento a literalidade do art. 104 do CTN, que está em vigor e não ainda foi declarado inconstitucional pelo STF.

5.2 Os impostos sobre o patrimônio e a renda incidem sobre a propriedade de bens móveis, bens imóveis e sobre a renda. São eles:

imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza (IR), imposto sobre propriedade territorial rural (ITR), imposto sobre grandes fortunas (IGF), impostos sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos (ITCMD), imposto sobre propriedade de veículos automotores (IPVA), impostos sobre transmissão inter vivos, por ato oneroso, de bens imóveis e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição (ITBI) e o imposto sobre propriedade predial e territorial urbana (IPTU).

6. O art. 105 do CTN, disciplina que a legislação tributária aplica-se

imediatamente aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início e não esteja

completa nos termos do artigo 116 do mesmo Código.

7. A lei tributária pode ter aplicação retroativa, denominando-se de

retroatividade benigna ou in bonam partem, podendo ser aplicada ato

ou fato pretérito nas seguintes hipóteses: (i) Em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de

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penalidade à infração dos dispositivos interpretados; (ii) Tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.

8. O CTN estabelece que na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária utilizará sucessivamente, na ordem indicada: 1. analogia; 2. princípios gerais de direito tributário; 3. princípios gerais de direito público; 4. equidade.

9. Os princípios gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da definição, do conteúdo e do alcance dos institutos, conceitos e formas do direito tributário, mas não para definição dos respectivos efeitos tributários, conforme art. 109 do CTN.

10. A lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e o

alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Federal, pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do Distrito Federal ou dos Municípios, para definir ou limitar competências tributárias.

11. De acordo com o art. 111 do CTN, interpreta-se literalmente a

legislação tributária que disponha sobre: (i) suspensão ou exclusão

do crédito tributário; (ii) outorga de isenção; (iii) dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias.

12. A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades,

interpreta-se da maneira mais favorável (benigna ou in bonam parte) ao acusado, em caso de dúvida quanto: (i) à capitulação legal do fato; (ii) à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos; (iii) à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; (iv) à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação.

Agora, vamos para as questões de hoje:

1. (AFRF/2000/ESAF) Segundo o Código Tributário Nacional, os atos normativos expedidos pelas autoridades

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administrativas

contrário,

a) no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua publicação.

b) 30 dias após sua publicação.

c) 45 dias após sua publicação.

d) na data da sua publicação.

e) na data de sua assinatura.

entram

em

vigor,

salvo

disposição

em

Segundo o art. 103, I, do CTN, os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas entram em vigor, salvo disposição em contrário, na data da sua publicação.

Deste modo, a resposta é a letra “d”.

2.

publicada em 30 de dezembro, omissa quanto à data de

início de sua vigência, tornar-se-á obrigatória:

a) na data de sua publicação.

b) no primeiro dia do exercício financeiro seguinte.

c) trinta dias após a data de sua publicação.

d) quarenta e cinco dias após a data de sua publicação.

e) sessenta dias após a data de sua publicação.

(AFE/PI/2002/ESAF)

Lei

instituidora

de

tributo,

A lei instituidora de tributo, publicada em 30 de dezembro,

omissa quanto à

data

de

início

de

sua vigência, tornar-se-á

obrigatória

quarenta e

cinco (45) dias após a data de sua

publicação.

É a aplicação subsidiária do art. 1º da Lei de Introdução ao Código Civil – LICC (Decreto-Lei nº 4.567/1942).

Registra-se que a banca não adotou no caso o art. 104, I, do CTN, que estabelece que entram em vigor no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua publicação os dispositivos de lei, referentes a impostos sobre o patrimônio ou a renda: (i) que instituem ou majoram tais impostos.

Deste modo, a resposta é a letra “d”.

3. (ATE/MS/2001/ESAF) Os convênios sobre matéria tributária, incluídos entre as normas complementares da legislação tributária, têm como regra de vigência temporal o seguinte:

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a) entram em vigor no primeiro dia do exercício seguinte ao

de sua publicação

entram

publicação.

b)

sua

em

vigor

trinta

dias

após

a

data

de

c) entram em vigor na data neles prevista.

d) entram em vigor na data de sua publicação.

e) entram em vigor trinta dias após sua homologação pela

Assembléia Legislativa.

Segundo o art. 103, III, do CTN, convênios sobre matéria tributária, incluídos entre as normas complementares da legislação tributária, entram em vigor, salvo disposição em contrário, na data neles prevista.

Deste modo, a resposta é a letra “c”.

4. (AFRF/2005/ESAF) Considerando os temas “vigência” e “aplicação” da legislação tributária, julgue os itens a seguir. Marque com (V) a assertiva verdadeira e com (F) a falsa, assinalando ao final a opção correspondente.

( ) É condição de vigência da lei tributária a sua eficácia.

(

O CTN veda a extraterritorialidade da legislação tributária.

( ) Não é vedado aos decretos dispor sobre o termo inicial

da

dos atos expedidos pelas autoridades

administrativas tributárias.

( ) O Código Tributário Nacional adota como regra a irretroatividade da lei tributária.

a) V F F V.

b) F F V F.

c) F F V V.

d) V F V V.

e) V F V F.

)

vigência

O primeiro item é falso, porque não é condição de vigência da

lei tributária a sua eficácia. Lembre-se do princípio da anterioridade, podendo a lei ser vigente, mas ainda não eficaz.

O

segundo

item

é

falso,

porque

o

CTN

permite

a

extraterritorialidade da legislação tributária.

O art. 102 do CTN autoriza a extraterritorialidade, a saber: “A

legislação tributária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios vigora, no País, fora dos respectivos territórios, nos limites em

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que lhe reconheçam extraterritorialidade os convênios de que participem, ou do que disponham esta ou outras leis de normas gerais expedidas pela União”.

O terceiro item é verdadeiro, eis que não é vedado aos decretos dispor sobre o termo inicial da vigência dos atos expedidos pelas autoridades administrativas tributárias.

Segundo o art. 100 do CTN, são normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: (I) os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas; (II) as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa; (III) as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas (costume); (IV) os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.

das normas

complementares. Assim, segundo o art. 103, I, do CTN, salvo disposição em contrário, entram em vigor: I - os atos administrativos

a que se refere o inciso I do artigo 100, na data da sua publicação.

Nesse

rumo,

o

art.

103

trata

também

Portanto, pode um Decreto dispor sobre o termo inicial da vigência dos atos expedidos pelas autoridades administrativas tributárias, de acordo com a interpretação do art. 100, I, c/c art. 103, I, do CTN.

o Código Tributário

Nacional adota como regra a irretroatividade da lei tributária, isto é, em regra, a lei se aplica a ato ou fato futuro. A retroatividade é exceção, como estudaremos no próximo tópico.

O quarto

item é verdadeiro, eis que

Deste modo, a resposta é a letra “c”.

5. (ATM/Recife/2003/ESAF) Avalie as formulações seguintes e, ao final, assinale a opção que corresponde à resposta correta.

I - Em consonância com a Constituição Federal, medida

provisória que implique majoração do imposto sobre propriedade territorial rural só produzirá efeitos no exercício

financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada.

II - De conformidade com a Lei nº 5.172, de 25 de outubro

de 1966, a legislação tributária dos Estados, do Distrito

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Federal e dos Municípios vigora, no País, fora dos respectivos territórios, nos limites em que lhe reconheçam

extraterritorialidade os convênios de que participem, ou do que disponham o Código Tributário Nacional ou outras leis

de

normas gerais expedidas pela União.

III

- Os dispositivos de lei que definem novas hipóteses de

incidência, referentes a impostos sobre o patrimônio ou a renda, entram em vigor no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua publicação, conforme estabelece o Código Tributário Nacional.

IV - Determina o Código Tributário Nacional que, salvo

disposição em contrário, os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios

entram em vigor na data da sua publicação.

a) Apenas as formulações I, II e III são corretas.

b) Apenas as formulações I, II e IV são corretas.

c) Apenas as formulações I, III e IV são corretas.

d) Apenas as formulações II, III e IV são corretas.

e) Todas as formulações são corretas.

O primeiro item é verdadeiro, pois, em consonância com o art.

62, §2°, da Constituição Federal, medida provisória que implique majoração do imposto sobre propriedade territorial rural (ITR) só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada.

O segundo item é verdadeiro, porque de conformidade com o

art. 102 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (CTN), a legislação tributária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios vigora, no País, fora dos respectivos territórios, nos limites em que lhe reconheçam extraterritorialidade os convênios de que participem, ou do que disponham o Código Tributário Nacional ou outras leis de normas gerais expedidas pela União.

O terceiro item é verdadeiro, eis que os dispositivos de lei que

definem novas hipóteses de incidência, referentes a impostos sobre o patrimônio ou a renda, entram em vigor no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua publicação, conforme estabelece

literalmente o art. 104, II, do CTN.

O quarto item é falso, eis que determina o art. 103, III, do

Código Tributário Nacional que, salvo disposição em contrário, os

convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios entram em vigor na data neles prevista.

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Deste modo, a resposta é a letra “a”.

6. (ESAF/ATRFB/2010) Entre outras limitações ao poder de tributar, que possuem os entes políticos, temos a de cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. Sobre essa limitação, analise os itens a seguir,

classificando-os como verdadeiros ou falsos. Depois, escolha a opção que seja adequada às suas respostas:

I. a irretroatividade da lei tributária vem preservar o passado da atribuição de novos efeitos tributários,

reforçando a própria garantia da legalidade, porquanto resulta na exigência de lei prévia, evidenciando-se como instrumento de otimização da segurança jurídica ao prover uma maior certeza do direito;

II. o Supremo Tribunal Federal tem como referência, para

análise da irretroatividade, o aspecto temporal da hipótese de incidência, ou seja, o momento apontado pela lei como

sendo aquele em que se deve considerar ocorrido o fato gerador; III. a mesma lei que rege o fato é também a única apta a reger os efeitos que ele desencadeia, como a sujeição passiva, extensão da responsabilidade, base de cálculo, alíquotas, deduções, compensações e correção monetária,

por exemplo; IV. a lei instituidora ou majoradora de tributos tem de ser, como regra, prospectiva; admite-se, porém, a sua retroatividade imprópria.

a) Todos os itens estão corretos.

b) Estão corretos apenas os itens I, II e III.

c) Estão corretos apenas os itens I, III e IV.

d) Estão corretos apenas os itens I, II e IV.

e) Estão corretos apenas os itens I e III.

Esta questão é baseada na doutrina de Misabel Derzi (O princípio da irretroatividade do Direito na Constituição e no CTN, Revista de Direito Tributário n° 67, São Paulo: Editora Malheiros; Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar <notas de atualização>, 7° edição, Rio de Janeiro: Forense, 2003, páginas 189-

223).

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ITEM I. Segundo entendimento doutrinário, o princípio da irretroatividade é um plus a anterioridade tributária, reforçando a legalidade tributária e a segurança jurídica. Logo, correta.

ITEM II. A aplicação da irretroatividade leva em conta o momento da ocorrência do fato gerador (aspecto temporal da hipótese de incidência). Assim, segundo o STF, a lei tributária apenas pode atuar sobre o fato gerador ocorrido após a sua vigência, sob pena de afronta a anterioridade. Logo, correta.

ITEM III. Foi cópia literal do entendimento de Misabel Derzi nos textos já citados. Portanto, segundo o examinador, correta.

ITEM IV. Foi cópia literal do entendimento de Misabel Derzi também, que afirma que o sistema jurídico não admite a retroatividade imprópria ou retrospectiva. Logo, incorreta. A retroatividade imprópria ocorre quando a lei atuar sobre um fato jurídico ainda não concluído, isto é, no direito tributário acontece quando a lei é aplicada sobre o fato gerador pendente, o que não é aceito por Misabel Derzi.

Em face do exposto, a alternativa considerada correta pelo examinador é a letra “b”.

7. (ATE/PI/2001/ESAF) A aplicação retroativa de lei tributária não é admitida quando:

a) estabelecer hipóteses de isenção.

b) for interpretativa.

c) deixar de definir ato não definitivamente julgado como

infração.

d) estabelecer penalidade mais branda que a prevista na lei

vigente ao tempo da prática do ato. e) deixar de tratar ato não definitivamente julgado como

contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, respeitados os demais requisitos legais.

A aplicação retroativa de lei tributária é admitida nas hipóteses do art. 106 do CTN, a saber:

“A lei aplica-se a ato ou fato pretérito:

I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados;

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II - tratando-se de ato não definitivamente julgado: a)

quando deixe de defini-lo como infração; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a

prevista na lei vigente ao tempo da sua prática”.

Deste modo, a resposta é a letra “a”.

8. (TRF/2000/ESAF) A lei não se aplica a ato ou fato pretérito:

a) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.

b) quando seja expressamente interpretativa.

c) tratando-se de ato não definitivamente julgado quando

deixe de defini-lo como infração. d) quando deixe de tratar ato não definitivamente julgado

como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, não sendo fraudulento e não tendo implicado falta de pagamento de tributo. e) quando expressamente interpretativa, determine a aplicação de penalidade por infração dos dispositivos interpretados.

É a aplicação novamente do art. 106 do CTN.

Senão, vejamos:

“A lei aplica-se a ato ou fato pretérito:

I - em qualquer caso, quando seja expressamente

interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados;

II - tratando-se de ato não definitivamente julgado: a)

quando deixe de defini-lo como infração; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de

ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática”.

Deste modo, a resposta é a letra “e”.

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9. (AFTN/94/ESAF) Lei tributária que, simultaneamente,

(a) disponha sobre suspensão do crédito tributário,

(b) sobre dispensa do cumprimento de obrigações acessórias,

(c) e que defina infrações, esta última em caso de dúvida

quanto à extensão dos efeitos do fato, interpreta-se:

a) analogicamente, extensivamente e de maneira mais favorável ao acusado.

b) literalmente, extensivamente e analogicamente.

c) extensivamente, literalmente e analogicamente.

d) literalmente, extensivamente e de maneira mais favorável ao acusado.

e) literalmente, literalmente e de maneira mais favorável ao

acusado.

A questão solicita do candidato o conhecimento dos arts. 106, II, “a”, e 111 do CTN.

De acordo com o art. 111 do CTN, interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre: (i) suspensão ou exclusão do crédito tributário; (ii) outorga de isenção; (iii) dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias.

Já o art. 106, II, “a”, estabelece que a lei tributária pode ter aplicação retroativa, denominando-se de retroatividade benigna ou in bonam partem, podendo ser aplicada ato ou fato pretérito nas seguintes hipóteses: (ii) Tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração.

Portanto, a resposta correta é a letra “e”.

10. (AFTN/94/ESAF) 1. Busca de um paradigma que contenha situação

semelhante ou quase igual àquela para a qual o aplicador não encontrou disposição expressa. 2. Aplicação da regra da isonomia: tratamento igual para casos iguais e desigual para os desiguais.

3. Aplicação da norma mais branda e menos onerosa.

4. Sujeita-se a interpretação literal.

Combine cada uma das quatro expressões acima com cada uma das quatro opções abaixo:

w) anistia

x) equidade

y) princípio geral de direito

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z) analogia

Qual das combinações abaixo está parcial ou totalmente

errada?

a) x1 y3.

b) y2 x3.

c) z1 w4.

d) x3 z1.

e) y2 w4.

A analogia é busca de um paradigma que contenha situação

semelhante ou quase igual àquela para a qual o aplicador não encontrou disposição expressa.

Aplicação da regra da isonomia: tratamento igual para casos iguais e desigual para os desiguais representa um princípio geral do direito.

Aplicação da norma mais branda e menos onerosa combina com a equidade.

A anistia é sujeita a interpretação literal, de acordo com o art.

111, I, do CTN.

Deste modo, a resposta correta é a letra “a”.

11. (AFRF/2003/ESAF) Relativamente à interpretação e

integração da legislação tributária, avalie o acerto das afirmações adiante e marque com V as verdadeiras e com F as falsas; em seguida, marque a opção correta.

( ) Interpreta-se da maneira mais favorável ao sujeito

passivo a legislação tributária que disponha sobre dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias. ( ) Os princípios gerais de direito privado utilizam-se para

pesquisa da definição, do conteúdo e do alcance de seus

institutos, conceitos e formas, bem assim para definição dos respectivos efeitos tributários.

( ) Na ausência de disposição expressa, a autoridade

competente para aplicar a legislação tributária utilizará

sucessivamente, na rigorosa ordem, a analogia, os

princípios gerais de direito público, os princípios gerais de direito tributário e a eqüidade.

a) F, V, F.

b) F, F, F.

c) F, F, V.

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d) V, V, F.

e) V, F, V.

O primeiro item é falso, pois se interpreta literalmente a legislação tributária que disponha sobre dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias, de acordo com o art. 111, III, do CTN.

O segundo item é falso, porque os princípios gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da definição, do conteúdo e do alcance de seus institutos, conceitos e formas, mas não para definição dos respectivos efeitos tributários, conforme art. 109 do CTN.

O terceiro item é falso, pois na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária utilizará sucessivamente, na rigorosa ordem, a analogia, os princípios gerais de direito tributário, os princípios gerais de direito público e a eqüidade, segundo art. 108, I a IV, do CTN.

Deste modo, a resposta correta é a letra “b”.

12. (PFN/98/ESAF)

1. As normas que tratam de isenção estão sujeitas a

2. As normas que tratam de moratória estão sujeitas a

3. As normas que dizem interpretar outras, da mesma

fonte, são de Observe, entre as alíneas w, x, y e z, quais as que, à luz do Código Tributário Nacional, preenchem corretamente, e com explicação plausível, as lacunas acima, e, em seguida, marque a opção que contém, na devida seqüência, as

alíneas respectivas. w) interpretação extensiva, em atenção ao princípio favorabilia amplianda.

x) interpretação extensiva, em atenção a que a regra geral

não deve ser restringida pelo intérprete.

y) interpretação retroativa, porque não tem caráter de inovação do sistema jurídico.

z) interpretação literal, em atenção a que a regra geral é a

tributação e exceções não se interpretam extensivamente.

a) w, w, y.

b) w, x, z.

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c) z, x, w.

d) z, z, y.

e) z, y, x.

As normas que tratam de isenção (exclusão do crédito tributário) estão sujeitas a interpretação literal, em atenção a regra geral de que a tributação e as exceções não se interpretam extensivamente.

As normas que tratam de moratória (suspensão do crédito tributário) estão sujeitas a interpretação literal, em atenção a que a regra geral é a tributação e exceções não se interpretam extensivamente

As normas que dizem interpretar outras, da mesma fonte, são de interpretação retroativa, porque não tem caráter de inovação do sistema jurídico. São as normas interpretativas.

Deste modo, a resposta correta é a letra “d”.

13. (PFN/98/ESAF) O esclarecimento do significado de uma lei tributária por outra posterior configura a chamada interpretação

a) ontológica.

b) científica.

c) integrada.

d) autêntica.

e) evolutiva.

O esclarecimento do significado de uma lei tributária por outra posterior configura a chamada interpretação autêntica, que é a interpretação realizada pelo próprio Poder Legislativo.

Deste modo, a resposta correta é a letra “d”.

14. (AFPS/2002/ESAF) Sobre o tema legislação tributária, é correto afirmar que, nos termos do Código Tributário Nacional:

a) a aplicação da legislação tributária restringe-se a fatos geradores futuros, isto é, àqueles ocorridos a partir de sua vigência, em consonância com o princípio constitucional da irretroatividade das leis.

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b) a lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito, quando

seja expressamente interpretativa, incluída a aplicação de

penalidade à infração dos dispositivos interpretados.

c) a lei tributária aplica-se a ato pretérito que não tenha

sido definitivamente julgado, quando deixe de defini-lo como infração.

d) a lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito, não

definitivamente julgado, quando deixe de tratá-lo como

contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, inclusive no caso de envolver inadimplemento de obrigação principal, desde que o ato ou fato não se tenha realizado por meio de fraude.

e) é permitido à autoridade administrativa empregar a

eqüidade para dispensar o cumprimento de obrigação tributária principal, quando se depara com ausência de disposição legal expressa para decidir litígio tributário cujo julgamento é de sua competência.

Letra (A). O art. 105 do CTN, disciplina que a legislação tributária aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros e aos

pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início

e não esteja completa nos termos do artigo 116 do mesmo Código. Logo, incorreta.

Letras (B), (C) e (D). Segundo o art. 106 do CTN, “a lei aplica- se a ato ou fato pretérito: I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade

à infração dos dispositivos interpretados; II - tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento

e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c)

quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática”. Portanto, a resposta é a letra “c”, conforme o art. 106, II, “a”, do CTN.

Letra (E). Segundo o art. 108, § 2º, do CTN, o emprego da equidade não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido. Logo, incorreta.

15. (TTN/94/ESAF) No direito tributário brasileiro, o emprego da eqüidade:

de integração da

legislação tributária.

15

a) é o primeiro recurso para

o caso

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b) poderá resultar na dispensa do pagamento do tributo

devido. c) justifica conceder-se remissão, desde que autorizada por

lei, em relação com as características pessoais ou materiais do caso.

d) afasta a interpretação literal da legislação tributária que

trata da dispensa do cumprimento das obrigações tributárias acessórias.

e) determina que a lei tributária se aplique a ato pretérito

quando deixa de defini-lo como infração.

Letra (A). Conforme o art.

108,

I,

do

CTN,

a analogia é

o

primeiro recurso para o caso de integração da legislação tributária. Logo, incorreta.

Letra (B). Segundo o art. 108, § 2º, do CTN, o emprego da equidade não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido. Logo, incorreta.

lei pode

autorizar a autoridade administrativa a conceder, por despacho fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário, atendendo: a considerações de eqüidade, em relação com as características pessoais ou materiais do caso”. Logo, correta.

Letra (C). Conforme

o

art.

172,

IV,

do

CTN,

“a

Letra (D). A equidade não afasta a interpretação literal da legislação tributária que trata da dispensa do cumprimento das obrigações tributárias acessórias, que deve ser rigorosamente observada de acordo o art. 111, III, do CTN. Logo, incorreta.

Letra (E). Segundo o art. 108, § 2º, do CTN, o emprego da equidade não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido. Logo, incorreta.

16. (TRF/2002.1/ESAF) Na ausência de disposição

expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária utilizará, sucessivamente, na ordem indicada (art.108 da Lei 5.172/66-Código Tributário Nacional):

a) a analogia; os princípios gerais de direito tributário; os

princípios gerais de direito público; a eqüidade.

b) os princípios gerais de direito tributário; os princípios

gerais de direito público, a eqüidade; a analogia.

c) a eqüidade; os princípios gerais de direito tributário; os

princípios gerais de direito público; a analogia.

16

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d) a analogia; os princípios gerais de direito público; os

princípios gerais de direito tributário; a eqüidade.

e) a analogia; a eqüidade; os princípios gerais de direito

público; os princípios gerais de direito tributário.

De acordo com o art. 108 do CTN, na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária utilizará, sucessivamente, na ordem indicada (art.108 da Lei 5.172/66-Código Tributário Nacional): a analogia; os princípios gerais de direito tributário; os princípios gerais de direito público; a eqüidade.

Deste modo, a resposta é a letra “a”.

17. (AFTN/94/ESAF) Na hipótese de o aplicador da lei tributária que comina penalidades ficar em dúvida quanto à graduação da pena, deverá interpretar a norma, em relação ao acusado, de modo:

a) analógico.

b) benigno.

c) eqüitativo.

d) literal.

e) integrado.

Conforme o art. 112, do CTN, na hipótese de o aplicador da lei tributária que comina penalidades ficar em dúvida quanto à graduação da pena, deverá interpretar a norma, em relação ao acusado, de modo mais favorável ou benigno.

Deste modo, a resposta é a letra “b”.

18. (ATN/Recife/2003/ESAF) Conforme estabelece o Código Tributário Nacional, a legislação tributária que

disponha sobre suspensão ou exclusão do crédito tributário é interpretada:

a) da maneira mais favorável ao sujeito passivo, em caso de

dúvida quanto à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos.

b) mediante aplicação do método teleológico.

c) mediante aplicação do método sistemático.

d) de tal modo que o emprego da eqüidade implique dispensa de tributo devido, quando a autoridade tributária competente, à vista de disposição normativa expressa, não puder utilizar a analogia.

17

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e) literalmente.

CTN, a legislação

tributária que disponha sobre suspensão ou exclusão do crédito tributário é interpretada literalmente.

Conforme estabelece

o

art.

111,

I,

do

Deste modo, a resposta é a letra “e”.

19. (ATM/Fortaleza/2003/ESAF) O Código Tributário Nacional estabelece expressamente a seguinte regra no seu capítulo intitulado “Interpretação e Integração da Legislação Tributária”:

a) em caso de dúvida quanto à capitulação legal do fato, os

dispositivos de lei tributária que tratam de fato gerador, definem infrações, ou lhes cominam penalidades, devem ser interpretados da maneira mais favorável ao sujeito passivo. b) os princípios gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da definição, do conteúdo e do alcance de seus institutos, conceitos e formas, mas não para definição dos respectivos efeitos tributários.

c) a legislação tributária que dispõe sobre lançamento de

crédito tributário deve ser interpretada literalmente.

d) o emprego da analogia não poderá resultar na exigência

de tributo previsto em lei. e) na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária utilizará, sucessivamente, na rigorosa ordem que se segue, a analogia, os princípios gerais de direito público, os princípios gerais de direito tributário e a eqüidade.

A questão cobra do candidato o conhecimento dos arts. 107 a 112 do CTN, que se refere ao capítulo intitulado “Interpretação e Integração da Legislação Tributária”.

Letra (A). Conforme o art. 112, do CTN, a lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpreta-se da maneira mais favorável (benigna ou in bonam parte) ao acusado, em caso de dúvida quanto: (i) à capitulação legal do fato; (ii) à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos; (iii) à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; (iv) à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação. Logo, incorreta.

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Letra (B). Segundo o art. 109, do CTN, os princípios gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da definição, do conteúdo e do alcance de seus institutos, conceitos e formas, mas não para definição dos respectivos efeitos tributários. Logo, correta.

Letra (C). De acordo com o art. 111 do CTN, interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre: (i) suspensão ou exclusão do crédito tributário; (ii) outorga de isenção; (iii) dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias. Logo, incorreta.

Letra (D). Conforme o art. 108, §1°, do CTN, o emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei. Logo, incorreta.

Letra (E). O art. 108 do CTN estabelece que na ausência de

disposição expressa, a autoridade competente para aplicar

legislação tributária utilizará sucessivamente, na ordem indicada: 1. analogia; 2. princípios gerais de direito tributário; 3. princípios gerais de direito público; 4. equidade. Logo, incorreta.

a

20. (AFTE/RN/2005/ESAF) Avalie o acerto das formulações adiante e marque com V as verdadeiras e com F as falsas. Em seguida, marque a opção correta.

( ) É vedada a aplicação imediata da legislação tributária a fatos geradores cuja ocorrência tenha tido início mas não esteja completa. ( ) A lei tributária é aplicável a ato ou fato pretérito definitivamente julgado, quando deixe de defini-lo como infração.

( ) A legislação tributária que disponha sobre parcelamento

de crédito tributário deve ser interpretada literalmente.

( ) Quando não há dúvida quanto à capitulação legal do

fato, a lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, deve ser interpretada da maneira mais favorável ao acusado.

a) V, F, V, F

b) V, V, F, V

c) F, V, F, F

d) F, F, V, V

e) F, F, V, F.

porque não é vedada a aplicação

imediata da legislação tributária a fatos geradores cuja ocorrência

19

O primeiro

item

é falso,

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tenha tido início mas não esteja completa, conforme o art. 105 do CTN, que trata também dos fatos geradores pendentes.

O segundo item é falso, porque a lei tributária é aplicável a ato

ou fato pretérito não definitivamente julgado, quando deixe de defini-lo como infração, de acordo com o art. 106, II, “a”, do CTN.

O terceiro item é verdadeiro, porque a legislação tributária que

disponha sobre parcelamento (hipótese de suspensão do crédito tributário) deve ser interpretada literalmente, de acordo com o art. 111, I, do CTN.

O quarto item é falso, porque quando há dúvida quanto à capitulação legal do fato, a lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, deve ser interpretada da maneira mais favorável ao acusado, de acordo com o art. 112 do CTN.

Deste modo, a resposta é a letra “e”.

21. (AFE/MG/2005/ESAF) Considerando os temas

“vigência e aplicação da legislação tributária” e “interpretação e integração da legislação tributária”, marque com (V) a assertiva verdadeira e com (F) a falsa, assinalando ao final a opção correspondente.

( ) A lei que disponha sobre suspensão e exclusão do crédito

tributário deve ser interpretada, segundo o Código Tributário Nacional, em benefício do contribuinte.

( ) A lei tributária aplica-se ao ato ou fato pretérito, quando for interpretativa, ressalvadas as hipóteses em que redundar na aplicação de penalidade. ( ) Segundo o Código Tributário Nacional, o emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não

previsto em lei.

( ) A lei tributária é aplicada a fato anterior à sua vigência quando extinguir tributo, já que vem em benefício do contribuinte.

a) V, V, V, F.

b) F, V, F, V.

c) F, V, V, V.

d) F, V, V, F.

e) F, F, V, F.

20

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porque a lei que disponha sobre

suspensão e exclusão do crédito tributário deve ser interpretada

literalmente, segundo o art. 111, I, do CTN.

O primeiro

item

é falso,

O segundo item é verdadeiro, porque a lei tributária aplica-se

ao ato ou fato pretérito, quando for interpretativa, ressalvadas as

hipóteses em que redundar na aplicação de penalidade, conforme o art. 106, I, do CTN.

O terceiro item é verdadeiro, pois, segundo o CTN, o emprego

da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto

em lei, segundo o art. 108, §1°, do CTN.

O quarto item é falso, porque a lei tributária não é aplicada a

fato anterior à sua vigência quando extinguir tributo.

Deste modo, a resposta é a letra “d”.

22. (ESAF/Procurador/DF/2004) Em relação ao tema interpretação e integração da legislação tributária, regulado pelo Código Tributário Nacional, avalie o acerto das afirmações adiante e marque com V as verdadeiras e com F as falsas; em seguida, marque a opção correta. ( ) Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias, suspensão ou extinção do crédito tributário e outorga de isenção. ( ) Em caso de dúvida quanto à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos, interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado a lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades. ( ) O emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei; o da eqüidade não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido.

a) V, V, V.

b) F, V, F.

c) V, V, F.

d) V, F, V.

e) F, V, V.

O primeiro item é falso, porque se interpreta literalmente a

legislação tributária que disponha sobre dispensa do cumprimento de

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obrigações tributárias acessórias, suspensão ou exclusão do crédito tributário e outorga de isenção, de acordo com o art. 111 do CTN.

O segundo item é verdadeiro, porque, em caso de dúvida

quanto à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos, interpreta-se da maneira mais

favorável ao acusado a lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, conforme art. 112 do CTN.

O terceiro item é verdadeiro, porque o emprego da analogia

não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei; o da

eqüidade não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido, segundo o art. 108, §§1° e 2°, do CTN.

Deste modo, a resposta é a letra “e”.

23. (ESAF/PFN/2006) Considerando os temas “vigência e aplicação da legislação tributária” e “interpretação e integração da legislação tributária” e as disposições do CTN, marque com (V) a assertiva verdadeira e com (F) a falsa, assinalando ao final a opção correspondente.

( ) O emprego da analogia pode resultar na exigência de tributo.

( ) A lei tributária aplica-se ao ato ou fato pretérito, quando for interpretativa, ressalvadas as hipóteses em que redundar na aplicação de penalidade.

( ) Quando extinguir multa tributária, a lei tributária pode ser aplicada a fato anterior à sua vigência.

( ) A lei que disponha sobre moratória e remissão do crédito tributário deve ser interpretada, segundo o Código Tributário Nacional, em benefício do contribuinte.

a) F, F, V, F.

b) V, V, F, F.

c) F, V, V, F.

d) V, F, F, V.

e) F, V, V, V.

O primeiro item é falso, porque o emprego da analogia não

pode resultar na exigência de tributo, conforme §1°, do art. 108 do CTN.

O segundo item é verdadeiro, pois a lei tributária aplica-se ao ato ou fato pretérito, quando for interpretativa, ressalvadas as

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hipóteses em que redundar na aplicação de penalidade, conforme inc. I, do art. 106 do CTN.

O terceiro item é verdadeiro, eis que quando extinguir multa

tributária, a lei tributária pode ser aplicada a fato anterior à sua vigência, conforme inc. II, “c”, do art. 106 do CTN.

O

quarto item

é

falso, porque

a

lei

que

disponha sobre

moratória do crédito tributário deve ser interpretada literalmente, segundo o art. 111, I, do Código Tributário Nacional.

Deste modo, a resposta é a letra “c”.

24. (ESAF/MPC/GO/2007) Quanto à interpretação e

integração das normas tributárias, assinale a opção correta.

a) As lacunas do Direito Tributário são colmatadas pela

mesma sistemática da Lei de Introdução ao Código Civil.

b) O contrato de arrendamento mercantil relativo a um

automóvel pode excluir a responsabilidade tributária do arrendante, em relação ao Imposto sobre Veículos

Automotores, uma vez que as partes podem pactuar suas obrigações.

c) Em existindo dúvida quanto à capitulação legal do fato,

deve-se interpretar a lei tributária definidora de infrações da maneira mais favorável ao acusado.

d) A outorga de isenções é interpretada finalisticamente,

cabendo ao aplicador da lei buscar o objetivo perseguido pelo legislador.

e) A lei tributária, em alguns casos, pode alterar a definição,

o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado para definir ou limitar competências tributárias.

A letra “a” é falsa, pois as lacunas do Direito Tributário são

colmatadas (preenchidas) pela sistemática prevista no art. 108 do CTN.

A letra “b” é falsa, pois a responsabilidade tributária não pode ser excluída por contrato.

A letra “c” está literalmente de acordo com o art. 112, I, do

CTN. Portanto, correta.

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A

letra

“d”

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é falsa,

uma vez

que

a outorga de isenções é

interpretada literalmente, conforme art. 111, I e II, do CTN.

A letra “e” é falsa, pois a lei tributária não pode alterar a

definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela

Constituição Federal, pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do Distrito Federal ou dos Municípios, para definir ou limitar competências tributárias, segundo art. 110 do CTN.

25. (ESAF/PFN/2007) O Decreto n. 40.643/96, do Estado de São Paulo, que aprovou os termos do Convênio n. 132/95, concedeu certa isenção para os estabelecimentos industriais. A circunstância de a Lei Federal n. 4.502/64, que, para os fins nela previstos, equiparou o estabelecimento industrial ao importador, permite, segundo o CTN, a interpretação de que também o importador se beneficia da isenção? À luz do art. 38, § 2º, da Lei n. 6.374/89, do Estado de São Paulo, discutiu-se a atualização monetária do crédito do ICMS. Em face de norma estadual expressa, é admitido o uso das formas de integração do direito tributário, quais sejam, a analogia, os princípios gerais de direito tributário e de direito público e a eqüidade, se já previstas em lei federal (CTN, art. 108, I a IV)? O Plenário do STF, ao julgar o RE 213.396 (DJ de 01/12/2000), assentou a constitucionalidade do sistema de substituição tributária “para frente”, mesmo antes da promulgação da EC n. 3/93. Nesse sistema, a obrigação tributária mostra-se anterior à realização concreta do fato tributável. O Convênio ICMS 10/89, que previu esse sistema, foi publicado no dia 30 de março. Poderia o Convênio alcançar os substitutos tributários por ele instituídos, já no mês de março de 1989?

a) Sim, sim, sim

b) Não, não, não

c) Sim, não, sim

d) Não, sim, não

e) Sim, não, não

O primeiro item é não, pois a interpretação da isenção é literal, de acordo com o art. 111 do CTN.

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A integração

apenas

é

feita

na

ausência

expressa, conforme art. 108 do CTN.

norma

jurídica

O terceiro item é não, pois, neste caso, o Convênio deve

obedecer ao princípio da irretroatividade, aplicando-se apenas para os casos futuros após o início da sua entrada em vigor.

Portanto, a resposta correta é a letra “b”.

26. (ESAF/ATRFB/2010) Consoante o que dispõe o art. 111 do Código Tributário Nacional, interpreta-se

literalmente a legislação tributária que disponha, entre outros, sobre a outorga de isenção. Tal artigo, embora sofra algumas críticas de parte da doutrina, no sentido de que não se deva lançar mão isoladamente da técnica de interpretação literal, vem tendo acolhida em diversos julgados oriundos de tribunais superiores. Como exemplos de aplicação de tal princípio, podemos apontar as seguintes situações, com exceção de:

a) de modo geral, podemos afirmar que é vedada a analogia

em legislação que verse sobre a outorga de isenções. b) requisitos estabelecidos por ato normativo infralegal, como um Ato Declaratório Normativo expedido pela

Secretaria da Receita Federal do Brasil, por exemplo, podem impor restrições válidas, além daquelas contidas em textos legais, para a fruição de benefícios fiscais.

c) não é vedada a ponderação dos elementos sistemáticos e

finalísticos da norma por parte do aplicador do direito. d) embora o comando legal seja no sentido de que seja dada interpretação literal à legislação que disponha sobre a outorga de isenções, admite-se uma interpretação mais ampla da referida norma. e) a isenção tributária revela-se instrumento de materialização de conveniência política, insuscetível, neste aspecto, de controle do Poder Judiciário, na concretização de interesses econômicos e sociais, estimulando e beneficiando determinadas situações merecedoras de tratamento privilegiado.

A questão cobra precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na interpretação do Código Tributário Nacional (CTN) e também do STF.

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Letra (A). Segundo o STJ (EDcl no REsp 872095/PE), em regra, revela-se proibida a interpretação das normas concessivas de isenção de forma analógica ou extensiva, restando consolidado entendimento no sentido de ser incabível interpretação extensiva da isenção à situação que não se enquadre no texto expresso da lei (art. 111, II, do CTN). Logo, correta.

Letra (B). Segundo o STJ (REsp 115823 SP), o ato normativo infralegal que impõe restrições para fruição de benefícios fiscais, além daquelas contidas em textos legais, fere o princípio da legalidade estrita. Logo, incorreta.

Letras (C) e (D). Segundo o STJ, o art. 111 do CTN não pode levar o aplicador do direito à conclusão de que esteja ele impedido de aplicar as normas de direito, de valer-se de uma equilibrada ponderação dos elementos lógico-sistemático, histórico e finalístico ou teleológico, os quais integram a metodologia de interpretação das normas jurídicas (REsp 192.531/RS). Portanto, segunda tal decisão, corretas as alternativas.

fiscal decorre do

implemento da política fiscal e econômica, pelo estado, tendo em vista o interesse social, sendo ato discricionário que escapa ao controle do Poder Judiciário e envolve juízo de conveniência e oportunidade do Poder Executivo (AI 151.855-AgR). Logo, correta.

Letra

(E).

Segundo

o

STF,

a

isenção

42. (ESAF/AFRFB/2010) Considerando a publicação de

norma, em 15 de dezembro de 2009, visando à majoração de tributo, sem disposição expressa sobre a data de vigência, aponte a opção correta.

a) Tratando-se de imposto sobre a renda e proventos de

qualquer natureza, poderá ser editada lei ordinária, produzindo efeitos financeiros a partir de 1° de janeiro de

2010.

b) Tratando-se de imposto sobre produtos industrializados,

poderá ser expedido decreto presidencial, produzindo efeitos

financeiros a partir de sua publicação.

c) Tratando-se de imposto sobre a propriedade territorial

rural, poderá ser editada medida provisória, produzindo

efeitos financeiros noventa dias após a sua publicação.

d) Tratando-se de imposto sobre importação, poderá ser

expedido decreto presidencial, produzindo efeitos

financeiros noventa dias após a sua publicação.

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e) Tratando-se de contribuição social, poderá ser editada medida provisória, produzindo efeitos financeiros a partir de 1° de janeiro de 2011, caso não tenha sido convertida em lei no mesmo exercício financeiro em que tenha sido publicada.

Letra (A). De acordo com o art. 104, I, do CTN, entram em vigor no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua publicação os dispositivos de lei, referentes a impostos sobre o patrimônio ou a renda que instituem ou majoram tais impostos. Portanto, considerando a publicação de norma, em 15 de dezembro de 2009, visando à majoração de IR, que não obedece a anterioridade nonagesimal, os efeitos financeiros ocorrerão a partir de 1° de janeiro de 2010. Logo, correta.

Letra (B). O IPI deve observar a anterioridade nonagesimal. Logo, incorreta.

O ITR deve observar anterioridade anual e

nonagesimal. E na hipótese de medida provisória teria que ser convertida em lei até 31 de dezembro do ano em que editada para que produzisse efeitos financeiros no exercício seguinte (art. 62, § 2º, CF). Logo, incorreta.

Letra

(C).

Letra (D).

O imposto sobre importação (II)

é exceção

a

anterioridade anual e nonagesimal. Logo, incorreta.

Letra (E). O art. 62, §2°, da CF, não se aplica as contribuições sociais. Este é o entendimento dominante na doutrina e no STF. Logo, incorreta.

QUESTÕES TRATADAS EM SALA DE AULA

1. (AFRF/2000/ESAF) Segundo o Código Tributário Nacional, os

atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas entram em vigor, salvo disposição em contrário,

a) no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua

publicação.

b) 30 dias após sua publicação.

c) 45 dias após sua publicação.

d) na data da sua publicação.

e) na data de sua assinatura.

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2. (AFE/PI/2002/ESAF) Lei instituidora de tributo, publicada em 30 de dezembro, omissa quanto à data de início de sua vigência, tornar-se-á obrigatória:

a) na data de sua publicação.

b) no primeiro dia do exercício financeiro seguinte.

c) trinta dias após a data de sua publicação.

d) quarenta e cinco dias após a data de sua publicação.

e) sessenta dias após a data de sua publicação.

3. (ATE/MS/2001/ESAF) Os convênios sobre matéria tributária, incluídos entre as normas complementares da legislação tributária, têm como regra de vigência temporal o seguinte:

a) entram em vigor no primeiro dia do exercício seguinte ao de sua

publicação

b) entram em vigor trinta dias após a data de sua publicação.

c) entram em vigor na data neles prevista.

d) entram em vigor na data de sua publicação.

e) entram em vigor trinta dias após sua homologação pela Assembléia Legislativa.

Considerando os temas “vigência” e

“aplicação” da legislação tributária, julgue os itens a seguir. Marque com (V) a assertiva verdadeira e com (F) a falsa, assinalando ao final

4.

(AFRF/2005/ESAF)

a

opção correspondente.

(

) É condição de vigência da lei tributária a sua eficácia.

(

) O CTN veda a extraterritorialidade da legislação tributária.

( ) Não é vedado aos decretos dispor sobre o termo inicial da vigência dos atos expedidos pelas autoridades administrativas tributárias.

( ) O Código Tributário Nacional adota como regra a irretroatividade

da lei tributária.

a) V F F V.

b) F F V F.

c) F F V V.

d) V F V V.

e) V F V F.

5. (ATM/Recife/2003/ESAF) Avalie as formulações seguintes e, ao final, assinale a opção que corresponde à resposta correta.

I - Em consonância com a Constituição Federal, medida provisória

que implique majoração do imposto sobre propriedade territorial rural

só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido

convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada.

II - De conformidade com a Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966,

a legislação tributária dos Estados, do Distrito Federal e dos

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Municípios vigora, no País, fora dos respectivos territórios, nos limites em que lhe reconheçam extraterritorialidade os convênios de que participem, ou do que disponham o Código Tributário Nacional ou outras leis de normas gerais expedidas pela União.

III - Os dispositivos de lei que definem novas hipóteses de incidência,

referentes a impostos sobre o patrimônio ou a renda, entram em

vigor no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua publicação, conforme estabelece o Código Tributário Nacional.

IV - Determina o Código Tributário Nacional que, salvo disposição em

contrário, os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios entram em vigor na data da sua publicação.

a) Apenas as formulações I, II e III são corretas.

b) Apenas as formulações I, II e IV são corretas.

c) Apenas as formulações I, III e IV são corretas.

d) Apenas as formulações II, III e IV são corretas.

e) Todas as formulações são corretas.

6. (ESAF/ATRFB/2010) Entre outras limitações ao poder de tributar, que possuem os entes políticos, temos a de cobrar tributos

em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da

lei que os houver instituído ou aumentado. Sobre essa limitação,

analise os itens a seguir, classificando-os como verdadeiros ou falsos. Depois, escolha a opção que seja adequada às suas respostas:

I. a irretroatividade da lei tributária vem preservar o passado da atribuição de novos efeitos tributários, reforçando a própria garantia da legalidade, porquanto resulta na exigência de lei prévia, evidenciando-se como instrumento de otimização da segurança jurídica ao prover uma maior certeza do direito; II. o Supremo Tribunal Federal tem como referência, para análise da irretroatividade, o aspecto temporal da hipótese de incidência, ou seja, o momento apontado pela lei como sendo aquele em que se deve considerar ocorrido o fato gerador;

III. a mesma lei que rege o fato é também a única apta a reger os efeitos que ele desencadeia, como a sujeição passiva, extensão da responsabilidade, base de cálculo, alíquotas, deduções, compensações e correção monetária, por exemplo;

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7. (ATE/PI/2001/ESAF) A aplicação retroativa de lei tributária não

é admitida quando:

a) estabelecer hipóteses de isenção.

b) for interpretativa.

c) deixar de definir ato não definitivamente julgado como infração.

d) estabelecer penalidade mais branda que a prevista na lei vigente

ao tempo da prática do ato.

e) deixar de tratar ato não definitivamente julgado como contrário a

qualquer exigência de ação ou omissão, respeitados os demais requisitos legais.

8. (TRF/2000/ESAF) A lei não se aplica a ato ou fato pretérito:

a) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei

vigente ao tempo da sua prática.

b) quando seja expressamente interpretativa.

c) tratando-se de ato não definitivamente julgado quando deixe de

defini-lo como infração.

d) quando deixe de tratar ato não definitivamente julgado como

contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, não sendo

fraudulento e não tendo implicado falta de pagamento de tributo.

e) quando expressamente interpretativa, determine a aplicação de

penalidade por infração dos dispositivos interpretados.

9.

disponha sobre suspensão do crédito tributário, (b) sobre dispensa do cumprimento de obrigações acessórias (c) e que defina infrações, esta última em caso de dúvida quanto à extensão dos efeitos do fato, interpreta-se:

a) analogicamente, extensivamente e de maneira mais favorável ao

acusado

b) literalmente, extensivamente e analogicamente

c) extensivamente, literalmente e analogicamente

d) literalmente, extensivamente e de maneira mais favorável ao

acusado

e) literalmente, literalmente e de maneira mais favorável ao acusado

(AFTN/94/ESAF)

Lei tributária que, simultaneamente, (a)

10. (AFTN/94/ESAF) 1. Busca de um paradigma que contenha situação semelhante ou quase igual àquela para a qual o aplicador não encontrou disposição expressa.

2.

Aplicação da regra da isonomia: tratamento igual para casos iguais

e

desigual para os desiguais.

3.

Aplicação da norma mais branda e menos onerosa.

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4. Sujeita-se a interpretação literal. Combine cada uma das quatro expressões acima com cada uma das quatro opções abaixo:

w) anistia

x) equidade

y) princípio geral de direito

z) analogia

Qual das combinações abaixo está parcial ou totalmente errada?

a) x1 y3

b) y2 x3

c) z1 w4

d) x3 z1

e) y2 w4

11. (AFRF/2003/ESAF) Relativamente à interpretação e integração

da legislação tributária, avalie o acerto das afirmações adiante e marque com V as verdadeiras e com F as falsas; em seguida, marque a opção correta.

( ) Interpreta-se da maneira mais favorável ao sujeito passivo a

legislação tributária que disponha sobre dispensa do cumprimento de

obrigações tributárias acessórias.

( ) Os princípios gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa

da definição, do conteúdo e do alcance de seus institutos, conceitos e formas, bem assim para definição dos respectivos efeitos tributários.

( ) Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente

para aplicar a legislação tributária utilizará sucessivamente, na rigorosa ordem, a analogia, os princípios gerais de direito público, os princípios gerais de direito tributário e a eqüidade.

a) F, V, F

b) F, F, F

c) F, F, V

d) V, V, F

e) V, F, V

12. (PFN/98/ESAF)

1. As

normas

que

tratam

de

isenção

estão

sujeitas

a

2. As

normas

que

tratam

de

moratória

estão

sujeitas

a

3. As normas que dizem interpretar outras, da mesma fonte, são de

Observe, entre as alíneas w, x, y e z, quais as que, à luz do Código Tributário Nacional, preenchem corretamente, e com explicação

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plausível, as lacunas acima, e, em seguida, marque a opção que contém, na devida seqüência, as alíneas respectivas.

w) interpretação extensiva, em atenção ao princípio favorabilia

amplianda.

x) interpretação extensiva, em atenção a que a regra geral não deve

ser restringida pelo intérprete.

y) interpretação retroativa, porque não tem caráter de inovação do

sistema jurídico.

z) interpretação literal, em atenção a que a regra geral é a tributação

e exceções não se interpretam extensivamente.

a) w, w, y.

b) w, x, z.

c) z, x, w.

d) z, z, y.

e) z, y, x.

13. (PFN/98/ESAF) O esclarecimento do significado de uma lei

tributária por outra posterior configura a chamada interpretação

a) ontológica.

b) científica.

c) integrada.

d) autêntica.

e) evolutiva.

14. (AFPS/2002/ESAF) Sobre o tema legislação tributária, é

correto afirmar que, nos termos do Código Tributário Nacional:

a) a aplicação da legislação tributária restringe-se a fatos geradores

futuros, isto é, àqueles ocorridos a partir de sua vigência, em consonância com o princípio constitucional da irretroatividade das leis. b) a lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito, quando seja expressamente interpretativa, incluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados.

c) a lei tributária aplica-se a ato pretérito que não tenha sido

definitivamente julgado, quando deixe de defini-lo como infração.

d) a lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito, não

definitivamente julgado, quando deixe de tratá-lo como contrário a

qualquer exigência de ação ou omissão, inclusive no caso de envolver inadimplemento de obrigação principal, desde que o ato ou fato não se tenha realizado por meio de fraude.

e) é permitido à autoridade administrativa empregar a eqüidade para

dispensar o cumprimento de obrigação tributária principal, quando se depara com ausência de disposição legal expressa para decidir litígio tributário cujo julgamento é de sua competência.

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15. (TTN/94/ESAF) No direito tributário brasileiro, o emprego da

eqüidade:

a) é o primeiro recurso para o caso de integração da legislação

tributária.

b) poderá resultar na dispensa do pagamento do tributo devido.

c) justifica conceder-se remissão, desde que autorizada por lei, em

relação com as características pessoais ou materiais do caso.

d) afasta a interpretação literal da legislação tributária que trata da

dispensa do cumprimento das obrigações tributárias acessórias.

e) determina que a lei tributária se aplique a ato pretérito quando

deixa de defini-lo como infração.

16. (TRF/2002.1/ESAF) Na ausência de disposição expressa, a

autoridade competente para aplicar a legislação tributária utilizará,

sucessivamente, na ordem indicada (art.108 da Lei 5.172/66-Código Tributário Nacional):

a) a analogia; os princípios gerais de direito tributário; os princípios

gerais de direito público; a eqüidade.

b) os princípios gerais de direito tributário; os princípios gerais de

direito público, a eqüidade; a analogia.

c) a eqüidade; os princípios gerais de direito tributário; os princípios

gerais de direito público; a analogia.

d) a analogia; os princípios gerais de direito público; os princípios

gerais de direito tributário; a eqüidade.

e) a analogia; a eqüidade; os princípios gerais de direito público; os

princípios gerais de direito tributário.

17. (AFTN/94/ESAF) Na hipótese de o aplicador da lei tributária

que comina penalidades ficar em dúvida quanto à graduação da pena,

deverá interpretar a norma, em relação ao acusado, de modo:

a) analógico.

b) benigno.

c) eqüitativo.

d) literal.

e) integrado.

18. (ATN/Recife/2003/ESAF) Conforme estabelece o Código Tributário Nacional, a legislação tributária que disponha sobre suspensão ou exclusão do crédito tributário é interpretada:

a) da maneira mais favorável ao sujeito passivo, em caso de dúvida

quanto à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos.

b) mediante aplicação do método teleológico.

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c) mediante aplicação do método sistemático.

d) de tal modo que o emprego da eqüidade implique dispensa de

tributo devido, quando a autoridade tributária competente, à vista de disposição normativa expressa, não puder utilizar a analogia.

e) literalmente.

19. (ATM/Fortaleza/2003/ESAF) O Código Tributário Nacional estabelece expressamente a seguinte regra no seu capítulo intitulado “Interpretação e Integração da Legislação Tributária”:

a) em caso de dúvida quanto à capitulação legal do fato, os dispositivos de lei tributária que tratam de fato gerador, definem infrações, ou lhes cominam penalidades, devem ser interpretados da maneira mais favorável ao sujeito passivo.

b) os princípios gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da

definição, do conteúdo e do alcance de seus institutos, conceitos e formas, mas não para definição dos respectivos efeitos tributários.

c) a legislação tributária que dispõe sobre lançamento de crédito

tributário deve ser interpretada literalmente.

d) o emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo

previsto em lei.

e) na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para

aplicar a legislação tributária utilizará, sucessivamente, na rigorosa

ordem que se segue, a analogia, os princípios gerais de direito público, os princípios gerais de direito tributário e a eqüidade.

20. (AFTE/RN/2005/ESAF) Avalie o acerto das formulações adiante e marque com V as verdadeiras e com F as falsas. Em seguida, marque a opção correta.

( ) É vedada a aplicação imediata da legislação tributária a fatos

geradores cuja ocorrência tenha tido início mas não esteja completa.

( ) A lei tributária é aplicável a ato ou fato pretérito definitivamente julgado, quando deixe de defini-lo como infração. ( ) A legislação tributária que disponha sobre parcelamento de crédito

tributário deve ser interpretada literalmente.

( ) Quando não há dúvida quanto à capitulação legal do fato, a lei

tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, deve ser interpretada da maneira mais favorável ao acusado.

a) V, F, V, F

b) V, V, F, V

c) F, V, F, F

d) F, F, V, V

e) F, F, V, F.

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21. (AFE/MG/2005/ESAF) Considerando os temas “vigência e aplicação da legislação tributária” e “interpretação e integração da legislação tributária”, marque com (V) a assertiva verdadeira e com (F) a falsa, assinalando ao final a opção correspondente.

( ) A lei que disponha sobre suspensão e exclusão do crédito tributário deve ser interpretada,

segundo o Código Tributário Nacional, em benefício do contribuinte.

( ) A lei tributária aplica-se ao ato ou fato pretérito, quando for interpretativa, ressalvadas as hipóteses em que redundar na aplicação de penalidade.

( ) Segundo o Código Tributário Nacional, o emprego da analogia não

poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei.

( ) A lei tributária é aplicada a fato anterior à sua vigência quando

extinguir tributo, já que vem em benefício do contribuinte.

a) V, V, V, F

b) F, V, F, V

c) F, V, V, V

d) F, V, V, F

e) F, F, V, F

22. (ESAF/Procurador/DF/2004) Em relação ao tema interpretação e integração da legislação tributária, regulado pelo Código Tributário

Nacional, avalie o acerto das afirmações adiante e marque com V as verdadeiras e com F as falsas; em seguida, marque a opção correta.

( ) Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha

sobre dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias, suspensão ou extinção do crédito tributário e outorga de isenção.

( ) Em caso de dúvida quanto à natureza ou às circunstâncias

materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos,

interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado a lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades.

( ) O emprego da analogia não poderá resultar na exigência de

tributo não previsto em lei; o da eqüidade não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido.

a) V, V, V

b) F, V, F

c) V, V, F

d) V, F, V

e) F, V, V

23. (ESAF/PFN/2006) Considerando os temas “vigência e aplicação da legislação tributária” e “interpretação e integração da legislação tributária” e as disposições do CTN, marque com (V) a

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assertiva verdadeira e com (F) a falsa, assinalando ao final a opção correspondente. ( ) O emprego da analogia pode resultar na exigência de tributo.

( ) A lei tributária aplica-se ao ato ou fato pretérito, quando for interpretativa, ressalvadas as hipóteses em que redundar na aplicação de penalidade.

( ) Quando extinguir multa tributária, a lei tributária pode ser aplicada a fato anterior à sua vigência.

( ) A lei que disponha sobre moratória e remissão do crédito

tributário deve ser interpretada, segundo o Código Tributário Nacional, em benefício do contribuinte.

a) F, F, V, F

b) V, V, F, F

c) F, V, V, F

d) V, F, F, V

e) F, V, V, V

24. (ESAF/MPC/GO/2007) Quanto à interpretação e integração das normas tributárias, assinale a opção correta.

a) As lacunas do Direito Tributário são colmatadas pela mesma

sistemática da Lei de Introdução ao Código Civil.

b) O contrato de arrendamento mercantil relativo a um automóvel

pode excluir a responsabilidade tributária do arrendante, em relação ao Imposto sobre Veículos Automotores, uma vez que as partes podem pactuar suas obrigações.

c) Em existindo dúvida quanto à capitulação legal do fato, deve-se

interpretar a lei tributária definidora de infrações da maneira mais

favorável ao acusado.

d) A outorga de isenções é interpretada finalisticamente, cabendo ao

aplicador da lei buscar o objetivo perseguido pelo legislador.

e) A lei tributária, em alguns casos, pode alterar a definição, o

conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado para definir ou limitar competências tributárias.

25. (ESAF/PFN/2007) O Decreto n. 40.643/96, do Estado de São Paulo, que aprovou os termos do Convênio n. 132/95, concedeu certa isenção para os estabelecimentos industriais. A circunstância de a Lei Federal n. 4.502/64, que, para os fins nela previstos, equiparou o estabelecimento industrial ao importador, permite, segundo o CTN, a interpretação de que também o importador se beneficia da isenção? À luz do art. 38, § 2º, da Lei n. 6.374/89, do Estado de São Paulo, discutiu-se a atualização monetária do crédito do ICMS. Em face de norma estadual expressa, é admitido o uso das formas de integração do direito tributário, quais sejam, a analogia, os princípios gerais de

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direito tributário e de direito público e a eqüidade, se já previstas em lei federal (CTN, art. 108, I a IV)? O Plenário do STF, ao julgar o RE 213.396 (DJ de 01/12/2000), assentou a constitucionalidade do sistema de substituição tributária “para frente”, mesmo antes da promulgação da EC n. 3/93. Nesse sistema, a obrigação tributária mostra-se anterior à realização concreta do fato tributável. O Convênio ICMS 10/89, que previu esse sistema, foi publicado no dia 30 de março. Poderia o Convênio alcançar os substitutos tributários por ele instituídos, já no mês de março de 1989?

a) Sim, sim, sim

b) Não, não, não

c) Sim, não, sim

d) Não, sim, não

e) Sim, não, não

26. (ESAF/ATRFB/2010) Consoante o que dispõe o art. 111 do Código Tributário Nacional, interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha, entre outros, sobre a outorga de isenção. Tal artigo, embora sofra algumas críticas de parte da doutrina, no sentido de que não se deva lançar mão isoladamente da técnica de interpretação literal, vem tendo acolhida em diversos julgados oriundos de tribunais superiores. Como exemplos de aplicação de tal princípio, podemos apontar as seguintes situações, com exceção de:

a) de modo geral, podemos afirmar que é vedada a analogia em

legislação que verse sobre a outorga de isenções.

b) requisitos estabelecidos por ato normativo infralegal, como um Ato

Declaratório Normativo expedido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, por exemplo, podem impor restrições válidas, além daquelas contidas em textos legais, para a fruição de benefícios fiscais.

c) não é vedada a ponderação dos elementos sistemáticos e

finalísticos da norma por parte do aplicador do direito.

d) embora o comando legal seja no sentido de que seja dada

interpretação literal à legislação que disponha sobre a outorga de isenções, admite-se uma interpretação mais ampla da referida norma.

e) a isenção tributária revela-se instrumento de materialização de

conveniência política, insuscetível, neste aspecto, de controle do Poder Judiciário, na concretização de interesses econômicos e sociais,

estimulando e beneficiando determinadas situações merecedoras de tratamento privilegiado.

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27. (ISS/RJ/2010) De acordo com o disposto no art. 111, incisos I a III, do Código Tributário Nacional, interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre suspensão ou exclusão do crédito tributário, outorga de isenção e dispensa do cumprimento de

obrigações acessórias. Tal disposição leva a concluir, exceto, que:

a) A isenção de que goza a parte, relativa aos ganhos com a

operacionalização da atividade empresarial, não abrange o resultado das aplicações financeiras por ela realizadas, uma vez que se

interpreta literalmente a legislação tributária que disponha sobre a outorga de isenção.

b) O disposto no art. 111, porém, não pode levar o aplicador do

direito à absurda conclusão de que esteja ele impedido, no seu mister de apreciar e aplicar as normas de direito, de valer-se de uma

equilibrada ponderação dos elementos lógico-sistemático, histórico e finalístico ou teleológico, os quais integram a moderna metodologia de interpretação das normas jurídicas.

c) Apenas a concessão do parcelamento suspende a exigibilidade do

crédito tributário, e não o seu simples requerimento.

d) A isenção tributária revela conveniência política, insuscetível, neste

aspecto, de controle do Poder Judiciário, na concretização de

interesses econômicos e sociais, estimulando e beneficiando determinadas situações merecedoras de tratamento privilegiado.

e) Do referido dispositivo resulta não somente uma proibição à

analogia, como também uma impossibilidade de interpretação mais

ampla.

28. (ISS/RJ/2010) No tocante à interpretação da legislação tributária, julgue os itens a seguir:

I. na ausência de disposição expressa, o aplicador da legislação

tributária se valerá, sucessivamente, dos princípios gerais de direito tributário, dos princípios gerais de direito constitucional, da analogia e da equidade;

II. a interpretação da legislação tributária se fará literalmente quando

esta disponha sobre a dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias;

III. a lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito quando seja

expressamente interpretativa;

IV. exclusivamente para efeitos tributários, a lei pode alterar a

definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado, ainda que utilizados pela Constituição Federal para definir ou limitar competências tributárias. Estão corretos apenas os itens:

a) II e III.

b) I e III.

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c) II e IV.

d) III e IV.

e) I e IV.

29. (ESAF/PFN/2004) Segundo o Código Tributário Nacional, está sujeita à interpretação literal a norma tributária que verse sobre

a) remissão.

b) compensação.

c) prescrição.

d) decadência.

e) parcelamento.

Uma das formas de

tributária, como etapa final do

procedimento de interpretação, visando a preencher lacuna da lei

integração

30.

(Procurador/Banco

da

norma

Central/2002)

jurídica

pela aplicação de disposição legal relativa a hipótese assemelhada, é

a) Eqüidade.

b) Anatocismo.

c) Analogia.

d) Teleologismo.

e) Literalidade.

31. (Auditor/Natal/2001) Tratando-se de regras de interpretação da legislação tributária, temos que

a) a ausência de disposição normativa expressa não autoriza o

emprego da analogia.

b) pelo emprego da eqüidade é possível a dispensa do pagamento de

tributo devido.

c) os princípios gerais de Direito Privado podem ser utilizados para

definição dos efeitos tributários dos institutos e conceitos dessa área jurídica. d) deve ser interpretada de maneira mais favorável ao FISCO a lei tributária que defina infrações e comine penalidades.

e) deve ser interpretada literalmente a legislação tributária referente

à outorga de isenção.

32. (ESAF/AFRFB/2005) Em relação à vigência da legislação

tributária podemos afirmar que, salvo disposição em contrário,

a) os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas

entram em vigor, 30 dias após sua publicação.

b) as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição

administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa, entram em

vigor na data de sua publicação.

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c) os convênios que entre si celebrem a União, os estados, o Distrito

Federal e os municípios entram em vigor na data de sua publicação.

d) em face do princípio da legalidade, uma lei pode estar vigente e

eficaz, mas só se pode aplicá-la aos fatos geradores que ocorrerem no exercício seguinte ao da sua publicação.

e) a medida provisória, até que seja convertida em lei, revoga ou

suspende a lei com ela incompatível. Caso não haja a conversão, a lei anterior voltará em sua plenitude, cabendo ao Congresso Nacional disciplinar as relações jurídicas formadas no período de vigência da medida provisória.

33. (ESAF/AFRF/2002.1) Diz o Código Tributário Nacional que “a

legislação tributária, observado o disposto nesta Lei, regulará, em caráter geral, ou especificamente em função da natureza do tributo de que se tratar, a competência e os poderes das autoridades administrativas em matéria de fiscalização da sua aplicação”. A legislação mencionada, salvo disposição em contrário, aplica-se, exclusivamente,

a) a pessoas naturais ou jurídicas que sejam contribuintes do imposto

a que alude a norma respectiva.

b) a pessoas naturais ou, quando se trate de pessoa jurídica, a seus

diretores ou representantes legais.

c) a todas as pessoas que se achem em seu campo de incidência,

inclusive às que gozem de imunidade tributária ou de isenção de caráter pessoal.

d) a pessoas jurídicas que sejam contribuintes ou responsáveis por

tributos em geral ou pelo tributo específico a que se refira.

e) a pessoas naturais ou jurídicas não imunes, inclusive às que sejam

isentas ou não tributadas por força de norma infraconstitucional (leis, decretos etc.).

34. (ESAF/AFTN/1998) A Emenda Constitucional n0 18, de 1965, aludia a leis complementares; porém somente a partir da

Constituição de 1967 é que passou a existir a lei complementar em sentido formal, votada com quorum privilegiado. À vista disto, indique, em relação ao Código Tributário Nacional (CTN, Lei n0 5.172, de 1966), qual conclusão e respectiva justificação são simultaneamente corretas.

a) As matérias contidas no CTN, reservadas a leis complementares

pela Constituição hoje em vigor, continuam em plena vigência, quando compatíveis com as normas constitucionais atuais.

b) As matérias contidas no CTN, reservadas a leis complementares

pela Constituição hoje em vigor, foram revogadas pelo novo regime, eis que tal Código foi votado como lei ordinária.

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c) O CTN pode ser revogado por lei ordinária ou medida provisória,

pois as leis ordinárias em geral, como a Lei n.º 5.172, podem ser

revogadas ou modificadas por outras leis de igual hierarquia.

d) O CTN pode ser revogado por lei ordinária, mas não por medida

provisória, porque a estas é defeso tratar de tributos.

e) As matérias contidas no CTN, reservadas a leis complementares

pela Constituição hoje em vigor, continuam em plena vigência, porque não revogadas ou modificadas por lei ordinária posterior.

35. (ESAF/AFTN/1998) 49- Assinale a resposta que preencha corretamente as duas lacunas.

está sujeita ao princípio da anterioridade

A majoração

a) do imposto de transmissão de bens imóveis — da lei em relação à

cobrança, mas a lei pode ter sido publicada no mesmo exercício em

que a cobrança se realiza.

b) do imposto de importação — anual, só podendo ser exigida se a lei

majoradora estiver em vigor antes do início do exercício da cobrança.

c) do imposto de renda — anual, sendo indispensável que a lei

majoradora esteja em vigor antes do início da cobrança, não

bastando ter sido publicada anteriormente a esse início.

d) do imposto de exportação — anual em relação à cobrança,

devendo a lei ter sido publicada antes do exercício em que a cobrança

se

realiza.

e)

da contribuição para a previdência social — de 90 dias da

publicação da lei majoradora, não podendo ser exigida antes desse nonagintídio.

36. (ESAF/AFTN/1998) Segundo se depreende do Código Tributário Nacional, um ato infralegal (um decreto, por exemplo) pode estabelecer a(s)

a) extinção de um tributo.

b) definição do fato gerador da obrigação tributária acessória nos

limites da lei.

c) hipóteses de anistia.

d) redução do Imposto Territorial Rural.

e) fixação da alíquota do imposto de renda.

37. (ESAF/AFTN/1998) (I) Devido ao princípio da soberania nacional previsto já no primeiro artigo da Constituição, um tratado internacional não pode interferir em matéria tributária. (II) As Resoluções do Senado Federal não interferem na legislação relativa a tributos propriamente federais.

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(III) Consoante o Código Tributário Nacional, analogia seria (ou é) técnica de integração e não de interpretação da legislação tributária. Analisadas estas três perguntas, escolha a opção que contenha, na respectiva seqüência, as respostas corretas.

a) As três assertivas são verdadeiras.

b) É verdadeira a primeira assertiva, mas é falsa sua explicação; são

falsas as demais.

c) É falsa a primeira assertiva; são verdadeiras as duas últimas.

d) Todas as três assertivas são falsas.

e) É verdadeira a primeira assertiva, falsa a segunda e verdadeira a

terceira.

38. (ESAF/AFTN/1996) Quando uma lei ou alguns dos seus artigos são declarados definitivamente inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal são retirados do ordenamento jurídico.

A pela publicação do acórdão do Supremo Tribunal Federal no Diário

Oficial da União;

B Por lei complementar;

C Por resolução do Senado;

D Por decreto legislativo;

E Por medida provisória.

39. (ESAF/AFTN/1996) Sobre os decretos executivos federais, podemos afirmar que são:

A Veículos normativos privativos do legislativo para aprovação, entre

outras coisas, dos tratados e convenções internacionais celebrados pelo Presidente da República;

B Atos normativos de competência privativa do Presidente da

República com força de lei próprios para o aumento das alíquotas do

IPI, IE, IR e IOF;

C Veículos normativos do Presidente da República para aprovação,

entre outras coisas, dos tratados e convenções celebrados pelos

Ministros de Estado;

D Veículos normativos com força de lei idôneos para instituírem

impostos extraordinários na iminência ou no caso de guerra externa;

E Veículos normativos que se prestam à aprovação dos regulamentos dos impostos federais.

40. (ESAF/AFTN/1996) Questão 26: O princípio da legalidade não

se aplica, em toda sua extensão.

A Aos impostos de importação e exportação, impostos sobre produtos

industrializados e impostos extraordinário decorente de guerra. B Aos impostos de importação e exportação, ao impostos sobre produtos industrializados e ao imposto sosbre operações financeiras.

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C Às taxas e contribuições de melhoria.

D Aos impostos de importação e exportação, impostos sobre produtos

industrializados e ao imposto extraordinário de guerra.

E Às taxas e contribuições sociais.

41. (ESAF/AFM/TERESINA/2002) Indique, nas opções abaixo, em

que hipótese podem as convenções formalizadas entre particulares

ser opostas à Fazenda Pública, relativamente à responsabilidade pelo pagamento de tributo, com o objetivo de modificar a definição do sujeito passivo da obrigação tributária.

a) Quando é decorrente de clara e expressa cláusula do acordo de

vontades entre os particulares.

b) Quando está expressamente previsto em disposição legal específica. c) Em casos de dúvida quanto à vinculação do sujeito passivo ao fato gerador.

d) Quando resulta de decisão administrativa da Fazenda Pública.

e) Em nenhuma hipótese pode ocorrer tal oposição em face da Fazenda Pública.

42. (ESAF/AFRFB/2010) Considerando a publicação de norma, em

15 de dezembro de 2009, visando à majoração de tributo, sem

disposição expressa sobre a data de vigência, aponte a opção correta.

a) Tratando-se de imposto sobre a renda e proventos de qualquer

natureza, poderá ser editada lei ordinária, produzindo efeitos financeiros a partir de 1° de janeiro de 2010.

b) Tratando-se de imposto sobre produtos industrializados, poderá

ser expedido decreto presidencial, produzindo efeitos financeiros a partir de sua publicação.

c) Tratando-se de imposto sobre a propriedade territorial rural,

poderá ser editada medida provisória, produzindo efeitos financeiros noventa dias após a sua publicação.

d) Tratando-se de imposto sobre importação, poderá ser expedido

decreto presidencial, produzindo efeitos financeiros noventa dias após

a

sua publicação.

e)

Tratando-se de contribuição social, poderá ser editada medida

provisória, produzindo efeitos financeiros a partir de 1° de janeiro de

2011, caso não tenha sido convertida em lei no mesmo exercício financeiro em que tenha sido publicada.

43. (ATM/Fortaleza/1998/ESAF) Assinale a opção incorreta.

a) É obrigatória a interpretação gramatical de norma que verse sobre

moratória.

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b) A lei tributária aplica-se a ato pretérito, em qualquer caso, quando

deixe de defini-lo como infração.

c) No preenchimento de lacunas da legislação tributária, utiliza-se

preferencialmente a analogia.

d) A lei definidora de infrações tributárias interpreta-se da maneira

mais favorável ao acusado,

em caso de dúvida quanto à imputabilidade.

e) O emprego da eqüidade pode resultar na dispensa do pagamento

de penalidade pecuniária.

44. (ATM/Fortaleza/1998/ESAF) Em matéria de impostos não é

preciso lei para estabelecer

a) as hipóteses de compensação e transação.

b) a cominação de penalidades.

c) as obrigações tributárias acessórias.

d) a dispensa de penalidades.

e) a fixação da base de cálculo.

45. (AFTE/PA/2002/ESAF) A analogia constitui elemento de

a) integração da legislação tributária.

b) interpretação da legislação tributária.

c) exclusão do crédito tributário.

d) suspensão da exigibilidade do crédito tributário.

e) extinção do crédito tributário.

46. (AFTE/PA/2002/ESAF) Publicada lei que institua ou majore

contribuição social para a seguridade social, poderá ser aplicada

somente

a) no exercício financeiro seguinte.

b) decorrido o prazo de três meses.

c) decorrido o prazo de noventa dias.

d) decorrido o prazo de quarenta e cinco dias.

e) decorrido o prazo de trinta dias.

47. (TTN/1998/ESAF) 31- Quanto ao princípio da anterioridade,

pode-se dizer que

a) proíbe que se tributem fatos geradores que ocorreram antes do

início da vigência da lei que houver instituído ou aumentado um

tributo. b) não se aplica ao Imposto de Importação, ao Imposto de Exportação, ao Imposto sobre Operações Financeiras e às Taxas decorrentes do exercício do poder de polícia.

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c) não se aplica ao Imposto sobre Produtos Industrializados, ao

Imposto de Importação, ao Imposto sobre Operações Financeiras, ao

Imposto de Exportação.

d) se aplica aos empréstimos compulsórios, qualquer que seja o

pressuposto da sua instituição.

e) se aplica às contribuições para seguridade social da mesma forma

que às outras espécies tributárias.

48. (TTN/1998/ESAF) A lei tributária nova aplica-se a fatos

ocorridos após a sua publicação e, se for o caso, decorrida a vacatio legis :

a) salvo quando defina o fato como sendo gerador de tributo.

b) em qualquer caso, se se tratar de lei meramente interpretativa,

com a operação da infração aos dispositivos interpretados.

c) salvo quando a lei vigente no momento da prática da infração

tenha cominado penalidade menos severa a esta infração.

d) retroagirá, todavia, em qualquer caso, desde que o fato pretérito

não tenha sido objeto de atividade fiscalizatória.

e) salvo quando deixe de definir o ato pretérito, não definitivamente

julgado, como infração.

GABARITO

 

1. D

2. D

3. C

4. C

5. A

6. B

7. A

8. E

9. E 10. A

11.

B

12. D 13. D

14. C

15. C

16. A

17. B

18. E

19. B

20. E

21.

D

22. E

23. C

24. C

25. B

26. B 27. E

28. A

29. E

30. C

31. E

32. E

33. C

34. A

35. E

36. B 37. C 38. C

39. E

40. B

41. B

42. A

43. B

44. C

45. A

46. C

47. C

48. E

45

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