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ESUCRI – ESCOLA SUPERIOR DE CRICIÚMA PROF. CLEVERSON DE OLIVEIRA SAVI ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ESUCRI

ESUCRI – ESCOLA SUPERIOR DE CRICIÚMA

PROF. CLEVERSON DE OLIVEIRA SAVI

ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

ESUCRI – ESCOLA SUPERIOR DE CRICIÚMA Análise das Demonstrações Contábeis - Prof. Cleverson de Oliveira Savi

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Criciúma – SC, 2013

NORMAS PARA RELAÇÃO ENSINO/APRENDIZAGEM DISCIPLINA DE ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Horário: na Faculdades Esucri é das 18:50 às 22:00 com intervalo das 20:20 às 20:30.

Material didático: está disponível no site da Faculdades Esucri e também no centro de cópias.

Faltas: de acordo com o MEC todo acadêmico possui tolerância de faltas de 25%, isto representa 5 noites no semestre. Lembrando que o maior problema não é a falta no diário do professor, mas sim a perda de conteúdo, então faltar somente em caso de extrema urgência.

Falta em dia de prova: favor trazer atestado médico ou declaração da empresa e apresentar diretamente ao professor Cleverson, e a prova de segunda chamada será realizada no último dia de aula da disciplina no semestre, sendo somente com o conteúdo daquela prova.

Chamada: serão realizadas 2 vezes a noite, a primeira antes do intervalo e a segunda após o intervalo.

Qualquer dúvida ou esclarecimento sobre a disciplina, sugestões ou reclamações dirigir – se diretamente ao professor Cleverson.

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ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Vimos na disciplina de contabilidade empresarial que uma das finalidades da contabilidade é fornecer informações sobre a composição e variações do patrimônio da organização e neste semestre trataremos da análise (interpretação) das demonstrações contábeis, pois considerando que a contabilidade registra todos os fatos que ocorrem na empresa, e automaticamente a qualquer data podemos elaborar as demonstrações contábeis (relatórios), onde demonstram a real situação da organização na referida data, tendo informações importantíssimas para tomada de decisões, principalmente porque vivemos uma época de concorrência acirrada, e sempre temos que estar prevendo situações ou acontecimentos que possam vir a prejudicar a organização ou perder vantagem no mercado.

Para saber interpretar as demonstrações contábeis, utilizaremos técnicas e procedimentos teóricos aliados a prática, onde através de exemplos vivenciaremos situações reais de uma empresa.

Segundo Osni Moura Ribeiro, a análise das demonstrações contábeis é uma técnica contábil que consiste no exame e na interpretação dos dados nas demonstrações contábeis, com o fim de transformar esses dados em informações úteis aos diversos usuários da contabilidade.

Principais demonstrações:

  • 1. Balanço Patrimonial;

  • 2. Demonstração de Resultado do Exercício;

  • 3. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados;

  • 4. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido.

  • 5. Demonstração de Fluxo de Caixa.

  • 6. Demonstração do Valor Adicionado.

Também segundo Osni Moura Ribeiro, a finalidade da análise é transformar os dados extraídos das demonstrações financeiras em informações úteis para a tomada de decisões por parte das pessoas interessadas.

Historicamente, foram os bancos os primeiros a se interessarem pela análise das demonstrações. Atualmente, são muitos os usuários que recorrem a ela, seja para conhecer a rentabilidade do capital investido nas entidades ou grau de solvência para o cumprimento das suas obrigações, seja para avaliar o desempenho das entidades, de acordo com interesses específicos. Exemplos:

Bancos; Fornecedores; Administradores; Público Investidor; Sindicatos de Classe; Governo.

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PASSOS PARA ANÁLISE

  • 1. Exame e Padronização das Demonstrações

  • 2. Coleta de Dados

Extração de valores das demonstrações financeiras, como total do Ativo Circulante, o Patrimônio Líquido, das Vendas Líquidas etc.

  • 3. Cálculo dos Indicadores

Números – índices.

  • 4. Interpretação dos Quocientes

Interpretação isolada e conjunta

  • 5. Análise Vertical/Horizontal

Análise e interpretação dos números – índices.

  • 6. Comparação com Padrões

Cálculos e comparações.

  • 7. Conclusões

Elaboração de relatórios inteligíveis por leigos.

  • 1. Demonstrações

1.1 Balanço Patrimonial - é a demonstração financeira que evidencia resumidamente o patrimônio da entidade, quantitativa e qualitativamente.

ATIVO

   

PASSIVO

 

Circulante

 

Circulante

Obrigações a Fornecedores

Disponibilidades Direitos Realizáveis a Curto Prazo

Obrigações Financeiras

Contas a Receber de Clientes

 

Obrigações Fiscais

 

Obrigações Trabalhistas

Impostos a Recuperar Estoques

 

Investimentos

Temporários

a

Curto

Outras Obrigações Provisões

Prazo

 

Outros Direitos Real. a Curto Prazo

 

Não Circulante

Despesas do Exercício Seguinte

 

• Obrigações a Longo Prazo

 

Não Circulante

Receitas Diferidas

Contas a Receber a Longo Prazo

   

Patrimônio Líquido

 

Capital Social

Outros Créditos a Longo Prazo Investimentos

 

Imobilizado

Lucros ou Prejuízos Acumulados Reservas

   

Intangível ESTUDOS DOS COMPONENTES DO BALANÇO PATRIMONIAL

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1. ATIVO

No Ativo, as contas que representam os bens e os direitos devem ser dispostas

na ordem decrescente do grau de liquidez dos elementos nelas registrados e classificados em dois grupos principais:

Circulante Não Circulante

Grau de Liquidez é a possibilidade de componentes se transformarem ou se realizarem em dinheiro.

  • 1.1 - CIRCULANTE

Neste grupo você encontra todas as contas que representam os Bens e os Direitos que, devido a sua finalidade, e em sua maioria, estão em constante circulação. Correspondem aos recursos aplicados em elementos que estão em franco movimento, como exemplo, a conta Caixa, que a todo instante está sendo movimentada (entra e sai dinheiro); o mesmo ocorre com as contas de Estoque, Bancos Conta Movimento etc ... É o grupo de maior facilidade para apuração de dinheiro.

  • 1.2 – NÃO CIRCULANTE

Neste grupo você encontra classificadas todas as contas que representam Direitos cujos vencimentos ocorram após o término do exercício social seguinte. Por exemplo, os títulos a Receber (Duplicatas, Promissórias etc.), e também encontramos classificadas todas as contas que representam os Bens ou Direitos que, pela sua finalidade, representam recursos aplicados na empresa de maneira permanente. Por exemplo, os móveis, máquinas, terrenos, veículos, etc, são os que a empresa adquire para investimento ou para uso próprio.

2 - PASSIVO No passivo você encontra as contas que representam as Obrigações e o Patrimônio Líquido, devidamente classificadas em três grupos:

  • 2.1 - CIRCULANTE

Neste grupo você encontra as contas que representam as Obrigações da empresa que vencem a curto prazo (no exercício atual ou no subseqüente).

  • 2.2 – NÃO CIRCULANTE

Neste grupo você encontra classificadas as contas que representam as Obrigações da empresa que tem vencimentos após o término do exercício seguinte, bem como as receitas recebidas antecipadamente, menos os custos ou encargos necessários para realização destas receitas.

  • 2.3 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Neste grupo você encontra as contas que representam as obrigações com os sócios da empresa, como capital social, lucros ou prejuízos e reservas.

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Demonstração do Resultado do Exercício

Segundo Osni Moura Ribeiro, a demonstração do resultado do Exercício (DRE), é um relatório contábil destinado a evidenciar a composição do resultado formado num determinado período de operações da entidade. Nele encontramos de forma clara a receita operacional da empresa, bem como todos os custos e despesas que a empresa teve no período até a apuração do resultado (lucro ou prejuízo), também é uma excelente demonstração a ser analisada, porque aparecem agrupadas por departamentos as despesas, podendo inclusive fazer comparações com demonstrações de outros períodos, onde pode – se obter resultados extraordinários, principalmente no que diz respeito a controle de gastos por departamentos, ou comparativo de evolução das vendas com as despesas no mesmo período.

Modelo de DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO

RECEITA BRUTA DE VENDAS = ___________________ Vendas de Mercadorias = ( - ) DEDUÇÕES DAS VENDAS = __________________ PIS sobre Vendas = COFINS sobre Vendas = ICMS sobre Vendas = (= ) RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS = ___________________ ( - ) Custo da Mercadoria Vendida = ( = ) LUCRO BRUTO = ___________________ ( - ) Despesas Administrativas = ( - ) Despesas com Vendas = ( - ) Despesas Financeiras = ( +) Receitas Financeiras = (+/-) Outras Receitas/Despesas Operacionais = ( = ) RESULTADO OPERACIONAL = ___________________ ( - ) Contribuição Social a Pagar = ( - ) Imposto de Renda a Pagar = ( = ) LUCRO/PREJUÍZO DO EXERCÍCIO = ________________

  • 3 Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados

É um relatório que evidencia os saldos da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados no início e no final do exercício, bem como as variações ocorridas, decorrentes de ajustes de exercícios anteriores, reversões de reservas, resultado do exercício, transferências para reservas, dividendos e a parcela incorporada ao Capital.

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Modelo

  • 1. Saldo no início do período

  • 2. Ajustes de exercícios anteriores

  • 3. Saldo ajustado

  • 4. Lucro ou prejuízo do exercício

  • 5. Reversão de Reservas

  • 6. Saldo à disposição

  • 7. Destinação do exercício Reserva legal Reserva estatutária Reserva para Contingência Outras reservas

  • 8. Dividendos obrigatórios

  • 9. Saldo no fim do exercício

Com base no balanço patrimonial e DRE abaixo, faça a Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados.

CONTAS

ANO 02

ANO 01

ATIVO

31.200,00

29.200,00

CIRCULANTE

21.900,00

19.000,00

Caixa

13.900,00

5.000,00

 

2.000,00

2.000,00

Duplicatas a Receber Estoques

6.000,00

12.000,00

NÃO CIRCULANTE

9.300,00

10.200,00

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO

3.000,00

3.000,00

Promissórias a Receber

3.000,00

3.000,00

IMOBILIZADO

6.300,00

7.200,00

Móveis e Utensílios

7.000,00

8.000,00

(-) depreciação Acumulada

700,00

800,00

     

PASSIVO

31.200,00

29.200,00

CIRCULANTE

4.300,00

4.300,00

 

3.100,00

3.100,00

Duplicatas a Pagar Impostos a Pagar

1.200,00

1.200,00

NÃO CIRCULANTE

5.000,00

10.000,00

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO

5.000,00

10.000,00

 

5.000,00

10.000,00

Títulos a Pagar PATRIMÔNIO LÍQUIDO

21.900,00

14.900,00

 

15.000,00

11.000,00

Capital Social Lucros ou Prejuízos Acumulados

6.900,00

3.900,00

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DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

Vendas de Mercadorias

.........................................................................................

10.000,00

(-) Custo das Mercadorias Vendidas

6.000,00

Lucro Bruto

4.000,00

1.000,00

Lucro Líquido

3.000,00

DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS

1.Saldo no início do período 2.Ajuste de exercícios anteriores 3.Saldo ajustado 4.Lucro ou prejuízo do exercício

 
  • 5. Reversão de Reservas

  • 6. Saldo à disposição

  • 7. Destinação do exercício Reserva legal Reserva estatutária Reserva para contingência

  • 8. Outras reservas

  • 9. Dividendos obrigatórios

10. Saldo no fim do exercício

Exercício 01

Com base nos dados abaixo faça a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados das demonstrações abaixo:

a) BALANÇO PATRIMONIAL (resumido).

Contas

2006

2005

ATIVO

227.470,00

190.253,00

CIRCULANTE

49.757,00

43.155,00

NÃO CIRCULANTE

177.713,00

147.098,00

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO

49.368,00

53.641,00

IMOBILIZADO

128.345,00

93.457,00

     

PASSIVO

227.470,00

190.253,00

CIRCULANTE

39.568,00

40.287,00

NÃO CIRCULANTE

40.602,00

40.602,00

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO

40.602,00

40.602,00

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

147.300,00

109.364,00

Capital Social

60.000,00

60.000,00

Lucros

87.300,00

49.364,00

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DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO (resumido)

CONTAS

2006

 

Vendas de Mercadorias

197.634,00

 

128.674,00

( - ) Custo da Mercadoria Vendida Lucro Bruto

68.960,00

 

31.024,00

( - ) Despesas Diversas Lucro Líquido

37.936,00

DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS

 

1.Saldo no início do período 2.Ajuste de exercícios anteriores 3.Saldo ajustado

 

4.Lucro ou prejuízo do exercício

  • 5. Reversão de Reservas

  • 8. Saldo à disposição

  • 9. Destinação do exercício Reserva legal Reserva estatutária Reserva para contingência

  • 8. Outras reservas

  • 9. Dividendos obrigatórios

10. Saldo no fim do exercício

b) BALANÇO PATRIMONIAL (resumido).

Contas

2005

 

2004

ATIVO

213.490,00

 

190.253,00

CIRCULANTE

49.757,00

 

43.155,00

NÃO CIRCULANTE

163.733,00

 

147.098,00

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO

49.368,00

 

53.641,00

IMOBILIZADO

114.365,00

 

93.457,00

     

PASSIVO

213.490,00

 

190.253,00

CIRCULANTE

39.568,00

 

40.287,00

NÃO CIRCULANTE

40.602,00

 

40.602,00

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO

40.602,00

 

40.602,00

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

133.320,00

 

109.364,00

Capital Social

60.000,00

 

60.000,00

Lucros

73.320,00

 

49.364,00

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DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO (resumido)

CONTAS

2005

Vendas de Mercadorias

183.654,00

( - ) Custo da Mercadoria Vendida

128.674,00

 

31.024,00

( - ) Despesas Diversas Lucro Líquido

23.956,00

DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS

1.Saldo no início do período 2.Ajuste de exercícios anteriores 3.Saldo ajustado 4.Lucro ou prejuízo do exercício

 
  • 5. Reversão de Reservas

10.Saldo à disposição 11.Destinação do exercício Reserva legal Reserva estatutária Reserva para contingência

  • 8. Outras reservas

  • 9. Dividendos obrigatórios

10. Saldo no fim do exercício

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO

É um relatório contábil que mostra as variações ocorridas nas contas integrantes do grupo Patrimônio líquido. Neste tipo de demonstração contábil são evidenciados os saldos iniciais, os ajustes de exercícios anteriores, os aumentos do Capital, as Reversões de Reservas, o Lucro Líquido do Exercício e sua destinação, além dos saldos finais das respectivas contas que compõem o Patrimônio Líquido da entidade.

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Descrição Capital Reservas de Lucros Total ou Subscr A Realiza- Lu Prej. Realizar do Capital Reavali
Descrição
Capital
Reservas
de
Lucros
Total
ou
Subscr
A
Realiza-
Lu
Prej.
Realizar
do
Capital Reavali
ação
cros
acum
Saldo em
31/X1anter.
Ajuste de
Exercícios
Anteriores
Aumentos
de Capital:
Com
Reservas e
Lucros
Por Novas
Subscrições
Reversões
de Reservas
Lucro
Líquido do
Exercício
DESTIN. DE
LUCROS
Transfer.
para
Reservas
Reservas
Estatutárias
Dividendos
Saldo em
31/x2atual

5. DEMONSTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA

É um relatório contábil que tem por fim evidenciar as transações ocorridas em um determinado período e que provocaram modificações no saldo da conta caixa. Trata – se de um demonstrativo que visa evidenciar a entrada (débito) e saída (crédito) de dinheiro da conta caixa da empresa em um determinado período de tempo.

Obrigatoriedade

Estão obrigadas a elaborar a Demonstração de Fluxo de Caixa todas as Sociedades anônimas (S/A), ou sociedade de grande porte (ex. podendo ser uma sociedade limitada, sendo que é considerado uma sociedade de grande

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porte aquela que no exercício social anterior o total do ativo foi superior a R$ 240.000.000,000, ou a receita bruta anual foi superior a R$ 300.000.000,00. Obs. Não será obrigado a elaboração da Demonstração do Fluxo de Caixa a Companhia Fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$

2.000.000,00.

Métodos existentes:

Método direto: a conta caixa/equivalente normalmente apresenta uma variação de valor entre o início e o fim do período. Esse método objetiva discriminar todas as entradas (origens) e saídas (aplicações) de numerários do caixa/equivalente, para efeito de justificar a variação encontrada na conta.

Método indireto: a conta caixa/equivalente normalmente apresenta uma variação de valor entre o início e o fim do período. Esse método parte do lucro líquido do exercício, regime de competência, efetuando – se alguns ajustes de valores, para efeito de justificar a variação encontrada na conta caixa/equivalente. Esse método adotou um critério indireto; mas, chega – se ao mesmo resultado apurado pelo método direto.

Método a ser adotado

O Comitê de Pronunciamentos Contábeis CPC n. 3 que disciplinou a elaboração da DFC direcionando que as entidades devem divulgar os fluxos de caixa decorrentes das atividades operacionais usando o Método Direto. O método direto proporciona informações que podem ser úteis para estimar fluxos de caixa e que não estão disponíveis com o uso do método indireto. A CVM, por meio do Ofício Circular CVMJSNC/SEP n. 1/2005, esclareceu que a empresa pode usar o método direto ou indireto para reportar o fluxo de caixa das atividades operacionais; no entanto direciona para o uso do método direto, sendo este o método que utilizaremos.

Da estrutura da DFC

Atividades Operacionais: são as principais atividades geradoras de receita da entidade e outras atividades diferentes das de investimento e de financiamento.

Atividades de Investimentos: São as referente a aquisição e a venda de ativos de longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa.

Atividades de Financiamento: são aquelas de resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital próprio e no endividamento da entidade, não classificadas como atividade Operacional.

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Modelo de demonstração de fluxo de caixa pelo método direto:

Fluxo de caixa das atividades operacionais

Valor R$

(+) Recebimentos de clientes (-) Pagamentos a fornecedores de mercadorias (-) Pagamentos de despesas antecipadas (-) Pagamentos de tributos (-) Pagamentos de juros

 

(-) Pagamentos de despesas com vendas e administrativas

  • 1 – Caixa líquido proveniente das atividades operacionais Fluxo de caixa das atividades de investimentos

 

(+) Recebimentos relativos a investimento (-) Compra de ativo imobilizado (-) Aplicação em investimentos

 
  • 2 – Caixa líquido usados nas atividades de investimentos

Fluxo de caixa das atividades de financiamento

 

(+) Empréstimos obtidos (+) Aumento de capital em dinheiro pelos sócios (-) Pagamentos de dividendos/lucros aos sócios

 
  • 3 – Caixa líquido usados nas atividades de financiamentos

Aumento líquido ao Caixa equivalentes de caixa (1 + 2 + 3)

 

Caixa e equivalente de caixa no início do período Caixa e equivalente de caixa no fim do período Variação das contas caixa/bancos/equivalentes

Com base nos dados abaixo foi realizado a Demonstração de Fluxo de Caixa, agora faça uma análise da situação da empresa:

BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA IFG COMÉRCIO LTDA

   

2011

2010

Variação

1

ATIVO

341.750,00

212.000,00

129.750,00

1.1

Ativo Circulante

326.750,00

195.000,00

131.750,00

 

Caixa e Equivalentes

6.750,00

9.000,00

2.250,00

   

135.000,00

121.000,00

14.000,00

 

Duplicatas a Receber Estoques

185.000,00

65.000,00

120.000,00

1.2

Ativo não Circulante

15.000,00

17.000,00

2.000,00

 

Imobilizado

21.000,00

21.000,00

-

 

( - ) Depreciação Acumulada

(6.000,00)

(4.000,00)

2.000,00

       

-

2

PASSIVO

341.750,00

212.000,00

129.750,00

2.1

Passivo Circulante

186.840,00

151.000,00

35.840,00

 

Fornecedores

134.000,00

89.000,00

45.000,00

 

Financiamentos

12.500,00

25.000,00

12.500,00

 

Contas a Pagar

2.000,00

18.000,00

16.000,00

 

IRPJ e CSLL a Pagar

23.340,00

19.000,00

4.340,00

   

5.500,00

-

5.500,00

 

PIS e COFINS a Pagar ICMS a Pagar

9.500,00

-

9.500,00

2.2

Passivo não Circulante

   

-

2.3

Patrimônio Líquido

154.910,00

61.000,00

93.910,00

 

Capital Social

94.000,00

39.000,00

55.000,00

   

2.000,00

2.000,00

-

 

Reservas de Capital Reservas de Lucros

58.910,00

20.000,00

38.910,00

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INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

Compras

770.000,00

Aumento de capital com lucros acumulados em 30/06/2011

35.000,00

Aumento de capital em dinheiro em 30/06/2011

 

20.000,00

Vendas a vista no período

1.146.000,00

 

100.000,00

Recebimento de clientes no período Receitas financeiras recebidas

900,00

Receitas de investimentos recebidos no período

 

7.000,00

Vendas a prazo no período

114.000,00

Impostos e contribuições pagas no período

 

334.750,00

Pagamentos de fornecedores

725.000,00

Financiamento pago no período

12.500,00

Títulos e outras contas pagos no período

 

16.000,00

   

185.100,00

Despesas Administrativas pagas no período Pagamento com despesas de juros

 

2.800,00

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

   

1.260.000,00

( - )

Receita Operacional Bruta Deduções das Vendas

330.750,00

 

Impostos Incidentes sobre Vendas

330.750,00

( =)

Receita Operacional Líquida

929.250,00

(

- )

Custo das Mercadorias Vendidas

650.000,00

( =

Lucro Bruto

279.250,00

(

- )

Despesas Administrativas

160.100,00

(

- )

Despesas com Vendas

25.000,00

   

2.000,00

( - ) ( +)

Encargos de Depreciação Despesas Financeiras

1.900,00

( =

Resultado Operacional

90.250,00

( +)

Outras Receitas

7.000,00

( =)

Result. oper. Antes IRPJ e CSLL

97.250,00

(

- )

Provisão para IRPJ e CSLL

23.340,00

( =)

Resultado Líquido do Exercício

73.910,00

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14

DEMONSTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA PELO MÉTODO DIRETO

Fluxo de caixa das atividades operacionais

 

Recebimentos de clientes

1.246.000,00

Recebimentos de juros

900,00

Pagamentos a fornecedores e empregados

(910.100,00)

Pagamentos de contas a pagar

(16.000,00)

 

(2.800,00)

Pagamentos de juros Pagamentos de tributos

(334.750,00)

Caixa líquido das atividades operacionais (1)

(16.750,00)

   

Fluxos de caixa das atividades de investimento

 

Recebimentos relativos a investimento

7.000,00

Caixa líquido usados nas atividades de investimento (2)

7.000,00

   

Fluxo de caixa das atividades de financiamento

 
 

20.000,00

Aumento de capital em dinheiro pelos sócios Pagamentos de empréstimos

(12.500,00)

Caixa líquido usados nas atividades de financiamentos (3)

7.500,00

   

Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa (1 + 2 + 3)

(2.250,00)

Caixa e equivalentes de caixa no início do período

9.000,00

Caixa e equivalentes de caixa ao fim do período

6.750,00

Variação das contas caixa e equivalentes de caixa

 

(2.250,00)

Exercício 02:

Faça a análise da situação da empresa com base nos dados abaixo:

 

Empresa A:

DEMONSTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA PELO MÉTODO DIRETO

 

Fluxo de caixa das atividades operacionais

 

Recebimentos de clientes

883.650,00

Recebimentos de juros

44,00

Pagamentos a fornecedores e empregados

(672.349,00)

Pagamentos de contas a pagar

(4.562,00)

 

(897,00)

Pagamentos de juros Pagamentos de tributos

(187.304,00)

 

18.582,00

Caixa líquido das atividades operacionais (1) Fluxos de caixa das atividades de investimento

 

Recebimentos relativos a investimento

742,00

 

742,00

Caixa líquido usados nas atividades de investimento (2) Fluxo de caixa das atividades de financiamento

 
 

-

Aumento de capital em dinheiro pelos sócios Pagamentos de empréstimos

(54.328,00)

 

(54.328,00)

Caixa líquido usados nas atividades de financiamentos (3) Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa (1 + 2 + 3)

(35.004,00)

 

36.587,00

Caixa e equivalentes de caixa no início do período Caixa e equivalentes de caixa ao fim do período

1.583,00

Variação das contas caixa e equivalentes de caixa

 

(35.004,00)

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15

Empresa B:

DEMONSTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA PELO MÉTODO DIRETO

Fluxo de caixa das atividades operacionais

 

Recebimentos de clientes

1.258.643,00

Recebimentos de juros

-

Pagamentos a fornecedores e empregados

(886.437,00)

Pagamentos de contas a pagar

(67.934,00)

 

(43,00)

Pagamentos de juros Pagamentos de tributos

(227.964,00)

 

76.265,00

Caixa líquido das atividades operacionais (1) Fluxos de caixa das atividades de investimento

 

Recebimentos relativos a investimento

9.867,00

 

9.867,00

Caixa líquido usados nas atividades de investimento (2) Fluxo de caixa das atividades de financiamento

 
 

-

Aumento de capital em dinheiro pelos sócios Pagamentos de empréstimos

(62.387,00)

 

(62.387,00)

Caixa líquido usados nas atividades de financiamentos (3) Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa (1 + 2 + 3)

23.745,00

Caixa e equivalentes de caixa no início do período

29.737,00

Caixa e equivalentes de caixa ao fim do período

53.482,00

Variação das contas caixa e equivalentes de caixa

 

23.745,00

DEMONSTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA PELO MÉTODO INDIRETO

 

Fluxos de caixa das atividades operacionais

 
 

73.910,00

Lucro líquido do exercício Ajustes por:

 
 

2.000,00

Depreciação Resultado não operacional

(7.000,00)

Lucro líquido ajustado

68.910,00

Aumento nas contas a receber de clientes a outros

(14.000,00)

 

(120.000,00)

Aumento nos estoques Aumento em fornecedores

45.000,00

 

(16.000,00)

Diminuição de contas a pagar Aumento de tributos a pagar

19.340,00

 

(16.750,00)

Caixa liquido proveniente das atividades operacionais (1) Fluxos de caixa das atividades de investimento

 

Recebimentos relativos a investimento

7.000,00

 

7.000,00

Caixa líquido proveniente das atividades de investimento (2) Fluxos de caixa das atividades de financiamento

 
 

20.000,00

Aumento de capital social Pagamentos de empréstimos

(12.500,00)

 

7.500,00

Caixa líquido proveniente das atividades de financiamento(3) Aumento (diminuição) do caixa e equiv. de caixa (1 + 2 + 3)

(2.250,00)

Caixa e equivalente de caixa no início do período

9.000,00

Caixa e equivalente de caixa ao fim do período

6.750,00

Variação das contas caixa e equivalentes de caixa

 

(2.250,00)

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16

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO

Com a finalidade

de divulgar

e

identificar o valor da riqueza gerada pela

entidade e como essa riqueza distribuída entre os diversos setores que contribuíram para sua geração, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída, foi criada a Demonstração do Valor Adicionada – DVA, que passou a ser obrigatória para as companhias abertas, com a publicação da Lei nº

11638/2007.

Obrigatoriedade

A partir do exercício de 2008, a elaboração da Demonstração do Valor Adicionado passou a ser obrigatória, conforme prevê a Lei nº 11.638. Destaca- se, no entanto, que esta obrigatoriedade alcança apenas as companhias abertas, ou seja, aquelas cujos valores mobiliários de sua emissão estejam admitidos à negociação nos mercados de bolsa e de balcão (Art. 4º da Lei nº

6.404/76).

Objetivo

A Demonstração do Valor Adicionado "tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela entidade e sua distribuição, durante determinado período." (Resolução CFC nº 1.138/2008). Conforme a Lei das S/A, a DVA deverá indicar, no mínimo (Art. 188, II):

o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída.

Formação da riqueza

Riqueza criada pela própria entidade

A DVA, em sua primeira parte, deve apresentar de forma detalhada a riqueza criada pela entidade. Os principais componentes da riqueza criada estão apresentados a seguir nos seguintes itens:

Receitas

Venda de mercadorias, produtos e serviços - inclui os valores dos tributos incidentes sobre essas receitas (por exemplo, ICMS, IPI, PIS e COFINS) , ou seja, corresponde ao ingresso bruto ou faturamento bruto, mesmo quando na demonstração do resultado tais tributos estejam fora do cômputo dessas receitas.

Outras receitas - da mesma forma que o item anterior, inclui os tributos incidentes sobre essas receitas.

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17

Provisão para créditos de liquidação duvidosa - Constituição/Reversão - inclui os valores relativos à constituição e reversão dessa provisão.

Insumos adquiridos de terceiros

Custo dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos - inclui os valores das matérias-primas adquiridas junto a terceiros e contidas no custo do produto vendido, das mercadorias e dos serviços vendidos adquiridos de terceiros; não inclui gastos com pessoal próprio.

Materiais, energia, serviços de terceiros e outros - inclui valores relativos às despesas originadas da utilização desses bens, utilidades e serviços adquiridos junto a terceiros.

Nos valores dos custos dos produtos e mercadorias vendidos, materiais, serviços, energia, etc, consumidos, devem ser considerados os tributos incluídos no momento das compras (por exemplo, ICMS, IPI, PIS e COFINS), recuperáveis ou não. Esse procedimento é diferente das práticas utilizadas na demonstração do resultado.

Perda e recuperação de valores ativos - inclui valores relativos a ajustes por avaliação a valor de mercado de estoques, imobilizados, investimentos, etc. Também devem ser incluídos os valores reconhecidos no resultado do período, tanto na constituição quanto na reversão de provisão para perdas por desvalorização de ativos, conforme aplicação da NBC T 19.10 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (se no período o valor líquido for positivo, deve ser somado).

Depreciação, amortização e exaustão - inclui a despesa ou o custo contabilizados no período.

Valor adicionado recebido em transferência

Resultado de equivalência patrimonial - o resultado da equivalência pode representar receita ou despesa; se despesa, deve ser considerado como redução ou valor negativo.

Receitas financeiras - inclui todas as receitas financeiras, inclusive as variações cambiais ativas, independentemente de sua origem.

Outras receitas - inclui os dividendos relativos a investimentos avaliados ao custo, aluguéis, direitos de franquia, etc.

Distribuição da riqueza

A segunda parte da DVA deve apresentar de forma detalhada como a riqueza

obtida

pela

entidade

foi

distribuída.

Os

principais

componentes

dessa

distribuição

estão

apresentados

a

seguir:

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18

Pessoal - valores apropriados ao custo e ao resultado do exercício na forma de:

Remuneração direta - representada pelos valores relativos a salários, 13º salário, honorários da administração (inclusive os pagamentos baseados em ações) , férias, comissões, horas extras, participação de empregados nos resultados, etc.

Benefícios - representados pelos valores relativos a assistência médica, alimentação, transporte, planos de aposentadoria, etc.

FGTS - representado pelos valores depositados em conta vinculada dos empregados.

Impostos, taxas e contribuições - valores relativos ao imposto de renda, contribuição social sobre o lucro, contribuições ao INSS (incluídos aqui os valores do Seguro de Acidentes do Trabalho) que sejam ônus do empregador, bem como os demais impostos e contribuições a que a empresa esteja sujeita. Para os impostos compensáveis, tais como ICMS, IPI, PIS e COFINS, devem ser considerados apenas os valores devidos ou já recolhidos, e representam a diferença entre os impostos e contribuições incidentes sobre as receitas e os respectivos valores incidentes sobre os itens considerados como "insumos adquiridos de terceiros".

Federais - inclui os tributos devidos à União, inclusive aqueles que são repassados no todo ou em parte aos Estados, Municípios, Autarquias, etc., tais como: IRPJ, CSSL, IPI, CIDE, PIS, COFINS. Inclui também a contribuição sindical patronal.

Estaduais - inclui os tributos devidos aos Estados, inclusive aqueles que são repassados no todo ou em parte aos Municípios, Autarquias, etc., tais como o ICMS e o IPVA.

Municipais - inclui os tributos devidos aos Municípios, inclusive aqueles que são repassados no todo ou em parte às Autarquias, ou quaisquer outras entidades, tais como o ISS e o IPTU.

Remuneração de capitais de terceiros - valores pagos ou creditados aos financiadores externos de capital.

Juros - inclui as despesas financeiras, inclusive as variações cambiais passivas, relativas a quaisquer tipos de empréstimos e financiamentos junto a instituições financeiras, empresas do grupo ou outras formas de obtenção de recursos. Inclui os valores que tenham sido capitalizados no período.

Aluguéis - inclui os aluguéis (inclusive as despesas com arrendamento operacional) pagos ou creditados a terceiros, inclusive os acrescidos aos ativos.

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19

Outras - inclui outras remunerações que configurem transferência de riqueza a terceiros, mesmo que originadas em capital intelectual, tais como royalties, franquia, direitos autorais, etc.

Remuneração de capitais próprios - valores relativos à remuneração atribuída aos sócios e acionistas.

Juros sobre o capital próprio (JCP) e dividendos - inclui os valores pagos ou creditados aos sócios e acionistas por conta do resultado do período, ressalvando-se os valores dos JCP transferidos para conta de reserva de lucros. Devem ser incluídos apenas os valores distribuídos com base no resultado do próprio exercício, desconsiderando-se os dividendos distribuídos com base em lucros acumulados de exercícios anteriores, uma vez que já foram tratados como "lucros retidos" no exercício em que foram gerados.

Lucros retidos e prejuízos do exercício - inclui os valores relativos ao lucro do exercício destinados às reservas, inclusive os JCP quando tiverem esse tratamento; nos casos de prejuízo, esse valor deve ser incluído com sinal negativo.

As quantias destinadas aos sócios e acionistas na forma de JCP, independentemente de serem registradas como passivo (JCP a pagar) ou como reserva de lucros, devem ter o mesmo tratamento dado aos dividendos no que diz respeito ao exercício a que devem ser imputados.

Casos especiais - alguns exemplos

Depreciação de itens reavaliados ou avaliados ao valor justo (fair value).

A reavaliação de ativos e a avaliação de ativos ao seu valor justo provocam alterações na estrutura patrimonial da empresa e, por isso, normalmente requerem o registro contábil dos seus efeitos tributários.

Os resultados da empresa são afetados sempre que houver a realização dos respectivos ativos reavaliados ou avaliados ao valor justo. Quando a realização de determinado ativo ocorrer pelo processo normal de depreciação, por conseqüência, a DVA também é afetada. Assim, no momento da realização da reavaliação ou da avaliação ao valor justo, deve-se incluir esse valor como "outras receitas" na DVA, bem como se reconhecem os respectivos tributos na linha própria de impostos, taxas e contribuições.

Ajustes de exercícios anteriores

Os ajustes de exercícios anteriores, decorrentes de efeitos provocados por erro imputável a exercício anterior ou da mudança de critérios contábeis que vinham sendo utilizados pela entidade, devem ser adaptados na demonstração de valor adicionado relativa ao período mais antigo apresentado para fins de comparação, bem como os demais valores comparativos apresentados, como se a nova prática contábil estivesse sempre em uso ou o erro fosse corrigido.

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Ativos construídos pela empresa para uso próprio

A construção de ativos dentro da própria empresa para seu próprio uso é procedimento comum. Nessa construção diversos fatores de produção são utilizados, inclusive a contratação de recursos externos (por exemplo, materiais e mão-de-obra terceirizada) e a utilização de fatores internos como mão-de- obra, com os conseqüentes custos que essa contratação e utilização provocam. Para elaboração da DVA, essa construção equivale a produção vendida para a própria empresa, e por isso seu valor contábil integral precisa ser considerado como receita. A mão-de-obra própria alocada é considerada como distribuição dessa riqueza criada, e eventuais juros ativados e tributos também recebem esse mesmo tratamento. Os gastos com serviços de terceiros e materiais são apropriados como insumos.

À medida que tais ativos entrem em operação, a geração de resultados desses ativos recebe tratamento idêntico aos resultados gerados por qualquer outro ativo adquirido de terceiros; portanto, sua depreciação também deve receber igual tratamento.

Para evitar o desmembramento das despesas de depreciação, na elaboração da DVA, entre os componentes que serviram de base para o respectivo registro do ativo construído internamente (materiais diversos, mão-de-obra, impostos, aluguéis e juros) , os valores gastos nessa construção devem, no período da construção, ser tratados como Receitas relativas à construção de ativos próprios. Da mesma forma, os componentes de seu custo devem ser alocados na DVA seguindo-se suas respectivas naturezas.

Referido procedimento de reconhecimento dos valores gastos no período como outras receitas, além de aproximar do conceito econômico de valor adicionado, evita controles complexos adicionais, que podem ser custosos, durante toda a vida útil econômica do ativo.

Distribuição de lucros relativos a exercícios anteriores

A Demonstração do Valor Adicionado está estruturada para ser elaborada a partir da Demonstração do Resultado do período.

Assim, há uma estreita vinculação entre essas duas demonstrações e essa vinculação deve servir para sustentação da consistência entre elas. Mas ela tem também uma interface com a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados na parte em que movimentações nesta conta dizem respeito à distribuição do resultado do exercício apurado na demonstração própria.

A entidade

é

livre,

dentro dos limites legais, para distribuir seus lucros

acumulados, sejam eles oriundos do próprio exercício ou de exercícios anteriores. Porém, pela vinculação referida no item anterior, os dividendos que compõem a riqueza distribuída pela entidade devem restringir-se exclusivamente à parcela relativa aos resultados do próprio período. Dividendos distribuídos relativos a lucros de períodos anteriores não são considerados, pois já figuraram como lucros retidos naqueles respectivos períodos.

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Substituição tributária

A legislação brasileira, por meio de dispositivos legais próprios, permite a transferência de responsabilidade tributária a um terceiro, desde que vinculado ao fato gerador do tributo. Essa transferência de responsabilidade, que pode ser total ou parcial e tem como finalidade precípua a garantia de recolhimento do tributo, é efetivada de duas formas: progressiva e regressiva.

A substituição tributária progressiva ocorre com a antecipação do pagamento do tributo que só será devido na operação seguinte. Do ponto de vista do substituto tributário (normalmente fabricante ou importador) , deve-se incluir o valor do "imposto antecipado" no faturamento bruto e depois apresentá-lo como dedução desse faturamento para se chegar à receita bruta.

No caso da substituição tributária regressiva, por exemplo, quando o comerciante realiza operação com produtor rural e é responsável pelo recolhimento do tributo, podem ocorrer duas situações: no caso de o comerciante ter direito ao crédito na operação seguinte, quando o valor do tributo recolhido deve ser tratado como impostos a recuperar, na DVA o valor dos impostos incidentes sobre as vendas deve ser considerado pelo valor total, uma vez que foi recolhido pelo próprio comerciante; se o comerciante não fizer jus ao crédito do tributo, o valor recolhido deve ser tratado como custo dos estoques.

Remuneração de capitais próprios - valores relativos à remuneração atribuída aos sócios e acionistas.

Juros sobre o capital próprio (JCP) e dividendos - inclui os valores pagos ou creditados aos sócios e acionistas por conta do resultado do período, ressalvando-se os valores dos JCP transferidos para conta de reserva de lucros. Devem ser incluídos apenas os valores distribuídos com base no resultado do próprio exercício, desconsiderando-se os dividendos distribuídos com base em lucros acumulados de exercícios anteriores, uma vez que já foram tratados como "lucros retidos" no exercício em que foram gerados.

Lucros retidos e prejuízos do exercício - inclui os valores relativos ao lucro do exercício destinados às reservas, inclusive os JCP quando tiverem esse tratamento; nos casos de prejuízo, esse valor deve ser incluído com sinal negativo.

As quantias destinadas aos sócios e acionistas na forma de JCP, independentemente de serem tratadas como passivo (JCP a pagar) ou como reserva de lucros, devem ter o mesmo tratamento dado aos dividendos no que diz respeito ao exercício a que devem ser imputados. Os modelos a seguir apresentados devem ser entendidos como indicativos, e um maior detalhamento, em nome da maior transparência, poderá ser utilizado.

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Modelo do Conselho Federal de Contabilidade

O Conselho Federal de Contabilidade apresenta os seguintes modelos de elaboração da Demonstração do Valor Adicionado (Resolução CFC nº

1.138/2008):

Modelo I - Demonstração do Valor Adicionado - EMPRESAS EM GERAL

Em milhares Em milhares R$ R$ DESCRIÇÃO 20X1 20X0 1 - RECEITAS 1.1) Vendas de mercadorias,
Em
milhares
Em milhares R$
R$
DESCRIÇÃO
20X1
20X0
1
- RECEITAS
1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços
1.2) Outras receitas
1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios
1.4) Provisão para créditos de liquidação duvidosa - Reversão
/ (Constituição)
2
- INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS
(inclui os valores dos impostos - ICMS, IPI, PIS e COFINS)
2.1) Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços
vendidos
2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
2.3) Perda / Recuperação de valores ativos
2.4) Outras (especificar)
3
- VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2)
4
- DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO
5
-
VALOR
ADICIONADO
LÍQUIDO
PRODUZIDO
PELA
ENTIDADE (3-4)
6
- VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA
6.1) Resultado de equivalência patrimonial
6.2) Receitas financeiras
6.3) Outras
7
- VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6)
8
- DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (*)
8.1) Pessoal
8.1.1
- Remuneração direta
8.1.2
- Benefícios
8.1.3
- F.G.T.S

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23

8.2) Impostos, taxas e contribuições

  • 8.2.1 - Federais

  • 8.2.2 - Estaduais

  • 8.2.3 - Municipais

8.3) Remuneração de capitais de terceiros

  • 8.3.1 - Juros

  • 8.3.2 - Aluguéis

  • 8.3.3 - Outras

8.4) Remuneração de capitais próprios

  • 8.4.1 - Juros sobre o capital próprio

  • 8.4.2 - Dividendos

  • 8.4.3 - Lucros retidos / Prejuízo do exercício

  • 8.4.4 - Participação dos não-controladores nos lucros retidos

(só p/ consolidação)

 

PROCESSOS DE ANÁLISE

Principais Processos de Análise:

Análise propriamente dita - Consiste em exame minucioso, abrangendo cada uma das contas que compõe a demonstração financeira.

Análise por quocientes - É o estudo comparativo entre grupos de elementos das demonstrações financeiras por meio de índices, objetivando o conhecimento da relação entre cada um dos grupos do conjunto.

Análise vertical - Também denominada por alguns analistas de Análise por quocientes (índices), é aquela através da qual se compara cada um dos elementos do conjunto em relação ao total do conjunto. Ela evidencia a porcentagem de participação de cada elemento no conjunto. O cálculo do percentual que cada elemento ocupa em relação ao conjunto é feito por meio de regra de três, em que o valor base é igualado a 100, sendo os demais cálculos em relação a ele. O principal objetivo da Análise Vertical é mostrar a importância de cada conta na demonstração financeira a que pertence. A Análise Vertical pode ser feita em qualquer demonstração financeira, mas alcança sua plenitude quando na Demonstração do Resultado do Exercício. A porcentagem de participação de cada conta de Receita, Custo e Despesa tem influência direta sobre a porcentagem do Lucro Líquido. A redução do Lucro Líquido de um período para outro pode ser resultado do aumento indesejado de alguns itens de despesa, o que é facilmente verificado através da análise vertical.

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24

Análise Horizontal - Também denominada por alguns analistas de Análise por meio de números (porcentagens), tem por finalidade evidenciar a evolução dos itens das demonstrações financeiras ao longo dos anos. Este tipo de análise possibilita o acompanhamento do desempenho de cada uma das contas que compõem a demonstração em questão, ressaltando as tendências evidenciadas em cada uma delas, sejam de evolução ou de retração. O cálculo é feito dividindo o valor atual da conta pelo valor do ano anterior da mesma, menos 1 vezes 100.

Comparação com padrões - Consiste na comparação entre quocientes, coeficientes e números (porcentagens) correspondentes às demonstrações de uma entidade como os padrões obtidos através do comportamento de um grupo de entidades do mesmo ramo. Calcule os índices de análise vertical e horizontal

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25

BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA MM SANTOS

 
           

ANOS/TIPO

2

VER2

1

VER1

HOR

ATIVO

782.230,11

 

717.028,63

   

CIRCULANTE

125.087,18

 

153.954,70

   

DISPONÍVEL

4.221,36

 

14.615,40

   

Caixa

254,18

 

554,80

   

Banco c/ Corrente

2.967,18

 

12.060,60

   
 

1.000,00

 

2.000,00

   

Aplicação Financeira OUTROS CRÉDITOS

89.457,12

 

95.687,20

   

Clientes

89.457,12

 

95.687,20

   

ESTOQUES

31.408,70

 

43.652,10

   

Mercadorias

31.408,70

 

43.652,10

   

NÃO CIRCULANTE

657.142,93

 

563.073,93

   

REALIZÁVEL A L. PRAZO

129.691,07

 

129.691,07

   
 

129.691,07

 

129.691,07

   

Contas a Receber (LP) IMOBILIZADO

527.451,86

 

433.382,86

   
 

135.342,86

 

135.342,86

   

Máquinas e Equipamentos Móveis e Utensílios

6.487,20

 

6.487,20

   

Veículos

167.306,27

 

64.281,10

   
 

8.976,00

 

8.976,00

   

Computadores e Periféricos Terrenos

45.000,00

 

45.000,00

   
 

189.654,35

 

189.654,35

   

Edificações (-) Depreciação Acumulada

-2.314,82

 

-16.358,65

   
           

PASSIVO

782.230,11

 

717.028,63

   

CIRCULANTE

240.567,15

 

262.724,24

   

EXIGÍVEL A CURTO PRAZO

240.567,15

 

262.724,24

   

Fornecedores

23.245,56

 

63.451,27

   

Pis a Pagar

5.624,03

 

6.080,47

   

Cofins a Pagar

35.684,15

 

29.336,14

   

IR a Pagar

26.534,15

 

20.442,73

   

Contr. Social a Pagar

13.254,68

 

12.265,64

   

Salários a Pagar

10.639,55

 

12.354,20

   

INSS a Pagar

3.723,84

 

3.987,55

   
 

851,19

 

1.015,24

   

FGTS a Pagar Distr. Lucros aos Sócios

115.684,00

 

105.897,00

   
 

5.326,00

 

7.894,00

   

ICMS a Pagar NÃO CIRCULANTE

105.000,00

 

105.000,00

   

EXIGIVEL A LONGO PRAZO

105.000,00

 

105.000,00

   
 

105.000,00

 

105.000,00

   

Empréstimos a Pagar (LP) PATRIMÔNIO LÍQUIDO

436.662,96

 

349.304,39

   
 

100.000,00

 

100.000,00

   

Capital Social Lucros Acumulados

336.662,96

 

249.304,39

   

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26

DEMONSTRATÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO

 
           

ANOS/TIPO

2

VER2

1

VER1

HOR

Receita Bruta de Vendas

964.254,13

 

887.561,13

   

(=) Vendas de Mercadorias

964.254,13

 

887.561,13

   
 

179.833,39

 

165.530,15

   

(-) Deduções Pis sobre Vendas

6.267,65

 

5.769,15

   

Cofins Sobre Vendas

28.927,62

 

26.626,83

   

ICMS sobre Vendas

144.638,12

 

133.134,17

   

(=) Receita Líquida de Vendas

784.420,74

 

722.030,98

   

(-) Custo da Merc. Vendida

559.267,40

 

514.785,46

   

(=) Lucro Bruto

225.153,34

 

207.245,52

   

(=)Despesas Administrativas

70.254,34

 

68.645,00

   

(-) Despesas com Vendas

40.251,64

 

34.586,50

   

(+) Receita Financeira

852,13

 

2.897,15

   

(-)Outras Desp. Operacionais

554,00

 

634,50

   

(=) Resultado Operacional

114.945,49

 

106.276,67

   

(-) Imposto de Renda a Pagar

17.241,82

 

15.941,50

   
 

10.345,09

 

9.564,90

   

(-) Contr. Social a Pagar (=) lucro Líquido do Exercício

87.358,58

 

80.770,27

   

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27

Exercício 3

Calcule os quocientes de análise vertical e horizontal dos balanços e DREs das próximas páginas:

BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA MOLDURAS CROAL

 
           

ANOS/TIPO

2

VER2

 

1

VER1

HOR

ATIVO

170.236,97

   

153.121,04

   

CIRCULANTE

97.531,33

   

72.701,10

   

DISPONÍVEL

28.626,00

   

26.728,00

   

Caixa

8.933,22

   

9.773,95

   

Banco c/ Corrente

18.692,78

   

13.182,05

   
 

1.000,00

   

3.772,00

   

Aplicação Financeira OUTROS CRÉDITOS

68.905,33

   

45.973,10

   

Clientes

68.905,33

   

45.973,10

   

NÃO CIRCULANTE

72.705,64

   

80.419,94

   

IMOBILIZADO

72.705,64

   

80.419,94

   
 

7.418,80

   

7.418,80

   

Máquinas e Equipamentos Móveis e Utensílios

4.925,00

   

4.925,00

   

Veículos

18.947,00

   

18.947,00

   
 

4.782,50

   

4.782,50

   

Computadores e Periféricos Terrenos

10.000,00

   

10.000,00

   
 

37.372,54

   

37.372,54

   

Edificações (-) Depreciação Acumulada

-10.740,20

   

-3.025,90

   
           

PASSIVO

170.236,97

   

153.121,04

   

CIRCULANTE

77.512,35

   

76.560,12

   

EXIGIVEL A CURTO PRAZO

77.512,35

   

76.560,12

   

Fornecedores

2.941,25

   

2.605,50

   

Salários a Pagar

28.873,15

   

27.873,50

   

INSS a Pagar

13.741,25

   

13.255,73

   

FGTS a Pagar

3.194,43

   

3.051,55

   

ISS a Pagar

5.087,73

   

4.938,74

   

PIS a Pagar

3.307,02

   

3.210,18

   

Cofins a Pagar

15.263,20

   

14.816,22

   

IR a Pagar

3.190,20

   

4.255,44

   
 

1.914,12

   

2.553,26

   

Contr. Social a Pagar PATRIMÔNIO LÍQUIDO

92.724,62

   

76.560,92

   

CAPITAL SOCIAL

55.000,00

   

55.000,00

   
 

55.000,00

   

55.000,00

   

Capital Social LUCROS E PREJUÍZOS

37.724,62

   

21.560,92

   

Lucros Acumulados

37.724,62

   

-

   

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28

DEMONSTRATIVO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO

 
           

ANOS/TIPO

2

VER2

1

VER1

HOR

Receita Bruta de Vendas

508.773,55

 

493.874,10

   

(=) Vendas de Serviços

508.773,55

 

493.874,10

   
 

23.657,95

 

22.965,14

   

(-) Deduções Pis sobre Vendas

3.307,02

 

3.210,18

   

Cofins Sobre Vendas

15.263,20

 

14.816,22

   

ISS sobre Vendas

5.087,73

 

4.938,74

   

(=) Receita Líquida de Vendas

485.115,60

 

470.908,96

   

(-) Custo dos Serv, Prestados

413.871,85

 

395.522,02

   

(=) Lucro Bruto

71.243,75

 

75.386,94

   

(=)Despesas Administrativas

47.942,08

 

41.140,18

   

(-) Despesas com Vendas

1.108,33

 

4.345,23

   

(-) Despesa Financeira

925,32

 

1.841,05

   

(+) Receita Financeira

0,00

 

309,14

   

(=) Resultado Operacional

21.268,02

 

28.369,62

   

(-) Imposto de Renda a Pagar

1.914,12

 

2.553,27

   
 

3.190,20

 

4.255,44

   

(-) Contr. Social a Pagar (=) Lucro Líquido do Exercício

16.163,70

 

21.560,91

   

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29

Balanço resumido da empresa Assis Refrescos:

 

31/12/2010

AV

31/12/2009

AV

AH

ATIVO

772.760,00

698.628,00

10,61

CIRCULANTE

398.732,00

1,60

341.560,00

48,89

16,74

Disponível

7.653,00

0,99

40.543,00

5,80

(81,12)

Créditos

185.643,00

4,02

132.483,00

18,96

40,13

Estoques

205.436,00

6,58

168.534,00

24,12

21,90

NÃO CIRCULANTE

374.028,00

8,40

357.068,00

51,11

4,75

Realizável a Longo Prazo

48.532,00

6,28

48.532,00

6,95

-

Investimento

90.000,00

1,65

90.000,00

12,88

-

Imobilizado

235.496,00

0,47

218.536,00

31,28

7,76

 

-

PASSIVO

772.760,00

0,00

698.628,00

10,61

CIRCULANTE

315.620,00

0,84

243.270,00

34,82

29,74

Exigível a Curto Prazo

315.620,00

0,84

243.270,00

34,82

29,74

NÃO CIRCULANTE

52.000,00

6,73

52.000,00

7,44

-

Exigível a Longo Prazo

52.000,00

6,73

52.000,00

7,44

-

PATRIMÕNIO LÍQUIDO

405.140,00

52,43

403.358,00

57,74

0,44

Capital Social e Lucros e Reservas

405.140,00

52,43

403.358,00

57,74

0,44

Demonstração do Resultado do Exercício

 
 

31/12/2010

AV

31/12/2009

AV

AH

Receita Bruta de Vendas

3.457.391,05

3.006.427,00

15,00

( - ) Deduções das Vendas

784.707,10)

22,70

(682.354,00)

22,70

15,00

( = ) Receita Líq. de Vendas

2.672.683,95

2.324.073,00

15,00

( - ) Custo dos Produtos

1.865.342,00)

53,95

(1.635.408,00)

54,40

14,06

( = ) Lucro Bruto

807.341,95

688.665,00

17,23

( - ) Despesas Administrativas

295.098,20)

8,54

254.395,00)

8,46

16,00

( - )Despesas com Vendas

(372.565,44)

10,78

(318.432,00)

10,59

17,00

(+/-) Contas Financeiras

(28.254,35)

0,82

(24.569,00)

0,82

15,00

( = ) Lucro Operacional

111.423,96

3,22

91.269,00

3,04

22,08

Exercício 4:

1)

Com base nas informações da análise horizontal, compare os itens a seguir e comente se os resultados foram positivos ou não para empresa:

  • a) Resultado do circulante do ativo com o circulante do passivo.

  • b) Resultado do circulante do ativo com o total do ativo.

  • c) Resultado do circulante do passivo com o total do passivo.

  • d) Resultado da conta DISPONÍVEL obtido entre os dois anos.

2) A empresa tem objetivo de aumentar os lucros, para isto tem três opções:

Primeira: aumentar as vendas em 20% dando 0,5% de comissões para o departamento de vendas, com isto a porcentagem das despesas administrativas baixarão para 8,36%. Segunda: aumentar as vendas em 20% dando comissões de 30% da diferença do lucro operacional do ano projetado com o anterior, com isto as despesas administrativas também baixarão para 8,36%.

Terceira: pegar um empréstimo no banco no valor de 250.000,00 com taxas de 11% ao ano para realizar compras a vista baixando o custo de 53,95% para 52,98%, sendo que mantendo o mesmo aumento nas vendas de 15% conforme aumento dos anos anteriores, as despesas administrativas permanecerão em 8,54%.

3)

Qual das três alternativas será a melhor para a empresa?

4)

Qual foi a porcentagem de lucro da empresa nos três casos?

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30

Demonstração do Res. do Exercício

   
 

31/12/2010

 

Receita Bruta de Vendas

776.359,00

 

( - ) Deduções das Vendas

(112.572,06)

14,50

( = ) Receita Líquida de Vendas

663.786,95

 
 

(473.578,99)

61,00

( - ) Custo das Merc. Vendidas ( = ) Lucro Bruto

190.207,96

 
     

( - ) Despesas Administrativas

(85.399,49)

11,00

( - )Despesas com Vendas

(72.201,39)

9,30

 

(3.057,29)

0,39

( - ) Despesas Financeiras ( = ) Lucro Operacional

29.549,79

3,81

Exercício 5:

Com base nas informações acima resolva:

A empresa precisa melhorar seus lucros. Para isto possui 3 opções, com base nos valores da análise vertical calcule os valores a seguir e identifique qual das três apresentará melhor resultado para empresa em reais e em margem sobre as vendas brutas.

1) Aumentar as vendas em 23% dando de comissão 4% sobre o respectivo aumento nas vendas. 2) Aumentar as vendas em 23% dando de comissão 0,8% das vendas totais. 3) Como a empresa anualmente tem crescimento nas vendas de 13% e esta porcentagem deverá se repetir no próximo ano, a empresa apenas pegará empréstimo bancário no valor de 220.000,00 com taxa de juros de 9% ao ano para pagamento a vista das mercadorias adquiridas, baixando o Custo da Mercadoria Vendida para 60,72%.

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31

BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA INA COMÉRCIO DE BOTÕES LTDA

 

2011

 

AV 11

2010

AV10

Horiz

ATIVO

662.701,13

   

573.029,17

 

15,65

CIRCULANTE

236.662,75

 

35,51

270.419,00

47,19

-12,48

DISPONÍVEL

14.466,00

 

2,17

11.480,00

2,00

26,01

Caixa

2.583,00

 

0,39

4.586,00

0,80

-43,68

Banco Conta Corrente

11.883,00

 

1,78

6.894,00

1,20

72,37

CRÉDITOS

113.562,00

 

17,04

127.365,00

22,23

-10,84

Clientes

113.562,00

 

17,04

127.365,00

22,23

-10,84

ESTOQUES

108.634,75

 

16,30

131.574,00

22,96

-17,43

 

108.634,75

 

16,30

131.574,00

22,96

-17,43

Mercadorias para Revenda NÃO CIRCULANTE

426.038,38

 

63,93

302.610,17

52,81

40,79

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO

184.560,00

 

27,69

115.635,14

20,18

59,61

 

184.560,00

 

27,69

115.635,14

20,18

59,61

Contas a Receber (LP) IMOBILIZADO

241.478,38

 

36,23

186.975,03

32,63

29,15

Móveis e Utensílios

6.005,24

 

0,90

6.005,24

1,05

0,00

Máquinas e Equipamentos

32.487,90

 

4,87

32.487,90

5,67

0,00

 

9.358,41

 

1,40

9.358,41

1,63

0,00

Computadores e Periféricos Veículos

76.254,85

 

11,44

18.574,25

3,24

310,54

Terrenos

43.562,00

 

6,54

43.562,00

7,60

0,00

Edificações

88.674,23

 

13,31

88.674,23

15,47

0,00

(-) Depreciação Acumulada

(14.864,25)

 

(2,23)

(11.687,00)

(2,04)

27,19

             

PASSIVO

662.701,13

   

573.029,17

 

15,65

CIRCULANTE

320.939,71

 

48,16

228.819,77

39,93

40,26

EXIGÍVEL A CURTO PRAZO

320.939,71

 

48,16

228.819,77

39,93

40,26

Fornecedores

248.093,23

 

37,23

157.261,14

27,44

57,76

PIS a Pagar

6.491,24

 

0,97

5.612,93

0,98

15,65

COFINS a Pagar

29.959,57

 

4,50

25.905,82

4,52

15,65

Imposto de Renda a Pagar

6.462,80

 

0,97

11.538,20

2,01

-43,99

Contr. Social a Pagar

3.877,68

 

0,58

6.689,00

1,17

-42,03

Salários a Pagar

12.354,20

 

1,85

10.639,55