Jardins em Flor

Eduardo Moura Tronconi
Brasil – MMXIII

Eduardo Moura Tronconi

“Jardins em Flor: Galáxia de Primavera”
Uberlândia – Setembro de 2013.

= Equinócio de Primavera = ***

Um mergulho na Inspiração & nas Mirações acerca do lugar onde tudo ganha seu significado à luz do Espírito da Gnose.

Série Micro-Obras

“Criar uma florzinha é labor das eras” William Blake

...mas eis que a primavera está sempre a voltar, não para as „eras‟, mas para nós; pois Aquele que labuta em eras, o faz para mim & para você...

Primavera sem Véu ‘Abrarosadabra...’ Teu Equinócio é matriz das Quatro Estações Pois pelas cores & pela vida adentra ao mundo como amor que é sedução. Lá fora, no espaço sideral é eterno verão do tempo & eterno inverno do espaço, Mas aqui, sob a crosta do mundo de amor & dor, descortina a Primavera Porque as rosas são sua semeadura, flor & espinho... A rosa é o trabalho vivo da eternidade que diz Sim à esse mundo.

Vegetação do Jardim

Cresce calma & singela como se não estivesse ali... Variantes de verde & vida avança no ar como se brotando dele & da luz, não do chão. Ela é um poema de chão & ar de escuro & claro... Calma, irrelevantemente fundamental.

Floresce do chão as cores Digressão de sol e lua Cromatina de chão e ar Dizem que as cores estão em meus olhos Dizem que as cores estão em minha mente Que a semente não carrega muito disso Que a finalidade da certeza decide tudo Prefiro ver nas cores que florescem e me encantam Um namoro entre minha escuridão fundamental E o fundamento do mundo em si ‘Preencher de beleza cada canto, para que também assim minha vida floresça’.

Eu a vi em um sonho, era uma rosa, uma plena flor sua face era branda, não sorria nem chorava, Amarela branca radiante a Glória do jardim... Uma jóia no meio do poeiral dando sentido à grama, ao chão, ao céu. Tão bela & misteriosa cintilava adoração & sublime perfeição. Como pode? Uma rosa? Uma flor? Encher meu coração de amor & me chamar para sua glória também. Eu a vi em um sonho...

Alegria do Jardim Ciranda de cores perfumes & alegria... Jovial deleite circular envolve o olhar das mulheres, homens, borboletas, gatos & pássaros... Uma só é a alegria do jardim, Todas juntas é a felicidade completa.

De noite ela desceu do céu escuro, pois as sombras coloridas do jardim chamaram sua atenção. Ao pisar no chão, uma iridescência elétrica tomou fervor na grama, & ela se assanhou, ganhando contornos cromáticos siderais como nunca grama nenhuma sonhou. A estrela dançou sobre a grama, escorregando no orvalho novo que a suava na madrugada, & ao dançar, as flores acordaram & envergonhadas deixaram escapar um brilho imprudente, como se para receber a visita estelar com um espanto róseo. Então cada flor, cada rosa, esconderam seus espinhos, mas deixaram se fincar pelas arestas de luz provenientes da estrela, para aprender que nem toda ponta aguda é para ferir. O jardim se iluminou fluorescente, dando vênias aos cogumelos alucinantes, dando vênias à estrela que dali fazia seu céu, & brilhando assim o jardim alcançou o espaço sideral. & em formas de ristes cometas muitas outras estrelas já desciam para dançar ali a valsa da primavera...

Serenidade no Jardim Grande & sábia rosa no meio do jardim, Silente aprisiona e libera seu saber de flor eterna Serena & briosa ela é a rosa... O jardim inteiro a protege como a jóia na flor de lótus E ela ao jardim dá a serenidade da flor búdica Vermelhas rosas, rosas flores, limas flores, ardentes lírios Mas a flor da serenidade é da cor de clara luz, Ela não luta contra a gravidade nem sequer afoga em desespero pois bebeu não do chão duro mas do sereno das estrelas...

Os Anéis de Saturno em Flores Por seu turno & uma urna de reminiscências de vidas que vieram & se foram Saturno me visita em sonhos & seus anéis mais do que uma aliança cara são flores de um jardim sideral... & urge o fulgor de meus sonhos Coisas escondidas bem no fundo de meu espírito Eu visito Saturno em meus sonhos & seus anéis são instâncias de rosas coloridas dispostas no espaço como detritos de um corpo astral que há muito abandonei na jornada que discorre entre muitas vidas & outras tantas mortes...

Flor d’AMorte Cantaram que Deus em seu amor esparrama morte pelo universo... & o amante da sabedoria escreveu que a morte é a forma pela qual Deus nos ensina a amar... Ah! Flor da Morte Pulsante disfarce da Eterna Vida Vibra pelos Globos Miríades de amor & morte pelos infindos espaços Eu canto, que Deus em seu A-mor espar-rama evolução pelo Uni-verso... & amante da sabedoria que sou, reafirmo que a-morte é a única sorte que Deus doa dentro da relativa vida:

escola de Amor & Morte.

Jardim Lunar

Lua Cheia

Sua flor é Selena O socorro de Helena Abarrotada na aurora da noite Oh! Lua, Luana... Cabes em ti todas as mulheres Flores da noite, espinhos do dia...

Jardim Lunar

Noite Verde
No lado escuro da lua Campos plenos do soma dos deuses florescem Ocultos ao olhar banal... Faz a noite verde Dos sábados de festa Os sabás dos sábios Faz a noite verde Dos sábados de constrição Os jejuns dos pecadores Faz a noite verde Dos sábados de iluminação Desjejum dos deuses.

Jardim Solar Solar jardim de luz & calor No teu seio a Rosa de Fogo, A que é A Estrela Guia das Manhãs & Dias & Noites... Chegas à este mundo onde em cada canto depositas um aroma desse teu jardim: Todas as flores tem um pouco do calor do Sol em suas cores, Todos os frutos tem um pouco do sabor do Sol em seu gosto, Todos os homens tem um pouco do valor do Sol em seus atos bons... Eu, como homem, busco ser Sol & a saudade que sinto ao olhar o céu noturno me diz que estou nessa senda sideral, Mas o que me afirma & garante é a luz do dia, é a Rosa do Sol Sou uma flor nesse Jardim Solar.

Realeza do Jardim Rei & Rainha Que pelos caminhos das Polaridades se revela no chão do mundo Tu és mulher & homem em enlace espírito-material A Flor de Ouro da Vida... Flor & Espinho Alma & Corpo Espírito & Consciência Brincas de existir pois o mundo foi dado a ti para que nele fosses Realeza.

Jardim das Flores Jardim das Flores Chão da Rosa Ali, entre tuas brumas flores, onde Deméter chorou & Perséfone sempre volta do Hades Para lá eu vou, ser remediado Para lá eu vou me reiniciar... Muito já me batizaram com Água, & já me faço batizar pelo Ar. De Terra eu sou, Mas ao Fogo quero chegar. Assim em plena Luz o Éter vou edificar...

‘Abre’ o Olho de Deus No Nada onde ‘descansa’ ‘Esvai-se’ de Sua Consciência o Pralaya & tudo que Ele ‘vê’ quer colorir rumo ao equilíbrio advindo entre Branco & o Negro... A isso chamo... PRIMAVERA.

“Os homens já foram demasiadamente enganados e iludidos; eles devem quebrar seus ídolos, abandonar suas imposturas e trabalhar por si mesmos – não somente isso; há uma pequena palavra a mais: pois aquele que trabalha para si mesmo não deveria de modo algum trabalhar; antes, que ele trabalhe a si mesmo para os outros, para todos. Pois cada flor de amor e caridade que ele plantar no jardim de seu vizinho, uma erva daninha desaparecerá do seu próprio, e assim, esse jardim dos deuses – a humanidade – desabrochará como uma rosa... Que cada homem seja uma revelação para si mesmo.” (Citado in “A Chave para a Teosofia”, p.57, de H.P. Blavatsky. Editora Teosófica)

“Urge acontecer no mundo, cobrindo todo o Globo, uma Primavera Teosófica”

Eduardo Moura Tronconi
Primavera de 2013

www.texturadoabismo.blogspot.com.br
Cont@to:

emtronconi@hotmail.com

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