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DIRCEU MARCIO SILVA DE LIMA

PAPER
1º SEMESTRE DE 2009
A PARENTALIDADE SOCIOAFETIVA COMO FORMA DE PARENTESCO CIVIL

ESCOLA PAULISTA DE DIREITO – EPD


PÓS GRADUAÇÃO LATU SENSU EM DIREITO CIVIL E PROCESSO CIVIL

SÃO PAULO
2009

SUMÁRIO

1.Introdução............................................................................................................................... 2
2.Julgado.................................................................................................................................... 7
3.Pontos positivos do julgado.................................................................................................... 9
1
4.Pontos negativos do julgado..................................................................................................10
5.Conclusão...............................................................................................................................11
6.Referências bibliográficas......................................................................................................14

PARENTALIDADE SOCIOAFETIVA COMO FORMA DE PARENTESCO CIVIL

1. INTRODUÇÃO
Realiza se aqui o estudo da parentalidade socioafetiva como forma de parentesco civil.

Deve se de início analisar o tema segundo o prisma da constitucionalização do Direito de


Família (relações de parentesco) e de seus novos princípios, que se deram com a promulgação
da Lei 10.406 de 10 de janeiro de 2002 para assim realizar a análise da APELAÇÃO CÍVEL
COM REVISÃO Nº 543.540-4/9-00 (TJ/SP), apontando os pontos positivos e negativos para
que ao final após o estudo feito sejam apresentadas diante da visão do aluno suas conclusões.

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A Constitucionalização trouxe para o Direito de Família novos princípios que visam traduzir
melhor a realidade dos dias atuais e compreender de forma mais clara a parentalidade
socioafetiva como forma de parentesco civil, conforme mostram os Mestres Doutor Flávio
Tartuce e Doutor José Fernando Simão na obra Direito Civil – volume 5 – 3ª Edição1, abaixo
elencados:

Princípio de proteção da dignidade da pessoa humana: É o princípio dos princípios, onde


deve ser primordial a proteção a pessoa humana, devendo assim proteger da melhor forma a
dignidade de todos os envolvidos na parentalidade socioafetiva. Artigo 1º, inciso III da
Constituição Federal de 1988.

Princípio da solidariedade familiar: A solidariedade familiar consiste no fato de seus entes


prestarem entre si de forma recíproca uma solidariedade afetiva, psicológica e também
patrimonial. – artigo 3º, inciso I da Constituição Federal de 1988.

Princípio da igualdade entre filhos: Deve ser de forma idêntica o tratamento entre os filhos
havidos ou não da relação de casamento e os adotados, sendo proibida qualquer forma de
discriminação. – artigo 227, parágrafo 6º da Constituição Federal de 1988, art. 1.596 do
Código Civil e artigo 20 da Lei 8.069 de 13 de julho de 1990.

Princípio da igualdade da chefia familiar: Ocorreu a despatriarcalização do Direito de


Família, onde não cabe mais tão somente a figura paterna (poder familiar), sendo exercido
agora de forma igualitária entre homem e mulher. Da mesma forma ocorre nas relações de
parentesco civil advindas da parentalidade socioafetiva. – artigo 226, parágrafo 5º e 227,
parágrafo 7º da Constituição Federal de 1988, e artigos 1.566, inciso IV, artigo 1.631 e artigo
1.634 do Código Civil.

1TARTUCE, Flávio e SIMÃO, José Fernando, Direito Civil – Volume 5 – 3ª Edição: Método, 2007, p.26-45.

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Princípio do melhor interesse da criança: Previsto na Magna Carta, esse princípio coloca o
interesse da criança em situação privilegiada, trata-se do best interest of the child, reconhecido
pela Convenção de Haia e tratado em nosso Código Civil de 2.002 de forma implícita em dois
dispositivos. Também reforçam essa idéia os artigos 3º e 4º do ECA, onde o primeiro garante
a criança e o adolescente gozar de todos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, já o
seguinte impõe à família, à comunidade, à sociedade em geral e ao poder público o dever de
assegurar com absoluta prioridade meios para efetivação desses direitos. – artigo 227, caput,
da Constituição Federal de 1.988, artigos 1.583 e 1.584 do Código Civil e artigos 3º e 4º da
Lei 8.069 de 13 de julho de 1.990.

Princípio da afetividade: Embora não conste do texto da Magna Carta pode se afirmar que
ele possui relevante valor nas relações de parentalidade socioafetiva. Sendo o afeto mais
importante no vínculo parental do que o próprio vínculo biológico, de tal forma conclui se que
nas relações de parentalidade socioafetiva a verdade afetiva é mais importante que a verdade
jurídica e até mesmo a verdade biológica. O afeto que possui entre as suas definições:
“afeição por alguém, inclinação, simpatia, amizade e amor,” cria no direito a noção jurídica
pela qual parentesco gera direitos e deveres recíprocos.2 – artigo 1º, inciso III, artigo 5º caput
e artigo 227, parágrafo 6º da Constituição Federal de 1.988.

Princípio da função social da família: Consta da Carta Magna de 1988 que a família é a
“base da sociedade”, possuindo proteção especial do Estado. Desse modo, assim como em
outros ramos do Direito Civil, o Direito de Família deve ter a socialidade aplicada aos seus
institutos. Isso fica bem demonstrado no exemplo dos Mestres Flávio Tartuce e José Fernando
Simão3: “... a socialidade pode servir para fundamentar o parentesco civil decorrente da
paternidade socioafetiva.” – artigo 226, caput da Constituição Federal de 1.988.

Através dos princípios elencados acima, o Direito busca adequar se aos novos modelos de
relações familiares, tendo em vista que antigamente família era aquela exclusivamente

2SIMÃO, José Fernando, Novamente o Afeto, www.professorsimao.com.br, acesso em 02.05.2009.

3TARTUCE, Flávio e SIMÃO, José Fernando, Direito Civil – Volume 5 – 3ª Edição: Método, 2008, p.44.

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formada por homem e mulher, hoje há concepções diferentes para família, sendo aceita até a
família homoparental. Atualmente, nota se que a base das relações familiares é o afeto, não
sendo tão necessárias as formalidades de outrora, mas sim a convivência com ânimo afetivo e
duradouro.

A nossa Carta Magna em seu texto não tratou especificamente das novas formas de família,
mas a jurisprudência e a doutrina através da ilustre Desembargadora Maria Berenice Dias
(Manual de Direito das Famílias, 2007, p.41) em sua obra explanam sobre a transformação do
conceito de família em Famílias Plurais.

Família matrimonial: Resultante do casamento entre o homem e a mulher, é o modelo


tradicional.

Família Informal: Família reconhecida pelo artigo 226, parágrafo 3º da Constituição Federal
de 1.988, trata-se da união estável, que apesar de ser uma realidade por muito tempo foi
ignorada.

Família homoafetiva: Decorre da união estável entre duas pessoas do mesmo sexo.

Família monoparental: Constituída entre um dos genitores e seus filhos, possuindo proteção
constitucional.

Família anaparental: Decorrente tanto da convivência entre parentes como de não parentes
desde que, com objetivos em comum.

Família eudemonista: Advém da convivência de pessoas ligadas pelo afeto

O Direito de Família está em constante evolução sempre procurando conciliar todas as novas
formas de relações familiares dentro de um contexto social. O ser humano tem por sua
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natureza a necessidade de se relacionar com outras pessoas de se envolver, de unir laços, o
Direito tem como missão proteger essas relações, não pode o Direito isentar se das novas
realidades.
Dentro dessas novas realidades encontra se a parentalidade socioafetiva como forma de
parentesco civil, situação vivenciada pelas famílias há muito tempo, mas que só atualmente é
apreciada com a devida importância. Não se pode mais negar a importância do afeto nas
relações familiares, pode ser dizer mais, que o afeto é à base de qualquer relacionamento e
que família é a união de pessoas unidas pelo afeto de forma digna, justa e solidária gerando
entre seus entes, direitos e obrigações recíprocas.

2. JULGADO

PROCESSO
APELAÇÃO Nº 543.543.4/9-00 TJ/SP
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COMARCA: TAUBATÉ
AÇÃO: NEGATÓRIA DE PATERNIDADE Nº 1294/05
RELATOR: Adilson de Andrade – 3ª Câmara – Seção de Direito Privado
DATA DO JULGAMENTO: 17/02/2009
DATA DO REGISTRO: 09/03/2009
FONTE: www.tjsp.gov.br

EMENTA:
NEGATÓRIA DE PATERNIDADE. REGISTRO CIVIL. CANCELAMENTO. ANULAÇÃO
DE REGISTRO CIVIL. RECONHECIMENTO VOLUNTÁRIO. ATO IRRETRATÁVEL.
VÍCIO DE CONSENTIMENTO. AUSÊNCIA. RECURSO DESPROVIDO.

ACORDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos de APELAÇÃO CÍVEL COMREVISÃO nº
543.540-4/9-00, da Comarca de TAUBATÉ, em que é apelante J.M.S. sendo apelado
M.C.R.M.S.:
ACORDAM, em Terceira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo,
proferir a seguinte decisão: “NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO, V.U.”, de
conformidade com o voto do Relator, que integra este acórdão.
O julgamento teve a participação dos Desembargadores BERETTA DA SILVEIRA
(presidente, sem voto), EGÍDIO GIACOIA e JESUS LOFRANO.

DISCUSSÃO DOUTRINÁRIA
Cancelamento da paternidade no registro civil feita por reconhecimento voluntário de filiação.
parentalidade socioafetiva.

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3. PONTOS POSITIVOS DO JULGADO

O autor procurou na ação a anulação da paternidade no registro civil, sustentando


primeiramente a negativa do fato genético e em seguida a impossibilidade da convivência em
virtude da ausência de respeito e harmonia entre as partes. O ilustre Desembargador após
análise dos fatos conclui que: O próprio apelante reconheceu de forma voluntária a
paternidade da apelada, enquanto manteve um relacionamento amoroso com a mãe da
apelada, de tal forma que se torna irrevogável a declaração da paternidade no registro civil.

Tal argumento se encontra respaldado na legislação vigente, em nosso Código Civil Brasileiro
nos artigos 1.609 e 1.610, onde se mostra irrevogável o reconhecimento dos filhos efetuados
no registro civil, sendo somente permitida a revogação quando provado que se efetivou
mediante erro ou falsidade no registro, conforme prevê o artigo 1.604 do Código Civil.

Tem se nesse caso a paternidade socioafetiva, onde o autor criou à apelada como se filha sua
fosse, mantendo laços afetivos comportando se como fosse o pai mesmo sabendo que não o
era.

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De tal forma, deve se considerar que nos atuais dias a realidade afetiva se coloca em posição
superior a realidade genética, onde pai é aquele que educa, dá carinho, afeto, amor, é quem
participa dos momentos do filho e não somente quem doa o material genético.

4. PONTOS NEGATIVOS DO JULGADO

Aquele que procura a Justiça busca encontrar a satisfação dos seus anseios. No caso em
discussão, no meu ponto de vista a decisão não consagra a justiça em sua totalidade.
A paternidade socioafetiva é uma realidade, porém não se pode negar de forma absoluta a
paternidade biológica, deve se também responsabilizar aquele que contribui com seu material
genético.

O grande desprezo pela realidade biológica em contrapartida a exultação a realidade


socioafetiva, pode levar ao raciocínio que o “doador do material genético” estará isento de
responsabilidade caso a mãe do menor encontre alguém que, socioafetivamente acolha como
seu o filho de outrem. De tal forma que deve ser levada em consideração a paternidade
socioafetiva, mas não pode negar a paternidade biológica, devendo assim ser criado
mecanismo para responsabilizar o pai biológico.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, através dos Desembargadores integrantes da


Oitava Câmara Cível, deram de forma unânime provimento ao recurso onde demonstra ser
possível o reconhecimento da paternidade biológica e a paternidade socioafetiva, é o que
concluiu o Ilustre Desembargador CLAUDIR FIDELIS FACCENDA (Presidente e Relator):
“Não reconhecer as paternidades genéticas e socioafetiva, ao mesmo tempo, com a concessão
de ‘todos’ os efeitos jurídicos, é negar a existência tridimensional do ser humano, que é
reflexo da condição e da dignidade humana, na medida em que a filiação socioafetiva é tão

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irrevogável quanto à biológica, pelo que se deve manter incólumes as duas paternidades, com
o acréscimo de todos os direitos, já que ambas fazem parte da trajetória da vida humana.”4

5. CONCLUSÃO

A PARENTALIDADE SOCIOAFETIVA COMO FORMA DE PARENTESCO CIVIL, fica


demonstrada no Julgado: APELAÇÃO Nº 543.540.4/9-00 TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE
SÃO PAULO.

Os Ilustres Desembargadores negaram provimento do recurso à negatória de paternidade,


tendo como alicerce a paternidade socioafetiva, baseada na livre e espontânea vontade do
autor em reconhecer a apelada como filha.

A doutrina tem se posicionado de forma majoritária no que concerne ao reconhecimento da


parentalidade socioafetiva, da mesma forma os Tribunais privilegiam a realidade socioafetiva
a realidade genética, fato evidenciado em um número expressivo de decisões.

O Direito evolui constantemente e o Direito Civil procura abarcar principalmente as


inovações do mundo moderno, onde situações que anteriormente eram totalmente ignoradas e
desprezadas atualmente gozam de grande relevância.

A Ilustre Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e Vice-Presidente do


Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM – MARIA BERENICE DIAS, trás em
suas lições um grande conteúdo esclarecedor dessa nova modalidade de parentesco.Ensina a
Desembargadora que: “A mudança dos paradigmas da família reflete-se na identificação dos
vínculos de parentalidade, levando ao surgimento de novos conceitos e de uma linguagem que
melhor retrata a realidade atual: filiação social, filiação socioafetiva, posse do estado de

42009, 07 de maio – TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO GRANDE DO SUL - APELAÇÃO CÍVEL


Nº70029363918 – COMARCA DE SANTA MARIA

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filho.”5, também leciona, “O Direito ampliou o conceito de paternidade, que passou a
compreender o parentesco psicológico, que prevalece sobre a verdade biológica e a realidade
legal.”6

O vínculo de parentesco não mais se define em função da identidade genética conforme


leciona a doutrina moderna. O Direito sofreu influência das ciências psico-sociais quebrando
as fronteiras do direito norma permitindo a busca do justo, onde a realidade psíquica tem se
sobreposto a verdade da lei. Tal pensamento se demonstra na doutrina de JACQUELINE
FILGUERAS NOGUEIRA: “A definição de paternidade está condicionada à identificação da
posse do estado de filho, reconhecida como a relação afetiva, íntima e duradoura, em que uma
criança é tratada como filho, por quem cumpre todos os deveres inerentes ao poder familiar:
cria, ama educa e protege.”7

A parentalidade socioafetiva como forma de parentesco civil é uma realidade, constituída de


elementos emanados de nossa Constituição Federal de 1.988, do atual Código Civil de 2.002 e
da formação doutrinária, ainda aliado ao Direito outras ciências delineadoras de uma nova
concepção jurídica.

Ressalta-se a inovação trazida pela Teoria Tridimensional no Direito de Família, elaborada


por Belmiro Pedro Welter8, que afirma em sua doutrina, mundo ocidental “continua a se
pensar tão somente no reconhecimento de uma das paternidades, excluindo-se
necessariamente a outra.” O mesmo defende que os efeitos jurídicos das duas paternidades

5DIAS, Maria Berenice - Artigo publicado na Revista Brasileira de Direito de Família, nº 15, out-nov-dez/2002,
p.05/14 e CD-ROM da Revista Brasileira de Direito de Família, Editora Síntese –
www.mariaberenicedias.com.br, acesso em 03.05.2009.

6DIAS, Maria Berenice - Artigo publicado na Revista Brasileira de Direito de Família, nº 15, out-nov-dez/2002,
p.05/14 e CD-ROM da Revista Brasileira de Direito de Família, Editora Síntese –
www.mariaberenicedias.com.br, acesso em 03.05.2009

7NOGUEIRA, Jacqueline Filgueras. A filiação que se constrói: o reconhecimento do afeto como valor jurídico.
São Paulo: Memória Jurídica, 2001, p.85.

8WELTER, Belmiro Pedro: Teoria Tridimensional no Direito de Família: reconhecimento de Todos os Direitos
das Filiações Genéticas e Socioafetiva, Revista Brasileira de Direito das Famílias e Sucessões, nº 08, Editora
Magister.

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(biológica e afetiva) devem ser outorgadas de forma total ao ser humano, em virtude da
condição humana ser tridimensional, genética, afetiva e ontológica.

Desse modo, concluo ser a afetividade elemento imprescindível nas relações de parentalidade
no direito de família, outrora essa afetividade não é o único elemento. Deve sem dúvida
prevalecer à realidade socioafetiva a realidade biológica, o que não se deve é desconsiderar
essa realidade biológica, cabendo aos pais biológico e afetivo todos os direitos e deveres
recíprocos da relação de parentalidade.

“...é o afeto que enlaça e define os mais diversos arranjos familiares. Vínculo afetivo e vínculo familiar se fundem e se confundem.”
MARIA BERENICE DIAS

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DIAS, Maria Berenice, Manual de Direito das Famílias – 4ª Edição: RT, 2007
NOGUEIRA, Jacqueline Filgueras. A filiação que se constrói: o reconhecimento do afeto
como valor jurídico. São Paulo: Memória Jurídica, 2001, p.85.
TARTUCE, Flávio e SIMÃO, Jose Fernando, direito Civil – volume 5 – 3ª Edição: Método,
2008.
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WELTER, Belmiro Pedro: Teoria Tridimensional no Direito de Família: Reconhecimento de
Todos os Direitos das Filiações Genéticas e Socioafetiva, Revista Brasileira de Direto das
Famílias e Sucessões, nº 08, Editora Magister.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL de 1.988.
CÓDIGO CIVIL – Lei 10.406 de 10 de janeiro de 2.002.
ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei 8.069 de 13 de julho de 1.990.
IBDFAM – instituto Brasileiro de Direito de Família – www.ibdfam.org.br, consulta em
artigos e notícias publicados.
TJ/SP – Tribunal de Justiça de São Paulo – www.tjsp.gov.br, consulta à jurisprudência.
TJ/RS – Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul – www.tjrs.jus.br, consulta à
jurisprudência.

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