Atividade Estruturada – Ciência Política Aluna: Liliana Rocha de Almeida – Direito/diurno Filme: Quanto vale ou é por quilo

? (Brasil – 2005) O filme contrasta duas realidades: Brasil em tempos de escravidão e Brasil Atual. O filme traça vários paralelos entre essas realidades. E através de vários fatos, podemos perceber que muita coisa continua igual. Visualizamos a questão da desigualdade social e da corrupção mascarada. Pessoas influentes faturando em cima da miséria de outros. Podemos refletir sobre as relações estabelecidas na sociedade de ontem e hoje, que criam e recriam senhores e escravos, exploradores e explorados. O filme mostra um cenário onde a exploração da pobreza é disfarçada em atos de solidariedade, através de organizações não governamentais – ONG´s. Verificamos que mesmo nos dias atuais, ainda existe a coisificação do homem, assim como nos tempos da escravidão. A miséria e a pobreza aparecem como uma mercadoria a ser vendida, para os possíveis doadores, através de imagens e estratégias de marketing. É a exploração do ser humano entre classes. Uns como forma de lucrar e outras como forma de sobreviver. Em comparação com os tempos de escravidão, vemos os pequenos investidores que lucravam com o comércio de escravos em cenas que o “lucro e a liberdade” se confundiam com “amizade e solidariedade”. Vemos também conflitos onde a vida é tratada como banalidade e a dúvida entre clamar pela justiça ou aceitar a corrupção em troca da sobrevivência. Vale ressaltar a frase citada pelo presidiário: “O que vale é ter liberdade para consumir, essa é a verdadeira funcionalidade da democracia”. Em seguida, vem a cena em que o jovem recémcasado retorna para a criminalidade para atender os desejos consumistas de sua esposa. Assim como o capitão do mato caçando uma escrava grávida fugida, em troca de dinheiro, para manter sua família. Ambos querem “liberdade e dignidade”. O detento sequestra o empresário que lucra com a miséria da sua comunidade, como forma de conseguir dinheiro para sua saída da prisão. Em um dos diálogos surgem questionamentos sobre a distribuição de renda e sua ineficácia. Ele questiona quais os verdadeiros ganhos que a periferia tem em comparação aos lucros do empresário. “Sequestro não é só captação de recursos, é também, redistribuição de renda”. Um dos finais do filme termina com a morte da ativista social, pelo jovem desempregado. Agora o jovem terá dinheiro para criar seu filho: “alimentá-lo, educá-lo com dignidade e liberdade”. O outro, com uma negociação entre a ativista e o desempregado para que eles roubem o dinheiro que os empresários roubam da comunidade ou sequestrem esses ladrões para colocar as mãos no dinheiro que é do povo.

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