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FACULDADE LOURENÇO FILHO CURSO GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS MARCELO PINHEIRO BEZERRA OS IMPACTOS SOBRE O

FACULDADE LOURENÇO FILHO

CURSO GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS

MARCELO PINHEIRO BEZERRA

OS IMPACTOS SOBRE O PROFISSIONAL DE CONTABILIDADE COM IMPLANTANÇÃO DO SISTEMA PÚBLICO DE ESCRITURAÇÃO DIGITAL (SPED)

FORTALEZA - CE

2010

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MARCELO PINHEIRO BEZERRA

OS IMPACTOS SOBRE O PROFISSIONAL DE CONTABILIDADE COM IMPLANTANÇÃO DO SISTEMA PÚBLICO DE ESCRITURAÇÃO DIGITAL (SPED)

Monografia apresentada pelo aluno Marcelo Pinheiro Bezerra à Faculdade Lourenço Filho, sob orientação do Prof. Espec. Lúcio Flávio, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis.

FORTALEZA - CE

2010

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MARCELO PINHEIRO BEZERRA

OS IMPACTOS SOBRE O PROFISSIONAL DE CONTABILIDADE COM IMPLANTANÇÃO DO SISTEMA PÚBLICO DE ESCRITURAÇÃO DIGITAL (SPED)

Monografia apresentada à Faculdade Lourenço Filho como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis.

Data da apresentação:

Nota obtida:

Banca examinadora

Prof(a).

Orientador(a)

Prof(a). 1º Examinador(a)

Prof(a). 1º Examinador(a)

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Dedico este trabalho inteiramente àquele que fez de mim uma pessoa fiel aos seus ensinamentos, Deus.

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AGRADECIMENTOS

Agradeço as três crianças, Lucas, Marcelo Filho e Gabriel, que compreenderam minha ausência nos momentos em que precisaram tanto de mim.

À minha esposa, Mágila, que foi muito paciente comigo; à minha sogra Zilda, que sempre me apoiou para a conclusão deste curso.

Aos meus pais, que me deram como herança dignidade e amor ao próximo.

Ao meu orientador, Prof. Espec. Lúcio Flávio e a Profa. Suelene Oliveira que tanto teve paciência comigo ao orientar-me neste trabalho. Aos demais professores da Faculdade, que por meio de suas aulas fizeram ampliar meus conhecimentos.

Aos meus colegas de sala de aula e trabalho, pois sem eles eu não teria chegado até

aqui.

Enfim, agradeço a todos que de alguma maneira estiveram ao meu lado durante esses anos de estudo na Faculdade Lourenço Filho.

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RESUMO

A tecnologia está presente na vida de todos. Hoje, nenhum campo profissional resiste a fantástica revolução que acontece, a era da informação. Diante deste quadro, era impossível que a Contabilidade como ciência ficasse alheia ao progresso tecnológico. Governo, empresas e profissional contábil perceberam que os livros e a caneta já não podiam fazer parte do cotidiano da contabilidade. Assim, o governo brasileiro deu início a uma reforma no controle fiscal e contábil que modificou e irá modificar toda rotina das empresas e de seus contadores. Este trabalho tem como objetivo mostrar as novas ferramentas tecnológicas da contabilidade e seus impactos com a implantação desse novo sistema para os profissionais contábeis. Verificar o aparecimento de novas tecnologias, diante de modelo ultrapassado é fantástico. Contudo, todo novo é preciso sempre ser cercado de questionamentos não para aprisionar, mas para aprimorar, fruto de uma visão mais crítica, para que a nova tecnologia venha a facilitar a vivência da contabilidade À metodologia utilizada para este estudo foi pesquisa bibliográfica e a análise de documentação direta, complementada por informações retiradas de sites da Internet, livros, entrevistas publicadas em revistas especializadas e outros artigos já escritos sobre o assunto.

Palavras-chave: Tecnologia, Contabilidade, SPED, Certificado Digital e Nota Fiscal Eletrônica

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SUMÁRIO

1.

INTRODUÇÃO

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CERTIFICADO DIGITAL

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2.1 CERTIFICAÇÃO DIGITAL

10

2.2 ASSINATURA DIGITAL

10

2.3 OS TIPOS DE CERTIFICADOS DIGITAIS

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2.4 e-CNPJ DIGITAL

13

2.5 e-CPF SIMPLES

14

2.6 e-CPF PESSOA FÍSICA

14

3

NOTA FISCAL ELETRÔNICA (NF-E)

16

3.1 NOTA FISCAL ELETRÔNICA

16

3.2 CONCEITO DE NF-E

17

3.3 HISTÓRICO DO PROJETO NF-E BRASIL

17

3.4 O PROJETO PILOTO NO BRASIL

18

3.5 CARACTERÍSTICAS DA NF-E BRASIL

20

3.6 DESCRIÇÃO DO MODELO DA NF-E BRASIL

21

3.7 O PROCESSO DE EMISSÃO DA NF-E EM ETAPAS

22

3.8 O DOCUMENTO AUXILIAR DA NOTA FISCAL ELETRÔNICA (DANF-E)

25

3.9 CANCELAMENTO DE NF-E

26

3.10 TRANSMISSÃO DA NF-E EM REGIME DE CONTIGÊNCIA

26

3.11 BENEFÍCIOS ESPERADOS

27

4

NOTA FISCAL DE SERVIÇOS ELETRÔNICA

28

4.1 O PROJETO

28

4.2 CONHECIMENTO DE TRANSPORTE ELETRÔNICO (CT-E)

28

5.

SPED (SISTEMA DE ESCRITURAÇÃO DIGITAL)

30

5.2 ECD ( ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL DIGITAL)

34

5.3 ERP NO CONTEXTO DO SPED

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

39

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

41

ANEXOS

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1. INTRODUÇÃO

O presente estudo, tem por finalidade representar o trabalho de conclusão do curso

de Ciências Contábeis da Faculdade Lourenço Filho FLF, cujo o objetivo é perceber os

impactos sobre o profissional de contabilidade com implantação do sistema público de escrituração digital (SPED). Esse sistema trata-se de uma ferramenta tributária de inovação tecnológica bastante atual, afetando toda a contabilidade que entra em um momento marcante de sua história, já que os novos procedimentos terão que agregar novas responsabilidades e informações para os profissionais desse setor.

O interesse por esse objeto surge por ser uma temática muito recente na profissão

contábil na qual causa inovações tecnológicas na contabilidade. Já que vigora uma legislação totalmente nova, trazendo várias mudanças e cobranças nas rotinas dos profissionais da área

da contabilidade. Diversos projetos em tecnologia, ainda que recheados de ótimas intenções, nem sempre conseguem atingir os objetivos esperados. Portanto, a integração e compartilhamento de informações têm o objetivo de racionalizar e modernizar as administrações tributárias brasileira, reduzindo custos e entraves burocráticos, facilitando o cumprimento das obrigações tributárias e o pagamento de impostos e contribuições, além de fortalecer a troca de informações entre as administrações tributárias.

A implantação do Sistema Pública Escrituração Digital (SPED) tem como meta a

adoção de um modelo Nacional que venha substituir a sistemática atual escrituração contábil e fiscal.

A implantação do SPED, surge na nova era da tecnologia de informação, já que a

competitividade no mundo globalizado exige mudanças em todas áreas profissionais. Assim,

a área contábil não poderia de forma alguma se abster das constantes inovações tecnológicas. Contudo, o fato é que com o advento da tecnologia, a profissão contábil terá que acompanhar as importantes mudanças e suas consequências.

A inovação tecnológica não é um produto de uma referida área, mas está presente em

toda dimensão de nossas vidas. A escolha pela reformulação baseada na tecnologia não é uma opção, mas é imperativo a todos governos, empresas e profissionais contábeis. Portanto, não cabe a estes a decisão de adentrar ou não a esta “revolução”, sob pena de tornarem a contabilidade um problema e não uma solução.

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Assim, este trabalho tem como objeto geral realizar os impactos sobre o profissional de contabilidade com a implantação do Sistema Público de Escrituração Contábil (SPED), explicando o seu funcionamento e sua importância de forma sucinta já que a temática é algo muito extenso e de enormes variáveis de abordagens. Alguns objetivos específicos a serem perseguidos serão: a) explicar de forma objetiva as principais inovações tecnológicas no sistema contábil brasileiro; b) apresentar os impactos positivos na rotina contábil; e c) relatar algumas realidades novas, conseqüência da implantação da inovação tecnológica. No primeiro capítulo o trabalho se deteve à explicação da certificação digital, já que foi início da inovação tecnológica do sistema tributário brasileiro. Mostra como a certificação digital trouxe a formalização da identidade digital das empresas. Ainda é explicado um pouco sobre a assinatura digital e os principais tipos de certificados digitais e seus benefícios. No segundo capítulo, foi buscado trazer todo o processo da parte operacional da Nota Fiscal eletrônica. Seu histórico, contingências, emissão, cancelamento e todas as suas vantagens da troca da nota fiscal no modelo antigo para o modelo eletrônico. No último capítulo destinou-se a relatar sobre o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital). Sistema este, que veio trazer profundas mudanças em todo sistema tributário brasileiro. Nas considerações finais, após vivenciar todo o conhecimento das novas tecnologias, ficam evidenciadas algumas considerações, fruto da adesão da contabilidade a essa nova revolução que ora vivenciamos que a Era da Informação.

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2 CERTIFICADO DIGITAL

2.1 CERTIFICAÇÃO DIGITAL

Os computadores e a Internet são largamente utilizados para o processamento de dados e para troca de mensagens e documentos entre cidadãos, governo e empresas. Nestas transações eletrônicas necessitam de mecanismo de segurança capazes de garantir autenticidade, confidencialidade e integridade às informações eletrônicas. O certificado digital veio para formalizar a identidade digital, um tipo de identificação virtual que pode ser considerado também um passaporte virtual, ou seja, é um arquivo eletrônico que contém alguns dados para identificar uma pessoa como, por exemplo:

nome, data de nascimento, CPF, título de eleitor e e-mail. A identidade digital serve para diversos serviços e um deles é o acesso a RFB Receita Federal do Brasil que disponibiliza em seu site, através do CAC Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte, uma série de serviços que podem ser acessados pelo contribuinte, desde que tenha um certificado digital válido. Uma vez identificado perante RFB, terá acesso aos serviços eletrônicos disponíveis: cópia de declarações, pagamentos, parcelamento de débitos, situação fiscal, procuração eletrônica, entre outros. Assim, com a RFB, diversos sites e sistemas estão utilizando esta tecnologia para garantir a segurança de suas transações: SISCOMEX Sistema Integrado do Comercio Exterior, Poder Judiciário, Sistema de Contato de Câmbio, Cartório Eletrônico.

2.2 ASSINATURA DIGITAL

Mas o Certificado Digital oferece, mas outro grande benefício que seria a assinatura de documentos eletrônicos em qualquer formato: imagens, textos, e-mail, Word Excel, etc Assinaturas de documentos eletrônicos com certificados digitais possuem três características fundamentais: garantia de autoria, ou seja, podemos identificar que assinou o documento digital, garantia de integridade, pois não pode ser alterada e garantia de não repúdio, pois tem garantia jurídica para documentos eletrônicos assinados. Outra grande garantia que o

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certificado digital gera é a confidencialidade. Em certas situações é possível criptografar documentos garantindo seu sigilo.

O Certificado Digital é um documento eletrônico que contém um nome, um número

público exclusivo denominado chave pública e muitos outros dados que mostram quem somos para as pessoas e para os sistemas de informação. A chave pública serve para validar uma assinatura realizada em documentos eletrônicos.

O certificado digital surgiu nos últimos 30 anos, graças ao avanço da criptografia

(arte de escrever em códigos), através de um processo de codificação chamado de cifragem e ao outro processo inverso chamado de decifragem.

“De acordo com o artigo 10, da MP 2.200, os documentos eletrônicos assinados digitalmente com o uso de certificados emitidos no âmbito da ICP-Brasil, têm a mesma validade jurídica que os documentos escritos com assinaturas manuscritas. Importante frisar que os documentos eletrônicos assinados digitalmente por meio de certificados emitidos fora âmbito da ICP-Brasil também tem validade jurídica, mas esta dependerá da aceitação de ambas as partes, emitentes e destinatários, conforme determina a redação do § 2º do artigo 10 da MP 2.200-2.”

A ICP Brasil é a Infra-estrutura de Chaves Públicas brasileira é o conjunto de

técnicas, práticas e procedimentos que foram traçadas pelo seu Comitê Gestor com objetivo de estabelecer os fundamentos técnicos e metodológicos de um sistema de certificação

digital baseado em chave pública. Basicamente o certificado digital funciona como uma espécie de carteira de identidade virtual que permite a identificação segura de uma mensagem ou transação em rede de computadores. O processo de certificação digital utiliza procedimentos lógicos e matemáticos bastante complexos para assegurar a confidencialidade, integridade das informações e confirmações de auditoria. O Certificado Digital é um documento eletrônico,

assinado digitalmente por uma terceira parte confiável, que identifica uma pessoa, seja ela física ou jurídica, associando-a a uma chave pública.

O aspecto legal da certificação digital começou a partir da medida provisória 2200

definiu que o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação ITI, uma autarquia federal vinculada à Casa Civil da Presidência da República. Assim, o ITI “é a primeira autoridade

da cadeia de certificação, executora das Políticas de Certificados e normas técnicas e operacionais pelo Comitê Gestor da ICO – Brasil”14. Existe um dispositivo muito interessante no artigo 10 da MP, em seu parágrafo segundo que diz todos os documentos eletrônicos assinados com certificados digitais

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emitidos por entidades fora da estrutura ICP - Brasil tem validade desde que aceito pelas partes. Há dúzias de programas, alguns até gratuitos que servem para emissão de certificados digitais. Este mesmo certificado gratuito para haver valor legal deverá ter um contrato formal para estabelecer as condições, forma de uso e emissão desses certificados.

2.3 OS TIPOS DE CERTIFICADOS DIGITAIS

Os certificados digitais do ponto de vista legal há dois tipos de certificados: os ditos ICP definido pela MP 2200, pois é um conjunto de técnicas, práticas e procedimentos, a ser implementado pelas organizações governamentais e privadas brasileiras com objetivo de estabelecer os fundamentos técnicos e metodológicos de um sistema de certificação digital baseado em chave pública. Esta organização será definida em regulamento e composta por uma autoridade gestora de políticas e pela cadeia de autoridades certificadoras composta pela Autoridade Certificadora Raiz AC Raiz, pelas Autoridades Certificadoras AC no qual são entidades credenciadas a emitir certificados digitais vinculando pares de chaves criptográficas ao respectivo titular, compete emitir, expedir, distribuir, revogar e gerenciar os certificados, bem como colocar à disposição dos usuários listas de certificados revogados e outras informações pertinentes e manter registro de suas operações e pelas autoridades de registros

AR que no qual são entidades operacionalmente vinculadas a determinada AC, compete

identificar e cadastrar usuários na presença destes, encaminhar solicitações de certificados às

AC e manter registros de suas operações. Os certificados do tipo A1 e S1, as chaves privadas ficam armazenadas no próprio computador do usuário. Nos tipos A2, A3, A4, S2, S3 e S4, as chaves privadas e as informações reverentes ao seu certificado ficam armazenadas em um hardware criptográfico

cartão inteligente (smart card) ou cartão de memória. Para acessar essas informações você usará uma senha pessoal determinado no momento da compra. Os certificados mais comuns são: A1 de menor nível de segurança ele é gerado e armazenado no computador do usuário, seus dados são protegidos por uma senha de acesso, somente com a mesma é possível acessar; A3 de nível de segurança médio a alto, é gerado e armazenado em um hardware criptográfico, que pode ser um cartão inteligente ou um

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token chamando de pen drive, apenas o detentor da senha de acesso pode utilizar a chave privada e as informações não podem ser copiadas ou reproduzidas.

O certificado A1 é mais barato, tem como desvantagem a possibilidade de perda do

certificado por uso inadequado (formatação, remoção de arquivos e pastas, ataque de vírus) e os certificados A3 é mais seguro e prático, é armazenado fora do computador ele é conectado ao computador por uma porta USB e ele é um pouco mais caro, mas também mais confortável. Esse conjunto de memória/processador agrega a segurança do processo. Os certificados Digitais são muitos seguros, desde que não divulguem para ninguém sua chave privativa e sua senha. Se alguém conseguir seu Certificado Digital não poderá

utilizá-lo a menos que tenha a chave privativa e a senha correspondente. Antes que seu navegador envie o Certificado Digital, ele lhe pedirá a senha necessária para que se tenha o acesso, sem a qual não será obtido. Os Certificados Digitais também são apresentados em diversas intensidades. A intensidade menor é chamada de “40 bits” referindo-se ao tamanho da chave ao Certificado Digital a intensidade maior é chamada “128 bits”. Se uma chave 40 bits pode ser decifrada em 4 horas, para decodificar uma chave de 128 bits seria necessário mais tempo que a idade do universo.

A certificação da pessoa física é diferente da pessoa jurídica. Da certificação digital

da pessoa física o responsável é a própria pessoa física como, por exemplo, o é o cartão do CPF digital. Na certificação da pessoa jurídica, a responsabilidade recai sobre a pessoa física a quem é atribuído o uso do certificado.

2.4 e-CNPJ DIGITAL

O e-CNPJ é um documento eletrônico em forma de certificado digital, que garante a

autenticidade e a integridade na comunicação entre pessoas jurídicas e a Receita Federal, funcionando como uma versão digital do CNPJ. Com este documento digital é possível realizar consultas e atualizar os cadastros da Receita Federal, cadastrar procurações e

acompanhar processos tributários através da Internet, com a conveniência de não precisar deslocar-se até um posto de atendimento da Receita Federal.

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O e-CNPJ Tipo A3 é gerado, armazenado e processado em um Smart Card( cartão

inteligente) ou Token, permanecendo assim invioláveis e únicos. Apenas o detentor da senha pode utilizar a chave privada. Este Certificado digital possui validade de 3 anos.

O e-CNPJ Tipo A1 é gerado e armazenado no computador pessoal do usuário,

dispensando o uso de cartões inteligente Tokens. Os dados são protegidos por uma senha de

acesso. Semente por medida de segurança, recomendamos que um único computador armazene o par de chaves do e-CNPJ TIPO A1 e apenas uma cópia de segurança seja criada.

2.5 e-CPF SIMPLES

Desde o dia 30 de maio de 2008 as Microempresas (ME) e as Empresas de Pequeno

Porte (EPP), pertencentes ou não ao Regime Tributário Simples, podem utilizar o Certificado Digital para desburocratizar processos e simplificar procedimentos, possibilitando a redução dos gastos administrativos.

A AC Notarial SRF criou uma condição especial, destinada única e exclusivamente

às Microempresas(ME) e às Empresas de Pequeno Porte(EPP), denominada e - CPF Simples, que consiste em um kit com um Certificado Digital e - CPF Tipo A3 com validade de 1 (um) ano, emitido em Tokem Criptográfico especifico. Para testar o correto funcionamento do seu Certificado Digital você poderá acessar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte e-Cac- da Receita Federal do Brasil. O e- CPF Simples é destinado exclusivamente ao Responsável Titular da Microempresa (ME) ou da Empresa de Pequeno Porte (EPP), optantes ou não do SIMPLES NACIONAL. No momento da validação presencial serão verificados o enquadramento da empresa e a identificação do responsável junto a Receita Federal do Brasil.

2.6 E-CPF PESSOA FÍSICA

Tenha acesso a todos os serviços oferecidos pelo Governo Federal na Internet utilizando e-CPF, o documento utilizado pelo contribuinte para relacionamento com a Receita Federal do Brasil, agora, em formato eletrônico. Com e-CPF você pode enviar sua

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declaração do Imposto Renda via Internet consultar e atualizar o seu cadastro como contribuinte pessoa física, recuperar informações sobre seu histórico de declarações e verificar sua situação como contribuinte. Além disso, você pode obter certidões da Receita Federal do Brasil, cadastrar procurações e acompanhar processos tributários eletronicamente, com a conveniência de não precisar deslocar-se até um posto de atendimento Receita Federal do Brasil. O e-CPF Tipo A3 é gerado, armazenado e processado em um Smart Card( cartão inteligente) ou Token, permanecendo assim invioláveis e únicos. Apenas o detentor da senha pode utilizar a chave privada. Este Certificado digital possui validade de 3 anos.

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3 NOTA FISCAL ELETRÔNICA (NF-E)

3.1 NOTA FISCAL ELETRÔNICA

Estas inovações tecnológicas estão aparecendo com o objetivo de simplificar as

obrigações acessórias dos contribuintes e, ao mesmo tempo, permitir o acompanhamento em tempo real das operações comerciais pelo fisco.

Os países da União Européia já têm programas referentes à utilização da Nota Fiscal

Eletrônica, desde 1º de janeiro de 2004, sendo a emissão de notas fiscais eletrônicas (faturas

eletrônicas) legalizadas. Na América do Sul, a Argentina e o Chile possuem projetos de implantação da Nota Fiscal Eletrônica (CÂMARA DE COMÉRCIO DE SANTIAGO,

2006), o que reforça a tendência mundial de consolidação desta modalidade de emissão de documento fiscal (SOUSA NETO; SOUZA, 2006).

O Brasil tem o sistema tributário mais complexo do mundo, segundo diversos

especialistas. O país tem, atualmente, 62 tributos, entre impostos, taxas e contribuições, além

disso, é o país que mais possui normas tributárias, que totalizam mais de 3.200, dificultando o acompanhamento destas medidas por parte dos contribuintes, que, algumas vezes, não conhecem quais os tributos devidos, qual o fator gerador, a base de cálculo, alíquota incidente e também dificulta o trabalho do governo. Esta situação é agravada já que cada um dos tributos possui legislação específica e, nos tributos estaduais ou municipais, que, por sua vez, tem legislação própria em cada unidade. Além disso, o recebimento fiscal está sujeito a erros humanos, causados pela falta de conhecimento e entendimento das leis, medidas, decretos, regulamentos e normas do sistema tributário brasileiro (MÜLLER et al., 2007)

O projeto para a implantação da Nota Fiscal Eletrônica, aprovado em 2004 surge

como proposta de substituição do modelo tradicional. O Projeto Nota Fiscal Eletrônica brasileiro consiste na alteração da sistemática atual de emissão de nota fiscal em papel, modelos 1 e 1ª, por nota fiscal de exigência apenas eletrônica (digital). Estes modelos,

emitidos por empresas comerciais ou industriais, servem para as entradas ou saídas de mercadorias. Ambos apresentam campos, padronizados em todo país, que identificam as informações referentes à circulação das mercadorias sujeitas aos impostos IPI e ICMS.

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3.2 CONCEITO DE NF-E

Nota Fiscal Eletrônica é uma denominação genérica que se refere ao uso de arquivos eletrônicos como suporte às notas fiscais emitidas a clientes. Entende-se por Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), um documento de existência exclusivamente digital, emitido e armazenado eletronicamente, com intuito de documentar uma operação de circulação de mercadoria ou prestação de serviço ocorrida entre as partes, cuja validade jurídica é garantida pela assinatura digital do emitente e recepção pelo fisco, antes da ocorrência do fato gerador. Neste cenário, a utilização da tecnologia da Nota Fiscal Eletrônica pode ajudar as administrações tributárias a se adaptarem ao processo de globalização e digitalização do comércio e das transações entre contribuintes. O volume de transações e de recursos movimentados cresce, e na mesma proporção aumenta-se o custo do Estado para detectar e prevenir a evasão tributária (PORTAL DA NOTA FISCAL ELETRÔNICA, 2006). Observa-se que o objeto de estudo representa não apenas uma simples inovação tecnológica a adaptar-se aos sistemas de informação existentes, mais um elemento capaz de modificar processos e a forma de realizar transações por meio eletrônico.

3.3 HISTÓRICO DO PROJETO NF-E BRASIL

Reunindo os titulares das administrações tributárias federais, estaduais do Distrito Federal e dos municípios de capitais, nos dias 15 a 17 de julho de 2004 na cidade de Salvador-BA, foi realizado o 1º Encontro Nacional de Administradores Tributários ENAT. Este encontro teve o objetivo de buscar soluções conjuntas entre as esferas do Governo, visando promover maior integração administrativa, padronização e melhoria da qualidade das informações; racionalização de custos e da carga de trabalho operacional no

atendimento; maior eficácia da fiscalização; maior possibilidade de realização de ações fiscais coordenadas e integradas; maior possibilidade de intercâmbio de informações fiscais entre as diversas esferas governamentais; cruzamento de dados em larga escala com dados

padronizados e uniformização de procedimentos (ENCONTRO

2005). Assim, foram

,

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aprovados dois protocolos de cooperação técnica nas áreas do cadastramento (Projeto de Cadastro Sincronizado) e Nota Fiscal Eletrônica. Com o propósito de alinhar as diretrizes do projeto com o Encontro Nacional dos Coodernadores e Administradores Tributários Estaduais (ENCAT), foi realizada, em São Paulo SP, em 27 de abril de 2005, uma Reunião Técnica do ENAT/ENCAT. Assim, visava-se unificar os esforços em diferentes projetos nos âmbitos das Administrações Tributárias. Nesta reunião ficou definido que o projeto teria a participação da Secretaria da Receita Federal (SRF), inclusive com apoio financeiro, e que o ENCAT seria o encarregado pela coordenação do Projeto NF-e, que passaria a integrar o projeto SPED, que consiste na modernização da sistemática atual do cumprimento das obrigações acessórias, transmitidas pelos contribuintes às administrações tributárias e aos órgãos fiscalizadores, utilizando-se da certificação digital para fins de assinatura dos documentos eletrônicos, garantindo assim a validade jurídica apenas na sua forma digital. No final de agosto de 2005, no II ENAT, foi assinado o Protocolo ENAT 03/2005 (Anexo A), visando o desenvolvimento e a implantação da Nota Fiscal Eletrônica, consolidando a coordenação do projeto sob a responsabilidade do ENCAT, com a participação da Receita Federal do Brasil (RFB). Em 14 de novembro de 2006, o ENCAT deu início à segunda fase do projeto NF-e. Nesta etapa. Iniciou-se a massificação da utilização da Nota Fiscal Eletrônica no Brasil e o incentivo à doação deste documento eletrônico na integração das cadeias econômicas, visando contribuir para alavancar o comércio.

3.4 O PROJETO PILOTO NO BRASIL

A primeira fase do projeto piloto contou com a participação de 19 empresas. A seguir, são apresentadas as empresas agrupadas pelo estado da federação que atuam, sendo que algumas atuam em mais de um estado (PORTAL DA NOTA FISCAL ELETRÔNICA, 2006)(MÜLLER et al., 2007).

mais de um estado (PORTAL DA NOTA FISCAL ELETRÔNICA, 2006)(MÜLLER et al., 2007). Bahia a) Petrobrás

Bahia

a) Petrobrás Distribuidoras S/A;

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b) Companhia Ultragaz S/A;

c) Ford Motor Company Brasil Ltda;

d) Gerdau Aços Longos S/A;

e) Souza Cruz S/A;

Goiás

Goiás

a)

Souza Cruz S/A;

Maranhão

Maranhão

a)

Souza Cruz S/A;

Rio Grande do Sul

Rio Grande do Sul

a)

Petrobrás Distribuidoras S/A;

b)

Companhia Ultragaz S/A;

c)

Dimed Distribuidora de Medicamentos S/A;

d)

General Motors do Brasil Ltda;

f)

Sadia S/A

g)

Siemens VDO Automotive Ltda;

h)

Souza Cruz S/A

i) Toyota do Brasil.

Ltda; h) Souza Cruz S/A i) Toyota do Brasil. Santa Catarina a) Petrobrás Distribuidora S/A b)

Santa Catarina

a) Petrobrás Distribuidora S/A

b) Wickbold & Nosso Pão Indústrias Alimentícias Ltda;

Distribuidora S/A b) Wickbold & Nosso Pão Indústrias Alimentícias Ltda; São Paulo a) Petrobrás Distribuidora S/A

São Paulo

a) Petrobrás Distribuidora S/A

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b) Cervejarias Kaiser S/A

c) Companhia Ultragaz S/A

d) Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S/A;

e) Eurofarma Laboratórios Ltda;

f) Ford Motor Company Brasil Ltda;

g) General Motors do Brasil Ltda;

h) Gerdau Aços Longos S/A;

i) Office Net do Brasil S/A;

j) Petrobrás Petróleo Brasileiro S/A;

k) Robert Bosch Ltda;

i) Sadia S/A

m) Siemens VDO Automotive Ltda;

n) Souza Cruz S/A;

o) Telefônica Telesp Telecomunicações de São Paulo S/A;

p) Toyota do Brasil;

q) Volkswagen do Brasil Indústria de Veículos Automotores Ltda;

r) Wickbold & Nosso Pão Indústrias Alimentícias Ltda.

3.5 CARACTERÍSTICAS DA NF-E BRASIL

A Nota Fiscal Eletrônica possui as seguintes características:

- Documento digital, que atende aos padrões definidos na medida provisória 2.200/01, no formato XML;

- Garantia de autoria, integridade e irrefutabilidade, certificar através da assinatura digital do emitente definido pela Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP Brasil), no formato eletrônico do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (e-CNPJ);

- O arquivo da NF-e deverá seguir o leiaute de campos definido em legislação específica;

- A NF-e deverá conter um “código numérico”, obtido por meio de algoritmo

fornecido pela administração tributária, que irá compor a “chave de acessos” de

identificação da NF-e, juntamente com o CNPJ do emitente e o número da NF-e;

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- A NF-e, para poder ser válida, deverá ser enviada eletronicamente e autorizada pelo

fisco, da circunscrição do contribuinte emissor, antes do seu envio ao destinatário e ante da saída da mercadoria do estabelecimento;

- A transmissão da NF-e será efetivada, via Internet, por meio de protocolo de segurança criptografado;

- A NF-e transmitida para a SEFAZ não pode ser mais alterada, permitindo-se

apenas, dentro de certas condições, seu cancelamento;

- A NF-e deverá ser emitido em ordem consecutiva crescente e sem intervalos a

partir do 1º número seqüencial, sendo vetada a duplicidade o reaproveitamento dos números

inutilizados ou cancelados;

- A critério das administrações tributárias a NF-e poderá ter o seu recebimento confirmado pelo destinatário.

3.6 DESCRIÇÃO DO MODELO DA NF-E BRASIL

De forma simplificada, a empresa emissora gerará um arquivo eletrônico contendo as informações fiscais da transação comercial. Este deverá ser assinado digitalmente, visando a garantia da integridade dos dados e autoria do emissor. Este arquivo eletrônico, denominado nota fiscal eletrônica é transmitido pela Internet à Secretaria da Fazenda (SEFAZ) de jurisdição do contribuinte, que fará uma pré-validação do arquivo e devolverá um protocolo recebimento (autorização de uso), sem o qual não poderá ter o trânsito a mercadoria. Além disto, a SEFAZ disponibilizará a Nota Fiscal Eletrônica para consulta, atravéz da Internet para o destinatário e outros legítimos interessados que detenham a “chave de acessos” ao documento eletrônico. O mesmo arquivo será transmitido, pela SEFAZ, à Receita Federal e, caso seja uma transação comercial interestadual, a Secretaria da Fazenda que se destina a operação. Para o trânsito da mercadoria, será impresso uma representação gráfica simplificada da NF-e, intitulada Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (DANFE-e) em papel comum que conterá a “chave de acesso” para consulta da NF-e na Internet, além de um código de barras bidimensional que facilitará a captura e a confirmação de informações da NF-e pelos Postos Fiscais de Fronteira.

22

O DANF-e é um documento fiscal auxiliar impresso com o objetivo de acompanhar o

trânsito de mercadorias, colher a firma do destinatário para a comprovação de entrega das mercadorias ou prestação de serviços e auxiliar a escrituração da NF-e no destinatário não receptor de NF-e.

3.7 O PROCESSO DE EMISSÃO DA NF-E EM ETAPAS

Etapa 1 – Habilitação do contribuinte como emissor de NF-e: Habilitação do contribuinte como emissor de NF-e:

Esta etapa correspondente ao cadastramento do contribuinte como emissor de NF-e junto à Secretaria da Fazenda. Na fase inicial do projeto, esta etapa será realizada através do pedido de Regime Especial. Em um segundo momento, almeja-se automatizar este processo.

O objetivo é que o contribuinte, através do site da SEFAZ, solicite seu cadastramento

como emissor de NF-e. A Secretaria realizará a análise eletrônica do pedido, efetuando críticas referentes à situação cadastral/econômico-fiscal e pagamentos realizados pelo contribuinte, além dos critérios próprios de cada estado. Após esta etapa, será iniciado, em ambiente de testes, o envio de Notas Fiscais Eletrônicas, para homologação do sistema. Só após o período de testes, o contribuinte receberá um código de habilitação para emitir NF-e, tornando-se apto, a partir deste instante, a iniciar a transmissão de suas NF-e para SEFAZ.

Etapa 2 - Emissão e transmissão da NF-e: - Emissão e transmissão da NF-e:

Nesta etapa, o contribuinte emissor transmitirá o documento eletrônico para Secretaria da Fazenda, que após a autorização de uso, transmitirá à Secretaria da Fazenda, que após autorização de uso, transmitirá à Secretaria da Receita Federal e SEFAZ de destino, no caso de operações interestaduais, permitindo assim o trânsito da mercadoria.

O contribuinte deverá adaptar seu sistema de emissão de Notas Fiscais de forma que,

após dispor os dados da transação comercial, possa extraí-los do seu banco de dados e

preencher os campos do arquivo da NF-e. No caso de pequenos e médios contribuintes, que participarão da 2° etapa do projeto, será disponibilizada uma aplicação para emissão da NF-

e.

23

Um algoritmo fornecido pelo fisco calculará o código numérico para composição da chave única que identificará a Nota Fiscal, que integrará o arquivo XML. Estruturado o arquivo XML, e após a validação quanto ao correto preenchimento dos campos, o contribuinte deverá realizar a assinatura digital do arquivo, através do padrão ICP-Brasil, formado e-CNPJ. Este arquivo deverá ser transmitido, pela Internet, para a

SEFAZ, através do uso de tecnologia web service no qual Software desenvolvido para permitir a interação entre computadores, através de uma rede (W3C, 2007), antes da saída da mercadoria de seu estabelecimento. Como requisito crítico para proteção e sigilo da

(2005) aponta a utilização de protocolos de segurança ou

criptografia. A transmissão para a SEFAZ poderá ser feita a cada NF-e ou em lotes de NF-e. Mesmo na transmissão em lote, cada NF-e precisará ter assinatura digital. Após a transmissão, a SEFAZ automaticamente realizará a validação, autenticando os seguintes aspectos:

informação, o Encontro

- emissor autorizado;

- assinatura digital do emitente;

- integridade;

- formato dos campos do arquivo (esquema XML);

- regularidade fiscal do emitente;

- regularidade fiscal do destinatário;

- não existência da NF-e na base de dados na Secretaria da Fazenda.

Caso não seja detectada nenhuma irregularidade na validação dos dados analisados, a NF-e será recebida e armazenada pela SEFAZ, que retornará a “Autorização de Uso” e disponibilizará a NF-e para consulta através da Internet, pelas partes envolvidas na operação (emitente e destinatário) e a terceiros legitimamente interessados (que dispuserem da chave de acesso a NF-e). O protocolo de transação, com status “Autorização de Uso” conterá ainda a identificação da NF-e através de sua chave de acesso, data/hora/minuto/segundo que a NF-e foi recebida pela SEFAZ e um código de protocolo. Opcionalmente, este documento poderá ser assinado digitalmente pela Secretaria da Fazenda receptora. Somente após o recebimento deste protocolo de transação poderá haver a saída da mercadoria e do estabelecimento. Entretanto, a mercadoria deverá estar acompanhada do DANF-e. O emissor poderá, ainda, transmitir a NF-e autorizada, por qualquer meio, inclusive correio eletrônico, ao destinatário.

24

Caso ocorra algum problema na validação da recepção, poderão ocorrer três situações:

- Interrupção da comunicação, sem um protocolo de transação em resposta da

SEFAZ: ocorrerá quando, por algum problema de ordem técnica na comunicação de dados, não foi possível a recepção do arquivo pela SEFAZ. Caso esta situação ocorra, o contribuinte deverá realizar um novo envio;

- Resposta da SEFAZ com o protocolo da transação com status “Rejeição”: esta

situação ocorrerá caso seja detectado algum problema na validação da recepção, por exemplo: assinatura digital inválida, não preenchimento ou preenchimento inválido do número da NF-e, existência da NF-e na base de dados da SEFAZ, etc. Neste caso, o arquivo será descartado da base de dados da SEFAZ podendo o contribuinte corrigir o problema e enviar novamente o arquivo para a SEFAZ. Além da identificação do motivo da rejeição da NF-e;

- Resposta da SEFAZ com protocolo de transação com status “Não Autorização de Uso”: esta situação ocorre quando a NF-e não obteve seu uso autorizado pela SEFAZ. Este caso poderá ocorrer devido a problemas com a regularidade fiscal do emissor, ou formatos de campos após a identificação da NF-e, entre outros. Neste caso a NF-e é armazenada no banco de dados da SEFAZ com status referentes, não podendo o mesmo número da NF-e ser utilizado novamente pelo emissor, nem realizar a saída da mercadoria. Além da identificação de “Não Autorização de Uso” o protocolo de transação conterá a chave de acesso da NF-e, data/hora/minuto/segundo, a identificação do motivo da não autorização e um código de protocolo.

do motivo da não autorização e um código de protocolo. Etapa 3 – Envio da NF-e

Etapa 3 Envio da NF-e à Receita Federal e à Secretaria da Fazenda do destino:

Após receber e armazenar a NF-e, a SEFAZ envia o arquivo digital à Receita Federal do Brasil e, no caso de operações interestaduais, a Secretaria da Fazenda do estado de destino da mercadoria, através da Rede de Informações da Sintegra. No caso das operações interestaduais, os postos fiscais de fronteira receberão a

(2005), eliminará a necessidade atual de digitação de

notas fiscais, facilitará o controle do fisco e reduzirá o tempo gasto pelo contribuinte

resolvendo os trâmites burocráticos nas repartições competentes.

informação da NF-e, que o Encontro

25

No caso de exportação de mercadorias através de portos e aeroportos não situados na Unidade da Federação da circunscrição do emitente da NF-e, o arquivo digital transmitido para a SEFAZ da Unidade Federada de embarque das mercadorias.

a SEFAZ da Unidade Federada de embarque das mercadorias. Etapa 4 – Confirmação de recebimento da

Etapa 4 Confirmação de recebimento da NF-e pelo destinatário:

Este é o processo que no qual o contribuinte e destinatário da mercadoria realizam a confirmação para a SEFAZ de que recebeu o conteúdo discriminado em uma NF-e esta confirmação poderá ser realizada de duas formas: manualmente no site da SEFAZ ou de forma eletrônica através de tecnologia web service.

3.8 O DOCUMENTO AUXILIAR DA NOTA FISCAL ELETRÔNICA (DANF-E)

O DANF-e é um documento fiscal auxiliar impresso em papel, com o objetivo de:

- Acompanhar o trânsito de mercadorias;

- Coletar a firma do destinatário para comprovação de entrega das mercadorias ou prestação de serviços;

- Auxiliar a escrituração da NF-e no destinatário não receptor de NF-e.

O DANF-e poderá ter tantas folhas quanto forem necessárias para a discriminação

das mercadorias. Este documento deverá conter, em destaque, a frase “SEM VALOR FISCAL” e estará sujeito a legislação aplicável para emissão e preenchimento da nota fiscal

modelo 1/1ª (ENCONTRO

A critério da empresa, o número do Protocolo de Autorização de Uso recebido da

SEFAZ poderá ser disponibilizado no DANF-e.

2006).

3.9 CANCELAMENTO DE NF-E

Somente poderá ser cancelada uma NF-e que tenha sido previamente autorizada (protocolo “Autorização de Uso”), esteja dentro do período de tempo determinado pela legislação e cuja mercadoria ainda não tenha saído do estabelecimento.

26

Para efetuar o cancelamento de uma NF-e, o emissor deverá enviar uma mensagem, via web service, à SEFAZ, com assinatura digital, solicitando seu cancelamento e identificando-a através de sua chave de acesso. Caso não haja nenhuma restrição, o contribuinte receberá um protocolo de transação com o status “Cancelamento de NF-e”. Este conterá, ainda, a identificação da NF-e (chave de acesso) e o momento (data/hora/minuto/segundo) em que a NF-e teve seu cancelamento registrado pela SEFAZ.

3.10 TRANSMISSÃO DA NF-E EM REGIME DE CONTIGÊNCIA

Em caso de indisponibilidade do Fisco de circunscrição do contribuinte emitente, a

aplicação de web services deverá identificar este estado de indisponibilidade e transmitir a NF-e diretamente à Receita Federal, que posterior mente atualizará o site da SEFAZ. Em caso de indisponibilidade do contribuinte em virtude de problemas técnico, o DANF-e será emitido em duas vias, atendendo às disposições do Convênio ICMS 58, de 28

, Uma das vias do DANF-e, emitido em formulário de segurança, permitirá o trânsito da mercadoria até a solução dos problemas técnicos. A outra via deverá ser mantida pelo emissor e pelo destinatário, pelo prazo estabelecido na legislação tributária para a guarda de documentos fiscais. Após a regularização do acesso ao sistema, o contribuinte emissor deverá efetuar a transmissão da NF-e, informando inclusive o número dos formulários de segurança utilizados.

de junho de 1995 (ENCONTRO

2005).

3.11 BENEFÍCIOS ESPERADOS

Espera-se que a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) possa trazer diversos benefícios. Destacam-se:

27

Para o emissor:

- Redução dos custos de impressão;

- Redução de custos de aquisição de papel;

- Redução de custos de envio do documento fiscal;

- Redução de custos de armazenagem de documentos fiscais;

- Redução de tempo de parada de caminhões em Postos Fiscais de Fronteira;

- Incentivo a uso de relacionamentos eletrônicos com clientes (B2B).

Para o comprador:

- Eliminação de digitação de notas fiscais na recepção de mercadorias;

- Planejamento de logística de entrega pela recepção antecipada da informação da NF-e;

- Redução de erros de escrituração devido a erros de digitação de notas fiscais;

- Incentivo a uso de relacionamentos eletrônicos com fornecedores (B2B). Para a Administração Tributária:

- Aumento na confiabilidade da Nota Fiscal;

- Melhoria no processo de controle fiscal, possibilitando um melhor intercâmbio e compartilhamento de informações entre os fiscos;

- Redução de custos no processo de controle das notas fiscais capturadas pela fiscalização de mercadorias em trânsito; -Diminuição da sonegação e aumento de arrecadação;

- Suporte aos projetos de escrituração eletrônica contábil e fiscal da Secretaria da Receita Federal e demais Secretarias de Fazendas Estaduais. Para a sociedade:

- Redução do consumo de papel, com impacto em termos ecológicos;

- Incentivo ao comércio eletrônico e ao uso de novas tecnologias;

- Padronização dos relacionamentos eletrônicos entre empresas;

- Surgimento de oportunidades de negócios e empregos na prestação de serviços ligados a Nota Fiscal Eletrônica.

28

4 NOTA FISCAL DE SERVIÇOS ELETRÔNICA

4.1 O PROJETO

O Projeto Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) está sendo desenvolvido de

forma integrada, pela Receita Federal do Brasil (RFB) e Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais (Abrasf), atendendo o Protocolo de Cooperação ENAT nº 02, de 7 de dezembro de 2007, que atribuiu a coordenação e a responsabilidade pelo desenvolvimento e implantação do Projeto da NFS-e. A Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) é um documento de existência digital, gerado e armazenado eletronicamente em Ambiente Nacional pela RFB, pela prefeitura ou por outra entidade conveniada, para documentar as operações de prestação de serviços. Esse projeto visa o benefício das administrações tributárias padronizando e melhorando a qualidade das informações, racionalizando os custos e gerando maior eficácia, bem como o aumento da competitividade das empresas brasileiras pela racionalização das obrigações acessórias (redução do custo-Brasil), em especial a dispensa da emissão e guarda de documentos em papel.

4.2 CONHECIMENTO DE TRANSPORTE ELETRÔNICO (CT-E)

O Conhecimento de Transporte eletrônico (CT-e) é o novo modelo de documento

fiscal eletrônico, instituído pelo AJUSTE SINIEF 09/07, de 25/10/2007, que poderá ser utilizado para substituir um dos seguintes documentos fiscais:

- Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8;

- Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, modelo 9;

- Conhecimento Aéreo, modelo 10;

Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 11; Nota Fiscal de Serviço de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 27; Nota Fiscal de Serviço de Transporte, modelo 7, quando utilizada em transporte de

cargas.

29

O CT-e também poderá ser utilizado como documento fiscal eletrônico no transporte dutoviário e, futuramente, nos transportes Multimodais. Podemos conceituar o CT-e como um documento de existência exclusivamente digital, emitido e armazenado eletronicamente, com um intuito de documentar uma prestação de serviços de transportes, cuja validade jurídica é garantida pela assinatura digital do emitente e a Autorização de Uso fornecia pela administração tributária do domicílio do contribuinte. O Projeto Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) está sendo desenvolvido, de forma integrada, pelas Secretarias de Fazenda do Estado e Receita Federal do Brasil, a partir da assinatura do Protocolo ENAT 03/2006, de 10/11/2006, que atribui ao Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (ENCAT) a coordenação e a responsabilidade pelo desenvolvimento e implantação do Projeto CT-e.

30

5. SPED (SISTEMA DE ESCRITURAÇÃO DIGITAL)

O SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados), valendo-se da experiência no desenvolvimento de sistemas e soluções no ambiente e-gov (governo eletrônico), iniciou o projeto SPED (Sistema Público de Escrituração Digital). De forma mais objetiva, podemos nos referir ao SPED como um software (programa de computador) que será oferecido pela Receita Federal a todas as empresas para que elas possam manter e enviar a este órgão informações de natureza fiscal e contábil, a partir de arquivos eletrônicos mantidos em seus computadores, bem como informações previdenciárias, Livros Fiscais, Comerciais e Contábeis gerados através de escrituração, além de Demonstrações Contábeis. Ao contribuinte será permitido validar, assinar digitalmente, visualizar o conteúdo destes arquivos e enviar, através da Internet, seus dados para os diversos órgãos que tratam do registro e fiscalização nas várias esferas. Visando alcançar um alto grau na integração dos fiscos federal/estaduais e, posteriormente, municipais, bem como integrar todo o processo relativo às notas fiscais, o SPED propõe a padronização, racionalização e compartilhamento das informações contábil e fiscal digital, além de minimizar os custos com armazenamento e despesas com o cumprimento de obrigações acessórias. Os benefícios serão relevantes para as administrações tributárias e para os contribuintes, visto que o projeto do SPED deverá abrir um leque de debates e ações com medidas conjuntas em seus três campos de atuação: Nota Fiscal Eletrônica, Escrituração Contábil e Fiscal Eletrônica. Atualmente são muitas as dificuldades para que uma empresa possa se manter em dia com as receitas fazendárias. O arquivamento de documentos pelo período exigido pela legislação requer a utilização de pessoal, cuidados e gastos significativos. Quando há a necessidade de recuperar um desses documentos, seja por imposição do Fisco ou para fins de auditagem, o contribuinte geralmente tem um imenso trabalho para localizá-lo no grande volume de papeis armazenados. Algumas empresas envolvidas no projeto piloto da Nota Fiscal Eletrônica chegam a emitir quase um milhão de NFs por mês. Além dessa dificuldade na guarda, manuseio e recuperação de documentos, as empresas são obrigadas a prestar contas aos diferentes níveis de fiscos (federal, estadual e

31

municipal) fornecendo informações de forma e conteúdos variados e em momentos distintos, aumentando consideravelmente a possibilidade de erro. Com as funcionalidades que estão sendo incluídas no SPED, ao invés de vários PGDs (Programas Geradores de Declarações), as empresas passarão a entregar um único arquivo com a escrituração fiscal e também um só arquivo com a escrituração contábil. O

projeto unifica diversas solicitações de informações a que o contribuinte está sujeito hoje, o que acaba gerando conflito entre um PGD e outro. A partir da unificação dessas demandas numa fonte, com toda segurança da assinatura digital, a expectativa é obter dados mais confiáveis, diminuindo a necessidade de auditorias posteriores (Machado, 2007, p. 17). Grandes vantagens são esperadas para as empresas e para a administração pública. Segundo (Bruno, 2007, p. 22) Nós costumamos dizer, internamente, que esse é um projeto “ganha-ganha”, pois ele é de alto interesse para o fisco, por permitir um maior controle de arrecadação e um acompanhamento mais precisam do contribuinte; e, ao mesmo tempo, é um projeto do maior interesse para as empresas, porque simplifica muito os seus trabalhos burocráticos internos e o cumprimento da legislação, além de oferecer grade redução de custos.

A proposta é fazer com que todo o volume de informações possa ser compartilhado

entre os fiscos federal e estaduais, e posteriormente, pelos fiscos municipais através de dados compatíveis entre si. Todo esse processo feito de forma automática, com os dados viajando

em uma grande rede digital, com a segurança garantida pela tecnologia da certificação digital.

O SPED é um projeto que vem atender a uma demanda antiga da administração

pública fazendária: como fazer para agilizar os processos de negócio em que há a

participação das três camadas do Estado. Isso realmente é algo perseguido há muito tempo, pois a troca dessas informações é extremamente complexa e volumosa. Tanto os governos quanto as empresas só têm a ganhar com a doação desse sistema. O conjunto de valores agregado pelo SPED chegará diretamente ao bolso dos consumidores finais.

O grande problema do modelo vigente são as inúmeras obrigações acessórias que o

contribuinte é obrigado a prestar junto ao fisco. Hoje, nas três esferas tributárias, são quase

100 dessas obrigações. Ao tempo em que facilita a vida dos contribuinte, o SPED também vai ajudar a combater a sonegação, reduzindo a concorrência desleal. Então a base de tributação aumenta, crescendo a arrecadação do Estado. As empresas, pelo fato de terem menores gastos, poderão diminuir o preço final de seus produtos e serviços para os cidadãos.

32

Quando uma Nota Fiscal Eletrônica for emitida relativa a uma venda interestadual,

tanto o estado de origem como o estado de destino tomará ciência da transação em tempo real, e poderão fiscalizar com rigor o devido cumprimento das obrigações tributárias.

A Receita Estadual já identificou casos em que fornecedores de São Paulo, onde a

alíquota para esse produto é de 16%, registravam a venda de lotes para a Bahia, em que tem alíquota de 5%. Mas o produto permanecia em território paulista para ser vendido à população. Ou seja, havia uma sonegação de mais de 2/3 do imposto devido. SUSSUMU, membro da Coordenação de Fiscalização da Receita Federal, e Supervisor Geral do Projeto na SRF. No sentido de obter uma visão de “construção coletiva” e banir a idéia de uma “legislação impositiva”, o fisco convidou para o projeto representante da sociedade, demais órgãos e autarquias envolvidos e empresas-piloto de grande porte. O primeiro passo foi dado em 2004, durante o ENAT (Encontro Nacional de Administradores Tributários), em Salvador. Durante o evento, foi celebrado um compromisso para o cumprimento de uma emenda constitucional que determinou a troca de informações tributárias entre estados. Um ano mais tarde, o segundo encontro em São Paulo, os participantes chegaram a um acordo para a criação do SPED e da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e).

Dentro do governo federal existe o PPI (Projeto de Investimentos do Governo

Federal), no qual são priorizadas as ações que darão condições de melhoria ao ambiente de negócios do país e de redução do custo Brasil. Dentro dele existe o Projeto de Modernização da Administração Tributária e Aduaneira. Em virtude da grande complexidade técnica e operacional necessário para execução do SPED, a tarefa de desenvolvimento do sistema foi dividida em três frentes de trabalho. Em cada uma dessas frentes, atuam grupos de trabalho com papéis bem definidos.

A Receita Federal em conjunto com as Secretarias Fazendárias Estaduais (Sefaz), se

emprenham no sentido de concretizar um “ambiente integrado”, em nível racional, para as

áreas de Escrituração Fiscal e Escrituração Contábil. Este “ambiente integrado” também funcionará como um grande arquivo de Notas Fiscais Eletrônicas emitidas em todos os estados, sendo útil como espaço de contingência em e eventuais falhas nos sistemas estaduais. O suporte tecnológico ficará a cargo do SERPRO. É uma forma muito diferente e nova de trabalhar, na qual estados e empresas sentam- se à mesa de reuniões junto com a Receita Federal para discutir qual a informação, a periodicidade, e como essa informação vai ser apresentada. Quinze estados têm

33

representantes no grupo da Escrituração Fiscal que é a parte arrecadatória. Já na contábil, que tem o impacto maior na área de auditoria, são apenas dois estados, mas nessa Escrituração temos a participação de vários outros órgãos de controle, como Banco Central,

a Susep (Superintendência de Seguros Privados) e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

O projeto da NF-e é coordenado pelas Sefaz através do ENCAT (Fórum dos

Administradores Tributários das Secretarias de Fazenda Estaduais Encontro Nacional dos Coordenadores e Administradores Tributários), a Receita Federal será a responsável pelo processo de integração da NF-e. Nesse projeto está atribuído à Receita Federal o importante papel de prover um ambiente nacional, com tecnologias aplicadas ao SPED como um todo, que será compartilhado com os fiscos dos estados. As Secretarias de Fazenda Estaduais irão implementar as ferramentas tecnológicas para interagir com seus respectivos contribuintes, e também como o ambiente nacional da Receita. O interesse mostrado pelas várias instituições envolvidas no projeto, destaca a importância estratégica do SPED para cada um desses setores.

Projetos muito grandes, que têm participação dos estados, que têm de ter a concordância e também o incentivo da administração federal, tendem às vezes a não acontecer por um motivo ou outro. O Sped não corre esse risco, porque as empresas têm

interesse, a sociedade tem interesse, o governo tem interesse. Isso vai empurrar para que o projeto aconteça.

A padronização dos requisitos necessários ao bom funcionamento do sistema nas

várias esferas tributárias tem sido o tema dominante nas reuniões dos grupos de trabalho,

visto que os diversos ambientes que formam a arquitetura do SPED deverão ser integrados através de recursos tecnológicos diversos. Cada SEFAZ poderá decidir qual a solução, em Tecnologia da Informação, mais viável para aplicar junto aos contribuintes em sua área de atuação. As SEFAZ serão integradas ao SERPRO através de web service, desenvolvido pelo SERPRO. Em se tratando das Escriturações Fiscais e Contábeis, o SERPRO ainda está planejando uma maneira para recepção dos dados, este planejamento exige o máximo de cuidado em virtude do grande volume de dados em questão.

A expectativa é de que, em seis anos, o ambiente nacional conte com 400 Terabytes

de armazenamento. Entendemos que se trata de um desafio de tecnológicos e processos de

34

gerenciamento adequados a essa grandeza, para entregar o resultado que a Receita espera. TEXEIRA, gestora do SPED no SERPRO. Todos os documentos recebidos deverão ser assinados digitalmente. Em razão das propriedades de segurança do SPED, todos os aplicativos da Receita Federal deverão sofrer um amplo processo de revisão. O desenvolvimento do SPED, sem dúvida, marca uma revolução para a administração pública em suas diferentes áreas, trazendo consigo a promoção da desburocratização, o incentivo ao setor produtivo e a transparência do Estado. Uma inovação tecnológica em favor do Brasil repleta de benefícios.

5.2 ECD ( ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL DIGITAL)

Por meio da Instrução Normativa RFB nº 777/2007, foi instituída a Escrituração Contábil Digital (ECD), para fins fiscais e previdenciários. De acordo com a norma, a ECD deverá ser transmitida, pelas pessoas jurídicas a ela obrigadas, ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), instituído pelo Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007, e será considerada válida após a confirmação de recebimento do arquivo que a contém e, quando for o caso, após a autenticação pelos órgãos de registro. Fica claro que a ECD compreenderá a versão digital dos seguintes livros: livro Diário e seus auxiliares se houver; livro Razão e seus auxiliares se houver; e livro Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias dos assentamentos neles transcritos. Os livros contábeis serão emitidos em forma eletrônica e passarão a ser assinados

digitalmente, utilizando-se de certificado de segurança estabelecida por entidade credenciada pela Infra-estrutura de Chaves Pública Brasileira (ICP-Brasil). Segundo a Instrução Normativa RFB nº 777/2007, ficam obrigadas a adotar a ECD:

- Em relação aos fatos contábeis ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2008, as

pessoas jurídicas sujeitas a acompanhamento econômico-tributário diferenciado, nos termos

da Portaria RFB nº 11.211, de 7 de novembro de 2007, e sujeitas à tributação do imposto de renda com base no lucro real;

- Em relação aos fatos contábeis ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2009, as

demais pessoas jurídicas sujeitas à tributação do Imposto de Renda com base no Lucro Real.

35

Vale salientar que a entrega da ECD será facultada às demais pessoas jurídicas não

obrigadas nos termos da norma. O Programa Validador e Assinador (PVA) foi especificamente desenvolvido controlar o ECD para tal fim, contendo, no mínimo, as seguintes funcionalidades: validação do arquivo digital da escrituração; assinatura digital; visualização da escrituração; transmissão para o Sped; e consulta à situação da escrituração (PORTAL IOB, 2007). A ECD será transmitida anualmente ao Sped até o último dia útil do mês de junho do ano seguinte ao ano-calendário a que se refira à escrituração. Vale salientar que nos casos de extinção, cisão parcial, cisão total, fusão ou incorporação, a ECD deverá ser entregue pelas pessoas jurídicas extintas, cindidas, fusionadas, incorporadas e incorporadoras até o último dia útil do mês subseqüente ao do evento. O acesso ao ambiente nacional do Sped fica condicionado a autenticação mediante certificado digital credenciado pela ICP-Brasil, emitido em nome do órgão ou entidade de que trata o art. 7º da instrução normativa (PORTAL IOB, 2007). Todas as informações sobre o acesso à ECD pelos órgãos e entidades de que trata o art. 7º ficará disponível para a pessoa jurídica titular da ECD, em área específica no ambiente nacional do Sped, com acesso mediante certificado digital. A não apresentação da ECD no prazo fixado no art. 5º acarretará a aplicação de multa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por mês-calendário ou fração.

A edição das normas complementares a esta Instrução Normativa, em especial: as

regras de validação aplicáveis aos campos, registros e arquivos; as tabelas de código internas

ao Sped, referenciadas no Manual de que trata o art. 11; e as fichas de lançamento de que trata o inciso III do art. 2º, ficarão a cargo da Coordenação-Geral de Fiscalização (Cofis).

O Ministério da Fazenda dispõe de uma lista de instituições, empresas e outras

entidades que já utilizam a ECD e estão participando do SPED.

Instituições:

Associação Brasileira das Secretarias de Finanças dos Municípios das Capitais - ABRASF

36

Banco Central do Brasil - BACEN

Banco Central do Brasil - BACEN Comissão de Valores Mobiliários - CVM Conselho Federal de Contabilidade

Comissão de Valores Mobiliários - CVM

do Brasil - BACEN Comissão de Valores Mobiliários - CVM Conselho Federal de Contabilidade - CFC

Conselho Federal de Contabilidade - CFC

Mobiliários - CVM Conselho Federal de Contabilidade - CFC Departamento Nacional de Registro de Comércio -

Departamento Nacional de Registro de Comércio - DNRC

- CFC Departamento Nacional de Registro de Comércio - DNRC Encontro Nacional dos Coordenadores e Administradores

Encontro Nacional dos Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais - ENCAT

e Administradores Tributários Estaduais - ENCAT Secretaria da Receita Federal Secretaria da Receita

Secretaria da Receita Federal

Tributários Estaduais - ENCAT Secretaria da Receita Federal Secretaria da Receita Previdenciária Secretarias de

Secretaria da Receita Previdenciária

da Receita Federal Secretaria da Receita Previdenciária Secretarias de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação

Secretarias de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal

Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal Superintendência da Zona Franca de Manaus -

Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

Federal Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA Superintendência de Seguros Privados - SUSEP Empresas:

Superintendência de Seguros Privados - SUSEP

Empresas:

Ambev

de Seguros Privados - SUSEP Empresas: Ambev Banco do Brasil S.A. Caixa Econômica Federal Cervejarias

Banco do Brasil S.A.

Privados - SUSEP Empresas: Ambev Banco do Brasil S.A. Caixa Econômica Federal Cervejarias Kaiser Brasil S.A.

Caixa Econômica Federal

Ambev Banco do Brasil S.A. Caixa Econômica Federal Cervejarias Kaiser Brasil S.A. - FEMSA Cia. Ultragaz

Cervejarias Kaiser Brasil S.A. - FEMSA

Econômica Federal Cervejarias Kaiser Brasil S.A. - FEMSA Cia. Ultragaz S.A. Disal - Administradora de Consórcios

Cia. Ultragaz S.A.

Cervejarias Kaiser Brasil S.A. - FEMSA Cia. Ultragaz S.A. Disal - Administradora de Consórcios Ltda -

Disal - Administradora de Consórcios Ltda - Grupo Assobrav

Disal - Administradora de Consórcios Ltda - Grupo Assobrav Eurofarma Laboratórios Ltda FIAT Automóveis S.A. Ford

Eurofarma Laboratórios Ltda

Ltda - Grupo Assobrav Eurofarma Laboratórios Ltda FIAT Automóveis S.A. Ford Motor Company Brasil Ltda General

FIAT Automóveis S.A.

Assobrav Eurofarma Laboratórios Ltda FIAT Automóveis S.A. Ford Motor Company Brasil Ltda General Motors do Brasil

Ford Motor Company Brasil Ltda

Ltda FIAT Automóveis S.A. Ford Motor Company Brasil Ltda General Motors do Brasil Ltda Gerdau Aços

General Motors do Brasil Ltda

Ford Motor Company Brasil Ltda General Motors do Brasil Ltda Gerdau Aços Longos S.A. Petróleo Brasileiro

Gerdau Aços Longos S.A.

Ltda General Motors do Brasil Ltda Gerdau Aços Longos S.A. Petróleo Brasileiro S.A. Pirelli Pneus S/A

Petróleo Brasileiro S.A.

Ltda Gerdau Aços Longos S.A. Petróleo Brasileiro S.A. Pirelli Pneus S/A Redecard S.A. Robert Bosch Sadia

Pirelli Pneus S/A

Longos S.A. Petróleo Brasileiro S.A. Pirelli Pneus S/A Redecard S.A. Robert Bosch Sadia S/A Serpro –

Redecard S.A.

Petróleo Brasileiro S.A. Pirelli Pneus S/A Redecard S.A. Robert Bosch Sadia S/A Serpro – Serviço Federal

Robert Bosch

Brasileiro S.A. Pirelli Pneus S/A Redecard S.A. Robert Bosch Sadia S/A Serpro – Serviço Federal de

Sadia S/A

S.A. Pirelli Pneus S/A Redecard S.A. Robert Bosch Sadia S/A Serpro – Serviço Federal de Processamento

Serpro Serviço Federal de Processamento de Dados

S/A Serpro – Serviço Federal de Processamento de Dados Siemens Vdo Automotive Ltda Souza Cruz S.A.

Siemens Vdo Automotive Ltda

de Processamento de Dados Siemens Vdo Automotive Ltda Souza Cruz S.A. Telefônica - Telecomunicações de São

Souza Cruz S.A.

de Dados Siemens Vdo Automotive Ltda Souza Cruz S.A. Telefônica - Telecomunicações de São Paulo S.A.

Telefônica - Telecomunicações de São Paulo S.A.

Siemens Vdo Automotive Ltda Souza Cruz S.A. Telefônica - Telecomunicações de São Paulo S.A. Toyota do

Toyota do Brasil Ltda

Siemens Vdo Automotive Ltda Souza Cruz S.A. Telefônica - Telecomunicações de São Paulo S.A. Toyota do

37

Usiminas Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A.

Usiminas – Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. VarigLog - Varig Logística S/A Volkswagen do Brasil

VarigLog - Varig Logística S/A

de Minas Gerais S.A. VarigLog - Varig Logística S/A Volkswagen do Brasil Ltda Wickbold & Nosso

Volkswagen do Brasil Ltda

S.A. VarigLog - Varig Logística S/A Volkswagen do Brasil Ltda Wickbold & Nosso Pão Indústrias Alimentícias

Wickbold & Nosso Pão Indústrias Alimentícias Ltda

S.A. VarigLog - Varig Logística S/A Volkswagen do Brasil Ltda Wickbold & Nosso Pão Indústrias Alimentícias

Outras Entidades:

ABBC - Associação Brasileira de Bancos

ABBC - Associação Brasileira de Bancos Abrasca - Associação Brasileira das Companhias Abertas Andima - Associação

Abrasca - Associação Brasileira das Companhias Abertas

Abrasca - Associação Brasileira das Companhias Abertas Andima - Associação Nacional das Instituições do Mercado

Andima - Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro

Nacional das Instituições do Mercado Financeiro ANFAVEA – Associação Nacional dos Fabricantes de

ANFAVEA Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos automotores

Nacional dos Fabricantes de Veículos automotores ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres CFC -

ANTT Agência Nacional de Transportes Terrestres

ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres CFC - Conselho Federal de Contabilidade Febraban -

CFC - Conselho Federal de Contabilidade

Terrestres CFC - Conselho Federal de Contabilidade Febraban - Federação Brasileira de Bancos Fenacon -

Febraban - Federação Brasileira de Bancos

de Contabilidade Febraban - Federação Brasileira de Bancos Fenacon - Federação Nacional das Empresas de Serviços

Fenacon - Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas

de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas Fenainfo – Federação Nacional das Empresas de

Fenainfo Federação Nacional das Empresas de Serviços Técnicos de Informática e Similares

– Federação Nacional das Empresas de Serviços Técnicos de Informática e Similares Junta Comercial do Estado

Junta Comercial do Estado de MG

– Federação Nacional das Empresas de Serviços Técnicos de Informática e Similares Junta Comercial do Estado

O Sped estabelece um novo tipo de relacionamento, baseado na transparência mútua,

com reflexos positivos para toda a sociedade.

5.3 ERP NO CONTEXTO DO SPED

ERP(Enterprise Resource Planning) são Sistemas de informações que integram todos

os dados e processos de uma organização em um único sistema. A integração pode ser vista

sob a perspectiva funcional (sistemas de finanças, contabilidade, recursos humanos,

fabricação, marketing e vendas, etc) e sob a perspectiva sistêmica (sistema de processamento

de transações, sistemas de informações gerenciais, sistema de apoio a decisões, etc). Os

ERPs, em termos gerais, são uma plataforma de software desenvolvida para integrar os

diversos departamentos de uma empresa, possibilitando a automação e ao armazenamento de

todas as informações de negócio.

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A questão principal é que as empresas, independentemente de seu porte ou ramo de atividade, precisam de uma gestão integrada de processos para competir com o mundo atual. Aliás, quanto mais competitivo for o mercado em que a empresa atua, maior a correlação entre a gestão integrada e sucesso empresarial. Com a implantação do SPED, cada operação do “mundo real” em uma empresa deve ser representada por um lançamento contábil. Venda de mercadorias, compra de insumos, produção, pagamentos, recebimentos, investimentos, aquisição de ativos, e assim por diante. Um bom ERP registra esses fatos do ponto de vista operacional e do ponto de vista contábil, de forma a viabilizar o fornecimento de informações precisas e confiáveis para apoio à tomada de decisões. Quando o SPED for realidade nas empresas, o fisco terá as informações sobre tudo o que a empresa compra e vende através da NF-e, em tempo real. Mensalmente, o fisco eletrônico terá os documentos de entrada, saídas e inventário de mercadorias, além da “memória de cálculo” de apuração de tributos(ICMS e IPI) e ainda, as faturas e suas parcelas a pagar e a receber. Por fim, anualmente, seus movimentos e demonstrativos contábeis.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Uma das grandes preocupações atuais refere-se ao cruzamento de dados de forma ordenada e segura, visto que a humanidade está produzindo em ritmo crescente. Neste aspecto, entidades públicas e privadas do Brasil devem enfrentar o mesmo problema, pois grande parte de suas documentações não integra um banco de dados.Muitos documentos podem ser extraviados dificultando a prestação de contas por parte dos gestores, livrar os contribuintes das filas, reduzir o excesso de papel, a desburocratização, a simplificação dos processos e aumentar controle fiscal nas empresas e aumentar arrecadação é o que pretende a Receita Federal do Brasil com a implantação do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). Com o surgimento do SPED, é possível enxergar que a contabilidade caminha a passos largos para uma nova era, cheios de possibilidades, que com certeza irão levar sempre para frente e para o novo. Com a nova tecnologia, muitos termos, muitos conhecimentos e muitas exigências serão agregados a contabilidade, tanto para os governos e empresas, mas, principalmente para o profissional contábil que será o operador de todo essa nova tecnologia. Durante os capítulos, foi demonstrada até com certa facilidade as inúmeras vantagens que a inovação tecnológica trouxe para controle fiscal, para controle contábil, para gestão empresarial e governamental. Concluem-se também alguns novos processos que já acontecem no meio da contabilidade brasileira. Concluo que o profissional de contabilidade, inserido nesse mercado de trabalho, tem sido objeto de uma capacitação multidisciplinar, fazendo com que este profissional agregue ao seu conhecimento contábil, a outros conhecimentos, dando maior celeridade e qualidade ao serviço prestado. Diante dos objetivos apresentados, foram mostradas as novas tecnologias que o profissional contábil possa cada vez mais tomar conhecimento das inovações e assim continuar nesse processo contínuo de qualificação. Percebe-se, ainda, o movimento do próprio sistema governamental que tem tido a preocupação de inserir os seus órgãos competentes pela administração contábil na evolução da contabilidade, criando um ambiente favorável para inserção das empresas ao modelo fiscal. O suporte do governo, no primeiro momento, tem-se mostrado muito benéfico às empresas. Contudo, para que esse elo governo-empresa possa funcionar bem, é necessário que as empresas também possam realizar investimentos em sua área tecnológica,

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informatizando todo o seu sistema contábil, estruturando uma rede de comunicação, com segurança e eficiência. Outra realidade notada é que a inserção de novas práticas, utilizando a tecnologia, leva-nos também a um tema bastante discutido na atualidade, a preservação do meio ambiente. A diminuição do uso de papéis como notas fiscais, de custos em geral de material de expediente, a diminuição do uso de transporte para solucionar problemas burocráticos e a economia de tempo, geram impactos bastante positivos quanto ao uso consciente de nossos recursos naturais. Porém, dentre de algumas considerações já feitas, talvez a principal razão da implantação desse novo modelo de gestão contábil, seja a desburocratização dos processos contábeis, já que a história da contabilidade confundia-se bastante com questão da burocracia, principalmente, em função das exigências controle estatal sobre as empresas e sua movimentação financeira. Assim, através destas inovações tecnológicas, o governo extingue formas precárias e burocráticas de controle fiscal e contábil, e implanta um sistema de monitoramento das empresas, que objetiva uma maior arrecadação de impostos. Chegar a estas conclusões mostra-nos que as novas ferramentas tecnológicas implantadas no sistema tributário brasileiro, trazem uma imensurável e irremediável, conseqüência positiva. Esse avanço tecnológico, já bastante esperado, afasta a contabilidade de procedimentos rudimentares, inserindo em uma nova “revolução” que ora acontece em todos os campos profissionais, a era da informação.

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ANEXOS

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