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Na Região Metropolitana de Recife, ou em cidade fora desta região, quando sede da Imobiliária

Na Região Metropolitana de Recife, ou em cidade fora desta região, quando sede da Imobiliária ou do escritório do Corretor de Imóveis.

Fora da zona urbana da cidade.

5 %

6%

Sobre os valores recebidos, mensalmente. 10% Na hipótese de aluguel garantido, sobre o montante do

Sobre os valores recebidos, mensalmente.

10%

Na hipótese de aluguel garantido, sobre o montante do recebimento mensal

15%

Rurais, de qualquer espécie, e em qualquer lugar.

10%

Quando houver autorização expressa de pessoa interessada, para localizar imóvel.

5%

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• Contrato assinado da carta de credito • RGI • Entrega das chaves Imóvel novo
• Contrato assinado da carta de credito • RGI • Entrega das chaves
• Contrato assinado
da carta de credito
• RGI
• Entrega das chaves

Imóvel novo

financiamento

• Habits • FGTS • Alienação fiduciária
• Habits
• FGTS
• Alienação
fiduciária
• Sinal • contrato • Intercalada
• Sinal
• contrato
• Intercalada

Fluxo $ pago

a m e n t o • Habits • FGTS • Alienação fiduciária • Sinal •
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dimensão mínima de 125 m² frente mínima de 5 m ainda e obrigatoriedade de uma
dimensão mínima de 125 m² frente mínima de 5 m ainda e obrigatoriedade de uma
dimensão mínima de 125 m² frente mínima de 5 m ainda e obrigatoriedade de uma
dimensão mínima de 125 m² frente mínima de 5 m ainda e obrigatoriedade de uma
dimensão mínima de 125 m² frente mínima de 5 m ainda e obrigatoriedade de uma

dimensão mínima de 125 m² frente mínima de 5 m ainda e obrigatoriedade de uma faixa destinada a equipamento urbano abastecimento de água, serviço de esgoto, energia elétrica, coletas de água pluviais, rede telefônica e gás canalizado.

• O que são foro, taxa de ocupação e laudêmio? • O foro é o

O que são foro, taxa de ocupação e laudêmio?

• O foro é o que se paga à União por não se ter o domínio pleno do imóvel. A Taxa de Ocupação refere-se a um direito precário sobre um imóvel e caracterizado pela existência de benfeitorias. O Laudêmio é o valor que se paga à União pela transferência onerosa do domínio útil (isto é, venda) em terrenos aforados ou ocupados.

O que é terreno de marinha?

• Terreno de marinha é uma faixa em toda a costa brasileira de 33 metros contados para o lado da terra a partir de onde chega a maré alta (a média das marés altas), mas tendo como referência as marés de 1831, época em que foi criado o conceito de terrenos de marinha.

Quanto se paga pelo foro, taxa de ocupação e laudêmio?

O foro corresponde a 0,6% do valor do domínio pleno do imóvel. A Taxa de Ocupação é calculada sobre o valor do terreno da União, 2% para as ocupações já inscritas ou requeridas até 30 de setembro de 1988 e 5% para as demais. O Laudêmio corresponde sobre o total da operação de venda do imóvel.

Quais as razões para o questionamento dos procedimentos adotados pela União em relação aos terrenos de marinha?

• a) a demarcação dos terrenos de marinha está sendo realizado, ao longo do tempo, de forma equivocada, contrariando a lei e prejudicando milhares de proprietários.

• b) os reajustes anuais efetuados pela SPU são ilegais. Não se pode atualizar os foros e taxas de ocupação pelo valor do imóvel, apenas proceder a sua atualização monetária.

• c) As benfeitorias construídas sobre os terrenos de marinha, como por exemplo, apartamentos salas, etc., não estão sujeitas à cobrança de foro, taxa de ocupação e laudêmio.

• Art. 2º - São terrenos de marinha, em uma profundidade de 33 (trinta e

• Art. 2º - São terrenos de marinha, em uma profundidade de 33 (trinta e três) metros, medidos horizontalmente, para a parte da terra, da posição da linha do preamar médio de

1831:

• a) os situados no continente, na costa marítima e nas margens dos rios e lagoas, até onde se faça sentir a influência das marés;

• b) os que contornam as ilhas situadas em zona onde se façam sentir a influência das marés.

• Parágrafo único. Para os efeitos deste artigo a influência das marés é caracterizada pela oscilação periódica de 5 (cinco) centímetros pelo menos do nível das águas, que ocorra em qualquer época do ano

Art. 3º - São terrenos acrescidos de marinha os que se tiverem formado, natural ou artificialmente, para o lado do mar ou dos rios e lagoas, em seguimento aos terrenos de marinha.

Vejamos alguns aspectos estabelecidos no texto legal.

A expressão "medidos horizontalmente" visa a evitar que

nos locais onde haja aclives ou declives, a faixa dos terrenos

de marinha, por efeito trigonométrico, ficasse reduzida a menos de 33 metros, se a medição se efetuasse segundo

a inclinação da área. Para a razão de ser não mais ou não menos a largura de 33 metros, não encontrei explicação plausível na literatura pesquisada.

• A maré é um fenômeno cíclico, harmônico, diário, por influência do posicionamento dos astros,

A maré é um fenômeno cíclico, harmônico, diário, por influência do posicionamento dos astros, especialmente da lua em relação à terra. Origina-se nos mares (daí seu nome), em razão do grande volume das águas, e se propaga em onda pelos rios que deságuam nos oceanos e nas lagoas. A propagação é refreada pela sinuosidade dos rios (razão pela qual os rios afluentes não apresentarem marés) ou outros obstáculos à sua propagação, como as represas. Distingue- se das enchentes ordinárias dos rios. Estas são provocadas pela pluviosidade, sendo, portanto, de ciclo anual, não harmônico. Os dois fenômenos interagem entre si, somando-se, de forma que ao longo do ano as oscilações por efeito das marés ocorrem sobre níveis de água maiores ou menores conforme a estação das águas. É importante o entendimento de tais fenômenos porque rios de grande abertura propiciam a existência de marés em regiões bem distantes do mar como é o caso do Amazonas no qual o fenômeno das marés é sentido em cidades como Óbidos-PA, a cerca de 700 km da foz. Por isso incluem-se entre as marinhas uma quantidade considerável de margens fluviais.

• • O Decreto-lei nº 9.760/46 atribuiu ao Serviço de Patrimônio da União, hoje Secretaria

O Decreto-lei nº 9.760/46 atribuiu ao Serviço de Patrimônio da União, hoje Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Competência para determinar a posição das linhas da preamar médio do ano de 1831, preliminar necessária para os trabalhos de demarcação. Admite o próprio texto legal, possivelmente antevendo as dificuldades de execução, aproximações razoáveis em sua fixação bem como a participação dos interessados:

• Art. 100 - A aplicação do regime de aforamento a terras da União, quando

• Art. 100 - A aplicação do regime de aforamento a terras da União, quando autorizada na forma deste Decreto-lei, compete ao SPU, sujeita, porém, a prévia audiência:

• a) dos Ministérios da Guerra, por intermédio dos Comandos das Regiões Militares; da Marinha, por intermédio das Capitanias dos Portos; da Aeronáutica, por intermédio dos Comandos das zonas Aéreas, quando se tratar de terrenos situados dentro da faixa de fronteiras, da faixa de 100 (cem) metros ao longo da costa marítima ou de uma circunferência de 1.320 (um mil trezentos e vinte) metros de raio em torno das fortificações e estabelecimentos militares;

• • • • Os critérios para alienação dos imóveis da União estão contidos na

Os critérios para alienação dos imóveis da União estão contidos na Lei 9.636/98 e no seu regulamento, Decreto 3.725 de 10-01-2001. São

normas situadas no contexto político tendente à desestatização, com propósito de gerar rendas para a União e ao mesmo tempo extinguir

a ocupação ilegal. No caso especifico dos terrenos de marinha, a

forma de alienar é o aforamento, por imperativo constitucional, como vimos. A mencionada lei inovou a administração de imóveis públicos com procedimentos tais como, a delegação à iniciativa privada de atividades de "fiscalização" e "planejamento" de áreas (art 4º) e

participação da iniciativa privada na arrecadação de receitas ou no produto da venda de terras públicas (§ 2º, do art. 4º).

Diversas são as situações jurídicas dos ocupantes dos terrenos de

marinha, a qual resumiu no quadro a seguir. As situações descritas são as que conferem preferência ao aforamento. Em qualquer caso são devidos o foro (pensão anual) equivalente a 0,6% sobre o valor do terreno (atualizado) mais o laudêmio de 5% sobre o valor do terreno

e benfeitorias existentes, inclusive as realizadas pelo foreiro, nas transmissões entre vivos.

• Apenas o aforamento é registrado em Cartório de Registro de Imóveis, por ser direito

• Apenas o aforamento é registrado em Cartório de Registro de Imóveis, por ser direito real, oponível erga omnes. As cessões de uso são registradas apenas junto a SPU, e constituem instrumento de Direito Administrativo de característica contratual mantido entre o particular e a União. A existência do registro em Cartório de Imóveis confere valor econômico significativo ao direito sobre o imóvel. O registro no cartório de imóveis é o que diferencia o ocupante do foreiro. O Dec-lei 2.398/87 veio a impor maiores precauções para o registro de imóveis da União de forma a evitar que terceiros de boa-fé sejam prejudicados. Diz o art. 3° parágrafo 2°:

• é um documento elaborado em cartório , por agente que detém a função pública

• é um documento elaborado em cartório, por agente que detém a função pública. Em caso de bens imóveis, poderá ser registrado no cartório de imóveis, transmitindo a propriedade de determinado bem imóvel.

• O art. 108 do Código Civil brasileiro dispõe sobre a escritura pública sendo essencial aos atos relativos transferência de bens imóveis com valor superior a trinta vezes o salário mínimo.

Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País.

• Existem casos em que não é necessária a escritura pública para a validade do

• Existem casos em que não é necessária a escritura pública para a validade do negócio jurídico. São eles: o compromisso de compra e venda de imóveis loteados (Lei nº 6.766/79, art. 26 (urbano); e art. 7º, Dec.Lei 2.375/87 (rural)), a venda e compra de imóvel de qualquer valor com financiamento mediante a contratação da alienação fiduciária em garantia, o mútuo com alienação fiduciária em garantia imobiliária, nos termos do SFI (Lei nº 9.514/97, arts. 38 e Parágrafo único do art. 22, com redação dada pela Lei nº 11.076/2004), a compra e venda de imóvel de qualquer valor com financiamento do SFH (art. 1º da Lei nº 5.049/66, que alterou o art. 61 da Lei nº 4.380/

64),

•A Lei de Registros Públicos não define registros públicos ou o que vem a ser

•A Lei de Registros Públicos não define

registros públicos ou o que vem a ser registro

de imóveis, aliás, sábia opção legislativa pois

essa tarefa deve ser atribuída à doutrina. O artigo 1º da Lei 8.935/94, por seu turno, define serviços notariais e de registro como sendo serviços "de organização técnica

e administrativa destinados a garantir a

publicidade, autenticidade, segurança e

eficácia dos atos jurídicos".

• "Registro público é o assento efetuado por um oficial público e constante de livros

• "Registro público é o assento efetuado por um oficial público e constante de livros públicos, do livre conhecimento, direto ou indireto, por todos os interessados, no qual se atestam fatos jurídicos conformes com a lei e referentes a uma pessoa ou a uma coisa, fatos entre si conectados pela referência a um assento considerado principal, de modo a assegurar o conhecimento por terceiros da respectiva situação jurídica, e do qual a lei faz derivar, como efeitos mínimos, a presunção do seu conhecimento e a capacidade probatória".

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