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O que é (ou representa) uma ação

Suponha que você e seus amigos pretendam fazer um investimento para criar um site na Internet voltado para
o mercado financeiro denominado Aplicar.com e, para tal, desejem criar uma empresa. O valor do
investimento a ser efetuado será o capital social da empresa.

Mas, como cada um dos amigos deseja investir valores diferentes resolveu-se dividir o capital por um número
determinado de unidades iguais. Assim, cada um dos investidores terá um número determinado de unidades,
representativas da proporção do seu investimento.

Supondo que o investimento inicial seja de R$100.000,00 dividido em 100 partes iguais, podemos dizer, então,
que cada uma das 100 ações desta empresa vale R$1.000,00, ou que o capital social desta empresa está
*
representado por 100 ações no valor de R$1.000,00 cada uma. Assim, temos:

Capital social: R$100,00


1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
1 1 1 1 1 1 1 1 1
O quadrado externo (o todo, a linha mais espessa), ao lado,
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 representa a 100% do capital social da empresa, dividido em 100
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 partes (ações) no valor de R$1.000,00 cada.
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Cada quadrado interno representa 1/100% do capital social, no
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 caso representado por uma ação no valor de R$1.000,00.
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1

Uma vez criada a empresa, vamos supor que tenham sido atendidos junto aos órgãos competentes
todos os requisitos para que a ela possa, a partir de agora, ter as suas ações negociadas em bolsa.

A partir deste momento, deparamo-nos com o problema que todo e qualquer investidor tem, ou seja,
avaliar de algum modo se o preço destas ações, agora cotadas em bolsa, está caro ou barato, se vai
permanecer onde está, se vai subir ou se vai cair.
Existem várias maneiras de fazer esta análise, mais duas possuem mais seguidores: a análise
técnica e a análise fundamentalista.

Embora ambas tentem resolver o mesmo problema da direção do preço, elas diferem na sua forma
de avaliação. A escola fundamentalista estuda as causas do movimento do preço, enquanto a escola
técnica estuda os efeitos. O analista técnico argumenta que os efeitos são tudo que ele quer ou
necessita saber e que as razões pelas quais os preços se movimentam são desnecessárias. O
analista fundamentalista, por outro lado, sempre tem de saber o porquê. A escola fundamentalista
trabalha com dados provenientes do estudo econômico-financeiro da empresa dentro do cenário
micro e macro econômico, eventualmente, associado ao cenário internacional, enquanto a escola
técnica trabalha com dados disponibilizados pela movimentação dos preços e volumes, bem como,
indicadores matemático-estatístico a eles relacionados.

*
Maiores esclarecimentos poderão ser obtidos no site do Investshop trilhando o seguinte percurso: página principal/eu
quero acessar a área de aprendizado/curso virtual/introdução ao mercado financeiro/em primeiros passos: acessar o ícone do
( $ ) - clicar em 3 – ações.
2
Introdução

Adepto da análise técnica como instrumento para tomadas de decisões nas operações de compra e
venda dos diversos ativos negociados nas bolsas de valores, em 1996 lancei o livro “Análise Técnica:
Teorias, Ferramentas e Estratégias”. Minha intenção foi a de preencher uma lacuna no mercado
editorial brasileiro e colocar, ao alcance do leitor, uma visão abrangente de algumas das várias,
teorias da escola técnica, bem como mostrar sua enorme utilidade.

Ao escrevê-lo, procurei fazer uma obra didática acessível a qualquer pessoa disposta a encará-lo
como um livro de estudos, imaginando que, para absorver seu conteúdo, seriam necessárias muitas
horas de trabalho combinado de leitura, papel, lápis, régua e borracha e releitura. Em vias de lançar a
segunda edição, percebi, ao longo destes anos, graças ao advento da Internet como um meio de
comunicação rápida e barata, que meu intento foi praticamente atingido. Um ou outro conceito básico
que aos meus olhos parecia fácil de ser assimilados pelo leigo, mostrou-se, na prática, um pouco
complexo. Felizmente, como disse, a Internet gerou o elo de comunicação para que, aqueles poucos
que ficaram com algumas dúvidas diante do texto, pudessem esclarecê-las.

Há um ano e meio atrás, com a Internet começando a se disseminar pelo Brasil, organizei uma
revista eletrônica (arquivo enviado pelo correio eletrônico) integrada com cursos de análise técnica.
De fato, pensei na revista como sendo o complemento dinâmico do curso, uma oportunidade de
mostrar, num cenário real e quase ao vivo, as aplicações práticas das teorias, ferramentas e
estratégias ali apresentadas. Foi uma experiência pioneira que persiste até hoje e que agora, graças
à nossa integração com a Investshop, certamente se ampliará, pois, além do curso e da revista, serão
promovidos chats complementares para esclarecimento de eventuais dúvidas dos cursos, chats de
avaliação do mercado, palestras ao vivo, enfim, tudo o que for necessário e estiver ao nosso alcance
para prepará-lo para um confronto vitorioso contra este adversário astuto e enganador: o mercado.

Nossa intenção, nesta experiência inicial, é a de lhe oferecer um curso que começa dos conceitos
técnicos elementares e termina com a conquista do conhecimento teórico e prático de uma
metodologia operacional. Ainda que, no futuro, possa vir a discordar desta metodologia, garanto que
só o fará porque, no decorrer deste curso, terá adquirido conhecimento suficiente para permitir a
opção por novos caminhos.

O que é análise técnica?


Análise técnica, de uma maneira simples, é uma abordagem que permite ao seu praticante avaliar
qual o melhor momento (timing) para se iniciar e encerrar uma operação de compra ou de venda de
um ativo financeiro ou quando ficar fora do mercado. Para tanto, utiliza gráficos e teorias formuladas
sobre sua dinâmica e, mais recentemente, estudos matemáticos -estatísticos complementares que
conhecerão ao longo deste e de outros cursos que aqui serão ministrados.

As primeiras teorias e métodos operacionais surgiram no início do século XX1. Pesquisando,


encontrei que, em 1901, durante a fusão da U.S.Steel, um dos seus diretores James R. Keene
utilizava a técnica dos gráficos Ponto-Figura intensamente. Posteriormente, alguns “scalpers”
(operadores de pregão) passaram a utilizá-la nas suas operações day-trade (intra dia) e a prática do
mercado acabou convertendo-a numa teoria de uso comum, não se sabendo ao certo quem foi o seu
criador.

1
Cabe registrar, porém, que o método técnico mais antigo que se tem registro para analisar preços data da segunda metade
do século XVIII. Trata-se do Candelabro Japonês. Entretanto, esta técnica só se popularizou no ocidente a partir da década
de 90.
3
Na mesma época, Charles H. Dow, proprietário de um serviço de informações voltado para o
mercado financeiro - Dow-Jones Financial News - e a quem é creditada a invenção dos índices no
mercado de ações, em artigos escritos para o Wall Street Journal definiu os conceitos básicos do
viria a se tornar uma teoria. Após sua morte em 1902, seu sucessor na editoria do jornal, William P.
Hamilton, continuou escrevendo nos 27 anos seguintes novos editoriais e dando forma àquilo que
hoje é mundialmente conhecido como “A Teoria de Dow”, na minha opinião a essência da análise
técnica e por onde começaremos. Mas, antes, será preciso que conheça algumas noções básicas
para melhor entendimento de suas regras e conceitos.

Noções básicas

1) A BARRA DE PREÇOS:

Uma barra de preços, simbolizada por uma barra vertical, é o


registro pictográfico (o traçado) de um dia de atividade do preço
(um pregão) de um ativo financeiro (podem ser índices, ações ou
mercadorias agro-pecuárias/financeiras), onde cada preço é um
consenso momentâneo de valor de todos os participantes do
mercado, expresso em movimento.

Cada barra de preço fornece alguns pedaços de informação sobre


o equilíbrio de forças entre compradores e vendedores. Não saber
interpretá-la é como tentar ler desconhecendo o alfabeto. Na
barra vertical, através de um traço (tique) horizontal à sua esquerda está representado o nível de
preço do primeiro negócio do dia, a abertura. O último negócio do dia, o fechamento, é
representado por um tique horizontal à sua direita. As extremidades superior e inferior representam
respectivamente a máxima e a mínima atingidas neste dia.

O preço de abertura de uma barra reflete a opinião de valor dos leigos. Depois de ler o jornal da
manhã e dar alguns telefonemas, ligam para seus assessores passando-lhes ordens para serem
executadas na abertura do pregão.

O preço de fechamento de uma barra tende a refletir a atividade dos investidores profissionais. Eles
observam o mercado durante o dia, respondem às mudanças e tornam-se bastante ativos
especialmente no final do pregão, próximo do fechamento.

A máxima de cada barra representa a força máxima dos compradores naquele dia, isto é, o limite até
onde suas compras empurraram o preço para cima até esbarrarem na resistência oferecida pelos
vendedores.

A mínima de cada barra representa a força máxima dos vendedores naquele dia, isto é, o limite até
onde suas vendas empurraram o preço para baixo até esbarrarem no suporte oferecido pelos
compradores.

A distância entre a máxima e a mínima de qualquer barra revela a intensidade do conflito entre
compradores e vendedores. Uma barra de tamanho médio define um mercado relativamente
tranqüilo. Uma barra que é apenas metade da de tamanho médio revela um mercado sonolento e
desinteressado. Uma barra que é o dobro da média mostra um mercado em ebulição, onde
compradores e vendedores batalham em todos os momentos.

Para que possa entender melhor ainda o significado de uma barra, de como se processa a luta entre
compradores e vendedores ao longo de um dia de pregão, vou dissecá-la, criando um
desdobramento hipotético. Imagine, agora, que o pregão fosse dividido em 18 períodos de 15 minutos

4
com intervalos de 1 minuto entre eles e que cada barra de 15 minutos fosse construída de maneira
idêntica à barra diária, com o valor da abertura, o valor da máxima, o valor da mínima e o valor do
fechamento. No final do dia, utilizando dois eixos perpendiculares (o horizontal representando uma
escala de tempo e o vertical de valor), é possível verificar, através da movimentação das barras de 15
minutos, como foi o pregão daquele dia.

No exemplo acima, na primeira barra de 15 minutos, a abertura (o primeiro negócio concretizado) foi
a R$4,20. Depois, o preço cedeu ligeiramente até R$4,00 (registrando a mínima desta barra), subiu
até 9,20 (registrando a máxima desta barra) e cedeu fechando (o último negócio executado desta
barra) a 7,40.

Na barra seguinte, o primeiro negócio (abertura) foi feito a 7,40. Em seguida o preço subiu
ligeiramente atingindo a máxima de 7,50, de onde começou a declinar até chegar a uma mínima de
4,50 e fechar com uma ligeira melhora a 5,20.

Na terceira barra, o primeiro negócio (abertura) foi fechado a 6,10. Coincidentemente, em função de o
primeiro negócio ter sido executado no valor máximo desta barra, o preço da máxima ficou sendo
igual ao da abertura. No restante do período, o preço foi cedendo gradualmente até o último negócio
realizado a 3,20. Como o valor do último negócio foi feito no preço mais baixo da barra, a mínima e o
fechamento ficaram com os mesmos valores.

Com base no que foi visto, proponho um teste de assimilação: Quais são os valores (aproximados) de
abertura, máxima, mínima e fechamento das ÚLTIMAS 14 barras? Na próxima página encontrará
uma tabela pronta para fazer o exercício.

5
B5 B6 B7 B8 B9 B10 B11 B12 B13 B14 B15 B16 B17 B18
Abe
Máx
Mín
Fech

A combinaç ão destas idas e vindas das barras de periodicidade de 15 minutos, que abrangem um dia
inteiro de negociações (um pregão), forma uma única barra de periodicidade diária. No diagrama da
página anterior está representada pela barra em negrito, a última e a maior de todas. Ela incorpora o
preço do primeiro negócio do dia (abertura), a maior máxima e a menor mínima registradas dentro do
dia e o último negócio do dia (fechamento). Você será capaz de fornecer os valores desta barra com
o que foi exposto até agora?

Abertura ____ Máxima ____ Mínima ____ Fechamento ____

Como pode observar, apesar de não detalhar todas as oscilações do mercado naquele dia, o que
vimos através das barras de 15 minutos revela uma boa parte do todo. Neste dia, os compradores
venceram a batalha.

Ao longo deste curso e das revistas, freqüentemente você lerá textos com referências a gráficos
intradia, diários, semanais e mensais. São assim designados em função da periodicidade (freqüência)
da barra.

Num gráfico semanal, uma única barra tem o mesmo padrão de combinação do exemplo que vimos
com as barras de 15 minutos formando uma única barra diária. Só que, em vez de reunirmos a
abertura, a máxima, a mínima e o fechamento de 18 barras de 15 minutos, combinamos os mesmos
valores das barras diárias que se formaram durante a semana (5 barras numa semana sem feriado.
Se tivermos um feriado na semana, a barra semanal assume o valor combinado das quatro restantes.
Se a semana tiver apenas 1 dia útil, as barras diária e semanal serão iguais).

Num gráfico mensal, uma única barra representa a combinação dos valores de abertura, máxima,
mínima e fechamento das barras diárias que se formaram dentro daquele mês. E, assim por diante.

2) SUPORTES E RESISTÊNCIAS

Agora que já sabe como se constrói e o que representa uma barra de preços, vamos examinar dois
conceitos básicos na análise dos gráficos: Suporte e Resistência. Antes, porém, é preciso que
conheça o significado de ponto de retorno, topo e fundo

Ponto de retorno é todo local onde ocorre uma inversão na direção prévia de uma seqüência de
barras de preços, conforme exemplo abaixo:

TOPO
PONTO DE RETORNO
Fig. 1
Fig. 2

PONTO DE RETORNO
FUNDO

Topo é o nível de preço mais alto atingido por uma sucessão de duas ou mais barras de preço antes
da ocorrência de um ponto de inversão, conforme exemplo da figura 1, acima.

6
Fundo é o nível de preço mais baixo atingido por uma sucessão de duas ou mais barras de preço
antes da ocorrência de um ponto de inversão, conforme exemplo da figura 2, da página anterior.

Diante do exposto acima, posso afirmar que:

a) Suportes são níveis de preços onde as compras feitas pelos investidores são fortes o
suficiente para interromper durante algum tempo e, possivelmente, reverter um processo de
queda, gerando um ponto de retorno;

b) Resistências são níveis de preços onde as vendas feitas pelos investidores são fortes o
suficiente para interromper durante algum tempo e, possivelmente, reverter um processo de
subida, gerando um ponto de retorno.

Assim, topos são zonas de resistência e fundos são zonas de suporte. Uma vez definida uma
região de suporte ou resistência, seus papéis podem-se alternar, isto é, uma região de resistência
recente, uma vez rompida para cima pode transformar-se numa área de suporte e um suporte
recente, uma vez rompido para baixo, transformar-se numa área de resistência, conforme ilustra o
diagrama abaixo:

O que leva à interrupção de uma seqüência de barras ascendentes/descendentes? Existem suporte e


resistência porque as pessoas têm memória. Nossa memória nos induz a comprar e a vender a
certos níveis. As compras e as vendas, por parte do universo de investidores, criam suporte e
resistência. Se os investidores se lembram que recentemente os preços pararam de cair e, a partir
daí subiram até um certo nível, provavelmente uma volta a esses níveis os induzirão a comprar
novamente. Se os investidores se lembram que uma subida recente reverteu, após atingir um certo
topo, tenderão a vender quando os preços voltarem a esse nível novamente. Geralmente, este tipo de
comportamento acaba criando regiões onde os preços ficam -se alternando do suporte para a
resistência e vice-versa, sem assumir uma direção. Nestes casos, os níveis de suporte e resistência
ficam fáceis de serem vistos e a formação recebe o nome de congestão.

3) A FORÇA DOS SUPORTES E RESISTÊNCIAS

A força de cada área de suporte ou resistência está baseada em três fatores: no seu comprimento, na
sua altura e no volume negociado durante sua formação. Assim, temos:

1. Quanto mais longa uma área de suporte ou resistência - sua duração no tempo ou o número
de vezes que foi atingida - mais forte ela é.

Uma área de congestão de uma ou duas semanas fornece apenas um mínimo de suporte ou
resistência. Já uma área de dois meses dá às pessoas tempo de usá-la criando suportes e

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resistências intermediárias, enquanto uma área de congestão de dois anos é aceita como padrão de
valor e oferece os principais suportes e resistências.

Resistência intermediária
Resistência principal

Suporte principal
Suporte intermediário

A força de um suporte ou resistência aumenta cada vez que a área é atingida. Quanto mais vezes
uma área de suporte ou resistência é tocada com o preço voltando a subir ou cair respectivamente,
mais confiável ela se torna. Quando os investidores vêem que os preços têm revertido a um certo
nível, tendem a apostar numa reversão na próxima vez em que o preço atingir aquele nível.

Lembrete: A lembrança de sucesso ou insucesso de compras e vendas feitas em certos


níveis de preço é uma das principais razões para que estes se transformem em suporte ou
resistência.

À medida em que os níveis de suporte e resistência vão envelhecendo, gradualmente vão tornando-
se mais fracos. Os perdedores se retiraram do mercado e foram substituídos por outros que não têm
o mesmo comprometimento emocional com os velhos níveis de preço. Somente pessoas que
perderam dinheiro recentemente lembram-se do que aconteceu com eles. Provavelmente ainda estão
no mercado, sentindo dor e arrependimento, tentando buscar seu dinheiro de volta. Pessoas que
anos atrás tomaram decisões erradas, provavelmente estão fora do mercado e suas memórias não
têm importância para o corrente desenvolvimento do mercado.

2. Quanto maior a amplitude de uma área de congestão, mais forte ela é.

Assim como numa propriedade, quanto mais alto o muro, mais difícil ultrapassar. Isto se deve à
energia despendida durante a longa caminhada de um extremo ao outro da congestão. Assim,
quando o preço se aproxima de um dos limites, já chega sem gás e sem força para o rompimento.
Por esse motivo, o rompimento da congestão ocorre porque o impulso que a provocou é muito forte e
não vai parar tão cedo, gerando movimentos prolongados na direção do rompimento.

Amplitude da congestão

8
3. Quanto maior o volume das operações numa área de suporte/ resistência, mais forte ela é.

Até agora ainda não falamos sobre o volume. Nas próximas aulas, ele será tratado detalhadamente,
dada a sua importância na análise técnica. Por ora, entenda o volume como a medida que expressa o
valor financeiro negociado num dia de pregão (tanto pode ser global – do mercado como um todo,
como individual – de apenas um ativo). Também pode ser expresso fisicamente pelo total dos títulos
negociados ou individualmente. Nos gráficos de barra ele é registrado (plotado) na parte inferior da
janela, através de uma barra vertical, onde se encontra uma escala de valor.

Alto volume numa área de congestão mostra o envolvimento ativo dos investidores - um sinal de forte
comprometimento emocional. Baixo volume mostra que os investidores tiveram pouco interesse em
transacionar naqueles níveis - sinalizando que os níveis de suporte ou resistência são fracos.

Escala do volume Barras do volume

Apesar da simulação, a idéia deste diagrama é mostra-lhe que, nos limites externos da congestão, o
volume cresce de maneira sensível, fornecendo uma pista importante de que nesses extremos
aumenta consideravelmente a transferência de títulos entre os compradores e vendedores, gerando
um suporte ou resistência mais importante do que nos níveis de suporte e resistência intermediários.

Na próxima aula começaremos a ver a Teoria de Dow.

Para que possa fazer uma avaliação da evolução do seu aprendizado estou lhe disponibilizando uma
série de exercícios cujas respostas serão fornecidas no Chat do curso e na próxima aula.

Este curso só atingirá seu objetivo se não ficarem dúvidas. Por isto, fique à vontade e não se sinta
acanhado em solicitar ajuda. Este curso é para quem ainda não sabe!

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Testes de assimilação do conteúdo da aula1

1. Supondo que a barra do diagrama represente um dia de pregão de Petrobrás, no ponto III da
barra o preço é:

I
a) 150
III b) 152
c) 140
II d) 143
IV

2. Supondo que estivesse observando a barra do dia anterior, qual o valor do seu fechamento?

I a) 150
b) 152
III c) 140
II d) 143

IV

3. Numere de acordo com a resposta certa:

Fechamento ___ 1. Reflete a opinião dos leigos

Máxima ___ 2. Reflete a força máxima dos vendedores

Abertura ___ 3. Reflete a força máxima dos compradores

Mínima ___ 4. Reflete a opinião dos profissionais

4. Qual destas barras reflete um mercado em ebulição?

a b c

5. Defina com apenas uma palavra o motivo principal para formação de suportes e resistências.

___________________

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6. Observando o diagrama abaixo, responda:

1) Que linhas pontilhadas representam níveis de


suporte?
F
a) A e B b) B e D c) A e D
D
2) Que linhas pontilhadas representam níveis de
E resistência?
B
a) A e B b) B e D c) A e D
H
G
3) Que linhas cheias representam nitidamente o
A rompimento de uma resistência?

a) H e E b) G e F c) G e H d) E e F

7. Selecione a resposta certa:

Num nível de suporte:


a) as compras e vendas estão equilibradas;
b) a pressão das vendas supera a das compras;
c) os preços viram para baixo;
d) a pressão das compras supera a das vendas.

8. Selecione qual a afirmação correta sobre resistência:


a) não pode ser penetrada;
b) a pressão das compras supera a das vendas;
c) é um nível de preço acima do mercado;
d) é um nível de preço abaixo do mercado.

9. Referindo-me ao gráfico acima, como são chamadas as áreas delimitadas pelas linhas pontilhadas
(A e B) e (B e D)?
a) resistência;
b) congestão;
c) suporte.

10. Das teorias abaixo, qual é a mais antiga?


a) Dow
b) Candelabro Japonês
c) Ponto-Figura

11. Em qual destas situações um suporte ou uma resistência podem inverter seu papel?
a) Quando o volume fica alto
b) Quando a amplitude de uma congestão é muito grande
c) Quando eles são ultrapassados

Na próxima página lanço dois desafios que requerem muita observação e imaginação, visto que exige
que vá um pouco além do que vim os nesta aula. Principalmente, requer bom senso. Se não
conseguir respondê-los, não se aflija. Tenho certeza que com mais uma aula achará estes desafios
exercícios primários.

11
DESAFIO
1. No quadro abaixo, temos, fora de ordem, 4 gráficos de um mesmo ativo em 4 periodicidades
diferentes (hora, dia, semana e mês). Apenas contando com a observação você seria capaz de
classificá-los nesta ordem?

RESPOSTAS

a) B, A, C e D
b) B, D, A e C
c) C, B, D e A
d) C, D, A e B
e) D, B, C e A
f) D, B, A e C
g) A, C, B e D
h) A, C, D e B

Observação:

Se acertar esta
questão de modo
consciente, pode
considerar que está
começando a pegar o
espírito da coisa.

2. Baseado nas definições de topos e fundos e no diagrama superior da página 6, que mostra níveis de
suporte/resistência principal e intermediário, marque com TP, TI, FP e FI os topos e fundos principais e
intermediários no gráfico abaixo.

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Treinamento com uso de gráficos e ferramentas
Em parceria com o Investshop.com, a Apligraf está disponibilizando aos alunos do curso e aos clientes do
Investshop.com em geral, um programa de análise técnica, com banco de dados atualizados diariamente, que
permite acessar alguns gráficos em periodicidade de 15 minutos e diária, bem como algumas ferramentas para
que possa ir se ambientando e acompanhando o curso de análise técnica.

Para usa-lo, siga os seguintes passos:

1) Conectado na Internet acesse: www2.apligraf.com.br/scripts/telaCotacoesp


Observação: Note que o primeiro “C” de Cotacoesp é maiúsculo.
2) Ao acessar a página, encontrará um layout parecido com este:


Smartrack WEB Pro
Incluir ativos Remover ativos
ok ok

Tipo de gráfico Indexador Tamanho

Clique aqui para mais gráficos

FastGraphic

Clique sobre o nome do ativo para obter o gráfico correspondente


Ativo Data/hora Abertura Máxima Mínima Última Var% Volume F.Anterior
IBOVESPA

3) Para plotar um gráfico, clique no botão ( ) da janela “Incluir ativos” que ela se abrirá com uma lista de
ativos que poderão ser selecionados um da cada vez, clicando-se sobre o nome do ativo, seguido de
um clique no botão ( ok ).
4) Na janela “Remover ativos”, clicando sobre o nome de um ativo seguido por ( ok ) o excluirá da lista
selecionada;
5) Em seguida, se quiser selecionar algum estudo, entre na janela “Tipo de gráfico” e faça sua escolha e
clique sobre ele para que fique aparecendo na janela;
6) Se quiser indexar o gráfico ao dólar, ou ao CDI, o procedimento é o mesmo na janela correspondente;
7) À medida que for selecionando, notará que a seção “Clique sobre o nome do ativo para obter o gráfico
selecionado” vai crescendo para baixo com os nomes dos gráficos selecionados;
8) Clicando sobre o nome de qualquer um deles, se abrirá uma nova janela onde aparecerá o gráfico
escolhido;
9) Se quiser trabalhar com ele, na parte superior encontrará vários botões: Se clicar em Grid, aparecerá
um plano de fundo quadriculado. Para remove-lo, clique em Grid novamente. Se quiser ver o gráfico de
barras no formato das velas do Candlestick, clique em Candle. Para retornar para barras, clique em
cima de Candle novamente. Z+, Z-, 0 e ZH são formas de zoom; O ZH é o zoom histórico que lhe
permite ver um longo período de dados. O botão “Cur” é para inserir um cursor de modo a trafegar pelo
gráfico; se clicar duas vezes sobre ele, além do ponteiro abrem-se duas linhas perpendiculares, que lhe
permite a leitura de uma barra. Para desfazer clique em cima novamente. O botão “Diário converte o
gráfico de 15 minutos em diário e vice-versa, se clicar novamente sobre ele. Na janela das ferramentas,
poderá traçar retas e apaga-las. Ao clicar em retas, clique com o cursor num ponto selecionado e
arraste-o até um outro, que a reta se formará. Magnética é um atributo semelhante a um ímã, atraindo a
reta para as mínimas ou máximas, conforme o caso. O “IFR 9/5” (Índice de Força Relativa calculado
sobre as últimas 9 barras com uma média móvel das 5 últimas) pode ter suas variáveis alteradas. Para
tanto, clique no botão “IFR9/5” e altere a seu gosto. O percentual de retracement é uma medida de
quanto o mercado já corrigiu, partindo de um fundo ou de um topo selecionado.
Respostas dos testes de assimilação da aula1

1. O ponto III é a abertura. Conforme pode notar no diagrama, ela é menor do que a máxima e maior
do que o fechamento e a mínima. O fechamento é maior do que a mínima. Portanto, temos:

Ponto III (abertura) = 150


Ponto I (máxima) = 152
Ponto II (fechamento) = 143
Ponto IV (mínima) = 140

2. O fechamento é o ponto II. Ele é menor do que a máxima e a abertura e maior do que a mínima.
Portanto, temos:

Fechamento (ponto II) = 143


Abertura (ponto III) = 150
Máxima (ponto I) = 152
Mínima (ponto IV) = 140

3.

Fechamento 1. Reflete a opinião dos leigos

Máxima 2. Reflete a força máxima dos vendedores

Abertura 3. Reflete a força máxima dos compradores

Mínima 4. Reflete a opinião dos profissionais

4. A maior delas: a

5. Memória ou Lembrança

6.1. As linhas pontilhadas que representam níveis de suporte são A e B. A linha D é uma resistência.
6.2. As linhas pontilhadas que representam níveis de resistência são B e D. A linha A é um suporte.
6.3. As linhas cheias que representam nitidamente o rompimento de uma resistência são E e F.

7. A pressão das compras supera a das vendas ( d ).

8. È um nível de preço acima do mercado ( c ).

9. São chamadas de área de congestão ( b ).

10. A teoria mais antiga utilizada na análise técnica moderna é o Candelabro Japonês.

11. Quando eles são ultrapassados ( c ).

12. Na ordem hora-dia-semana-mês, a seqüência correta é a g: (A, C, B e D).


13. A noção de topos e fundos principais e secundários, de uma certa forma, é subjetiva. Eles serão
definidos com precisão quando forem classificados de acordo com a sua periodicidade. Por ora,
minha intenção era apenas informar que existem topos e fundos mais e menos importantes. No
gráfico abaixo, os topos mais importantes (principais) são aqueles cujo ponto de inversão ocorreu
após um movimento mais prolongado numa determinada direção e os menos importantes
(secundários) são aqueles que inverteram a direção do preço por um curto período de tempo e que
na seqüência formam um movimento mais amplo, cuja inversão no extremo cria um topo ou fundo
principal.

___________________________________________________________________________

Na aula passada você tomou contato com as noções básicas de barra de preços, topos e fundos,
ponto de retorno, suporte, resistência e congestão. Para facilitar seu entendimento antes de
entrarmos na Teoria de Dow, ficaram faltando dois conceitos, ziguezagues e tendências, que
veremos a seguir.

1. ZIGUEZAGUE

O ziguezague é o padrão básico da direção dos preços. Como podem observar no quadro da página
anterior, os preços de um ativo negociado nas bolsas, quando se movimentam, geralmente, não o
fazem em linha reta, eles serpenteiam.

A observação de uma barra, como vimos, permite que você extraia alguns pedaços de informações
sobre o equilíbrio das forças entre compradores e vendedores, mas por si só, ela não é suficiente
para nos fornecer a direção do mercado.
Para que tenhamos uma sinalização da direção de um preço (ou de um mercado) é preciso que ele
se movimente até um nível qualquer, formando um extremo (topo ou fundo) e que este movimento
seja seguido por dois pontos de retorno, o primeiro na direção oposta e o segundo na direção inicial
rompendo (ou penetrando) o extremo do topo ou fundo prévio. O diagrama abaixo ajudará na
compreensão do texto:

T T T
T T T
T T

F F
F F F
F F

Sinalização de alta Sinalização de baixa Sinalização indefinida


T T T T T

F F F
F F

Representação simbólica de um Representação simbólica de um Representação simbólica de um


ziguezague ascendente ziguezague descendente ziguezague lateral

Para efeito didático, daqui em diante, chamarei de zigue à combinação do movimento inicial com
primeiro retorno [( ) ou ( )] e de zague a perna da penetração [( / ) ou ( \ ). No gráfico abaixo, do
Bovespa diário assinalei alguns exemplos de ziguezagues reais ocorridos durante seu
desdobramento. Com o objetivo de ir treinando sua visão, observe e vá se acostumando com o fato
de que a amplitude dos ziguezagues é variável, alternando entre pequenos, médios e grandes,
indistintamente.

5. AS TENDÊNCIAS

Vimos no estudo do ziguezague que ele é o padrão básico da direção dos preços, podendo ser
ascendente, indefinido e descendente. A permanência de um preço numa determinada direção,
durante um período de tempo, nos leva ao conceito de tendência. Assim, temos que:

Tendência de Alta ascendentes (uma sucessão de ziguezagues


para cima).

Tendência de Baixa
).

Tendência Lateral ou em Linha


No diagrama abaixo, os conceitos acima ficarão mais
evidentes:

T T T T
T T T
T T T T
T T
F F F F
T F T F
T F T F F F
F F
F F
F F
F
F
Tendência de Alta Tendência de Baixa Tendência Indefinida e em Linha

Aproveite o gráfico utilizado para exemplificar os ziguezagues e veja quantas tendências de alta,
baixa e indefinidas consegue identificar.

Examinados estes conceitos básicos, necessários para melhor compreensão do curso, podemos
começar a nossa caminhada pela estrada da análise técnica. Apesar das muitas variantes da escola
técnica, neste curso inicial nos concentraremos sobre o desenvolvimento de um método operacional
construído através da combinação de algumas das suas principais teorias. Acredito, convictamente,
que ao seu término estará capacitado a enfrentar o mercado como nunca esteve antes.
(perna) de alta volta a cair (reverte) de um nível mais baixo que o topo do movimento (perna) de alta
precedente. Isto é o que definido, pela Teoria de Dow, como Mercado de Baixa.

De maneira idêntica podemos afirmar que uma Tendência Secundária de Alta é formada por uma
sucessão de subidas e descidas terciárias, onde cada movimento (perna) de alta ultrapassa o topo do
movimento (perna) de alta precedente e cada movimento (perna) de baixa volta a subir (reverte) de
um nível mais alto que o fundo do movimento (perna) de baixa precedente. Inversamente, Tendência
Secundária de Baixa é formada por uma sucessão de subidas e descidas terciárias, onde cada
movimento (perna) de baixa ultrapassa o fundo do movimento (perna) de baixa precedente e cada
movimento (perna) de alta volta a cair (reverte) de um nível mais baixo que o topo do movimento
(perna) de alta precedente.

As Tendências Secundárias geralmente duram de três semanas a alguns meses, raramente mais.
Costumam retroceder (corrigir) de um terço a dois terços da Tendência Primária precedente.

As Tendências Terciárias seguem o mesmo padrão das duas anteriores, mas formadas por
flutuações que em si mesmas são pouco significativas. Estes movimentos são de curta duração, em
geral menos de seis dias, raramente mais do que três semanas.

Com o intuito de facilitar o entendimento da classificação das tendências, segue-se um diagrama.


Esclareço, entretanto, que no mundo real, os ziguezagues raramente desdobram-se de maneira tão
certinha assim. Muitas vezes, terá que lançar mão de recursos complementares para melhor
identificá-las. Alguns desses recursos podem ser: traçar linhas de tendência ou marcar o canal,
visualizar o gráfico em linha utilizando apenas os preços de fechamento, subir de periodicidade, o uso
de indicadores complementares (médias móveis), etc. Tudo isto será visto mais para frente.

Parece um quadro do Volpi, mas não é. É o uso das cores com objetivo didático. A linha preta
contínua é o gráfico de preços computados apenas pelos fechamento. Todo o desdobramento incluso
na mais escura até o topo mais alto é o que chamamos de uma .
Todo desdobramento incluso na a partir do topo mais alto (à sua direita) é o que
chamamos de uma .

Reforçando, ambas são formadas por (área ) e de


( ). Estas, por sua vez, são formadas por ( ) e de
( ). Com estes esclarecimentos acredito que não fique nenhuma dúvida sobe a
classificação das tendências. Mas, se ainda restou alguma, entenda deste modo: As tendências
secundárias são subdivisões das Tendências Primárias (um grau abaixo); as Tendências Terciárias
são subdivisões das Tendências Secundárias (um grau abaixo). As tendências terciárias são
subdivisões da Tendência primária (um grau abaixo da secundária e dois graus abaixo da primária).

Finalmente, resta comentar que, algumas vezes as pernas das tendências secundárias e terciárias se
confundem, isto é, devido à velocidade do movimento e à sua extensão, podem ser a mesma. Um
exemplo pode ser visto na última secundária de baixa da Tendência primária de baixa, onde as setas
vermelha e amarela estão superpostas no mesmo movimento.

Dica: Quando for classificar a Tendência Primária de um ativo qualquer terá seu trabalho facilitado se
utilizar o gráfico de periodicidade mensal. De modo idêntico, o gráfico semanal facilitará na percepção
da Tendência Secundária e o diário a da Tendência terciária.

Veja a seguir um gráfico mensal do Bovespa onde pode observar sua evolução nos últimos 12 anos.
Poderá constatar que em alguns níveis, a seqüência dos topos e fundos ascendentes passam por
períodos de difícil identificação, interrompendo o padrão anterior (ficando indefinidos). Aproveitando o
exemplo abaixo, marque os topos principais e intermediários e, em seguida, verifique quantas
tendências primárias de alta e de baixa consegue identificar:
3. Deve Ser Assumido Que Uma Tendência Continua Em Andamento Até O Momento Que Uma
Reversão Tenha Sido Definitivamente Assinalada: Enquanto uma sucessão de topos e fundos
ascendentes (Tendência de Alta) ou topos e fundos descendentes (Tendência de Baixa) mantiverem
o padrão, deve ser assumido que a Tendência continua em andamento, até o momento em que uma
reversão estiver caracterizada. A reversão de uma Tendência de Alta se caracterizará, quando
houver uma falha na tentativa de ultrapassagem do topo precedente (ou anterior), seguida de uma
penetração do fundo precedente (ou anterior). A reversão de uma Tendência de Baixa ocorrerá,
quando houver uma falha na tentativa de ultrapassar o fundo precedente (ou anterior), seguida de
penetração do fundo precedente (ou anterior). Assim, temos:

Falha na Tendência de Alta Falha na Tendência de Baixa

Freqüentemente, durante a evolução das tendências, o mercado produz uma falha que não é seguida
pela penetração do fundo ou do topo anterior, conforme pode ser visto, entre as setas vermelhas, no
diagrama acima.

Algumas vezes estes movimentos são rápidos e outras, mais demorados. Para efeito da classificação
da tendência em andamento, apesar da falha, não se caracterizou uma reversão. Deste modo, a
tendência prévia segue em andamento ( e fica indefinida temporariamente). É como se o mercado
tivesse dado uma parada para reagrupar suas forças. Eventualmente, consegue e retoma a tendência
prévia; outras, não consegue retomá-la e o mercado acaba revertendo sua direção.

Ficou faltando: quando expliquei o que eram topos e fundos, como ainda não havia introduzido o
conceito de tendência, evitei falar em topos anteriores e fundos anteriores para não complicar.
Como notará, ao ler a revista e no andamento do curso, são os termos mais utilizados nas
formulações das estratégias operacionais. Por isto, é preciso que fique bem entendido.
T2
T1 T T
T1
T3
T1
T F1 F

F1 F1
F F F3

F2
Figura A Figura B Figura C
Assim,

Na figura A (tendência de alta):


situando-se em “F”, “T” é o topo anterior;
situando-se em “T1”, “T” é o topo anterior e “F” o fundo anterior;
situando-se em “F1”, “F” é o fundo anterior e “T1” o topo anterior.

Na figura B (tendência de baixa):


situando-se em “T”, “F” é o fundo anterior;
situando-se em “F1”, “T” é o topo anterior e “F” o fundo anterior;
situando-se em “T1”, “T” é o topo anterior e “F1” o fundo anterior.

Na figura C (tendência indefinida):


situando-se em “F”, “T” é o topo anterior;
situando-se em “T1”, “T” é o topo anterior e “F” o fundo anterior;
situando-se em “F1”, “T1” é o topo anterior e “F” o fundo anterior;
situando-se em “T2”, “T1” é o topo anterior e “F1” o fundo anterior;
situando-se em “F2”, “T2” é o topo anterior e “F1” o fundo anterior;
situando-se em “T3”, “T2” é o topo anterior e “F2” o fundo anterior;
situando-se em “F3”, “T3” é o topo anterior e “F2” o fundo anterior;

CURIOSIDADE: ARTIGOS DE DAVID HAMILTON


Testes de assimilação do conteúdo da aula 2
1. Contorne no gráfico abaixo 4 (quatro) seqüências de: ziguezagues ascendentes, ziguezagues
descendentes e ziguezagues lateralmente irregulares.

2. Identifique no gráfico acima, dois níveis de resistência que uma vez penetrados reverteram
seu papel e funcionaram como suporte.

3. Numere de acordo com a definição correta:

Tendência de Alta ____ 1. É uma sucessão de topos e fundos laterais


Tendência de Baixa ____ 2. É uma sucessão de topos e fundos ascendentes
Tendência Indefinida ____ 3. É uma sucessão de topos e fundos descendentes

4. Observe o GRÁFICO I da próxima página e responda:

De acordo com as definições de tendências, como as classificaria nos seguintes pontos de


retorno:

T4 _______________
F4 _______________
T5 _______________
F5 _______________
T6 _______________
F6 _______________
T7 _______________
F7 _______________
T8 _______________
5. Sabendo que os gráficos do quadro acima se referem à RCTB41 (recibo de Telebrás) e que o
I está numa periodicidade mensal, o II na semanal, o III na diária e o IV na intradia (hora),
defina as tendências primária, secundária, terciária e intradia corrente.

Primária _____________

Secundária _____________

Terciária _____________

Intradia _____________

6. Observe o GRÁFICO II do quadro acima e responda: quais seriam os topos e fundos


anteriores se estivesse nos seguintes pontos de retorno:

T1: ___ e ___

F3: ___ e ___

T4: ___ e ___

F6: ___ e ___

F7: ___ e ___

7. Observe o GRÀFICO IV e responda: qual a tendência do preço em F3 e T4?

F3 _____________

T4 _____________
8. Observe o GRÁFICO II e responda: qual a tendência do preço nos pontos de retorno T6, F6 e
T7?

T6 _____________

F6 _____________

T7 _____________

9. Quais são os requisitos mínimos para se detectar uma reversão de tendência?


_____________ e _____________________________________________

Palavras cruzadas (mesclada) para fixação de conceitos e definições.


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25 26 27 28
29 30 31 32 33 34 35 36 37 38
39 40 41 42 43 44 45 46
47 48 49 50 51 52 53
54 55 56 57
58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69
70 71 72 73 74 75
76 77 78 79 80 81 82
83 84 85 86 87 88
89 90 91 92 93 94 95 96
97 98 99 100 101 102 103 104 105
106 107 108 109 110 111 112 113 114
115 116 117 118 119 120 121 122 123
124 125 126 127 128 129 130 131 132
133 134 135 136 137 138 139
140 141 142 143 144 145 146 147
148 149 150 151 152 153 154
155 156 157 158 159 160 161 162
163 164 165 166 167 168 169 170 171 172
173 174 175 176

Horizontais

2. 8. 163. 165.
11. 166. 169. 172.
13. 17. 173. 174.
19. 175. 176.

22. 23. 24.


27.
29. 30. Verticais
33.
34. 1. 3.
38. 39. 4. 5.
41. 42. 43. 6.
44. 47. 7. 8. 9.
48. 10. 12.
49. 14. 15.
52. 16. 17.
18. 19.
21. 25.
54.
26.
56. 57. 28. 30.
31. 32.
58. 61. 34.
62. 64. 35. 36.
66. 68. 37. 40.
70. 43. 45.
72. 73. 74. 46.
49.
50. 51.
75. 76.
79. 80.
81. 82. 53.
83. 84.
86. 87.
88. 89. 54.
93. 94.
95. 55.
96. 57.
97. 98. 60. 63.
65. 67.
100. 69. 71.
102. 106. 74. 77. 78.
109.
111. 80.
113. 82. 85.
114. 86. 90. 91.
115. 118. 92. 95.

120 . 122. 99. 100.


101. 103.
124. 104. 105.
107. 109.
127. 110. 111.
128. 112.
116. 117.
129. 130. 121. 123.
133. 125.
134. 126. 128. 131.
136. 139. 132. 135. 137.
140. 138. 140.
141. 142. 143. 145.
143. 145. 148. 149. 151.
146. 152. 154.
147. 148. 155. 157.
149. 159.
160.
150. 153. 155. 162. 164.
156. 158. 167. 169.
160. 170. 171.
161.
Respostas dos testes de assimilação da aula 2
1. As linhas azuis identificam ziguezagues ascendentes, as vermelhas ziguezagues descendentes es
setas cinzas ziguezagues lateralmente irregulares. Note que em alguns ziguezagues laterais podem
ser encontrados ziguezagues ascendentes e descendentes que vão fazer parte de um movimento
lateral um grau acima.

2.
3.

Tendência de Alta ____ 2. É uma sucessão de topos e fundos ascendentes


Tendência de Baixa ____ 3. É uma sucessão de topos e fundos descendentes
Tendência Indefinida ____ 1. É uma sucessão de topos e fundos laterais

4.

T4 ALTA
F4 ALTA
T5 ALTA
F5 INDEFINIDA
T6 INDEFINIDA
F6 BAIXA
T7 BAIXA
F7 BAIXA
T8 ALTA

5.

Primária ALTA

Secundária BAIXA

Terciária INDEFINIDA

Intradia BAIXA

6.

T1: T e F

F3: T2 e F2

T4: T3 e F3

F6: T6 e F5

F7: T7 e F6

7.

F3 BAIXA

T4 ALTA

8.

T6 ALTA

F6 INDEFINIDA
T7 ALTA

9. FALHA e PENETRAÇÃO

SOLUÇÃO DAS PALAVRAS CRUZADAS

B C A N D E L A B R O A V I A O I P E D I C A P I
T O P O A L T E R B I S W M Z P R E G A O
E A R C H A R L E S I B V S P P R I M A R I A U R R O
N G A L D A M A S E M E L I M A G E M E B
D I A R I O O F I S E M A N A L S U P O R T E O
E M F A L H A E P R E V I P O E E N V
N A S D A Q N U D A C T I A R A Z E U S S U E
C O U B N C R A Q U E R U M O P A N I P I S
I N D E F I N I D O G U N D U A S L I G V S M A P
A O I N D O C R I E D I Ç C E U E T N U A
D O W J O N E S F S O M A A Ç A O H A E P T E
E U S S O N A R S R C O S A M I M A N A G U A
A C E S S S O M M I C O S A M I N C M A B
L E R F G M E M O R I A N O R I N T R A D I A E
T E R C I A R I A P E N P O N T E L H E L A R M A R
A O G B O E X I N D I C E Y V E T O R I A L G A T T
G U R U I C M E M A I L S E L O N N E O S R U
B A R R A E M A E A T O L E R A N T E S A D R
U M F A S C I A N I B O L S A S T E N D E N C I A
S & P C V R T O U R O A I U E A R
F E C H A M E N T O R E P O N T O D E R E T O R N O B F
4. O Princípio da Confirmação - A tendência deve ser confirmada pelo menos por dois índices
de composição distintas: Seu significado é que nenhum sinal válido de mudança de tendência pode
ser gerado apenas por um índice. Na época em que a teoria de Dow foi desenvolvida, existiam dois
índices. O índice das Ferrovias (composto por ações de 20 de empresas Ferroviárias) e o Industrial
(composto por ações de 30 indústrias).

Assim, se o índice Dow Jones Industrial tivesse rompido um nível de suporte ou de resistência
sinalizando o início de uma nova tendência ou a retomada da tendência prévia, a sinalização só seria
válida se o índice ferroviário fizesse um movimento idêntico, confirmando um ao outro.

Para facilitar seu entendimento, segue-se abaixo um diagrama de uma situação hipotética, partindo
da base de uma congestão:

B
R B D
RESISTÊNCIA R
D

X Y

SUPORTE
A A C
C

Suponha que as figuras “X” e “Y” do quadro acima representem o desdobramento de dois índices da
mesma família. Admita que antes da congestão começar a se formar eles vinham subindo em
tendência de alta, confirmando um ao outro. Assuma que todo o ponto de retorno designado pelas
letras R, A, B, etc. é equivalente em tempo, isto é, a virada ocorreu no mesmo dia, ou com uma
pequena defasagem.

De acordo com o que estabelece o princípio da confirmação, somente após a ultrapassagem do topo
“R” pelos índices “X” e “Y” a continuação da tendência de alta em andamento estaria confirmada.

No ponto de retorno “B”, o índice “X” não conseguiu superar a resistência proporcionada pelo topo
anterior (R). Entretanto, o índice “X” conseguiu suplanta-la, sinalizando continuação da tendência de
alta. Se dois investidores estivessem acompanhando apenas cada um deles, o que estivesse
acompanhando o índice “X” esperando por um sinal de compra na ultrapassagem do topo “R”, não
teria iniciado uma compra, pois ela não ocorreu. Já o que estivesse acompanhando o índice “Y”, em
contrapartida, teria iniciado uma compra na ultrapassagem do topo “R”.

Observação: No índice “Y”, devido à penetração não confirmada no ponto “B” pelo índice “X” e o
registro de uma nova máxima, o ponto “B” passa a ser o topo a ser ultrapassado para confirmação da
alta, quando o índice “X” ultrapassar o topo principal.

Como deve ter notado, é uma boa técnica acompanhar dois índices da mesma família e esperar que
ambos ultrapassem o mesmo obstáculo de modo a filtrar, ou diminuir, a probabilidade de operar em
cima de um sinal falso e levar um “violino”, ou cair numa armadilha.

No ponto C, os papéis se inverteram. Enquanto o índice “X” rompeu o suporte sinalizando venda, o
índice “Y” não confirmou a ruptura e, conseqüentemente, o sinal de venda.
Observação: No índice “X”, devido à penetração não confirmada no ponto “C” pelo índice ”Y”, o ponto
“C” passa a ser o fundo a ser penetrado para confirmação da baixa quando o índice “Y” penetrar o
fundo principal.

No ponto D, repete-se o alarme falso novamente. O índice “X” corta a linha de resistência, mas a
penetração não foi confirmada, até aquele momento, pelo índice “Y”.

Observação: No índice “X”, devido à penetração não confirmada no ponto “D” pelo índice “Y”, o ponto
“D” passa a ser o topo a ser ultrapassado para confirmação da alta quando o índice “Y” ultrapassar o
topo principal (topo “B”).

Finalmente, quando o topo “D” do índice “X” e o topo “B” no índice “Y” foram ultrapassados, ficou
confirmada a retomada da tendência de alta, com os índices confirmando um ao outro.

Esta técnica pode ser aplicada para confirmações entre ações on e pn da mesma empresa, tipo a
Petrobrás on e pn.

Aqui no Brasil, no caso dos índices, pode-se comparar o BOVESPA e o IBX que são da mesma
família. Apesar de possuírem um grupo de ações em comum com pesos diferentes, o IBX tem umas
50 ações a mais. Veja abaixo, num exemplo real comparando os gráficos do índice Bovespa semanal
dolarizado e do IBX semanal dolarizado, algumas não confirmações.

Apesar de discretamente, o topo A do Bovespa foi ultrapassado, mas o IBX não confirmou a ruptura.
No ponto C, o fundo foi penetrado no Bovespa, mas o IBX não confirmou a penetração até o
momento em que escrevo estas linhas.

A Teoria de Dow não se encerra aqui. Entretanto, para o desenvolvimento da metodologia


operacional que mostrarei ao longo deste curso, isto é tudo o que precisa conhecer sobre a Teoria de
Dow para que possa aplicar a metodologia eficientemente. Se quiser ir mais fundo, recomendo a
leitura dos seguintes livros: “The Stock Market Barometer” por William Peter Hamilton e “The Dow
Theory” por Robert Rhea. Ambos podem ser adquiridos no site da Amazon.com.

Dos quatro princípios que abordamos na Teoria de Dow, três deles de alguma forma versam sobre
tendências. Dada a sua grande importância dentro da análise técnica, vamos dissecá-las mais um
pouco, porque este conceito deve ficar gravado a fogo na sua memória já que, juntamente com os
topos e os fundos, desempenharão um papel predominante na formulação das estratégias
operacionais.

O que está por trás das tendências - o aspecto psicológico

Tendências de Alta se iniciam quando os compradores são mais fortes que os vendedores e suas
compras empurram os preços para cima. Se os vendedores atuam para empurrar os preços para
baixo, os compradores retornam com força, interrompendo o declínio e empurrando os preços para
novas altas. Tendências de Baixa ocorrem quando os vendedores são mais fortes e suas vendas
empurram o preço para baixo. Quando um alvoroço de compras suspende os preços, os vendedores
com suas vendas interrompem a subida e empurram os preços para novas baixas.

Quando compradores e vendedores estão equilibrados, os preços permanecem numa Área de


Indefinição (congestão – sem tendência definida). E’ como um cabo de guerra com forças
equilibradas, vai pra cá vai pra lá e não chega a lugar nenhum. Já uma tendência é como um cabo de
guerra onde de um lado estão o Mike Tyson, o Holyfield, o Rocky Marciano, o Muhamed Ali e do
outro o Nelson Ned, o Rodolfo, o ET e o Marco Maciel. O grupo mais forte puxa o mais fraco e, de
vez em quando, dá uma paradinha para uma cuspidela na mão e volta a puxar.

Tendências e Áreas de Indefinição aparecem nitidamente no passado dos gráficos. Professores


mostram esses gráficos nos seminários e nos fazem ver como é fácil identificar as tendências. Só que
não é bem assim. O passado está feito e é fácil de analisar. O futuro é fluído e incerto. No momento
em que você consegue identificar a Tendência, um bom pedaço dela já ficou para traz. O mercado
não apita quando uma Tendência deriva para uma Área de Indefinição. No momento em que
reconhecer essa mudança terá perdido algum dinheiro tentando operar como se o mercado ainda
estivesse em Tendência.

As periodicidades conflitantes das tendências

A maioria dos investidores ignora o fato de que o mercado está simultaneamente em Tendência e em
Área de Indefinição. Olham para uma periodicidade tal como diária ou horária e procuram por
operações sobre os gráficos diários. Com sua atenção fixa sobre gráficos diários ou horários,
Tendências de outras periodicidades, tais como semanal ou de 15 minutos, passam por ele e
destroem seus planos.

Uma Tendência pode parecer de alta num gráfico diário e de baixa num gráfico semanal e vice-versa.
Os sinais de um mesmo mercado em diferentes periodicidades, freqüentemente se contradizem um
ao outro. Qual deles você seguirá?

Os sinais conflitantes de diferentes periodicidades de um mesmo mercado são um dos grandes


quebra-cabeças da análise do mercado. Quando estiver em dúvida, suba sua análise para uma
periodicidade mais longa. Dê um passo atrás e examine o gráfico de uma periodicidade mais longa
do que a que está tentando operar. Procure olhar a floresta e, não, as árvores mais próximas.

Observe os gráficos mensal, semanal e diário de Petrobrás preferencial da próxima página, todos
com a mesma data de fechamento, e defina qual sua tendência na época.
Alguém que estivesse apenas observando o gráfico diário, diria que é de baixa. Um outro que
estivesse observando o gráfico semanal diria que está indefinida e, finalmente, um terceiro que
estivesse observando o gráfico mensal diria que é de alta. Qual delas operar? Se pretender operar
utilizando o gráfico diário observe a tendência predominante no semanal e opere o diário priorizando
a direção da semanal. Se pretender operar um gráfico de hora, opere priorizando a direção do gráfico
diário e assim sucessivamente.

Linha de Tendência

Embora muitos investidores possam desprezar a importância das linhas de tendência, elas são umas
das ferramentas mais importantes da análise técnica. Na metodologia que estamos desenvolvendo,
como disse anteriormente, elas são um dos pilares.

As pessoas marcam as linhas de tendência de muitos modos diferentes, mas de um modo geral, a
chave para plotar as linhas de forma correta é traça-las conectando dois fundos ou dois topos numa
seqüência. Portanto, a condição inicial para se traçar uma linha de tendência num gráfico de barras é a
existência de no mínimo dois fundos ou dois topos num gráfico de barras qualquer (também vale para o
gráfico de velas – Candelabro, mas no gráfico ponto-figura sua concepção é completamente diferente).

A linha de tendência pode ser de baixa ou de alta: uma linha de tendência de alta é representada
graficamente por uma linha reta conectando as correções (os fundos) numa tendência de alta. A linha
de tendência de baixa é o inverso; conecta as correções (os topos) numa tendência de baixa. São
usadas para identificar a direção das tendências. Quando dois topos ou dois fundos estão
horizontalmente nivelados, também é possível conecta-los com linhas horizontais, mas, ao invés de
linha de tendência, a linha é denominada respectivamente de linha de resistência ou linha de suporte.
O diagrama da próxima página facilitará a compreensão do texto.
T
LR
T1 T T1
LTB
T2
T1 T2
F
T
F1
F2
F2
F1 LTA F LS F1 F2
F

LINHA DE TENDÊNCIA DE ALTA LINHA DE TENDÊNCIA DEBAIXA LINHA DE RESISTÊNCIA/SUPORTE

Reforçando, para que se possa traçar uma linha de tendência de alta, será necessário a existência
de, pelo menos, dois fundos (F e F1) intercalando um topo (T1) e que o segundo fundo (F1) esteja
num nível mais alto do que o primeiro (F). A linha de tendência de baixa é o inverso. Você precisa ter
dois topos (T e T1) intercalando um fundo (F) e o segundo topo (T1) tem que estar num nível inferior
ao primeiro (T). A confirmação da validade dessas linhas ocorre quando o terceiro toque se confirmar
(F2 E T2 respectivamente), isto é, respeitar essa linha e reverter seu movimento na direção oposta. A
projeção dessas linhas para frente nos ajudará a antecipar futuros pontos de compra e venda. Além
do diagrama acima, encontrará nos gráficos analisados na revista uma série de exemplos reais de
linhas de tendência em andamento.

Entre no site da Apligraf no SmartrackWEB e selecione uns gráficos, conforme as instruções


fornecidas na aula 2. Depois, clique sobre o gráfico selecionado e vá para a página de trabalho. Lá
poderá converter o gráfico de 15 minutos em diário e vice-versa. Dê um zoom histórico (clicando em
ZH) e comece a traçar suas próprias linhas. Trabalhe nas duas periodicidades. Diminua seu campo
de trabalho clicando em Z-, enfim, risque a vontade. Só com treinamento alcançará o grau de “olho de
águia”. Brincadeira à parte, treine bastante a colocação das linhas de tendência. Como já disse, será
um elemento essencial na definição das estratégias.

Ângulo de Inclinação

É o aspecto mais importante da linha de tendência  se estiver inclinada para cima, mostra que os
compradores são a força dominante nesse momento e procurará operar do lado mais forte; se
estiver inclinada para baixo, mostra que os vendedores são a força dominante e operará com
eles. Assim, se estivermos acompanhando, por exemplo, uma linha de tendência de alta, toda vez
que os preços retrocederem para essa linha, poderemos tentar uma compra, evidentemente com um
estope de entrada (estope de entrada ou inicial é o nível definido simultaneamente com o ponto de
compra para, se a compra que tiver feito não evoluir favoravelmente, limitar sua perda) um pouco
abaixo da linha. Para uma linha de tendência de baixa o raciocínio é o inverso. Veja nos desenhos
abaixo alguns exemplos representativos da inclinação das linhas de tendências de alta e de baixa.

α=30o α=45o
α=60o

α=30 o α=45o α=60 o


Linha de retorno

É uma linha traçada paralelamente à linha de tendência original, que liga os extremos opostos. Isto é,
se tivermos uma linha de tendência de alta (traçada pela conexão dos fundos), a paralela estará
conectando os topos e os preços ficarão contidos dentro dessas paralelas, criando um corredor
denominado canal de alta. Se estivermos diante de uma tendência de baixa (traçada pela conexão
dos topos), a linha de retorno paralela estará conectando os fundos, formando um corredor conhecido
por canal de baixa. Exemplos reais nos gráficos da revista.

LINHA DE RETORNO LINHA DE TENDÊNCIA DE BAIXA

LINHA DE TENDÊNCIA DE ALTA LINHA DE RETORNO

CANAL DE ALTA CANAL DE BAIXA

Nem sempre, porém, será possível traçar um canal. Alguns movimentos na direção oposta da linha
de tendência têm amplitudes irregulares, dificultando a definição de uma linha de retorno paralela.
Porém, sempre que possível, não se esqueça de marcá-la, pois será grande de auxílio nas projeções
dos próximos níveis de suporte e resistência do movimento, possibilitando operações de compra e
venda nos seus limites, na medida em que o canal for se desenvolvendo. De vez em quando,
também encontrará um canal menor contido dentro do canal principal. Na revista Timing, encontrará
outros exemplos reais.

Observe, no gráfico acima, como o corte da linha de tendência de alta do canal de alta interno, resultou numa queda
até o suporte proporcionado pelo canal de alta principal.
Importância da linha de tendência

Avalia-se a importância de uma linha de tendência através da análise de cinco fatores: sua
periodicidade, seu comprimento, o número de vezes em que foi tocada pelos preços, sua inclinação e
seu volume.

• Quanto mais longa a periodicidade, mais significativa: uma linha de tendência num gráfico semanal
revela uma tendência mais importante do que uma linha de tendência diária. Uma mensal, mais do
que uma semanal; uma diária mais do que uma horária, e assim por diante.

Se estivesse
analisando apenas o
gráfico diário, poderia
pensar que a linha de
tendência de baixa
(LTB1) fosse a
resistência principal
rumo ao teste do topo
de 4,17. Entretanto,
subindo da
periodicidade diária
para a semanal,
perceberá que a linha
de tendência principal,
aquela que tem que ser
realmente rompida,
rumo novas máximas é
a LTB.

• Quanto mais longa for (em tempo), mais válida: uma linha de tendência de curta duração reflete o
comportamento da massa durante um curto período de tempo. Uma, de prazo mais longo, reflete o
comportamento da massa durante um longo período de tempo.

A linha de tendência de
alta, plotada no gráfico
de Embraer on, continua
válida desde junho de
99.

Observe quantas
oportunidades de
compra, com estopes
iniciais curtíssimos,
foram proporcionadas
nas vezes em que o
preço retornou próximo
à linha, a partir do
primeiro toque
assinalado pela mancha
amarela.
• Quanto maior o número de contatos (toques) entre os preços e a linha de tendência, mais válida:
maior o número de vezes que o preço tocar na linha e, daí, reverter, mais confiável ela se torna,
mostrando com isso que a força dominante tem o mercado sobre controle. O exemplo de Embraer
também serve para esta consideração.

• O ângulo de inclinação reflete a intensidade emocional do grupo dominante no mercado: uma linha
muito inclinada mostra que o grupo dominante está se movendo rapidamente. Uma linha pouco
inclinada mostra que o grupo dominante está se movendo lentamente.

No gráfico ao lado
(Bovespa diário), a linha
azul mais estreita mostra
um período em que o
grupo dominante está se
movendo lentamente,
provavelmente num
processo de acumulação
conforme sugere o OBV.
Posteriormente, o gráfico
mostra um período em
que a linha de tendência
aumenta substancialmente
sua inclinação,
provavelmente no
momento em que o
público em geral entra na
compra.

• Volume: se o volume aumenta quando os preços se movimentam na direção da linha de tendência,


ele confirma essa linha. Se o volume diminui quando os preços, corrigindo, voltam a essa linha,
também confirma essa linha. Se o volume se expande quando os preços voltam a essa linha, é um
sinal de advertência de uma possível penetração. Se o volume se retrai quando os preços se afastam
da linha de tendência, é uma advertência de que a linha está em perigo.

FIG. 1 FIG. 2

BARRAS DO VOLUME BARRAS DO VOLUME


Na figura 1 do diagrama da página anterior, você pode perceber o comportamento do volume ideal
durante o desenvolvimento de uma tendência de alta. Na figura 2, as linhas pontilhadas rosas indicam
qual deveria ter sido a evolução correta do volume de acordo com a tendência de alta em andamento.
Entretanto, em vez de subir durante a perna de alta, o volume foi secando e voltou a subir durante a
formação da perna de queda, advertindo sobre a possibilidade de algo errado com a tendência.

Verifique neste gráfico semanal de Vale pna, o comportamento do volume durante a tendência de
alta.

Note, quando os preços se afastam da linha de tendência como o volume cresce e quando se
aproxima decresce, tal como seria de esperar numa tendência de alta.

Observação: embora ainda não tenhamos visto o assunto volume, assinalei com uma seta vermelha
uma divergência baixista. Ainda que o padrão do volume esteja de acordo com o esperado numa
tendência de alta, cada novo topo é atingido com menos volume, indicando menor disposição de
compra aos preços cada vez mais altos.

Ficou Faltando:

Embora tivesse considerado que tudo o que precisava saber sobre a Teoria de Dow já tinha sido
apresentado, me dei conta, ao preparar os exercícios, que esqueci de um princípio muito
importante, que afirma o seguinte:

Para efeito de avaliação das condições do mercado são usados apenas Preços de
Fechamentos. A Teoria de Dow não presta atenção à qualquer máxima ou mínima que possa ter
sido registrada durante o dia e antes do mercado fechar, considerando apenas os preços de
fechamento.
Com freqüência, ao tentar definir uma tendência, o posicionamento das barras deixava o cenário
confuso. Não conseguia identificar claramente a seqüência dos topos e fundos e ficava inseguro ao
classifica-la.

Assim foi durante muito tempo. Um dia, refletindo sobre os princípios da Teoria de Dow, acabei
percebendo que se o fechamento é que importa para avaliar as condições do mercado (no que se
inclui as tendências), porque não tentar visualiza-las unindo somente os pontos de fechamento.
Nunca mais tive qualquer dúvida para classificar uma tendência, além do que, consegui padroniza-
las. Assim, quando determino a evolução das tendências não preciso contemporizar. Tenho uma
regra rígida que mostrarei a seguir:

A metade esquerda do quadro acima mostra, de cima para baixo, os gráficos mensal, semanal e
diário do Bovespa. Na metade à direita, os mesmos gráficos, mas conectando apenas os preços de
fechamento.

Vamos pegar para exemplo, a região assinalada pela seta vermelha separada por uma linha vertical
verde. Se estivesse observando o gráfico de barras, provavelmente diria que a tendência primária do
mercado era de alta, pois aparentemente o gráfico evoluía mantendo uma sucessão de topos e
fundos ascendentes. Entretanto, observando o gráfico que une apenas os fechamentos, percebe-se
que a tendência já estava indefinida, visto que o fundo imediatamente anterior já havia sido
penetrado. Este foi um exemplo que escolhi às pressas, pois daqui a pouco estarei enviando o curso
para ser disponibilizado no site. Mas, se tiver que verificar as tendências de muitos gráficos
continuamente, perceberá as vantagens de classifica-las desta forma.

Mudando de assunto, também me esqueci de comentar que, quando um canal é penetrado para cima
ou para baixo, costuma-se dobra-lo para obter novas projeções de suporte e resistência.
Testes de assimilação do conteúdo da aula 3
1. Utilizando apenas o conceito do Princípio da Confirmação, responda: você venderia Vale 5
quando o fundo “X” foi penetrado?

Sim ___ Não ___

Por que? ______________________________________________________________________

2. A condição inicial para se traçar uma linha de tendência:

a) A existência de dois fundos;


b) A existência de dois topos intercalando um fundo e o segundo topo tem que estar num
nível inferior ao primeiro.
c) A existência de um topo e um fundo;
d) A existência de dois topos intercalados por um fundo;
e) A existência de dois topos;
f) A existência de dois fundos intercalados por um topo;
g) A existência de, pelo menos, dois fundos intercalando um topo e que o segundo fundo
esteja num nível mais alto do que o primeiro.

3. Marque com falso ou verdadeiro os conceitos abaixo:

( ) Tendências de alta se iniciam quando os compradores estão mais fortes que os vendedores
( ) Tendências de baixa se iniciam quando os compradores e os vendedores estão equilibrados.
( ) Tendências de baixa se iniciam quando os compradores estão mais fortes que os vendedores
( ) Tendências se iniciam quando ocorre um desequilíbrio entre as forças do mercado.
( ) Tendências de alta se iniciam quando os vendedores estão mais fracos que os compradores.
( ) Tendências de baixa se iniciam quando os vendedores estão mais fortes que os compradores

4. Utilizando a área quadriculada abaixo, marque sobre as linhas correspondentes aos dias, os
pontos de fechamento das duas séries de dados abaixo, correspondente a dois índices da mesma
família (mas com composições distintas) e responda em que níveis ocorreram penetrações
confirmadas e não confirmadas de topos e fundos principais.

20
19
18
17
16
15
14
13
12
11
10
09

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9101112131415161718192021222324 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9101112131415161718192021222324

Gráfico 1* Gráfico 2*
Dia 1 = 10 Dia 11 = 13 Dia 1 = 12 Dia 11 = 15
Dia 2 = 12 Dia 12 = 18 Dia 2 = 10 Dia 12 = 16
Dia 3 = 11 Dia 13 = 12 Dia 3 = 15 Dia 13 = 13
Dia 4 = 17 Dia 14 = 14 Dia 4 = 13 Dia 14 = 10
Dia 5 = 14 Dia 15 = 16 Dia 5 = 16 Dia 15 = 13
Dia 6 = 15 Dia 16 = 13 Dia 6 = 12 Dia 16 = 12
Dia 7 = 12 Dia 17 = 11 Dia 7 = 17 Dia 17 = 18
Dia 8 = 13 Dia 18 = 19 Dia 8 = 11 Dia 18 = 19
Dia 9 = 10 Dia 9 = 13
*Os primeiros três dias de cada gráfico já estão plotados.

5.Imagine que um ativo qualquer esteja evoluindo dentro de um canal de alta e um outro dentro de
um canal de baixa. Baseado no que leu sobre linhas de tendência e de retorno, assinale nos
diagramas abaixo onde deveriam ser iniciadas operações de compra e de venda, bem como, onde
deveriam ser colocados os estopes de entrada (ou de proteção inicial).

7 2

5
3 6
8

1 1

8
6 3
5

2 7
Para efeito de resposta, gostaria que ela fosse dada da seguinte maneira: se achar que o ponto 6
é um ponto de compra a resposta deveria vir acompanhada de C6A ou C6V; se achar que é um
ponto de venda deverá ser V6A ou V6B. O objetivo é saber se compraria/venderia na
aproximação ou no retorno.

6. Utilizando lápis e régua, tente plotar 30 linhas de tendência, valendo de alta e de baixa.

7. Relacione o título com o conceito:

( a ) Linha de retorno ( ) ocorre no terceiro toque

( b ) Linha de tendência ( ) precisa de dois topos e um fundo intercalado

( c ) Confirmação de uma linha de tendência ( ) mostra que os vendedores estão no comando

( d ) Linha de Tendência inclinada para cima ( ) serve como confirmador da direção da tendência

( e ) Linha de tendência ( ) reflete a intensidade emocional do grupo dominante

( f ) Volume ( ) mostra que os compradores estão no comando

( g ) Linha de tendência ( ) precisa de dois fundos e um topo intercalado

( h ) Linha de Tendência inclinada para baixo ( ) paralela que une os extremos opostos

( i ) Inclinação da linha de tendência ( ) pode ser de alta ou de baixa


Respostas dos testes de assimilação da aula 3

1. Não. O IBX não confirmou a penetração.

2. B e G.

3.

(V) Tendências de alta se iniciam quando os compradores estão mais fortes que os vendedores

(F) Tendências de baixa se iniciam quando os compradores e os vendedores estão equilibrados.


(F) Tendências de baixa se iniciam quando os compradores estão mais fortes que os vendedores
(V) Tendências se iniciam quando ocorre um desequilíbrio entre as forças do mercado.
(V) Tendências de alta se iniciam quando os vendedores estão mais fracos que os compradores.
(V) Tendências de baixa se iniciam quando os vendedores estão mais fortes que os compradores

4. Utilizando a área quadriculada abaixo, marque sobre as linhas correspondentes aos dias, os
pontos de fechamento das duas séries de dados abaixo, correspondente a dois índices da mesma
família (mas com composições distintas) e responda em que níveis ocorreram penetrações
confirmadas e não confirmadas de topos e fundos principais.

20
C
19
A A
18
C
17
16
15
14
13
12
11
D B
10
B D
09

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9101112131415161718192021222324 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9101112131415161718192021222324

No dia 12, o topo A do gráfico 1 foi ultrapassado mas não houve confirmação no gráfico 2; no dia
14, o ponto B do gráfico 2 foi penetrado mas não houve confirmação no gráfico 1; no dia 18, após
o topo A do gráfico 2 ter sido ultrapassado no dia 17, o topo C do gráfico 1 foi ultrapassado
confirmando a penetração.
5. CANAL DE ALTA:
Compras: C2V - C4A - C6V - C8A
Vendas: V1V – V3A – V7A
CANAL DE BAIXA:
Compras: C1V – C3A – C7A
Vendas: V2V – V4A – V6V – V8A

7 2

5
3 6
8

1 1

8
6 3
5

2 7

6. Utilizando lápis e régua, tente plotar 30 linhas de tendência, valendo de alta e de baixa.
7. Relacione o título com o conceito:

( a ) Linha de retorno ( c ) ocorre no terceiro toque

( b ) Linha de tendência ( e ) precisa de dois topos e um fundo intercalado

( c ) Confirmação de uma linha de tendência ( c ) mostra que os vendedores estão no comando

( d ) Linha de Tendência inclinada para cima ( f ) serve como confirmador da direção da tendência

( e ) Linha de tendência ( i ) reflete a intensidade emocional do grupo dominante

( f ) Volume ( d ) mostra que os compradores estão no comando

( g ) Linha de tendência ( g ) precisa de dois fundos e um topo intercalado

( h ) Linha de Tendência inclinada para baixo ( a ) paralela que une os extremos opostos

( i ) Inclinação da linha de tendência ( b ) pode ser de alta ou de baixa

Observação: as conexões para “Linha de tendência” não precisam estar necessariamente na ordem
acima, mas “b”, “e” e “g” devem estar conectados aos três conceitos acima.
PADRÕE S DOS GRÁFICOS DE BARRAS
Como vimos, a Teoria formulada por Charles Dow visava criar um instrumento para avaliar a direção
do mercado. Preocupava-se apenas com os índices, que naquela época não podiam ser operados - a
não ser que se construísse uma carteira que reproduzisse fielmente sua composição.

Na medida em que os investidores foram tomando contato com a Teoria de Dow, alguns mais
interessados e estudiosos, perceberam que embora a maioria das ações individuais que formavam o
índice subisse quando ele subia e vice-versa, sua evolução muitas vezes tinha um traçado bastante
diferente. Empiricamente, foram descobrindo que muitas vezes durante uma tendência de alta ou de
baixa, esta evolução se fazia de acordo com determinados padrões que de tempos em tempos se
repetiam. Do mesmo modo, identificaram que quase todas as mudanças de direção passavam por
um processo semelhante, que também se repetiam de tempos em tempos, formando padrões
diferentes daqueles quando o índice se movimentava em tendência.

Consultei vários autores, mas não consegui encontrar um nome que seja considerado como aquele
que classificou os padrões gráficos. Na obra de Hamilton, encontrei uma referência aos topos e
fundos duplos, onde comenta que os achava de pouca ou nenhuma importância na projeção dos
preços. De qualquer modo isto é irrelevante. O importante é conhecer os padrões que ao longo do
tempo se consolidaram como referências de continuação da tendência em andamento ou de
mudanças na sua direção.

Estes padrões ou formações gráficas que surgem em determinados momentos, através dos quais,
baseados na sua freqüência de sua ocorrência no passado e do que aconteceu com o mercado em
seguida, podem nos ajudar, por analogia, a decidir quando é mais provável que uma Tendência
prossiga ou reverta. Para efeito da metodologia que estamos desenvolvendo, não são tão
importantes, podendo-se até prescindir deles. Mas é sempre bom conhece-los, pois poderá encontrar
novos caminhos e um curso de análise técnica não ficaria completo sem o seu conhecimento.

PADRÕES DE CONTINUAÇÃO

Como diz o próprio nome são padrões que se formam durante a movimentação de uma tendência. De
tempos em tempos, quando em tendência, o preço de um ativo qualquer dá uma parada para
retomada de fôlego e depois continuar se movimentando na direção em que vinha se movendo.
Essas interrupções momentâneas assumem diferentes formas, no geral denominadas de áreas de
congestão. As principais são os triângulos, retângulos, cunhas, bandeiras e flâmulas, sendo que
apenas os dois últimos aparecem apenas como padrões de continuação. Os demais, também podem
aparecer como padrões de reversão.

1. Triângulos: são áreas de congestão cujos limites superior e inferior convergem para a direita. Para
poder traçar um triângulo precisa-se de, pelo menos, quatro pontos de retorno: dois de fundo e dois
de topo. Um triângulo pequeno, cuja altura corresponda a 10 ou 15% do movimento precedente,
provavelmente será um triângulo de continuação. Na maioria das tendência de alta e de baixa se
encontram muitos destes triângulos. Grandes triângulos, cuja altura correspondem a um terço ou
mais do movimento precedente, provavelmente funcionarão como padrão de reversão. Dependendo
do seu ângulo, o triângulo pode ser classificado em três tipos: simétrico, ascendente e descendente.

1.1. Triângulo Simétrico: é aquele cujos limites superior e inferior convergem para a direita num
mesmo ângulo de inclinação. Normalmente reflete um equilíbrio de forças entre compradores
e vendedores e sua resolução usualmente é de continuação. Durante sua formação, os
preços vão caminhando para a direita através de flutuações cada vez mais estreitas, na
direção do vértice, com sensível redução do volume, até que sem nenhum aviso, rompe o
triângulo com grande impulso com notável aumento do volume. Raramente, durante a
formação de um triângulo, se obtém qualquer indício da direção em que será perfurado, até
que finalmente o seja. Algumas vezes, pode-se ter uma boa idéia observando-se o que está
acontecendo nos gráficos de outras ações, mas freqüentemente, só lhe resta operar até que
se defina. Tudo, neste padrão, indica vacilação ou dúvida.

Existem dois métodos mais populares para se


projetar o objetivo mínimo da evolução do
preço após a penetração do triângulo:

a) transferir a medida da amplitude da


base para o local onde se deu o corte
b (setas vermelhas);
a b) Traçar uma paralela do lado oposto
s vértice
da perfuração tomando como
e referência o ponto mais lato da base
(linha pontilhada).

comprimento Observação: as melhores perfurações


ocorrem entre a metade e ¾ do comprimento
do triângulo.
Observação 2: numa penetração para baixo é
volume o inverso.

Intrigante! Quando fui procurar exemplos de triângulos para ilustrar o tema com gráficos reais,
tive que procurar um bocado. Por onde andei, esbarrei com retângulos, mas encontrei poucos
triângulos. Veja abaixo, dois triângulos simétricos que funcionaram como padrão de
continuação.

Observe o comportamento do volume durante a formação do triângulo e o súbito aumento na penetração.


No exemplo ao lado,
observando o gráfico
diário do Bovespa
podemos ver um
triângulo simétrico
que funcionou como
padrão de
continuação da
tendência prévia e
outro, logo a seguir,
que serviu como
padrão de reversão.

1.2. Triângulos Ascendente e Descendente: são aqueles em que um dos limites é praticamente
uma linha horizontal e, o outro, uma linha inclinada. Em muitos aspectos, de fato na maioria,
são muito semelhantes ao Simétrico, mas com pequenas e generosas diferenças, pois
informam antecipadamente suas intenções. Daí seus nomes, pela suposição de que num
triângulo ascendente os preços romperão para cima e, num descendente, para baixo.
Raramente ocorre uma falha neste padrão.

Se a linha de topo for horizontal e alinha de fundo inclinar-se para cima ao encontro da
horizontal, estamos diante de um Triângulo Ascendente. Se a linha de fundo for horizontal e a
do topo, inclinada para baixo ao encontro da horizontal, estamos diante de um Triângulo
Descendente.

Estas formações são lógicas e fáceis de explicar. O Triângulo Ascendente, por exemplo,
mostra de forma simples o que acontece quando uma procura crescente por uma determinada
ação encontra uma grande oferta para ser vendida a um preço fixo. Se a procura continuar, a
oferta será totalmente absorvida por novos compradores, que acham que os preços atingirão
níveis mais altos. Este tipo de atividade do mercado evidencia um plano de distribuição
elaborado por possuidores de grandes lotes, que desejam liquidar sua posição a um preço
pré-determinado. O Triângulo Descendente deve-se a condições de mercado inversas àquelas
responsáveis pelo triângulo ascendente. Suas implicações são igualmente fortes e, suas
falhas, igualmente raras. Tal e qual no triângulo simétrico, as boas perfurações ocorrem entre
a metade e ¾ do comprimento.

O comportamento do volume é muito parecido com o do triângulo simétrico, diminuindo na


medida em que os preços vão se aproximando do vértice. Nas formações ascendentes, o
volume tende a aumentar ligeiramente durante as subidas dentro do padrão e a diminuir nas
quedas dentro do padrão; nas formações descendentes, o oposto é verdade, porém, algumas
vezes não tão evidente. Estas flutuações menores dentro do padrão, entretanto, não afetam a
característica global da diminuição do volume, até que o ponto da perfuração seja atingido.

De modo similar aos triângulos simétricos, as perfurações para cima num triângulo
ascendente, também exigem um grande aumento do volume, caso contrário, devem ser vistas
como suspeitas. Perfurações para baixo nos triângulos descendentes não necessitam de
grande volume.

Uma observação que vale para todos os tipos de triângulos é que normalmente, logo após o
rompimento da linha, ocorre uma volta rápida em sua direção, seguida de aceleração na
direção do corte. Outro aspecto importante é o tempo de resolução dos triângulos. Os três
tipos, geralmente se definem num prazo que varia de três semanas a três meses, podendo,
entretanto, durar um pouco mais.

Seguem-se alguns exemplos reais de triângulos ascendentes como padrão de continuação e


de reversão, um triângulo descendente como padrão de reversão e outro triângulo simétrico
de continuação.

Note, em todos os exemplos, que as projeções de medida após os cortes das linhas dos
diferentes triângulos foram muito além do projetado. Nos padrões de continuação, tenho
observado que, na maioria das vezes, os triângulos ficam sendo a metade do caminho a ser
percorrido. O diagrama da próxima página ajudará a esclarecer o que estou querendo dizer:
Pelos métodos de projeção convencionais,
os objetivos mínimos, após o corte da linha
do Triângulo seriam: a) a continuação do
movimento até a linha pontilhada; b) a
medida da altura da base adicionada no
ponto de corte.

Baseado na observação empírica de que


funcionam como metade do caminho, meça
a altura do movimento precedente à
formação do triângulo e transfira esta
medida a partir do último ponto de retorno
anterior ao corte do triângulo.

Como operar as penetrações de um Triângulo: estratégias

De um ponto de vista tradicional, que é o que nos importa neste momento (mais adiante,
daremos um tratamento diferente), existem dois níveis operacionais:
a) Comprar/vender na penetração do corte. Neste caso, o estope inicial ou de proteção deve
ser colocado um pouco abaixo da linha oposta;
b) Esperar o movimento de volta à linha, após sua penetração e comprar/vender na
ultrapassagem do topo/fundo anterior. Neste caso, o estope deve ser colocado um pouco
abaixo/acima do ponto de retorno do movimento de retomada da penetração original.
Apesar desta volta não ocorrer 100% das vezes em que uma linha é penetrada, ocorre na
maioria das vezes. Acho esta operação mais segura, mas nem sempre poderá ser feita.

ESTOPE INICIAL
ESTOPE INICIAL

PC
PC

PV
PV
ESTOPE INICIAL ESTOPE INICIAL

ESTRATÉGIAS OPERACIONAIS - MÉTODO A

PC PC ESTOPE INICIAL
ESTOPE INICIAL

ESTOPE INICI AL
ESTOPE INICIAL
PV PV

ESTRATÉGIAS OPERACIONAIS - MÉTODO B


Tudo que foi visto aqui sobre os triângulos, dos padrões às características e estratégias,
aplicam-se em qualquer periodicidade. Triângulos podem se formar nos gráficos de 15
minutos, semanal, mensal, etc. Seu significado será sempre o mesmo, isto é vacilação ou
dúvida, na periodicidade em que estiver se desenvolvendo.

Encerro o assunto triângulos chamando sua atenção para dois aspectos:

a) Durante a formação dos triângulos há uma forte propensão dos movimentos internos
respeitarem com muito rigor o limite das linhas externas de definição do padrão;
b) Tive alguma dificuldade para encontrar nos meus gráficos muitos exemplos de triângulos,
porque, com bastante freqüência, após uma de suas linhas ter sido penetrada, em vez de
continuar subindo (ou caindo) como seria de se esperar, ao chegar nas proximidades do
ponto mais alto (ou mais baixo) do padrão, a formação deriva para um retângulo. Deste
modo, quando estiver iniciando uma operação de compra ou de venda, vale a pena
verificar a distância do ponto de corte até o extremo da base para verificar se, antes de
ultrapassar a última resistência, a relação risco/recompensa vale a pena. Se não for, será
melhor esperar pela confirmação da penetração do extremo da base para iniciar uma
operação.

2. Retângulos: são formações que consistem de uma séria de flutuações de preços que vão se
estendendo para a direita, ora para cima, ora para baixo, contidas entre duas linhas horizontais
(de topo e de fundo), raramente paralelas, formando uma área de congestão. Esta formação,
diferentemente dos triângulos que indicam vacilação ou dúvida, reflete um grande equilíbrio entre
as forças oponentes do mercado.

Costumam surgir com mais freqüência como padrão de continuação, mas também surgem como
padrão de reversão. Tanto podem ocorrer como padrão de continuação de alta ou de baixa,
como padrão de reversão de topo e fundo.

Objetivo mínimo após o corte

Objetivo mínimo após o corte

Padrão do volume Padrão do volume

De um modo geral, suas características são muito semelhantes às do Triângulo Simétrico. O


volume tende a diminuir gradualmente durante sua formação, voltando a crescer durante e após
sua perfuração. Nos retângulos altistas, apesar da diminuição do volume, o volume tende a
crescer nas subidas internas do retângulo e a diminuir nas quedas dentro do padrão. Num
retângulo baixista é o inverso, isto é, tende a aumentar nas quedas e a diminuir nas subidas e
estas características podem nos auxiliar quando estivermos verificando qual o lado mais provável
de ser perfurado.

Veja no gráfico semanal de


Petrobrás preferencial, ao
lado, um retângulo de
continuação e outro que
ainda é uma incógnita.

O padrão do volume deste


último mostra que ele cresce
nas quedas e decresce nas
subidas, sugerindo que o
retângulo em andamento
deve se resolver como uma
penetração para baixo.

Mais comum ainda do que nos triângulos, é muito comum logo após o rompimento de um
retângulo uma volta à linha penetrada, seguida por uma retomada na direção penetrada. Esta
volta ocorre em 40% deles, em geral num período que pode variar de três dias a três semanas,
mas nada impede que possa demorar mais.

Quando um retângulo é
perfurado numa base de
fechamento, o objetivo
mínimo do movimento
subseqüente pode ser
facilmente determinado,
bastando dobrar a altura do
retângulo, como ser visto no
diagrama da página anterior.
Existe outra forma de
projeção, feita com o uso da
técnica do gráfico ponto-
figura que veremos quando
abordarmos esta técnica. Por
hora posso dizer que ela tem
a ver com a extensão do
retângulo. No gráfico de
Eletrobrás pnb (diário), ao lado, observe como esta longa base de um ano deu origem a um
grande movimento de alta, após o seu rompimento.

Os retângulos normalmente se resolvem num período de um a três meses, similar aos Triângulos
e as Cunhas, que será o próximo padrão a ser examinado.

Como todos os padrões de continuação e de reversão que veremos, surgem em qualquer


periodicidade, no geral mantendo sempre as mesmas características durante sua construção.

Na próxima página veremos mais alguns exemplos reais onde os retângulos funcionaram como
padrão de continuação de tendências de alta, bem como, padrões de reversão de topo e fundo:
No chat do dia 21/12 me fizeram a seguinte pergunta:

“Empresario : Caro Marcio, Em relação ao curso e seu livro, quais as diferenças fundamentais de
didática e conteúdo.

Não podendo me alongar, respondi:

Marcio Noronha : No meu livro você tem acesso a uma série de técnicas e teorias, tipo uma
enciclopédia. O curso está voltado para criar, com o uso de algumas das técnicas e teorias, uma
maneira segura de operar no mercado. Ao final você terá sido apresentado a uma estratégia
operacional válida para qualquer mercado onde os preços se formem livremente através da oferta e
da procura.”

Voltando ao assunto, agora sem a pressão do tempo, gostaria de me estender sobre esta pergunta
mais um pouco.

A didática será a mesma utilizada no livro, até porque não sei fazer de outra forma: me comunicar de
uma forma coloquial, observando uma seqüência racional de teorias e ferramentas técnicas
pertinentes à metodologia a que me proponho construir.

A diferença está no conteúdo. Durante o curso, toda vez que for necessário utilizar conceitos e
definições existentes no livro, não as redefinirei e aproveitarei o que já existe. Não pretendo
reinventar a roda nem solicitar que comprem o livro para utiliza-lo como livro texto. Entretanto, não se
pode dizer que o livro tenha começo, meio e fim. A ordem em que muitas teorias e ferramentas foram
apresentadas poderiam ser alteradas e, a rigor, o livro não mudaria muito.

O objetivo do curso é ensina-lo a operar de uma maneira que, comprovadamente (acompanhada por
mais de uma centena de assinantes), ao longo dos 112 números da revista Timing, tem se mostrado
consistente e resistido ao teste do tempo. Poderá não ser o melhor método operacional, mas
certamente suprirá amplamente as necessidades de quem procura por um.

Não posso, simplesmente, chegar e dizer: O fundo anterior foi penetrado, venda! Ou, compre porque
a linha de tendência de baixa foi cortada e coloque um estope de entrada um pouco abaixo da
mínima da perna de queda anterior da linha. Se você não sabe o que é fundo anterior, linha de
tendência de baixa, estope de entrada, perna de queda, etc. como poderá entender seus significados
e avaliar instruções?

Como todas as teorias e ferramentas que, de algum modo, disserem respeito à metodologia terão de
ser explicadas e, muitas delas já o foram no meu livro, por que razão, deveria reescreve-las no curso.
É muito mais simples transcreve-las, a não ser que tenham sofrido alguma mudança. Então, em
muitos momentos, o curso se parecerá com o livro. Vocês acabaram de ver alguns padrões gráficos
de continuação. Todas as características que vimos sobre eles estão aí há quase um século! Porque
deveria mudar sua apresentação uma vez que ao escrever o livro foi como me pareceu a maneira
mais didática?

O que distingue o curso do livro, é que aqui faço uma seleção pessoal utilizando o que me pareceu
mais significativo sobre tudo que aprendi e pratiquei. O curso é a síntese de tudo isto, o melhor que
consegui para mim!

3. Cunhas: são formações gráficas, em que as flutuações dos preços ficam contidas entre duas
linhas convergentes, mas que se diferenciam dos triângulos por serem ambas, simultaneamente,
inclinadas para cima ou para baixo. O padrão do volume é similar aos dos triângulos e retângulos,
diminuindo substancialmente durante seu desdobramento. Seu tempo de formação e resolução é
similar ao dos triângulos, de um a três meses, mas pode demorar mais.

Cunha Descendente Cunha Ascendente

Padrão de Continuação de Alta Padrão de Continuação de Baixa

Como pode observar no diagrama acima, suas definições têm o sentido oposto às suas designações,
isto é, uma cunha descendente é altista e uma cunha ascendente é baixista.

O movimento posterior à perfuração de uma cunha ascendente (baixista) exige uma atitude
operacional rápida, ao passo que, o da cunha descendente (altista), deixa mais tempo para
raciocinar. O objetivo mínimo do movimento após a perfuração é a distância medida entre o ponto
mais alto (cunha descendente) ou a do ponto mais baixo (cunha ascendente) e o vértice, transferida
verticalmente para o local do corte, conforme indicam as setas vermelhas do diagrama da página
anterior. Seguem-se, abaixo, alguns gráficos que correntemente podem estar se desdobrando num
padrão de Cunha Descendente, com implicações altistas:

Mais alguns exemplos de Cunhas que funcionaram como padrão de reversão e continuação, bem
como, mais uma possível cunha de alta que pode estar em andamento:
Como operar as penetrações e o interior dos Retângulos e das Cunhas: estratégias

As estratégias operacionais para os Retângulos e Cunhas são basicamente as mesmas utilizadas


para se operar os Triângulos. O que muda é o traçado do desdobramento.

Na próxima aula veremos as Bandeiras, Flâmulas e Similares, os padrões gráficos que nos
proporcionam a maior lucratividade com o menor risco.
Testes de assimilação do conteúdo da aula 4

1. Relacione de acordo com a definição:

(a)Triângulo Simétrico ( ) é aquele em que um dos limites é praticamente uma linha horizontal
e, o outro, uma linha inclinada para cima.
(b)Triângulo Ascendente ( ) são formações que consistem de uma séria de flutuações de preços
que vão se estendendo para a direita, ora para cima, ora para baixo,
contidas entre duas linhas horizontais (de topo e de fundo), raramente
paralelas, formando uma área de congestão
(c) Triângulo Descendente ( ) é aquele cujos limites superior e inferior convergem para a direita num
mesmo ângulo de inclinação.
(d) Retângulo ( ) são formações gráficas, em que as flutuações dos preços ficam
contidas entre duas linhas convergentes, mas que se diferenciam dos
triângulos por serem ambas, simultaneamente, inclinadas para cima.
(e) Cunha de Alta ( )são formações gráficas, em que as flutuações dos preços ficam
contidas entre duas linhas convergentes, mas que se diferenciam dos
triângulos por serem ambas, simultaneamente, inclinadas para cima.
(f) Cunha de Baixa ( ) é aquele em que um dos limites é praticamente uma linha horizontal
e, o outro, uma linha inclinada para baixo.

2. Durante o processo de formação dos padrões de continuação, o que acontece com o volume no
interior e na penetração?

a) Diminui durante a formação do interior e diminui mais ainda na penetração.


b) Aumenta durante sua formação e cede na penetração.
c) Diminui durante sua formação e aumenta na penetração.
d) Aumenta nos movimentos internos a favor do lado que deverá penetrar e diminui nos
movimentos internos contra ele. Aumenta substancialmente na penetração.

3. Relacione:

( a ) Triângulos ( ) indicam vacilação ou dúvida.


( b ) Retângulos ( ) refletem um grande equilíbrio entre as forças oponentes do mercado.

4. Nos triângulos, a que distância medida da base ao vértice ocorrem as melhores perfurações?

a) Na primeira metade;
b) Na segunda metade;
c) De 1/3 a 2/3;
d) Da metade até 2/3;
e) Da metade até 3/4.

5. Quanto ao fator tempo, quanto pode levar para a resolução dos triângulos, retângulos e cunhas?

a) de uma a quatro semanas;


b) de vinte pregões a sessenta pregões;
c) de um a seis meses;
d) de um a três meses;
e) de três a seis meses.
6. Relacione:

( a ) Uma Cunha Descendente é ( ) Baixo


( b ) Uma Cunha Ascendente é ( ) Altista
( c ) Uma Cunha de Alta é inclinada para ( ) Cima
( d ) Uma Cunha de Baixa é inclinada para ( ) Baixista

7. Suponha que alguns gráficos estivessem se desdobrando conforme abaixo:

B
A
8,5
10 20

6 13

62 19
C D

14,5

45 13
11

Quais seriam seus objetivos mínimos após a penetração?

A) ____
B) ____ e ____
C) ____
D) ____
8. Atendo-se apenas ao traçado e desconsiderando o fator tempo, veja se consegue localizar no
gráfico abaixo dois retângulos, duas cunhas e um triângulo ascendente.

9. Esta vale um doce! Examine com atenção o gráfico abaixo e veja se descobre uma grande falha
ocorrida em dos padrões que vimos na aula de hoje.
Respostas dos testes de assimilação da aula 4
1. Relacione de acordo com a definição:

(a)Triângulo Simétrico ( b ) é aquele em que um dos limites é praticamente uma linha horizontal
e, o outro, uma linha inclinada para cima.
(b)Triângulo As cendente ( d ) são formações que consistem de uma séria de flutuações de preços
que vão se estendendo para a direita, ora para cima, ora para baixo,
contidas entre duas linhas horizontais (de topo e de fundo), raramente
paralelas, formando uma área de congestão
(c) Triângulo Descendente ( a ) é aquele cujos limites superior e inferior convergem para a direita
num mesmo ângulo de inclinação.
(d) Retângulo ( f ) são formações gráficas, em que as flutuações dos preços ficam
contidas entre duas linhas convergentes, mas que se diferenciam dos
triângulos por serem ambas, simultaneamente, inclinadas para cima.
(e) Cunha de Alta ( e )são formações gráficas, em que as flutuações dos preços ficam
contidas entre duas linhas convergentes, mas que se diferenciam dos
triângulos por serem ambas, simultaneamente, inclinadas para cima.
(f) Cunha de Baixa ( c ) é aquele em que um dos limites é praticamente uma linha horizontal
e, o outro, uma linha inclinada para baixo.

2. Durante o processo de formação dos padrões de continuação, o que acontece com o volume no
interior e na penetração?

a) Diminui durante a formação do interior e diminui mais ainda na penetração.


b) Aumenta durante sua formação e cede na penetração.
c) Diminui durante sua formação e aumenta na penetração.
d) Aumenta nos movimentos internos a favor do lado que deverá penetrar e diminui nos
movimentos internos contra ele. Aumenta substancialmente na penetração.

3. Relacione:

( a ) Triângulos ( a ) indicam vacilação ou dúvida.


( b ) Retângulos ( b ) refletem um grande equilíbrio entre as forças oponentes do mercado.

4. Nos triângulos, a que distância medida da base ao vértice ocorrem as melhores perfurações?

a) Na primeira metade;
b) Na segunda metade;
c) De 1/3 a 2/3;
d) Da metade até 2/3;
e) Da metade até 3/4.

5. Quanto ao fator tempo, quanto pode levar para a resolução dos triângulos, retângulos e cunhas?

a) de uma a quatro semanas;


b) de vinte pregões a sessenta pregões;
c) de um a seis meses;
d) de um a três meses;
e) de três a seis meses.
6. Relacione:

( a ) Uma Cunha Descendente é ( c ) Baixo


( b ) Uma Cunha Ascendente é ( a ) Altista
( c ) Uma Cunha de Alta é inclinada para ( d ) Cima
( d ) Uma Cunha de Baixa é inclinada para ( b ) Baixista

7. Suponha que alguns gráficos estivessem se desdobrando conforme abaixo:

B
A
8,5
10 20

6 13

62 19
C D

15

45 13
11

Quais seriam seus objetivos mínimos após a penetração?

A) 12,5
B) 27 e 6
C) 28
D) 23
8. Atendo-se apenas ao traçado e desconsiderando o fator tempo, veja se consegue localizar no
gráfico abaixo dois retângulos, duas cunhas e um triângulo ascendente.

9. Um Triângulo Ascendente que foi penetrado para baixo.


4. Bandeiras, Flâmulas e Similares: são pequenas e compactas flutuações de preços, que vão
formar pequenos paralelogramos ou retângulos, ligeiramente inclinados contra a direção da tendência
predominante. Quando aparecem numa tendência de alta, sua semelhança com uma bandeira
tremulando no mastro é muito grande, daí seu nome. Sempre surgem após um avanço vertical rápido
e extenso (que vem a ser o mastro), durante o qual se verifica um aumento crescente do volume.
Quando esse movimento encontra resistência, se inicia a construção da bandeira, com o mercado
dando uma ligeira recuada e os preços ficando contidos dentro de duas linhas horizontais, mais ou
menos paralelas e inclinadas, com redução gradual do volume.

Bandeira de Alta Bandeira de Baixa Flâmula de Alta Flâmula de Baixa

h’ h h´ h

h h

h h´

A resolução dessa congestão pode levar de cinco dias a três semanas, sendo que, quando são
rápidas, não chegam a ficar inclinadas, assemelhando-se a pequenos quadrados. Quanto maior a
distância entre as linhas, maior o tempo despendido. A penetração do padrão implica em aumento do
volume e pode-se esperar que o movimento que se segue tenha a mesma extensão do movimento
anterior à formação da Bandeira, i,é., o mastro é duplicado, com a bandeira ficando como metade do
caminho. Quando surgem em tendências de baixa, suas características são as mesmas, só que no
sentido contrário e com tendência a uma definição mais rápida.

As flâmulas diferem das bandeiras apenas pelo seu formato, mantendo todas as demais
características. Seu aspecto está muito mais para um triângulo inclinado ou uma pequena cunha.
Elas também se formam após um rápido avanço (ou declínio) dos preços e, durante sua construção,
o volume diminui de forma sensível, mais rapidamente ainda do que durante a construção das
bandeiras. As projeções dos objetivos mínimos são idênticas às das bandeiras.

Bandeiras e flâmulas são consideradas, pelos grafistas, como padrões dos mais confiáveis, tanto na
indicação da direção do mercado, como nas projeções de medida. Ocasionalmente podem falhar,
mas nunca sem antes dar um sinal que o padrão tenha se completado. Para que possa se prevenir
dessas falhas, basta que observe atentamente para três aspectos:

1. A figura de consolidação (bandeira ou flâmula) deverá surgir após um movimento quase em


linha reta vertical.
2. A atividade deverá diminuir considerável e constantemente durante a construção do padrão, e
continuar a cair até que os preços saltem para fora dele.
3. Os preços deverão perfurar o padrão na direção esperada, no máximo em quatro semanas.
Um padrão desse tipo, que se estenda além de três semanas, deverá ser visto como suspeito.

Veja na próxima página alguns exemplos reais:


Como pode ver nos gráficos acima, estas formações surgem uma atrás da outra somente quando um
ativo ou um índice entra em tendência. Embora sejam padrões facilmente perceptíveis, são os mais
difíceis de serem seguidos, se não for acompanhado de um sólido critério analítico e operacional.

Para a maioria dos investidores, principalmente aqueles menos experientes que ainda se encontram
na fase oral (das dicas), é muito difícil realizar quando um papel já subiu algo substancial, que se
deve comprar mais na medida em que forem surgindo novos pontos de compra. Em geral, após
comprar e obter algum lucro ele passa a ficar preocupado em proteger aquilo que já ganhou e
dificilmente resiste comprado após um ou dois dias consecutivos de queda.

Quando o papel volta a subir, após uma breve respirada (a bandeira ou flâmula), ele não tem mais
coragem para recomprar e deixa de obter os benefícios de uma tendência. Acho que é por isto que
dizem que o investidor menos experiente não deixa o lucro crescer.

Daqui a diante, quando observar um ativo qualquer rompendo um resistência ou um suporte


importante e começar a subir/cair de forma acelerada, saiba que provavelmente surgirão pela frente
vários novos pontos de compra ou de venda, conforme o caso.

Você se sentirá emocional e psicologicamente muito melhor se definir estopes técnicos e deixar
correr. Ainda que não tenha iniciado uma operação na primeira perna de alta após o rompimento de
uma resistência ou suporte significativo, se perceber a formação de uma bandeira, uma flâmula ou
qualquer coisa similar (no sentido da rapidez da correção e não da forma), compre (venda) na
ultrapassagem do topo (do fundo) da primeira bandeira ou flâmula e coloque um estope inicial um
pouco abaixo do fundo (do topo) da bandeira ou flâmula e a cada nova correção vá adicionando sem
prejudicar seu preço de compra (venda) inicial subindo simultaneamente o estope de toda a posição
para o fundo (topo) anterior onde adicionou na ultrapassagem. Quando for estopado, muito
provavelmente a tendência estará se esgotando e, ainda que devolva algum, com certeza terá sido
uma operação das mais lucrativas. Diagramando estas estratégias, teríamos:
SEGUNDO PONTO DE COMPRA
ESTOPE INICIAL
MOVIMENTAR ESTOPE DA
COMPRA INICIAL E DA POSIÇÃO
ADICIONADA

PRIMEIRO PONTO DE COMPRA


PRIMEIRO PONTO DE VENDA

MOVIMENTAR ESTOPE DA
VENDA INICIAL E DA
POSIÇÃO ADICIONADA
RESISTÊNCIA
ESTOPE INICIAL SEGUNDO PONTO DE VENDA

Coloquei intencionalmente dois níveis de compra e de venda na segunda operação. O motivo é o


seguinte: quando a correção evoluir num formato retangular, o estope deverá ficar um pouco abaixo
do fundo do retângulo e o ponto de compra ocorrerá na ultrapassagem do topo do retângulo. Porém,
quando a correção se dá em forma de cunha ou de um pequeno canal de baixa, muitas vezes, em
termos de preço, ocorre uma forte retração. Nestes casos, dependendo do cenário geral do mercado
[muitos papéis subindo de forma generalizada e alternada (ou muitos papéis caindo de forma
generalizada e alternada)], pode-se fazer a compra (ou a venda) no corte da linha de tendência de
baixa colocando um estope um pouco abaixo da mínima da perna de queda anterior ao corte da linha.

Entretanto, este procedimento não é tão seguro quanto comprar na ultrapassagem do topo do
padrão. Embora exista a possibilidade de falha na estratégia de comprar na ultrapassagem do topo,
este risco será sempre menor do que no interior do padrão. Por isto, antes de iniciar uma compra no
corte da linha de tendência de baixa deve-se fazer as contas de quanto custará, caso venha a ser
estopado, para ver se é melhor do que esperar pela ultrapassagem do topo do padrão, no caso de ter
de repetir a compra no corte da linha de tendência de baixa retraçada. Algumas vezes, fazer uma
operação num nível de compra mais baixo, ser estopado e repetir o procedimento, custa menos do
que esperar pela penetração do topo.

Com isto encerramos nossa viagem pelos padrões de continuação e examinaremos a partir de agora
os padrões de reversão.

PADRÕES DE REVERSÃO

Concentre sua atenção naquilo que o mercado está lhe dizendo em vez de pensar no que ele deveria fazer.
Num mercado de alta, a condição sobre-comprado permanece por muito tempo, enquanto a condição sobre-vendido termina muito
rapidamente. O inverso é verdadeiro nos mercados de baixa.
Alan Shaw

São padrões que quando aparecem indicam que a tendência em andamento está em vias de mudar
de direção. Na maioria dos casos, quando uma tendência de preços entra num processo de reversão,
seja de alta para baixa ou de baixa para alta, uma área ou padrão característico toma forma no
gráfico, tornando-se reconhecido como padrão de reversão. Algumas dessas formações gráficas são
construídas e completadas muito rapidamente, enquanto outras podem necessitar de várias semanas
para atingir um estágio que alguém possa dizer, com segurança, que uma reversão de tendência está
definitivamente indicada.

Genericamente falando, quanto maior a área de reversão  quanto mais largas as flutuações dentro
dela, quanto mais tempo demorar a se formar, quanto mais ações trocarem de mãos durante sua
construção  mais importantes suas implicações. Assim, grosseiramente falando, uma grande
formação de reversão sugere um grande movimento a seguir e um pequeno padrão, um pequeno
movimento.

Dentre os padrões de reversão mais comuns, veremos a formação de Cabeça e Ombros, Topos e
Fundos Arredondados, Topos e Fundos Duplos e Triplos, Formações de Alargamento, Diamantes,
Dia de Reversão, Ilha de Reversão e a Pá de Ventilador.

1. Cabeça e Ombros: é o padrão de reversão mais comum e, com toda probabilidade o mais
confiável. Costuma surgir em topos e fundos importantes, embora também possa ocorrer
eventualmente como padrão de continuação, o que não chega a ser uma raridade. Provavelmente,
você já deve ter ouvido alguém falar sobre sua ocorrência, porque existem muitos investidores
familiarizados com seu nome, mas não tantos que realmente saibam e possam distingui-lo de algum
desenvolvimento de preço similar, que na verdade não se comportará de acordo com o padrão
verdadeiro. O típico, ou se preferir, o Cabeça e Ombros ideal, está ilustrado no diagrama a seguir:

O padrão ao lado consiste:

A. Uma forte subida, atingindo seu clímax após um avanço, mais


ou menos extenso, sobre o qual há um grande aumento do
B volume, seguido por uma pequena queda sobre a qual o
h volume diminui, consideravelmente, em relação à subida ao
C topo. É o “ombro esquerdo”.
A B. Outra subida com alto volume que atinge um nível mais alto do
que o do ombro esquerdo, seguida por outra queda com menos
volume, que leva os preços para baixo próximos do nível do
fundo da queda precedente, algumas vezes mais para baixo,
E algumas vezes mais para cima, mas, de qualquer forma, abaixo
do topo do ombro esquerdo. É a “cabeça”.
C. Uma terceira subida, mas dessa vez, decididamente, com
LINHA DE PESCOÇO menos volume do que o que acompanhou as subidas do ombro
esquerdo e da cabeça, que falha em atingir a altura da cabeça
antes que se origine outra queda. É o ombro direito.
h’ D D. Finalmente, o declínio dos preços nessa terceira queda rompe
a “linha de pescoço”, traçada através dos fundos formados
pelas quedas entre o ombro esquerdo e o ombro direito,
respectivamente. Para que a penetração seja válida, é
necessário que numa base de fechamento se afaste uns 3%
(em relação ao preço negociado) da linha de pescoço. Na
verdade, o rompimento de qualquer dos padrões examinados
VOLUME até agora requerem essa condição de confirmação.
E. Outro aspecto que merece atenção é de que, na maior parte
das C&Os, após a perfuração da linha de pescoço, ocorre uma
volta dos preços à linha para testa-la.

No diagrama acima vimos um exemplo clássico. Nem sempre é assim. A linha de pescoço pode ser
horizontal, pode estar inclinada para cima ou inclinada para baixo. O comportamento do volume é
fator mais importante na confirmação do padrão. Entretanto, nas C&Os de reversão de fundos, o
volume do ombro esquerdo normalmente sem forma sob baixo volume, que crescerá ligeiramente
durante a formação da cabeça, mas atingirá seu nível mais alto durante a subida do ombro direito, no
ataque à linha de pescoço.

Este padrão nos permite determinar o objetivo mínimo do movimento que se segue à ruptura da linha
de pescoço, com facilidade e precisão. Para tanto, basta que você meça verticalmente à distância
que vai da parte mais alta da cabeça até a linha de pescoço (h, no diagrama acima) e transfira essa
medida para o local em que se deu a perfuração (h’, no diagrama acima).

Veja a seguir alguns exemplos reais e note como todos os objetivos mínimos não só foram atingidos,
como ultrapassados:

Quanto à sua forma podem surgir com dois ombros de cada lado e uma cabeça; podem surgir com
duas cabeças e um ombro de cada lado; podem ter três cabeças e dois ombros simples; podem ter
três ombros de cada lado e uma cabeça, enfim, podem assumir vários aspectos dentro do padrão e
são mais conhecidas como formações complexas. O padrão tem uma forte tendência à simetria,
principalmente quanto ao número de ombros. Assim, se de um lado ocorrerem dois ombros, pode-se
esperar que o mesmo aconteça no lado direito da cabeça.
Tipicamente, um padrão de reversão,
ocasionalmente, surge no meio de
tendências, geralmente invertido como
padrão de continuação. Não existe
muito risco de ser confundido com o de
reversão, pois, é invertido com respeito
à direção prévia dos preços anteriores
ao seu surgimento. Assim, se surgir um
padrão deste tipo num mercado
ascendente, ele se apresentará com a
forma de uma cabeça e ombros de
fundo e vice-versa, conforme pode ver
nos gráficos ao lado.

O comportamento do volume durante a


sua ocorrência também não segue as
regras dos padrões de reversão, nem
tem muita importância na confirmação
do padrão.
Como operar o padrão cabeça e ombros: estratégias

C
O C
O
O O

LP

LP

LTA
LTA

Quando estiver examinando seus gráficos e perceber que, após uma grande subida, os preços
começaram a ratear, perfurando inicialmente a linha de tendência de alta e, no próximo movimento de
subida, começarem a cair antes de ultrapassar o topo anterior, com um padrão crescente do volume
durante a formação do ombro esquerdo e da cabeça, independente de qual dos dois tenha sido
maior, a probabilidade de que esteja diante de uma formação de cabeça e ombros é muito grande.
*
Neste caso, existem três pontos relativamente seguros para iniciar uma venda :

1) A partir do momento que o ombro esquerdo a cabeça de


uma possível formação de C&Os puder ser vista no gráfico e
EV1 e EV2 começara a se formar o ombro direito, trace uma linha de
LP tendência de alta e quando ela for cortada para baixo, venda
PV1
e coloque um estope de entrada um pouco acima da
EV3 máxima da perna de alta anterior ao corte da linha de
tendência. Se seu estope for atingido, encerre sua
PV3
PV2 operação, retrace a linha de tendência de baixa e, até que o
topo da cabeça tenha sido ultrapassado, venda no corte da
linha de tendência d e baixa.
2) Quando o movimento de queda que vai completar o
ombro direito penetrar a linha de pescoço, venda e coloque
um estope de entrada um pouco acima do topo anterior. Se
perceber que a distância do topo do ombro direito implica
num pedágio muito caro, e m vez de usar o topo anterior como referência de estope, use a máxima da barra em que se deu
a penetração. Neste caso, se for estopado, venda novamente quando a mínima atingida antes de ter sido estopado for
penetrada e coloque um estope de entrada um pouco acima do novo topo anterior. Se não entendeu, é exatamente a
mesma abordagem da próxima estratégia de venda, apenas num nível um pouco mais alto.
3) Se após o rompimento da linha de pescoço, os preços voltarem ao seu encontro e dali voltarem a cair, venda q uando o
fundo anterior for penetrado numa base de fechamento e coloque o seu estope um pouco acima do novo topo anterior
formado pela tentativa de volta à linha de pescoço.

Observações:
a) Durante o curso, quando eu mencionar “numa base de fechamento”, estou me referindo ao “preço
de fechamento”, o último negócio do dia ou da periodicidade em que estiver trabalhando.
b) “Se tiver sido estopado”, tem o sentido de: se o nível previamente definido para interromper sua
operação, caso ela estivesse saindo fora do previsto, tiver sido atingido.

*
No caso de uma Cabeça e Ombros de Reversão de Fundo, as estratégias para iniciar as compras são as mesmas, apenas
invertidas.
Enquanto escrevia as três estratégias acima, me dei conta que estou fazendo referências a estope de
entrada sem nunca ter abordado este tema nas aulas anteriores. Penso que isto aconteceu porque
neste momento do curso não estou preocupado com a parte operacional, transmitindo-lhes apenas
estratégias operacionais clássicas, correlacionadas aos padrões que estamos examinando. Mas,
sendo o estope a nossa única solução de continuidade no mercado, ainda que um pouco atrasado,
pois deveria ter tratado este assunto antes de abordarmos qualquer estratégia - dada a sua
importância - falarei sobre ele agora, interrompendo por algumas linhas o que estamos vendo.

ESTOPES

Apesar deste assunto precisar de poucas linhas para ser explicado, as implicações que carrega consigo mereceriam um
curso ou um livro inteiro.

Estope, da palavra inglesa “stop”, significa parar. Na análise gráfica, um nível de preço ou valor que, quando alcançado,
revela que a estratégia operacional utilizada numa operação de compra ou venda está saindo fora do previsto e deve ser
interrompida. O objetivo do seu uso, num primeiro momento é resguardar seu capital, com uma pequena perda, para
que possa voltar ao mercado num outro momento que julgue adequado. Num segundo momento, se a sua operação
inicial estiver evoluindo favoravelmente, sua função passa a ser a de proteger uma parte dos lucros auferidos até aquele
momento. Estas são as suas aplicações mais comuns.

Algumas vezes também é utilizado para iniciar uma operação. Imagine que tivesse preparado uma estratégia para
comprar/vender um determinado ativo e que a condição de compra/venda implicasse na ultrapassagem/penetração da
máxima/mínima da barra do dia anterior. Você pode deixar esta ordem com o seu corretor e ele vai acompanhando o
mercado diariamente até que a condição seja atingida e a ordem executada, ou você pode cancela-la antes da sua
execução. Nas bolsas americanas, uma ordem de compra deste tipo é chamada de “trailing buy-stop technique” e a de
venda “trailing sell-stop technique”.

O que nos importa, entretanto são as duas primeiras. Esta última é apenas uma técnica de entrada no mercado. Acredito
que a maioria de vocês que já operaram, já sentiu na mente e no bolso o que é fazer uma investida no mercado e depois
ficar vendo seu capital se evaporar, na maioria das vezes inertes, congelados como se diz na gíria do mercado.
Dependendo do mercado que estiver operando, um engano deste tipo pode lhe deixar completamente travado e muito
tempo terá que passar para que tenha o seu capital de volta. Em outros casos, mais extremos, pode consumir todo seu
capital e ainda deixá -lo endividado – já vi muitos assim, inclusive fui um deles!

Quando você é um principiante, isto ocorre por ignorância! Quando toma ciência de que pode utiliza-lo e não o faz, é
indisciplina!

Em teoria, parece fácil adotar a postura de colocar um estope e cumpri-lo. Na prática, não é tão fácil assim. Relutamos
em reconhecer quando estamos errados, principalmente porque quando acontece, já estamos perdendo algum dinheiro e
fica sempre a esperança de que o mercado possa retomar a direção da nossa operação e recuperarmos o dinheiro que
estamos perdendo naquele momento. Não sei por que razão, talvez porque os principiantes geralmente ingressem no
mercado próximo do final de um ciclo de alta, motivados pela mídia, as primeiras operações acabam dando certas, isto
é, ocorre um prejuízo inicial e alguns dias depois o mercado volta a subir e fica tudo em ordem. Mas, é só uma questão
de tempo! Daqui a pouco, já mudou sua posição e, subitamente, quando se dá conta, o lucro da primeira já foi para o
espaço, o prejuízo já está enorme e só lhe resta rezar.

Desnecessário dizer, mas este tipo de coisa só acontece devido ao desconhecimento que temos sobre a planta e o
funcionamento do mercado. Se você não tem uma idéia sobre onde está, não sabe para onde ir! É mais ou menos como
navegar tendo como referência às estrelas ou navegar usando uma bússola e um sextante. Um intui e outro tem certeza!

Apesar da importância, também não pretendia me alongar muito. Mais adiante, quando estivermos trabalhando na
metodologia operacional, este assunto será visto cuidadosamente. Por ora, fixe o seguinte:

Estope de entrada ou inicial: é um nível de interrupção do prejuízo quando uma estratégia operacional previamente
definida e concretizada não evolui conforme esperado.

Estope de proteção (dos lucros): depois que tiver iniciado uma operação, se ela seguir evoluindo dentro do esperado, o
estope de entrada deve ser deslocado, assim que for possível, para um valor na mesma direção da sua operação, que lhe
permita sair com algum lucro, ainda que o mercado comece a se movimentar na direção contrária à sua operação.
2. Topos e Fundos Duplos e Triplos: na concepção clássica da análise gráfica, os padrões duplos
são muito raros e, os triplos, ainda mais. Freqüentemente, grafistas com pouca experiência detectam
esses padrões, mas quase sempre erroneamente. Para entender o porquê dessa avaliação
imprecisa, precisamos entender bem como são formados esses padrões, diante dos conceitos da
análise gráfica.

T1 T2

V’

V
V

V’

F1 F2

A construção de um topo duplo se inicia quando, após uma subida, acompanhada de alto volume, o
mercado se retrai com diminuição do volume, e, então, volta a subir outra vez até atingir o nível do
topo anterior (algumas vezes um pouco aquém e, outras, um pouco além), novamente com volume
crescente, porém sem registrar as mesmas marcas verificadas durante a construção do primeiro topo
e, então, volta a cair uma segunda vez, com conseqüências bem mais significativas. Um fundo duplo
é o inverso.

Tendo visto como se forma um Topo/Fundo duplo, voltemos aos triângulos ascendentes e aos
retângulos vistos nas aulas anteriores. Quando esses padrões começam a se desenvolver, seu
primeiro passo é a construção de dois topos no mesmo nível, com uma correção entre eles e com
menos volume sobre o segundo topo do que no primeiro, conforme abaixo:

TA
R

TD

No diagrama acima, omiti o volume. Mas, considere que está de acordo com a descrição do
parágrafo anterior. Considere, também, que está observando um gráfico desenvolvendo de forma
similar ao diagrama acima. No final da linha preta mais espessa, o gráfico poderá assumir um dos
três padrões assinalados, mas antes que isto aconteça, normalmente a avaliação imediata é que
pode estar se formando um topo duplo. Na seqüência dos eventos, um terceiro topo ali se
desenvolverá e os preços romperão o padrão em busca de níveis mais altos. Assim, vemos que
necessitamos ter alguma regra ou critério para distinguir um verdadeiro padrão de reversão Topo
Duplo de um topo duplo que não implique em reversão, quando eles aparecem como parte de uma
área de consolidação numa tendência de alta. Observação: Se é raro surgir como reversão de topo
ou de Fundo, é muito freqüente nos padrões de consolidação, qualquer que seja a tendência
predominante. No meu livro os denominei de topos e fundos reflexos, devido à simetria. Qualquer
indício de falha na continuação da tendência em andamento, normalmente, começa com vestígios de
um topo ou fundo duplo. Depois dos ziguezagues, tenho a impressão que é a formação que mais se
encontra nos gráficos.

Não existe uma regra para que se possa distinguir quando é um ou quando é outro, mas um aspecto
pode facilitar bastante quando estiver estudando este tipo de formação. Trata-se do fator tempo e da
profundidade do Vale que separa os dois topos ou fundos. Se ocorrerem dois topos no mesmo nível
muito próximos no tempo e com apenas uma correção não muito profunda entre eles, as chances são
de que façam parte de uma área de consolidação. Por outro lado, se houver uma correção longa,
lenta, profunda e mais ou menos arredondada, após o aparecimento do topo (fundo) inicial sucedida
por uma evidente falta de força, quando os preços subirem (caírem) novamente na direção do topo
anterior (fundo anterior), poderemos suspeitar da existência de um Topo (Fundo) Duplo. Veja abaixo
dois exemplos reais de topo e fundo duplo de reversão:

Nesta altura, você poderia perguntar quanto tempo é necessário decorrer entre os dois topos ou os
dois fundos, e quão profundo deve ser o Vale para ser considerado um topo ou fundo duplo de
reversão. Diria que não existe uma resposta simples e definitiva. Podemos tentar aproximações.
Assim, se dois topos surgirem com mais de um mês de intervalo entre eles, provavelmente não
pertencem à mesma formação de consolidação. Se, adicionando-se a isto, a correção entre o
primeiro e o segundo topo reduzir o preço uns 20% em relação ao seu valor no topo, aumentam as
possibilidades de que possa ser um Topo ou Fundo Duplo. Mas, estes dois critérios são arbitrários e
não sem exceção. Existem casos nos quais os dois topos ocorreram com apenas duas ou três
semanas de intervalo, e outros nos quais o “Vale” entre eles foi de apenas 15%. A maioria dos
verdadeiros Topos e Fundos Duplos, entretanto, desenvolvem-se com intervalos de dois a três meses
ou ainda maiores entre eles. Genericamente falando, o elemento tempo é mais crítico do que a
profundidade da correção. Quanto maior o tempo entre os dois Topos (ou Fundos), menor a
necessidade de uma queda (subida) extensa dos preços durante o intervalo.

Tendo visto as principais características da possível ocorrência de um Topo Duplo, resta dizer que a
confirmação final é dada, quando, após, a construção do segundo topo, o mercado cai e rompe o
suporte criado na linha de fundo do ’Vale”, assinalando uma reversão de tendência de alta para baixa.
Topos e Fundos totalmente confirmados, raramente aparecem em reversões de tendências
intermediárias: eles são um fenômeno característico de reversão de tendência primária. Portanto,
quando estiver convicto de que está diante de um, não o despreze. Mesmo que os preços já tenham
retrocedido 20%, as chances são de que cairá muito mais antes de atingir o fundo.

Tudo que foi dito aqui sobre Topos Duplos, vale para os Fundos Duplos, só que invertido.

Na próxima aula, continuaremos examinando mais alguns padrões de reversão.

Acredito que todos saibam que durante um chat é possível enviar uma mensagem reservada. Bem,
no último, sobre o curso, alguém me enviou uma pergunta sobre uma dúvida aparentemente simples
(o que significava comprar ou vender numa base de fechamento?), no entendimento do remetente,
encabulado de envia-la abertamente.

Sobre isto quero dizer o seguinte: o chat sobre o curso, no meu entendimento, deveria ser para tirar
dúvidas do que, através do texto, não ficou claro, independente de lhe parecer bobagem ou não.
Como professor, tenho total interesse de que todas as dúvidas sejam esclarecidas. Só assim, poderei
concluir que o curso valeu a pena! Se não souber quais são as dúvidas não poderei melhorar o curso.

A idéia de ter um chat específico sobre o curso foi exatamente a de não deixar para trás, nada que
pudesse fazer falta mais adiante. Se vez por outra o chat perde sua objetividade, passando para
perguntas sobre as condições dessa ação ou daquela, é porque quem tem dúvidas sobre o curso se
omite por bobagem e entram outras perguntas. O intermediador do chat está dará sempre preferência
às perguntas com dúvidas sobre o curso. Ninguém será julgado pelas suas perguntas. Seu juiz será o
mercado e se não estiver preparado para enfrenta-lo munido de todas as armas possíveis, porque
ficou inibido em colocar seu nickname no monitor, será condenado. Aproveitem a possibilidade de
colocar todas as suas dúvidas para fora. Além de ser pago para isto, faço o meu trabalho com grande
prazer e, nada me alegra mais do que saber que estou fazendo um trabalho bem feito, ciente de que
meu curso está atingindo o objetivo de ensina-lo sem deixar dúvidas no ar.

Se o seu receio de ser reconhecido publicamente, ainda assim, for maior do que a sua vontade de
aprender, mande suas dúvidas para meu e-mail: mnoronha@openlink.com.br. Elas serão
esclarecidas e posteriormente incluídas em sigilo no texto da aula seguinte, para que todos que
possam estar tendo as mesmas dúvidas tenham a oportunidade de esclarece-las. Tenha em mente
que se algo não está claro, a culpa não é sua, é minha! Sou culpado pela presunção de achar que da
maneira que expliquei não deveria haver dúvidas. Esteja certo que, ao me colocar a par da sua
dúvida, estará não apenas me ajudando, como estará ajudando a si próprio e aos demais
participantes do curso.
Testes de assimilação do conteúdo da aula 5

1. Independente da tendência, veja quantas Bandeiras, Flâmulas e Similares consegue descobrir no


gráfico abaixo.

2. Aproveite o gráfico do exercício anterior e indique alguns locais onde poderia ter comprado/vendido
tomando por base os conceitos de Bandeiras, Flâmulas e Similares, bem como, onde teria colocado
seu estope de entrada, onde teria adicionado mais alguns lotes e para onde teria movimentado seu
estope na medida em que foi adicionando e, finalmente, onde teria sido estopado nas operações
iniciadas.

3. Quais são os três aspectos principais a serem observados para se identificar uma Bandeira,
Flâmula ou Similar?

a) _______________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________

b) _______________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________

c) _______________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________

4. Por que as Bandeiras e Flâmulas recebem esta denominação? Em geral, de quanto tempo
precisam para sua resolução?
5. Observe o diagrama abaixo e tente descrever com suas próprias palavras do que consiste o
padrão, isto é como ela surge num topo. Veja se consegue sem reler o texto. Se não der, leia
novamente.

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___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
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_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

6. Aproveite o espaço abaixo e faça um diagrama de onde ocorreriam os três principais pontos de
compra de uma Cabeça e Ombros de Reversão de uma tendência de baixa, definindo
simultaneamente seus respectivos estopes. Quando possível, explique ao lado onde recompraria
novamente caso tivesse sido estopado em alguma das tentativas.

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_______________________________________________
_______________________________________________
_______________________________________________
_______________________________________________
_______________________________________________
_______________________________________________
_______________________________________________
_______________________________________________
_______________________________________________

7. Resuma com apenas uma palavra o aspecto mais importante da sua forma, principalmente com
respeito aos ombros.

________________

8. Uma vez penetrada a linha de pescoço de uma Cabeça e Ombros, como se determina o objetivo
mínimo do movimento a seguir? E nas Bandeiras, Flâmulas e Similares?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
9. Explique com suas próprias palavras o que diferencia um estope de entrada ou inicial de um
estope de proteção.
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

10. Por ordem, quais são os dois aspectos mais importantes para tentar se distinguir um Topo/Fundo
Duplo de Reversão de um topo ou fundo duplo reflexo?

__________ e ___________________

11. Quando fica confirmada a ocorrência de um Topo/Fundo Duplo e como se projeta seu objetivo
mínimo?

_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
Respostas dos testes de assimilação da aula 5

1.

2.
3. Quais são os três aspectos principais a serem observados para se identificar uma Bandeira, Flâmula ou
Similar?

a) A figura de consolidação deverá surgir após um movimento vertical quase em linha reta.
b) A atividade deverá diminuir considerável e constantemente durante a construção do padrão, e continuar a
cair até que os preços saltem para fora dele.
c) Os preços deverão perfurar o padrão na direção esperada.

4. Devido ao seu aspecto muito parecido com o de uma Bandeira Tremulando no mastro. Seu tempo de
resolução varia de 5 dias a 4 semanas.

5.
A. Uma forte subida, atingindo seu clímax após um avanço, mais ou menos
extenso, sobre o qual há um grande aumento do volume, seguido por uma
pequena queda sobre a qual o volume diminui, consideravelmente, em
relação à subida ao topo. É o “ombro esquerdo”.
B. Outra subida com alto volume que atinge um nível mais alto do que o do
ombro esquerdo, seguida por outra queda com menos volume, que leva os
preços para baixo próximos do nível do fundo da queda precedente,
algumas vezes mais para baixo, algumas vezes mais para cima, mas, de
qualquer forma, abaixo do topo do ombro esquerdo. É a “cabeça”.
C. Uma terceira subida, mas dessa vez, decididamente, com menos volume do
que o que acompanhou as subidas do ombro esquerdo e da cabeça, que
falha em atingir a altura da cabeça antes que se origine outra queda. É o
ombro direito.
D. Finalmente, o declínio dos preços nessa terceira queda rompe a “linha de pescoço”, traçada através dos fundos formados
pelas quedas entre o ombro esquerdo e o ombro direito, respectivamente. Para que a penetração seja válida, é necessário
que numa base de fechamento se afaste uns 3% (em relação ao preço negociado) da linha de pescoço. Na verdade, o
rompimento de qualquer dos padrões examinados até agora requerem essa condição de confirmação.
Outro aspecto que merece atenção é de que, na maior parte das C&Os, após a perfuração da linha de pescoço, ocorre uma
volta dos preços à linha para testa-la.

6.
a) Poderia comprar no PC1, ser estopado em
EC1. Se a cabeça não for penetrada, poderá
retraçar a LTB e recomprar no seu corte
colocando um estope de entrada um pouco
PC2 abaixo da mínima da perna de queda anterior
PC3
ao corte da linha.
EC3 b) Poderia comprar no PC2 com estope em EC2.
PC1 Se for estopado, recomprar na ultrapassagem
LP do topo anterior.
EC1 e EC2
c) Comprar em PC3 com estope em EC3. Se for
estopado, pode comprar novamente na
ultrapassagem do topo anterior.

7. Simetria

8. Na C&Os, mede-se a altura entre o nível mais alto da cabeça e a linha de pescoço e projeta-se a mesma
distância no ponto onde a linha de pescoço foi projetada. Nas Bandeiras e similares, mede-se a altura do
mastro e adiciona-se ao valor do extremo oposto do padrão de continuação.

9. Estope de entrada é um nível pré-definido para após iniciar uma operação interrompe-la caso esteja saindo
fora do previsto. Estope de proteção, é quando você movimenta, após sua operação evoluir favoravelmente,
seu estope de entrada para um novo local, onde, uma vez atingido, ainda sairá da operação com algum lucro.

10. Tempo e Profundidade

11. Na penetração do topo ou do fundo do vale, conforme ocaso. Mede-se a altura do vale e adiciona-se ou
subtrai-se, conforme o caso, ao nível do rompimento.
Depois de termos visto os padrões Topos e Fundos Duplos, examinaremos agora uma variante:
Topos e Fundos Triplos.

Mais raros, muitos deles caindo na categoria de retângulos, o verdadeiro Topo Triplo contém uma
identificação familiar semelhante ao Topo Duplo. Seus topos são largamente espaçados, profundos e,
normalmente com correções arredondadas entre eles. O volume é caracteristicamente menor sobre o
segundo avanço do que no primeiro, e ainda menor no terceiro. Os três topos não precisam ter
intervalos tão longos quanto os dois que constituem um Topo Duplo e, também, não precisam ter a
mesma distância entre si. Desse modo, o segundo topo pode ocorrer apenas cerca três semanas do
primeiro e, o terceiro, seis semanas ou mais após o segundo. Também os Vales não precisam atingir
a mesma linha de fundo; o primeiro pode ser mais alto que o segundo e vice-versa. E os três topos
não precisam atingir exatamente o mesmo nível de preço. Todavia, apesar destas variações
permissíveis, olhando-se a figura como um todo, deve haver algo familiarmente suspeito, alguma
coisa que sugira imediatamente a possibilidade de um Topo Triplo para o grafista.

Fundos Triplos são


simplesmente Topos Triplos
invertidos, com as mesmas
observações feitas quando
vimos os Fundos Duplos.

Não pretendo dissecar os


principais padrões de
reversão. Aqueles que achar
que mereçam uma atenção
maior, veremos com mais
detalhes. Só estou levando
este padrões ao seu
conhecimento, para que vá
se acostumando com a idéia
que as formações se
repetem e para que também
possam familiarizar-se com
os gráficos. Assim, quando
chegarmos no jogo, sua vista
já estará acostumada e
também facilitará o entendimento da metodologia operacional.

3. Topos e Fundos Arredondados: são, na verdade, uma extensão dos padrões múltiplos de
cabeça e ombros em que a batalha dos compradores e vendedores se processa de modo menos
violento, sobre um período de tempo mais longo, em que a mudança progressiva de uma força
predominante para outra, torna-se claramente aparente. As reversões arredondadas são a
manifestação mais simples e lógica desse processo. Elas mostram simples e claramente uma
mudança simétrica e progressiva na direção da tendência, produzida por mudanças graduais no
equilíbrio do poder entre compradores e vendedores.

Topos arredondados aparecem ocasionalmente nos gráficos de ações de preços muito altos, que, em
geral, não interessam ao investidor comum. Fundos arredondados ocorrem com mais freqüência nas
ações de preço baixo.

Não se conhece uma fórmula de medida que possa ser aplicada sobre as formações arredondadas,
mas elas quase nunca decepcionam.
O comportamento do volume nos Topos Arredondados, raramente é tão bem definido como nos
fundos. Nos fundos ele tende a acompanhar a curva dos preços. Nos topos, é alto e irregular durante
a primeira parte do arredondamento e na segunda parte tende a diminuir para voltar a crescer
novamente quando o preço começa a acelerar para baixo.

4. Formações de Alargamento: são muito raras e surgem apenas no fim ou nas fases finais de um
longo mercado de alta. Normalmente, assumem o aspecto de um triângulo simétrico invertido,
podendo também parecer com os triângulos ascendentes e descendentes. O tipo simétrico consiste
de uma série de flutuações de preços, através de um eixo horizontal, com cada topo terciário mais
alto que o anterior e cada fundo terciário mais baixo que o seu antecessor. Ao conectarmos os topos
e fundos com duas retas, veremos que a dos topos é inclinada para cima, e a dos fundos inclinada
para baixo. Diferentemente dos triângulos, cujos limites são respeitados, nas formações de
alargamento, as subidas e descidas nem sempre são interrompidas no limite das linhas, dificultando
um pouco o seu traçado.

O tipo mais comum desse padrão pode ser visto


5 no diagrama ao lado. A figura mostra três topos
3 sucessivamente mais altos (pontos 1, 3 e 5) e dois
1
fundos (2 e 4), com o segundo fundo (ponto 4)
mais baixo que o primeiro. Obviamente é um
7 padrão muito difícil de operar, porque durante sua
formação ocorrem muitas penetrações falsas. O
2 padrão também contradiz muito que já foi dito, no
4
sentido de que uma penetração de um topo
anterior, normalmente indica retomada da
6 8 tendência de alta, enquanto a violação de um
fundo anterior, normalmente sinaliza tanto o início
ou a continuação de uma tendência de baixa. O
investidor que estiver usando as perfurações para
cima e para baixo para iniciar operações, estará
sujeito a uma série de maus sinais.
5. Diamante: tanto pode ser descrito como uma cabeça e ombros mais ou menos complexa com uma
linha de pescoço em forma de “V”, ou como uma formação de alargamento que, após duas ou três
oscilações, transforma-se subitamente num triângulo regular, sempre muito próximo da forma
simétrica. Embora possa ser facilmente identificado quando aprece nos gráficos, o Diamante não é
um padrão comum. Como seu desenvolvimento requer mercados razoavelmente ativos, raramente
ocorre como reversão de fundo.

Durante a sua construção, o volume se expande na


primeira metade e se contrai gradualmente na segunda,
aumentando sobre a perfuração.

Carrega consigo projeções de medida semelhantes ás


fórmulas dos triângulos ou da cabeça e ombros. Os
preços deverão se mover, a partir do ponto da
perfuração, pelo menos a maior distância vertical dentro
do diamante. Normalmente, esta projeção mínima é
ultrapassada.

No gráfico semanal do Dow Jones, por volta de março de 2.000 podia-se supor, como muitos
analistas o fizeram, que após muitos anos de alta, o Dow Jones desdobrava-se numa formação de
Alargamento que redundaria na reversão da Tendência de alta. Entretanto, o padrão não se
confirmou e foi derivando para um Diamante, também visto por muitos analistas. Atualmente,
encontra-se trabalhando dentro da congestão iniciada pelo padrão de alargamento e, a não ser que o
mercado volte a cair, sem antes retornar para o interior do Diamante e penetre o fundo de outubro de
2.000, a formação terá que ser revista.
6. Dia de reversão: esta formação não carrega consigo as mesmas implicações de reversão que os
padrões vistos até aqui. É bem mais suave, pois seu aparecimento geralmente ocasiona fortes
correções terciárias, que não vão alterar a tendência predominante. Em geral, são correções de curto
prazo.

Pode ser definido como um dia de volume


extremamente alto, excedendo com sobras o
volume de qualquer dia anterior durante
meses. Surge após um avanço longo e firme,
sobre o qual o volume foi crescendo
gradualmente. Num dia qualquer, após a
abertura do pregão, os preços são
empurrados para cima como se nada os
pudesse deter. Freqüentemente, o preço de
abertura está bem longe do nível de
fechamento do dia anterior, como se fosse
deixar um grande espaço vazio sobre o
gráfico. Depois de uma ou duas horas de
pregão, os preços foram empurrados para um
nível que equivale a um ou dois dias de altas
DIA DE REVERSÃO DE TOPO DIA DE REVERSÃO DE FUNDO normais. Em seguida, o preço estaciona, o
mercado fica meio devagar e, subitamente, a
tendência reverte e os preços começam a mover-se rapidamente na direção oposta. O pregão termina com uma
explosão final da atividade que leva os preços abaixo da mínima do dia anterior. As características de um dia de
reversão de fundo são as mesmas, invertidas.

Você precisa conhecer o que é um GAP antes de passarmos para o próximo padrão

No grafiquês, gap representa um intervalo de preços, onde, no momento de sua ocorrência, nenhuma
ação mudou de mãos. Este é um conceito útil de se manter em mente, porque ajudará a explicar
algumas de suas conseqüências técnicas.

Nos gráficos diários, os gaps são produzidos quando, em


qualquer dia, a menor (a mínima) cotação desse dia é maior
do que a maior cotação (a máxima) do dia anterior ou, o
inverso, quando a maior cotação desse dia é inferior à menor
cotação do dia anterior.

Nos gráficos semanais, o raciocínio é idêntico. Só que em vez


de um dia qualquer e o anterior, passa a ser uma semana
qualquer e a anterior, assim, também para os mensais e intra-
dia. Obviamente, quanto maior a periodicidade, menores são
as chances de sua ocorrência.

Os gaps são classificados em quatro tipos: de área, de fuga


ou perfuração, de medida ou continuação e de exaustão.

GAP DE ÁREA: é o mais comum e deve seu nome ao fato de


ocorrer dentro de áreas de congestão e, também por esse
motivo, não trazer implicações, sendo normalmente fechado
em poucos dias.

GAP DE ÁREA GAP DE FUGA OU PERFURAÇÃO: também aparece em


conexão com formações de congestão de preços, mas se
GAP DE FUGA desenvolve na conclusão da formação, no movimento que
GAP DE MEDIDA leva os preços para fora do padrão. Diferentemente do gap de
área, o de fuga ou perfuração carrega consigo implicações de
GAP DE EXAUSTÃO significado importante. Primeiro, serve para chamar a atenção
e enfatizar o fato de que houve uma perfuração. Pode haver
muito pouca dúvida que uma genuína penetração tenha ocorrido, quando os preços saltam para fora do padrão com um gap
visível. Falsos movimentos raramente são iniciados com gap. Segundo, eles carregam consigo a sugestão de que a
demanda por compras (ou as pressões de venda, conforme o caso) que produziram o gap é mais forte do que seria indicado
por uma perfuração sem gap. Daqui, pode ser deduzido que o movimento a seguir levará os preços para mais longe ou mais
rápido ou ambos. Assim, por exemplo, se simultaneamente, duas ações diferentes saírem para fora de um triângulo
ascendente, uma com gap e a outra sem, devemos escolher a que teve o gap. Exceto pelo pressuposto de que alguma
coisa maior possa estar por detrás do movimento, o gap de fuga não traz consigo nenhuma implicação de medida em
particular, nem nenhum outro significado de projeção.

GAP DE MEDIDA OU DE CONTINUAÇÃO: surge com menos freqüência do que as duas formas anteriores, mas, de longe,
carrega muito mais significado técnico, porque nos permite projetar uma indicação aproximada da provável extensão do
movimento a seguir após sua ocorrência. Geralmente, os preços irão tão longe além do gap quanto eles foram entre o início
do movimento e o gap, como medido diretamente e verticalmente sobre o gráfico.

GAP DE EXAUSTÃO: caracteriza o fim da tendência. Um gap de exaustão não é seguido por novas altas durante uma
tendência de alta ou novas baixas durante uma tendência de baixa. Surge normalmente depois de algum tempo de
tendência, provavelmente após já ter visto, neste movimento os gaps de fuga e de medida, embora isto não seja uma pré-
condição. Ele só estará confirmado quando os preços reverterem e fecha -lo (fechar um gap significa: um movimento no
sentido contrário que preenche a região de preço onde não houve troca quando da sua formação).

7. Ilha de Reversão: a Ilha de Reversão pode ser descrita como uma pequena e compacta
congestão separada do movimento que leva à sua formação (geralmente muito rápido) por um gap de
exaustão, e do movimento que se segue na direção oposta (também muito rápido) por um gap de
fuga. Não é uma formação muito comum e em si mesma de importância fundamental, para se
identificar um topo ou um fundo de longo prazo, mas, como uma regra, envia os preços de volta para
uma correção completa do movimento terciário que o antecedeu.

GE GF GE GF
GF
GE

GE GF
A congestão pode consistir de apenas um único dia, o qual normalmente se desenvolve como Dia de
Reversão, ou pode se desenvolver em até uma semana de pequenas flutuações, dentro de uma
compacta zona de preços. É caracterizada por volumes relativamente altos.

8. Pá do Ventilador: algumas vezes, após a perfuração de uma linha de tendência, os preços depois
de declinarem tentam se recuperar e sobem de volta até a linha perdida, agora uma resistência (1).
Nesse ponto atingido pela queda após a perfuração, de onde o mercado tentou voltar para a linha de
tendência de alta, você traçará uma nova linha de tendência, que também será perfurada (2). Após
uma nova tentativa de recuperação, que também falhará, uma nova linha sertã traçada (3). A
perfuração dessa terceira linha é, normalmente, um importante sinal de venda, pois indica reversão
de tendência. O inverso é válido para uma linha de tendência de baixa, ocorrendo na perfuração da
terceira linha um ponto de compra.

1
2 PC

PV 2
1

9. Topos e Fundos em Cone: até hoje não havia encontrado um nome que achasse adequado para
este padrão. Na época em que escrevi o meu livro denominei-os de topos e fundos agudos. Agora
pouco, decidi rebatiza-los para topos e fundos em forma de cone. Por não expressarem uma
mudança gradual na tendência, não estão classificados como padrões clássicos de reversão, o que
acho incrível, visto ser o padrão de reversão de topo mais comum.

Devido à velocidade de sua construção, só percebemos que se formaram quando praticamente não
podemos tirar proveito. Nos topos, quando o movimento está completo, fica parecendo um “V”
invertido e, nos fundos, tem a forma de um ”V”. Surge com muito mais freqüência nas ações de
segunda linha e se apresenta muito mais nos topos do que nos fundos.

Caracterizam-se por uma subida


(queda) vertiginosa, quase num
ângulo de 90o em que ao atingir o
topo (fundo), revertem na mesma
velocidade e inclinação, sem
nenhuma advertência ou período de
transição, dificultando operá-lo.

Quando estivermos estudando


estratégias mais avançadas,
veremos que não é tão difícil quanto
parece.
Com esta aula, encerramos a primeira fase do curso. O que aprenderam sobre a Teoria de Dow e
análise dos gráficos de barras, como verão mais adiante, já se constitui num poderoso ferramental
para enfrentar o mercado.

Entretanto, fica faltando a prática. Embora estas seis primeiras aulas representem apenas 25%
do curso, em termos operacionais, elas representarão mais de 50%, quando da aplicação da
metodologia operacional que iremos desenvolver. Esta metodologia só fará sentido para você,
se estiver afiado na observação dos gráficos. Examinar um gráfico e poder visualizar suas
principais tendências será determinante na colocação dos estopes. A mecânica das linhas de
tendências também terá um papel preponderante nas definições dos pontos de entrada, bem
como, na colocação dos estopes. A procura pelo reconhecimento dos padrões gráficos servirá
de treinamento na observação de um gráfico e dos seus detalhes. Enfim, nada do que vimos
terá valor se não praticar. Se possível, adquira papel quadriculado e tente fazer alguns
gráficos manualmente. É um ótimo treinamento e foi assim que me familiarizei com eles. Foi
assim, também, que aprendi a traçar as linhas de tendência. É preciso trabalhar! Se não
houver dedicação, você não alcançará sua independência. Como apoio, observe os gráficos
da revista Timing. Vá tentando imaginar porque a estratégia foi feita desta maneira ou daquela.
Associe com o cenário geral do mercado. Reflita porque um estope foi colocado aqui ou ali,
porque mudou de lugar, etc. Com o conhecimento adquirido até aqui, já pode perceber muita
coisa.

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extremamente educados e atenciosos, prontos para resolverem qualquer tipo de problema que possa
vir a enfrentar.

Na semana que vem, não haverá aula. Ela será substituída por uma prova para que possa fazer uma
auto-avaliação. As respostas serão enviadas juntamente com a aula 7.
Testes de assimilação do conteúdo da aula 6

1. Tique na coluna apropriada quais, dos padrões abaixo, são de reversão, continuação ou ambos:

Padrão C R Padrão C R Padrão C R


Cabeça e Ombros Triângulo Descendente Triângulo Ascendente
Bandeira Alargamento Topo/Fundo Duplo
Triângulo Simétrico Cunha Ilha de Reversão
Diamante Topo/ Fundo Arredondado Topo/Fundo Triplo
Topo/Fundo em Cone Flâmula Pá de Ventilador

2. Combine o padrão com a definição:

( ) Tanto pode ser descrito como uma cabeça e ombros mais ou menos complexa
com uma linha de pescoço em forma de “V”, ou como uma formação de alargamento
(a) Topo/Fundo Triplo que, após duas ou três oscilações, transforma-se subitamente num triângulo regular,
sempre muito próximo da forma simétrica.
( ) Pode ser descrita como um a pequena e compacta congestão separada do
movimento que leva à sua formação (geralmente muito rápido) por um gap de
(b) Topo/fundo Arredondado exaustão, e do movimento que se segue na direção oposta (também muito rápido)
por um gap de fuga.
( ) Algumas vezes, após a perfuração de uma linha de tendência, os preços depois
de declinarem tentam se recuperar e sobem de volta até a linha perdida, agora uma
resistência (1). Nesse ponto atingido pela queda após a perfuração, de onde o
mercado tentou voltar para a linha de tendência de alta, você traçará uma nova linha
(c) Formação de Alargamento de tendência, que também será perfurada (2). Após uma nova tentativa de
recuperação, que também falhará, uma nova linha sertã traçada (3). A perfuração
dessa terceira linha é, normalmente, um importante sinal de venda, pois indica
reversão de tendência. O inverso é válido para uma linha de tendência de baixa,
ocorrendo na perfuração da terceira linha um ponto de compra.
( ) Uma extensão dos padrões múltiplos de cabeça e ombros em que a batalha dos
compradores e vendedores se processa de modo menos violento, sobre um período
(d) Diamante de tempo mais longo, em que a mudança progressiva de uma força predominante
para outra, torna-se claramente aparente.
( ) Por não expressarem um a mudança gradual na tendência, não estão
(e) Ilha de Reversão classificados como padrões clássicos de reversão
( ) Pode ser definido como um dia de volume extremamente alto, excedendo com
sobras o volume de qualquer dia anterior durante meses. Surge após um avanço
(f) Pá de Ventilador longo e firme, sobre o qual o volume foi crescendo gradualmente. Num dia qualquer,
após a abertura do pregão, os preços são empurrados para cima como se nada os
pudesse deter.
( ) Seus topos são largamente espaçados, pro fundos e, normalmente com correções
(g)Topos/Fundos em Cone arredondadas entre eles. O volume é caracteristicamente menor sobre o segundo
avanço do que no primeiro, e ainda menor no terceiro.
( ) São muito raras e surgem apenas no fim ou nas fases finais de um longo
(h) Dia de Reversão mercado de alta. Normalmente, assumem o aspecto de um triângulo simétrico
invertido, podendo também parecer com os triângulos ascendentes e descendentes.

3. A definição, abaixo, de Topo Triplo está correta?

Seus topos são largamente espaçados, profundos e, normalmente com correções arredondadas
entre eles. O volume é caracteristicamente maior sobre o segundo avanço do que no primeiro, e
ainda maior no terceiro. Os três topos não precisam ter intervalos tão longos quanto os dois que
constituem um Topo Duplo e, também, não precisam ter a mesma distância entre si.

S N
4. Associe, de acordo com definição:

( ) Aparece em conexão com formações de congestão de preços, mas se desenvolve na conclusão


a) Gap de exaustão
da formação, no movimento que leva os preços para fora do padrão.
( ) É o mais comum e deve seu nome ao fato de ocorrer dentro de áreas de congestão e, também
b) Gap de medida por este motivo, não trazer maiores implicações, sendo normalmente fechado em poucos dias.
Surge, com maior predominância, dentro dos triângulos e retângulos.
( ) Surge com menos freqüência do que os demais, mas de longe carrega muito mais significado
c) Gap de Área técnico, porque nos permite uma indicação aproximada da provável extensão do movimento a
seguir após a sua ocorrência. Por esta razão, algumas vezes é chamado de gap de medida.
( ) Caracteriza o fim da tendência. Surge normalmente depois de algum tempo de tendência,
d) Gap de Fuga provavelmente após você já ter visto, neste movimento, outros gaps, embora isso não seja uma
pré-condição.

5. Topos Arredondados surgem com mais freqüência nas ações de preços ______ e Fundos
Arredondados nas ações de preços _____ .

6. Examine o gráfico abaixo e veja quantos padrões de reversão e continuação consegue identificar:
Respostas dos testes de assimilação da aula 6
1.
Padrão C R Padrão C R Padrão C R
Cabeça e Ombros Ö Ö Triângulo Descendente Ö Ö Triângulo Ascendente Ö Ö
Bandeira Ö Alargamento Ö Topo/Fundo Duplo Ö
Triângulo Simétrico Ö Ö Cunha Ö Ö Ilha de Reversão Ö
Diamante Ö Topo/ Fundo Arredondado Ö Topo/Fundo Triplo Ö
Topo/Fundo em Cone Ö Flâmula Ö Pá de Ventilador Ö

2.
(d) Tanto pode ser descrito como uma cabeça e ombros mais ou menos complexa
com uma linha de pescoço em forma de “V”, ou como uma formação de alargamento
(a) Topo/Fundo Triplo que, após duas ou três oscilações, transforma-se subitamente num triângulo regular,
sempre muito próximo da forma simétrica.
(e) Pode ser descrita como uma pequena e compacta congestão separada do
movimento que leva à sua formação (geralmente muito rápido) por um gap de
(b) Topo/fundo Arredondado exaustão, e do movimento que se segue na direção oposta (também muito rápido)
por um gap de fuga.
(f) Algumas vezes, após a perfuração de uma linha de tendência, os preços depois
de declinarem tentam se recuperar e sobem de volta até a linha perdida, agora uma
resistência (1). Nesse ponto atingido pela queda após a perfuração, de onde o
mercado tentou voltar para a linha de tendência de alta, você traçará uma nova linha
(c) Formação de Alargamento de tendência, que também será perfurada (2). Após uma nova tentativa de
recuperação, que também falhará, uma nova linha sertã traçada (3). A perfuração
dessa terceira linha é, normalmente, um importante sinal de venda, pois indica
reversão de tendência. O inverso é válido para uma linha de tendência de baixa,
ocorrendo na perfuração da terceira linha um ponto de compra.
(b) Uma extensão dos padrões múltiplos de cabeça e ombros em que a batalha dos
compradores e vendedores se processa de modo menos violento, sobre um período
(d) Diamante de tempo mais longo, em que a mudança progressiva de uma força predominante
para outra, torna-se claramente aparente.
(g) Por não expressarem uma mudança gradual na tendência, não estão
(e) Ilha de Reversão classificados como padrões clássicos de reversão
(h) Pode ser definido como um dia de volume extremamente alto, excedendo com
sobras o volume de qualquer dia anterior durante meses. Surge após um avanço
(f) Pá de Ventilador longo e firme, sobre o qual o volume foi crescendo gradualmente. Num dia qualquer,
após a abertura do pregão, os preços são empurrados para cima como se nada os
pudesse deter.
(a) Seus topos são largamente espaçados, profundos e, normalmente com
(g)Topos/Fundos em Cone correções arredondadas entre eles. O volume é caracteristicamente menor sobre o
segundo avanço do que no primeiro, e ainda menor no terceiro.
(c) São muito raras e surgem apenas no fim ou nas fases finais de um longo
(h) Dia de Reversão mercado de alta. Normalmente, assumem o aspecto de um triângulo simétrico
invertido, podendo também parecer com os triângulos ascendentes e descendentes.

3. Não. O correto com respeito ao volume seria: O volume é caracteristicamente menor sobre o
segundo avanço do que no primeiro, e ainda menor no terceiro

4. Associe, de acordo com definição:

(d) Aparece em conexão com formações de congestão de preços, mas se desenvolve na


a) Gap de exaustão
conclusão da formação, no movimento que leva os preços para fora do padrão.
(c) É o mais comum e deve seu nome ao fato de ocorrer dentro de áreas de congestão e, também
b) Gap de medida por este motivo, não trazer maiores implicações, sendo normalmente fechado em poucos dias.
Surge, com maior predominância, dentro dos triângulos e retângulos.
(b) Surge com menos freqüência do que os demais, mas de longe carrega muito mais significado
c) Gap de Área técnico, porque nos permite uma indicação aproximada da provável extensão do movimento a
seguir após a sua ocorrência. Por esta razão, algumas vezes é chamado de gap de medida.
(a) Caracteriza o fim da tendência. Surge normalmente depois de algum tempo de tendência,
d) Gap de Fuga provavelmente após você já ter visto, neste movimento, outros gaps, embora isso não seja uma
pré-condição.
5. Topos Arredondados surgem com mais freqüência nas ações de preços altos e Fundos
Arredondados nas ações de preços baixos .

6.
Teste de avaliação das primeiras 6 aulas
Parte A– Questões teóricas

1. Dos conceitos abaixo, quais se encaixam com os conceitos de suporte e resistência:

a) as compras e vendas estão equilibradas;


b) não pode ser penetrado(a);
c) é um nível de preço abaixo do mercado;
d) é um nível de preço acima do mercado;
e) a pressão das compras supera a das vendas;
f) se não for ultrapassada, os preços viram para baixo;
g) se não forem ultrapassados, os preços viram para cima;
h) a pressão das vendas supera a das compras;

Respostas para suporte Respostas para resistência:


1. C, E e G 1. B, D e G
2. B, E e G 2. D, E e H
3. A, B e H 3. D, F e H
4. B, E e F 4. A, F e G
5, C, E e F 5. E, F e G

2. Assinale com falso ou verdadeiro os conceitos e definições abaixo:

a) O preço de fechamento de uma barra tende a refletir a opinião dos leigos.


b) A distância entre a máxima e a mínima de qualquer barra revela a intensidade do conflito
entre compradores e vendedores.
c) Ponto de retorno é o nível mais alto alcançado por uma perna de alta ou de baixa.
d) Fundos são zonas de suporte e topos são zonas de resistência.
e) Quanto menor o volume numa área de suporte/resistência, mais forte ela é.
f) Estope de entrada ou inicial e de proteção são níveis de preços que uma vez atingidos deve-
se encerrar a operação que estiver em andamento.
g) O ziguezague é o menor padrão da direção de um preço.
h) A teoria de Dow é a mais antiga da análise técnica.
i) Um nível de suporte uma vez ultrapassado converte-se num nível de resistência e vice-versa.
j) Quanto maior a amplitude de uma área de congestão, mais forte ela é.

3. Relacione de acordo com o tempo de duração:

a) Tendência primária a) Menos de seis dias a três semanas


b) Tendência secundária b) De três semanas a alguns meses
c) Tendência terciária c) De seis meses ou mais

4. De acordo com a teoria de Dow, para efeito de avaliação das condições do mercado são usados
apenas os preços:
a) médios
b) máximos
c) fechamentos
d) mínimos
e) nenhum deles
5. Durante sua construção, quais dos padrões de continuação, abaixo, dão uma pista antecipada
sobre o lado que ocorrerá a penetração:

a) retângulo; b) triângulo simétrico; c) cunha de alta; d) triângulo ascendente; e) cunha de baixa; f)


triângulo descendente.

6. O que são periodicidades conflitantes das tendências?

a) Situações em que diferentes sinais sobre um mesmo mercado divergem;


b) Situações em que os sinais de um mesmo mercado divergem em função da periodicidade;
c) Situações em que os sinais de mercados diferentes divergem entre si;

7. Que aspectos devem ser considerados para se identificar fundos ou topos duplos de fundos ou
topos reflexos?

a) Comportamento do volume;
b) o tempo entre a formação dos dois topos;
c) o segundo topo precisa ter exatamente a mesma altura do primeiro;
d) o profundidade da correção entre os topos.

8. Conecte de acordo com as conceituações:

(a) Gaps ( ) Uma extensão dos padrões múltiplos de cabeça e ombros em


que a batalha dos compradores e vendedores se processa de um
modo menos violento.
(b) Topos Fundos Arredondados ( ) Intervalo de preços, onde, no momento de sua ocorrência,
nenhuma ação mudou de mãos.
(c) Dia de Reversão ( ) Dia de volume extremamente alto, excedendo com sobras o
volume de qualquer dia anterior durante meses. Surge após longos
movimentos.

9. Defina com suas palavras o que é análise técnica.


R._______________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

10. Defina: a) tendência de alta; b) tendência de baixa; c) tendência indefinida ou lateral.

TA_______________________________________________________________________________
TB_______________________________________________________________________________
TL_______________________________________________________________________________

11. Como entende o significado de um dos princípios da teoria de Dow que afirma: os índices
descontam tudo – (exceto “Atos de Deus?
R._______________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
12. Complete as frases abaixo:
a) A tendência primária de alta é formada por uma ....................... de ...................... e
...................... secundárias, onde cada movimento de alta ultrapassa o ............. anterior e cada
movimento de baixa volta a ............... de um nível mais alto do que o ............... anterior.
b) A tendência secundária de baixa é formada por uma sucessão de ................ e ............
terciárias, onde cada perna de baixa ...................... o fundo do movimento anterior e cada
perna de ....... volta a cair de um nível mais ........... do que o topo ...............

13. Quando fica caracterizada a reversão de uma tendência de alta?


R._______________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

14. O que é uma congestão de preços do ponto de vista da análise gráfica?


R._______________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

15. Qual o significado do “Princípio da Confirmação” da teoria de Dow?


R._______________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

16. Qual a primeira condição para se traçar uma linha de tendência?


R. _______________________________________________________________________________

17. Quais são os cinco fatores a serem avaliados para se definir a importância de uma linha de
tendência?

R1.___________________________________
R2.___________________________________
R3.___________________________________
R4.___________________________________
R5.___________________________________

18. O que você entende por estope de entrada e de proteção?


R._______________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

19. Quais as principais características dos Topos e Fundos Triplos?


R._______________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

20. O que é um gap de medida e quais são as suas implicaç ões?


R._______________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
Parte B – Questões práticas:

1. Baseado no que aprendeu sobre objetivos mínimos e como operar o padrão cabeça e ombros,
observe as informações contidas no gráfico abaixo e responda:

a) Qual o objetivo mínimo do movimento após a penetração da linha de pescoço de 31,50?


b) Em que nível poderia ter feito sua primeira compra e qual teria sido seu estope de entrada?
c) Em que nível teria feito sua segunda compra e para onde teria movimentado o estope para
proteger as duas compras?
d) Onde se dará a próxima compra e para onde deverá ser movimentado seu estope para
proteger toda a sua posição?

2. Baseado nos dois métodos convencionais para objetivos mínimos do movimento após a
penetração de um triângulo simétrico, calcule duas projeções para a penetração abaixo:
3. Admitindo que o padrão do gráfico abaixo é um Fundo Duplo, determine onde ocorreria o ponto de
compra e qual o objetivo mínimo projetado para o movimento a seguir:

4. Observe atentamente o padrão Cabeça e ombros de reversão de topo abaixo e responda:


a) Quantas vendas poderiam ter sido feitas e onde;
b) Quantas delas teriam sido estopadas;
c) Quais as duas projeções de objetivos mínimos obtidas para o movimento após o corte das
linhas de pescoço.

5. Respondendo a uma dúvida levantada no último chat, pergunto:observando a Cabeça e Ombros


do gráfico acima, que outro padrão poderia ser atribuído ao mesmo desdobramento e onde teria
ocorrido a venda? Para resposta do ponto de venda basta dizer se teria sido acima ou abaixo da LP1.
6. Observe a região do fundo do gráfico abaixo e responda:
a) Que padrões de reversão podem estar se desenvolvendo;
b) Projete os objetivos mínimos de alta dos padrões encontrados.

7. Observe atentamente o gráfico abaixo e tente antecipar que padrões de reversão poderão se
formar a partir do estágio corrente do gráfico.

Observações:
A) Cada questão te órica vale 0,25 pontos ;
B) A questão prática “4” vale 2 pontos;
C) As demais questões práticas valem 0,5 pontos cada;
D) Você mesmo poderá corrigir a sua prova. Aqueles que quiserem me enviar sua prova antes da publicação
dos resultados para que eu a corrija, estarão concorrendo a três prêmios: primeiro prêmio: um dos últimos
exemplares da primeira edição do meu livro de análise t écnica; segundo prêmio: “Timing” do Granville;
terceiro prêmio: “A Sabedoria dos Tempos” de Welles Wilder.
E) Se houver empate na nota mais alta , os prêmios serão sorteados entre elas de acordo com critério ainda a
ser definido, no dia seguinte ao conhecimento dos resultados.
Teste de avaliação das primeiras 6 aulas
Parte A – Questões teóricas

1. Suporte: 1 – Resistência: 3

2. Assinale com falso ou verdadeiro os conceitos e definições abaixo:

F a) O preço de fechamento de uma barra tende a refletir a opinião dos leigos.


V b) A distância entre a máxima e a mínima de qualquer barra revela a intensidade do conflito
entre compradores e vendedores.
F c) Ponto de retorno é o nível mais alto alcançado por uma perna de alta ou de baixa.
V d) Fundos são zonas de suporte e topos são zonas de resistência.
F e) Quanto menor o volume numa área de suporte/resistência, mais forte ela é.
V f) Estope de entrada ou inicial e de proteção são níveis de preços que uma vez atingidos deve-
se encerrar a operação que estiver em andamento.
V g) O ziguezague é o menor padrão da direção de um preço.
F h) A teoria de Dow é a mais antiga da análise técnica.
V i) Um nível de suporte uma vez ultrapassado converte-se num nível de resistência e vice-versa.
V j) Quanto maior a amplitude de uma área de congestão, mais forte ela é.

3. Relacione de acordo com o tempo de duração:

a) Tendência primária a) Menos de seis dias a três semanas


b) Tendência secundária b) De três semanas a alguns meses
c) Tendência terciária c) De seis meses ou mais

4. Fechamentos

5. Cunha de alta; triângulo ascendente; cunha de baixa; triângulo descendente.

6. Situações em que os sinais de um mesmo mercado divergem em função da periodicidade;

7. O tempo entre a formação dos dois topos e a profundidade da correção entre os topos.

8. Conecte de acordo com as conceituações:

(a) Gaps ( b ) Uma extensão dos padrões múltiplos de cabeça e ombros em


que a batalha dos compradores e vendedores se processa de um
modo menos violento.
(b) Topos Fundos Arredondados ( a ) Intervalo de preços, onde, no momento de sua ocorrência,
nenhuma ação mudou de mãos.
(c) Dia de Reversão ( c ) Dia de volume extremamente alto, excedendo com sobras o
volume de qualquer dia anterior durante meses. Surge após longos
movimentos.
9. É a ciência que busca encontrar através de padrões gráficos que se repetem de tempos em
tempos, associado a indicadores matemáticos-estatísticos incidentes sobre os preços, volumes e
contratos em aberto, um caminho para se projetar o futuro desenvolvimento dos preços.

10. Tendência de Alta: Uma sucessão de topos e fundos ascendentes;


Tendência de Baixa: Uma sucessão de topos e fundos descendentes;
Tendência Indefinida ou Lateral: Uma sucessão de topos fundos lateralmente irregulares.

11. Refletindo aatividade combinada de milhares de investidores, os índices nas suas flutuações do
dia-a-dia, descontam tudo que é conhecido, tudo que é previsível e tudo que de alguma forma possa
afetar a oferta e procura dos ativos negociados.

12.
a) A tendência primária de alta é formada por uma sucessão de subidas e descidas secundárias,
onde cada movimento de alta ultrapassa o topo anterior e cada movimento de baixa volta a
subir de um nível mais alto do que o fundo anterior.
b) A tendência secundária de baixa é formada por uma sucessão de descidas e subidas
terciárias, onde cada perna de baixa ultrapassa o fundo do movimento anterior e cada perna
de alta volta a cair de um nível mais baixo do que o topo anterior.

13. Quando após uma falha na tentativa de ultrapassar o topo anterior numa tendência de alta, os
preços se desdobram num ziguezague descendente.

14. È uma região delimitada por um nível de resistência e outro de suporte onde os preços
permanecem oscilando no seu interior durante um período de tempo.

15. Uma tendência só é válida quando pode ser confirmada através de dois índices de composições
distintas.

16. a existência de dois fundos e um topo entre eles ou o inverso, a existência de dois topos e um
fundo entre eles.

17. Periodicidade, comprimento, o número de toques, sua inclinação e seu volume.

18. São níveis de preço onde uma operação deve ser interrompida.

19. Seus topos são largamente espaçados, profundos e, normalmente com correções arredondadas
entre eles. O volume é caracteristicamente menor sobre o segundo avanço do que no primeiro, e
ainda menor no terceiro.

20. O que é um gap de medida e quais são as suas implicações?


R. O gap de medida, diferentemente dos demais, nos permite projetar a extensão do próximo
moviemento na direção em que ele ocorreu. Geralmente, o movimento anterior é duplicado.
Parte B – Questões práticas:

1.
a) 39,50.
b) No corte da LTB que sai do segundo topo de 31,5 e o estope teria sido o fundo de 28,50.Em
que nível poderia ter feito sua primeira compra e qual teria sido seu estope de entrada?
c) A segunda compra teria sido feita no corte da LP e o estope ainda seria o da compra inicial.
d) A próxima compra se dará na ultrapassagem do topo de 33,90 e o estope deverá subir para
30,70, um pouco abaixo do novo fundo anterior.

2. Dobrando a altura da base = -4,00. Traçando uma paralela da linha superior do triângulo =
aproximadamente 1,30.
3. O ponto de compra seria na ultrapassagem de de 3,63 e a projeção do objetivo mínimo seria até
5,60.

4. Observe atentamente o padrão Cabeça e ombros de reversão de topo abaixo e responda:


a) Cinco. Nos locais assinalados no gráfico abaixo;
b) Nenhuma;
c) Pela LP = 12,68; pela LP1 = 11,34.
5. Pá de Ventilador e o ponto de venda teria ocorrido antes do corte da LP1.

6. Entre outros: triângulo simétrico, triângulo ascendente e cabeça e ombros.


7. Formação de Alargamento, Topo Duplo - seguindo o traçado da linha azul, Cabeça e ombros de
Reversão – seguindo o traçado da linha vermelha, Diamante, etc.

Observações:
A) Cada questão teórica vale 0,25 pontos;
B) A questão prática “4” vale 2 pontos;
C) As demais questões práticas valem 0,5 pontos cada;
D) Você mesmo poderá corrigir a sua prova. Aqueles que quiserem me enviar sua prova antes da publicação
dos resultados para que eu a corrija, estarão concorrendo a três prêmios: primeiro prêmio: um dos últimos
exemplares da primeira edição do meu livro de análise técnica; segundo prêmio: “Timing” do Granville;
terceiro prêmio: “A Sabedoria dos Tempos” de Welles Wilder.
E) Se houver empate na nota mais alta, os prêmios serão sorteados entre elas de acordo com critério ainda a
ser definido, no dia seguinte ao conhecimento dos resultados.
INDICADORES DE TIMING: OSCILADDORES E RASTREADORES
Indicadores de Timing são ferramentas que nos permitem avaliar a saúde geral do mercado
confirmando ou não as tendências em andamento, bem como, o estágio sobre-comprado ou sobre-
vendido em que ele se encontra.

Dizem as pessoas mais antigas de Wall Street que seu aparecimento ocorreu na década de 40,
quando alguns artilheiros anti-aéreos que haviam retornado da Segunda-Guerra mundial foram
trabalhar no mercado e passaram a utilizar as média móveis para se posicionar diante dele conforme
posicionavam seus canhões sobre os aviões inimigos. As décadas de 60 e 70 registram sua grande
expansão e a de 80, com o advento dos computadores de uso pessoal, sua popularização.

Acredito que alguns de vocês já tenham ouvido falar no Moving Average Convergence-Divergence
(MACD), ou no Movimento Direcional (MDI), ou no Parabólico, ou no Índice de Força Relativa, ou no
Estocástico, etc. São alguns dos rastreadores e osciladores mais conhecidos. Entretanto, não será
sobre eles que focalizaremos nossos estudos. Por uma questão de simplicidade e facilidade na sua
leitura ou interpretação, aqui trabalharemos apenas com as médias móveis, a Linha de Avanços e
Declínios (LAD) e o Saldo do Volume (On Balance Volume – OBV). No final desta seção, veremos um
pouco de cada um deles, mas apenas com o objetivo de criação de cultura. Àqueles que desejarem
se aprofundar fornecerei bibliografia especializada.

Médias Móveis: a espinha dorsal

As médias móveis são um dos indicadores mais populares e a base de quase todos os outros, pois
todos eles são a média móvel de alguma coisa. Por exemplo, o MACD é um indicador composto por 3
médias móveis exponenciais de periodicidades diferentes dos preços de fechamento; o Movimento
Direcional é uma média móvel das diferenças do que a barra de um dia foi além ou aquém da barra
do dia anterior; o Estocástico é uma média móvel da relação entre cada preço de fechamento e as
máximas e mínimas recentes. Enfim, o alicerce da grande maioria dos indicadores é a média móvel.
Na análise técnica, as mais utilizadas são as médias móveis aritméticas ou simples, geométricas ou
ponderadas e exponenciais. Para efeito didático trabalharemos apenas com as médias simples
calculadas sobre os preços de fechamento de cada dia (ou barra), como elas são mais comumente
utilizadas. Cabe ressaltar, entretanto, que alguns estudos utilizam as máximas, as mínimas ou as
médias. Tudo depende do fim a que se destina.

O que é uma média móvel? Seja ela aritmética, geométrica ou exponencial, é uma média extraída de
um corpo de dados seqüenciais numa janela de tempo. Assim, uma média móvel de 10 períodos (ou
barras), mostra o preço médio do fechamento dos últimos 10 períodos (ou barras). No décimo
primeiro dia, substitui-se o preço de fechamento do primeiro dia (ou barra) pelo preço de fechamento
do décimo-primeiro e calcula-se uma nova média, e assim sucessivamente. Ao conectar os pontos
das médias móveis de cada dia, você cria a linha da média móvel. O primeiro ponto de uma média
móvel surge de acordo com a periodicidade em que está sendo calculada. Numa média móvel de 10
dias, por exemplo, o primeiro ponto aparece no décimo dia.

O principal objetivo de uma média móvel é o de nos informar se começou ou terminou uma
tendência dos preços. Por ser uma média calculada sobre dados passados, ela não prediz, apenas
reage com uma pequena defasagem de tempo em relação aos movimentos dos preços. Portanto, ela
segue, mas não lidera ou antecipa os preços. Sua característica principal é fazer com que o
movimento do gráfico de preço fique mais suave, tornando mais fácil à visualização da tendência
básica.
Tomemos como exemplo, o
10 11 13 12 12 13 14 15 13 15 16 17 18 17
diagrama ao lado.

No quadro superior, observamos os


1D 2D 3D 4D 5D 6D 7D 8D 9D 10D 11D 12D 13D 14D
preços de fechamento de uma
seqüência de 14 dias (ou períodos)
de um ativo qualquer. Sobre eles,
12,8 13,4 14 14,5 15 iremos calcular uma média móvel de
10 períodos.

O primeiro ponto da média só pode


1D 2D 3D 4D 5D 6D 7D 8D 9D 10D 11D 12D 13D 14D ser calculado no décimo dia. Seu
cálculo é simples e a fórmula é a
seguinte:

M.M.A. = P1+P2+P3 ....... + Pn


N

Onde, P é o preço de fechamento no período de 1 a n e N, o número de períodos da média móvel.

No quadro inferior do diagrama acima, podemos ver de uma forma simples sua mobilidade e os cinco
primeiros pontos calculados com a fórmula acima. Foram somados todos os preços sob as linhas
horizontais coloridas e divididos por 10 obtendo-se os pontos correspondentes que, conectados,
formarão a linha da média móvel. No exemplo abaixo, utilizando os dados ali apresentados, podemos
ver o gráfico dos preços e sob ele a linha da média móvel aritmética plotada a partir do décimo dia.

18 .
17 . .
16 .
15 . . . .
14 . . .
13 . . . .
12 . .
11 .
10 .
1D 2D 3D 4D 5D 6D 7D 8D 9D 10D 11D 12D 13D 14D 15D

Ao observar-se uma média móvel, o que nos interessa é a sua inclinação. Quando ela sobe, mostra
que o mercado está ficando mais otimista (altista). Quando ela cai, mostra que o mercado está
ficando pessimista (baixista). Quando o mercado está mais altista do que antes, os preços sobem
acima da média móvel e, quando está mais baixista do que antes, os preços caem abaixo da média
móvel.

Quanto menor a periodicidade utilizada para o cálculo da média, mais próxima ela se movimenta dos
preços e, inversamente, quanto maior a periodicidade mais afastada ela fica dos preços.
Introduzi no gráfico do
IBX, ao lado, duas
médias móveis simples:
uma de 3 períodos e
outra de 21 períodos.
Como vê, a linha da
média mais curta
(vermelha) anda
praticamente junto com
os preços e a de 21
(azul) mais afastada.

Enquanto os preços
cortam a média mais
curta para cima e para
baixo a todo instante,
na mais longa a
freqüência dos cortes é
muito menor. Qual a
vantagem de se utilizar uma ou outra? Ou, em outras palavras, qual é o tamanho ou a periodicidade
ideal de uma média móvel? Depende do objetivo!

Se for para servir como ponto de suporte ou resistência, terá uma medida; se for para capturar pontos
de retorno numa congestão, terá outra; se for para rastrear uma tendência, outra e ainda; para servir
de estope, terá outra.

Agradecimento :

Há pouco senti uma sensação inexplicável, de enorme satisfação! Por uma casualidade, há alguns minutos atrás,
precisei entrar na sala do fórum, onde raramente entrei, até agora! Dei de cara com a seguinte mensagem:

“A linha de resistência é o "local" onde existem mais vendedores do que compradores, logo há uma pressão para
queda dos preços. Sendo assim, é um ponto de venda, ou seja, aliado a outros indicadores, a venda é indicada neste
momento. Caso a linha de resistência seja rompida, significa que agora o que era caro ficou barato, logo o preço do
ativo irá buscar a próxima resistência, mais alta. Para projetar q ual a próxima resistência são usadas estratégias como
a simetria, onde acredita -se que a história se repete, ou seja, observa -se o histórico do gráfico e repete -se os últimos
movimentos, por exemplo: Se houve um aumento de 20% antes de romper a resistência , projeta-se um aumento de
20% - claro que não é tão simples assim, mas é um meio bem simplificado de explicar. No próprio Investshop existe
um curso virtual de análise técnica, feito pelo Marcio Noronha. É bem legal e ainda está no começo, sexta aula (as 4
primeiras são grátis). É um bom jeito de começar.

Bel_Marques (19/01/01 18:27)

Num curso virtual, a sensação mais desagradável é a falta de retorno. Você está do lado de cá, passa uma mensagem
e não consegue ouvir o baque. Ao ler as linhas acima, senti que meu esforço de tentar mostrar um caminho está sendo
correspondido e assimilado. Me senti recompensado. Obrigado, Bel!

Observação: após ter lido o texto da Bel, resolvi ler mais alguns comentários para ter uma idéia da dinâmica do fórum.
Qual não foi a minha surpresa ao me deparar com um texto que não me lembrava de tê-lo escrito. Depois ter lido umas
três linhas, tive que reler para perceber que não fora eu que o escrevera. Tive a minha segunda alegria do dia:
descobri que já tenho um discípulo que ass imilou tão bem a minha concepção de simetria que chegou a me confundir.
Era a prova que precisava! Se consegui deixar tão claro para um no primeiro curso da revista Timing, há dois anos
atrás, poderei deixar para muitos, no decorrer deste!

Observando o gráfico acima, você pode notar, por exemplo, que a média de 3 períodos não se presta
como indicador de tendência, pois os preços movem-se praticamente o tempo todo costurando sobre
ela. Já a de 21 períodos, consegue capturar boa parte das tendências, podendo ser utilizada como
um indicador de tendência.
A média móvel de 200 dias é ótima para confirmar a mudança da tendência primária do
mercado. Coloquem-na sobre seus gráficos e notem como quando ela inverte sua direção, o
topo/fundo principal já ficou para trás há algum tempo.

As médias móveis podem ser posicionadas de três maneiras diferentes em relação ao gráfico de
preço. A posição normal é se colocar o último valor da média alinhado com a última barra do gráfico
de preço. Alguns analistas, objetivando diminuir o número de sinais falsos, a deslocam para a direita,
para que haja necessidade de mais tempo para uma perfuração e outros, estudiosos de ciclos,
preferem antecipa-la, centralizando-a para melhor percepção do ciclo.

No gráfico acima, introduzi uma média móvel de 21 períodos ocupando as três posições em que ela
pode ser visualizada. A linha vermelha está posicionada da forma normal; na posição da linha azul,
ela foi atrasada de modo que seus pontos de retorno fiquem alinhados com os pontos de retorno do
gráfico; na linha verde ela está postecipada, visando diminuir o número de penetrações falsas.

Disse, há pouco, que a


média móvel de 3 períodos,
não se presta como
sinalizador da tendência.
Entretanto, deslocada para
a direita, funciona com
muita precisão como nível
de estope de entrada e de
proteção da operação em
andamento. Observe, no
gráfico ao lado, como ela se
presta na captura de
possíveis reversões da
tendência em andamento e
como pode ser utilizada
como estope de entrada e
de saída.
Sistemas operacionais:

Além de serem utilizadas para as funções a que me referi nos parágrafos anteriores, outra maneira
de utilizar uma ou mais médias móveis, é na construção de sistemas operacionais manuais ou
computadorizados.

Na sua forma mais simples, estes sistemas consistem apenas do cruzamento dos preços através da
linha da média. Para utiliza-los, inicialmente deve-se selecionar uma média móvel que comprove ter
tido um desdobramento confiável durante os momentos em que o ativo se manteve em tendência,
bem como, na captura dos pontos de reversão das tendências anteriores.

Para tal, necessita-se de um programa (o programa de análise metastock permite construir macros)
que possa, utilizando um banco de dados com histórico que abranja diferentes tendências, testar
diferentes periodicidades de uma média móvel associada aos cruzamentos dos preços sobre ela.
Será necessário que o programa esteja projetado para testar uma variedade de médias e os
respectivos comandos de compra e venda gerados pelos cruzamentos para cima e para baixo. No
final, deverá lhe apresentar um relatório informando quais as combinações mais lucrativas (a melhor
média), qual a maior seqüência de operações lucrativas, qual a maior seqüência de operações
deficitárias, qual a operação que forneceu o maior lucro isolada, o maior prejuízo, etc. Veja um
exemplo manual, abaixo:

No exemplo acima, introduzi uma média móvel de 5 períodos e outra de 21 períodos.


Desconsiderarei a de 5 porque, como pode verificar, os sinais de compra e venda se confundem a
todo o tempo e, com certeza, o desempenho do sistema será desastroso.Supondo que o seu
programa estivesse testando a média móvel de 21 períodos e os cruzamentos dos preços sobre ela,
para efeito de avaliação, ele pegaria o primeiro cruzamento para baixo (PV) e assumiria como uma
venda. No primeiro cruzamento que ocorresse para cima ele assumiria como uma compra (PC) e
guardaria na memória o resultado obtido. Terminada a varredura sobre o banco de dados utilizado,
arquivaria o somatório dos resultados positivos e negativos. No final, lhe apresenta um relatório das
periodicidades testadas. Embora simples, é muita provável que o seu desempenho tenha sido pior
do que o do sistema no período analisado.

Não me lembro exatamente quem, embora ache que tenha sido Richard Donchian, começou a
desenvolver métodos operacionais utilizando médias móveis. Nas suas pesquisas, acabou
percebendo que existe uma alternância entre os melhores momentos das médias. Existem momentos
que ora é melhor usar uma curta, ora uma longa. Por que, então, não usá-las combinada? Por que
não usar uma mais longa, portanto menos sensível às pequenas correções, para definir a tendência e
uma mais curta, com propósitos de timing. Compare o gráfico da página anterior com este visto sob
este novo prisma:

Veja que diferença! Os pontos de compra e de venda foram minimizados e, se fizer os cálculos,
embora tenha operado um menor número de vezes, lucrou muito mais. Note como muitos sinais
falsos foram eliminados.

Partindo do mesmo princípio, isto é, que o cruzamento de duas médias é melhor do que o
cruzamento de uma média, o cruzamento de três médias deveria ser melhor ainda. Bem, o que posso
dizer a respeito é que durante um longo período em que fiz pesquisas para encontrar um sistema
ótimo, nunca encontrei nenhum combinando três médias que pudesse se enquadrar entre os
melhores sistemas. Mas, existem muitos analistas que seguem este modelo.

A linha de avanços e declínios: a ferramenta mais simples e a mais importante deste curso:

Em 1984 adquiri o livro “GRANVILLE”S New Strategy of Daily Stock Market Timing for Maximum
Profit”. Na medida em que fui lendo seu conteúdo, minha visão sobre o mercado foi mudando para
melhor. Seu autor (Joseph Granville), na minha modesta opinião, um dos grandes gênios do
mercado, dotado de enorme capacidade perceptiva e criativa, entre outras descobertas, criou duas
ferramentas extraordinárias: A linha de avanços e declínios (LAD) e o Saldo do Volume (OBV).
Ambas de construção muito simples, não me permitem que hoje olhe para o mercado sem antes
saber o que elas e as suas variantes estão dizendo.

O que pode ser mais simples para se conhecer a saúde interna do mercado do que o saldo diário
entre as ações que subiram e caíram. O que poderá refletir melhor do que isto a força predominante
do mercado? A LAD de avanços e declínios é um indicador técnico puro, baseado inteiramente na
estatística diária do mercado.

Sua construção é bastante simples. Ela pode ser construída a qualquer tempo, e depois de alguns
dias seu curso será exatamente igual a todas as outras LADs construídas por outras pessoas.

Diariamente você tem acesso através da mídia às cotações do pregão do dia anterior. Basta que
entre na página de cotações na coluna de fechamentos e verifique quantas ações estão com o sinal
(+) e quantas estão com o sinal ( - ). Identifique o saldo e abra no Excel ou no Word uma planilha com
o seguinte aspecto:

AVANÇOS DECLÍNÍOS DIFERENÇA


DATA AVANÇOS DECLÍNIOS ACUMULADOS ACUMULADOS CUMULATIVA BOVESPA

Suponha que hoje estará começ ando a sua LAD. Pegue o jornal do pregão anterior e some quantas
ações subiram e quantas caíram. Verificará que 121 ações subiram e 75 caíram e as demais não
foram negociadas ou o preço de fechamento permaneceu inalterado.

AVANÇOS DECLÍNÍOS DIFERENÇA


DATA AVANÇOS DECLÍNIOS ACUMULADOS ACUMULADOS CUMULATIVA BOVESPA

12/01/01 121 75 121 75 46 17530

Se na próxima segunda-feira, após o pregão ter sido encerrado, tiver como calcular o saldo entre as
ações que subiram e caíram, já poderá entrar com os novos dados. Do contrário, terá que esperar até
o dia seguinte para apanha-los num jornal. Suponha, então, que ao se encerrar o pregão de segunda-
feira próxima, encontre que 80 ações subiram e 113 caíram, o que dá um saldo de 33 ações caindo a
mais do que subindo. Transferindo estes dados para a planilha, teríamos:

AVANÇOS DECLÍNÍOS DIFERENÇA


DATA AVANÇOS DECLÍNIOS ACUMULADOS ACUMULADOS CUMULATIVA BOVESPA

12/01/01 121 75 121 75 46 17530


15/01/01 80 113 201 188 13 17320

Na terça-feira o mercado caiu, apresentando os seguintes números: 57 ações subiram e 131 ações
caíram. Nossa tabela, então, ficaria assim:

AVANÇOS DECLÍNÍOS DIFERENÇA


DATA AVANÇOS DECLÍNIOS ACUMULADOS ACUMULADOS CUMULATIVA BOVESPA

12/01/01 121 75 121 75 46 17530


15/01/01 80 113 201 188 13 17320
16/01/01 57 131 258 319 (61) 17125

Depois de algum tempo e alguns fundos e topos terciários, a LAD irá tomando sua forma geralmente
muito parecida com a do índice) e poderá começar a fazer sua leitura. Para efeito de avaliação, só
trabalharemos com três colunas: Data, Diferença Cumulativa e a do índice Bovespa. Com o tempo,
poderá, utilizando os dados da planilha, montar um gráfico da evolução do índice e da linha de
avanços e declínios, conforme pode observar na próxima página.
Como pode ver, a LAD é um indicador que deve (sem falha) ser computado diariamente. Ë um
indicador cumulativo. A diferença líquida (saldo) das ações que subiram e caíram é adicionada ou
subtraída de um número cumulativo contínuo. Pode-se iniciar sua construção em qualquer dia.
Depois de algum tempo, estará emitindo os mesmos sinais que uma outra que tenha sido iniciada
muito tempo antes. Para calculá-la, você precisa apenas de um jornal diário de onde possa extrair o
número de ações que subiram e caíram em relação à véspera. A maioria dos jornais informa sobre a
variação positiva ou negativa. Ë só contá-las, apurar o saldo e começar!

A teoria por trás da LAD é mais bem descrita nos termos do que Granville chamou de analogia da
“banheira”. Imagine o mercado como uma banheira. Ações subindo elevam o nível da água e ações
caindo abaixam o nível da água. A força real do mercado é determinada pelo nível da água. Quando
o índice Bovespa está subindo e o nível da água do mercado como um todo baixando, temos um
problema se desenvolvendo nas nossas mãos. Inversamente, quando o Bovespa parece fraco, mas o
nível da água do mercado está virtualmente estagnado ou ligeiramente mais baixo, podemos dizer
que o cenário real do mercado está relativamente mais forte do que o quadro de fraqueza proclamado
pela maioria dos seguidores de todos os índices do mercado.

Num mercado de alta convencional, os primeiros meses da subida mostram a LAD e o Bovespa
engrenados para cima num casamento feliz. A banheira do mercado está enchendo. Entretanto, está
feliz combinação eventualmente desengrena, e a lua de mel acaba. O índice continua subindo
alegremente, mas a LAD, há algum tempo, não está mais no mesmo passo, caminhando lateralmente
ou para baixo. Temos agora um casamento rompido nas nossas mãos. Enquanto o público está
hipnotizado com o índice subindo, o nível da água está baixando. O que eram dois fatores subindo de
mãos dadas são agora dois fatores seriamente desengrenados. O ciclo sempre mostra uma ordem
estrita neste fenômeno técnico: (1) engrenados, (2) desengrenados, e novamente (3) engrenados.
Quando ocorre uma divergência entre o índice e a LAD, a ordem usual dos eventos prediz que o
índice engrenará com a direção da LAD. No exemplo abaixo, veja como as disparidades entre a LAD
(linha vermelha) e o índice Bovespa (linha preta) sempre se equacionaram a favor da direção da LAD,
com a linha não confirmando nenhuma vez os movimentos de subida do índice.
O BOVESPA E A LAD DOS SEUS COMPONENTES

14000 500

12000
0

10000
-500

8000
BOV
-1000
LAD
6000

-1500
4000

-2000
2000

0 -2500
/0 7
7/ 7

/0 7
/0 7
/0 7
/1 7
/1 7
/1 7
/1 7
/1 7
2/ 9 7

/0 8
/0 8
/0 8
/0 8
/0 8
/0 8
/0 8
/0 8
2/ 9 8

/0 8
/0 8
/0 8
/0 8
/0 7
/1 8
/1 8
/1 8
5/ 9 8

/1 8
/0 8
99
22 7/9
0 7/9
25 8/9
10 8/9
26 9/9
14 9/9
30 0/9
17 0/9
03 1/9
19 2/9

28 1/9
13 1/9
05 2/9
23 3/9
08 3/9
29 4/9
18 4/9
03 5/9

08 6/9
27 7/9
12 7/9
28 8/9
16 8/9
02 9/9
21 0/9
09 0/9

11 1/9
04 2/9
1 2/

2 6/

2 1/

1/
/0

1
03

Comentei que o Granville faz uma analogia da LAD com uma banheira. No livro, a comparação é feita
levando em conta uma avaliação de que o mercado continuamente se movimenta em ciclos de
duração de 4 a 4 anos e meio, durante os quais passa por três fase de alta seguidas por três fases de
baixa, e todas as comparações da movimentação do dinheiro são feitas em cima delas. Como
importante é a idéia que está por trás da movimentação, vou omitir a comparação com os ciclos e
passar uma visão de curto prazo dissociada dos ciclos do mercado. Ao invés da banheira, imagine
uma pia que enche e esvazia da mesma maneira que a banheira, isto é, saldo positivo eleva nível da
água e saldo negativo reduz o nível da água. Como se movimenta o dinheiro esperto dentro da
dinâmica do enche e esvazia?

No final de uma tendência de alta, quando a água encontra-se próxima do nível de transbordamento,
é extraída a rolha da pia e o primeiro dinheiro a escoar pelo ralo é o “dinheiro esperto”. Este grupo
não tem nome e qualquer um de nós pode fazer parte dele. Basta que estejamos na ponta certa. À
medida que o nível da água vai baixando (tendência de baixa), os últimos a permanecerem dentro da
pia vão constituir o grupo do “dinheiro burro”. Do mesmo modo, qualquer um de nós pode fazer parte
dele. Basta que tenhamos permanecido dentro da pia. Quando não há mais água dentro da pia, a
rolha é colocada e a primeira água a entrar na pia é o “dinheiro esperto”. Gradualmente (tendência de
alta),o nível da água volta a subir e o ciclo fica se alternando. Deste modo, a linha de avanços e
declínios é uma ferramenta, que embora trabalhe apenas com a variável preço, nos fornece uma
idéia de acumulação ou distribuição.

Existem apenas dois fatores que podem mudar o preço de uma ação. Estes fatores são a oferta e a
procura. No mercado, oferta e procura só podem ser medidos em termos de volume. Como a técnica
de medição da linha de avanços e declínios determina quando o mercado está sob acumulação ou
distribuição, então a técnica da linha de avanços e declínios usando volume ao invés de preço deverá
ser infinitamente mais efetiva em determinar quando uma ação está sendo acumulada ou distribuída
e o somatório de várias, a situação de acumulação ou distribuição geral do mercado. Este é o
conceito do OBV (saldo do volume): uma linha de avanços e declínios medida pelo volume, que
veremos na próxima aula, após trabalharmos mais um pouco com os sinais da LAD.
Estive muito ocupado durante a semana passada e me sobrou pouco tempo para dedicar ao curso.
Somente hoje, após ter enviado as revistas é que consegui terminar a aula. Mas, como ainda ficou
faltando a parte referente ao OBV, e já está tarde e estou muito cansado, os exercícios de
assimilação referente a esta aula e à próxima serão enviados juntos com a aula 8.
No exemplo da página anterior, comparamos o índice Bovespa, numa base de fechamento, com a
LAD das ações que compõem o seu universo. Entretanto, se desejar, poderá fazer a LAD das ações
mais ativas, do mercado como um todo, do IBX, etc. Basta que o cálculo seja feito sobre as ações
que compõem o universo desejado. Deste modo, poderá notar, por exemplo, num determinado
momento, que a LAD do mercado está caindo enquanto a de um grupo de ações mais ativas,
digamos as 15 ações mais ativas do Bovespa estão subindo. Poderá, então, avaliar que apesar do
índice Bovespa estar subindo, a LAD do mercado como um todo mostra um cenário geral do
mercado, muito pior do que aquele visto sob a ótica da evolução do índice ou da LAD das ações mais
ativas. Ou o contrário, conforme pode ver ilustrado no quadro abaixo:

Aqui, você pode notar que o Bovespa teve o fundo,


onde começa a linha preta, penetrado. Repare que a
LAD das 16 ações mais ativas confirmou a penetração
do fundo do Bovespa, também penetrando seu fundo
equivalente. O mesmo aconteceu com a LAD do
Bovespa. Entretanto, em nenhum momento, a LAD do
mercado como um todo confirmou a penetração,
mostrando uma disparidade altista entre ela e o índice
Bovespa, sugerindo que a penetração foi falsa e que a
chance do Bovespa se alinhar na mesma direção era
enorme. O cenário geral do mercado se apresentava
bem melhor do que o índice estava sugerindo.

Creio que já viu o suficiente para perceber que tipo de sinal a LAD do mercado pode emitir quando
colocada frente a frente com a evolução do índice Bovespa. E acredite, dificilmente, para não
exagerar, verá o índice subir ou cair com a LAD se movendo no sentido oposto. Quando isto ocorrer,
pode apostar a favor da direção da LAD. Eu a considero, o melhor rastreador, numa base diária, do
índice Bovespa. Quando ela fica descompassada do índice Bovespa, 99% das vezes o índice se
alinha a favor da sua direção!

Saldo do Volume (OBV)

O nome da teoria é uma descrição real dos seus mecanismos, significando simplesmente que quando
associamos preço e volume usando a técnica da linha de avanço e declínio surge um resto que,
numa olhada superficial, não se percebe e que este resto, quando preço e volume são equacionados
é um indicador técnico líder. Ou colocando do modo mais simples possível – o volume precede o
preço.
Comecemos com um exemplo bem simples. Suponha que uma ação “Beta” tenha fechado hoje a
R$10,00 com um volume de 50.000 ações negociadas. A partir daí, vamos organizar uma tabela com
as seguintes colunas:

Data Ativo Pço. fechamento Volume Saldo Acumulado Designação Campo de Tendência
02/03/93 Beta 10,00 50.000 50.000 -

Agora, suponha que no dia seguinte tenha fechado a R$10,01 com um volume de 80.000 ações
negociadas. Nossa tabela ficou assim:

Data Ativo Pço. fechamento Volume Saldo Acumulado Designação Campo de Tendência
02/03/93 Beta 10,00 50.000 50.000 - -
03/03/93 Beta 10,01 80.000 130.000 - -

No terceiro dia fechou novamente a R$10,00 com um volume de 60.000 ações negociadas e a nossa
tabela ficou assim:

Data Ativo Pço. fechamento Volume Saldo Acumulado Designação Campo de Tendência
02/03/93 Beta 10,00 50.000 50.000 - -
03/03/93 Beta 10,01 80.000 130.000 - -
04/03/93 Beta 10,00 60.000 70.000 - -

Para um observador casual, em três dias, o p reço da ação permaneceu estável em R$10,00 e não foi
a lugar nenhum. Mas, aplicando-se a técnica da linha de avanços e declínios, somamos o volume nos
dias em que o preço subiu e subtraímos o volume nos dias em que o preço caiu. Apesar do preço
estável, você pode ver que sobrou alguma coisa, um incremento de 20.000 ações quando a ação
voltou a cair para R$10,00 no dia 04/03. Deste modo, o saldo que vemos aqui é uma partícula da
acumulação da ação. Olhando o preço da ação, nada mudou. Mas, observando a atividade do
volume nestes três dias, nota-se que alguma coisa mudou. O saldo foi o que Granville denominou de
Saldo do Volume (On Balance Volume).

No quarto dia, o preço da Beta voltou a subir, fechando novamente a R$10,01 com um volume de
50.000 ações negociadas. No quinto dia, voltou a subir, fechando a R$10,02 com um volume
negociado de 60.000 ações e a planilha ficou assim:

Data Ativo Pço. fechamento Volume Saldo Acumulado Designação Campo de Tendência
02/03/93 Beta 10,00 50.000 50.000 - -
03/03/93 Beta 10,01 80.000 130.000 (AP) -
04/03/93 Beta 10,00 60.000 70.000 (BP) -
05/03/93 Beta 10,01 50.000 120.000
06/03/93 Beta 10,02 60.000 180.000 alta

Como a ação subiu nos dois últimos dias, adicionei os


Figura 1
respectivos volumes na coluna do “saldo acumulado”. No dia
200
05/03, o saldo do volume subiu para 120.000. Sua leitura,
comparada ao nível mais alto do saldo acumulado anterior
150 (03/03) revela que aquele nível não foi ultrapassado. Mas,
com a subida do dia seguinte, o saldo do volume subiu para
100 180.000 superando o topo anterior de 130.000, registrando
50 uma alta. Cabe ressaltar, entretanto, que não é necessário
um ziguezague ascendente como o da figura ao lado para o
OBV receber uma designação de alta. O que é necessário,
02 03 04 05 06 mesmo, é ultrapassar o nível da alta ou da baixa prévia.
Algumas vezes, redunda num ziguezague
ascendente/descendente,outrasnão!
No sexto dia, o preço permaneceu estável, fechando a R$10,02 com volume registrado de 80.000
ações negociadas. Nos dias sem variação de preço, o saldo do volume cumulativo permanece
inalterado, bem como, a designação do OBV.

Data Ativo Pço. fechamento Volume Saldo Acumulado Designação Campo de Tendência
02/03/93 Beta 10,00 50.000 50.000 - -
03/03/93 Beta 10,01 80.000 130.000 - -
04/03/93 Beta 10,00 60.000 70.000 - -
05/03/93 Beta 10,01 50.000 120.000 - -
06/03/93 Beta 10,02 60.000 180.000 alta -
09/03/93 Beta 10,02 80.000 180.000 alta -

No sétimo dia, o preço caiu para R$10,00 negociando 60.000 ações. Como o preço caiu, devemos
subtrair o volume do dia, do saldo acumulado. Enquanto o preço vem subindo, o saldo acumulado
anterior utilizado como referência para uma designação de baixa é o saldo do dia 04/03, último nível
de queda prévia.

Data Ativo Pço. fechamento Volume Saldo Acumulado Designação Campo de Tendência
02/03/93 Beta 10,00 50.000 50.000 - -
03/03/93 Beta 10,01 80.000 130.000 - -
04/03/93 Beta 10,00 60.000 70.000 - -
05/03/93 Beta 10,01 50.000 120.000 - -
06/03/93 Beta 10,02 60.000 180.000 alta -
09/03/93 Beta 10,02 80.000 180.000 (AP) alta -
10/03/93 Beta 10,00 60.000 120.000 -

No oitavo dia, o preço caiu para R$10,00 interrompendo o fluxo de designação de alta. Se, na
seqüência, o preço seguir caindo com volumes que, subtraídos do sald o acumulado, o empurrem
abaixo de 70.000, veremos a ocorrência de uma designação de baixa. Todavia, se antes disso, o
preço voltar a subir, o menor saldo acumulado, anterior à nova subida, passará a ser a nova
referência para uma designação de alta.

No dia 11 o preço subiu para R$10,01 com um volume 60.000 ações negociadas, retornando ao nível
da alta prévia do saldo acumulado, porém sem ultrapassá-la, não registrando continuação da alta.

No dia 12 o preço cai para R$10,00 com um volume de 40.000 ações negociadas e, no dia seguinte
cai para R$9,99 com 50.000 ações negociadas, gerando no segundo dia de queda (13/03) uma baixa
[tomando como referência para a designação a baixa prévia do saldo acumulado (10/03)], com nossa
tabela ficando assim:

Data Ativo Pço. fechamento Volume Saldo Acumulado Designação Campo de Tendência
02/03/93 Beta 10,00 50.000 50.000 - -
03/03/93 Beta 10,01 80.000 130.000 -
04/03/93 Beta 10,00 60.000 70.000 -
05/03/93 Beta 10,01 50.000 120.000
06/03/93 Beta 10,02 60.000 180.000 alta
09/03/93 Beta 10,02 80.000 180.000 (AP) alta
10/03/93 Beta 10,00 60.000 120.000 (BP)
11/03/03 Beta 10,01 60.000 180.000
12/03/93 Beta 10,00 40.000 140.000
13/03/93 Beta 9,99 50.000 90.000 baixa

Na sua atividade diária, você pode faze r a leitura dos OBVs das ações individuais organizando
planilhas do tipo aqui apresentado ou, se tiver um programa que calcule o OBV, visualiza-lo
graficamente, tal como o exemplo do OBV do índice Bovespa, a seguir:
Como o índice Bovespa é composto por um grupo de ações de pesos diferentes, utilizo um artifício que expressa melhor o
destino do volume financeiro de cada dia. Em vez de somar ou subtrair este volume diariamente em função da oscilação
positiva ou negativa do índice, somo ou subtraio o volum e financeiro do dia ao saldo acumulado em função do
comportamento da LAD do mercado. Deste modo, mesmo que o índice tenha tido uma variação negativa em relação ao seu
fechamento do dia anterior, se o saldo da LAD do mercado foi positivo, somo ao saldo acum ulado e vice-versa, se o índice
tiver subido em relação ao fechamento do dia anterior, mas o saldo da LAD do mercado tiver sido negativo, isto é, mais
baixas do que alta, subtraio do saldo acumulado o volume financeiro deste dia.

Os dias, 16, 17 e 18 foram de altas consecutivas. Os preços e volumes respectivos foram:


16/03 R$10,00 30.000
17/03 R$10,01 50.000
18/03 R$10,02 100.000

Transferindo para nossa tabela, temos:

Data Ativo Pço. fechamento Volume Saldo Acumulado Designação Campo de Tendência
02/03/93 Beta 10,00 50.000 50.000 - -
03/03/93 Beta 10,01 80.000 130.000 - -
04/03/93 Beta 10,00 60.000 70.000 - -
05/03/93 Beta 10,01 50.000 120.000 - -
06/03/93 Beta 10,02 60.000 180.000 alta -
09/03/93 Beta 10,02 80.000 180.000 (AP) alta -
10/03/93 Beta 10,00 60.000 120.000 -
11/03/03 Beta 10,01 60.000 180.000 -
12/03/93 Beta 10,00 40.000 140.000 -
13/03/93 Beta 9,99 50.000 90.000 (BP) baixa -
16/03/93 Beta 10,00 30.000 120.000 -
17/03/93 Beta 10.01 50.000 170.000 -
18/03/93 Beta 10.02 100.000 270.000 alta ASCENDENTE

No dia 19/03 o preço caiu para 10,01 com um volume de 40.000 ações negociadas, interrompendo o
fluxo de alta, deixando para trás o nível do dia 18/03 como a alta prévia.
Data Ativo Pço. fechamento Volume Saldo Acumulado Designação Campo de Tendência
02/03/93 Beta 10,00 50.000 50.000 - -
03/03/93 Beta 10,01 80.000 130.000 - -
04/03/93 Beta 10,00 60.000 70.000 - -
05/03/93 Beta 10,01 50.000 120.000 -
06/03/93 Beta 10,02 60.000 180.000 alta -
09/03/93 Beta 10,02 80.000 180.000 alta -
10/03/93 Beta 10,00 60.000 120.000 -
11/03/03 Beta 10,01 60.000 180.000 -
12/03/93 Beta 10,00 40.000 140.000 -
13/03/93 Beta 9,99 50.000 90.000 (BP) baixa -
16/03/93 Beta 10,00 30.000 120.000 -
17/03/93 Beta 10.01 50.000 170.000 -
18/03/93 Beta 10.02 100.000 270.000 (AP) alta ASCENDENTE
19/03/98 Beta 10,01 40.000 230.000 ASCENDENTE

Enquanto os grupos das altas e baixas permanecerem ascendentes, diz-se que o campo de
tendência é ascendente. Se os grupos de altas e baixas não estiverem engrenados para cima nem
para baixo, diz-se que o campo de tendência é duvidoso. Enquanto os grupos das altas e baixas
permanecerem descendentes, diz-se que o campo de tendência é descendente.

Na figura I, você viu como se formam as penetrações que vão gerar os microníveis de acumulação e
distribuição. O Campo de tendência, por sua vez, é definido pelos ziguezagues dos microníveis.
Assim, temos:

Uma ou mais penetrações num grupo constituem um agrupamento.


Figura II Estes agrupamentos revelam a verdadeira tendência do volume da
ação. Procuramos por tais agrupamentos descendentes ou
300
ascendentes. Quando uma alta prévia nas leituras do saldo
acumulado é quebrada, sem constituir uma formação de
200 ziguezagues nos agrupamentos, o campo de tendência é
100
considerado duvidoso. Um ziguezague descendente nos
agrupamentos constitui um campo de tendência descendente e um
ziguezague ascendente nos agrupamentos constitui um campo de
09/03 13/03 18/03
tendência ascendente, conforme a figura II, ao lado. A transição
usual de crescimento de força mostra uma ação passando de um
campo de tendência descendente para um duvidoso, e depois para
um campo de tendência ascendente.

A partir daqui, acrescentarei novos dados sem comentá -los um a um, apenas para que veja como se
processa a passagem de um campo de tendência para outro. Note, que num mercado real,
dificilmente o preço ficará oscilando num intervalo de três centavos e o OBV transitando por
diferentes campos de tendência. Mas, achei melhor exemplificar desta forma para que pudesse notar
a pouca importância do preço dentro do cenário de acumulação e distribuição. Num mercado real é
muito comum (para não dizer quase sempre) o OBV sinalizar na frente, mas, normalmente, quando
isto acontece, o preço tende a acelerar na direção do campo detendênciapredominante.
Data Ativo Pço. fechamento Volume Saldo Acumulado Designação Campo de Tendência
18/03/93 Beta 10.02 100.000 270.000 (AP) alta ASCENDENTE
19/03/93 Beta 10,01 40.000 230.000 ASCENDENTE
20/03/93 Beta 10,00 50.000 180.000 (BP) ASCENDENTE
23/03/93 Beta 10,01 60.000 240.000 ASCENDENTE
24/03/98 Beta 10,02 70.000 310.000 (AP) alta ASCENDENTE
25/03/93 Beta 10,01 50.000 260.000 ASCENDENTE
26/03/93 Beta 10,00 100.000 160.000 baixa ASCENDENTE
27/03/93 Beta 9,99 40.000 120.000 (BP) baixa ASCENDENTE
30/03/93 Beta 10,00 70.000 190.000 ASCENDENTE
31/03/93 Beta 10,01 100.000 290.000 ASCENDENTE
01/04/93 Beta 10,02 60.000 350.000 (AP) alta ASCENDENTE
02/04/93 Beta 10,01 80.000 270.000 ASCENDENTE
03/04/98 Beta 10,00 90.000 180.000 ASCENDENTE
06/04/93 Beta 9,99 100.000 80.000 (BP) baixa DUVIDOSO
07/04/93 Beta 10,00 60.000 140.000 DUVIDOSO
08/04/93 Beta 10,01 50.0000 190.000 (AP) DUVIDOSO
09/04/93 Beta 10,00 40.000 150.000 (BP) DUVIDOSO
10/04/93 Beta 10,01 60.000 210.000 alta DUVIDOSO
13/04/93 Beta 10,01 100.000 210.000 (AP) alta DUVIDOSO
14/04/93 Beta 10,00 70.000 140.000 (BP) baixa DUVIDOSO
15/04/93 Beta 10,01 50.000 190.000 (AP) DUVIDOSO
16/04/93 Beta 10,00 80.000 110.000 baixa DUVIDOSO
17/04/93 Beta 9,99 40.000 70.000 (BP) baixa DESCENDENTE
20/04/93 10,00 50.000 120.000 (AP) DESCENDENTE
21/04/93 9,99 60.000 60.000 (BP) baixa DESCENDENTE
22/04/93 10,00 70.000 130.000 alta DESCENDENTE
23/04/93 10,01 40.000 170.000 alta DESCENDENTE
24/04/93 10,02 30.000 200.000 (AP) alta DESCENDENTE
27/04/93 10,01 60.000 140.000 DESCENDENTE
28/04/93 9,99 70.000 70.000 (BP) DESCENDENTE
29/04/93 10,00 130.000 200.000 DESCENDENTE
30/04/93 10,01 50.000 250.000 (AP) alta DUVIDOSO
02/05/93 10,00 70.000 180.000 DUVIDOSO
03/05/93 9,99 60.000 120.000 (BP) DUVIDOSO
04/04/93 10,00 80.000 200.000 (AP) DUVIDOSO
05/04/93 9,99 50.000 150.000 (BP) DUVIDOSO
06/04/93 10,00 60.000 210.000 alta DUVIDOSO

A tabela acima pode lhe dar uma idéia de como uma ação ou índice de movimenta dentro dos campos de
tendência. Não sei se ficou bem claro, mas voltarei ao assunto.

O importante é saber que enquanto um ativo estiver formando ziguezagues ascendentes nos grupamentos de
alta e baixa, seu campo de tendência é ascendente; quando os grupamentos de alta e baixa estiverem
formando grupamentos laterais das designações de altas e baixas do OBV estará se movimentando num
campo de tendência duvidoso; quando estiver formando ziguezagues descendentes das designações de altas e
baixas do OBV, estará se movimentando num campo de tendência descendente.

Estou achando que a explicação que dei no início desta aula para determinar as designações das
altas e baixas do OBV não ficaram boas. Assim, darei uma reforçada porque é fundamental que fique
bem entendido, pois, mais adiante, quando formos examinar uma versão mais avançada da
classificação das perfurações do OBV, evitará uma grande confusão.
DATA ATIVO PREÇO DE VOLUME SALDO DO DESIGNAÇÂO
FECHAMENTO VOLUME (OBV)
01/01/91 BETA 10,00 100.000 100.000
02/01/91 10,01 50.000 150.000
03/01/91 10,02 70.000 220.000
04/01/91 10,01 80.000 140.000
05/01/91 10,02 100.000 240.000 ALTA

Quando calculamos o OBV de um ativo qualquer, o que queremos saber é se este ativo está sendo
acumulado ou distribuído. Esta informação é obtida comparando-se o nível atual do OBV com as
altas e baixas prévias. O que são as altas e baixas prévias?

Na tabela acima, por exemplo, nos dias 02 e 03, o mercado subiu e adicionamos os respectivos
volumes ao saldo acumulado do volume. No dia 04, o preço caiu e subtraímos o volume do saldo
acumulado do volume (OBV). Para efeito de perfuração, quando houver uma seqüência de leituras
ascendentes, a que vale como referência para comparação é o saldo mais alto da última vez que o
preço subiu (03/01/91). Pode ter sido apenas um dia de alta ou, no caso de uma sucessão, o saldo
mais alto. O inverso é válido para uma perfuração para baixo. No exemplo acima, o saldo do volume
cresceu até o dia 03/01, e no dia 04/01 o preço caiu. Neste caso, o saldo do dia 03/01 passa a ser o
nível da alta prévia que servirá de parâmetro para uma penetração ascendente.

Como no dia 04/01 o preço caiu e voltou a subir no dia seguinte, gerando uma penetração
ascendente, o dia 04/01 ficou sendo, até que ocorra uma nova queda, o nível da baixa prévia para
referência de uma penetração descendente. É importante que saiba que se o mercado voltar a cair e,
neste processo interromper sua queda num nível superior (de saldo acumulado) à baixa prévia do dia
04/01, este novo saldo acumulado será a nova referência da baixa prévia.

Toda vez que o preço fechar igual ao do dia anterior, ou a ação não for negociada, o volume
não é subtraído nem adicionado ao saldo, e as demais condições se repetem.

Não sei se fui claro no exemplo dos campos de tendência. Mas, se raciocinar em termos de
ziguezagues ficará mais fácil. No primeiro caso, utiliza as altas e baixas prévias para definir as
perfurações. Nos campos de tendência suas referências são os ziguezagues das penetrações. Se
formarem um ziguezague ascendente, o mercado estará num campo de tendência ascendente e
assim por diante. Esta condição prevalece até prova em contrário, isto é, até que o grupamento das
altas e baixas quebre o padrão do ziguezague do campo de tendência predominante naquele
momento.

Com estes esclarecimentos adicionais, espero que não tenha ficado nenhuma dúvida a respeito das
penetrações e dos campos de tendência. Se ainda existir alguma, contate-me por e-mail dizendo o
que ficou mal explicado e tentarei esclarecer ou leia o livro do Granville, onde encontrará tudo bem
mais detalhado e exemplificado.

O Indicador de Clímax

Se o OBV de uma ação permite detectar se ela está sendo acumulada ou distribuída, o conjunto dos
OBVs de um grupo de ações pode nos fornecer uma amostragem do mercado. Reunidos, nos
informam se o mercado está acumulando ou distribuindo, mas principalmente quando está ficando
sobre-comprado ou sobre-vendido.

Suponha, por exemplo, que num dado momento 56 ações compunham o índice Bovespa.

Observação: o nível diário do indicador de Clímax é calculado com base na diferença entre as
ações que estão fazendo altas e as que estão fazendo baixas. Se não estiver fazendo uma
coisa nem outra, está fora da contagem.
Diariamente, podemos determinar o OBV de cada uma das ações e confrontar o saldo com a
evolução do índice. Isto nos permitirá, com base no volume, apurar se o mercado está sobre-
comprado ou sobre-vendido. Como estamos trabalhando com um universo de 56 ações, se todas as
ações estiverem ziguezagueando para cima, o limite máximo de sua leitura será +56; se todas
estiverem ziguezagueando para baixo o limite mínimo de sua leitura será –56.

Note, no exemplo acima, que durante todo o período em que o indicador foi calculado (a partir julho
de 97), nunca o Clímax atingiu seus limites extremos. Repare, também, no Bovespa, como na maioria
das vezes que o indicador chegou nos seus níveis extremos históricos, a reação foi imediata.
Todavia, também notará, (principalmente abaixo do nível zero do Clímax - linha roxa pontilhada), que
existe outro nível onde a concentração dos pontos de retorno é muito maior, e que muitos sinais
foram falsos (na faixa de –20). Sem dúvida, isto se deve ao fato de que durante todo este período o
Bovespa trabalhou numa primária de baixa, com o indicador passando mais tempo sob o nível zero.
Para que esta ferramenta funcione na plenitude, deve ser usado um filtro. Este filtro é o campo de
tendência. Você pode ter muitas ações fazendo penetrações ascendentes sem necessariamente,
uma maioria de campos de tendência ascendentes. Repare como os sinais de venda foram muito
melhores do que os sinais de compra.

Apesar da confiança que Granville deposita nesta ferramenta, acho que a quantidade de sinais
gerados acaba se tornando um complicador. Prefiro trabalhar com ele suavizado por uma média
móvel de 21 períodos. Como verá na figura da próxima página, seus sinais se tornam mais confiáveis
e eficientes:
Como pode notar, a suavização transforma o indicador numa poderosa ferramenta de reversão de
tendência. Assim, além de servir como rastreador de tendência, é um excepcional oscilador de médio
prazo. Para tornar mais fácil a identificação dos pontos de retorno a serem considerados, o próprio
histórico revela que todos aqueles iguais ou acima da banda de +5 e iguais ou abaixo da banda de –5
devem ser seguidos. Note, também, que as disparidades acionam novas compras ou vendas,
conforme o caso.

Tudo que vimos até agora, exceto a média móvel suavizada do clímax, uma adaptação pessoal, foi
um pequeno resumo de um ou dois capítulos da obra “Timing - A Nova Estratégia Diária de
Maximização dos Lucros no Mercado de Ações”, de Joseph Granville. Não só para mais detalhes
sobre o assunto volume, mas, também, pela qualidade de outras ferramentas, bem como, pela mais
profunda abordagem psicológica feita, até hoje, sobre o mercado e seus participantes, recomendo
sua leitura. Depois de ler seu livro tive que rever todos os meus conceitos sobre o mercado e, a cada
dia que passa, aumenta o meu respeito por sua lucidez e pela simplicidade dos seus conceitos.
Juntamente com Charles H. Dow, Ralph N. Elliott, Wellles Wilder Jr. e Jim Slomam, Granville compõe
a linha de frente da Análise Técnica.

Se desejar produzir um oscilador de curto prazo, em vez de calcular a média móvel do clímax numa
periodicidade tão longa, projetada para capturar os estágios de mercado sobre-comprado/vendido no
médio prazo, pode baixar a periodicidade da média para 5 ou 7, e obterá um poderoso oscilador de
curto prazo para as flutuações de curto prazo do índice Bovespa, conforme pode verificar através do
emprego de uma média móvel de 5 períodos do clímax no gráfico a seguir:
Empiricamente, criei duas bandas que funcionam como referência para definição dos pontos de
retorno mais confiáveis. A superior está plotada na área positiva de +15 e a inferior na área negativa
de –10. Perceba que, com raras exceções, todas as vezes que ocorreram pontos de retorno acima ou
abaixo das faixas de mercado sobre-comprado (linha azul horizontal)/sobre-vendido (linha vermelha
horizontal) como o índice caiu ou subiu. Embora ainda não tenhamos visto nenhuma ferramenta,
quando confrontado com outros osciladores na mesma periodicidade (no caso presente, o
Estocástico de periodicidade 5, percebe-se que gera uma quantidade bem menor de sinais falsos.
Testes de assimilação do conteúdo das aulas 7
e8
1. Qual é o principal objetivo de uma média móvel?

a) Sinalizar pontos de compra e de venda.


b) Ferramenta para ser utilizada para e ncerrar uma operação.
c) Informar se começou ou terminou uma tendência dos preços.
d) Servir como nível de suporte e resistência.

2. Se estivesse tentando construir um sistema mecânico independente, cujos sinais de compra e


venda fosse gerados pelo cruzamento de duas médias móveis de periodicidades diferentes, qual das
combinações baixo seria mais sensível, isto é, reagiria mais rapidamente a uma mudança na direção
domercado?

a) 5 e 21
b) 11 e 13
c) 13 e 21

3. Supondo que a coluna SALDO, da tabela abaixo, seja o resultado da diferença entre as ações que
subiram e caíram nas datas respectivas, quais seriam os pontos correspondentes da linha de
avanços e declínios no período analisado?

DATA BOV SALDO LAD


22/02/99 9074 0
23/02/99 8942 -25
24/02/99 8953 0
25/02/99 8653 b -33
26/02/99 8910 25
01/03/99 9197 a 20
02/03/99 9070 -3
03/03/99 9154 4
04/03/99 9508 a 38
05/03/99 9465 8
08/03/99 9785 a 25
09/03/99 9484 -19
10/03/99 9778 33
11/03/99 9697 -4
12/03/00 9574 -14
15/03/00 10413 a 38
16/03/99 10658 a 27
17/03/99 10634 -11
18/03/99 10894 a 28

4. A LAD que encontrou no quadro do exercício 3, confirma a evolução do índice bovespa ou


apresentasinaisdedisparidadebaixista?

a) Confirma.
b) Apresentasinaisdedisparidadebaixista.
5. Marque os pontos dos gráficos do quadro abaixo (índice qualquer e LAD do mercado) utilizando os
dados fornecidos na planilha ao lado. Em seguida, compare-os e dê sua opinião sobre o estado geral
do mercado.

DATA ÍNDICE SALDO LAD 11400


11300
01/01/55 10001 5 5 11200
02/01/55 10215 15 20 11100
11000
03/01/55 10193 -5 15 10900
04/01/55 10300 17 32 10800
05/01/55 10418 13 45 10700
10600
08/01/55 10617 21 66 10500
09/01/55 10423 -13 53 10400
10300
10/01/55 10393 -20 33 10200
11/01/55 10411 18 51 10100
12/01/55 10299 -9 42 10000

15/01/55 10379 5 47
16/01/55 10567 8 55
17/01/5 5 10724 12 67
01/01 08/01 15/01 22/01 29/01
18/01/55 10680 -23 44
19/01/55 10701 11 55
22/01/55 10576 -13 42 80
23/01/55 10601 2 44 75
24/01/55 70
10872 12 56
65
25/01/55 11013 11 67 60
26/01/55 11321 13 80 55
50
29/01/55 11102 -19 61 45
30/01/55 10994 -21 40 40
31/01/55 35
11111 7 47 30
01/02/55 11300 8 55 25
02/02/55 11100 19 36 20
15
10
Resposta: 05

6. Utilizando os dados da coluna do Saldo Acumulado, marque o gráfico abaixo colocando os níveis
de altas e baixas prévias e indique os campos de tendência. Todos os dados se encontram
disponíveis. É só para saber se entenderam como se definem os campos de tendência.

Data Ativo Pço. fechamento Volume Saldo Acumulado Designação Campo de Tendência
02/03/93 Beta 10,00 50.000 50.000 - -
03/03/93 Beta 10,01 80.000 130.000 - -
04/03/93 Beta 10,00 60.000 70.000 - -
05/03/93 Beta 10,01 50.000 120.000 -
06/03/93 Beta 10,02 60.000 180.000 alta -
09/03/93 Beta 10,02 80.000 180.000 alta -
10/03/93 Beta 10,00 60.000 120.000 -
11/03/03 Beta 10,01 60.000 180.000 -
12/03/93 Beta 10,00 40.000 140.000 -
13/03/93 Beta 9,99 50.000 90.000 baixa -
16/03/93 Beta 10,00 30.000 120.000 -
17/03/93 Beta 10.01 50.000 170.000 -
18/03/93 Beta 10.02 100.000 270.000 alta ASCENDENTE
19/03/98 Beta 10,01 40.000 230.000 ASCENDENTE
20/03/93 Beta 10,00 50.000 180.000 ASCENDENTE
23/03/93 Beta 10,01 60.000 240.000 ASCENDENTE
24/03/98 Beta 10,02 70.000 310.000 alta ASCENDENTE
25/03/93 Beta 10,01 50.000 260.000 ASCENDENTE
26/03/93 Beta 10,00 100.000 160.000 baixa ASCENDENTE
27/03/93 Beta 9,99 40.000 120.000 baixa ASCENDENTE
30/03/93 Beta 10,00 70.000 190.000 ASCENDENTE
31/03/93 Beta 10,01 100.000 290.000 ASCENDENTE
01/04/93 Beta 10,02 60.000 350.000 alta ASCENDENTE
02/04/93 Beta 10,01 80.000 270.000 ASCENDENTE
03/04/98 Beta 10,00 90.000 180.000 ASCENDENTE
06/04/93 Beta 9,99 100.000 80.000 baixa DUVIDOSO
07/04/93 Beta 10,00 60.000 140.000 DUVIDOSO
08/04/93 Beta 10,01 50.0000 190.000 DUVIDOSO
09/04/93 Beta 10,00 40.000 150.000 DUVIDOSO
10/04/93 Beta 10,01 60.000 210.000 alta DUVIDOSO
13/04/93 Beta 10,01 100.000 210.000 alta DUVIDOSO
14/04/93 Beta 10,00 70.000 140.000 baixa DUVIDOSO
15/04/93 Beta 10,01 50.000 190.000 DUVIDOSO
16/04/93 Beta 10,00 80.000 110.000 baixa DUVIDOSO
17/04/93 Beta 9,99 40.000 70.000 baixa DESCENDENTE
20/04/93 Beta 10,00 50.000 120.000 DESCENDENTE
21/04/93 Beta 9,99 60.000 60.000 baixa DESCENDENTE
22/04/93 Beta 10,00 70.000 130.000 alta DESCENDENTE
23/04/93 Beta 10,01 40.000 170.000 alta DESCENDENTE
24/04/93 Beta 10,02 30.000 200.000 alta DESCENDENTE
27/04/93 Beta 10,01 60.000 140.000 DESCENDENTE
28/04/93 Beta 9,99 70.000 70.000 DESCENDENTE
29/04/93 Beta 10,00 130.000 200.000 DESCENDENTE
30/04/93 Beta 10,01 50.000 250.000 alta DUVIDOSO
02/05/93 Beta 10,00 70.000 180.000 DUVIDOSO
03/05/93 Beta 9,99 60.000 120.000 DUVIDOSO
04/04/93 Beta 10,00 80.000 200.000 DUVIDOSO
05/04/93 Beta 9,99 50.000 150.000 DUVIDOSO
06/04/93 Beta 10,00 60.000 210.000 alta DUVIDOSO

400

300

200

100
7. Na tabela abaixo estou fornecendo os seguintes dados: data, o valor do fechamento do índice
bovespa na data correspondente , o número das ações que compõem o índice bovespa que estão
fazendo altas no OBV (P+) e das que estão fazendo baixas (P-) e o saldo entre as ações que subiram
ou caíram de preço em relação ao fechamento do dia anterior. Complete a tabela fornecendo a linha
de avanços e declínios, o indicador de clímax e as médias móveis de 3 e 5 períodos do clímax.

P+ P- S ALDO LAD CLÍMAX MM3 CLX MM5 CLX


DATA BOV A/D
21/12/00 14505 b 9 26 -21
22/12/00 14562 8 14 12
26/12/00 14794 12 4 23
27/12/00 15186 24 4 44
28/12/00 15259 22 4 -4
02/01/01 15425 A 12 9 -11
03/01/01 16599 A 42 0 53
04/01/01 16675 A 28 5 -3
05/01/01 16410 8 9 -22
08/01/01 16562 A 19 6 22
09/01/01 16974 A 40 1 47
10/01/01 16918 21 2 -10
11/01/01 17023 A 17 9 5
12/01/01 16850 b 12 14 -18
15/01/01 16953 12 2 21
16/01/01 16720 b 7 20 -26
17/01/01 17191 A 29 2 49
18/01/01 17521 A 40 3 30
19/01/01 17530 A 26 2 9
22/01/01 17391 16 6 -21
23/01/01 17828 A 37 1 12
24/01/01 17771 20 10 23
26/01/00 17885 A 24 12 44

8. Qual a diferença básica entre a linha de avanços e declínios e o saldo do volume (OBV).

R._______________________________________________________________________________

9. Como entende o que deveriam ser disparidades negativas e positivas entre um índice e a sua
respectiva linha de avanços e declínios.

R._______________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

10. Explique em poucas palavras o que vem a ser a analogia da banheira ou da pia.

R________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

Observação: Na próxima aula veremos alguns exemplos de conclusões extraídas através da


evolução do saldo do volume, bem como, as versões avançadas da linha de avanços e declínios e do
saldo do volume (OBV). Embora suspeito, na medida em que sou o vendedor na língua portuguesa,
recomendo a leitura do livro “Timing .....” de Joseph Granville. O livro é maravilhoso e não pode deixar
de ser lido por qualquer pessoa que queira criar um cultura em análise t écnica.
Respostas dos testes de assimilação das aulas
7e8
1. Embora se enquadre em todas as alternativas apresentadas, a resposta mais precisa é a
alternativa “C”.

2. (a) - Quanto menor a diferença entre duas médias móveis, mais rápida sua resposta (seus
cruzamentos) às mudanças do mercado.
3.
DATA BOV SALDO LAD
22/02/99 9074 0 0
23/02/99 8942 -25 -25
24/02/99 8953 0 0
25/02/99 8653 b -33 -58
26/02/99 8910 25 -33
01/03/99 9197 a 20 -13
02/03/99 9070 -3 -16
03/03/99 9154 4 -12
04/03/99 9508 a 38 26
05/03/99 9465 8 34
08/03/99 9785 a 25 59
09/03/99 9484 -19 40
10/03/99 9778 33 73
11/03/99 9697 -4 69
12/03/00 9574 -14 55
15/03/00 10413 a 38 93
16/03/99 10658 a 27 120
17/03/99 10634 -11 109
18/03/99 10894 a 28 137

4. Confirma, pois ambas evoluem na mesma direção e ultrapassaram seus topos anteriores.

5.

DATA ÍNDICE SALDO LAD 11400


11300
01/01/55 10001 5 5 11200
02/01/55 10215 15 20 11100
11000
03/01/55 10193 -5 15 10900
04/01/55 10300 17 32 10800
05/01/55 10418 13 45 10700
10600
08/01/55 10617 21 66 10500
09/01/55 10423 -13 53 10400
10300
10/01/55 10393 -20 33 10200
11/01/55 10411 18 51 10100
12/01/55 10299 -9 42 10000

15/01/55 10379 5 47
16/01/55 10567 8 55
17/01/55 10724 12 67 01/01 08/01 15/01 22/01 29/01
18/01/55 10680 -23 44
19/01/55 10701 11 55
22/01/55 10576 -13 42 80
23/01/55 10601 2 44 75
70
24/01/5 5 10872 12 56 65
25/01/55 11013 11 67 60
26/01/55 55
11321 13 80 50
29/01/55 11102 -19 61 45
30/01/55 10994 -21 40 40
35
31/01/55 11111 7 47 30
01/02/55 11400 8 55 25
02/02/55 20
11200 19 36 15
10
Resposta: Doente. A LAD apresenta 05
disparidade baixista e não confirma a
penetração do topo principal.
7.

400

a
300 a
a

a a
a a
200

100 b
b b
b b

8. A LAD só trabalha com os preços enquanto o OBV os associa ao volume. Ambas medem o grau
de acumulação/distribuição.

9. Deveriam ser movimentos do índic e não confirmados pela sua respectiva linha de avanços e
declínios. As duas ocorrências mais comuns são: o índice movimentando-se numa direção e a LAD
numa direção contrária ou, o índice perfurando um nível de suporte/resistência e a LAD não
confirmando a perfuração.

10. Analogia da banheira ou da pia foi um recurso utilizado por Granville para mostrar o
comportamento do dinheiro esperto. Sua função é determinar quando o dinheiro está entrando ou
saindo do mercado.
Partindo da premissa que o volume precede o preço, o OBV é um indicador que, em ocasiões decisivas,
quando os preços encontram-se próximos de um nível de suporte/resistência, sob fogo cerrado,
freqüentemente antecipa os seus movimentos.

No gráfico acima, após uma tendência de alta que durou cerca de 10 anos, o DJ deixou para trás um topo em 9.367,6 pontos
e partiu para uma correção que durou até 01/09/98, quando, após ter corrigido 21%, volta a subir rumo ao teste do topo
principal. Em 5 de novembro desse ano, embora o índice es tivesse longe de romper seu topo principal e retomar a tendência
de alta prévia, o OBV, com dois meses de antecipação, num processo de acumulação já sinalizava que isto deveria
acontecer.

No gráfico acima, podemos ver um outro tipo de leitura proporcionada pelo OBV. Enquanto Petrobrás entrava numa de
tendência de baixa que durou cerca de dois anos, de 07/97 a 01/99, o OBV permaneceu dando sinais de acumulação e, 8
meses antes que o preço retomasse a tendência de alta, o OBV já sinalizava que isto deveria ocorrer no preço mais adiante.
O uso combinado da LAD e do OBV do mercado, juntamente com algumas médias móveis permite
detectar a saúde interna do mercado, se ele está respirando bem, enfim, com eles é possível tirar
uma radiografia do estado geral do mercado de uma forma fácil de ser compreendida.

Pessoalmente, prefiro saber que o mercado, por exemplo, está em tendência de alta avaliando seus
ziguezagues associados a um número crescente de ações subindo de preço e gerando uma linha de
avanço e declín io ascendente, confirmada por um OBV do mercado indicando que ele se encontra
num processo de acumulação, do que obter esta confirmação através de outros indicadores, que
provavelmente enviem mensagens semelhantes, mas através de fórmulas matemático-estatísticas,
para mim, mais difíceis de assimilar. Gosto destas ferramentas porque elas são simples e me
informam tudo que preciso saber sobre o estado geral do mercado no momento de elaborar minhas
estratégias operacionais.

Após trabalhar alguns anos com a linha de avanço e declínio e o OBV, Granville percebeu que as
mensagens desses indicadores poderiam ser melhoradas. Desta forma, pós alguns anos de trabalho
e das observações feitas neste período, criou versões mais avançadas da LAD e do OBV.

A Nova Linha de Avanço e Declínio

Para criar sua nova linha de avanço e declínio, Granville partiu da premissa que a linha de avanço e
declínio do mercado tem um significado técnico muito maior do que o Dow Jones porque diariamente
ela mede a direção do preço de todas as ações enquanto o índice reflete apenas as 30 ações que
delem fazem parte. Deste modo, nós realmente não sabemos quão forte ou fraco está o índice a
menos que seu movimento esteja relacionado com a linha de avanço e declínio.

Para criar esta relação, Granville dividiu a variação da LAD pela variação do índice. O resultado diário
desta divisão produziria uma nova leitura da força da LAD por cada ponto de oscilação no Dow. A
força dessa leitura sempre assumiria a direção da LAD independente do índice ter subido ou caído
neste dia. Por exemplo, suponha que o índice Dow tenha caído 2 pontos enquanto a LAD deste dia
apresentou uma leitura positiva de +200 (saldo entre as ações que subiram e caíram). Uma vez que a
direção da LAD determina se a força da leitura é positiva ou negativa, dividindo-se 200 por –2, nos dá
uma leitura de força de +100. Esta leitura de +100 é adicionada ao acumulado anterior da força por
ponto. Você verá que uma grande oscilação no Dow produzirá menos fôlego por ponto na medida em
que o divisor será muito maior. Por outro lado, uma variação muito menor no Dow produzirá
amplitudes maiores neste fôlego nas leituras por ponto porque o divisor será um número bem menor.
Por exemplo, suponha que o Dow Jones encerre o dia com uma variação da 0,50 para cima ou de
0,50 para baixo e que o saldo da LAD neste dia tenha sido +125. Não importa se o Dow subiu ou caiu
0,50. Nos dois casos o fôlego por ponto seria uma leitura positiva de +250 para ser adicionada ao
acumulado da linha de força por ponto.

Se a premissa de que a LAD do mercado tem


um significado técnico muito maior do que o
comportamento do DJ é válida para o mercado
americano, também deverá ser válida em
relação a outros índices que medem um
universo bem menor do que o todo. Desta
forma, após conhecer esta nova versão da
LAD, decidi testa-la usando como divisor a
variação do índice bovespa.

Inicialmente, não percebi grandes vantagens


em relação à sua concepção original. Não sei
se foi porque já estava acostumado com a
velha, ou porque realmente não notei grandes
, ou porque realmente não notei grandes

mudanças. Acompanhando-a, descobri, que


de tempos em tempos, ela envia um sinal
interessante de mudança de tendência,
representados por movimentos verticais tão
bruscos que chegam a confundir. Passei a
observa-la diariamente, pois, inegavelmente,
ela sinaliza a verdadeira tendência do
mercado melhor do que a versão original. No
quadro da página anterior você pode ver o
índice bovespa e a evolução da LAD do
mercado na sua versão original. No quadro ao
lado, o bovespa e a LAD do mercado por
pontos de oscilação do bovespa. Repare
como os movimentos verticais de quase 90o
são seguidos por movimentos na mesma
direção pelo índice.

Uma nova visão do significado das perfurações do Saldo do Volume (OBV)

Muitas coisas são aprendidas através da observação. Tendo desenvolvido a teoria do saldo do
volume (OBV), Granville percebeu ao longo do tempo que, sendo o ziguezague ascendente a
essência de um mercado de alta e o descendente, de baixa, os furos designados por alta e baixa não
tinham todos o mesmo significado.

Na sua versão original, todas as perfurações de uma alta ou baixa prévia, eram designadas
respectivamente por ALTA ou BAIXA, conforme pode ver na parte superior do quadro abaixo:

A A B A
A A A

B
A A

B B B

A NA A NA NA
A A

B B B B
NB NB NB
NA
A A NA A NA A

B NB B B B
NB NB
Examinado os desdobramentos do OBV da página anterior, poderemos ver como eram classificadas
as perfurações na sua versão original e como elas passaram a ser classificadas na versão avançada
(parte inferior do quadro). Suponha, para efeito didático, que tivéssemos um desenvolvimento de
acordo com as planilhas abaixo:

DATA OBV ANTIGO NOVO ALTA


01/01/00 1000
02/02/00 1100
03/01/00 1010
04/01/00 1120 ALTA ALTA
Um ziguezague ascendente simples, nas duas versões recebe a designação de ALTA a partir
do momento que a alta prévia é ultrapassada.

DATA OBV ANTIGO NOVO


01/01/00 1000 ALTA
02/01/00 1100
03/01/00 1010
04/01/00 1070
05/01/00 1030
08/01/01 1080 ALTA ALTA

Um ziguezague ascendente com duas altas prévias em níveis diferentes, nas duas versões
recebe a designação de ALTA a partir do momento que a alta prévia inferior é ultrapassada.

DATA OBV ANTIGO NOVO


01/01/00 1000
ALTA
02/01/00 1100
03/01/00 1010
04/01/00 1070
05/01/00 1030
08/01/01 1080 ALTA ALTA
09/01/00 1130 ALTA ALTA

Um ziguezague ascendente com duas altas prévias em níveis diferentes, nas duas versões
recebe a designação de ALTA a partir do momento que a alta prévia inferior é ultrapassada e
assim continua quando a alta prévia superior for ultrapassada.

DATA OBV ANTIGO NOVO


01/01/00 1000 ALTA
02/01/00 1100 BAIXA
03/01/00 1010
04/01/00 1120 ALTA ALTA
05/01/01 1180 ALTA ALTA
08/01/01 1070
09/01/01 1130
10/01/01 1050 BAIXA BAIXA
11/01/01 980 BAIXA BAIXA
Um ziguezague descendente com duas baixas prévias em níveis diferentes, nas duas versões
recebe a designação de BAIXA a partir do momento que a baixa prévia superior é ultrapassada
e assim continua quando a baixa prévia inferior for ultrapassada.

DATA OBV ANTIGO NOVO


01/01/00 1000 NOVA ALTA
02/01/00 1100
ALTA
03/01/00 1010 BAIXA
04/01/00 1120 ALTA ALTA
05/01/01 1180 ALTA ALTA
08/01/01 1070
09/01/01 1130
10/01/01 1050 BAIXA BAIXA
11/01/01 980 BAIXA BAIXA
12/01/01 1150 ALTA ALTA
15/01/01 1250 ALTA N. ALTA

Se existir um ziguezague ascendente seguido por um ziguezague descendente, quando a alta


prévia inferior for ultrapassada, nas duas versões o furo recebe a designação de ALTA. Porém,
quanto a alta prévia que representa o topo do ziguezague ascendente for ultrapassada, na
versão original continua recebendo a designação de ALTA. Na nova versão, ela é designada
por NOVA ALTA. Mais adiante veremos a razão.

Observação: todos os casos que examinamos até agora, no sentido


inverso, onde se lê ALTA, leia-se BAIXA, onde se lê BAIXA, leia-se ALTA e
onde se lê NOVA ALTA, leia-se NOVA BAIXA.

DATA OBV ANTIGO NOVO


01/01/00 1000
02/01/00 1100
03/01/00 1010 NOVA ALTA
04/01/00 1120 ALTA ALTA ALTA
BAIXA
05/01/01 1180 ALTA ALTA
08/01/01 1070
09/01/01 1130
10/01/01 1050 BAIXA BAIXA
11/01/01 980 BAIXA BAIXA
12/01/01 1150 ALTA ALTA
15/01/01 1250 ALTA N. ALTA
16/01/01 1070
17/01/01 1140
18/01/01 1020 BAIXA BAIXA

A penetração de uma baixa anterior recebe a designação de BAIXA nas duas versões.
DATA OBV ANTIGO NOVO
01/01/00 1000
02/01/00 1100
03/01/00 1010 NOVA ALTA
04/01/00 1120 ALTA ALTA
ALTA
05/01/01 1180 ALTA ALTA BAIXA
08/01/01 1070
09/01/01 1130
10/01/01 1050 BAIXA BAIXA
11/01/01 980 BAIXA BAIXA
12/01/01 1150 ALTA ALTA
15/01/01 1250 ALTA N. ALTA
16/01/01 1070
NOVA BAIXA
17/01/01 1140
18/01/01 1020 BAIXA BAIXA
19/01/01 960 BAIXA N. BAIXA

A penetração de uma baixa prévia, intercalada por uma ALTA ou NOVA ALTA recebe a
designação de BAIXA na versão antiga e de NOVA BAIXA na nova.

DATA OBV ANTIGO NOVO


01/01/00 1000 NOVA ALTA
02/01/00 1100 ALTA
03/01/00 1010 BAIXA
04/01/00 1120 ALTA ALTA
05/01/01 1180 ALTA ALTA
08/01/01 1070
09/01/01 1130
10/01/01 1050 BAIXA BAIXA
11/01/01 980 BAIXA BAIXA
12/01/01 1150 ALTA ALTA NOVA BAIXA
15/01/01 1250 ALTA N. ALTA
16/01/01 1070
17/01/01 960 BAIXA N. BAIXA

A penetração de uma baixa prévia, intercalada por uma NOVA ALTA, com ou sem ziguezague
descendente, recebe a designação de BAIXA na versão antiga e de NOVA BAIXA na nova.
DATA OBV ANTIGO NOVO
01/01/00 1000
02/01/00 1100
03/01/00 1010 ALTA
BAIXA
04/01/00 1120 ALTA ALTA
05/01/01 1180 ALTA ALTA
08/01/01 1070
09/01/01 1130
10/01/01 1050 BAIXA BAIXA
11/01/01 980 BAIXA BAIXA
12/01/01 1150 ALTA ALTA
15/01/01 960 NOVA BAIXA
16/01/01 1120
17/01/01 920 BAIXA N. BAIXA

A penetração de uma baixa prévia, intercalada por uma ALTA, com ou sem ziguezague
descendente, recebe a designação de BAIXA na versão antiga e de NOVA BAIXA na nova.

É possível que eu não tenha dissecado todas as formas de desdobramentos. Entretanto, com as
variações vistas, qualquer nova situação se encaixará dentro de algum dos desdobramentos que
examinamos. Basicamente, a diferença das designações das versões antiga e nova encontra-se na
classificação dos furos quando existe um ziguezague entre eles.

Na próxima aula veremos como interpretar os furos da versão avançada encaixando-os dentro do
cenário geral do mercado e como utlizá-los, construindo ferramentas auxiliares neles baseadas.

Devido ao adiantado da hora, terminarei esta aula na próxima revista, onde incluirei os exercícios
pertinentes. Pretendia ter encerrado o assunto da LAD e do OBV nesta aula. Acontece que assumi
um compromisso com o pessoal que participa do Fórum do Investshop.com em preparar um texto
sobre Fibonacci. Acabei me descontrolando e ficou faltando tempo. Em compensação, você estará
recebendo junto com esta aula uma matéria sobre Fibonacci que não estava prevista fazer parte do
curso.
Leonardo Fibonacci
Para aqueles que procuram,
a vida revela os seus mistérios.

Nascido entre 1170 e 1180, Leonardo Fibonacci era filho de um mercador proeminente, também funcionário
público, vivendo provavelmente numa das muitas torres de Pisa. Uma torre servia como lugar de trabalho,
fortaleza e residência da família e eram assim construídas para permitir que as flechas pudessem ser atiradas
das pequenas janelas e atingissem estrangeiros ou quem quer que não fosse bem vindo. Durante a vida de
Leonardo, a torre inclinada de Pisa estava sendo construída. Ela foi a última das três grandes edificações
construídas em Pisa, já que a catedral e o batistério ficaram prontos alguns anos antes.

Recebendo educação esmerada Leonardo falava Francês, Grego e Latim, no qual era fluente. Quando seu pai foi
transferido para o norte da África, foi instruído a completar sua educação, período durante o qual Leonardo fez
muitas viagens de negócios em torno do Mediterrâneo. Então, voltando de uma das suas viagens do Egito,
publicou um livro de cálculos denominado “Líber Abaci” que introduziu na Europa uma das maiores descobertas
matemáticas de todos os tempos, o sistema decimal.

Fibonacci, após expressar o princípio básico do ábaco em “Líber Abaci” começou a usar o novo sistema durante
suas viagens e, através dos seus escritos transmitiu para a Europa não só o novo sistema, bem como seu fácil
método de cálculo. Gradualmente o antigo uso dos Algarismos Romanos foi sendo substituído pelo sistema dos
Algarismos Arábicos. A introdução do novo sistema na Europa foi a primeira façanha importante no campo da
matemática após a queda de Roma, sete séculos antes. Fibonacci não apenas manteve a matemática viva
durante a Idade Média, como assentou as bases para grandes desenvolvimentos no campo da alta matemática e
nos campos afins da física, astronomia e engenharia.

Embora a posteridade o tenha perdido de vista, inquestionavelmente, Fibonacci foi um homem do seu tempo.
Sua fama era tanta que Frederico II, cientista e Imperador do Sacro Império Romano, Rei da Sicília e Jerusalém,
herdeiro de duas das mais nobres famílias na Europa e Sicília, e o mais poderoso príncipe daqueles dias foi
conhece-lo, pois necessitava de solução para alguns problemas que envolviam a matemática. As idéias de
Frederico eram as de um monarca e se rodeava com toda a pompa de um imperador Romano.

O encontro entre Fibonacci e Frederico II ocorreu em 1225 e foi um evento de grande importância para a cidade
de Pisa. O imperador a cavalo liderava uma longa procissão de trombeteiros, cortesões, cavaleiros, oficiais e
uma coleção de animais selvagens. Alguns dos problemas apresentados pelo imperador a Fibonacci estão
detalhados no seu livro “Líber Abaci”. Aparentemente os problemas apresentados pelo imperador foram
solucionados e por este motivo Fibonacci tornou-se bem vindo para sempre em sua corte. Quando revisou o
“Líber Abaci” em 1228 dedicou a edição revisada a Frederico II. Não seria exagerar dizer que Leonardo Fibonacci
foi um dos grandes matemáticos da Idade Média. Ao todo, escreveu três trabalhos matemáticos importantes: o
“Líber Abaci”, publicado em 1202 e revisto em 1228, o “Pratica Geometriae”, publicado em 1220, e o “Líber
Quadratorum”. Para aqueles interessados em se aprofundar na obra de Fibonacci, o livro intitulado “Leonardo de
Pisa e a Nova Matemática da Idade Média” por Joseph e Francês Gies, é um excelente trabalho sobre o período
de Fibonacci e seus trabalhos.

Embora tenha sido um dos grandes matemáticos dos tempos medievais, os únicos monumentos em sua
homenagem são uma pequena estátua no cruzamento do rio Arno com a Torre Inclinada e duas ruas, uma em
Pisa e outra em Florença que receberam seu nome. Parece estranho que tão poucos visitantes dos 179 degraus
de mármore da Torre de Pisa, tenham ouvido falar de Fibonacci ou viram sua estátua. Fibonacci era
contemporâneo de Bonanna, o arquiteto da Torre, cuja construção iniciou-se em 1174. Os dois homens fizeram
grandes contribuições para o mundo, mas aquele cuja influência de longe excedeu a do outro é quase um
desconhecido.

Fibonacci chegou ao mercado financeiro, mais especificamente na análise técnica, pelas mãos de Ralph Nelson
Elliott. Quando este último, após ter sido apresentado por seu amigo Charles J. Collins aos editores do “Financial
Word Magazine” publicou sua teoria através de uma série de 12 artigos em 1939. Em 1946, dois anos antes de
sua morte, Elliott escreveu sua obra definitiva sobre o Princípio das Ondas, “Nature’s Law – The Secret of the
Universe”.

A base de todo o seu trabalho foram as relações matemáticas definidas pela seqüência de Fibonacci (os
números de Fibonacci).

A Seqüência de Fibonacci:
A resposta a uma questão apresentada no livro “Líber Abaci” deu origem à seqüência dos números 1, 1, 2, 3, 5,
8, 13, 21, 34, 55, 89, 144 ... ∞, hoje conhecida como a seqüência de Fibonacci. O problema foi:

Partindo-se de um casal de coelhos colocados dentro de uma área fechada, pergunta-se: quantos pares
de coelhos teremos em um ano, sabendo-se que cada par gera um novo par a cada mês, a partir do
segundo mês?

Para chegar à solução, sabemos que cada par, incluindo-se o primeiro casal, necessita de um mês de
maturação, mas uma vez em produção, gera um novo para a cada mês. O número de pares é o mesmo no
começo dos dois primeiros meses. De modo que os dois primeiros números da seqüência são: 1, 1.

O primeiro par finalmente dobra seu número durante o segundo mês, de modo que no início do terceiro mês
temos dois pares. Desses, o par mais velho gera um terceiro par no mês seguinte de modo que no início do
quarto mês, a seqüência se expande para 1, 1, 2, 3. Desses três, os dois pares mais velhos reproduzem, e o
mais jovem ainda não, de modo que o número de pares cresce para cinco. No próximo mês, três pares
reproduzem de modo que a seqüência se expande para 1, 1, 2, 3, 5, 8 e assim por diante. Se continuarmos a
seqüência veremos que cresce com rapidez logarítmica e em poucos anos o número se tornará astronômico. Em
100 meses, por exemplo, teríamos 354.224.848.179.261.915.075 pares de coelhos.

A seqüência de Fibonacci resultante do problema dos coelhos tem propriedades muito interessantes e reflete
uma relação quase constante entre os seus componentes. Eis algumas delas:

Na seqüência a soma de dois números adjacentes forma o próximo número mais alto, i.é.,1 mais 1 igual a dois, 1
mais 2 igual a 3, 2 mais 3 igual a 5, 3 mais 5 igual a 8 e assim por diante até infinito.

Após os quatro primeiros números, a razão entre dois números consecutivos na seqüência aproxima-se de 1,618
ou o seu inverso, 0,618. Assim a razão de qualquer número para o próximo número mais alto, chamado phi, é
aproximadamente 0,618 para 1 e para o próximo número mais baixo é aproximadamente 1,618 para 1. Quanto
mais alto os números, mais próximos de 0,618 e 1,618 serão as razões entre eles. Na seqüência a razão entre
números alternados é de 2,618 ou o seu inverso 0,382. Algumas afirmações da inter relação das propriedades
dessas quatro razões principais podem ser listadas a seguir:

1) 2,618 - 1,618 = 1
2) 1,618 - 0,618 = 1
3) 1 - 0,618 = 0,382
4) 2,618 x 0,382 = 1
5) 2,618 x 0,618 = 1,618
6) 1,618 x 0,618 = 1
7) 0,618 x 0,618 = 0,382
8) 1,618 x 1,618 = 2,618
À exceção de 1 e 2, qualquer número da seqüência de Fibonacci multiplicado por 4, quando somado a um
número selecionado da série de Fibonacci, dá outro número de Fibonacci, de modo que:

3x4 = 12 + 1 = 13
5x4 = 20 + 1 = 21
8x4 = 32 + 2 = 34
13 x 4 = 52 + 3 = 55
21 x 4 = 84 + 5 = 89

e assim por diante

Assim que a nova seqüência avança, uma terceira seqüência começa naqueles números que são adicionados à
multiplicação por 4. Esta relação é possível porque a razão entre o segundo número alternado de Fibonacci, é
4, 236, onde 0,236 é tanto o seu inverso como sua diferença do número 4.

A soma de quaisquer dez números consecutivos da seqüência é sempre divisível por 11.

A lista de fenômenos relacionados com a seqüência de Fibonacci é enorme e poderíamos continuar citando uma
infinidade deles, mas não vem ao nosso propósito.

As razões 1,618 para 1 e 0,618 para 1 são conhecidas como as razões douradas (a razão perfeita), que dão
origem à espiral dourada. Elas são encontradas em tal extensão no universo que muitas vezes referem-se a elas
como uma “Lei da Natureza”. Elliott teorizava que o progresso da humanidade através da história seguiu uma lei
natural de crescimento e decadência baseada na seqüência de Fibonacci. Acredita-se que este padrão de
crescimento segue a espiral logarítmica definida pela seqüência de fibonacci. Acredita-se que esta espiral não
apenas descreve os padrões de crescimento vistos através da expansão espiralada das galáxias do universo,
mas também mantém uma forma de diminuição constante na direção dos menores elementos da natureza.

A Seção Dourada
Fonte: “Elliott Wave Principle” de Frost and Pretcher

Qualquer extensão pode ser dividida de uma forma tal que a razão entre a parte menor e a parte maior é
equivalente à razão entre a parte maior e o todo. Esta razão é sempre 0,618.

O Retângulo Dourado

Os lados de um Retângulo Dourado estão numa proporção de 1,618 para 1. A construção do Retângulo Dourado
começa com um quadrado de 2 x 2 onde se traça uma linha partindo do meio de um dos lados até o vértice do
lado oposto, conforme pode se ver na figura abaixo:

A 2 B
O Triângulo EDB é um Triângulo Retângulo. Aplicando-se o Teorema de Pitágoras
(a hipotenusa ao quadrado é igual a soma dos quadrados dos catetos), temos:
X = Ö5 X2 = 22 + 12
2 2 X2 = 5
X =Ö5

O próximo passo na construção do Retângulo Dourado é estender a linha CD,


C 1 F 1 D
fazendo EG igual à raiz quadrada ou 2,236 unidades de extensão, como mostrado
na figura abaixo:

A 2 B F

Quando completos, os dois retângulos AFCG e BFDG são Retângulos


X = Ö5 Dourados. As provas são as seguintes:
2 2
CG = Ö5 +1 e DG = Ö5 - 1
FG = 2 FG = 2

C 1 E 1 D G CG = Ö5 + 1 DG = Ö5 - 1
FG 2 FG 2
Ö5
= 2,236 + 1 = 2,236 - 1
2 2

= 3,236 = 1,236
2 2

= 1,618 = 0,618

Desde que os lados dos retângulos estão na proporção da Razão Dourada, então, os retângulos são, por
definição, Retângulos Dourados.

Obras de arte têm sido muito realçadas com o conhecimento do Retângulo Dourado. Leonardo da Vinci, que
achava a razão agradável nas suas proporções, disse. “Se uma coisa não tem o aspecto correto ela não
funciona”. Muitas das suas pinturas têm uma forma correta devido à utilização dos Retângulos Dourados.
Salvador Dali também usava nas suas obras muitos Retângulos dourados.

Enquanto possa ter sido usado conscientemente e deliberadamente por muitos artistas por razões próprias, a
proporção phi aparentemente tem um efeito sobre o observador da arte. Experiências têm demonstrado que as
pessoas acham a proporção 0,618 esteticamente favorável.

Enquanto a Seção Dourada e o Retângulo dourado representam porções estáticas, uma idéia de crescimento
ordenado, pode ser feita apenas através de uma das mais notáveis formas do universo, a Espiral Dourada.

A Espiral Dourada (Logarítmica):

Se começarmos com o Retângulo Dourado, poderemos dar o próximo passo, a construção da espiral logarítmica.
Desenhando um grande retângulo, como o anterior, e então dividi-lo num quadrado e num retângulo menor,
como em A e B. Depois pegamos o retângulo B, traçamos um quadrado
e o retângulo C. Depois dividimos o retângulo C no quadrado C e no
retângulo D e assim sucessivamente. O cruzamento das bissetrizes
B pontilhadas, que são proporções douradas em relação a cada uma delas,
assinalam o centro teórico dos quadrado à sua volta. Desse ponto central
A nós podemos desenhar a espiral conectando os pontos de interseção
para cada quadrado a sua volta.
C
D A espiral logarítmica não tem limites e tem uma forma constante. O
centro nunca é alcançado e a expansão é ilimitada. O núcleo de uma
espiral logarítmica visto através de um microscópio tem o mesmo aspecto de uma galáxia espiralada vista
através de um Telescópio. Ela é a única espiral que nunca muda o seu formato.
Saindo fora da matemática, vamos ao que interessa. Os números de Fibonacci são usados pelos observadores
do mercado de muitas maneiras para chegar às decisões de timing.

Alguns usam os próprios números para projetar pontos de virada do mercado numa base anual, mensal,
semanal, diária, horária, ou outra periodicidade de dados.

Outros usam as razões dos números como uma referência para monitorar o mercado e projetar áreas de suporte
e resistência.

Outros, ainda, usam as razões como guias para determinar níveis de retração durante as correções do mercado
ou para projetar os pontos de virada do mercado.

Estas técnicas serão examinadas na próxima revista.


A Teoria de Elliott é composta de três partes – formato da onda (padrão), razão e tempo.

Alguns investidores baseiam muitas das suas decisões utilizando as projeções dos períodos de tempos durante
os quais uma mudança na tendência em andamento é esperada acontecer. Existem dois métodos para se
projetar estas mudanças baseados na seqüência de Fibonacci. O primeiro é a contagem dos ciclos e o segundo
a projeção das razões de tempo de Fibonacci.

Os Ciclos de Fibonacci

As contagens dos ciclos de Fibonacci são feitas partindo-se de topos ou fundos importantes na expectativa de
que futuros topos ou fundos ocorram nas proximidades dos períodos projetados, isto é, que o mercado mude de
direção sobre o terceiro, quinto, oitavo, décimo-terceiro, vigésimo-primeiro dia, etc., a partir do fundo ou topo
inicial selecionado. Esta técnica é muito simples e pode ser utilizada em gráficos de qualquer periodicidade, isto
é, de minutos a mensal, ou qualquer outro período de tempo. Veja um exemplo no gráfico do índice Futuro
abaixo:

Tomando por base o fundo P (pivot primário), repare como o mercado, próximo ou precisamente em cima dos
pontos da seqüência projetados, movimentou-se pelo menos um ou dois dias na direção oposta e como no
quinto, no décimo-oitavo e no trigésimo-quarto ocorreram de fato mudanças na direção da tendência. A próxima
mudança na direção da tendência, de acordo com a projeção do ciclo, deverá ser próxima de 23/02/01.
As Razões de Fibonacci

A segunda maneira de fazer projeções de mudança nas tendências usando a seqüência de Fibonacci envolve o
uso das razões listadas na aula anterior. Basicamente, a distância como medida pelo número de períodos de
tempo determinado entre dois pontos. E então multiplicado por uma das razões de Finbonacci. As três razões
mais comumente usadas são: 0,618:1 ¾ 1: 1 ¾ 1,618: 1. O produto resultante é então adicionado ao período de
tempo original para refletir a ordem natural do processo crescimento da seqüência de Fibonacci.

Por exemplo, se a distância entre dois fundos sucessivos é de 20 dias, então multiplicando-se esta diferença pela
razão 0,618 teríamos 12 dias, multiplicando-se pela razão 1, teríamos 20 dias e pela razão 1,618 teríamos 32
dias. Estes números são adicionados ao intervalo de tempo original (20 dias no nosso exemplo). Desta forma, no
32o (20+12) dia, no 40o (20+20) dia e no 52o (20+32) dia a partir do início do movimento original, poder-se-ia
antecipar para estas datas uma mudança na tendência.

Estas projeções podem ser feitas de fundo para fundo, topo para topo, ou fundo para topo (os mais puristas
usam apenas topo para topo ou fundo para fundo). Veja dois exemplos no gráfico Futuro abaixo. Continuo com o
mesmo gráfico apenas para facilitar a comparação. Não deve haver nenhuma preferência. È aplicável em
qualquer gráfico.

No exemplo acima, considerei inicialmente os dois pivots primários de topo separados por 72 pregões e suas
projeções estão definidas pelas linhas verticais azuis. Em seguida, utilizei os dois fundos primários separados por
134 pregões e suas projeções estão definidas pelas linhas vermelhas. Como pode verificar existem muitas
coincidências.
Fibonacci: Projeções de preços

As razões de Fibonacci são usadas para estabelecer objetivos de preços na direção da tendência e definir pontos
de entrada durante as correções do mercado. As projeções de preços são feitas determinando-se a diferença de
dois preços e multiplicando-se o resultado por uma das razões [1,618 - 2,000 – 2,618 – ou 3,326 (que é
2X1,618)].

As projeções de preços não devem ser confundidas com as razões de Fibonacci (0,382 – 0,5 – 0,618) aplicadas
para determinar o percentual de retração durante movimentos contra a tendência predominante.

As projeções de preços são especialmente úteis quando combinadas com as análises das Ondas de Elliott. Na
teoria de Elliott a primeira onda da seqüência, a onda 1, é utilizada para se encontrar a razão das outras ondas
(as projeções). Estas razões não são regras, mas diretrizes na estimativa do comprimento das diferentes ondas.
Assim, temos:

A onda 3 se relaciona com a onda 1, nas seguintes proporções:

1,618 x comprimento da onda 1


2,618 x comprimento da onda 1
4,236 x comprimento da onda 1

Os múltiplos mais comuns são os dois primeiros. Entretanto, se a terceira onda for uma onda estendida, então as
razões 2,618 e 4,236 são as mais comuns.

A onda 5 tem duas relações diferentes, a saber:

a) Se a onda 3 foi maior do que 1,618 da onda 1anterior ou se foi estendida, então as projeções mais prováveis
para a onda 5 são as seguintes:

Igual a onda 1
1,618 da onda 1
2,618 da onda 1

b) Quando a onda 3 é menor do que 1,618 da onda 1, a onda 5 se estenderá. Deste modo, a razão da onda se
baseará no comprimento total do início da onda 1 até o topo da onda 3.

Então a onda 5 estendida teria as seguintes projeções:

0,618 x o comprimento do início da onda 1 até o topo da onda 3, ou


1,618 x o comprimento do início da onda 1 até o topo da onda 3.

Fibonacci: Correções de preços

Conforme já foi dito no início desta página, utilizam-se as razões de 0,382 - 0,500 - 0,618 para projetar possíveis
pontos de compra/venda durante as correções do mercado. Isto é feito, medindo-se a diferença da alta/baixa
prévia medida da mínima à máxima da perna de alta, ou da máxima à mínima da perna de baixa, aplica-se a
razão sobre a diferença e deduz-se este valor do extremo do movimento a favor da tendência. Assim por
exemplo, se uma onda 3 de alta começou em 10 e subiu até 13, pode-se esperar correções até:

11,86 = correção de 0, 382


11,50 = correção de 0,50
11,14 = correção de 0,618

Numa amostragem estatística, a maioria das correções terminam próximas de um desses níveis. Entretanto,
podem ser excedidos.
Numa tendência de alta como a do gráfico do Bovespa acima, após o mercado ter corrigido uns 38% da perna de alta anterior, pode-se
traçar uma linha de tendência de baixa partindo do topo anterior e usar seu corte para iniciar uma compra com estope inicial um pouco
abaixo da mínima da perna de queda anterior ao corte da linha. Se vier a ser es topado, retraço a LTB e recompro novamente no seu corte
com a mesma técnica de estope. O inverso é verdadeiro para uma tendência de baixa.

Bibliografia:

“The Elliot Wave Principles”, por Frost and Prechter


“Understanding Fibonacci Numbers”, por Edward D. Dobson
“Commodity Trading Systems and Methods”, por P. J. Kaufman
Devido ao acúmulo de serviço que tive na semana passada, ao converter o texto do curso do formato
DOC para o formato PDF não percebi que desapareceram das planilhas do OBV as designações de
ALTAS, BAIXAS, NOVAS ALTAS e NOVAS BAIXAS, ficando impossível entender o texto. Só percebi
o erro quando fui prosseguir com a aula desta semana. Tentei fazer a conversão novamente, mas
não consegui resolver o problema. Desta forma, estou enviando em anexo as planilhas no formato
DOC para substituírem as que estão incompletas. Denominei o arquivo de aula9corrigida.

Durante o último chat da semana passada percebi, através da pergunta de um dos participantes, que
o conceito do Indicador de Clímax não ficou bem explicado. Então, antes de continuar, retornarei ao
tema para tentar dirimir quaisquer dúvidas.

O Indicador de Clímax é uma ferramenta utilizada para detectar se o mercado se encontra sobre-
comprado ou sobre-vendido como qualquer outro oscilador. A diferença básica é que diferentemente
dos demais, ele associa preço e volume para fazer esta aferição. Partindo da premissa que o volume
se movimenta antes do preço, este indicador sempre lhe informará mais sobre o verdadeiro estado
técnico das ações que compõem o índice que está acompanhando do que o próprio índice, vinculado
apenas às variações dos preços dos seus componentes.

Tomemos por exemplo o índice Bovespa. Consideremos que seja composto por cerca de 50 ativos
ativos.

Para se calculador o nível diário do Indicador do Clímax é preciso computar diariamente os furos do
OBV de todas as ações que fazem parte do índice. Por exemplo, se 20 ações tiveram furos
ascendentes fazendo ALTA e 7 sofreram furos descendentes fazendo BAIXA, a leitura do Clímax
para este dia será de 13. Uma única leitura não significa nada. O Clímax adquire significado quando
é colocado diariamente ao lado do índice. Podemos ver se os avanços ou descidas do índice são
tecnicamente justificados pelo Clímax. Assim, se o índice sobe 100 pontos e o Clímax vai de +13 para
+9, há uma perda definida de força técnica na subida do índice, e uma queda pode ser esperada.
Quanto de queda dependerá de onde se encontra o mercado no ciclo normal.

O Clímax é especialmente útil quando o índice está fazendo novas altas ou novas baixas, porque
essas altas e baixas poderão ser pontos críticos de virada do mercado, e a natureza crítica poderá
apontar se o Clímax confirmou a nova alta ou baixa.

Este indicador foi criado em 1961 por Granville. Não tendo tipo desempenho anterior para avaliar, seu
conceito original de Clímax era simplesmente o de um indicador que medisse a condição de sobre-
comprado ou sobre-vendido do mercado. Com apenas 30 ações constituindo o índice Dow Jones, é
óbvio que o máximo de leituras positivas possíveis seria de –30 para baixo e +30 para cim a. Mas
desde que todas as ações nunca se movimentam totalmente em conjunto, a experiência real mostrou
que os movimentos para baixo terminam logo abaixo de –20, e os movimentos para cima após
leituras de +20 ou mais serem vistas.

No meu histórico com o Bovespa, estes valores mudam para –20 e +30, e as melhores leituras, mais
raras, quando estes níveis são ultrapassados. Entretanto, como a flutuação era muito rápida,
Granville achoui melhor introduzir um filtro utilizando uma média de 5 períodos do indicador para
potencializar seus sinais. Na próxima página verá um gráfico do Clímax do Bovespa e outro com a
média móvel de 5 períodos. Veja como os sinais da média são mais contundentes nos gráficos da
próxima página, principalmente os sobre-vendidos já que o período analisado passa mais tempo
numa tendência de alta:
Sem dúvida, a melhor explicação do que consiste o indicador de Clímax foi dada pelo seu
descobridor: “necessita-se de uma certa quantidade de força de Clímax para suportar o peso do Dow.
Suponha que o Dow faça uma série de altas para 950, 960, 980, e 985, e estes homens foram pesos
mortos para serem carregados pelo número de homens representados pela leitura do Clímax. No
primeiro caso tivemos 20 homens carregando 950 libras/peso, o que não era um problema. Na
segunda alta, tivemos 18 homens carregando 960 libras/peso, um pouco mais de esforço, mas ainda
sem representar um problema. Na terceira alta tivemos 11 homens carregando 980 libras/peso, muito
mais esforço, porém ainda sem problemas sérios. Na quarta alta, entretanto, tivemos 5 homens se
esforçando para levantar 985 libras/peso, um verdadeiro quebra-costas. Entrou em colapso sob o
esforço, e o Dow desmoronou.”

Se com este complemento, a função do indicador ainda não ficou esclarecida, só me resta
recomendar a aquisição do livro “Timing-A Nova Estratégia Diária de Maximização dos Lucros no
Mercado de Ações”.

Aula 10: CONCEITOS AVANÇADOS DO OBV

Durante muitos anos os seguidores da técnica do OBV baseavam sua leitura diária contando os furos
ascendentes e descendentes e dando-lhes o mesmo tratamento. Granville, sempre ciente de que as
designações de NOVAS ALTAS e NOVAS BAIXAS eram, respectivamente, potencialmente mais
altistas ou mais baixistas do que as ALTAS e BAIXAS, sentiu a necessidade de formalizar esta
observação. Automaticamente criou dois novos indicadores. Esta contribuição foi apresentada no seu
penúltimo livro “The Stock Market Teacher” publicado em outubro de 1988.

O que diferencia uma ALTA de uma NOVA ALTA e uma BAIXA de uma NOVA BAIXA, e quais os
seus significados?

Observando-se o desdobramento de um ativo Beta, fica mais fácil entender as classificações dos
furos:

Preço de Fechamento Volume Diário Saldo do Volume (OBV Designação


40 0
40 1/8 100.000 100.000
40 60.000 40.000
40 1/8 75.000 115.000 ALTA
40 ½ 85.000 200.000 ALTA
40 ½ 75.000 200.000 ALTA
39 7/8 90.000 110.000
40 75.000 185.000
39 ½ 80.000 105.000 BAIXA
39 ¾ 100.000 205.000 N.ALTA
41 115.000 320.000 N.ALTA
40 7/8 90.000 230.000
41 ¼ 80.000 310.000
41 90.000 220.000 BAIXA
42 150.000 370.000 N.ALTA
Transformando a planilha da página anterior num gráfico, ficará mais fácil entender o porque da
diferença na classificação dos furos:

Na versão original, todos os furos representados pelas


400
ultrapassagens das altas prévias e pelas penetrações das
baixas prévias recebiam, respectivamente, as designações
300 de ALTAS e BAIXAS. Neste caso, tanto as ultrapassagens
das linhas pontilhadas verdes como as azuis recebiam a
classificação de ALTAS. Note, entretanto, que ao ultrapassar
200 a alta prévia representada pelo topo anterior (a linha verde
pontilhada) ainda não havia ocorrido um ziguezague
100
ascendente antecedido por um ziguezague descendente. A
partir do momento que o topo principal da alta prévia é
ultrapassado antecedido por ziguezague descendente,
ocorreu uma mudança na classificação do furo. Em vez de
ALTA passa a ser designado por NOVA ALTA.

Aqui vimos um padrão ascendentes nos números do OBV e que o ponto principal de um padrão
altista do OBV é um ziguezague ascendente. Nós precisamos ter ALTAS mais altas e Baixas mais
altas. Agora note cuidadosamente que as designações de BAIXA no exemplo acima estão dentro de
uma elipse. Isto mostra que elas não são baixas verdadeiras. Elas são baixas mais altas .

Observe o diagrama de uma ziguezague ascendente, um padrão altista:

ALTA MAIS ALTA

ALTA

BAIXA MAIS ALTA

BAIXA

Nenhuma ação pode se manter em tendência de alta sem o necessário padrão de baixas mais altas .
Desde que se requer preços mais baixos no sentido de produzir baixas mais altas, e desde que a
maioria das pessoas opera preços em vez de operar volume, elas ficam baixistas nas imediações de
uma grande subida do mercado.

Agora vamos observar nossa ação beta hipotética num padrão de baixa. O ponto principal de um
padrão de OBV descendente é o ziguezague descendente. Precisamos ver ALTAS mais baixas e
BAIXAS mais baixas. O exemplo abaixo continua de onde terminou o anterior:

Preço de Fechamento Volume Diário Saldo do Volume (OBV Designação


42 ¼ 120.000 490.000 N.ALTA
43 160.000 650.000 N.ALTA
42 ½ 150.000 500.000
42 ¼ 175.000 325.000
42 3/8 100.000 425.000
41 7/8 180.000 245.000 BAIXA
42 130.000 375.000
42 1/8 120.000 495.000 ALTA
41 ½ 150.000 345.000
40 3/8 200.000 145.000 N.BAIXA
Transformando a planilha da página anterior num gráfico, ficará mais fácil entender o porque da
diferença na classificação dos furos descendentes:

700 Na seqüência do OBV, note que após atingir um topo de NOVAS


ALTAS em 650.000, o OBV começa a ceder. No trajeto da queda,
6 00 ocorre um ziguezague descendente que recebe a classificaç ão de
BAIXA, pois não existe um ziguezague ascendente entre eles. Em
5 00 seguida o OBV volta a melhorar e ultrapassa a alta prévia anterior e
recebe a classificação de ALTA por ter apenas ultrapassado uma alta
4 00 prévia, mas sem ter ultrapassado o topo do ziguezague ascendente
anterior (será uma NOVA ALTA quando ultrapassar o nível dos
3 00 650.000). Em seguida, o OBV volta a ceder e penetra o fundo do
ziguezague anterior, mas entre a primeira penetração (BAIXA) e a
2 00 segunda, ocorreu uma designação de ALTA. Assim, para ocorrer uma
NOVA BAIXA é preciso que antes tenha oc orrido uma baixa seguida de
1 00 uma ALTA e, para a ocorrência de uma NOVA ALTA é necessário que
antes tenha ocorrido uma ALTA seguida de uma BAIXA.

Observe o diagrama de um ziguezague descendente, um padrão baixista:

NOVA ALTA

ALTA MAIS BAIXA

BAIXA

BAIXA MAIS BAIXA

Na essência, o que caracteriza um mercado de alta são ziguezagues ascendentes, as Baixas mais
altas e, de maneira idêntica, a essência dos ziguezagues descendentes são as ALTAS mais baixas.
Para que não haja muita confusão, daqui em diante chamarei as ALTAS mais altas de NOVAS
ALTAS, as ALTAS mais baixas de ALTA, as BAIXAS mais baixas de NOVAS BAIXAS e as BAIXAS
mais altas de BAIXAS.

Segue-se que se cada ziguezague ascendente é altista e desde que cada ziguezague altista precisa
conter BAIXAS mais altas, então, é claro, que BAIXAS mais altas têm de ser consideradas uma
sinalização altista. Mas, como todas as BAIXAS mais altas ocorrem nos dias em que o preço da ação
cai, ela revela uma das mais efetivas demonstrações de quando se ignorar qualquer implicação
baixista numa queda do preço.

De modo idêntico, o que caracteriza um mercado de baixa são os ziguezagues descendentes, isto é,
cada ziguezague descendente precisa ter ALTAS mais baixas. Portanto, ALTAS mais baixas devem
ser consideradas baixistas. Mas, como todas as ALTAS mais baixas ocorrem nos dias em que o
preço da ação sobe, ela revela uma das mais efetivas demonstrações de quando se ignorar qualquer
implicação altista numa subida de preço.
Quando não há um ziguezague ascendente nas designações para cima e para baixo do OBV e nem
ziguezagues descendentes nas designações para cima e para baixo no padrão do OBV temos uma
situação duvidosa.

Estas situações são importantes porque sinalizam um potencial de mudança na tendência. Um


padrão duvidoso ocorre quando uma BAIXA mais baixa (NOVA BAIXA) é seguida por uma ALTA
mais alta (NOVA ALTA) ou quando uma ALTA mais ALTA (NOVA ALTA) é seguida por uma BAIXA
mais baixa (NOVA BAIXA). Estas situações estão ilustradas nos exemplos abaixo:

NOVA ALTA

ALTA

ALTA

BAIXA

NOVA BAIXA

NOVA ALTA

ALTA

BAIXA

BAIXA

NOVA BAIXA

A passagem direta de uma NOVA BAIXA para uma NOVA ALTA é potencialmente altista porque
quebra o padrão baixista do ziguezague descendente e quando isto ocorre pode-se esperar que o
movimento seja seguido por BAIXAS mais altas, o que deixa a ação posicionada para formar um
padrão de ziguezague ascendente. Inversamente, a passagem direta de uma NOVA ALTA para uma
NOVA BAIXA é potencialmente baixista porque quebra o padrão altista do ziguezague ascendente e
quando isto acontece deve-se esperar que o movimento seja seguido por ALTAS mais baixas que
deixam a ação posicionada para entrar num padrão de ziguezagues descendentes.
O Novo Indicador de Clímax

Classificaç ões dos furos como BAIXAS mais altas (BAIXAS) são necessárias no sentido de manter
um campo de tendência altista ou posicionar uma aç ão para entrar num campo de tendência
ascendente. Classificações como ALTAS mais baixas (ALTAS) são necessárias no sentido de manter
um campo de tendência baixista ou posicionar uma aç ão para entrar num campo de tendência
descendente.

O Indicador de Clímax convencional não enfatizava o potencial altista das BAIXAS mais altas
(BAIXAS) ou o potencial baixista das ALTAS mais baixas (ALTAS). Simplesmente, somava todas as
designações de ALTA e subtraia todas as designaç ões de BAIXA. Independente se as ALTAS eram
altas mais baixas ou altas mais altas ou se as BAIXAS eram baixas mais baixas ou baixas mais altas .
Era um levantamento rápido das ALTAS e BAIXAS sem identificar seu potencial. É claro que existe
uma grande diferença entre as designações de Baixa mais alta e BAIXA mais baixa. Uma designação
de BAIXA mais alta obviamente é vista como uma queda no preço de uma ação, mas o OBV está
mais alto do que a designação da baixa prévia e isto é potencialmente altista. Designações de
BAIXAS mais baixas simplesmente estendem a fraqueza prévia e não possuem nenhum potencial
altista. Uma designação de ALTA mais baixa é vista como uma subida no preço de uma ação, mas o
OBV está mais baixo do que a prévia designação de ALTA e isto se torna potencialmente baixista.
Designações de ALTAS mais baixas simplesmente estendem a força prévia e carregam um enorme
potencial baixista. Designações de ALTAS mais altas simplesmente estendem a força prévia do
mercado e não possuem nenhum potencial baixista. Segue-se, portanto, que devemos dedicar muito
mais atenção a um indicador de Clímax muito mais sofisticado, um que mede o potencial da força
assim com a própria força e o potencial de enfraquecimento bem como o próprio enfraquecimento.

Deste modo, ao fazer o seu levantamento diário dos OBVs, é importante distinguir uma ALTA de uma
NOVA ALTA, bem como uma BAIXA de uma NOVA BAIXA. Agora você irá contar todas as ALTAS e
Baixas como positivas e todas as NOVAS BAIXAS e ALTAS como negativas. Então você subtrairá o
contingente negativo do contingente positivo e isto resultará num novo e sofisticado Indicador de
Clímax, que Granville denominou de Aviso Antecipado do Indicador de Clímax.

Infelizmente, mais uma vez não conseguirei acabar com o assunto do OBV. Na semana passada,
viajei na segunda-feira de manhã para fazer uma palestra em Curitiba e perdi um dia e meio de
trabalho. Na quarta-feira, passei das 10 da manhã até às 3 da tarde sentado na cadeira do dentista
fazendo uma cirurgia dentária e só pude trabalhar nos cursos no sábado e domingo, nos espaços de
tempo que a revista permitiu.

Realmente, sinto muito que esta parte do curso esteja sendo fornecida tão fragmentada. Pretendia
ataca-la mais intensamente, ainda mais que acho a parte mais complexa do curso. Mas não tem
outro jeito. São 9 horas da noite de domingo e ainda preciso gravar 50 disquetes promocionais para a
palestra que farei amanhã em Florianópolis. Terei que estar no Galeão às 10 horas, o que implica em
sair de casa às 9 da manhã. Não dá para gravar os disquetes antes de sair de casa. Farei o possível
para terminar esta parte do curso e os exercícios a ele pertinente na próxima semana.
Existe muito mais a ser visto trabalhando-se com estas quatro classificações. Elas possibilitam a criação de
novos indicadores.

A primeira observação é verificar se a tendência das NOVAS ALTAS está aumentando ou diminuindo.
Obviamente, leituras elevadas são extremamente altistas. Uma diminuição na tendência de NOVAS ALTAS
deverá ser preocupante, especialmente se o número cair para zero.

A segunda é verificar se a tendência das BAIXAS está aumentando ou diminuindo. È muito altista verificar uma
leitura elevada nesta classificação porque revela um aumento das probabilidades na direção da tendência de alta.
Num mercado fraco, as BAIXAS seriam abortadas, transformando-se em NOVAS BAIXAS. Neste caso, veja se
a diminuição das baixas está se refletindo num aumento das NOVAS BAIXAS.

A terceira é verificar o que está acontecendo com as designações das NOVAS BAIXAS. Obviamente, num
mercado fraco veríamos um aumento constante dos números desta coluna. Num mercado forte veríamos um
número muito baixo destas classificações, preferencialmente zero, ou algo muito próximo de zero.

Finalmente, devemos verificar o registro das designações de ALTAS. Vocês não verão muitas dessas quando o
índice estiver subindo. Mas, quando se vê uma tendência crescente nestas leituras, elas servem como uma
advertência técnica muito importante de que uma tendência de baixa do mercado possa estar começando, a
menos que estas ALTAS sejam rapidamente abortadas transformando-se em NOVAS ALTAS.

Quando examinar um OBV e observar a seqüência NOVA BAIXA – ALTA – BAIXA – NOVA ALTA você
está olhando para um campo de tendência ascendente. Quando observar a seqüência NOVA ALTA–BAIXA–
ALTA – NOVA BAIXA está olhando para um campo de tendência descendente. Qualquer coisa diferente destes
dois padrões mostrará um campo de tendência duvidoso.

Se, na versão original, o Clímax era determinado pela diferença entre as ações que estavam fazendo ALTAS e as
que estavam fazendo BAIXA, sem distinguir se era ALTA ou NOVA ALTA, BAIXA ou NOVA BAIXA, na
versão mais avançada o Clímax mudou de nome para Clímax Verdadeiro. Seu cálculo passou a ser a diferença
entre as NOVAS ALTAS e as NOVAS BAIXAS. Novas máximas ou novas mínimas no Clímax Verdadeiro e no
Aviso Antecipado são extremamente significativas e indicações técnicas muito confiáveis da futura evolução do
índice.

Se o Clímax é um indicador que mostra a força interna de um grupo de ações (índice), uma média móvel deste
indicador mostra sua evolução num período a ser observado. Assim, em 1987 criei um indicador de médio prazo
para determinar os possíveis pontos de virada do mercado baseado na acumulação e distribuição: a Média Móvel
de 21 períodos do Clímax.

Algum tempo depois, baseado nos padrões dos campos de tendência, criei mais um indicador demédioprazo:o
Indicador de Transição. Consistindo, também, de médias móveis de 21 períodos das NOVAS ALTAS, BAIXAS,
ALTAS e NOVAS BAIXAS, me permite verificar a transição dos ziguezagues de um índice.

Aqueles que acompanharam meus primeiros relatórios e posteriormente vêm acompanhando a revista Timing
sabem que não estou mentido ao afirmar que de 1987 até os dias de hoje, todos os pontos de reversão do
mercado foram claramente identificados pelos dois indicadores.

Os estudos do volume que dizem respeito à metodologia que estamos desenvolvendo se encerram por aqui. O
Indicador de Transição e a Média Móvel de 21 períodos do Clímax, a Linha de Avanço e Declínio, bem como
meus estudos sobre a evolução das tendências, são as minhas referências fundamentais paraavaliarocenário
geral do mercado. Realmente, não preciso, nem sinto falta de mais nada. Eles contêm tudo que preciso saber para
esboçar um cenário do estado geral do mercado.

Testes de assimilação do conteúdo das aulas 9


e 10
1. Utilizando a classificação original dos furos do OBV, veja quantas ALTAS e BAIXAS consegue identificar
nos gráficos abaixo:

2. Complete a tabela abaixo calculando o saldo diário das perfurações, o saldo acumulado (OBV) e classifique os
furos baseado nas designações da versão original da teoria. Em seguida, faça o gráfico da coluna do OBV e
visualize suas designações.

DATA BOV A B S OBV DESIG


22/02/99 9074 13 14 250
23/02/99 8942 11 25
24/02/99 8953 13 18
25/02/99 8653 6 24
26/02/99 8910 15 6
01/03/99 9197 17 5 200
02/03/99 9070 18 6
03/03/99 9154 22 4
04/03/99 9508 35 2
05/03/99 9465 27 7
08/03/99 9785 25 4 150
09/03/99 9484 14 10
10/03/99 9778 24 4
11/03/99 9697 19 10
12/03/99 9574 8 14
15/03/99 10413 21 4 100
16/03/99 10658 33 2
17/03/99 10634 20 3
18/03/99 10894 32 3
19/03/99 10835 16 5
22/03/99 10527 5 13 50
23/03/99 10416 8 11
24/03/99 10428 8 13
25/03/99 10937 18 7
26/03/99 10865 18 6
29/03/99 10868 18 3
30/03/99 11027 29 5
31/03/99 10696 24 12
05/04/99 11021 26 9

3. Durante seus estudos diários, ao fazer o levantamento dos OBVs das 15 ações mais ativas do índice Bovespa
para calcular o valor do indicador de Clímax, deparou-se com os seguintes desdobramentosparacadaumadelas:

1 2 3 4 5 6 7 8
9 10 11 12 13 14 15

Considerando-se apenas as classificações de acordo com a versão original da teoria do OBV, diga qual foi o
valor do Clímax neste dia.

4. Agora, calcule o Clímax usando apenas as planilhas individuais abaixo, dos OBVs individuais.

1 2 3
DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG
09/02/99 10 09/02/99 23 09/02/99 12
10/02/99 15 10/02/99 17 10/02/99 17
11/02/99 12 11/02/99 20 11/02/99 14
12/02/99 16 12/02/99 15 12/02/99 19
13/2/99 18 13/2/99 18 13/2/99 16
16/02/99 15 16/02/99 19 16/02/99 15
17/02/99 17 17/02/99 13 17/02/99 19

4 5 6
DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG
09/02/99 23 09/02/99 25 09/02/99 25
10/02/99 14 10/02/99 14 10/02/99 15
11/02/99 17 11/02/99 18 11/02/99 23
12/02/99 15 12/02/99 12 12/02/99 16
13/2/99 19 13/2/99 15 13/2/99 21
16/02/99 13 16/02/99 13 16/02/99 19
17/02/99 22 17/02/99 12 17/02/99 20

7 8 9
DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG
09/02/99 33 09/02/99 11 09/02/99 11
10/02/99 26 10/02/99 15 10/02/99 15
11/02/99 19 11/02/99 17 11/02/99 17
12/02/99 21 12/02/99 25 12/02/99 14
13/2/99 18 13/2/99 19 13/2/99 21
16/02/99 17 16/02/99 21 16/02/99 22
17/02/99 16 17/02/99 25 17/02/99 27

10 11 12
DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG
09/02/99 19 09/02/99 27 09/02/99 23
10/02/99 13 10/02/99 21 10/02/99 19
11/02/99 20 11/02/99 15 11/02/99 27
12/02/99 15 12/02/99 17 12/02/99 29
13/2/99 12 13/2/99 14 13/2/99 23
16/02/99 15 16/02/99 19 16/02/99 30
17/02/99 21 17/02/99 16 17/02/99 35

13 14 15
DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG
09/02/99 13 09/02/99 15 09/02/99 35
10/02/99 18 10/02/99 13 10/02/99 28
11/02/99 21 11/02/99 17 11/02/99 23
12/02/99 34 12/02/99 11 12/02/99 29
13/2/99 36 13/2/99 -5 13/2/99 31
16/02/99 39 16/02/99 -7 16/02/99 35
17/02/99 41 17/02/99 -9 17/02/99 30

5. Durante seus estudos diários, para fazer o levantamento dos OBVs das 15 ações mais ativas do índice Bovespa
segundo os critérios da versão avançada do OBV, deparou-se com os seguintes desdobramentos individuais:

1 2 3 4 5 6 7 8

9 10 11 12 13 14 15

Pede-se:

a) O valor do Clímax convencional;


b) O valor do Clímax verdadeiro e,
c) O valor do aviso antecipado do Clímax.

6. Qual o fator predominante na definição dos campos de tendência ascendente e descendente do OBV?

R.________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

7. Das designações abaixo, quais são as positivas e quais são as negativas?

ALTA (A)(B) - NOVA ALTA (A)(B) - BAIXA (A)(B) - NOVA BAIXA (A)(B)

8. Examine os OBVs do quadro abaixo, atualizadosaté o fechamento da semana passada,e classifiqueseusfuros


baseado na versão avançada da teoria do OBV:
Testes de assimilação do conteúdo das aulas 9
e 10
1. 8 Altas e 7 Baixas.

2.

DATA BOV A B S OBV DESIG


22/02/99 9074 13 14 -1 -1 250
23/02/99 8942 11 25 -14 -15
24/02/99 8953 13 18 -5 -20
25/02/99 8653 6 24 -18 -38
26/02/99 8910 15 6 9 -27
01/03/99 9197 17 5 12 -15 200
02/03/99 9070 18 6 12 -3
03/03/99 9154 22 4 18 15
04/03/99 9508 35 2 33 48
05/03/99 9465 27 7 20 68
08/03/99 9785 25 4 21 89 150
09/03/99 9484 14 10 4 93
10/03/99 9778 24 4 20 113
11/03/99 9697 19 10 9 122
12/03/99 9574 8 14 -6 116
15/03/99 10413 21 4 17 133 ALTA 100
16/03/99 10658 33 2 31 164 ALTA
17/03/99 10634 20 3 17 181 ALTA
18/03/99 10894 32 3 29 210 ALTA
19/03/99 10835 16 5 11 221 ALTA
22/03/99 10527 5 13 -8 213 50
23/03/99 10416 8 11 -3 210
24/03/99 10428 8 13 -5 205
25/03/99 10937 18 7 11 216
26/03/99 10865 18 6 12 228 ALTA
29/03/99 10868 18 3 15 243 ALTA
30/03/99 11027 29 5 24 267 ALTA
31/03/99 10696 24 12 12 279 ALTA
05/04/99 11021 26 9 17 296 ALTA
3. R: ¨Altas e 4 Baixas – O Clímax para este dia foi +2

1 2 3 4 5 6 7 8

9 10 11 12 13 14 15

4. R: 4 Altas e 3 Baixas – O Clímax para o dia 17 foi +1


1 2 3
DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG
09/02/99 10 09/02/99 23 09/02/99 12
10/02/99 15 10/02/99 17 10/02/99 17
11/02/99 12 11/02/99 20 11/02/99 14
12/02/99 16 ALTA 12/02/99 15 BAIXA 12/02/99 19 ALTA
13/2/99 18 ALTA 13/2/99 18 13/2/99 16
16/02/99 15 16/02/99 19 16/02/99 15
17/02/99 17 17/02/99 13 BAIXA 17/02/99 19

4 5 6
DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG
09/02/99 23 09/02/99 25 09/02/99 25
10/02/99 14 10/02/99 14 10/02/99 15
11/02/99 17 11/02/99 18 11/02/99 23
12/02/99 15 12/02/99 12 BAIXA 12/02/99 16
13/2/99 19 ALTA 13/2/99 15 13/2/99 21
16/02/99 13 BAIXA 16/02/99 13 16/02/99 19
17/02/99 22 ALTA 17/02/99 12 17/02/99 20
7 8 9
DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG
09/02/99 33 09/02/99 11 09/02/99 11
10/02/99 26 10/02/99 15 10/02/99 15
11/02/99 19 11/02/99 17 11/02/99 17
12/02/99 21 12/02/99 25 12/02/99 14 BAIXA
13/2/99 18 BAIXA 13/2/99 19 13/2/99 21 ALTA
16/02/99 17 BAIXA 16/02/99 21 16/02/99 22 ALTA
17/02/99 16 BAIXA 17/02/99 25 17/02/99 27 ALTA

10 11 12
DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG
09/02/99 19 09/02/99 27 09/02/99 23
10/02/99 13 10/02/99 21 10/02/99 19
11/02/99 20 ALTA 11/02/99 15 11/02/99 27 ALTA
12/02/99 15 12/02/99 17 12/02/99 29 ALTA
13/2/99 12 BAIXA 13/2/99 14 BAIXA 13/2/99 23
16/02/99 15 16/02/99 19 ALTA 16/02/99 30 ALTA
17/02/99 21 ALTA 17/02/99 16 17/02/99 35 ALTA

13 14 15
DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG DATA OBV DESIG
09/02/99 13 09/02/99 15 09/02/99 35
10/02/99 18 10/02/99 13 10/02/99 28
11/02/99 21 11/02/99 17 ALTA 11/02/99 23
12/02/99 34 12/02/99 11 BAIXA 12/02/99 29
13/2/99 36 13/2/99 -5 BAIXA 13/2/99 31
16/02/99 39 16/02/99 -7 BAIXA 16/02/99 35
17/02/99 41 17/02/99 -9 BAIXA 17/02/99 30

5. Designações: alta nova alta baixa nova baixa

R. 6 altas, 5 novas altas, 2 baixas e 2 novas baixas.

1 2 3 4 5 6 7 8

9 10 11 12 13 14 15
Pede-se:

a) O valor do Clímax convencional: (altas + novas altas) – (baixas + novas baixas) = 7


b) O valor do Clímax verdadeiro: novas altas – novas baixas = 3
c) O valor do aviso antecipado do Clímax: (baixas + novas altas) – (altas + novas baixas) = -1

6. Qual o fator predominante na definição dos campos de tendência ascendente e descendente do


OBV?

R. Nos ascendentes, a presença de Baixas mais altas e nos descendentes, a presença de ALTAS
mais baixas.

7. Positivas: BAIXA e NOVA ALTA; Negativas: ALTA e NOVA BAIXA

8. PLI4: NOVA BAIXA; VALE5: BAIXA; PETR4: BAIXA; ELET6: NEUTRO; TNLP4: NOVA BAIXA;
BBDC4: NOVA BAIXA; EBTP4: NOVA BAIXA; TSPP4: NEUTRO; BBAS4: NEUTRO; TLPP4: BAIXA;
EMBR3: NEUTRO; EMAE4: NOVA ALTA.

ERRATA DAS RESPOSTAS DOS TESTES DE ASSIMILAÇÃO DAS AULAS 7 e 8

A resposta que aparece como sendo da questão 7 é a resposta da questão 6. As linhas coloridas
representam os campos de tendência: azul para ascendente, cinza para duvidoso e vermelho para
descendente.

A resposta da questão 7 é a seguinte:

P+ P- SALDO LAD CLÍMAX MM3 CLX MM5 CLX


DATA BOV A/D
21/12/00 14505 b 9 26 -21 -21 -17
22/12/00 14562 8 14 12 -9 -6
26/12/00 14794 12 4 23 14 8 5,00
27/12/00 15186 24 4 44 58 20 7,33
28/12/00 15259 22 4 -4 54 18 15,33 4,60
02/01/01 15425 A 12 9 -11 43 3 13,66 8,60
03/01/01 16599 A 42 0 53 96 42 21,00 18,20
04/01/01 16675 A 28 5 -3 93 23 22,66 21,20
05/01/01 16410 8 9 -22 71 -1 21,33 17,00
08/01/01 16562 A 19 6 22 93 13 11,66 16,00
09/01/01 16974 A 40 1 47 140 39 17,00 23,20
10/01/01 16918 21 2 -10 130 19 23,66 18,60
11/01/01 17023 A 17 9 5 135 8 22,00 15,60
12/01/01 16850 b 12 14 -18 117 -2 8,33 15,40
15/01/01 16953 12 2 21 138 10 5,33 14,80
16/01/01 16720 b 7 20 -26 112 -13 -1,66 4,40
17/01/01 17191 A 29 2 49 161 27 8,00 6,00
18/01/01 17521 A 40 3 30 191 37 17,00 11,80
19/01/01 17530 A 26 2 9 200 24 29,33 17,00
22/01/01 17391 16 6 -21 179 10 23,66 17,00
23/01/01 17828 A 37 1 12 191 36 23,33 26,80
24/01/01 17771 20 10 23 214 10 18,66 23,40
26/01/00 17885 A 24 12 44 258 12 19,33 18,40
Osciladores e Rastreadores
Quando uma mulher entra numa maré de azar,
compra um vestido novo.
Quando um investidor entra numa maré de azar,
compra um sistema novo .

O objetivo principal deste curso é mostrar que para ser bem-sucedido nos mercados, é preciso ter um
método. No final deste, terão conhecido o meu. Mas, é o meu, totalmente adaptado às minhas
emoções e condicionamentos, não necessariamente, o melhor para você! Certamente, depois de
conhece-lo, adaptações, ou inovações, serão feitas por cada um de vocês e, para tanto, acho que
vale a pena incluir neste curso algumas ferramentas complementares que desempenham funções
semelhantes aos indicadores de timing que vimos nas duas aulas anteriores, para que tenham outras
opções. Tudo começa com o uso das médias móveis, que já abordamos.

O emprego das médias móveis como subsídio operacional, logo após a segunda grande guerra, deu
origem a uma indústria de indicadores de formulação matemático-estatística que objetivam capturar
os momentos em que os preços se estenderam em demasia e para detectar as tendências do
mercado.

O grande surto de crescimento desses indicadores ocorreu na década de setenta, com o acesso aos
computadores de uso pessoal. Atualmente, existem mais de uma centena, redundantes, com
pequenas variações. Aqui, nos fixaremos nos mais tradicionais.

Osciladores:

Estocástico: desenvolvido e popularizado por George Lane na década de 1950, está baseado na
observação de que, na medida em os preços sobem, os preços de fechamento tendem a estar mais
próximos das máximas. Inversamente, nas tendências de baixa, os preços de fechamento tendem a
estar mais próximos das mínimas. Ou seja, rastreia a relação entre cada preço de fechamento e as
máximas e mínimas recentes. Duas linhas são utilizadas no processo de cálculo do Estocástico.

A primeira delas, denominada Estocástico Bruto ou %K, é obtida usando-se a seguinte fórmula:

Fh − MI n
K% = x100
MAn − MI n

Onde, Fh = fechamento de hoje


n = número de dias selecionados para o estocástioc, escolhido por você
MAn = a máxima atingida no período de tempo selecionado
MIn = a mínima atingida no período de tempo selecionado

O tamanho padrão (default) da periodicidade do Estocástico é de cinco dias, embora alguns analistas
usem valores mais altos. Uma periodicidade pequena ajuda a capturar mais pontos de retorno, mas,
uma maior, ajuda a identificar pontos de retorno mais expressivos.

A segunda linha denominada %D é obtida suavizando-se %K, através de uma média móvel de 3
períodos (dias), ou seja:
%K 1 + %K 2 + %K 3
%D =
3

Onde, %K1 refere-se a anteontem, %k2 a ontem e %K3 a hoje.

Existem duas maneiras de trabalhar com o Estocástico: a rápida e a lenta. O Estocástico rápido
consiste das duas linhas %K e %D plotadas sob o mesmo gráfico. É muito sensível às viradas do
mercado, mas nos leva a muitos sinais falsos. A maioria dos analistas prefere a versão mais lenta.
Nesta versão, o %D da versão rápida torna-se o %K da mais lenta e uma média móvel de 3 períodos
deste novo %K, passa a ser o novo %D. A versão mais lenta do Estocástico se comporta melhor,
diminuindo sensivelmente o número de sinais falsos, filtrando melhor os movimentos do mercado.

Foi desenvolvido para flutuar numa escala de 0 a 100. Nesta escala são traçadas duas linhas
horizontais, que representam os níveis de preço onde o ativo se encontra sobre-comprado ou sobre-
vendido. Normalmente, elas são traçadas nos níveis de 30 e 70, embora muitos analistas prefiram 20
e 80. Quando as duas linhas do indicador alcançam estes níveis, estão nos informando que o preço
ficou sobre-comprado ou sobre-vendido, dependendo do caso.

No quadro acima podemos ver dois exemplos do Estocástico (versão lenta) em funcionamento. Um
está calculado em cima dos preços semanais e outro sobre os preços diários. Neles, também pode
observar as duas linhas horizontais (pretas), colocadas nos níveis de 20 e 80 e as linhas %K e %D do
oscilador.

Sendo um indicador construído para determinar o nível de excesso de uma subida ou descida dos
preços, muitos o utilizam para iniciar operações de compra ou venda, o que não recomendo.

Basicamente, fornece três tipos de sinais:


a) Divergências: os mais fortes sinais de compra e de venda gerados pelo oscilador. Elas
ocorrem quando os preços ultrapassam para cima ou para baixo um topo ou fundo anterior e o
oscilador não confirma a ultrapassagem, ficando aquém do topo (disparidade baixista) ou
fundo (disparidade baixista) precedente do indicador.

Exemplo de uma disparidade baixista. Note que cada novo topo no gráfico de preços não é confirmado
Pelo indicador. Geralmente, os preços não resistem ao terceiro sinal de disparidade.

b) Nível das Linhas do Estocástico: quando elas sobem ou caem acima ou abaixo da linha
horizontal de referência (80 e 20 ou 70 e 30), mostram que o mercado está sobre-comprado
ou sobre-vendido, conforme o caso.
c) Direção das linhas: quando as duas linhas do Estocástico (%K e %D) estão emparelhadas na
mesma direção, confirmam a tendência em andamento. Quando os preços sobem e as duas
linhas do oscilador também, é provável que a tendência de alta continue. Quando os preços
caem e as duas linhas do indicador também, provavelmente a tendência de baixa continue.

Estas são as principais nuances do indicador. Pode ser utilizado em qualquer periodicidade, sem
perder nenhuma das suas características. Mais detalhes sobre ele poderá ser encontrado no meu
livro.

Sendo um indicador que faz parte do meu arsenal diário de observação, pois conheço bem seu
funcionamento, graças ao longo período em que desenvolvi minhas pesquisas em busca de um
sistema mecânico computadorizado, não o utilizo para iniciar nenhum tipo de operação. Entretanto, é
através das suas flutuações que sinto a pulsação do mercado. Nesse sentido, acho-o campeão! Vale
dizer que trabalho apenas com a versão mais lenta no padrão original (cinco períodos). Na minha
opinião, o importante neste indicador, não é achar a melhor periodicidade, mas sim, se acostumar às
oscilações de uma periodicidade, seja ela qual for, desde que se sinta confortável trabalhando
sempre com a mesma.

Embora não o utilize para iniciar nenhuma operação, existem momentos, como no gráfico semanal da
Petrobrás da página anterior, em que seus sinais são altamente confiáveis. É quando um ativo se
encontra numa congestão claramente definida, no caso um retângulo. Note como todas as vezes que
o oscilador ultrapassou a linha paralela do nível 80, seguido pela inflexão que gerou um ponto de
retorno, o que aconteceu com o preço e, o inverso, quando veio abaixo da linha paralela do nível 20 e
retornou.
Nestes momentos, apesar de não utilizar a virada do indicador como ponto de compra ou venda
(utilizo apenas os rompimentos gráficos), faz crescer substancialmente minha confiança numa
operação de compra ou venda gerada pelo sinal gráfico.

O aspecto negativo desta sinalização é que ela só pode ser utilizada desta forma, a partir do
momento que o terceiro ponto de retorno comece a se formar muito próximo do topo ou fundo anterior
do gráfico de barras ou similar (quando começa a ficar perceptível a possibilidade do preço estar
entrando numa congestão). Antes disso, poderá ser muito perigoso, pois quando o mercado entra em
tendência de alta ou de baixa, o indicador permanece se movendo lateralmente emitindo sinais
falsos, um após o outro.

Voltando aos gráficos da página anterior, observe agora o gráfico diário da mesma Petrobrás. Repare
quantas disparidades altistas e baixistas ocorreram nos períodos assinalados nas faixas amarelas. Se
tivesse seguido estes sinais, provavelmente, os prejuízos teriam sido enormes. A diferença, é que
agora estamos vendo duas tendências em andamento, uma de baixa e outra de alta. Nestes casos,
existem alternativas operacionais diferentes, que abordaremos quando estivermos examinando os
rastreadores de tendência.

Índice de Força Relativa: desenvolvido por J. Welles Wilder Jr. em 1978, transformou-se na
ferramenta mais popular da análise técnica. Não existe softerware de análise técnica do qual ele não
faça parte do arsenal de indicadores disponíveis. O IFR mede a força de qualquer ativo monitorando
as mudanças nos seus preços de fechamento.

Sua fórmula é a seguinte:

 100 
IFR = 100 -  
1 + FR 

Onde FR = média dos incrementos dos dias que subiram durante n dias
média dos incrementos dos dias que caíram durante n dias

Suponha que o estejamos calculando o IFR para uma periodicidade de 14 períodos (barras).

O “n” será igual a 14 e os passos do cálculo são:

1) Obtenha a soma dos incrementos dos dias que fecharam para cima e para baixo. O incremento
corresponde, nos dias em que o preço subiu, à diferença entre a máxima do dia que o preço subiu
subtraído da máxima do dia anterior. Assim, se no dia anterior a máxima do dia foi 10, independente
do preço ter caído ou subido neste dia, e no dia seguinte, a máxima foi de 12, o incremento é igual a
2. No caso de um dia de queda, o incremento é obtido subtraindo-se a mínima do dia menos a
mínima do dia anterior.

Considerando as últimas 14 barras, some os incrementos dos dias em que o preço subiu neste
período e divida por 14. Isto nos fornece a média dos incrementos dos dias que fecharam para cima.
Repita o procedimento com os incrementos dos dias que caíram neste período e obterá a média dos
incrementos dos dias que fecharam para baixo.

2) Dividindo-se a média dos incrementos dos dias que fecharam para cima pela média dos
incrementos dos dias que fecharam para baixo obtém-se a Força Relativa (FR).

3) Adicione 1 ao FR
4) Divida 100 pelo resultado obtido em (3).

5) Subtraia o resultado obtido em (4) de 100. Este será o primeiro IFR.

Observação: mais detalhes sobre sua construção podem ser encontrados no meu livro.

Assim como o Estocástico, o IFR flutua numa escala de 0 a 100 e contém duas linhas paralelas
horizontais nos níveis de mercado sobre-comprado e sobre-vendido (em geral 70 e 30, mas se
preferir pode usar 80 e 20 ou alguma outra que ache melhor).

Os principais sinais que ele emite são:

1) Topos e Fundos: eles são indicados quando o índice ultrapassa as linhas horizontais.
Normalmente, atingirá o topo ou o fundo antes que o preço o faça, dando uma indicação de
que a reversão ou, ao menos, uma reação significativa, está prestes a ocorrer.

2) Padrões Gráficos: o IFR mostrará formações que podem estar ocultas nos gráficos de preços
correspondentes. Por exemplo, Topos e Fundos em Formato de Cabeça e Ombros, Cunhas e
Triângulos freqüentemente surgem no IFR, indicando a perfuração e pontos de compra e
venda.
3) Oscilações Incompletas: oscilações incompletas que ocorrem entre as linhas paralelas
horizontais são indicações muito fortes de reversão do mercado.

4) Suporte e Resistência: áreas de suporte e resistênc ia, freqüentemente aparecem no IFR,


antes de se tornarem aparentes sobre o gráfico. De fato, linhas de suporte e resistência
traçadas através dos topos e fundos do IFR são, normalmente, análogas às linhas de
tendência traçadas nos gráficos.

No gráfico acima pode ver alguns exemplos de conexões de fundos e topos do IFR funcionando
como suporte e resistência. Quando ocorre o corte de um suporte (ou de uma resistência)
simultaneamente com a presença de uma divergência baixista (ou altista) como pode se ver em a
e b, cresce a probabilidade do sinal emitido. Na região amarela, pode-se ver a força de uma
subida após uma oscilação incompleta para baixo.

5) Divergências: quando ocorrem entre a atividade dos preços e o IFR é uma indicação muito
forte da proximidade de um ponto de retorno do mercado. A divergência ocorre quando o
preço está subindo e o IFR está andando de lado ou caindo. Inversamente, quando o preço
está caindo e o IFR está andando de lado ou subindo, conforme ilustrado no gráfico dos topos
e fundos acima.

Acho o IFR o indicador muito eficiente, embora não o utilize com muita freqüência. As mensagens
que mais utilizo são os cortes das suas linhas de suporte e resistência. São excelentes confirmadores
dos rompimentos de linhas de tendência nos gráficos.

Pode ser utilizado em qualquer periodicidade de tempo. Quanto maior o período utilizado, menos
sujeito a sinais falsos. As periodicidades mais comuns utilizadas pelos técnicos são 7, 9 e 14, mas se
encontrar uma mais confortável, siga em frente.
Rastreador

Moving Average Convergence -Divergence (MACD): criado em 1979, por Gerald Appel. Consiste
de três médias móveis exponenciais, mas aparece sob os gráficos como duas linhas cujos
cruzamentos revelam a reversão da tendência em andamento e geram sinais de compra e venda.

Sua versão original consiste de duas linhas: uma denominada Linha do MACD e outra denominada
Linha do Sinal. A Linha do MACD é formada por duas médias móveis exponenciais. Ela responde às
mudanças de preços com relativa rapidez. A Linha do Sinal é formada pela Linha do MACD,
suavizada por outra média móvel exponencial. Ela responde às mudanças de preços mais
lentamente.

Os sinais de compra e venda são fornecidos quando a Linha mais rápida do MACD cruza, para cima
ou para baixo, a linha mais lenta do Sinal, conforme pode ver no gráfico abaixo. Este indicador
também está incluído na maioria dos programas de análise técnica.

Quando a linha mais rápida (roxa) corta a mais lenta (azul) para cima é gerado um sinal de compra
e pa ra baixo um sinal de venda.

Para calcula-lo, siga os seguintes passos:

1. Calcule uma M.M.E. de 13 dias (barras) dos preços de fechamento.

Fórmula da média móvel exponencial:

M.M.E. = Phoje • K + MME ontem • (1 − K )

2
Onde K =
N +1

N = número de dias da MME (escolhida por você)

P hoje = preço de hoje


M.M.E. ontem = M.M.E. de ontem

2. Calcule uma M.M.E. de 26 dias dos preços de fechamento.


3. Subtraia a M.M.E. de 26 dias da M.M.E. de 13 dias e plote sua diferença como uma linha
sólida.
4. Calcule uma M.M.E. de 9 dias da linha rápida e plote o resultado como uma linha pontilhada.
Esta será a Linha do Sinal, a mais lenta.

O MACD é um excelente indicador da tendência predominante. Como os demais, pode ser utilizado
em qualquer periodicidade. Gosto de utiliza-lo numa periodicidade acima da que pretendo operar para
Iniciar operações nos movimentos contra a tendência predominante. Esta técnica, desenvolvida por
Alexander Elder, ficou conhecida como Enfoque Triplo.

Assim, se o MACD calculado sobre o gráfico semanal de um ativo que pretendo operar, estiver
sinalizando alta, aplico um oscilador (Estocástico, IFR, ou outro de sua preferência) para verificar
quando ficará sobre-vendido. A partir deste momento, através de um gráfico intradia do mesmo ativo
(barras horárias), compro quando a máxima do dia anterior for ultrapassada. No caso de uma venda é
o inverso, isto é, MACD do gráfico semanal sinalizando baixa e o oscilador aplicado no gráfico diário
sobre-comprado.

Se pretender utiliza-lo nas operações intradia, procure trabalhar com múltiplos de 4 ou 5, isto é, se for
operar baseado no gráfico de hora, veja o sinal do MACD do gráfico diário. Se quiser operar um
gráfico de 15 minutos, verifique o MACD do gráfico de hora e assim por diante. Cabe destacar, que a
combinação MACD sinalizando alta e oscilador sobre-vendido (ou o inverso) só ocorre quando o ativo
realmente se encontra numa forte tendência de alta (baixa) na periodicidade do MACD. Caso
contrário, na medida em que o preço for caindo na periodicidade em que está querendo operar até
ficar sobre-vendido, provocará uma mudança no sinal do MACD de compra para venda, inviabilizando
a operação.

Enquanto o MACD do gráfico semanal permaneceu na venda, todas as vezes que o estocástico virou na região de mercado
sobre-comprado, ocorreu uma oportunidade de venda.
Depois de algum tempo trabalhando com a versão original, Appel percebeu que os sinais de compra
e venda poderiam ser antecipados através de um histograma da diferença das médias, pois ainda
que as médias caminhassem na mesma direção, a partir de um determinado momento, a tendência
começava a perder força e as médias começavam a se aproximar até o cruzamento. Para tornar o
indicador mais dinâmico, passou, então, a adotar o histograma como sinalizador da tendência em
andamento, bem como, na geração de sinais de compra e venda.

Para efeito comparativo, utilizando o mesmo gráfico do exemplo anterior, alterando apenas a
orientação do MACD, observe as mudanças para melhor. Quando trabalhamos com a diferença das
medias o indicador fica mais dinâmico e eficiente. Enquanto no exemplo em que trabalhamos com as
linhas tivemos apenas sinais de venda no período (alguns deles de má qualidade), utilizando-se os
sinais do histograma, todos os sinais de venda foram de boa qualidade. Durante um período de
transição, assinalado pelas linhas verticais roxas, teríamos ficado fora do mercado, pois quando
ocorreu o sinal de compra o oscilador estava sobre-comprado. Em seguida quando o oscilador voltou
para venda, não surgiu mais nenhuma coincidência na combinação MACD na venda e estocástico
sobre-comprado. Quando volta a coincidir, já é numa situação oposta, isto é, o MACD na compra e
estocástico sobre-vendido, gerando sinais de compra.

Appel continuou testando o indicador e depois de alguns anos trouxe a público sua versão avançada.
Concluiu que os melhores sinais do MACD são obtidos dos cortes das linhas de tendências traçadas
nas linhas do MACD. Veja, no gráfico da próxima página, um exemplo de como trabalhar com a
versão avançada do MACD. Note, como diminui acentuadamente a quantidade de sinais ao mesmo
tempo em que aumenta a qualidade.
Estes são os indicadores que veremos neste curso. Quem quiser mais, poderá encontra-los no meu
livro, ou em vários outros. Como estou desenvolvendo uma metodologia própria, sei que para o que
estou me propondo, o conhecimento destes indicadores é mais do que suficiente.

Não sou favorável ao uso de vários indicadores por duas razões: a primeira, é que na sua grande
maioria são redundantes, com pequenas variações; em segundo, porque estas pequenas variações
acabarão levando a uma grande confusão. Indicadores funcionam apenas como um complemento
analítico, mas nunca a ponto de começar uma operação porque assim foi determinado pelo indicador.
Prefiro tomar esta decisão através dos sinais dos gráficos.

Acredito que o que foi visto ao longo destas 12 aulas deu para formar uma base para seguirmos em
frente. Com esta aula considero encerrada a primeira parte do meu curso. A partir da próxima aula
começaremos a aprender sobre simetria e, na seqüência, entraremos em campo para o jogo
propriamente dito.
Concentre sua atenção no que o
mercado está lhe dizendo e não
no que acha que deveria ser!
Eu

SIMETRIA
Durante muito tempo, quando olhava para um gráfico, notava, com freqüência, que o desdobramento
que estava visualizando era muito semelhante ao inverso da evolução do passado recente. Isto é, se
o passado era uma perna de baixa, e, correntemente, o mercado estivesse subindo, percebia
claramente que o ângulo da subida era praticamente o mesmo da descida. Ficava admirado, mas não
tinha a menor idéia, nem nunca pensei que aquela observação pudesse ter alguma utilidade
operacional.

Naquela época, início dos anos 90, tomava o meu primeiro contato com um programa de análise
técnica chamado “Computrac”. Na época, era o mais avançado.

Um dia, visitando o escritório de seu representante no Brasil, vi, numa estante, um livro com o título
“The Adam Theory of Markets”, de autoria de Jim Sloman, de quem, até então, nunca ouvira falar.
Curioso, perguntei-lhe sobre o livro e me respondeu que era uma besteirada. Perguntei se podia dar
uma folheada. Autorizado, tomei um susto ao abri-lo! Subitamente, percebi que alguém tinha dado
forma, no sentido operacional, àquilo que me deixava intrigado há algum tempo. Perguntei-lhe onde
havia adquirido, pois queria comprar um. Disse-me que havia ganhado de alguém numa viagem aos
EUA e que não sabia onde poderia ser encontrado. Perguntei se poderia me emprestar por umas
duas horas para tirar um xerox, e foi o que fiz. Muita coisa mudou, a partir daí, com respeito à minha
visão dos gráficos. A combinação das simetrias ali esclarecida, com alguns princípios da Teoria de
Dow constituiu-se numa nova maneira de analisar e operar os gráficos. Apesar de sem sentido para
ele, fazia muito sentido para mim, na medida em que, há muito tempo, já havia abandonado a idéia
de que para subir ou cair fosse necessário um motivo. Simplesmente, os gráficos sobem ou caem por
pressão das forças do mercado, e nada mais!

Por mais que tentasse explicar-lhes os conceitos básicos de simetria com minhas próprias palavras,
não conseguiria faze-lo tão claramente como está colocado no livro do Jim Sloman. Sendo assim,
achei melhor fazer uma tradução resumida de algumas páginas do seu livro para que assimile o
básico. Depois, seguiremos com minhas observações. O conceito foi batizado como segunda
reflexão.

Segunda Reflexão:

“O QUE É UMA TENDÊNCIA?

Alguma coisa que se repete.

Ë simples assim. Alguma coisa que se repete. Podemos ter uma definição mais básica do que
esta?

Não.
Agora que estamos na escala zero, faço a próxima pergunta lógica.
Qual é a forma mais básica de repetição?

Suponha que tenhamos dois pontos no espaço bi-dimensional.

1
3
· Ó Cavida,Ltd.
· (B)
(A)
4

(C)
5

Temos o ponto (A) e o ponto (B), dois pedaços da informação. Usando esta informação e todas as
demais informações disponíveis, onde é o ponto (C)? Qual o lugar mais lógico para estar localizado o
ponto (C)?

A solução para este problema responde à pergunta, “Qual é a forma mais básica de repetição?”.

QUAL É A FORMA MAIS BÁSICA DE REPETIÇÃO?

Repetição exata.

1 (C)
Ó Cavida,Ltd.
·
· 3
· (B)
(A)
4

O ponto (C) tem de ser em 3. É o único lugar que fornece repetição exata. É o único lugar que utiliza
todas as informações disponíveis.

Vamos colocar de outro modo. Suponha que estejamos num avião rastreando um submarino. As
únicas informações disponíveis eram que o submarino foi avistado inicialmente no ponto (A) e
novamente no ponto (B). Estas são todas as informações que possuímos. Qual a rota mais provável
para se avistá-lo novamente? A resposta é o ponto (C).

O ponto (C) responde à tendência em progresso melhor do que qualquer outro ponto no espaço bi-
dimensional. Ele é a projeção resultante dos pontos (A) e (B).
Agora, a próxima questão lógica é, O que exatamente este processo repetitivo nos leva a
pensar?
Suponha que estejamos no ponto (B) e então pesquisemos os outros dois pontos em relação a ele. O
que podemos dizer sobre os pontos (A) e (C). O que exatamente esta repetição nos leva a
pensar?

Simetria.

Repetição exata leva à simetria.

Vamos olhar nossos pontos novamente. Digamos que o ponto (B) seja o momento AGORA. Qualquer
coisa à esquerda de (B) está no passado. Qualquer coisa à direita de (B) está no futuro.

·
· (C)
· (B)
(A)

Ó Cavida,Ltd.

Passado AGORA Futuro

Se sabemos onde estão os pontos (A) e (B), então, sabemos onde será o local mais provável do
ponto (C). Agora colocarei uma nova questão. Onde é o segundo local mais provável para a
ocorrência do ponto (C)? Qual número do diagrama abaixo é o próximo local mais provável para o
ponto (C)?

· 1 Ó Cavida,Ltd.
· (B)
(A) 2

Passado AGORA Futuro

A resposta é 2. O segundo lugar mais provável para o ponto (C) deve ser em dois, que é uma
reflexão simples de (A).
Ó Cavida,Ltd.

·
· (B) ·
(A) (C)

Passado AGORA Futuro

Agora a pergunta de 65 dólares. (acho que se refere ao preço do livro, no sentido de que aprender a
resposta, vale o livro).

QUAL É A SIMETRIA MAIS PROFUNDA? A simetria mais profunda é o local mais provável de se
encontrar o ponto (C). A simetria mais profunda é a segunda reflexão.

(D)
· · (C)
·
· (B) · Ó Cavida,Ltd.

(A) (E)

Passado AGORA Futuro

Se introduzirmos, agora, o ponto (D) no diagrama, o lugar mais provável para o ponto (E) será a
segunda reflexão, conforme acima.

Antes de continuarmos, vamos definir o que eu quero dizer com reflexão simples e dupla (ou
segunda) reflexão. Comecemos designando cada quadrante por um número. Os quadrantes I e II são
o passado. Os quadrantes III e IV são o futuro. Se formos do quadrante I para o quadrante III,
chamamos de reflexão simples. Também, se nos movimentarmos do quadrante II para o quadrante
IV, temos uma reflexão simples porque atravessamos um eixo ... o eixo vertical.
Entretanto, se formos do quadrante I para o quadrante IV temos uma reflexão dupla porque cruzamos
dois eixos ... o eixo vertical e o eixo horizontal.

I III

(D)
· · (C)
·
· (B) ·
(A) (E) Ó Cavida,Ltd.

II IV

Passado AGORA Futuro

A simetria mais profunda é a mais provável reflexão futura do passado, Colocando de outro modo, a
segunda reflexão é a melhor predição do que acontecerá baseado no que aconteceu.

Agora que sabe qual é a simetria mais profunda, faço uma nova pergunta.

O que leva à maior simetria? A resposta são duas:

O QUE LEVA Á MAIOR SIMETRIA?

(1) A proximidade do momento agora. Quanto mais próximo um ponto estiver do momento
AGORA mais simetria ele terá. Outra maneira de dizer é quanto mais próximo um ponto
estiver do momento AGORA mais acurada a predição futura do local de sua ocorrência.

(2) A velocidade do ponto. Para compreender este conceito precisamos definir o espaço bi-
dimensional que estamos descrevendo. Desde que aqui estamos realmente falando sobre
mercados, chamaremos o eixo horizontal de TEMPO e o vertical de PREÇO. Velocidade,
então, é o PREÇO dividido pelo TEMPO. A velocidade aumenta quando o PREÇO
aumenta mais rápido do que o TEMPO. A velocidade diminui quando o TEMPO aumenta
mais rápido que o PREÇO.

Pensemos numa linha construída por muitos pontos de preços na medida em que eles vão ocorrendo
no tempo. Quanto mais ângulo de inclinação ela tiver, mais rápido o mercado está se movendo,
portanto, numa velocidade crescente. A velocidade de um mercado é definida como a tendência.
Portanto, quanto mais inclinada a tendência maior a simetria. Outra maneira de dizer isto é, quanto
mais inclinada a tendência mais acurada a predição na segunda reflexão.

Tudo bem, então aonde nos leva tudo isto? Apenas isto:

A segunda reflexão é a própria previsão do mercado da maior probabilidade de onde ele irá no
futuro ... continuamente atualizada.
Quanto mais próximo o mercado se encontra do momento AGORA e mais rápido está se
movendo, mais precisa é a própria predição do mercado sobre onde ele irá no futuro.

Vale a pena dar uma parada e ponderar sobre as duas afirmações acima. Elas são tão simples e
lógicas que rapidamente pensará que já as conhecia. Entretanto, Jim Sloman necessitou de muito
tempo para descobrir o que está coberto nestas duas afirmações.

Agora vamos olhar para estes conceitos em termos de um mercado ... um mercado livremente
negociado. Não faz diferença se chamamos de mercado as ações, commodities, moedas ou qualquer
outro. Esta teoria (A Teoria de Adam) é uma teoria geral e aplica-se a todo e qualquer mercado.

PROJETANDO A SEGUNDA REFLEXÃO

Eu disse que a segunda reflexão é a própria predição do mercado da mais alta probabilidade
para onde irá no futuro ... continuamente atualizado. Vamos dar uma olhada num mercado e
tentar projetar a segunda reflexão.

I d’ III
c’
b’
· · e’
· ·

a
· ·
e
· · b Ó Cavida,Ltd.
d c
II IV

Passado AGORA Futuro

Desde que estamos falando sobre mercados, digamos que os pontos de “a” a “e” sejam fechamentos
do mercado. Cada ponto do passado tem um correspondente no futuro. O fechamento histórico é, por
exemplo, (b). O ponto correspondente no futuro é (b’). O ponto do fechamento mais recente é (a) e
está sobre o momento AGORA.

Cada um dos fechamentos futuros é projetado do seu correspondente fechamento histórico. Isto é
feito duplicando-se a distância e o ângulo de cada ponto do passado através do fechamento mais
recente. Por exemplo, para projetar o ponto (e ) no futuro, traça-se uma linha reta do ponto (e) no
passado, até o ponto de fechamento AGORA. Esta distância é então acrescentada na continuação da
linha reta, obtendo-se o ponto futuro (e’).

Na medida em que novos fechamentos vão ocorrendo, o ponto AGORA deve ser movimentado para
o último fechamento e todos os pontos do passado precisam ser novamente projetados para o futuro.

Na ilustração da próxima página, iremos projetar apenas dois dias usando a máxima, a mínima e o
fechamento de cada dia.
I III
b’

c’

c a
Ó Cavida,Ltd.
b
II IV

Passado AGORA Futuro

Note que o dia mais recente, designado (a), está centralizado sobre o eixo horizontal e o ponto
AGORA. Note que na projeção do dia (b) que sua a máxima torna-se a mínima do dia (b’) projetado.
A mínima do dia histórico transforma-se na máxima do dia (b’) projetado. Veja, também, a inversão
do fechamento.

Acima você viu uma projeção para dois dias apenas. Você pode imaginar se tivesse que projetar 20
ou 30 barras passadas ... a cada dia ... sobre 20 ou 30 diferentes mercados? Felizmente existe uma
maneira fácil de fazer isto.

Suponha que o desenvolvimento abaixo corresponda ao gráfico de um ativo qualquer:

Passado AGORA
De acordo com o que vimos até agora, a última barra (vermelha) representaria o momento AGORA e tudo à sua
esquerda o Passado. Imagine o trabalho que daria para rebatê-las todas. Para simplificar este trabalho, Jim
Sloman desenvolveu um método muito simples.
Pegue um papel transparente (de seda ou acetato) e coloque sobre o gráfico. Depois, partindo da última barra
(vermelha), copie quantas barras desejar mantendo a transparência presa de modo a não sair do lugar. Em
geral, 25 barras são suficientes. Voltando ao gráfico, vamos supor que o diagrama abaixo seja a cópia num
papel transparente das últimas 20 barras. O próximo passo é virar a folha transparente para o avesso.

O que acabamos de fazer foi projetar a primeira reflexão. Rebatemos as barras do quadrante II para o
quadrante IV atravessando um eixo (vertical). Para projetar a segunda reflexão, precisamos rebater a s barras
do quadrante IV para o quadrante III. Ela é feita, virando-se de cabeça para baixo a transparência invertida.
Feita a segunda reflexão, voltamos ao gráfico original e colocamos as barras vermelhas uma sobre a
outra (superpostas) obtendo-se a projeção futura do mercado feita por ele mesmo:

Passado AGORA Futuro

O pessoal da área de informática da equipe do Wilder criou um programa denominado “One Day at a Time”
que, entre outras ferramentas, possui um mecanismo automático para fazer a segunda reflexão. Não sei qual o
seu preço atualmente, mas, alguém me disse há pouco tempo atrás, que anda em torno de U$300,00. Acho
desnecessário gastar este dinheiro, pois estou lhes mostrando esta teoria com o objetivo de esclarecer alguns
conceitos referentes à simetria. Na minha metodologia, não será necessária a segunda reflexão.

Regras Operacionais do sistema

A previsão do gráfico de reflexão dupla contém todas as informações que são conhecidas pelo mercado até o
momento AGORA (última barra plotada). Esta previsão é feita pelo próprio mercado. Nada pode ser melhorado
em cima dela. Isto é o mercado falando, puro e simples. Não existe nenhum fator arbitrário entrando dentro
desta análise. O mercado por si mesmo está nos dizendo o que fazer sem nossa ajuda.

Assim, para operar o sistema, basta que você simplesmente olhe o que o gráfico da reflexão dupla
está projetando e faça a você mesmo a pergunta; eu quero esta operação?

Quando você construir um gráfico de reflexão dupla, o mercado estará lhe dizendo como se
movimentará em seguida. Se mostrar que vai subir e você desejar participar do movimento, compre;
se mostrar que vai cair e você quiser participar do movimento, venda; se mostrar que vai andar de
lado, opere nos extremos ou fique fora e aguarde até o momento em que, através do gráfico de dupla
reflexão, o mercado esteja lhe mostrando algo que valha a pena seguir.

Na verdade, existem situações mais favoráveis e vale a pena esperar por elas. Sabemos que
queremos operar quando temos uma tendência. Quando o mercado estiver se movendo mais
rapidamente é mais provável que assim continue, porque o momento e a simetria são fortes em
mercados rápidos.

O próprio mercado nos fornece alguns indícios de quando devemos aplicar a reflexão dupla. Cada um
destes sinais, obviamente, encontra-se no seu gráfico de barras. Cada um é uma indicação de que o
mercado está fazendo alguma coisa ... alguma coisa que indicaria que está se movendo numa
direção definida e que há alguma força por trás do movimento. Estes sinais são:

1) Uma perfuração: aplique o gráfico da segunda reflexão para uma decisão de entrada
quando:

O mercado se moveu acima de muitos ou de todos os topos anteriores, que podem ser vistos
sobre o seu gráfico. Ou, inversamente, para uma operação de venda, o mercado caiu abaixo
de muitos ou de todos os fundos anteriores, que possam ser vistos sobre o seu gráfico. As
duas situações mostram que existe força suficiente por trás do movimento para empurrar os
preços para um novo terreno. Quanto mais longa a periodicidade da perfuração, mais
significante o movimento. Em outras palavras, uma perfuração de todos os topos dos últimos
seis meses tem mais significado do que uma perfuração dos últimos dois meses.

2) Uma mudança de tendência: aplique o gráfico da segunda reflexão para uma decisão de
entrada quando:

O mercado rompeu para cima uma bem definida linha de tendência de baixa e já ultrapassou
alguns topos anteriores da nova tendência. É necessário muita força para virar um mercado
que vem numa longa e bem definida tendência de baixa. Quando a nova tendência de alta
está confirmada por movimentos, que se repetem acima dos topos recentemente
estabelecidos da nova tendência de alta, isto é significante. O inverso do acima se aplica a
uma bem estabelecida tendência de baixa.

3) Gaps e/ou dias de grandes barras: aplique o gráfico da segunda reflexão para uma decisão
de entrada, quando:

O mercado se encontra relativamente entorpecido e, subitamente, forma-se um gap e/ou a


barra diária aumenta significativamente, mostrando que o mercado despertou e alguma coisa
está acontecendo. Esta situação é especialmente significante, se acontece combinada com os
sinais 1 e 2 acima. O inverso se aplica numa situação de gap para baixo e operações de
venda.

Na próxima página veremos alguns exemplos da aplicação da segunda reflexão como gatilho de
compra:
No gráfico do Dow Jones, acima, podemos ver simultaneamente o corte de uma linha de tendência, a
penetração de topos anteriores da nova tendência de alta e a ocorrência de uma grande barra.

Aplicando a segunda reflexão poderá notar que ela mostra que se comprarmos no dia seguinte (primeira barra
vermelha) ainda veremos o preço retroceder para níveis n
i feriores ao da compra. Neste caso, a operação ainda
não interessa.

Depois do pregão do dia seguinte, aplicando-se novamente a segunda reflexão, temos:

Note que agora a operação interessa, já que a reflexão mostra que apesar da correção prevista pela simetria, o
preço não voltará ao nível atual. Assim, compramos na abertura no dia seguinte.
No exemplo abaixo, o Dow Jones quebrou a linha de tendência de baixa, deixando para trás alguns topos da
tendência de baixa prévia e alguns da nova tendência de alta. Depois de permanecer alguns dias
congestionado, surge uma barra de maior amplitude e resolvemos aplicar o gráfico da Segunda reflexão para
decidirmos ou não pela compra:

A fim de avaliar se quero comprar ou não, aplicarei a Segunda reflexão nas últimas 25 barras (área delimitada
pelas setas vermelhas). A utilização de 25 barras não é uma condição obrigatória. Funciona como um “default”.
Dependendo do seu objetivo, poderá usar tantas barras quanto queira voltar no tempo. Aplicando-se a Segunda
reflexão, temos:

A Segunda reflexão insinua que o DJ deverá subir. Porém, antes, haverá uma pequena correção que o trará
abaixo da barra projetada para amanhã (a primeira barra vermelha, a partir da linha pontilhada). Neste caso,
não vale a pena tomar uma decisão de compra e é melhor aguardar um pouco mais de desenvolvimento na
esperança de uma oportunidade mais favorável.
Decorridos alguns dias, pode-se perceber no gráfico abaixo, que o DJ cumpriu o movimento insinuado pela
projeção, voltando a subir. Se tivesse aplicado a projeção da Segunda reflexão a partir da barra de maior
amplitude que penetrou o topo anterior depararia com um cenário muito parecido com o da primeira vez que a
utilizamos: o DJ retornaria abaixo do preço que gostaríamos de comprar no dia seguinte. Alguns dias após a
pequena congestão ter se formado, ela é penetrada pelo segundo dia consecutivo. Aplicando-se a Segunda
reflexão temos:

No dia 14/02/95 a Segunda reflexão mostra uma subida seguida por outra correção adiante. Mas, desta vez, ela
não retorna abaixo do preço que gostaríamos de comprar no dia seguinte. Sendo assim, compraremos na
abertura do dia seguinte. Hipoteticamente, compramos a 3960 e, como toda operação precisa de um estope de
entrada, colocamos o nosso em 3.900, um pouco abaixo da última correção.
Depois de subir alguns dias, com pequenas correções, no dia 31 de março o DJ sofreu uma queda maior e
aplicamos, novamente, o gráfico da Segunda reflexão:

Antes, entretanto, faça uma comparação com a primeira projeção feita e note a semelhando entre o
desenvolvimento real e o projetado naquele momento.

A Segunda reflexão indica que a correção pode levar o DJ de volta para 4.080. Assim, subiremos nosso estope
para 4.030, um pouco abaixo do fundo anterior (seta vermelha do gráfico acima).
Na continuação, temos:

A Segunda reflexão (o mercado se auto-expressando) revela que o DJ continuará subindo, mas, antes, sofrerá
nova correção que deverá impulsioná-lo de volta para uns 4.300 pontos. Aproveitamos e subimos nosso estope
para um pouco abaixo do fundo anterior (seta vermelha do gráfico acima).

A projeção indica que a tendência ainda é de alta, mas, antes, o DJ enfrentará nova correção que deverá levá-
lo a testar o fundo anterior de 4.311. Decidimos, então, movimentar nosso estope para 4.300, um pouco abaixo
do fundo anterior (seta vermelha do gráfico acima).
Não fomos estopados e o mercado prosseguiu subindo até cerca de 4.800 entra numa nova congestão.
Aplicamos novamente a segunda refl exão e ela nos mostrou que o mercado deveria continuar subindo em
seguida. Subimos nosso estope para 4.599 pontos.

No dia 11 de agosto de 95, o DJ caiu para 4.597 e fomos estopados. Depois o mercado continuou caindo. O
que acabamos de ver for o mercado falando por si mesmo.

Não farei nenhum exercício sobre este assunto. Meu objetivo foi apenas mostrar o conceito de simetria da
Teoria de Adam. Na próxima aula, verão as adaptações pessoais realizadas por mim e partiremos para o jogo e
suas regras. Entretanto, por se tratar de matéria que exigirá muito do meu tempo e da minha concentração, ela
não será enviada na próxima semana.
A próxima aula terá que ser bem preparada, pois a considero chave para nossas estratégias. Nesta semana,
darei uma palestra no próximo dia 14 e ainda não terminei de prepara-la. Precisarei dos próximos três dias úteis
para liquidar o assunto. Sobrarão-me apenas a quinta e sexta-feira para preparar a próxima aula. Como é muito
pouco tempo, não haverá aula na próxima semana.

Peço desculpas, mas estou muito mais preocupado em lhes fornecer um bom material do que em cumprir
prazos. Agradeço a compreensão de todos.
Errata

Graças ao auxílio de um dos alunos do curso, fui alertado para três erros que, por falta de atenção, me
passaram desapercebido, a saber:

1) No exercício 1 do teste das aulas 9 e 10, o primeiro gráfico tem mais duas baixas nas
penetrações do primeiro e do segundo fundo que não foram contadas. Portanto, o número
correto de baixas é 9.
2) No exercício 2, do OBV, ao subtrair o saldo do dia 25 do dia 26 cometi um engano. Em vez de
-29, que seria o correto, coloquei –27 e a partir daí os cálculos seguiram corretos. Para corrigir,
diminua o número de baixas para 4.
3) No texto da última página da aula 10, no ante penúltimo parágrafo, onde se lê “Agora você irá
contar todas as ALTAS e baixas como positivas ...”, leia-se “Agora você irá contar todas as
NOVAS ALTAS e baixas como positivas ...”.

Peço desculpas, mas sei que não estarei livre de erros deste tipo até o final deste curso, embora,
daqui a diante, tentarei evitar que se repitam. Mas, não posso negar que me deixou feliz ser
corrigido; foi uma demonstração que o curso está atingindo seu objetivo de ensinar para quem
realmente estiver interessado em aprender.
A SIMETRIA SANFONADA ( reflexão simples)

Assumindo a premissa de que o mercado é um jogo, a Simetria Sanfonada será o tabuleiro


sobre o qual ele será jogado.

A idéia da Simetria Sanfonada me ocorreu após as primeiras experiências com a Reflexão Dupla.
Comentei, no inicio da aula passada, que ao tomar contato com a teoria de Adam, já havia notado
a semelhança existente - falando em termos de Adam, entre o Futuro e o Passado, após um
ponto de retorno no momento AGORA.

Até então, via a simetria de uma forma diferente: o Futuro como um reflexo (espelho) do Passado.
Nunca me ocorrera que poderia transformar aquela visão num componente de uma estratégia
operacional. Depois de praticar algum tempo com as estratégias operacionais da reflexão dupla,
decidi fazer alguns testes aplicando-as em diferentes cenários do mercado utilizando apenas uma
reflexão e depois compara-las. Se conseguisse demonstrar para mim mesmo que com uma
reflexão, em vez de duas, poderia operar no mercado com a mesma eficiência do que com duas,
ficaria mais fácil.

Assim, num desdobramento como o que se segue, as projeções eram as seguintes:

Reflexão Dupla:

Passado AGORA Futuro


Reflexão Simples:

Passado AGORA Futuro

Comparando-as, percebi que enquanto a Reflexão Dupla insinuava que no futuro o mercado
permaneceria um tempo congestionado e depois cairia, na Reflexão Simples ocorria o inverso,
isto é, no futuro o mercado permaneceria um tempo congestionado e depois subiria. Em seguida,
comparei-as numa tendência de alta, conforme abaixo:

Reflexão Dupla Reflexão Simples

AGORA AGORA
Novamente, simetrias opostas e não poderia ser de outra forma. Eu é que ainda não tinha me
tocado!

A partir daí, passei bastante tempo examinando vários gráficos e constatei que quando uma
congestão começava a ficar aparente, tanto a reflexão dupla como a simples projetavam a
continuação da projeção, alternando apenas o lado da perfuração, mas ambas projetavam a
congestão com a mesma eficiência e, quando o mercado encontrava-se em tendência, a reflexão
dupla demorava muito tempo para sinalizar sua reversão, ao passo que a reflexão simples, fazia
esta revelação no primeiro ponto de retorno que surgisse no gráfico.

Mas, havia um problema. Como saber se um dia contra a tendência predominante não era apenas
uma pequena correção dentro dela, sem implicações de mudança? Num primeiro momento, não
encontrei nenhuma resposta. Depois me ocorreu o seguinte: quando é que posso saber que uma
tendência de alta, por exemplo, deixa de ser de alta? Segundo a teoria de Dow, quando ocorrer
uma falha na sucessão de topos e fundos ascendentes. Visto desta maneira, até a segunda
reflexão sinalizar reversão, poderia demorar muito!

Então, imaginei o seguinte: se estiver buscando o reflexo (o espelho) de uma tendência de alta,
estou buscando uma projeção com o ângulo de inclinação inverso ao da tendência em
andamento. Quem pode me fornecer esta informação? Encontrei a resposta na linha de
tendência, ou seja, a quebra de uma linha de tendência de alta me envia, pelo menos em tese,
para um movimento na direção oposta mantendo o ângulo inverso de inclinação.

Com esta idéia em mente, retornei aos gráficos para novas verificações. Notei, então, que na
maioria das vezes que uma linha de tendência de alta (ou de baixa) é perfurada, 70% dos
movimentos posteriores à penetração, se transformam em congestões ou são verdadeiras
reversões.

Verifiquei, também, que quando o mercado começava a se movimentar fazendo o movimento


simétrico de volta, os níveis onde ocorreram trocas durante o desenvolvimento da referência
simétrica à esquerda, correspondiam aproximadamente aos níveis onde se poderia esperar que
ocorresse na reflexão simples desmembramento similar.

A partir daí, tudo ficou mais fácil! Havia encontrado uma variante da reflexão dupla, bem mais fácil
de se trabalhar e, na falta de um nome, a denominei Simetria Sanfonada. Mais adiante saberá
porque assim a denominei.

Em todo mercado onde o preço é determinado pela oferta e procura, sua evolução só pode se dar
em três direções: o preço sobe, o preço cai ou o preço permanece estável. Trazendo este
comportamento para dentro da análise gráfica, podemos afirmar que o preço de um ativo ora está
em tendência de alta, ora em tendência de baixa e na maior parte do tempo em tendência
indefinida. Não existe um quarto caminho.

Vejamos, agora, como projetar as simetrias para estas situações e o que podemos esperar delas.
1) Preço Indefinido – Congestão

Cenário I: congestão num fundo com referência simétrica de alta

Quando um gráfico vem em tendência de baixa, ocorre


âMNORONHA um repique, volta a cair até o fundo anterior, e antes
que o fundo tenha sua penetração confirmada, ocorre
A4 um ponto de retorno.

Projetando-se as alternativas simétricas mais prováveis


temos:

Alternativa 1: o preço volta a cair confirmando a


penetração do fundo anterior e entra no espaço vazio.
A2
Alternativa 2: O preço sobe até o topo anterior, bate na
A1 A3
resistência e volta a cair na direção do suporte
proporcionado pelo fundo da congestão.

Alternativa 3: Após cumprir o percurso da Alternativa 2,


em vez de voltar a subir do suporte, penetra-o e entra no espaço vazio.

Alternativa 4: O preço rompe a congestão para cima e descreve o percurso simétrico da alta
com resistências aproximadamente nos níveis onde se formaram suportes durante a
tendência de queda.

Exemplo de um rompimento para cima de uma congestão de fundo (Dow Jones): Alternativa 4
Cenário II: congestão num topo com referência simétrica de baixa

Alternativa 1: o preço volta a subir confirmando a penetração


A1 A3 do topo anterior e entra no espaço vazio.

Alternativa 2: O preço cai até o fundo anterior, bate no


A2
suporte e volta a subir na direção da resistência proporcionada
pelo topo da congestão.

Alternativa 3: Após cumprir o percurso da Alternativa 2, em


vez de voltar a cair da resistência, penetra-a e entra no
espaço vazio.

A4 Alternativa 4: O preço rompe a congestão para baixo e


descreve o percurso simétrico da queda com suportes
âMNORONHA aproximadamente nos níveis onde se formaram resistências
durante a tendência de alta.

Exemplo de um rompimento para baixo de uma congestão de topo (Bombril pn): Alternativa 4
Cenário III: congestão no meio do caminho com referência simétrica para baixo e para cima

Alternativa 1: o preço
permanece oscilando entre
os limites superior e inferior
da congestão.

A2
Alternativa 2: o preço corta
a congestão para cima.

Alternativa 3: o preço corta


a congestão para baixo.
A1

âMNORONHA A3

Exemplo de um rompimento para cima de uma congestão no meio do caminho com alternativas
simétricas para baixo e para cima (Confab pn): Alternativa 2
Cenário IV: congestão no meio do caminho com referência simétrica para baixo e para cima

Alternativa 1: o preço
permanece oscilando entre
os limites superior e inferior
da congestão.

Alternativa 2: o preço corta


A3 a congestão para baixo.
âMNORONHA Alternativa 3: o preço corta
a congestão para cima.

A1

A2

Exemplo de um rompimento para cima de uma congestão no meio do caminho com alternativas
simétricas para baixo e para cima (Dow Jones): Alternativa 2
Cenário V: topo em “ /\ “ (ve invertido) no espaço vazio com simetria para baixo

Alternativa 1: o preço corta a linha de


tendência de alta e segue caindo,
entrando em tendência de baixa, fazendo
A4 uma simetria espelhada da tendência de
alta prévia.

Alternativa 2: o preço, depois de cortar a


A3 linha de tendência de alta e atingir o
suporte proporcionado pelo fundo anterior
da tendência de alta prévia, corta a linha
A2 de tendência de baixa para cima, faz um
pequeno repique simétrico e volta a cair
enquadrando-se no desdobramento da
A1 alternativa 1.

âMNORONHA Alternativa 3: o preço, depois de cortar a


linha de tendência de alta, segue caindo
até cortar a linha de tendência de baixa
para cima e prossegue subindo rumo ao
teste da resistência oferecida pelo topo
principal e volta a cair formando um topo
reflexo.

Alternativa 4: o preço, depois de cortar a linha de tendência de alta, segue caindo até cortar a
linha de tendência de baixa, volta a subir e rompe a resistência oferecida pelo topo principal
retornando ao espaço vazio.

Exemplo de um topo em “ /\ “ (ve invertido) no espaço vazio com simetria para baixo (Banco do
Brasil pn): Alternativa 1
Cenário VI: fundo em” V “ no espaço vazio com simetria para alta

Alternativa 1: o preço corta a linha de


tendência de baixa e segue subindo,
entrando em tendência de alta, fazendo
uma simetria espelhada da tendência de
baixa prévia.

âMNORONHA Alternativa 2: o preço, depois de cortar a


A4 linha de tendência de baixa, segue
subindo até cortar a linha de tendência de
A1 alta, e rompe o suporte oferecido pelo
fundo principal retornando ao espaço
vazio.

Alternativa 3: o preço, depois de cortar a


A3 linha de tendência de baixa, segue
subindo até cortar para baixo a linha de
tendência de alta e prossegue caindo
rumo ao teste do suporte oferecido pelo
A2 fundo principal e volta a subir formando
um fundo reflexo.

Alternativa 4: o preço, depois de cortar a


linha de tendência de alta e atingir a
resistência proporcionada pelo topo anterior da tendência de baixa prévia, corta a linha de
tendência de alta para baixo, faz um pequeno repique simétrico e volta a subir enquadrando-se no
desdobramento da alternativa 1.

Exemplo de um fundo em “ V “no espaço vazio com simetria para cima (Copene an): Alternativa 1

Observação: nas alternativas 2 e 4 dos cenários V e VI, respectivamente, o repique simétrico até o suporte ou resistência da tendência
prévia, pode ir além ou aquém dos mesmos. O fato de, no diagrama, serem interrompidos no nível do topo ou fundo anterior foi apenas
para ilustrar, mas não é uma condição obrigatória.
Cenário VII: topo em “ V “ no meio do caminho com referência simétrica para baixo e para cima

Alternativa 1: o preço volta a subir de onde se


A2
A1
encontra e executa um novo ziguezague
ascendente, desdobrando-se de acordo com a
simetria de alta.

Alternativa 2: o preço cede até a linha de


A3 tendência de alta, podendo ir um pouco além
ou um pouco aquém, e volta a subir
executando um novo ziguezague ascendente.

Alternativa 3: o preço corta a linha de


tendência de alta e se desdobra de acordo
com a simetria de baixa.

â MNORONHA

Exemplo de um topo em “ /\ “no meio do caminho com simetria para cima e para baixo (Bco. do
Brasil pn – semanal): Alternativa 3
Cenário VIII: fundo em “ V “ no meio do caminho com referência simétrica para baixo e para cima

Alternativa 1: o preço corta a linha de tendência


de baixa e se desdobra de acordo com a simetria
de alta.
âMNORONHA
Alternativa 2: o preço sobe até a linha de
A1 tendência de baixa, podendo ir um pouco além
ou ficar um pouco aquém, e volta a cair
executando um novo ziguezague descendente.

Alternativa 3: o preço volta a cair de onde se


encontra e executa um novo ziguezague
descendente, desdobrando-se de acordo com a
simetria de baixa.

A3
A2

Exemplo de um fundo em “ V “no meio do caminho com simetria para cima e para baixo (Copel
on): Alternativa 1
Cenário IX: fundo arredondado com referência simétrica para cima ou continuação para o espaço
vazio

Alternativa 1: após construir a


primeira metade do que poderá
vir a ser um fundo arredondado,
os preços invertem a direção do
seu desdobramento e começam
A1 a fazer simetria para cima com
o passado à esquerda do eixo
central.

â MNORONHA Alternativa 2: num ponto


qualquer á direita do eixo
central, o preço aborta a
simetria de alta, perde o fundo e
entra no espaço vazio, dando
prosseguimento à tendência de
baixa prévia.
A2
Este padrão é muito raro e
costuma aparecer em ações de
Eixo virtual central terceira ou quarta linha, mas é
extremamente confiável.
Algumas vezes, costuma
assumir o formato de uma bunda, formando dois fundos duplos arredondados e o eixo central se
transferindo para o topo entre elas. Raramente, ocorrem nos topos.

Já passei uns 100 gráficos de cabo a rabo e ainda não encontrei um bom exemplo de fundo
arredondado. Vou ficar devendo.

Na próxima aula, entraremos no Jogo e veremos como aplicar as diferentes estratégias sobre os
cenários simétricos apresentados nesta aula, bem como uma série de exercícios para que
possam ir praticando.

Também saberá porque batizei esta variante simétrica de Simetria Sanfonada.


UM CONTO DE FADAS MODERNO
Jim Sloman

Era uma vez uma terra encantada chamada Terradomercado onde um jogo fascinante chamado O
Mercado era jogado na maioria dos dias. O que havia de interessante sobre este jogo era que ele
tanto poderia subir como cair a cada dia e os jogadores fariam suas apostas sobre o que iria
acontecer.

Mas existiam complicações, que tinha há ver com o fato de que todos os jogadores na
Terradomercado tinham opiniões sobre como o mercado se comportaria.

E não apenas opiniões. Os jogadores tinham sistemas, métodos, evidências e análises para
corroborar suas opiniões. Eles tinham os números de Dactyl e as ondas de Pdontiff, as linhas de
Xandon e as proporções de Zigdar. Tinham a herança dos velhos mestres, Oerbot e Caljean. Eles
tinham estoques e ganhos, estudos de fluxo de caixa, mapas astrológicos e os benefícios da análise
espectral da quarta ordem, todos eles extremamente fascinantes. Na verdade, os jogadores tinham
muitas coisas maravilhosas.

O problema, porém, era que algumas vezes os métodos indicavam que o mercado se moveria numa
direção e ele se movia em outra. Este fato deixava a todos atônitos e havia longas discussões sobre
como ou porquê o mercado podia ser tão perverso. Entretanto, sempre acabavam concordando que
aquilo tinha sido uma aberração temporária do mercado e que as análises e os métodos eram tão
bons como sempre foram.

Mas uma tarde aconteceu algo com um dos jogadores chamado Sr. Estoucerto. E ele nunca foi mais
o mesmo novamente. O Sr. Estoucerto havia feito um estudo detalhado dos números de Azerhof,
tornando-se uma das autoridades mais conhecidas da Terradomercado no assunto. E os números de
Azerhof neste exato momento diziam que o mercado deveria subir, o que levou o Sr. Estou certo a
comprar uma grande posição.

Desafortunadamente, logo após o Sr. Estoucerto acabar de montar sua grande posição, o mercado
começou a cair. Isto não preocupou o Sr. Estoucerto excessivamente, desde que tinha concluído que
o mercado deveria subir. Ainda que o mercado (estranha criatura que ele é) não tenha lhe dado
nenhuma atenção. Ele continuou caindo. E caindo. E caindo. E o Sr. Estoucerto
(compreensivelmente, desde que todos nós já vivemos este momento) começou a ficar bastante
ansioso e deprimido. Mas ele sabia que tudo poderia melhorar rapidamente, tão logo o mercado
virasse e se movimentasse na maneira que supôs que iria se mover.

Como em todos os bons contos de fadas existe uma criança, este não é exceção. O Sr. Estoucerto,
tinha uma filha, uma menina bonita com cinco anos de idade chamada Aquiagora, e justamente
quando ele estava pensando sobre sua operação, Aquiagora entrou no seu escritório. Sentindo que
havia algo errado, perguntou o que estava acontecendo.

“Oh nada, querida, você não poderia compreender. Apenas supuz que o mercado
deveria subir e isto ainda não aconteceu”.

“Aquilo é o mercado, papai? Aquela linha sobre a tela?”.

“Sim”.

A pequena Aquiagora aproximou-se e observou intencionalmente a linha dentada


sobre a tela do monitor.

“Bem, papai, eu não sei nada sobre o mercado. Mas certamente parece que está
caindo”.
“Bem querida, é por isto que você não entende. Veja você, os números de Azerhof
dizem que absolutamente, positivamente o mercado aqui tem que subir”.

“Eu sei, papai, mas neste momento parece estar caindo”.

“Você não entende, querida. Quando os números de Azerhof e a freqüência de


Melinxar concordam, o mercado de ir naquela direção”.

A pequena Aquiagora olhou embaraçada. Caminhou e se aproximou da tela


novamente.

“Eu não entendo de nada destas coisas que você está falando a respeito, papai, e não
compreendo o mercado, mas neste instante parece estar caindo. Não está?”.

O Sr. Estoucerto parou e olhou cuidadosamente para sua filha de cinco anos.
“Aquiagora, você poderia dizer isto novamente?”.

“Apenas que neste instante, papai, o mercado parece estar caindo. É tudo. Eu disse
alguma coisa errada?”.

“Não, querida não . . . não de todo”.

E neste preciso momento deu um estalo no Sr. Estoucerto. Todos aqueles anos
estudando os números de Azerhof e as freqüências de Melinxar e tudo o mais que passou sob seus
olhos. Então, olhou para sua pequena filha novamente, apanhou o telefone e vendeu sua posição
comprada. E, mais ainda, vendeu muito a descoberto.

Agora o Sr. Estoucerto é um homem mudado. Todo aquele tempo que despendia
estudando os números de Azerhof e tudo o mais que conhecia, atualmente gasta jogando golfe e
curtindo a sua família. Seus amigos acham que ele ficou muito estranho, porque ele não está mais
interessado naqueles sistemas fascinantes e métodos e estatísticas sobre o mercado.

Mas o Sr. Estoucerto não se importa. Porque ele está ganhando dinheiro. Lotes e lotes
dele”.

Nota do tradutor:

Moral: Para ser bem sucedido no mercado você precisa render-se a ele.
Para vence-lo precisa observá-lo com a visão de uma criança de cinco
anos.

Observação: a fábula acima foi extraída do livro “The Adam Theory” de Welles Wilder Jr.
Antes de entrarmos no jogo propriamente dito, fiz questão de que conhecessem esta pequena fábula
escrita por Jim Sloman, porque ela nada mais é do que a espinha dorsal das estratégias que iremos
examinar para os diferentes cenários do mercado apresentados na aula anterior.

De fato, durante um longo período da minha vida de investidor, como a maioria das pessoas, procurei
ter acesso ao maior número possível de teorias e técnicas operacionais visando vencer o mercado de
forma sistemática. Embora não tivesse vivido na Terradomercado, certamente, se lá estivesse, teria
sido mais um participante das longas discussões sobre como ou porquê o mercado era tão perverso.

Até que tivesse tido a chance de ler esta fábula, agia exatamente como o Sr. Estoucerto e, apesar
das minhas três filhas e trabalhar em casa, nunca me aconteceu um acidente tão gratificante quanto
o que lhe ocorreu.

Mas, graças a Deus, casualmente o livro sobre a Teoria de Adam caiu na minha frente e, assim como
aconteceu ao Sr. Estoucerto, minha vida operacional mudou. Tornei-me uma pessoa rendida, rendida
à minha ignorância quanto a prever a direção do mercado.

A partir daí, deixei de tentar antecipar a direção do mercado, mudei minha filosofia operacional de
antecipar a direção do mercado para deixar o mercado mostrar onde deveria iniciar uma
operação. Em vez de vou comprar/vender por que meus estudos estão sugerindo que o mercado irá
subir ou cair, seleciono os locais onde gostaria de operar e se acontecer do preço chegar lá, então
opero.

Desenvolvi esta variante da Simetria há alguns anos e, há cerca de dois anos e meio atrás, publiquei-
a na revista Timing. Embora existam por aí uns “caras de pau” que não se dignam a citar sua fonte de
aprendizado, afirmando que aprenderam no Caribe, Nova Iorque e outras plagas, a variante é
totalmente original e não pode ser encontrada em nenhum livro ou curso.

Basicamente, o cenário onde o jogo será jogado, será visto através das alternativas simétricas. As
jogadas serão definidas por duas regras, tendo como objetivo deixar o lucro crescer e cortar o
prejuízo o mais rapidamente possível.

Creio que vendo o mercado como um jogo, ficará muito mais fácil alcançar a disciplina e manter um
rígido controle de risco.

O JOGO DO MERCADO

1. Premissas:

a) Para que seja jogado de maneira eficiente, todas as informações não originárias do mercado
devem ser descartadas. Assim, informações provenientes dos balanços das empresas, bem
como, provenientes da mídia escrita e falada não devem ser levadas em consideração. De
fato, o ideal seria o desconhecimento total destas informações, pois, para efeito do jogo, elas
atrapalham muito mais do que ajudam.

b) Você não tem a menor idéia da evolução do mercado, apenas cenários traçados pela simetria.
Você possui apenas algumas regras e sabe como aplicá-las. Quem determinará qual delas
deverá ser utilizada é o próprio mercado, através do seu desdobramento.
c) Quanto mais próximo estivermos do momento agora, mais forte a simetria.

A referência simétrica à sua esquerda é sempre a simetria mais importante.

d) Você não enfrentará o mercado.

Você só jogará de acordo com as regras e será inflexível na aplicação dos seus estopes.

e) Um gráfico só se movimenta em três direções definidas pela seqüência dos topos e fundos.

Um gráfico obrigatoriamente terá de estar em tendência de alta, de baixa ou lateral.

2. Objetivo

Deixar o lucro crescer e cortar as perdas o mais rápido possível.

3. Regras

a) Quando identificar uma congestão, só poderá operar nos seus extremos.

b) Quando identificar uma tendência, se não tiver iniciado uma operação na saída da congestão,
só poderá faze-lo na penetração do início do zigue (topo ou fundo anterior, conforme o caso),
ou no corte da linha de tendência na direção oposta à tendência prévia, desde que já tenha
retraçado pelos menos 1/3 da perna de alta prévia.

Para que fique nenhuma dúvida sobre as regras operacionais, farei abaixo um diagrama das
situações acima:

Regra operacional “a”: Padrão Retangular

EE EE

30% PV EE

40% PV PV
1 2 3
PC

30% PC EE

EE EE

Quando um preço estiver se movendo dentro de uma congestão retangular a região central (faixa
amarela) é a terra de ninguém. Nenhuma operação de compra ou venda deve ser iniciada dentro
desta área, a não ser que esteja enquadrada na alternativa 3.

Alternativa 1: o preço toca num dos extremos da congestão e retorna na direção oposta. Neste caso,
na caraterização de um ponto de retorno, isto é, na resistência, quando a mínima da barra do dia
anterior for penetrada, é ponto de venda com estope de entrada um pouco acima da linha de
resistência da congestão; no suporte, quando a máxima do dia anterior for penetrada é ponto de
compra com estope de entrada um pouco abaixo da linha de suporte da congestão.

Alternativa 2: o preço penetra um dos extremos da congestão, não confirma a perfuração e ocorre
um ponto de retorno. As estratégias são as mesmas da alternativa 1, mudando-se apenas o estope
de entrada para um pouco acima ou um pouco abaixo do topo ou fundo anterior, conforme o caso.

Alternativa 3: o preço se aproxima de um dos extremos da congestão e faz um ponto de retorno


antes de que um dos extremos seja alcançado. Nestes casos, inicialmente terá que calcular a
diferença entre o topo e o fundo da congestão. Em seguida, determine 30% deste valor. Depois
subtraia este valor do valor da resistência e some ao valor do suporte. Trace uma linha horizontal
sobre os novos valores obtidos. Só iniciará uma venda se a penetração da mínima do dia anterior
ocorrer até o limite dos 30%. No caso de uma compra é o inverso: só iniciará uma compra se a
penetração da máxima do dia anterior ocorrer até o limite dos 30%. Nos dois casos, o estope deve
ser colocado um ou dois tiques abaixo ou acima do fundo ou topo anterior. Mas, se o topo ou o fundo
a serem utilizados como referência de estope estiverem a menos de 1% da linha de suporte ou de
resistência, use as linhas como referência de estope.

A Técnica do Envelope de Joe Ross: foi criada para minimizar a possibilidade de se comprar ou
vender sobre uma perfuração falsa de uma congestão. A técnica consiste de:

1) Medir a amplitude da congestão (a distância entre a linha de resistência e a linha de suporte);


2) Se a congestão tiver de 10 a 25 barras, multiplica-se o valor da diferença obtida em (1) pela
razão 0,146 (alternativa 4); se a congestão tiver 25 barras ou mais, multiplica-se o valor da
diferença obtida em (1) pela razão 0,237 (alternativa 5). A idéia por trás do aumento da razão
quando a congestão tem mais do que 25 barras é a de que o preço precisará de mais força
para escapar para fora de uma congestão mais demorada.

Pontos de compra: fechamento ³

Valor do topo + 0,237 da diferença


Valor do topo + 0,146 da diferença

EE
EE EE

4 5
EE

Valor do fundo - 0,146 da diferença


Valor do fundo - 0,237 da diferença

Pontos de venda: fechamento £

Operacionalmente, as estratégias de compra e venda funcionam do seguinte modo: numa compra,


depois de definidido o envelope, comprar num fechamento igual ou maior que o seu limite superior.
Sendo um comando para ser executado no fechamento, a certeza que está fechando igual ou maior é
difícil de ser obtida. Desta forma, ou corre o risco de comprar alguns minutos antes supondo que vá
fechar igual ou maior e correr o risco de um imprevisto, ou deixar para comprar na abertura do dia
seguinte (no início do pregão) a qualquer preço. O estope, na versão original é o fundo da congestão.
Acho isto válido para uma faixa de congestão de pequena amplitude. Mas, no caso de uma
congestão de grande amplitude, se já temos que esperar por um fechamento que acaba ficando de 3
a 5% acima do nível de rompimento, e o que se espera a partir daí é uma continuação do
movimento, pessoalmente, prefiro colocá-lo um pouco abaixo da mínima da barra onde onde se deu a
penetração da congestão. Sai mais barato estopar aí e voltar a comprar, caso a máxima, após ter
comprado, volte a ser ultrapassada do que esperar pela penetração do fundo da congestão.

Numa venda, a estratégia é a mesma, só que invertida.

Regra operacional “a”: Padrão Triangular

PC PC

âMNORONHA
PC 8 PC
6 EE

EE
EE
7
9 EE
PV EE

PV

PC
âMNORONHA
EE 11 EE 13
EE

12 EE
10 PV

PV
PV

Alternativa 6: o preço fica congestionado dentro dos limites de um Triângulo Simétrico e a perfuração
para cima se dá relativamente próxima do topo do Triângulo. Neste caso, determine a altura da base
do triângulo e depois aplique a razão adequada (0,146 ou 0,237). Comprar num fechamento igual ou
maior do que o limite do envelope com estope de entrada um pouco abaixo da linha superior do
triângulo. No caso de uma perfuração para baixo, é o inverso.

Alternativa 7: o preço fica congestionado dentro dos limites de um Triângulo Simétrico e a perfuração
para cima se dá num nível razoavelmente inferior ao topo do Triângulo. Neste caso, comprar num
fechamento acima da linha de resistência com estope de entrada um pouco abaixo da linha inferior do
triângulo. O razoavelmente fico por conta de um nível de preço cuja relação risco/benefício, até
chegar ao topo/fundo, conforme o caso, do triângulo mostra um potencial de ganho satisfatório. No
caso de uma perfuração para baixo é o inverso.
Alternativas 8, 9, 10 e 11: é o caso de uma Cunha e o princípio é o mesmo que rege os Triângulos
Simétricos.

Alternativa 12: o preço se desdobra num Triângulo Ascendente. Calcular o envelope pela diferença
entre o topo e o fundo do triângulo acrescido de 0,146 ou 0,237, conforme o número de barras e
comprar num fechamento igual ou maior do que o limite do envelope colocando um estope de entrada
um pouco abaixo do corte da linha de tendência de alta do triângulo. No caso de um Triângulo
Descendente (Alternativa 13) é o inverso.

Regra operacional “b”: Tendência de Alta

PONTO DE COMPRA 3
âMNORONHA

PONTO DE COMPRA 2 ESTOPE DAS COMPRAS 1, 2 e 3

PONTO DE COMPRA 1
ESTOPE DAS COMPRAS 1 e 2

ESTOPE DA COMPRA 1

Sem dúvida, estas são as mais fáceis e as melhores operações de compra. Toda vez que olhar para
um gráfico e perceber visualmente que está subindo, ele encontra-se em tendência de alta. Se não
conseguiu, por qualquer razão, capturar o ponto de compra gerado na saída da congestão, em
qualquer tempo poderá iniciar uma nova operação de compra cada vez que o topo anterior for
ultrapassado. Enquanto o preço permanecer em tendência de alta, cada novo ziguezague
ascendente é um local para adicionar mais lotes na compra, se já estiver comprado, ou para iniciar
novas operações, se ainda não estiver.

No caso de novas adições, procure piramidar, isto é, aumente seus lotes de forma parcimoniosa, de
modo que a média do seu preço de compra fique sempre bastante afastada do nível do estope.

Duas dicas importantes:


a) Quando iniciar uma operação de compra, nunca olhe para trás, isto é, não importa quanto o
preço já tenha subido. Lembre-se que nenhum preço é tão alto que não possa subir mais,
nem tão baixo que não possa cair mais. O que importa, realmente, é a estratégia e a relação
risco/recompensa.
27 Em outras palavras, se o risco de sua perda será compensado pelo potencial
do seu ganho. Uma maneira de verificar o potencial de ganho, quando o
20 mercado se movimenta numa tendência de alta, é medir a amplitude da perna
de alta que antecedeu o novo ziguezague ascendente e adicionar este valor
ao fundo da correção prévia para obter uma projeção. Não é uma regra, mas
17 em geral, as amplitudes tendem a se repetir.

10
b) Após ter iniciado uma operação, se ela estiver evoluindo favoravelmente, nunca faça a conta
do lucro através do preço corrente do mercado, mas sim pelo valor em que será estopado.
Acho que aí reside o grande truque para que possa permanecer durante toda um tendência e
deixar seu lucro crescer. Muitas vezes, poderá achar que se tivesse estopado no nível do
preço máximo atingido antes de ter sido estopado, teria feito melhor negócio. Mas, lhe garanto
que a partir daí, não terá mais coragem para recomprar quando o preço tiver ultrapassado a
máxima anterior, ou vice-versa numa tendência de baixa. Você só usufruirá a maior parte do
ganho de uma tendência se conseguir gravar a ferro e fogo, se conscientizar de fato, de que
quem vai lhe estopar é o mercado, quando a definição de uma tendência em andamento for
violada.

Regra operacional “b”: Tendência de Baixa

ESTOPE DA VENDA 1

ESTOPE DAS VENDAS 1 e 2


PONTO DE VENDA 1

â MNORONHA
ESTOPE DAS VENDAS 1, 2 e 3
PONTO DE VENDA 2

PONTO DE VENDA 3

Como pode ver, é exatamente o inverso. Não faz sentido me alongar por aqui, pois as regras, os
pontos de venda e os estopes são aplicados da mensma forma, só que no sentido contrário.

Finalizando esta aula, vou lhes mostrar um recurso que pode ser utilizado para antecipar as
operações de compra e venda quando uma tendência se encontra em andamento.

Numa visão clássica, os pontos de compra e venda quando o mercado se encontra em tendência são
gerados pelas penetrações dos topos ou fundos anteriores, conforme o caso. Mas, sabendo-se que
os preços não se movimentam em linha reta, descrevendo ziguezagues na direção da tendência
predominante, podemos, algumas vezes antecipar nossas compras ou vendas.

Em geral, quando os preços evoluem numa determinada direção, os movimentos contra a tendência
costumam corrigir de 1/3 a 2/3 da perna de impulso prévia, formando Bandeiras ou Flâmulas.
Podemos tirar partido operacional deste fato da seguinte maneira:

Até que a correção do preço tenha retraçado 1/3 da perna de impulso prévia, o sinal de
compra/venda permanece na ultrapassagem do topo ou fundo anterior, conforme o caso.

Porém, a partir do momento que a correção tiver alcançado a marca de 1/3, poderemos dar um
tratamento de Bandeira de Alta ou de Baixa. Isto é feito, traçando-se a linha de tendência da correção
e no seu corte iniciar uma operação de compra/venda, conforme o caso. O diagrama abaixo
esclarecerá melhor minha observação:

AMPLITUDE DA PERNA DE IMPULSO


PARA MEDIDA DA CORREÇÃO
â MNORONHA

PONTO DE COMPRA

CORREÇÃO DE 33%

CORREÇÃO DE 50%

CORREÇÃO DE 66%

ESTOPE DA COMPRA

Como não podemos ter certeza se o corte da linha de tendência da correção poderá ser abortado,
muitas vezes somos estopados. Estes casos são um pouco mais complicados, porque a ocorrência
de um ziguezague contra a tendência predominante, na realidade está revertendo a tendência
predominante. Mas, por outro lado, a nova linha de tendência retraçada se torna mais confiável e sua
penetração mais significativa.

Não tenho uma regra especial para este caso. Geralmente, observo o comportamento geral do
mercado. Se perceber que é um caso isolado, não titubeio e opero novamente no corte, colocando o
estope um pouco abaixo da mínima/máxima da perna de correção contra a tendência predominante.
Se não, aguardo a penetração e opero no rompimento do topo ou do fundo, conforme o caso.

Na próxima aula, veremos a combinação do procedimento operacional associado aos 9 cenários mais
prováveis do desdobramento de um gráfico e, se der, alguns exercícios. Do contrário, a aula 16 será
só de exercicios sobre as três últimas aulas.
Combinando os Cenários Simétricos com as Premissas e as Regras
Operacionais

Antes de prosseguir com o curso, gostaria de esclarecer mais alguns pontos sobre a colocação do
estope de entrada, inicial ou catastrófico (sinônimos).

Toda noite, após o encerramento do pregão, me condicionei a fazer o meu dever de casa. São
tarefas simples, mas que me tomam umas duas horas diariamente. Criei uma pequena tabela
composta por todas as ações que fazem parte do índice IBX - grupo I (portanto, estão incluídas as
que fazem parte do Índice Bovespa - grupo II, de onde também seleciono as 16 ações mais ativas -
grupo III - as de mais peso na composição do Bovespa) e determino quantas delas estão fazendo
novas alta, altas, baixas e novas baixas no OBV, bem como, se o preço subiu ou caiu em relação ao
fechamento do pregão anterior, para poder gerar o ponto diário da linha de avanço e declínio dos três
grupos.

De posse destes elementos, criei algumas médias móveis (Indicador de Clímax e de Transição) que
me fornecem elementos para avaliar a tendência de médio prazo, bem como se os três grupos estão
sobre-comprados ou sobre-vendidos, numa visão de médio prazo.

Uma vez por semana (às sextas-feiras), num grupo de 183 ações representativas dos principais
setores da Bovespa (as de mais liquidez) verifico como estão a tendência primária, secundária e
terciária de cada uma e depois extraio o saldo, para ter uma noção do conjunto. Também costumo
usar as médias móveis de 200 e de 21 dias para confirmar, através de suas direções, as tendências
primária e secundária dos principais índices.

Além de fornecerem um cenário geral do mercado, estes estudos servem para melhor definir a
colocação dos meus estopes. Como a metodologia operacional que utilizo, de uma certa forma,
prende-se estritamente a certos cenários (padrões) gráficos, não deveria importar se uma compra vier
a ser gerada num momento em que o cenário geral do mercado não recomendaria que se executasse
uma operação de compra.

Mas, como priorizo os sinais gráficos - na medida em que estou jogando - quando me deparo com um
sinal de compra num contexto desaconselhável, como não sei de antemão quando uma operação
evoluirá favoravelmente ou não, procuro não dar muita chance ao azar, colocando meu estope de
entrada muito próximo do ponto de compra. Assim, em vez de deixa-lo um pouco abaixo do fundo
anterior, como seria o normal num cenário favorável, procuro um local mais próximo, do tipo corte da
linha de tendência de alta.

Entretanto, se tiver que pagar um pedágio muito grande, movimento-o para um pouco abaixo da
mínima da barra que gerou o sinal de compra. Se for estopado, o risco é pequeno. Por outro lado, se
o preço, logo após ter sido estopado, voltar a subir e ultrapassar a máxima atingida após minha
compra inicial, retorno na ponta de compra e, desta vez, coloco o estope um pouco abaixo do novo
fundo anterior. A razão deste comportamento se deve ao fato de que, embora num cenário
desfavorável, a ultrapassagem da máxima atingida após o sinal de compra inicial, tem para mim um
significado de confirmação e, geralmente, quando isto acontece, a probabilidade de seguir adiante
aumenta muito, ainda que num cenário geral desfavorável.

Desnecessário dizer, mas é evidente que tudo que foi dito aqui sobre a colocação do estope numa
operação de compra num cenário desaconselhável, vale para a colocação do estope numa venda
com um cenário geral do mercado adverso. Isto posto, vamos em frente!
1) Preço Indefinido – Congestão

Cenário I: congestão num fundo com referência simétrica de alta

a) num cenário baixista

Quando um gráfico vem em tendência de baixa, ocorre um repique,


volta a cair até o fundo anterior, e antes que o fundo tenha sua
âMNORONHA penetração confirmada, ocorre um ponto de retorno.
A4 Projetando -se as alternativas simétricas mais prováveis temos:

Alternativa 1: o preço volta a cair confirmando a penetração do


fundo anterior e entra no espaço vazio.

Alternativa 2: O preço sobe até o topo anterior, bate na resistência


e volta a cair na direção do suporte proporcionado pelo fundo da
congestão.
A2
Alternativa 3: Após cumprir o percurso da Alternativa 2, em vez de
voltar a subir do suporte, penetra-o e entra no espaço vazio.
A1 A3
Alternativa 4: O preço rompe a congestão para cima e descreve o
percurso simétrico da alta com resistências aproximadamente nos
níveis onde se formaram suportes durante a tendência de queda.

Individualizando as alternativas, temos:

A1 A2 A3 A4
PC
EV

EV 30% PV
50% EP EC
PC PC EV

PV
EC C/RV

Na alternativa 1, apostou-se na definição do terceiro ponto de retorno de uma provável congestão. A


partir do momento em que o sinal de compra foi apenas parte de um ziguezague descendente, a
penetração deve ser tratada como mais um ziguezague descendente numa tendência de baixa e a
venda deve ser feita na penetração do fundo da ex-provável congestão e o estope pode ser colocado
um pouco acima do topo anterior, já que a probabilidade de que ele venha ser atingido no curto prazo
torna-se muito pequena.

Na alternativa 2, apostou-se na definição do terceiro ponto de retorno de uma provável congestão e


a compra evoluiu favoravelmente. Porém, se depois que o preço tiver ultrapassado 50% da amplitude
da congestão, o cenário ainda permanecer baixista, trace uma linha de tendência de alta e use seu
corte para baixo como estope para encerrar sua compra.
Na alternativa 3, o preço sobe até a resistência da congestão e volta a cair, penetrando a mínima da
barra do dia anterior e provocando um ponto de venda. Como o cenário continua baixista, o estope de
entrada deve ser colocado um pouco acima do topo da congestão. Considere, também, a
possibilidade do preço se aproximar da resistência, sem atingi-la e surgir um ponto de retorno. Se a
mínima da barra do dia anterior estiver dentro da faixa dos 30% da amplitude da congestão, a venda
poderá ser feita e o estope poderá ficar um pouco acima do topo da congestão.

Na alternativa 4, o preço fecha igual ou acima do nível de envelope e emite um sinal de compra. O
estope deve ser colocado um pouco abaixo do topo da congestão. Se a operação evoluir
favoravelmente, os próximos ziguezagues ascendentes proporcionarão novas oportunidades de
compra ou adição e a operação deve ser tratada, ao menos individualmente, como numa tendência
de alta e seguir as suas regras. Por uma questão de segurança, as novas adições devem ser feitas
na ultrapassagem do topo anterior.

b) num cenário altista

A1 A2 A3 A4
PC
EV

30%
PV
EC
PC PC EV

EC EC/EP
PV

Na alternativa 1, apostou-se na definição do terceiro ponto de retorno de uma provável congestão. A


partir do momento em que o sinal de compra foi apenas parte de um ziguezague descendente, contra
um predominante cenário de alta, se for estopado apenas encerre a operação.

Na alternativa 2, apostou-se na definição do terceiro ponto de retorno de uma provável congestão e


a compra evoluiu favoravelmente. Devido ao cenário geral altista do mercado, espere até que o preço
se aproxime do topo da congestão e, então, trace uma linha de tendência de alta partindo do fundo
da perna última perna de alta e mova seu estope para um pouco abaixo do corte da linha de
tendência de alta. Se for estopado, reverta simultaneamente para venda (alternativa 3) e coloque um
estope de entrada um pouco acima do corte da linha de tendência de alta que terá traçado partindo
do topo da última perna de alta. Se a venda evoluir favoravelmente e penetrar o fundo da congestão,
adicione mais alguns lotes na venda num fechamento igual ou menor do que o limite inferior do
envelope. Neste caso, coloque um estope de proteção para sua venda inicial e de entrada para o que
adicionou, um pouco acima do corte da linha de tendência de baixa.

Na alternativa 4, o preço fecha igual ou maiorr que o nível de envelope e emite um sinal de compra.
O estope deve ser colocado um pouco abaixo do topo da congestão. Se a operação evoluir
favoravelmente, os próximos ziguezagues ascendentes proporcionarão novas oportunidades de
compra ou adição e a operação deve ser tratada, ao menos individualmente, como numa tendência
de alta e seguir as suas regras. Por uma questão de segurança, as novas adições devem ser feitas
na ultrapassagem do topo anterior.
Cenário II: congestão num topo com referência simétrica de baixa

a) num cenário baixista

Alternativa 1: o preço volta a subir confirmando a penetração


A1 A3 do topo anterior e entra no espaço vazio.

Alternativa 2: O preço cai até o fundo anterior, bate no


A2
suporte e volta a subir na direção da resistência proporcionada
pelo topo da congestão.

Alternativa 3: Após cumprir o percurso da Alternativa 2, em


vez de voltar a cair da resistência, penetra-a e entra no
espaço vazio.

A4 Alternativa 4: O preço rompe a congestão para baixo e


descreve o percurso simétrico da queda com suportes
âMNORONHA aproximadamente nos níveis onde se formaram resistências
durante a tendência de alta.

Individualizando as alternativas, temos:

A1 A2 A3 A4

EV PC
EV

PV PV EC
EV
EP PC
EC

â MNORONHA PV

Na alternativa 1, apostou-se na definição do terceiro ponto de retorno de uma provável congestão. A


partir do momento em que o sinal de venda foi apenas parte de um ziguezague ascendente, contra
um predominante cenário de baixa, se for estopado apenas encerre a operação.

Na alternativa 2, apostou-se na definição do terceiro ponto de retorno de uma provável congestão e


a venda evoluiu favoravelmente. Devido ao cenário geral baixista do mercado, espere até que o preço
se aproxime do fundo da congestão e, então, trace uma linha de tendência de baixa partindo do topo
da perna última perna de baixa e mova seu estope para um pouco acima do corte da linha de
tendência de baixa. Se for estopado, reverta simultaneamente para compra (alternativa 3) e coloque
um estope de entrada um pouco abaixo do corte da linha de tendência de alta que terá traçado
partindo do topo da última perna de alta. Se a compra evoluir favoravelmente e penetrar o topo da
congestão, adicione mais alguns lotes na compra num fechamento igual ou maior do que o limite
superior do envelope. Neste caso, coloque um estope de proteção para sua compra inicial e, de
entrada, para o que adicionou, um pouco abaixo do corte da linha de tendência de alta.
Na alternativa 4, o preço fecha igual ou menor que o nível de envelope e emite um sinal de venda. O
estope deve ser colocado um pouco acima do fundo da congestão. Se a operação evoluir
favoravelmente, os próximos ziguezagues descendentes proporcionarão novas oportunidades de
venda ou adição e a operação deve ser tratada, ao menos individualmente, como numa tendência de
baixa e seguir as suas regras. Por uma questão de segurança, as novas adições devem ser feitas na
penetração do fundo anterior.

b) num cenário altista

EV C/RC

â MNORONHA PC

PV PV EC
50% EV EV
PC
30%

EC
A1 A2 A3 A4 PV

Na alternativa 1, apostou-se na definição do terceiro ponto de retorno de uma provável congestão. A


partir do momento em que o sinal de venda foi apenas parte de um ziguezague ascendente, a
ultrapassagem deve ser tratada como mais um ziguezague ascendente numa tendência de alta e a
compra deve ser feita na ultrapassagem do topo da ex-provável congestão e o estope pode ser
colocado um pouco abaixo do fundo anterior, já que a probabilidade de que ele venha ser atingido no
curto prazo torna-se muito pequena.

Na alternativa 2, apostou-se na definição do terceiro ponto de retorno de uma provável congestão e


a venda evoluiu favoravelmente. Porém, se depois que o preço tiver ultrapassado 50% da amplitude
da congestão, o cenário ainda permanecer altista, trace uma linha de tendência de baixa e use seu
corte para cima como estope para encerrar sua venda.

Na alternativa 3, o preço cai até o suporte da congestão e volta a subir, ultrapassando a máxima da
barra do dia anterior e provocando um ponto de compra. Como o cenário continua altista, o estope de
entrada deve ser colocado um pouco abaixo do fundo da congestão. Considere, também, a
possibilidade do preço se aproximar do suporte, sem atingi-lo e surgir um ponto de retorno. Se a
máxima da barra do dia anterior estiver dentro da faixa dos 30% da amplitude da congestão, a
compra poderá ser feita e o estope poderá ficar um pouco abaixo do fundo da congestão.

Na alternativa 4, o preço fecha igual ou acima do nível de envelope e emite um sinal de compra. O
estope deve ser colocado um pouco abaixo do topo da congestão. Se a operação evoluir
favoravelmente, os próximos ziguezagues ascendentes proporcionarão novas oportunidades de
compra ou adição e a operação deve ser tratada, ao menos individualmente, como numa tendência
de alta e seguir as suas regras. Por uma questão de segurança, as novas adições devem ser feitas
na penetração do fundo anterior.
Cenário III: congestões no meio do caminho com referência simétrica para baixo e para cima

As estratégias operacionais
utilizadas em congestões
no meio do caminho com
referências simétricas para
cima e para baixo são
A2
exatamente as mesmas
utilizadas nos cenários I e
II.

O que vai definir a


A1 colocação dos estopes é o
cenário geral do mercado.
Assim, em qualquer dos
dois casos ao lado, se o
cenário geral for altista, as
âMNORONHA A3
operações de compra no
interior da congestão
deverão ter um estope mais
flexível e os de venda o
mais curto possível. A
diferença mais significativa
reside no fato de que
possui referências para os
dois lados, o que
possibilitará, após o
rompimento de um dos
lados da congestão,
des prezar o cenário e
priorizar a simetria. Desta
A3 forma, operações a favor
da tendência em
â MNORONHA andamento, mesmo com
um cenário geral do
mercado adverso,
A1
permitirão adições nos
cortes das linhas de
tendência de alta e de
baixa das bandeiras de
correções.

A2
2) Preço definido – Tendência

Cenário V: topo em “ /\ “ (ve invertido) no espaço vazio com simetria para baixo

a) tendência de alta

Alternativa 1: o preço corta a linha de tendência de


alta e segue caindo, entrando em tendência de
baixa, fazendo uma simetria espelhada da
tendência de alta prévia.
A4
Alternativa 2: o preço, depois de cortar a linha de
tendência de alta e atingir o suporte proporcionado
pelo fundo anterior da tendência de alta prévia,
corta a linha de tendência de baixa par a cima, faz
A3
um pequeno repique simétrico e volta a cair
enquadrando -se no desdobramento da alternativa
1.
A2 Alternativa 3: o preço, depois de cortar a linha de
tendência de alta, segue caindo até cortar a linha
de tendência de baixa para cima e prossegue
A1 subindo rumo ao teste da resistência oferecida pelo
topo principal e volta a cair formando um topo
reflexo.
â MNORONHA
Alternativa 4: o preço, depois de cortar a linha de
tendência de alta, segue caindo até cortar a linha
de tendência de baixa, volta a subir e rompe a
resistência oferecida pelo topo principal retornando
ao espaço vazio.

O corte da linha de tendência de alta:

V1 V2 V3 V4

ESTOPE DE PROTEÇÃO ERV


ERV
EE/ RC
PC
PC
PC

PV E/RC
EE/ RV EE/ RV
âMNORONHA
EE/ RV

Na variante 1, do cenário V de uma tendência de alta, presume-se que já se está comprado há algum
tempo. Neste caso, em vez de colocar o estope de proteção na penetração do fundo anterior, prefiro
ajusta-lo ao corte da linha de tendência de alta. Assim, se a LTA for penetrada, liquida-se a posição
comprada. Se, logo após ter sido estopado, o preço voltar a subir de um nível distante do fundo
anterior (linha pontilhada horizontal), provavelmente, no corte da LTA, ele já terá corrigido 1/3 da
perna de alta anterior. Como, apesar da advertência negativa gerada pelo corte da LTA, a tendência
de alta em andamento ainda não ficou comprometida, pois o fundo anterior permanece inviolado,
traço uma linha de tendência de baixa passando pelas máximas das barras de mais uma possível
bandeira de alta e recompro no seu corte, com estope de entrada e reversão simultânea para venda
na penetração da mínima da bandeira, colocando um estope de entrada um pouco acima do topo
anterior.

A variante 2 é uma continuação da variante 1. O que muda, é que após ter comprado no corte da
LTB, a operação volta a ser estopada, desta vez, na penetração da mínima da bandeira da suposta
bandeira de alta. Como o fundo anterior ainda permanece inviolado, traço uma nova LTB unindo o
topo principal e o novo topo anterior mais baixo que se formou após a compra do corte da LTB e, se
após ter revertido para venda, o preço seguir caindo até as proximidades do fundo anterior e voltar a
subir antes que o fundo tenha anterior tenha sido penetrado, reverto a venda no corte para cima da
nova LTB e coloco um estope de entrada um pouco abaixo do fundo anterior original.

A variante 3, pressupõe o corte da LTA, onde estopará sua posição comprada, seguido por uma
queda direta, sem nenhum ziguezague ascendente intermediário, até a confirmação da penetração
do fundo anterior. Neste caso, a tendência de alta em andamento fica indefinida. Desta forma, apesar
da violência da queda, ainda acho que vale o risco de uma compra, mas desta vez com um maior
grau de especulação, no corte da LTB com estope de entrada e reversão simultânea para venda, na
penetração da mínima da perna de queda anterior ao corte da linha. Este ziguezague abaixo do fundo
anterior abrirá uma forte simetria de baixa e a venda deverá ser muito boa.

A variante 4, diferencia-se da variante 2, pelo fato da queda penetrar o fundo anterior, sem a
confirmação da penetração. Neste caso, a compra, também com alto grau especulativo, deverá ser
feita no corte da nova LTB, se quiser minimizar o risco, juntamente com a ultrapassagem da máxima
da barra do dia anterior, com estope de entrada no corte da LTA que terá traçado partindo da mínima
da perna de baixa anterior ao corte da LTB retraçada.

As alternativas A3 e A4, pressupõem uma volta rumo ao topo principal, e deverão ser tratadas como
um possível terceiro ponto de retorno de uma provável, ou retomada da tendência de alta.

Cenário VI: fundo em” V “ no espaço vazio com simetria para alta

b) tendência de baixa

Minha pretensão era a de colocar o diagrama das estratégias, mas esta aula já está tão atrasada e
estes desenhos me tomam tanto tempo que se prosseguir, ela não ficará pronta para esta semana.
Na verdade, é só inverter as estratégias do cenário anterior com a mesma lógica.

Cenário VII: topo em “ V “ no meio do caminho com referência simétrica para baixo e para cima

Alternativa 1: o preço volta a subir de onde se


A2 encontra e executa um novo ziguezague
A1
ascendente, desdobrando-se de acordo com a
simetria de alta.

Alternativa 2: o preço cede até a linha de


A3 tendência de alta, podendo ir um pouco além
ou um pouco aquém, e volta a subir
executando um novo ziguezague ascendente.

Alternativa 3: o preço corta a linha de


tendência de alta e se desdobra de acordo
com a simetria de baixa.

âMNORONHA
a) Tendência de alta num cenário onde as tendências primária e secundária
provavelmente estarão indefinidas.

V1 V2 V3 V4
ESTOPE DE PROTEÇÃO

PC PC1 âMNORONHA
PC2

EP
EP
EE
EE/RV
EE/ RV
PC

EE/ RV PV

Devido ao cenário duvidoso do mercado na variante 1, apesar do fundo anterior não ter sido
penetrado no corte para baixo da linha de tendência de alta, a perfuração serve como advertência de
que a tendência de alta de curto prazo possa estar se esgotando e as compras devem ser zeradas.
Entretanto, é possível que o corte da LTB tenha sido apenas um ajuste na inclinação da linha de
tendência, que será seguido pela retomada da tendência de alta. Neste caso, mesmo tendo sido
estopado no corte da linha, poderá reentrar na ponta de compra na ultrapassagem do topo anterior.
Porém, diante da possibilidade de vir a se formar um topo reflexo (ou uma congestão), o estope de
proteção e de reversão simultânea para venda deve ser colocado um pouco abaixo da mínima da
barra da ultrapassagem do topo. Se depois de recomprar, a operação evoluir favoravelmente, retrace
a nova linha de tendência de alta conectando o fundo principal com o que se formou após ter sido
estopado no corte da LTB original e use seu corte como estope de proteção para sua recompra.

A variante 2 é uma prolongação da variante 1. Após comprar e ser estopado com reversão
simultânea para venda, logo em seguida o preço volta a subir e ultrapassa o topo anterior, estopando
sua reversão para venda e gerando simultaneamente um novo ponto de compra. Neste caso,
recompre na ultrapassagem e coloque um estope de entrada no corte da nova LTB que terá traçado,
conforme diagrama acima.

Na variante 3, o preço corta a LTB e cai direto até penetrar o fundo anterior. Como nas variantes
anteriores, o corte da linha implica no encerramento da compra, mas ainda não abre venda, pois o
mercado ainda se encontra indefinido. Embora com um grau de risco maior, é muito comum esta
ocorrência, seguida de retomada da tendência de alta. Neste caso, até que se forme um ziguezague
descendente, recompre no corte da LTB da correção com estope de entrada e reversão simultânea
para venda na penetração da mínima da perna de queda anterior ao corte da linha. A expectativa é
de que esta venda seja muito boa, em virtude do ziguezague descendente caracterizando a reversão
da tendência de curto prazo de alta para baixa, bem como, da abertura da janela da simetria de
baixa.
A variante 4, pressupõe o corte da LTA, onde as compras em andamento deverão ser encerradas,
seguido de mais alguns dias de queda onde, antes de penetrar o fundo anterior, os preços fazem um
ziguezague descendente, entrando em tendência de baixa de curto prazo antes que o fundo anterior
tenha sido penetrado. Neste caso, na formação do ziguezague descendente, isto é, no momento que
o zigue é penetrado, é ponto de venda com estope de entrada um pouco acima do topo da inflexão
do ziguezague descendente.

Cenário VIII: fundo em “ V “ no meio do caminho com referência simétrica para baixo e para cima

Alternativa 1: o preço corta a linha de tendência


de baixa e se desdobra de acordo com a simetria
de alta.
âMNORONHA
Alternativa 2: o preço sobe até a linha de
A1 tendência de baixa, podendo ir um pouco além
ou ficar um pouco aquém, e volta a cair
executando um novo ziguezague descendente.

Alternativa 3: o preço volta a cair de onde se


encontra e executa um novo ziguezague
descendente, desdobrando-se de acordo com a
simetria de baixa.

A3
A2

b) Tendência de baixa num cenário onde as tendências primária e secundária


provavelmente estarão indefinidas.

EE/ RC PC

EE/RC PV
EE/ RC
EP EE
EP

PV2
PV1
PV âMNORONHA
ESTOPE DE PROTEÇÃO

V1 V2 V3 V4
Observação: as variantes são as mesmas do cenário VII invertidas.

Para terminar o assunto simetria, faltou esclarecer porque denominei esta variante de Simetria
Sanfonada. Você aprendeu durante a apresentação deste tema que a simetria mais próxima do
momento AGORA é sempre a mais forte (a mais provável de ocorrer). Entretanto, o cenário pode ser
ampliado para um passado mais distante que muitas vezes se confirma. Para tanto, terá que ir se
movendo para o passado. Na falta de um outro nome, por achar esta movimentação parecida com a
de uma sanfona, batizei-a desta forma. Utilizando o gráfico do Bovespa abaixo, ficará mais clara esta
idéia:

A barra ao lado do asterisco representa o momento AGORA. A simetria mais próxima é o percurso A.
Montando as alternativas simétricas para o futuro, sempre projeto a simetria mais próxima, que é o
traçado roxo à esquerda do eixo vertical, e, voltando mais para o passado, também considero a
possibilidade de que o traçado verde, o percurso B, à esquerda do eixo vertical também possa se
repetir.

Ao considerar a hipótese da simetria mais distante, projeto como se fosse o movimento de aspiração
dos foles de uma sanfona, aquele movimento que se faz quando se estica a sanfona para depois
fechá-la.

Veja o que aconteceu em seguida:


Acabou prevalecendo a simetria mais afastada.

Padrões de reversão e continuação à luz da simetria

Não me lembro exatamente em que aula, mas quando estávamos examinando os padrões de
reversão e continuação dos gráficos, mencionei que seu conhecimento e aplicações não seriam tão
importantes no futuro.

De fato, agora que tomou contato com a simetria, poderá notar que qualquer um deles se enquadra
na categoria de congestão ou tendência. Mencionei, também, que o que seria de mais utilidade no
futuro seriam as projeções que os padrões possibilitavam fazer, mas ainda assim, mais como um
confirmador da projeção simétrica. A título de exercício, volte a eles e veja se conseguiria operá-los
fazendo de conta desconhecer suas características e propriedades.

A próxima aula será toda de exercícios cobrindo o assunto simetrias e estratégias.


A Simetria Sanfonada e as Estratégias Operacionais – Exercícios

1) Observe os desdobramentos dos gráficos abaixo e trace as diferentes alternativas simétricas,


considerando a ordem de proximidade do momento AGORA, quando as simetrias atingirem os níveis
dos suportes e resistências.
2) Baseado na simetria, responda: quanto tempo seria necessário decorrer para que o preço de 0,50
do momento AGORA atingisse a projeção altista de 2,065?

3) Desenhe no quadro abaixo as alternativas simétricas mais prováveis e indique em que locais, a
partir do momento AGORA, gostaria de apostar em operações de compra e venda.
4) Selecionando gráficos em busca de desdobramentos favoráveis para aplicação das estratégias
operacionais, encontrei estes dois abaixo:

Se tivesse que optar por um deles para operar no dia seguinte, qual seria sua escolha e o porquê?

5) Utilizando a técnica do envelope para congestões, determine qual seriam os níveis de compra e
venda se ocorresse a penetração de um dos limites da congestão abaixo?
6) Cenário: o mercado encontra-se numa tendência de baixa. Baseado na simetria, indique as
alternativas mais prováveis de desdobramento do gráfico abaixo e as estratégias de compra e venda
com seus respectivos estopes de entrada.

7) O cenário geral do mercado é baixista. O preço vem caindo e surge a possibilidade de se formar
um fundo reflexo. Que estratégias utilizaria para comprar ou vender, conforme a continuação do
mercado?
8) O cenário geral do mercado é baixista. Após a ocorrência do terceiro ponto de retorno, começa a
se consolidar uma provável congestão. Que estratégias adotaria para comprar ou vender, conforme a
continuação do mercado?

9) O cenário geral do mercado é altista. Examinando o desdobramento abaixo, em que locais iniciaria
operações de compra e venda, quais seriam seus estopes e que projeções poderia obter para o curto
e médio prazo?
10) O cenário geral do mercado é altista. Trace as alternativas simétricas mais prováveis e, baseado
nelas, defina os pontos de compra e venda com seus respectivos estope de entrada.

11) No quadro abaixo, estamos vendo o gráfico mensal (sup. esquerda), o gráfico semanal (inf.
esquerda) acompanhado do MACD e da média móvel de 40 semanas e o gráfico diário (sup. Direita)
acompanhado das médias móveis de 5 e 21 períodos, do estocástico e do OBV do ativo X.

O Indicador de Transição e a média móvel de 21 períodos do Indicador de Clímax do Bovespa


sugerem alta. Supondo que estives se fora do mercado, que operação faria, quando e onde colocaria
o estope de entrada?
12) O cenário geral do mercado encontra-se indefinido. Trace as alternativas simétricas mais
prováveis e indique, caso o mercado suba, onde fará a primeira compra e, caso caia, onde fará a
primeira venda.

13) O cenário geral do mercado encontra-se indefinido. Trace as alternativas simétricas para o gráfico
abaixo e defina os pontos de compra e venda com seus respectivos estopes de entrada.
14) Faça um diagrama das alternativas simétricas mais prováveis do gráfico abaixo:

15) O cenário geral do mercado é de baixa. Trace as alternativas simétricas mais prováveis e
trabalhando apenas com os fundos e topos anteriores e linhas de tendência defina os pontos de
compra e venda.
ssss

cvcvc
Candlestick: A Teoria do Candelabro Japonês

A técnica de análise gráfica denominada Candelabro Japonês surgiu no início do século XVIII, criada
por Munehisa Homma, filho de uma próspera família de comerciantes de arroz, na cidade portuária
de Sakata. Ao falecer em 1803, deixou dois livros sobre sua técnica operacional: Sakata Senho e
Soba Sani No Dem, que se converteram na base da teoria.

O candelabro é uma forma válida de análise técnica e deve ser tratado como tal. Usado
isoladamente, deixa muito a desejar1 , mas quando combinado com outras técnicas, pode ser de
grande valor, principalmente na captura dos pontos de retorno.

Muito parecida com a barra da análise gráfica convencional, a barra do Candelabro, de agora em
diante denominada vela, contém as mesmas informações da barra clássica. Também incorpora um
preço de abertura, um preço de fechamento, a máxima e a mínima. Entretanto sua construção é
diferente. Aqui toda ênfase é dada aos preços de abertura e fechamento, à batalha entre os leigos
que fazem a abertura e aos profissionais que fazem o fechamento. Comparando com o formato da
barra tradicional, a vela apresenta as seguintes diferenças:

1. A área entre a abertura e o fechamento é interligada, criando um corpo (jittai), também


chamado vela.
2. Se no final de um dia de pregão, o valor do fechamento for maior do que o da abertura, o
corpo é de cor branca. Se o fechamento ficar abaixo da abertura, o corpo é simplesmente
escurecido. Assim, uma vela branca mostra uma ação de mercado positiva e é altista. Uma
vela preta ilustra uma sessão de mercado negativo e é baixista. A máxima e a mínima, acima
e abaixo do corpo, são denominadas pavios ou sombras (kage).

Observe no diagrama abaixo a diferença entre a barra tradicional e a vela, para os mesmos valores
de abertura, máxima, mínima e fechamento.

35 35
Gráfico de Barras Gráfico de Velas
30 30

25 25

20 20

15 15

10 10

05 05

01 02 03 04 05 08 09 01 02 03 04 05 08 09

Estas são algumas das velas mais comuns do candelabro. Vamos examina-las e ver o que
representam.

As velas dos dias 1, 4 e 9 são denominadas DOJI e são muito importantes, como verá mais adiante.
Ocorrem quando a abertura e o preço de fechamento de um mesmo pregão são idênticos ou muito
próximos.

1
Na minha opinião.
No dia 2, vemos uma longa vela branca refletindo um dia de alta em que o mercado abriu perto da
mínima e fechou quase na máxima, com o oposto acontecendo no dia 5: uma longa vela preta,
caracterizando um pregão de baixa.

Nos dias 3 e 8, vemos duas velas, cuja característica principal é o pequeno corpo real. São
denominadas SPINNING TOPS (Topos Espinhados). Podem ser brancas ou pretas e tornam-se
importantes quando parte de outras formações.

Tendo visto como os dados de abertura, máxima, mínima e fechamento alteram o aspecto individual
de uma vela, vamos ver agora, como essas velas, sozinhas ou combinadas, nos fornecem indícios
sobre a direção do mercado.

Ao longo deste curso, a periodicidade assumida de cada vela será um dia de pregão (diária). Entenda
que uma barra ou vela pode representar qualquer periodicidade, não apenas a de um dia. Podemos
ter velas de 5 minutos, horárias, semanais, mensais, enfim na periodicidade em que quiser
acompanhar um gráfico, desde que disponha dos valores da abertura, da máxima, da mínima e do
fechamento do período a ser analisado.

Cada tipo de vela tem seu próprio nome e representa um possível cenário operacional para aquele
dia. Algumas velas têm nomes japoneses e outras, nomes ingleses.

Muita informação pode ser obtida através de uma única vela. Isto ajudará a compreender a psicologia
por trás dos muitos padrões do candelabro que veremos aqui. Existem poucos padrões que
consistem de apenas uma vela e que também se qualificam como padrão de reversão.

Como na análise gráfica clássica, no candelabro as velas, isoladas ou combinadas, também se


movimentam formando padrões de reversão e de continuação.

Padrões de Reversão

Antes de começarmos a ver os principais padrões de reversão, alerto que o surgimento de qualquer
um desses padrões não implica numa reversão imediata. Funcionam mais como um alerta de que a
reversão está próxima, embora, muitas vezes, ocorra logo em seguida.

Um padrão do candelabro pode ser uma vela simples ou múltiplas velas, raramente mais do que
cinco ou seis. Na literatura japonesa, existem referencias ocasionais a padrões que usam mais velas,
e algumas serão vistas mais adiante.

A maioria dos padrões do candelabro têm o seu inverso. Isto é, para cada padrão altista, existe um
padrão baixista similar. A diferença primária é sua posição relativa à tendência de curto prazo do
mercado. Os nomes dos padrões altistas e baixistas podem ou não ser diferentes. Na medida do
possível, indicarei a tendência prévia. A ordem de apresentação dos padrões não reflete a sua
importância ou habilidade preditiva, apenas a ocorrência de sua freqüência.

1. Padrão Martelo (hammer/tonkashi) e Homem Enforcado (hanging-man/kubitsuri)

Hammer Hanging-man Hammer Hanging-man


O Hammer e o Hanging-man são velas com pequenos corpos e pavios longos, porém com uma
característica importante: o corpo, seja ele branco ou preto, situa-se sempre no ou muito próximo do
topo da oscilação diária. Outro aspecto interessante desta vela, é que pode ser tanto altista quanto
baixista, dependendo de onde aparecem numa tendência. Se qualquer uma destas velas surgir
durante uma tendência de baixa, é sinal de que a tendência deve estar terminando. Neste cenário, a
vela será classificada como um Hammer. Se qualquer uma delas surgir após uma subida, estará lhe
dizendo que o movimento anterior deve estar se esgotando, e a vela será classificada como Hanging-
man.

Regras de reconhecimento:

1. O corpo se encontra no limite superior da oscilação. A cor do corpo não é importante.


2. O pavio deve ter pelo menos o dobro da altura do corpo.
3. Não deveria haver pavio superior, porém admire-se que haja, desde que pequenininho.

Quanto mais longo o pavio inferior, quanto mais curto o pavio superior e quanto menor o corpo, mais
significado altista ou baixista terão o Hammer e o Hanging-man. Embora não faça diferença a cor do
corpo destas velas, se o corpo do Hammer for branco, ele é ligeiramente mais altista e se o corpo do
Hanging-man for preto, é ligeiramente mais baixista.

Outro detalhe especialmente importante é que quando surgir um Hanging-man, você tem que esperar
uma confirmação de baixa. A lógica que está por trás tem a ver com o modo que se formou o
Hanging-man. Normalmente, neste tipo de cenário, o mercado está cheio de energia altista. Então,
aparece o Hanging-man. Neste dia, o mercado abre na ou próximo da máxima e, depois, cai
rapidamente e torna a subir para fechar na ou próximo da máxima. Este tipo de atividade no preço
mostra que o mercado, uma vez iniciada esta exaustão, tornou-se vulnerável a uma rápida
penetração. Entretanto, isto não é suficiente para que você possa pensar que este Hanging-man
possa ter sido uma reversão de topo.

Contudo, se o mercado abre mais baixo no dia seguinte, aqueles que compraram na abertura ou no
fechamento do dia do Hanging-man, agora estão “enforcados”, com uma posição perdedora. Daí,
podemos extrair uma regra geral para o Hanging-man: quanto maior o gap de abertura entre o corpo
do dia do Hanging-man e a abertura do dia seguinte, maior a probabilidade de que o Hanging-man
seja um topo. Outra verificação baixista poderia ser a ocorrência de uma vela preta no dia seguinte à
ocorrência do Hanging-man, com o fechamento abaixo do anterior. Veja alguns exemplos:
O Hanging-man que aparece no topo reflexo, foi o terceiro sinal de reversão. No primeiro topo pode-se ver um padrão de
engolfamento, e no segundo, um DOJI que o antecede.

2. Padrão de Engolfamento (engulfing patterns/tsutsumi)

Engolfamento Engolfamento
Altista Baixista

O Hammer e o Hanging-man são velas individuais que podem enviar mensagens importantes sobre a
saúde do mercado. Porém, a maioria dos sinais do candelabro estão baseados em combinações de
velas individuais. O Engulfing é um dos mais importantes padrões combinados do candelabro. Como
padrão de reversão é dos mais confiáveis. São comumente vistos em topos e fundos principais. Duas
velas com corpo e de cores opostas compõem este padrão.

Regras de reconhecimento:

1. O mercado tem de estar numa tendência de alta ou de baixa nítida e bem definida, mesmo
que seja uma tendência de curto prazo.
2. Duas velas compõem o padrão engolfamento. O corpo da segunda vela deve envolver o corpo
da primeira (não precisando envolver os pavios).
3. O corpo da segunda vela tem que ser de cor oposta ao corpo da primeira (a exceção desta
regra é se o corpo da primeira vela for muito pequeno, quase um DOJI). Assim, após uma
queda prolongada, um corpo branco minúsculo, envolvido por uma longa vela branca, poderia
ser uma sinalização de reversão de fundo. Numa tendência de alta, um corpo preto minúsculo
engolfado por outro corpo preto muito grande poderia ser um padrão de reversão de topo.

Observações: Existem ainda alguns outros aspectos que podem aumentar a probabilidade do
Engulfing estar sinalizando uma reversão, a saber:

a. O primeiro dia do padrão Engulfing tem um corpo muito pequeno e, o segundo, um corpo
muito longo. A explicação é que estaria refletindo uma dissipação da força do movimento
anterior e mostrando um aumento de força do novo movimento.
b. Se o padrão surge após um movimento prolongado ou após um movimento rápido.
c. Se a vela do segundo dia do padrão engolfar mais de um corpo.

Buscando uma analogia com o gráfico de barras, pode-se dizer que o padrão Engulfing corresponde
a uma variação do dia de reversão, visto que o Engulfing se processa em dois dias. Vejamos alguns
exemplos:

No gráfico acima, pode-se ver um topo duplo formado por dois Engulfings. No primeiro, o corpo da segunda vela envolve um
corpo ligeiramente menor, mas no segundo, além de envolver uma primeira vela de corpo minúsculo, envolve mais de um
corpo.

Observe, no exemplo da próxima página, como este padrão surge com muita freqüência:
3. Padrão Teto de Nuvem Negra (dark cloud cover/kabuse)

Dark Cloud Cover

Outro padrão combinado do candelabro. Aparece normalmente nos topos das tendências de alta,
sinalizando reversão. Algumas vezes surge no topo de uma área de congestão. Constituído por duas
velas de cores opostas, sendo a do primeiro dia sempre uma vela com um longo corpo branco. No
segundo dia, o preço da abertura é maior do que a máxima do dia anterior (i.é., acima do pavio do dia
anterior). Entretanto, no final deste dia, o mercado fecha próximo da mínima do dia e bem dentro do
corpo branco do dia anterior. Quanto maior a intensidade da penetração dentro do corpo branco, mais
provável a ocorrência de um topo. Alguns experts japoneses exigem que o corpo branco seja
penetrado pelo preto em mais de 50%. Se a vela preta não fechar abaixo da metade da vela branca,
o melhor será esperar por mais alguma confirmação baixista.

A lógica que está por trás deste padrão baixista é a seguinte: o mercado está numa tendência de alta.
Num dia qualquer, forma-se uma longa vela branca, seguida no pregão do dia seguinte por um gap
na abertura. Nesta altura, os comprados estão no controle do mercado.Mas, então, a subida não
prossegue! De fato, o mercado fecha na ou próximo da mínima do dia movendo-se bem para dentro
do corpo branco do dia anterior. Neste cenário, os comprados ficarão incomodados com sua posição.
Aqueles que estão esperando para vender a descoberto têm, agora, uma boa referência para colocar
um estope – a máxima do segundo dia do padrão.

Regras de reconhecimento:

1. A vela do primeiro dia aparece com um longo corpo branco dando continuação a uma
tendência de alta.
2. A vela do segundo dia tem o corpo preto com a abertura acima da máxima do dia anterior (a
máxima, não o fechamento).
3. A vela do segundo dia fecha no interior e baixo do meio da vela branca do dia anterior.

Alguns fatores intensificam a importância do padrão, a saber:

a) Maior o grau de penetração do fechamento do corpo preto para dentro do corpo


branco do primeiro dia, maior a chance de um topo. Se o corpo preto cobrir totalmente
o corpo branco se transforma no padrão Engulfing.O corpo preto do padrão Dark Cloud
Cover cobre, apenas parcialmente, o corpo branco. É como se o Dark Cloud fosse um
eclipse solar parcial e, o Engulfing, um eclipse total. Daí, pode-se concluir que o
Engulfing baixista é mais significativo como padrão de topo do que o dark Cloud. Se
surgir um longo corpo branco, fechando acima das máximas de um Dark Cloud ou de
um Engulfing baixista, poderia pressagiar outra subida.
b) Se durante uma prolongada tendência de alta surgir uma longa vela branca sem
pavios, i.é., abertura na mínima e fechamento na máxima e o dia seguinte revelar uma
longa vela preta sem pavios, i.é., abertura na máxima e fechamento na mínima.
c) Se o segundo corpo (i.é., o corpo preto) do padrão Dark Cloud abrir acima do nível da
resistência e, então, abortar, mostra que os comprados foram incapazes de controlar o
mercado.
d) Se sobre a abertura do segundo dia houver grande volume, poderia ter ocorrido uma
exaustão de compra. Por exemplo, pesado volume numa abertura com novas máximas
poderia significar que muitos novos compradores tenham decidido entrar no barco.
Então, o mercado desarma. Para quem gosta de operar futuros, um crescimento
acelerado de contratos em aberto pode ser uma advertência.
4. Padrão Penetrante (piercing pattern/kirikomi)

Padrão Piercing

O padrão Piercing é o oposto do padrão Dark Cloud cover. Enquanto o dark cloud caracteriza uma
reversão num topo, o Piercing caracteriza uma reversão no fundo. É formado por duas velas de cores
opostas num mercado descendente.

No primeiro dia, surge uma longa vela preta e, no segundo, uma longa vela branca. No segundo dia,
o mercado abre acentuadamente para baixo, abaixo da mínima do dia anterior. Em seguida, os
preços sobem, criando uma vela branca e relativamente longa, que fecha acima da metade da vela
preta do dia anterior. Neste padrão, quanto mais o interior do corpo preto é penetrado, maior a
probabilidade de que seja uma reversão de fundo.

A psicologia por trás deste padrão é a seguinte: o mercado está numa tendência de baixa. A vela
preta baixista reforça esta visão. No dia seguinte, o mercado começa com um gap para baixo. Os
vendidos estão vendo o mercado com satisfação. Então, o mercado começa a subir e assim vai até o
final do pregão, fechando mais alto que no dia anterior. Os vendidos começam a se sentir mal com
suas posições vendidas e entram na compra, imaginando que o mercado não fará novas mínimas.

Regras de reconhecimento:

1. O primeiro dia é uma cela com um longo corpo preto numa continuada tendência de baixa.
2. O segundo dia é uma vela com um longo corpo branco que abre abaixo da mínima do dia
anterior (abaixo da mínima, não do fechamento).
3. O segundo dia fecha no interior da vela preta, mas acima dos 50% do corpo preto.

O padrão Piercing cresce de importância baseado nos mesmos quatro fatores do Dark Cloud,
obviamente invertidos. No padrão anterior foi dito que os técnicos japoneses gostam de ver o corpo
preto fechar abaixo da metade do corpo branco anterior, mas existe alguma flexibilidade nesta regra.
Com o padrão Piercing não há nenhuma flexibilidade. A vela branca tem que penetrar e fechar acima
de mais de 50% do corpo preto anterior e isso se explica em função dos japoneses terem três outros
padrões, que veremos quando estivermos examinado os padrões de continuação, que têm a mesma
formação básica do padrão Piercing, mas que são vistos como sinais baixistas, desde que o corpo
preto penetre menos de 50% do corpo preto anterior.

Veja, na próxima página, um exemplo de real de reversão de fundo após o surgimento de um padrão
Piercing.
5. Padrão Doji

abertura fechamento

Doji Perna Longa Doji Lápide Doji Dragão Voador


(Homem do Riquixá) (Tohba) (Dragon-fly)
Doji (Tonbo)
(Juji)

Isoladamente, é o mais importante padrão de reversão e combinado com outras velas também vai
compor poderosos padrões de reversão. O DOJI surge quando, num pregão, o preço de abertura é
igual ao de fechamento.

Os pregões que formam um DOJI são importantes apenas nos mercados onde não costumam surgir
com freqüência, isto é, se começarem a surgir muitos DOJIS, próximos uns dos outros, eles perdem
um pouco o seu significado. Eles funcionam melhor como sinais de reversão do topo, principalmente
se ocorrerem após uma longa vela branca, do que de fundo.

Seu formato pode variar. Quando os pavios do DOJI são muito longos, ele é classificado com Doji de
Pernas Longas e suas implicações de reversão são maiores, principalmente se surge no topo. Seus
longos pavios denotam claramente o clima de incerteza durante o pregão em que se formou, já que o
mercado foi empurrado fortemente para cima e, depois, acentuadamente para baixo ou vice-versa, e
fechou no preço da abertura.

O Dóji Lápide ou Túmulo é outra variação. Desenvolvem-se quando os preços de abertura e


fechamento são a mínima do dia. Embora possa ser encontrado nos fundos, seu forte é na
identificação dos topos. Quanto maior o pavio, mais baixista suas implicações. O Dóji Dragão-voador
ocorre quando a abertura e o fechamento são a máxima do dia. Quando aparece com um pavio muito
longo também é chamado Takuri. Quando surge no final de uma tendência de baixa é extremamente
altista.

No gráfico acima podemos ver DOJIS que funcionaram como padrões de reversão de médio prazo (amarelos), de
curtíssimo prazo (verdes) e aglomerados, cujos sinais foram de pouco valor (roxos).
6. Padrão Estrelas

Morning Star Evening Star Morning Doji Star Evening Doji Star
(Estrela Matinal) (Estrela Noturna) (Estrela Doji Matinal) (Estrela Doji Noturna)

As Estrelas (hoshi) constituem uma família de padrões de reversão extremamente interessante.


Entenda-se por Estrela uma vela de corpo bem pequeno, gerado por um gap em relação ao corpo
precedente. No diagrama acima, elas são o vértice de cada uma dessas figuras. Ainda será uma
Estrela enquanto seu corpo não penetrar o corpo da vela anterior. A cor da Estrela não é importante.
Em todos esses padrões de Estrela, tal e qual o Hammer e o Hanging-man, o corpo pode ser branco
ou preto, que não altera o significado. Devem surgir nos topos e nos fundos. Se a Estrela é um DOJI
ao invés de um pequeno corpo. É denoinada de uma Estrela Doji (Doji Star).

A estrela, principalmente a Doji, é uma advertência de que a tendência pode estar terminando. O
pequeno corpo da Estrela representa um empate no cabo de guerra entre os compradores e os
vendedores. Numa forte tendência de alta, os compradores estão em plena carga. O aparecimento de
uma Estrela, após uma longa vela branca numa tendência de alta, é um sinal de mudança no
comando do mercado. A Estrela nos informa que a força da tendência de alta anterior se dissipou e
que o mercado está vulnerável a um reajuste. O mesmo acontece, inversamente, para uma Estrela
num mercado de baixa. Isto é, se surgir uma Estrela após uma longa vela preta durante uma
tendência de baixa, estará refletindo uma mudança no desenvolvimento do mercado. Vamos
examina-las individualmente.

A Estrela Matinal (Morning Star)

Assim chamada, porque, do mesmo modo que o aparecimento do planeta Mercúrio, no céu no início
da manhã pressagia o nascimento do sol, sua ocorrência prenuncia preços mais altos. A Estrela
Matinal (sankawa ake no myojyo) é um padrão de reversão de fundo. O padrão é composto por uma
longa vela de corpo preto, seguida no pregão subseqüente por uma gap de abertura e a ocorrência
de um corpo reduzido (estas duas velas compõem o padrão básico da Estrela). O terceiro dia é uma
longa vela branca que se movimenta bem para dentro do corpo preto do primeiro dia. Este padrão é
um sinal de que os compradores assumiram o controle. A lógica por trás deste padrão é a seguinte: o
mercado está numa tendência de baixa quando vemos um corpo preto. Nesta altura os vendedores
estão comandando. Então surge um pequeno corpo. Isto significa que os vendedores estão perdendo
a capacidade de empurrar o mercado mais para baixo. No dia seguinte, uma forte vela branca prova
que os compradores assumiram o controle. Uma Estrela da Manhã ideal deve ter um gap antes e
outro depois da vela do vértice, que é a Estrela. O segundo gap é raro, mas sua ausência não pode
ser vista como prejudicial ao poder desta formação.
A Estrela Noturna (Evening Star)

Assim chamada porque, do mesmo modo que o planeta Vênus pressagia a escuridão, seu
aparecimento prenuncia queda nos preços. Seu significado é a antítese da Estrela da Manhã. A
Estrela Noturna (sankawa yoi no myojyo) é um padrão de reversão de topo. O padrão é composto por
três velas. As duas primeiras velas são uma longa vela de corpo branco seguida por uma Estrela. A
Estrela é a primeira insinuação de um topo. A terceira vela corrobora o topo e completa o padrão de
três velas da Estrela Noturna. A terceira vela é um longo corpo preto que se movimenta
acentuadamente para dentro do corpo branco do primeiro dia.

Em princípio, uma Estrela Noturna deveria ter um gap entre a primeira e a segunda vela e, depois,
um outro entre a segunda e a terceira. Entretanto, o segundo gap raramente é visto e não é
necessário para o sucesso deste padrão. O importante deverá ser a extensão da penetração do
corpo preto do terceiro dia para dentro do corpo branco do primeiro dia.

Embora a Estrela Noturna seja mais importante após uma tendência de alta, ela pode ser importante
no topo de uma área de congestão, se ela confirma outro sinal de baixa.

Regras de Reconhecime nto para as Estrelas Matinal e Noturna

1. No primeiro dia a vela é sempre da cor da tendência em andamento. Isto é, numa tendência
de alta a primeira vela é sempre uma longa vela branca para a Estrela Noturna e numa
tendência de baixa é sempre uma longa vela preta para a Estrela da Manhã.
2. O segundo dia, a Estrela, tem sempre um gap em relação à vela do primeiro dia. Sua cor não
é importante.
3. a vela do terceiro dia é sempre da cor oposta a do primeiro dia.
4. A vela do primeiro dia, e mais provavelmente a do terceiro, devem ser longas.
Alguns fatores que podem aumentar a probabilidade de que a Estrela Matinal e a Noturna possam ser
uma reversão incluem:

a) Se houver um gap entre a primeira vela e a Estrela, e outro entre a Estrela e a terceira
vela;
b) Se a terceira vela fechar bem funda dentro do corpo da primeira vela;
c) Se o volume for pequeno no pregão da primeira vela e grande no da terceira, pois
estaria mostrando uma redução de força da tendência anterior e um aumento de força
na direção da nova tendência.

As Estrelas Doji Matinal e Noturna (Morning and Evening Doji Stars)

Quando um DOJI salta acima de uma vela com corpo num mercado ascendente, ou salta abaixo de
uma vela com corpo num mercado descendente, este DOJI é denominado Estrela Doji. As Estrelas
Doji são uma forte advertência de que o mercado está para mudar. O pregão após o aparecimento do
DOJI deveria confirmar a reversão de tendência. Portanto, uma Estrela Doji, numa tendência de alta,
seguida por uma longa vela de corpo preto, que fechasse bem para dentro do corpo branco, deveria
confirmar uma reversão de topo. Tal padrão é denominado Estrela Doji Noturna. A Estrela Doji
Noturna (yoi no myojyo doji bike minami jyuji sei) é uma forma distinta da Estrela Noturna normal. O
padrão Estrela Noturna normal tem um pequeno corpo como sua estrela (i.é., a segunda vela), mas a
Estrela Doji Noturna tem um DOJI como sua estrela. A Estrela Doji Noturna é mais importante,
porque ela contém um DOJI.

Uma Estrela Doji durante uma tendência de alta é freqüentemente, o sinal de um topo iminente. É
importante notar que se a vela do pregão, após o da Estrela Doji, for uma vela branca com gap para
cima, a natureza baixista do DOJI deixa de existir.

Numa tendência de baixa, se há uma vela com corpo preto, seguida por uma Estrela Doji, a
confirmação de reversão de fundo deveria ocorrer, se o próximo pregão tivesse uma longa vela
branca que fechasse bem para dentro do corpo preto. Estas três velas do candelabro formam o
padrão denominado Estrela Doji Matinal (ake no myojyo doji bike). Este tipo de estrela Matinal pode
ser um fundo significante. Se, durante uma tendência de baixa, uma vela preta deixar um gap abaixo
da Estrela doji, as potencias implicações baixistas da estrela estão canceladas. Por isso, é importante
esperar pela confirmação, um ou dois pregões após o aparecimento da Estrela Doji.

Sendo um padrão de ocorrência muita rara, após mais de 10 horas de consulta nos meus gráficos,
não encontrei nenhum exemplo real.

A Estrela Cadente e o Martelo Invertido (Shooting Star e Inverted Hammer)

branco
ou
preto

branco
ou
preto

Estrela Cadente Martelo Invertido

A Estrela Cadente (nagare boshi) é um padrão que envia uma advertência de um topo iminente.
Normalmente, não é um sinal de reversão principal como o da Estrela Noturna. Como pode ser visto
no diagrama acima, ela é formada por um pequeno corpo na parte inferior da sua faixa de oscilação e
por um longo pavio na parte superior. Como todas as estrelas, a cor do corpo não tem importância. O
formato da Estrela Cadente nos diz que o mercado abriu próximo da mínima, subiu fortemente e
depois caiu de volta para fechar próximo da abertura. Em outras palavras, o movimento intra-dia de
subida não teve sustentação. Uma Estrela cadente ideal tem um corpo que deixa um gap em relação
ao corpo da vela anterior. Não obstante, este gap não é sempre necessário.

O Martelo Invertido (tohba), embora não seja uma estrela, devido à sua semelhança com a Estrela
Cadente, deve ser examinado. Diferente da Estrela Cadente que é o prenúncio de um topo, o Martelo
Invertido é um padrão de reversão de fundo.. do mesmo modo que o Martelo normal, o Martelo
Invertido é um padrão altista depois de uma tendência de baixa. É importante que se espere por uma
confirmação no dia seguinte ao seu surgimento. A verificação pode ser um gap no dia seguinte,
acima do corpo do Martelo Invertido. Quanto maior o gap, mais forte a confirmação. Uma vela branca
com preços altos pode ser outra forma de confirmação.

Regras de reconhecimento

Estrela Cadente:

1. Os preços abrem com um gap após um tendência de alta.


2. Forma-se um corpo diminuto próximo da parte inferior da oscilação diária.
3. A extensão do pavio é pelo menos três vezes maior do que o tamanho do corpo.
4. O pavio inferior é praticamente inexistente.

Martelo Invertido:

1. Forma-se um corpo diminuto próximo da parte inferior da oscilação diária.


2. Não é necessária a ocorrência de um gap para baixo.
3. A extensão do pavio usualmente não é mais do que duas vezes o tamanho do corpo.
4. O pavio inferior é praticamente inexistente.
Veja alguns exemplos reais nos gráficos abaixo:
7. Padrão Harami

branco
ou
preto branco
ou
preto

Harami Harami Harami Cross Harami Cross

Harami é uma velha palavra japonesa para gravidez. O padrão é constituído por duas velas, sendo a
primeira uma vela de corpo longo e, a segunda, um pequeno corpo que fica embutido dentro do
primeiro. A vela longa é a mãe e, a pequena, o feto. Na análise gráfica clássica, trata-se de um dia
interno (barra abrangida) sem movimento direcional, i.é., a barra de hoje está embutida no interior da
barra de ontem.

É o reverso do padrão de Engolfamento (engulfing). No engolfamento, a extensão do corpo do dia


embute o corpo menor da vela precedente. No Harami, a vela de corpo longo surge no primeiro dia,
seguida por uma vela de corpo pequeno no segundo dia. Diferentemente do padrão engolfamento,
não há necessidade de velas de cores opostas, embora na maioria dos casos os corpos sejam de
cores opostas.

Este padrão não carrega consigo o mesmo significado de reversão que tem o Martelo (hammer), o
Homem-enforcado (hanging-man) ou o engolfamento (engulfing). Representa mais uma parada do
mercado para retomada de fôlego. Em alguns momentos, especialmente nos topos, pode advertir
sobre uma possível mudança de tendência. Após o surgimento do Harami, normalmente o mercado
congestiona.

Regras de reconhecimento

1. Uma longa vela precedida por uma tendência.


2. A cor da grande vela do primeiro dia não é tão importante, mas será melhor se estiver
refletindo a tendência do mercado.
3. Um dia de vela diminuta segue o dia da vela longa. Seu corpo deve ficar totalmente no interior
do corpo da vela longa. Assim como no dia do engolfamento, os topos ou fundos do corpo
pequeno podem ser iguais, mas os dois não podem ser iguais simultaneamente.
4. A vela embutida deverá ter a cor oposta à da vela longa.

Quando definimos o padrão, dissemos que o corpo da vela do segundo dia é um corpo pequeno. Esta
afirmação, como muitas outras na análise técnica, é subjetiva. Como uma regra geral, devemos
entender que, quanto menor o corpo do segundo dia, mais forte o padrão. Normalmente, é verdade,
porque quanto menor o corpo, maior a ambivalência e mais provável uma reversão de tendência. No
extremo, à medida que o corpo diminui em função da diferença entre a abertura e o fechamento, se
forma um DOJI.

Como você pode ver no diagrama inicial, um DOJI precedido por um longo corpo é denominado
Harami Cross (harami yose sem), também conhecido por Padrão Petrificado. O Harami Cross é mais
importante como sinalizador de reversão do que o Harami normal. Enquanto o Harami não é um
padrão de reversão principal, o Harami Cross o é. Ocorrem também nos fundos, mas são mais
efetivos nos topos.

Veja dois exemplos reais na próxima página.


Discorrendo sobre as velas do candelabro, freqüentemente venho me referindo a velas longas, mas
faltou esclarecer o que são velas longas. Longas referem-se à extensão do corpo da vela, a diferença
entre o preço de abertura e o preço de fechamento. Uma vela longa represente um amplo movimento
de preço num determinado dia. Em outras palavras, o preço de abertura e o de fechamento foram
consideravelmente diferentes.

Quanto o preço de abertura e o de fechamento precisam ser diferentes para qualificar como um dia
longo. Longo comparado ao que? É melhor considerar apenas a atividade dos preços mais recentes
para determinar quão longa uma vela é. A análise através do candelabro japonês está baseada
apenas nos movimentos de curto prazo, de modo que a determinação dos dias longos também
deveria ser feita comparando as velas num período de tempo semelhante. Qualquer coisa entre 5 e
10 dias seria mais adequado para esta definição.

Na nomenclatura do candelabro, as velas longas, sem pavio, são denominadas MAROBUZU. Assim,
se o preço abre na mínima do dia e fecha na máxima, a vela é denominada marobuzo branca e, se
abre na máxima e fecha na mínima, denominada marobuzo preta, conforme diagrama abaixo:

Na próxima aula continuaremos com os principais padrões de reversão.


Candlestick: A Teoria do Candelabro Japonês

(Continuação) Padrões de Reversão

Encerrando os padrões Estrela, vejamos um último, de ocorrência muita rara, mas que faz parte da
família:

As Três Estrelas (Tri Star)

Três Estrelas

O padrão Três Estrelas (santen boshi) é muito raro, mas um padrão de reversão extremamente
significativo. Ele é formado por três DOJIs com o do meio sendo a Estrela Doji.

O mercado encontra-se numa longa tendência de alta ou de baixa. Com a tendência começando a
mostrar fraqueza, os corpos provavelmente vão se tornando menores. O primeiro DOJI provocará
uma preocupação considerável. O segundo, indicaria que o mercado está ficando sem tendência. E,
finalmente, o terceiro DOJI coloca o último prego no caixão. Devido a este poderoso sinal de
indecisão, todo mundo sem nenhuma convicção estará revertendo suas posições.

Tenha cuidado com esta formação. Graças à sua raridade, suspeite dos dados usados quando do
seu surgimento. Verifique se o não há nenhum erro. Se o gap do DOJI do meio incluir o pavio, será
ainda mais significante.

Regras de reconhecimento

1. Os três dias são DOJI.


2. O gap do segundo dia fica acima ou abaixo do primeiro e do segundo dia.

8. Padrão Topos e Fundos em Pinça (Tweezer Tops e Bottons)

Topo Tweezers Topo Tweezers Topo Tweezers Topo Tweezers Fundo Tweezers Fundo Tweezers
e Harami Cross e Hanging Man e Shooting Star e Dark Cloud e Hammer e Piercing

Pinças são duas ou mais velas com máximas ou mínimas iguais. São assim denominadas, porque
são comparadas aos dois braços de uma pinça. Num mercado ascendente, um topo em pinça
(kenukitenjo) se forma, quando as duas máximas são iguais. Num mercado descendente, um fundo
em pinça (kenukizoko) se forma, quando as duas mínimas são iguais.

As Pinças podem ser formadas por combinações de diferentes velas; o que importa é que, num caso
de topo, as máximas sejam iguais ou, no caso de um fundo, as mínimas. Podem ocorrer em pregões
subseqüentes ou alternados e normalmente são um sinal vital de reversão. Carregam maiores
implicações quando ocorrem após um longo movimento ou quando contém outros sinais baixistas
(para uma reversão de topo) ou altistas (para uma reversão de fundo). O diagrama da página anterior
mostra algumas combinações de prováveis reversões.

9. Padrão Yorikiri (Belt-Hold Lines)

Yorikiri é uma palavra japonesa extraída do Judô. Tem o significado de empurrar seu adversário para
fora do rinque, enquanto segura o seu cinto. O padrão é constituído por apenas uma única vela que
tanto pode ser altista comobaixista.

Yorikiri Altista Yorikiri Baixista

Quando altista, vê-se uma longa vela de corpo branco formada por uma abertura na ou muito próximo
da mínima do dia, seguida por um movimento ascendente pelo resto do dia. Quando baixista, vê-se
uma longa vela de corpo preto que abriu na ou muito próxima da máxima do dia para depois seguir
caindo até o final do pregão. O Yorikiri é um padrão é um padrão muito poderoso, mas um
fechamento abaixo da vela branca ou acima da vela preta deverão significar retomada da tendência
prévia, quebrando o padrão de reversão.

Regras de reconhecimento

1. O Yorikiri é identificado pela ausência do pavio no seu final.


2. O Yorikiri Altista abre na sua mínima e não tem pavio para baixo.
3. O Yorikiri Baixista abre na sua máxima e não tem pavio para cima.

10. Padrão Três Corvos Pretos (Three Black Crows)

Três Corvos

Em japonês “Sanba Garasu”, este padrão, é caracterizado por três velas pretas descendentes
sucessivas. Pressagiam preços mais baixos, especialmente se surgem após uma boa subida. Cada
uma das aberturas deverá também estar dentro do corpo da vela precedente. Também seria bom que
se pudesse ver o corpo da primeira vela dos três corvos, abaixo da vela branca do pregão onde se
verificou a máxima. A expressão japonesa, “más notícias têm asas”, se aplica facilmente a este
padrão. Vendo-os como um grupo de corvos pousados num galho, os Três Corvos têm implicações
baixistas. Uma versão mais rígida deste padrão seria três velas pretas idênticas.

Regras de reconhecimento

1. A ocorrência de três dias consecutivos com longas velas pretas.


2. Cada dia fecha numa nova mínima.
3. Cada dia a abertura ocorre dentro do corpo do dia anterior.
4. Cada dia fecha na ou próximo da mínima.

11. Gap Para Cima Com Dois Corvos (Upside Gap Two Crows)

Upside Gap Two Crows


O gap para cima refere-se ao gap entre o pequeno corpo negro do segundo dia e o longo corpo
branco do dia precedente. As duas velas pretas representam dois corvos numa árvore olhando para
baixo. Baseado nesta descrição pitoresca, obviamente trata-se de um padrão baixista.

O padrão ideal apresenta o segundo corpo negro abrindo acima do corpo da primeira vela negra.
Então, fecha sob o corpo da primeira vela negra, mas acima do fechamento da vela branca do
primeiro dia. Em outras palavras, o segundo corpo negro engolfa o primeiro corpo negro.

Regras de reconhecimento

1. Numa continuada tendência de alta surge uma vela com um longo corpo branco.
2. No dia seguinte, após um gap para cima, forma-se um uma vela com um pequeno corpo
negro.
3. Surge uma segunda vela de corpo negro que abre acima do corpo da pequena e fecha abaixo
dele.
4. O fechamento da segunda vela de corpo preto permanece acima do fechamento da vela de
corpo branco.

Estes padrões mais raros, nem sempre terão exemplos reais. Acontece que para localiza-los, muitas
vezes gasto horas para encontrar um. Dado à totalidade dos meus compromissos, torna-se
impraticável essa busca apenas para exemplificar. Sugiro, até como treinamento, que tentem localiza-
los por conta própria. Está tudo tão claramente explicado, que a única dificuldade será a de identifica-
los. Quem encontrar, até solicitaria que me enviassem, para incluí-lo no curso.

12. Velas de Contra-ataque Altista e Baixista (Counterattack Lines)

Velas de Contra-ataque

Altista Baixista

O padrão velas de Contra-ataque (deai sem or gyakushu sen) ocorre quando duas velas de cores
opostas têm o mesmo fechamento. O padrão altista ocorre durante uma queda. A primeira vela do
padrão é longa e preta. O pregão seguinte abre acentuadamente mais baixo. Nesta altura os
vendedores estão confiantes. Os compradores iniciam, então seu contra-ataque, empurrando os
preços de volta para o fechamento do dia anterior. A tendência de baixa foi freiada.

O Contra-ataque altista é semelhante ao padrão Penetrante Altista (Piercing). Se você se lembra, o


padrão penetrante tem a mesma configuração de duas velas do contra-ataque. A principal diferença é
que o contra-ataque não se movimenta para dentro do corpo preto anterior. Volta apenas até o
fechamento do pregão anterior. Pelo fato de que no padrão penetrante a vela branca se movimenta
bem para dentro do corpo preto anterior, ele é um padrão de reversão de fundo mais expressivo do
que a linha de contra-ataque. Apesar disso, o contra-ataque altista deve ser respeitado. Ele também
se assemelha ao padrão baixista In-neck, que veremos mais adiante. A diferença é que a vela branca
do Contra-ataque Altista é mais longa do que a vela branca do In-neck, ou seja, a diferença reside no
nível de abertura.
O Contra-ataque Baixista está relacionado com o padrão Teto de Nvem Negra (Dark Cloud). Abre
acima da máxima do dia anterior e, depois, vem caindo. A diferença é que não penetra o corpo da
vela branca anterior, fechando no mesmo nível. Conclue-se, portanto, que o Teto de Nuvem Negra
envia um sinal mais forte de reversão de topo do que o Contra-ataque Baixista.

Regras de reconhecimento

1. As duas velas têm corpos que estendem a tendência em andamento.


2. A cor do corpo da primeira vela será sempre igual à tendência em andamento: preta para
tendência de baixa e branca para tendência de alta.
3. O segundo corpo terá sempre a cor oposta.
4. O fechamento dos dois dias é o mesmo.
5. Os dois dias deverão ter velas de corpo longo.

13. Três Soldados Brancos (Three White Soldiers)

Três Soldados Brancos Bloco de Avanço Padrão Amadurecido


Este padrão (aka sanpei) também é conhecido como avanço de três soldados brancos ou, mais
comumente, três soldados brancos. Consiste de uma séria de três velas brancas com fechamentos
consecutivamente mais altos. Se este padrão surgir numa área de preços baixos, após um período de
estabilidade dos preços, é sinal de força à frente.

Regras de reconhecimento

1. Ocorrem três longas velas brancas consecutivas, cada uma com fechamento mais alto.
2. Cada uma das velas deve abrir no interior do corpo da anterior.
3. Cada uma delas deveria fechar na ou próximo da máxima.

Existem, ainda, outros dois padrões relacionados com os três soldados, só que, ao invés de
sinalizarem um avanço, indicam fraqueza no movimento de subida, surgindo sempre durante o
movimento e nunca no início.

O Bloco de Avanço (saki zumari), como é conhecido, caracteriza-se pela perda de força da segunda e
da terceira vela branca. Sinais de fraqueza podem ser vistos através dos longos pavios destes dois
dias, demonstrando que a subida corre perigo, já que provavelmente os comprados estão realizando
seus lucros. Tenha um cuidado especial com este padrão durante um movimento de alta muito
extenso.

O Padrão Amadurecido (aka sansei shian boshi) apresenta as duas primeiras velas longas fazendo
novas altas, seguidas por uma pequena vela branca ou uma Estrela. Esta última vela, tanto pode
deixar um gap em relação ao corpo da vela branca anterior ou, como dizem os japoneses, montar no
ombro da longa vela branca anterior. O pequeno corpo revela a deterioração do avanço. Veja, na
próxima página, um exemplo real:
14. Sanduíche (stick sandwich)

Sanduíche

No padrão sanduíche dois corpos pretos tem um corpo branco entre eles. O preço de fechamento dos
dois corpos pretos precisam ser iguais. Um suporte de preço foi encontrado e a oportunidade para
eles reverterem é muito boa.

Regras de reconhecimento

1. Numa tendência de baixa um corpo preto é seguido por um corpo branco que se desdobra
acima do fecham ento do corpo preto.
2. O terceiro dia é uma vela preta com o fechamento igual a do primeiro dia.

Na próxima aula examinaremos os padrões de continuação.


sss
Candlestick: A Teoria do Candelabro Japonês

Padrões de Continuação

A maioria dos padrões do candelabro são de reversão de tendência. Existem, entretanto, um grupo
de padrões que sinalizam a continuação da tendência prévia. A maioria destes padrões indicam
tempo de descanso, uma respirada antes do mercado reassumir a tendência prévia.

1. Tasuki Gap

O padrão Tasuki para cima (uwa banare tasuki)


ocorre quando o mercado está numa tendência
de alta. Surge uma vela branca pra cima que é
seguida por outra vela branca deixando um gap
entre ela e a do dia anterior. No dia seguinte,
forma-se uma vela preta cuja abertura se dá
dentro do corpo da vela branca do dia anterior e
o fechamento abaixo do corpo. O fechamento do
Gap
dia da vela preta é o ponto de compra.
Entretanto, se a vela preta tiver fechado o gap e
a pressão de venda ficar evidente, o aspecto
Tasuki Gap Tasuki Gap altista do padrão fica invalidado. Os mesmos
para cima para baixo aspectos, são válidos, no sentido inverso para o
padrão Tasuki para baixo (shita banare tasuki).

Regras de reconhecimento

1. Uma tendência encontra-se em movimento, com um gap entre duas velas da mesma cor.
2. A cor da primeira das duas velas representa a tendência predominante.
3. No do terceiro dia, uma vela de cor oposta abre dentro do corpo da vela do segundo dia.
4. A vela do terceiro dia fecha dentro do gap mas não o preenche totalmente.
2. Gap com Velas Brancas Lado-a-Lado (side-by-side white lines / narabi aka)

Se, durante uma tendência de alta, ocorre um


gap seguido por uma vela branca e, no dia
seguinte, ocorre um outro pregão semelhante
com ou quase a mesma abertura do dia anterior,
temos o padrão altista, embora de ocorrência
muito rara.

O padrão altista não precisa de confirmação, mas


Gap o baixista sim e são ainda mais raros. A
confirmação é necessária porque durante uma
Gap com velas brancas lado-a- tendência de baixa as duas velas brancas são
lado numa tendência de alta e vistas como cobertura de vendas a descoberto.
numa tendência de baixa. Uma vez que ela termine os preços deverão
voltar a cair.

Regras de reconhecimento

1. Após uma vela forma-se um gap na direção da tendência em andamento.


2. A vela do segundo dia é branca.
3. A vela do terceiro dia também é branca, aproximadamente do mesmo tamanho da anterior e
com a abertura igual ou próxima da anterior.
3. Rising Three Methods and Falling Three Methods

Não encontrei uma boa tradução para o


português e mantive o nome em inglês. Os
dois padrões ao lado são de continuação e
representam interrupções na tendência dos
preços sem causar uma reversão. São dias
de descanso na atividade do mercado e
podem ser usados para adicionar novas
posições, se já estiver no mercado.

O Ascendente (uwa banare sanpoo


Rising Falling
ohdatekomi) é formado por uma longa vela
branca numa tendência de alta. Ela é
seguida por um grupo de pequenas velas
que caem consecutivamente. O número ideal destas pequenas velas é três. Todas elas ficam
embutidas dentro da máxima e da mínima da longa vela branca. As velas pequenas podem ser de
qualquer cor, mas a preta é preferida. A vela final do padrão ( a da retomada da tendência prévia)
deve abrir acima do fechamento do dia anterior e fechar numa nova máxima. A descendente (shita
banare sanpoo ohdatekomi) é o inverso.

Regras de reconhecimento

1. Forma-se uma longa vela representando a tendência corrente do mercado.


2. Esta vela é seguida por um grupo de velas com pequenos corpos. Será melhor se elas
tiverem corpos da cor oposta à da primeira vela do padrão.
3. As velas pequenas movimentam-se na direção oposta à tendência corrente e ficam contidas
no interior dos limites da vela longa.
4. O último dia do padrão deverá ser um dia forte, com o fechamento penetrando o da vela do
primeiro dia e na direção da tendência original.

Mais um padrão que passei algumas horas procurando um exemplo real e não encontrei nenhum.

4. Linha Divisória (Separating Lines)

No padrão Linha divisória (iki chigai sem) duas velas têm a


mesma abertura e cores opostas. Ele é parecido, mas o
oposto do padrão de Reversão Contra-ataque.

No formato ideal, cada vela deveria ser longa, mas não é


uma condição imprescindível. O padrão mais forte é
representado por duas velas longas sem pavio em
nenhuma delas (marobuzo).

Regras de reconhecimento

1. A vela do primeiro dia tem a cor oposta à tendência predominante.


2. A vela do segundo dia tem a cor oposta a do primeiro dia.
3. Os dois corpos se encontram no meio, no preço da abertura.

Outro padrão que não consegui encontrar um exemplo real.


5. Mat Hold (uwa banare sante oshi)

O padrão Mat Hold é uma versão modificada do Rising Three Methods. O


segundo dia se inicia com um gap para cima (entre os corpos) seguido por
duas velas descendentes, onde a segunda vela entra no corpo da primeira
vela branca. Este movimento é seguido por outra vela preta que fecha mais
baixo ainda, mas ainda dentro do corpo da primeira vela branca. O quinto
dia começa com um gap de abertura, seguido por uma forte subida para
fechar acima da máxima da dos três corpos pretos. Isto sugere que a
tendência continuará para cima e que novas posições devem ser
adicionadas.

Regras de reconhecimento

1. Forma-se uma longa vela branca numa tendência de alta do mercado.


2. Um gap para cima no segundo dia forma quase uma estrela.
3. Os dois dias seguintes são dias de correção similar ao Rising Three Method.
4. O quinto dia é uma longa vela branca fechando acima da máxima dos dias anteriores.

Outro padrão que não consegui identificar nos meus gráficos.

5. Penetração de Três Velas (Three-Line-Strike)

Este é um padrão de quatro velas que se forma em


tendências definidas. Pode ser visto como um versão
estendida do padrão Três Corvos Pretos (baixista) ou do
padrão Três Soldados Brancos (altista). Este é um
padrão de descanso ou de pausa na tendência, a pausa
é completada em apenas um dia. Interrupções na
tendência são quase sempre saudáveis para a
tendência.

O padrão altista é formado por três velas brancas


sucessivas cada uma delas atingindo nova alta,
seguidas por uma longa vela preta. Esta longa vela preta
abre fazendo uma nova alta e então mergulha para uma mínima inferior do que a da primeira vela
branca do padrão. Este tipo de movimento anula completamente a subida dos três dias anteriores. Se
a tendência de alta prévia for forte, isto será apenas uma correção provocada pela realização de
lucros. Este último dia é considerado o dia da liquidação, que fornecerá á tendência prévia um novo
vigor.

O padrão baixista é o inverso do altista.

Regras de reconhecimento

Padrão Altista:
1. Três dias semelhantes aos Três Soldados Brancos numa tendência de alta em andamento.
2. Um abertura mais alta no quarto dia seguida de um mergulho que fecha abaixo da abertura da
vela branca do primeiro dia.
Padrão Baixista:
1. Três dias semelhantes aos Três corvos Pretos numa tendência de baixa em andamento.
2. Umas abertura mais baixa no quarto dia seguida por uma forte subida que fecha acima da
abertura da vela preta do primeiro dia.
6. Padrão On Neck (ate kube), In Neck (iri kubi) e Thrusting (sashikomi)

On Neck In Neck Thrusting

Semelhantes ao padrão Penetrante (Piercing), mas de formação ligeiramente diferente na medida em


que a vela branca no padrão penetrante precisa retroceder pelo 50% no interior do corpo da vela
preta, os três padrões acima surgem em tendência de baixa e sinalizam continuação da queda.

Regras de reconhecimento

Padrão On Neck:
1. Numa tendência de baixa forma-se uma longa vela preta.
2. O segundo dia é uma vela branca que abre que abre abaixo da mínima do dia anterior. Esta
vela não precisa ser longa.
3. O segundo dia fecha próximo da mínima do primeiro dia.
Padrão In Neck:
1. Numa tendência de baixa forma-se uma longa vela preta.
2. O segundo dia é uma vela branca que abre abaixo da mínima do dia anterior. Esta vela não
precisa ser longa.
3. O fechamento do segundo dia ocorre muito próximo do corpo do primeiro dia, com pouca ou
nenhuma penetração.

Padrão Thrusting:
1. Numa tendência de baixa forma-se uma longa vela preta.
2. O segundo dia é uma vela branca que abre consideravelmente mais baixa do que a mínima
do primeiro dia.
3. O segundo dia fecha bem para dentro do corpo do primeiro dia, mas não acima do meio.

A variedade dos padrões de reversão e de continuação é vai muito além do que examinamos nestas
aulas. Mas, creio ter coberto os padrões mais comuns.

Para efeito de análise, os padrões o mesmo significado os mesmos em todas as periodicidades. Você
poderá reforçar os sinais do candelabro trabalhando com todo o ferramental utilizado como suporte
para o gráfico de barras comum. Os osciladores e rastreadores são utilizados de maneira idêntica ao
seu uso no gráfico de barras convencional, bem como Elliott e outras teorias. As linhas de tendências
também são traçadas conectando mínimas e máximas, enfim, o que muda é apenas a interpretação
do significado das barras.

Para que não tenha que ficar percorrendo as folhas para localizar os padrões quando estiverem se
formando, preparei uma tabela onde poderá identifica-los rapidamente.
Padrões de Reversão:

Hammer Necessita de confirmação no dia seguinte


através de uma abertura bem alta com
Reversão p/alta fechamento ainda mais alto.

Hanging Man Necessita de confirmação no dia seguinte


através de um corpo preto e/ou uma abertura
Reversão p/baixa com gap para baixo e com fechamento bem
mais baixo.
Engulfing Seria bom uma confirmação no dia seguinte
através de uma vela da cor do sentido da
Reversão: alta e baixa reversão ou da penetração da mínima do dia
anterior.
Dark Cloud Cover Não precisa de confirmação.

Reversão p/baixa

Piercing Não precisa de confirmação

Reversão p/alta

Doji Sugere-se confirmação através do surgimento


de um ponto de retorno.
Reversão p/alta ou
p/baixa
Morning/Evening Star Confirmação é sugerida através da penetração
da máxima (rever. p/alta) ou da mínima (rever.
Reversão p/alta e p/baixa) da terceira vela.
p/baixa
Morning/Evening Doji Star Confirmação é sugerida através da penetração
da máxima (rever. p/alta) ou da mínima (rever.
Reversão p/alta e p/baixa) da terceira vela.
p/baixa
Shooting Star branco Sugere-se confirmação através do surgimento
ou de um ponto de retorno.
Reversão p/baixa preto

Inverted Hammer Sugere-se confirmação através do surgimento


branco
ou
de um ponto de retorno.
Reversão p/alta preto

Harami Confirmação é fortemente sugerida através de


um fechamento acima (rever. p/alta) ou abaixo
Reversão p/alta e (rever. p/baixa) do corpo pequeno.
p/baixa
Harami Cross Confirmação não é imprescindível, mas é
recomendável, similar às do Harami.
Reversão p/alta e
p/baixa
Tri Star Confirmação é sugerida através de um corpo
com a cor da nova tendência.
Reversão p/alta e
p/baixa
Topos/fundos em Pinça Uma boa confirmação se obtém através do
padrão combinado das velas.
Reversão p/alta e
p/baixa
Yorikiri Confirmação é necessária através da formação
de um ponto de retorno
Reversão p/alta e
p/baixa
Three Black Crows Confirmação não é necessária

Reversão p/baixa

Upside Gap Two Crows A confirmação não é imprescindível, mas seria


recomendável através de uma abertura para
Reversão p/baixa baixo do terceiro corpo preto.

Counterattack Lines Sugere-se uma confirmação através de uma


abertura mais alta (rever. p/alta) ou uma
Reversão p/alta e abertura mais baixa (rever. p/baixa) no terceiro
p/baixa dia
Three White Soldiers Não é necessário confirmação.

Reversão p/alta

Stick Sandwich Sugere-se confirmação através da


ultrapassagem da máxima da segunda vela
Reversão p/alta preta.

Padrões de Continuação:

Tasuki Gap Sugere-se confirmação através da


ultrapassagem do topo anterior (cont. de alta) ou
Continuação de alta ou penetração do fundo anterior (cont. de baixa)
de baixa sem fechamento do gap.
Gap c/velas brancas Para cima a confirmação não é tão importante,
lado-a-lado mas para baixo é recomendável, através da
Continuação de alta e de penetração do fundo anterio.
baixa
Rising/Falling Three Não necessitam de confirmação.
Methods
Continuação de alta e de
baixa
Linha Divisória A confirmação é necessária, especialmente para
a situação altista.
Continuação de alta e de
baixa
Mat Hold Não necessita de confirmação.

Continuação de alta
Three Line Strike A confirmação é importante através da
continuação da tendência prévia antes da barra
Continuação de altas e longa.
de baixa

On Neck Sugere-se confirmação através da continuaç ão


da queda.
Continuação de baixa

In Neck Sugere-se confirmação através da continuaç ão


da queda.
Continuação de baixa

Thrusting Sugere-se confirmação através da continuaç ão


da queda.
Continuação de baixa
A Teoria das Ondas de Elliott

A teoria das ondas foi criada e desenvolvida por Ralph Nelson Elliott (1871-1948) por volta de 1930.
Dispunha que o aparente fluxo aleatório dos preços se enquadrava num padrão repetitivo, portanto
previsível, de cinco ondas de impulso e três ondas de correção, baseado no comportamento
psicológico da massa.

Em 1938 publica uma monografia denominada “O Princípio da Onda”, primeira referência pública ao
que mais tarde seria conhecido, como os Princípios das Ondas de Elliott. Em 1946, dois anos antes
do seu falecimento, escreve seu trabalho definitivo sobre o princípio das ondas, “Natures Law – The
Secret of the Universe”.

Base Filosófica

Elliott acreditava que sua teoria sobre o mercado de ações era parte de uma lei natural muito maior
que governava todas as atividades humanas. Na introdução de “Natures Law” intitulada “Ritmo na
Natureza”, dizia:

Nenhuma verdade encontra mais aceitação geral do que a de que o universo é regido por leis. Sem
leis haveria o caos, e onde existe o caos, nada existe. Navegação, química, aeronáutica, arquitetura,
rádio transmissão, cirurgia, música – a variedade de arte e ciência – tudo funciona, em consonância
com as coisas animadas e inanimadas, sob a lei porque a própria natureza funciona deste modo.
Desde que o próprio caráter da lei é ordem, ou constância, segue-se que tudo o que aconteceu se
repetirá e pode ser previsto se conhecemos a lei.

Intensa pesquisa ligada ao que pode ser denominado atividades humanas indica que praticamente
todos os desenvolvimentos que resultaram do nosso processo sócio-econômico seguem uma lei que
os leva a se repetirem de forma constante e similar através de uma série de ondas ou impulsos de
número e padrão definido. Também é indicado que na sua intensidade, essas ondas ou impulsos
mantém uma consistente relação entre si e com a passagem do tempo. Com o objetivo de melhor
ilustrar e esclarecer esse fenômeno é necessário tomar, no campo das atividades humanas, algum
exemplo que forneça uma abundância de dados confiáveis e para tal propósito não existe nada
melhor do que o mercado de ações.

Tem sido dada ao mercado de ações uma atenção particular por duas razões. Em primeiro lugar, não
existe nenhum outro campo sobre o qual a previsão tenha sido experimentada com tamanha
intensidade e tão pouco resultado. Economistas, estatísticos, técnicos , empresários, e banqueiros,
todos tem tentado prognosticar o futuro nas Bolsas de Valores. Na verdade, desenvolveu-se uma
nova profissão para estudar os prognósticos e os objetivos do mercado. Mas o ano de 1929 começou
e terminou, e a mudança do maior mercado de alta registrado para o maior mercado de baixa
registrado pegou quase todo mundo desarmado. As principais instituições de investimentos, gastando
centenas de milhares de dólares anuais em pesquisa de mercado, foram apanhadas de surpresa e
sofreram perdas de milhões de dólares provocadas pela diminuição dos preços das ações que
mantiveram encarteiradas por muito tempo.

Uma segunda razão para escolher o mercado de ações para ilustrar o impulso das ondas relacionado
com a atividade sócio-econômica é a grande recompensa presente para as previsões bem sucedidas.
Mesmo sucesso acidental no prognóstico de um único mercado tem produzido riquezas fabulosas. Na
subida do mercado de julho de 1932 até março de 1937, por exemplo, a média da alta das 30 ações
principais atingiu 373%. Durante o curso dessa alta de cinco anos, entretanto, algumas ações
valorizaram muito mais do que isso. Finalmente, esta grande subida não foi em linha reta, mas numa
seqüência de movimentos para cima e para baixo, ou movimentos em ziguezague que duraram
alguns meses. Essas flutuações para cima e para baixo possibilitaram grandes oportunidades de
lucros.
A despeito da atenção dada ao mercado de ações, o sucesso, tanto na precisão da previsão como na
recompensa presente tem sido necessariamente um puro acaso porque aqueles que tem tentado
trabalhar com os movimentos do mercado tem falhado em reconhecer até que ponto o mercado é um
fenômeno psicológico. Eles não compreenderam o fato de que existe regularidade sobre as
flutuações do mercado, ou colocado de outro modo, que os movimentos dos preços das ações estão
sujeitos a ritmos, ou a uma seqüência ordenada. Assim, previsões de mercado, como aqueles que
tem alguma experiência sobre o assunto bem sabem, tem falhado.

Mas o mercado tem suas leis, como também é verdade para as outras coisas do universo. Aonde não
existe lei, não poderia haver um centro em torno do qual os preços revolveriam e, portanto, não
haveria mercado. Ao invés, haveriam séries diárias de desorganizadas e confusas flutuações de
preços sem nenhuma ordem aparente. Um estudo mais próximo do mercado, entretanto, como mais
adiante será revelado, prova que este não é o caso. Ritmo, ou extensões regulares, e movimentos
harmônicos, é para ser percebido. Esta lei atrás do mercado pode ser descoberta apenas quando o
mercado é visto na sua própria luz, e então é analisado desse ponto de vista. Colocando de forma
mais simples, o mercado de ações é uma criação do homem e portanto reflete a idiossincrasia
humana. Nas páginas seguintes, a lei, o ritmo, ao qual o homem responde serão reveladas como
registradas pelos movimentos do mercado, que flutuam de acordo co o definitivo princípio das ondas.

As Leis da Natureza tem funcionado sempre em cada atividade humana. Ocorrem ondas de
diferentes graus quer exista ou não mecanismos de registro. Quando esses mecanismos descritos
mais adiante estão presentes, o padrão das ondas são perfeitos e tornam-se visíveis aos olhos
experientes. Estes mecanismos são:

A. Extensa atividade comercial representada por empresas cuja propriedade se encontra


largamente pulverizada.
B. Um mercado onde compradores e vendedores podem contactar rapidamente seus
representantes.
C. Registro confiável e publicação das transações.
D. Estatística adequada disponível sobre todos os assuntos relativos às empresas.
E. Gráficos das oscilações diárias traçados de tal modo que permitam revelar as ondas nos seus
diferentes graus quando ocorrem. O registro diário das transações foi inaugurado em 1928 e o
registro horário em 1932. Eles são necessários no sentido de observar as ondas menores e as
minúsculas, especialmente em mercados rápidos.

Ao contrário dos ensinamentos da Teoria de Dow, as Leis da Natureza não necessitam de


confirmação de dois índices. Cada índice, grupo, ação ou qualquer atividade humana é interpretada
por suas próprias ondas.

Como dá para perceber através da tradução desses conceitos da introdução da obra “Natures Law –
The Secret of the Universe”, o ritmo, o tempo, a repetição e o comportamento das pessoas são os
pilares filosóficos da teoria.

A Base Matemática

A base matemática da Teoria de Elliott é a seqüência de Fibonacci. A resposta a uma questão


apresentada no livro “Líber Abaci” do matemático Leonardo Fibonacci, no início do século XIII, deu
origem à seqüência dos números 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144 . . . ¥, hoje conhecida como
a seqüência de Fibonacci.

A seqüência de Fibonacci resultante do problema dos coelhos tem propriedades muito interessantes
e reflete uma relação quase constante entre os seus componentes. Algumas delas são:

Na seqüência a soma de dois números adjacentes forma o próximo número mais alto, i.é., 1 mais 1
igual a 2, 1 mais 2 igual a 3, 2 mais 3 igual a 5, 3 mais 5 igual a 8 e assim por diante até o infinito.
Após os quatro primeiros números, a razão entre dois números consecutivos na seqüência aproxima-
se 1,618, ou seu inverso, 0,618. Assim a razão de qualquer número para o próximo número mais alto,
chamada phi, é aproximadamente 0,618 para 1 e para o próximo número mais baixo é
aproximadamente 1,618 para 1. Quanto mais altos os números, mais próximas de 0,618 e 1,618
serão as razões entre eles. Na seqüência a razão entre os números alternados é de 2,618 ou seu
inverso 0,382. Algumas afirmações da inter-relação das propriedades dessas quatro razões principais
podem ser listadas a seguir:

1) 2,618 - 1,618 = 1
2) 1,618 - 0,618 = 1
3) 1 - 0,618 = 0,382
4) 2,618 x 0,382 = 1
5) 2,618 x 0,618 = 1,618
6) 1,618 x 0,618 = 1
7) 0,618 x 0,618 = 0,382
8) 1,618 x 1,618 = 2,618

À exceção de 1 e 2, qualquer número da seqüência de Fibonacci multiplicado por 4, quando somado


a um número selecionado da série de Fibonacci, dá outro número de fibonacci, de modo que:

3x4 = 12 + 1 = 13
5x4 = 20 + 1 = 21
8x4 = 32 + 2 = 34
13 x 4 = 52 + 3 = 55
21 x 4 = 84 + 5 = 89

Assim que a nova seqüência avança, uma terceira seqüência começa naqueles números que são
adicionados à multiplicação por 4. Esta relação é possível porque a razão entre o segundo número
alternado de Fibonacci, é 4,236, onde 0,236 é tanto o seu inverso como sua diferença do número 4.

A soma de quaisquer dez números consecutivos da seqüência é sempre divisível por 11.

A lista de fenômenos relacionados com a seqüência de Fibonacci é enorme e poderíamos continuar


citando uma infinidade deles, mas como o objetivo é de apenas dar uma idéia do que se trata face
sua importância na Teoria das Ondas, fico por aqui.

A Teoria

Segundo Elliott, todas as atividades humanas têm três aspectos distinitos: Padrão, Tempo e Razão,
todos os quais observam a série de Fibonacci e são expressos através de ondas. Uma vez que essas
ondas possam ser interpretadas, o conhecimento pode ser aplicado a qualquer movimento na medida
em que as mesmas regras aplicam-se aos preços das ações, dos futuros ou de qualquer outra
atividade anteriormente mencionada.

Padrão:

O padrão é o mais importante dos três fatores. Um padrão é sempre um processo de formação.
Usualmente, mas não invariavelmente, você será capaz de rapidamente visualizar o tipo do padrão.
Esta facilidade é proporcionada pelo tipo do padrão que o precedeu. Um diagrama perfeito do ciclo do
mercado de ações, segundo Elliott desdobra-se da seguinte forma:
CICLO DO MERCADO DE AÇÕES
Mercado de Alta Mercado de baixa

B
III

IV A
I

V C
5
2
II 3 B
4 c
III 1 a
1 2
5
4 4
3 b 3
b
5 1
I 2
1 A 3
a c
5 5
4
b
3 IV C
2
a
1
4 c

II
2
1
v
ii c
iii
v iv
a ii
b i
iv
i iv
iii iii b i
a v
ii iii
i iv v
c
v b
iii 2

i a ii
iv c

ii
No diagrama da página anterior o Ciclo do Mercado é dividido em “Mercado de Alta” e “Mercado de
Baixa”. No desenho superior o Mercado de Alta é dividido em 5 ondas Principais designadas pela
numeração I, II, III, IV e V e o Mercado de Baixa é dividido em 3 ondas Principais designadas pelas
letras A, B e C. As ondas I, III e V são denominadas ondas de impulso e as ondas II e IV como
ondas de correção. Assim, a onda II corrige os excessos da onda I, a onda IV os excessos da onda
III e o Mercado de Baixa A, B e C nada mais é do que a correção das cinco ondas I, II, III, IV e V que
compõem o Mercado de Alta. As ondas A e C do Mercado de Baixa são definidas como ondas de
impulso e a onda B como onda de correção.

No desenho do meio observa-se o desdobramento das ondas Principais I, II, III, IV e V e A, B e C, em


ondas de grau imediatamente inferior denominado Intermediário. Desse modo, as ondas de impulso
de alta I, III e V são desdobradas em 1, 2, 3, 4 e 5 e as ondas de correção da alta II e IV subdividas
em a, b e c. As ondas de impulso de baixa A e C desdobram -se em 1, 2, 3, 4 e 5 e a onda da
correção da baixa B divide-se em a, b e c.

No desenho inferior, desenhei apenas o desdobramento das duas primeiras ondas Intermediárias 1 e
2 um grau abaixo, sabendo-se que as demais mantém o mesmo padrão e que este grau é
denominado Menor. Como pode observar, a onda 1 desdobra-se em i, ii, iii, iv e v. A onda 2 de
correção desdobra-se em α, β e χ.

Poderíamos continuar desdobrando infinitamente, pois cada onda pode ser desdobrada em outra de
grau inferior ou o inverso, i.é., cada onda de grau inferior é parte de de uma onda de grau superior, ou
seja, as ondas menores i, ii, iii, iv e v formam a onda Intermediária 1, por exemplo, que por sua vez é
parte da onda principal I, e assim sucessivamente. Naquela época, Elliott conseguiu classificar
precisamente nove categorias de magnitudes, variando desde a menor correspondente ao gráfico
plotado de hora em hora até o Grande superciclo. A classificação completa é a seguinte:

Grande Superciclo
Superciclo
Primário
Intermediário
Menor
Minuto
Minuete
Sub-minute

A maior parte do tempo estaremos examinando ondas do grau Primário para baixo. Assim, da
classificação anterior pode-se extrair o seguinte:

Um ciclo completo do mercado é formado por 2 ondas, uma de alta e outra de baixa. A onda de alta
do ciclo é formada por 5 ondas Primárias e a de baixa por 3 ondas Primárias, portanto, um ciclo
completo do mercado é composto por 8 ondas primárias.

Por sua vez, as 5 ondas Primárias de alta são constituídas por 21 ondas Intermediárias e as 3 ondas
Primárias de baixa são constituídas por 13 ondas Intermediárias (secundárias), portanto, um ciclo
completo do mercado é composto por 34 ondas de grau Intermediário.

Continuando, as 21 ondas de alta Intermediária são formadas por 89 ondas Menores (terciárias) e as
13 ondas Intermediárias de baixa são formadas por 55 ondas Menores, daí concluindo-se que um
ciclo do mercado é composto por 144 ondas Menores, 89 de alta e 55 de baixa. Na visão de Elliott,
Mercado de Baixa é o inverso de Mercado de Alta, com a diferença que um tem 3 ondas e o outro
tem 5, e talvez esteja aí a explicação para o fato de que todos os gráficos de longo prazo sejam
ascendentes e de onde se pode concluir que não existe Mercado de Baixa, mas sim que chamamos
de Mercado de Baixa à correção dos excessos do Mercado de Alta.
Deu para reparar que todos os números surgidos desde o início da explicação do ciclo fazem parte da
seqüência de Fibonacci? Relacione os números 3 e 5 da seqüência de Fibonacci no corpo humano.
Nosso dorso tem cinco extensões: uma cabeça, dois braços e duas pernas. Vada perna e cada braço
é subdividido em três seções. Os braços e as pernas terminam em cinco dedos. Os dedos da mão e
do pé, exceto o dedão, são divididos em 3 seções. Nós temos 5 sentidos.

Princípios Básicos de Formação das Ondas

1. Toda ação é seguida de reação.


2. As ondas de impulso (quer sejam de alta ou de baixa), ou movimentos na direção da
tendência predominante, desdobram-se em cinco ondas de grau inferior e as ondas de
correção, que são movimentos contra a tendência predominante (quer sejam de alta ou de
baixa), geralmente subdividem-se em três ondas de grau inferior.
3. Findo um movimento de 8 ondas do mesmo grau (cinco para cima e três para baixo), temos
um ciclo completo naquele grau que automaticamente torna-se duas subdivisões da onda de
grau imediatamente superior.
4. A periodicidade não muda o padrão, já que o mercado permanece com sua forma básica. As
ondas podem ser esticadas ou comprimidas, mas o padrão intrínseco é constante.

Terminologia das Ondas

No diagrama que fiz do desdobramento das ondas mudei as cores e tamanhos dos números e das
letras para poder diferenciar o grau das ondas, todavia isto é impraticável. Fiz assim apenas para
facilitar o entendimento, mas devemos ter uma outra forma de distinguir o grau das ondas. Elliott
adotou a seguinte nomenclatura, que não precisará ser necessariamente a sua:

Grau da Onda As 5 a Favor da Tendência As 3 contra a Tendência

Grande Superciclo Nenhum significado prático


Superciclo (I) (II) (III) (IV) (V) (A) (B) (C)
Ciclo I II III IV V A B C
Primário 1 2 3 4 5 a b c
Intermediário (1) (2) (3) (4) (5) (a) (b) (c)
Menor 1 2 3 4 5 a b c
Minuto i ii iii iv v - - -
Minuete
Invente um símbolo
Sub-Minuete

Se desejássemos, a partir deste momento, pegar um gráfico real e sair contando as ondas não
conseguiríamos. Isto porque os padrões apresentados no diagrama reproduzem o movimento de um
ciclo de mercado perfeito, que não será o que encontraremos np nosso dia-a-dia. Na verdade o
mercado está sempre dissimulando, sempre tentando nos enganar, e os movimentos algumas vezes
são confusos, principalmente durante as correções, impossibilitando que a contagem das ondas seja
uma tarefa de fácil execução. Muitas vezes será necessário recontar, refazer as contagens de modo
que fiquem em harmonia com uma série de regras que não podem ser violadas.

Padrões das Ondas de Impulso

Em geral as formações de cinco ondas são muito mais fáceis de serem percebidas do que as de três.
As formações de cinco ondas costuma manter suas características básicas inalteradas, a não ser,
quando ocorrem extensões. Como o nome indica são movimentos exagerados que aparecem
normalmente em uma das cinco ondas de impulso (1, 3 ou 5). Algumas vezes as subdivisões de uma
onda estendida apresentam as mesmas amplitudes e duração das outras quatro ondas,
proporcionando uma contagem total de nove ondas de tamanhos similares, ao invés das cinco ondas
usuais da seqüência. Ocasionalmente numa contagem de nove ondas é difícil se dizer que onda se
estendeu, embora de qualquer modo isto seja irrelevante, desde que sob o sistema de Elliott uma
contagem de nove e uma contagem de cinco tem o mesmo significado técnico. O diagrama abaixo,
ilustrando extensões ajudará a esclarecer este ponto.

MERCADO DE ALTA MERCADO DE BAIXA


5
3 2

4
1 1
4
3
2 5
EXTENSÃO DA ONDA 1
5 2
3

1 4
1 4

3
2 5
EXTENSÃO DA ONDA 3
5 2
3
3 1
1
4
4
2 5
EXTENSÃO DA ONDA 5
9 2
7 4
5 6
3 1 8
1 8 3
6 5
4 7
2 9
EXTENSÃO NÃO IDENTIFICADA

A ocorrência dessas extensões, aparentemente um complicador, acabam se tornando um excelente


parâmetro para definir o comprimento das ondas seguintes, desde que a maioria das ondas tem
extensão em uma e apenas uma das suas três ondas de impulso. Assim, se a primeira e a terceira
onda tem aproximadamente o mesmo tamanho, a quinta provavelmente se estenderá, principalmente
se o volume sobre essa quinta onda for maior do que o volume sobre a terceira. Inversamente, se a
onda três se estendeu, a quinta deverá ser construída de forma simples e semelhante à onda um.

Extensões também podem ocorrer dentro das extensões. A figura da próxima página ilustra uma
seqüência de ondas de magnitude descendente mostrando a extensão de uma quinta onda da
extensão de uma quinta onda. Enquanto extensões de quintas ondas não são incomuns, extensões
das extensões ocorrem com mais freqüência dentro de ondas três. No diagrama a seguir podemos
ver um exemplo dos dois tipos.

5
5
5 5

3
3
5
EXTENSÃO DA QUINTA ONDA
DA
EXTENSÃO DA QUINTA ONDA
1
3
5 4
3
2

EXTENSÃO DA TERCEIRA ONDA 4


3
DA
EXTENSÃO DA TERCEIRA ONDA
1 4
1 4

3
2
1 2

1 4 1
2

2 2

Quando ocorre uma extensão numa quinta onda para cima, a correção a seguir se processará em
três ondas e retornará até o nível do início da extensão, e será seguido por um segundo retorno que
levará para dentro do terreno de novas altas para o ciclo. Isto é, extensões de quintas ondas sempre
serão retraçadas duas vezes, conforme diagrama da próxima página.
DUPLO RETRAÇADO NUM MERCADO DE ALTA
(1) ou (3) Para (3) ou (5)
5

1
(2) ou (4)
4 Ponto onde
começou a Primeira Segunda
2 extensão Retraçada Retraçada

A segunda retraçada sempre marca o iníc io da próxima onda de impulso de grau superior, ou, se a
onda anterior de grau, superior tiver sido ela própria uma quinta, deve-se esperar uma reversão
principal, onde a primeira e a segunda retraçada se transformarão nas ondas “A” e “B” de uma
correção irregular, formando um topo irregular, assim chamado pelo fato do movimento de correção
ter excedido o topo da quinta onda (topo ortodoxo).

DUPLO RETRAÇADO NUM MERCADO DE ALTA

(5) b
5

1
a c
Ponto onde
4 começou a Primeira Segunda
2 extensão Retraçada Retraçada

Quando Elliott afirma que a extensão é retraçada duas vezes, quer dizer que a correção passará pelo
mesmo terreno duas vezes, uma para baixo e outra para cima. Quando a extensão ocorre na primeira
ou terceira onda, não é necessário qualquer consideração. Se a extensão ocorre na primeira onda, o
duplo retraçado será feito automaticamente pelas ondas dois e três. Se a extensão ocorre na terceira
onda, o duplo retraçado é feito pelas ondas quatro e cinco. Ainda de acordo com Elliott, extensões só
podem ocorrer em novo território do ciclo atual.

(Continua na próxima aula)


A Teoria das Ondas de Elliott

As três ondas de impulso, 1, 3 e 5 raramente tem a mesma extensão. Uma das três é considerada
maior do que as outras duas. É importante saber que a onda 3 nunca poderá ser a menor das ondas,
sendo normalmente a maior. Para nossos propósitos acredito que esta regra seja a mais importante,
na medida em que, por exclusão, torna bem mais fácil a visualização da onda 3, facilitando assim a
contagem das demais. Quando a onda 3 for menor do que a 1 e a 5, como no diagrama abaixo, o
método correto da contagem é o seguinte:

Exemplo1 Exemplo2 3 Exemplo3


5 3 5 5 3

1 3 b 3 1
1 3 b
1 1 1 (1)

4 c 4 2
2 4 a c
a 2 (2)
2 2 2
Contagem Contagem Contagem
Contagem Contagem Contagem
Incorreta Correta Incorreta Correta
Correta Incorreta

Antes de comentar as contagens do diagrama anterior, será necessário introduzirmos outra regra de
importância capital para a contagem das ondas. Num movimento de impulso de alta, o fundo da onda
4 não poderá ultrapassar o topo da onda 1, numa base de fechamento, e num movimento de impulso
de baixa o topo da onda 4 não poderá ultrapassar o fundo da onda 1, numa base de fechamento. O
diagrama abaixo esclarecerá melhor.

Exemplo1 5 Exemplo2 5 Exemplo3 5


3 3 3

1 1 1

4
4
4
2 Contagem 2 Contagem Contagem
2
Correta Correta Incorreta

No exemplo 1, o fundo da onda 4 respeitou a regra permanecendo acima do topo da onda 1. No


exemplo 2, apesar dos preços da onda 4 terem vindo abaixo do topo da onda 1, nunca fecharam
abaixo do preço de fechamento da onda 1, portanto respeitando a regra. No exemplo 3, a contagem
está incorreta porque os preços de fechamento da onda 4 vieram abaixo do preço de fechamento do
topo da onda 1, violando a regra e a contagem terá de ser refeita. Esta regra é inflexível, não
permitindo tolerância. Para um movimento de impulso de baixa, vale o inverso.

Agora podemos voltar e examinar o diagrama superior desta página. No exemplo 1, a contagem está
incorreta por violar duas regras: a onda 3 não pode ser a menor e o fundo da onda 4 veio abaixo do
topo da onda 1. Os exemplos 2 e 3 tem exatamente o mesmo traçado com a onda 3 menor do que
as ondas 1 e 5, respeitando porém a regra de que o fundo da onda 4 não pode penetrar o topo da
onda 1. Como a onda 3 não pode ser a menor a contagem terá que ser refeita, mas se abrem duas
alternativas: na primeira alternativa, exemplo 2, as ondas 2, 3 e 4 se transformam numa correção abc,
denominada correção corrida (running correction) que veremos mais adiante quando examinarmos as
Correções. Na segunda, exemplo 3, pode ser classificado como uma onda 3 estendida, subindo-se o
grau das ondas 1 e 2 para (1) e (2) e aonde poderia ter sido 3, 4 e 5, passa a ser 1, 2 e 3 da onda (3)
estendida. Somente a continuação poderá confirmar qual das duas alternativas está correta, mas é
assim que se faz a contagem, e na medida que os preços se movimentam vão se apresentando
diversas possibilidades de contagens. Caberá a você, com base nas regras e princípios, encontrar a
contagem correta. Não será muito difícil se as regras forem rigorosamente observadas . Veja no
exemplo abaixo um caso real onde, devido à regra de que “num movimento de impulso de alta, o
fundo da onda 4 não poderá ultrapassar o topo da onda 1”, a contagem teve que ser refeita:
Examinemos agora duas particularidades referentes à onda 5, o Triângulo e a Falha. Usualmente,
após a onda 4 ter sido muito extensa e rápida, surgem triângulos que Elliott denominou de Triângulos
Diagonais. São um tipo especial de quinta onda que indicam exaustão de todo o movimento.
Triângulos Diagonais são basicamente Cunhas formadas por duas linhas convergentes, onde cada
subonda, incluindo as ondas de impulso, subdividem-se em três como ilustra o diagrama abaixo.

(5) (2)
5 Figura 2
3
(3) 1
(4)
(1)
4 2

2 4
(1) (4)
(3) 1
3
Figura 1 5
(2) (5)

Uma Cunha Ascendente (figura 1) é baixista e normalmente é seguida por uma queda rápida que
leva o mercado de volta até pelo menos até o nível onde começou o triângulo diagonal. Uma cunha
Descendente é altista, usualmente dando origem a um impulso para cima. Os triângulos diagonais
são as únicas formações de cinco ondas na direção da tendência predominante dentro do qual o
fundo da onda 4 pode vir abaixo do topo da onda 1, diga-se de passagem, freqüentemente, embora
este padrão não seja corriqueiro. Precisamos tomar cuidado para não confundir este padrão com os
triângulos que se desenvolvem nas ondas 4 das seqüências de impulso e nas ondas B de correção
que examinaremos adiante.

Elliott usou a palavra “Falha” para descrever o movimento do padrão de cinco ondas no qual a quinta
onda de impulso falha em mover-se acima do topo da onda 3. ela pode ser facilmente observada
porque no seu desenvolvimento a partir da onda 4, as cinco subondas presumíveis se completam
antes que ultrapasse o topo da onda 3. O inverso vale para uma onda de impulso para baixo, como
pode ser visto no diagram a abaixo.

3 2
Falha num mercado de alta 5

4
1
1
4

Falha num mercado de baixa


5
2 3
As falhas não são comuns, especialmente em ondas de menor grau. Elas nos advertem da força ou
fraqueza intrínseca do mercado e nos dizem mais sobre o mercado do que qualquer um de nós se
preocupa em ouvir. Tão logo a gente pense que está tudo nos conforme, a contagem na ponta do
lápis, ocorre uma falha para abortar o alvo esperado.

Padrões das Ondas de Correção

No mercado de ações os movimentos numa determinada periodicidade tendem a se mover mais


facilmente com a tendência de uma periodicidade maior do que contra ela. Desde que as ondas de
correção são mais subdivididas e menos perceptíveis do que as ondas de impulso, que fluem na
direção da tendência predominante, às vezes torna-se difícil enquadrar as ondas de correção dentro
de padrões reconhecíveis até que estejam completos e tenham ficado para trás. Como o término das
ondas de correção são menos previsíveis do que os das ondas de impulso, deve-se ter muito mais
cautela em sua análise quando o mercado se encontra ziguezagueando do que quando os preços
estão numa tendência. Como verá, os desdobramentos das ondas de correção são bem mais
variados do que os das ondas de impulso. Freqüentemente aumentam ou diminuem o grau de sua
complexidade na medida que se desenvolvem de modo que o que são ondas tecnicamente do
mesmo grau podem por seus tamanhos parecerem ondas de grau maior ou menor.

A regra mais importante que se pode extrair do estudo dos vários padrões de correção é que
correções nunca podem ser cinco. Apenas ondas de impulso podem ser cinco. Em outras palavras,
um movimento inicial de cinco ondas contra a tendência predominante, nunca é o final de uma
correção, mas apenas parte dela.

Os padrões das correções são os mesmos, independente de sua direção ou tamanho. Num
movimento de alta, as correções são para baixo ou laterais. Num movimento de baixa, as correções
são para cima ou laterais.

Os padrões de correção são classificados em quatro categorias principais: ziguezagues,


movimentos horizontais, triângulos e estruturas combinadas.

Ziguezague – é um padrão de correção formado por três ondas que se desenvolvem contra a
tendência predominante formando um padrão 5 – 3 – 5 (cinco ondas de impulso, três ondas de
correção e cinco ondas de impulso).

Num mercado de alta, o topo da onda B é visivelmente mais baixo que o início da onda A e a onda C
se estende bem além do fundo da onda A, como pode ser visto no diagrama abaixo.

2
B
B 4 c
1 a
2

3 4
b
5 1
A
A
3

C 5

Num mercado de baixa, o fundo da onda B é visivelmente mais alto do que o início da onda A e a
onda C se estende bem além do topo da onda A. Devido à posição invertida em relação ao
ziguezague do mercado de alta, freqüentemente se refere a esse tipo como ziguezague invertido.
C
C 5

3
A
A 5 1
b 4
3

1 a 2
B 4 c

2 B

Algumas vezes, em formações mais demoradas pode ocorrer uma sucessão de dois ziguezagues
seguidos com um ABC intermediário, denominado ziguezague duplo. Embora não seja freqüente,
você deve estar ciente de sua existência. Os diagramas a seguir mostram as duas possibilidades.

Ziguezague Duplo de Baixa:

C
5

5 1
4
b
A
3
5
2
b a
1 c
3
4

5
1 a
b 4 2
3
c

a 2
1 B
c
4

2
Ziguezague Duplo de Baixa:

4
c
1
a 2
B
c
3
2
b 4
1 a
5

4
3 1 c
b a
2
5
3
A b
5 4
1

Movimento Horizontal – é um padrão de correção formado por três ondas que se movimentam
contra a tendência predominante formando um padrão 3 – 3 – 5 (três ondas de impulso, três ondas
de correção e cinco ondas de impulso). Você deve estar estranhando a presença de de uma onda de
impulso formada por apenas três subondas e não cinco como ficou definido no início deste capítulo.
Esta é a exceção. As ondas A das correções podem se desenvolver de uma forma ou de outra. Nos
mercados de alta o padrão básico dos movimentos horizontais assume o aspecto delineado no
diagrama abaixo.

B
B c
2
b
a
1 4

a
b 3

A C c 5
A C
Nos mercados de baixa o padrão é o mesmo, mas invertido como podemos ver a seguir:

A C
A C c 5

b 3
a

1 4
a
b
2
B c
B

Em geral, os movimentos horizontais são mais um padrão de consolidação do que de correção e são
considerados sinais de força à favor da direção predominante, antes da sua ocorrência. Nesse
padrão parece faltar força para que a onda de impulso A se desenvolva em cinco ondas como seria
normal. Em conseqüência, a onda B parece compreender a falta desse movimento contra a
tendência, e não surpreendentemente, muitas vezes termina no ou logo abaixo do final da onda A,
em contraste com o Ziguezague que se estende bem abaixo. Desse modo, este tipo de correção, no
seu conjunto, provoca menos danos à tendência predominante. Mais ainda, indicam muita força
interna na tendência predominante e freqüentemente precedem ou são seguidas por extensões.
Quanto maior o movimento horizontal, mais dinâmica será a próxima onda de impulso. Nesse tipo de
padrão também ocorrem movimentos duplos. Elliott enquadrou essas categorias como “duplo três”,
um termo que examinaremos mais adiante.

A expressão “movimento horizontal” é utilizada para todo tipo de correção ABC que se desenvolve
numa seqüência 3 – 3 – 5. Nos textos de Elliott, entretanto, foram definidos quatro tipos de correção 3
– 3 – 5, classificadas de acordo com as diferenças dos seus formatos, que podem ser atribuídos à
força ou fraqueza intrínseca do mercado. Num movimento horizontal normal, a onda B termina
próxima do início da onda onda A, como já vimos. Entretanto, Elliott percebeu mais dois tipos aos
quais se refere como correção “irregular”. No primeiro,, a onda B do padrão 3 – 3 – 5, termina além
do início da onda A e a onda C além do final da onda A, como pode ser visto no diagrama abaixo
para os mercados de alta e de baixa.

MERCADO DE ALTA B MERCADO DE BAIXA


C
a A
C c 5
B 2 A 3
b
a b
a
1 4 1 4
a
b a
b
c 2
3
A 5
C B c
A
C B
No segundo tipo, a onda B retorna ao início da onda A como num movimento horizontal normal, mas
a onda C falha em se estender até onde deveria, terminando antes de alcançar o final da onda A,
como pode ser visto no diagrama abaixo, para os mercados de alta e de baixa.

MERCADO DE ALTA B MERCADO DE BAIXA


a A
B 2 c C
A
b
a 4 b 5
C
1 a 3
a 1
b 3 a
5 b 4
C c C 2
A B c
A
B

O quarto e último padrão de variação 3 – 3 – 5 é uma estrutura muito rara denominada “correção
corrida” (running correction), que tem o aspecto de um ziguezague invertido. Aparentemente as
forças de direção da tendência predominante são tão poderosas que fazem com que numa tendência
de alta o fundo da onda C fique no nível ou acima do topo da onda A de impulso anterior, e no caso
de uma tendência de baixa, que o topo da onda C fique no nível ou abaixo do fundo da onda de
impulso anterior, como ilustra o diagrama abaixo.

b a
MERCADO DE ALTA
2
c

1 1
c
2
a b
MERCADO DE BAIXA

Enquanto as “correções corridas” que ocorrem nos mercados de alta indicam uma grande força
intrínseca, no mercado de baixa indicam uma grande fraqueza.

Quando se defrontar com algum padrão que possa lhe sugerir esse tipo de correção, é muito
importante que as subdivisões das ondas “a, b e c” estejam de acordo com as regras de Elliott. Se
por exemplo, a suposta onda b estiver parecendo mais uma contagem de cinco ondas do que uma
contagem de três, é mais provável que seja a primeira subdivisão de uma nova onda de impulso para
cima. Nesse caso, a contagem teria que ser refeita, de modo que a subonda “a” se transformasse
numa correção em ziguezague abc e a subonda “b” se transformaria na subonda 1 de uma nova
tendência de alta de grau superior. O diagrama da próxima página ilustra a nova contagem.
MERCADO DE ALTA:

1
b 5
2

3 4
1

1 (1) 3
b 1 4
c 5

2 a
a 2
a c
(2)
CORREÇÃO CORRIDA CONTAGEM ALTERNATIVA

MERCADO DE BAIXA:

(2)
a
c
a 2
2 a
c 5
b 1 4
1 (1) 3

1
3 4

2
b 5

1
CORREÇÃO CORRIDA CONTAGEM ALTERNATIVA

A Correção Corrida tende a ocorrer apenas em mercados muito fortes e rápidos, aonde o mercado se
movimenta tão rapidamente que os padrões de correção não tem tempo para se formarem
adequadamente. Nesses momentos os fatores emocionais parecem dominar o desenvolvimento
normal da onda.

Triângulos – são padrões que como regra geral tendem a ocorrer apenas na posição de onda 4
precedendo o movimento final na direção da tendência predominante. Na sua maioria, são ondas
alongadas e refletem um equilíbrio de forças que criam movimentos laterais normalmente associados
com baixo volume e volatilidade. Triângulos são padrões de cinco ondas que se subdividem numa
seqüência 3 – 3 – 3 – 3 – 3. São classificados, em função do seu formato, em quatro tipos principais:
ascendente, descendente, simétrico e assimétrico, conforme pode ser visto no diagrama da próxima
página.
MERCADO DE ALTA MERCADO DE BAIXA
ASCENDENTE (Topo Horizontal e Fundo Ascendente)

2 4 1 3 5
c c c c c
b b
b b a b a a
a a

a a b
a a b b
b a
b c
c c
5
c 3 c 4
1 2

DESCENDENTE (Fundo Horizontal e Topo Descendente)


1
2 c 3
c 4 5
c
c
b c
b a b a a b
a b a

a a
b a b a
b a b b
c c c c c
1 3 5 2 4
SIMÉTRICO (Topo Descendente e Fundo Ascendente)
1
2 3
c 5
c 4 c
c
c
b a b a
b a
a b a b

b a b
a b a
a b a b
c
c
c c 4
c 5 2
3
1
ASSIMÉTRICO (Topo Descendente e Fundo Ascendente)
4 5
2
c c 3 c
1 c
c

c
1 c
c
3 c c
2
5 4
Em geral, as linhas de tendência que contém o triângulo são respeitadas e os toques são precisos.
Pode-se esperar que apenas a quinta onda fique aquém ou ultrapasse os limites do triângulo,
fornecendo um sinal falso antes de arremeter, e de fato, a experiência nos diz que isso tende a
acontecer com uma certa freqüência, especialmente nos triângulos simétricos e assimétricos.

De acordo com os estudos de Frost e Pretcher, dois especialistas nas ondas de Elliott, após um
triângulo ter sido perfurado, o movimento que se segue permanecerá em tendência até que as duas
linhas que formam o triângulo se encontrem no vértice, momento que coincidirá exatamente com o
término da onda 5. Talvez a freqüência dessa ocorrência justificasse sua inclusão entre as regras
associadas com o Princípio das Ondas.

(5)
Projeção da onda 5 pelo
encontro das linhas

(3) 2
4

5
3
1
(4)

Estruturas Combinadas – são padrões complexos menos comuns, formados por dois ou três
padrões simples combinados. Assim, qualquer ziguezague ou movimento horizontal é um padrão
simples constituído por três ondas. Um padrão “três duplicado” ou “três triplicado” é um tipo de
correção menos comum que é essencialmente uma combinação dos tipos de correções simples,
incluindo-se ziguezagues, movimentos horizontais e triângulos. Um “três duplicado” é composto por
sete pernas e um “três triplicado” de onze. Você poderá perceber pelo diagrama abaixo, como esses
padrões se assemelham à congestão clássica ou retângulo de consolidação.

TRÊS DUPLICADO

b x b 2 4 6

ou

a c a c 1 3 5 7
TRÊS TRIPLICADO

b x b x b 2 4 6 8 10

ou

a c a c a c 1 3 5 7 9 11
Dentro dessas estruturas combinadas, as ondas na direção da tendência anterior (os números pares
no diagrama da página anterior sempre se subdividem em três ou (triângulos), enquanto aquelas na
direção da onda de correção podem se subdividir em três ou cinco, dependendo do tipo de correção
simples que está se formando dentro da estrutura. Em outras palavras, um ziguezague seguido por
um movimento horizontal, com um três (o abc que forma a onda x) intermediário, é um tipo de “três
duplicado”, como ilustrado abaixo).

X
B
c
2 c
2
4 B a b a
2
1 4
4 1
3
5 1 b a b
3
A 3
5 c 5

C A C

Ziguezague Qualquer três Movimento Horizontal

Em todos esses casos de estruturas combinadas o mercado está hesitando e age como se um “três ”
não fosse o suficiente, como se fosse necessário mais tempo para horizontalizar qualquer raz ão que
o mercado tenha tido para uma pausa. Algumas vezes, parece que os preços das ações estão
esperando por algum fundamento econômico para se enquadrar com a expectativa do mercado. Na
sua maioria, três duplicados e triplicados, são horizontais por natureza, embora Elliott tenha indicado
que formações inteiras possam se inclinar contra a tendência predominante. Estas formações
freqüentemente dão origem a fortes movimentos subseqüentes.

(continua na próxima aula)


A Teoria das Ondas de Elliott

A REGRA DA ALTERNAÇÃO

A regra da alternação é uma regra muito útil para se ter em mente na análise de formação das ondas
e na contagem das futuras possibilidades. A regra diz para esperarmos padrões alternados em
virtualmente todos os movimentos das ondas. Assim, um mercado de alta é composto por cinco
ondas e um mercado de baixa por três ondas. Portanto cinco e três se alternam. A mesma regra
comanda todos os demais graus.

Impulso de Alta Impulso de Baixa

Complexa

Simples Simples Complexa


Complexa

Simples
Simples Complexa

Um movimento de alta é composto por cinco ondas. As ondas 1, 3 e 5 são para cima. As ondas 2 e 4
são para baixo ou laterais. Assim os números ímpares se alternam com os números pares. As ondas
2 e 4 são correções. Estas duas ondas se alternam no padrão. Se a onda 2 é “simples” a onda 4 será
“complexa”, ou vice-versa. No seu menor grau uma correção simples é composta de uma onda para
baixo. A complexa é composta por três ondas para baixo ou laterais.

Normalmente os padrões de correções simples são os ziguezagues ou movim entos laterais


construídos simplesmente, enquanto os padrões complexos se enquadram na categoria de
triângulos, três duplicados ou triplicados, movimentos horizontais complicados ou qualquer outro
padrão complexo.

Como outra aplicação dessa regra, se uma grande onda de correção começa com a construção de
um movimento horizontal “abc” para a onda A, espere uma formação em ziguezague para a onda B, e
vice-versa, conforme o diagrama da próxima página.
B
B
c
c

b b a
a

a
b

a c C c b

A A C

Movimento Ziguezague Ziguezague Movimento


Horizontal Horizontal

Frequentemente se uma grande correção começa com um simples e indivísivel “abc” para a onda A,
a onda B se desdobrará num “abc” complexo para satisfazer a regra da alternação conforme
diagrama abaixo:

B
B

A
A C
C

Simples Complexo Simples Complexo Mais Complexo

Assim, a regra é muito ampla na sua aplicação e lhe adverte para sempre esperar algo diferente na
próxima vez. Algumas vezes ela se aplica para a inclinação, extensão, força e profundidade das
ondas tão bem quanto o faz no esclarecimento do desdobramento das ondas.

Esta regralhe diz o que não esperar, mas usualmente não lhe diz precisamente o que vai acontecer.
Sua grande utilidade reisde em lhe instruir para não assumir que, porque o último ciclo do mercado se
comportou de uma certa maneira, o próximo vai se comportar do mesmo modo. Como os “contrários”
nunca cessam de assinalar, o dia em que a maioria dos investidores compreender um certo hábito do
mercado é o dia que ele mudará para algo completamente novo.

Força das Correções

A força intrínseca da tendência subseqüente freqüentemente pode ser detectada na estrutura do


padrão das ondas, particularmente nos padrões de correção, e especialmente nos padrões de
correções nos mercados de baixa, que usualmente são mais nítidos do que aqueles nos mercados de
alta. Ziguezagues, por exemplo, são indicadores de força normal, enquanto correções complexas
indicam um movimento subseqüente com muita força. Eles normalmente ocorrem um pouco antes ou
logo após uma extensão. O diagrama abaixo ilustrará graficamente o grau de força dos movimentos
subseqüentes para cada um dos cinco tipos de correções num mercado de alta. As correções nos
mercados de baixa tem as mesmas implicações daquelas no mercado de alta mas na direção oposta.

FORÇA DAS CORREÇÕES

B
Ziguezague e Ziguezague Duplo

Força Normal
A
C

B B
Movimento Horizontal e Irregular

Forte
A C A C

B
Correção Corrida

Extraordinariamente Forte
C
A

2 4 6
Três Duplicado e Triplicado

Forte
1 3 5 7

b d
Triângulo

Acelerada. Rápida e curta


c e
a
Razões

O estudo das razões nos permite selecionar em tempo e amplitude as relações de uma onda com a
outra de modo que possamos determinar o tamanho das próximas ondas. Todo esse estudo está
baseado na seqüência de Fibonacci e nas suas propriedades. Antes, porém, vamos ver como são
medidas as ondas.

Medição das ondas

A extensão de cada onda é medida como uma distância vertical do início da onda ao final da onda,
conforme o diagrama abaixo. O comprimento é medido em unidades de pontos ou de preços.

Comprimento da onda 2
Comprimento da onda 1

1
Comprimento da onda 3

1 Comprimento da onda 4

5
3
Comprimento da onda 5
1

2
As razões de Fibonacci para projeções da ondas

Na teoria de Elliott a primeira onda da seqüência é a onda 1. A medida da onda 1 é usada para
encontrar as projeções das outras ondas. Estas razões não são regras, mas diretrizes na estimativa
do comprimento das diferentes ondas. Assim temos:

Razões para a onda 2

A onda 2 está sempre relacionada com a onda 1 e as razões de Fibonacci mais comuns para a onda
2 são as seguintes:

a) A onda 2 pode ser igual a 50% da onda 1;


b) A onda 2 é igual a 62% da onda 1;
c) Se a onda 2 corrige mais de 62% da onda 1, tende a corrigí-la integralmente.

Comprimento da onda 1
50% da onda 1
62%
2

Pesquisas estatísticas desenvolvidas pelo especialista Tom Joseph da “Trading Techniques


Incorporated”, empresa que se deidca ao estudo de Elliott e do program Advanced GET, chegou às
seguintes conclusões no que diz respeito às razões das ondas 2:

a) Apenas 12% das ondas 2 corrigem 38% da onda 1;


b) 73% das ondas 2 corrigem de 50 a 62% da onda 1;
c) Apenas 15% das ondas 2 corrigem mais do que 62% da onda 1.

A pesquisa fala por si mesma. Toda vez que se defrontar com uma onda 2, trace imediatamente seus
suportes nesses três níveis, sabendo que a maior probabilidade de interrupção do movimento estará
na faixa de 50 a 62% da onda 1 que a precedeu.

Razões para a onda 3

A onda 3 se relaciona com a onda 1, baseada nas razões de Fibonacci nas seguintes proporções:

a) A onda 3 pode ser igual a 1,618 vezes o comprimento da onda 1;


b) A onda 3 pode ser igual a 2,618 vezes o comprimento da onda 1;
c) A onda 3 pode ser igual a 4,236 vezes o comprimento da onda 1.

Os múltiplos mais comuns são 1,618 e 2,618. Entretanto, se a terceira onda for uma onda estendida,
então as razões 2,618 e 4,236 são mais comuns.
3 4,236
X vezes o
3
Comprimento
2,618
da onda 1

3 1,618

Comprimento da onda 1
2

Para as ondas 3, a pesquisa de Tom, chegou às seguintes conclusões:

a) Apenas 25 das ondas 3 são iguais em ( comprimento) à onda 1;


b) 45% das ondas 3 alcançam de 1,618 a 1,75 do comprimento da onda 1 prévia;
c) Apenas 8% das ondas 3 são maiores do que 2,618 do comprimento da onda 1 prévia;
d) 15% das ondas 3 terminam entre 1 e 1,618 da onda 1 prévia;
e) 30% das ondas 3 terminam entre 1,75 e 2,618 da onda 1 prévia.

Razões para a onda 4

A onda 4 diferentemente da 2 e da 3 não se relaciona diretamente com a onda 1. Sua relação é com
o comprimento da onda 3 anterior. Essa relação se processa nas seguintes proporções:

a) A onda 4 pode ser igual a 24% da onda 3;


b) A onda 4 pode ser igual a 38% da onda 3;
c) A onda 4 pode ser 50% da onda 3.

As razões de 24 e 38% da onda 3 anterior, são as mais comuns para o comprimento da onda 4.

4 24%
Comprimento da onda 3 4 38%
4 50%
1

X vezes o
Comprimento
2 da onda 3
A pesquisa revelou que nas ondas 4 ocorrem as seguintes retrações em relação às ondas 3:

a) Em 15% das vezes, as ondas 4 se retraem de 24 a 30% da onda 3 precedente;


b) 60% das vezes, as ondas 4 se retraem de 30 a 50% da onda 3 precedente;
c) Em 15% das vezes, as ondas 4 se retraem de 50 a 62% da onda 3 precedente;
d) Apenas 10% das vezes, as ondas 4 se retraem mais do que 62% da onda 3 precedente.

Razões para a onda 5

As ondas 5 tem duas relações diferentes, a saber:

a) Se a onda 3 foi maior do que 1,618 da onda 1 ou se foi estendida, as razões da onda 5 são as
seguintes:
A onda 5 pode ser igual à onda 1;
A onda 5 pode ser igual a 1,618 da onda 1;
A onda 5 pode ser igual a 2,618 da onda 1.

5 5 = 2,618 da 1

5 5 = 1,618 da 1

5 5=1
3

1
4

Comprimento da onda 1

b) Quando a onda 3 é menor do que 1,618 da onda 1, a onda 5 se estenderá. Desse modo, a
razão da onda se baseará no comprimento total do início da onda 1 até o topo da onda 3.

1. A onda 5 estendida é igual a 0,618 vezes a distância entre o início da onda 1 e o topo
da onda 3;
2. A onda 3 estendida é igual a 1,618 vezes a distância entre o início da onda 1 e o topo
da onda 3.
1,618 da 1/3 5

0,618 da 1/3 5

1
Distância do início da 4
onda 1 até o topo da 3

Existe ainda um outro método de projeção para o topo da onda 5, denominado Técnica do Canal de
Elliott que funciona da seguinte maneira:

Uma vez iniciada a onda 5, trace uma linha reta conectando os extremos das ondas 2 e 4, conforme a
figura abaixo.

3 3 5

1 1
4 4

Linha suporte do canal Linha suporte do canal


2 2

Em seguida, desenhe duas linhas paralelas à linha de suporte do canal passando pelos topos das
ondas 1 e 3. Espere o final da onda 5 em uma das duas linhas de resistência do canal. Normalmente,
se a onda 3 foi normal, o topo da onda 5 tende a ser feito na linha paralela traçada a partir do topo da
onda 3. Se a onda 3 foi estendida, a onda 5 tende a fazer seu topo na linha de resistência do canal
traçada a partir do topo da onda 1.
TEMPO:

Há muito pouco a ser dito sobre o fator tempo na contagem das ondas. Não há dúvida que existe
uma relação de tempo em Fibonacci. O que ocorre é que elas são muito difíceis de serem previstas e
são consideradas pelos estudiosos de Elliott como o menos importante dos três aspectos da teoria.
Infelizmente, concebeu o ciclo como flutuações muito longas de mudanças de preços que variavam
de 4 a 40 anos. Fenômenos tão extensos são de muito pouco valor para o investidor comum que
procura orientar suas operações para conclusões dentro de algumas semanas ou no máximo meses.
Considerações Finais
Em 1986, após vender a minha participação societária na ultima corretora em que trabalhei,
decidi me dedicar totalmente ao aprendizado da análise técnica como uma forma de
sobrevivência independente.

Porém, na medida em que ia absorvendo novos conhecimentos e colocando-os em prática,


meu patrimônio diminuía. Era frustrante! Esta frustração atingiu seu clímax por volta de 1990,
quando concluí que, por diversas razões, não sabia operar e decidi criar um sistema
mecânico que fizesse isto por mim. Mas, decorridos um ano meio, verifiquei que foi mais uma
tentativa inútil.

Não possuía uma estrutura emocional que se sujeitasse aos caprichos do sistema e, como
em outras experiências, acabei abandonando, sentindo-me novamente derrotado. Embora
tivesse convicção de que poderia viver do mercado, não conseguia ver a luz no fim do túnel.

Embora em 1986 já tivesse traduzido, estudado e editado o livro “Timing ...” do Granville,
cuja frase de abertura é “O mercado de ações é um jogo”, não estava convencido disso. Na
verdade, todos os meus estudos estavam orientados para tentar antecipar os movimentos
futuros do mercado. Apenas quando li a Teoria de Adam, pude me dar conta da verdade
embutida na afirmação do Granville. Ali, ao perceber que para se projetar o futuro, bastava
rebater o passado, e como aquilo funcionava, me dei conta do quanto ele tinha razão.

A partir de então, comecei a ver o mercado de um modo diferente. A palavra chave foi
rendição. Render-me à minha ignorância em tentar antecipar seus movimentos para deixar-
me levar por eles.

No início não foi fácil aceitar plenamente que a maior parte do que havia aprendido durante
anos fosse de pouca ou quase nenhuma utilidade. É difícil abandonara uma crença! Mas,
nada como o tempo para trazer a realidade à tona. Pouco a pouco, comecei a acertar mais
do que errar e a confiança de que estava no caminho certo foi crescendo.

Dos erros e acertos, fui desenvolvendo uma metodologia operacional própria, ajustada ao
meu temperamento e às minhas necessidades. Esta metodologia lhes foi apresentada aqui
até a aula 16. Nas aulas restantes, conforme o programa do curso, procurei aumentar sua
cultura técnica, mas para a metodologia, seu significado não representa nada.

O que pretendi mostrar ao longo das primeiras 16 aulas foi que, deixando de fora as notícias
e outras fontes de informações e encarando o mercado como um jogo, fica bem mais fácil
concentrar sua atenção naquilo que interessa e desviar sua atenção de fatos que nada têm a
ver com a direção do mercado.

Este enfoque facilita tremendamente a aplicação dos estopes de entrada e protetores, desde
que tenha realmente se convencido que o mercado é um jogo, pois é preciso que esteja
consciente de que ao iniciar uma operação não sabe o que acontecerá com ela.

Também desejei lhes mostrar que com um bom método, o mercado pode ser vencido de
forma sistemática. Não tenho a pretensão de achar que o método vimos nestas aulas seja o
melhor.
Recentemente li um livro denominado “Market Wizards”, cujo conteúdo é uma série de
entrevistas com traders extremamente bem-sucedidos do mercado americano, onde cada um
deles revela sua metodologia operacional. Percebe-se, então, que não existe um método
melhor ou pior do que outro, pois todos os entrevistados são profissionais que atingiram um
enorme sucesso nas suas carreiras e cada um deles chegou lá por caminhos totalmente
diferentes.

Qualquer que tenha sido o caminho de cada um, todos tinham duas coisas em comum: o uso
disciplinado de uma metodologia operacional acompanhado de um rígido controle de risco.

Comparando com um jogo de pôquer, embora estivessem sentados na mesa, não


apostavam em todas as mãos. Só o faziam quando a mão se adequava à sua metodologia
de jogo. Foi mais ou menos isto o que pretendi fazer ao realizar este curso pioneiro onde a
técnica da Simetria Sanfonada foi colocada no papel e tomou forma operacional.

Espero que o objetivo inicial deste curso tenha sido alcançado e que possam, daqui a diante,
enfrentar o mercado com segurança. Segurança no sentido de saber onde iniciar e onde
encerrar uma operação, esteja ela evoluindo a seu favor ou contra.

Finalizando, agradeço a todos aqueles que investiram neste curso e me ajudaram a fazer
dele uma realidade. Espero que tenha valido a pena esta convivência de 24 semanas e que
seu dinheiro não tenha sido jogado fora.

Um abraço para todos e até breve, quem sabe num curso ao vivo.

Marcio Noronha