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Algumas regras ortográficas

Escreve -se com S e não com C/Ç as palavras substantivadas derivadas de verbos com
radicais em nd, rg, rt, pel, corr e sent.
Ex.: pretender - pretensão / expandir - expansão / ascender - ascensão / inverter - inversão
/ aspergir aspersão / submergir - submersão / divertir - diversão / impelir - impulsivo /
compelir - compulsório / repelir - repulsa / recorrer - recurso / discorrer - discurso / sentir -
sensível / consentir - consensual

Escreve -se com S e não com Z


• Nos sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é substantivo, ou em gentílicos e
títulos nobiliárquicos.
Ex.: freguês, freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc.
• Nos sufixos gregos: ase, ese, ise e ose.
Ex.: catequese, metamorfose.
• Nas formas verbais pôr e querer.
Ex.: pôs, pus, quisera, quis, quiseste.
• Nomes derivados de verbos com radicais terminados em d.
Ex.: aludir - alusão / decidir - decisão / empreender - empresa / difundir - difusão
• Nos diminutivos cujos radicais terminam com s
Ex.: Luís - Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis - lapisinho
• Após ditongos
Ex.: coisa, pausa, pouso
• Em verbos derivados de nomes cujo radical termina com s.
Ex.: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar - pesquisar

Escreve-se com SS e não com C e Ç.


• Os nomes derivados dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced, prim ou com
verbos terminados por tir ou meter
Ex.: agredir - agressivo / imprimir - impressão / admitir - admissão / ceder - cessão /
exceder - excesso / percutir - percussão / regredir - regressão / oprimir - opressão /
comprometer - compromisso / submeter - submissão
• Quando o prefixo termina com vogal que se junta com a palavra iniciada por s
Ex.: a + simétrico - assimétrico / re + surgir - ressurgir
• No pretérito imperfeito simples do subjuntivo
Ex.: ficasse, falasse

Escreve -se com C ou Ç e não com S e SS.

• Nos vocábulos de origem árabe. Ex: cetim, açucena, açúcar


• Nos vocábulos de origem tupi, africana ou exótica. Ex: cipó, Juçara, caçula, cachaça,
cacique
• Nos sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu.
Ex.: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço, esperança, carapuça, dentuço
• Nomes derivados do verbo ter. Ex.: abster - abstenção / deter - detenção / ater -
atenção / reter - retenção
• Após ditongos. Ex.: foice, coice, traição
• Palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r) Ex.: marte - marciano / infrator -
infração / absorto - absorção

Escreve-se com Z e não com S.

• Nos sufixos ez e eza das palavras derivadas de adjetivo Ex.: macio - maciez / rico -
riqueza
• Nos sufixos izar (desde que o radical da palavra de origem não termine com s)
Ex.: final - finalizar / concreto - concretizar
• Como consoante de ligação se o radical não terminar com s.
Ex.: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis + inho - lapisinho

Escreve-se com G e não com J


• Nas palavras de origem grega ou árabe. Ex.: tigela, girafa, gesso.
• Estrangeirismo, cuja letra G é originária. Ex.: sargento, gim.
• Nas terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com poucas exceções) Ex.: imagem,
vertigem, penugem, bege, foge.
Observação
Exceção:
pajem

• Nas terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio. Ex.: sufrágio, sortilégio, litígio, relógio,
refúgio.
• Nos verbos terminados em ger e gir. Ex.: eleger, mugir.
• Depois da letra “r” com poucas exceções. Emergir, surgir.
• Depois da letra a, desde que não seja radical terminado com j. Ex.: ágil, agente.

Escreve -se com J e não com G


• Nas palavras de origem latinas. Ex.: jeito, majestade, hoje.
• Nas palavras de origem árabe, africana ou exótica. Ex.: alforje, jibóia, manjerona.
• Nas palavras terminadas com aje. Ex.: laje, ultraje

Escreve-se com X e não com CH.


• Nas palavras de origem tupi, africana ou exótica. Ex. abacaxi, muxoxo, xucro.
• Nas palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J). Ex.: xampu, lagartixa.
• Depois de ditongo. Ex.: frouxo, feixe.
• Depois de en. Ex.: enxurrada, enxoval
Observação
Exceção: quando a palavra de origem não derive de outra iniciada com ch - Cheio -
enchente)

Escreve -se com CH e não com X.


• Nas palavras de origem estrangeira. Ex.: chave, chumbo, chassi, mochila,
espadachim, chope, sanduíche, salsicha.

CURIOSIDADES
2.2.1. A fim ou afim?
Escrevemos afim, quando queremos dizer semelhante. (O gosto dela era afim ao da turma.)
Escrevemos a fim (de), quando queremos indicar finalidade. (Veio a fim de conhecer os
parentes. / Pensemos bastante, a fim de que respondamos certo. / Ela não está a fim do
rapaz.)

2.2.2. A par ou ao par?


A expressão ao par significa sem ágio no câmbio. Portanto, se quisermos utilizar esse tipo
de expressão, significando ciente, deveremos escrever a par.
Fiquei a par dos fatos. / A moça não está a par do assunto.

2.2.3. A cerca de, acerca de ou há cerca de?


A cerca de significa a uma distância. (Teresópolis fica a cerca de uma hora de carro do Rio.)
Acerca de - significa sobre. (Conversamos acerca de política.)
Há cerca de - significa que faz ou existe(m) aproximadamente. (Mudei-me para este
apartamento há cerca de oito anos. / Há cerca de doze mil candidatos, concorrendo às
vagas.)
2.2.4. Ao encontro de ou de encontro a?
Ao encontro de - quer dizer favorável a, para junto de. (Vamos ao encontro dos nossos
amigos. / Isso vem ao encontro dos anseios da turma.)
De encontro a - quer dizer contra. (Um automóvel foi de encontro a outro. / Este ato
desagradou aos funcionários, porque veio de encontro às suas aspirações.)

2.2.5. Há ou a?
Quando nos referimos a um determinado espaço de tempo, podemos escrever há ou a, nas
seguintes situações:
Há - quando o espaço de tempo já tiver decorrido. (Ela saiu há dez minutos.)
A - quando o espaço de tempo ainda não transcorreu. (Ela voltará daqui a dez minutos.)

2.2.6. Haver ou ter?


Embora usado largamente na fala diária, a gramática não aceita a substituição do verbo
haver pelo ter. Deve-se dizer, portanto, não havia mais leite na padaria.

2.2.7. Se não ou senão?


Emprega-se o primeiro, quando o se pode ser substituído por caso ou na hipótese de que.
Se não chover, viajarei amanhã (= caso não chova - ou na hipótese de que não chova,
viajarei amanhã).
Se não se tratar dessa alternativa, a expressão sempre se escreverá com uma só palavra:
senão.
Vá de uma vez, senão você vai se atrasar. (senão = caso contrário). / Nada mais havia a
fazer senão conformar-se com a situação (senão = a não ser). / "As pedras achadas pelo
bandeirante não eram esmeraldas, senão turmalinas, puras turmalinas" (senão = mas). /
Não havia um senão naquele rapaz. (senão = defeito).

2.2.8. Haja vista ou haja visto?


Apenas a primeira opção é correta, porque a palavra "vista", nessa expressão, é invariável.
Haja vista o trágico acontecimento... (hajam vista os acontecimentos...)

2.2.9. Em vez de ou ao invés de?


A expressão em vez de significa em lugar de. (Hoje, Pedro foi em vez de Paulo. / Em vez de
você, vou eu para Petrópolis.)
A expressão ao invés de significa ao contrário de. (Ao invés de proteger, resolveu não
assumir. / Ao invés de melhorar, sua atitude piorou a situação.)

2.3. Ortoépia ou ortoepia


Ocupa-se da boa pronunciação das palavras, no ato da fala.
• E ou I - confessionário, digladiar, anteontem, pontiagudo, irrequieto, dentifrício, empecilho,
periquito, páreo, creolina, disenteria, irrequieto, lacrimogêneo, seriema, umedecer, Ifigênia
• O ou U - tossir, glóbulo, botijão, engolir, goela, cutia, bueiro, jabuticaba, lombriga, poleiro,
rebuliço, cumbuca, lóbulo, tábua, tabuada
• J ou G - jerico, cafajeste, rabugento, tigela, bugiganga, ojeriza, jérsei, sarjeta, vigência, injeção,
sugestão, gergelim, herege
• X ou CH - muxoxo, capacho, mexilhão, elixir, xampu, graxa, broche, enxoval, laxante, atarraxar,
caxumba
• C ou Ç - geringonça, almaço, facínora, miçanga, cobiça
• Com S - ânsia, ansioso, ascensão, compreensão, dissensão, hortênsia, obsessão, pretensioso,
recenseamento, seara, Sintra, Elisa, Sousa, Teresa
• Com SS - admissão, alvíssaras, arremessar, asseio, concessão, escassear, fossa, fosso, massapê,
possessão, potassa, repercussão, sanguessuga, vicissitude
• Com SC/SÇ - abscesso, abscissa, apascentar, aquiescer, ascensão, condescender, cônscio,
convalescente, efervescência, enrubescer, fascinante, imprescindível, intumescer, miscelânea,
obsceno, oscilar, remanescente, rescindir, suscetível, vísceras
• Com XC - exceção, exceder, excelente, excepcional, excesso, exceto, excitar
• Com Z - abalizado, agonizar, algazarra, aneizinhos, aprazível, aspereza, atroz, baliza, cafuzo,
catequizar, deslize, destreza, escassez, lambuzar, Luzia, Muniz, prazenteiro, preconizar, regozijo,
revezar, rijeza, tenaz, tez, vazar
• Outras palavras que merecem atenção: destilaria, hilaridade, impigem, Manuel, Filipe, Joaquim,
secessão, buço, granizo, esplêndido, feixe, alfazema, honradez, lapisinho, baliza, prazerosamente,
anchova, cochicho, privilégio, berinjela, pichação, lambujem, sinusite, seringa, ogiva, cerzir,
convalescença, mormaço, obcecado, rechaçar, ruço (=grisalho), terçol
• Timbre aberto - badejo, coeso, grelha, ileso, obeso, obsoleto, coldre, dolo, molho (feixe,
conjunto), piloro
• Timbre fechado - cerda, escaravelho, reses, algoz, colmeia, crosta, molho (caldo)
2.4. Significado das palavras
Para estudarmos o significado das palavras devemos conhecer os sinônimos, antônimos, homônimos e
parônimos.
• Palavras sinônimas - duas ou mais palavras identificam-se exatamente ou aproximadamente
quanto ao significado. As que se identificam exatamente se dizem sinônimas perfeitas (cara e
rosto). As que se identificam por aproximadamente se dizem sinônimas imperfeitas (esperar e
aguardar).
• Palavras antônimas - duas ou mais palavras têm significados contrários, como amor e ódio
vitorioso e derrotado
• Palavras homônimas - duas ou mais palavras apresentam identidade de sons ou de forma, mas de
significado diferente.
As palavras homônimas se apresentam como:
○ perfeitas - mesma grafia e mesma pronúncia, mas com classes diferentes
Ex.: caminho (substantivo) e caminho (do verbo caminhar) / cedo (advérbio) e cedo (do
verbo ceder) / for (do verbo ser) e for (do verbo ir) / livre (adjetivo) e livre (do verbo
livrar) / são (adjetivo) e são (do verbo ser) / serrar (substantivo) e serra (do verbo serrar)
○ homógrafas - mesma grafia e pronúncia diferente
Ex.: colher (substantivo) e colher (do verbo colher) / começo (substantivo) e começo (do
verbo começar) / gelo (substantivo) e gelo (do verbo gelar) / torre (substantivo) e torre
(verbo torrar)
○ homófonas - grafia diferente e mesma pronúncia
Ex.: acender (pôr fogo) e ascender (subir) / acento (tonicidade de palavras) e assento (lugar
para sentar-se) / apreçar (avaliar preços) e apressar (acelerar) / caçar (perseguição e morte
de seres vivos) e cassar (anular) / cela (quarto pequeno), sela (arreio de animais) e sela (do
verbo selar) / cerrar (fechar) e serrar (cortar) / cessão (doação), seção (divisão) e sessão
(tempo de duração de uma apresentação ou espetáculo) / concerto (apresentação musical) e
conserto (arrumação) / coser (costurar) e cozer (cozinhar) / sinto (do verbo sentir) e cinto
(objeto de vestuário) / taxa (imposto) e tacha (prego pequeno)
Observação
não se deve confundir os homônimos perfeitos com o conceito de polissemia em que
as palavras têm mesma grafia, som e classe (ponto de ônibus, ponto final, ponto de
vista, ponto de encontro etc.)
• Palavras parônimas - duas ou mais palavras quando apresentam grafia e pronúncia parecidas, mas
significado diferente.
Ex.: área (superfície) e ária (melodia) / comprimento (extensão) e cumprimento (saudação) /
deferir (conceder) e diferir (adiar) / descrição (ato de descrever) e discrição (reserva em atos e
atitudes) / despercebido (desatento) e desapercebido (despreparado) / emergir (vir a tona,
despontar) e imergir (mergulhar) / emigrante (quem sai voluntariamente de seu próprio país para
se estabelecer em outro) e imigrante (quem entra em outro país a fim de se estabelecer) / eminente
(destacado, elevado) e iminente (prestes a acontecer) / fla grante (evidente) e fragrante
(perfumado, aromático) / fluir (correr em estado fluido ou com abundância) e fruir (desfrutar,
aproveitar) / inflação (desvalorização da moeda) e infração (violação da lei) / infringir
(transgredir) e infligir (aplicar) / ratificar (confirmar) e retificar (corrigir) / tráfego (trânsito de
veículos em vias públicas) e tráfico (comércio desonesto ou ilícito) / vultoso (que faz vulto,
volumoso ou de grande importância) e vultuoso (acometido de congestão da face)
Exercícios - Ortografia
Lista 1 - Acentuação
1. Assinale o item em que todas as palavras são acentuadas pela mesma regra
de: também, incrível e caráter.

alguém, inverossímil, tórax

hífen, ninguém, possível

têm, anéis, éter

há, impossível, crítico

pólen, magnólias, nós

2. Assinale a alternativa correta


Não se deve colocar acento circunflexo em palavra como avo, bisavo, porque

há palavras homógrafas com pronúncia aberta

Não se deve colocar acento grave no a do contexto: Fui a cidade

Não se deve colocar trema em palavras como tranquilo, linguiça, sequência

Não se deve colocar trema em palavras derivadas como avozinho, vovozinho


O emprego do trema é facultativo

3. Assinale a alternativa em que pelo menos um vocábulo não seja acentuado:

voo, orfão, taxi, balaustre

itens, parabens, alguem, tambem

tactil, amago, cortex, roi

papeis, onix, bau, ambar

hifen, cipos, leem, pe

4. Assinale a opção em que as palavras, quanto à acentuação gráfica, estejam


agrupadas pelo mesmo motivo gramatical.

problemáticos, fácil, álcool

já, até, só

também, último, análises

porém, detêm, experiência

país, atribuíram, cocaína

5. "À luz de seu magnífico ______ -de-sol ______ parece uma cidade ______ .

por, Itaguaí, tranquila

por, Itaguai, tranqila

por, Itaguaí, tranqüila


pôr, Itaguaí, tranqüila

pôr, Itaguai, tranquila

6. Marque item em que necessariamente o vocábulo deve receber acento


gráfico:

historia

ciume

amem

numero

ate

7. São acentuadas graficamente pela mesma razão as palavras da opção:

há - até - atrás

história - ágeis - você

está - até - você

ordinário - apólogo - insuportável

mágoa - ícone - número

8. Assinale a série cuja acentuação gráfica se justifique da mesma forma que


em: baiúca - ônus - apóio

viúvo, ônibus, pastéis

vírus, hífen, jibóia


centopéia, Garibáldi, caí

egoísmo, Quéops, escarcéu

lápis - vôlei - girassóis

9. Das alternativas abaixo, aquela em que as demais não se acentuam com


base na mesma regra da palavra entre aspas é:

"holandês" - anunciá-lo / paletós

"desejável" - açúcar / hífen

"público" - súbito / álcool

"matéria" - glória / idéia

"daí" - viúva / sanduíche

10. Em que série nem todas as palavras se acentuam pelo mesmo motivo:

juízo, aí, saíste, saúde

poética, árabes, lírica, metáfora

glória, apóia, série, inócuo

réptil, fêmur, contábeis, ímã

assembléia, dói, papéis, céu

11. Todas as palavras devem ser acentuadas na alternativa:

pudico, pegada, rubrica


gratuito, avaro, policromo

abdomen, itens, harem

magoo, perdoe, ecoa

contribuia, atribuimos, caiste

12. O ________ resulta da __________ entre a alga e o fungo.

líquen, simbiose

liquen, simbiose

liquem, simbiose

líquen, simbióse

líquem, simbióse

13. Assinale o item em que as palavras estão acentuadas segundo a mesma


regra:

miúdo, pêndulo

história, distância

pedrês, porém

respeitável, pálpebra

Lucília, três

14. Há erro(s) de acentuação gráfica em:


recém-vindo, decano, refrega

pudico, bímano, gratuito

inaudito, pegada, zênite

íbero, ávaro, levedo

filantropo, opimo, aziago

15. Assinale a opção em que todos os vocábulos deveriam estar acentuados


graficamente:

perdoo, balaustre, bambu

itens, assembleia, cafeina

tuneis, juri, pessoa

aerodromo, estrategia, nectar

agape, apoio (subst.), nuvens

16. Por serem proparoxítonos, deveriam estar acentuados os vocábulos da


opção:

refrega, ibero, decano

aziago, pegada, avaro

leucocito, alcoolatra, interim

inaudito, batavo, erudito


rubrica, maquinaria, pudico

17. Qual dentre as palavras abaixo deve ser necessariamente acentuada:

ai

pais

doida

sauva

saia

18. Assinale a opção em que os vocábulos obedecem à mesma regra de


acentuação gráfica:

pés, hóspedes

sulfúrea, distância

fosforecência, provém

últimos, terrível

satânico, porém

19. Num dos itens abaixo, a acentuação gráfica não está devidamente
justificada. Assinale este item

círculo: vocábulo paroxítono

além: vocábulo oxítono terminado em -em

órgão: vocábulo paroxítono terminado em til


dócil: vocábulo paroxítono terminado em -l

pôde: acento diferencial

20. Marque a alternativa em que pelo menos um vocábulo não seja acentuado:

voo, parabens, hifen, sofas

fenix, esplendido, voce, volatil

aneis, rubrica, tenis, urubu

chama-la, veem, Tamanduatei, tambem

cipos, biceps, rape, sauva

Orientações Gerais
1) Devemos empregar "ss" em todos os substantivos derivados de verbos terminados em
"gredir", "mitir", "ceder" e "cutir".
Exemplos:

AGREDIR / AGRESSÃO ACEDER / ACESSO


PROGREDIR / PROGRESSÃO CEDER / CESSÃO
REGREDIR / REGRESSÃO CONCEDER / CONCESSÃO
TRANSGREDIR / TRANSGRESSÃO EXCEDER / EXCESSO, EXCESSIVO
ADMITIR / ADMISSÃO SUCEDER / SUCESSÃO
DEMITIR / DEMISSÃO DISCUTIR / DISCUSSÃO
OMITIR / OMISSÃO PERCUTIR / PERCUSSÃO
PERMITIR / PERMISSÃO REPERCUTIR / REPERCUSSÃO
TRANSMITIR / TRANSMISSÃO

2) Devemos empregar "s" em todos os substantivos derivados de verbos terminados em


"ender", "verter" e "pelir".
Exemplos:

APREENDER / APREENSÃO VERTER / VERSÃO


ASCENDER / ASCENSÃO REVERTER / REVERSÃO
COMPREENDER / COMPREENSÃO CONVERTER / CONVERSÃO
DISTENDER / DISTENSÃO SUBVERTER / SUBVERSÃO
ESTENDER / EXTENSÃO EXPELIR / EXPULSÃO
PRETENDER / PRETENSÃO REPELIR / REPULSÃO
SUSPENDER / SUSPENSÃO
TENDER / TENSÃO

3) Devemos empregar "ç" em todos os substantivos derivados dos verbos "TER" e


"TORCER", mais seus derivados.
Exemplos:
ABSTER / ABSTENÇÃO TORCER / TORÇÃO
ATER / ATENÇÃO DISTORCER / DISTORÇÃO
DETER / DETENÇÃO CONTORCER / CONTORÇÃO
MANTER / MANUTENÇÃO
RETER / RETENÇÃO

EMPREGO DO S OU DO Z
1. Os sufixos "ês" e "esa" são empregados na formação de nomes que designam profissão,
títulos honoríficos de posição social, assim como em palavras que indicam origem,
nacionalidade.
Exemplos: burguês, camponês, marquês, português, japonês, francês, burguesa,
camponesa, marquesa, princesa, portuguesa, japonesa, francesa etc.
2. São grafadas com o sufixo "isa" as palavras que indicam ocupações femininas: poetisa,
profetisa, papisa, sacerdotisa, pitonisa.
3. Os sufixos "ez" e "eza" são empregados para formar nomes abstratos que derivam de
adjetivos.
Exemplos:
ADJETIVOS / DERIVADOS

agudo / agudez rígido / rigidez justo / justeza


escasso / escassez sensato / sensatez nobre / nobreza
estúpido / estupidez sisudo / sisudez pobre / pobreza
límpido / limpidez surdo / surdez rico / riqueza
gago / gaguez avaro / avareza rijo / rijeza
honra / honradez belo / beleza singelo / singeleza
inválido / invalidez certo / certeza
intrépido / intrepidez duro / dureza
macio / maciez esperto / esperteza
4. Com "z",
normalmente, são grafadas palavras derivadas de outras em que já existe o "z", e verbos
terminados pelo sufixo "izar", em cujos radicais das palavras que lhes deram origem
possuam ou não a letra z.
Exemplos: balizado (baliza), arrazoado, razoável (razão), canalizar, finalizar, industrializar,
organizar, utilizar, arborizar, dinamizar, regularizar, cicatrizar (cicatriz), envernizar (verniz),
enraizar (raiz), deslizar (deslize) etc.
Observação: Os verbos terminados em "isar", com "s", têm apenas como sufixo as letras
"ar", pois as letras "is", neste caso, fazem parte do radical da palavra que deu origem ao
verbo.
Exemplos:
análise / analisar
aviso / avisar
improviso / improvisar
pesquisa / pesquisar
EXCEÇÃO: Apesar de originar-se da palavra "catequese", que possui um "s" em seu radical,
o verbo catequizar deve ser grafado com "z", pois a sílaba átona final de catequese foi
suprimida para se inserir o sufixo "izar" na formação do verbo.

5. Grafam-se com "z"


as palavras derivadas com os sufixos "zada, zal, zarrão, zeiro, zinho, zito, zona, zorra,
zudo". O "z", neste caso, é um infixo.
Exemplos: pazada, cafezal, canzarrão, açaizeiro, papelzinho, cãozito, mãezona, mãozorra,
pezudo etc.
Observação: Em palavras como "asinha, risinho, risada, casinha, caseiro, casebre", o "s"
pertence ao radical dos vocábulos de origem (asa, riso, casa).

6. Também grafa-se com "s":


_ Após os ditongos;
Exemplos: lousa, coisa, causa, Neusa, ausência, Eusébio, náusea.
_ Nas formas dos verbos "pôr" (e derivados) e "querer";
Exemplos: pus, pusera, pusesse, puséssemos; repus, repusera, repusesse, repuséssemos;
quis, quisera, quisesse, quiséssemos.

EMPREGO DO C E DO QU
Existem palavras que podemos escrever com "c" e também com "qu".
Exemplos: catorze / quatorze cociente / quociente cota / quota cotidiano / quotidiano
cotizar / quotizar
Observação: As palavras a seguir, porém, possuem uma só grafia: "cinqüenta,
cinqüentenário, cinqüentão, cinqüentona."

EMPREGO DO X E DO CH
Deve-se empregar o "x" após os ditongos (encontros vocálicos = vogal + semivogal em
uma mesma sílaba).
Exemplos: ameixa, feixe, caixa, trouxa, frouxo, gueixa, peixe, peixada, queixo, queixada,
eixo, baixo, encaixar, paixão, rebaixar etc.
EXCEÇÃO: recauchutar (mais seus derivados) e caucho (espécie de árvore que produz o
látex).
Emprega-se também o x:
_ Após as sílabas "en" e "me";
Exemplos: enxada, enxurrada, enxame, enxaqueca, enxerido, enxovalho, enxugar, mexer,
mexilhão, mexerico, mexerica, mexicano etc.
Observação: Palavras como "enchente, encharcar, enchiqueirar, enchapelar, enchumaçar",
embora se iniciem pela sílaba "en", são grafadas com "ch", porque são palavras formadas
por prefixação, ou seja, pelo prefixo en + o radical de palavras que tenham o ch (enchente,
encher e seus derivados = prefixo en + radical de cheio; encharcar = en + radical de
charco; enchiqueirar = en + radical de chiqueiro; enchapelar = en + radical de chapéu;
enchu- maçar = en + radical de chumaço).
EXCEÇÃO: Em relação à regra da sílaba "me", uma exceção é O SUBSTANTIVO "mecha"; não
confundir com a forma verbal "mexa" do verbo mexer que deve ser grafada com x.
_ Nas palavras de origem indígena ou africana e nas palavras inglesas aportuguesadas.
Exemplos: xavante, xingar, xique-xique, xará, xerife, xampu.
Outras palavras com X: bexiga, bruxa, caxumba, laxativo, laxante, maxixe, paxá, muxoxo,
quixotesco, rixa, xarope, xícara, xucro, xereta, capixaba, faxina, lixo, graxa, praxe, puxar,
relaxar, roxo, xaxim, xenofobia.
Outras palavras com CH: charque, chiste, chicória, chimarrão, ficha, cochicho, cochichar,
estrebuchar, fantoche, flecha, inchar, pechincha, pechinchar, penacho, salsicha, broche,
arrocho, apetrecho, bochecha, brecha, chuchu, cachimbo, comichão, chope, chute,
debochar, fachada, fechar, linchar, mochila, piche, pichar, tchau.
Existem vários casos de palavras homófonas, isto é, palavras que possuem a mesma
pronúncia, mas a grafia diferente. Nelas a grafia se distingue pelo contraste entre o x e o
ch.
Exemplos:
- brocha (pequeno prego)
- broxa (pincel para caiação de paredes)
- chá (planta para preparo de bebida)
- xá (título do antigo soberano do Irã)
- chalé (casa campestre de estilo suíço)
- xale (cobertura para os ombros)
- chácara (propriedade rural)
- xácara (narrativa popular em versos)
- cheque (ordem de pagamento)
- xeque (jogada do xadrez)
- cocho (vasilha para alimentar animais)
- coxo (capenga, imperfeito)
- tacha (mancha, defeito; pequeno prego); daí "tachar": colocar defeito
ou nódoa em alguém ou em algo.
- taxa (imposto, tributo); daí "taxar": cobrar impostos

MEIO x MEIA
Uma regra prática para empregar corretamente o advérbio meio ou o adjetivo meia é
tentar substituir esses termos pelas palavras mais ou menos e metade, respectivamente.
Onde couber a palavra mais ou menos, emprega-se o termo meio (advérbio); onde couber
a palavra metade, emprega-se o termo meia (adjetivo).
Exemplos:
Eles acrescentaram meia porção de frios ao pedido original. [Adjetivo]
...[meia porção = metade de uma porção]
Elas estavam meio preocupadas hoje. [Advérbio]
...[meio preocupadas = mais ou menos preocupadas]
Freqüentemente se confunde o emprego correto da palavra meio em sentenças indicativas
de período de tempo. Vejamos, então, os exemplos:
São exatamente meio-dia e meio. [Inadequado]
São exatamente meio-dia e meia. [Adequado]
Nesse caso a palavra meio é empregada como adjetivo nos dois momentos: no primeiro
caso está qualificando a palavra dia (metade de um dia; dia = substantivo masculino); no
segundo caso está qualificando a palavra hora, (metade de uma hora = meia hora; hora =
substantivo feminino).

Dicas de Português
1. As casas só podem ser "geminadas", pois a palavra é derivada de gêmeos. "Germinadas"
nem pensar!
2. Ser "de menor" ou "de maior" são expressões comumente ouvidas em rodas de gente
estudada, mas estão erradas. "O garoto preso é menor" ou "O rapaz parece uma criança,
mas é maior". Mais exemplos:"O delinqüente é menor de idade" ou "O preso é maior de
idade".
3. "O aluno repetiu o ano.""A aluna passou o ano.". Só os italianos que ainda falam mal o
português dizem "repetir ou passar de ano".
4. "O aluno fica para recuperação", ele nunca "fica de recuperação".
5. Meu aniversário caiu num domingo. Está errado falar "caiu de domingo".
6. O filho saiu ao pai, esculpido e encarnado. "Cuspido e escarrado" é impossível.
7. "Saíram elas por elas" é a concordância correta. "Saiu elas por elas" fere os princípios
gramaticais.
8. Atenção políticos e advogados da velha guarda. Tive a "subida honra" de saudar o
presidente, nunca "a súbita honra"."Subida" significa elevada; "súbita", repentina.
9. Aos sábados, não trabalho. Está corretíssimo. Errado é falar ou escrever: De sábado, não
trabalho.
10. O sujeito escapou ileso de um acidente de trânsito e comete um desatino, falando:
"Faltei pouco para não morrer". O sujeito da oração é "pouco", e não "eu", portanto a forma
correta é "Faltou pouco para não morrer".
11. Mandado de segurança. Os magistrados expedem mandados. Os políticos têm
mandato.
12. Estou aguardando notícias. Nada de dizer "estou no aguardo de notícias". Tal expressão
não existe.
13. "Apêndice supurado" ou "Apêndice estuporado" ? Supurado quer dizer convertido em
"pus".
14. Seu caderno é "espiral" ou "aspiral"? Lógico, espiral, pois o arame do caderno tem a
forma da rosca de um parafuso. Quem diz "aspiral", está dando vexame.
15.Estou quite com o Serviço Militar. Ou é "quites"? Se for uma pessoa só, ela está "quite",
porque "Os jovens estão quites com Serviço Militar".

● A pronúncia certa é disenteria, e não desinteria.


● A palavra dó (pena) é masculina. Portanto, “Sentimos muito dó daquela moça”.
● Nas expressões é muito, é pouco, é suficiente, o verbo ser fica sempre no singular,
sobretudo quando denota quantidade, distância, peso. Ex: Dez quilos é muito. Dez reais é
pouco. Dois gramas é suficiente.
● Há duas formas de dizer: é proibido entrada, e é proibida a entrada. Observe a presença
do artigo a na segunda locução.
● Já se disse muitas vezes, mas vale repetir: televisão em cores, e não a cores
● Cuidado: emergir é vir à tona, vir à superfície. Por exemplo: O monstro emergiu do lago.
Mas imergir é o contrário: é mergulhar, afundar. Veja o exemplo: O navio imergiu em alto-
mar.
● A confusão é grande, mas se admitem as três grafias: enfarte, enfarto e infarto.
● Outra dúvida: nunca devemos dizer estadia em lugar de estada. Portanto, a minha estada
em São Paulo durou dois dias. Mas a estadia do navio em Santos só demorou um dia.
Portanto, estada para permanência de pessoas, e estadia para navios ou veículos.
● E não esqueça: exceção é com ç, mas excesso é com dois s.
● Lembra-se dos verbos defectivos? Lá vai mais um: falir. No presente do indicativo só
apresenta a primeira e a segunda pessoa do plural: nós falimos, vós falis. Já pensou em
conjugá-lo assim: eu falo, tu fales…Horrível, né?

É PROIBIDO X É PROIBIDA
Uma pessoa vai a um edifício comercial, a um ambiente mais formal, e vê ali uma tabuleta:
É proibido a entrada.
Pouco depois, ao entrar no prédio ao lado, a pessoa depara-se com outra tabuleta:
É proibida a entrada.
Uma confusão, não é? O programa foi às ruas consultar algumas pessoas e perguntou quais
eram as formas corretas:
"Não é permitido a entrada" ou "Não é permitida a entrada"?
"É proibido a entrada" ou "É proibida a entrada"?
Houve empate no número de respostas certas e erradas. Vamos a alguns exemplos para
esclarecer essa questão:
A sopa é boa.
Sopa é bom.
A cerveja é boa.
Cerveja é bom.
Quando se generaliza, quando não se determina, não se faz a concordância; usa-se o
masculino com valor genérico, com valor neutro. Portanto:
Sopa é bom. / É bom sopa.
Cerveja é bom. / É bom cerveja.
Entrada é proibido. / É proibido entrada.
Entrada não é permitido. / Não é permitido entrada.
Se não existe um artigo ou uma preposição antes de "entrada", se não há nenhum
determinante, o particípio passado dos verbos "proibir" e permitir" deve ficar no masculino.
Mas, se houver algum determinante, o verbo deve, então, concordar com a palavra
"entrada". Veja as formas corretas:
É proibido entrada.
É proibida a entrada.
Não é permitido entrada.
Não é permitida a entrada.

Por: Alô Escola

COMO ESCREVER UMA REDAÇÃO


Existem sim algumas técnicas para se fazer uma excelente redação.

1° A constante preparação.
Lendo. Ler é vital e inclui assuntos diversos (através de jornais, livros, revistas e até
internet). Saber vocabulário e arnazenar idéias, que são percebidas em outros textos, vão
fazer a diferença na hora da prova de Redação.

Praticando. Nada melhor do que fazer redação para aprender a fazer Redação. Por isso
tenha o hábito de escrever. Desde diários, poemas e bloggs até dissertações e narrações.
Só treinando você aprende a maneira de substituir palavras com sinônimos, combinar
frases com sentido adequado e criar lindos textos.

2º A Construção perfeita do assunto


E na hora de fazer a Redação de Vestibular por exemplo, esteja atenta para combinar idéias
e argumentos da melhor maneira possível. Leia com atenção a proposta dada e antes de
usar a caneta organize seus pensamentos. Use sua habilidade para mesclar informações e
defina qual é o seu objetivo. A maioria das provas vem com muito material de apoio
(pequenos textos que ajudam a escrever o texto). Use-o, mas acrescente conhecimentos
seus também.
Depois de pronto, leia e releia. Imagine o que uma pessoa "externa" (corretor da prova)
acharia do seu texto e modifique conforme for.

PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA REDAÇÃO

E não se esqueça que todos nós somos capazes de organizar nossas idéias e escrever uma
excelente Redação. É só se preparar e ter muita calma na hora da composição.

No processo de redação existe um plano estruturado para ligação lógica do que o emissor
codificador quer transmitir ao receptor ou decodificador da mensagem, ou melhor, temos
uma sequência de idéias que geram um diálogo entre duas pessoas (escritor e leitor/
vestibulando e examinador) por meio de idéias que são tecidas por meio do tema proposto
e delimitado.
Formamos um plano de trabalho lógico ao leitor: a Introdução, que é o início de uma idéia
geral e importante (objeto principal do trabalho).

Construímos o núcleo-frasal que será desenvolvido; o Desenvolvimento que é a


manifestação do tema em todos os seus elementos "actions" (afirmação ou negação).
Nele se desenvolvem os elementos extrínsecos ou formais e os intrínsecos (conceitos e
argumentos) observando a clareza e a concisão do parágrafo. Conclusão é o sintetizador do
desenvolvimento e criador do elo final com a idéia geral mencionada na introdução. Ordene
esta redação e veja se é uma dissertação.
Você somente aprende escrevendo e sendo examinador do texto mas nunca deixe de
consultar seu professor de redação e gramática. Não se esqueça de visitar as Dicas de
Português e Literatura. As minhas Dicas nada valem sem o entendimento da Gramática e
dos estilos de redação.

FORTALECENDO IDÉIAS
Usando a idéia de processos de expressividade, o professor e conferencista ALPHEU
TERSARIOL dedica ao leitor um excelente roteiro de trabalho em sua obra: Manual Prático
de Redação e Gramática, da LI-BRA Empresa Editorial Ltda.
Para trazer curiosidade à leitura, busco seu conceito sobre as formas de redação: "...
Dissertar tem por objetivo instruir e instruir-se, através de raciocínio e reflexão...";
"...narração é uma sequência de episódios... é colocar os fatos numa devida ordem, sem
repetir os acontecimentos e circunstâncias..."; "...Descrição é a reprodução visual da
natureza, dos fenômenos dos fatos, objetos e sensações..."Ela abrange diversos aspectos
no mundo exterior e às vezes do íntimo..."
Aconselho aos vestibulandos ler este manual, principalmente, nas observações e conselhos
sobre recursos de expressividade que enriquecem sua redação dissertativa como o
exemplo que o autor expõe sobre desarmamento infantil.
Na próxima vamos falar sobre dissertação e aprender mais técnica de redação com
algumas dicas de Magda Becker Soares e Nelson do Nascimento que é importante estudar
e Ter como manual de redação na cabeceira da cama como livro de leitura.

A ordenação no Desenvolvimento do Parágrafo pode acontecer:


a) por indicações de espaço : "... não muito longe do litoral...".Utilizam-se advérbios e
locuções adverbiais de lugar e certas locuções prepositivas, e adjuntos adverbiais de lugar;
b) por tempo e espaço: advérbios e locuções adverbiais de tempo, certas preposições e
locuções prepositivas, conjunções e locuções conjuntivas e adjuntos adverbiais de tempo;
c) por enumeração: citação de características que vem normalmente depois de dois
pontos;
d) por contrastes: estabelece comparações, apresenta paralelos e evidencia diferenças;
Conjunções adversativas, proporcionais e comparativas podem ser utilizadas nesta
ordenação;
e) por causa-consequência: conjunções e locuções conjuntivas conclusivas, explicativas,
causais e consecutivas;
f) por explicitação: esclarece o assunto com conceitos esclarecedores, elucidativos e
justificativos dentro da idéia que construída.

TIPOS DE REDAÇÃO

Para se produzir uma boa redação, não existem fórmulas mágicas ou técnicas especiais.
Tudo aquilo de que você necessita é seguir algumas regras essenciais, lembrar dos pontos
estruturais (começo, meio e fim) e fazer o trabalho de distribuição das idéias de maneira
correta em cada período do texto. Como você já deve saber, existem três estilos de textos:
dissertativo, narrativo e descritivo.

Dissertação
Texto que se caracteriza pela defesa de uma idéia, ponto de vista ou questionamento, para
abordar um determinado assunto. Em geral, este tipo de produção textual costuma
distribuir o seu conteúdo da seguinte maneira.
Introdução – ponto em que se apresentam as idéias que serão defendidas ao longo do
texto.
Desenvolvimento – momento em que se desenvolvem as idéias anteriormente
apresentadas, de modo a convencer o leitor por intermédio de argumentos sólidos e dados
concretos.
Conclusão – é a parte em que se elabora um desfecho coerente do desenvolvimento com
base nos argumentos apresentados.
Neste tipo de construção, é permitido ao autor acrescentar julgamentos ou opiniões para
defender sua idéia, desde que se transmitam credibilidade e consistência, sem abandonar o
formato de discurso persuasivo.

Narração
Caracteriza-se pela representação de fatos reais ou fictícios, envolvendo personagens e
fatos que ocorrem num determinado tempo e espaço.
A narração de fatos reais é muito comum em livros científicos, jornais, livros de História e
outros.

Por sua vez, a narração de fatos fictícios não tem compromisso com a realidade e permite
inventar e criar fatos de acordo com a imaginação de quem relata. Todo texto narrativo
existe na medida em que há uma ação praticada por personagens e conta com dois
elementos principais tempo e lugar.
O narrador pode estar ou não embutido dentro dos acontecimentos e sofrer ações e
intromissões de outros personagens de acordo com o contexto em que se passa a historia.
Os verbos neste tipo de texto são usados em primelra pessoa para personagens e em
terceira pessoa quando um observador esta contando algum fato.

Descrição
O termo descrever significa representar, por meio de palavras, as características de um
objeto, uma idéia ou um sentimento. Um texto descritivo tem como objetivo transmitir
informações sobre seu foco principal, de modo que o leitor crie na sua mente uma imagem
do objeto, pessoa, sentimento ou ser descrito.
Os pontos de vista existentes em uma descrição podem ser exibidos de duas maneiras:
objetiva ou subjetiva.
A forma objetiva e aquela que apresenta um objeto e indica suas caracteristicas principais
de maneira precisa, cuidando para que as palavras não permitam mais de uma
interpretação. Já a forma subjetiva acontece quando se trabalha com a linguagem para
selecionar palavras ricas de sentido e o emprego de construções livres que permitem mais
de uma interpretação do leitor.

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