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Anais do 1º Simpósio de Cadeias Produtivas e Desenvolvimento Sustentável na Amazônia e do 9 o Seminário Anual de Iniciação Científica e 3º Seminário de Pesquisa da UFRA

19 a 21 de outubro de 2011

Sustentabilidade do rio Tocantins, no contexto da pesca artesanal, realizada na jusante da Usina Hidrelétrica (UHE) de Tucuruí, estado do Pará.

Elisabeth dos Santos BENTES 1 ; Antônio Cordeiro de SANTANA 2

RESUMO Na história econômica do estado do Pará, a Usina Hidrelétrica (UHE) de Tucuruí, apresenta-se como um fator de mudança, uma vez que, à concretização do objetivo econômico do empreendimento, somou-se o

desequilíbrio produzido no ecossistema rio Tocantins. Neste sentido, o grande desafio para os governos está, principalmente, na implementação de políticas públicas eficientes, a fim de garantir a sustentabilidade do rio

e o acesso dos ribeirinhos aos recursos pesqueiros. Assim, esta pesquisa tem como objetivo analisar a pesca

artesanal, realizada na jusante da UHE, sob os pontos de vista dos impactos ambientais produzidos pela barragem e da valoração dos recursos pesqueiros à luz da gestão dos recursos renováveis de uso comum a fim de dar resposta ao seguinte questionamento: Quais as ações de políticas mais adequadas para garantirem

a sustentabilidade do rio Tocantins, no contexto da pesca artesanal, realizada na jusante da UHE de Tucuruí, no rio Tocantins, estado do Pará?

Palavras chave: impactos ambientais; valoração econômica; governança.

Área do conhecimento: Área: Ciências Sociais Aplicadas; Sub Área: Economia Agrária e dos Recursos Naturais; Linha de pesquisa: Gestão de recursos naturais e desenvolvimento local.

1 INTRODUÇÃO

O estado do Pará possui extensa rede hidrográfica, de grande importância em termos de facilidade

para a navegação, potencial hidroenergético e fonte de alimentos para a população, especialmente para os ribeirinhos. Entre os rios formadores da rede hidrográfica estadual, destaca-se, nesta pesquisa, o rio Tocantins, cujo potencial hidrelétrico permitiu a instalação da Usina Hidrelétrica (UHE) de Tucuruí, um dos grandes pilares do processo desenvolvimentista da década de 1980. Entretanto, a construção da barragem de Tucuruí impactou profundamente sobre as condições naturais do rio e, consequentemente, sobre o potencial pesqueiro, provocando redução tanto na quantidade quanto no tamanho das espécies de peixes da região.

A redução da disponibilidade dos estoques pesqueiros do baixo Tocantins, resultante do barramento

do rio, induz à sobreexploração e ao esgotamento desses estoques. De acordo com a gestão dos recursos renováveis de uso comum, as populações de peixes, por serem governadas por fenômenos biológicos e sujeitos ao livre acesso, o esgotamento é alcançado, quando não há uma gestão eficiente para o controle da captura. As soluções apontadas pelas teorias tradicionais estão na regulamentação governamental ou na privatização desses recursos. Entretanto, autores modernos apontam para uma nova alternativa institucional,

baseada na gestão compartilhada (OLSON, 1965), em que a organização e regulação são feitas pelos próprios usuários dos recursos, baseadas na confiança e na cooperação entre seus membros. Diante da realidade dos pescadores do rio Tocantins, é preciso que a atividade pesqueira alcance maior relevância do ponto de vista das ações de política públicas. Assim, o objetivo geral da pesquisa foi analisar a pesca artesanal, realizada na jusante da UHE de Tucuruí sob os pontos de vista dos impactos ambientais produzidos pela barragem e da valoração dos recursos pesqueiros à luz da gestão dos recursos renováveis de uso comum, a fim de dar resposta ao seguinte questionamento: Quais as ações de políticas mais adequadas para garantirem a sustentabilidade do rio Tocantins, no contexto da pesca artesanal, realizada na jusante da UHE de Tucuruí, no rio Tocantins, estado do Pará?

2 METODOLOGIA

A pesquisa tem como área de estudo a jusante da região de influência da UHE de Tucuruí,

constituída por parte do município de Tucuruí e os municípios de Baião, Mocajuba e Cametá, por ser a mais

afetada pela barragem, principalmente, em termos ambientais.

1 Economista, Mestre Sc em Economia e Doutoranda em Ciências Agrárias (UFRA). E-mail: bbentes@superig.com.br

2 D. Sc. Economia Rural e Professor Associado III da UFRA. Email: acsantana@superig.com.br.

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Os dados são de origem primária e secundária, obtidos por meio de pesquisa de campo, do tipo

quantitativo-descritiva e pesquisa bibliográfica. A pesquisa de campo foi feita por meio de entrevistas com pescadores artesanais e moradores da área rural, e com o uso de questionários, constituídos por questões que objetivaram a coleta de variáveis socioeconômicas dos indivíduos amostrados, bem como de opiniões pessoais sobre os bens e serviços ambientais providos pelo rio. Os dados secundários têm como principais fontes: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Centrais Elétricas do Norte do Brasil S. A. (ELETRONORTE), Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Norte (CEPNOR) e colônias de pescadores, entre outras. As principais variáveis são: total da produção, número de pescadores e de embarcações, tipo de embarcações, local de pesca, quantidade e especificações dos apetrechos, preço do pescado praticado pelo pescador, pelo atravessador e pelo mercado, além de variáveis referentes às condições naturais do rio Tocantins e socioeconômicas dos pescadores. Foram definidas duas amostras para as populações de moradores da área rural (94.837 habitantes) e de pescadores (33.545), com 383 e 380 elementos, respectivamente. Seguindo os passos de Santana (2005, p. 136) e Hair et al. (2008), foi utilizada a técnica estatística multivariada de análise fatorial, com o emprego do software SPSS 17, para estimar um indicador agregado como proxy da disponibilidade de recursos pesqueiros, na jusante da barragem da UHE de Tucuruí. Para calcular o valor de uso do rio Tocantins pelos serviços prestados aos residentes da área, considerou-se como mais adequado o método de valoração contingente (MVC) por se tratar de valor de uso direto do rio para a pesca. Esse método admite dois indicadores: disposição a pagar (DAP) ou a aceitar (DAA) pelo uso ou conservação do recurso ambiental. Seguiram-se os procedimentos adotados por Motta (1997), cujos modelos apresentam as seguintes configurações:

1)

DAP i = f(Y i , S i , E i, X i )

2)

DAA i = f(Y i , S i , E i, X i )

Em que:

DAP i = Disposição a pagar para a constituição de um fundo para a conservação do rio; Y i = Renda média familiar dos entrevistados; S i = Nivel educacional dos entrevistados; E i = Parâmetro de qualidade ambiental do bem a ser valorado; X i = Outras variáveis explicativas (Idade, sexo, estado

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1 A IMPORTÂNCIA DA PESCA ARTESANAL

No Brasil, a pesca artesanal é uma atividade importante sob o aspecto socioeconômico, em virtude da geração de emprego e renda e, especialmente, da garantia da segurança alimentar e nutricional da população, como evidenciam as estatísticas do IBAMA (2007), nas quais o total da produção pesqueira brasileira (pesca extrativa industrial, artesanal e aquicultura) foi da ordem de 1,07 milhão de toneladas, em 2007, sendo que a pesca artesanal participou com 47% nesse total. Sob o ponto de vista do exercício dessa atividade nas regiões brasileiras, o Norte contribuiu com 38%, sendo superado, apenas, pelo Nordeste. No Pará, o valor de cerca de R$ 240,45 milhões dessa atividade representou 89% do valor total da atividade pesqueira de espécies marinhas, em 2007, muito superior ao valor da pesca de natureza industrial, cuja participação foi de, apenas, 11%. Além disso, em 2007, segundo o IBAMA (2007), o Pará ocupou o 2º lugar, com a produção de 129.981,5 toneladas, superado apenas pelo estado de Santa Catarina, maior produtor de pescado do País, com 184.493,5 toneladas. Suas participações, no total da pesca extrativa nacional, ficaram bem próximas (12% e 17%, respectivamente), porém, esses estados apresentam perfis inversos, em termos das características da produção pesqueira, haja vista que, enquanto em Santa Catariana prevalece a pesca industrial, com 75% da produção total estadual, no Pará, a solidez do setor está na pesca artesanal, com participação de 84%. Estes dados evidenciam o papel que os pescadores artesanais desempenham na produção pesqueira paraense e, portanto, merecem um cuidado maior do poder público, em prol da melhoria em suas condições de vida. No estado do Pará, a importância da pesca artesanal assume maiores proporções, principalmente, para os ribeirinhos, que têm o pescado como alimento básico e como fonte de emprego e renda. Pesquisa desenvolvida por Silva (2010), em oito ilhas do município de Cametá, em outubro de 2004 e abril de 2005, mostrou que o consumo médio anual per capita de peixe na área é de 77 kg, muito superior ao consumo de

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água doce na região Norte brasileira, que é igual a 17,5 kg (IBGE, 2010). Além disso, a renda média gerada pela venda do excedente da pesca igual a R$100,00 semanais por família superou o salário mínimo de R$ 240,00 e R$ 300,00, em vigor nos anos de 2004 e 2005, respectivamente.

3.2 USINA HIDRELÉTRICA (UHE) DE TUCURUÍ COMO FATOR DE MUDANÇA As condições limnológicas da região de Tucuruí foram alteradas, haja vista que a comparação entre o período anterior ao fechamento da barragem (1980/83) e o imediatamente posterior (1985/86) mostra que houve aumento da temperatura média (1%), da condutividade (49%) e da transparência (471%) e redução do pH médio (1%) e do oxigênio (38%). Essas mudanças contribuíram para alterar o ambiente biótico, cujos resultados se manifestaram, principalmente, por meio da redução dos estoques pesqueiros. Isto pode ser visto fazendo-se uma comparação entre as avaliações dos ecossistemas aquáticos, realizadas antes e depois da formação do lago: a produção da jusante passou de 44% do total dos três espaços (CNPQ/INPA, 1983) para 25% (Eletronorte, 1989), enquanto que o reservatório passou de 17% para 58%. Os dados atuais mostram que, mesmo depois de decorridos anos do barramento do rio, a jusante continua em situação pior que os demais trechos do rio, uma vez que, comparando-se as médias anuais, verifica-se que, no período de 2000 a 2010, os desembarques oriundos do reservatório e da montante foram, respectivamente, cerca de 4 e 2 vezes superiores ao da jusante. Além disso, a alteração no ciclo hidrológico do Tocantins afetou a vida de todos os seres vivos aquáticos, como foi o caso do camarão, cuja média de captura, no período pós-barramento do rio, representou, apenas, 47% da quantidade capturada, em 1981, significando que as externalidades negativas geradas pelo empreendimento econômico continuaram presentes na jusante do mesmo.

3.3 VALORAÇÃO ECONÔMICA COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO AMBIENTAL.

A valoração econômica é um importante critério no processo de decisão para o desenvolvimento sustentável e para a definição de politicas ambientais. Obedecendo a sequência de passos do MVC, definiu-

se como objeto de valoração o rio Tocantins, na jusante da UHE de Tucuruí, cujas qualidades naturais foram

prejudicadas pela construção da barragem, repercutindo na quantidade e qualidade de peixes, camarões e outros animais aquáticos, e, consequentemente, afetando a qualidade de vida das comunidades humanas locais, que deverão ser compensadas pelos danos sofridos e/ou buscarem alternativas para a recuperação da dinâmica do ecossistema rio. Neste caso, admite-se a presença de externalidade negativa produzida pela UHE de Tucuruí, fato que leva ao uso da medida de DAA. Admitiu-se, também, que a população humana afetada vem buscando alternativas sustentáveis, que contribuam para a conservação do rio Tocantins, cujos resultados são a recuperação dos estoques de peixes e, consequentemente, melhor qualidade de vida. Assim,

foi possível indagar sobre a disposição a pagar pela conservação do rio e a aceitar uma recompensa pelos danos sofridos em sua qualidade de vida, decorrente do funcionamento do grande empreendimento hidroelétrico. Para o cálculo dos valores da DAP e da DAA, os entrevistados tiveram como principais questões: a) Você estaria disposto a aceitar uma taxa como compensação pelos danos provocados pela barragem da UHE de Tucuruí? b) Você estaria disposto a contribuir para um fundo destinado à conservação do rio Tocantins?

A explicação dada para a aplicação do valor obtido é a criação de um fundo com o objetivo de promover o

desenvolvimento sustentável da área, valendo-se da alfabetização de adultos, educação ambiental e formação

de vigilantes voluntários para atuarem na comunidade, entre outras atividades geradoras de emprego e renda. Conforme MOTTA (1998), o Quadro 1 apresenta os estágios da aplicação do MVC nesta pesquisa.

Quadro 1. Estágios do Método de Valoração Contingente (MVC).

 

Estágio/Procedimento

 

Resposta

-

Definindo

a

pesquisa

e

o

 

questionário

 

a)

Objeto de valoração:

   

- Qual o recurso?

 

Rio Tocantins

- Que parcela do Valor Econômico?

 

Valor de Uso Direto (VUD)

- Qual a alteração?

 

Qualidade da água do rio e estoque de pescado

- Quem é o usuário?

 

Pescadores, ribeirinhos e população em geral

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- Quem deve pagar?

Eletronorte e Governo

- Quem deve ser recompensado?

Pescadores (essencialmente)

b) Medidas de valoração

DAP e DAA

c) Forma de eliciação do valor

Forma aberta

d) Instrumento de pagamento

Curso para os moradores da área e ações participativas dos membros das comunidades em prol do meio ambiente

e) Forma de entrevistas

Pessoais em domicilio e nas colônias de pesca

f) Nível de informação

Texto lido pelo entrevistador

- Cálculo e estimação

 

g) Pesquisa-piloto e pesquisa final

Adequação do questionário após as primeiras entrevistas

h) Cálculo da medida monetária

Valor médio obtido por meio do modelo de regressão

i) Agregação dos resultados

VE = Média da DAP ou DAA multiplicada pela população afetada pela alteração na disponibilidade do recurso.

Fonte: Elaborado pela autora.

3.4 GOVERNANÇA NO SISTEMA PRODUTIVO DA PESCA ARTESANAL.

A eficiência da gestão produtiva da pesca tem como instrumento principal os acordos de pesca que

são normas e regulamentações criadas com a finalidade de garantir a sustentabilidade da pesca artesanal. Esses acordos se fortalecem com o apoio de instituições, como IBAMA, Colônia de Pescadores, ONGs, Prefeituras. A fiscalização do cumprimento dos Acordos de Pesca é feita pelo Ibama e por “agentes ambientais voluntários”. Esse trabalho já está sendo desenvolvido em Cametá, município de maior concentração de pescadores entre os municípios da área e, onde teve início a pesquisa de campo.

A riqueza das informações coletadas permitiu apresentar uma visão da realidade da área, onde 75%

dos pescadores entrevistados possuem um nível baixo de escolaridade e 59% têm renda familiar de até R$ 400,00. Entre as mudanças mais significativas provocadas pelo represamento do rio, 86% dos entrevistados citam a diminuição da quantidade de peixes e o desaparecimento de determinadas espécies, haja vista que o rio está secando e a água cada vez mais poluída. Para melhorar suas condições de trabalho, apontam como fatores importantes: o repovoamento do rio, o respeito ao período do defeso e a fiscalização.

3.4.1 A pesca em Cametá Com mais de 60% da população vivendo nas 116 ilhas pertencentes ao município, Cametá tem a pesca como fonte de renda e alimentação. Os pescadores têm como centro de organização a Colônia Z-16, que vem se solidificando, desde a década de 1980, principalmente com o apoio da prelazia de Cametá. Essa

organização descentralizada por meio da criação dos núcleos de base permitiu a identificação dos pescadores

e, consequentemente, os benefícios para a classe, tais como: aposentadoria, seguro defeso e auxílio doença.

Com a organização da classe veio o reconhecimento e o respeito pelo pescador. Além disso, é interesse da colônia ajudar algumas comunidades que sofrem, em determinado período, com a escassez de pescado. Para contornar as dificuldades, desenvolvem-se projetos de piscicultura nas comunidades de Pacui, Ovídio, Cuxipiari, Jenipapo e Joroca, que atuam de forma coletiva. Para o manejo do camarão foram

construídas gaiolas e comprados matapis seletivos, financiados pelo FNMA. Joana Coeli, jenipapo e Jaracuera. Um dos trabalhos relevantes desenvolvidos pela colônia são os acordos de pesca que funcionam com

o auxilio da comunidade, cujos membros ajudam na fiscalização dos recursos pesqueiros, contribuindo para

manter os estoques e a qualidade do peixe. Desenvolvem-se ações alternativas de geração de renda, tais como a apicultura e o manejo do açaí, além de outras que também são praticadas em prol da melhoria na qualidade de vida dos ribeirinhos, tais como o Projeto do Microssistema de Tratamento da Água, que já funciona em três comunidades ribeirinhas, com resultados positivos, pois reduz em 50% os microorganismos patogênicos e o Projeto Pescando Letras do Fundo Nacional do Meio Ambiente, que vem tirando os pescadores do analfabetismo.

4 CONCLUSÕES Diante da realidade descrita pelos pescadores artesanais da jusante da barragem de Tucuruí, no rio Tocantins, estado do Pará, participantes da amostra, como conseqüência dos impactos ambientais

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promovidos pelo barramento do rio, impõe-se a necessidade de políticas públicas voltadas para a melhoria nas condições de vida dessa população, que tem a pesca como atividade geradora de emprego e renda e fornecedora de alimentos.

AGRADECIMENTOS

Ao Grupo de Pesquisa em Cadeia Produtiva, Mercado e Desenvolvimento Sustentável (GECADS) e à Pró-Reitoria de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (PROPED) da Universidade Federal Rural da Amazônia, por abrigar este Simpósio junto ao PIBIC.

REFERÊNCIAS

CNPQ/INPA. 1983. Estudo da ecologia e controle ambiental do reservatório da UHE de Tucuruí. Identificação da ictiofauna e avaliação do potencial da pesca. Manaus (Relatório).

ELETRONORTE. 1989. Plano de utilização do reservatório: a pesca nas áreas de influência local e de jusante caracterização preliminar (TUC 10-26443-RE). Centrais Elétricas do Norte do Brasil, S/A, Brasília. 124p. (Relatório).

HAIR, J. F.; ANDERSON, R. E.; TATHAM, R. L.; BLACK, W. C. Análise multivariada de dados. 6ª. edição, porto Alegre: Bookman, 2008.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Aquisição Alimentar Domiciliar per Capita Brasil e Grandes Regiões. Comunicação Social. Disponível em: <www.ibge.gov.br>. Acesso em 16 de dezembro de 2010.

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS (IBAMA). Estatística da pesca 2007, Brasil. Grandes regiões e unidades da Federação. Brasília – DF: Dez. 2007.

MOTTA, R. S. da. Manual para valoração econômica de recursos ambientais. IPEA/MMA/PNUD/CNPq. Rio de Janeiro, setembro de 1997.

OLSON, M. The logic of collective action. Cambridge: Haward University, 1965.

SANTANA, A. C. Elementos de economia, agronegócio e desenvolvimento local. Belém: GTZ; TUD; UFRA, 2005, p. 133-142.

SILVA, M. G. Práticas Culturais e Territorialidades da Pesca Artesanal na “Região das Ilhas” de Cametá. V Encontro da ANPPAS. Florianópolis - SC. 4 a 7 de out/2010. MOTTA (1998)