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Índice:

25
Definição de aminoácido

Proteínas - definição (aminoácidos e ligações peptidicas)

Lípidos - definição (gorduras)

Hidratos de carbono - definição (açucares)

Sacarose e glicose

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Um aminoácido é uma molécula orgânica formada por átomos de carbono,
hidrogénio, oxigénio, e nitrogénio unidos entre si de maneira característica.

Alguns aminoácidos também podem conter enxofre. Os aminoácidos são divididos


em quatro partes: o grupo amina (NH2), grupo carboxílico (COOH), hidrogénio,
carbono afa (todas partes se ligam a ele), e um radical característico de cada
aminoácido.

25

Proteína
Constituem uma classe variada e heterogénea de macromoléculas. Constituídas por
aminoácidos, formando os Polipeptídeos. Origem: alimentar. Metabolismo:
transformar as proteias em aminoácidos. 1- Enzimas: cavidade oral (patialina).
Estômago (pepsina). Pâncreas (quimiotripsina, tripsina, carboxipolipeptidases).
Intestino (aminopolipeptidases, dipeptidase). 2- Absorção: intestino delgado. 3-
Síntese proteica: fígado (proteínas plasmáticas).
Proteínas plasmáticas
Albumina: 60% das proteínas plasmáticas. Produção hepática. Função: fornecer
aminoácidos, transporte de substâncias, equilíbrio coloidosmotico.
Globulinas: alfa globulinas 1 e 2 (glicoproteínas). Proteínas da fase aguda: alfa 1
antitripsina. Alfa 2 macroglobulina. Haptoglobina. Alfa 1 glicoproteínas acida. Alfa 1
antiquimiotripsina.
Beta globulinas: produção hepática. Transporte de Lipídios, transferrina
(siderofilina), complemento fracção C3, fibrinogénio.
Gama globulinas: são produzidas nos órgãos linfáticos. IgA (imunidade de
superfície). IgM (resposta primaria a imunidade). IgG (imunidade). IgE (reacções de
hipersensibilidade). IgD.
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Laboratório:
1- proteínas totais e fracções: proteínas totais: 6 a 8 g/dl.
Albumina: 3,5 a 5,5 g/dl.
Proteínas totais-albumina = globulinas.
2- Eletroforese de proteínas: separação das fracções por corrente eléctrica.
Fracções: albumina, alfa 1, alfa 2, beta e gama globulinas.

As Proteínas são compostos orgânicos de estrutura complexa e massa molecular 25


elevada (de 5.000 a 1.000.000 ou mais unidades de massa atómica), sintetizadas
pelos organismos vivos através da condensação de um grande número de moléculas
de alfa-aminoácidos, através de ligações denominadas ligações peptidicas. Uma
proteína é um conjunto de no mínimo 20 aminoácidos, mas sabemos que uma
proteína possui muito mais que essa quantidade, sendo os conjuntos menores
denominados Polipeptídeos. Em comparação, designa-se Prótido qualquer
composto azotado que contém aminoácidos, péptidos e proteínas (pode conter
outros componentes). Uma grande parte das proteínas são completamente
sintetizadas no citosol das células pela tradução do RNA enquanto as proteínas
destinadas à membrana citoplasmática, lisossomas e as proteínas de secreção
possuem um sinal que é reconhecido pela membrana do reticulo endoplasmático
onde terminam sua síntese.

Proteínas:
Definição: macromoléculas compostas de vários AMINOÁCIDOS unidos por
ligações covalentes denominadas LIGAÇÕES PEPTÍDICAS

Classificação:

Quanto à composição:
Simples
Conjugadas com compostos não-aminoácidos (ex. Fosfoproteínas)
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Quanto à estrutura:
Globulares (ex. imunoglobulina)
Fibrosas (ex. colágeno)
Conjugadas com agrupamentos não proteicos (ex. hemoglobina)
Quanto à Função biológica
Elementos estruturais (colágeno) e sistemas contrateis;
- Armazenamento (ferritina);
- Veículos de transporte (hemoglobina); 25

- Harmónios;
- Enzimática (lipases);
- Nutricional (caseína);

- Agentes protectores (imunoglobulina);

Quanto à Solubilidade:
Hidrofílicas

Hidrofóbicas

• Proteínas constituídas somente por aminoácidos como, por exemplo, a


queratina (cabelo). A hidrólise completa dessas proteínas produz unicamente
aminoácidos.

• Proteínas complexas, conjugadas ou heteroproteínas: proteínas que


apresentam a cadeia de aminoácidos ligada a um radical diferente (grupo
prostético). Dependendo do grupo prostético, as proteínas podem ser
classificadas em:

• Glicoproteínas: o grupo é um glícido. Exemplos: mucina (saliva) e


osteomucóide (ossos).
• Cromoproteínas: o grupo é um pigmento. Exemplos: clorofila
(vegetais verdes) e hemoglobina (sangue).

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• Fosfoproteínas: o grupo é o ácido fosfórico. Exemplos: vitelina (gema
do ovo) e caseína (leite).
• Nucleoproteínas: o grupo é um ácido heterocíclico complexo.

• A hidrólise completa dessas proteínas produz aminoácidos e grupos


prostéticos.

25
• As proteínas podem ter 4 tipos de estrutura dependendo do tipo de
aminoácidos que possui, do tamanho da cadeia e da configuração espacial da
cadeia polipeptídica. As estruturas são:

• Estrutura primária:
• É dada pela sequência de aminoácidos ao longo da cadeia polipeptídica. É o
nível estrutural mais simples e mais importante, pois dele deriva todo o
arranjo espacial da molécula. São específicas para cada proteína, sendo
geralmente determinados geneticamente. A estrutura primária da proteína
resulta em uma longa cadeia de aminoácidos semelhante a um "colar de
contas", com uma extremidade "amino terminal" e uma extremidade
"carboxilo terminal". Sua estrutura é somente a sequência dos aminoácidos,
sem se preocupar com a orientação espacial da molécula. Suas ligações são
ligações peptidicas.

• Estrutura secundária
• É dada pelo arranjo espacial de aminoácidos próximos entre si na sequência
primária da proteína. É o último nível de organização das proteínas fibrosas,
mais simples estruturalmente.
• Ocorre graças à possibilidade de rotação das ligações entre os carbonos a dos
aminoácidos e seus agrupamentos amina e carboxila. O arranjo secundário de
um polipeptídeo pode ocorrer de forma regular; isso acontece quando os
ângulos das ligações entre carbonos a e seus ligantes são iguais e se repetem
ao longo de um segmento da molécula.
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fig1 estrutura de proteínas

Uma ligação peptídica é uma ligação química que ocorre entre duas moléculas
quando o grupo carboxilo de uma molécula reage com o grupo amina de outra
molécula, liberando uma molécula de água (H2O ). Isto é uma reacção de síntese
por condensação que ocorre entre moléculas de aminoácidos.

A ligação covalente C-N resultante é chamada ligação peptídica e a grupo


funcional resultante é uma amida. Polipeptídeos e proteínas são cadeias de
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aminoácidos presas por ligações peptidicas. A espinha dorsal do PNA (quimicamente
similar ao DNA e RNA) também é mantido por este tipo de ligação.

A ligação C-N tem um carácter parcial de dupla ligação, com o átomo de N


alcançando uma carga positiva parcial e o O uma carga negativa parcial, não
permitindo que a molécula normalmente gire sobre esta ligação. O arranjo inteiro
dos quatro átomos C,O,N,H da ligação peptídica assim como os dois carbonos
vicinais da ligação é uma estrutura planar. Esta ordenação planar rígida é o 25
resultado da estabilização por ressonância da ligação peptídica. Por isso, o esqueleto
resultante é uma série de planos sucessivos separados por grupos metilenos
substituídos. Isso impõe restrições importantes no número de conformações que
uma proteína pode adoptar.

Uma ligação peptídica pode ser quebrada por hidrólise (adição de água). Em
determinadas condições e na presença de água, ocorre a quebra destas ligações
espontaneamente com libertação de aproximadamente 10 kJ/mol de energia livre,
porém o processo é extremamente lento. Em organismos vivos, o processo é
facilitado pelas enzimas. Os organismos vivos também empregam enzimas para
formar os peptídeos; este processo requer energia. O comprimento de onda de
absorção para uma ligação peptídica é de 220-280 nm.

Lípidos

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Lipídeos, lipídios ou lípidos são biomoléculas insolúveis em água, e solúveis em


solventes orgânicos, como o álcool, benzina, éter e clorofórmio. A família de
compostos designados por Lípidos é muito vasta. Cada grama de Lipídios armazena
9 calorias de energia cinética, enquanto cada grama de glicídio ou proteína
armazena somente 4 calorias.

O que são triglicerídeos e como afectam as artérias? 25


Os triglicerídeos são a principal gordura originária da alimentação, mas podem ser
sintetizados pelo organismo. Altos níveis de triglicerídeos (acima de 200) associam-
se à maior ocorrência de doença coronariana, muito embora altos níveis de
triglicerídeos costumem acompanhar-se de baixos níveis de HDL, sendo, portanto
difícil apontar o verdadeiro "vilão": se o riglicerídeo alto ou se o HDL baixo…

A ingestão de gordura, doces e álcool pode elevar os triglicerídeos, razão pela qual
deve-se medir sua concentração no sangue após 12 horas de jejum. Triglicerídeos
muito altos, acima de 400-500, podem causar inflamação do pâncreas (pancreatite)
e devem, pois, ser tratados agressivamente com dieta e drogas.

A gordura é um termo genérico para uma classe de Lipídios.

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As gorduras ou ácidos gordos produzidas por processos orgânicos tanto por
vegetais como por animais, consistem de um grande grupo de compostos
geralmente solúveis em solventes orgânicos e insolúveis em água. Sua
insolubilidade na água deve-se à sua estrutura molecular, caracterizada por longas
cadeias carbónicas. Por ter menor densidade, esta flutua quando misturada em
água. As gorduras têm sua cadeia "quebradas" no organismo pela acção de uma
enzima chamada lipase, produzida pelo pâncreas.
25
Quimicamente as gorduras são sintetizadas pela união de três ácidos gordos a uma
molécula de glicerol, formando um triéster. Elas são chamadas de triglicerídeos,
triglicerídes ou mais correctamente de triacilgliceróis. As gorduras podem ser sólidas
ou líquidas em temperatura ambiente, dependendo de sua estrutura e de sua
composição. Usualmente o termo "gordura" se refere aos triglicerídeos em seu
estado sólido, enquanto que o termo óleo, ao triglicerídeos no estado líquido.

As gorduras podem ser diferenciadas em gordura saturada e gordura insaturada,


dependendo da sua estrutura química. As gorduras saturadas são encontradas
normalmente nos animais, no coco e no óleo de palma, enquanto as insaturadas nos
demais vegetais.

Estrutura de um triacilglicerol fig2

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Há vários tipos de gorduras, mas cada tipo é uma variação de alguma estrutura.
Uma regra geral é que todas as gorduras consistem de três moléculas de
ácidos gordos com uma molécula de glicerol, formando uma estrutura
conhecida como triacilglicerol.

As propriedades das moléculas de gordura dependem dos ácidos graxos que as


formam. Os diferentes ácidos graxos são formados por um número diferente de
átomos de carbono e hidrogénio. 25

Os átomos de carbono, cada um ligado em dois átomos de carbono vizinhos,


formam uma cadeia em ziguezague, quanto maior a quantidade de átomos de
carbono mais longa será a cadeia. Ácidos graxos com cadeias maiores são mais
susceptíveis a forças intermoleculares de atracção, aumentando seu ponto de fusão
(daí a consistência em temperatura ambiente). Longas cadeias também fornecem
uma quantidade maior de energia por molécula quando metabolizadas.

Os ácidos graxos que constituem a gordura também se diferenciam pelo número de


átomos de hidrogénio ligados na cadeia de átomos de carbono. Cada átomo de
carbono é tipicamente ligado a dois átomos de hidrogénio. Quando um ácido graxo
possui esta configuração típica ele é chamado de saturado, pois os átomos de
carbono estão saturados com hidrogénio.

Em outras gorduras os átomos de carbono podem estar ligados a apenas um átomo


de hidrogénio e terem uma ligação dupla com um carbono vizinho. Isto resulta em
um ácido gordo insaturado. Mais especificamente seria um ácido gordo
monoinsaturado, enquanto um ácido gordo polinsaturado seria um ácido gordo com
mais de uma ponte dupla.

APROVEITAMENTO DE ÓLEOS E GORDURAS COMO


COMBUSTÍVEIS
Os óleos e gorduras são misturas compostas
essencialmente por ésteres de ácidos graxos e glicerina,
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e são conhecidos por triacilgliceróis (usualmente


chamados de triglicerídeos). Esses são encontrados nos
seres vivos e durante os processos de extracção e
armazenagem, os triglicerídeos são hidrolisados
liberando os ácidos gordos e a glicerina.
Além do uso de óleos ou gorduras, de origem vegetal
ou animal, in natura como combustível para motores à 25

combustão interna, diversos derivados desses e de


ácidos gordos foram propostos para esse fim, ao longo
dos últimos 100 anos. As principais transformações
Químicas de óleos, gorduras ou ácidos gordos, em
espécies que possam ser usadas como biocombustíveis.

Ácidos graxos ou ácidos gordos são ácidos monocarboxílicos de cadeia normal


que apresentam o grupo carboxila (–COOH) ligado a uma longa cadeia alquílica,
saturada ou insaturada. Como nas células vivas dos animais e vegetais os ácidos
graxos são produzidos a partir da combinação de acetilcoenzima A, a estrutura
destas moléculas contém números pares de átomos de carbono. Mas existem
também ácidos graxos ímpares, apesar de mais raros.

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Fig3-acidos gordos saturados em ligação

Os ácidos gordos essenciais são aqueles que o nosso organismo é incapaz de


fabricar e que são fundamentais para o seu bom funcionamento. Estes estão
divididos em Ómega 6 e Ómega 3, conhecidos cientificamente como ácidos gordos
polinsaturados. Os ómegas 6 estão em muitos óleos e gorduras da carne. O Ómega
3 é um ácido gordo muito sensível à luz e ao calor. Pode ser encontrado em óleos
vegetais, como o óleo de colza, nas nozes, camelina e em peixes de águas frias -
salmão, sardinha, cavala e truta. Eles têm uma função oposta no organismo,
realizando um equilíbrio. Ora actualmente, a nossa alimentação traz-nos
demasiados ómegas 6 – cujo excesso favorece o aparecimento de doenças
cardiovasculares e de certos cancros e pouco ómega 3. A proporção é actualmente
em média de 17 para 1 enquanto devia ser de 5 para 1.

Alguns alimentos bem conhecidos nossos, como o azeite e os óleos alimentares, os


frutos secos oleaginosos, e os queijos, natas e manteigas, contêm bastante
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gordura. No entanto, são muito diferentes no tipo de gordura que contêm e no seu
interesse numa alimentação equilibrada.

25

Na verdade, desde os anos 50 (do séc. XX) a mensagem mais passada à população
foi de que as gorduras são prejudiciais à saúde. Actualmente, no sec. XXI, com
novas técnicas de laboratório e vastos e numerosos estudos em populações, sabe-
se que este nutriente não só é essencial, como alguns tipos de gorduras são
benéficas e outras, de facto, devem ser evitadas.

As gorduras (ou Lípidos) que existem na natureza são compostas por misturas de
substâncias diferentes, que têm como característica comum não ser possível diluí-
las ou misturá-las em água. Há três tipos de gorduras que são importantes na
alimentação: os triglicerídeos, os fosfolípidos e o colesterol.

Oxidação dos ácidos gordos

A maior parte da reserva energética do organismo encontra-se armazenada sob a


forma de triacilglicéridos. Estes podem ser hidrolizados por lipases a glicerol e
ácidos gordos:
Os ácidos gordos derivam dos Lípidos, por um lado, e dos excessos glucídicos, por
outro.
Após a digestão, os glúcidos que não puderam ser armazenados nos músculos e no
fígado são transformados em gorduras.·
Essas gorduras poderão ser transformadas em energia, mas de uma forma muito

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lenta e cansativa durante uma corrida, por exemplo, na condição de não correr
demasiado depressa para não utilizar o glicogénio.

Hidratos de carbono

25
Os hidratos de carbono, também designados por glícidos, glúcidos ou açúcares, são
essencialmente fornecedores energéticos, tendo um valor calórico semelhante ao das
proteínas - 4 calorias por grama. Além destes dois nutrientes, apenas as gorduras
fornecem energia mas com um valor calórico muito superior - 9 calorias por grama.
Vitaminas, minerais e água, ao contrário do que por vezes se pensa, não dão calorias
nem energia ao organismo.
Do metabolismo dos hidratos de carbono resulta a formação de glicose, nutriente
indispensável a todas as células do organismo, especialmente as do sistema nervoso
pois nestas constitui a sua única fonte de energia. Por este motivo, os hidratos de
carbono devem entrar em todas as refeições do dia de modo a contribuírem com,
pelo menos, metade das calorias. Devem ser sobretudo hidratos de carbono
complexos ou de absorção lenta porque permitem uma resposta insulínica
moderada, prolongando a saciedade e evitando que se coma mais precocemente.
Alimentos como o pão, sobretudo feito com farinhas pouco refinadas, cereais de
pequeno-almoço ou bolachas sem ou com pouco açúcar, massas, arroz, batatas,
leguminosas, etc. São fornecedores de hidratos de carbono complexos e devem
fazer parte da alimentação de qualquer pessoa, em qualquer idade. É errado que se
retirem da dieta, mesmo das de emagrecimento.

Já os que fornecem açúcares simples como açúcar, mel, compotas, refrigerantes,


etc., deverão ser consumidos com mais prudência sobretudo por quem sofre de
excesso de peso, triglicerídeos elevados ou diabetes.

Classificação dos Açucares


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Oses ou monossacarídeos: normalmente têm um sabor adocicado, os


monossacarídeos não sofrem hidrólise, isto é, não reagem com água. Sua fórmula
estrutural é (CH2O)n, esse “n” pode variar de 3 a 7 (trioses, tetroses, pentoses,
hexoses e heptoses), dentre toda a pentose e hexoses são as mais importantes.

Exemplo: glicose ou frutose.


25

Dissacarídeos: sofrem hidrólise produzindo duas moléculas de monossacarídeos,


exemplos: sacarose, lactose ou maltose.

Exemplo: C12H22O11 + H2O → C6H12O6 + C6H12O6


Sacarose Glicose Frutose

Polissacarídeos: sofrem hidrólise produzindo grande quantidade de moléculas de


monossacarídeos. Normalmente ocorrem no talo e folhas vegetais e nas camadas
externas de revestimento de grãos.·
Exemplo: (C6H10O5)n + nH2O → n C6H12O6 obtenção industrial da glicose
Amido ou glicose Celulose

A sacarose (C12H22O11), também conhecida como açúcar de mesa é um tipo de


glícido formado por uma molécula de glicose e uma de frutose produzida pela planta
ao realizar o processo de fotossíntese. O amido, ao ser digerido, nunca passa a ser
sacarose - ele passa sempre a ser maltose.

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Fig1 imagem de molécula de sacarose 25


A glicose, glucose ou dextrose, um monossacarídeos, é o carboidrato mais
importante na biologia. As células a usam como fonte de energia e intermediário
metabólico. A glicose é um dos principais produtos da fotossíntese e inicia a
respiração celular em procariontes e eucariontes. É um cristal sólido de sabor
adocicado, de fórmula molecular C6H12O6, encontrado na natureza na forma livre ou
combinada. Juntamente com a frutose e a galactose, é o carboidrato fundamental
de carboidratos maiores, como sacarose e maltose. Amido e celulose são polímeros
de glicose.

É encontrada nas uvas e em vários frutos. Industrialmente é obtida a partir do


amido.

Maltose principal substância de reserva da célula vegetal, é também a junção de


duas moléculas de glicose. Ao realizar a digestão o amido passa a ser
primeiramente maltose e depois glicose. A Maltose é encontrada em vegetais, e tem
função energética.

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No metabolismo, a glicose é uma das principais fontes de energia e fornece 4


calorias de energia por grama. A glicose hidratada (como no soro glicosado) fornece 25
3,4 calorias por grama. Sua degradação química durante o processo de respiração
celular dá origem a energia química (armazenada em moléculas de ATP - entre 36 e
38 moléculas de ATP por moléculas de glicose), gás carbónico e água.
Apresenta fórmula mínima: CH2O

Fórmula estrutural:

• Alfa

• Beta Cadeia aberta

Estrutura

A glicose (C6H12O6) contém seis átomos de carbono e um grupo aldeído e é


consequentemente referida como uma aldohexose. A molécula de glicose pode
existir em uma forma de cadeia aberta (acíclica) e anel (cíclica) (em equilíbrio), a
última sendo o resultado de uma reacção intramolecular entre o átomo C do aldeído

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e a grupo hidroxil C-5 para formar um hemiacetal intramolecular. Em solução
aquosa as duas formas estão em equilíbrio, e em pH 7 a forma cíclica é
predominante. Como o anel contém cinco átomos de carbono e um átomo de
oxigénio, o que lembra a estrutura do pirano, a forma cíclica da glicose também é
referida como glicopiranose. Neste anel, cada carbono está ligado a um grupo
hidroxila lateral com excepção do quinto átomo, que se liga ao sexto átomo de
carbono fora do anel, formando um grupo CH2OH.
25

O mel
Mel é um alimento, geralmente encontrado em estado líquido viscoso e açucarado,
que é produzido pelas abelhas a partir do néctar recolhido de flores e processado
pelas enzimas digestivas desses insectos, sendo armazenado em favos em suas
colmeias para servir-lhes de alimento durante o inverno.

Composição e Uso

Além de ser utilizado como adoçante, o mel sempre foi reconhecido devido às suas
propriedades terapêuticas. De um modo geral, o mel é constituído, na sua maior
parte (cerca de 75%), por hidratos de carbono, nomeadamente por açúcares
simples (glicose e frutose). O mel é também composto por água (cerca de 20%),
por minerais (cálcio, cobre, ferro, magnésio, fósforo, potássio, entre outros), por
cerca de metade dos aminoácidos existentes, por ácidos orgânicos (ácido acético,
ácido cítrico, entre outros) e por vitaminas do complexo B, por vitamina C, D e E. O
mel possui ainda um teor considerável de antioxidantes (flavonóides e fenólicos).
Os vários tipos de mel variam em função das plantas de onde é extraído o néctar e,
também, de acordo com a localização geográfica dessas plantas e os tipos das
abelhas produtoras. Por esta razão, o mel pode apresentar consistências e cores
diferentes. Devido ao seu teor de açúcares simples, de assimilação rápida, o mel é
altamente calórico (cerca de 3,4 kcal/g), pelo que é útil como fonte de energia.
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Mel

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Conclusão

Falando das proteínas podemos dizer que são as substâncias orgânicas mais
abundantes da matéria viva são as proteínas; macromoléculas constituídas de
unidades menores denominadas aminoácidos. As proteínas são encontradas em
abundância em carnes em geral, peixes, leite e seus derivados, ovos e em vários
tipos de grãos (feijão, soja), no nosso tubo digestivo, as proteínas são digeridas e
originam inúmeros aminoácidos livres. Estes são absorvidos pelo organismo e 25
usados na síntese de proteínas específicas, sob o comando dos ácidos nucléicos.A
ligação que se estabelece entre dois aminoácidos é chamada ligação peptídica,
consiste na união entre o carbono (C) do grupo ácido de um aminoácido e o
nitrogénio (N) do grupo amina de outro aminoácido, quando ocorre este tipo de
ligação sobra sempre uma molécula de água. Desta forma, as proteínas podem ser
definidas como polipeptídios de cadeia longa, resultante da união de cerca de
oitenta até centenas de aminoácidos. A hemoglobina é uma proteína que possui
uma cadeia peptídica formada por 574 aminoácidos. A sequência dos aminoácidos
determina a forma da molécula proteica. Assim, proteínas diferentes, sendo
constituídas por aminoácidos diferentes, deverão ter formas diferentes. Acontece
que a forma da proteína está intimamente ligada associada a sua função. Por isso,
alterando a sequência dos aminoácidos de uma determinada proteína, a forma da
molécula também se altera e seu papel biológico também. Há casos que a molécula
proteica se deforma quando submetida a temperaturas elevadas. A esse fenómeno
dá-se o nome de desnaturação. A proteína desnaturada apresenta-se com sua
estrutura química alterada, o que explica o facto de ela tornar-se funcionalmente
inactiva. No organismo humano existem muitos tipos diferentes de proteínas, que
executam as mais diversas funções. Mas, basicamente, esses compostos orgânicos
podem ser agrupados em cinco categorias, de acordo com sua função: estrutural,
hormonal, nutritiva, enzimática e de defesa.

Quando falamos em lípidos dizemos que os lípidos são fonte de ácidos gordos
essenciais para o organismo humano, onde se encontram os ácidos linoléico e `alfa-
linolénico. Os ácidos gordos são importantes, para o balanço energético, biossíntese
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de membranas, produção de eicosanóides e outras funções especializadas. Nos
tecidos, os ácidos gordos podem ser oxidados a acetil-CoA (oxidação) ou
esterificados a acilglicerol, onde como triacilglicerol constituem a forma mais
eficiente de reserva calórica do organismo. Muitas das propriedades funcionais das
membranas são influenciadas por ácidos gordos que compõem os fosfolípideos. Os
ácidos gordos saturados diminuem a fluidez das membranas, enquanto os ácidos
gordos polinsaturados promovem maior fluidez.
25
Já não podemos dizer o mesmo dos hidratos de carbono (açucares) ou glícidos,
estes estão presentes numa série de alimentos, e são conhecidos habitualmente por
amidos ou açúcares. São um macronutriente cuja função é essencialmente
energética. Apesar de terem também funções de construção e reparação dos
elementos que compõem o corpo, a sua função por excelência é a produção de
energia para os vários processos metabólicos. Um grama de hidratos de carbono
fornece 4 kcal. Os hidratos de carbono são classificados em três grandes grupos: os
Polissacarídeos (que são hidratos de carbono complexos), os monossacarídeos e os
Dissacarídeos (que são hidratos de carbono simples). A classificação em simples e
complexos tem a ver com a sua estrutura química.

Os hidratos de carbono ou açúcares simples podem ser de dois tipos:


- Monossacarídeos, quando são formados por um só elemento, como a frutose, a
glucose ou a galactose, encontrando-se estes principalmente na fruta e no mel;
- Dissacarídeos, quando são formados por dois elementos, como a sacarose (açúcar
comum), a lactose (açúcar do leite) e a maltose (açúcar da cevada e outros
cereais). Estes açúcares são compostos por 2 monossacarídeos.
Os monossacarídeos e os dissacarídeos, sendo moléculas pequenas, são facilmente
absorvidos a nível intestinal e utilizados pelo organismo, constituindo por isso uma
fonte de energia rapidamente disponível, mas também de curta duração. São
chamados por isso, de açúcares de absorção rápida.
Os hidratos de carbono complexos ou polissacarídeos são grandes moléculas,
compostas por muitas unidades de açúcares simples, unidas em cadeias de

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centenas, ou até mesmo milhares. Dão origem ao amido, ao glicogénio, à celulose e
a outros tipos de fibra (não digeríveis).
O amido é o açúcar mais adaptado ao ser humano. Como é constituído por
moléculas grandes, estas precisam ser degradadas noutras mais pequenas
(glucose), para poderem ser absorvidas. Como este processo é demorado, chamam-
se açúcares de absorção lenta, e fornecem energia durante várias horas. Estão
presente em alimentos como o pão e outros cereais, as batatas, o arroz, a massa e
as leguminosas. 25

Os alimentos de origem animal contêm poucos hidratos de carbono, com excepção


do leite, que apresenta um teor elevado de lactose (o açúcar do leite).
Independentemente do tipo de hidratos de carbono que comemos, após a digestão
deste nutriente, o resultado será um açúcar simples que possa ser absorvido para a
corrente sanguínea, e chegar a todas as células do corpo.
Os níveis de açúcar no sangue (glicemia) são regulados pelas hormonas insulina e
glucagina. Quando a glicémia sobe, após uma refeição rica em hidratos de carbono,
a insulina é libertada pelo pâncreas, de modo a restabelecer um nível normal de
açúcar (glucose) no sangue. O problema dos diabéticos é não produzirem insulina
suficiente, facto que leva a que tenham níveis muito elevados de glucose no sangue.
A velocidade a que um hidrato de carbono é digerido e absorvido para a corrente
sanguínea, é indicada pelo Índice Glicémico (IG) desse açúcar. Quanto mais elevado
for o IG de um alimento, mais rapidamente sobem os níveis de açúcar no sangue,
após a ingestão do alimento.
Os hidratos de carbono complexos têm IG mais baixos do que os açúcares simples,
pelo que a sua ingestão ajuda a controlar a fome, o apetite e os níveis de açúcar no
sangue.
A glucose em circulação no sangue pode ser utilizada directamente como fonte de
energia para as actividades físicas e celulares, incluindo a função cerebral (o cérebro
utiliza unicamente glucose como fonte de energia, é incapaz de “funcionar” com
outro “combustível” como as gorduras ou proteínas, ao contrário dos músculos);
pode ser convertida em glicogénio e ser armazenada no fígado e nos músculos,
servindo posteriormente para a produção de energia; finalmente, e depois de
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satisfeitas as funções anteriores, o excesso de glucose é convertido em gordura e
armazenado no tecido adiposo.

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Bibliografia

Imagens: retiradas do Google

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: http://pt.shvoong.com

: http://pt.wikipedia.org

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