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1.

Quais são os objetivos principais da Auditoria da Qualidade?

A Auditoria de Qualidade pode ser entendida como uma função dentro de uma organização ou como a ferramenta propriamente dita, que objetiva:

atuar em todos os níveis da organização, a fim de garantir que as estratégias definidas pela alta administração sejam traduzidas em políticas, instrumentos, normas, condutas e comportamentos que norteiem e auxiliem os funcionários na execução do negócio, produto ou serviço;

criar, gerenciar e supervisionar políticas preventivas que visem a evitar situações de não-conformidades;

assegurar que a organização tenha ferramentas e sistemas de controle de qualidade, além de verificar a adequação destes na otimização do processo de qualidade, inclusive com proposição de melhorias;

providenciar, em conjunto com outras áreas envolvidas no processo, que os fluxos, ferramentas, gestão e controles desenvolvidos para se obter uma maior efetividade do sistema de qualidade (ganho de escala) estejam sendo colocados em prática corretamente;

mensurar o impacto dos controles e programas de qualidade;

determinar ações corretivas a fim de mitigar não-conformidades já ocorridas, além de criar um memória (registro) dos casos;

garantir o cumprimento de normas, leis e regulamentos internos e externos, minimizando os riscos legais e de conformidades.

2. Como a Auditoria da Qualidade pode atuar nas organizações de forma

PREVENTIVA na detecção, redução, eliminação e prevenção das não conformidades processuais?

A Gestão de Risco mostra que não-conformidades são inerentes ao negócio e à atividade humana, portanto, não sendo possível eliminá-lo completamente, donde decorre que as empresas buscam prevenir, corrigir, mitigar, assimilar ou transferi-los. A Auditoria de Qualidade pode ser servir de fases de gerenciamento do risco que atuem de forma PREVENTIVA:

Identificação e sensoriamento: a forma de prevenção mais eficaz, no qual sistemas tecnológicos e ferramentas podem ser utilizados como metodologia para detectar fragilidades. Uma delas são os Indicadores Chaves de Risco (ICR), que consideram variáveis de um processo e suas oscilações frente a comportamentos esperados, conforme regras pré-definidas;

Avaliação e Mensuração: após identificadas as fragilidades e antes de ocorridos, os eventos considerados críticos são avaliados e os impactos mensurados, a fim de identificar a melhor forma de investimento na prevenção;

Controle: por meio de acessos, alçadas decisórias, duplas verificações, autorizações, aprovações e segregação de funções, a Auditoria pode sugerir e atuar na prevenção;

Monitoramento: é o momento em que se testa a efetividade dos controles de qualidade e a eficiência do acompanhamento contínuo e do registro (memória) dos eventos (backtesting), para que se tenha razoável confiança nos dados que embasem decisões voltadas à prevenção.

3. De que forma a organização deve planejar e operacionalizar essas Auditorias

da Qualidade e com base em que série de normas?

A Auditoria de Qualidade (AQ) deve ser uma função segregada da que atua voltada aos negócios, com autonomia e independência suficiente para que possa cumprir sua função sem comprometimento (princípio de Governança Corporativa). A organização deve direcionar a atuação da AQ com base em certificações de mercado, normalmente a NBR, cujo ISO de adeque à função da empresa, considerando que a ISO 9000 e ISO 10006 são os padrões em gestão de Qualidade.

Além disso, a organização deve assegurar que a efetividade do sistema de qualidade seja um processo cíclico. Por sua vez, a AQ deve se valer de um ambiente de controle em tenha como premissas:

implantar e melhorar a comunicação de propósitos da empresa;

avaliar o comprometimento do funcionário com suas funções;

identificação, avaliação, sensoriamento e monitoramento de riscos;

identificação, avaliação e sugestões sobre os controle diretos (alçadas, acessos, segregamento de funções, etc);

identificação e sugestões sobre eventos que estejam impedindo a efetividade do sistema de qualidade;

identificação e sugestões sobre a capacitação dos funcionários e a disponibilização de informações para o desenvolvimento de suas funções, a fim de aperfeiçoar competências funcionais necessárias ao alcance da qualidade.