Você está na página 1de 4

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO

DIRETORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO


PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE
QUALIFICAÇÃO DE SERVIDORES DO CEFET-MT

RESENHA CRÍTICA DAS AVALIAÇÕES EXIGIDAS


ÀS AVALIAÇÕES NECESSÁRIAS

Barra do Garças, 2009


CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLOGICA
DIRETORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
PROGRAMA INSTUCIONAL DE BOLSAS DE QUALIFIÇÃO
DE SERVIDORES DO CEFET-MT

RESENHA CRITICA DAS AVALIAÇÕES EXIGIDAS


ÀS AVALIAÇÕES NECESSÁRIAS

Trabalho efetuado para


fins de avaliação do curso
especialização do Proeja.

Barra do Garças, 2009


DAS AVALIAÇÕES EXIGIDAS ÀS AVALIAÇÕES
NECESSÁRIAS ÂNGELA IMACULADA LOUREIRO DE
FREITAS DALBEN

Conforme o posicionamento de Ângela Imaculada Loureiro de Freitas Dalben a


respeito do tema: “Das Avaliações Exigidas às Avaliações Necessárias”, temos que
ressaltar a principio que o texto sucinta indagações pertinentes a respeito das praticas de
avaliação escolar. Logo, a preocupação e proposta do texto é evidenciar ao
problematização dos confrontos existentes na tentativa de efeivar dus políticas de
avaliação contraditórias.
Isso porque o cenário de contexto educacional vivido principalmente nas ultimas
duas décadas apresenta um conflito entre as políticas educacionais de construção dos
processos de avaliação escolar e a incoerência dessas diretrizes em relação às
necessidades diagnosticadas nos receptores das mesma, ou seja, o educador e o
educando. O professor, por exemplo, é pressionado a atender as exigências dessas
políticas como: acabar com a reprovação, repetência e a evasão escolar, sem que haja
uma analise sensível das bases político-pedagógico e sócio-histórico de seus usuários.
È importante enfatizar as transformações mudanças que ocorreram no final do
ultimo século em relação às nas tecnologias de comunicação e informação. A escola
embora historicamente se organizar sobe uma pratica monoculturista converte-se aos
princípios da modernidade e conseqüentemente se faz desigual e seletiva, produzindo a
rejeição e exclusão de conhecimento das camadas populares, em outras palavras o
fracasso escolar. Daí a urgente necessidade de se reestruturar a escola sobe bases de
avaliação necessárias não exigidas que acredite no conhecimento como uma produção
social da qual fazem parte as vivencias cotidianas dos alunos e professores. Essa
mudança de paradigmas sucinta novas atitudes e novos valores e conseqüentemente a
efetivação de uma nova mentalidade educacional e de uma visão coerente para a
avaliação. Essa buscara como base o exercício mental que exige a analise, o
conhecimento, o diagnostico, a media, o julgamento, o posicionamento e a ação sobre a
objetivo avaliado. No entanto, há que se considerar também que ao mesmo tempo em
que a lei da forças as chamadas “projetos pedagógicos”, as valor da densidade cultural e
a gestão democrática, ela traz também, coma maior força, o eixo da avaliação externa
desenvolvida pelo próprio estado. Esse exerce poderes sobe a educação escolar em
todas as esferas instituindo o Sistema Nacional de Avaliação.
Alem da regulamentação do Sistema Nacional de Avaliação existe também as
políticas de financiamento do Banco Mundial. Como agencia financiadora, esse
determina as linhas gerais relativas àquilo que financia, logo exerce o governo da
racionalidade economia que deseja. No âmbito federal encontramos três políticas de
avaliação sistêmica implantadas nos últimos tempos como: o Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Básica (SAEB), o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e
o Exame Nacional de Cursos (ENC).
O governo federal justifica os processos de avaliação sistêmica como necessário
para oferecer referenciais à sociedade, proporcionado dos sujeitos parâmetros de analise
e comparação entre sistemas de diferentes regiões dando suporte entre sistemas de
diferentes regiões, dando suporte a discussão das políticas instituídas e das necessidades
detectadas. Vale ressalvar que esses processos de avaliação não tem um fim em si
mesmos. Os indicadores da realidade definidos como base para processos de
interpretação e comparação entre, referenciais são construções idéias, históricas. Não
podem ser tomados como algo definitivo e inquestionável.
São padrões de qualidade necessários em projetos definidos por notas e objetivos
específicos e situados no tempo e no espaço no tempo e no espaço.
Logo, é imprescindível abordar alguns questionamentos: de qual qualidade se
fala?
Em qual projeto de sociedade se baseia?
Em qual ética se apóia?
Essas indagações são levantadas porque os processos de avaliação do governo
federal não estão apresentando um retrato referencial da realidade educacional do pais.
Cabe de o estado investir e financiar esses processos de avaliação, porem a implantação
desses processos de medida não estão ligados intimamente aos processos pedagógicos
educacionais. Medir não significa, necessariamente, avaliar ter a compreensão exata do
espaço que ocupa um Sistema Nacional de Avaliação é ter a dimensão correta de sua
capacidade de interferência nos processo educativos e na melhoria dos processo de
ensino e das escolas.
Diante dessas dificuldades cria-se uma nova concepção de avaliação, com bases
em processos de reflexão, em que as inúmeros significados do conhecimento
socialmente acumulado entrariam numa dinâmica inter-relacional de ressignificação,
isto é, seriam revalidados ou não, dependendo das novas leituras e dos enfoques
dimensionados conforme as diferentes realidades culturais do nosso pais.
Nós poderíamos deixar de abordar ainda, que o próprio termo Avaliação envolve
duas perspectivas fundamentais AVAI+AÇÃO. A primeira significa a clareza do
referencial a ser utilizado e a segunda as ações a serem implementadas com base nesse
referencial.
A autora do texto conclui a discussão enfatizando a necessidade da importante
tarefa dos educadores de buscaram descobrir o conjunto de valores arraigados nos
diferentes modelos e processos de avaliação presente no cenário atual.