SIED Relação entre a secreta e grupo empresarial

privado

é mais antiga do que se pensava

Fuga de informações começou em abril de 2010

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Nuno Vasconcellos

(à esquerda),

presidente

do grupo Ongoing,

e Jorge Silva Carvalho,

ex-diretor-geral

do SIED

MICAEL PEREIRA
**s.
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A

om a abertura para consulta do processo em que Jorge Silva Carvalho — ex-diretor do Serviço de In-

I judicial

do de Estado,

ilegítimo história da relação entre as secretas e o grupo Ongoing ganha contornos cada vez mais definidos. Várias mensagens escritas que Silva Carvalho conservou nos seus quatro telemóveis apreendidos em sua casa a 28 de outubro pela Polícia Judiciária, e incluídos nos apensos do processo, revelam que a relação de permeabilidade entre os serviços de informação e a Ongoing existia pelo menos desde abril de 2010, oito meses antes de o ex-espião ter abandonado a direção do SIED para se tornar administrador daquele grupo privado. Até agora, desde que o Expresso revelou o caso do triângulo formado pelas secretas, por Silva Carvalho e pela Ongoing, a 23 de julho do ano passado, só se sabia que essa relação foi contaminada a partir do momento em que o ex-espião negociou no final de outubro de 2010 a sua transferência do SIED para a Ongoing com o seu presidente, Nuno Vasconcellos, dispondo-se nas semanas dossiês sobre seguintes a passar-lhe dois empresários russos, sobre "metais e sobre um empresário estratégicos" madeirense, ex-marido da mulher de um alto quadro do grupo, Paulo Santos. Mas havia antecedentes. Numa mensagem enviada a 27 de abril de 2010

ção, violação do segreabuso do poder e acesso agravado a dados pessoais, a

ção,^

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formações Estratégicas de Defesa (SIED) —é acusado de corrup-

para o número de telemóvel de João Luís, então diretor no SIED do departamento operacional, o mais importante do serviço, Silva Carvalho diz para ele "falar à vontade" com João Paulo Alfaro, um ex-espião do SIS (Serviço de Informações de Segurança), explicando-lhe que "eles querem investir lá". Acabado de ser contratado na altura pela Ongoing, Alfaro era há vários anos irmão de Silva Carvalho, Nuno Vasconcellos e do coronel Francisco Rodricomum gues (diretor do departamento de segurança do SIED e do SIS) na loja maçónica Mozart 49. Semanas depois, a 18 de maio, Silva Carvalho enviava um SMS a Alfaro indicando os nomes de dois indivíduos para fazerem "segurança física" no Brasil. Os dois nomes — um "oficial do exército português" com "vários cursos militares" e outro homem com "vários cursos ligados à segurança física de VIP" e uma "formação sólida" — tinham sido fornecidos pelo diretor do do SIED. operacional departamento No mesmo momento, Silva Carvalho pedia, num segundo SMS, a João Luís para ele combinar as coisas com Alfaro dos e para lhe entregar os currículos dois indivíduos. Assumindo, quando foi inquirido pelo Ministério Público, uma relação de amizade de 20 anos com Silva Carvalho, João Paulo Alfaro foi agente do SIS durante sete anos, até se tornar, formalmente, em março de 2010, responsável do centro pelas relações institucionais corporativo da Ongoing, do qual o seu amigo e ex-diretor do SIED viria a ser o coordenador. Na inquirição conduzida Teresa Almeida, do pela procuradora Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, o ex-espião do SIS admitiu que foi ele e Silva Carvalho

que desenharam a ideia de criar no grupo privado o projeto Ongoing Strategic Studies (OSS), cujo nome é inspirado na primeira sigla da CIA, Office of Strategic Studies. Um memorando interno da Ongoing sobre o projeto, apreendido pelo Ministério Público numa troca de e-mails entre Alfaro e Silva Carvalho, dá conta de que a OSS iria servir para "a deteção de de investimento e para o oportunidades desenvolvimento das áreas de negócios, acompanhada de uma constante avaliação de segurança e um minucioso acomdas tendências panhamento políticas, económicas e securitárias, tanto do país alvo, como da região em que este se insere". Uma espécie de SIED privado. com RUI GUSTAVO
mrpereira
@ expresso.impresa.pt

A 27 DE ABRIL DE 2010, O LÍDER DO SIED ESCREVEU AO DIRETOR DO DEPARTAMENTO OPERACIONAL DA SECRETA A DIZER PARA "FALAR À VONTADE" COM UM EX-ESPIÃO DO SIS ACABADO DE CONTRATAR PELA

ONGOING

Secreta usada para obter dados confidenciais
Silva Carvalho e outro ex-espião da Ongoing pediram ao diretor operacional do SIED para descobrir quem pirateou a conta da irmã de Nuno Vasconcellos
Uma troca de mensagens
de telemóvel entre Jorge Silva Carvalho, ex-diretor-geral do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), e João Paulo Alfaro, ex-espião do Serviço de Informações de Segurança (SIS), revela que os dois combinaram — quando ambos trabalhavam para o grupo Ongoing — recorrer às secretas para descobrir a identidade de um cliente de internet da operadora Zon, uma informação confidencial protegida por lei, tal como acontetelefónicas. ce com as comunicações

da Zon

Num SMS de 23 de fevereiro de 2011, Alfaro informa o seu superior hierárquico, Silva Carvalho, então administrador da Ongoing, que o presidente do grupo, Nuno Vasconcellos, lhe tinha ligado de Nova lorque a pedir-lhe para comunicar ao ex-diretor do SIED um

incidente, a ver se podia ajudar. A conta bancária da irmã de Vasconcellos, Diana Risso-Gill, tinha sido pirateada através da internet. Um perito informático da Ongoing, de acordo com aquele SMS de Alfaro, tinha detetado o endereço de IP (sequência de números que funciona como uma impressão digital de um equipamento de acesso à internet, mas que não identifica nomes) do autor da pirataria mas agora era preciso saber de quem era. Para já, só sabia que o IP era de um cliente da Zon. Alfaro escreve a Silva Carvalho que Vasconcellos lhe disse poder pedir a informação a Rodrigo Costa, presidente da Zon, mas preferia fazer as coisas de forma mais discreta. O ex-espião diz, no mesmo SMS, que tomou a iniciativa de pedir a um colega do SIS (Paulo Félix, que estava de saída também para a Ongoing) para ver o que "ele conseguia", mas lamenta que as da operaregras de confidencialidade dora sejam "muito apertadas" e per-

gunta a Silva Carvalho se ele tem forma de chegar a essa informação. O ex-diretor-geral do SIED responde: "Só se for o JL", referindo-se a João Luís, diretor do departamento operacional do SIED. Alfaro aceita a indicação e diz que vai falar com João Luís no dia seguinte, acrescentando que "já se sabe nos serviços" que Paulo Félix vai para a Ongoing e assim já tem "tema
de conversa". Uma semana depois, a 3 de março de 2011, Alfaro envia para Jorge Silva Carvalho uma mensagem com dois endereços IP e os dias e as horas em que o da irmã de Vasconcellos computador foi pirateado. Apesar de o acesso ilegítimo a dados pessoais ser crime, a equipa do Ministério Público que teve em mãos o caso das secretas acabou por não investigar o episódio, por não fazer parte do objeto do processo e não ser evidente que o crime tenha sido consumado, m.p. e R.G.

Júlio Pereira negou acesso a dados essenciais. E responsável pelo inquérito interno não quis ouvir ex-espião sobre fugas de informação

Bastidores

Chefe das secretas travou investigações
Jorge Silva Carvalho foi protegido

Texto

MICAEL PEREIRA e RUI GUSTAVO Fotos ALBERTO FRIAS

diretor-geral-adjunto do SIS, José Luciano de Oliveira, escolhido por Júlio Pereira, do secretário-geral Sistema de Informada República ções k Portuguesa (SIRP), para investigar internamente as fugas de informação nos serviços secretos, não chegou a ouvir uma única vez o principal protagonista do caso, Jorge Silva Carvalho, no primeiro
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dos dois inquéritos instaurados — dedicado à passagem de dossiês para a On-

going. Além disso, durante a fase crucial de um segundo inquérito sobre o acesso ilegítimo à lista de chamadas de um jornalista do "Público", Nuno Simas — também ele inconclusivo — Luciano , de Oliveira trocou mensagens de telemóvel comprometedoras com o antigo diretor-geral do SIED e então administrador da Ongoing. Ao Expresso, Luciano de Oliveira diz que está de consciência tranquila: "Só tenho pena que o Jorge Silva Carvalho não me tenha dito a verdade. Teria sido mais fácil". Embora Júlio Pereira já tenha tido
acesso ao processo judicial, mantém a confiança no número dois do SIS. "Nunca ponderei demitir-me, porque fiz o meu melhor", assume o diretor-adjunto da secreta. "Se não o ouvi no primeiro inquérito, é porque não considerei isso relevante. E não me arrependo. As minhas conclusões permitiram abrir caminho à investigação criminal, que tem poderes, como fazer buscas e apreensões, que eu não tenho". Mas, apesar de ter concordado no verão do ano passado que só o Ministério Público (MP) poderia esclarecer todos

argumentando que estavam em segredo de Estado. Mais. No dia em que Silva Carvalho foi ouvido no parlamento, a 7 de setembro de 2011, Luciano de Oliveira escreveu-lhe às 6h44, tratando-o por "querido amigo" e dizendo-lhe que acreditava daquela que se ia iniciar a clarificação situação triste para as pessoas e para os serviços, eleitos como vítimas a soldo de interesses de "chafurdo" — "Só quis que ele dissesse a verdade", justifica agora o número dois do SIS. Mas não foi só isso. No mesmo dia, às 191126, Luciano voltava a escrever a Silva Carvalho, apelando à calma e para ele não tomar nenhuma iniciativa sem falarem com alguém referido como "o animal". Às 19h44, informava o alvo do seu inquérito interno de que o "chefe maior" tinha falado com ele e que ia "advertir" o "animal" sobre os "graves danos". "Esses SMS são estritamente pessoais, não têm a ver com essa situação", diz, confrontado pelo Expresso. Promovido a número dois do SIS por Júlio Pereira em março de 2011, Luciano de Oliveira concluiu no primeiro inquérito que — apesar de ter havido acesà base de dados dos serviso ilegítimo ços — não estava em causa a violação do segredo de Estado. Mesmo assim, João Luís, então diretor operacional do SIED, acabou por ser exonerado a 5 de agosto, porque a notícia do Expresso sobre o caso não deixava espaço para dúvidas. Tinha sido João Luís a enviar informações sobre dois empresários russos e sobre Humberto Jardim para Silva Carvalho.
dores,

gravar ou fazer um auto de declarações oficial e foi ele ter com o administrador da Ongoing porque considerou que a sua presença na sede dos serviços teria "melindre mediático". Silva Carvalho da negou-lhe ter sequer conhecimento lista de chamadas de Simas e o desmentido não foi posto em causa. A sindicância chegaria ao fim sem o
o reapuramento de responsabilidades: gisto do documento denominado "lista de compras" foi encontrado no sistema informático dos serviços secretos mas a não conseguiu investigação apurar quem tinha sido o autor da lista de compras e para quem foi feita. Algo que o Expresso já publicara. E que o MP mais

Interrogatório

com privilégios

Júos factos, o seu superior hierárquico, lio Pereira, recusou por mais de uma vez ceder dados essenciais aos procura-

No segundo inquérito, onde Luciano de Oliveira coadjuvou Filomena Teixeira, diretora do departamento de África do SIED e também amiga de Silva Carvalho, o ex-espião foi finalmente interrogado, mas de uma forma original. O responsável do SIS ouviu o antigo colega a sem o sós, tirou notas do depoimento

tarde confirmaria. Foi João Luís quem pediu a outro funcionário dos serviços, Nuno Dias, para fazer a lista a pedido de Jorge Silva Carvalho, que a apagou do computador, mas não do smartphone Sony Xperia apreendido e passado a da PJ. pente fino pelos investigadores Quando a investigação criminal começou, Júlio Pereira recusou ceder o conteúdo dos computadores dos espiões, alegando que estavam abrangidos pelo segredo de Estado. Só depois de uma troca de argumentos com a procuradora Teresa Almeida e da intervenção de um juiz, os computadores foram cedidos ao perito informático do DIAP. Os SMS apreendidos a Jorge Silva Carvalho revelariam o pior: os bastidores das secretas durante os inquéritos internos. João Bicho, diretor operacional do SIED, enviou uma mensagem a Silva Carvalho a descrever uma visita do Conselho de Fiscalização do SIRP. E Francisco Rodrigues, diretor do departamento de segurança do SIRP, garantia ao ex-espião que podia contar com ele, quando aquele lhe pediu para lhe "cobrir as costas". Bicho e Rodrigues foram afastados assim que a acusação do MP ficou concluída. Mas Luciano de Oliveira manteve-se no lugar. Tal como Júlio Pereira, elogiado por Passos Coelho pela lealdade demonstrada.
mrpereira@
expresso.impresa.pt.

Nãoé
exatamente
assim...
Relvas voltou ao Parlamento para explicar a sua ligação a Silva Carvalho e às secretas. Nalguns casos, não disse o mesmo que tinha dito há duas semanas; noutros, o que disse não bate certo com o que está na investigação judicial

sas", de que nunca tinha falado. "Tratar de negócios não é um evento so-

cial, reunir na Ongoing não é um local público", notou Cecília Honório, do BE, frisando a discrepância com o que Relvas tinha dito duas semanas desvalorizou antes. O governante a presença de JSC e argumentou que nunca tinha omitido este dado. Porquê? Porque "não tive um encontro com JSC, tive um encontro entre adda Finertec e da Onministração going. Vamos ser rigorosos". Mas reconheceu: "Hoje estou arrependido de não ter dito".

mais não". Com o despacho de acusação soube-se que Adelino Cunha, adjunto político de Relvas, manteve contactos com o ex-espião já depois de ter rebentado o escândalo. Cunha garantiu que foi por iniciativa própria, mas demitiu-se. Desmentido pelos factos, o ministro-adjunto jurou na 4- feira: "Eu nunca menti". Reconheceu que "não tinha conhecimento" das ações do seu colaborador. "Só soube da situação do meu adjunto quando ele me comunicou que se ia demitir."

O SMS com nomes dos espiões
"Recebi

O café com Luís Neves
A agenda de JSC revela outro encontro
com Relvas em março de 2011: um café no Ritz, onde esteve também Luís Neves, então diretor da unidade de contraterrorismo da PJ. O mesmo nome que, dois meses depois, JSC sugeriu a Relvas para ocupar o cargo de diretor do SIS. Sobre esse encontro, o ministro foi lacónico. "Foi uma conversa de atualidade, foi-me apresentado Luís Neves, que eu não conhecia." Ficou a saber-se que JSC marcava encontros para apresentar pessoas a Relvas.

SMS com sugestão

de nomes,

admitiu Relaos quais não respondi", vas logo na primeira ida à comissão. Continua por esclarecer
por que razão
JSC lhe sugeriu nomes para as chefias das secretas se Relvas era tão alheio a

Proximidade

com o ex-espião

"Reafirmo o que aqui disse: não tenho, e nunca tive, uma relação de proximidade com Silva Carvalho", insistiu Miguel Relvas nesta 4- feira, resumindo tudo a "alguns contactos sociais em locais públicos", em que falavam da "atualidade". A de maio, Relvas tinha demarcado dois períodos: 1) entre abril de 2010 e maio de 2011 "encontrámo-nos algumas vezes, sempre em locais públicos, umas vezes fortuitas"; 2) desde que é ministro (21 de junho de 2011) "nunca mais tive qualquer encontro com JSC, encontrámo-nos fortuitamente numa festa de aniversário no Algarve, onde estavam dezenas, se não centenas, de pessoas". Além disto, Relvas admitiu que até ir para o Governo recebia e-mails do ex-espião (ver Clippings) e SMS aos quais respondia "por deferência". Esta imagem de distância não bate certo com os encontros registados na agenda de JSC (que consta do processo), nem com a quantidade, conteúdo e tom dos SMS que trocaram.

A reunião na Ongoing
Horas antes de o ministro voltar à comissão, a "Visão" noticiou o encontro entre Relvas e JSC, a 30 de março de 2011, na sede da Ongoing — um almoço de negócios com a Finertec (onde Relvas trabalhava), em que também estavam os presidentes das duas empresas, Nuno Vasconcelos e Braz da Silva. Relvas admitiu logo essa "reunião de trabalho entre duas empre-

5

l

tema como diz. Mas o ministro deu outra informação que se mostrou ser falsa: disse que os nomes que constavam desse SMS não estavam protegidos por segredo de Estado, porque "não eram agentes". Mas na mensagem que JSC lhe enviou, são referidos os nomes de Filomena Teixeira e Paula
esse

Morais, que continuam

nos serviços.

O dipping sobre Bush
Relvas disse que os e-mails que recebeu eram apenas clippings (resenhas de imprensa) logo", que "apagava pois "não eram bem feitos". Deu duas "Lembrovezes o mesmo exemplo: -me do primeiro, que era George
ísh visita o México. Fonte: Reuters". que... Relvas estava a falar de clipngs de 2010, mas a última notícia da ;uters sobre uma visita de Bush ao éxico é de 2007. Confrontado com escontradição, disse esta semana que, mal, "o exemplo de uma eventual viside Bush ao México" era "apenas a ulo ilustrativo". Duas semanas antes, 10 era "eventual" nem "ilustrativo".
i

"Vou ver o que posso fazer"
João Oliveira, do PCP, lembrou por duas vezes que um dos SMS de Relvas para o ex-espião era uma enigmática

promessa:

Falavam
deu.

de quê?

"Vou ver o que posso fazer". Relvas não respon-

O despacho de acusação
Relvas insistiu que o seu nome "não figura no despacho de acusação em que é arguido Silva Carvalho, conforme consta de uma nota de esclarecimento que entretande Investigato recebi do Departamento ção e Ação Penal." No entanto, o DIAP não enviou qualquer "nota de esclarecimento" — apenas uma cópia da acusação, apurou o Expresso. O nome de Relvas não consta do despacho, mas está nos apensos da acusação, nos pontos que se referem a É "pressões sobre dirigentes partidários".

s

membros

do gabinete
Cecília Honório pergun-

15 de maio,
u
.

duas vezes a Relvas se, desde a tomade posse, ele ou alguém do seu gabi¦te tinha tido contactos "com o ex-direr do SIED", recebia informações ou lha ligações às secretas. À segunda, :lvas respondeu: "Não, não, não e

aí que estão os nove SMS trocados JSC e Relvas.

entre

O relatório

sobre a Finertec
a descober-

Na 4- feira, Relvas condenou

ta de relatórios

secretos, que estavam na "comportaposse de JSC. Considerou-os mentos criminosos". Mas, mais do que os relatórios sobre Pinto Balsemão e Ricardo Costa, falou num relatório que teria sido feito sobre a Finertec, empresa onde trabalhou até maio de 2011. O ministro-

"condenou" e -adjunto repetidamente mostrou "indignação profunda" pela existência dessa investigação à empresa. Mas

misturou coisas diferentes: os documentos sobre Balsemão e Costa são já conhecidos e incluem informação sobre a vida privada. Já o "relatório" sobre a Finertec, caso exista, é desconhecido — a única pista é um e-mail em que JSC ordena essa Não há no processo outra investigação. referência a esse suposto documento.
FILIPE SANTOS COSTA
fscosta@expresso.impresa.pt

Passos chama

Cavaco ao "caso de regime"
Segurou Júlio Pereira e Relvas. Pediu ajuda a Seguro. E chamou o PR. Passos Coelho diz que não há uma "nebulosa". Mas parece...
Pedro Passos Coelho irritou-se quando António José Seguro falou, esta semana, no Parlamento, de uma "nebulosa entre os serviços secretos, o PSD
e interesses privados" ("se conhece algum facto, diga, por favor"), mas a leitura que ele próprio faz do caso que há meses lhe inferniza a vida não parece muito diferente. Ao chamar a primeira e a segunda figuras do Estado para se corresponsabilizarem na decisão sobre levantar ou não o segredo de Estado a Jorge Silva Carvalho, que diz só assim
se poder defender, o primeiro-ministro não disfarça que considera estar-se perante um delicadíssimo caso de regime. Foi, aliás, por perceber que as secretas estavam no epicentro de nebulosos jogos de poder, com interesses empresariais (e um mitómano, como a Comissão Política do PSD esta semana se referiu a Jorge Silva

reira, apesar de todas as graves ilegalidades entretanto tornadas públicas se terem passado sob a sua liderança. "O PM encontrou os serviços balcanizados e a funcionar na base de uma colagem a interesconfirma fonte ses externos",
oficial. As pressões de gradas figuras (algumas com ligações ao PSD) para que os nomes X, Y ou Z fossem nomeados para e a perceção de cargos-chave ter sido ele próprio apanhado

salto inesperado. Apanhado no estrangeiro pelas primeiras notícias de que o ex-espião enviara SMS ao seu braço-direito com propostas para alterações nas secretas e que um adjunto de Relvas mantivera já no Go-

de braço dado com o PS, e depois passou para o PSD". Se as tentativas de Silva Carvalho, já

verno relações

com o mesmo espião, Passos tirou o assunto a limpo numa longa conversa com Relvas e fez uma opção: defender o ministro, convicto de que, não tendo as 'cunhas'

no meio de uma guerra, tê-10"a proteger-se". -ão levado Eventualmente até dos seus próprios amigos. Optou por criar uma relação de confiança com Júlio Pereira e fez disso a sua maior garantia. Ao ponto de quando este entregou a uma indefetível de Silva Carvalho a auditoria interna que não conseguiu detetar nada do que uma eficaz investigação do DIAP de Lisboa rapidamente apurou, o PM ter continuado a recusar decapitar os serviços. "A manutenção de Júlio Pereira permitiu-lhe ir percebendo o terreno que pisava", argumentam as mesmas fontes. Com o recurso à Justiça, Passos tentou compensar as falhas na auditoria interna e provar que quis apurar os factos. As ligações de Silva Carvalho a Miguel Relvas foram o sobres-

Carvalho) de permeio, que Passos sempre geriu este dossiê com pinças. Ao ponto de manter em funções o responsável máximo dos serviços, Júlio Pe-

do espião tido sequência, ele não devia sair. O mal-estar no PSD está, no entanto, instalado. Marques Mendes, ex-líder do partido, confessou na TVI: "Gostava que nenhum membro do Governo do meu país tivesse relações com o dr. Jorge Silva Carvalho". E lamentou duas coisas: que o PM não tenha repudiado os relatórios feitos sobre Pinto Balsemão e sobre o diretor do Expresso; e as "imprudências" de Miguel Relvas. Passos nunca o dirá (pelo contrário, elogiou a "correção e transparência" de Relvas) mas partilha a censura ao facto de o seu n Q 2 não ter estancado devidamente a proximidade com o espião. Que as ligações em causa visafoi Marques vam negócios, Mendes a explicá-lo preto no branco, quando afirmou que "a Ongoing, até 2009, andou

na Ongoing, teriam chegado a bom porto, quer para influenciar as mexidas nas secretas quer para ajudar a posicionar a Ongoing para a compra de um canal da RTP, se o escândalo não tivesse entretanto rebentado, nunca se saberá. "Nunca saberemos como é que o futuro seria se não fosse como é", concluía na SIC/Notícias Nuno Morais Sarmento, ex-ministro e advogado de Silva Carvalho. Na estratégia de fuga para a frente que decidiu assumir em defesa de Relvas, do Governo e dos serviços de informações, Passos pediu ajuda ao líder da oposição ("ajude-me a explicar ao país") para salvaguardar a honra de um importante servie ligou o ataque cerrado ao ministro-adjunto ao facto deste ter em mãos a privatização da RTP. "Não deixa de ser curioso", afirmou. Garantindo que a venda de um dos canais públicos é para ir para a frente "dentro dos prazos previstos". Relvas reforçou: "Está no programa do Governo privatizar a RTP. Custe o que custar".
ço do Estado,

ANGELA SILVA
asilva@ expresso.impresa.pt

Ideias feitas sobre este caso
Silva Carvalho foi nomeado pelo PS e não regressou aos serviços com o PSD
É verdade. Silva Carvalho ascendeu à liderança do SIED
governo Sócrates e demitiu-se com estrondo poucos meses antes de Sócrates cair. Mas esta ideia esconde outra realidade: quando saiu para trabalhar na Ongoing, Silva Carvalho manteve contactos diretos e contínuos com pessoas do PSD e a hipótese de regresso apareceu ligada a uma fusão dos serviços (SIS e SIED). Passos Coelho teve dúvidas sobre este processo e as notícias do Expresso acabaram com qualquer hipótese do regresso se concretizar.
no primeiro

Carvalho. As duas pessoas ligadas ao caso da Optimus foram sancionadas na sequência de interna da uma investigação operadora telefónica, depois de o inquérito do SIRP ter sido inconclusivo. Por último, João Bicho foi demitido e Francisco Rodrigues demitiu-se apenas quando a acusação do Ministério Público os descreveu como tendo contacto permanente com Silva Carvalho durante as investigações.

Os inquéritos foram feitos de forma exemplar
É falso. A leitura da acusação e dos apensos confirma que as foram conduziinvestigações
das pelas pessoas mais próximas de Silva Carvalho. As trocas de SMS referidas

É falso. Os inquéritos internos eram administrativos, um facto
que serviu para desculpar a ineficácia das investigações e que produziu poucos resultados imFoi a investigação portantes. do Ministério Público, sobretudo a apreensão de material informático e a recuperação dos dados que estes continham, que foi determinante para a de pormenores e quantidade factos concretos que contém a acusação. É isto que explica a existência de tantos e-mails e SMS antigos, quando Silva Carvalho nunca esteve sob escuta.

na acusação são explícitas: o inquiridor referia-se ao seu colega maSilva Carvalho como çom "grande arquiteto". Além disso, é sabido que nos inquéritos externos conduzidos por Marques Júnior vários elementos do SIED estavam proibidos de falar com ele a sós.

Os inquéritos foram fundamentais para

desvendar

o caso

Os envolvidos foram demitidos na sequência das investigações ordenadas pelo Governo
É falso. A primeira demissão diretor operacional João Luís — ocorreu quando o Expresso divulgou o seu nome, dizendo que era este quem a Silva passava a informação

formal que não resiste a um teste sério. A investigação do Expresso e a acusação do Ministério Público produziram 90% dos factos. O SIRP limitou-se quase sempre a confirmar o que não era Uma verdade
possível desmentir, a desvalorizar a importância dos factos e a tirar as mínimas consequências. Por exemplo, os inquéritos afastaram qualquer hipótese de violação do segredo de

Este caso é explicado

Os serviços

foram reestruturados para resolver a situação

por uma guerra empresarial
É falso. A 'guerra' entre a Imdo Expresa — proprietária presso — e a Ongoing é o argumento mais básico e demagógico usado no debate político. Para omitir a implosão dos serviços de informação, o atropelo de direitos e a absoluta ineficá-

É falso. Como já foi noticiado, na sequência da investigação
do Expresso, as pessoas mais ligadas a Silva Carvalho foram mantidas em funções ou promovidas e alguns 'suspeitos' de estarem na origem das fugas de informação afastados.

— do

cia da fiscalização, entre empresários

uma guerra

Estado e apresentaram as irrecomo episódicas. gularidades A acusação do Ministério Público arrasou com estas teses.

foram fundamentais aos resultados da justiça
Os inquéritos

é a desculpa perfeita para quem não queira perceber nada do caso.

As falhas de

um sistema
criado em 2004
O modelo das secretas foi concebido como um "híbrido", a meio caminho de uma fusão inacabada. Terá de ser aperfeiçoado
A história
secretas do atual modelo
é

das

uma hisportuguesas tória em camadas. O momento inicial é, obviamente, o 25 de abril, embora os fantasmas dos anteriores perdurem tempos até hoje, nomeadamente quando se fala na possibilidade de fusão dos dois serviços que atualmente concretizam o chamado Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP). Este foi consolidado em 2004, através de uma reforma, elaborada pelo Governo de Durão Barroso com o amplo consenso político do bloco central, e onde teve papel de realce o diplomata Vizeu Pinheiro, atual assessor diplomático de Passos Coelho e, à dos Serviços época, vice-diretor de Informações Estratégicas de
Defesa Militar (SIEDM).

O MODELO ATUAL Data de 2004, e engloba
serviços,
o

dois

formações Estratégicas de Defena berlinda e sa), atualmente que se orienta para as ameaças externas, e o SIS (Serviço de Segurança Interna), vocacionado para as ameaças internas. É dirigido por um secretário-geral, equiparado a secretário de Estado, que depende do primeiro-ministro e que deve orientar e coordenar o trabalho dos dois serviços, liderados por diretores-gerais. Júlio Pereira chefia o SIRP desde maio de 2005, sendo portanto a sua verdadeira alma. Em 2008, o sistema tornou-se mais 'híbrido', com a fusão de uma série de departamentos dos dois serviços, mantendo embora as partes operacionais separadas — fonte de rivalidades e de mesmo de atropelamento missões. É a partir desta data e já sob a direção de Jorge Silva Carvalho que o SIED cresce em número de agentes e 'antenas' no estrangeiro e, a pretexto de

de quadros, rejuvenescimento se afastam os mais antigos. Em 2011, já depois das denúncias públicas e dos inquéritos internos, é promovida uma nova reestrudo PREturação. A propósito MAC são reduzidos cerca de 40% dos cargos, o que alguns vêem como um ajuste de contas.

RELATÓRIOS PARA QUEM? É uma das funções dos serviços — elaborá-los, em função dos innacionais e estratégicos em causa. Mas há diestejam que versos níveis de informações, restritas, orientadas ou abertas, e a é limitada. Sesua distribuição
teresses

SIED (Serviço de In-

gundo os peritos, o problema não são os relatórios, cuja autorização deve ser dada por um grupo restrito, mas a sua utilização. Jorge Silva Carvalho tinha inaude congurado um "programa" tactos com empresas privadas, consideradas essupostamente tratégicas, e a quem seriam fornecidas diretamente informações.

A FISCALIZAÇÃO 0 modelo inclui um Conselho de Fiscalização dos serviços, com três membros, eleitos pelo Parlamento ne(atualmente nhum deles é deputado), e não trabalham a tempo inteiro. Compete-lhe inspecionar o trabalho
com poderes para solicitar quaisquer informações. O seu trabalho é completado por uma Comissão de Fiscalização de Dados do SIRP, constituída por três magistrados do Ministério Público.
dos serviços

Não faz parte do organograma, mas não só tem o direito de ser informado sobre todos os assuntos respeitantes à condução da política externa e interna do
copaís pelo primeiro-ministro, mo em matéria de segurança interna (e informações) deve sê-lo previamente. Uma matéria como a atual não passa despercebida em Belém.

'toupeira', mas a questão atual é perceber onde o sistema falhou, permitindo a 'teia' de interesses gerada. Não será por acaso que maiores são as fragilidades à Fiscalização, apontadas que deveria de mais ser dotada meios e instrumentos, bem como ao recrutamento (mais seletivo e rigoroso) e maior controlo dos comportamentos (ver texto em baixo).

OS MILITARES À margem do SIRP funciona a CISMIL (a secreta dos militares, que foi desligada do SIED com a

MODELO ALTERNATIVO A fusão é a solução defendida pelo próprio secretário-geral, bem como, do ponto de vista político, pelo PSD (um único serviço com duas direções, interna e exter-

O CONSELHO SUPERIOR De Informações, presidido pelo PM, é um órgão interministerial
e coordenação, onde têm assento alguns ministros (MNE, Defesa, Finanças, MAI, Justiça), presidentes dos governos regionais, CEMGFA e secre-

de consulta

reforma de 2004), que analisa e recolhe informações sobre os teatros de operações e missões das FA. Depende do Estado-Maior-General das Forças Armadas, que elabora um relatório anual para o SIRP. É fiscalizada pelo Conselho de Fiscalização do SIRP. QUE FRAGILIDADES? Há várias, mas a principal é também a sua força — os recursos humanos. Nenhum sistema pode ser protegido de um "comportamento desviante" ou de uma

tário-geral do SIRP. Faz o balane aponta as ço de atividades
orientações
do
o

aconselhannesta primeiro-ministro gerais,

na), que a colocou no seu programa eleitoral e no do Governo. Esta opção é negada pelo PS. Pode vir a ser escolhida uma opção intermédia: o afinamento da legislação, que reforce os poderes do secretário-geral e rebaixe os diretores, permitindo ao primeiro interferir, de facto, na condução efetiva dos serviços.
LUÍSA MEIRELES
lmeireles@expresso.impresa.pt

matéria. O PAPEL DO PRESIDENTE

Todos querem mais poderes e meios para Conselho
Os partidos

de Fiscalização

do chamado

'arco da governabilidade' estão de acordo em avançar já. Ex-espiões ficam com período de nojo até 5 anos

0 PSD quer dar mais poderes e meios ao Conselho de Fiscalização dos serviços de informações, e está pronto para começar a falar com o PS e o CDS, para procurar um consenso sobre as alterações legislativas em relação à fiscalização das secretas e ao segredo de Estado. A proposta recolhe o apoio do principal partido da oposição, que vê, aliás, no reforço daquele Conselho e nas próprias mudanças nos "servium dos caminhos para impedir eventuais repetições do caso Silva Carvalho, segundo diz o do PS em entresecretário-geral vista ao Expresso (pág. 13). "A lei tem de garantir uma verdadeira autonomia do Conselho de Fiscalização no exercício da sua missão, com os instrumentos necessários para o acesso aos serviços no momento em que entende, sem reserva nem qualquer dependência dos serviços", defende Teresa Leal Coeços"

serem precisos não só meios técnicos, como estruturas autónomas e especializadas ao serviço do próprio Conselho. O próprio primeiro-ministro assumiu, no debate quinzenal desta semana, que, após este caso, há "conclusões que não se podem deixar de apontar". Além de reforçar os mecanismos de fiscalização, admitiu a introdução de um período de nojo para a passagem dos funcionários dos serviços de informações para o sector privado — uma proposta que o PS já apresentou há dois meses, propondo cinco anos (o PSD admite entre 3 e 5) — e a hipótese de "os diretores dos serviços te-

suas capacidades".

Para já, no entanto, esse cenário intermédio de reforço dos poderes e instrumentos do secretário-geral do SIRP parece colocado de parte pelo PSD, embora esbem sa fosse uma possibilidade vista pelo CDS. Em vésperas das últimas eleições, o líder parlamentar Nuno Magalhães defendeu-a, em alternativa à fusão. Apesar de o projeto da secreta única estar, para já, posto de lado, o CDS não gostou de ouvir
Passos Coelho insistir nessa solu-

do grupo vice-presidente parlamentar laranja, que tem preparado, com Passos Coelho, do PSD. A ideia é as propostas partilhada pelo PS, que adianta

lho,

rem audição parlamentar prévia". Teresa Leal Coelho destaca ainda a necessidade de aprofundar os critérios de seleção e recrutamento, e os mecanismos de de seveting (acompanhamento) Também PS subo aqui gurança. linha a necessidade de reforçar os códigos de conduta. Não havendo acordo com o PS sobre a fusão das secretas num único serviço, o PSD deixa cair de uma qualquer possibilidade grande reforma nos serviços de informações. O PS insiste que o caso presente prova que a fusão ter-se-ia revelado desastrosa, mas fontes do partido sugerem que pode haver uma "consolidação da estrutura cimeira e das

Seguro. "Aguardaremos que o PS esteja preparado para fazer essa discussão e dar esse salto qualitativo que outros países democráticos também fizeram", disse o PM no debate quinzenal. O CDS, que até agora foi deixado à margem deste debate, não gostou desta conversa a dois. FILIPE SANTOS COSTA
e

ção, desafiando

LUÍSA MEIRELES

fscosta@expresso.impresa.pt

Partidos vão insistir nas pequenas mudanças. Uma fusão num único serviço está para já fora de causa

RELATÓRIOS

a fazer no quadro

do conflito

que opõe a Ongoing à Im presa, grupo do qual o Expresso faz parte. Na semana passada, quando foi tornada pública de um relatório sobre Balsemão, a Ongoing garantiu que nunca o pediu. O segundo caso diz respeito ao diretor do Expresso, Ricardo Costa. O documento encontrado na posse de Silva Carvalho tem referências sobre a vida pessoal
a existência

Dois relatórios na posse de Silva Carvalho que foram

apreendidos pelas autoridades judiciais dominaram a discussão da última semana: No primeiro caso, descobriu-se que um dos apensos do processo das secretas é um relatório sobre Pinto Balsemão enviado por Jorge Silva Carvalho a Paulo Martins Félix, um inspetor da PJ que faz parte dos quadros

de Ricardo Costa e dados, muitos deles errados, sobre o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, irmão do diretor do Expresso. O relatório tem também idade a identificação,
e profissional e colégios

frequentados

daOngoing. A maior parte da informação profissional, e acima de tudo pessoal, terá sido recolhida na internet e é, basicamente, difamatória. O fundador
do Expresso já anunciou que vai processar todos
os envolvidos

pelos três filhos menores de Ricardo Costa. O diretor do Expresso enviou

no pedido

e na elaboração do relatório, que faz parte do processo

para ilustrar o que Jorge Silva Carvalho estaria disposto

esta semana ao Ministério Público um requerimento a solicitar a identificação dos autores do relatório. Este documento não está no processo das secretas porque a procuradora considerou que não tinha relevância para o crime em investigação. Entretanto, e segundo o Correio da Manhã, a Ongoing encomendou à empresa Sete Estrelas "relatórios reputacionais", não especificando se são sobre Costa e Balsemão. O Expresso tentou, sem sucesso, falar com José Mateus, dono da Setestrelas — Conteúdos e Meios
de Comunicação,

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