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DIREITO CIVIL VI (GRADE GERAL)

PRESSUPOSTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL

1. Elementos Essenciais da Responsabilidade Civil

1.1. Ação ou Omissão

1.1.1. Responsabilidade Contratual

a) Ato Próprio.

b) Ato de 3º.

c) Fato da Coisa (Coisa Inanimada)

d) Guarda de Animal.

1.1.2. Responsabilidade Extracontratual

1.2. Dolo ou Culpa

a) Culpa “Lato Sensu”

b) Culpa “Stricto Sensu”

1.3. Nexo Causal ou Relação de Causalidade

1.4. Dano

AÇÃO OU OMISSÃO

1. Responsabilidade Extracontratual

1.1. Ato Próprio

* Omissão

1.1.1. Ato Praticado Contra a Honra da Mulher

1.1.2. Calúnia, Difamação e Injúria

a) Calúnia

b) Difamação

c) Injúria

1.1.3. Demanda de Pagamento de Dívida não Vencida ou já Paga (Art 939 e 940).

a) Demanda de Dívida já Quitada

1.1.4.

Abuso de Direito (Art 187, 1277, 939 e

940)

 

a)

Reparação

b)

Aplicação

c)

Sanções

1.1.5.

Responsabilidade

Rompimento

de

Noivado

 
 

a)

Direito de Arrependimento

 

b)

Arrependimento “Danoso”

1.1.6.

Responsabilidade

pela

Dissolução

da

Família (Casamento e União Estável)

a) Dissolução Irregular

1.1.7. Responsabilidade Civil pelo Dano

Ecológico e Atômico

1.1.8. Responsabilidade do Direito à Própria

Imagem

a) Conceito de Imagem

b) Interpretação Razoável

1.1.9. AIDS

1.1.10. Responsabilidade Civil e a Internet (art 186 do CC-02).

1.1.11. Responsabilidade Civil no Esporte (Lei

Zico 8.672-93; e Lei Pelé 9615-98).

1.2. Ato de 3º

1.2.1. Presunção de Culpa

a) Nexo de Causalidade

b) Solidariedade

c) Dispositivo Legal

1.2.2. Responsabilidade do Educador

1.2.3. Responsabilidade do Farmacêutico (art

932, III do CC-02).

1.2.4. Responsabilidade das Pessoas Jurídicas

de Direito Público

a) PJ de Direito Privado

b) Responsabilidade Objetiva Impura

1.2.5. Direito de Regresso

1.3. Fato da Coisa

1.3.1. Origem da Responsabilidade

* CC-02

1.3.2. Responsabilidade pela Ruína do Edifício

(art 937 do CC)

1.3.3. Responsabilidade Resultante de Coisas

Líquidas e Sólidas que Caírem em Lugar Incluído (art 938 do CC)

1.3.4. Privação da Guarda e Responsabilidade

(Art 186 do CC-02)

1.3.5. Responsabilidade Decorrente do

Exercício de Atividade Perigosa (Art 927 do CC)

1.3.6. Responsabilidade em Caso de

Arrendamento Rural. 1.3.7. Responsabilidade de Empresas Locadoras de Carro.

DIREITO COMERCIAL I

1.3.8. Responsabilidade nas Hipóteses de Leasing e Alienação Fiduciária

1.4. Guarda de Animal

1.4.1.

(Presumida)

1.4.2. “Presunção Relativa”

Responsabilidade

Objetiva

2. Responsabilidade Contratual

2.1. Transportes

Impura

2.1.1. Empregados

2.1.2. Terceiros

2.1.3. Passageiro * Responsabilidade PJ Direito Público

2.2. Estabelecimentos Bancários

2.2.1. Sem Culpa do Correntista

2.2.2. Culpa Exclusiva do Correntista

2.2.3. “Culpa Compartilhada” * Cartões de Crédito

2.3. Médicos e Advogados

2.3.1. Cirurgia Estética x Cirurgia Reparadora

a) Cirurgia Estética

b) Cirurgia Reparadora

2.3.2. Advogado

2.4. Responsabilidade no CDC

2.4.1. Tipos de Defesa do Fornecedor:

a) Culpa Exclusiva do Consumidor

b) Inexistência de Contrato

c) Produto de Qualidade Inferior

Construtores

2.6. Guarda

2.6.1. Estacionamento como Atrativo

2.7. Acidente do Trabalho

2.7.1. Tipos de Indenização

a) Indenização Securitária

b) Indenização Comum

2.8. Tabeliães

1. Conceito

CULPA

1.1. Ação ou Omissão + Negligência ou Imprudência

1.2. Censura ou Reprovação do Direito

2.5.

Responsabilidade

dos

Empreiteiros

e

DIREITO CIVIL VI (GRADE GERAL)

1.3. Espécies de Culpa

1.3.1. Dolo (“Lato Sensu”)

1.3.2. Culpa ( Stricto Sensu)

2. Graus de Culpa

2.1. Tipos:

2.1.1. Culpa Grave

2.1.2. Culpa Leve

2.1.3. Culpa Levíssima

2.2. Graus de Culpa -> Reparação

* Extensão do Dano

* “Clausula Geral”

3. A Culpa no Cível e no Crime

3.1. Jurisdição Una e Indivisível

3.2. Risco de “Decisões Conflitantes”

3.2.1. Dispositivos Legais

3.3. “Independência Relativa

3.4. Vinculatividade de Decisões

3.4.1. Situação

3.4.2. Decisão Vinculativa => Do Criminal para

o Cível.

a) Vincula

b) Não Vincula

3.4.3. Decisão Vinculativa => Do Cível para o

Criminal

a) Vincula

b) Não Vincula

* Suspensão da Indenização

1. Introdução

NEXO CAUSAL

1.1. Dispositivo Legal

1.2. Como Detectar o Nexo Causal?

1.2.1.

(Jurista Francês)

1.2.2. Presença de Concausas

Imprescindibilidade

do

Fato

Causador

a) Concausas Simultâneas

b) Concausas Sucessivas

I. Hipótese

II. Teorias

->

Posições.

Equivalência

das

-> Causalidade Adequada. -> Consequência Imediata (ou Interrupção

do Nexo Causal)

2. “Teoria da Consequência Imediata” - Direito Brasileiro

(Art 403 do CC)

2.1. Conceito

* “Causa Estranha

1. Conceito

1.1. Indenização

DO DANO

* “Status Quo Ante” 1.2. Mensuração do Dano

1.2.1. Dano Atual x “Dano Hipotético”

2. Pessoas Obrigadas a Pagar

3. Pessoas que Podem Exigir a Reparação do Dano

3.1. Falecimento da Vítima

3.1.1. Tipo de Dano

a) Dano Material

b) Dano Moral

3.1.2. Limitações aos Direitos dos Familiares: o

direito dos familiares sofre limitações.

a) Idade Provável da Vítima

b) Idade do Filho

4. Dano Moral

4.1. Conceito (Não Patrimonial) * Mero dissabor *Depósito Antecipado Cheque Pós Datado

*Ofertas Bancárias 4.2 Prova

4.2.1. Puro

4.2.2. Impuro

4.3. Valor

4.3.1. Dano Material x Dano Moral -> Valor.

DIREITO COMERCIAL I

a)

b) Dano Moral

Dano Material

4.3.2. Decisão do STJ

a) Critérios:

I. Moderação. II. Nível econômico das partes.

5. Dano Material

jurisprudência

5.1. Conceito

* Patrimônio

*Protesto Indevido

5.2. Dano Material Reparação x Liquidação

5.2.1.

Reparação do Dano

5.2.1.

Liquidação

5.3. Valor

5.3.1. Dano Emergente

5.3.2. Lucro Cessante

*Entendimento do STJ

* Cláusula Penal Compensatória *Cláusula Penal Moratória

5.4. Dano Material “Parcelado

OS MEIOS DE DEFESA OU AS EXCLUDENTES DA RESPONSABILIDADE CIVIL

1. Estado de Necessidade

1.1. Dispositivo Legal

1.2. Obrigação de Reparar

2. A LD, ERD e ECDL.

2.1. LD, ERD e ECDL x Estado de Necessidade.

* Situação

3. A Culpa Exclusiva da Vítima

3.1. Culpa Exclusiva da Vítima

3.1.1. Ausência de Causa e Efeito (Nexo Causal) * Ausência de Culpa

3.2. Culpa Parcial da Vítima 3.2.1. Responsabilidade “Compartilhada”

4. Ato de 3º

4.1. Causador Direto do Dano -> Responsável pela Reparação

4.1.1. Culpa Parcial de 3º

4.1.2. Culpa Exclusiva de 3º

4.2. Comprovação do Ato de 3º

* Exemplo

III.

Critérios

da

doutrina

e

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PRESSUPOSTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL

1. Elementos Essenciais da Responsabilidade Civil

1.1. Ação ou Omissão

1.1.1. Responsabilidade Contratual

a) Ato Próprio.

b) Ato de 3º.

c) Fato da Coisa (Coisa Inanimada)

d) Guarda de Animal.

1.1.2. Responsabilidade Extracontratual

1.2. Dolo ou Culpa

a) Culpa “Lato Sensu”

b) Culpa “Stricto Sensu”

1.3. Nexo Causal ou Relação de Causalidade

1.4. Dano

AÇÃO OU OMISSÃO

1. Responsabilidade Extracontratual

1.1. Ato Próprio: a ação ou omissão de um agente

geralmente decorre da infração a um dever, que pode ser legal, contratual e social / A ação ou omissão interessa para o Ordenamento Jurídico quando há uma “reação” deste último, seja de aprovação ou desaprovação.

* Omissão: para que se configure a responsabilidade por omissão, é necessário que exista o dever jurídico de praticar determinado fato (de não se omitir); e que se demonstre que, com a sua prática, o dano poderia ter sido evitado.

- emprego e acaba passando por uma pessoa, a qual estava estirada no chão – “A” resolve não prestar socorro e continua em seu caminho

se deslocando para o

Ex:

“A”

está

Diante

disto, existem duas situações a

serem

analisadas:

se

a

vítima

estivesse

morta,

 

não

terá

havido

omissão,

que

o

dano

estava

concretizado;

porém,

se

a

vítima

estivesse

com

vida,

terá

havido

omissão,

que

o

dano

(morte)

era

evitável.

1.1.1. Ato Praticado Contra a Honra da Mulher:

reputa à virgindade da mulher / Isso prevaleceu até a promulgação da CF-88, ocasião em que esta Carta Magna selou a igualdade entre homem e mulher. Logo, se não há como provar a virgindade masculina a fim de protegê-la, não há que se falar em proteção da virgindade feminina.

1.1.2. Calúnia, Difamação e Injúria: o Código

Penal tipifica a calúnia, a difamação e a injúria como crimes contra a honra.

a) Calúnia: ocorre quando se imputa

falsamente a alguém fato definido como crime.

b) Difamação: consiste na imputação a

alguém de fato ofensivo à sua reputação.

c) Injúria: ocorre quando se ofende a

dignidade e o decoro de alguém.

OBS: A lei de imprensa não está em vigência, já que não foi recepcionada pela CF-88. No entanto; caso você sofra

DIREITO COMERCIAL I

calunia, injúria ou difamação por parte

de um jornal; é possível entrar com uma ação com base nos art 953 e art 186 do CC-02 / Dois princípios:

Liberdade de Expressão x Dignidade da Pessoa Humana e Intimidade.

1.1.3. Demanda de Pagamento de Dívida não

Vencida ou já Paga (Art 939 e 940).

a) Demanda de Dívida já Quitada: o

legislador é bem mais severo quando se

cobra uma dívida já quitada / O autor desta demanda está sujeito a perdas e danos.

OBS: Se o credor entra com uma ação para cobrar dívida já paga e, antes da citação do réu, desiste da ação, o mesmo está sujeito à indenização? Se o

devedor provar que foi lesado em virtude disso, ele poderá ingressar com a ação de perdas e danos (Ex: mesmo antes de ser

foi incluído no

cadastro de devedores, o que impediu que o mesmo realizasse um empréstimo junto à

citado, o réu

instituição financeira).

1.1.4. Abuso de Direito (Art 187, 1277, 939 e

940): abuso de direito ocorre quando o

agente, atuando dentro das prerrogativas que o Ordenamento Jurídico lhe concede, deixa de considerar a finalidade social do direito subjetivo e, ao utilizá-lo de modo desproporcional, causa dano a outrem.

a) Reparação: aquele que exorbita no

exercício de seu direito, causando prejuízo a outrem, pratica abuso de direito (ato ilícito) ficando obrigado a reparar.

b) Aplicação: o instituto do abuso do

direito tem aplicação em quase todos

os campos do direito, como instrumento destinado a reprimir o exercício antissocial dos direitos subjetivos.

DIREITO CIVIL VI

c) Sanções: as sanções estabelecidas em lei são as mais diversas.

1.1.5. Responsabilidade Rompimento de Noivado: o matrimônio é sempre precedido de uma promessa de casamento, de um compromisso que duas pessoas (de sexo diferente) assumem, reciprocamente. Essa promessa era conhecida dos romanos pelo nome de “esponsais” e gerava efeitos. O

instituto dos esponsais não foi regulamentado pelo Código Civil atual e anterior.

a) Direito de Arrependimento: é

princípio de ordem pública que qualquer dos noivos tem a liberdade de se casar ou de se arrepender. O arrependimento pode ser manifestado até o instante da celebração. b) Arrependimento “Danoso”:

entretanto, o pretendente que se arrepender, nos termos do art 186, deve indenizar o pretendente que teve

inúmeras despesas.

1.1.6. Responsabilidade pela Dissolução da Família (Casamento e União Estável): o Sistema Jurídico brasileiro admite, na dissolução de uma família, a indenização por dano moral, sempre que ocorrer exercício

irregular de um direito. Em outras palavras, é possível dissolver uma família, sem caracterizar ato ilícito, desde que o direito seja exercido de forma social.

a) Dissolução Irregular: no Direito

Brasileiro, uma família pode ser formada de duas maneiras: pelo Casamento ou pela União Estável. Estes institutos podem ser dissolvidos; no entanto, se uma das partes “humilhar” a outra, esta poderá ingressar com ação de indenização.

1.1.7. Responsabilidade Civil pelo Dano Ecológico e Atômico: além das sanções administrativas, o agente, nos termos do art 186, é obrigado a indenizar os prejuízos causados pela sua conduta ilícita / Em caso de dano ao meio ambiente, o responsável deve indenizar todas as pessoas prejudicadas.

1.1.8. Responsabilidade do Direito à Própria

Imagem: o direito à própria imagem integra o rol dos direitos da personalidade. Ninguém pode utilizar a sua imagem sem a devida autorização, conforme o art 5º da CF-88, sob pena de responder civilmente (art 186).

a) Conceito de Imagem: no sentido

comum, imagem é a representação pela pintura, escultura, fotografia, filme; destacando-se, nesta, o interesse primordial que apresenta o rosto.

b) Interpretação Razoável: a utilização

da imagem deve ser interpretada com razoabilidade. Se a sua imagem é utilizada com cunho meramente jornalístico, isto não enseja indenização. Já se esta utilização for de cunho comercial, cabe indenização.

*Ex: Segundo o STJ, o cidadão tem direito ao “esquecimento” (Ex: se cometo um ato ilícito e pago por ele; após isso a imprensa não pode ficar “lembrando o ocorrido”).

AIDS: aquele que, propositadamente,

infecta o outro com AIDS está sujeito à ação de indenização. Portanto, em caso de dolo, há o direito à indenização; já no caso da culpa, dependerá do “caso concreto”.

1.1.9.

DIREITO COMERCIAL I

1.1.10. Responsabilidade Civil e a Internet (art

186 do CC-02).

1.1.11. Responsabilidade Civil no Esporte (Lei

Zico 8.672-93; e Lei Pelé 9615-98).

1.2. Ato de 3º

1.2.1. Presunção de Culpa a) Nexo de Causalidade: a lei estabelece alguns casos em que o agente deve suportar as consequências do fato de 3º. Logo, em virtude disto, não se analisa o “nexo de causalidade” do agente, já que este não praticou ato algum (apenas o 3º).

b) Solidariedade:

solidariedade nas hipóteses do art 932.

Ocorre

a

c) Dispositivo Legal: Art 932 e 933 do

CC-02.

e pegou a chave do carro e bateu / Pai tem culpa presumida, tem responsabilidade solidária ao filho / Se os pais vivem juntos, ambos são responsáveis pelos filhos / Já se são divorciados e a criança estiver sob a guarda (domínio) de um, este será responsável. Agora, em caso de guarda compartilhada, quem estiver com o domínio responde.

*

filho

Ex:

Pai

não

cuidou

1.2.2. Responsabilidade do Educador: a instituição será responsável se o educando for menor. É pressuposto da responsabilidade do educador que o prejuízo tenha sido causado pelo educando no momento em que estava sob sua vigilância.

DIREITO CIVIL VI

1.2.3. Responsabilidade do Farmacêutico (art

932, III do CC-02).

1.2.4. Responsabilidade das Pessoas Jurídicas

de Direito Público: as pessoas jurídicas de direito público respondem de modo objetivo.

a) PJ de Direito Privado: as pessoas jurídicas de direito privado que exercem atividade delegada pelo poder público respondem também objetivamente. b) Responsabilidade Objetiva Impura:

art 43 do CC-02 e art 37 da CF-88.

1.2.5. Direito de Regresso: nos casos de responsabilidade por fato de outrem, aquele que paga a indenização (responsável indireto) tem direito regressivo contra o causador do dano, conforme art 934 do CC-02.

1.3. Fato da Coisa

1.3.1. Origem da Responsabilidade: a origem

de tal responsabilidade é encontrada no Código de Napoleão. Aplica-se a responsabilidade objetiva. * CC-02: o novo Código Civil trata de tal responsabilidade nos artigos 929, 930, 937 e 643.

1.3.2. Responsabilidade pela Ruína do Edifício

(art 937 do CC): responsabilidade objetiva (dono responsável).

1.3.3. Responsabilidade Resultante de Coisas

Líquidas e Sólidas que Caírem em Lugar Incluído (art 938 do CC): Ex: vaso de planta está na janela de um edifício O vaso vem a cair da janela e atinge a cabeça de alguém, matando-o.

1.3.4. Privação da Guarda e Responsabilidade (Art 186 do CC-02): o Guardião da coisa é, em regra, o seu proprietário. Ficando privado da guarda por furto e perdendo, pois o seu controle, desaparece a responsabilidade.

1.3.5. Responsabilidade Decorrente do

Exercício de Atividade Perigosa (Art 927 do CC):

Responsabilidade Objetiva Pura (Ex: sou dono

de

seu

responde).

posto

de

gasolina,

qualquer

dono

1.3.6. Responsabilidade em Caso de

Arrendamento Rural: Ex: tenho fazenda, pega fogo e vai para a fazenda vizinha. Onde começou o fogo que o indivíduo é responsável.

1.3.7. Responsabilidade de Empresas Locadoras de Carro: entre condutor e locador de veículos a responsabilidade é solidária, conforme Súmula 492 do STF / Bancos não tem responsabilidade nenhuma, mesmo com o veículo em nome do banco.

1.3.8. Responsabilidade nas Hipóteses de Leasing e Alienação Fiduciária: não se aplica a Súmula 492 do STF / Não há responsabilidade solidária. Os bancos não tem qualquer responsabilidade. O veículo permanece em nome das instituições bancárias exclusivamente por uma questão de garantia

DIREITO COMERCIAL I

de crédito. Quem detém o controle absoluto do veículo é o verdadeiro condutor ou consumidor / No passado, a responsabilidade solidária dos bancos nas hipóteses de leasing e alienação fiduciária era bastante polemica.

1.4. Guarda de Animal (art 936): a lei estabelece a presunção de responsabilidade do dono do animal / Basta que a vítima prove o dano e o nexo de causalidade entre o dano por ela sofrido e o ato do animal.

1.4.1. Responsabilidade Objetiva Impura

(Presumida): Trata-se de responsabilidade presumida (objetiva impura). A culpa do dono

do animal é presumida / A responsabilidade pela guarda de animais é idêntica à responsabilidade de coisas inanimadas / Aplica-se a inversão do ônus da prova.

Ex: se o vizinho cria uma onça numa propriedade de muro alto, e uma criança pula este muro, sendo alvo de ataque posteriormente; o mesmo deverá indenizá-la pelo ataque? Sim, pois não é permitida a criação desse tipo de animal de forma doméstica.

1.4.2. “Presunção Relativa”: trata-se de

presunção vencível, suscetível de prova em contrário. Permite-se ao dono do animal que se exonere da responsabilidade, provando culpa exclusiva da vítima, caso fortuito ou força maior.

2. Responsabilidade Contratual

2.1. Transportes: a responsabilidade do transportador pode ser apreciada em relação aos seus empregados, à terceiros e aos passageiros.

2.1.1. Empregados:

empregados, o diploma legal a ser aplicado é a CLT.

relação aos

em

DIREITO CIVIL VI

2.1.2. Terceiros: em relação a terceiros, como

o dono de outro veículo abalroado, ou o

pedestre atropelado; a responsabilidade é extracontratual / Responsabilidade Objetiva.

2.1.3. Passageiro: em relação ao passageiro a

responsabilidade é contratual e é disciplinada

pelo CDC / Responsabilidade Objetiva.

* Responsabilidade PJ Direito Público:

toda pessoa jurídica de direito publico, assim como as pessoas de direito privado que exercem atividades delegadas pelo primeiro, respondem de forma objetiva (Ex: empresa de ônibus,

faculdade

).

2.2. Estabelecimentos Bancários:

2.2.1. Sem Culpa do Correntista: quando o

correntista não concorreu para o evento danoso, os prejuízos devem ser suportados

pelo banco.

2.2.2. Culpa Exclusiva do Correntista: provada

a culpa exclusiva do correntista, o banco fica isento de responsabilidade.

2.2.3. “Culpa Compartilhada”: em caso de culpa de ambas as partes, os prejuízos serão rateados.

* Cartões de Crédito: em relação aos cartões

de crédito, ou qualquer outro serviço prestado

pela instituição bancária, nos termos do art 14 do CDC, a responsabilidade é objetiva. Assim,

furto, roubo ou seu extravio constituem riscos da empresa, que só se exonera em caso de culpa exclusiva da vítima, caso fortuito ou força maior.

2.3. Médicos e Advogados: nos termos do art 14 do CDC, a responsabilidade dos profissionais liberais é subjetiva. 2.3.1. Cirurgia Estética x Cirurgia Reparadora:

nos dois casos a responsabilidade é subjetiva.

a) Cirurgia Estética: obrigação de resultado (Ex: cirurgião dentista).

b) Cirurgia

meio

“reconstrução facial”).

Reparadora:

médico

que

(Ex:

obrigação

realiza

e

uma

2.3.2. Advogado: o mandato é uma das formas

de contrato previstas no CC. O mandato judicial impõe responsabilidade de natureza contratual. A obrigação é de meio e a responsabilidade é subjetiva.

responsabilidade é objetiva “impura”.

2.4.1. Tipos de Defesa do Fornecedor:

a) Culpa Exclusiva do Consumidor: “A

culpa do defeito é exclusivamente sua”

- Art 12 do CDC (culpa exclusiva do consumidor).

b) Inexistência de Contrato: “Nunca

firmei

conheço”.

lhe

contrato

com

você

não

c) Produto de Qualidade Inferior: “O

meu produto é de qualidade inferior, mas não possui defeito”.

DIREITO COMERCIAL I

Construtores: o prazo de responsabilidade é de 5 anos / Eles possuem responsabilidade solidária perante o consumidor.

2.6.

Guarda

2.6.1. Estacionamento como Atrativo: o estabelecimento é responsável por qualquer dano ao veículo que se encontre em seu estacionamento (pago ou não), DESDE QUE o estacionamento seja um “atrativo” para o consumo. É o caso de supermercados, restaurantes, etc. Já em hospitais e instituições de ensino, de maneira geral, os mesmos NÃO são responsabilizados por esses danos, já que o estacionamento não é um atrativo relevante.

2.7.

Acidente do Trabalho (Art 7º da CF-88).

 

2.7.1. Tipos de Indenização:

 
 

a) Indenização Securitária: arcada pela Previdência Social.

b) Indenização Comum: arcada pelo empregador / Para ter direito à indenização comum, o empregado deve provar que o empregador agiu com culpa.

*Essas indenizações

são

completamente independentes uma da

outra.

2.8.

Tabeliães

(Art

37

da

CF-88):

os

cartórios

respondem objetivamente por danos provocados / Hoje, quem é responsabilizado é o Tabelião e não o Estado.

2.4.

Responsabilidade

no

CDC:

em

regra,

a

2.5.

Responsabilidade

dos

Empreiteiros

e

DIREITO CIVIL VI

CULPA

1. Conceito: a culpa é um dos pressupostos da responsabilidade civil (art 186) / Para que haja obrigação de indenizar, não basta que o autor do fato danoso tenha procedido ilicitamente, violando um direito de outrem ou infringindo uma norma jurídica. A obrigação de indenizar não existe, em regra, só porque o agente causador do dano procedeu objetivamente mal.

1.1. Ação ou Omissão + Negligência ou Imprudência: é

essencial que ele tenha agido com culpa; por ação ou omissão voluntária, por negligência ou imprudência, como expressamente diz o art 186 do CC-02.

1.2. Censura ou Reprovação do Direito: agir com culpa significa atuar o agente em termos de, pessoalmente, merecer a censura ou reprovação do direito. E o agente só pode ser pessoalmente censurado, ou reprovado na sua conduta quando, em face das circunstâncias concretas da situação, caiba afirmar que ele podia e devia ter agido de outro modo.

1.3. Espécies de Culpa

1.3.1. Dolo (“Lato Sensu”): se a atuação desastrosa do agente é deliberadamente procurada, voluntariamente alcançada, conduta premeditada, disse que houve culpa “Lato Sensu” (dolo).

1.3.2. Culpa ( Stricto Sensu): se, entretanto, o prejuízo da vítima é decorrente de comportamento negligente (menos de) e imprudente (mais de) do autor do dano, diz-se que houve culpa “Stricto Sensu”.

*Tanto na culpa “Lato Sensu” como na “Stricto Sensu” há o dever de indenizar.

2. Graus de Culpa: com relação aos graus; a culpa pode ser grave, leve e levíssima. 2.1. Tipos:

2.1.1. Culpa Grave: a culpa é grave quando imprópria ao comum dos homens. É a modalidade que se avizinha do dolo.

2.1.2.

atenção ordinária.

Culpa

Leve:

é

a

falta

evitável

com

2.1.3. Culpa Levíssima: é a falta só evitável com atenção extraordinária. Tal classificação aplica- se à culpa “Stricto Sensu”.

faz

nenhuma distinção entre dolo e culpa, nem entre os graus de culpa, para fins de reparação do dano. Tenha o agente agido com dolo ou culpa levíssima, existirá sempre a obrigação de indenizar.

2.2. Graus de Culpa

-> Reparação: o

CC não

* Extensão do Dano: a referida obrigação será calculada exclusivamente sobre a extensão do dano / Mede-se a indenização pela extensão do dano e não pela natureza da culpa. Portanto, provado o dano, deve ser ele ressarcido integralmente pelo seu causador, tenha agido com dolo, culpa grave ou levíssima. * “Clausula Geral”: instrumento criado pelo legislador, o qual permite ao Juiz decidir de acordo com os seus valores, buscando sempre a justiça; sem cometer abusos.

3. A Culpa no Cível e no Crime

3.1. Jurisdição Una e Indivisível: a Jurisdição, como

DIREITO COMERCIAL I

função soberana atribuída ao judiciário, é uma só. A divisão que se estabelece entre jurisdição civil e penal é apenas de ordem prática, ou seja, para facilitar o seu exercício. Verifica-se assim que a jurisdição, em si mesma, como um dos aspectos da soberania nacional; é una e indivisível

entanto, por uma questão prática de divisão do

trabalho, as questões cíveis são julgadas no que se convencionou chamar de “jurisdição civil”, enquanto as criminais são julgadas na “jurisdição penal”.

No

maioria das vezes o ilícito penal é também ilícito civil, porque acarreta dano ao ofendido, pode ser apurada a responsabilidade penal do agente no juízo criminal

e, concomitantemente, a responsabilidade civil, no

juízo cível. Uma vez que nos dois juízos haverá pronunciamento judicial a respeito do mesmo fato,

corre-se o risco de se ter duas decisões conflitantes:

uma afirmando a existência do fato ou da autoria e a outra negando; uma reconhecendo a ilicitude da conduta do réu e a outra a licitude. Como tal acontecimento representaria um desprestígio para a justiça, criou-se um mecanismo destinado a promover

a interação entre as jurisdições civil e penal,

mecanismo este composto de diversos dispositivos

legais.

3.2.1. Dispositivos Legais: são encontrados no Código Civil (art 935 do CC-02); no Código Penal (art 91, I do CP), no Código de Processo Penal (art 63/68 do CPP), no Código de Processo Civil (art 475-n, II do CPC) e destinado a evitar a ocorrência de decisões que não se compatibilizam.

3.3. “Independência Relativa: dispõe o art 935 do CC-02 que a responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal. O Código estabeleceu, assim, na primeira parte do dispositivo, a independência da responsabilidade civil da responsabilidade criminal, pois diversos são os campos de ação da lei penal e da lei civil. Mas a segunda parte mostra que tal separação ou independência não é absoluta e sim relativa.

3.2.

Risco

de

“Decisões

Conflitantes”:

como

na

DIREITO CIVIL VI

3.4. Vinculatividade de Decisões

3.4.1. Situação I. Existem 03 veículos na Rodovia.

II. V1 está no sentido PP-DDS / V2 e V3

estão no sentido DDS-PP (V2 a frente).

III. V3 tenta ultrapassar V2 pela direita e

acaba causando um acidente, provocando uma colisão frontal entre V1 e V2.

IV. Resultado: 02 vítimas fatais no V1.

V. O MP ingressa com denúncia contra

V3, por ter causado o acidente; e o Juiz

a aceita.

VI. Os familiares dos falecidos no V1 ingressam com ação de indenização contra o V2.

VII. A situação ocorrida no Processo Criminal (denúncia apenas contra o V3

bem como a aceitação pelo Juiz) vincula

o Juízo do Cível?

-> O Juiz Criminal é muito mais exigente do que o Juiz Cível para condenar

alguém.

3.4.2. Decisão Vinculativa => Do Criminal para o Cível.

a) Vincula: Sentença Condenatória Penal vincula a decisão na esfera Cível.

b) Não Vincula: Sentença Absolutória Penal pode ou não vincular a decisão na esfera cível.

3.4.3. Decisão Vinculativa => Do Cível para o Criminal: Há situações em que a sentença proferida no juízo cível é que vai influenciar o processo-crime, fazendo coisa julgada (Art 572 CPC).

a) Vincula: as questões decididas no

cível sobre “Posse” e “Propriedade” fazem coisa julgada no crime. Logo, se o

Juiz do Cível decidir que houve esbulho (invasão de propriedade), o Juiz do Crime é obrigado a acatar tal posicionamento.

b) Não Vincula: a Sentença Cível, no

entanto, em regra não tem influência no juízo criminal, com exceção, em pouquíssimos casos. * Suspensão da Indenização: o art 110 do CPC autoriza o Juiz a suspender o processo de indenização até o Juiz concluir o processo na área criminal.

NEXO CAUSAL

1. Introdução: um dos pressupostos da responsabilidade civil é a existência de um nexo causal entre o fato ilícito e o dano por ele produzido. Sem essa relação de causalidade não se admite a obrigação de indenizar. 1.1. Dispositivo Legal: o art 186 do CC-02 “a” exige expressamente, ao atribuir a obrigação de reparar o dano aquele que, por ação ou omissão, causar prejuízo a outrem.

1.2. Como Detectar o Nexo Causal? Qual o critério que poderemos utilizar para chegar à conclusão de

DIREITO COMERCIAL I

que, no concurso de várias circunstâncias, uma dentre elas é que foi o fator determinante do prejuízo? A resposta à essa pergunta constituiu um dos problemas mais debatidos em direito. Aliás, ainda causa certa perplexidade, divergência ou dificuldade em determinadas hipóteses.

1.2.1. Imprescindibilidade do Fato Causador (Jurista Francês): o que se deve entender, juridicamente, por nexo causal determinador da responsabilidade civil? O esclarecimento dessa loção, vamos encontrar na lição de um jurista francês; ao precisar que não pode haver uma questão de nexo causal senão tanto quanto se esteja diante de uma relação entre o fato incriminado e o prejuízo. É necessário que se torne absolutamente certo que, sem esse fato, o prejuízo não poderia ter lugar.

1.2.2. Presença de Concausas: a teoria do nexo causal encerra dificuldades porque, em razão do aparecimento de concausas, a pesquisa da verdadeira causa do dano nem sempre é fácil. Essas concausas podem ser sucessivas ou simultâneas.

a) Concausas Simultâneas: nas concausas simultâneas, há um só dano, ocasionado por mais de uma causa. É a hipótese de um só dano que pode ser atribuído a várias pessoas. O Código Civil, no art 942, diz que a responsabilidade é solidária (concausas simultâneas).

b) Concausas Sucessivas: a grande dificuldade, entretanto, está no estudo

das concausas sucessivas. A dificuldade

está

em

saber

qual

delas

deve

ser

escolhida

como

sendo

a

responsável

pelos danos.

I. Hipótese: um prédio desaba por culpa do engenheiro que foi inábil. O desabamento proporcionou o saque

DIREITO CIVIL VI

como

consequência a perda de uma

que guardada na loja, o que, por sua

estava

elevada

O saque

soma

deu

vez,

gerou

a

falência

da

empresa.

O

engenheiro

responde

pela

falência?

(Não;

como o Direito Brasileiro adotou

a

pela

falência é o ladrão que levou o dinheiro).

Imediata”,

Consequência

“Teoria

o

da

responsável

II. Teorias: na Doutrina há três

explicar as

concausas sucessivas, e são as seguintes:

teorias para

->

Posições.

Equivalência

das

-> Causalidade Adequada.

-> Consequência Imediata (ou Interrupção do Nexo Causal): ocorre quando o dano tiver sido consequência imediata do fato causador. O Direito Brasileiro adotou esta teoria (art 403 do CC-02).

2. “Teoria da Consequência Imediata” - Direito Brasileiro (Art 403 do CC): esta teoria, que também é conhecida como “Interrupção do Nexo Causal” foi a adotada pelo CC, conforme o art 403 do Código Civil.

2.1. Conceito: o conteúdo desta teoria é: toda vez que, devendo impor-se um determinado resultado como normal consequência do desenrolar de certos acontecimentos,

não se verificasse pelo surgimento de uma

circunstância outra que, com anterioridade, fosse aquela que acabasse por responder por esse mesmo esperado resultado. Tal circunstância outra se

constituiria na chamada “Causa Estranha”.

tal

interrompida por uma “Causa Estranha”, o nexo causal é quebrado; de maneira que a primeira permanece isenta quanto ao resultado.

DO DANO

1. Conceito: toda desvantagem (prejuízo ou diminuição) que experimentamos em nossos bens jurídicos (patrimônio,

corpo, vida, saúde, honra, bem estar por meio de indenização.

/ O dano é reparado

)

1.1. Indenização: significa reparar o dano causado à vítima, integramente. Se possível, restaurando o “Status Quo Ante”. Todavia, como na maioria dos casos se torna impossível tal pretensão, busca-se uma compensação em forma de pagamento de uma indenização monetária. * “Status Quo Ante”: devolver estado em que se encontrava antes da ocorrência do ato ilícito.

1.2. Mensuração do Dano: assim, o dano, em toda a sua extensão, há de abranger aquilo que efetivamente se perdeu e aquilo que se deixou de lucrar: dano emergente e lucro cessante. Perdas e

danos são expressões sinônimas, que significam dano emergente. Não se pode esquecer que a melhor

nomenclatura é indenização.

DIREITO COMERCIAL I

1.2.1. Dano Atual x “Dano Hipotético”: atual é um dano que já existe no momento; é aquele dano certo, isto é, fundado sobre um fato preciso e não sobre hipótese

O requisito da certeza do dano afasta a

possibilidade de reparação do dano meramente hipotético, eventual ou remoto, que poderá não se concretizar. *Exemplo: “Dano Atual” (Ex: taxista deixa de ganhar pelo seu trabalho normal) é diferente de “Dano Remoto” (Ex: taxista teria a “possibilidade” de fazer uma viagem, na qual ganharia um valor muito mais alto). No Direito

Brasileiro, o Dano Remoto NÃO é admitido. *Existem algumas situações em que está presente apenas o dano emergente ou o lucro cessante.

2. Pessoas Obrigadas a Pagar: o Responsável pelo

pagamento da indenização é todo aquele que houver causado prejuízo a outrem. Há casos, entretanto, conforme já visto; em que a pessoa passa a responder não pelo ato

próprio, mas pelo ato de terceiro (Ex: empregado, filho

3. Pessoas que Podem Exigir a Reparação do Dano:

compete à vítima da lesão pessoal ou patrimonial o direito

de pleitear a indenização. Vítima é quem sofre o prejuízo.

3.1. Falecimento da Vítima: quando a vítima vem a falecer em virtude da prática de um ato ilícito, os primeiros legitimados a pleitear indenização são o cônjuge e os parentes mais próximos (descendentes e ascendentes). Em relação aos primeiros, o prejuízo se presume. 3.1.1. Tipo de Dano a) Dano Material: só estão legitimados

a pleitear indenização por dano

material aqueles que conseguirem provar dependência econômica (Ex: tia

da vítima, que é sustentada pelo sobrinho). Os descendentes recebem da

lei uma presunção de dependência

(menores).

*

Causa

* “ Causa Estranha ”: se a “Causa Originária” for

Estranha”:

* “ Causa Estranha ”: se a “Causa Originária” for

se

a

“Causa

Originária”

for

DIREITO CIVIL VI

b) Dano Moral: só estão legitimados

pleitear dano moral os parentes que conseguirem provar o vínculo afetivo, tal como a própria convivência com a

vítima (Ex: o filho distante que não tinha vínculo com o pai não pode pleitear dano moral).

3.1.2. Limitações aos Direitos dos Familiares: o direito dos familiares sofre limitações. a) Idade Provável da Vítima: a primeira delas é a que diz respeito à idade provável da vítima, que tem sido fixada em setenta anos.

b) Idade do Filho: do mesmo modo, o

filho poderá pleitear indenização até completar a maioridade, com exceção se estiver estudando em período integral ou for incapaz.

4. Dano Moral: é possível distinguir-se, no campo dos danos, a categoria dos danos materiais ou patrimoniais, de um lado; e do outro a categoria dos danos morais ou não patrimoniais. 4.1. Conceito (Não Patrimonial): o dano moral não afeta o patrimônio do ofendido; atingindo-o, portanto, na condição de “ser humano” / Só deve reputar como dano moral a dor, vexame, sofrimento ou humilhação que, fugindo à normalidade, interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo, causando-lhe aflições, angustia e desequilíbrio em seu bem-estar. * Mero dissabor: mero dissabor, aborrecimento, mágoa, irritação ou sensibilidade anormal estão fora da órbita do dano moral. Isto; porque, além de fazerem parte da normalidade do nosso dia-a-dia, no trabalho, no trânsito, entre os amigos e até no ambiente familiar; tais situações não são intensas e duradouras, a ponto de romper o equilíbrio psicológico do indivíduo.

*Depósito Antecipado Cheque Pós Datado:

em caso de depósito antecipado de cheque pós-datado, só cabe dano moral se o título for “devolvido”. Logo, se, no momento do depósito havia saldo, não há que se falar em dano moral.

*Ofertas Bancárias: todas as vezes que o banco envia algo para o cliente sem a sua solicitação ou anuência, caracteriza dano moral.

4.2 Prova

4.2.1. Puro: é aquele que não precisa ser provado, já que é “evidente” a sequela do dano (Ex: pai é atropelado e filhos menores de idade ficam órfãos).

4.2.2. Impuro: é aquele que precisa ser provado / Nesse caso, a prova pode advir de documentos, testemunhas ou perícia.

material, o dano deve ser

provado “centavo por centavo”, por meio de

* No âmbito

documentos idôneos.

4.3.

moral tem preocupado o mundo jurídico, em virtude

da proliferação de demandas, sem que existam parâmetros seguros para a sua estimação.

dano

Valor: o

problema

da

quantificação

do

4.3.1. Dano Material x Dano Moral -> Valor.

a) Dano Material: o ressarcimento do

DIREITO COMERCIAL I

dano material, por exemplo, procura colocar a vitima no estado anterior, recompondo o patrimônio afetado mediante a aplicação da fórmula “danos emergentes/lucros cessantes”.

b) Dano Moral: já a reparação do dano moral visa apenas uma compensação, um consolo, sem mensurar a dor. Em todas as demandas que envolvem danos morais o Juiz defronta-se com o mesmo problema: inexistência de critérios definidos em lei para fixar um valor adequado.

4.3.2. Decisão do STJ: na fixação da indenização por danos morais, recomendável que o arbitramento seja feito com moderação, proporcionalmente ao grau de culpa, ao nível econômico das partes, orientando-se o Juiz, ainda, pelos critérios sugeridos pela doutrina e jurisprudência que são: o bom senso, a experiência, a prudência, a razoabilidade e a proporcionalidade / Pouco importa o valor do dano moral solicitado pela vítima em juízo. O Poder Judiciário atualmente é o único que tem autoridade e competência para arbitrar o valor do dano moral para cada situação, utilizando os critérios apontados pela doutrina e jurisprudência.

a) Critérios:

I. Moderação.

II. Nível econômico das partes.

jurisprudência:

bom

senso,

experiência,

prudência,

razoabilidade

e

proporcionalidade.

III.

Critérios

da

doutrina

e

DIREITO CIVIL VI

5. Dano Material 5.1. Conceito: dano material é o que repercute no patrimônio do lesado / Avalia-se o dano material tendo em vista a diminuição sofrida no patrimônio. O ressarcimento do dano material objetiva a recomposição do patrimônio lesado. Se possível, restaurando o “statu quo ante”, isto é, devolvendo-se à vítima, ao estado em que se encontrava antes da ocorrência do ato ilícito. Todavia, como na maioria dos casos se torna impossível tal objetivo, busca-se a compensação em forma de pagamento de uma indenização monetária, nos termos do art 402 do CC.

* Patrimônio: é o conjunto das relações jurídicas de uma pessoa apreciáveis em dinheiro. *Protesto Indevido: o protesto indevido pode acarretar danos morais e materiais ao protestado; atingindo a honra e boa fama de alguém ou/e causar prejuízos na órbita patrimonial. Logo, este último poderá entrar com uma ação a fim de que esses danos sejam reparados (Ex: dano à imagem, empecilho à

realização de empréstimo

).

Reparação do dano e liquidação do dano são dois termos que se completam.

5.2.1. Reparação do Dano: na reparação do dano, procura-se saber exatamente qual foi a sua extensão e a sua proporção (Ex: batida de carro – “estragou o para-brisas, a lateral, os pneus

5.2.1. Liquidação: na liquidação, busca-se fixar concretamente os elementos apurados naquela primeira fase, conferindo-lhes valor certo e determinado em moeda corrente (Ex:

batida de carro o valor de tudo o que estragou foi R$ 1.000,00).

5.3. Valor: como já dito anteriormente, o critério para ressarcimento do dano material encontra-se no art 402 do CC. As perdas e danos (indenização ou ressarcimento) devidas ao credor abrangem, além do que ele efetivamente perdeu, o que razoavelmente deixou de ser lucrado.

5.3.1. Dano Emergente: é o efetivo prejuízo, a diminuição patrimonial sofrida pela vítima.

5.3.2. Lucro Cessante: é a frustração da expectativa de lucro. É a perda de um ganho esperado / O CC, no art 402, utiliza uma expressão “razoavelmente que deixou de lucrar”. Tal expressão refere-se a lucro cessante / Geralmente, o autor “abusa” do lucro cessante. Logo, para que se evite isso, devem ser investigados os antecedentes.

*Entendimento do STJ: o STJ já definiu o significado da expressão “o que razoavelmente deixou de lucrar”. Entende-se que tal expressão deve ser interpretada no sentido de que, até que provem o contrário, se admite que o credor haveria de lucrar aquilo que o bom senso diz que lucraria, existindo a presunção de que os fatos se desenrolariam dentro do seu curso normal, tendo em vista os antecedentes.

* Cláusula Penal Compensatória: há casos em que a indenização já vem estimada no contrato, como acontece quando se pactua a

cláusula penal compensatória; / Nada mais é

do que uma prefixação da ação de indenização / O limite máximo da cláusula pena compensatória é o valor do contrato / O Juiz pode reduzir o valor da cláusula compensatória, segundo a razoabilidade.

DIREITO COMERCIAL I

*Cláusula Penal Moratória: o valor máximo da clausula penal moratória é de 20% do contrato.

5.4. Dano Material “Parcelado”: os danos materiais

são compostos de “inúmeras parcelas”, podendo chegar inclusive ao pagamento de uma pensão. O agente é obrigado a ressarcir de forma integral.

OS MEIOS DE DEFESA OU AS EXCLUDENTES DA RESPONSABILIDADE CIVIL

1. Estado de Necessidade: consiste na deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão à pessoa, a fim de remover perigo iminente.

1.1. Dispositivo Legal: no Direito Brasileiro, a figura do

chamado “Estado de Necessidade” é disciplinada pelas disposições dos artigos: 188, II; 929; e 930.

1.2. Obrigação de Reparar: entretanto, embora a lei

declare que o ato praticado em Estado de Necessidade não é ato ilícito, nem por isso libera quem o pratica de reparar prejuízo que o causou. Se um motorista, por exemplo, atira o seu veículo contra um muro, derrubando-o, para não atropelar uma criança que, inesperadamente, surgiu-lhe a frente, o seu ato, embora lícito e nobilíssimo, não o exonera de pagar a reparação do muro, conforme o art 929 do

CC. O motorista terá o direito de regresso (esta é uma posição criticada pela doutrina).

2. A LD, ERD e ECDL: o art 188, I do CC; proclama que não constituem atos ilícitos os praticados em legítima defesa, exercício regular do direito e o estrito cumprimento do dever legal. A solução oferecida pelo legislador é distinta comparando-se com o estado de necessidade.

5.2.

Dano

Material

Reparação

x

Liquidação:

DIREITO CIVIL VI

2.1. LD, ERD e ECDL x Estado de Necessidade: nas três primeiras excludentes, há a isenção total de responsabilidade, diferentemente do que ocorre no estado de necessidade. Nesta última, o autor deve pagar o prejuízo e depois entrar com ação regressiva.; enquanto que nas demais, o autor pode se eximir de realizar o pagamento dos danos

* Situação: por ocasião de um incêndio, se um bombeiro acabar “estragando” os móveis de alguém com o jato d’água, este estará passivo de ação de indenização? Não. Nesta ocasião, o bombeiro estava em estrito cumprimento do dever legal.

3. A Culpa Exclusiva da Vítima

danoso acontece por culpa exclusiva da vítima, desaparece a responsabilidade do agente.

3.1.1. Ausência de Causa e Efeito (Nexo Causal): nesse caso, deixa de existir a relação de causa e efeito entre o seu ato e o prejuízo experimentado pela vítima. Pode-se afirmar que, no caso de culpa exclusiva da vítima, o causador do dano não passa de mero instrumento do acidente. Não há liame de causalidade entre o seu ato e o prejuízo da vítima.

* Ausência de Culpa: além do nexo de causalidade, outro aspecto muito importante a ser abordado nesses casos é a ausência de culpa do agente.

3.2. Culpa Parcial da Vítima: há casos em que a culpa da vítima é apenas parcial, ou concorrente com a do agente causador do dano. Autor e vítima contribuem, ao mesmo tempo, para a produção de um mesmo fato danoso. É o caso de “culpa concorrente” ou “culpas comuns”.

3.2.1. Responsabilidade “Compartilhada”: em caso de culpa concorrente, o valor da indenização a ser paga é dividido ao meio.

4. Ato de 3º: muitas vezes, o ato daquele que atropela alguém ou causa alguma outra espécie de dano pode não ser o responsável pelo evento, o verdadeiro causador do dano; mas, sim, o ato de um terceiro.

4.1. Causador Direto do Dano -> Responsável pela Reparação: em matéria de responsabilidade civil, no entanto, predomina o princípio da obrigatoriedade do causador direto em reparar o dano.

4.1.1. Culpa Parcial de 3º: a culpa de terceiro não exonera o autor direito do dano do dever jurídico de indenizar.

4.1.2. Culpa Exclusiva de

entanto, o ato de terceiro é a causa exclusiva do prejuízo, desaparece a relação de causalidade entre a ação ou a omissão do agente e o dano. A exclusão da responsabilidade se dará porque o fato de terceiro se reveste de características semelhantes às do caso fortuito / Só se pode alegar ato ou fato de terceiro, quando este é o ÚNICO culpado pelo evento danoso; sem a participação daquele que primeiro foi imputado.

: quando, no

* O fato de terceiro só exonera quando constitui causa estranha ao devedor, isto é, quando elimina o nexo causal.

DIREITO COMERCIAL I

4.2. Comprovação do Ato de 3º: uma das provas mais cabais para o ato de terceiro é o “laudo pericial”, já que a polícia judiciária é imparcial em relação às partes. Aqui há a “presunção relativa” de veracidade. Logo, é muito difícil derrubá-lo.

numa

mesma rodovia. No momento em que os três estavam próximos, um deles “fecha” o outro e acaba provocando uma colisão entre este último e o terceiro automóvel. Neste caso, pode-se afirmar que o “ato de 3º” foi o único causador do dano.

*

Exemplo:

três

veículos

encontravam-se

3.1.

Culpa

Exclusiva

da

Vítima:

quando

o

evento

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Anotações

Anotações

DIREITO COMERCIAL I

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