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Nº 25 Jul/Ago/Set 2002 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL DA ASSOCIAÇÃO DE MEDICINA INTENSIVA BRASILEIRA, FILIADA À WFSICCM
Nº 25
Jul/Ago/Set 2002
PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL DA ASSOCIAÇÃO DE MEDICINA INTENSIVA BRASILEIRA, FILIADA À WFSICCM E À FEPIMCTI
INTENSIVA BRASILEIRA, FILIADA À WFSICCM E À FEPIMCTI EditorialEditorialEditorialEditorialEditorial Morrer em

EditorialEditorialEditorialEditorialEditorial Morrer em Medicina Intensiva

Morrer em Medicina Intensiva epois de ler o Editorial do último número de nos- sa RBTI

epois de ler o Editorial do último número de nos- sa RBTI feito pelo Pinus –SOBRE A MORTE E O MORRER (NA UTI)–, não pude deixar de pen- sar nesse título. Na verdade numa variante dele, sobre a qual, possivelmente, ainda não temos divaga- do o suficiente: a morte e o morrer do intensivista.

Eu sei, não é um tema do qual gostemos de falar. De pensar. De sentir. Contudo, queiramos ou não, faz e fará parte de nossas vidas como intensivistas. E cada vez mais. Entendo também que, essa realidade que agora nos alcança, faz parte do ama-

Esse ano tem sido especialmente desafiador. Co- meçamos pela disputa do reconhecimento da especia- lidade, enfim alcançado. Mal respirávamos e o Con-

gresso no Rio de Janeiro se impunha como disputa a ser superada –hoje se pode dizer, com sucesso em números, qualidade e retorno de investimento –enfim um passado de gratas lembranças e uma inquietude que se foi! Ainda no Rio, em 30 de abril soubemos que a AMIB fora roubada! Havia sumido de nossa conta do Ban- co Real em torno de R$ 205.000,00! Na épo- ca perto de 70 mil US$!

Como? Pela internet alguém reti- rou, durante quatro dias seguidos, justamente os dias que estávamos no congresso, através de DOC ou transferência interbancária, em perto de 52 mil reais a cada dia,

enviando para empresas e pes- soas as quais desconhecemos, não temos relações comerciais! E como ficamos?! Quem resol- ve? Que devolve? Como resolver? Na verdade esse texto eu mesmo já escrevi várias vezes, com diferentes

Ficam as lembranças. Fica a combatividade. Ficam os abraços, a disputa, o riso, o tom
Ficam as
lembranças. Fica a
combatividade. Ficam os
abraços, a disputa, o riso,
o tom mais áspero, o grito
e a identidade. Homens,
como nós! Intensivistas
como nós! Perdas
irreparáveis! Como
nós, um dia!

durecimento de nossa especialida- de. De nossa vida associativa. Depois de 22 anos muitos de nós permanecemos na Medicina Intensiva. E, talvez, muito além do imaginado! Como plantonistas. Como diaristas. Como coordenadores. Como pesquisadores. Como diri-

gentes. Como

filhos, maridos, amantes, amados

como amigos. Ainda não acostumamos, nós mes- mos, com isso. Com o seu significado, que vai além do cotidiano. Com seu significado que

e

Colegas, esposas,

versões, contando a vocês tudo em seus detalhes. Mas, com a expectativa de algum resultado, na espera das negociações, pressões e en- tendimentos que buscamos, esperei, esperei até quan- do às vezes parecia não haver mais o que esperar. Foram importantes nessa busca nossas relações com a APM (Associação Paulista de Medicina) na pessoa do colega José Luiz Gomes do Amaral, nosso repre- sentante junto a AMB, e o apoio da AMB, de seu presi- dente, o colega Eleuses Paiva. A eles o meu agradeci- mento público. Depois de denúncia na Polícia, ao PROCON/SP, de consulta com advogados, detetives e carta à presidên- cia do Banco Real, conseguimos contato com a presi- dência do Banco Real, que designou duas diretorias para o caso.

do Banco Real, que designou duas diretorias para o caso. nos toca mais fundo. É bem

nos toca mais fundo. É bem possível que essas dimensões, entre outras, tenham composto a surpresa, o dissabor, o sofrimento e

a inconformidade que as mortes do Ratton e do Totonho

nos trouxeram. Acredito, ao mesmo tempo, que trazem em sua du- reza mais do que alguma melancolia para ser vivida:

há um aprendizado a ser tomado por cada um de nós. Ficam as lembranças. Fica a combatividade. Ficam

os abraços, a disputa, o riso, o tom mais áspero, o grito

e a identidade. Homens, como nós! Intensivistas como

nós! Perdas irreparáveis! Como nós, um dia! Mas cada dia tem seu próprio rio, que corre e nos desafia. E assim têm sido para a AMIB os dias desse 2002.

ATUALIDADES AMIB é uma publicação trimestral da Associação de Medicina Intensiva Brasileira

Rua Domingos de Morais, 814, bl. 2, 2º andar, cj. 23, São Paulo, S.P., CEP 04010-100, Fone/Fax: (11) 5575-3832

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Dr. Jairo C. Bitencourt Othero Vice-Presidente:

Dr. Jefferson Pedro Piva 1º Secretário:

Dr. Luiz Alexandre A. Borges 2º Secretário:

Dr. José Maria da Costa Orlando 1º Tesoureiro Dr. Marcelo Moock 2º Tesoureiro Dr. Odin Barbosa da Silva

COMISSÕES E DEPARTAMENTOS Defesa do Exercício Profissional:

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Dr. André Guanaes Editora do Boletim Dra. Rosane Goldwasser Editor do Clínicas de Terapia Intensiva Dr. Renato Terzi Editor da Revista Dr. Cleovaldo Tadeu dos S. Pinheiro. Terapia Nutricional:

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Denis Faria Moura Jr., Suely Sueko V. Zanei, Andréa Medeiros Canuto Editoração Gráfica MWS Design, fone: (11) 3399-3028 Jornalista Responsável:

Marcelo Sassine - Mtb 22.869

Os artigos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores e as cartas devem ser enviadas à AMIB.

EditorialEditorialEditorialEditorialEditorial
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Depois de idas e vinda consegui- mos assinar um acordo no qual o Banco Real devolveu em torno de R$ 180.000, já que em nossas inici- ativas conseguíramos reaver perto de R$ 26.000,00. Pelo acordo autorizamos o Ban- co Real a conduzir investigações complementares, policiais inclusi- ve, que permitam definir a autoria dos fatos, com nossa anuência em todos os níveis que se façam neces- sários. As investigações do Banco Reais até o presente momento não apontaram responsáveis. Caso não se comprove responsa- bilidade da AMIB, o Banco Real as- sume a responsabilidade definitiva sobre o ocorrido e nós a posse defini- tiva desse valor. Caso se comprovas- se responsabilidade da AMIB, perde- ríamos direito ao dinheiro restituído. Talvez alguém considere essa uma solução não ideal. Nossa leitura, con- tudo, é de que o Banco Real foi muito correto com a AMIB, conosco, devol- vendo perto de US$ 50,000. Torna- se assim, novamente, um parceiro comercial em que podemos confiar. Um parceiro comercial que pode- mos recomendar. E assim tem sido:

continuamos com nossa conta no Banco Real e nos sentimos alivia- dos pelo resultado alcançado, espe- cialmente em tempos como esses que vivemos. Esqueci de dizer que durante es- ses meses sem dinheiro fomos obri-

gados a conter despesas. É claro que compartilhamos com alguns presi- dentes de regionais, com nossos con- selheiros, e apenas não divulgamos antes pela expectativa de uma boa solução, o que enfim aconteceu! Faz poucas semanas que esse di- nheirinho voltou! E de certa forma parece que só agora o ano vai co- meçar! Que podemos ousar em pen- sar o futuro, em planejar, em fazer mais e melhores coisas como con- tinuidade ao que muitos que nos an- tecederam já fizeram! Mas, isso é só uma impressão, porque o dia de amanhã está aí. Não espera sequer que sequem as lágrimas de um choro amargo e dis- creto de quem perdeu amigos como Totonho e Ratton. Isto é tão verdade que em 07 de novembro de 2002 estaremos em Brasília para a discussão do mode- lo de Residência Médica para a Me- dicina Intensiva brasileira. É mole?! Meu pensamento volta então, e me surpreendo a imaginar onde an- darão esses dois que nos deixaram. Se olham por nós por aí, mantendo de certa forma essa parceria que nos foi tão próxima e importante e nos negamos a perder. Pode não passar de uma imagina- ção minha, mas ela me conforta e, assim eu a abraço e deixa estar!

Jairo B. Othero

Presidente da AMIB

de uma imagina- ção minha, mas ela me conforta e, assim eu a abraço e deixa

VIII CONGRESSO PAULISTA DE TERAPIA INTENSIVA

VII FÓRUM LATINO AMERICANO DE EMERGÊNCIA

9 A 12 DE ABRIL DE 2003

LOCAL: GRAND HYATT SÃO PAULO - SP

INFORMAÇÕES:

ASCON (17) 224-0507 FAX: 224-4681 e-mail: ascon@riopreto.com.br

32ND CRITICAL CARE CONGRESS The Society of Critical Care Medicine (SCCM)

THEME:

CUTTING EDGE THERAPEUTICS

JANUARY 28 - FEBRUARY 2, 2003

San Antonio, TX, USA

For more information , visit:

www.sccm.org

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A necessidade de estabelecer prioridades

A necessidade de estabelecer prioridades demanda pelos serviços de saúde é crescente. A

demanda pelos serviços de saúde é crescente. A expectativa de vida au- menta acompanhando a evolução da medicina, da tecnologia e da comunicação. O usuário do siste- ma de saúde, antes denominado somente paciente, procura possibi- lidades não só de tratamento mas de qualidade de vida. Hoje se sabe que a unidade de terapia intensiva favorecem um paciente no acom- panhamento de um pós-operatório de grande cirurgia, atendem ao traumatizado, mantém pacientes em suporte avançado de vida por meio de uma sofisticada tecnologia e reúnem recursos humanos capa- zes de monitorizar pacientes gra- vemente enfermos. No entanto, a oferta de servi- ços não acompanha a demanda na mesma velocidade. A disponi- bilidade de recursos para a saúde é baseada em considerações macroeconômicas e políticas que determinam as necessidades so- ciais de uma população. Existe uma carência de leitos de UTI, principalmente na instituição pú- blica, para atender a população. Ao mesmo tempo impõe-se ao mé- dico a necessidade de estabelecer prioridades quando “deve” sele- cionar o paciente que é mais “me- recedor” da única vaga disponí- vel na UTI . Os critérios básicos para estabelecer prioridades para oferta de serviços de saúde são ne- cessidade, efetividade ou probabi- lidade de sucesso. Essa questão tem

uma dimensão muito maior que essa simples formatação. Existe um as- pecto ético e legal que comprome- te o ato médico. Esse aspecto é apresentado de uma forma elegan- te e crítica pelo Dr. Paulo R. Anto- nacci Carvalho, pediatra e intensi- vista, membro do departamento de Bioética da AMIB (ver o artigo “A escolha de Sofia” na página 14). As discussões referentes ao ato médico, seus aspectos éticos e le- gais, são inúmeras. Considerando a carência de recursos para a saúde, de uma maneira geral, as decisões quanto à suspensão de um tratamen- to (fútil) para um paciente com doença terminal, ou a recusa à admissão na UTI de um paciente fora de possibilidades terapêuticas, são dilemas diários que nós, médi- cos intensivistas, freqüentemente vivenciamos. Foram inclusive, muito bem re- visados em uma análise do compor- tamento de médicos intensivistas no Brasil, diante de pacientes com prognóstico reservado. (Por Moritz RD, Dantas A, Matos JD, Machado

FO. “O comportamento do médico intensivista brasileiro diante da de- cisão de recusar ou suspender o tra- tamento.” RBTI vol. 13 nº1 :21-28,

2001). Recomendo como também um texto de Gabriel Garcia Mar- quez, que está lúcido e vive um di- lema, vítima de uma doença termi- nal, foi reproduzido na internet. Aproveitem e, como disse o colu- nista que reproduziu, enriqueçam suas mentes e almas:

foi reproduzido na internet. Aproveitem e, como disse o colu- nista que reproduziu, enriqueçam suas mentes
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”Se, por um instante, Deus se es- quecesse de que sou uma marione- te de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas, cer- tamente, pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, pois sei que a cada minuto que fecha- mos os olhos, perdemos sessenta se- gundos de luz. Andaria quando os demais parassem, acordaria quan- do os outros dormem. Escutaria quando os outros falassem e goza- ria um bom sorvete de chocolate.

Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, vestiria sim- plesmente, me jogaria de bruços no solo, deixando a descoberto não apenas meu corpo, como minha alma. Deus meu, se eu tivesse um coração, escreveria meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse.

Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre estrelas um poema de Mário Benedetti e uma canção de Serrat seria a serenata que ofere- ceria à Lua. Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo de suas pétalas.

Deus meu, se eu tivesse um

Não deixaria

passar um só dia sem dizer às gentes - te amo, te amo. Conven- ceria cada mulher e cada ho- mem que são os meus favoritos e viveria enamorado do amor. Aos homens, lhes provaria como estão enganados a o pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que en- velhecem quando deixam de se apaixonar. A uma criança, lhe daria asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha. Aos velhos ensinaria que a morte não

pedaço de vida

chega com a velhice, mas com o esquecimento.

Tantas coisas aprendi com

Aprendi que

todo mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a ver- dadeira felicidade está na forma de subir a escarpa. Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão pela pri- meira vez o dedo de seu pai, o tem prisioneiro para sempre. Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para bai- xo para ajudá-lo a levantar-se. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, final- mente, não poderão servir muito porque quando me olharem den- tro dessa maleta, infelizmente es- tarei morrendo.”

vocês, os homens

Rosane Goldwasser

Editora do Boletim da AMIB

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NotaNotaNotaNotaNota dedededede falecimentofalecimentofalecimentofalecimentofalecimento

into-me na dura missão de dar-lhes uma má notícia. Comunico à todos o brusco falecimento de nosso colega e saudoso amigo Dr. LUIZ AN- TÔNIO PAOLIELO FACTORE, ocorrido em 11 de ou- tubro de 2002. Nosso queridíssimo colega, a quem carinhosamente chamávamos de Totonho, deixou um enorme exemplo a seus alunos e colegas: simplici- dade, vontade e prazer em ensinar, paciência, com- preensão, determinação e uma irresistível simpatia. Era sempre bom estar ao lado de Factore. Seja por seu exigente bom gosto por charutos, seja pelo bom humor inesgotável traduzido pelas suas gostosas gar- galhadas, seja pela competência e expressivo conhe- cimento técnico. Aqui nesta longínqua cidade de Belém, e certa- mente em várias e diversas outras longínquas cida- des que ele conheceu durante as cansativas jorna- das de FCCS, ACLS, etc, a notícia de seu falecimen- to provocou consternação entre os intensivistas. Até mesmo comoção.

consternação entre os intensivistas. Até mesmo comoção. Ele era assim mesmo. Alegre, conversador, cheio de energia

Ele era assim mesmo. Alegre, conversador, cheio de energia para enfrentar horas seguidas de aulas, viagens aos fins-de-semana e ainda assim reservar um espaço a sua família e sua profícua atividade pro- fissional, que certamente sempre será lembrada pe- los intensivistas do Brasil. E ele era assim mesmo: um cidadão do Brasil! Um brasileiro que se foi e deixou uma enorme le- gião de órfãos. Um brasileiro daqueles ímpares que surgem a cada 50 anos ou séculos. Insubstituível. Em nome da AMIPA (Associação de Medicina In- tensiva do Pará), e porque não dizer, em nome dos intensivistas brasileiros, manifesto à SOPATI, aos paulistas e à família enlutada de nosso saudoso Totonho, nossos mais sinceros pêsames pelo seu brus- co falecimento, na certeza de que sua memória será para sempre lembrada com carinho e admiração. Saudades

Carlos Barretto

Moderador AMIB-Lista

10.Foi consenso de que o trabalho voluntário de guarda-vidas é tão impor- tante quanto o
10.Foi consenso de que o trabalho
voluntário de guarda-vidas é tão impor-
tante quanto o trabalho pago, não ha-
vendo outras diferenças profissionais.
11.A orientação em relação às ban-
deiras e sinalizações em praias para re-
duzir os casos de afogamento devem ser

incentivadas, embora o consenso pare- ce ser de que quanto menor o número de diferentes tipos de sinalizações, me- lhor o público as conhecerá resultando em maior prevenção. 12.Foi consenso de que este evento deveria ser repetido a cada quatro anos,

e que a proposta de apoio deveria ser

oferecido a UNICEF, já que o afogamen-

to é a segunda causa geral de mortes no

mundo em crianças de 1 a 14 anos de idade e a primeira na África e China.

ALGUMAS PARTICIPAÇÕES DO GRUPO BRASILEIRO

ALGUMAS PARTICIPAÇÕES DO GRUPO BRASILEIRO 1.Epidemiological Profile of Drowning in Brazil - 144,207 Deaths in 20

1.Epidemiological Profile of Drowning in Brazil - 144,207 Deaths in 20 Years Study; Szpilman D & Cruz-Filho FES 2.Drowning Classification: A Revalidation Study Based on the Analysis of 930 Cases Over 10 Years; Szpilman D, Elmann J & Cruz-Filho FES; - Apresenta- ção oral 3.Drowning Resuscitation Center - Ten-years Of Medical Beach Attendance In Rio de Ja- neiro-Brazil; Szpilman D, Elmann J Cruz-FilhoFES;

InterInterInterInterInternacionalnacionalnacionalnacionalnacional
InterInterInterInterInternacionalnacionalnacionalnacionalnacional

Afogamento: A participação do Brasil no Congresso Mundial

Afogamento: A participação do Brasil no Congresso Mundial Brasil teve uma participação efetiva nas decisões e

Brasil teve uma participação efetiva nas decisões e suges- tões durante o Congresso Mun- dial de Afogamento na Ho-

landa, que reuniu os melhores conhe- cedores do assunto versando sobre quais

as melhores condutas na prevenção, no

salvamento e no tratamento dos casos de afogamento. Com o apoio do Comi-

tê Nacional de Ressuscitação, do Cor-

po de Bombeiros do Rio de Janeiro - CBMERJ - GSE - GMAR e da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático –

SOBRASA. Deste consenso mundial será editado um livro em 2003. O Dr. David Szpilman, médico, carioca, intensivista,

é fundador da Sociedade Brasileira de

Salvamento Aquático e nos brinda com alguns trabalhos apresentados nesta área no exterior.

Rosane Goldwasser

5.A importância de se diferenciar o tipo de água em ocorreu o afogamento, tem aspecto somente epidemiológico relacionado ao tipo de campanha pre- ventiva que deve ser realizada. 6.Iniciou-se a elaboração de um “UTSTEIN STYLE” em ressuscitação (da-

dos considerados fundamentais de co- leta de dados), exclusivo para os casos de afogamento, já que foi demonstrada

a

pecífica para este tipo de evento. 7.Foram propostas pequenas mudan-

ças nos “Guidelines” da AHA e ILCOR para inserção na próxima revisão de

2005.

• Medidas de prevenção e técni-

cas básicas de como ajudar uma pes- soa em afogamento sem se tornar a

segunda vítima.

• A ênfase no atendimento de supor-

te básico de vida ainda dentro da água

como possível redutor de mortalidade em 4 vezes.

• A posição da vítima paralela a

água em praias inclinadas ao invés de em tredelenburg.

• O uso da classificação de afoga-

mento orienta o tratamento e classifica

a severidade dos casos. 8.Foi consenso de que a ressus- citação de casos de afogamento é uma situação diferente de todas as outras patologias e deve ter uma abordagem exclusiva e que o tempo de submer- são de até 1 hora ainda sim pode re- sultar em ressuscitação com sucesso sem seqüelas. 9.Os cursos de suporte básico de vida deverão conter informações bási- cas sobre prevenção em afogamento. Um curso especial a pessoas que este- jam submetidas a um maior risco de afo- gamento como esportistas e técnicos de esportes aquáticos, pais que tenham pis- cina em casa, e profissionais que traba- lham perto ou sobre um espelho de água, deverá ser elaborado.

necessidade de uma abordagem es-

• Abaixo algumas das mais impor-

tantes decisões e consensos:

1.O termo NEAR-DROWNING foi definitivamente abandonado, passando

o incidente a ser conhecido somente

como DROWNING (afogamento). O evento “drowning” pode resultar em morte ou sobrevida, seguindo então toda terminologia própria do trauma. 2.A definição de afogamento ficou

estabelecida como “evento que resulta em desconforto respiratório provocado por submersão ou imersão em líquido”. Obs: exceto líquidos corporais. 3.Termos como “dry-drowning”, “secondary drowning”, “drowning with aspiration” ou “drowning without aspiration” foram excluídos de uso, pois somente acrescentavam confusão ao tema. 4.O espasmo de glote ainda não foi comprovado cientificamente durante

o afogamento, e necessita de maiores

pesquisas na área. O afogamento co-

nhecido como “seco” definitivamen- te não existe.

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Hospital Sírio Libanês

Um hospital de excelência em São Paulo, foi um dos primeiros centros formadores credenciados

pela AMIB. Seguindo a proposta da divulgação da rede de ofertas de centros formadores,

os médicos especializandos apresentam sua rotina de treinamento em serviço

apresentam sua rotina de treinamento em serviço Hospital Sírio Libanês (HSL) é pioneiro na forma- ção

Hospital Sírio Libanês (HSL) é pioneiro na forma- ção de médicos intensi- vistas, realizando ativida- des de ensino desde 1971. Nossa instituição oferece duas vagas por ano para especializandos em Medicina Intensiva, tendo como pré-requisito dois anos de residência nas áreas de Clínica Médica, Anestesiologia ou Cirurgia Geral. O processo seletivo é realizado atra- vés de uma prova escrita, análise curricular e entrevista. A duração do curso é de dois anos e os especializandos recebem bolsa para ajuda de custos fornecida pelo HSL. A UTI do HSL possui ao todo 22 leitos, divididos em dois espaços fí- sicos distintos, com 10 e 12 leitos cada. Trata-se de uma UTI geral equipada com aparelhos de última geração, com monitoração oxi- hemodinâmica não-invasiva e invasiva e ventiladores micropro- cessados para todos os leitos, além da disponibilidade de monitoração da pressão intracraniana, tono- metria gástrica, balão intra-aórtico (BIA), hemodiálise, hemofiltração à beira do leito, etc. Existe ainda uma unidade pediátrica anexa a UTI de adultos, à qual os especializandos também têm acesso. O serviço tem seis enfermeiros assistenciais por turno e duas enfer- meiras encarregadas. Contamos também com uma enfermeira assis- tente da gerência de enfermagem para as áreas críticas e semicríticas. O serviço de fisioterapia é realizado por quatro fisioterapeutas por turno, o que perfaz a média de um fisiote- rapeuta a cada cinco leitos diutur- namente. Dispomos ainda de uma

a cada cinco leitos diutur- namente. Dispomos ainda de uma Ambiente interno da UTI, com especializandos

Ambiente interno da UTI, com especializandos de 1º ano

equipe de nutrição composta por

nutricionistas e médicos, que inclui

a avaliação diária de todas as pres-

crições de dietas enterais e paren- terais. A UTI conta com quatro mé- dicos assistentes no plantão diurno

e dois médicos assistentes no plan-

tão noturno. As atividades práticas do servi- ço iniciam-se às 8:00h com a pas- sagem de plantão, atividade multi- disciplinar com a presença de mé- dicos, enfermeiras e fisioterapeutas. Em seguida fazemos as evoluções, as prescrições e os procedimentos invasivos necessários, com a super-

visão de um médico assistente, com

o qual discutimos todos os casos e

as condutas a serem tomadas. Como se trata de uma UTI aberta temos a possibilidade de discutir os casos com médicos de diferentes espe- cialidades como oncologia, endo- crinologia, pneumologia, cardio- logia, cirurgia plástica, etc. Viven- ciamos também todos os procedi- mentos a beira do leito como endos- copia digestiva alta, ultrassom, ecocardiograma, diálises, pequenas cirurgias etc, sempre orientados por especialistas. A formação do espe- cializando cumpre o programa pro- posto pela AMIB, através de aulas

interativas e reuniões semanais, com a equipe de intensivistas. O Hospital Sírio Libanês possui uma biblioteca completa, moderna, informatizada e serviço de docu- mentação médica acessível aos especializandos. Devido a peculiaridades do HSL, um hospital privado e eminente- mente cirúrgico, temos como par- te do programa de Especialização um estágio de quatro meses na UTI de clínica médica da Disciplina de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Me- dicina da USP. Para aqueles que têm interesse, o Centro de Estudos do HSL oferece a possibilidade de realizar outro estágio de livre es- colha com duração de um mês no Brasil ou no exterior. Este processo de Especialização nos permite uma formação sólida e abrangente o que nos capacita não só no exercício do trabalho em UTI em hospitais de diferentes caracte- rísticas, assim como nos dá subsídi- os para a obtenção do título de es- pecialista em medicina intensiva.

Dra. Ivonne Patrícia Ypma, Dr. José Guilherme de Oliveira Costa Dr. Ciro Pariotto Neto

Especializandos do CEPE

CEPE CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS

Hospital Sírio Libanês Rua Dona Adma Jafet, 91 CEP 01308-050 – São Paulo – SP Fone: (11) 3155-0783 Fax: (11) 3155-0494 Email: diretoria.cepe@hsl.org.br

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Curitiba apresenta seu Centro de Formação em Medicina Intensiva

apresenta seu Centro de Formação em Medicina Intensiva CEPETI, Centro de Estudos e Pesquisa em Terapia

CEPETI, Centro de Estudos e Pesquisa em Terapia Intensiva, tem por objetivo prover um espaço para formação e treinamento de recursos humanos nas áreas de medicina, enferma-

gem, psicologia e fisioterapia para unidades de te- rapia intensiva e estimular pesquisa clínica nestas áreas. O Cepeti iniciou suas atividades no início de 1999 numa sede própria

e hoje congrega as UTIs

adulto de 4 Hospitais de Curitiba: Hospital de Clí- nicas da UFPR, Hospital do Trabalhador, Hospital das Nações e Hospital Vita Curitiba. Os dois pri- meiros hospitais são vin- culados à Universidade Federal do Paraná e os outros dois hospitais são

privados. No total são 51 leitos de UTI. Todas as UTIs são clínico-cirúrgicas, sendo a UTI do Hospi- tal do Trabalhador especializada em trauma.

A finalidade precípua do Cepeti é formar

especialistas bem treinados em UTI e que exerçam

suas atividades como profissionais científica, ética

e humanamente orientados, provendo serviços de alta qualidade.

A estrutura oferecida pelo Cepeti consta de um

auditório para 35 pessoas, multimídia, uma biblio- teca com mais de 50 livros relacionados à Medicina

Intensiva, assinatura de oito revistas médicas, qua- tro computadores interligados em rede e acesso a vários sites de Medicina Intensiva.

O Cepeti realiza reuniões diárias nas diversas

áreas envolvidas no atendimento do paciente críti-

co. A Medicina Intensiva possui dois programas de

residência médica, a fisioterapia tem um programa de especialização em fisioterapia respiratória e a psicologia oferece um programa de psicologia hos- pitalar com ênfase em UTI. Vários trabalhos clíni- cos foram produzidos nos últimos anos, tendo sido apresentados 34 trabalhos no Congresso Brasileiro de Terapia Intensiva em Belo Horizonte e 23 traba- lhos no último congresso no Rio de Janeiro. Para o próximo ano, o Cepeti está oferecendo quatro vagas para residen- tes em Medicina Intensi- va para atuar nas diversas UTIs acima relacionadas. As inscrições estarão abertas a partir do dia 01 de novembro até dia 20 de dezembro. O processo de seleção envolverá uma prova de múltipla es- colha, análise do currículo e entrevista. A prova e a entrevista serão realizadas no Cepeti durante o dia 11 de janeiro de 2003. As atividades terão início dia 01 de fevereiro de 2003, com término previsto para 31 de janeiro de 2004. Este será o último ano que nosso programa de residência será de um ano.

Dr. Álvaro Réa Neto

Diretor do CEPETI

CEPETI CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM TERAPIA INTENSIVA

Rua Monte Castelo, 366 CEP 82530-200 Curitiba – PR Fone: (41) 362-6633 • Fax: (41) 362-9921 Email: cepeti@yahoo.com.br

Monte Castelo, 366 CEP 82530-200 Curitiba – PR Fone: (41) 362-6633 • Fax: (41) 362-9921 Email:
ResidênciaResidênciaResidênciaResidênciaResidência MédicaMédicaMédicaMédicaMédica
ResidênciaResidênciaResidênciaResidênciaResidência MédicaMédicaMédicaMédicaMédica

Modelo para a Residência Médica em Medicina Intensiva

Diretoria da AMIB elabora um Modelo para a Residência Mé- dica em Medicina Intensiva e

Diretoria da AMIB elabora um Modelo para a Residência Mé- dica em Medicina Intensiva e encaminha para a Comissão Nacional de Residência Médica A residência médica caracteriza-se por treinamento em serviço, sob orientação e supervisão constante. A Comissão Nacio- nal de Residência Médica estará conver- sando com as “novas especialidades” re- conhecidas pelo CFM, AMB e CNRM em

Novembro, para definirem algumas ques- tões: pré-requisitos, duração total do pro- grama e distribuição das atividades e se- tores durante o programa. Uma proposta preliminar foi elaborada pela diretoria da AMIB e suas comissões, tendo sido enca- minhada para a CNRM. Enquanto isso, os hospitais que já são credenciados para a residência médica em Medicina Intensi- va poderão manter seus programas atu- ais. A AMIB procurou não diferenciar a proposta de treinamento dos especializandos dos centros formadores com aquela apresentada à CNRM. Vamos aguardar as novidades

tensiva –UTI’s –, com necessidade cres- cente de médicos especializados para atender a esta demanda. Recentemente

portaria governamental 3432/98 reco-

nheceu sua importância, passando a exi- gir a presença do especialista titulado em

Medicina Intensiva nas atividades diári- as das UTI’s brasileiras. No Brasil a formação do médico intensivista vem sendo realizada através de serviços credenciados pela Comissão de Formação do Intensivista (CFI) da AMIB. Poucos hospitais têm Re- sidência Médica em Medicina Intensi- va credenciada pela Comissão Nacio- nal de Residência Médica (CNRM/ MEC), fato esse que, de certo modo, tem dificultado o desenvolvimento da espe- cialidade. Reconhecendo a Residência Médica como a única forma em exce- lência para a formação do especialista,

a

a

AMIB não tem poupado esforços para

desenvolvê-la o mais completa e am-

plamente possível.

Objetivos

Rosane Goldwasser

 

1.

Desenvolver os conhecimentos te-

Editora

PROPOSTA ENCAMINHADA À CNRM

óricos e habilidades práticas em Medi- cina Intensiva, que capacitem ao médi- co a identificar e solucionar os proble-

mas do paciente gravemente enfermo.

Introdução “A Medicina Intensiva é uma espe- cialidade surgida nos anos 50, quando se iniciaram os conceitos em ressusci- tação cardiopulmonar e cerebral. É uma especialidade na qual, aos conhecimen- tos da Clínica Médica, Clínica Cirúrgi- ca e Pediatria, somam-se os mais recen- tes conhecimentos médicos para a assis- tência ao paciente gravemente enfermo, próprio da adição de avanços na enge- nharia biomédica, informatização, far- macologia, ética e humanização. Em 1980 foi criada a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), tendo sido a Medicina Intensiva reconhe- cida como especialidade pela Associa- ção Médica Brasileira (AMB) em 1981, e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 1992. A partir desta época ini- ciou-se um grande desenvolvimento da Medicina Intensiva no Brasil, sendo hoje mais de 2000 Unidades de Terapia In-

 

2.

Desenvolver no médico, em seus

aspectos conceituais e práticos, a lide-

rança necessária para o trabalho em equipe, próprios da multiprofissio- nalidade e transdisciplinaridade assistencial do paciente grave.

 

3.

Fomentar o conhecimento e a prá-

tica dos preceitos éticos e humanitários da Medicina Intensiva.

 

4.

Desenvolver um espírito profissi-

onal observador e crítico capaz de de-

senvolver estudos de realidade, pesqui- sa e educação continuada em Medici- na Intensiva, bem como formar novos intensivistas.

 

5.

Formar profissionais capazes de

liderar projetos associativos identifica- dos com as necessidades sociais da co- munidade onde se insere.

MISSÃO A missão das Residências em Medi- cina Intensiva (RMI) é formar médicos

especialistas em Medicina Intensiva de elevado conhecimento técnico-científi- co, adequado comportamento ético-pro- fissional, de maneira a realizar a assis- tência integral do paciente gravemente enfermo, de seus familiares e ao con- junto de demandas profissionais e sociais que o cercam.

MEDICINA INTENSIVA ADULTO Programa Teórico-Prático

São consideradas áreas de apren- dizado e treinamento essenciais:

Avaliação clínica do paciente gra- vemente enfermo e Escores de Gravidade

Clínica Cirúrgica e não cirúrgica em geral

Neurológicos e neurocirúrgicos

Cardíacos e coronarianos

Pós-operatório de grande porte e cirurgia cardíaca;

Pneumologia intensiva

Doenças renais e métodos diá- liticos

Trauma e Queimados

Sepse e infecções graves

São consideradas áreas aprendizado e treinamento opcionais:

Emergências

Endoscopia digestiva e respiratória

Recuperação cirúrgica e anestésica

Diagnóstico por imagem

Cirurgia experimental

Comissão de infecção hospitalar

Comissão de Suporte Nutricional

Todos os temas do conteúdo progra- mático ao serem abordados em seus

aspectos teóricos devem levar em con- ta os seguintes elementos mínimos:

Aspectos Semiológicos

Aspectos Fisiopatológicos

Diagnóstico clínico

Monitorização

Tratamento e Prevenção

Prognóstico

Aspectos da Medicina baseada em

Evidência

Aspectos Éticos & Legais

Referências

ResidênciaResidênciaResidênciaResidênciaResidência MédicaMédicaMédicaMédicaMédica
ResidênciaResidênciaResidênciaResidênciaResidência MédicaMédicaMédicaMédicaMédica

1- CARDIO - CIRCULATÓRIO Arritmias cardíacas; Insuficiência coronariana aguda; Infarto agudo do miocárdio; Tamponamento Cardíaco; Trombólise; Dissecção aórtica; Emer- gências hipertensivas; Choque cardiogênico; Edema pulmonar cardio- gênico; ICC; Reposição volêmica; Disfunção Diastólica; Monitorização hemodinâmica invasiva e não inva- siva; Transporte de Oxigênio; Metabo- lismo do oxigênio em condições nor- mais e patológicas; Reanimação cére- bro-cárdio-respiratória.

2-RESPIRATÓRIO

Oxigênioterapia; Insuficiência respi- ratória aguda; Trocas gasosas pulmona- res; Estado de mal asmático; Embolismo pulmonar; DPOC agudizado; Síndrome da Angústia Respiratória Aguda; Bronco- aspiração; Suporte ventilatório mecâni- co invasivo e não invasivo; Hipo- ventilação controlada e hipercapnia per- missiva; Ventilação mecânica na Asma; SARA e DPOC; Ventilação líquida; Monitorização da ventilação mecânica; Capnografia; Barotrauma & Volutrauma; Pneumonia Associada á Ventilação; Des- mame do suporte ventilatório; Oxigenio- terapia Hiperbárica; Gasometria; arte- rial; Óxido Nítrico; Edema alveolar não cardiogênico.

3- INFECÇÃO E SEPSE Infecções comunitárias graves; In- fecções nosocomiais; Infecções relaci- onadas a cateteres; Sepse em todo seu espectro; Choque Séptico; Síndrome da resposta inflamatória sistêmica; Disfunção de múltiplos órgãos e siste- mas; Antibioticoterapia em Medicina Intensiva; Endocardite Bacteriana; Me- ningites; Infecção em pacientes imuno- deprimidos/Inclusive AIDS; Tétano, malária e leptospirose; Colite Pseudo- membranosa; Translocação Bacteriana; Descontaminação seletiva do TGI.

4- NEUROLÓGICO Estados alterados da consciência; Acidentes vasculares encefálicos; Trombolíticos em eventos encefálicos; Hipertensão endocraniana; Polirradiculo- neurites; Estado de mal epiléptico; Mor- te cerebral; Miastenia Gravis; Pós-ope- ratório em neurocirurgia; Tétano.

5- GASTRO-INTESTINAL Hemorragia digestiva alta e baixa;

15- PROCEDIMENTOS INVASIVOS DE DIAG- NÓSTICO E TRATAMENTO: INDICAÇÕES E COMPLICAÇÕES Intubação traqueal;
15- PROCEDIMENTOS INVASIVOS DE DIAG-
NÓSTICO E TRATAMENTO: INDICAÇÕES E
COMPLICAÇÕES
Intubação traqueal; Traqueostomia Ci-
rúrgica / percutânea; Cateterização arteri-
al; Dissecção venosa / Acessos venosos por
punção; Marcapasso; Cateterização da ar-
téria pulmonar; Pericardiocentese; Drena-
gem pleural; Punção liquórica.
16- IATROGENIA EM TERAPIA INTENSIVA
17- MÉTODOS DE IMAGEM EM MEDICINA
INTENSIVA
18- ASPECTOS ÉTICOS E BIOÉTICOS DA ME-

DICINA INTENSIVA Princípios Bioéticos Pertinentes à prá- tica da Medicina Intensiva; Direitos e de- veres do paciente em tratamento inten- sivo; Não oferecer, dar e retirar em Me- dicina Intensiva; Distanásia, eutanásia, Não reanimar em tratamento intensivo;

O paciente incompetente; A termina-

lidade; A Humanização em ambientes intensivos; A ética das relações no

gerenciamento de conflitos em UTI; Fu- tilidade e Obstinação terapêutica; Doa- ção de Órgãos e Transplantação; Código

de Ética Médica e Resoluções dos Con-

selhos e AMIB; Trabalho Interdisciplinar;

O luto, a morte e o morrer – Tanatologia;

Normas de Ética em Pesquisa.

19- SEDAÇÃO, ANALGESIA e BLOQUEIO NEUROMUSCULAR EM UTI Protocolos; Os direitos do paciente; Drogas, vias, esquemas posológicos; Si- tuações especiais para infusão contínua.

20- OBSTETRICIA Eclampsia; Doença Hipertensiva na gravidez; Hellp Síndrome; Infecção pós-parto; sepse puerperal; Endomio- metrites sépticas.

21- GERENCIAMENTO E ADMINISTRAÇÃO Legislação sanitária; Pagamentos e convênios; Qualidade em MI; Indicado- res hospitalares e de gestão; Comissões hospitalares de apoios; gerenciamento de custos em UTI; Controladoria hospitalar.

22- TRANSPORTE DO PACIENTE GRAVE:

INTRA E EXTRA-HOSPITALAR

23- INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

24- ANÁLISE CRÍTICA DA METODOLOGIA CIENTÍFICA

Insuficiência hepática; Abdômen agu- do; Pancreatite aguda; Colecistite agu- da; Compartimento abdominal.

6- ENDÓCRINO & METABÓLICO Coma hiperosmolar, hipoglicêmico

e

mixedematoso; Insuficiência supra-renal aguda; Rabdomiólise; Calorimetria; Di- abetes insipidus; Síndrome de secreção inapropriada de ADH.

Cetoacidose; Crise tireotóxica; Coma

7- RENAL

Insuficiência renal aguda; Métodos dialíticos. Distúrbios Hidro-eletrolíticos

e

ácido-básicos.

8- PRÉ E PÓS-OPERATÓRIO Avaliação do Risco Pré-Operatório; Indicações de cuidados intensivos; Cir- culação Extracorpórea; Cirurgia no pa- ciente oncológico; Pós-operatório em transplantes; Abdome agudo clínico e cirúrgico; Sepse abdominal e as laparotomias programadas.

9-COAGULAÇÃO

Coagulação intravascular dissemi- nada e fibrinólise; Coagulopatia de con- sumo; Trombólise e anticoagulação; Uso de hemoderivados e substitutos do plasma.

10-POLITRAUMATISMO

Politrauma; TCE; Trauma raqui- medular; Trauma de face / cervical; Trauma de tórax; Trauma de abdome; Trauma de extremidades; Embolia gor- durosa; Lesões Complexas de extre- midades; Síndrome Compartimental abdominal; Síndrome Compartimental de extremidades.

11- GRANDE QUEIMADO Aspectos cirúrgicos; Reposição volêmica e suporte nutricional; Diagnós- tico e tratamento das infecções;

12- INTOXICAÇÕES EXÓGENAS E ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS, AGENTES FÍ- SICOS E QUÍMICOS

13-TRANSPLANTE HEPÁTICO, CARDÍACO, RENAL E MEDULA ÓSSEA.

14- SUPORTE NUTRICIONAL Na sepse; No grande Queimado; No Trauma grave; Na Insuficiência Hepáti- ca e Renal; Imunomoduladores; Nutri- ção parenteral e enteral.

ResidênciaResidênciaResidênciaResidênciaResidência MédicaMédicaMédicaMédicaMédica 25- INDICADORES DE QUALIDADE
ResidênciaResidênciaResidênciaResidênciaResidência MédicaMédicaMédicaMédicaMédica
25- INDICADORES DE QUALIDADE E NORMAS
MÍNIMAS DE FUNCIONAMENTO DE UTI’S
MEDICINA INTENSIVA PEDIÁTRICA
Programa Teórico-Prático
1-AVALIAÇÃO CLÍNICA DO PACIENTE GRAVE
Escores de Gravidade e Prognóstico.
Profilaxias
2- REANIMAÇÃO CÉREBRO-CÁRDIO-
RESPIRATÓRIA
2- REANIMAÇÃO CÉREBRO-CÁRDIO- RESPIRATÓRIA 3- APARELHO CARDIO - CIRCULATÓRIO Arritmias cardíacas;

3- APARELHO CARDIO - CIRCULATÓRIO Arritmias cardíacas; emergências hipertensivas; choque cardiogênico, hipovolêmico, distributivo e obstrutivo; ICC e Edema Pulmonar; Monitorização hemodinâmica invasiva e não invasiva; Cardiopatias Congênitas; Pré e pós-ope- ratório de cirurgia cardíaca;

4- APARELHO RESPIRATÓRIO Insuficiência respiratória aguda e crô- nica; Asma aguda grave, síndrome do Des-

conforto Respiratório Agudo; Doenças res- piratórias obstrutivas altas; Oxigenioterapia

e Suporte ventilatório mecânico (invasivo

e não invasivo); Monitorização da venti- lação mecânica; uso de gases especiais:

Óxido Nítrico e Heliox; Doenças respira- tórias neonatais: doença da Membrana Hialina, Síndrome da aspiração de mecônio

e Displasia broncopulmonar.

5- INFECÇÃO E SEPSE Sepse; Síndrome da resposta inflama- tória sistêmica; Disfunção de múltiplos órgãos e sistemas; Infecções relacionadas aos métodos invasivos; antibioticoterapia em Medi- cina Intensiva; Meningoencefalites; endocardite Bacteriana; Infecção em pacientes imunodeprimidos; infecções neonatais: tétano, infeções congênitas; dengue, leptospirose, e outras doenças infecciosas endêmicas;

6- NEUROLÓGICO Comas em geral; Hipertensão endocraniana; Polirradiculoneurites; Es- tado epiléptico; Miastenia Gravis; Infec- ções do sistema nervoso central; Noções de neuroimagem; asfixia e hemorragia neonatal; pré e pós operatório de neurocirurgias; trauma craniano

7- GASTRIINTESTINAL Hemorragia digestiva alta e baixa;

Insuficiência hepática e medidas de su- porte; pré e pós-operatório de grandes cirurgias abdominais; Abdômen agudo clínico e cirúrgico;

8- SISTEMA ENDÓCRINO METABÓLICO Coma hiperosmolar e cetoacidose di- abética; hipoglicemia; Crise tireotóxica; Insuficiência supra renal aguda; Rabdomiólise; Diabete insípido; Síndrome de secreção inapropriada de ADH

9- RENAL Insuficiência renal aguda; Métodos dialíticos; Distúrbios hidro-eletrolíticos e ácido-básicos; pré e pós operatório de grandes cirurgias urológicas e trans- plante renal;

10- PRÉ E PÓS-OPERATÓRIO Avaliação do Risco pré-operatório; Pós operatório de grandes cirurgias (abdominais, neurológicas, renais, cardíaca ou torácicas); noções de Circulação Extracorpórea.

11-COAGULAÇÃO

Coagulação intravascular dissemina- da, fibrinólise, Coagulopatia de consu- mo; Anticoagulação; Uso de hemoderi- vados e substitutos do plasma.

12-POLITRAUMATISMO

TCE. Trauma raqui-medular. Síndromes compartimentais. Embolia gordurosa

13- GRANDE QUEIMADO

14- INTOXICAÇÕES EXÓGENAS E ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS, ACIDENTES POR AGENTES FÍSICOS E QUÍMICOS. QUASE AFOGAMENTO

15-TRANSPLANTE HEPÁTICO, CARDÍACO, RENAL E MEDULA ÓSSEA. MANUTENÇÃO DO DOADOR E MANUSEIO DO PACIENTE TRANS- PLANTADO. MORTE ENCEFÁLICA.

16- SUPORTE NUTRICIONAL Nutrição parenteral e enteral: ava- liação e acompanhamento nutricional, vias de acesso, indicações, composição das formulações (em Insuficiência Res- piratória; Queimado; Trauma; Insuficiên- cia Hepática e Renal; Sepse)

17- PACIENTE ONCOLÓGICO EM UTI

18- PROCEDIMENTOS INVASIVOS DE DIAG- NÓSTICO E TRATAMENTO . INDICAÇÕES E COMPLICAÇÕES .

Intubação traqueal / traqueostomia/ cricotireotomia; Cateterização arterial; Dissecção venosa; Cateterização veno- sa central e de artéria pulmonar; inser- ção de Marca-passo; Pericardiocentese e drenagem pleural. Raquicentese; Cate- terização da veia umbelical; Punção intra-óssea.

19- MÉTODOS DE IMAGEM EM MEDICINA INTENSIVA

20- ASPECTOS ÉTICOS DA MEDICINA INTENSIVA

21- SEDAÇÃO, ANALGESIA e BLOQUEIO NEUROMUSCULAR EM UTI

22- TRANSPORTE DO PACIENTE GRAVE:

INTRA E EXTRA-HOSPITALAR

23- INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

24- ANÁLISE CRÍTICA DA METODOLOGIA CIENTÍFICA

25- INDICADORES DE QUALIDADE E NORMAS MÍNIMAS DE FUNCIONAMENTO DE UTI’S

Jairo C. Bitencourt Othero

Presidente da AMIB

Jefferson Pedro Piva

Vice-Presidente da AMIB

Reunião da CNRM

A Reunião da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) foi realizada no dia 17 de julho de 2002, no auditório do Hospital Santa Rita, na cidade de São Paulo. Estiveram presentes:

Fernando Osni; Jairo Othero; José Luiz Gomes do Amaral; José Oliva Proença; Luiz Antônio Factore; Marcelo Moock; Maria Fernanda B. de Almeida; Mauro Kaufmann; Mirella Cristine Oliveira; Norberto Antônio Freddi; Renato Terzi; Renato Viscardi; Rosa Goldstein; Cid Marcos N. David; Ricardo Amorim Garcia.

o conhecimento médico baseado em evidências. Por isso, livros de atualização são importantes para esta-
o conhecimento médico baseado em evidências. Por
isso, livros de atualização são importantes para esta-

belecer marcos de passagem. Este livro é um destes marcos. Editado por dois cardiologistas que representam duas tradicionais Uni- versidades de São Paulo, ele traz o que há de mais novo e avançado em Cardiologia Intensiva. Dele se beneficiarão, não só médi- cos que atuam em Unidades Coronarianas, mas, principalmente, médicos intensivistas e outros profis- sionais, como enfermeiros e fisiotera- peutas que atuam em Unidades de Te- rapia Intensiva Gerais, Brasil afora. Outras novidade, seguramente, deverão surgir em Cardiologia Inten- siva. Não há dúvida, entretanto, que este livro representa o estado atual da arte, leitura obrigatória de quem lida com a emergência cardiológica e o cardiopata grave. Foi muito grande a procura do livro durante o Con- gresso. Ao todo, foram vendidos mais de quinhentos volumes da Série, demonstração inequívoca de suces- so editorial.

SérieSérieSérieSérieSérie ClínicasClínicasClínicasClínicasClínicas
SérieSérieSérieSérieSérie ClínicasClínicasClínicasClínicasClínicas

Série Clínicas Brasileiras de Medicina Intensiva lança seu décimo terceiro volume

m 24 de setembro, durante o Congresso Bra-

sileiro de Cardiologia realizado em São Pau-

lo, foi lançado o livro CARDIOLOGIA INTEN-

SIVA editado por José Carlos Nicolau e Edson Stefanini. Na ocasião fizeram uso da palavra, Renato G. G. Terzi, Editor Geral da Série, os Editores José Carlos Nicolau e Edson Stefanini, Paulo Rzezinski diretor Presidente da Edi- tora Atheneu e o Diretor de Publica- ções da AMIB, José Oliva Proença re- presentando o Presidente da AMIB, Jairo B. Othero. Na ocasião, foi men- cionada a parceria AMIB/Atheneu/ AstraZeneca na publicação de livros de qualidade a preço de custo. Foi enfatizada a filosofia deste projeto que permite um programa de educação continuada em Medicina Intensiva. O acesso à informação, a atualização do conhecimento e a orientação para con- dutas clínicas, são a essência no aten- dimento médico de qualidade. Hoje, grandes mudanças na prática cardiológica ocorrem celeremente, porque rapidamente se alastra

ocorrem celeremente, porque rapidamente se alastra NotaNotaNotaNotaNota dedededede
ocorrem celeremente, porque rapidamente se alastra NotaNotaNotaNotaNota dedededede
NotaNotaNotaNotaNota dedededede falecimentofalecimentofalecimentofalecimentofalecimento
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falecimentofalecimentofalecimentofalecimentofalecimento m 23 de setembro do corrente faleceu, em Belo Horizonte, o

m 23 de setembro do corrente faleceu, em Belo

Horizonte, o colega intensivista José Luiz do Amorim Ratton. Ratton, como era conhecido na vida associativa, foi um dos fundadores da AMIB e grande incentivador da especialidade, tanto em seu estado natal, como em todo Brasil. Participou, como diretor da AMIB, em diferentes gestões e, até recentemente, presidiu a Comissão de Formação do Intensivista. Mineiro de nascimento e de coração, Ratton era filho de juiz de direito e dono de singular cultura. Era grande admirador de seu conterrâneo, Guima- rães Rosa, que, como ele, tinha uma visão crítica da natureza humana. Esta particularidade, que con- feria ao Ratton uma personalidade forte e, às ve- zes, intransigente, foi fundamental em cimentar os

alicerces de nossa Sociedade. Grande companheiro, sempre presente em eventos nacionais e internacionais, tinha sempre um caso para ser contado com mineiríssima graça

e fala mansa. Ratton foi homenageado na abertura do Congres- so Brasileiro do Rio de Janeiro ao qual não compare- ceu, por já estar enfermo. Em Assembléia Geral da AMIB foi proposta e aprovada a criação do Prêmio José Luiz do Amorim Ratton para o melhor trabalho científico a ser selecionado em todos os futuros con- gressos nacionais de nossa Sociedade. Uma justa homenagem a um grande homem, cuja lição de vida deve servir de exemplo às futuras gerações de intensivistas.

Renato G. G. Terzi

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Relação dos novos Especialistas (2002)

Relação dos novos Especialistas (2002) ma especialidade é mais forte na razão direta dos

ma especialidade é mais forte na razão direta dos especialistas que possui. A cada ano que passa ga- nhamos reconhecimento concretizado no especia- listas que conseguimos titular. O último Concurso para Obtenção de Título observou os novos critérios definidos pela AMIB em Assembléia de Representantes e pudemos constatar um ganho sensível de avaliação. Sem dúvida estamos longe do ideal nesse sentido, mas a cada ano tentamos aprimorar não só os caminhos de acesso como os métodos de titulação.

LISTAGEM DE CERTIFICAÇÃO DE PROVA ADULTO

CÓDIGO

NOME

UF

REGIONAL

16304

ADAILTON CARVALHO DE RESENDE

SP

SOPATI

16540

ADRIANO MARTINS DE OLIVEIRA

BA

SOTIBA

17354

ALEX SANDRO ALMEIDA

BA

SOTIBA

15909

ALMERINDO LOURENÇO DE SOUZA JÚNIOR

SP

SOPATI

17582

ANA BEATRIZ ALBUQUERQUE MOREIRA BERTECCI

MG

SOMITI

17092

ANA CRISTINA TEIXEIRA VEIGA

BA

SOTIBA

17272

ANA HELENIR BENAGLIA

SP

SOPATI

10850

ANALETE ZAGO SCOPEL

SC

SOCATI

16973

ANDRÉ CARLOS KAJDACSY BALLA AMARAL

SP

SOPATI

10863

ANDRÉA FONSECA DE AGUIAR MARTINS

RJ

SOTIERJ

15009

ANDREA MONTEIRO ALVES MICHELLI

RJ

SOTIERJ

17121

ANDRÉA NASCIMENTO GUARALDO CUNHA

MG

SOMITI

16837

ANDRÉS MARTINS DE LA FLOR LENTI

MG

SOMITI

15760

ANTÔNIO CÉSAR MARSON

PR

SOTIPA

10508

AÚREO FERNANDO BANWART E SILVA

SP

SOPATI

15281

CARLA JEAN KACZOR

SP

SOPATI

14357

CARLA SOARES FORTES

PI

SOTIPI

17630

CARLOS ADRIANO PLA BENTO

SP

SOPATI

17616

CARLOS ALBERTO DE CASTRO

SP

SOPATI

17686

CARLOS BARBUTO

SP

SOPATI

16102

CARLOS DARWIN GOMES DA SILVEIRA

DF

SOBRAMI

15846

CARLOS EDUARDO MOTTA DE SIQUEIRA

SP

SOPATI

15068

CARLOS MARTIN O´HARA SOLIS

SP

SOPATI

17218

CARLOS ROGÉRIO DA SILVA

SP

SOPATI

15295

CAROLINA COIMBRA MARINHO

MG

SOMITI

1803

CELSO RICARDO EMERICH DE ABREU

ES

SOESTI

17040

CÉSAR GARCIA MACHADO

BA

SOTIBA

15008

CHRISTIANE CORRÊA RODRIGUES CIMINI

MG

SOMITI

17151

CLÁUDIA RAMOS DO NASCIMENTO

RJ

SOTIERJ

9234

CLAUDIO ANTÔNIO DE SOUZA

MG

SOMITI

15317

CLAUDIO REZENDE MENDONÇA

MG

SOMITI

17215

CLAYTON MARCELO PRADO DE CAMPOS

DF

SOBRAMI

15004

CRISTINE FASOLO PILATI

SP

SOPATI

10585

DANIELLE RODRIGUES BULOTO DE SOUZA

ES

SOESTI

14896

DAVID JOSÉ OLIVEIRA TOZETTO

SP

SOPATI

15353

EDNA FERREIRA

SP

SOPATI

17853

EDSON TEIXEIRA FABRINI

MG

SOMITI

17235

EDUARDO DA COSTA PINTO

RJ

SOTIERJ

16359

EMERSON LOPES FROEDE

MG

SOMITI

15374

EMMANUEL ORTIZ AFONSO

SP

SOPATI

17171

ERIC PERECMANIS

RJ

SOTIERJ

17533

ERICO RIBEIRO NETTO

MG

SOMITI

9235

ERIKA CORREA VRANDECIC

MG

SOMITI

6626

EUCIDES BATISTA DA SILVA

AM

SATI

17430

EVELYN DUARTE DA COSTA

MS

SOSMATI

14118

EVERSON DADALTO

ES

SOESTI

Especialistas bem formados e atualizados são com certeza profissionais reconhecidos em seu ambiente de trabalho e na sociedade. No próximo ano a prova de obtenção de título já está marcada, será em outubro, durante a X JORNADA SULBRASILEIRA e em todas as regionais . Procure se informar na sua regional. Temos certeza que seu nome fará parte de uma lista como essa!

Dra. Rosa Goldstein Alheira Rocha

Título de Especialista

CÓDIGO

NOME

UF

REGIONAL

16210

FABIANA APARECIDA PENACHI BOSCO

GO

SOTIEGO

15808

FABIANA MARQUES

SP

SOPATI

16535

FÁBIO GOMES DE SOUSA

RJ

SOTIERJ

15397

FERNANDO CÉSAR CARDOZO MIRANDA

SP

SOPATI

15129

FLÁVIO ALBERTO BONFIM

SP

SOPATI

17477

FLÁVIO CARNEIRO L. CAVALCANTI DE ARAÚJO

SP

SOPATI

15408

FLÁVIO LUIZ DE AGUIAR MARTINS

MG

SOMITI

17968

FRANCISCO SALISMAR LOPES CORREIA

RN

AMIB_AP

14165

GERALDO SÉRGIO GONÇALVES MEIRA

MG

SOMITI

5822

GERVASIO BATISTA CAMPOS

BA

SOTIBA

15975

GISLAINE FLORICENA FERREIRA ALMEIDA

SP

SOPATI

14444

GRACIELA QUEVEDO DA COSTA

RJ

SOTIERJ

17370

GUILHERME CERRUTI OEHLING

SP

SOPATI

17837

HELAINE BRANDÃO DAMASCENO GOES

MG

SOMITI

13030

HENRI HORSTMANN

AM

SATI

1814

HUMBERTO FURTADO DA FONSECA

ES

SOESTI

16187

IDAL BEER

SP

SOPATI

17353

JOAMAR NUNES DE MELO

BA

SOTIBA

1553

JOÃO GERALDO SIMÕES HOULY

SP

SOPATI

4757

JOAO PEREIRA CASTRO

MA

SOTIMA

16290

JOSÉ CARLOS BONJORNO JÚNIOR

SP

SOPATI

14785

JOSÉ EDUARDO MIGUEL ASSAD

ES

SOESTI

17478

JOSÉ GUILHERME CHRISTIANO NETO

SP

SOPATI

15853

JOSÉ TADEU DOS SANTOS

TO

SONORTI

17414

JULIANA ASCENÇAO DE SOUZA

SP

SOPATI

11558

KARINA BERNARDI PIMENTA

RJ

SOTIERJ

14788

KATIUSCA BISSOLI GOUVEIA

ES

SOESTI

14566

KELSON NOBRE VERAS

PI

SOTIPI

17820

KLAUS AFIF YACOUB KLEUSER

RJ

SOTIERJ

16278

LEANDRO BRAZ DE CARVALHO

MG

SOMITI

15503

LEONARDO BRAUER

SP

SOPATI

13746

LILIANE QUEIROZ GUEDES

MG

SOMITI

11612

LÍVIA RIBEIRO FERNANDES

PI

SOTIPI

13742

LUCIANA ROCHA FRANÇA DE ARAÚJO

SP

SOPATI

17619

LUIS FELIPE CICERO MIRANDA

RJ

SOTIERJ

17342

LUIZ CARLOS LEITE

MG

SOMATI

15538

MARCELO AUGUSTO FREITAS ARECO

SP

SOPATI

17638

MARCELO MACIEL DA COSTA

SP

SOPATI

17343

MÁRCIA REGINA MUDENUTI

SP

SOPATI

17476

MARCIO MUSSOLINO QUEIROZ

SP

SOPATI

17933

MARCO ANTONIO DE MATTOS

RJ

SOTIERJ

16940

MARCOS ADRIANO DA ROCHA LESSA

RJ

SOTIERJ

12424

MARIA DE FÁTIMA VIGGIANO ROCHA

MG

SOMITI

17275

MARIANA DE MEDEIROS MATSUSHITA

SP

SOPATI

15893

MAURO SÉRGIO FARIA TEIXEIRA

SP

SOPATI

17146

MAXIMILIANO FREIRE DUTRA

RJ

SOTIERJ

17611

MERY ELEIZI COSTA MARTINS

SP

SOPATI

10411

MIRIAM CADE VIEIRA

ES

SOMITI

TítuloTítuloTítuloTítuloTítulo dedededede EspecialidadeEspecialidadeEspecialidadeEspecialidadeEspecialidade
TítuloTítuloTítuloTítuloTítulo dedededede EspecialidadeEspecialidadeEspecialidadeEspecialidadeEspecialidade

CÓDIGO

NOME

UF

REGIONAL

CÓDIGO

NOME

UF

REGIONAL

17499

MONICA LIGEIRO GONÇALVES

RJ

SOTIERJ

13147

CARLA MARQUES RONDON CAMPOS

MT

SOMATI

11961

MURILO CHIAMOLERA

SP

SOPATI

6847

CARLOS ROBERTO N. DE DEUS NUNES

PI

SOTIPI

15869

NAIRO JOSÉ DE SOUZA JR.

TO

SONORTI

17352

CAROLINA ESPOSITO VIEIRA

RS

SOTIRGS

12878

NIVALDO CORTELA

MT

SOMATI

15302

CINTIA PEREIRA FERREIRA

MG

SOMITI

15184

PABLO MARTIN LLOMPART SACCHI

SP

SOPATI

17230

CINTIA VRANJAC FUNCIA DE AZEREDO

SP

SOPATI

17475

PATRÍCIA SERRANO

SP

SOPATI

16634

CLÁUDIA AGUIAR DE BARROS

RJ

SOTIERJ

17627

PAULA TESCH SABAINI

SP

SOPATI

12522

CLEDINARA RODRIGUES SALAZAR

RS

SOTIRGS

17703

PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA

SP

SOPATI

17659

DANIELA AKASHI

SP

AMIB_AP

10600

PAULO ROBERTO PEDRINI

ES

SOESTI

17543

DANIELE DA SILVA JORDAN VOLPE

SP

SOPATI

17300

PEDRO LUIZ NAGLIS TIBÚRCIO

RJ

SOTIERJ

17787

ERASMO EUSTAQUIO COZAC

GO

SOTIEGO

17737

RAFAEL AUGUSTO SOUZA RANGEL

RJ

SOTIERJ

17937

FABIO JOLY CAMPOS

SP

SOPATI

16269

RAFAEL OLIVE LEITE

RS

SOTIRGS

17835

FABIO ZATTAR GUERIOS

BA

SOTIBA

17428

RAQUEL DUTRA MIRANDA

MG

SOMITI

17736

FERNANDA MORAES DANIEL

RJ

SOTIERJ

14458

RICARDO ALKIMIM TEIXEIRA

SP

SOMITI

17177

FERNANDA ROSTIROLA GUEDES

RS

SOTIRGS

16195

RICARDO REIS SANGA

SP

SOPATI

10179

GUSTAVO ALBERTO ARAÚJO DE PAIVA

SP

SOPATI

5912

ROBERTO MACHADO KLUCK

RS

SOTIRGS

17536

JANDRA CORREA DE LACERDA

RJ

SOTIERJ

17817

ROGERIO DOS REIS VISCONTI

RJ

SOTIERJ

1728

JOSÉ BONIFACIO CARREIRA ALVIM

DF

SOBRAMI

13819

ROSANA DUCATTI SOUZA ALMEIDA

SP

SOPATI

17690

JOSE CARLOS FERNANDES

SP

SOPATI

10110

ROSSANA DALL ORTO ELIAS

MG

SOMITI

7375

JUAN ALBERTO HAQUIN AGUILAR

SP

SOPATI

13584

RUTH GUIMARÃES DE ALMEIDA SUSIN

RS

SOTIRGS

1114

JUAN CARLOS USTARIZ GOMES

SP

SOPATI

13382

SAULO MAIA DAVILLA MELO

SE

SOTISE

17669

JULIANA DUARTE DINIZ

SP

SOPATI

17317

SEBASTIÃO DOS SANTOS SOUSA JUNIOR

MA

SOTIMA

17936

KARYNA SANTOS FERREIRA LEITE

sp

SOPATI

17224

SEBASTIÃO SIQUEIRA DE CARVALHO JÚNIOR

RJ

SOTIERJ

17388

LARISSA DEMJANCZUK PEREIRA

RS

SOTIRGS

8508

SERAFIM GOMES DE SÁ JR.

RJ

SOTIERJ

17363

LEANDRO TURRA OLIVEIRA

RS

SOTIRGS

17226

SÉRGIO DE AZEVEDO NAVES

MG

SOMITI

17456

LELMA CRISTINA DE CASTRO

SP

SOPATI

15694

SÉRGIO LAGES MURTA

MG

SOMITI

17739

LISIANE DALLE MULLE

RS

SOTIRGS

17321

SERGIO MAURICIO BUENO URBINI JUNIOR

SP

SOPATI

17382

MALBA INAJÁ ZANELLA

RS

SOTIRGS

10603

SÉRGIO WERNER BAUMEL

ES

SOESTI

17639

MALENA TEREZA GIORGETTA REGIS

SP

SOPATI

6090

SILVANA LUIZA REZENDE BRANDÃO

ES

SOESTI

17186

MARCIA XAVIER OLIVEIRA CASTRO ALVARENGA

MG

SOMITI

16211

SILVIA ANGÉLICA OVANDO DURAN

SP

SOPATI

16673

MARCIONEI RANK

SC

SOCATI

17822

SILVIA PRADO MINHOTO TEIXEIRA

SP

SOTIPA

10101

MARIA APARECIDA OLIVEIRA E SILVA

MG

SOMITI

16924

SIMONE TASQUETO BOLZAN

RS

SOTIRGS

17544

MARIA HELENA DITTRICH

PR

AMIPA

12299

SUELAINE ASSUMPÇÃO CÔRTES

RJ

SOTIERJ

17596

MARIA LIEGE BAZANELLA DE OLIVEIRA

RS

SOTIRGS

15879

TALEL SALLE

SP

SOPATI

13788

MARIA REGINA PINTO KOMKA

TO

SONORTI

9187

TÂNIA REGINA FONSECA PAIXÃO

BA

SOTIBA

10139

MARINA WEY

SP

SOPATI

17446

TATIANA HELENA RECH

RS

SOTIRGS

3959

MARTA MARIA OSORIO ALVES

RS

SOTIRGS

16305

THALES DELMONDES GALVÃO

BA

SOTIBA

17403

MICHELINE SOUILLJEE

RS

SOTIRGS

13311

VALÉRIA LIMA DA CRUZ

SP

SOPATI

17695

MIRIAM RIKA TAGUCHI

SP

SOPATI

17131

VALÉRIA MACHADO DE OLIVEIRA

MG

SOMITI

13059

MIRIAN YUKIKO CHIGUTTI

SP

SOPATI

15976

VILTO MICHELS JUNIOR

SP

SOPATI

14236

NEYDE MARIA BRITO DE MEDEIROS

AM

SONORTI

16543

VIVIANE BORGES PASSOS MINEIRO

BA

SOTIBA

12000

ORLEI RIBEIRO DE ARAUJO

SP

SOPATI

12904

WILSON JOSÉ LOVATO

SP

SOPATI

17650

PATRICIA DE OLIVEIRA COSTA

RJ

SOTIERJ

15079

WILSON PAULO DOS SANTOS

PR

SOTIPA

4032

PLINIO LEONEL JAKIMIV

SC

SOTIPA

16423

WLADIMIR FIGUEIRÓ CUNHA

RJ

SOTIERJ

13888

RONALDO ARKADER

SP

SOPATI

16551

YONARA RIVELLE NEVES DAVID

SP

SOPATI

14210

SANDRA MARA EVANGELISTI FARAH

SP

SOPATI

LISTAGEM DE CERTIFICAÇÃO DE PROVA PEDIATRIA

17791

SANDRA QUINTELA DE ALMEIDA

DF

SOBRAMI

17316

SANDRO LUIS ULIANO DA SILVA

SC

AMIB_AP

CÓDIGO

NOME

UF

REGIONAL

10362

SÉRGIO LUCIANO PINTO

SP

SOPATI

14102

ADRIANA BECKER

RS

SOTIRGS

17415

SIDNEY CUNHA DA SILVA

DF

SOBRAMI

17228

ADRIANA LEMES RESENDE

MG

SOMITI

16762

SILVANA PIAZZA FURLAN

RS

SOTIRGS

17633

ADRIANA TEIXEIRA RODRIGUES

MG

AMIB_AP

12278

SILVIA REGINA DE OLIVEIRA MACHADO

SP

SOPATI

17700

ALEXANDRE FUNCIA DE AZEREDO SILVA

SP

SOPATI

17663

SUELI MARQUES PAIVA BULLE OLIVEIRA

SP

SOPATI

17319

ALINE MALLMANN COUTO

RS

SOTIRGS

12315

TÂNIA HELENA GARRIDO DE ESPINOZA

SP

SOPATI

16632

ANA LUCIA GRANADO JABALI

SP

SOPATI

17932

TATIANA DA SILVA SCHEID

RS

SOTIRGS

17623

ANA PAULA SCARDOVELLI

SP

SOPATI

17834

ANDREA DE OLIVEIRA ENDLER

PR

AMIB_AP

LISTAGEM DE CERTIFICAÇÃO DE PROVA PROFICIÊNCIA

15248

ANDREIA WATANABE

SP

SOPATI

15866

ANTÔNIA CARLOS MAGALHÃES

MT

SOMATI

CÓDIGO

NOME

UF

REGIONAL

17586

ANTONIO RODRIGUES DE SOUZA

MG

SOMITI

12918

EDVALDO FAHEL

BA

SOTIBA

17320

ARISTÓTELES DE ALMEIDA PIRES

RS

SOTIRGS

14060

AYLTON CHEROTO

ES

SOESTI

17651

ARNO NORBERTO WARTH

SP

SOPATI

8711

JOSÉ MARIA CORREIA LIMA E SILVA

PI

SOTIPI

16690

BEATRIZ CORRÊA SAMPAIO LEGER

SP

SOPATI

17277

JOSE RIGOBERTO MENDES VIRGINIO

SP

SOPATI

ArtigoArtigoArtigoArtigoArtigo
ArtigoArtigoArtigoArtigoArtigo

A escolha de Sofia

Por Paulo R. Antonacci Carvalho (*)

de, na maioria das vezes acaba sur- preendendo o intensivista de plan- tão. Para ele, todos os pacientes são iguais, têm os mesmos direitos, e, portanto, devem receber igualmen- te o tratamento intensivo necessário. Para o gestor ou provedor dos servi- ços de saúde, ainda que o acesso à saúde seja universal, os recursos são limitados e não estão disponíveis de modo igualitário para todos os paci- entes que procuram o sistema. É a “síndrome do cobertor curto” Entra nessa discussão a questão ética aplicada à alocação de recur- sos escassos. E a Ética, considera- da o estudo da justificativa das ações, busca identificar o que é cor- reto ou incorreto, adequado ou ina- dequado, justo ou injusto, analisan- do cada situação em particular. A abrangência das decisões pode ser por macroalocação, quando não se refere a uma pessoa em particular, mas a todo um grupo de indivíduos, ou por microalocação, quando se refere a um paciente ou uma situa- ção específica, como no cenário descrito acima. E os critérios mais comumente utilizados tanto para a macroalocação quanto para a microalocação de recursos são a necessidade, o merecimento, a efetividade ou o sucesso provável, ou mesmo a ordem de chegada (1) . Pela necessidade, os recursos deveriam ser priorizados aos que estão em estado de saúde mais gra- ve, mesmo sabendo que os custos serão altos e os efeitos da interven- ção médica terão pouca repercus- são (1). Na situação descrita, am- bos os pacientes estão em situação de igual gravidade, ambos necessi- tam dos cuidados de UTI, e em am-

gravidade, ambos necessi- tam dos cuidados de UTI, e em am- lantão tranqüilo, apenas uma vaga

lantão tranqüilo, apenas uma vaga na UTI. Às 02:15h, o plantonista da internação pediátrica vem à UTI com pedido de vaga para lactente com insuficiência respiratória, possivel- mente por bronquiolite viral aguda, que está deteriorando rapidamente. No mesmo instante, toca o telefone da UTI com solicitação de leito para criança aidética em choque, e que não respondeu à terapia de reposi- ção volumétrica no setor de emer- gência do hospital”

# Qual dos dois pacientes tem mais direito à única vaga da UTI?

# Quem toma a decisão?

# A decisão deve ser baseada em quais critérios?

Ainda que provocada uma situ- ação de simultaneidade no exem- plo acima, infelizmente, esse cená- rio não é incomum nas UTIs do nos- so país. Frequentemente, estamos frente a esse tipo de impasse ou de escolha em nossa prática diária nas UTIs. Um leito apenas, dois pacien- tes com critérios indiscutíveis de admissão em UTI, e o médico plan- tonista tendo que decidir a quem atender, sabendo que um deles es- tará sendo sacrificado. É o típico conflito entre a microalocação e a macroalocação de recursos escas- sos, especialmente nas instituições públicas de assistência à saúde. Embora esse tipo de dilema não devesse ser resolvido ou decidido pelo médico de plantão na UTI, pois se trata de um problema do gestor ou do provedor de serviços de saú-

bos os efeitos da intervenção médi- ca terão repercussão positiva. Pelo merecimento, os recursos escassos deveriam ser alocados para aqueles pacientes que mere- çam recebê-los, com base em ações, registros e eventos que já ocorreram (1). Na situação descri- ta, o paciente aidético em choque

já tem um passado mórbido, estan-

do, portanto, mais suscetível a com- plicações ou a um desfecho desfa- vorável, se não atendido conveni- entemente. Pela efetividade, os recursos es- cassos deveriam ser alocados para

aqueles pacientes que possam fa- zer o melhor uso para si ou para os outros, o que se expressa pela re- dução de custos sociais, retorno à produtividade ou melhor qualidade de vida (1). Na situação descrita,

em tese, o paciente com bronquio- lite viral aguda e insuficiência res- piratória, uma vez atendido na UTI, demandaria um menor custo social

e teria uma melhor qualidade de

vida à médio ou longo prazo, com-

parado ao paciente aidético. Pelo sucesso provável, a priori- zação dos recursos é estabelecida, preferencialmente com base em dados estatísticos oriundos da expe- riência da própria equipe de saúde, ou da literatura científica, na pro- babilidade que cada indivíduo em particular (microalocação) ou um grupo de indivíduos (macroalo- cação) tem em se beneficiar do re- curso que está sendo disputado (1). Na situação descrita, aplicar-se-ia

a mesma justificativa descrita no

item anterior. Ainda que não se aplique ao exemplo citado, nos casos em que

ArtigoArtigoArtigoArtigoArtigo
ArtigoArtigoArtigoArtigoArtigo

a tomada de decisão pressupõe al-

gum tempo para discussão, deveria ser chamada uma terceira parte para mediar o conflito (por exem-

plo, um Comitê de Bioética), que obviamente o faria no melhor inte- resse dos pacientes, mas, de novo, colocando o médico em condição de impotência frente à situação apresentada. E. Cahn, professor de Filosofia do Direito na New York University (EUA), propõe que se nem todas as pessoas que necessitam de trata- mento podem ter acesso a ele, a nenhuma delas deveria ser possi- bilitado o mesmo. Utiliza o argu- mento de que ninguém pode sal- var-se à custa da vida dos outros. Este critério é denominado como igualdade de acesso real (2) . Em nossa prática, seria impensável ou moralmente inaceitável agir dessa forma, ainda que hipoteticamente fosse a tomada de decisão “mais justa”, negando aos dois pacientes

o recurso da UTI.

J. Childress, professor de Bio- ética da Virginia University e do Kennedy Institute of Ethics / Geogetown University (EUA), afir- ma que a melhor forma de atingir- se a igualdade é através da aleatorização das escolhas, seja através de sorteios, seja através de filas de espera. Este tipo de solu- ção, segundo o autor, preserva a relação médico-paciente, pois o critério de seleção é estabelecido fora deste contexto. Esta posição caracteriza a igualdade de acesso provável (3) . Voltando ao cenário apresenta- do no início da discussão, embora a maioria de nós quisesse ter uma solução pronta e justa para todas as partes envolvidas, não temos uma receita para todos os casos se- melhantes a esse. Sempre haverá um dilema, sempre haverá uma “escolha de sofia”. A verdade é que, ainda que a decisão tenha que ser tomada rapidamente, o médi- co de plantão sempre deverá levar

em consideração todas as refle- xões apresentadas. Na medida do possível, terá que dividir com os co- legas de plantão a tomada de de- cisão, com base em critérios éticos e morais claramente expressos, e, acima de tudo, levando em consi- deração o respeito à dignidade de cada paciente.

Referências bibliográficas (1) Goldim JR. Ética aplicada à alocação de recursos escassos. Nú- cleo Interinstitucional de Bioética. Hospital de Clínicas de Porto Alegre / Universidade Federal do Rio Gran- de do Sul, Porto Alegre, Brasil, 1998. Disponível em: http://www.ufrgs.br/ HCPA/gppg.aloca.htm (2) Childress JF. Who shall live when not all can live ? In: Edwards RB, Graber GC. Bioethics. Chicago:

Harcourt, 1988. (3) Childress JH. Priorities in the allocations of health care resources. In: Edwards Rb, Graber GC. Bioethics. Chicago: Harcourt, 1988.

RegionaisRegionaisRegionaisRegionaisRegionais
RegionaisRegionaisRegionaisRegionaisRegionais

SOTIERJ

A Sociedade de Terapia Intensiva do Rio de Janeiro, através de sua Câmara Técnica no CRM, realizou no último dia 14/9/2002, no auditório do CREMERJ, um encontro sobre Úlceras de Pressão: É possível Preve- nir? Este tema foi motivado pelos freqüentes processos médicos encaminhados para análise na Câmara Téc- nica de familiares de pacientes que adquirem lesões durante a hospitalização e na UTI. O Fórum reuniu aproximadamente 200 profissionais da saúde (médicos

e enfermeiros). Foram feitas apresentações científicas

(fisiopatologia, complicações, manuseio, novos produ- tos) e amplamente discutidas as questões éticas, res- ponsabilidades legais e aspectos relacionados ao me- lhor esclarecimento da população sobre os riscos de se adquirir as lesões. A partir desta reunião deverá sair uma Recomendação da sociedade ao CRM, que esta- remos disponibilizando no site da AMIB e da SOTIERJ.

Rosane Goldwasser

Membro da Diretoria da SOTIERJ

IX JORNADA PARANAENSE DE MEDICINA INTENSIVA

II JORNADA PARANAENSE DE MEDICINA DE EMERGÊNCIA ´SOBRAMEDE - PR

IV JORNADA PARANAENSE DE MEDICINA INTENSIVA PEDIÁTRICA

IV JORNADA PARANAENSE DE FISIOTERAPIA EM UTI

II JORNADA PARANAENSE DE PSICOLOGIA EM UTI

CURITBA, 07 A 09 DE NOVEMBRO DE 2002

LOCAL: ASSOCIAÇÃO MÉDICA DO PARANÁ

INFORMAÇÕES: SOTIPA ( 41 ) 343-8842

www.sotipa.com.br • e-mail: sotipa@onda.com.br

ComissãoComissãoComissãoComissãoComissão dedededede CursosCursosCursosCursosCursos eeeee
ComissãoComissãoComissãoComissãoComissão dedededede CursosCursosCursosCursosCursos eeeee EventosEventosEventosEventosEventos

Educando, Prevenindo e Humanizando

Editorial do Jornal do CREMERJ de agosto, onde foi enfatizado Terapia Intensiva através de vários

Editorial do Jornal do CREMERJ de agosto, onde foi enfatizado

Terapia Intensiva através de vários cursos de imersão como o FCCS – básico para o

AMIB realizou 101 cursos FCCS em

vários estados do Brasil e treinou 2431 profissionais médicos, enfermeiros e fi- sioterapeutas com aprovação de 76,6%

a

e

valorizado o ATO MÉDICO,

início do tratamento do paciente grave e

e

o FÓRUM DE RESPONSABI-

com aspectos multidisciplinares, O TENUTI – sobre aspectos da terapia nutricional do paciente grave com con- centração em profissionais médicos, en-

LIDADES CIVIL e PENAL DO MÉDICO de 12 e 13 de setembro de 2002, aborda-

ram na sua amplitude o aspecto do direi-

e

realizou, de janeiro de 2001 a julho

de 2002, 15 cursos TENUTI em 15 cida- des, treinando 380 profissionais médi- cos, nutricionistas, enfermeiros e farma- cêuticos, com 83,7% de aprovação. Para desenvolver este programa de treinamento a AMIB conta com o apoio das Sociedades Regionais filiadas e re- presentativas, dos hospitais e diretores de serviços, que também têm responsabili- dades na qualificação e na educação con- tinuada da equipe transdisciplinar que as- siste ao paciente grave. Estamos melhorando as Terapias In- tensivas e a assistência ao paciente gra- ve no Brasil.

Cid Marcos David

to

do paciente à boa assistência em todas

fermeiros, nutricionistas e farmacêuticos,

as circunstâncias pelo médico e a estru- tura de saúde, enfocando os direitos e deveres e também as suas responsabili-

dades éticas e penais. Estes fatos indicam

o

HUMANIZAÇÃO – que tem por objeti-

vo valorizar os aspectos tão importantes do relacionamento e tratamento do paci- ente, da família e da equipe de saúde, e que são muitas vezes esquecidos ou ina- dequadamente considerados e o CITIN – onde é abordado o neurointensivismo. A

AMIB está criando o Curso de Monitoriza- ção Hemodinâmica que deverá estar pron-

a

necessidade cada vez maior do treina-

mento e da educação continuada. Na Terapia Intensiva o aspecto é ain- da mais amplo porque várias atividades são TRANSDISCIPLINARES, obrigando que as equipes assistenciais se imbriquem

to

para sua aplicação já no início de 2003,

nas diversas atividades num todo e te- nham elevado nível técnico, teórico e prático, e com alto valor humano. A AMIB está plenamente envolvida neste contexto e vem procurando desen- volver os profissionais que trabalham na

e

o Curso de Ventilação Mecânica, nas

versões Adulto e Pediátrico, para o próxi- mo semestre. Os cursos FCCS e TENUTI serão obrigatórios para os especializandos- AMIB a partir de 2004 (inclusive). De janeiro de 2000 a julho de 2002

 

Coordenador de Cursos e Eventos da AMIB

CalendárioCalendárioCalendárioCalendárioCalendário FCCSFCCSFCCSFCCSFCCS
CalendárioCalendárioCalendárioCalendárioCalendário FCCSFCCSFCCSFCCSFCCS

DATA: SÁB. e DOM.

ORGANIZADOR

ESTADO

TELEFONES / CONTATO

12

e 13 outubro

Fis. Lorena

Goiânia/GO

(62) 9611-1675

12

e 13 outubro

Dr. George Castro

São Luis/MA

(98) 3082-8335 ou (98) 231-3088 c/ Graça

19

e 20 outubro

Dr. Edwin Koterba

Taubaté/SP

(11) 9221-7099 ou (11) 3675-1307 UTI koterba@uol.com.br e edwin.koterba@amib.com.br

19

e 20 outubro

Dra. Cíntia

Londrina/PR

(43) 371-2359 c/ Rosi rosi@ccs.br

26

e 27 outubro

Dr. Liborina Unimed

Campo Grande/MT

(67) 389-2400 c/Cleusa

26

e 27 outubro

Dr. Juang/Dr. Jose R. Fioretto

Botucatu/SP

(14) 6802-6274 ou (14) 9775-2872 c/ Adriana fioretto@fmb.unesp.br

02

e 03 novembro

Dr. Tânia Saldanha

Manaus/AM

(92) 657-0350 ou (92)657-0360 c/ Nívea

02

e 03 novembro

Dr. Alberto Barros

Recife/PE

(81) 3426-2230/99699-4310 albarros@uol.com.br

09

e 10 novembro

Dr. Paulo Antoniazzi

Ribeirão Preto/SP

(16) 9991-3630 antoniazzi@netsite.com.br

09

e 10 novembro

Dr. Edwin Koterba

São Paulo/SP

(11) 9221-7099 ou (11) 3675-1307 UTI koterba@uol.com.br e edwin.koterba@amib.com.br

23

e 24 novembro

Dr. Luiz Antônio Factore

São Paulo/SP

(11) 3069-7197 c/ Kelly Cristina T. Gouvêa

23

e 24 novembro

Dra. Mirella C. Oliveira

Curitiba/PR

(41) 362-6633 c/ Mary

30

de nov. e 1º dez.

Dr. José Tasca

Poços de Caldas/MG

(35) 3722-1802 ou (35) 9987-1260

30

de nov. e 1º dez.

Dra. Angelisi Vintin

Sarandi/PR

(44) 264-4466/288-2105 ou (44) 9973-8702

06

e 07 dezembro

Dr. Juang Horng Jyh

Santo André/SP

(11) 9988-4360

07

e 08 dezembro

Dr. André Guanaes

Salvador/BA

(71) 380-86621

14

e 15 dezembro

Dr. Juarez Barbisan

Porto Alegre/RS

(51) 3217-3842

CalendárioCalendárioCalendárioCalendárioCalendário TENUTITENUTITENUTITENUTITENUTI
CalendárioCalendárioCalendárioCalendárioCalendário TENUTITENUTITENUTITENUTITENUTI

DATA: SÁB. e DOM.

ORGANIZADOR

ESTADO

TELEFONES / CONTATO

09

e 10 novembro

Nut. Lucia Leite

Natal/RN

(84) 212-2333 ou (84) 982-5507

 

ludl10@hotmail.com

23

e 24 novembro

Dr. Eduardo Juan Troster

São Paulo/SP

(11) 9931-4106

 

troster@uol.com.br

30

de nov. e 1º dez

Dr. Helio Anjos Ortiz

Curitibanos/PR

(49) 241-1033 c/ Silvia

07

e 08 dezembro

Dra. Liborina (Unimed)

Campo Grande/MS

(67) 389-2400 c/ Cleusa

14

e 15 dezembro

Dra. Yuzeth Nóbrega

João Pessoa/PB

(83) 9332-9311 ou (83) 241-4141 ramal:116 yuzeth@zaitek.com.br