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MANEJO DO TRATAMENTO DE PACIENTES COM HIPERTENSÃO – PARTE I
MANEJO DO TRATAMENTO
DE PACIENTES COM
HIPERTENSÃO
– PARTE I
CAUSAS OBJETIVO
CAUSAS
OBJETIVO
Capacitar o farmacêutico para implementação do serviço de aferição de pressão arterial e manejo do
Capacitar o farmacêutico para implementação do
serviço de aferição de pressão arterial e manejo
do paciente com hipertensão, conforme
preconiza a Resolução RDC nº 44/09.
CAUSAS INTRODUÇÃO
CAUSAS
INTRODUÇÃO
PA = DC X RVP VS, FC, Contratilidade Volemia SNP Na + Mineralocorticóides Constritor Dilatador
PA
=
DC
X
RVP
VS, FC,
Contratilidade
Volemia
SNP
Na +
Mineralocorticóides
Constritor
Dilatador
α
β
Humoral
Endotélio
Dilatação
Constrição
NO
Baroceptores
PG
ATII
PGG
PGH
Cininas
Catecolaminas
EDHF
ET
ATII
Classificação da Hipertensão Arterial Classificação PAS (mmHg) PAD (mmHg) Ótima < 120 < 80 Normal
Classificação da Hipertensão Arterial
Classificação
PAS (mmHg)
PAD (mmHg)
Ótima
<
120
<
80
Normal
<
130
<
85
Limítrofe
130
– 139
85
– 89
Hipertensão
Estágio I (leve)
140
– 159
90
– 99
Estágio II (moderado)
160
– 179
100 – 109
Estágio III (grave)
180
≥ 110
Sistólica isolada
140
<
90
Quando as pressões sistólica e diastólica de um paciente situam-se em categorias diferentes, a maior deve ser utilizada para classificação da
pressão arterial.
Fonte: V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) e
Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), 2006
Fonte: O que é HAS? Sociedade Brasileira de Cardiologia
Fonte: O que é HAS? Sociedade Brasileira de Cardiologia
♦ ♦ Hipertenso baixo - moderado risco. Hipertenso baixo - moderado risco. ♦ ♦ Hipertenso
♦ ♦
Hipertenso baixo - moderado risco.
Hipertenso baixo - moderado risco.
♦ ♦
Hipertenso alto risco e/ou diabético.
Hipertenso alto risco e/ou diabético.
♦ ♦
Hipertenso alto risco com proteinúria.
Hipertenso alto risco com proteinúria.
CAUSAS FATORES DE RISCO
CAUSAS
FATORES DE RISCO
Na maioria das vezes não é possível saber com precisão a causa da hipertensão arterial,
Na maioria das vezes não é possível saber
com precisão a causa da hipertensão arterial,
mas sabe-se que muitos fatores podem ser
responsáveis.
Pré-DM/DM Dislipidemia ♀ < 65 ♂ < 55 Nefropatia
Pré-DM/DM
Dislipidemia
♀ < 65
♂ < 55
Nefropatia
2-4 mm/Hg 4-9 mm/Hg Dieta Sódio em excesso 8-14 mm/Hg 2-8 mm/Hg 5-20 mm/Hg (a
2-4 mm/Hg
4-9 mm/Hg
Dieta
Sódio em excesso
8-14 mm/Hg
2-8 mm/Hg
5-20 mm/Hg (a cada - 10 Kg)
CAUSAS SINTOMAS
CAUSAS
SINTOMAS
A pressão alta é silenciosa. Normalmente os sintomas só aparecem quando a hipertensão já existe
A pressão alta é silenciosa.
Normalmente os sintomas só aparecem
quando a hipertensão já existe há algum
tempo e um pouco antes de complicações
como infartos, acidentes vasculares e
problemas nos rins.
CAUSAS FISIOPATOLOGIA
CAUSAS
FISIOPATOLOGIA
RECEPTORES E SUAS ATIVIDADES CORAÇÃO β-1 RIM β-1 VASOS α-1 VASOS AT II VASOS ET
RECEPTORES E SUAS ATIVIDADES
CORAÇÃO
β-1
RIM
β-1
VASOS
α-1
VASOS
AT II
VASOS
ET
CAUSAS PORQUE TRATAR?
CAUSAS
PORQUE TRATAR?
Epidemiologia - Brasil Estimativas: • 17 milhões de portadores de hipertensão arterial, • 35% da
Epidemiologia - Brasil
Estimativas:
• 17 milhões de portadores de hipertensão arterial,
• 35% da população de 40 anos ou mais,
• 4% das crianças e adolescentes.
No Brasil a Hipertensão é responsável por:
• 25% das mortes por doença arterial coronariana,
• pelo menos 40% das mortes por AVE,
• 50% dos casos de IR terminal, em combinação com o
diabetes.
BRASIL. Ministério da Saúde – 2006.
MORTALIDADE CARDIOVASCULAR Risco relativo ajustado de mortalidade cardiovascular por níveis da pressão arterial
MORTALIDADE CARDIOVASCULAR
Risco relativo ajustado de mortalidade cardiovascular por níveis da pressão arterial sistólica (PAS) em homens
Arch Intern Med 1993; 153: 186-208
ALTERAÇÕES IDADE-DEPENDENTES NA PA (EUA) Alterações idade-dependentes na pressão arterial sistólica e diatólica
ALTERAÇÕES IDADE-DEPENDENTES NA PA (EUA)
Alterações idade-dependentes na pressão arterial sistólica e diatólica nos Estados Unidos Hypertension 1995; 25:305-313
COMPONENTES DA ESTRATIFICAÇÃO DO RISCO CARDIOVASCULAR EM PACIENTES COM HIPERTENSÃO •Componentes da síndrome
COMPONENTES DA ESTRATIFICAÇÃO DO RISCO CARDIOVASCULAR
EM PACIENTES COM HIPERTENSÃO
•Componentes da síndrome metabólica; TGF = Taxa de filtração glomerular
• JAMA 2003: 289: 2560 - 2572
Estagiamento da pressão arterial Avaliação do risco cardiovascular Pistas para HAS secundária Lesões de
Estagiamento da pressão arterial
Avaliação do risco
cardiovascular
Pistas para HAS
secundária
Lesões de órgãos-alvo
Causas Identificáveis de HAS Apneia do sono Induzida por drogas (licitas e ilícitas) Doença renal
Causas Identificáveis de HAS
Apneia do sono
Induzida por drogas (licitas e ilícitas)
Doença renal crônica
Aldosteronismo primário
Doença renovascular
Síndrome de Cushing - uso de corticosteroides
Feocromocitoma
Coarctação da aorta
Doença tireoidiana ou paratireoidiana
JNC 7
Indícios de hipertensão secundária • Início da hipertensão antes dos 30 anos •Tríade do feocromocitoma:
Indícios de hipertensão secundária
• Início da hipertensão antes dos 30 anos
•Tríade do feocromocitoma: palpitações, sudorese e cefaleia em crises
• Uso de medicamento e drogas que possam elevar a pressão arterial
• Fácies ou biotipo de doenças que cursam com hipertensão: doença
renal, hipertiteoidismo, acromegalia, síndrome de Cushing
• Presença de massas ou sopros abdominais
• Diminuição da amplitude ou retardo do pulso femoral
• Aumento da creatinina sérica
• Hipopotassemia (< 3,0 mEq/1)
• Exame de urina anormal (proteinúria ou hematúria)
MODELO DE TERMO DE CONSENTIMENTO TERMO DE CONSENTIMENTO O Sr.(a) foi devidamente informado sobre a
MODELO DE TERMO DE CONSENTIMENTO
TERMO DE CONSENTIMENTO
O Sr.(a)
foi
devidamente
informado sobre a finalidade deste atendimento e quanto ao sigilo dos seus
dados, concordando livremente com o registro destas informações.
O paciente também foi informado que poderá retirar o seu consentimento a
qualquer momento, sem que seja aplicada nenhuma penalidade e sem
nenhum prejuízo do seu atendimento neste estabelecimento.
Assinatura:
Nome legível:
RG:
(local),
(data)
de
(mês)
de
(ano).
OUTROS REQUISITOS LEGAIS Somente são considerados regulares os serviços farmacêuticos devidamente indicados no
OUTROS REQUISITOS LEGAIS
Somente são considerados regulares os serviços
farmacêuticos devidamente indicados no licenciamento de
cada estabelecimento (art. 61 § 3º da RDC nº44/09);
A autoridade sanitária realizará prévia inspeção para
verificação do atendimento aos requisitos mínimos (art. 61 § 4º
da RDC nº44/09);
O estabelecimento deve disponibilizar uma lista dos
estabelecimentos públicos de saúde mais próximos, contendo
o endereço e o telefone.
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A Pressão Arterial deve ser aferida com técnica adequada, utilizando-se aparelhos confiáveis e devidamente calibrados,
A Pressão Arterial deve ser aferida com técnica adequada,
utilizando-se aparelhos confiáveis e devidamente calibrados,
respeitando-se as recomendações para este procedimento.
Art. 71. Para a medição de parâmetros fisiológicos e bioquímico permitidos deverão ser utilizados materiais,
Art. 71. Para a medição de parâmetros fisiológicos e bioquímico permitidos
deverão ser utilizados materiais, aparelhos e acessórios que possuam registro,
notificação, cadastro ou que sejam legalmente dispensados de tais requisitos junto
à Anvisa.
Parágrafo único. Devem ser mantidos registros das manutenções e calibrações
periódicas dos aparelhos, segundo regulamentação específica do órgão
competente e instruções do fabricante do equipamento. (RDC 44/09)
• Ao adquirir um aparelho novo, exija que ele contenha a marca de verificação
inicial, que pode estar afixada no instrumento ou na embalagem.
• Conforme determinam as Portarias Inmetro 153/2005 e 96/2008, a verificação
periódica dos esfigmomanômetros deve ser realizada anualmente e a verificação
eventual deve ser realizada após reparo ou manutenção ou mediante solicitação
do detentor do instrumento. Deve-se preferir locais designados pelo Inmetro ou
dependências dos órgãos da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade –
RBMLQ (IPEMs – Institutos de Pesos e Medidas Estaduais).
www.ipem.sp.gov.br
www.inmetro.gov.br
Instituto de Pesos e Medidas (IPEM) Telefone: 0800-0130522 Dados importantes: 1. Calibração somente de aparelhos
Instituto de Pesos e Medidas (IPEM)
Telefone: 0800-0130522
Dados importantes:
1. Calibração somente de aparelhos aneroides (não calibração de digital);
2. Aparelho deve ser acompanhado de carta com dados da empresa, marca e
quantidade de aparelhos;
3.
É facultativo solicitar com certificado ou não (validade de 1 ano);
4.
Custo: R$ 9,00 cada aparelho e R$ 7,00 reais cada certificado (emissão de boleto em
10 dias);
5.
Recomenda-se ligar para saber qual regional atende a sua cidade;
6.
Recomenda-se enviar primeiro para manutenção e depois para calibração, pois caso
o aparelho necessitar de manutenção, será cobrado o custo da calibração da
mesma forma;
7.
As empresas autorizadas estão em uma relação no site;
8.
Maiores
informações
no
site
do
IPEM
(http://www.ipem.sp.gov.br/3emp/instrumento.asp?vpro=esfigmo#)
CAUSAS PACIENTES ESPECIAIS
CAUSAS
PACIENTES ESPECIAIS
Idosos Desaparecimento dos sons na ausculta durante a deflação do manguito, geralmente entre o final
Idosos
Desaparecimento dos sons na
ausculta durante a deflação do
manguito, geralmente entre o final
da fase I e o início da fase II dos
sons de Korotkoff.
Medidas falsamente aumentadas
devido à rigidez arterial.
Gestantes Fonte – imagem: http://www.portalmidia.net/wp-content/uploads/16_MHG_1601_mul_gravidez.jpg
Gestantes
Fonte – imagem: http://www.portalmidia.net/wp-content/uploads/16_MHG_1601_mul_gravidez.jpg
Obesos Bolsa inflável estreita Bolsa inflável larga PA falsamente elevada PA falsamente baixa
Obesos
Bolsa inflável
estreita
Bolsa inflável
larga
PA falsamente
elevada
PA falsamente
baixa
Outras Situações Especiais Paciente com fístula (shunt); Pacientes mastectomizadas; Pacientes cateterizados;
Outras Situações Especiais
Paciente com fístula (shunt);
Pacientes mastectomizadas;
Pacientes cateterizados;
Ingestão recente de bebida alcoolica, café,
fumo e distensão vesical;
Exercícios físicos antes da medida;
Hipertensão do “jaleco branco” Mais frequente nos idosos (Fotherby and Potter, 1993) Medidas domiciliares
Hipertensão do “jaleco branco”
Mais frequente nos idosos (Fotherby and Potter, 1993)
Medidas domiciliares
Monitorização ambulatorial da PA
Redução do consumo de bebidas alcoólicas Consumo máximo diário de álcool / etanol Homens -
Redução do consumo de bebidas alcoólicas
Consumo máximo diário de álcool / etanol
Homens - 30g por dia
Cerveja - (4% álcool) - 30g = 720ml -(uma garrafa ou duas latinhas)
Vinho - (12% álcool) - 30g = 240ml - (dois copos)
Destilados - (40% álcool) - 30g = 60ml - (duas doses)
Mulheres - 15g por dia
Metade das quantidades acima
Aos pacientes que não conseguem se
enquadrar nesses limites de consumo sugere-se
o abandono do consumo de bebidas alcoólicas.
Recomendações para parar de fumar • Marque uma data para o abandono: o ideal é
Recomendações para parar de fumar
• Marque uma data para o abandono: o ideal é que seja dentro de duas
semanas;
• Avise amigos, familiares e colegas de trabalho e peça apoio (a
presença de outros fumantes em casa dificulta o abandono).
• Retire os cigarros de casa, carro e local de trabalho e evitar fumar
nesses locais.
• Reflita sobre o que deu errado em outras tentativas de abandono.
• Preveja as dificuldades, em especial a síndrome de abstinência.
• Abstinência total é essencial: não dê a primeira tragada;
• Alerta: a bebida alcoólica está fortemente associada com recaídas. É
preciso ser persistente no seu objetivo.
• Medicamentos para abandonar o vício: somente com orientação e
acompanhamento médico.
BRASIL. Ministério da Saúde. Prevenção clínica de doenças cardiovasculares,
cerebrovasculares e renais - Cadernos de Atenção Básica, n. 14 - 2006
Princípios gerais do tratamento medicamentoso O medicamento deve ser eficaz por via oral. Deve ser
Princípios gerais do tratamento medicamentoso
O medicamento deve ser eficaz por via oral.
Deve ser bem tolerado.
Administração
do
menor
número
possível
de
tomadas
diárias,
preferencialmente dose única diária.
Iniciar com as menores doses efetivas preconizadas, com aumento
gradual/ou associação.
Respeitar o período mínimo de 4 semanas para se proceder ao aumento
da dose e/ou à associação de drogas, salvo em situações especiais.
Instruir o paciente sobre a doença, sobre os efeitos colaterais dos
medicamentos utilizados e sobre a planificação e os objetivos
terapêuticos.
Considerar as condições sócio-econômicas.
Escolha do fármaco HAS sem indicação compulsória HAS com indicação Compulsória* Estágio 1 Baixo e
Escolha do fármaco
HAS sem indicação
compulsória
HAS com indicação
Compulsória*
Estágio 1
Baixo e médio risco
Monoterapia inicial
Estágio 1
Alto risco
Combinações iniciais
Estágio ≥ 2
Combinações iniciais
Busca das metas
(avanço protocolos)
MNEMO TÉCNICA
Se PAS > 20 mm/Hg → COMBINAÇÃO
Se PAD > 10 mm/Hg → COMBINAÇÃO
Classe Meia dose padrão (↓ potência%) Dobro dose padrão (↑ potência%) TZ 16 14 BB
Classe
Meia dose padrão
(↓ potência%)
Dobro dose padrão
(↑ potência%)
TZ
16
14
BB
16
16
IECA
21
21
ARA II
21
14
BCC
34
34
Média
20
18
Meta análise Law et al (Combinações de Fármacos)
Diuréticos - Alça Célula epitelial tubular Sangue Alça de Henle Luz Tubular Na Na K
Diuréticos - Alça
Célula epitelial tubular
Sangue
Alça de Henle
Luz Tubular
Na
Na
K
ATP
Cl
K
K
K
Cl
Mg, Ca
Diuréticos Tiazídicos Célula epitelial tubular Sangue Luz Tubular Túbulo inicial distal PTH Na Na ATP
Diuréticos Tiazídicos
Célula epitelial tubular
Sangue
Luz Tubular
Túbulo inicial distal
PTH
Na
Na
ATP
K
Cl
Ca
Ca
Na
Diuréticos – Poup K+ Célula epitelial tubular Túbulo distal final e coletor Luz Tubular Sangue
Diuréticos – Poup K+
Célula epitelial tubular
Túbulo distal final e coletor
Luz Tubular
Sangue
Na
Na
ATP
+
K
K
+
MPA
Aldosterona
Cl
Simpatolíticos
Simpatolíticos
Betabloqueadores β 1 X NA NA X β 1 Sensibilidade á insulina x BB renina
Betabloqueadores
β
1
X
NA
NA
X
β 1
Sensibilidade á insulina x BB
renina
X
40
30
20
10
0
-10
-20
-30
-40
β 2
Celiprolol
Carvedilol
Dilevalol
Pindolol
Atenolol
Metoprolol
Propranolol
Antagonistas canal de cálcio PH PH PO PO BCC PH PH PO PO
Antagonistas canal de cálcio
PH
PH
PO
PO
BCC
PH
PH
PO
PO
Inibidores da ECA ↑ ↑ IECA
Inibidores da ECA
IECA
Inibidores dos receptores Angiotensina II SELETIVIDADE AT1 Candesartan, Irbesartan, Telmisartan =Valsartan.
Inibidores dos receptores Angiotensina II
SELETIVIDADE AT1
Candesartan,
Irbesartan,
Telmisartan =Valsartan.
FENÔMENO DO ESCAPE AGO ARP + 150% ARP + 200% ARP - 70% AT I
FENÔMENO DO ESCAPE
AGO
ARP + 150%
ARP + 200%
ARP - 70%
AT I
ECA
QUIMASE
AT II
AT II
O escape dos IECA e ARAII
decorre do efeito compensador
sobre a APR teoricamente
minimizado pelo alisquireno.
ARAII
O que não é destacado na
monografia é a queda nos níveis de
AT 1-7!!!
Recep AT II
Sugestões para leitura
Sugestões para leitura
MANEJO DO TRATAMENTO DE PACIENTES COM HIPERTENSÃO – PARTE II
MANEJO
DO TRATAMENTO DE
PACIENTES COM
HIPERTENSÃO – PARTE II
• ACOLHIMENTO • ELABORAÇÃO DO PERFIL FARMACOTERAPÊUTICO • ACOMPANHAMENTO – AFERIÇÃO PA – MEV –
• ACOLHIMENTO
• ELABORAÇÃO DO PERFIL FARMACOTERAPÊUTICO
• ACOMPANHAMENTO
– AFERIÇÃO PA
– MEV
– DETECÇÃO DE PRM
Ainda que o farmacêutico não seja o responsável pelo diagnóstico de hipertensão arterial e tratamento
Ainda que o farmacêutico não seja o responsável
pelo diagnóstico de hipertensão arterial e
tratamento farmacológico, seu papel passa por
colaborar com o médico na detecção precoce,
controle e seguimento desta patologia crônica.
Desta forma, deve-se conhecer todos os aspectos
vinculados
com
o
diagnóstico
e
tratamento
da
hipertensão para cumprir sua função de forma
adequada.
Processo educativo na HAS: uma abordagem interdisciplinar • Conhecer preliminarmente as atitudes, crenças,
Processo educativo na HAS: uma abordagem interdisciplinar
• Conhecer preliminarmente as atitudes, crenças, percepções, pensamentos e
práticas do portador de hipertensão da região em questão;
• Incentivar e permitir uma participação ativa dos pacientes no tratamento;
• Levar em consideração as necessidades do paciente em questão e não
apenas as indicações dos profissionais;
• Estabelecer uma adequada comunicação e interação entre pacientes e
profissionais da saúde, dando ênfase ao diálogo, à interação e à reflexão;
• Saber escutar e buscar compreender o portador de hipertensão arterial e
também ter uma fala que seja acessível ao paciente;
• Trabalhar os aspectos cognitivos e psicossociais do paciente atendido;
• Buscar o envolvimento da família no tratamento do portador de hipertensão
arterial.
Rev Saúde Pública 2003;37(5):635-42 Péres DS et al
A participação dos farmacêuticos no controle da hipertensão arterial sistêmica consiste na seleção, gerenciamento
A participação dos farmacêuticos no controle da
hipertensão arterial sistêmica consiste na
seleção, gerenciamento do estoque, do
armazenamento correto e na dispensação dos
medicamentos, mas, principalmente, na
promoção da Atenção Farmacêutica ao
paciente.
Rev Latino-am Enfermagem 2006 maio-junho; 14(3):435-41. Lyra Júnior DP, Amaral RT, Veiga EV,
Cárnio EC, Nogueira MS, Pelá IR.
RDC nº 44/2009 da Anvisa Art 81 §3º É proibido utilizar a Declaração de Serviço
RDC nº 44/2009 da Anvisa
Art 81
§3º É proibido utilizar a Declaração de Serviço Farmacêutico com
finalidade de propaganda ou publicidade ou para indicar o uso de
medicamentos para os quais é exigida prescrição médica ou de outro
profissional legalmente habilitado.
§4º A Declaração de Serviço Farmacêutico deve ser emitida em duas vias,
sendo que a primeira deve ser entregue ao usuário e a segunda
permanecer arquivada no estabelecimento.
Art. 82. Os dados e informações obtidos em decorrência da prestação de
serviços farmacêuticos devem receber tratamento sigiloso, sendo vedada
sua utilização para finalidade diversa à prestação dos referidos serviços.
CAUSAS REQUISITOS - INFRA-ESTRUTURA MÍNIMA
CAUSAS
REQUISITOS - INFRA-ESTRUTURA MÍNIMA
SALA DE SERVIÇOS FARMACÊUTICOS Deve possuir: Mobiliário compatível com as atividades e serviços a serem
SALA DE SERVIÇOS FARMACÊUTICOS
Deve possuir:
Mobiliário compatível com as atividades e serviços
a serem oferecidos;
Lavatório contendo água corrente;
Toalha de uso individual e descartável;
Sabonete líquido;
SALA DE SERVIÇOS FARMACÊUTICOS Gel bactericida; Lixeira com pedal e tampa; Piso, parede e teto
SALA DE SERVIÇOS FARMACÊUTICOS
Gel bactericida;
Lixeira com pedal e tampa;
Piso, parede e teto – superfície lisa e impermeável;
Boas condições de higiene;
SALA DE SERVIÇOS FARMACÊUTICOS Área protegida contra insetos, roedores e outros animais; Ventilação e
SALA DE SERVIÇOS FARMACÊUTICOS
Área protegida contra insetos, roedores e outros
animais;
Ventilação e iluminação compatível com atividade a ser
desenvolvida.
O ambiente de serviço farmacêutico não
pode dar acesso a sanitário.
OUTROS REQUISITOS LEGAIS Somente são considerados regulares os serviços farmacêuticos devidamente indicados no
OUTROS REQUISITOS LEGAIS
Somente são considerados regulares os serviços
farmacêuticos devidamente indicados no licenciamento de
cada estabelecimento (art. 61 § 3º da RDC nº44/09);
A autoridade sanitária realizará prévia inspeção para
verificação do atendimento aos requisitos mínimos (art. 61 § 4º
da RDC nº44/09);
O estabelecimento deve disponibilizar uma lista dos
estabelecimentos públicos de saúde mais próximos, contendo
o endereço e o telefone.
69
CAUSAS PROCEDIMENTOS
CAUSAS
PROCEDIMENTOS
Indireta Direta Técnica auscultatória ou Oscilométrica Cateterização Arterial Registro Contínuo Contínua
Indireta
Direta
Técnica auscultatória ou
Oscilométrica
Cateterização Arterial
Registro Contínuo
Contínua
Intermitente
Casual
Automático Coluna de Mercúrio Aneroide Preciso Fácil manutenção Não perde calibração Fácil Práticos
Automático
Coluna de Mercúrio
Aneroide
Preciso
Fácil manutenção
Não perde calibração
Fácil
Práticos
Fácil transporte
manuseio
Cuidados - mercúrio
Difícil transporte
Calibração
com aparelho
de mercúrio
Precisão e
manutenção
questionáveis
Esfigmomanômetro: os tipos mais usados são os de coluna de mercúrio e o ponteiro (aneróide),
Esfigmomanômetro: os tipos mais usados são os de
coluna de mercúrio e o ponteiro (aneróide), possuindo,
ambos, um manguito inflável que é colocado em torno
do braço do paciente;
Estetoscópio: é o instrumento que amplifica os sons e
os transmite até os ouvidos do operador;
Fita métrica: para medição da circunferência do braço
do paciente e escolha do manguito adequado.
CAUSAS TÉCNICA
CAUSAS
TÉCNICA
1. Prepare o material separando o estetoscópio, o esfigmomanômetro, caneta e papel para registro, fita
1. Prepare o material separando o estetoscópio, o
esfigmomanômetro, caneta e papel para registro,
fita métrica;
2. Certifique-se de que o estetoscópio e o
esfigmomanômetro estejam íntegros e calibrados;
3. Certifique-se de que o manguito esteja
desinsuflado antes de ser ajustado ao membro do
paciente;
4. Lavar e fazer antissepsia das mãos utilizando técnica apropriada;
4. Lavar e fazer antissepsia das mãos utilizando técnica apropriada;
5. Posicione o paciente em local calmo e confortável, com o braço apoiado ao nível
5. Posicione o paciente em local calmo e confortável, com
o braço apoiado ao nível do coração, permitindo 5
minutos de repouso;
6. Esclareça o paciente sobre os procedimentos aos quais será
submetido, a fim de diminuir a ansiedade; certifique-se de que o
paciente não está com a bexiga cheia, não praticou exercícios físicos
60 a 90 minutos antes da medida, não ingeriu bebidas alcoólicas, café
e não fumou nos 30 minutos que antecedem a tomada da pressão
arterial;
TÉCNICA o aferido e meça a circunferência do braço para assegurar-se do tamanho do manguito;
TÉCNICA
o
aferido e meça a circunferência do
braço para assegurar-se do
tamanho do manguito;
1. Descubra
membro
a
ser
2. Selecione o tamanho ideal da bolsa inflável a ser
utilizada - deve corresponder a 40% da circunferência
braquial, para a largura; e 80% para o comprimento;
3. Meça a distância entre o acrômio (ombro) e o
olecrano (cotovelo) colocando o manguito no
ponto médio; Posicionar o braço na altura do
coração (nível do ponto médio do esterno ou 4º
espaço intercostal), apoiado, com a palma da
mão voltada para cima e o cotovelo ligeiramente
flexionado;
5. Solicitar que o paciente não fale durante a medição; 6. Palpe a artéria braquial
5. Solicitar que o paciente não
fale durante a medição;
6. Palpe a artéria braquial e centralize
a bolsa inflável ajustando o meio da
bolsa sobre a artéria, mantendo- a de
2 a 3 cm de distância da sua margem
inferior à fossa antecubital,
permitindo que tubos e conectores
estejam livres e o manômetro em
posição visível, sem deixar folgas. Para
identificar o centro da bolsa inflável
basta dobrá-la ao meio e colocar esta
marcação sobre a artéria palpada;
7. Com a mão “não dominante”, palpe a artéria radial e simultaneamente, com a mão
7. Com a mão “não dominante”, palpe a artéria radial e simultaneamente, com a
mão dominante, feche a saída de ar (válvula da pêra do esfigmomanômetro),
inflando rapidamente a bolsa até 70 mmHg e gradualmente aumente a pressão
aplicada até que perceba o desaparecimento do pulso, inflando 10 mmHg acima
deste nível;
8. Desinsufle o manguito lentamente, identificando pelo método
palpatório a pressão arterial sistólica;
9. Aguarde 1 minuto para inflar novamente o manguito; 10. Posicione corretamente as olivas do
9. Aguarde 1 minuto para inflar novamente o manguito;
10. Posicione corretamente as olivas do estetoscópio no canal auricular,
certificando-se da ausculta adequada na campânula (a posição correta das olivas
do estetoscópio é para frente em relação ao diafragma, pois permite maior
adequação ao conduto auricular, diminuindo a interferência de ruídos ambientais
externos);
11. Posicione a campânula do estetoscópio sobre a artéria braquial, palpada abaixo do manguito na
11. Posicione a campânula do estetoscópio sobre a artéria braquial, palpada abaixo
do manguito na fossa antecubital, sem compressão excessiva, e simultaneamente,
com a mão dominante, feche a saída de ar (válvula da pêra do esfigmomanômetro),
com a mão “não dominante” palpe a artéria braquial e em seguida, novamente com
a mão dominante, insufle o manguito gradualmente até o valor da pressão arterial
sistólica estimada pelo método palpatório e continue insuflando rapidamente até
ultrapassar em 20 a 30 mmHg o nível estimado da pressão sistólica;
12. Desinsufle o manguito lentamente, de modo que a pressão caia de 2 a 4
12. Desinsufle o manguito lentamente, de modo que a pressão caia de 2 a 4 mmHg
por segundo, identificando pelo método auscultatório a pressão sistólica (máxima)
em mmHg, observando no manômetro o ponto correspondente ao primeiro ruído
regular audível - 1ª fase dos sons de Korotkoff, que é um som fraco seguido de
batidas regulares;
13. Aumentar ligeiramente a velocidade de deflação, com atenção voltada ao
completo desaparecimento dos sons e identificar a pressão diastólica (mínima) em
mmHg, observando no manômetro o ponto correspondente à cessação dos ruídos
(5ª fase dos sons de Korotkoff, no adulto);
14. Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg abaixo do último som para confirmar seu
desaparecimento e depois proceder à deflação rápida e completa até que o
manguito desinsufle por completo;
15. Se os batimentos persistirem até o nível zero, determinar a pressão
diastólica no abafamento dos sons (fase IV de Korotkoff) e anotar valores da
sistólica/diastólica/zero;
• Fase I: aparecimento do primeiro som. É fraco, seguido de batidas regulares. • Fase
• Fase
I:
aparecimento
do
primeiro
som.
É
fraco,
seguido de batidas regulares.
• Fase II: sons suaves e longos. Podem sumir
• Fase III: sons mais crispados
• Fase IV: sons sofrem nítido abafamento
• Fase V: desaparecimento dos sons.
Korotkoff 1
Korotkoff 2
Fonte sons: http://vsites.unb.br/fs/enf/nipe/korotkoff.html . Acesso em 02/03/2010.
Fonte Imagem: http://www.uftm.edu.br/ligahiper/aulas/AVIligahiper091125123510.ppt
16. Esperar 1 a 2 minutos antes de novas medições; 17. Informe ao paciente o
16. Esperar 1 a 2 minutos antes de novas medições;
17. Informe ao paciente o valor da pressão aferida;
18. Retire o aparelho do membro do paciente, deixando- o confortável;
19. Registre a posição em que o paciente se encontrava no momento
da verificação da pressão arterial, o tamanho do manguito utilizado, o
membro utilizado e os valores da pressão arterial (em mmHg);
20. Guarde os aparelhos em local adequado e lave as mãos após
terminar qualquer procedimento;
PREENCHIMENTO
PREENCHIMENTO
• Cada atendimento – 2 medidas (braços diferentes); • 1° Atendimento – ambos os membros
• Cada atendimento – 2 medidas (braços diferentes);
• 1° Atendimento – ambos os membros superiores -
utilizar o de maior pressão;
• Posição sentada;
• –
disautonomias, alcoólicos, uso de anti-hipertensivos.
Posição
ortostática
idosos,
diabéticos,
Outras Situações especiais Paciente com fístula (shunt); Pacientes mastectomizadas; Pacientes cateterizados;
Outras Situações especiais
Paciente com fístula (shunt);
Pacientes mastectomizadas;
Pacientes cateterizados;
Ingestão recente de bebida alcoolica, café,
fumo e distensão vesical;
Exercícios físicos antes da medida;
Referências Bibliográficas CECIL, Russell Lafayette. Tratado de medicina interna. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. 2
Referências Bibliográficas
CECIL, Russell Lafayette. Tratado de medicina interna. Rio de Janeiro: Elsevier,
2005. 2 v.
Semiologia Cardiovascular – 2005. Prof. Cláudio Leinig Pereira da Cunha –UFPR.
Disponível em www.hc.ufpr.br/acad/clinica
Acesso em 09/03/2010
Inquérito Domiciliar sobre Comportamentos de Risco e Morbidade Referida de Doenças e
Agravos não Transmissíveis. Brasil, 15 capitais e Distrito Federal 2002–2003. Texto
elaborado pela Coordenação Geral de Agravos e Doenças Não Transmissíveis,
Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde, a partir das tabelas fornecidas
pela CONPREV/INCA/ Ministério da Saúde. Disponível em
www.inca.gov.br/inquerito/docs/hipertensaoarterial.pdf. Acesso em 06/03/10
VEIGA, E.V. Medida de Pressão Arterial – Oficina de Projetos em Esfigmomanometria.
Departamento de Enfermagem Geral e Especializada - Escola de Enfermagem de
Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo. Disponível em: <http://
www.eerp.usp.br/ope/eugenia.ppt>. Acesso em:11/01/2010.
Referências Bibliográficas O que é HIPERTENSÃO ARTERIAL? Sociedade Brasileira de Cardiologia. Disponível em:
Referências Bibliográficas
O que é HIPERTENSÃO ARTERIAL? Sociedade Brasileira de Cardiologia. Disponível em:
http://prevencao.cardiol.br/campanhas/hipertensao/2008/arquivos/O_que_e_Hipertens
ao_arterial.ppt Acesso em: 26/02/2010
Tratamento da Hipertensão Arterial: “Principais Classes Medicamentosas”. VII Curso da Liga
de Hipertensão Arterial da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. 20 de Março de
2.009. Prof: Marco Antonio Vieira da Silva . Disponível em:
http://www.uftm.edu.br/ligahiper/aulas/AVIligahiper091125123510.ppt. Acesso em:
26/02/2010
Hipertensão arterial sistêmica para o Sistema Único de Saúde / Ministério da Saúde,
Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério
da Saúde, 2006. Disponível em: http://dtr2004.saude.gov.br/dab/caderno_ab.php .
acesso em 25/02/2010. Acesso em 25/02/2010.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção
Básica. Prevenção clínica de doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais /
Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. -
Brasília : Ministério da Saúde, 2006. Disponível em: http://dtr2004.saude.gov.br/dab/
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Referências Bibliográficas Aula de Hipertensão Arterial, 2002 - PLANO DE REORGANIZAÇÃO DA ATENÇÃO À
Referências Bibliográficas
Aula de Hipertensão Arterial, 2002
- PLANO
DE
REORGANIZAÇÃO
DA
ATENÇÃO À
HIPERTENSÃO ARTERIAL E AO DIABETES
MELLITUS. Disponível em: http://dtr2004.
saude.gov.br/dab/cnhd/publicacoes.php. Acesso em 27/02/2010.
Caso Clínico de Hipertensão Arterial, 2002
DE
REORGANIZAÇÃO
DA
ATENÇÃO
À HIPERTENSÃO
ARTERIAL
E
AO
- PLANO
DIABETES
MELLITUS. Disponível em:
http://dtr2004.saude.gov.br/dab/cnhd/publicacoes.php. Acesso em 27/02/2010.
Manuais de Cardiologia. Hipertensão Arterial Sistêmica – Fisiopatologia. Dr. Reinaldo
Mano .
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção
Básica. Disponível em http://www.manuaisdecardiologia.med.br/has/
has_Page520.htm . Acesso em 01/03/2010;
SONS DE KOROTKOFF
Universidade de Brasília
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-
NIPE
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UnB.
Disponível
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http://vsites.unb.br/fs/enf/nipe/korotkoff.html . Acesso em 02/03/2010.
V
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Diretrizes
Brasileiras
de
Hipertensão
Arterial
2006.
Disponível
em:
VI
Diretrizes
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Hipertensão
Arterial
2010.
Disponível
em:
http://www.sbh.org.br/pdf/diretrizes.pdf