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ANA AMÉLIA F. MARQUES – OAB/MA 10289-A Rua do Passeio 953 salas 201/205-Centro São Luis

ANA AMÉLIA F. MARQUES OAB/MA 10289-A

Rua do Passeio 953 salas 201/205-Centro São Luis Ma.

EXMO. SR. DR. JUIZ FEDERAL DA 9ª VARA JUIZADO ESPECIAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO MARANHÃO.

Processo nº. 8230-04.2012.4.01.3700

CREUZA DUTRA, já devidamente qualificada na nos autos da AÇÃO DE CONCESSÃO DE AUXILIO DOENÇA em que contende com o INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL, vem respeitosamente à presença de V. Exa., por seu advogado ao final assinado, não se conformando, apresentar

APELAÇÃO

Requerendo, para tanto, que o recurso seja recebido no duplo efeito, determinando-se a sua remessa a Egrégia Turma Recursal para que dela conheça e profira nova decisão.

Termos em que,

Pede deferimento.

São Luis, 05 de DEZEMBRO de 2012.

Ana Amélia Fernandes Marques OAB/MA 10289-A

Rua do Passeio n° 953 Sala 201 Fone: (98) 3221-6179 / 8159-9630 São Luiz - Maranhão

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RAZÕES DO RECURSO

Processo nº. 8230-04.2012.4.01.3700

APELANTE: CREUSA DUTRA LIMA.

APELADO: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS.

Colenda Turma Julgadora,

Eminente Relator:

Ajuizou a autora a presente ação, objetivando a concessão de auxílio-doença, que foi indeferida pela autarquia em sede administrativa.

Em juízo, o magistrado de primeiro grau julgou improcedente o pedido por entender que a autora estaria capaz para realizar suas atividades laborativas estando de acordo com o laudo pericial judicial em que afirma que a autora não se encontra parcial ou totalmente, temporária ou definitivamente, incapaz para o trabalho.

A Autora é portadora do CID 10 M65 - M53 E M17 (sinovite e tenosinovite, dorsopatias não classificadas, gonartrose ou artose do joelho, respectivamente) conforme atestado na inicial, firmado pela médica SONIA MARIA TAVARES LIMA CRM 427.

Em razão da sua incapacidade laborativa, a Autora apresentou, em 01/07/2011, requerimento de benefício de auxílio- doença sendo que, após a avaliação médica, foi indeferido sob a alegação de que não foi constatada a incapacidade para o trabalho ou para a sua atividade habitual.

A AUTORA conta hoje com 61 anos, o que dificulta mais ainda sua situação. Portanto, diante do histórico patológico da AUTORA, do exame pericial realizado e da R. sentença, não se podem afastar o seu direito à percepção do auxílio-doença.

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Para tanto, Nobre Excelência, os requisitos legais para restar configurada a CONCESSÃO DO BENEFICIO DE AUXILIO DOENÇA ocorrerem no presente caso. Vejamos:

Estabelece a Lei 8.213/91 em seu artigo 59, transcrito abaixo:

" O auxílio doença será devido ao segurado que, havendo cumprido, quando for o caso, o período de carência exigido nesta lei, ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 ( quinze) dias consecutivos".

A AUTORA preenche todos os requisitos necessários para a obtenção do auxílio doença. Acrescenta-se que, concedido o benefício, ficando constatada a impossibilidade de recuperação para sua atividade habitual, deverá a AUTORA passar por um processo de reabilitação profissional e, se não conseguir êxito, ser aposentado por invalidez, conforme determina os artigos 62 em conjunto com o artigo 101 da Lei 8.213/91, e do artigo 77 do Decreto 2.172 de 05 de março de 1997, este último transcrito abaixo:

" O segurado em gozo do auxílio doença, insuscetível de recuperação para sua atividade habitual, deverá submeter-se ao processo de reabilitação profissional para o exercício de outra atividade, não cessando o benefício até que seja dado como habilitado para o desempenho de nova atividade que lhe garanta a subsistência, ou, quando considerado não recuperável, seja aposentado por invalidez".

Portanto, diante do que foi exposto, verifica-se que não deve prevalecer à conclusão da R. sentença proferida pelo DD. Juiz, estando os demais requisitos preenchidos para a concessão do benefício pleiteado, a AUTORA faz jus ao recebimento do benefício de auxílio doença ou aposentadoria por invalidez desde sua negativa administrativa junto a autarquia.

O entendimento jurisprudencial aplicado ao caso em tela, ratifica indubitavelmente que a AUTORA está substancialmente

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incapacitada de exercer suas atividades laborais necessitando assim o beneficio ara pleiteado, para total subsistência sua e da família.

Sentença concessiva de auxílio-doença Síndrome

do túnel do carpo, sinovite, tenossinovite e síndrome

do desfiladeiro torácico Prova dos autos dando conta de incapacidade total e temporária para o exercício de sua atividade habitual Nexo causal devidamente comprovado Manutenção do julgado.Concessão do auxílio-doença a partir da cessação daquele anteriormente deferido.Juros moratórios e correção monetária Incidência da Lei n.11.960/09, a partir de sua vigência.Honorários advocatícios fixados adequadamente.Reexame

necessário e apelação autárquica providos em

parte.11.960

(9000271462007826 SP 9000271-46.2007.8.26.0506, Relator:

Afonso Celso da Silva, Data de Julgamento: 31/01/2012, 17ª Câmara de Direito Público, Data de Publicação: 02/02/2012).

AUXÍLIO-

DOENÇA/APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. GONARTROSE DO JOELHO. INCAPACIDADE LABORAL.1. Tratando-se de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, o Julgador firma sua

convicção, via de regra, por meio da prova pericial.2. Considerando as conclusões do perito judicial de que a parte autora, por ser portadora da moléstia gonartrose, está total e temporariamente

incapacitada

laborativas, é devido o benefício de auxílio-doença, o qual é recebido desde 01-12-2005.3. Em que pese

a parte autora tenha requerido, em pedido

alternativo, a concessão de auxílio-doença desde a data do primeiro requerimento administrativo, formulado em 30-04-1997, verifica-se que a perícia médica constatou que a incapacidade do autor remota a 16-11-2005 motivo pelo qual não merece prosperar sua pretensão.

atividades

PREVIDENCIÁRIO.

para

o

exercício

de

(1346 SC 2008.72.99.001346-1, Relator: CELSO KIPPER, Data de Julgamento: 02/06/2010, SEXTA TURMA, Data de Publicação:

D.E. 10/06/2010).

Ora vistos tais entendimentos e aplicados ao caso concreto, há um largo absmo entre a R. sentença, o entendimento jurisprudencial

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e a situação em que se encontra a AUTORA, observando que a mesma está incapacitada de exercer suas atividades e sem algum provento para sua mantença e de sua família.

Destarte, conforme visto alhures, e diante dos fatos e das provas arroladas na inicial, requer a reformulação da R. sentença, julgando total procedência dos pedidos declinados na inicial e determinando-se ao APELADO que efetue imediatamente o pagamento do benefício previdenciário do auxílio desde a data de seu indeferimento.

Termos em que,

Pede e espera deferimento

São Luis, 05 de DEZEMBRO de 2012.

Ana Amélia Fernandes Marques

OAB/MA 10289-A

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