Você está na página 1de 6

Tecnologia Empreendedorismo e Inovação Aplicados

JUSTIFICATIVA
INTRODUÇÃO

“O mundo mudou, precisamos mudar”

Foi esta a principal mensagem do discurso de posse de Barack Obama, que desde o
início da sua campanha se destacou por utilizar a infraestrutura da internet para
estabelecer um novo processo de relacionamento e articulação política com o público.
Esta postura reflete a consciência de que, desde o final da década de 90, com a
emergência da rede, estamos presenciando o surgimento de uma expressão
a níveis populares que está desafiando o status quo, aprimorando processos
que são democráticos e desafiando aqueles que não são -- uma expressão
ainda não universal, porém mais amplamente disponível do que qualquer
outro meio anterior

Por reduzir a barreira econômica à inovação e por adotar uma arquitetura


mais modular e flexível, a computação se tornou acessível a
empreendedores, pequenos negócios e, em última análise, aos
consumidores. Liberando em cada um de nós nosso desejo básico de
compartilhar, o que às vezes se traduz num compartilhamento de
informações, idéias políticas e sociais ou bens e serviços. Onde o consumidor
está se transformando em criador, o leitor em editor, num processo sem
limites, que cresce exponencialmente e que cada indivíduo acrescenta
capacidade e valor ao todo.

1) WEB 2.0
O termo WEB 2.0, utilizado para descrever a segunda geração da World Wide
Web, é muito mais do que um termo de marketing. É o conceito de troca de
informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais,
graças à consolidação da nuvem computacional, que promove o
processamento na rede e não no computador do usuário. Isso acarreta uma
tremenda queda de custo e abre uma infinidade de novas possibilidades.
Este novo contexto tecnológico permite e fomenta a oferta e distribuição de
serviços on-line interligados, contribuindo para que todos,
independentemente de sua capacidade de investimento e conhecimento
técnico, possam usufruir dos serviços de tecnologia de ponta em seus
negócios.

2) A ECONOMIA DO GRÁTIS
A queda constante dos custos de armazenagem e processamento dos dados,
em função da consolidação da nuvem computacional, tem gerado novos
modelos de negócios que envolvem o uso intensivo de tecnologia.
A Economia do Grátis, termo criado pelo editor da revista Wired, Chris
Anderson, mostra que a idéia de oferecer um produto ou serviço

2
gratuitamente, para criar novas demandas que supririam os custos, além de
uma base comum na lógica capitalista, já está bem difundida com resultados
concretos:
• Operadoras de celular que oferecem telefones de graça e cobram
pelos planos de ligações.
• Empresas que distribuem o barbeador para vender suas lâminas
descartáveis.
• Músicos que colocam seus álbuns para download e cobram pelos
shows.
• Estúdios que disponibilizam de graça seus catálogos de filmes em um
site e cobram publicidade na página ou, quem sabe, até durante a
exibição do filme.
• Games gratuitos têm versões pagas com fases, armas, inimigos e
desafios extras, entre outros.

3) WIKINOMICS – A ECONOMIA DA COLABORAÇÃO

A Economia da Colaboração, termo que poderia começar a descrever o


conceito, foi abordado por Don Tapscott e Antony Williams em seu livro
Wikinomics – Como a colaboração em massa pode mudar seu negócio.

Para os autores, a business web (rede de negócios), onde as empresas


deixam de exercer uma série de atividades para se concentrarem em suas
competências essenciais, deixando uma rede de parceiros encarregada do
resto, abalou o antigo modelo de propriedade intelectual e integração
vertical e abriu as portas para a exploração econômica de nichos.

Com a colaboração em massa e a capacidade quase ilimitada da nova


tecnologia, as pessoas, os pares (peers) podem se reunir via web e criar
valor fora das fronteiras da empresa.

Desta forma as empresas e pessoas terão de adotar uma nova postura e


quatro procedimentos para poder aproveitar o momento:

1. Deixar de forma gradual e coordenada o conhecimento fechado e


adotar o aberto.
2. Trabalhar em pares (peer-to-peer).
3. Ser capaz de compartilhar.
4. Agir de forma global.

Algumas grandes empresas já adotaram o modelo de Tapscot com


resultados impressionantes:
• Innocentive – Iniciativa de 35 das 500 maiores empresas do mundo,
reunindo 91 mil cientistas de 175 países, para as companhias
colocarem problemas que suas equipes de P&D não puderam resolver.

3
Recompensas de 5 mil a 100 mil dólares são oferecidas às respostas
viáveis.
• IBM – Obteve uma receita adicional de US$ 1 Bilhão por ano com
produtos LINUX e participando de suas comunidades de
programadores.
• Procter & Gamble – Abriu seus departamentos de pesquisa e
desenvolvimento de produtos. Trabalha para que em 2010, até 50% de
suas idéias venham de fora.
• Empresas de Biotecnologia – Compartilharam o mapeamento do
genoma humano para desenvolver novos produtos a partir do projeto
completo.

O PROJETO TEIA

DESCRIÇÃO DO SERVIÇO

1.0 – Objetivo
O projeto TEIA tem como objetivo a formação continuada e autossustentada
de agentes de desenvolvimento econômico e social e de inclusão digital.
Estes agentes teem como responsabilidade auxiliar empresas, pessoas
físicas, associações, sindicatos, escolas e todos os atores das sociedades
locais a utilizar as ferramentas e ambientes da WEB 2.0 para fazer negócios,
divulgar trabalhos e conhecimento, articular seus membros e cidadãos.
Essa capacitação é fundamental para o aproveitamento, pela sociedade, da
infraestrutura de comunicação instalada. Sem ela, os cidadãos disporão da
conexão, porém sem o conhecimento mínimo necessário para utilizá-la com
eficácia e resultados.
Devido à interdisciplinaridade do conteúdo, é necessária uma equipe de
especialistas em tecnologia, ferramentas e ambientes WEB 2.0, bem como
experiência prática de aplicação deste conhecimento tanto em situações
comerciais, quanto institucionais e educacionais. Por sua especificidade e
conseqüente falta nos quadros do governo, estes profissionais são
contratados externamente.

2.0 - Metodologia
O Projeto TEIA é composto por:

2.1– “Central de Operação da Sociedade do Conhecimento”


Estruturação da “Mesa de Operação” composta por hardwares,
softwares e equipe para operação da WEB 2.0.

2.2 - Processo de Treinamento e Capacitação

4
Processo de capacitação em massa que se inicia com a equipe da
“Mesa de Operações” e se multiplica dentro do governo e da sociedade
civil.

2.3 – Articulação Política dos Parceiros Estratégicos

Identificação, mobilização e relacionamento com parceiros


institucionais e empresarias em torno do projeto.

2.4 – Monitoramento e Gestão Estratégica da Mídia Social


Identificação, monitoramento, elaboração e execução estratégica dos
conteúdos, ambientes e relacionamentos na mídia social.

BENEFÍCIOS
Os resultados esperados com o Projeto TEIA incluem o desenvolvimento
econômico e social, a melhoria na qualidade de vida dos cidadãos e maior
transparência e visibilidade das ações do governo, criando um novo canal de
articulação política com a opinião pública.
A formação de pessoas com domínio das ferramentas, ambientes e melhores
práticas na internet, trará a todos os envolvidos os benefícios da nova
tecnologia, gerando negócios para as empresas, articulação para associações
e sindicatos, movimentando as economias locais.

Transparência, Visibilidade e Modernidade


O Governo passa a usufruir também da infraestrutura da WEB 2.0 para
aumentar seu poder de articulação, revitalizando assim sua relação com o
público e amplificando a visibilidade de suas ações.
A “Central de Operações da Sociedade do Conhecimento” é responsável
também pela identificação e monitoramento dos Hubs Sociais (ambientes de
convivência e articulação na Internet) de interesse do Governo e por sua
inserção e conquista de espaço nestes ambientes, construindo e dando
visibilidade ao seu Networking Social.
Esta nova atitude promove a melhoria na imagem e reputação dos clientes
em consonância com a tendência inaugurada pela nova administração
americana.

ENTREGÁVEIS
1– Implantação do escritório do projeto
• Infraestrutura física (local, mobiliário, hardware, telefonia fixa e
móvel, suprimentos, data-show, telão etc.)

5
• Infraestrutura lógica (softwares de comunicação, gestão,
segurança, banco de dados, CRM, ERP, gestão de conteúdo, VOIP,
E-learning, email, etc. )
• • Infraestrutura de conexão (link, rede wireless, acesso web móvel
etc.)

2 - Processo de aprendizagem em rede


• Seleção, contratação e capacitação da equipe da mesa de
operações
• Capacitação e treinamento dos agentes TEIA para operação dos
conteúdos, ambientes e relacionamentos na mídia social em sua
comunidade local.

3 – Processo de desenvolvimento de negócios


• Divulgação do projeto
• Captação de clientes

4 – Articulação de Parceiros
• Identificação dos parceiros e respectivos interesses
• Apresentação do projeto
• Definição de obrigações e direitos
• Formalização da parceria
• Gestão do parceiro

5 – Gestão Operacional e Estratégica


• Mapeamento dos grupos sociais de interesse do projeto e sua
respectiva evolução
• Construção da estratégia de mobilização destes grupos sociais em
torno do projeto
• Execução da estratégia