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2 Consolidação das Demonstrações Contábeis

Consolidação das Demonstrações Contábeis

Consolidação de Balanços Considerações Iniciais

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Consolidar balanços ou consolidar demonstrações financeiras (denominação mais adequada) significa conjugar num mesmo relatório as demonstrações de um conjunto de sociedades sob um mesmo controle financeiro. Ou seja, apresentar a situação financeira e econômica de diversas empresas como se fosse uma única empresa.

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Consolidação de Balanços Considerações Iniciais

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Consolidar não significa simplesmente somar saldos de todas as contas entre as empresas de um mesmo grupo, unificando os balanços. Há necessidade, todavia, de considerar as operações recíprocas entre as empresas do grupo, fazendo alguns ajustes.

Consolidação de Balanços Considerações Iniciais

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Assim, quando se quer consolidar os rendimentos de determinada família, não se pode computar, por exemplo, a venda de um carro do pai para o filho (ou vice-versa), pois nenhuma riqueza foi acrescentada à família. Embora o pai tenha agora maior disponibilidade financeira, este acréscimo foi provocado pela redução da disponibilidade do filho: nada entrou de fora.

Consolidação de Balanços Considerações Iniciais

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Do mesmo modo, considerando várias empresas como uma “família empresarial”, as operações entre si (operações recíprocas) não enriquecem nem empobrecem o “conjunto”. As operações entre as empresas da “família empresarial” com outras empresas “de fora da família” (independentes) afetam a situação do “conjunto”.

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Consolidação de Balanços Considerações Iniciais

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Deve ser alertado que é o “princípio da entidade” o que

dá respaldo à consolidação de balanços. A dimensão

econômica e administrativa daquela “família de empresas” passa a ser evidenciada “como se tivesse surgido uma só empresa”. Por isso, a consolidação é uma aplicação daquele princípio, agora de forma mais ampla do que a rotineira a ele atribuída.

Consolidação de Balanços Considerações Iniciais

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Atualmente a técnica e consolidação das demonstrações contábeis também conhecida, como consolidação de balanços, é amplamente utilizada pelas empresas, que possuem investimentos em outras companhias.

Através desse processo de consolidação é que conheceremos a situação financeira da empresa controladora, pois as demonstrações consolidadas

agregarão saldos das demais empresas controladas como

se fosse uma única empresa

Conceitos Iniciais

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A

resolução nº 1.134/08, do CFC aprova a Norma

Brasileira de Contabilidade Técnica nº 16.7 – Consolidação das demonstrações contábeis.

Esta norma entende que:

“Consolidação das Demonstrações Contábeis é o processo que ocorre pela soma ou pela agregação de saldos ou grupos de contas, excluídas as transações entre entidades incluídas na consolidação, formando uma unidade contábil consolidada”.

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Objetivos

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Apresentar aos usuários contábeis, principalmente acionistas e credores, os resultados das operações e a posição contábil- financeira de duas ou mais empresas como se fosse uma única empresa.

As sociedades consolidadas continuam existindo juridicamente.

Objetivos

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Para que cumpra este objetivo as empresas pertencentes ao conglomerado, controladora e controladas, devem efetuar seus registros obedecendo a critérios contábeis uniformes.

Base legal brasileira

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Lei 6404/76 atualizada

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6404consol.htm

Pronunciamento técnico CPC 36 – Demonstrações Contábeis Consolidadas

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A quem se aplica

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Lei nº 6.404/1976 atualizada pela lei 11.638/2007, MP 449/08 e lei 11.941/09, estabelece a obrigatoriedade relativa as demonstrações consolidadas.

Art. 249. A companhia aberta que tiver mais de 30% (trinta por cento) do valor do seu patrimônio líquido representado por investimentos em sociedades controladas deverá elaborar e divulgar, juntamente com suas demonstrações financeiras, demonstrações consolidadas nos termos do artigo 250.

A quem se aplica

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C.V.M. 247/96, no seu art. 21, estabeleceu o dever de elaborar e divulgar demonstrações contábeis consolidadas:

Companhia aberta que possuir investimento em sociedades controladas, incluindo as sociedades controladas em conjunto referidas no artigo 32 desta Instrução; e

Sociedade de comando de grupo de sociedades que inclua companhia aberta.

Processo de consolidação

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O processo de consolidação das demonstrações contábeis consiste em agregar saldos de contas e/ou grupos de contas de mesma natureza, excluídas as transações provenientes de operações comerciais ou financeiras entre elas. Essa consolidação é realizada entre duas ou mais sociedades distintas, juridicamente, que pertençam há um mesmo conglomerado econômico.

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Elaboração das Demonstrações Consolidadas

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Para a elaboração das demonstrações contábeis consolidadas, a investidora deverá observar, além do disposto no artigo 10, os seguintes procedimentos:

Excluir os saldos de quaisquer contas ativas e passivas, decorrentes de transações entre as sociedades incluídas na consolidação;

Eliminar o lucro não realizado que esteja incluído no resultado ou no patrimônio líquido da controladora e correspondido por inclusão no balanço patrimonial da controlada.

Eliminar do resultado os encargos de tributos correspondentes ao lucro não realizado, apresentando-os no ativo circulante/realizável a longo prazo - tributos diferidos, no balanço patrimonial consolidado.

Processo de consolidação

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As demonstrações contábeis consolidadas devem ser complementadas por notas explicativas que contenham, pelo menos, as seguintes informações:

(a)

identificação e características das entidades do setor público incluídas na consolidação;

(b)

procedimentos adotados na consolidação;

(c)

razões pelas quais os componentes patrimoniais de uma ou mais entidades do setor público não foram avaliados pelos mesmos critérios, quando for o caso;

(d)

natureza e montantes dos ajustes efetuados;

(e)

eventos subseqüentes à data de encerramento do exercício que possam ter efeito relevante sobre as demonstrações contábeis consolidadas.

Processo de consolidação

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Destaca-se que as demonstrações contábeis não consolidadas deixam de exprimir a real situação financeira da Empresa Controladora, ocultando informações de investimentos relevantes em outras empresas que pertencem ao mesmo conglomerado.

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Consolidação das Demonstrações Contábeis

Eliminações, Lucros não realizados, Participação dos não controladores

Processo de consolidação – Revisão

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O processo de consolidação das demonstrações contábeis consiste em agregar saldos de contas e/ou grupos de contas de mesma natureza, excluídas as transações provenientes de operações comerciais ou financeiras entre elas. Essa consolidação é realizada entre duas ou mais sociedades distintas, juridicamente, que pertençam há um mesmo conglomerado econômico.

Processo de consolidação - Revisão

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Destaca-se que as demonstrações contábeis não consolidadas deixam de exprimir a real situação financeira da Empresa Controladora, ocultando informações de investimentos relevantes em outras empresas que pertencem ao mesmo conglomerado.

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Elaboração das Demonstrações Consolidadas

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Para a elaboração das demonstrações contábeis consolidadas, a investidora deverá observar, além do disposto no artigo 10, os seguintes procedimentos:

Excluir os saldos de quaisquer contas ativas e passivas, decorrentes de transações entre as sociedades incluídas na consolidação;

Eliminar o lucro não realizado que esteja incluído no resultado ou no patrimônio líquido da controladora e correspondido por inclusão no balanço patrimonial da controlada.

Eliminar do resultado os encargos de tributos correspondentes ao lucro não realizado, apresentando-os no ativo circulante/realizável a longo prazo - tributos diferidos, no balanço patrimonial consolidado.

Eliminações

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A Lei 6.404/76, artigo 250 dispõe sobre normas de consolidação, estabelece que serão excluídas:

as participações de uma sociedade em outra;

os saldos de quaisquer contas entre as sociedades; as parcelas dos resultados do exercício, dos lucros ou prejuízos acumulados e do custo

que

dos

estoques

ou

do

ativo

permanente

corresponderem a resultados, ainda não

realizados, de negócios entre as sociedades.

Eliminações

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a) Valores a Receber entre Companhias

Os valores a receber provenientes de venda de mercadorias e serviços entre as companhias do mesmo grupo econômico, devem ser eliminada

contra a proporção correspondente registrada no passivo

(contas a pagar da outra companhia).

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Eliminações

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b) Operações com mercadorias

As operações comerciais que envolvem vendas de mercadorias entre as companhias do mesmo grupo econômico, que ficaram

retidas nos estoques devem ter seus saldos ajustados para fins de consolidação.

O valor dos estoques nas demonstrações consolidadas consiste na soma dos valores nos balanços individuais, deduzida a

parcela de lucro não realizado decorrente de

transações entre grupo, que se realizará somente quando da venda das mercadorias definitiva a terceiros.

Eliminações

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c) Investimentos

A controladora deve proceder com a eliminação concomitante da

conta de investimento da controladora e a correspondente parcela de patrimônio líquido das controladas na consolidação.

Eliminações

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d) Venda de Imobilizado

Nas operações de bens do imobilizado é complexa, será necessário um controle à parte.

A existência de lucro ou prejuízo na venda de imobilizado deve ser eliminada na consolidação das demonstrações contábeis.

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Eliminações

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e) Dividendos

Nas companhias que registram seus investimentos pelo método de equivalência patrimonial, terão como reconhecimento destes dividendos uma redução nos investimentos registrados em conta de ativo e, portanto não

haverá eliminação para fazer na Demonstração de Resultado do Exercício

porém para as companhias que adotam o método de custo para contabilizar os investimentos os dividendos propostos pela controladas estarão registrados em conta de receita e neste caso, deverão ser

eliminados para fazer a Demonstração dos Resultados do Exercício Consolidada.

Eliminações

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f) Receitas e despesas intercompanhias

As transações registradas como receitas em uma

das

econômico, e por outro lado estão registradas como despesa em outra pertencente ao mesmo

grupo econômico, não representando assim receitas e despesas efetivamente ocorridas, portanto essas operações devem ser excluídas da Demonstração do Resultado do Exercício Consolidada.

empresas

pertencentes

ao

conglomerado

Eliminações

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g) Lucros ou prejuízos nos ativos

As

transações

ocorridas

entre

as

companhias

decorrentes de vendas de mercadorias (estoques) e de bens do ativo imobilizado

ser demonstrações contábeis,

devem

eliminadas

na

essas

tratadas nos tópicos seguintes.

consolidação

das

eliminações serão

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Lucros não realizados

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LUCROS NOS ESTOQUES As companhias que adquiriam mercadorias ou produtos de outras do mesmo grupo econômico e que possuem na data de encerramento das demonstrações, saldo daquelas mercadorias ou produtos registrados em seus estoques devem proceder com a eliminação nas demonstrações consolidadas.

Se não houver lucro nos estoques, o ajuste

se resume à exclusão das receitas de vendas

e respectivos custos das mercadorias vendidas intercompanhias.

Lucros não realizados

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LUCROS NOS ESTOQUES (continuação)

Na ocorrência de venda de mercadorias ou produtos entre as companhias do mesmo grupo econômico pelo valor de

venda (custos acrescidos de lucro) a parcela de lucro remanescente nos estoque deve ser

eliminado, uma vez que a demonstração consolidada deve ter seus ativos avaliados pelo custo de aquisição ou produção, ou do valor de mercado quando este for menor.

A companhia que adquiriu mercadorias deve eliminar o excesso de valor pago, deixando na consolidação o somatório dos custos efetivos para a aquisição das mercadorias ou produtos.

Lucros não realizados

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LUCROS NOS ESTOQUES (continuação)

Neste caso, torna-se necessário a exclusão das

receitas de vendas e dos custos das mercadorias vendidas, bem como a eliminação do lucro existente nos estoques da empresa compradora, pois se trata de lucro

não efetivamente realizado, em função de não ser oriundo de operações com terceiros.

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Lucros não realizados

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LUCROS NOS ATIVOS PERMANENTES

No caso de lucros no imobilizado, decorrentes das transações entre empresas do grupo, a companhia deve ponderar a sua relevância e, envolvendo valores de pequeno vulto, desprezá-los e não eliminá-los, em função da complexidade envolvida no processo de cálculo das eliminações que variam de ano a ano.

Caso contrário, devem ser eliminados, exigindo para isso uma série de cálculos que incluem o cômputo da depreciação.

Lucros não realizados

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LUCROS

(continuação)

NOS

ATIVOS

PERMANENTES

Entretanto, no caso de bens depreciáveis, precisa ser eliminados o incremento no imobilizado e sua conseqüente depreciação, bem como o lucro ocorrido na transação, pois não são oriundos de operações com terceiros.

Participação dos não controladores

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é a parcela do capital, reservas e resultados pertencentes aos acionistas não controladores.

Esta participação deve ser destacada em grupo isolado, imediatamente antes do patrimônio líquido consolidado.

A participação dos acionistas não controladores no lucro ou prejuízo apurado líquido deve ser destacado na demonstração de resultados, como dedução ou adição ao resultado líquido consolidado.

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Participação dos não controladores

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A lei nº6.404./76

estabelece que, a participação dos acionistas não controladores no patrimônio líquido e no lucro do exercício será destacada, respectivamente, no balanço patrimonial e na demonstração do resultado do exercício.

Participação dos não controladores

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Nesse mesmo sentido a instrução CVM nº 247/96, em seu art.25,

estabelece que, a participação dos acionistas não controladores, no patrimônio líquido das sociedades controladas, deverá ser destacada em grupo isolado, no balanço patrimonial consolidado, imediatamente antes do patrimônio líquido.

Participação dos não controladores

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Através do Pronunciamento CPC 36

temos

que a participação dos não controladores deve

ser apresentada no balanço patrimonial consolidado dentro do patrimônio

líquido, separadamente do patrimônio líquido dos proprietários da controladora. Parte do resultado das controladas deve ser atribuído aos controladores e parte aos não controladores, pela participação efetiva de cada uma e independentemente de esses resultados tornarem negativa a participação dos não controladores.