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CasaCasa dede VegetaçãoVegetação Adriana Menezes Salgueiro 2009
CasaCasa dede VegetaçãoVegetação
Adriana Menezes Salgueiro
2009

O que é uma casa de vegetação?

Segundo a CTNBio

Uma estrutura com paredes, teto e piso, projetada e usada, principalmente, para o crescimento de plantas em ambiente controlado e protegido. As paredes e o teto são geralmente construídos de material transparente ou translúcido para permitir a passagem de luz solar.

e o teto são geralmente construídos de material transparente ou translúcido para permitir a passagem de

Para que é usada?

Não associada a laboratórios

Produção

Principalmente ornamentais e hortaliças; cultivo hidropônico (hortaliças).

Produção de mudas

ornamentais, hortaliças, fruteiras.

Para que é usada?

Associada a laboratórios

de sementes Produtores de sementes, testes de germinação, bancos de

germoplasma, conservação de genótipos de interesse.

de fitopatologia

Quarentena de plantas recebidas, manutrenção de plantas para

diagnóstico (observação de sintomas e outros testes), estudos de

doenças (laboratórios de pesquisa).

Para que é usada?

Associada a laboratórios

de cultura de tecidos

Manutenção de plantas matrizes para cultura in vitro, aclimatação

de plantas in vitro ao ambiente ex vitro.

de genética Teste de campo de plantas geneticamente modificadas.

Tipos de Casas de Vegetação

Estufas

Tradicional: alvenaria, vidro

alvenaria

vidro

plástico (várias espessuras)

metais

Estufas Tradicional: alvenaria, vidro • alvenaria • vidro • plástico (várias espessuras) • metais
Estufas Tradicional: alvenaria, vidro • alvenaria • vidro • plástico (várias espessuras) • metais
Estufas Tradicional: alvenaria, vidro • alvenaria • vidro • plástico (várias espessuras) • metais

Tipos de Casas de Vegetação

Telados Revestimento de tela: sombrite e antiafídeos.

Preferência aos transparentes. Evitar telas de cor, em especial a verde, pois reduz demais a luminosidade e a densidade do fluxo radiante no interior do ambiente, causando estiolamento.

a verde, pois reduz demais a luminosidade e a densidade do fluxo radiante no interior do
a verde, pois reduz demais a luminosidade e a densidade do fluxo radiante no interior do
a verde, pois reduz demais a luminosidade e a densidade do fluxo radiante no interior do

Classificação em relação ao controle ambiental

climatizadas

Possuem mecanismos automáticos de controle de temperatura, umidade relativa e luz.

semiclimatizadas

São dotadas de determinado grau de automação no controle de temperatura, umidade e luz.

e luz. semiclimatizadas São dotadas de determinado grau de automação no controle de temperatura, umidade e
e luz. semiclimatizadas São dotadas de determinado grau de automação no controle de temperatura, umidade e

Classificação em relação ao controle ambiental

não climatizadas

Não possuem nenhum tipo de equipamento para o controle de temperatura, umidade e luz. Sua utilização é condicionada a aplicação de transformação de fatores físicos do próprio ambiente.

e luz. Sua utilização é condicionada a aplicação de transformação de fatores físicos do próprio ambiente.

Operações Realizadas na Casa de Vegetação

Manutenção de plantas

Irrigação: automática ou manual

automática

manual

Manipulação de plantas

manual • automática • manual Manipulação de plantas • plantio • transplantio • colheita Manipulação

plantio

transplantio

colheita

de plantas • plantio • transplantio • colheita Manipulação de plantas doentes • cuidados para evitar

Manipulação de plantas doentes

cuidados para evitar a transmissão (roupas, mãos, etc)

Operações Realizadas na Casa de Vegetação

Controle fitopatológico rigoroso

Ante-câmras separando a porta externa e uma outra interna nas quais são colocados pedilúvios.

e uma outra interna nas quais são colocados pedilúvios. Um pedilúvio é um desnível do piso,
Um pedilúvio é um desnível do piso, ou recipiente de qualquer tipo, onde é colocada
Um pedilúvio é um desnível do piso, ou recipiente de qualquer tipo, onde é
colocada solução germicida (ex.: formol) ou um material inerte (ex.: espuma)
embebido em solução germicida.
inerte (ex.: espuma) embebido em solução germicida. Testes feitos com calçados que passaram por solo úmido

Testes feitos com calçados que passaram por solo úmido contaminado com Phytophthora, o fungo causador da Gomose. Sem passar pelo pedilúvio, a detecção do fungo na terra dos sapatos foi de mais de 50%, enquanto, que esta porcentagem caiu a zero após o tratamento no pedilúvio.

na terra dos sapatos foi de mais de 50%, enquanto, que esta porcentagem caiu a zero

Operações Realizadas na Casa de Vegetação

Manutenção de plantas

Aplicação de defensivos

produtos tóxicos (EPI)

cuidados recomendados pelo fabricante.

Manutenção de plantas Aplicação de defensivos • produtos tóxicos (EPI) • cuidados recomendados pelo fabricante.

Operações Realizadas na Casa de Vegetação

Atividades de suporte

Preparo de substrato

mistura

esterilização (autoclave, pasteurização)

Limpeza e organização de vasos, substrato a ser usado, produtos químicos, etc.

Riscos para pessoal e equipamento

Umidade

Temperatura

Luz

produtos químicos

Riscos para pessoal e equipamento Umidade Temperatura Luz produtos químicos

Legislação – cultivo agrícola

Em geral, o cultivo agrícola não possui uma legislação específica para cada cultura, entretanto devem-se seguir as recomendações técnicas apresentadas pela pesquisa e extensão agrícola, visando à rentabilidade da atividade.

Legislação – vegetais geneticamente modificados

Instrução Normativa N o 6 - CTNBio

modificados Instrução Normativa N o 6 - CTNBio Normas sobre classificação dos experimentos com vegetais

Normas sobre classificação dos experimentos com vegetais geneticamente modificados quanto aos níveis de risco e de contenção.

Legislação – vegetais geneticamente modificados Instrução Normativa N o 6 - CTNBio

NB-P1

vegetais geneticamente modificados cujos organismos parentais, historicamente, não causam doenças ao homem, animais ou plantas, não são ervas daninhas ou não cruzam com estas, ou que, devido à localização geográfica do experimento, não cruzem com ervas daninhas;

geográfica do experimento, não cruzem com ervas daninhas; vegetais geneticamente modificados ou não e microrganismos

vegetais geneticamente modificados ou não e microrganismos geneticamente modificados não exóticos a eles associados que não tenham potencial para disseminação rápida ou para causar sério impacto negativo no ecossistema natural ou manejado (por exemplo Rhizobium spp. e Agrobacterium spp.).

Legislação – vegetais geneticamente modificados Instrução Normativa N o 6 - CTNBio

NB-P2

vegetais geneticamente modificados que são ervas daninhas ou podem cruzar com ervas daninhas, em área geográfica que torne este cruzamento possível; plantas nas quais o DNA/RNA introduzido representa o genoma completo de um agente infeccioso não exótico, ou onde haja a possibilidade de reconstituição completa e funcional do genoma deste agente infeccioso por complementação genômica na planta; plantas associadas a microrganismos geneticamente modificados não exóticos que tenham potencial para produzir efeitos negativos em ecossistemas naturais ou manejados; plantas nas quais o DNA/RNA introduzido representa o genoma completo de um agente infeccioso exótico, ou onde haja a possibilidade de reconstituição completa e funcional do genoma deste agente infeccioso por complementação genômica na planta que não tenham potencial para produzir efeitos negativos em ecossistemas naturais ou manejados;

genômica na planta que não tenham potencial para produzir efeitos negativos em ecossistemas naturais ou manejados;

Legislação – vegetais geneticamente modificados Instrução Normativa N o 6 - CTNBio

NB-P2

plantas associadas a microrganismos geneticamente modificados exóticos que não tenham potencial para produzir efeitos negativos em ecossistemas naturais ou manejados; plantas associadas a artrópodes ou pequenos animais geneticamente modificados, ou microrganismos a eles associados, se o organismo geneticamente modificado não tiver potencial para produzir efeitos negativos em ecossistemas naturais ou manejados.

geneticamente modificado não tiver potencial para produzir efeitos negativos em ecossistemas naturais ou manejados.

Legislação – vegetais geneticamente modificados Instrução Normativa N o 6 - CTNBio

NB-P3

plantas nas quais o DNA/RNA introduzido representa o genoma completo de um agente infeccioso exótico transmissível, ou onde haja a possibilidade de reconstituição completa e funcional do genoma deste agente infeccioso por complementação genômica na planta que tenha potencial para produzir efeitos negativos em ecossistemas naturais ou manejados; plantas ou microrganismos a elas associados em que foram introduzidas seqüências que codificam para toxinas a vertebrados; microorganismos patogênicos a insetos ou outros pequenos animais associados com plantas, se o organismo geneticamente modificado tem potencial para produzir efeitos negativos em ecossistemas naturais ou manejados.

o organismo geneticamente modificado tem potencial para produzir efeitos negativos em ecossistemas naturais ou manejados.

Legislação – vegetais geneticamente modificados Instrução Normativa N o 6 - CTNBio

NB-P4

pequeno número (pequena quantidade ou em pequena escala) de agente infeccioso exótico transmissível na presença de seu vetor que tenha potencial para ser um patógeno sério para espécies cultivadas no país. É vedado este tipo de experimento em grande escala.

para ser um patógeno sério para espécies cultivadas no país . É vedado este tipo de

Legislação – vegetais geneticamente modificados Medidas Gerais em NB-P (Nível Biossegurança Planta)

Medidas Gerais em NB-P (Nível Biossegurança Planta) Acesso restrito Uso de roupas especiais obrigatório nos

Acesso restrito

Uso de roupas especiais obrigatório nos níveis NB-P3 e NB-P4.

Sinalização obrigatória nos níveis NB-2 a NB-P4

Sementes transgênicas etiquetadas e armazenadas em câmaras

fechadas.

Legislação – vegetais geneticamente modificados Medidas Gerais em NB-P (Nível Biossegurança Planta)

Transporte de material (NB-2 a NB-P4)

Biossegurança Planta) Transporte de material (NB-2 a NB-P4) Usar “containers” fechados e de material inquebrável.

Usar “containers” fechados e de material inquebrável.

Eliminação de todo material contendo organismos vivos (solo, plantas, culturas microbianas, insetos) antes do descarte.

Controle estrito de pestes (insetos, roedores, pássaros

) que

possam transportar pólen para fora ou mesmo dentro da CV.

Legislação – vegetais geneticamente modificados Características para contenção

– vegetais geneticamente modificados Características para contenção CTNBio, Instrução Normativa N o 6, 1977)

CTNBio, Instrução Normativa N o 6, 1977)