Você está na página 1de 15

4

  • 1. A ligação covalente

A ligação covalente consiste no compartilhamento de um mais ou elétrons entre átomos. Isso ocorre, por exemplo, no gás oxigênio, ele se forma através do compartilhamento de dois dos seus elétrons. E é através desse compartilhamento, que ambos se mantém estáveis e unidos. A ligação covalente ocorre geralmente entre átomos de eletronegatividade similares e altas, esse é o fato que explica a ligação covalente ocorrer entre os ametais, ou ainda, um ametal e um hidrogênio. A ligação covalente pode ser demonstrada através da representação eletrônica de Lewis ou pela representação estrutural (observe Figuras 1 e 2).

4 1. A ligação covalente A ligação covalente consiste no compartilhamento de um mais ou elétronshttp://www.qieducacao.com/2011/04/ligacao-covalente-ligacao-covalente.html Figura 2 – Representação estrutural Fonte: http://www.qieducacao.com/2011/04/ligacao-covalente-ligacao-covalente.html Várias teorias podem explicar as estruturas eletrônicas e as formas das moléculas, assim como as tentativas de prever a forma de moléculas cujas estruturas ainda não são conhecidas. Todas as teorias têm suas vantagens e seus defeitos. Por esse fato, elas mudam à medida que novos conhecimentos vão sendo aprimorados. O valor de uma teoria reside mais na sua utilidade que na sua veracidade. Os odores, sabores, a ação como fármacos das moléculas, tudo isso é determinado pela sua forma. As reações que ocorrem em nosso organismo, as propriedades dos materiais que nos rodeiam, a percepção, pensamento, aprendizado, tudo isso depende das formas das moléculas e como elas se alteram. " id="pdf-obj-0-9" src="pdf-obj-0-9.jpg">

Figura 1 Representação eletrônica de Lewis

4 1. A ligação covalente A ligação covalente consiste no compartilhamento de um mais ou elétronshttp://www.qieducacao.com/2011/04/ligacao-covalente-ligacao-covalente.html Figura 2 – Representação estrutural Fonte: http://www.qieducacao.com/2011/04/ligacao-covalente-ligacao-covalente.html Várias teorias podem explicar as estruturas eletrônicas e as formas das moléculas, assim como as tentativas de prever a forma de moléculas cujas estruturas ainda não são conhecidas. Todas as teorias têm suas vantagens e seus defeitos. Por esse fato, elas mudam à medida que novos conhecimentos vão sendo aprimorados. O valor de uma teoria reside mais na sua utilidade que na sua veracidade. Os odores, sabores, a ação como fármacos das moléculas, tudo isso é determinado pela sua forma. As reações que ocorrem em nosso organismo, as propriedades dos materiais que nos rodeiam, a percepção, pensamento, aprendizado, tudo isso depende das formas das moléculas e como elas se alteram. " id="pdf-obj-0-18" src="pdf-obj-0-18.jpg">

Figura 2 Representação estrutural

Várias teorias podem explicar as estruturas eletrônicas e as formas das moléculas, assim como as tentativas de prever a forma de moléculas cujas estruturas ainda não são conhecidas. Todas as teorias têm suas vantagens e seus defeitos. Por esse fato, elas mudam à medida que novos conhecimentos vão sendo aprimorados. O valor de uma teoria reside mais na sua utilidade que na sua veracidade.

Os odores, sabores, a ação como fármacos das moléculas, tudo isso é determinado pela sua forma. As reações que ocorrem em nosso organismo, as propriedades dos materiais que nos rodeiam, a percepção, pensamento, aprendizado, tudo isso depende das formas das moléculas e como elas se alteram.

5

As teorias descrevem a distribuição de elétrons e a participação de cada um na determinação da forma de uma molécula.

As cores brilhantes das flores e a variedade de tonalidades das folhas no outono sempre foram uma fonte de prazer, mas somente no século XX os químicos descobriram que as cores se devem à presença de compostos orgânicos com características estruturais comuns. Eles descobriram que pequenas diferenças na estrutura das moléculas destes compostos podem aumentar a fotossíntese, produzir uma vitamina importante e atrair as abelhas, que polinizam as flores. Eles descobriram também que o conhecimento das formas destas moléculas e dos orbitais ocupados por seus elétrons permite entender as propriedades dos compostos e até mesmo os processos que ocorrem em nossos olhos e que nos permitem ver as cores. (JONES, Loretta; ATKINS, Peter, 2006, p. 197).

6

  • 2. Teoria da Ligação de Valência TLV

Linus Pauling propôs essa teoria, que foi utilizada do período de 1940 a 1960, mas foi substituída por outras teorias. Atualmente, continua sendo utilizada pelos químicos orgânicos, além de fornecer a base para a descrição simplificada de moléculas inorgânicas pequenas.

Segundo Peter Atkins e Loretta Jones: “Esta teoria é um modelo quantomecânico da distribuição dos elétrons pelas ligações que ultrapassa a teoria de Lewis e o modelo VSEPR, e permite o cálculo numérico dos ângulos e dos comprimentos de ligação.” 1

A força da ligação é proporcional à superposição dos orbitais atômicos. Em conseqüência os átomos na molécula tendem a ocupar uma posição em que haja um máximo de superposição entre os orbitais. Como, por exemplo, a molécula de hidrogênio (H 2 ). Superposição de dois orbitais 1s (observe Figura 3 p. 9). De acordo com os princípios de Pauling, apenas os elétrons com spins emparelhados podem contribuir para uma ligação na TLV.

6 2. Teoria da Ligação de Valência – TLV Linus Pauling propôs essa teoria, que foihttp://www2.iq.usp.br/docente/gcazzell/6_LigacaoCovalente_TLV.pdf Na Figura 3, há o exemplo de uma ligação σ (sigma), a qual possui uma simetria cilíndrica ao redor do eixo internuclear (eixo z), e os elétrons têm um momento angular orbital zero sobre aquele eixo. A ligação σ é composta por ligações simples (observe Figura 4). JONES, Loretta; ATKINS, Peter. PRINCÍPIOS DE QUÍMICA, Questionando a Vida Moderna e o Meio Ambiente; tradução: Ricardo Bicca de Alencastro. – 3. ed. – Porto Alegre, Bookman, 2006, p. 208. " id="pdf-obj-2-21" src="pdf-obj-2-21.jpg">

Figura 3 Superposição de orbitais 1s na molécula de hidrogênio

Na

Figura 3,

há o

exemplo de uma ligação

σ

(sigma), a

qual possui uma

simetria cilíndrica ao redor do eixo internuclear (eixo z), e os elétrons têm um momento angular orbital zero sobre aquele eixo. A ligação σ é composta por ligações simples (observe Figura 4).

1 JONES, Loretta; ATKINS, Peter. PRINCÍPIOS DE QUÍMICA, Questionando a Vida Moderna e o

Meio Ambiente; tradução: Ricardo Bicca de Alencastro. 3. ed. Porto Alegre, Bookman, 2006, p.

208.

7

7 Figura 4 – Ligação σ Fonte: <a href=http://pt.scribd.com/doc/26907993/Teoria-da-Ligacao-de-Valencia Para se explicar as três ligações com ângulo de 120º utilizando um orbital s e orbitais p que formam ângulos de 90º, Pauling introduziu o conceito de hibridização. 2.1. Hibridização A hidridização consiste na junção de orbitais atômicos com o objetivo de gerar um novo conjunto de orbitais, chamados orbitais híbridos (observe Figura 5). Figura 5 – Hibridização na molécula BF Fonte: http://pt.scribd.com/doc/26907993/Teoria-da-Ligacao-de-Valencia Após a distribuição eletrônica, verifica-se que há a necessidade de redistribuir os elétrons nos orbitais não ocupados. Assim, há a formação de três orbitais híbridos sp², pois será distribuído um elétron do orbital s para um orbital p. A estrutura da molécula BF é trigonal planar, com ângulos de ligação de 120º. Para obter três " id="pdf-obj-3-5" src="pdf-obj-3-5.jpg">

Figura 4 – Ligação σ

Para se explicar as três ligações com ângulo de 120º utilizando um orbital s e orbitais p que formam ângulos de 90º, Pauling introduziu o conceito de hibridização.

2.1. Hibridização

A hidridização consiste na junção de orbitais atômicos com o objetivo de gerar um novo conjunto de orbitais, chamados orbitais híbridos (observe Figura 5).

7 Figura 4 – Ligação σ Fonte: <a href=http://pt.scribd.com/doc/26907993/Teoria-da-Ligacao-de-Valencia Para se explicar as três ligações com ângulo de 120º utilizando um orbital s e orbitais p que formam ângulos de 90º, Pauling introduziu o conceito de hibridização. 2.1. Hibridização A hidridização consiste na junção de orbitais atômicos com o objetivo de gerar um novo conjunto de orbitais, chamados orbitais híbridos (observe Figura 5). Figura 5 – Hibridização na molécula BF Fonte: http://pt.scribd.com/doc/26907993/Teoria-da-Ligacao-de-Valencia Após a distribuição eletrônica, verifica-se que há a necessidade de redistribuir os elétrons nos orbitais não ocupados. Assim, há a formação de três orbitais híbridos sp², pois será distribuído um elétron do orbital s para um orbital p. A estrutura da molécula BF é trigonal planar, com ângulos de ligação de 120º. Para obter três " id="pdf-obj-3-19" src="pdf-obj-3-19.jpg">

Figura 5 Hibridização na molécula BF 3

Fonte: http://pt.scribd.com/doc/26907993/Teoria-da-Ligacao-de-Valencia

Após a distribuição eletrônica, verifica-se que há a necessidade de redistribuir os elétrons nos orbitais não ocupados. Assim, há a formação de três orbitais híbridos sp², pois será distribuído um elétron do orbital s para um orbital p. A estrutura da molécula BF 3 é trigonal planar, com ângulos de ligação de 120º. Para obter três

8

elétrons emparelhados, o átomo central B deve ser excitado, assim possibilitará a formação de três ligações covalentes.

A hibridização e a combinação de orbitais é um conceito ainda mais útil. A combinação de orbitais s e p é aceita sem reservas, mas o envolvimento de orbitais d na hibridização está sujeito a controvérsias, pois para haver uma combinação efetiva as energias dos orbitais envolvidos devem ser aproximadamente iguais. (LEE, J. D., 1999, p. 43).

No exemplo da molécula PCl 5, há dúvidas sobre a participação de orbitais d na hibridização, o que contribuiu para o declínio da TLV (observe Figura 6).

8 elétrons emparelhados, o átomo central B deve ser excitado, assim possibilitará a formação de três

Figura 6 Hibridização na molécula PCl 5

Fonte: http://www.slideshare.net/rafaelmmoreira/slides-aula-9

A energia de um orbital é proporcional à sua distância radial média, e como o orbital 3d é muito maior, sua energia será maior que a dos orbitais 3s e 3p. Em princípio pode parecer improvável que uma hibridização envolvendo orbitais s, p e d realmente possa acontecer.

  • 2.2. Ligações σ e π

Nas ligações σ (sigma) a densidade eletrônica é concentrada sobre o eixo que une dois átomos. As ligações duplas ou triplas são formadas através da

interação lateral dos orbitais, dando origem a ligações π (pi). Nas ligações π a

densidade eletrônica também é concentrada entre os átomos, mas de um lado e do

9

outro sobre o eixo unindo os dois átomos. As ligações π apenas diminuem os comprimentos das ligações, pois a forma da molécula é determinada pelas ligações σ (e pares isolados). Um exemplo de uma ligação π, é a molécula de dióxido de carbono CO 2 (observe Figura 7).

9 outro sobre o eixo unindo os dois átomos. As ligações π apenas diminuem os comprimentos

Figura 7 – Ligação π na molécula CO 2

Fonte: http://www.blogintellectus.com.br/quimica/index.php/2010/11/comentarios-e-resolucao-da-prova-da-uff/

Há duas ligações σ e duas ligações π na molécula de CO 2. Os orbitais s e p remanescentes são usados na formação de ligações σ. Esses dois orbitais

interagem com os orbitais p de dois átomos de oxigênio, formando uma molécula linear com um ângulo de 180º. A formação de ligações π diminui a distância C O, não alterando a estrutura da molécula.

Uma ligação simples é uma ligação σ. Uma ligação dupla é uma ligação σ mais uma ligação π. Uma ligação tripla é uma ligação σ mais duas ligações π.

  • 2.3. Limitações da TLV

De acordo com a Teoria da Ligação de Valência, a formação de uma ligação covalente se dá através da superposição entre dois orbitais atômicos (híbridos ou não). A TLV se limita no momento em que não prevê o magnetismo da molécula de O 2 , o oxigênio é uma molécula paramagnética, que consiste em uma propriedade onde há dois elétrons desemparelhados. Há a limitação da TLV ainda, quanto à descrição da geometria de algumas moléculas, além de não explicar a cor de muitos compostos. Portanto, para a explicação do paramagnetismo da molécula de O 2, desenvolveu-se uma nova teoria, a Teoria dos Orbitais Moleculares TOM.

10

  • 3. Teoria dos Orbitais Moleculares TOM

A teoria dos orbitais moleculares (TOM) surgiu como um modelo aprimorado de ligação química, no final dos anos 1920, com o objetivo de explicar adequadamente algumas propriedades moleculares, dentre elas, o paramagnetismo do O 2 e os espectros eletrônicos das moléculas. Essa teoria foi desenvolvida por Robert Mulliken, onde define que todos os elétrons de valência têm influência na estabilidade de uma molécula.

Na teoria dos orbitais moleculares, os elétrons de valência são tratados como se estivessem associados a todos os núcleos da molécula. Portanto, os orbitais atômicos de átomos diferentes devem ser combinados para formar orbitais moleculares. (LEE, J. D., 1999, p. 48).

Segundo Peter Atkins e Loretta Jones: “Ao contrário da teoria de Lewis, a teoria dos orbitais moleculares pode explicar a existência de compostos deficientes em elétrons e o paramagnetismo do oxigênio.” 2

Um orbital molecular é descrito através de uma função de onda, que pode ser obtida por dois procedimentos:

Combinação linear de orbitais atômicos (CLOA); Método do átomo unido. Quando há uma adição das funções de onda de dois orbitais s, forma-se O orbital molecular, o qual é representado por ss e o orbital atômico formado pela subtração das funções de onda é representado por ss*. Pelo fato de haver um aumento da densidade eletrônica de carga entre os núcleos no orbital ss e um decréscimo na mesma região no orbital ss*, o orbital ss é chamado orbital ligante e o orbital ss*, orbital antiligante. O orbital ligante age com o objetivo de estabilizar a ligação, enquanto o orbital antiligante tende a desestabilizá-la (observe Figura 8).

2 JONES, Loretta; ATKINS, Peter. PRINCÍPIOS DE QUÍMICA, Questionando a Vida Moderna e o

Meio Ambiente; tradução: Ricardo Bicca de Alencastro. 3. ed. Porto Alegre, Bookman, 2006, p.

218.

11

11 Figura 8 – Combinação de orbitais s e s Fonte: http://reocities.com/Vienna/choir/9201/ligacoes_quimicas3.htm Durante a combinação de

Figura 8 Combinação de orbitais s e s

Fonte: http://reocities.com/Vienna/choir/9201/ligacoes_quimicas3.htm

Durante a combinação de dois orbitais p, dependendo dos orbitais p utilizados, os resultados podem ser diferentes. Se o eixo x é o eixo de ligação, então os dois orbitais 2px podem se sobrepor apropriadamente se eles se aproximam segundo um único eixo (observe Figura 9).

11 Figura 8 – Combinação de orbitais s e s Fonte: http://reocities.com/Vienna/choir/9201/ligacoes_quimicas3.htm Durante a combinação de

Figura 9 Combinação de orbitais px e px

Fonte: http://reocities.com/Vienna/choir/9201/ligacoes_quimicas3.htm

Os orbitais moleculares resultantes constituem, como antes, um orbital ligante (sx) com carga eletrônica acumulada, e um orbital antiligante (sx*) com decréscimo de carga entre os núcleos. Esses orbitais também são classificados como s porque são simétricos ao redor do eixo de ligação. O índice subscrito x é usado para indicar que eles originaram de orbitais px. Ao se sobrepor dois orbitais 2py e 2pz para formação de orbitais moleculares, é feito lado a lado (observe Figura 10). O resultado é um orbital antiligante com quatro lóbulos e um orbital ligante com dois lóbulos. O orbital ligante permite uma alta concentração da carga eletrônica na região entre os núcleos, enquanto o orbital antiligante mostra uma diminuição da densidade de carga nessa

12

região. Na realidade, cada orbital antiligante tem um plano nodal entre os dois núcleos (observe Figura 10).

12 região. Na realidade, cada orbital antiligante tem um plano nodal entre os dois núcleos (observe

Figura 10 Combinação de orbitais py e pz

Fonte: http://reocities.com/Vienna/choir/9201/ligacoes_quimicas3.htm

3.1.

Exemplo da aplicação da teoria de orbitais moleculares para moléculas diatômicas homonucleares

Um dos primeiros triunfos da teoria do orbital molecular foi a sua capacidade de mostrar que a molécula de O 2 é paramagnética, ou seja, sua configuração eletrônica mostra que ele tem dois pares de elétrons desemparelhados (observe Figura 11 p.15).

13

13 Figura 11 – Paramagnetismo da molécula de O Fonte: http://anibalmarieiro.wikispaces.com/Teoria+do+Orbital+Molecular Os fatos experimentais indicam que

Figura 11 Paramagnetismo da molécula de O 2

Fonte: http://anibalmarieiro.wikispaces.com/Teoria+do+Orbital+Molecular

Os fatos experimentais indicam que esta molécula é paramagnética e tem uma energia de ligação muito alta e uma distância de ligação muito curta. O modelo de orbital molecular está de acordo com as características magnéticas e de ligação observadas. A ordem de ligação é calculada através de uma subtração do número de elétrons ocupando orbitais ligantes com os antiligantes.

(

)

(

)

(

)

No

caso da molécula de

O 2, (10-6)/2,

que irá corresponder a uma dupla

ligação.

14

3.2.

Exemplo da aplicação da teoria de orbitais moleculares para moléculas diatômicas heteronucleares

Peter Atkins e Loretta Jones explicam as ligações em moléculas diatômicas

heteronucleares: “A ligação em uma molécula diatômica heteronuclear, uma molécula diatômica construída com átomos de elementos diferentes, é polar e os elétrons são compartilhados desigualmente pelos dois átomos. Podemos, então, reescrever a Eq. 1 como

em que

e

são diferentes.” 3

Durante as ligações em moléculas diatômicas heteronucleares, há o envolvimento de um compartilhamento desigual de elétrons de ligação. O elemento mais eletronegativo irá contribuir para os orbitais ligantes, e o elemento menos eletronegativo irá contribuir para os orbitais antiligantes. Os orbitais de valência disponíveis para a formação do orbital molecular são

os orbitais 2s e 2p do C e os orbitais 2s e 2p do O, logo, 8 AO’s = 8 OM’s; há 4 + 6 =

10 elétrons de valência para acomodar nos orbitais moleculares. A configuração do estado fundamental é: CO: 1σ 2 2 4 2 e diagrama de nível de energia (observe Figura 12).

14 3.2. Exemplo da aplicação da teoria de orbitais moleculares para moléculas diatômicas heteronucleares Peter Atkinshttp://pt.scribd.com/doc/74329336/7/Teoria-do-Orbital-Molecular-TOM JONES, Loretta; ATKINS, Peter. PRINCÍPIOS DE QUÍMICA, Questionando a Vida Moderna e o Meio Ambiente; tradução: Ricardo Bicca de Alencastro. – 3. ed. – Porto Alegre, Bookman, 2006, p. 223. " id="pdf-obj-10-37" src="pdf-obj-10-37.jpg">

Figura 12 Diagrama de nível de energia do orbital molecular para o CO

3 JONES, Loretta; ATKINS, Peter. PRINCÍPIOS DE QUÍMICA, Questionando a Vida Moderna e o

Meio Ambiente; tradução: Ricardo Bicca de Alencastro. 3. ed. Porto Alegre, Bookman, 2006, p.

223.

15

  • 4. Teoria do Campo Cristalino TCC

Para entender, por exemplo, as cores dos compostos de coordenação, era preciso uma teoria que envolvesse a configuração eletrônica destes. A teoria do campo cristalino (TCC) foi uma das teorias que surgiram para explicar o comportamento eletrônico dos compostos de coordenação. Na teoria do campo cristalino, supõe-se que as interações entre o íon central e os ligantes de um complexo são puramente eletrostática, ou seja, atração entre cargas. Os ligantes, na TCC, são considerados como cargas ou dipolos pontuais. Quando se aproximam os ligantes do íon metálico, os orbitais d do metal estão, a princípio, em um mesmo nível de energia, mas com a aproximação dos ligantes os orbitais d do íon metálico livre, deixarão o estado de mesma energia e passarão a ocupar estados diferentes de energia, alguns se tornarão mais estáveis, outros não. Verifique a forma de cada orbital atômico d (observe Figura 13), suas orientações segundo o eixo cartesiano, também são importantes, pois a aproximação dos ligantes serão efetuadas segundo estes eixos, o que provocará a variação na energia de cada orbital.

d x 2 - y 2 <a href= d xz d xy " id="pdf-obj-11-12" src="pdf-obj-11-12.jpg">

d x 2 - y 2

d x 2 - y 2 <a href= d xz d xy " id="pdf-obj-11-20" src="pdf-obj-11-20.jpg">

d z 2

d x 2 - y 2 <a href= d xz d xy " id="pdf-obj-11-26" src="pdf-obj-11-26.jpg">

d xz

d x 2 - y 2 <a href= d xz d xy " id="pdf-obj-11-31" src="pdf-obj-11-31.jpg">

d yz

d x 2 - y 2 <a href= d xz d xy " id="pdf-obj-11-36" src="pdf-obj-11-36.jpg">

d xy

Figura 13 Cinco orbitais d no plano cartesiano.

Os orbitais d x2 - y2 e o d z2 serão os orbitais que sofrerão um acréscimo de

energia, pois eles estão segundo os eixos cartesianos e sofrerão mais com

a

16

aproximação dos ligantes, já os orbitais d xy , d xz e d yz sofrerão um decréscimo de energia, pois eles estão entre os eixos e não sofrerão diretamente influência dos ligantes. Os orbitais d x2 - y2 e o d z2 são chamados (quando juntos) de e g e os orbitais d xy , d xz e d yz são chamados de t 2g. Na Figura 14, pode-se observar a remoção da mesma energia dos orbitais atômicos, quando os ligantes se aproximam segundo um campo elétrico octaédrico, ou seja, se aproximam segundo os eixos x, y e z.

16 aproximação dos ligantes, já os orbitais d , d e d sofrerão um decréscimo de

Figura 14 Desdobramento do campo para geometria octaédrica

Fonte: http://zeus.qui.ufmg.br/~quipad/ino/tcc.htm

Segundo a TCC, muitas vezes as cores observadas nos complexos têm origem em transições eletrônicas entre os orbitais d do metal sendo, portanto, um reflexo do desdobramento destes orbitais. Quanto maior for desdobramento, mais energia será necessária para as transições eletrônicas acontecerem. Dessa forma, o comprimento de onda absorvido será menor. Quando a luz branca (luz visível) atravessa o composto, este absorve um dado comprimento de onda com energia idêntica ao da magnitude do desdobramento dos orbitais d , e os outros comprimentos de onda presentes passam sem serem absorvidos. Portanto, enxergamos uma mistura de cores de todos os comprimentos de onda menos o que foi absorvido. É o que chamamos de cores complementares (observe Tabela 1

p.19).

Tabela 1 Cores e suas cores complementares

17

Comprimento de onda (nm)

Cor absorvida

Cor complementar

  • 400 435

Violeta

Amarelo esverdeado

  • 435 480

Azul

Amarelo

  • 480 490

Azul esverdeado

Laranja

  • 490 500

Verde azulado

Vermelho

  • 500 560

Verde

Roxo

  • 560 580

Amarelo esverdeado

Violeta

  • 580 595

Amarelo

Azul

  • 595 650

Laranja

Azul esverdeado

  • 650 750

Vermelho

Verde azulado

Fonte: http://pt.scribd.com/doc/40505281/34/%E2%80%93-A-Teoria-do-Campo-Cristalino-TCC

  • 4.1. Limitações da TCC

Uma das limitações da teoria do campo cristalino, é que a mesma não consegue explicar a ordem dos ligantes na série espectroquímica. Levando-se em conta a força da interação eletrostática era de se esperar que um ligante carregado causasse uma ligação mais intensa do que ligantes neutros (e, portanto, um maior desdobramento). Uma outra limitação é quando se diz na série espectroquímica, onde a água é um ligante mais fraco que a amônia, mesmo tendo um momento de dipolo maior.

5.

Referências

18

ATKINS, P.; LORETTA, J. Princípios de Química: Questionando a vida moderna e o meio ambiente. 3ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.

LEE, J. D. Química Inorgânica não tão Concisa. Tradução da 5ª ed. Inglesa / Henrique E. Toma, Koiti Araki, Reginaldo C. Rocha, São Paulo, Blucher, 1999.

Disponível em: http://www.slideshare.net/rafaelmmoreira/slides-aula-9, acesso em 16 jun. 2012.

Disponível em:

http://www.blogintellectus.com.br/quimica/index.php/2010/11/comentarios-e-

resolucao-da-prova-da-uff/, acesso em 16 jun. 2012.

Disponível em: http://reocities.com/Vienna/choir/9201/ligacoes_quimicas3.htm, acesso em 16 jun. 2012.

Disponível em: http://anibalmarieiro.wikispaces.com/Teoria+do+Orbital+Molecular, acesso em 17 jun. 2012.

Disponível em: http://zeus.qui.ufmg.br/~quipad/ino/tcc.htm, acesso em 17 jun. 2012.

Disponível em: http://pt.scribd.com/doc/40505281/34/%E2%80%93-A-Teoria-do- Campo-Cristalino-TCC, acesso em 17 jun. 2012.