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ORÇAMENTOS E IMPOSTOS

Maslow, ao analisar a motivação humana, determinou que as


necessidades do ser humano estão organizadas e dispostas em
níveis hierárquicos, de acordo com três pressupostos:

Princípio da dominância, a necessidade básica não satisfeita


exerce influência no comportamento do indivíduo.

- Princípios da ierarquia, as necessidades agrupam-se por


hierarquias.

- Princípio da emergência, só quando as necessidades dos níveis


inferiores estiverem satisfeitas é que as necessidades de níveis superiores emergem
como motivadoras.

Como o trabalho é de índole económica, farei a distinção entre necessidades


primárias (as que ocupam a base da pirâmide das necessidades por ordem de emergência
da sua satisfação) e secundárias. As primeiras são as que devem ser satisfeitas
prioritariamente, pois a sua não satisfação num curto período de tempo põe em risco a
vida. Tome-se como exemplo a necessidade de alimentação, a necessidade de abrigo, etc..

Depois destas satisfeitas, e como forma de aumentar o bem-estar, podemos, e


devemos, fazer com que desapareça qualquer sensação desagradável pela carência de
algo que, ao ser utilizado, nos proporciona uma maior qualidade de vida.

Ora, para podermos adquirir os bens e serviços que satisfazem as nossas


necessidades, numa sociedade que assenta num modo de produção capitalista, precisamos
de ter rendimentos.

O poder de compra é o nível de capacidade financeira que um consumidor ou


mercado (e outros) tem para um bem ou serviço, isso é, o quanto ele pode pagar. Quando
relacionado a um consumidor, geralmente é baseado em quanto ele ganha ou tem
aforrado, quantia essa que tem a potencialidade de ser gasta em algum momento.
Dependendo do rendimento e do custo de vida.

O Rendimento per capita é um indicador económico que permite conhecer melhor o


poder de compra da população de um país. Determina-se do seguinte modo: Rendimento
per capita = Rendimento Nacional÷População total. Este indicador é utilizado para

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estabelecer comparações entre diferentes regiões e países, tornando possível, em certa
medida, verificar o desenvolvimento social e económico de um país.

Embora o Rendimento per capita seja um indicador importante, ele apresenta


algumas limitações que se devem ao facto de representar uma média, esconde
desigualdades na forma como a riqueza de um país está distribuída pela população, ou
pelas diferentes regiões do país. Por ser calculado a partir de dados fornecidos pelos
valores da economia formal (declarados), não engloba os valores e os rendimentos da
economia paralela que, nos países menos desenvolvidos, representam uma parte
significativa da sua riqueza. Por representar um valor global, o Rendimento per capita
não discrimina a natureza da riqueza. Um país pode ser rico em termos económicos, mas
ainda pobre em termos sociais, culturais, ambientais, etc.. A sua população pode não
beneficiar de um bom sistema educativo, não ter cuidados de saúde que aumentem a
esperança e a qualidade de vida, etc..

O meu agregado familiar é composto por quatro pessoas, das quais duas
contribuem com rendimentos para o agregado que, depois de deduzidos os impostos,
totalizam 20.000€ anuais. Sendo assim, o rendimento per capita ou rendimento
disponível anual do meu agregado familiar é de 5.000€. Esta importância serve para
adquirir, ou manter, bens e serviços para a satisfação das nossas necessidades, quer
colectivas – enquanto agregado familiar – quer pessoais.

O imposto é o financiamento que o sector público extrai do sector privado de


forma coerciva, como meio de contribuir para o financiamento geral da actividade
pública. As características do imposto são a coercibilidade, isto é, o Estado determina
unilateralmente e impõe, pela força se for necessário, o pagamento de determinada
quantia e os restantes agentes económicos são obrigados a pagar mesmo sem
contrapartida directa.

Os impostos classificam-se em três grandes grupos: Impostos directos,


indirectos. Os impostos directos são os que recaem directamente sobre o rendimento.
Os mais importantes deste tipo são o IRS (imposto sobre o rendimento de pessoas
singulares) e o IRC (imposto sobre o rendimento de pessoas colectivas). Os impostos
indirectos são os que recaem sobre o consumo ou a despesa. O mais importante é o IVA
(imposto sobre o valor acrescentado), existindo também a contribuição autárquica, o
imposto sucessório e o IMI. As cotizações sociais são impostas sobre os rendimentos do
trabalho que constituem uma receita afecta a despesas de cobertura social (pensões).

Política fiscal é administração das receitas e despesas do governo. Se a receita é


maior que a despesa, temos um orçamento superavitário, se for o inverso tem um
déficite orçamental. Tal política afecta o nível da procura de bens e serviços, ao influir
no rendimento disponível que os indivíduos poderão destinar para consumo e poupança.
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Tal prática pode ser expansionista ou restritiva. Numa política fiscal restritiva temos
diminuição dos gastos públicos e elevação dos impostos, com o objectivo de reduzir a
despesa agregada e o consumo privado. Numa política fiscal expansionista, temos
aumento

nos gastos públicos, corte nos impostos, com o objectivo de aumentar a procura e
o consumo privado.

A política social é, na contemporaneidade, um instrumento estratégico de que os


governos, mormente dos países ocidentais de tradição humanista, se servem para
esgrimir a luta pela conquista, exercício e manutenção do poder político. É também uma
estratégia, perante a qual, se concretizam uma infinidade de políticas sociais, cujo
elemento táctico pressupõe a intervenção social no sentido da correcção das designadas
"falhas de mercado".

É neste sentido que podemos encarar a política social como um instrumento do


Estado para promover a sua intervenção no mercado, essencialmente, no domínio político
social cuja concretização, em maior ou menor grau, é resultado da complexidade, também
maior ou menor, da sua dinâmica ideológica.

O grau de intervenção do Estado no mercado é, pois, fruto do contexto ideológico


em que aquele se fundamenta, mas é também, nos tempos que correm, fruto do
pragmatismo que o caracteriza.

Resumindo, a política social é o “conjunto de medidas tomadas ao nível nacional


tendo em vista melhorar ou mudar as condições de vida material e cultural da maioria em
conformidade com uma progressiva tomada de consciência de direitos sociais e tendo em
conta as possibilidades económicas e políticas de um país num dado momento”.( Políticas
Públicas, Política Social e Estado de Providência de Joaquim Manuel Croca Caeiro).

A política fiscal e social são as duas faces de uma mesma moeda, a primeira pode
ser descrita como sendo a forma como o governo arrecada as receitas necessárias para
fazer face à Despesa Pública. Ora, uma parte dos impostos é aplicada na politica social,
através de subsídios, pensões, etc.. Deste modo, a combinação destas duas políticas
conduz à redistribuição de rendimentos; como no nosso pai o leque salarial é muito
elevado, pela aplicação destas duas políticas poderemos dizer que o Estado desempenha
o papel de Robin dos Bosques

Como cidadão interessado em novas tecnologias utilizo a internet para enviar a


declaração de IRS modelo 3, para consultar a minha situação em relação às Finanças,
pagar o imposto municipal sobre veículos, etc.. Embora nos pareça cómodo, por não
necessitarmos de perder tempo em longas filas de espera, temos de adquirir um
computador (o que pressupões um certo nível de vida em termos económicos e culturais),
em princípio, temos de estar ligados à internet o que também constitui uma despesa. Por

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outro lado, para além de estarmos sujeitos ao pagamento de impostos, ainda temos de
ter o trabalho de preencher os impressos, que exigem alguns conhecimentos, e enviá-los
para as direcções gerais de Finanças. Assim, o Estado que sobrevive com a riqueza criada
pelos

cidadãos, faz-se substituir nalgumas tarefas, incentivando o desemprego que é,


por sua vez, subsidiado pelos contribuintes. Estas medidas, segundo creio, não reduzem
as despesas públicas e são constrangedoras para o crescimento económico.

Bibliografia:

http://www.portaldasfinancas.gov.pt/pt/home.action

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica_fiscal

http://www.iasd-
amadora.org/index.php?option=com_content&view=article&id=22&Itemid=32http://www.
google.pt/search?hl=pt-PT&q=politic a+social&meta=&aq=8&oq=politica

http://www.wook.pt/ficha/politicas-publicas-politica-social-e-estado-de-
providencia/a/id/218392

Em anexo o meu orçamento familiar

Coimbra, 05 de Julho de 2009

José António da Costa Silva

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