MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL
C PR M - SE RV I ÇO G E OLÓ GIC O DO BR ASI L P ROD EE M - PRO G RAM A DE DESEN VOL VIM ENT O ENE RGÉT ICO DOS E STADOS EMUN I CÍPI OS

RIO D O FOGO

PROJETO CADASTRO DE FONTES DE ABASTECIMENTO POR ÁGUA SUBTERRÂNEA RIO GRANDE DO NORTE

DIAGNÓSTICO DO MUNICÍPIO DE RIO DO FOGO
CPR M

Ser vi ço Geológi co do Bras i l

Secretaria de Geologia, Mineração e Transfor mação Mineral Secretaria de Desenv olvimento Ener gético Ministério de Minas e Energi a

Setembro/2005

MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA Silas Rondeau Cavalcante Silva Ministro de Estado SECRETARIA EXECUTIVA Nelson José Hubner Moreira Secretário Executivo

SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO Márcio Pereira Zimmermam Secretário

SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL Cláudio Scliar Secretário

PROGRAMA LUZ PARA TODOS Aur élio Pav ão Diretor PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO ENERG É TICO DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS PRODEEM Luiz Carlos Vieira Diretor

SERVI Ç O GEOL Ó GICO DO BRASIL – CPRM Agamenon S érgio Lucas Dantas Diretor-Presidente Jos é Ribeiro Mendes Diretor de Hidrologia e Gest ã o Territorial Manoel Barretto da Rocha Neto Diretor de Geologia e Recursos Minerais Álvaro Rog ério Alencar Silva Diretor de Administra ção e Finan ças Fernando Pereira de Carvalho Diretor de Rela ções Institucionais e Desenvolvimento Frederico Cláudio Peixinho Chefe do Departamento de Hidrologia Fernando Antonio Carneiro Feitosa Chefe da Divisão de Hidrogeologia e Explora ção Ivanaldo Vieira Gomes da Costa Superintendente Regional de Salvador Jos é Wilson de Castro Tem óteo Superintendente Regional de Recife Hélbio Pereira Superintendente Regional de Belo Horizonte Darlan Filgueira Maciel Chefe da Resid ência de Fortaleza Francisco Batista Teixeira Chefe da Resid ência Especial de Teresina

CPRM Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial PROJETO CADASTRO DE FONTES DE ABASTECIMENTO POR ÁGUA SUBTERRÂNEA ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE DIAGNÓSTICO DO MUNIC Í PIO DE RIO DO FOGO ORGANIZA ÇÃO DO TEXTO Breno Augusto Beltrão Dunaldson Eliezer G. Mineração e Transformação Mineral Programa Luz Para Todos Programa de Desenvolvimento Energético dos Estados e Municí pios .Ministério de Minas e Energia Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético Secretaria de Geologia. A. da Rocha João de Castro Mascarenhas Luiz Carlos de Souza Junior Saulo de Tarso Monteiro Pires Valdecí lio Galvão Duarte de Carvalho Recife Setembro/2005 .PRODEEM Serviço Geológico do Brasil .

Valdec í lio Galvã o Duarte de org. A. Filho Jos é Cl áudio Viegas Luis Henrique Monteiro Pereira Pedro Ant ônio de Almeida Couto V ânia Passos Borges SUREG-BH Ang élica Garcia Soares Eduardo Jorge Machado Sim ões Ely Soares de Oliveira Haroldo Santos Viana Reynaldo Murilo D. Hidrogeologia – Rio Grande do Norte . Valdec í lio Galvã o Duarte de Carvalho. estado do Rio Grande do Norte / Organizado [por] Joã o de Castro Mascarenhas. Alves de Brito REFO Ân gelo Tr évia Vieira Felicíssimo Melo Francisco Alves Pessoa J áder Parente Filho Jos é Roberto de Carvalho Gomes Liano Silva Veríssimo Luiz da Silva Coelho Rob é rio B ô to de Aguiar RESTE Antonio Reinaldo Soares Filho Carlos Ant ônio Luz Cipriano Gomes Oliveira Heinz Alfredo Trein Ney Gonzaga de Souza EM DESTAQUE Almir Ara újo Pacheco. Beltrã o.SUREG-RE Jo ão de Castro Mascarenhas – SUREG-RE Jos é Alberto Ribeiro . Feitosa .” 1. Galv ão Saulo de Tarso Monteiro Pires Sé rgio Monthezuma Santoianni Guerra Simeones Néri Pereira Valdecílio Galv ão Duarte de Carvalho Vanildo Almeida Mendes SUREG-SA Edmilson de Souza Rosas Edvaldo Lima Mota Hermínio Brasil Vilaverde Lopes Jo ão Cardoso Ribeiro M. III. CDD 551.SUREG-MA Geraldo de B. Diagnó stico do municí pio de Rio do Fogo. Neves .REFO Jos é Carlos da Silva . de Souza Filho .CPRM Carlos A. Dunaldson Eliezer Guedes Alcoforado da Rocha. Pimentel – SUREG-PA Paulo Pontes Ara újo – SUREG-BE Tom ás Edson Vasconcelos . Souza Jú nior. da Rocha Jo ão de Castro Mascarenhas Luiz Carlos de Souza J únior Saulo de Tarso Monteiro Pires Valdecílio Galv ão Duarte de Carvalho ASPECTOS SOCIOECON Ô MICOS Breno Augusto Beltr ão FIGURAS ILUSTRATIVAS Aloízio da Silva Leal Fabiane de Andrade Lima Amorim Albino Jaqueline Pontes de Lima N úbia Chaves Guerra Waldir Duarte Costa Filho MAPAS DE PONTOS D’ Á GUA Robson de Carlo Silva Fabiane de Andrade Lima Amorim Albino BANCO DE DADOS Desenvolvimento dos Sistemas Josias Barbosa de Lima Ricardo C é sar Bustillos Villafan Coordena ção Francisco Edson Mendonça Gomes Administração Eriveldo da Silva Mendon ça EDITORA ÇÃ O ELETR Ô NICA Aline Oliveira de Lima Fabiane de Andrade Lima Amorim Albino Jaqueline Pontes de Lima SUPORTE T É CNICO DE EDITORA ÇÃ O Claudio Scheid Jos é Pessoa Veiga Junior Manoel J úlio da T. 2. B. A.SUREG-GO RECENSEADORES Ac ácio Ferreira Júnior Adriana de Jesus Felipe Alerson Falieri Suarez Almir Gomes Freire – CPRM Ân gela Aparecida Pezzuti Antonio Celso R. Gomes Galv ão ANALISTA DE INFORMA ÇÕ ES Dalvanise da Rocha S. Rocha. Bezerril CPRM . Lima Francisco Edson Alves Rodrigues Francisco Ivanir Medeiros da Silva Francisco Jos é Vasconcelos Souza Francisco Lima Aguiar Junior Francisco Pereira da Silva . Filho .Serviç o Geoló gico do Brasil Projeto cadastro de fontes de abastecimento por á gua subterrâ nea. + anexos “ Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrâ nea.Cadastros. Recife: CPRM/PRODEEM. Saulo de Tarso Monteiro Pires. de Souza Ér ika Peconnick Ventura Erval Manoel Linden .REFO EQUIPE T É CNICA DE CAMPO SUREG-RE Ari Teixeira de Oliveira Breno Augusto Beltr ão Cícero Alves Ferreira Cristiano de Andrade Amaral Dunaldson Eliezer G. VI. Saulo de Tarso Monteiro org. II. Pires. da Rocha Franklin de Moraes Frederico Jos é Campelo de Souza Jardo Caetano dos Santos Jo ão de Castro Mascarenhas Jorge Luiz Fortunato de Miranda Jos é Wilson de Castro Temoteo Luiz Carlos de Souza J únior Manoel Julio da Trindade G.CPRM Antonio Edílson Pereira de Souza Antonio Jean Fontenele Menezes Antonio Manoel Marciano Souza Antonio Marques Honorato Armando Arruda C.CPRM Ewerton Torres de Melo F ábio de Andrade Lima F ábio de Souza Pereira F ábio Luiz Santos Faria Francisco Augusto A.CPRM Vilmar Souza Leal – CPRM Wagner Ricardo R.DEHID COORDENA ÇÃ O TÉ CNICA Fernando Ant ônio C. Lages C.CPRM Celso Viana Marciel Cícero Ren é de Souza Barbosa Cl áudio Marcio Fonseca Vilhena Claudionor de Figueiredo Cleiton Pierre da Silva Viana Cristiano Alves da Silva Edivaldo Fateicha .RESTE Jo ão Alfredo C. Carvalho. T í tulo.49098132 Permitida a reprodução desde que mencionada a fonte . IV. A. da Rocha Jo ão de Castro Mascarenhas Luiz Carlos de Souza Junior Saulo de Tarso Monteiro Pires Valdecílio Galv ão Duarte de Carvalho CARACTERIZA ÇÃ O DO MUNICIPIO E DIAGN Ó STICO DOS PO Ç OS CADASTRADOS Breno Augusto Beltr ão Dunaldson Eliezer G.SUREG-SA Oderson A. de Oliveira – DIHEXP APOIO T É CNICO-ADMINISTRATIVO Sara Maria Pinotti Benvenuti-DIHEXP COORDENA Ç AO REGIONAL Jaime Quintas dos S. 2005. Mascarenhas. Alencar Jamile de Souza Ferreira Jaqueline Almeida de Souza Jeft é Rocha Holanda Jo ão Carlos Fernandes Cunha Jo ão Luis Alves da Silva Joelza de Lima Enéas Jorge Hamilton Quidute Goes Jos é Carlos Lopes .REFO Francisco C.SUREG-RE Luiz Fernando C. Filho . Colares . G óes de Almeida . Aguiar .SUREG-PA Carlos J. V.Cadastros.CPRM Joselito Santiago Lima Josemar Moura Bezerril Junior Julio Vale de Oliveira K ênia Nogueira Di ógenes Marcos Aurélio C. 11 p. Luiz Carlos de org. Luiz Carlos de Souza Junior.CPRM Eduardo Benevides de Freitas Eduardo Fortes Cris ó stomos Eliomar Coutinho Barreto Emanuelly de Almeida Le ão Emerson Garret Menor Emicles Pereira C. L. I. estado do Rio Grande do Norte. de Alkimim Walter Lopes de Moraes Junior TEXTO ORGANIZA ÇÃ O Breno Augusto Beltr ão Dunaldson Eliezer G. VII.CPRM Frederico Antonio Araújo Meneses Geancarlo da Costa Viana Genivaldo Ferreira de Ara újo Gustavo Lira Meyer Haroldo Brito de Sá Henrique Cristiano C.COORDENA ÇÃ O GERAL Frederico Cláudio Peixinho . Breno Augusto org.DIHEXP COORDENA ÇÃ O ADMINISTRATIVOFINANCEIRA Jos é Emílio C. Água subterrâ nea – Rio Grande do Norte . de Melo . Bomfim .SUREG-BE Ana Cl áudia Vieiro – SUREG-PA Bráulio Rob é rio Caye . Dunaldson Eliezer Guedes Alcoforado da org. Breno Augusto Beltrã o. de G óis Filho Matheus Medeiros Mendes Carneiro Michel Pinheiro Rocha Narcelya da Silva Ara újo Nic ácia D ébora da Silva Oscar Rodrigues Acioly Júnior Paula Francinete da Silveira Baia Paulo Eduardo Melo Costa Paulo Fernando Rodrigues Galindo Pedro Hermano Barreto Magalh ães Raimundo Correa da Silva Neto Ramiro Francisco Bezerra Santos Raul Frota Gon çalves Saulo Moreira de Andrade -CPRM Sé rvulo Fernandez Cunha Thiago de Menezes Freire Valdirene Carneiro Albuquerque Vicente Calixto Duarte Neto . Joã o de Castro org.

Bahia. para fomentar ações direcionadas para inclusão social e redução das desigualdades sociais. ações visando o aumento da oferta hí drica. José Ribeiro Mendes Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial CPRM – Serviço Geológico do Brasil . Sergipe. para o Ministério de Minas e Energia. visando assegurar a ampliação dos recursos naturais e. Assim. priorizando ações integradas com outras instituições. com informações consistentes e atualizadas e. este projeto visa atender diretamente as necessidades do PRODEEM. Executado por intermédio da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial.APRESENTAÇÃ O A CPRM – Serviço Geológico do Brasil. Mineração e Transformação Mineral e com o Serviço Geológico do Brasil. Paraí ba. no que se refere à indicação de poços tubulares em condições de receber sistemas de bombeamento por energia solar. Ceará. em sintonia com os programas do governo federal. cuja missão é gerar e difundir conhecimento geológico e hidrológico básico para o desenvolvimento sustentável do Brasil. dará subsí dios ao Programa Fome Zero. Rio Grande do Norte. Alagoas. É neste contexto que está sendo executado o Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea. desenvolve no Nordeste brasileiro. em particular. dos recursos hí dricos subterrâneos. no tocante às ações efetivas para o abastecimento público e ao combate à fome das comunidades sertanejas do semi-árido nordestino. Pernambuco. Embora com múltiplas finalidades. servirá para dar suporte aos programas de desenvolvimento da região. norte de Minas Gerais e do Espí rito Santo. atualmente. desde o iní cio o programa é orientado para uma filosofia de trabalho participativa e interdisciplinar e. sobretudo. em parceria com a Secretaria de Geologia. localizado no semi-árido do Nordeste. de forma compatí vel com as demandas da região nordestina. que engloba os estados do Piauí . que estão inseridas no Programa de Água Subterrânea para a Região Nordeste. esta contribuição técnica de significado alcance social do Ministério de Minas e Energia.

3 4.ÁGUAS SUBTERRÂNEAS 5. INTRODUÇÃO 2.1 .ÁGUAS SUPERFICIAIS 5.ASPECTOS FISIOGRÁFICOS .LOCALIZAÇÃO E ACESSO . DIAGN ÓSTICO DOS PO ÇOS CADASTRADOS 6.DOMÍ NIOS HIDROGEOL ÓGICOS 6. METODOLOGIA 4.1 4.CD ROM .GEOLOGIA 1 1 2 2 2 3 3 4 4 5 5 5 5 8 10 11 5.SUMÁ RIO APRESENTAÇÃO 1.ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS .ARQUIVO DIGITAL . REFERÊNCIAS BIBLIOGR ÁFICAS ANEXOS 1 .2 . CONCLUS ÕES E RECOMENDA ÇÕES 8. ÁREA DE ABRANGÊNCIA 3.2.4 .1 .ASPECTOS QUALITATIVOS 7. RECURSOS HÍ DRICOS 5.PLANILHAS DE DADOS DAS FONTES DE ABASTECIMENTO 2 .2 4.MAPA DE PONTOS DE ÁGUA 3 .1 . CARACTERIZA ÇÃO DO MUNICÍ PIO DE RIO DO FOGO 4.

principalmente nos momentos críticos de estiagem. Para um efetivo gerenciamento dos recursos hídricos. Entretanto. 2. as decis ões sobre a implementa ção de a ções de conviv ência com a seca exigem o conhecimento b ásico sobre a localiza ção. Este Projeto tem como objetivo a realiza ção do cadastro de todos os po ços tubulares. Paraíba. po ços 2 amazonas representativos e fontes naturais. fato este agravado quando se observa a grande quantidade de captações de á gua subterr â nea no semi.á rido. Rio Grande do Norte. principalmente num contexto emergencial. pois esse recurso pode tornar-se significativo no suprimento hídrico da população e dos rebanhos. A ocorr ê ncia cíclica das secas e seus efeitos catastr ó ficos s ã o por demais conhecidos e remontam aos prim ó rdios da hist ória do Brasil. Sergipe. Bahia. Pernambuco. Al é m disso. Figura 1 – Á rea de abrang ê ncia do Projeto 1 . a escassez de á gua constitui um forte entrave ao desenvolvimento socioecon ô mico e. como é o caso das secas. merece aten ção a utilizaçã o das fontes de abastecimento de água subterr ânea. Á REA DE ABRANG Ê NCIA A á rea de abrang ê ncia do projeto de cadastramento (figura 1) estende-se pelos estados do Piauí. caracteriza ção e disponibilidade das fontes de água superficiais e subterr â neas. em uma área de 722. excetuando-se as áreas urbanas das regi ões metropolitanas. atrav és de uma gest ã o integrada dos recursos hídricos superficiais e subterr â neos.Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Municí pio de Rio do Fogo Estado do Rio Grande do Norte 1. inviabilizando uma gest ão eficiente. um fato preocupante é o desconhecimento generalizado. em muitos casos passíveis de serem solucionados com a ções corretivas de baixo custo. fundamentais para a avaliação da ocorr ê ncia e da potencialidade desses recursos. Neste sentido. INTRODU ÇÃ O O Polígono das Secas apresenta um regime pluviom étrico marcado por extrema irregularidade de chuvas. reduz substancialmente as possibilidades de seu manejo. desativadas e/ou abandonadas por problemas de pequena monta. a CPRM est á executando o Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Á gua Subterrânea em conson â ncia com as diretrizes do Governo Federal e dos prop ósitos apresentados pelo Minist é rio de Minas e Energia. Alagoas. at é mesmo. Minas Gerais e Espírito Santo. à subsist ê ncia da popula ção. Para suprir as necessidades das institui ções e demais segmentos da sociedade atuantes na regi ã o nordestina. Esse quadro de escassez poderia ser modificado em determinadas regi õ es. Cear á . a car ê ncia de estudos de abrang ê ncia regional. em todos os setores. no atendimento à popula ção quanto à garantia de oferta hídrica. Nesse cen á rio.000 km da regi ã o Nordeste do Brasil. principalmente em rochas cristalinas. tanto do n ú mero quanto da situação das captações existentes. no tempo e no espaço.

8” de latitude sul e 35°22’58. limitando-se com os municípios de Maxaranguape. respectivamente.000). Na elabora ção dos mapas de pontos d‘ á gua.1 . situa ção da captaçã o. sobre os quais foram colocados os dados referentes aos po ços e fontes naturais contidos no banco de dados. a partir de Natal. H á municípios em que ocorrem alguns casos de poços plotados fora dos limites do mapa municipal. com determinaçã o das coordenadas geogr á ficas pelo uso do Global Positioning System (GPS) e obtençã o de todas as informações passíveis de serem coletadas atrav és de uma visita t é cnica (caracterizaçã o do poço. permitindo a sua contínua atualiza ção. Cada á rea foi levantada por uma equipe coordenada por dois t écnicos da CPRM e composta.000. ou talvez devido a informa ções incorretas prestadas aos recenseadores ou. CARACTERIZA ÇÃ O DO MUNICÍPIO DE RIO DO FOGO 4.000. de seis recenseadores. geol ó gicos e hidroló gicos). foram utilizados como base cartogr á fica os mapas municipais estatísticos em formato digital do IBGE (Censo 2000).000 km . ap ós rigorosa an álise. dados operacionais. Esses dados. erro na obten ção das coordenadas. METODOLOGIA O planejamento operacional para a realizaçã o desse projeto teve como base a experi ê ncia da CPRM nos projetos de cadastramento de po ços dos estados do Cear á e Sergipe. editada pela SUDENE. Os trabalhos de campo foram executados por microrregi ã o. qualidade da á gua. O trabalho contemplou o cadastramento das fontes de abastecimento por á gua subterrâ nea (po ço tubular. poç o escavado e fonte natural). Al ém desse produto impresso. distando da capital cerca de 90 km. executados com sucesso em 1998 e 2001. A base estadual com os limites municipais foi cedida pelo IBGE. na maioria estudantes de nível superior dos cursos de Geologia e Geografia. com á reas variando de 15. A sede do município apresenta coordenadas 05°16’22. cujas informa ções s ão complementadas por esta nota explicativa. na escala 1:100. Tais casos ocorrem devido à imprecis ã o nos traçados desses limites. Touros e o Oceano Atl â ntico. selecionados e treinados pela CPRM. uso da á gua e aspectos ambientais. abrangendo uma á rea de 151 km².000 a 2 25. inseridos na folha Touros (SB. possibilitaram a elabora ção de um mapa de pontos d’ água. de cada um dos municípios inseridos na área de atua ção do Projeto. Os trabalhos de arte final e impress ã o dos mapas foram realizados com o aplicativo CorelDraw.Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Municí pio de Rio do Fogo Estado do Rio Grande do Norte 3. devidamente consistidos e tratados. simplesmente. visando um f ácil manuseio e compreens ão acessível a diferentes usu ários. em m é dia. para. 4. alimentarem um banco de dados. elaborados a partir das cartas topogr á ficas da SUDENE e DSG – escala 1:100. seja por problemas ainda existentes na cartografia estadual. efetuado através das rodovias pavimentadas BR-406. instalaçõ es. 2 . todas as informa çõe s coligidas est ão disponíveis em meio digital. em Fortaleza. RN-065 e RN-021. seja pela pequena escala do mapa fonte utilizado no banco de dados (1:250.25-V-C-II).8” de longitude oeste.Localiza ção e Acesso O município de Rio do Fogo situa-se na mesorregi ã o Leste Potiguar e na microrregi ã o Litoral Nordeste. Os dados coletados foram repassados sistematicamente á Divis ão de Hidrogeologia e Explora ção da CPRM. sendo seu acesso. através de um CD ROM.

No ranking de desenvolvimento.598 (Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil – www.Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Municí pio de Rio do Fogo Estado do Rio Grande do Norte Ceará Oceano A tlântico Ceará Paraíba Paraíba Legenda 0 16 32 Escala Grá fica 48 64km Sede do município N Paraíba Rodovi a Federal Rodovi a Estadual Limite Municipal Limite Estadual Figura 2 . o município foi desmembrado do município de Maxaranguape. (Fonte: IDEMA – 2001). o município possui 04 Pousadas. 01 Ag ê ncia e 01 posto dos Correios. possuem grande n ú mero 3 . a popula ção total residente é de 9.684 s ão do sexo masculino (50. A densidade demogr á fica é de 61.30%)e 5. o município possui Floresta Subperenif ó lia – vegetação constituída por á rvores sempre verdes.3 .704º lugar no Brasil (4.gov.php). A rede de sa ú de disp õ e de 06 Unidades Ambulatoriais.217 habitantes.195 na á rea rural. sendo 807 na á rea urbana e 1. 64.20%).24 hab/km . temperatura m é dia anual em torno de 25.719 s ão abastecidos de á gua atrav és da rede geral.com. Destes. FJP.842.561 municípios) Fonte: (www. o município possui 14 estabelecimentos de ensino.842 de 21/12/1995. 4.002 domicílios permanentes. O município possui 2.70%). Da populaçã o total. Apenas 21 domicílios est ã o ligados à rede geral de esgotos.20% s ã o alfabetizados. O município possui um clima do tipo tropical chuvoso com ver ã o seco e estação chuvosa adiantando-se para o outono. segundo o planejamento de zonas homog êneas do Estado. período chuvoso de março a agosto. e est á enquadrado no Litoral Oriental.704/5.620 vivem na á rea urbana (39. pertence à microrregi ã o denominada de ” Litoral Nordeste” (IBGE). 124 atrav és de po ço ou nascente e 159 por outras fontes.Mapa de acesso rodovi á rio 4. Segundo o censo de 2000. de 21/12/1995.597 na á rea rural (60. dos quais 4.Aspectos Fisiográficos Criado pela Lei nº 6.8ºC e umidade relativa m édia anual de 75%.2 . Quanto à formação vegetal.533 do sexo feminino (49. desmembrado de Maxaranguape. O IDH-M=0. Na á rea educacional.desenvolvimentomunicipal. 1. sendo que 3.80%) e 4. Com rela ção à infra-estrutura. (IDEC – 1997). pesca. Rio do Fogo está em 137º lugar no estado (137/167 municípios) e em 4.br/produtos/cees/idh/Atlas_idh. sendo 10 de ensino m é dio da Administra ção Municipal e 04 da Administra ção Estadual. A popula ção atual estimada é de 10. extrativismo e com é rcio.br).620 habitantes 2 (IBGE/2005).Aspectos Socioecon ô micos O município de Rio do Fogo foi criado pela Lei n° 6. As principais atividades econ ômicas s ã o: agropecu á ria.

constitui-se. O município possui menos de 100 metros de altitude. principalmente. troncos relativamente delgados. Litor â neos (Q2l). cascalho e nívei s de argi la. junco e periperi. areno-a rgil oso e con glome rático. 4. Formação Tabuleiros Litor â neos – vegetação encontrada cobrindo os Tabuleiros Costeiros. As dunas são estabilizadas ou fixas quando cobertas por vegeta ção natural e denominada Reserva Ecol ó gica. intercalações de sil tito e arg ili to . Manguezal – sistema ecol ó gico costeiro tropical dominado por esp é cies vegetais – mangues e animais típicos. com grande varia ção de salinidade. como pode ser observado na figura 3.Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Municí pio de Rio do Fogo Estado do Rio Grande do Norte de folhas largas.Mapa Geol ó gico 4 . 35 °28 ’ 35 °26 ’ 35 °24 ’ 35 °22 ’ 35 °20 ’ 5° 16’ N 5° 16’ Touros 5° 18’ Rio do Fogo 5° 18’ Qd Ocean o Atlan ti co Q2l 5° 20’ 5° 20’ Q2a NQc 5° 22’ Pureza BR101 5° 22’ NQc Q2a RN064 Qd 5° 24’ 5° 24’ NQc 5° 26’ Maxa rangu ape 5° 26’ ENb 5° 28’ 35 °28 ’ 35 °26 ’ 35 °24 ’ 35 °22 ’ 35 °20 ’ 5° 28’ UNIDADE S LITOESTRATIGRÁFICAS Cenozóico Q2a Depósitos Aluviona res (a ) : arei a. O solo é predominado por Areias Quartzosas Distr ó ficas. Campo de V á rzea – vegeta ção que ocorre nas v árzeas úmidas e periferia de cursos d’ á gua. geralmente s ã o áreas onde ocorreu interven ção humana. Aluvionares (Q2a) e Dunas Inativas (Qd). Grupo Barre iras (b): arenito e co nglo merad o. densa e o solo apresenta-se recoberto por uma camada de h ú mus. (Fonte: IDEMA – 1999). na Província Borborema. geologicamente.Geologia O município de Rio do Fogo encontra-se inserido. Rodo vi as Limites Intermunicip ais Rio s e riachos Lag oa Qd NQc ENb Figura 3 . Entre outras esp é cies destacam-se a baronesa. sendo constituído pelos sedimentos do Grupo Barreiras (ENb) e pelos Dep ósitos Col úvio-eluviais (NQc).4 . Forma ção de Praias e Dunas – vegeta ção nativa fixadora de areias. aos quais se associam outras plantas e animais adaptados a um solo periodicamente inundado pelas mar és. CONVENÇÕES GEO LÓGICAS Contato g eológ ico CONVENÇÕES CARTOGRÁFICAS Q2l Depósitos lito râne os (l): areia fina a gro ssa e dunas mó veis Sede Municipa l Dunas In ativas (d): areia b em seleci onada Depósitos col úvio -eluviais : Se dimento areno so. por esp é cies herbáceas da família das gramíneas e ciper á ceas.

000m .Á guas Subterrâneas 5. Conforme ilustrado na fig.1 . 14. que o atravessa na dire ção SW-NE. O padr ão da drenagem é do tipo dendrítico e alguns cursos d’ á gua s ão perenes pr óximo à foz. Catol é e d’ Á gua. podemos ter: terrenos p ú blicos. N ão existem a çudes com capacidade de acumula ção igual ou superior a 3 100. DIAGN Ó STICO DOS PO Ç OS CADASTRADOS O levantamento realizado no município registrou a exist ê ncia de 20 pontos d’ á gua. Dep ósitos Litor â neos e das Dunas Inativas. Mutuca.2.Domínios Hidrogeol ó gicos O município de Rio do Fogo est á totalmente inserido no Domínio Hidrogeol ógico Intersticial .1 – Tipos de pontos d’ água cadastrados no município Com rela ção à propriedade dos terrenos onde est ã o localizados os pontos d’ á gua cadastrados. das Cutias. das Piranhas. conforme mostra a fig. sendo todos po ços tubulares. 5. 5 .2. Seus principais tribut á rios s ã o os riachos Puna ú . quando forem de uso privado. das Curicacas.6. dos Dep ósitos Col úvio-eluviais. Dep ósitos Aluvionares. quando os terrenos forem de serventia p ú blica e. sendo banhado pela subbacia do Rio Puna ú. O município é banhado a NE pelo Oceano Atl â ntico.6.Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Municí pio de Rio do Fogo Estado do Rio Grande do Norte 5.Á guas Superficiais O município de Rio do Fogo possui 45% de seu territ ó rio inserido nos domínios da bacia hidrogr á fica do Rio Puna ú . Poços tubulares 100% Poços tubulares Fig.20% nos domínios da Faixa Litor â nea Leste de Escoamento Difuso. 6.1.1 . existem 16 pontos d’ á gua em terrenos p ú blicos e 04 em terrenos particulares.2 . particulares.6. Barrenta e Puna ú . O Domínio Intersticial é composto de rochas sedimentares do Grupo Barreiras. Os principais corpos de acumulação s ão as lagoas do Catol é . RECURSOS HÍDRICOS 5. do Fogo.8% nos domínios da bacia hidrogr á fica do Rio Maxaranguape e 40.

quando atendem apenas ao seu propriet ário. mas n ã o foram ainda equipados com sistemas de bombeamento e distribuição. A fig. E por fim.6. Quanto ao tipo de abastecimento a que se destina a á gua.1 – Situa ção dos po ços cadastrados conforme a finalidade do uso Natureza do Poço Comunitário Particular Indefinido Total Abandonado Em Operação Não Instalado Paralisado Indefinido - 12 2 14 3 3 3 3 - 6 . tiveram um resultado positivo.6.6.4. Os paralisados estavam sem funcionar temporariamente devido a problemas relacionados à manutençã o ou quebra de equipamentos. que incluem po ços secos e po ços obstruídos. Quadro 6. paralisados. levando-se em conta seu car áter p úblico ou particular. representam os po ços que n ã o apresentam possibilidade de produ ção.3 mostra que 12 pontos d’ á gua destinam-se ao atendimento comunit á rio e 08 pontos n ã o tiveram a finalidade do abastecimento definida.6.1 e em termos percentuais na fig. A situa ção dessas obras. Os poços em operação s ão aqueles que funcionavam normalmente. particulares.3 – Finalidade do abastecimento dos po ços. quando atendem a v árias famílias e. Indefinidos 40% Indefinidos Comunitários Comunitários 60% Fig. é apresentada em n ú meros absolutos no quadro 6. os pontos cadastrados foram classificados em: comunitários. n ão instalados e abandonados.2 – Natureza da propriedade dos terrenos onde existem po ços tubulares. Os n ão instalados representam aqueles po ços que foram perfurados. Quatro situa ções distintas foram identificadas na data da visita de campo: poços em opera ção. os abandonados.Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Municí pio de Rio do Fogo Estado do Rio Grande do Norte Particulares 20% Particulares Públicos Públicos 80% Fig.

6.6.4 – Situa ção dos po ços cadastrados Em rela ção ao uso da água. 46% dos pontos cadastrados s ã o destinados ao consumo dom éstico prim á rio ( á gua de consumo humano para beber). portanto.6.6 – Rela ção entre po ços em uso e desativados 7 .6. n ã o instalados ou paralisados e. podendo vir a somar suas descargas à quelas dos 14 po ços que estão em operaçã o. Verificou-se a exist ê ncia de 02 po ços particulares e 04 p ú blicos.6. conforme mostra a fig. 54% sã o utilizados para o consumo dom éstico secund ário ( á gua de consumo humano para uso geral).Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Municí pio de Rio do Fogo Estado do Rio Grande do Norte Paralisados 15% Em Operação Não Instalados Paralisados Não Instalados 15% Em Operação 70% Fig.6 mostra a rela ção entre os po ços tubulares atualmente em opera ção e os po ços inativos (paralisados e n ão instalados) que s ã o passíveis de entrar em funcionamento. passíveis de entrar em funcionamento.5.5 – Uso da á gua A fig. Doméstico Secundário 54% Doméstico Primário Doméstico Secundário Doméstico Primário 46% Fig. Instalado 2 4 Fig. 12 10 8 6 4 2 0 Em Operação Particular Público 2 12 Paral/N.

Teores elevados deste par âmetro indicam que a água tem sabor desagrad ável.1 .500 mg/ l água salgada Foram coletadas e analisadas amostras de 14 poços tubulares. a condutividade el étrica multiplicada por um fator. foram considerados os seguintes intervalos de STD (S ó lidos Totais Dissolvidos): 0 501 a 500 mg/ l água doce a 1.8.7 mostra que 14 po ços utilizam energia el étrica. sendo 12 p ú blicos e 02 particulares. o valor m áximo permitido para os s ó lidos dissolvidos (STD) é 1000 mg/l. foram realizadas in loco medidas de condutividade el é trica. que é a capacidade de uma subst â ncia conduzir a corrente el é trica estando diretamente ligada ao teor de sais dissolvidos sob a forma de íons. o Conforme a Portaria n 1. que ilustra a classifica ção das águas subterr â neas no município.75.2 e a fig.6.15 e 265.7 – Tipo de energia utilizada no bombeamento d’ á gua 6.Aspectos Qualitativos Com relação à qualidade das á guas dos pontos cadastrados. que varia entre 0. que estabelece os padr õ es de potabilidade da água para consumo humano. principalmente nas crian ças. Para as á guas subterr â neas analisadas.469/FUNASA.500 mg/l água salobra > 1. a condutividade el é trica multiplicada pelo fator 0. podendo causar problemas digestivos. Observando o quadro 6.Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Municí pio de Rio do Fogo Estado do Rio Grande do Norte Com rela ção à fonte de energia utilizada nos sistemas de bombeamento dos po ços. gera uma boa estimativa dos s ó lidos totais dissolvidos (STD) na á gua.20 mg/l. Na maioria das á guas subterr â neas naturais. Os resultados das an á lises mostraram valores oscilando de 33. verifica-se a predomin â ncia de á gua doce. a fig.55 a 0. e danifica as redes de distribui ção.6.2 – Qualidade das á guas subterr â neas no município conforme a situa ção do po ço Qualidade da água Doce Salobra Salina Total Em Uso 14 14 Não Instalado 0 Paralisado 0 Indefinido 0 Total 14 0 0 14 8 . Quadro 6.01 mg/l. com valor m é dio de 72. sendo 02 p ú blicos e 01 particular. 6. 12 10 8 6 4 2 0 Energia Elétrica Particular Público 2 12 Outras Fontes 1 2 Fig.65 fornece o teor de s ó lidos dissolvidos. Para efeito de classifica ção das águas dos pontos cadastrados no município. enquanto 03 po ços utilizam outras fontes de energia. com 100% dos po ços amostrados.

9 .6 8 – Qualidade das á guas subterr â neas do município.Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Municí pio de Rio do Fogo Estado do Rio Grande do Norte Doce 100% Doce Salobra Salina Salina 0% Salobra 0% Fig.

Para assegurar a boa qualidade da á gua. resultando todas em águas doces (100. para manuten ção de bombas em caso de pequenos defeitos. Foram feitos testes de condutividade em 14 amostras d’ á gua (70. Estes po ços representam uma reserva potencial substancial. em caso de problemas mais graves. visando evitar a contamina ção do len çol fre á tico por queda acidental de pequenos animais e introdu ção de corpos estranhos. Cabe à administra ção municipal promover ou articular o processo de an á lise desses po ços. podendo aumentar substancialmente a oferta hídrica no município. Quanto aos poços abandonados. devem ser tomadas medidas de conten ção. limpeza permanente do terreno.00% dos poços cadastrados). do ponto de vista bacteriol ó gico. no mínimo anual. que pode vir a reforçar o abastecimento no município se. Deve ser analisada a possibilidade de treinamento de moradores das proximidades dos po ços.Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Municí pio de Rio do Fogo Estado do Rio Grande do Norte 7. para retirada de equipamento do po ço e sua manuten ção e limpeza. especialmente por crian ças. forem considerados aptos à recupera ção e/ou instalação.00%) incluem os n ão instalados e os paralisados. medidas de proteção sanit á ria tais como: selo sanit á rio.00%). possibilitando a recupera ção ou manuten ção das suas vaz õ es originais. cerca de prote ção. passíveis de recupera ção. como a coloca ção de tampas soldadas ou aparafusadas. O que pode ser articulado entre a Prefeitura Municipal e a pr ópria popula ção benefici á ria do po ço. CONCLUS Õ ES E RECOMENDA ÇÕ ES A an á lise dos dados referentes ao cadastramento de pontos d´á gua executado no município permitiu estabelecer as seguintes conclusõ es: • A situa ção atual dos po ços tubulares existentes no município é apresentada no quadro 7.1 – Situa ção atual dos po ços cadastrados no município. 10 . fato muito comum nas áreas visitadas. principalmente em tempos de estiagem prolongada. Os 06 pontos restantes (30.1 a seguir: Quadro 7. ap ós uma an álise t écnica apurada. tampa de proteção. etc. al é m de limpeza do po ço como um todo. Natureza do Poço Público Particular Indefinido Total Abandonado Em Operação 12 (75%) 2 (50%) 14 (70%) Não Instalado 2 (13%) 1 (25%) 3 (15%) Paralisado 2 (13%) 1 (25%) 3 (15%) Indefinido Total 16 (80%) 4 (20%) 0 (0%) 20 (100%) • • • • • Os 20 pontos d’ á gua cadastrados s ão todos poços tubulares. para que sejam tomadas ou articuladas as medidas cabíveis. devem ser implantadas em todos os po ços ativos e paralisados. por manuten ção peri ó dica entende-se um período. ou ainda. sendo que 14 (70.00%) encontram-se em opera çã o. por motivos os mais diversos. para serem os respons áveis por fazer a comunica ção à Prefeitura Municipal. Todos os po ços deveriam sofrer manuten ção peri ó dica para assegurar o seu pleno funcionamento.

FUNDA ÇÃ O INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA . 2000. REFER Ê NCIAS BIBLIOGR Á FICAS ANU Á RIO MINERAL BRASILEIRO. Petrolina: Semi-Árido.29. Disponível em 1 CD 11 . Secretaria de Minas e Metalurgia. Regi ã o Nordeste. CPRM – Servi ço Geol ógico do Brasil [CD ROM] Geologia. MINIST É RIO DAS MINAS E ENERGIA. tect ô nica e recursos minerais do Brasil.000. Brasília: CPRM.IBGE. FUNDA ÇÃ O INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA . RODRIGUES E SILVA. Brasília: DNPM. v.Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Municí pio de Rio do Fogo Estado do Rio Grande do Norte 8. José Carlos Pereira dos. Disponível em 1 CD. Rio de Janeiro: SERGRAF.500. Disponível em 04 CD’s. Mapas Base dos municípios do Estado do Rio Grande do Norte. Mapas na escala 1:2. Geografia do Brasil. Recife: Embrapa Solos. SANTOS. Ademar Barros gico do Nordeste do Brasil: diagn ó stico e da et al [CD ROM] Zoneamento Agroecol ó progn ó stico. 401p. 1977. 2000. Fernando Barreto. SILVA. 2001. Sistema de Informa çõ es Geográficas SIG.IBGE. BRASIL. 2000.

Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Municí pio de Rio do Fogo Estado do Rio Grande do Norte ANEXO 1 PLANILHA DE DADOS DAS FONTES DE ABASTECIMENTO .

8 051947.7 352248. .6 051821. Dom éstico Secund á rio.1 352149.6 352448.4 352246. Dom éstico Secund á rio.05 .45 57.9 052255.0 352015. Dom éstico Secund á rio.7 051715. Doméstico Primário. .1 052302.4 54.1 352301. Dom éstico Prim ário.9 352453.6 352014.3 33.4 LONGITUDE W 352258. Dom éstico Secund á rio. Dom éstico Prim ário.6 STD (mg/L) 52 76. Dom éstico Secund á rio.5 352013.8 052001.7 352152. Dom éstico Prim ário. Dom éstico Secund á rio.2 352842.2 114.3 051613. 73.6 051959.Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Municí pio de Rio do Fogo Estado do Rio Grande do Norte Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Municí pio de Rio do Fogo – Estado do Rio Grande do Norte CÓ DIGO LOCALIDADE PO ÇO DU408 RIO DE FOGO DU409 RIO DE FOGO DU410 DU411 DU412 DU413 DU414 DU415 DU416 DU417 DU418 DU419 DU420 DU421 DU422 DU423 DU424 DU425 DU426 DU427 RIO DE FOGO RIO DE FOGO RIO DE FOGO RIO DE FOGO RIO DE FOGO RIO DE FOGO ZUMBI ZUMBI ZUMBI ZUMBI ZUMBI PITITINGA PITITINGA PITITINGA PUNAU PUNAU PUNAU CATOLE LATITUDE S 051631. Dom éstico Prim ário.7 352145. Dom éstico Secund á rio.15 41. Doméstico Secund ário.5 051636.85 40. Dom éstico Prim ário.4 PONTO DE ÁGUA Poço tubular Poço tubular Poço tubular Poço tubular Poço tubular Poço tubular Poço tubular Poço tubular Poço tubular Poço tubular Poço tubular Poço tubular Poço tubular Poço tubular Poço tubular Poço tubular Poço tubular Poço tubular Poço tubular Poço tubular NATUREZA DO TERRENO P úblico P úblico Particular Particular Particular P úblico Particular P úblico P úblico P úblico P úblico P úblico P úblico P úblico P úblico P úblico P úblico P úblico P úblico P úblico PROF. Dom éstico Prim ário.1 052003.6 39 44. Dom éstico Prim ário. (m) 70 55 12 12 24 60 50 50 54 54 54 54 76 60 80 60 60 56 56 56 VAZ ÃO (L/h) SITUA ÇÃO DO PO ÇO Em Opera ção Em Opera ção N ão Instalado Em Opera ção Em Opera ção Em Opera ção Paralisado Paralisado N ão Instalado Em Opera ção Em Opera ção Paralisado Em Opera ção N ão Instalado Em Opera ção Em Opera ção Em Opera ção Em Opera ção Em Opera ção Em Opera ção Bomba submersa Bomba submersa Bomba submersa Catavento Bomba submersa Bomba submersa Trifásica Trifásica Trifásica Trifásica Trifásica Bomba submersa Bomba submersa Bomba submersa Bomba submersa Trifásica Trifásica Trifásica Trifásica Bomba centrifuga Bomba injetora Bomba submersa Catavento Catavento Monof ásica Trifásica Trifásica EQUIPAMENTO DE BOMBEAMENTO Bomba submersa Bomba submersa FONTE DE ENERGIA Trifásica Trifásica FINALIDADE DO USO Dom éstico Prim ário.0 352224.5 052254. .0 052146. Dom éstico Secund á rio. Dom éstico Secund ário.3 052153. Dom éstico Secund á rio. Dom éstico Prim ário.5 57.3 052143. .85 58. Dom éstico Secund á rio.5 352151.7 052005.1 352148.7 352235. Doméstico Secund ário. .9 051629. Dom éstico Prim ário.9 051720.1 052257. .2 265. Dom éstico Prim ário.9 051624.3 352307.0 352317.6 352452. Dom éstico Secund á rio.

Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea Diagnóstico do Municí pio de Rio do Fogo Estado do Rio Grande do Norte ANEXO 2 MAPA DE PONTOS D ’ Á GUA .