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MINISTÉRIO DA DEFESA

EXÉRCITO BRASILEIRO
ESCOLA DE EQUITAÇÃO DO EXÉRCITO

EMPREGO DO CAVALO NO DESENVOLVIMENTO DA ÁREA AFETIVA:


A CONTRIBUIÇÃO DO CAVALO E DA EQUITAÇÃO PARA O
DESENVOLVIMENTO DA ÁREA AFETIVA NA
ESCOLA DE SARGENTOS DAS ARMAS

Leandro Sicorra Wilemberg - 1o Ten Cav

Rio de Janeiro
2005
MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
ESCOLA DE EQUITAÇÃO DO EXÉRCITO

EMPREGO DO CAVALO NO DESENVOLVIMENTO DA ÁREA AFETIVA:


A CONTRIBUIÇÃO DO CAVALO E DA EQUITAÇÃO PARA O
DESENVOLVIMENTO DA ÁREA AFETIVA NOS ESTABELECIMENTOS
DE ENSINO DO EXÉRCITO BRASILEIRO

Leandro Sicorra Wilemberg - 1o Ten Cav

Monografia apresentada à Escola de


Equitação do Exército como requisito
parcial à obtenção do título de Pós-
graduação (latu sensu) em Equitação.
ORIENTADOR: Eduardo Xavier Fer-
reira Migon (Mestre).

Rio de Janeiro
2005
Wilemberg, Leandro Sicorra.
Emprego do cavalo no desenvolvimento da área afetiva: a contribui-
ção do cavalo e da equitação para o desenvolvimento da área afetiva
na Escola de Sargentos das Armas. / Leandro Sicorra Wilemberg –
Rio de Janeiro, 2005.

160 f.; 29,7 cm.


Monografia (Especialização em Equitação) – Escola de Equitação do
Exército, 2005.
Bibliografia: f. 45-46.
1. Área afetiva. 2. Equitação. 3. Ensino. I. Autor. II. Título.
Leandro Sicorra Wilemberg - 1º Ten Cav

EMPREGO DO CAVALO NO DESENVOLVIMENTO DA ÁREA AFETIVA:


A CONTRIBUIÇÃO DO CAVALO E DA EQUITAÇÃO PARA O
DESENVOLVIMENTO DA ÁREA AFETIVA NA
ESCOLA DE SARGENTOS DAS ARMAS

Monografia apresentada à Escola de


Equitação do Exército como requisito
parcial à obtenção do título de Pós-
graduação (latu sensu) em Equitação.

Aprovada em ____de outubro de 2005.

BANCA EXAMINADORA

____________________________________
Ronald Silva Marques – Gen Div

____________________________________
Ataíde Barcelos Pereira – Maj Cav
Escola de Equitação do Exército

___________________________________
Eduardo Xavier Ferreira Migon – Cap Cav
Escola de Equitação do Exército
A todos os admiradores do Cavalo,
animal completo, síntese de vidas;
a cavalo, levaremos nossas vidas, dia após dia,
eternizando e descobrindo novos horizontes,
para que o futuro da humanidade seja glorioso,
e a Cavalaria eterna.
AGRADECIMENTOS

Ao Capitão de Cavalaria Eduardo Xavier Ferreira Migon, orientador dessa monografi-


a, pela confiança, amizade, compreensão, paciência e enorme ajuda prestada em todas as fases
dos trabalhos.
À todos os Instrutores da Seção de Equitação da Academia Militar das Agulhas Ne-
gras, que me incentivaram na prática da arte eqüestre enquanto Cadete nos anos de 1998 a
2001.
Ao quadro de Oficiais e Praças do 8º Regimento de Cavalaria Mecanizada durante os
anos de 2001 a 2004, que me receberam como amigo, acreditando nos ideais de um jovem
menino que um dia retornou como Oficial do Exército Brasileiro, apoiando de maneira gran-
diosa a realização de todos os sonhos.
A minha família, clã a qual pertenço, que forneceu todas as ferramentas para a cons-
trução de um homem.
A minha estimada esposa, pessoa que me apoiou, incentivou, esteve sempre presente,
compreendendo que não existe trabalho em vão.
Aos Instrutores da Escola de Equitação do Exército, pelos ensinamentos repassados e
pela paciência, por acreditarem e contribuírem diretamente na realização do presente trabalho.
Aos Instrutores de Equitação, pela ajuda, atenção, presteza e paciência com que res-
ponderam a pesquisa de campo, instrumento de principal foco do projeto.
Ao Cavalo Bailongo, amigo, irmão, filho, parte de uma das melhores fases da minha
vida, que muito me ensinou e espero retribuir com toda minha gratidão.
E a todos que colaboraram de forma indistinta para a realização desse projeto.
Os reinos de Qi e Yan eram aliados. A certa altu-
ra, a tribo Shanron do Norte invadiu o reino de
Yan, e este pediu ajuda ao reino de Qi, que era
mais forte do ponto de vista militar. O rei de Qi, à
frente das suas tropas, foi em socorro do seu alia-
do. Inteirados de que o exército do poderoso reino
de Qi se aproximava, os invasores bateram em re-
tirada em direção ao Norte. Os Qis foram, então,
em perseguição dos Shanrons, dirigindo-se tam-
bém para Norte e penetrando, assim, em território
inimigo. A guerra teve início na Primavera e só
terminou no Inverno seguinte, durando, portanto,
quase um ano inteiro. Quando regressavam, triun-
fantes, as tropas do rei de Qi desorientaram-se ao
atravessarem um vale. Era noite. O vento rugia. O
frio era cortante. Os soldados estavam esfomea-
dos. Que fazer? A morte rondava o exército. O rei
de Qi já não conseguia manter a calma. Os pelo-
tões de reconhecimento voltaram desanimados,
sem terem conseguindo encontrar uma saída. A si-
tuação era gravíssima. Mas o primeiro-ministro
Guanzhun, homem de extra-ordinária inteligência,
estava tranqüilo. Os cães podem afastar-se de ca-
sa, mas voltam sempre, pensava ele. Por conse-
guinte, é provável que os cavalos façam o mesmo.
E disse ao rei: escolhemos alguns cavalos velhos e
deixemo-los à solta, pois eles levar-nos-ão para
fora deste vale. O rei concordou, e os cavalos fo-
ram largados. A idéia fora boa. Guiadas pelos ve-
lhos cavalos, as tropas do reino de Qi conseguiram
sair do vale e encontrar o caminho de regresso a
casa.
É desta história chinesa, num período conhecido
por Primavera e Outono, que decorreu entre os
anos de 770 e 476 AC, que provém o provérbio
cavalo velho conhece o caminho. O caminho nós
trilhamos. O cavalo é nosso guia.
RESUMO

Este trabalho aborda o desenvolvimento dos atributos da área afetiva através da equitação,
nas atividades de salto e equitação militar. Traz diversos conceitos sobre a fundamentação
teórica da área afetiva e a visão do Exército Brasileiro. Descreve características do contato
do homem com o cavalo, apresentando os benefícios da atividade eqüestre na construção
dos valores morais. A pesquisa de campo relaciona através de cálculos estatísticos de con-
fiabilidade os atributos mais desenvolvidos nas atividades de salto e equitação militar. Os
resultados da pesquisa confirmam a contribuição da equitação no desenvolvimento da área
afetiva no curso de formação da Escola de Sargentos das Armas. Aborda a nova estruturaç-
ão da formação dos sargentos de carreira e propõe a inclusão da equitação como atividade
comum a todos os Cursos, com o objetivo de melhorar a formação afetiva dos alunos.

Palavras-chave: Área afetiva. Equitação. Ensino.


ABSTRACT

This work approaches the development of the attributes of the affective domain through the
riding, in the activities of show jumping and military riding. It brings diverse concepts from
affective domain theory under the vision of the Brazilian Army. It describes characteristics
of the contact of the man with the horse, presenting the benefits of the activity with horses
in the construction of the moral values. The field research relates through statistical calcula-
tions of trustworthiness more developed in the activities of show jumping and military rid-
ing. The results of the research confirm the contribution of the riding in the development of
the affective domain. It approaches the new structure of NCO`s career and considers the
inclusion of the riding as common activity to all the Courses, with the objective to improve
the affective formation of the pupils.

Keywords: Affective domain. Riding. Army NCO School.


SUMÁRIO

1– INTRODUÇÃO 01

2– ATRIBUTOS DA ÁREA AFETIVA: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA


E A POSIÇÃO DO EXÉRCITO BRASILEIRO 03

2.1 – A NECESSIDADE DE DESENVOLVER A ÁREA AFETIVA 04


2.2 – TIPOS DE INTELIGÊNCIA 06
2.3 – APRENDIZAGEM 07
2.4 – OS ATRIBUTOS DA ÁREA AFETIVA NO EXÉRCITO 10

3– A EQUITAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DA ÁREA AFETIVA 12

3.1 – O CAVALO COMO FACILITADOR 13


3.2 – REFLEXOS DA EQUITAÇÃO NA ÁREA AFETIVA 15
3.3 – A EQUITAÇÃO NA ESCOLA DE SARGENTOS DAS ARMAS 17
3.4 – A ÁREA AFETIVA NO CONTEXTO DA ESCOLA 18

4– A NOVA ESTRUTURAÇÃO DA ESCOLA DE SARGENTOS DAS ARMAS 20

4.1– CURRÍCULO DO SARGENTO 21


4.2 – A NOVA SISTEMÁTICA DA FORMAÇÃO 23

5– PESQUISA DE CAMPO 24

5.1– METODOLOGIA 25
5.2 – SELEÇÃO DAS AMOSTRAS 26
5.3 – COLETA DOS DADOS 27
5.3.1 – ANÁLISE DA CONFIABILIDADE DAS RESPOSTAS 28
5.3.2 – OBTENÇÃO DOS RESULTADOS 29
5.3.3 – ANÁLISE DA VALIDADE DOS RESULTADOS 30
5.4 – ANÁLISE DOS RESULTADOS 31
5.4.1 – RESULTADOS NA ATIVIDADE DE SALTO 32
5.4.2 – RESULTADOS NA ATIVIDADE DE EQUITAÇÃO MILITAR 33
5.5 – DISCUSSÃO SUMÁRIA DOS RESULTADOS 33
6– PROPOSTA PARA O DESENVOLVIMENTO DA ÁREA AFETIVA
NA ESCOLA DE SARGENTOS DAS ARMAS 35

7– CONSIDERAÇÕES FINAIS 39

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 42

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 45

ANEXOS

ANEXO A – PORTARIA Nº 012 (1998) DO CHEFE DO DEPARTAMENTO DE


ENSINO E PESQUISA A-1
ANEXO B – QUESTIONÁRIO DA PESQUISA DE CAMPO A-6
ANEXO C – GRÁFICOS DO EFETIVO DE INSTRUTORES DE EQUITAÇÃO
NA ATIVA PESQUISADOS A-11
ANEXO D – GRÁFICO DO EFETIVO DE RESPOSTAS
(UNIVERSO GERAL) A-12
ANEXO E – RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO DO DESENVOLVIMENTO
DOS ATRIBUTOS DA ÁREA AFETIVA NA ATIVIDADE
DE SALTO A-13
ANEXO F – RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO DO DESENVOLVIMENTO
DOS ATRIBUTOS DA ÁREA AFETIVA NA ATIVIDADE
DE EQUITAÇÃO MILITAR A-19
ANEXO G – PERCENTUAIS DE DESENVOLVIMENTO DOS ATRIBUTOS
DA ÁREA AFETIVA NA ATIVIDADE DE SALTO A-25
ANEXO H – PERCENTUAIS DE DESENVOLVIMENTO DOS ATRIBUTOS
DA ÁREA AFETIVA NA ATIVIDADE DE EQUITAÇÃO MILITAR A-27
ANEXO I – ANÁLISE DOS RESULTADOS A-29
ANEXO J – CURRÍCULO DOS CURSOS DA ESCOLA DE SARGENTOS
DAS ARMAS A-35
ANEXO K – PORTARIA N ° 044-A (2005) DO COMANDANTE DO EXÉRCITO A-82
ANEXO L – PORTARIA N ° 111 (2005) DO COMANDANTE DO EXÉRCITO A-83
ANEXO M – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO DOS CURSOS DA EsSA A-92
LISTA DE ABREVIATURAS

AMAN − Academia Militar das Agulhas Negras.

Cav − Cavalaria.

Cel − Coronel.

CEP − Centro de Estudos de Pessoal.

DEP − Departamento de Ensino e Pesquisa.

DFA − Diretoria de Formação e Aperfeiçoamento.

DGP – Departamento Geral de Pessoal.

DPEP − Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pessoal.

EsSA − Escola de Sargentos das Armas.

Gen Bda − General de Brigada.

Gen Div − General de Divisão.

GTEME − Grupo Técnico de Elaboração da Modernização do Ensino.

IE − Inteligência Emocional.

Maj − Major.

NAE − Normas para Avaliação Educacional.

OM − Organização Militar.

PLADIS − Plano de Disciplinas.

QI − Quociente de Inteligência.

Ten − Tenente.

Ten Cel − Tenente Coronel.


LISTA DE TABELAS

TABELA 1 − Tipos de inteligências segundo Gardner.

TABELA 2 − Tipos de inteligências segundo Goleman.

TABELA 3 − Classificação dos objetivos da aprendizagem na área afetiva.

TABELA 4 − Participação da área afetiva no rendimento escolar final de curso.

TABELA 5 − Objetivos específicos do PLADIS da EsSA (equitação).

TABELA 6 − Atributos da área afetiva que devem ser desenvolvidos na EsSA.

TABELA 7 − Atributos da área afetiva constantes da avaliação do grau final do curso de formação
da EsSA.

TABELA 8 − OM sede do período básico do curso de formação da EsSA.

TABELA 9 − Oficiais possuidores do Curso de Instrutor de Equitação.

TABELA 10 − Hierarquia dos oficiais possuidores do Curso de Instrutor de Equitação.

TABELA 11 − Universos das pesquisas recebidas.

TABELA 12 − Medidas de confiabilidade de Alpha de Cronbach do desenvolvimento dos


atributos da área afetiva.

TABELA 13 − Cálculo do valor de n.

TABELA 14 − Cálculo do valor de N.

TABELA 15 − Intervalo de confiança da correlação linear de Pearson.

TABELA 16 − Atributos mais desenvolvidos no salto.

TABELA 17 − Atributos mais desenvolvidos na equitação militar.

TABELA 18 − Atributos mais desenvolvidos na equitação (interseção com Titan).

TABELA 19 − Atributos desenvolvidos no terceiro grupo (terceiro quartil).

TABELA 20 − Atributos do currículo da EsSA desenvolvidos pela equitação.

TABELA 21 − Análise dos atributos constantes da escala de avaliação do curso de formação


da EsSA.

TABELA 22 − Respostas dos questionários na atividade de salto (universo geral).


TABELA 23 − Respostas dos questionários na atividade de salto (universo que ministra ins-
trução).

TABELA 24 − Respostas dos questionários na atividade de salto (universo que não ministra
instrução).

TABELA 25 − Respostas dos questionários na atividade de salto (universo de oficiais superi-


ores/generais).

TABELA 26 − Respostas dos questionários na atividade de salto (universo de oficiais subal-


ternos/intermediários).

TABELA 27 − Respostas dos questionários na atividade de equitação militar (universo ge-


ral).

TABELA 28 − Respostas dos questionários na atividade de equitação militar (universo que


ministra instrução).

TABELA 29 − Respostas dos questionários na atividade de equitação militar (universo que


não ministra instrução).

TABELA 30 − Respostas dos questionários na atividade de equitação militar (universo de


oficiais superiores/generais).

TABELA 31 − Respostas dos questionários na atividade de equitação militar (universo de


oficiais subalternos/intermediários).

TABELA 32 − Percentuais de desenvolvimento dos atributos da área afetiva na atividade de


salto.

TABELA 33 − Percentuais de desenvolvimento dos atributos da área afetiva na atividade de


equitação militar.

TABELA 34 − Análise dos resultados do salto.

TABELA 35 − Análise dos resultados da equitação militar.


LISTA DE GRÁFICOS

GRÁFICO 1 − Análise dos percentuais de desenvolvimento pela curva de Gauss.

GRÁFICO 2 − Análise do efetivo pesquisado dentro dos postos.

GRÁFICO 3 − Análise do efetivo pesquisado dentro da hierarquia.

GRÁFICO 4 − Efetivo das respostas da pesquisa de campo.

GRÁFICO 5 − Percentuais dos resultados do salto no 1º quartil.

GRÁFICO 6 − Percentuais dos resultados do salto no 2º quartil.

GRÁFICO 7 − Percentuais dos resultados do salto no 3º quartil.

GRÁFICO 8 − Percentuais dos resultados do salto no 4º quartil.

GRÁFICO 9 − Percentuais dos resultados da equitação militar no 1º quartil.

GRÁFICO 10 − Percentuais dos resultados da equitação militar no 2º quartil.

GRÁFICO 11 − Percentuais dos resultados da equitação militar no 3º quartil.

GRÁFICO 12 − Percentuais dos resultados da equitação militar no 4º quartil.


CAPÍTULO I

INTRODUÇÃO

“E outra coisa não faço que andar por aí, convencendo a todos, jovens e
velhos, a não cuidarem tanto do corpo e das riquezas e sim de melhorarem
a alma o mais possível, alertando-os que não é das posses materiais que
vem a virtude, mas é da virtude que vêm as posses e outros bens.”
Platão.

Investigações teóricas e empíricas relacionadas ao conceito de inteligência têm


ocupado uma posição de destaque na história da psicologia desde a época de sua fundação no
final do Século XIX. Esta longa história está, no entanto, repleta de discordâncias sobre a
maneira de descrever, medir e investigar os fenômenos de interesse, além de envolver sérias
controvérsias sobre a utilização dos resultados provenientes dos testes que supostamente
medem o nível de inteligência dos indivíduos. De acordo com vários autores, muitas destas
discordâncias provêm da falta de consenso sobre a definição e conceituação de inteligência.

Com o estudo das inúmeras vertentes ideológicas que cercam os estudos relacionados
com a inteligência, o Exército Brasileiro tem realizado estudos em relação ao sistema de
ensino e aprendizagem da Força, acompanhando a evolução das teorias empregadas na
atualidade.
2

É consenso entre aqueles que se dedicam ao estudo da História Militar, que a


operacionalidade de um exército depende dos valores e das virtudes morais que moldam a
personalidade de seus integrantes. Neste sentido, o Exército vem buscando a aplicação de
métodos mais eficientes para o desenvolvimento dos atributos da área afetiva, investindo na
formação de profissionais com determinadas características, tais como, aptidões de auto-
motivarem-se e de assumirem riscos e responsabilidades pelos acontecimentos diários.
Sendo uma atividade curricular em escolas de formação, como na Escola de Sargentos
das Armas (EsSA) e Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), a equitação desenvolve
um número considerável de atributos da área afetiva constantes da formação militar. Deste
modo, pode-se analisar também se a equitação pode ser inserida em outras escolas para
desenvolver, completar e reforçar a formação emocional dos alunos, visto que o
desenvolvimento da área emocional é um assunto de interesse atual em praticamente todos
ramos da sociedade, não sendo diferente das necessidades do Exército Brasileiro.
Deste modo, existe a necessidade de se estudar os reflexos da equitação na área
afetiva, analisando mais a fundo as contribuições e as possibilidades de utilizar o cavalo
facilitador da formação e do amadurecimento das qualidades emocionais que os militares
necessitam para que utilizem toda a sua potencialidade.
Assim sendo, este trabalho tem a pretensão de oferecer uma análise atual e fidedigna
da contribuição da equitação no desenvolvimento da área afetiva, visando a formação dos
quadros da Força. Para tanto, tomaremos como objeto de estudo a EsSA, tendo em vista a
nova sistemática de formação a ser iniciada no ano de 2006. Será apresentada uma
fundamentação teórica e a posição do Exército Brasileiro em relação a área afetiva,
destacando os reflexos da equitação na formação destes valores.
A pesquisa de campo, realizada com o objetivo de quantificar os atributos
desenvolvidos nas atividades de salto e equitação militar, fornecerá subsídios para futuros
estudos do desenvolvimento dos valores morais em diferentes escolas de formação do
Exército Brasileiro.
Ao final do trabalho se apresenta uma proposta para a implantação da equitação como
matéria comum a todos os cursos de formação da EsSA, com o objetivo de desenvolver os
atributos da área afetiva inerentes à formação desta escola.
CAPÍTULO II

ATRIBUTOS DA ÁREA AFETIVA: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E


A POSIÇÃO DO EXÉRCITO BRASILEIRO

“Torna-se imprescindível que as pessoas tomem consciência, o quanto an-


tes, de tudo isso que se está passando, sob pena de não terem tempo sufici-
ente de compensar o tempo perdido. Para tanto, devem ser reavaliadas a
busca de novos objetivos e expectativas devem ser implementadas.”
Crawford (1994).

Atualmente, ser profissional no mundo moderno, é a própria condição de sobrevivên-


cia no novo cenário estabelecido. Em um passado não muito distante, as mudanças, além de
serem difíceis e raras de acontecerem, quando aconteciam, já tinham ou poderiam ser previs-
tas, tornando os obstáculos fáceis de serem superados. Atualmente, a velocidade e a natureza
das mudanças tornaram-nas completamente imprevisíveis e os obstáculos muito mais difíceis
de superação. Na era da informação, a tecnologia avançada elimina, a cada dia, mais empre-
gos, oportunizando novas e diferentes formas de empregos e, para ocupá-los, precisa-se, fun-
damentalmente, de grandes e variadas habilidades e conhecimentos.

Nossa educação, durante vários anos, foi baseada em princípios cartesianos, dando ên-
fase aos processos intelectuais e cognitivos. No entanto, a felicidade e bem-estar, tão almeja-
das por todos, dependem muito mais de nossos processos emocionais que dos intelectuais.
4

Ansiamos por melhores relacionamentos, pela conexão com o outro, pelo entendimento mú-
tuo. Vivendo em um mundo extremamente competitivo, onde todos os valores recebidos de
nossos pais e mestres são questionados a todo instante, buscamos maneiras indiretas, artifici-
ais ou dissimuladas de experimentar emoções.

2.1 A NECESSIDADE DE DESENVOLVER A ÁREA AFETIVA

A sociedade vive num período de contínuas inovações em todas as áreas profissionais.


Os avanços tecnológicos geram mudanças cada vez mais aceleradas. Estas constantes mudan-
ças, aliadas ao mundo globalizado e riscos cada vez mais crescentes, obrigam indivíduos a
estarem em constante desenvolvimento e aperfeiçoamento, que se traduz em vantagem com-
petitiva.

Esta nova característica do novo profissional requer qualidades emocionais (afetivas)


elevadas e que todas as pessoas podem e devem conquistar. Segundo Goleman (2001, p. 47-
56), psicólogo, pesquisador e autor do livro Inteligência Emocional (IE), as pessoas que se
relacionam melhor em sociedade e que atingem os melhores postos no mercado de trabalho
não são aquelas que apresentam quociente de inteligência (QI) mais elevado, mas as que se
mostram mais capacitadas para agir em grupo.

Diante de tais informações, se é tão importante saber lidar com as emoções, chegamos
à questão da necessidade de desenvolver essa capacidade.

O psicólogo citado explica que, no meio das características afetivas, encontramos as


aptidões que nos permitem motivar a nós próprios e de nos preservar face à frustração; moti-
var pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir seu engajamento a
objetivos de interesses comuns; de controlar as nossas pulsões e de estar em condições de
adiar as nossas fontes de gratificação (canalizando emoções para situações apropriadas); de
regular o nosso humor e fazer com que o stress não nos impeça de pensar; de ser empáticos e
manter a esperança na vida.

Para isso, o autor mapeia a IE em cinco áreas de habilidades:

- Auto-conhecimento emocional: reconhecer um sentimento enquanto ele


ocorre.
- Controle emocional: habilidade de lidar com seus próprios sentimentos,
adequando-os para a situação.
- Auto-motivação: dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para
manter-se caminhando sempre em busca.
- Reconhecimento de emoções em outras pessoas.
- Habilidade em relacionamentos inter-pessoais.
5

As três primeiras acima referem-se à Inteligência intra-pessoal. As duas últimas à inte-


ligência inter-pessoal. Inteligência inter-pessoal é a habilidade de entender outras pessoas, o
que as motiva, como trabalham, como trabalhar cooperativamente com elas. Inteligência in-
tra-pessoal é a mesma habilidade, só que voltada para si mesmo. É a capacidade de formar um
modelo verdadeiro e preciso de si mesmo e usá-lo de forma efetiva e construtiva.

A área afetiva possui muitos aspectos complexos que envolvem, por exemplo, o co-
nhecimento bioquímico do cérebro cuja discussão não caberia nesta oportunidade. É impor-
tante que saibamos, porém, que o temperamento não é um dado determinado desde nosso nas-
cimento, mas pode ser modificado e aprendido. Para ilustrar essa reflexão, podemos utilizar
exemplos de nossas emoções mais cotidianas: a raiva, a ansiedade, a melancolia, o humor, a
impulsividade, a empatia.

No estudo da necessidade de se desenvolver a área afetiva, devemos ter definido tam-


bém o conceito de competência emocional. Segundo Goleman (2001, p. 67), a competência
emocional “é a capacidade adquirida baseada na inteligência emocional, que resulta em um
desempenho destacado no trabalho”. A IE irá determinar o potencial de um individuo para
aprender habilidades práticas, tais como, autopercepção, motivação, auto-regulação, empatia,
e aptidão natural para os relacionamentos

Diante da amplitude do tema, “são múltiplos os significados da noção de competên-


cia”, afirma Perrenoud (1999), e define competência como sendo “uma capacidade de agir
eficazmente em um determinado tipo de situação, apoiada em conhecimentos, mas sem limi-
tar-se a eles”. Mayer e Salovey (1998) fazem uma distinção importante entre habilidade (refe-
rindo-as como aptidões) e competência. Os autores argumentam que habilidade representa o
potencial que se expressa, concretamente, em realizações ou desempenhos, envolvendo a a-
presentação de respostas corretas para problemas e conhecimento de determinado conteúdo. A
competência, nesta concepção, indicaria um nível padronizado de realização, o que implicaria
em dizer que a realização atingiu um determinado nível.

Dessa forma, é possível pensar que a habilidade não necessariamente implica em


competência. A habilidade indica facilidade em lidar com um tipo de informação e para que
se transforme em competência será necessário investimento em experiências de aprendiza-
gem. No entanto, se não houver investimento, não haverá competência, mesmo que a pessoa
tenha habilidade em determinada área. Considerando o mesmo montante de experiência, com
a mesma qualidade, duas pessoas com habilidades diferentes diferirão na facilidade com que
irão adquirir a maestria, ou que se tornarão competentes em determinado tema. Dentro deste
6

enfoque, existem pelo menos três fatores associados ao desenvolvimento de competência:


habilidade, o empenho pessoal e qualidade da aprendizagem. Pode-se afirmar que competên-
cias representam a capacidade, a habilidade, a aptidão, entre outros valores.

Em seus estudos, Goleman (2001, p. 63-65) ressalta a importância da valorização dos


aspectos emocionais da inteligência, os quais durante muito tempo foram negligenciados. An-
tes, nossos sentimentos e emoções deveriam ser reprimidos e controlados para não perturbar
nosso raciocínio lógico. Se pensarmos que a maioria das situações de trabalho está envolvida
no relacionamento entre as pessoas, podemos concluir que pessoas com qualidades de rela-
cionamento humano, como afabilidade, compreensão e gentileza, têm mais chances de alcan-
çar o sucesso.

2.2 TIPOS DE INTELIGÊNCIA

Observamos muito das vezes que prevalecem em nossa cultura as referências das ca-
pacidades cognitivas, de raciocínio, de memória, conhecidas genericamente por QI. Essa for-
ma de categorizar a inteligência vem sendo muito contestada. Modernamente, o conceito de
Inteligências Múltiplas1 provoca muitas discussões.

Inteligência verbal ou lingüística Habilidade para lidar criativamente com as palavras.


Capacidade para solucionar problemas envolvendo
Inteligência lógico-matemática números e demais elementos matemáticos; habilida-
des para raciocínio dedutivo.
Capacidade de usar o próprio corpo de maneiras dife-
Inteligência cinestésico corporal
rentes e hábeis.
Inteligência espacial Noção de espaço e direção.
Inteligência musical Capacidade de organizar sons de maneira criativa.
Habilidade de compreender os outros; a maneira de
Inteligência inter-pessoal
como aceitar e conviver com o outro.

Capacidade de relacionamento consigo mesmo, auto-


conhecimento. Habilidade de administrar seus senti-
Inteligência intra-pessoal
mentos e emoções a favor de seus projetos. É a inteli-
gência da auto-estima.

TABELA 1: Tipos de inteligências segundo Gardner (1997, p. 15). Fonte: Adaptado da obra do autor.

1
A Teoria das Inteligências Múltiplas, desenvolvida pelo educador norte-americano Howard Gardner, ganhou
grande destaque no meio educacional a partir do início da década de 90, como uma forma de explicação da cog-
nição humana, além de reconhecer as diversas e independentes facetas que a compõem, ainda, preconiza a inter-
dependência entre duas ou mais delas. Isto se explica pelo fato de que cada uma das formas de inteligência pode
ser canalizada para outros fins.
7

Gardner (1997, p. 13), propõe “uma visão pluralista da mente” ampliando o conceito
de inteligência única para o de um feixe de capacidades. Para ele, inteligência é a capacidade
de resolver problemas ou elaborar produtos valorizados em um ambiente cultural ou comuni-
tário. Assim, ele propõe uma nova visão da inteligência, dividindo-a em sete diferentes com-
petências que se interpenetram, pois sempre envolvemos mais de uma habilidade na solução
de problemas. Embora existam predominâncias, as inteligências se integram:

Segundo o autor, todos nascem com o potencial das várias inteligências. A partir das
relações com o ambiente e aspectos culturais, algumas são mais desenvolvidas ao passo que
deixamos de aprimorar outras. Goleman (1999, p. 42) afirmou que ninguém tem menos que
nove inteligências. Além das sete citadas por Gardner (1997), acrescenta mais duas:

Habilidade que a pessoa tem de transmitir


Inteligência pictográfica
uma mensagem pelo desenho que faz.
Capacidade de uma pessoa em sentir-se um
Inteligência naturalista
componente natural.
TABELA 2: Tipos de inteligências segundo Goleman (1999, p. 42). Fonte: Adaptado da obra do au-
tor.

Até pouco tempo atrás o sucesso de uma pessoa era avaliado pelo raciocínio lógico e
habilidades matemáticas e espaciais (QI). Goleman (1999, p. 30-37) retoma uma nova discus-
são sobre o assunto. Ele traz o conceito da IE como maior responsável pelo sucesso ou insu-
cesso das pessoas. A maioria das situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre
as pessoas. Desta forma pessoas com qualidades de relacionamento humano, como afabilida-
de, compreensão, gentileza, têm mais chances de obter o sucesso. O autor afirma que para um
adulto melhorar sua própria área afetiva, a primeira tarefa é desaprender e reaprender, devido
ao fato de que seus hábitos emocionais foram aprendidos na infância.

2.3 APRENDIZAGEM

Cada indivíduo tem, historicamente diferenciado no tempo e no espaço, o desejo inato


de conhecer. É um sentimento profundo que o envolve, desde o nascimento. Existe um caráter
intencional do indivíduo no conhecimento. A partir disso, encontramos diversas vertentes
ideológicas a respeito da aprendizagem, principalmente quanto a sua classificação.

Como define Skinner (1972), representante de uma vertente comportamental, o estudo


do comportamento manifesto é mensurável, isto é, pode se fazer uma análise das relações
funcionais entre o estímulo e a resposta (S-R) correspondente.
8

Ao invés de se avaliar como indivíduos interpretam os estímulos e como expressam


seus modos de reagir, a análise se reporta à exterioridade da reação no modelo comportamen-
tal (S-R), limitando-se o estudo das pessoas aos seus comportamentos, isto é, considerando a
pessoa como um ser que responde a estímulos fornecidos pelo ambiente externo. Limita-se ao
estudo de comportamentos manifestos e mensuráveis que podem ser controlados por suas
conseqüências. Não considera o que ocorre dentro da mente, porque, como premissa, o estudo
do comportamento não depende de conclusões sobre o que se passa dentro do organismo. Não
ultrapassa uma visão especulativa da atividade humana.

Piaget (1972) destaca seu pensamento sobre esse processo quando aborda o desenvol-
vimento mental do ser e afirma que o crescimento cognitivo se dá através de assimilação e
acomodação. A assimilação designa o fato de que a iniciativa na interação do sujeito com o
objeto é do organismo. O indivíduo constrói esquemas de assimilação mental para abordar a
realidade. Quando o organismo (mente) assimila, ele incorpora a realidade. Caso os esquemas
de ação do indivíduo não assimilam determinada situação, o organismo desiste ou se modifi-
ca. No último caso ocorre o que o autor chama de acomodação. É na acomodação que se dá o
desenvolvimento cognitivo. Se o meio não apresenta problemas, dificuldades, a atividade da
mente é apenas de assimilação, porém, diante daqueles, ela se reestrutura e se desenvolve.

Atualmente encontramos com freqüência a abordagem apresentada por Bloom et al.


(1977). As taxionomias de objetivos da aprendizagem compreendem três diferentes tipos de
objetivos (domínios): os cognitivos, os afetivos e os psicomotores; cada um objeto de uma
classificação própria.

Os objetivos afetivos enfatizam o sentimento, emoção ou grau de aceitação ou rejei-


ção. Tais objetivos são expressos como interesses, atitudes ou valores. Veremos mais a fundo
a classificação dos objetivos da aprendizagem na área afetiva na Tabela 3.

Os processos caracterizados pela taxonomia devem representar resultados de aprendi-


zagem, ou seja, cada categoria representa o que o indivíduo aprende, não aquilo que ele já
sabe, assimilado do seu contexto familiar ou cultural.
9

NÍVEL CARACTERÍSTICA EXEMPLO

- Aceitar as normas de hierar-


quia e disciplina empregadas no
O instruendo presta atenção ao que aconte-
ACOLHIMENTO Exército.
ce, de forma passiva, sem reagir (não evita
- Acompanhar uma sessão de
o estímulo).
instrução de prevenção sobre o
uso indevido de drogas.
O instruendo presta atenção ao que aconte- - Ajudar um companheiro na
RESPOSTA ce, reagindo aos estímulos (aluno responde interpretação de um problema.
ao estímulo e voluntariamente tem satisfa- - Assistir a um ferido em um
ção nessa resposta). exercício.
- Demonstrar interesse pela tra-
O instruendo assume características de
vessia de um curso d’água com
VALORIZAÇÃO atitude e comportamento conforme suas
meios de "fortuna".
respostas (aceita um valor e se comprome-
- Formar opinião sobre hierar-
te com ele; tenta convencer os outros).
quia e disciplina.
- Alterar seu comportamento no
Os valores adquiridos são agrupados em
deslocamento de uma tropa.
um sistema próprio da pessoa, exteriori-
- Ordenar um grupo de combate,
zando-se em valores pessoais (conceituali-
ORGANIZAÇÃO de acordo com a função de cada
za os valores ou formas de julgamentos;
componente.
faz a relação entre os valores que já possui
- Estabelecer prioridades na
ou entre os novos que poderá vir a adotar
realização de uma missão qual-
eles).
quer.
O instruendo passa a ter respostas, com-
portamentos e reações de acordo com seus
CARACTERIZAÇÃO - Influir em um Pelotão pela sua
valores pessoais (organiza os valores num
liderança.
sistema de valores que passa a caracterizar
a sua filosofia de vida).
TABELA 3: Classificação dos objetivos da aprendizagem na área afetiva. Fonte: Adaptado do Manual
Técnico T 21-250 (1997).

Os processos são cumulativos, um nível afetivo depende da anterior e, por sua vez, dá
suporte à seguinte. Os referidos níveis são organizados num gradiente em termos de comple-
xidade dos processos mentais.

... a ênfase em um domínio pode tender a expulsar o outro. Novos cursos,


muitas vezes começam com uma análise cuidadosa, tanto de objetivos cog-
nitivos, como afetivos. Mas nos sentimos mais à vontade, ensinando em ra-
zão dos objetivos cognitivos do que de afetivos. Nosso esforço para o do-
mínio da matéria de ensino e a sempre crescente quantidade de conhecimen-
to disponível nos proporciona cada vez mais matéria para incluir. Além dis-
so, a nossa preferência pelo acesso à realização afetiva, através da consecu-
ção de objetivos cognitivos, tende a focalizar a atenção sobre estas metas
cognitivas com fins em si mesmo, sem determinarmos se, de fato, servem
como meio para um fim afetivo. Esta erosão tende a ser inevitável, mas po-
deria ser diminuída ou interrompida, se estivéssemos cônscios de sua ação.
Bloom et al. (1977, p. 56)
10

2.4 OS ATRIBUTOS DA ÁREA AFETIVA NO EXÉRCITO

“Sem objetivos bem definidos, somente por acaso, chegaremos a algum lu-
gar.”
Programa-Padrão de Instrução PPQ 02/2 (2001)

O Exército foi umas das instituições pioneiras em valorizar o desenvolvimento da área


afetiva como objetivos educacionais, reestruturando o sistema de ensino, selecionando os pon-
tos mais importantes que um militar deve possuir para bem desempenhar suas funções.

Sob o ponto de vista inicialmente apresentado o Exército Brasileiro investe na forma-


ção de profissionais com determinadas características, tais como, aptidões de auto-motivarem-
se, de assumirem riscos e responsabilidades pelos acontecimentos diários, de terem habilidade
de lidar com pessoas e resolverem conflitos, de serem tolerantes a frustrações e de terem
consciência do seu papel dentro da OM (Organização Militar). Características estas que ve-
nham garantir a sua própria sobrevivência e uma maior vantagem para a vida profissional do
militar e para a Força (Exército Brasileiro).

A partir dos anos 90, diversos estudos e trabalhos foram realizados no sentido de ade-
quar o ensino no âmbito do Exército às novas exigências dos estudos realizados pelo Grupo
Técnico de Elaboração da Modernização do Ensino (GTEME). Este trabalho teve como fina-
lidade implantar uma sistemática de operacionalização dos atributos da área afetiva nos Pla-
nos de Disciplinas (PLADIS) das escolas, bem como no Perfil Profissiográfico dos militares,
objetivando o desenvolvimento e a avaliação dos Atributos da Área Afetiva.

Para tanto, no mesmo período, o Exército concebeu o Manual do Instrutor (T 21-250),


com o objetivo de indicar aos instrutores e monitores os caminhos mais adequados para que
possam planejar, orientar, controlar e avaliar as sessões de instrução ou de aula, buscando
uma melhor aprendizagem.

Da mesma maneira, a Portaria nº 12, do Chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa


(1998), padroniza a linguagem técnica utilizada na área afetiva em todos os Estabelecimentos
de Ensino subordinados. Esclarece também que os valores devem ter sido desenvolvidos no
indivíduo desde a infância e reforçados ao longo da vida militar. Devem servir, também, para
uma ação imediata do docente que identifique sua ausência, visando as providências que pos-
sibilitem o afastamento do instruendo, em especial na formação do militar de carreira.
11

Em sua diretriz, o Chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa (2005), define que a


missão principal dos estabelecimentos de ensino é bem formar os quadros de nossa Institui-
ção, para que possam desempenhar com eficiência e eficácia os diversos cargos e funções que
lhes são destinados, dando ênfase na capacitação de recursos humanos na tanto na área afeti-
va, apoiando os projetos de avaliação e desenvolvimento dos atributos da área afetiva. Atual-
mente, o DEP desenvolve atividades voltadas à modernização do ensino e que perpassam,
principalmente, pelo planejamento, pela execução, pela avaliação e pela validação dos cursos
e estágios, preocupando-se com o desenvolvimento dos atributos da área afetiva, assim como
com a sua avaliação.

Atualmente, está sendo desenvolvido no Centro de Estudos de Pessoal (CEP) o Projeto


de Descrição de Cargos e Atribuições (2005) para oficiais, sargentos, cabos e soldados; e o
desenvolvimento e avaliação dos atributos da área afetiva para os diversos estabelecimentos
de ensino.
CAPÍTULO III

A EQUITAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DA ÁREA AFETIVA

“Não dêem dinheiro a seus filhos. Se puderem dêem-lhes cavalos. A equita-


ção nunca arrastou ninguém a desonra. Nenhuma hora de vida passada
numa sela é perdida.”
Winston Churchill, Minha Mocidade. 1977. p.57.

Como elemento associado à evolução dos povos, o cavalo ocupou lugar de destaque na
Europa e Ásia da Idade Média, onde, além de instrumento útil à economia, proporcionando
transporte e multiplicando a força humana, também foi relevante no desenvolvimento da cul-
tura, em especial para as tribos nômades da Ásia Central.

Com ampla participação na vida das sociedades da época, o cavalo também teve suas
qualidades destinadas ao implemento da arte da guerra, estando presente em ações bélicas
como as decorrentes das "Invasões bárbaras" e da "Conquista do Novo Mundo", por exemplo.

A partir do Século XVII a equitação sofreu grande desenvolvimento doutrinário, com


o surgimento de doutrinadores e escolas destinadas ao estudo da Arte Eqüestre. Destacam-se,
nesse período, com influência até os dias atuais, as atividades desenvolvidas pelas escolas de
equitação francesa, italiana e alemã, entre outras.
13

O uso desportivo do cavalo encontra seus registros iniciais à época das primeiras O-
limpíadas, ainda na Idade Antiga, seguido, ainda que com grande lapso temporal, pelos tradi-
cionais torneios da cavalaria medieval.

Junto com os primeiros passos do Exército Brasileiro, na 2ª Batalha de Guararapes, i-


niciou-se o emprego do cavalo como instrumento militar, na qual se destacam os feitos dos
capitães Manoel de Araújo e Antônio Silva que, no comando de duas Companhias de Cava-
los, cooperaram de forma incontestável para o êxito.

O cavalo também foi artífice na consolidação das fronteiras ao sul do País. Dessa épo-
ca avultam registros históricos, como os decorrentes das ações de Manoel Luis Osório - Mar-
quês de Herval e Patrono da Arma de Cavalaria - e Andrade Neves, por exemplo.

Atualmente, podemos tomar como exemplo a atividade de equitação realizada na Se-


ção de Equitação da AMAN, criada em 1933, na antiga Escola Militar de Realengo que, desde
então, contribui para a formação do futuro Oficial do Exército, desenvolvendo no cadete um
número considerável de valores morais indispensáveis ao homem da guerra. A doutrina, a
tradição e a mentalidade da sadia prática dessa tão nobre arte têm neste estabelecimento de
ensino assentadas as suas bases, que se renovam através das novas gerações de oficiais de
todas as armas, quadro e serviço, praticante ou não, amigos do cavalo.

Aos cadetes do segundo ano, por exemplo, são ministradas instruções de encilhagem,
escola do cavaleiro e instruções no exterior. Este primeiro contato afasta do cadete o medo
inicial, estimulando e aprimorando atributos da área afetiva necessários a formação do futuro
líder militar. As instruções são ministradas durante todo o ano letivo, com uma carga horária
em torno de 20 horas-aula para cada turma.

3.1 O CAVALO COMO FACILITADOR

O conhecimento não se transfere, se constrói, e esse conceito vem redirecionando o


papel dos educadores. Quando o professor ou instrutor ministra uma aula, deve estar, na ver-
dade, facilitando a aprendizagem dos alunos, estimulando-os na busca de dados, informações
e conteúdos, na expectativa de que eles próprios os utilizem na construção do seu conheci-
mento. O aluno aprende quando percebe o significado de determinado assunto. Esse entendi-
mento é imprescindível para que os objetivos da modernização do ensino sejam atingidos.
14

A apresentação de determinados assuntos devem ser contextualizados com exemplos


profissionais, de tal forma que o instruendo perceba os objetivos, pois é natural que ele rejeite
as informações que julgue sem utilidade, por não criar com eles um elo afetivo. Aprende-se
com mais facilidade o que for utilizado, na vida ou na profissão.

Ao trabalharmos a área afetiva, estamos procurando oportunizar um ambiente, no qual


o aluno possa se desenvolver, expressando seus sentimentos e emoções através de vínculos
criados entre ele, o instrutor e o cavalo.

Para Smythe (1990), o cavalo é o animal que tem uma grande capacidade de demons-
trar o que está ocorrendo em sua mente, sendo um animal extremamente sensível, que não só
expressa suas emoções muito obviamente, mas também é capaz de uma rápida mudança no
caráter dessas emoções, em expressá-las de uma maneira que a maioria dos seres humanos
possa interpretar. Podemos afirmar que o cavalo é um ser adaptável, capaz de adequar seu
estado de humor ao do cavaleiro.

O cavalo, por si só, representa a força, o poder, a liberdade, a virilidade, que todos nós
seres humanos sempre sonhamos em ter. Sobre ele, adquirimos um padrão de comportamento
através destas sensações, onde o animal é controlado pelo homem, esquecendo que esta repre-
sentação simbólica tem o significado do controle do próprio eu interno.

Os cavalos são animais intensamente sociais que possuem uma linguagem muito efici-
ente e discernível. O mais incrível sobre essa linguagem é que ela é universal à espécie. Ro-
berts (2002), que é um diferenciado homem do cavalo, reconheceu uma linguagem de comu-
nicação entre os cavalos, a partir da qual os homens podem aprender lições de fundamental
importância. Essa linguagem é chamada de Equus, que significa uma comunicação baseada
em confiança e aceitação de uma liderança, sem o uso de violência.

Princípios básicos de equitação, como o trato, manejo e condução do cavalo devem fa-
zer parte do currículo do cavaleiro, a fim de promover uma maior aproximação entre o instru-
endo e o animal. A equitação em si proporciona ao aluno atividade física, robustez, qualidades
morais, equilíbrio, coordenação motora, agilidade e destreza, fazendo com que este tenha um
sentimento de força física, aumentando a sua autoconfiança.

Candiota (1999) afirma que o contato com o cavalo feito de forma a estabelecer uma
relação de amizade e confiança, entre este e o instruendo, favorece a superação de barreiras
como o medo e a insegurança, incrementando sentimentos de autoconfiança e auto-estima.
Também traz resultados positivos e de maneira integrada no campo físico, emocional e social,
15

proporcionando um desenvolvimento global do praticante, contribuindo para uma melhor qua-


lidade de vida.

Walter (2000) também afirma que o cavalo traz à realidade a experiência gostosa de
sonhar. As atividades com os cavalos favorecem a autoconfiança, aumentam os períodos de
atenção, possibilitam maior concentração e melhor disciplina. Os cavalos aceitam os cavalei-
ros sem restrições, sendo que a união pode ser de tal forma que o cavalo pode ser sentido co-
mo um companheiro muito próximo, como um prolongamento do corpo. Companheiro de
fantasias e de loucuras, permitindo, talvez ao cavaleiro, a descoberta de si mesmo.

Na equitação, as sensações do corpo em movimento, pela orientação do olhar e pela


confiança depositada no cavalo, é estabelecida com simplicidade e naturalidade pelo contato,
harmonia, equilíbrio e compreensão, uma troca das vivências das aquisições e das aprendiza-
gens recíprocas entre cavalo e cavaleiro. Da mesma forma nas baias, com atividades de mane-
jo, como escovação, alimentação, o ato de limpar, escovar a crina e a cauda, tendemos a se-
guir uma ordem técnica dada pelo instrutor de equitação.

O cavalo é um ser de confiança e de troca afetiva e corporal, ele dá matéria à nossa


busca de identidade. O cavalo é um ser que pode ser cativado e cuja dominação passa, através
dele, para a auto-estima do cavaleiro. Sendo assim, rapidamente ele se torna o nosso outro eu,
o objeto de nossas projeções, uma resposta viva a nossos comportamentos.

3.2 REFLEXOS DA EQUITAÇÃO NA ÁREA AFETIVA

A formação militar não se restringe a uma situação acadêmica. Durante todo o dia es-
tão presentes os encargos e deveres, as condições de disciplina e a exposição aos riscos do
treinamento militar, em todos os níveis. Os alunos de uma escola militar são submetidos a
rigorosos testes, que abrangem os campos intelectual, psicológico, físico, moral e disciplinar.

Podemos observar na Portaria nº 76 de 16 de agosto de 2004, do Chefe do DEP, que


aprova os critérios de avaliação educacional a serem seguidos pelos estabelecimentos de ensi-
no, que a área afetiva tem peso no grau final dos cursos de formação de Oficiais e Sargentos,
o que demonstra a atenção em relação ao desenvolvimento desta área por parte da Força.
16

CURSO DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS

Academia Militar das Agulhas Negras

A nota final da avaliação da vertente vertical da área afetiva contribuirá com o percentual de 10% na
composição do rendimento escolar final do cadete ao término dos 1°, 2° e 3° anos e com o percentual
de 5% ao término do 4° ano.
A avaliação da vertente lateral da área afetiva nos três primeiros anos terá apenas o caráter de treina-
mento do cadete; somente no 4° ano sua nota final contribuirá com o percentual de 5% para a compo-
sição do rendimento escolar final do cadete ao término desse ano.

Centros e Núcleos de Preparação de Oficiais Da Reserva


A nota final da avaliação da vertente vertical da área afetiva contribuirá com o percentual de 10% na
composição do rendimento escolar final do concludente do curso.
Escola de Administração do Exército e da Escola de Saúde do Exército
A nota final da avaliação da vertente vertical da área afetiva contribuirá com o percentual de 10% na
composição do rendimento escolar final do concludente do curso.

CURSO DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS

A nota final da avaliação da vertente vertical da área afetiva contribuirá com o percentual de 10% na
composição do rendimento escolar final do concludente do curso.

CURSOS DE APERFEIÇOAMENTO DE OFICIAIS

A nota final da avaliação da vertente vertical da área afetiva contribuirá com o percentual de
10% na composição da nota final do rendimento escolar do concludente do curso.
A nota final da avaliação da vertente lateral da área afetiva contribuirá com o percentual de
5% na composição da nota final do rendimento escolar do concludente do curso.
TABELA 4: Participação da área afetiva no rendimento escolar final de curso. Fonte: adaptado pelo
autor da Portaria nº 76 do Chefe do DEP (2004).

A evolução das ciências e da tecnologia vem causando fortes impactos em todas as ins-
tituições sociais em suas várias expressões exigindo cada vez mais uma educação contínua
dos indivíduos, para que se tornem cidadãos e profissionais capazes de reagir com iniciativa,
criatividade e adaptabilidade às transformações verificadas. O sistema de ensino do Exército
exige uma postura qualitativa em sua teoria e prática pedagógicas de modo a desenvolver em
seus discentes, dentre outras capacidades, a de auto-aperfeiçoamento, a partir de uma sólida
estrutura afetiva capaz de assegurar o desenvolvimento das habilidades de aprender a apren-
der.

Devemos ter em mente que o mais importante em relação aos atributos da área afetiva
é o seu desenvolvimento. Como vimos no capítulo dois, a área afetiva é muito complexa, não
tendo os mesmos padrões de indivíduo para indivíduo. Cada pessoa tem uma capacidade dife-
17

rente de aprender. Deste modo, a avaliação da área afetiva se dá por observação às respostas
dada a cada estímulo, às reações (emoções) externadas frente a diferentes dificuldades.

O desenvolvimento da área afetiva através da equitação pode ser evidenciado na reali-


zação de instruções, exercícios, provas formais, de instrumentos que caracterizam a interdis-
ciplinaridade, bem como na escala de avaliação dos atributos da área afetiva, de acordo com a
Portaria nº 26, de 03 de abril de 2003, do Chefe do DEP, que aprova as Normas para Avalia-
ção Educacional (NAE). Aspectos, tais como as capacidades cognitivas do discente para re-
solver situações-problema, os comportamentos adequados que evidenciam a área afetiva e a
expressão de valores na conduta do dia-a-dia, as destrezas psicomotoras, as particularidades e
estilos individuais fornecem muito mais dados para as decisões sobre a avaliação do discente
do que notas.

A avaliação dos atributos da área afetiva está intimamente ligada à criação de condi-
ções que propiciem o desenvolvimento dos componentes afetivos. Assim são imprescindíveis
os registros diários feitos pelos docentes sobre as atuações dos discentes nas mais variadas
situações das aulas de equitação.

3.3 A EQUITAÇÃO NA ESCOLA DE SARGENTOS DAS ARMAS

A instrução de equitação na EsSA é atualmente uma atividade desenvolvida, no perío-


do de qualificação do curso, apenas pelos alunos integrantes da Arma de Cavalaria. A disci-
plina tem como objetivos particulares empregar os princípios da equitação elementar, dando
ênfase na prática individual a cavalo. O aluno segue um quadro de atividades reguladas pelo
Plano de Disciplinas (PLADIS), com uma carga horária de 34 horas, sendo as instruções dis-
tribuídas ao longo do ano, pois não está prevista avaliação somativa. Particularmente, a equi-
tação é tratada como instrumento de grande valia no desenvolvimento de atributos da área
afetiva inerentes ao sargento de cavalaria (dedicação, persistência, coragem, autoconfiança,
equilíbrio emocional, apresentação, iniciativa e autocrítica).

Inicialmente, o aluno é apresentado ao cavalo, identificando as características princi-


pais do animal, as partes exteriores, as pelagens, os cuidados a serem observados com o ani-
mal e sua preparação para formaturas e eventos hípicos, quanto à limpeza, toalete e trato, com
a alimentação e estabulagem.

Após esta ambientação, toma contato com os materiais utilizados no arreamento, co-
meçando a ter as primeiras instruções da escola do cavaleiro, com a condução do cavalo à
18

mão. Logo em seguida, na prática montada, realiza exercícios de volteio com o cavalo parado
e começa a ter as primeiras noções das ajudas empregadas na condução do cavalo, realizando
mudanças de andaduras, velocidade e direção. Após os alunos terem atingido um padrão mí-
nimo de instrução a cavalo, dá-se a iniciação ao salto, realizando ginástica de cavaletes e a
execução de percursos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS DO PLADIS DA EsSA (EQUITAÇÃO)

HIPOLOGIA
- Identificar as partes exteriores do animal.
- Identificar as pelagens características, utilizando a classificação do EB.
- Apresentar os cuidados a serem observados com o animal e sua preparação para formaturas e
eventos hípicos, quanto à limpeza, toalete e trato com a alimentação e estabulagem.
ARREAMENTO
- Identificar as partes do arreamento e encilhar corretamente o cavalo.
ESCOLA DO CAVALEIRO
- Conduzir o cavalo à mão.
- Montar utilizando o estribo, por salto e com balanceamento da perna.
- Apear utilizando o estribo, por salto e por cambalhota.
- Aplicar as ajudas elementares para domínio do cavalo.
- Marchar à mão esquerda e à direita.
- Executar os exercícios de flexionamento da escola do cavaleiro.
ESCOLA DAS AJUDAS
- Mudar a andadura, a velocidade e a direção.
METODOLOGIA DA INSTRUÇÃO DE EQUITAÇÃO
- Identificar os objetivos da instrução de equitação.
- Apresentar as qualidades do instrutor de equitação.
- Apresentar os trabalhos executados em instrução de equitação e em uma escolta.
EQUITAÇÃO
- Apresentar os objetivos e os benefícios do trabalho de Exterior para o cavalo e o cavaleiro.
- Praticar o trabalho de Exterior.
- Executar um entrevero.
HIPISMO
- Executar a ginástica do cavaleiro - cavalete.
- Realizar a iniciação ao salto.
- Executar um percurso de obstáculos nas seguintes dimensões: 0,80 x 1,00.
- Participar de uma prova de hipismo clássico.
TABELA 5: objetivos específicos do PLADIS da EsSA (equitação). Fonte: adaptado do PLADIS da
EsSA (2003).

3.4 A ÁREA AFETIVA NO CONTEXTO DA ESCOLA

Para o Corpo Docente, o trabalho na área afetiva compreende três campos distintos e
inter-relacionados: a obtenção de conhecimentos sobre os atributos da área afetiva, seu estabe-
lecimento, desenvolvimento e sua avaliação.
19

O primeiro campo abrange a aquisição de conhecimentos pelo aluno, para a caracteri-


zação dos atributos da área afetiva necessários à profissão militar. Essa particularidade do
aprendizado é desenvolvida de maneira dinâmica, por meio de estudos de caso sobre situações
de fato ou fictícias, que explorem um ou mais atributos.

Quanto ao estabelecimento e desenvolvimento dos atributos, a curta duração do curso


de formação indica a necessidade do aproveitamento de todas as oportunidades que se apre-
sentam para o desenvolvimento dos valores nos alunos. Nesse aspecto, destaca-se a figura do
corpo docente, que fornece ferramentas que possibilitam a modelagem dos atributos desejados
os quais, pelo trabalho cerrado que desenvolvem em relação aos alunos, tem maior influência
na área afetiva.

O terceiro campo compreende a avaliação dos atributos. Para tanto, os avaliadores dis-
põem de diversas informações sobre os avaliados, sendo estas coletadas sobre a forma de ob-
servações ao longo das atividades realizadas, além de estarem convenientemente preparados
para realizá-la com eqüidade e justiça. Todos os registros são de fundamental importância,
porque os fatos observados servem como subsídios para a avaliação vertical da área afetiva,
de acordo com o previsto nas Normas Internas para a Elaboração do Conceito Escolar. A ava-
liação da área afetiva entra no cômputo da nota final do curso, com um valor de 10% do resul-
tado final.

Ao final do curso, concludente está apto a desempenhar suas atividades com criativi-
dade, equilíbrio emocional, competência e segurança. Evidencia conhecimento profissional,
destreza manual e habilidade no manuseio e na utilização de armamentos, equipamentos e
viaturas de uso comum, bem como conhecimento de regulamentos básicos, diretrizes, normas
e instruções essenciais para o cumprimento de suas funções.
CAPÍTULO IV

A NOVA ESTRUTURAÇÃO DA

ESCOLA DE SARGENTOS DAS ARMAS

“é a estratégia de pesquisa que visa, utilizando maneira sistemática os co-


nhecimentos existentes, elaborar uma nova intervenção ou melhorar consi-
deravelmente uma intervenção existente ou, ainda, elaborar ou melhorar
um instrumento, um dispositivo ou um método de medição.”
Contandriopoulos et al. (1997).

A EsSA é um estabelecimento de ensino enquadrado na linha de ensino militar bélico


de grau médio, diretamente subordinado à Diretoria de Formação e Aperfeiçoamento (DFA),
destinado exclusivamente, à formação de sargentos de carreira das armas de Infantaria, Cava-
laria, Artilharia, Engenharia e Comunicações. Para o cumprimento de sua missão, a EsSA
seleciona, em concurso público anual, jovens de todas as partes do Brasil, submetendo-os a
intenso adestramento, que lhes aprimora o caráter e desenvolve a capacidade física e o conhe-
cimento da profissão militar.
21

4.1 CURRÍCULO DO SARGENTO

Atualmente, o curso de formação da EsSA tem uma duração de quarenta e três sema-
nas com uma carga horária de 1720 horas, dividida em dois períodos. No período básico, com
duração de treze semanas, o aluno recebe as primeiras instruções militares, sendo inserido no
cotidiano da caserna, tendo instruções de armamento, munição, tiro, ordem unida, topografia e
treinamento físico, entre outras. No período de qualificação, a escola ministra cinco cursos,
referentes às armas de Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia e Comunicações, com uma
duração de trinta semanas. Cada curso possui seu quadro de instrutores e monitores, para uma
perfeita execução do ensino e permanente ação educacional.

Em consulta ao perfil profissiográfico do concludente do curso de formação da EsSA


(Anexo M), o currículo habilita o aluno para os cargos de sargento não-aperfeiçoado, capaci-
tando-o a:

- desempenhar as principais funções e atividades operacionais de guerra e


não-guerra, administrativas e da justiça militar previstas para sua Qualifica-
ção Militar, nas graduações de sargento não-aperfeiçoado;
- atuar como instrutor e monitor;
- comandar ou chefiar as frações de tropa compatíveis com a sua graduação
e correspondentes à sua qualificação militar de sargento;
- valorizar a importância de participar, no contexto da Força, como elo fun-
damental da sua estrutura;
- conscientizar-se da importância do culto da memória, da tradição e dos va-
lores militares na sua formação profissional, valorizando o Exército no con-
texto da sociedade brasileira e ao longo da História do Brasil;
- interessar-se pelo seu constante aprimoramento técnico-profissional, bus-
cando o auto-aperfeiçoamento contínuo;
- evidenciar os atributos da área afetiva previstos no perfil profissiográfico
do concludente de cada curso.

A operacionalização e o alcance dos objetivos educacionais previstos no PLADIS


permitem o desenvolvimento de capacidades, competências e dos atributos da área afetiva.
Para tanto, fazendo um estudo do currículo dos cursos da EsSA (Anexo J), selecionamos na
Tabela 6 os atributos que devem ser evidenciados dentro dos objetivos de cada curso curso.
Da análise desses dados, observa-se uma grande diferença entre os quantitativos de
atributos que devem ser priorizados nas duas fases do curso. Menos de um terço dos trinta
atributos que devem ser evidenciados ao longo do curso estão relacionados nas atividades do
período básico. No período de qualificação, observamos que todos os atributos estão relacio-
nados.
22

ATRIBUTOS DA ÁREA AFETIVA NA EsSA

COMUM ÀS DUAS FASES


Apresentação Autoconfiança Disciplina
Equilíbrio emocional Responsabilidade Organização
Persistência Resistência Zelo
PERIODO DE QUALIFICAÇÃO
Adaptabilidade Abnegação Autocrítica
Combatividade Comunicabilidade Coragem
Cooperação Criatividade Dedicação
Direção Discrição Flexibilidade
Iniciativa Liderança Meticulosidade
Objetividade Persuasão Previsão
Sensibilidade Tato Tolerância
TABELA 6: atributos da área afetiva que devem ser desenvolvidos na EsSA. Fonte: adaptado do cur-
rículo dos cursos da EsSA.

Essa grande disparidade entre os quantitativos de atributos que devem ser evidencia-
dos em cada período do curso de formação pode ser explicado pelo fato da carga horária do
período básico estar em torno de 30% do total do curso, em relação ao período de qualifica-
ção. Além disso, as instruções deste período estão voltadas para a instrução individual do
combatente.

Quanto à avaliação destes atributos, verifica-se na Tabela 7 que cada curso analisa dez
atributos, sendo que sete deles são comuns. Estes atributos estão constantes da escala de ava-
liação, entrando no somatório do grau final do período de qualificação com um percentual de
10%.

ATRIBUTOS CONSTANTES DA ESCALA DE AVALIAÇÃO

INFANTARIA CAVALARIA ARTILHARIA ENGENHARIA COMUNICACOES


Apresentação Apresentação Apresentação Apresentação Apresentação
Cooperação Cooperação Cooperação Cooperação Cooperação
Dedicação Dedicação Dedicação Dedicação Dedicação
Equilíbrio Emo- Equilíbrio Emo- Equilíbrio Emo- Equilíbrio Emo- Equilíbrio Emocio-
cional cional cional cional nal
Disciplina Disciplina Disciplina Disciplina Disciplina
Persistência Persistência Persistência Persistência Persistência
Resistência Resistência Resistência Resistência Resistência
Direção Direção Meticulosidade Autoconfiança Iniciativa
Iniciativa Iniciativa Organização Direção Responsabilidade
Rusticidade Responsabilidade Responsabilidade Flexibilidade Zelo
TABELA 7: atributos da área afetiva constantes da avaliação do grau final do curso de formação da
EsSA. Fonte: adaptado do currículo dos cursos da EsSA.
23

4.2 A NOVA SISTEMÁTICA DA FORMAÇÃO

A Portaria n° 044-A do Comandante do Exército (2005), constante do Anexo K, esta-


belece as “medidas para a implantação de nova sistemática de formação de sargentos de car-
reira”. No seu artigo 2°, define como premissas básicas para o curso de formação de sargen-
tos (CFS) de carreira:

I – atender quantitativa e qualitativamente às necessidades do Exército em


recursos humanos;
III – elaborar instruções reguladoras específicas para o novo CFS, cujo pri-
meiro curso iniciar-se-á no ano de 2006 e terá sua conclusão no ano de
2007.
IV– ter duração aproximada de 77 (setenta e sete) semanas, conduzidas em
regime de internato, e realizado em dois períodos, um básico e um de quali-
ficação; e
V – funcionar o período básico em organizações militares (OM) corpo de
tropa designadas pelo Estado-Maior do Exército, por proposta do Comando
de Operações Terrestres, e o período de qualificação nas diversas escolas de
formação de sargentos de carreira.

A Portaria n° 111, do Comandante do Exército (2005) “aprova a Diretriz para a


Formação de Sargentos de Carreira” e estabelece “as premissas básicas para a implantação
da nova sistemática de seleção e formação de sargentos de carreira”. Prescreve que o curso de
formação terá a duração aproximada de 77 (setenta e sete) semanas, dividido em dois períodos:
básico e qualificação. O período básico funcionará em dez OM do Corpo de Tropa, de acordo
com a Portaria n° 031, do Chefe do Estado Maior do Exército (2005), com uma duração de 31
(trinta e uma) semanas. O período de qualificação, com uma duração de 46 (quarenta e seis)
semanas, funcionará na sede atual da EsSA.

OM LOCALIZAÇÃO
1° Grupo de Artilharia de Antiaérea Rio de Janeiro - RJ
4° Grupo de Artilharia de Campanha Juiz de Fora - MG
4° Batalhão de Polícia do Exército Recife - PE
6° Regimento de Cavalaria Blindado Alegrete - RS
10° Batalhão de Infantaria Juiz de Fora - MG
12° Grupo de Artilharia de Campanha Jundiaí - SP
14° Grupo de Artilharia de Campanha Pouso Alegre - MG
20° Regimento de Cavalaria Blindado Campo Grande - MS
23° Batalhão de Infantaria Blumenau - SC
23° Batalhão de Caçadores Fortaleza - CE
41° Batalhão de Infantaria Motorizado Jataí - GO
51° Batalhão de Infantaria de Selva Altamira - PA
TABELA 8: OM sede do período básico do curso de formação da EsSA. Fonte: Portaria n ° 031 do
Chefe do Estado Maior do Exército (2005).
Devido a estas mudanças estruturais, coube ao DEP a elaboração dos novos currículos
e planos de disciplinas, cujos trabalhos, até o presente momento, não foram concluídos.
CAPÍTULO V

PESQUISA DE CAMPO

“é a estratégia de pesquisa que visa, utilizando maneira sistemática os co-


nhecimentos existentes, elaborar uma nova intervenção ou melhorar consi-
deravelmente uma intervenção existente ou, ainda, elaborar ou melhorar
um instrumento, um dispositivo ou um método de medição.”
Contandriopoulos et al. (1997).

Até o momento foram apresentados reflexos relacionados à atividade da equitação e o


contato com o cavalo com a área afetiva. Tomando como base o estudo realizado por Titan
(2004, p. 41), que relacionou nove atributos da área afetiva relacionados na Portaria nº 12 do
Chefe do DEP (1998), mais desenvolvidos pela prática da equitação (autoconfiança, coragem,
disciplina, equilíbrio emocional, iniciativa, liderança, persistência, resistência), daremos pros-
seguimento ao estudo, com a intenção de analisar quais os atributos da área afetiva desenvol-
vidos pela atividade de equitação.

A pesquisa de campo realizada teve por objetivo de complementar e ampliar o estudo


do Grau de Desenvolvimento dos Atributos da Área Afetiva através da Equitação, realizado
por Titan (2004, p.37).
25

5.1 METODOLOGIA

A confecção do questionário (Anexo B), aos moldes do apresentado pelo autor acima
citado, sofreu algumas modificações, com o intuito de facilitar o entendimento e o preenchi-
mento por parte dos respondentes. Na folha de rosto, acrescentou-se espaço para os dados
pessoais do respondente que foram previamente preenchidos, evitando que ocorressem falhas
na identificação. O militar deveria apenas informar se ministra ou não instrução de equitação
atualmente. O documento foi dividido em duas partes, uma abrangendo a atividade de salto e
outra de equitação militar. A escolha da atividade de salto se deu por motivo de não ter sido
estudada diretamente pelo autor em questão, além de ser uma atividade amplamente desen-
volvida nas OM que possuem atividades hípicas. A equitação militar, por ser uma atividade
que é desenvolvida em unidades hipo do Exército, bem como em algumas escolas de forma-
ção, como na AMAN e EsSA. A conceituação dos atributos estava junto com o local destina-
do às respostas, que deveriam ser preenchidas com um “x”.

Utilizou-se uma escala de apresentação semântica para medir o grau dos atributos. A
escala utilizada para cada indicador foi do tipo Likert, de 5 (cinco) pontos: 1 (um) não desen-
volve e 5 (cinco) desenvolve ao máximo, como podemos observar no Anexo B.

De acordo com Rossi e Slongo (1998), a escala sugerida apresenta as seguintes vanta-
gens:

Com cinco pontos, a escala intervalar oferece um ponto de “quebra” entre


satisfação e insatisfação bem definido, dois pontos extremos - um caracteri-
zando estado de “totalmente satisfeito” e outro de “totalmente insatisfeito”-
e dois pontos intermediários - um entre o ponto de quebra e o extremo de
satisfação e o outro entre o ponto de quebra e o extremo de insatisfação. As
cinco categorias oferecem, dessa forma, alternativas para que o cliente ex-
presse total ou parcial satisfação, estado indefinido entre satisfação e insa-
tisfação e total ou parcial insatisfação.

A metodologia do questionário aplicado por Titan (2004, p.74) apresentou um constru-


to confiável, que foi testado e corrigido. Deste princípio, partindo de um instrumento já vali-
dado e admitindo que as mudanças não interferiram na essência do mesmo, não foi realizado
um teste do questionário do presente estudo, devido às restrições quanto ao tempo de aplica-
ção e estudo dos resultados para seguir os prazos do cronograma do projeto de pós-graduação.

Corroborando com Polit e Hungler (1995), Marconi e Lakatos (1996), que frisam que
o teste-piloto visa testar o instrumento de pesquisa sobre uma pequena parte da população do
26

universo ou amostra, antes de ser aplicado definitivamente, a fim de evitar que a pesquisa
chegue a um resultado falso, concluímos que o presente instrumento de pesquisa tem realmen-
te condições de garantir resultados isentos de erros.

Cabe acrescentar que as respostas dos itens do questionário estavam dirigidas aos 42
(quarenta e dois) atributos constantes da Portaria 12/DEP (1998), exposta no Anexo A. “Os
atributos referem-se àqueles identificados como os mais representativos para o desenvolvi-
mento, aprimoramento e avaliação, em particular nos militares de carreira.”

5.2 SELEÇÃO DA AMOSTRA

Foram submetidos ao questionário oficiais da ativa do Exército Brasileiro possuidores


do Curso de Instrutor de Equitação. Para tanto, realizou-se pesquisa no site do Departamento
Geral de Pessoal (DGP), em 02 de maio de 2005, com o objetivo de identificar os militares.

Cabe ressaltar que para o desenvolvimento desta fase empírica do estudo, foram cogi-
tadas as possibilidades de não encontrar todos os militares, por motivos de mudança de ende-
reço e cidade, além de premência de tempo, fator que inviabilizaria o envio de todas as pes-
quisas. Desta forma, determinamos previamente o tamanho da amostra (Anexo C), sendo
constituída por oficiais do Exército possuidores do Curso de Instrutor de Equitação, servindo
no Estado do Rio de Janeiro e Distrito Federal, o que abrangeria pouco mais da metade do
número total de oficiais instrutores de equitação, de acordo com a Tabela 9. Cabe destacar que
a amostra não só tinha mais de 50% do número total de instrutores de equitação na ativa, co-
mo era superior a este valor em cinco dos oito postos pesquisados (exceto Tenente Coronel,
General de Divisão e General de Exército).

POSTO EFETIVO EFETIVO PESQUISADO %

1º Tenente 14 8 57.1%
Capitão 73 41 56.2%
Major 34 20 58.8%
Tenente Coronel 27 11 40.7%
Coronel 15 8 53.3%
General de Brigada 4 3 75.0%
General de Divisão 1 0 0.0%
General de Exército 0 0 0.0%
TOTAL 168 91 54.2%
TABELA 9: Número de oficiais possuidores do Curso de Instrutor de Equitação. Fonte: Adaptado do
site do DGP de 02 mai. 2005. Disponível em <http://www.dgp.eb.mil.br/>.
27

Na Tabela 10 verificamos a divisão das amostras dentro da hierarquia, onde podemos


observar a homogeneidade dos respectivos universos.

EFETIVO
CÍRCULO EFETIVO %
PESQUISADO

Oficiais Subalternos 14 8 57.1%


Oficiais Intermediários 73 41 56.2%
Oficiais Superiores 76 39 51.3%
Oficiais Generais 5 3 60.0%
TOTAL 168 91 54.2%
TABELA 10: Hierarquia dos oficiais possuidores do Curso de Instrutor de Equitação. Fonte: Adapta-
do do site do DGP em 02 mai. 2005.

5.3 COLETA DOS DADOS

Para a coleta dos dados utilizou-se um espaço de tempo em torno de sessenta dias,
para o envio, preenchimento e retorno dos questionários.

Estudando-se o efetivo pesquisado, dividimos os resultados em cinco universos distin-


tos. O primeiro bloco é formado pelos universos constituídos por militares que ministram e
não ministram instrução de equitação atualmente. Este dado foi coletado nas respostas dos
questionários. O segundo, dividido dentro da hierarquia de Oficiais Generais/Superiores e
Oficiais Intermediários/Subalternos. O último universo é constituído por todos os universos
anteriormente citados. Observamos os resultados do número de pesquisas recebidas conforme
a Tabela 11. É importante ressaltar que o número de respostas em relação ao total enviado
chegou a 75,82%, o que representa um expressivo percentual de 41,07% do total de instruto-
res de equitação na ativa do Exército.

UNIVERSO PESQUISAS RECEBIDAS


Ministra Instrução 34 49,28% do analisado
Não Ministra Instrução 35 50,72% do analisado
Oficiais Generais / Superiores 23 33,33% do analisado
Oficiais Intermediários / Subalternos 46 66,67% do analisado
75,82% do total enviado
Geral 69
41,07% do efetivo total
TABELA 11: Universos das pesquisas recebidas. Fonte: Confecção do autor.
28

A decisão por dividir os resultados nestes quatro universos deu-se pelo fato de poder-
mos analisar os resultados em diferentes pontos de vistas. Aqueles que ministram instrução de
equitação estão em contato direto com o instruendo, podendo observar valores diferentes dos
observados pelos instrutores que não ministram instrução. Os Oficiais Generais / Superiores
possuem uma maior vivência profissional na Força, tendo a mais de dez anos concluído o curso de
instrutor de equitação. Deste modo, poderemos identificar as possíveis variações das respostas, evitan-
do que os resultados fujam da realidade.

5.3.1 ANÁLISE DA CONFIABILIDADE DAS RESPOSTAS

Para a análise da confiabilidade das respostas, adotou-se a análise da consistência in-


terna (Alfa de Cronbach). A análise da consistência interna do instrumento, segundo Pasquali
(1998), é testada “pela consistência interna dos itens, verificando a congruência que cada
item do teste tem com o restante dos itens do mesmo teste”. De acordo com o autor, costuma-
se utilizar para tal verificação, o coeficiente Alfa de Cronbach “que reflete o grau de covari-
ância dos itens entre si, servindo assim de indicador da consistência do próprio teste”. Torna-
se, então, relevante a análise da confiabilidade para avaliar a qualidade das informações que
envolveram este construto.

As respostas dos 69 (sessenta e nove) questionários, como podemos ver nos Anexos E
e F, foram a base para estimar a consistência interna dos itens. Os dados foram tratados no
software Microsoft Excel (2002). Após, utilizou-se o software NCSS and PASS (2005).

ALFA DE CRONBACH

UNIVERSO SALTO EQUITAÇÃO MILITAR


Ministra Instrução 0.9892 0.9766
Não Ministra Instrução 0.9894 0.9838
Oficiais Generais /
0.9908 0.9878
Superiores
Oficiais Intermediários /
0.9905 0.9956
Subalternos
Geral 0.9880 0.9830
TABELA 12: Medidas de confiabilidade de Alpha de Cronbach do desenvolvimento dos atributos da
área afetiva. Fonte: Confecção do autor.

Como podemos observar na Tabela 12, os resultados da análise psicométrica revela-


ram níveis satisfatórios de Alpha maior 0,95 (o valor de 95% é considerado o menor limite de
29

aceitabilidade em pesquisa exploratória na área das ciências sociais) em todos os universos


estudados.

O Alpha de Cronbach mostra que se todos os itens variam do mesmo jeito, isto é, se
não houver variância entre os itens individualmente, o Alpha será igual a um; dessa forma, os
itens serão totalmente homogêneos, idênticos, produzindo exatamente a mesma variância.
Como isto não é provável, o coeficiente Alpha fornecerá a covariância que os itens tem dentro
do teste. O coeficiente Alpha de Cronbach pode variar de zero a um, sendo que o zero indica
a ausência total de consistência e um indica a consistência de 100%.

Observamos, então, a confiabilidade do instrumento de pesquisa do desenvolvimento


dos atributos da área afetiva indica alta consistência interna.

5.3.2 OBTENÇÃO DOS RESULTADOS

Os resultados dos percentuais de desenvolvimento, conforme os Anexos G e H, foram


obtidos a partir dos dados do Anexo E e F. Abaixo segue uma explicação de como os cálculos
foram desenvolvidos.

Primeiramente achamos o valor de n, somando-se o quantitativo de respostas:

ATRIBUTO GRAU
1 2 3 4 5
NÚMERO DE RESPOSTAS
ABNEGAÇÃO 5 6 15 12 7

TABELA 13: cálculo do valor de n. Fonte: Confecção do autor.

No exemplo acima, achamos um valor para n = 45 (5 + 6 + 15 + 12 + 7).

A partir desse valor, podemos afirmar que o número máximo de pontos, M, que um a-
tributo pode ter, é n multiplicado por 5. Logo, teremos M = 225.

Calcularemos agora o número de pontos do atributo. Esse valor chamaremos de N.

GRAU
ATRIBUTO 1 2 3 4 5
NÚMERO DE RESPOSTAS
ABNEGAÇÃO 5 6 15 12 7

TABELA 14: cálculo do valor de N. Fonte: Confecção do autor.


30

No exemplo acima, multiplicando o número de respostas do grau pelo valor do respec-


tivo grau, acharemos um valor N2 = 12. O mesmo se faz com o restante das respostas, obten-
do N3 = 45, N4 = 48 e N5 = 35. Somando-se esses valores, chegaremos a um valor de N =
140. Esse é o número de pontos do atributo. Levamos em consideração que as repostas com
grau igual a 1 (um) não são computadas, pois esse valor representa que o atributo não é de-
senvolvido.

Para acharmos o grau de desenvolvimento do atributo, realiza-se a divisão de N por M,


achando o valor de 62,22%.

5.3.3 ANÁLISE DA VALIDADE DOS RESULTADOS

O intervalo de confiança da correlação linear é um dos testes estatísticos de largo uso,


cujos dados amostrais das variáveis podem ser submetidos à reamostragem, para determina-
ção do intervalo de confiança do coeficiente r (Pearson).

A correlação linear de Pearson é um teste de largo emprego em bioestatística, onde os


valores são mensurados a nível intervalar. O coeficiente de Pearson (r) pode variar de -1 a +1,
e quanto mais próximos desses valores, mais forte a associação das variáveis em estudo. O
escore zero desse coeficiente indica a ausência de correlação.

Para a realização dos testes, utilizamos o software BioEstat (2003), obtendo os resul-
tados contidos na Tabela 15.

VALIDADE DOS RESULTADOS

SALTO
n (pares) r (Pearson) IC 95%
Ministra instrução 42 0.9821 0.97 a 0.99
Não ministra instrução 42 0.9902 0.98 a 0.99
Oficiais Generais / Superiores 42 0.9635 0.95 a 0.98
Oficiais Intermediários / Subalternos 42 0.9894 0.98 a 0.99
ÍNDICE DE CONFIANÇA GERAL 97,50%

EQUITAÇÃO MILITAR
n (pares) r (Pearson) IC 95%
Ministra instrução 42 0.9664 0.95 a 0.98
Não ministra instrução 42 0.9824 0.97 a 0.99
Oficiais Generais / Superiores 42 0.9542 0.95 a 0.98
Oficiais Intermediários / Subalternos 42 0.9731 0.95 a 0.99
ÍNDICE DE CONFIANÇA GERAL 96,80%
TABELA 15: intervalo de confiança da correlação linear de Pearson. Fonte: Confecção do autor.
31

Os resultados mostram forte correlação entre os universos pesquisados e o universo


geral. O índice de confiabilidade em todos os universos está entre 95% e 99%, com coeficien-
te r (Pearson) maior do que 0.9542. Em ambas as atividades o índice de confiança geral é
maior do que 95%.

Após a realização do teste psicométrico descrito, consideramos que os resultados dos


questionários são confiáveis para avaliar o grau de desenvolvimento da área afetiva.

5.4 ANÁLISE DOS RESULTADOS

“É da natureza do homem ser curioso”


Aristóteles.

Verificamos uma grande homogeneidade dos resultados, tanto na atividade de salto


como equitação militar, ao analisarmos os resultados obtidos dentro de cada universo. Como
não existe um estudo concreto do percentual satisfatório do grau de desenvolvimento de cada
atributo da área afetiva, foi feito um estudo estatístico em relação à probabilidade, em função
da lei de Gauss.

No Anexo I observamos o tratamento sobre o aspecto descritivo, fornecendo in-


formações relativa aos percentuais e variabilidade. Para tanto, dividimos os resultados em
quatro grupos, sendo os dois primeiros aqueles com resultados acima da média.

GRAFICO 1: análise dos percentuais de desenvolvimento pela curva de Gauss. Fonte: Confecção do
autor.
32

O ponto máximo do gráfico mostra o valor médio dos percentuais. A forma da curva
depende do desvio padrão, sendo tanto mais alta e estreita quanto menor for o valor do desvio.
Fazendo uma comparação entre os dois gráficos, podemos afirmar que os resultados da ativi-
dade de salto possuem um menor desvio que na equitação militar. Trataremos, então, os dados
separadamente, sem fazer uma interseção entre os resultados. Os atributos que apresentarem
um desvio padrão maior que 5% serão descartados, pois não apresentam um índice de confia-
bilidade aceitável.

5.4.1 RESULTADOS NA ATIVIDADE DE SALTO

Selecionando no Anexo I os atributos da área afetiva que estão acima da média dos re-
sultados (75,89%) e com desvio padrão inferior a 5% (índice de confiabilidade de 95%), te-
remos como resultado 18 (dezoito) atributos mais desenvolvidos, conforme a Tabela 16.

ATRIBUTOS MAIS DESENVOLVIDOS NO SALTO

ACIMA DE 87,51% ENTRE 75,89 % E 87,51%


Adaptabilidade
Autoconfiança Autocrítica
Competitividade Combatividade
Coragem Dinamismo
Decisão Disciplina
Dedicação Meticulosidade
Equilíbrio emocional Objetividade
Flexibilidade Resistência
Iniciativa Sensibilidade
Persistência
TABELA 16: atributos mais desenvolvidos no salto. Fonte: Confecção do autor.

Fazendo uma correlação entre estes resultados e os nove atributos selecionados por Ti-
tan (2004, p. 41): autoconfiança, coragem, disciplina, equilíbrio emocional, iniciativa, lide-
rança, persistência, resistência; observamos que apenas o atributo liderança não foi seleciona-
do, pois teve como resultado 73,10%, um índice menor que a média geral na atividade de sal-
to. É importante destacar que este autor selecionou os atributos mais desenvolvidos em sua
pesquisa com um percentual acima de 70%, diferente da presente pesquisa, que selecionou os
atributos em relação à media dos resultados. Por outro lado, o autor não citou os atributos
adaptabilidade, competitividade, decisão, dedicação, flexibilidade, que obtiveram valores acima de
87,51%, como também autocrítica, combatividade, dinamismo, meticulosidade, objetividade e sensibi-
lidade, com percentuais entre 75,89% e 87,51%.
33

5.4.2 RESULTADOS NA ATIVIDADE DE EQUITAÇÃO MILITAR

Realizando os mesmos procedimentos que na atividade de salto, selecionando os atri-


butos que estão acima da média na atividade de equitação militar (80,72%) e com desvio pa-
drão inferior a 5%, teremos como resultado 19 (dezenove) atributos mais desenvolvidos, con-
forme a Tabela 17.

ATRIBUTOS MAIS DESENVOLVIDOS NA EQUITAÇÃO MILITAR

ACIMA DE 88,77% ENTRE 80,72 % E 88,77%


Adaptabilidade Autocrítica
Autoconfiança Camaradagem
Coragem Combatividade
Decisão Cooperação
Dedicação Dinamismo
Equilíbrio emocional Disciplina
Flexibilidade Resistência
Iniciativa Responsabilidade
Persistência Rusticidade
Zelo
TABELA 17: atributos mais desenvolvidos na equitação militar. Fonte: Confecção do autor.

Novamente fazendo uma correlação entre estes resultados atributos selecionados por
Titan (2004, p.41), observamos que, assim como no salto, o atributo liderança não foi selecio-
nado, pois teve um índice de confiabilidade menor que 95%, mesmo tendo como resultado um
percentual de 85,86%.

5.5 DISCUSSÃO SUMÁRIA DOS RESULTADOS

Destacamos, nas atividades de salto e equitação militar, os atributos mais desenvolvi-


dos em cada atividade, em relação às médias dos resultados. Fazendo uma interseção entre os
atributos classificados no primeiro grupo de cada pesquisa, teremos como resultados os se-
guintes valores: adaptabilidade, autoconfiança, coragem, decisão, dedicação, equilíbrio emocional,
flexibilidade, iniciativa, persistência.

Sobre outro foco, analisando os dados da Tabela 18, onde estão dispostos os atributos
mais desenvolvidos que foram selecionados por Titan (2004, p. 41) e os selecionados na pre-
sente pesquisa nas atividades de salto e equitação militar, observamos uma interseção de cin-
34

co atributos: autoconfiança, coragem, equilíbrio emocional, iniciativa e persistência. Sobre este ponto
de vista, podemos sugerir que estes são os atributos mais desenvolvidos na atividade de equitação.

TITAN SALTO EQUITAÇÃO MILITAR

Autoconfiança Autoconfiança Autoconfiança


Coragem Coragem Coragem
Equilíbrio emocional Equilíbrio emocional Equilíbrio emocional
Iniciativa Iniciativa Iniciativa
Persistência Persistência Persistência

Adaptabilidade Adaptabilidade
Disciplina Competitividade Decisão
Liderança Decisão Dedicação
Resistência Dedicação Flexibilidade
Flexibilidade
TABELA 18: atributos mais desenvolvidos na equitação (interseção com Titan). Fonte: Confecção do
autor.

Observamos na Tabela 19 os atributos relacionados no terceiro grupo de cada ativida-


de. Estes resultados não podem ser desprezados, pois são valores que também são desenvolvi-
dos pela equitação.

ATRIBUTOS DESENVOLVIDOS NO TERCEIRO GRUPO (TERCEIRO QUARTIL)

SALTO EQUITAÇÃO MILITAR


ENTRE 56,21 % E 75,89% ENTRE 63,84 % E 80,72%
Abnegação Abnegação
Apresentação Civilidade
Camaradagem Coerência
Civilidade Comunicabilidade
Coerência Criatividade
Comunicabilidade Direção
Cooperação Disciplina intelectual
Criatividade Meticulosidade
Direção Organização
Disciplina intelectual Persuasão
Liderança Previsão
Organização Sensibilidade
Responsabilidade Sobriedade
Rusticidade Sociabilidade
Sociabilidade Tato
Tato Tolerância
Tolerância
TABELA 19: atributos desenvolvidos no terceiro grupo (terceiro quartil). Fonte: Confecção do autor.
CAPÍTULO VI

PROPOSTA PARA O DESENVOLVIMENTO DA ÁREA AFETIVA

NA ESCOLA DE SARGENTOS DAS ARMAS

Tomando por base os conhecimentos apresentados nos capítulos anteriores, faremos a


pretensão de sugerir uma proposta para desenvolver os atributos da área afetiva na EsSA atra-
vés da equitação. De acordo com o apresentado, a prática eqüestre proporciona ao individuo
uma rica oportunidade de consciência e conhecimento de suas potencialidades, gerando uma
interação e integração entre os aparatos afetivo-relacionais. A avaliação dos trabalhos da mo-
dernização do Sistema de Ensino do Exército confirma os indicadores do sucesso que vem
sendo obtido em todos os setores da nossa estrutura, sendo que os valores da área afetiva estão
presentes em praticamente todos os níveis de avaliação.

Nas últimas décadas do século XX, verificou-se o desenvolvimento de diversos ramos


da ciência, que contribuíram para a afirmação do papel da equitação como instrumento de
auto-aperfeiçoamento humano. A relação entre a equitação e os atributos da área afetiva indi-
cam que a instrução eqüestre nos estabelecimentos de ensino geram reflexos positivos quanto
ao seu desenvolvimento no discente, auxiliando na formação do caráter e dos valores morais
no militar, além de que o cavalo é para o Exército Brasileiro um meio auxiliar absolutamente
36

viável para a simulação da situação de tensão, desgaste e, sobretudo, imprevisibilidade vivida


nos combates atuais e está presente em diversas Organizações Militares.

A modernização do ensino é uma realidade em todas as áreas do exército e por isso


deve ser uma tônica também na equitação, visando uma maior utilização desta atividade no
desenvolvimento da área afetiva na formação dos quadros da Força.

Na Tabela 20 foi feita uma relação entre os atributos da área afetiva desenvolvidos nas
atividades de salto e equitação militar, objeto de estudo da pesquisa de campo apresentada no
capítulo anterior, e os atributos constantes da formação do aluno da EsSA. Observou-se que
em ambas as atividades o número de valores desenvolvidos é significante. Dos trinta atributos
constantes do currículo dos cursos, dezenove estão entre os mais desenvolvidos em ambas as
atividades estudadas. Entre os desenvolvidos que estão relacionados no grupo do terceiro
quartil relacionamos dez atributos. Apenas o atributo Discrição está relacionado no último
grupo de desenvolvimento. Da análise destes dados, verificamos que a equitação desenvolve
todos os atributos da área afetiva inerentes à formação do sargento na EsSA. Este resultado é
de grande importância, visto que em apenas uma atividade curricular o aluno tem a possibili-
dade de desenvolver todos os valores afetivos constantes da formação.

ATRIBUTOS DO CURRÍCULO DESENVOLVIDOS PELA EQUITAÇÃO

ENTRE OS MAIS DESENVOLVIDOS


Adaptabilidade Coragem Iniciativa Resistência
Autoconfiança Dedicação Meticulosidade Responsabilidade
Autocrítica Disciplina Objetividade Sensibilidade
Combatividade Equilíbrio emocional Organização Zelo
Cooperação Flexibilidade Persistência

ENTRE OS DESENVOLVIDOS NO TERCEIRO QUARTIL


Abnegação Direção Rusticidade
Apresentação Liderança Tato
Comunicabilidade Persuasão Tolerância
Criatividade Previsão

DESENVOLVIDO NO QUARTO QUARTIL

Discrição
TABELA 20: atributos do currículo desenvolvidos pela equitação. Fonte: Confecção do autor.
37

Por outro lado, analisando a Tabela 21, onde estão dispostos os atributos constantes da
escala de avaliação do grau final da formação, constatamos que a maior parte dos atributos
estão relacionados entre os mais desenvolvidos nas atividades de salto e equitação militar den-
tro de cada curso. Apenas três atributos (apresentação, direção e rusticidade) estão relaciona-
dos entre os do terceiro quartil. Novamente podemos confirmar que a equitação desenvolve
todos os valores relacionados na avaliação final do curso de formação.

ATRIBUTOS CONSTANTES DA ESCALA DE AVALIAÇÃO

INFANTARIA CAVALARIA ARTILHARIA ENGENHARIA COMUNICACÕES

ENTRE OS MAIS DESENVOLVIDOS


Cooperação Cooperação Cooperação Autoconfiança Cooperação
Dedicação Dedicação Dedicação Cooperação Dedicação
Disciplina Disciplina Disciplina Dedicação Disciplina
Equilíbrio Emo- Equilíbrio Emo- Equilíbrio Emo- Equilíbrio Emo- Equilíbrio Emo-
cional cional cional cional cional
Iniciativa Iniciativa Meticulosidade Disciplina Iniciativa
Persistência Persistência Organização Flexibilidade Persistência
Resistência Resistência Persistência Persistência Resistência
Responsabilidade Resistência Resistência Responsabilidade
Responsabilidade Zelo

ENTRE OS DESENVOLVIDOS NO TERCEIRO QUARTIL


Direção Direção Apresentação Apresentação Apresentação
Apresentação Apresentação Direção

Rusticidade
TABELA 21: análise dos atributos constantes da escala de avaliação do curso de formação da EsSA.
Fonte: Confecção do autor.

Consideramos, então, que a atividade de equitação deveria ser inserida em todos os


cursos da escola, dos quais somente o de Cavalaria realiza esta atividade atualmente. Uma
proposta seria introduzir a disciplina de equitação no PLADIS de todos os cursos durante o
período de qualificação, posto que esta atividade desenvolve todos os atributos inerentes à
formação de todos os alunos.

Além disso, ressaltamos que a duração do período de qualificação foi aumentada de 30


(trinta) para 46 (quarenta e seis) semanas, além do que, pelo apresentado na Tabela 8 (OM
sede do período básico do curso de formação da EsSA), as atividades referentes ao período
38

básico da formação serão realizado em OM distintas, o que dificultaria a implantação da ati-


vidade nesta fase, pois algumas OM não possuem atividades eqüestres. Como a escola já pos-
sui uma estrutura voltada para a atividade de equitação, seria necessário a inclusão da matéria
no PLADIS dos demais cursos.

Acreditamos que a inclusão da equitação nas atividades de todos os cursos da EsSA te-
rá uma contribuição de grande valia no desenvolvimento da área afetiva em seus alunos. Todo
o esforço despendido nesse sentido seria uma caracterização da tentativa de inovar e de me-
lhorar a formação dos quadros da Força. Ressaltamos que a operacionalização de tal procedi-
mento produzirá resultados positivos que poderão ser observados ao longo do curso e após a
formação.
CAPÍTULO VII

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A evolução das ciências e da tecnologia vem causando fortes impactos em todas as


instituições sociais, em suas várias expressões, exigindo cada vez mais uma educação contí-
nua dos indivíduos para que se formem profissionais capazes de reagir de maneira adequada e
com oportunidade às velozes transformações que caracterizam o chamado mundo moderno.

O indivíduo interage com o mundo através da percepção. Desta forma, ele aprende a
viver no mundo, pois a partir de observações, tentativas de acerto, utilizando os erros para
melhorar ou para refletir sobre a melhor maneira de alcançar o alvo, condicionando-se a fim
de conseguir adaptar-se, o homem busca condições de sobreviver no mundo e aprimorá-lo.
Isto ocorre porque o fenômeno da percepção é mutável, assim como o homem, e o que carac-
teriza a aprendizagem é a mudança.

O Exército Brasileiro, sintonizado com essa nova conjuntura, percebeu a inadiável


necessidade de promover um processo de modernização no seu Sistema de Ensino. Não que
esse sistema apresentasse algum sinal de perda de eficiência, muito pelo contrário. Apenas
sentiu-se a necessidade de adaptá-lo à nova realidade. Essencialmente, as modificações visa-
40

vam a aperfeiçoá-lo, para lhe permitir fazer frente aos desafios do futuro, admitindo experi-
mentar transições de paradigmas educacionais.

Os estudos desenvolvidos ratificaram a existência de três domínios educacionais: o


cognitivo, o afetivo e o psicomotor. Esse conceito, embora conhecido no meio pedagógico há
algum tempo, ganhou uma maior dimensão no Exército, a partir dos trabalhos desenvolvidos
para efetivar a modernização.

A importância da área afetiva, foco desse trabalho, pode ser comprovada pela consta-
tação de que o desenvolvimento desse vetor educacional auxilia o aluno na construção e no
aperfeiçoamento do conhecimento.

A equitação proporciona ao individuo uma rica oportunidade de consciência e conhe-


cimento corporal, valorização do mesmo e de suas potencialidades, gerando uma interação e
integração entre os aparatos sensório-motores, cogntivos e afetivo-relacionais. Para tanto,
dedicou-se um capítulo que trata sobre os reflexos da atividade de equitação na formação de
valores morais, trazendo um breve histórico a respeito do contato do cavalo com o homem em
fatos significativos da história.

Foi apresentado um relato das atividades realizadas em escolas de formação relaciona-


das à equitação, que de maneira geral são caracterizadas pelo contato, trato e diferentes moda-
lidades, das quais destaca-se o salto e a equitação militar. Paralelamente, mostramos que a
equitação exige dos profissionais muita dedicação e compreensão do animal já que este ser
vivo é dotado de emoções, ações e sensações (dor, medo, calor, frio, gratidão, alegria, tristeza,
memória, carinho, age com ação concreta, sensitivo, serenidade). Ficou claro, então, que a
equitação desenvolve diversos atributos da área afetiva necessários à formação militar.

Sob este ponto de vista, foi realizada uma pesquisa de campo, componente principal
do presente estudo, com a finalidade de quantificar o grau de desenvolvimento dos atributos
da área afetiva. O alvo dos resultados da pesquisa foi em relação à formação dos sargentos de
carreira formados na EsSA, tendo em vista as atuais reformas quanto às Diretrizes para a For-
mação de Sargentos de Carreira (Anexo L) que se efetivarão a partir do ano de 2006.

O universo escolhido para responder os questionários foi o de oficiais do Exército


Brasileiro possuidores do Curso de Instrutor de Equitação, servindo no Estado do Rio de Ja-
neiro e Distrito Federal-DF, que representam mais da metade do efetivo total de instrutores no
serviço ativo. A escolha foi baseada no fato de que estes militares detêm um maior conheci-
41

mento e experiência das atividades eqüestres, sendo também difusores das doutrinas empre-
gadas e terem um certo contato com as atividades de salto e equitação militar em estudo.

Os resultados da pesquisa foram analisados através de cálculos estatísticos com a in-


tenção de verificar a veracidade das respostas. Estas por sua vez mostram que tanto a ativida-
de de salto como equitação militar desenvolvem todos os atributos da área afetiva constantes
da formação atual dos sargentos formados na EsSA: apresentação, abnegação, adaptabilidade,
autoconfiança, autocrítica, combatividade, comunicabilidade, cooperação, coragem, criativi-
dade, dedicação, direção, disciplina, discrição, equilíbrio emocional, flexibilidade, iniciativa,
liderança, meticulosidade, objetividade, organização, persistência, persuasão, previsão, resis-
tência, responsabilidade, sensibilidade, tato, tolerância e zelo. Destacou-se que um atributo
pode ser mais desenvolvido que outro, contudo, não se pode desprezar o valor daqueles com
um grau de desenvolvimento inferior. Deve ficar claro que a equitação desenvolve com as
atividades de salto e equitação militar um número significativo de atributos em uma escala
mais elevada, composta pelos resultados acima das médias de cada modalidade.

Desta forma, foi sugerida a proposta de que a atividade de equitação deveria ser inse-
rida em todos os cursos da EsSA durante as atividades do período de qualificação com a fina-
lidade de desenvolver não apenas os atributos constantes das escalas de avaliação dos currícu-
los, como também os inerentes à formação e carreira militar.

Enfim, esta monografia buscou mostrar as particularidades, perceptíveis mas nem


sempre quantificadas, que cercam o desenvolvimento da área afetiva na formação militar das
mais importantes Escolas do Exército, bem como oferecer sugestões para o aprimoramento do
processo, caracterizando a necessidade de um melhor aproveitamento das qualidades que o
cavalo fornece ao homem.

Espera-se que no futuro este estudo sirva como uma das referências à aplicação da
equitação para o desenvolvimento da área afetiva em outras escolas e cursos do Exército Bra-
sileiro.
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Exame Nacional do Ensino Médio: Relatório Pedagógico 2000. Disponível em: <http://www
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PENTEADO, N. Inteligencia Profissional e Afetiva. 1 ed. São Paulo: Matrix Editora, 2004.
229 p.

PULASKI, M. A. S. Compreendendo Piaget - Uma Introduçao ao


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SILVA, N. N. AMOSTRAGEM PROBABILISTICA. 1 ed. São Paulo: EDUSP, 1998.


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SKINNER, B. F. Tecnologia do Ensino. São Paulo: Herder, 1972. 270 p.

TOLEDO, G. L; FONSECA, J. S.; MARTINS, G. ESTATISTICA APLICADA. 1 ed. São


Paulo: Atlas, 1995. 268 p.
ANEXO A

Portaria nº 012, de 12 de maio de 1998

Aprova a Conceituação dos Atributos da Área


Afetiva, para uso pelos Órgãos
estabelecimentos de Ensino subordinados,
coordenados ou vinculados técnico-
pedagogicamente a este Departamento.

O CHEFE DO DEPARTAMENTO DE ENSINO E PESQUISA, no uso das


atribuições que lhe confere o Decreto nº 82.724, de 23 de novembro de 1978, RESOLVE:
Art 1º. Aprovar a CONCEITUAÇÃO DOS ATRIBUTOS DA ÁREA AFETIVA para
uso pelos Órgãos e Estabelecimentos de Ensino subordinados, coordenados ou vinculados
técnico-pedagogicamente a este Departamento.

Art 2º. Determinar que esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação,
revogadas as Portarias nº 35/DEP, de 20 de novembro de 1996 e nº 15/DEP, de 24 de abril de
1997.
CONCEITUAÇÃO DOS ATRIBUTOS DA ÁREA AFETIVA

1. FINALIDADE

Padronizar a linguagem técnica utilizada na área afetiva em todos os Estabelecimentos


de Ensino subordinados, coordenados ou vinculados técnico-pedagogicamente ao DEP, em
especial os atributos que poderão vir a ser selecionados, desenvolvidos, avaliados, ou citados,
dependendo do propósito do usuário.

2. OBJETIVO
Unificar em um documento as várias definições referentes aos atributos, valores e
requisitos da área afetiva, possibilitando a sua correta utilização.

3. CONSIDERAÇÕES
A constatação da existência de diversos documentos em uso no âmbito do DEP, com
diferentes definições para os atributos, valores e requisitos da área afetiva, indicou a
necessidade de elaboração de um único deles que padronizasse a linguagem e os conceitos.

4. ATRIBUTOS, VALORES E REQUISITOS DA ÁREA AFETIVA


A-2

a. Os seguintes valores devem ter sido desenvolvidos no indivíduo desde a infância e


reforçados ao longo da vida militar. Devem servir, também, para uma ação imediata do
docente que identifique sua ausência, visando as providências que possibilitem o afastamento
do instruendo, pelos meios regulamentares, disciplinares e / ou judiciais, em especial na
formação do militar de carreira.

HONESTIDADE - conduta que se caracteriza pelo respeito ao direito alheio, especialmente


no que se refere à fraude e à mentira.
INTEGRIDADE - conduta orientada pelos valores morais e éticos próprios, da instituição e
da sociedade em que vive.
LEALDADE - atitude de fidelidade a pessoas, grupos e instituições, em função dos ideais e
valores que defendem e representam.

b. Apresenta-se a seguir os requisitos básicos essenciais que devem ser desenvolvidos


e aprimorados em todos os militares da Força Terrestre, particularmente os que se destinam à
profissão das armas. São qualidades que envolvem, cada uma, comportamentos, atitudes e
valores, que devem dar o embasamento e a direção para o desenvolvimento, aprimoramento e
avaliação dos atributos da área afetiva.

AUTO-APERFEIÇOAMENTO (atitude para aprendizagem) - disposição ativa para


mobilizar seus recursos internos, visando aprimorar e atualizar seus conhecimentos.
CIVISMO - capacidade de fazer valer os direitos e cumprir com os deveres de cidadão.
ESPÍRITO DE CORPO - sentimento de identificação com os valores e tradições da
organização e/ou do grupo, gerando interações positivas de apoio mútuo, que se prolongam no
tempo.
IDEALISMO - representação dos sentimentos mais nobre em uma linha de conduta voltada
para as causas em que acredita e para os princípios que adota.
PATRIOTISMO - atitude de amor à pátria e respeito aos símbolos e às instituições nacionais.

c. Complementarmente aos valores e requisitos já mencionados, os atributos a seguir


referem-se àqueles identificados como os mais representativos para o desenvolvimento,
aprimoramento e avaliação, em particular nos militares de carreira.
A-3

ABNEGAÇÃO - capacidade de renunciar aos interesses pessoais em favor da instituição,


grupos e / ou pessoas.
ADAPTABILIDADE - capacidade de se ajustar apropriadamente às mudanças de situações.
APRESENTAÇÃO - capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões
militares.
AUTOCONFIANÇA - capacidade de demonstrar segurança e convicção em suas atitudes,
nas diferentes circunstâncias.
AUTOCRÍTICA - capacidade de avaliar as próprias potencialidades e limitações frente à
idéias, sentimentos e / ou ações.
CAMARADAGEM - capacidade de estabelecer relações amistosas com superiores, pares e
subordinados.
CIVILIDADE - capacidade de agir de acordo com as normas que regem as relações
interpessoais .
COERÊNCIA - capacidade de agir em conformidade com as próprias idéias e valores, em
qualquer situação.
COMBATIVIDADE - capacidade de lutar, sem esmorecer, pelas idéias e causas em que
acredita ou por aquelas sob sua responsabilidade.
COMPETITIVIDADE - capacidade de disputar, simultaneamente, com outrem, visando um
objetivo.
COMUNICABILIDADE - capacidade de relacionar-se com outros por meio de idéias e
ações.
COOPERAÇÃO - capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém e/ou
de uma equipe.
CORAGEM - capacidade para agir de forma firme e destemida, diante de situações difíceis e
perigosas, seguindo as normas de segurança.
CRIATIVIDADE - capacidade de produzir novos dados, idéias e/ou realizar combinações
originais, na busca de uma solução eficiente e eficaz.
DECISÃO - capacidade de optar pela alternativa mais adequada, em tempo útil e com
convicção.
DEDICAÇÃO - capacidade de realizar, espontaneamente, atividades com empenho e
entusiasmo.
DINAMISMO - capacidade de atuar ativamente com intenção determinada.
A-4

DIREÇÃO - capacidade de conduzir e coordenar grupos e/ou pessoas, na consecução de


determinado objetivo.
DISCIPLINA - capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que regem a
instituição.
DISCIPLINA INTELECTUAL - capacidade de adotar e defender a decisão superior e/ou do
grupo mesmo tendo opinado em contrário.
DISCRIÇÃO - capacidade de manter reserva sobre fatos de seu conhecimento que não
devam ser divulgados.
EQUILÍBRIO EMOCIONAL - capacidade de controlar as próprias reações para continuar a
agir, apropriadamente, nas diferentes situações.
FLEXIBILIDADE - capacidade de reformular planejamentos e comportamentos, com
prontidão, diante de novas exigências.
IMPARCIALIDADE - capacidade de julgar, com isenção, sem se envolver emocionalmente.
INICIATIVA - capacidade para agir, de forma adequada e oportuna, sem depender de ordem
ou decisão superior.
LIDERANÇA - capacidade de dirigir, orientar e propiciar modificações nas atitudes dos
membros de um grupo, visando atingir os propósitos da instituição.
METICULOSIDADE - capacidade de agir atendo-se a detalhes significativos.
OBJETIVIDADE - capacidade de destacar o fundamental do supérfluo para a realização de
uma tarefa ou solução de um problema.
ORGANIZAÇÃO - capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática e eficiente.
PERSISTÊNCIA - capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de executar
uma tarefa vencendo as dificuldades encontradas.
PERSPICÁCIA - capacidade de perceber, pronta e integralmente, os detalhes de uma
situação ou problema, seus significados práticos e implicações.
PERSUASÃO - capacidade de convencer pessoas a adotarem idéias ou atitudes que sugere.
PREVISÃO - capacidade de antecipar-se a fatos e situações, antevendo alternativas viáveis,
de modo a evitar e/ou eliminar possíveis falhas na execução de uma tarefa.
RESPONSABILIDADE - capacidade de cumprir suas atribuições assumindo e enfrentando
as conseqüências de suas atitudes e decisões.
RESISTÊNCIA - capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência.
A-5

RUSTICIDADE - capacidade de adaptar-se a situações de restrição e/ou privação, mantendo


a eficiência.
SENSIBILIDADE - capacidade de perceber e compreender o ambiente, as características e
sentimentos de pessoas e/ou grupos, buscando atender aos seus interesses e necessidades.
SOBRIEDADE - capacidade de agir com austeridade em relação a hábitos, costumes e
procedimentos na vida particular e profissional.
SOCIABILIDADE - capacidade de estabelecer interação com as pessoas propiciando um
ambiente cordial.
TATO - capacidade de lidar com as pessoas sem ferir suscetibilidades.
TOLERÂNCIA - capacidade de respeitar e conviver com idéias, atitudes e comportamentos
diferentes dos seus.
ZELO - capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade.
ANEXO B

QUESTIONÁRIO DA PESQUISA DE CAMPO

QUESTIONÁRIO

Você está participando de um questionário que servirá como meio de estudo no Projeto
de Pós Graduação de Leandro Sicorra Wilemberg, 1º Ten Cav, aluno da Escola de Equitação
do Exército.

O Projeto destina-se a analisar a contribuição da equitação e do cavalo no


desenvolvimento da área afetiva, em especial nas escolas de formação.

Este questionário tem como objetivo completar e confirmar o estudo do


Desenvolvimento dos Atributos da Área Afetiva através da Equitação, realizado por Alex
Titan da Silva, 1º Ten Cav, no ano de 2004.

Nesse sentido, sua colaboração é de extrema valia para o alcance dos objetivos
propostos do Projeto em pauta. Os dados deste questionário serão analisados juntamente com
os demais e o seu anonimato será preservado.

DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO: Previamente preenchido

POSTO: Previamente preenchido

OM QUE SERVE: Previamente preenchido

ANO EM QUE REALIZOU O CURSO DE INSTRUTOR DE EQUITAÇÃO:


Previamente preenchido

ATUALMENTE MINISTRA INSTRUÇÃO DE EQUITAÇÃO? ( ) SIM ( ) NÃO


A-7

Na tabela abaixo estão relacionados 42 (quarenta e dois) atributos constantes da


Portaria 12/DEP de 12 de maio de 1998. Os atributos a seguir referem-se àqueles
identificados como os mais representativos para o desenvolvimento, aprimoramento e
avaliação, em particular nos militares de carreira. Leia com atenção a definição de cada
atributo. Marque com um “X” nas colunas numeradas de 1 (um) a 5 (cinco), o grau de
desenvolvimento do referido atributo que pode ser alcançado através da atividade de
SALTO. Caso o atributo não seja desenvolvido, atribua grau 1 (um). Se julgar que o
atributo seja desenvolvido ao máximo, atribua grau 5 (cinco).

SALTO

GRAU
NR ATRIBUTO DESENVOLVIDO
1 2 3 4 5
1 ABNEGAÇÃO - capacidade de renunciar aos interesses pessoais em favor da
instituição, grupos e / ou pessoas.
2 ADAPTABILIDADE - capacidade de se ajustar apropriadamente às mudanças de
situações.
3 APRESENTAÇÃO - capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com
os padrões militares.
4 AUTOCONFIANÇA - capacidade de demonstrar segurança e convicção em suas
atitudes, nas diferentes circunstâncias.
5 AUTOCRÍTICA - capacidade de avaliar as próprias potencialidades e limitações
frente à idéias, sentimentos e / ou ações.
6 CAMARADAGEM - capacidade de estabelecer relações amistosas com superiores,
pares e subordinados.
7 CIVILIDADE - capacidade de agir de acordo com as normas que regem as
relações interpessoais .
8 COERÊNCIA - capacidade de agir em conformidade com as próprias idéias e
valores, em qualquer situação.
9 COMBATIVIDADE - capacidade de lutar, sem esmorecer, pelas idéias e causas
em que acredita ou por aquelas sob sua responsabilidade.
10 COMPETITIVIDADE - capacidade de disputar, simultaneamente, com outrem,
visando um objetivo.
11 COMUNICABILIDADE - capacidade de relacionar-se com outros por meio de
idéias e ações.
12 COOPERAÇÃO - capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de
alguém e/ou de uma equipe.
13 CORAGEM - capacidade para agir de forma firme e destemida, diante de situações
difíceis e perigosas, seguindo as normas de segurança.
CRIATIVIDADE - capacidade de produzir novos dados, idéias e/ou realizar
14
combinações originais, na busca de uma solução eficiente e eficaz.
15 DECISÃO - capacidade de optar pela alternativa mais adequada, em tempo útil e
com convicção.
16 DEDICAÇÃO - capacidade de realizar, espontaneamente, atividades com empenho
e entusiasmo.
17 DINAMISMO - capacidade de atuar ativamente com intenção determinada.
18 DIREÇÃO - capacidade de conduzir e coordenar grupos e/ou pessoas, na
consecução de determinado objetivo.
A-8

GRAU
NR ATRIBUTO DESENVOLVIDO
1 2 3 4 5
19 DISCIPLINA - capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que
regem a instituição.
20 DISCIPLINA INTELECTUAL - capacidade de adotar e defender a decisão
superior e/ou do grupo mesmo tendo opinado em contrário.
21 DISCRIÇÃO - capacidade de manter reserva sobre fatos de seu conhecimento que
não devam ser divulgados.
22 EQUILÍBRIO EMOCIONAL - capacidade de controlar as próprias reações para
continuar a agir, apropriadamente, nas diferentes situações.
23 FLEXIBILIDADE - capacidade de reformular planejamentos e comportamentos,
com prontidão, diante de novas exigências.
24 IMPARCIALIDADE - capacidade de julgar, com isenção, sem se envolver
emocionalmente.
25 INICIATIVA - capacidade para agir, de forma adequada e oportuna, sem depender
de ordem ou decisão superior.
26 LIDERANÇA - capacidade de dirigir, orientar e propiciar modificações nas
atitudes dos membros de um grupo, visando atingir os propósitos da instituição.
27 METICULOSIDADE - capacidade de agir atendo-se a detalhes significativos.
28 OBJETIVIDADE - capacidade de destacar o fundamental do supérfluo para a
realização de uma tarefa ou solução de um problema.
29 ORGANIZAÇÃO - capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática e
eficiente.
30 PERSISTÊNCIA - capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de
executar uma tarefa vencendo as dificuldades encontradas.
PERSPICÁCIA - capacidade de perceber, pronta e integralmente, os detalhes de
31
uma situação ou problema, seus significados práticos e implicações.
32 PERSUASÃO - capacidade de convencer pessoas a adotarem idéias ou atitudes que
sugere.
PREVISÃO - capacidade de antecipar-se a fatos e situações, antevendo alternativas
33
viáveis, de modo a evitar e/ou eliminar possíveis falhas na execução de uma tarefa.
34 RESPONSABILIDADE - capacidade de cumprir suas atribuições assumindo e
enfrentando as conseqüências de suas atitudes e decisões.
35 RESISTÊNCIA - capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga
resultante de esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência.
36 RUSTICIDADE - capacidade de adaptar-se a situações de restrição e/ou privação,
mantendo a eficiência.
SENSIBILIDADE - capacidade de perceber e compreender o ambiente, as
37 características e sentimentos de pessoas e/ou grupos, buscando atender aos seus
interesses e necessidades.
38 SOBRIEDADE - capacidade de agir com austeridade em relação a hábitos,
costumes e procedimentos na vida particular e profissional.
39 SOCIABILIDADE - capacidade de estabelecer interação com as pessoas
propiciando um ambiente cordial.
40 TATO - capacidade de lidar com as pessoas sem ferir suscetibilidades.
41 TOLERÂNCIA - capacidade de respeitar e conviver com idéias, atitudes e
comportamentos diferentes dos seus.
42 ZELO - capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade.
A-9

Na tabela abaixo estão relacionados 42 (quarenta e dois) atributos constantes da


Portaria 12/DEP de 12 de maio de 1998. Os atributos a seguir referem-se àqueles
identificados como os mais representativos para o desenvolvimento, aprimoramento e
avaliação, em particular nos militares de carreira. Leia com atenção a definição de cada
atributo. Marque com um “X” nas colunas numeradas de 1 (um) a 5 (cinco), o grau de
desenvolvimento do referido atributo que pode ser alcançado através da atividade de
EQUITAÇÃO MILITAR. Caso o atributo não seja desenvolvido, atribua grau 1 (um). Se
julgar que o atributo seja desenvolvido ao máximo, atribua grau 5 (cinco).

EQUITAÇÃO MILITAR

GRAU
NR ATRIBUTO DESENVOLVIDO
1 2 3 4 5
1 ABNEGAÇÃO - capacidade de renunciar aos interesses pessoais em favor da
instituição, grupos e / ou pessoas.
2 ADAPTABILIDADE - capacidade de se ajustar apropriadamente às mudanças de
situações.
3 APRESENTAÇÃO - capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com
os padrões militares.
4 AUTOCONFIANÇA - capacidade de demonstrar segurança e convicção em suas
atitudes, nas diferentes circunstâncias.
5 AUTOCRÍTICA - capacidade de avaliar as próprias potencialidades e limitações
frente à idéias, sentimentos e / ou ações.
6 CAMARADAGEM - capacidade de estabelecer relações amistosas com superiores,
pares e subordinados.
7 CIVILIDADE - capacidade de agir de acordo com as normas que regem as
relações interpessoais .
8 COERÊNCIA - capacidade de agir em conformidade com as próprias idéias e
valores, em qualquer situação.
9 COMBATIVIDADE - capacidade de lutar, sem esmorecer, pelas idéias e causas
em que acredita ou por aquelas sob sua responsabilidade.
10 COMPETITIVIDADE - capacidade de disputar, simultaneamente, com outrem,
visando um objetivo.
11 COMUNICABILIDADE - capacidade de relacionar-se com outros por meio de
idéias e ações.
12 COOPERAÇÃO - capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de
alguém e/ou de uma equipe.
13 CORAGEM - capacidade para agir de forma firme e destemida, diante de situações
difíceis e perigosas, seguindo as normas de segurança.
CRIATIVIDADE - capacidade de produzir novos dados, idéias e/ou realizar
14
combinações originais, na busca de uma solução eficiente e eficaz.
15 DECISÃO - capacidade de optar pela alternativa mais adequada, em tempo útil e
com convicção.
16 DEDICAÇÃO - capacidade de realizar, espontaneamente, atividades com empenho
e entusiasmo.
17 DINAMISMO - capacidade de atuar ativamente com intenção determinada.
18 DIREÇÃO - capacidade de conduzir e coordenar grupos e/ou pessoas, na
consecução de determinado objetivo.
A-10

GRAU
NR ATRIBUTO DESENVOLVIDO
1 2 3 4 5
19 DISCIPLINA - capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que
regem a instituição.
20 DISCIPLINA INTELECTUAL - capacidade de adotar e defender a decisão
superior e/ou do grupo mesmo tendo opinado em contrário.
21 DISCRIÇÃO - capacidade de manter reserva sobre fatos de seu conhecimento que
não devam ser divulgados.
22 EQUILÍBRIO EMOCIONAL - capacidade de controlar as próprias reações para
continuar a agir, apropriadamente, nas diferentes situações.
23 FLEXIBILIDADE - capacidade de reformular planejamentos e comportamentos,
com prontidão, diante de novas exigências.
24 IMPARCIALIDADE - capacidade de julgar, com isenção, sem se envolver
emocionalmente.
25 INICIATIVA - capacidade para agir, de forma adequada e oportuna, sem depender
de ordem ou decisão superior.
26 LIDERANÇA - capacidade de dirigir, orientar e propiciar modificações nas
atitudes dos membros de um grupo, visando atingir os propósitos da instituição.
27 METICULOSIDADE - capacidade de agir atendo-se a detalhes significativos.
28 OBJETIVIDADE - capacidade de destacar o fundamental do supérfluo para a
realização de uma tarefa ou solução de um problema.
29 ORGANIZAÇÃO - capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática e
eficiente.
30 PERSISTÊNCIA - capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de
executar uma tarefa vencendo as dificuldades encontradas.
PERSPICÁCIA - capacidade de perceber, pronta e integralmente, os detalhes de
31
uma situação ou problema, seus significados práticos e implicações.
32 PERSUASÃO - capacidade de convencer pessoas a adotarem idéias ou atitudes que
sugere.
PREVISÃO - capacidade de antecipar-se a fatos e situações, antevendo alternativas
33
viáveis, de modo a evitar e/ou eliminar possíveis falhas na execução de uma tarefa.
34 RESPONSABILIDADE - capacidade de cumprir suas atribuições assumindo e
enfrentando as conseqüências de suas atitudes e decisões.
35 RESISTÊNCIA - capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga
resultante de esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência.
36 RUSTICIDADE - capacidade de adaptar-se a situações de restrição e/ou privação,
mantendo a eficiência.
SENSIBILIDADE - capacidade de perceber e compreender o ambiente, as
37 características e sentimentos de pessoas e/ou grupos, buscando atender aos seus
interesses e necessidades.
38 SOBRIEDADE - capacidade de agir com austeridade em relação a hábitos,
costumes e procedimentos na vida particular e profissional.
39 SOCIABILIDADE - capacidade de estabelecer interação com as pessoas
propiciando um ambiente cordial.
40 TATO - capacidade de lidar com as pessoas sem ferir suscetibilidades.
41 TOLERÂNCIA - capacidade de respeitar e conviver com idéias, atitudes e
comportamentos diferentes dos seus.
42 ZELO - capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade.
ANEXO C

GRÁFICOS DO EFETIVO DE INSTRUTORES DE EQUITAÇÃO


NA ATIVA PESQUISADOS

GRÁFICO DO EFETIVO PESQUISADO DENTRO DOS POSTOS

14 73 34 27 15 4 168
100.00%

80.00% 75.00%

57.14% 56.16% 58.82%


60.00% 53.33% 54.17%

40.74%
40.00%

20.00%

0.00%
1º Ten Cap Maj Tem Cel Cel Gen Bda TOTAL
EFETIVO EXISTENTE EFETIVO PESQUISADO
GRAFICO 2: análise do efetivo pesquisado dentro dos postos. Fonte: Confecção do autor.

GRÁFICO DO EFETIVO PESQUISADO DENTRO DA HIERARQUIA

87 81
100.00%

80.00%

56.32%
60.00% 51.85%

40.00%

20.00%

0.00%
Oficiais Oficiais Generais/Superiores
Intermediários/Subalternos
EFETIVO EXISTENTE EFETIVO PESQUISADO
GRAFICO 3: análise do efetivo pesquisado dentro da hierarquia. Fonte: Confecção do autor.
ANEXO D

GRÁFICO DO EFETIVO DE RESPOSTAS


(UNIVERSO GERAL)

168 Oficiais Instrutores de Equitação no serviço ativo

91 Oficiais

75,82% 41,07%

EFETIVO EXISTENTE
EFETIVO PESQUISADO (NUMERO DE
OFICIAIS)
RESPOSTAS (% DO EFETIVO PESQUISADO)
RESPOSTAS (% DO EFETIVO EXISTENTE)

GRAFICO 4: efetivo das respostas da pesquisa de campo. Fonte: Confecção do autor.


ANEXO E

RESPOSTAS DOS QUESTIONÁRIOS DA PESQUISA DE CAMPO


NA ATIVIDADE DE SALTO

Os 42 (quarenta e dois) atributos constantes da Portaria 12/DEP (1998) estão dispostos


em ordem alfabética em cada tabela.

Os resultados estão dispostos em 5 (cinco) colunas numeradas, de 1 (um) a 5 (cinco),


quanto ao grau de desenvolvimento da atividade de salto. Ressaltamos que todos os 69 (ses-
senta e nove) questionários recebidos tiveram todos os itens respondidos, portanto, cada atri-
buto possui 69 (sessenta e nove) respostas.

O número de respostas dos 69 (sessenta e nove) questionários para cada grau de de-
senvolvimento do atributo segue abaixo da coluna do respectivo grau.

O grau 1 (um) representa que o atributo não é desenvolvido. O grau 5 (cinco) repre-
senta que o atributo é desenvolvido ao máximo.
A-15

UNIVERSO QUE MINISTRA INSTRUÇÃO


GRAU
ATRIBUTO 1 2 3 4 5
NÚMERO DE RESPOSTAS
ABNEGAÇÃO 7 3 11 9 4
ADAPTABILIDADE 0 0 2 9 23
APRESENTAÇÃO 2 3 8 16 5
AUTOCONFIANÇA 0 0 0 3 31
AUTOCRÍTICA 0 1 5 9 19
CAMARADAGEM 2 5 14 8 5
CIVILIDADE 4 5 8 9 8
COERÊNCIA 4 5 8 11 6
COMBATIVIDADE 1 2 2 12 17
COMPETITIVIDADE 0 0 1 1 32
COMUNICABILIDADE 1 3 9 16 5
COOPERAÇÃO 2 4 15 8 5
CORAGEM 0 0 0 3 31
CRIATIVIDADE 3 3 8 10 10
DECISÃO 0 0 0 7 27
DEDICAÇÃO 0 1 5 9 19
DINAMISMO 1 1 7 8 17
DIREÇÃO 4 4 9 10 7
DISCIPLINA 1 5 6 9 13
DISCIPLINA INTELECTUAL 6 5 10 5 8
DISCRIÇÃO 14 7 8 4 1
EQUILÍBRIO EMOCIONAL 0 0 1 9 24
FLEXIBILIDADE 0 0 3 9 22
IMPARCIALIDADE 10 7 9 6 2
INICIATIVA 1 1 1 7 24
LIDERANÇA 3 1 11 7 12
METICULOSIDADE 0 3 7 11 13
OBJETIVIDADE 2 3 5 9 15
ORGANIZAÇÃO 3 3 6 13 9
PERSISTÊNCIA 0 0 3 6 25
PERSPICÁCIA 1 3 6 11 13
PERSUASÃO 7 6 11 8 2
PREVISÃO 0 4 8 12 10
RESPONSABILIDADE 4 4 8 8 10
RESISTÊNCIA 1 5 7 10 11
RUSTICIDADE 4 4 7 7 12
SENSIBILIDADE 4 3 4 8 15
SOBRIEDADE 8 2 13 8 3
SOCIABILIDADE 3 4 6 13 8
TATO 7 6 7 7 7
TOLERÂNCIA 3 5 6 12 8
ZELO 4 2 5 7 16
TABELA 23: respostas dos questionários na atividade de salto (universo que ministra instrução). Fon-
te: Confecção do autor.
A-16

UNIVERSO QUE NÃO MINISTRA INSTRUÇÃO


GRAU
ATRIBUTO 1 2 3 4 5
NÚMERO DE RESPOSTAS
ABNEGAÇÃO 3 6 12 8 6
ADAPTABILIDADE 1 0 4 9 21
APRESENTAÇÃO 1 3 16 7 8
AUTOCONFIANÇA 0 0 0 2 33
AUTOCRÍTICA 0 0 6 11 18
CAMARADAGEM 2 2 14 8 9
CIVILIDADE 2 2 18 5 8
COERÊNCIA 3 4 12 10 6
COMBATIVIDADE 1 0 5 11 18
COMPETITIVIDADE 0 0 0 2 33
COMUNICABILIDADE 1 5 16 9 4
COOPERAÇÃO 1 3 10 12 9
CORAGEM 0 0 0 0 35
CRIATIVIDADE 1 2 8 13 11
DECISÃO 0 0 0 5 30
DEDICAÇÃO 0 0 2 4 29
DINAMISMO 0 1 8 7 19
DIREÇÃO 2 5 8 9 11
DISCIPLINA 1 1 9 11 13
DISCIPLINA INTELECTUAL 1 4 15 9 6
DISCRIÇÃO 12 6 13 4 0
EQUILÍBRIO EMOCIONAL 0 0 5 6 24
FLEXIBILIDADE 0 0 2 10 23
IMPARCIALIDADE 6 8 12 6 3
INICIATIVA 0 0 3 5 27
LIDERANÇA 2 2 12 8 11
METICULOSIDADE 1 2 6 14 12
OBJETIVIDADE 1 0 8 10 16
ORGANIZAÇÃO 2 0 11 13 9
PERSISTÊNCIA 0 0 0 6 29
PERSPICÁCIA 1 3 3 15 13
PERSUASÃO 5 6 11 10 3
PREVISÃO 1 3 6 14 11
RESPONSABILIDADE 2 3 6 11 13
RESISTÊNCIA 1 1 8 11 14
RUSTICIDADE 3 1 10 8 13
SENSIBILIDADE 0 4 2 13 16
SOBRIEDADE 2 5 12 10 6
SOCIABILIDADE 0 1 10 14 10
TATO 3 4 16 6 6
TOLERÂNCIA 2 2 16 9 6
ZELO 1 0 4 10 20
TABELA 24: respostas dos questionários na atividade de salto (universo que não ministra instrução).
Fonte: Confecção do autor.
A-17

UNIVERSO DE OFICIAIS SUPERIORES/GENERAIS


GRAU
ATRIBUTO 1 2 3 4 5
NÚMERO DE RESPOSTAS
ABNEGAÇÃO 4 3 6 6 4
ADAPTABILIDADE 0 0 1 6 16
APRESENTAÇÃO 2 1 10 5 5
AUTOCONFIANÇA 0 0 0 2 21
AUTOCRÍTICA 0 0 3 8 12
CAMARADAGEM 0 1 11 5 6
CIVILIDADE 1 3 7 5 7
COERÊNCIA 3 2 5 9 4
COMBATIVIDADE 1 1 1 7 13
COMPETITIVIDADE 0 0 0 1 22
COMUNICABILIDADE 1 3 9 8 2
COOPERAÇÃO 1 1 8 8 5
CORAGEM 0 0 0 1 22
CRIATIVIDADE 0 1 5 12 5
DECISÃO 0 0 0 2 21
DEDICAÇÃO 0 0 3 1 19
DINAMISMO 0 1 3 4 15
DIREÇÃO 2 2 7 5 7
DISCIPLINA 2 0 4 8 9
DISCIPLINA INTELECTUAL 1 3 10 5 4
DISCRIÇÃO 10 3 8 2 0
EQUILÍBRIO EMOCIONAL 0 0 3 5 15
FLEXIBILIDADE 0 0 1 10 12
IMPARCIALIDADE 7 5 7 3 1
INICIATIVA 0 0 1 3 19
LIDERANÇA 1 0 12 4 6
METICULOSIDADE 0 2 5 8 8
OBJETIVIDADE 0 0 6 5 12
ORGANIZAÇÃO 2 0 6 8 7
PERSISTÊNCIA 0 0 0 3 20
PERSPICÁCIA 1 4 2 9 7
PERSUASÃO 3 6 7 6 1
PREVISÃO 1 4 4 10 4
RESPONSABILIDADE 1 1 7 8 6
RESISTÊNCIA 1 0 4 8 10
RUSTICIDADE 2 0 6 3 12
SENSIBILIDADE 1 2 1 10 9
SOBRIEDADE 4 2 8 7 2
SOCIABILIDADE 1 1 5 11 5
TATO 3 2 11 4 3
TOLERÂNCIA 1 2 11 7 2
ZELO 3 0 5 3 12
TABELA 25: respostas dos questionários na atividade de salto (universo de oficiais superio-
res/generais). Fonte: Confecção do autor.
A-18

UNIVERSO DE OFICIAIS SUBALTERNOS/INTERMEDIÁRIOS


GRAU
ATRIBUTO 1 2 3 4 5
NÚMERO DE RESPOSTAS
ABNEGAÇÃO 6 6 17 11 6
ADAPTABILIDADE 1 0 5 12 28
APRESENTAÇÃO 1 5 14 18 8
AUTOCONFIANÇA 0 0 0 3 43
AUTOCRÍTICA 0 1 8 12 25
CAMARADAGEM 4 6 17 11 8
CIVILIDADE 5 4 19 9 9
COERÊNCIA 4 7 15 12 8
COMBATIVIDADE 1 1 6 16 22
COMPETITIVIDADE 0 0 1 2 43
COMUNICABILIDADE 1 5 16 17 7
COOPERAÇÃO 2 6 17 12 9
CORAGEM 0 0 0 2 44
CRIATIVIDADE 4 4 11 11 16
DECISÃO 0 0 0 10 36
DEDICAÇÃO 0 1 4 12 29
DINAMISMO 1 1 12 11 21
DIREÇÃO 4 7 10 14 11
DISCIPLINA 0 6 11 12 17
DISCIPLINA INTELECTUAL 6 6 15 9 10
DISCRIÇÃO 16 10 13 6 1
EQUILÍBRIO EMOCIONAL 0 0 3 10 33
FLEXIBILIDADE 0 0 4 9 33
IMPARCIALIDADE 9 10 14 9 4
INICIATIVA 1 1 3 9 32
LIDERANÇA 4 3 11 11 17
METICULOSIDADE 1 3 8 17 17
OBJETIVIDADE 3 3 7 14 19
ORGANIZAÇÃO 3 3 11 18 11
PERSISTÊNCIA 0 0 3 9 34
PERSPICÁCIA 1 2 7 17 19
PERSUASÃO 9 6 15 12 4
PREVISÃO 0 3 10 16 17
RESPONSABILIDADE 5 6 7 11 17
RESISTÊNCIA 1 6 11 13 15
RUSTICIDADE 5 5 11 12 13
SENSIBILIDADE 3 5 5 11 22
SOBRIEDADE 6 5 17 11 7
SOCIABILIDADE 2 4 11 16 13
TATO 7 8 12 9 10
TOLERÂNCIA 4 5 11 14 12
ZELO 2 2 4 14 24
TABELA 26: respostas dos questionários na atividade de salto (universo de oficiais subalter-
nos/intermediários). Fonte: Confecção do autor.
ANEXO F

RESPOSTAS DOS QUESTIONÁRIOS DA PESQUISA DE CAMPO


NA ATIVIDADE DE EQUITAÇÃO MILITAR

Os 42 (quarenta e dois) atributos constantes da Portaria 12/DEP (1998) estão dispostos


em ordem alfabética em cada tabela.

Os resultados estão dispostos em 5 (cinco) colunas numeradas, de 1 (um) a 5 (cinco),


quanto ao grau de desenvolvimento da atividade de equitação militar. Ressaltamos que todos
os 69 (sessenta e nove) questionários recebidos tiveram todos os itens respondidos, portanto,
cada atributo possui 69 (sessenta e nove) respostas.

O número de respostas dos 69 (sessenta e nove) questionários para cada grau de de-
senvolvimento do atributo segue abaixo da coluna do respectivo grau.

O grau 1 (um) representa que o atributo não é desenvolvido. O grau 5 (cinco) repre-
senta que o atributo é desenvolvido ao máximo.
A-20

UNIVERSO GERAL
GRAU
ATRIBUTO 1 2 3 4 5
NÚMERO DE RESPOSTAS
ABNEGAÇÃO 6 3 12 20 28
ADAPTABILIDADE 0 2 5 18 44
APRESENTAÇÃO 2 3 17 17 30
AUTOCONFIANÇA 1 0 1 13 54
AUTOCRÍTICA 1 4 10 23 31
CAMARADAGEM 1 0 10 21 37
CIVILIDADE 5 5 17 25 17
COERÊNCIA 9 6 16 29 9
COMBATIVIDADE 2 2 7 16 42
COMPETITIVIDADE 6 4 13 13 33
COMUNICABILIDADE 2 3 15 31 18
COOPERAÇÃO 1 2 7 16 43
CORAGEM 0 1 1 6 61
CRIATIVIDADE 1 2 16 25 25
DECISÃO 1 0 5 13 50
DEDICAÇÃO 0 1 5 24 39
DINAMISMO 0 3 8 19 39
DIREÇÃO 4 4 11 19 31
DISCIPLINA 2 3 8 18 38
DISCIPLINA INTELECTUAL 6 4 8 27 24
DISCRIÇÃO 19 9 24 13 4
EQUILÍBRIO EMOCIONAL 0 0 6 12 51
FLEXIBILIDADE 0 0 6 20 43
IMPARCIALIDADE 15 9 23 13 9
INICIATIVA 0 1 2 13 53
LIDERANÇA 2 0 10 16 41
METICULOSIDADE 2 4 20 20 23
OBJETIVIDADE 0 2 17 20 30
ORGANIZAÇÃO 3 2 10 27 27
PERSISTÊNCIA 0 0 6 10 53
PERSPICÁCIA 0 5 14 27 23
PERSUASÃO 6 8 17 22 16
PREVISÃO 0 4 13 31 21
RESPONSABILIDADE 2 3 11 12 41
RESISTÊNCIA 0 3 6 20 40
RUSTICIDADE 3 2 8 14 42
SENSIBILIDADE 2 3 12 26 26
SOBRIEDADE 5 6 26 21 11
SOCIABILIDADE 4 4 16 24 21
TATO 6 3 26 16 18
TOLERÂNCIA 3 3 18 23 22
ZELO 4 0 8 19 38
TABELA 27: respostas dos questionários na atividade de equitação militar (universo geral). Fonte:
Confecção do autor
A-21

UNIVERSO QUE MINISTRA INSTRUÇÃO


GRAU
ATRIBUTO 1 2 3 4 5
NÚMERO DE RESPOSTAS
ABNEGAÇÃO 5 1 5 11 13
ADAPTABILIDADE 0 2 3 5 25
APRESENTAÇÃO 1 1 6 12 15
AUTOCONFIANÇA 0 0 0 10 25
AUTOCRÍTICA 1 2 5 9 18
CAMARADAGEM 1 0 7 10 17
CIVILIDADE 4 3 8 12 8
COERÊNCIA 5 4 6 13 7
COMBATIVIDADE 2 2 3 8 20
COMPETITIVIDADE 4 3 7 6 15
COMUNICABILIDADE 1 1 6 15 12
COOPERAÇÃO 1 1 5 8 20
CORAGEM 0 1 0 5 29
CRIATIVIDADE 1 2 7 13 12
DECISÃO 1 0 2 8 24
DEDICAÇÃO 0 0 3 15 17
DINAMISMO 0 2 4 10 19
DIREÇÃO 2 2 5 9 17
DISCIPLINA 1 3 3 9 19
DISCIPLINA INTELECTUAL 4 2 5 11 13
DISCRIÇÃO 13 4 9 5 4
EQUILÍBRIO EMOCIONAL 0 0 2 8 25
FLEXIBILIDADE 0 0 3 10 22
IMPARCIALIDADE 10 5 10 5 5
INICIATIVA 0 1 1 8 25
LIDERANÇA 1 0 3 7 24
METICULOSIDADE 1 2 8 11 13
OBJETIVIDADE 0 1 5 11 18
ORGANIZAÇÃO 1 1 5 15 13
PERSISTÊNCIA 0 0 2 4 29
PERSPICÁCIA 0 2 5 13 15
PERSUASÃO 2 4 10 8 11
PREVISÃO 0 2 6 17 10
RESPONSABILIDADE 1 2 5 7 20
RESISTÊNCIA 0 3 1 12 19
RUSTICIDADE 2 1 4 8 20
SENSIBILIDADE 2 1 7 11 14
SOBRIEDADE 3 2 16 10 4
SOCIABILIDADE 4 1 9 13 8
TATO 4 2 15 7 7
TOLERÂNCIA 3 1 7 13 11
ZELO 2 0 4 11 18
TABELA 28: respostas dos questionários na atividade de equitação militar (universo que ministra
instrução). Fonte: Confecção do autor.
A-22

UNIVERSO QUE NÃO MINISTRA INSTRUÇÃO


GRAU
ATRIBUTO 1 2 3 4 5
NÚMERO DE RESPOSTAS
ABNEGAÇÃO 1 2 7 9 15
ADAPTABILIDADE 0 0 2 13 19
APRESENTAÇÃO 1 2 11 5 15
AUTOCONFIANÇA 1 0 1 3 29
AUTOCRÍTICA 0 2 5 14 13
CAMARADAGEM 0 0 3 11 20
CIVILIDADE 1 2 9 13 9
COERÊNCIA 4 2 10 16 2
COMBATIVIDADE 0 0 4 8 22
COMPETITIVIDADE 2 1 6 7 18
COMUNICABILIDADE 1 2 9 16 6
COOPERAÇÃO 0 1 2 8 23
CORAGEM 0 0 1 1 32
CRIATIVIDADE 0 0 9 12 13
DECISÃO 0 0 3 5 26
DEDICAÇÃO 0 1 2 9 22
DINAMISMO 0 1 4 9 20
DIREÇÃO 2 2 6 10 14
DISCIPLINA 1 0 5 9 19
DISCIPLINA INTELECTUAL 2 2 3 16 11
DISCRIÇÃO 6 5 15 8 0
EQUILÍBRIO EMOCIONAL 0 0 4 4 26
FLEXIBILIDADE 0 0 3 10 21
IMPARCIALIDADE 5 4 13 8 4
INICIATIVA 0 0 1 5 28
LIDERANÇA 1 0 7 9 17
METICULOSIDADE 1 2 12 9 10
OBJETIVIDADE 0 1 12 9 12
ORGANIZAÇÃO 2 1 5 12 14
PERSISTÊNCIA 0 0 4 6 24
PERSPICÁCIA 0 3 9 14 8
PERSUASÃO 4 4 7 14 5
PREVISÃO 0 2 7 14 11
RESPONSABILIDADE 1 1 6 5 21
RESISTÊNCIA 0 0 5 8 21
RUSTICIDADE 1 1 4 6 22
SENSIBILIDADE 0 2 5 15 12
SOBRIEDADE 2 4 10 11 7
SOCIABILIDADE 0 3 7 11 13
TATO 2 1 11 9 11
TOLERÂNCIA 0 2 11 10 11
ZELO 2 0 4 8 20
TABELA 29: respostas dos questionários na atividade de equitação militar (universo que não ministra
instrução). Fonte: Confecção do autor.
A-23

UNIVERSO DE OFICIAIS SUPERIORES/GENERAIS


GRAU
ATRIBUTO 1 2 3 4 5
NÚMERO DE RESPOSTAS
ABNEGAÇÃO 2 1 4 8 8
ADAPTABILIDADE 0 0 2 7 14
APRESENTAÇÃO 2 1 9 4 7
AUTOCONFIANÇA 0 0 0 0 23
AUTOCRÍTICA 0 0 5 9 9
CAMARADAGEM 0 0 4 8 11
CIVILIDADE 1 3 4 13 2
COERÊNCIA 4 1 7 10 1
COMBATIVIDADE 0 0 0 5 18
COMPETITIVIDADE 2 0 2 3 16
COMUNICABILIDADE 1 1 6 12 3
COOPERAÇÃO 0 1 1 6 15
CORAGEM 0 0 0 0 23
CRIATIVIDADE 0 1 7 10 5
DECISÃO 0 0 1 1 21
DEDICAÇÃO 0 1 2 4 16
DINAMISMO 0 1 1 4 17
DIREÇÃO 2 2 4 6 9
DISCIPLINA 2 1 2 8 10
DISCIPLINA INTELECTUAL 2 1 4 9 7
DISCRIÇÃO 7 2 11 3 0
EQUILÍBRIO EMOCIONAL 0 0 3 2 18
FLEXIBILIDADE 0 0 1 8 14
IMPARCIALIDADE 7 1 8 6 1
INICIATIVA 0 0 0 3 20
LIDERANÇA 1 0 7 5 10
METICULOSIDADE 0 2 9 7 5
OBJETIVIDADE 0 1 9 7 6
ORGANIZAÇÃO 2 1 3 9 8
PERSISTÊNCIA 0 0 0 4 19
PERSPICÁCIA 0 3 6 10 4
PERSUASÃO 2 3 6 8 4
PREVISÃO 0 3 4 9 7
RESPONSABILIDADE 1 1 4 5 12
RESISTÊNCIA 0 0 2 5 16
RUSTICIDADE 1 0 1 3 18
SENSIBILIDADE 0 1 2 11 9
SOBRIEDADE 1 2 9 8 3
SOCIABILIDADE 1 2 5 8 7
TATO 3 0 9 6 5
TOLERÂNCIA 1 1 11 5 5
ZELO 2 0 7 5 9
TABELA 30: respostas dos questionários na atividade de equitação militar (universo de oficiais supe-
riores/generais). Fonte: Confecção do autor
A-24

UNIVERSO DE OFICIAIS SUBALTERNOS/INTERMEDIÁRIOS


GRAU
ATRIBUTO 1 2 3 4 5
NÚMERO DE RESPOSTAS
ABNEGAÇÃO 4 2 8 12 20
ADAPTABILIDADE 0 2 3 11 30
APRESENTAÇÃO 0 2 8 13 23
AUTOCONFIANÇA 1 0 1 13 31
AUTOCRÍTICA 1 4 5 14 22
CAMARADAGEM 1 0 6 13 26
CIVILIDADE 4 2 13 12 15
COERÊNCIA 5 5 9 19 8
COMBATIVIDADE 2 2 7 11 24
COMPETITIVIDADE 4 4 11 10 17
COMUNICABILIDADE 1 2 9 19 15
COOPERAÇÃO 1 1 6 10 28
CORAGEM 0 1 1 6 38
CRIATIVIDADE 1 1 9 15 20
DECISÃO 1 0 4 12 29
DEDICAÇÃO 0 0 3 20 23
DINAMISMO 0 2 7 15 22
DIREÇÃO 2 2 7 13 22
DISCIPLINA 0 2 6 10 28
DISCIPLINA INTELECTUAL 4 3 4 18 17
DISCRIÇÃO 12 7 13 10 4
EQUILÍBRIO EMOCIONAL 0 0 3 10 33
FLEXIBILIDADE 0 0 5 12 29
IMPARCIALIDADE 8 8 15 7 8
INICIATIVA 0 1 2 10 33
LIDERANÇA 1 0 3 11 31
METICULOSIDADE 2 2 11 13 18
OBJETIVIDADE 0 1 8 13 24
ORGANIZAÇÃO 1 1 7 18 19
PERSISTÊNCIA 0 0 6 6 34
PERSPICÁCIA 0 2 8 17 19
PERSUASÃO 4 5 11 14 12
PREVISÃO 0 1 9 22 14
RESPONSABILIDADE 1 2 7 7 29
RESISTÊNCIA 0 3 4 15 24
RUSTICIDADE 2 2 7 11 24
SENSIBILIDADE 2 2 10 15 17
SOBRIEDADE 4 4 17 13 8
SOCIABILIDADE 3 2 11 16 14
TATO 3 3 17 10 13
TOLERÂNCIA 2 2 7 18 17
ZELO 2 0 1 14 29
TABELA 31: respostas dos questionários na atividade de equitação militar (universo de oficiais subal-
ternos/intermediários). Fonte: Confecção do autor.
ANEXO G

PERCENTUAIS DE DESENVOLVIMENTO DOS


ATRIBUTOS DA ÁREA AFETIVA NA ATIVIDADE DE SALTO

UNIVERSO

OF SUBALTERNOS/
INTERMEDIÁRIO
OF SUPERIORES/
NÃO MINISTRA
INSTRUÇÃO

INSTRUÇÃO

GENERAIS
MINISTRA
GERAL
ATRIBUTO

ABNEGAÇÃO 59,42% 55,88% 62,86% 59,13% 59,57%


ADAPTABILIDADE 89,86% 92,35% 87,43% 93,04% 88,26%
APRESENTAÇÃO 69,86% 70,00% 69,71% 66,96% 71,30%
AUTOCONFIANÇA 98,55% 98,24% 98,86% 98,26% 98,70%
AUTOCRÍTICA 86,96% 87,06% 86,86% 87,83% 86,52%
CAMARADAGEM 67,25% 64,12% 70,29% 73,91% 63,91%
CIVILIDADE 66,09% 64,71% 67,43% 71,30% 63,48%
COERÊNCIA 64,35% 63,53% 65,14% 65,22% 63,91%
COMBATIVIDADE 84,64% 84,12% 85,14% 85,22% 84,35%
COMPETITIVIDADE 98,55% 98,24% 98,86% 99,13% 98,26%
COMUNICABILIDADE 68,41% 71,76% 65,14% 65,22% 70,00%
COOPERAÇÃO 69,28% 64,71% 73,71% 72,17% 67,83%
CORAGEM 99,13% 98,24% 100,00% 99,13% 99,13%
CRIATIVIDADE 73,91% 70,59% 77,14% 78,26% 71,74%
DECISÃO 96,52% 95,88% 97,14% 98,26% 95,65%
DEDICAÇÃO 91,30% 87,06% 95,43% 93,91% 90,00%
DINAMISMO 83,77% 82,35% 85,14% 88,70% 81,30%
DIREÇÃO 68,12% 64,71% 71,43% 69,57% 67,39%
DISCIPLINA 77,39% 75,88% 78,86% 77,39% 77,39%
DISCIPLINA INTELECTUAL 63,48% 58,82% 68,00% 66,09% 62,17%
DISCRIÇÃO 36,52% 34,71% 38,29% 33,04% 38,26%
EQUILÍBRIO EMOCIONAL 92,17% 93,53% 90,86% 90,43% 93,04%
FLEXIBILIDADE 91,59% 91,18% 92,00% 89,57% 92,61%
IMPARCIALIDADE 48,12% 44,12% 52,00% 41,74% 51,30%
INICIATIVA 91,88% 90,00% 93,71% 95,65% 90,00%
LIDERANÇA 72,46% 72,35% 72,57% 71,30% 73,04%
A-26

UNIVERSO

OF SUBALTERNOS/
INTERMEDIÁRIO
OF SUPERIORES/
NÃO MINISTRA
INSTRUÇÃO

INSTRUÇÃO

GENERAIS
MINISTRA
GERAL
ATRIBUTO

METICULOSIDADE 79,42% 80,00% 78,86% 79,13% 79,57%


OBJETIVIDADE 80,00% 77,65% 82,29% 85,22% 77,39%
ORGANIZAÇÃO 72,75% 71,18% 74,29% 73,91% 72,17%
PERSISTÊNCIA 94,78% 92,94% 96,57% 97,39% 93,48%
PERSPICÁCIA 79,13% 78,24% 80,00% 73,91% 81,74%
PERSUASÃO 54,20% 51,18% 57,14% 53,91% 54,35%
PREVISÃO 76,81% 76,47% 77,14% 69,57% 80,43%
RESPONSABILIDADE 71,59% 67,06% 76,00% 73,91% 70,43%
RESISTÊNCIA 77,10% 74,12% 80,00% 81,74% 74,78%
RUSTICIDADE 71,30% 68,82% 73,71% 78,26% 67,83%
SENSIBILIDADE 78,55% 73,53% 83,43% 80,00% 77,83%
SOBRIEDADE 59,71% 52,94% 66,29% 57,39% 60,87%
SOCIABILIDADE 74,20% 69,41% 78,86% 74,78% 73,91%
TATO 59,71% 56,47% 62,86% 59,13% 60,00%
TOLERÂNCIA 67,83% 68,24% 67,43% 65,22% 69,13%
ZELO 80,87% 74,71% 86,86% 75,65% 83,48%
TABELA 32: percentuais de desenvolvimento dos atributos da área afetiva na atividade de salto. Fon-
te: Confecção do autor.
ANEXO H

PERCENTUAIS DE DESENVOLVIMENTO DOS


ATRIBUTOS DA ÁREA AFETIVA NA ATIVIDADE DE EQUITAÇÃO MILITAR

UNIVERSO

OF SUBALTERNOS/
INTERMEDIÁRIO
OF SUPERIORES/
NÃO MINISTRA
INSTRUÇÃO

INSTRUÇÃO

GENERAIS
MINISTRA
GERAL
ATRIBUTO

ABNEGAÇÃO 75,94% 72,00% 80,00% 74,78% 76,52%


ADAPTABILIDADE 90,14% 90,29% 90,00% 90,43% 90,00%
APRESENTAÇÃO 79,71% 81,71% 77,65% 69,57% 84,78%
AUTOCONFIANÇA 94,20% 94,29% 94,12% 100,00% 91,30%
AUTOCRÍTICA 82,61% 82,86% 82,35% 83,48% 82,17%
CAMARADAGEM 86,67% 83,43% 90,00% 86,09% 86,96%
CIVILIDADE 71,30% 67,43% 75,29% 69,57% 72,17%
COERÊNCIA 64,06% 64,57% 63,53% 59,13% 66,52%
COMBATIVIDADE 86,67% 82,86% 90,59% 95,65% 82,17%
COMPETITIVIDADE 76,52% 72,00% 81,18% 85,22% 72,17%
COMUNICABILIDADE 76,81% 80,00% 73,53% 72,17% 79,13%
COOPERAÇÃO 88,12% 85,14% 91,18% 90,43% 86,96%
CORAGEM 96,81% 95,43% 98,24% 100,00% 95,22%
CRIATIVIDADE 80,29% 78,29% 82,35% 76,52% 82,17%
DECISÃO 91,88% 90,29% 93,53% 97,39% 89,13%
DEDICAÇÃO 89,28% 88,00% 90,59% 90,43% 88,70%
DINAMISMO 87,25% 86,29% 88,24% 92,17% 84,78%
DIREÇÃO 78,84% 80,00% 77,65% 73,91% 81,30%
DISCIPLINA 84,64% 83,43% 85,88% 78,26% 87,83%
DISCIPLINA INTELECTUAL 75,36% 73,14% 77,65% 73,91% 76,09%
DISCRIÇÃO 46,96% 42,86% 51,18% 42,61% 49,13%
EQUILÍBRIO EMOCIONAL 93,04% 93,14% 92,94% 93,04% 93,04%
FLEXIBILIDADE 90,72% 90,86% 90,59% 91,30% 90,43%
IMPARCIALIDADE 53,33% 48,57% 58,24% 47,83% 56,09%
INICIATIVA 94,20% 92,57% 95,88% 97,39% 92,61%
LIDERANÇA 86,67% 89,71% 83,53% 79,13% 90,43%
A-28

UNIVERSO

OF SUBALTERNOS/
INTERMEDIÁRIO
OF SUPERIORES/
NÃO MINISTRA
INSTRUÇÃO

INSTRUÇÃO

GENERAIS
MINISTRA
GERAL
ATRIBUTO

METICULOSIDADE 76,23% 78,29% 74,12% 73,04% 77,83%


OBJETIVIDADE 82,61% 86,29% 78,82% 75,65% 86,09%
ORGANIZAÇÃO 80,29% 81,14% 79,41% 75,65% 82,61%
PERSISTÊNCIA 93,62% 95,43% 91,76% 96,52% 92,17%
PERSPICÁCIA 79,71% 83,43% 75,88% 73,04% 83,04%
PERSUASÃO 68,12% 71,43% 64,71% 66,09% 69,13%
PREVISÃO 80,00% 80,00% 80,00% 77,39% 81,30%
RESPONSABILIDADE 84,64% 84,00% 85,29% 81,74% 86,09%
RESISTÊNCIA 88,12% 86,86% 89,41% 92,17% 86,09%
RUSTICIDADE 85,22% 83,43% 87,06% 91,30% 82,17%
SENSIBILIDADE 80,00% 78,29% 81,76% 84,35% 77,83%
SOBRIEDADE 66,38% 64,00% 68,82% 67,83% 65,65%
SOCIABILIDADE 74,49% 69,14% 80,00% 74,78% 74,35%
TATO 68,99% 64,00% 74,12% 66,09% 70,43%
TOLERÂNCIA 75,94% 74,29% 77,65% 69,57% 79,13%
ZELO 84,06% 83,43% 84,71% 74,78% 88,70%
TABELA 33: percentuais de desenvolvimento dos atributos da área afetiva na atividade de
equitação militar. Fonte: Confecção do autor.
ANEXO I

ANÁLISE DOS RESULTADOS

SALTO
DESVIO
GRUPO ATRIBUTO %
PADRÃO
CORAGEM 99,13% 0,72%
AUTOCONFIANÇA 98,55% 0,31%
COMPETITIVIDADE 98,55% 0,44%
DECISÃO 96,52% 1,21%
PERSISTÊNCIA 94,78% 2,21%
1º Quartil
EQUILÍBRIO EMOCIONAL 92,17% 1,55%
INICIATIVA 91,88% 2,82%
FLEXIBILIDADE 91,59% 1,32%
DEDICAÇÃO 91,30% 3,79%
ADAPTABILIDADE 89,86% 2,84%
87.51%
AUTOCRÍTICA 86,96% 0,55%
COMBATIVIDADE 84,64% 0,56%
DINAMISMO 83,77% 3,31%
ZELO 80,87% 5,94%
OBJETIVIDADE 80,00% 3,79%
2º Quartil METICULOSIDADE 79,42% 0,50%
PERSPICÁCIA 79,13% 3,36%
SENSIBILIDADE 78,55% 4,15%
DISCIPLINA 77,39% 1,21%
RESISTÊNCIA 77,10% 3,78%
PREVISÃO 76,81% 4,57%
MÉDIA = 75,89%
SOCIABILIDADE 74,20% 3,87%
CRIATIVIDADE 73,91% 3,83%
ORGANIZAÇÃO 72,75% 1,47%
LIDERANÇA 72,46% 0,73%
RESPONSABILIDADE 71,59% 3,93%
RUSTICIDADE 71,30% 4,81%
APRESENTAÇÃO 69,86% 1,83%
COOPERAÇÃO 69,28% 4,11%
COMUNICABILIDADE 68,41% 3,37%
3º Quartil
DIREÇÃO 68,12% 2,89%
TOLERÂNCIA 67,83% 1,67%
CAMARADAGEM 67,25% 4,90%
CIVILIDADE 66,09% 3,47%
COERÊNCIA 64,35% 0,86%
DISCIPLINA INTELECTUAL 63,48% 4,09%
SOBRIEDADE 59,71% 5,64%
TATO 59,71% 2,63%
ABNEGAÇÃO 59,42% 2,85%
A-30

DESVIO
GRUPO ATRIBUTO %
PADRÃO
56.21%
PERSUASÃO 54,20% 2,44%
4º Quartil IMPARCIALIDADE 48,12% 5,14%
DISCRIÇÃO 36,52% 2,63%
TABELA 34: análise dos resultados do salto. Fonte: Confecção do autor.

100,00% 99,13% 98,55% 98,55%


96,52% ATRIBUTOS DO 1º QUARTIL
94,78%
92,17% 91,88% 91,59%
91,30%
89,86%
90,00%

80,00%
L

DE
DE

ÃO
ÃO
EM

DE
ÇA

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CI

A
A

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G

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AP
FL
M

R
AU

AD
ÍB
CO

IL
U
EQ

GRÁFICO 5: percentuais dos resultados do salto no 1º quartil. Fonte: Confecção do autor.

90,00%
86,96% ATRIBUTOS DO 2º QUARTIL
84,64%
83,77%

80,87%
80,00% 79,42%
80,00% 79,13% 78,55%
77,39% 77,10%76,81%

70,00%
E
DE

ÃO
E

A
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OB
M

SE
ET
CO

GRÁFICO 6: percentuais dos resultados do salto no 2º quartil. Fonte: Confecção do autor.


SO
CI
AB

30,00%
35,00%
40,00%
45,00%
50,00%
55,00%
60,00%
CR IL

50,00%
60,00%
70,00%
80,00%

I A ID A
OR TIV DE
GA ID 74,20%
NI A D
RE ZA E
SP LID ÇÃ 73,91%
O E
NS RA O
A NÇ 72,75%
B

54,20%
RU I LI A
D 72,46%

PERSUASÃO
AP STI A D
RE CI E
S E DA 71,59%
N D
CO C T E
M OO AÇ
UN P E ÃO
71,30%
I C RA
A 69,86%
BI ÇÃ
LI O
D 69,28%
DI AD
T R E
CA OLE EÇÃ 68,41%

48,12%
M RÂ O
AR N 68,12%
AD CI A
DI CI A G 67,83%

IMPARCIALIDADE
SC VI EM
IP LI
LI D 67,25%
N COE A
A D
I N RÊ E
TE NC 66,09%
L I
SO EC A
BR U T 64,35%
IE AL
D 63,48%
AD

36,52%
AB T E
59,71%

DISCRIÇÃO
NE AT
G O
AÇ 59,71%
ÃO
ATRIBUTOS DO 4º QUARTIL

GRÁFICO 8: percentuais dos resultados do salto no 4º quartil. Fonte: Confecção do autor.


GRÁFICO 7: percentuais dos resultados do salto no 3º quartil. Fonte: Confecção do autor.
ATRIBUTOS DO 3º QUARTIL

59,42%
A-31
A-32

EQUITAÇÃO MILITAR
DESVIO
GRUPO ATRIBUTO %
PADRÃO
CORAGEM 96,81% 2,31%
AUTOCONFIANÇA 94,20% 3,65%
INICIATIVA 94,20% 2,42%
PERSISTÊNCIA 93,62% 2,36%
1º Quartil EQUILÍBRIO EMOCIONAL 93,04% 0,08%
DECISÃO 91,88% 3,71%
FLEXIBILIDADE 90,72% 0,38%
ADAPTABILIDADE 90,14% 0,22%
DEDICAÇÃO 89,28% 1,28%
88.77%
COOPERAÇÃO 88,12% 2,86%
RESISTÊNCIA 88,12% 2,76%
DINAMISMO 87,25% 3,20%
CAMARADAGEM 86,67% 2,71%
COMBATIVIDADE 86,67% 6,47%
LIDERANÇA 86,67% 5,37%
2º Quartil
RUSTICIDADE 85,22% 4,10%
DISCIPLINA 84,64% 4,14%
RESPONSABILIDADE 84,64% 1,90%
ZELO 84,06% 5,86%
AUTOCRÍTICA 82,61% 0,58%
OBJETIVIDADE 82,61% 5,33%
MÉDIA = 80,72%
CRIATIVIDADE 80,29% 2,90%
ORGANIZAÇÃO 80,29% 3,00%
PREVISÃO 80,00% 1,64%
SENSIBILIDADE 80,00% 3,08%
APRESENTAÇÃO 79,71% 6,59%
PERSPICÁCIA 79,71% 5,20%
DIREÇÃO 78,84% 3,24%
COMUNICABILIDADE 76,81% 3,93%
COMPETITIVIDADE 76,52% 6,62%
3º Quartil
METICULOSIDADE 76,23% 2,63%
ABNEGAÇÃO 75,94% 3,35%
TOLERÂNCIA 75,94% 4,24%
DISCIPLINA INTELECTUAL 75,36% 2,05%
SOCIABILIDADE 74,49% 4,44%
CIVILIDADE 71,30% 3,39%
TATO 68,99% 4,52%
PERSUASÃO 68,12% 3,02%
SOBRIEDADE 66,38% 2,17%
COERÊNCIA 64,06% 3,13%
A-33

DESVIO
GRUPO ATRIBUTO %
PADRÃO
63.84%
IMPARCIALIDADE 53,33% 5,26%
4º Quartil
DISCRIÇÃO 46,96% 4,37%
TABELA 35: análise dos resultados da equitação militar. Fonte: Confecção do autor.

100,00%
96,81% ATRIBUTOS DO 1º QUARTIL
94,20% 94,20% 93,62%
93,04%
91,88%
90,72% 90,14%
89,28%
90,00%

80,00%

E
E
L
IA
VA

O
M

O
ÇA

AD
AD
NA

Ã
Ã
GE

NC
TI


N

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A
RS
O

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PT

D
OC

PE

FL
IO

DA
UT

A
ÍB
A

IL
U
EQ

GRÁFICO 9: percentuais dos resultados da equitação militar no 1º quartil.


Fonte: Confecção do autor.
88,12%

88,12%

90,00%
ATRIBUTOS DO 2º QUARTIL
87,25%

86,67%

86,67%

86,67%

85,22%

84,64%

84,64%

84,06%

85,00%
82,61%

82,61%

80,00%
DE

DE
A

E
O

E
A

LO

A
O

AD
CI


ÇÃ

IC
M

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GE

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A

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LI
RE

DI

NS
RU
CO

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OB
M

O
CA

CO

SP
RE

GRÁFICO 10: percentuais dos resultados da equitação militar no 2º quartil.


Fonte: Confecção do autor.
CR
IA

45,00%
50,00%
55,00%
OR TIV

60,00%
65,00%
70,00%
75,00%
80,00%
85,00%

GA ID
NI AD
ZA E
SE PR ÃO
Ç 80,29%
N EV
AP SIB I S 80,29%
RE IL ÃO
S E IDA
N
80,00%
PE TA D E
RS Ç 80,00%
CO PI ÃO

Fonte: Confecção do autor.


Fonte: Confecção do autor.
M C
UN D ÁC 79,71%
I

53,33%
CO I C RE A I
M A B ÇÃ 79,71%
P IL O
78,84%

IMPARCIALIDADE
M ETI ID
ET T A D
I C IVI E
U D 76,81%
LO A D
DI AB SI E
SC NE DA 76,52%
IP D
LI TO G A E
N 76,23%
A LER ÇÃO
IN Â
N 75,94%
SO TEL CI
CI EC A
AB T 75,94%
IL UA
CI IDA L
VI 75,36%
LI DE
DA 74,49%
D
PE TA E 71,30%

46,96%
RS T

GRÁFICO 12: percentuais dos resultados da equitação militar no 4º quartil.


GRÁFICO 11: percentuais dos resultados da equitação militar no 3º quartil.

DISCRIÇÃO
SO U A O
BR SÃ 68,99%
I O
C O ED
ER D A 68,12%
ÊN E
CI 66,38%
ATRIBUTOS DO 4º QUARTIL

A
ATRIBUTOS DO 3º QUARTIL

64,06%
A-34
ANEXO J

ESCOLA DE SARGENTOS DAS ARMAS

CURSO DE INFANTARIA

DOCUMENTO DE CURRÍCULO
ELABORADO EM 2000
(ATUALIZADO EM 17 DE SET DE 2003)

Aprovado pelo BI Nr 14-DEP, de 15 de Fev de 2001.

1. DURAÇÃO DO CURSO: 43 (quarenta e três) semanas (1720 horas)

2. OBJETIVOS GERAIS DO CURSO:

a. Habilitar o aluno para os cargos sargento não aperfeiçoado, capacitando-o a:


1) desempenhar as principais funções e atividades operacionais de guerra e não guerra,
administrativas e da justiça militar previstas para sua Qualificação Militar, nas graduações de sargento
não aperfeiçoado.
2) atuar como instrutor e monitor.
3) comandar ou chefiar as frações de tropa compatíveis a sua graduação e correspondentes a sua
QMS.
4) valorizar a importância de participar, no contexto da Força como “Elo Fundamental entre o
comando e a Tropa”.
5) conscientizar-se da importância do culto da memória, tradição e valores militares, na sua
formação profissional, valorizando o Exército, no contexto da sociedade brasileira, ao longo da
História do Brasil.
6) interessar-se pelo seu constante aprimoramento técnico-profissional, buscando o auto-
aperfeiçoamento contínuo.

b. Evidenciar os seguintes atributos da área afetiva: Abnegação, adaptabilidade, apresentação,


autocrítica, combatividade, comunicabilidade, cooperação, coragem, criatividade, decisão, dedicação,
dinamismo, direção, disciplina, disciplina intelectual, discrição, equilíbrio emocional, flexibilidade,
iniciativa, liderança, meticulosidade, objetividade, persistência, persuasão, previsão, responsabilidade,
resistência, rusticidade, sensibilidade, tato, tolerância e zelo.
A-36

3. GRADE CURRICULAR

a. Período Básico (13 semanas – 520 horas)

CARGA
ATIVIDADES HORÁRIA
Diurna Noturna
Bás100- Armamento, Munição e Tiro 81 09
Bás101-.Instrução Geral I 70 -
DISCIPLINAS
Bás102- Instrução Individual Básica 157 50
CURRICULARES
Bás103- Topografia de Campanha 48 17
Bás104- Treinamento Físico Militar 40 -
SOMA 396 76
COMPLEMENTAÇÃO
DO Palestra 14 -
ENSINO
SOMA 14 -
TOTAL 410 76

b. Período de Qualificação (30 semanas – 1200 horas)

CARGA
ATIVIDADES HORÁRIA
Diurna Noturna
DC 1 Treinamento Físico Militar 84 -
D C
DC 2 Instrução Geral II 120 06
I U
S R DC 3 Comando, Chefia e Liderança 20 -
C R DC 4 – História Militar 30 -
I I DC 5 – Informática 37 -
P C DC 6 Ciências Gerenciais 20 -
L U Inf 100 – Organização e Emprego da Infantaria
I L 212 48
Motorizada
N A
Inf 101 – Operações de Garantia da Lei e da
A R 96 20
Ordem
S E
S Inf 102 – Instrução Peculiar 117 08
Inf 103 – Armamento, Munição e Tiro 129 12
SOMA 865 94
1) Assuntos da Atualidade 08 -
2) Palestra 08 -
COMPLEMENTAÇÃO 3) Olimpíadas 40 -
DO ENSINO 4) Projeto Interdisciplinar 24 16
5) Programa de Leitura 02 -
SOMA 82 16
TOTAL 947 110

4. OBJETIVOS PARTICULARES DE CADA DISCIPLINA NO CURSO

a. Período Básico
1) Armamento Munição e Tiro
a) Identificar as principais armas em uso no Exército.
A-37

b) Executar o tiro básico de instrução com o armamento individual.


c) Identificar os tipos de munição e granadas.
d) Realizar o lançamento de granadas de mão e de bocal.
e) Evidenciar a capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática e eficiente
(organização).
f) Evidenciar a capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade (zelo).
g) Evidenciar a capacidade de cumprir suas atribuições assumindo e enfrentando as
conseqüências de suas atitudes e decisões (responsabilidade).

2) Instrução Geral I
a) Identificar os regulamentos básicos do Exército e suas aplicações.
b) Aplicar os sinais de respeito utilizados nas Forças Armadas.
c) Executar os serviços internos e externos.
d) Identificar a organização e missão do Exército.
e) Elaborar documentos militares.
f) Executar de instruções de ordem unida.
g) Evidenciar a capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões
militares (apresentação).
h) Evidenciar a capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que regem a
Instituição (disciplina).

3) Instrução Individual Básica


a) Executar os primeiros socorros.
b) Aplicar técnicas individuais de combate.
c) Identificar as medidas de segurança na instrução.
d) Atuar em ambiente QBN.
e) Realizar marchas a pé.
f) Realizar estacionamentos.
g) Empregar o material de comunicações em uso comum no Exército.

h) Empregar minas, armadilhas e explosivos.


i) Evidenciar a segurança e convicção em suas atitudes, nas diferentes circunstâncias
(autoconfiança).
j) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).
k) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência (resistência).
A-38

l) Evidenciar a capacidade de controlar as próprias reações para continuar a agir,


apropriadamente, nas diferentes situações (equilíbrio emocional).

4) Topografia de Campanha
a) Realizar a leitura e locação de pontos nas cartas.
b) Utilizar os processos de orientação no terreno.
c) Evidenciar a capacidade de suportar pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos (resistência).
d) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).

5) Treinamento Físico Militar


a) Realizar sessões de Treinamento Físico de acordo com as normas em uso no Exército.
b) Executar os Testes de Avaliação Física com aproveitamento.
c) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência (resistência).
d) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuamente a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).

b. Período de Qualificação

1) Treinamento Físico Militar


a) Evidenciar as seguintes qualidades físicas: resistência aeróbica. coordenação,
flexibilidade, resistência aeróbica localizada, resistência anaeróbica, resistência anaeróbica localizada,
agilidade, equilíbrio e força.
b) Atuar como guia em uma sessão de Treinamento Físico.
c) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência (resistência)
d) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).

2) Instrução Geral II
a) Comandar pequenas frações.
b) Executar a função de monitor e Instrutor de uma sessão de instrução de acordo com o
SIMEB.
c) Reconhecer as atividades gerais de caráter administrativo, de inteligência militar e da
justiça militar.
d) Realizar as instruções de tiro previstas na IGTAEx para sua QMS.
e) Exercer a função de auxiliar na instrução de tiro.
f) Evidenciar a capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões
militares (apresentação).
A-39

g) Evidenciar a capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que regem


a Instituição (disciplina).
h) Evidenciar a capacidade de controlar as próprias ações, para continuar a agir,
apropriadamente, nas diferentes situações (equilíbrio emocional).

3) Comando, Chefia e Liderança


a) Reconhecer os atributos do líder e do chefe.
b) Caracterizar chefia e liderança.
c) Distinguir as atitudes favoráveis e necessárias ao exercício das funções de
assessoramento e chefia
d) Valorizar a importância da liderança para o chefe militar.

4) História Militar
a) Identificar a participação do EB nos principais conflitos internos e externos.
b) Executar trabalhos de fichamento da bibliografia histórica com base na metodologia
vigente.
c) Identificar a atuação dos principais chefes militares durante dos conflitos internos e
externos.
d) Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém e/ou de
uma equipe (cooperação).
e) Evidenciar a capacidade de realizar, espontaneamente, atividades com empenho e
entusiasmo (dedicação).

5) Informática
a) Empregar a terminologia utilizada em informática.
b) Praticar comandos do sistema Operacional.
c) Utilizar Programas aplicativos.

d) Utilizar serviços de Internet.


e) Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém
e/ou de uma equipe (cooperação).

6) Ciências Gerenciais
a) Empregar os princípios estabelecidos no Programa de Excelência Gerencial do EB (PEG -
EB).
b) Empregar os princípios de administração e excelência gerencial no âmbito do pequeno
escalão.
c) Gerenciar projetos de excelência gerencial no âmbito do pequeno escalão.
d) Evidenciar a capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática e eficiente.
(ORGANIZAÇÃO)

7) Organização e Emprego da Infantaria Motorizada

a) Citar as características e as missões das Armas, Quadros e Serviços.


A-40

b) Citar características, organização e missões da Arma de Infantaria.

c) Citar as características e emprego das frações elementares da Arma de Infantaria, nas


operações de combate.

d) Integrar frações elementares de Infantaria em situações de combate Of/Def, através de


execução de exercício no terreno, dentro de uma situação tática com emprego de frações constituídas,
aplicando os conhecimentos doutrinários as técnicas e os procedimentos referente ao combate.

e) Evidenciar a capacidade de conduzir e coordenar grupos e/ou pessoas, na consecução de


determinado objetivo. (DIREÇÃO)
f) Evidenciar a capacidade de dirigir, orientar e propiciar modificações nas atitudes dos
membros de um grupo, visando atingir os propósitos da Instituição. (LIDERANÇA)

g) Evidenciar a capacidade de adaptar-se a situações de restrição e/ou privação, mantendo a


eficiência. (RUSTICIDADE)
h) Evidenciar a capacidade de controlar as próprias reações para continuar a agir,
apropriadamente, nas diferentes situações. (EQUILÍBRIO EMOCIONAL)
i) Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém e/ou de
uma equipe. (COOPERAÇÃO)
j) Evidenciar a capacidade para agir, de forma adequada e oportuna, sem depender de ordem
ou decisão superior. (INICIATIVA)
k) Evidenciar a capacidade de optar pela alternativa mais adequada, em tempo útil e com
convicção. (DECISÃO)
l) Evidenciar a capacidade de realizar, espontaneamente, atividades com empenho e
entusiasmo. (DEDICAÇÃO)
m) Evidenciar a capacidade de reformular planejamentos e comportamentos, com prontidão,
diante de novas exigências. (FLEXIBILIDADE)
n) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldade encontradas. (PERSISTÊNCIA)
o) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforço físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência. (RESISTÊNCIA)
p) Evidenciar a capacidade de adotar e defender a decisão superior e/ou do grupo mesmo
tendo opinado em contrário. (DISCIPLINA INTELECTUAL)
q) Evidenciar a capacidade de destacar o fundamental do supérfluo para a realização de uma
tarefa ou solução de um problema. ( OBJETIVIDADE )
r) Evidenciar a capacidade de relacionar-se com os outros por meio de idéias e ações.
(COMUNICABILIDADE)
A-41

s) Evidenciar a capacidade de convencer pessoas a adotarem idéias ou atitudes que sugere.


(PERSUASÃO)
t) Evidenciar a capacidade de avaliar as próprias potencialidades e limitações frente à idéias,
sentimentos e/ou ações. (AUTOCRÍTICA)
u) Evidenciar a capacidade de renunciar aos interesses pessoais em favor da Instituição,
grupos ou pessoas. (ABNEGAÇÃO)

v) Evidenciar a capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões


militares. (APRESENTAÇÃO)
x) Evidenciar a capacidade de atuar ativamente com intenção determinada. (DINAMISMO)
y) Evidenciar a capacidade de lidar com as pessoas sem ferir suscetibilidades. (TATO)
Z) Evidenciar a capacidade de lutar, sem esmorecer, pelas idéias e causas, em que acredita
ou por aqueles sob sua responsabilidade. (COMBATIVIDADE)

8) Operações de Garantia da Lei e da Ordem


a) Empregar pequenas frações de infantaria em Operações de Garantia da Lei e da Ordem em
ambiente urbano e rural.

b) Empregar pequenas frações de infantaria em missões de patrulha de reconhecimento e


combate.

c) Evidenciar a capacidade de conduzir e coordenar grupos e/ou pessoas, na consecução de


determinado objetivo. (DIREÇÃO)

d) Evidenciar a capacidade de dirigir, orientar e propiciar modificações nas atitudes dos


membros de um grupo, visando atingir os propósitos da Instituição. (LIDERANÇA)

e) Evidenciar a capacidade de adaptar-se a situações de restrição e/ou privação, mantendo a


eficiência. (RUSTICIDADE)

f) Evidenciar a capacidade de controlar as próprias reações para continuar a agir,


apropriadamente, nas diferentes situações. (EQUILÍBRIO EMOCIONAL)
g) Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém e/ou de
uma equipe. (COOPERAÇÃO)
h) Evidenciar a capacidade para agir, de forma adequada e oportuna, sem depender de ordem
ou decisão superior. (INICIATIVA)
i) Evidenciar a capacidade de optar pela alternativa mais adequada, em tempo útil e com
convicção. (DECISÃO)

j) Evidenciar a capacidade de realizar, espontaneamente, atividades com empenho e


entusiasmo. (DEDICAÇÃO)
A-42

k) Evidenciar a capacidade de produzir novos dados, idéias e/ou realizar combinações


originais, na busca de uma solução eficiente e eficaz. (CRIATIVIDADE)
l) Evidenciar a capacidade de cumprir suas atribuições assumindo e enfrentando as
conseqüências de suas atitudes. (RESPONSABILIDADE)
m) Evidenciar a capacidade de antecipar-se aos fatos e situações, antevendo alternativas
viáveis, de modo a evitar e/ou eliminar possíveis falhas na execução de uma tarefa. (PREVISÃO)
n) Evidenciar a capacidade de respeitar e conviver com idéias, atitudes e comportamentos
diferentes dos seus. (TOLERÂNCIA)
o) Evidenciar a capacidade de lidar com as pessoas sem ferir suscetibilidades. (TATO /
SENSIBILIDADE)
p) Evidenciar a capacidade de perceber e compreender o ambiente, as caraterísticas e
sentimentos de pessoas e/ou grupos, buscando atender a seus interesse e necessidades.
(SENSIBILIDADE)
q) Evidenciar a capacidade de avaliar as próprias potencialidades e limitações frente à idéias,
sentimentos e/ou ações. (AUTOCRÍTICA)

r) Evidenciar a capacidade de atuar ativamente com intenção determinada. ( DINAMISMO )

s) Evidenciar a capacidade de reformular planejamentos e comportamentos, com prontidão,


diante de novas exigências. (FLEXIBILIDADE)

t) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de executar uma


tarefa vencendo as dificuldade encontradas. (PERSISTÊNCIA)

u) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de


esforço físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência. (RESISTÊNCIA)

v) Evidenciar a capacidade de convencer pessoas a adotarem idéias ou atitudes que sugere.


(PERSUASÃO)

w) Evidenciar a capacidade de adotar e defender a decisão superior e/ou do grupo mesmo


tendo opinado em contrário. (DISCIPLINA INTELECTUAL)

x). Evidenciar a capacidade de destacar o fundamental do supérfluo para a realização de uma


tarefa ou solução de um problema. (OBJETIVIDADE )

9) Instrução Peculiar
a) Empregar os sistemas de comunicação físico e rádio das OM de Infantaria.

b) Empregar as medidas de segurança no sistema de comunicação físico e rádio das OM de


Infantaria.

c) Integrar as frações elementares de Infantaria dentro do conjunto de exercícios que


objetivam o desenvolvimento de técnicas e procedimentos necessários à execução do combate.
A-43

d) Utilizar abrigos, espaldões e empregar obstáculos de arame farpado.

e) Instalar um posto de observação.

f) Operar um posto de observação.

g) Realizar o estudo topográfico do terreno.

h) Empregar minas e material explosivo.

i) Evidenciar a capacidade para agir de forma firme e destemida, diante de situações difíceis
e perigosas, seguindo as normas de segurança (CORAGEM)

j) Evidenciar a capacidade de adaptar-se a situações de restrição e/ou privação, mantendo a


eficiência. (RUSTICIDADE)
k) Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém e/ou de
uma equipe. (COOPERAÇÃO)

l) Evidenciar a capacidade para agir, de forma adequada e oportuna, sem depender de ordem
ou decisão superior. (INICIATIVA)
m) Evidenciar a capacidade de realizar, espontaneamente, atividades com empenho e
entusiasmo. (DEDICAÇÃO)

n) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de


esforço físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência. (RESISTÊNCIA)

o) Evidenciar a capacidade de atuar ativamente com intenção determinada. (DINAMISMO /


DISCRIÇÃO)
p) Evidenciar a capacidade de manter reserva sobre fatos de seu conhecimento que não
devam ser divulgados. (DISCRIÇÃO)

10) Armamento, Munição e Tiro


a) Comandar as frações elementares de Infantaria dentro do conjunto de exercícios que
objetivam o desenvolvimento de técnicas e procedimentos necessários à execução do combate.
b) Identificar as características e emprego do armamento orgânico das OM de Infantaria
c) Executar os tiros de instrução com o armamento orgânico das OM de Infantaria.
d) Realizar a manutenção prevista do armamento orgânico das OM de Infantaria.
e) Auxiliar no preparo e execução do tiro da tropa.
f) Evidenciar a capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade. (ZELO)
g) Evidenciar a capacidade de conduzir e coordenar grupos e/ou pessoas, na consecução de
determinado objetivo. (DIREÇÃO)
h) Evidenciar a capacidade de controlar as próprias reações para continuar a agir,
apropriadamente, nas diferentes situações. (EQUILÍBRIO EMOCIONAL)
A-44

i) Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém e/ou de


uma equipe. (COOPERAÇÃO)
j) Evidenciar a capacidade de realizar, atividades com empenho e entusiasmo.
(DEDICAÇÃO)
k) Evidenciar a capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que regem a
instituição (DISCIPLINA)
l) Evidenciar a capacidade de reformular planejamentos e comportamentos, com prontidão,
diante de novas exigências (FLEXIBILIDADE)
m) Evidenciar a capacidade de agir atendo-se a detalhes significativos.
(METICULOSIDADE)
n) Evidenciar a capacidade de se ajustar apropriadamente às mudanças de situação.
(ADAPTABILIDADE)

5. GRADE DE AVALIAÇÃO

a. Período Básico

ÁREAS COGNITIVA / PSICOMOTORA


INSTRUMENTOS
DISCIPLINAS INTEGRANTES PESO
DE AVALIAÇÃO
Instrução Geral I 01 Prova 1,0
Topografia de Campanha 02 Provas 1,0
Armamento, Munição e Tiro 02 Provas 1,0
Instrução Individual Básica 02 Provas 1,0
PERCENTUAL 100%
A-45

b. Período de Qualificação

ÁREAS COGNITIVA / PSICOMOTORA


INSTRUMENTOS
DISCIPLINAS INTEGRANTES PESO
DE AVALIAÇÃO
DC 1 – Treinamento Físico Militar 02 Provas 1,0
DC 2 – Instrução Geral II 01 Prova 1,0
DC 3 – Comando, Chefia e Liderança - -
DC 4 – História Militar - -
DC 5 – Informática - -
DC 6 Ciências Gerenciais - -
Inf 100 – Organização e Emprego da Infantaria
02 Provas 1,0
Motorizada
Inf 101 – Operações de Garantia da Lei e da
01 Prova 1,0
Ordem
Inf 102 – Instrução Peculiar 01 Prova 1,0
Inf 103 – Armamento, Munição e Tiro 02 Provas 1,0
PROJETO INTERDISCIPLINAR 1,5
PERCENTUAL 90%
ÁREA AFETIVA
ATRIBUTOS CONSTANTES DA ESCALA DE AVALIAÇÃO
Apresentação
Cooperação
Dedicação
Direção
Disciplina
Equilíbrio Emocional
Iniciativa
Persistência
Resistência
Rusticidade
PERCENTUAL 10%
A-46

ESCOLA DE SARGENTOS DAS ARMAS

CURSO DE CAVALARIA

DOCUMENTO DE CURRÍCULO
ELABORADO EM 2000
(ATUALIZADO EM 17 DE SET DE 2003)

Aprovado pelo BI Nr 14-DEP, de 15 de Fev de 2001.

1. DURAÇÃO DO CURSO: 43 (quarenta e três) semanas (1720 horas)

2. OBJETIVOS GERAIS DO CURSO:

a. Habilitar o aluno para os cargos sargento não aperfeiçoado, capacitando-o a:


1) desempenhar as principais funções e atividades operacionais de guerra e não guerra,
administrativas e da justiça militar previstas para sua Qualificação Militar, nas graduações de sargento
não aperfeiçoado.
2) atuar como instrutor e monitor.
3) comandar ou chefiar as frações de tropa compatíveis a sua graduação e correspondentes a sua
QMS.
4) valorizar a importância de participar, no contexto da Força como “Elo Fundamental entre o
comando e a Tropa”.
5) conscientizar-se da importância do culto da memória, tradição e valores militares, na sua
formação profissional, valorizando o Exército, no contexto da sociedade brasileira, ao longo da
História do Brasil.
6) interessar-se pelo seu constante aprimoramento técnico-profissional, buscando o auto-
aperfeiçoamento contínuo.

b. Evidenciar os seguintes atributos da área afetiva: Abnegação, adaptabilidade, apresentação,


autoconfiança, autocrítica, combatividade, comunicabilidade, cooperação, coragem, criatividade,
dedicação, direção, disciplina, disciplina intelectual, discrição, equilíbrio emocional, flexibilidade,
iniciativa, liderança, meticulosidade, objetividade, organização, persistência, persuasão, previsão,
responsabilidade, resistência, sensibilidade, tato, tolerância e zelo.

3. GRADE CURRICULAR

a. Período Básico (13 semanas – 520 horas)


A-47

CARGA
ATIVIDADES HORÁRIA
Diurna Noturna
Bás 100- Armamento, Munição e Tiro 81 09
Bás 101-.Instrução Geral I 70 -
DISCIPLINAS
Bás 102- Instrução Individual Básica 157 50
CURRICULARES
Bás 103- Topografia de Campanha 48 17
Bás 104- Treinamento Físico Militar 40 -
SOMA 396 76
COMPLEMENTAÇÃ
O
Palestra 14 -
DO
ENSINO
SOMA 410 -
TOTAL 410 76

b. Período de Qualificação (30 semanas – 1200 horas)

CARGA
ATIVIDADES HORÁRIA
Diurna Noturna
DC 1 - Treinamento Físico Militar 84 -

D C DC 2 - Instrução Geral II 120 06


I U
S R DC 3 - Comando, Chefia e Liderança 20 -
C R
I I DC 4 – História Militar 30 -
P C
L U DC 5 – Informática
I L 37 -
N A
A R DC 6 Ciências Gerenciais 20 -
S E
S Cav 100 – Cavalaria Mecanizada e Blindada 350 92

Cav 101 – Material Bélico 204 12


SOMA 865 110
1) Assuntos da Atualidade 08 -
2) Palestra 08 -
COMPLEMENTAÇÃ 3) Olimpíadas 40 -
O 4) Projeto Interdisciplinar 24 16
DO ENSINO 5) Programa de Leitura 02 -

SOMA 82 16
TOTAL 947 126

4. OBJETIVOS PARTICULARES DE CADA DISCIPLINA NO CURSO

a. Período Básico
1) Armamento Munição e Tiro
A-48

h) Identificar as principais armas em uso no Exército.


i) Executar o tiro básico de instrução com o armamento individual.
j) Identificar os tipos de munição e granadas.
k) Realizar o lançamento de granadas de mão e de bocal.
l) Evidenciar a capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática e eficiente
(organização).
m) Evidenciar a capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade (zelo).
n) Evidenciar a capacidade de cumprir suas atribuições assumindo e enfrentando as
conseqüências de suas atitudes e decisões (responsabilidade).

2) Instrução Geral I
i) Identificar os regulamentos básicos do Exército e suas aplicações.
j) Aplicar os sinais de respeito utilizados nas Forças Armadas.
k) Executar os serviços internos e externos.
l) Identificar a organização e missão do Exército.
m) Elaborar documentos militares.
n) Executar de instruções de ordem unida.
o) Evidenciar a capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões
militares (apresentação).
p) Evidenciar a capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que regem a
Instituição (disciplina).

3) Instrução Individual Básica


m) Executar os primeiros socorros.
n) Aplicar técnicas individuais de combate.
o) Identificar as medidas de segurança na instrução.
p) Atuar em ambiente QBN.
q) Realizar marchas a pé.
r) Realizar estacionamentos.
s) Empregar o material de comunicações em uso comum no Exército.

t) Empregar minas, armadilhas e explosivos.


u) Evidenciar a segurança e convicção em suas atitudes, nas diferentes circunstâncias
(autoconfiança).
v) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).
w) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência (resistência).
A-49

x) Evidenciar a capacidade de controlar as próprias reações para continuar a agir,


apropriadamente, nas diferentes situações (equilíbrio emocional).

4) Topografia de Campanha
e) Realizar a leitura e locação de pontos nas cartas.
f) Utilizar os processos de orientação no terreno.
g) Evidenciar a capacidade de suportar pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos (resistência).
h) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).

5) Treinamento Físico Militar


e) Realizar sessões de Treinamento Físico de acordo com as normas em uso no Exército.
f) Executar os Testes de Avaliação Física com aproveitamento.
g) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência (resistência).
h) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuamente a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).

b. Período de Qualificação

1) Treinamento Físico Militar


e) Evidenciar as seguintes qualidades físicas: resistência aeróbica. coordenação,
flexibilidade, resistência aeróbica localizada, resistência anaeróbica, resistência anaeróbica localizada,
agilidade, equilíbrio e força.
f) Atuar como guia em uma sessão de Treinamento Físico.
g) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência (resistência)
h) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).

2) Instrução Geral II
i) Comandar pequenas frações.
j) Executar a função de monitor e Instrutor de uma sessão de instrução de acordo com o
SIMEB.
k) Reconhecer as atividades gerais de caráter administrativo, de inteligência militar e da
justiça militar.
l) Realizar as instruções de tiro previstas na IGTAEx para sua QMS.
m) Exercer a função de auxiliar na instrução de tiro.
n) Evidenciar a capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões
militares (apresentação).
A-50

o) Evidenciar a capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que regem


a Instituição (disciplina).
p) Evidenciar a capacidade de controlar as próprias ações, para continuar a agir,
apropriadamente, nas diferentes situações (equilíbrio emocional).

3) Comando, Chefia e Liderança


e) Reconhecer os atributos do líder e do chefe.
f) Caracterizar chefia e liderança.
g) Distinguir as atitudes favoráveis e necessárias ao exercício das funções de
assessoramento e chefia
h) Valorizar a importância da liderança para o chefe militar.

4) História Militar
f) Identificar a participação do EB nos principais conflitos internos e externos.
g) Executar trabalhos de fichamento da bibliografia histórica com base na metodologia
vigente.
h) Identificar a atuação dos principais chefes militares durante dos conflitos internos e
externos.
i) Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém e/ou de
uma equipe (cooperação).
j) Evidenciar a capacidade de realizar, espontaneamente, atividades com empenho e
entusiasmo (dedicação).

5) Informática
f) Empregar a terminologia utilizada em informática.
g) Praticar comandos do sistema Operacional.
h) Utilizar Programas aplicativos.

i) Utilizar serviços de Internet.


j) Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém
e/ou de uma equipe (cooperação).

6) Ciências Gerenciais
a) Empregar os princípios estabelecidos no Programa de Excelência Gerencial do EB (PEG -
EB).
b) Empregar os princípios de administração e excelência gerencial no âmbito do pequeno
escalão.
c) Gerenciar projetos de excelência gerencial no âmbito do pequeno escalão.
d) Evidenciar a capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática e eficiente.
(ORGANIZAÇÃO)

7) Cavalaria Mecanizada e Blindada


a) Descrever as características, organização, missões e emprego da Cavalaria Mecanizada e de
suas unidades, subunidades e pelotões.
A-51

b) Integrar frações elementares de Cavalaria Mecanizada e Blindada em situações de


combate, através da execução de exercícios no terreno, dentro de uma situação tática que permita o
emprego de frações constituídas.
c) Descrever as técnicas e procedimentos das frações elementares de Cavalaria Mecanizada e
Blindada na execução do combate.
d) Integrar as frações elementares de Cavalaria Mecanizada e Blindada nos exercícios de
maneabilidade.
e) Explorar redes rádio.
f) Empregar as medidas de segurança das comunicações.
g) Realizar o estudo topográfico do terreno.
h) Executar missões integrando equipes de navegação em operações de não-guerra e
complementares no Brasil e no Exterior.
i) Executar missões integrando frações elementares em Operação de Defesa Interna.
j) Valorizar as qualidades de Chefia e Liderança e a capacidade de decisão do Cmt de fração.
k) Empregar as normas de comando no planejamento de missões de patrulha.
l) Executar missões integrando patrulhas de reconhecimento e de combate.
m) Empregar os princípios da equitação elementar.
n) Evidenciar a capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões
militares. (apresentação)
o) Evidenciar a capacidade de demonstrar segurança e convicção em suas atitudes, nas
diferentes circunstâncias. (autoconfiança)
p) Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém e/ou de
uma equipe. (cooperação)
q) Evidenciar a capacidade para agir, de forma firme e destemida, diante de situações difíceis
e perigosas, seguindo as normas de segurança. (coragem)
r) Evidenciar a capacidade de produzir novos dados, idéias e/ou realizar combinações
originais, na busca de uma solução eficiente e eficaz. (criatividade)
s) Evidenciar a capacidade de realizar, espontaneamente, atividades com empenho e
entusiasmo. (dedicação)
t) Evidenciar a capacidade de conduzir e coordenar grupos e/ou pessoas, na consecução de
determinado objetivo. (direção)
u) Evidenciar a capacidade de controlar as próprias reações para continuar a agir,
apropriadamente, nas diferentes situações. (equilíbrio emocional)
v) Evidenciar a capacidade de reformular planejamentos e comportamentos, com prontidão,
diante de novas exigências. (flexibilidade)
w) Evidenciar a capacidade para agir, de forma adequada e oportuna, sem depender de
ordem ou decisão superior. (iniciativa)
x) Evidenciar a capacidade de dirigir, orientar e propiciar modificações nas atitudes dos
membros do grupo, visando atingir os propósitos da Instituição. (liderança)
y) Evidenciar a capacidade de agir atendo-se a detalhes significativos. (meticulosidade)
A-52

z) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de executar uma


tarefa vencendo as dificuldades encontradas. (persistência)
aa) Evidenciar a capacidade de antecipar-se a fatos e situações, antevendo alternativas
viáveis, de modo a evitar e/ou eliminar possíveis falhas na execução de uma tarefa. (previsão)
ab) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência. (resistência)
ac) Evidenciar a capacidade de lidar com as pessoas sem ferir suscetibilidades. (tato)
ad) Evidenciar a capacidade de cuidar de bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade. (zelo)
ae) Evidenciar a capacidade de convencer as pessoas a adotarem as idéias ou atitudes que
sugere. (persuasão)
af) Evidenciar a capacidade de lutar, sem esmorecer, pelas idéias e causas em que acredita ou
por aquelas sob sua responsabilidade. (combatividade)
ag) Evidenciar a capacidade de renunciar aos interesses pessoais em favor da Instituição,
grupos e /ou pessoas. (abnegação)
ah) Evidenciar a capacidade de se ajustar apropriadamente às mudanças de situações.
(adaptabilidade)
ai) Evidenciar a capacidade de avaliar as próprias potencialidades e limitações frente a
idéias, sentimentos e / ou ações. (autocrítica)
aj) Evidenciar a capacidade de relacionar-se com outros por meio de idéias e ações.
(comunicabilidade)
ak) Evidenciar a capacidade de adotar e defender a decisão superior e/ou do grupo, mesmo
tendo opinado em contrário. (disciplina intelectual)
al) Evidenciar a capacidade de manter reserva sobre fatos de seu conhecimento que não
devam ser divulgados. (discrição)
am) Evidenciar a capacidade de destacar o fundamental do supérfluo para a realização de
uma tarefa ou solução de um problema. (objetividade)
an) Evidenciar a capacidade de perceber e compreender o ambiente, as características e
sentimentos das pessoas e/ou grupos, buscando atender aos seus interesses e necessidades.
(sensibilidade)
ao) Evidenciar a capacidade de respeitar e conviver com idéias, atitudes e comportamentos
diferentes dos seus. (tolerância)

8) Material Bélico
a)Executar os tiros de instrução com o armamento orgânico das OM de Cavalaria.
b) Auxiliar no preparo e na execução do tiro da tropa.
c) Executar destruições com o emprego de explosivos militares.
d)Valorizar os deveres do motorista e da guarnição na manutenção de primeiro escalão.
e)Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém e/ou de
uma equipe. (cooperação)
f)Evidenciar a capacidade para agir de forma firme e destemida, diante de situações difíceis e
perigosas, seguindo as normas de segurança. (coragem)
A-53

g)Evidenciar a capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que regem a


Instituição.(disciplina)
h)Evidenciar a capacidade de agir atendo-se a detalhes significativos.(meticulosidade)
i)Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas.(persistência)
j)Evidenciar a capacidade de cumprir suas atribuições assumindo e enfrentando as
conseqüências de suas atitudes e decisões. (responsabilidade)
k) Evidenciar a capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade. (zelo)

5. GRADE DE AVALIAÇÃO

a. Período Básico

ÁREAS COGNITIVA / PSICOMOTORA


INSTRUMENTOS
DISCIPLINAS INTEGRANTES PESO
DE AVALIAÇÃO
Instrução Geral I 01 Prova 1,0
Topografia de Campanha 02 Provas 1,0
Armamento, Munição e Tiro 02 Provas 1,0
Instrução Individual Básica 02 Provas 1,0
PERCENTUAL 100%

b. Período de Qualificação

ÁREAS COGNITIVA / PSICOMOTORA


INSTRUMENTOS
DISCIPLINAS INTEGRANTES PESO
DE AVALIAÇÃO
DC 1 – Treinamento Físico Militar 02 Provas 1,0
DC 2 – Instrução Geral II 01 Prova 1,0
DC 3 – Comando, Chefia e Liderança - -
DC 4 – História Militar - -
DC 5 – Informática - -
DC 6 Ciências Gerenciais - -
Cav 100 – Cavalaria Mecanizada e Blindada 05 Provas 1,0
Cav 101 – Material Bélico 05 Provas 1,0
PROJETO INTERDISCIPLINAR 1,5
PERCENTUAL 90%
A-54

ÁREA AFETIVA
ATRIBUTOS CONSTANTES DA ESCALA DE AVALIAÇÃO
Apresentação
Cooperação
Dedicação
Equilíbrio Emocional
Disciplina
Persistência
Resistência
Direção
Iniciativa
Responsabilidade
PERCENTUAL 10%
A-55

ESCOLA DE SARGENTOS DAS ARMAS

CURSO DE ARTILHARIA

DOCUMENTO DE CURRÍCULO
ELABORADO EM 2000
(ATUALIZADO EM 17 DE SET DE 2003)

Aprovado pelo BI Nr 14-DEP, de 15 de Fev de 2001.

1. DURAÇÃO DO CURSO: 43 (quarenta e três) semanas (1720 horas)

2. OBJETIVOS GERAIS DO CURSO:

a. Habilitar o aluno para os cargos sargento não aperfeiçoado, capacitando-o a:


1) desempenhar as principais funções e atividades operacionais de guerra e não guerra,
administrativas e da justiça militar previstas para sua Qualificação Militar, nas graduações de sargento
não aperfeiçoado.
2) atuar como instrutor e monitor.
3) comandar ou chefiar as frações de tropa compatíveis a sua graduação e correspondentes a sua
QMS.
4) valorizar a importância de participar, no contexto da Força como “Elo Fundamental entre o
Comando e a Tropa”.
5) conscientizar-se da importância do culto da memória, tradição e valores militares, na sua
formação profissional, valorizando o Exército, no contexto da sociedade brasileira, ao longo da
História do Brasil.
6) interessar-se pelo seu constante aprimoramento técnico-profissional, buscando o auto-
aperfeiçoamento contínuo.

b. Evidenciar os seguintes atributos da área afetiva: Abnegação, adaptabilidade, apresentação,


autoconfiança, autocrítica, combatividade, comunicabilidade, cooperação, coragem, criatividade,
decisão, dedicação, direção, disciplina, disciplina intelectual, discrição, equilíbrio emocional,
flexibilidade, iniciativa, liderança, meticulosidade, objetividade, organização, persistência, persuasão,
previsão, responsabilidade, resistência, sensibilidade, tato, tolerância e zelo.
A-56

3. GRADE CURRICULAR
a. Período Básico (13 semanas – 520 horas)

CARGA
ATIVIDADES HORÁRIA
Diurna Noturna
Bás 100 Armamento, Munição e Tiro 81 09
Bás 101 Instrução Geral I 70 -
DISCIPLINAS
Bás 102 Instrução Individual Básica 157 50
CURRICULARES
Bás 103 Topografia de Campanha 48 17
Bás 104 Treinamento Físico Militar 40 -
SOMA 396 76
COMPLEMENTAÇÃ
O
Palestra 14 -
DO
ENSINO
SOMA 14 -
TOTAL 410 76

b. Período de Qualificação (30 semanas – 1200 horas)

CARGA
ATIVIDADES HORÁRIA
Diurna Noturna
DC 1 Treinamento Físico Militar 84 -

DC 2 Instrução Geral II 120 06


D C
I U
DC 3 Comando, Chefia e Liderança 20 -
S R
C R
DC 4 – História Militar 30 -
I I
P C
DC 5 – Informática 37 -
L U
I L
DC 6 Ciências Gerenciais 20 -
N A
A R
S E Art 100 – Instrução Peculiar 97 32
S
Art 101 – Técnica de Artilharia 360 26

Art 102 – Material de Artilharia 97 -


SOMA 865 64
1) Assuntos da Atualidade 08 -
2) Palestra 08 -
COMPLEMENTAÇÃ 3) Olimpíadas 40 -
O 4) Projeto Interdisciplinar 24 16
DO ENSINO 5) Programa de Leitura 02 -

SOMA 82 16
TOTAL 947 80
A-57

4. OBJETIVOS PARTICULARES DE CADA DISCIPLINA NO CURSO

a. Período Básico
1) Armamento Munição e Tiro
o) Identificar as principais armas em uso no Exército.
p) Executar o tiro básico de instrução com o armamento individual.
q) Identificar os tipos de munição e granadas.
r) Realizar o lançamento de granadas de mão e de bocal.
s) Evidenciar a capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática e eficiente
(organização).
t) Evidenciar a capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade (zelo).
u) Evidenciar a capacidade de cumprir suas atribuições assumindo e enfrentando as
conseqüências de suas atitudes e decisões (responsabilidade).

2) Instrução Geral I
q) Identificar os regulamentos básicos do Exército e suas aplicações.
r) Aplicar os sinais de respeito utilizados nas Forças Armadas.
s) Executar os serviços internos e externos.
t) Identificar a organização e missão do Exército.
u) Elaborar documentos militares.
v) Executar de instruções de ordem unida.
w) Evidenciar a capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões
militares (apresentação).
x) Evidenciar a capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que regem a
Instituição (disciplina).

3) Instrução Individual Básica


y) Executar os primeiros socorros.
z) Aplicar técnicas individuais de combate.
aa) Identificar as medidas de segurança na instrução.
bb) Atuar em ambiente QBN.
cc) Realizar marchas a pé.
dd) Realizar estacionamentos.
ee) Empregar o material de comunicações em uso comum no Exército.
ff) Empregar minas, armadilhas e explosivos.
gg) Evidenciar a segurança e convicção em suas atitudes, nas diferentes circunstâncias
(autoconfiança).
hh) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de executar
uma tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).
A-58

ii) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência (resistência).
jj) Evidenciar a capacidade de controlar as próprias reações para continuar a agir,
apropriadamente, nas diferentes situações (equilíbrio emocional).

4) Topografia de Campanha
i) Realizar a leitura e locação de pontos nas cartas.
j) Utilizar os processos de orientação no terreno.
k) Evidenciar a capacidade de suportar pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos (resistência).
l) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).

5) Treinamento Físico Militar


i) Realizar sessões de Treinamento Físico de acordo com as normas em uso no Exército.
j) Executar os Testes de Avaliação Física com aproveitamento.
k) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência (resistência).
l) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuamente a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).

b. Período de Qualificação

1) Treinamento Físico Militar


i) Evidenciar as seguintes qualidades físicas: resistência aeróbica. coordenação,
flexibilidade, resistência aeróbica localizada, resistência anaeróbica, resistência anaeróbica localizada,
agilidade, equilíbrio e força.
j) Atuar como guia em uma sessão de Treinamento Físico.
k) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência (resistência)
l) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).

2) Instrução Geral II
q) Comandar pequenas frações.
r) Executar a função de monitor e Instrutor de uma sessão de instrução de acordo com o
SIMEB.
s) Reconhecer as atividades gerais de caráter administrativo, de inteligência militar e da
justiça militar.
t) Realizar as instruções de tiro previstas na IGTAEx para sua QMS.
u) Exercer a função de auxiliar na instrução de tiro.
v) Evidenciar a capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões
militares (apresentação).
w) Evidenciar a capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que regem
a Instituição (disciplina).
A-59

x) Evidenciar a capacidade de controlar as próprias ações, para continuar a agir,


apropriadamente, nas diferentes situações (equilíbrio emocional).

3) Comando, Chefia e Liderança


i) Reconhecer os atributos do líder e do chefe.
j) Caracterizar chefia e liderança.
k) Distinguir as atitudes favoráveis e necessárias ao exercício das funções de
assessoramento e chefia
l) Valorizar a importância da liderança para o chefe militar.

4) História Militar
k) Identificar a participação do EB nos principais conflitos internos e externos.
l) Executar trabalhos de fichamento da bibliografia histórica com base na metodologia
vigente.
m) Identificar a atuação dos principais chefes militares durante dos conflitos internos e
externos.
n) Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém e/ou de
uma equipe (cooperação).
o) Evidenciar a capacidade de realizar, espontaneamente, atividades com empenho e
entusiasmo (dedicação).

5) Informática
k) Empregar a terminologia utilizada em informática.
l) Praticar comandos do sistema Operacional.
m) Utilizar Programas aplicativos.
n) Utilizar serviços de Internet.
o) Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém
e/ou de uma equipe (cooperação).

6) Ciências Gerenciais
a) Empregar os princípios estabelecidos no Programa de Excelência Gerencial do EB (PEG -
EB).
b) Empregar os princípios de administração e excelência gerencial no âmbito do pequeno
escalão.
c) Gerenciar projetos de excelência gerencial no âmbito do pequeno escalão.
d) Evidenciar a capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática e eficiente.
(ORGANIZAÇÃO)

7) Instrução Peculiar
a) Descrever as missões das armas quadros e serviços em operações ofensivas e defensivas;
b)Citar os tipos de operações defensivas e ofensivas;
c) Utilizar as abreviaturas e símbolos militares;
d) Descrever as características e emprego das frações da Arma de Artilharia nos
reconhecimentos escolha e ocupação de posição (REOP);
A-60

e) Executar as tarefas atinentes ao Sgt não aperfeiçoado de artilharia nas diversas fases de
um REOP do GAC dotado com material 105mm M101 AR;
f) Executar missões integrando frações elementares em Operações de Defesa Interna.
g) Comandar frações elementares em Operações de Defesa Interna;
h) Evidenciar a capacidade de produzir novos dados, idéias e/ou realizar combinações
originais, na busca de uma solução eficiente e eficaz (Criatividade);
i) Evidenciar a capacidade de relacionar-se com outros por meio de idéias e ações
(Comunicabilidade);
j) Evidenciar a capacidade de realizar, espontaneamente, atividades com empenho e
entusiasmo (Dedicação);
k) Evidenciar a capacidade de conduzir e coordenar grupos e/ou pessoas, na consecução de
determinado objetivo (Direção);
l) Evidenciar a capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que regem a
Instituição (Disciplina);
m) Evidenciar a capacidade de dirigir, orientar e propiciar modificações nas atitudes dos
membros do grupo, visando atingir os propósitos da Instituição (Liderança);
n) Evidenciar a capacidade de convencer pessoas a adotarem idéias ou atitudes que sugere
(Persuasão);
o) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo eficiência (Resistência).

8) Técnica de Artilharia
a) Realizar levantamentos topográficos aplicados ao tiro de Artilharia, integrando equipes de
levantamento topográfico.
b) Executar os trabalhos afetos a uma C Tir/Gp.
c) Executar os trabalhos afetos a uma C Tir/Bia.
d) Utilizar o Sistema de Comunicações de um GAC.
e) Executar a exploração rádio e telefônica aplicada à execução do tiro de artilharia.
f) Executar as funções do CP e dos serventes durante as ações no tiro indireto e no tiro direto
com o Obus 105mm M101 AR.
g) Executar a pontaria de uma Linha de Fogo.
h) Executar as funções do CP e dos serventes em uma ocupação de posição de uma bateria
de obuses.
i) Evidenciar a capacidade de renunciar aos interesses pessoais em favor da Instituição,
grupos e/ou pessoas (Abnegação);
j) Evidenciar a capacidade de se ajustar apropriadamente as mudanças de
situações(Adaptabilidade);
k) Evidenciar a capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões
militares (Apresentação);
l) Evidenciar a capacidade de avaliar as próprias potencialidades e limitações frente à idéias,
sentimentos e/ ou ações(Autocrítica);
m) Evidenciar capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém e/ou de
uma equipe (Cooperação);
A-61

n) Evidenciar a capacidade de agir de forma firme e destemida, diante de situações difíceis e


perigosas, seguindo as normas de segurança (Coragem);
o) Evidenciar a capacidade de optar pela alternativa mais adequada, em tempo útil e com
convicção (Decisão);
p) Evidenciar a capacidade de realizar, espontaneamente, atividades com empenho e
entusiasmo (Dedicação);
q) Evidenciar a capacidade de conduzir e coordenar grupos na consecução de determinado
objetivo (Direção);
r) Evidenciar a capacidade de adotar e defender a decisão superior e / ou do grupo mesmo
tendo opinado em contrário (Disciplina Intelectual);
s) Evidenciar a capacidade de manter reserva sobre fatos de seu conhecimento que não
devam ser divulgados (Discrição);
t) Evidenciar a capacidade de reformular planejamentos e comportamentos com prontidão,
diante de novas exigências (Flexibilidade);
u) Evidenciar a capacidade para agir, de forma adequada e oportuna, sem depender de ordem
ou decisão superior (Iniciativa);
v) Evidenciar a capacidade de agir atendo-se a detalhes significativos (Meticulosidade);
w) Evidenciar a capacidade de destacar o fundamental do supérfluo para a realização de uma
tarefa ou solução de um problema (Objetividade);
x) Evidenciar a capacidade de desenvolver atividades de forma organizada e eficiente
(Organização);
y) Evidenciar a capacidade de dirigir, orientar e propiciar modificações nas atitudes dos
membros do grupo, visando atingir os propósitos da instituição (Liderança);
z) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuamente, a fim de executar uma
tarefa, vencendo as dificuldades encontradas (Persistência);
a1) Evidenciar a capacidade de antecipar-se a fatos e situações, antevendo alternativas
viáveis, de modo a evitar e/ou eliminar possíveis falhas na execução de uma tarefa (Previsão);
a2) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo eficiência (Resistência);
a3) Evidenciar a capacidade de cumprir suas atribuições assumindo e enfrentando as
conseqüências de suas atitudes e decisões (Responsabilidade);
a4) Evidenciar a capacidade de perceber e compreender o ambiente, as características e
sentimentos de pessoas e/ou grupos, buscando atender seus interesses e necessidades (Sensibilidade);
a5) Evidenciar a capacidade de lidar com as pessoas sem ferir suscetibilidades (Tato);
a6) Evidenciar a capacidade de respeitar e conviver com idéias, atitudes e comportamentos
diferentes dos seus (Tolerância);
a7) Evidenciar a capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade (Zelo).

9) Material de Artilharia
a) Identificar os tipos de munição do material 105mm M101.
b) Utilizar o dispositivo de treinamento 14.5mm.
c) Aplicar as regras de segurança no manuseio da munição 105 mm.
d) Escriturar a documentação prevista para controle e manutenção do material.
A-62

e) Evidenciar a capacidade de renunciar aos interesses pessoais em favor da Instituição,


grupos e/ou pessoas (Abnegação);
f) Evidenciar a capacidade de demonstrar segurança e convicção em suas atitudes, nas
diferentes circunstâncias (Autoconfiança);
g) Evidenciar a capacidade de lutar, sem esmorecer, pelas idéias e causas em que acredita ou
por aquelas sob sua responsabilidade (Combatividade);
h) Evidenciar a capacidade de contribuir espontâneamente para o trabalho de alguém e/ou de
uma equipe (Cooperação);
i) Evidenciar a capacidade de agir de forma firme e destemida diante de situações difíceis e
perigosas, seguindo as normas de segurança (Coragem);
j) Evidenciar a capacidade de optar pela alternativa mais adequada, em tempo útil e com
convicção (Decisão);
k) Evidenciar a capacidade de controlar as próprias reações para continuar a agir
apropriadamente, nas diferentes situações (Equilíbrio Emocional);
l) Evidenciar a capacidade de destacar o fundamental do supérfluo para a realização de uma
tarefa ou solução de um problema (Objetividade);
m) Evidenciar a capacidade d cumprir suas atribuições assumindo e enfrentando as
conseqüências de suas atitudes e decisões (Responsabilidade);
n) Evidenciar a capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade (Zelo).

5. GRADE DE AVALIAÇÃO

a. Período Básico
ÁREAS COGNITIVA / PSICOMOTORA
INSTRUMENTOS
DISCIPLINAS INTEGRANTES PESO
DE AVALIAÇÃO
Instrução Geral I 01 Prova 1,0
Topografia de Campanha 02 Provas 1,0
Armamento, Munição e Tiro 02 Provas 1,0
Instrução Individual Básica 02 Provas 1,0
PERCENTUAL 100%

b. Período de Qualificação
ÁREAS COGNITIVA / PSICOMOTORA
INSTRUMENTOS
DISCIPLINAS INTEGRANTES PESO
DE AVALIAÇÃO
DC 1 – Treinamento Físico Militar 02 Provas 1,0
DC 2 – Instrução Geral II 01 Prova 1,0
DC 3 – Comando, Chefia e Liderança - -
DC 4 – História Militar - -
DC 5 – Informática - -
DC 6 Ciências Gerenciais - -
Art 100 – Instrução Peculiar 01 Provas 1,0
Art 101 – Técnica de Artilharia 06 Provas 1,0
Art 102 – Material de Artilharia 01 Provas 1,0
PROJETO INTERDISCIPLINAR 1,5
PERCENTUAL 90%
A-63

ÁREA AFETIVA
ATRIBUTOS CONSTANTES DA ESCALA DE AVALIAÇÃO
Apresentação
Cooperação
Dedicação
Equilíbrio Emocional
Disciplina
Persistência
Resistência
Meticulosidade
Organização
Responsabilidade
PERCENTUAL 10%
A-64

ESCOLA DE SARGENTOS DAS ARMAS

CURSO DE ENGENHARIA

DOCUMENTO DE CURRÍCULO
ELABORADO EM 2000
(ATUALIZADO EM 17 DE SET DE 2003)

Aprovado pelo BI Nr 14-DEP, de 15 de Fev de 2001.

1. DURAÇÃO DO CURSO: 43 (quarenta e três) semanas (1720 horas)

2. OBJETIVOS GERAIS DO CURSO:

a. Habilitar o aluno para os cargos sargento não aperfeiçoado, capacitando-o a:


1) desempenhar as principais funções e atividades operacionais de guerra e não guerra,
administrativas e da justiça militar previstas para sua Qualificação Militar, nas graduações de sargento
não aperfeiçoado.
2) atuar como instrutor e monitor.
3) comandar ou chefiar as frações de tropa compatíveis a sua graduação e correspondentes a sua
QMS.
4) valorizar a importância de participar, no contexto da Força como “Elo Fundamental entre o
Comando e a Tropa”.
5) conscientizar-se da importância do culto da memória, tradição e valores militares, na sua
formação profissional, valorizando o Exército, no contexto da sociedade brasileira, ao longo da
História do Brasil.
6) interessar-se pelo seu constante aprimoramento técnico-profissional, buscando o auto-
aperfeiçoamento contínuo.

b. Evidenciar os seguintes atributos da área afetiva: Abnegação, adaptabilidade, apresentação,


autoconfiança, autocrítica, combatividade, comunicabilidade, cooperação, coragem, criatividade,
dedicação, direção, disciplina, disciplina intelectual, discrição, equilíbrio emocional, flexibilidade,
iniciativa, liderança, meticulosidade, objetividade, organização, persistência, persuasão, previsão,
responsabilidade, resistência, sensibilidade, tato, tolerância e zelo.
A-65

3. GRADE CURRICULAR

a. Período Básico (13 semanas – 520 horas)

CARGA
ATIVIDADES HORÁRIA
Diurna Noturna
Bás 100- Armamento, Munição e Tiro 81 09
Bás 101-.Instrução Geral I 70 -
DISCIPLINAS
Bás 102- Instrução Individual Básica 157 50
CURRICULARES
Bás 103- Topografia de Campanha 48 17
Bás 104- Treinamento Físico Militar 40 -
SOMA 396 76
COMPLEMENTAÇÃO
DO Palestra 14 -
ENSINO
SOMA 410 -
TOTAL 410 76

b. Período de Qualificação (30 semanas – 1200 horas)

CARGA
ATIVIDADES HORÁRIA
Diurna Noturna
DC 1 Treinamento Físico Militar 84 -
D C DC 2 Instrução Geral II 120 06
I U
S R DC 3 Comando, Chefia e Liderança 20 -
C R DC 4 – História Militar 30 -
I I
P C DC 5 – Informática 37 -
L U DC 6 Ciências Gerenciais 20 -
I L
N A Eng 100 – Instrução Peculiar 71 22
A R Eng 101 – Emprego da Engenharia 154 04
S E
Eng 102 – Trabalhos Técnicos 110 -
Eng 103 – Meios de Transposição 219 26
SOMA 865 58
1) Assuntos da Atualidade 08 -
2) Palestra 08 -
COMPLEMENTAÇÃO 3) Olimpíadas 40 -
DO ENSINO 4) Projeto Interdisciplinar
24 16
5) Programa de Leitura
02 -
SOMA 82 16
TOTAL 947 74

4. OBJETIVOS PARTICULARES DE CADA DISCIPLINA NO CURSO

a. Período Básico
1) Armamento Munição e Tiro
A-66

v) Identificar as principais armas em uso no Exército.


w) Executar o tiro básico de instrução com o armamento individual.
x) Identificar os tipos de munição e granadas.
y) Realizar o lançamento de granadas de mão e de bocal.
z) Evidenciar a capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática e eficiente
(organização).
aa) Evidenciar a capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade (zelo).
bb) Evidenciar a capacidade de cumprir suas atribuições assumindo e enfrentando as
conseqüências de suas atitudes e decisões (responsabilidade).

2) Instrução Geral I
y) Identificar os regulamentos básicos do Exército e suas aplicações.
z) Aplicar os sinais de respeito utilizados nas Forças Armadas.
aa) Executar os serviços internos e externos.
bb) Identificar a organização e missão do Exército.
cc) Elaborar documentos militares.
dd) Executar de instruções de ordem unida.
ee) Evidenciar a capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões
militares (apresentação).
ff) Evidenciar a capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que regem a
Instituição (disciplina).

3) Instrução Individual Básica


kk) Executar os primeiros socorros.
ll) Aplicar técnicas individuais de combate.
mm) Identificar as medidas de segurança na instrução.
nn) Atuar em ambiente QBN.
oo) Realizar marchas a pé.
pp) Realizar estacionamentos.
qq) Empregar o material de comunicações em uso comum no Exército.

rr) Empregar minas, armadilhas e explosivos.


ss) Evidenciar a segurança e convicção em suas atitudes, nas diferentes circunstâncias
(autoconfiança).
tt) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).
uu) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência (resistência).
A-67

vv) Evidenciar a capacidade de controlar as próprias reações para continuar a agir,


apropriadamente, nas diferentes situações (equilíbrio emocional).

4) Topografia de Campanha
m) Realizar a leitura e locação de pontos nas cartas.
n) Utilizar os processos de orientação no terreno.
o) Evidenciar a capacidade de suportar pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos (resistência).
p) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).

5) Treinamento Físico Militar


m) Realizar sessões de Treinamento Físico de acordo com as normas em uso no Exército.
n) Executar os Testes de Avaliação Física com aproveitamento.
o) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência (resistência).
p) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuamente a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).

b. Período de Qualificação

1) Treinamento Físico Militar


m) Evidenciar as seguintes qualidades físicas: resistência aeróbica. coordenação,
flexibilidade, resistência aeróbica localizada, resistência anaeróbica, resistência anaeróbica localizada,
agilidade, equilíbrio e força.
n) Atuar como guia em uma sessão de Treinamento Físico.
o) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência (resistência)
p) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).

2) Instrução Geral II
y) Comandar pequenas frações.
z) Executar a função de monitor e Instrutor de uma sessão de instrução de acordo com o
SIMEB.
aa) Reconhecer as atividades gerais de caráter administrativo, de inteligência militar e da
justiça militar.
bb) Realizar as instruções de tiro previstas na IGTAEx para sua QMS.
cc) Exercer a função de auxiliar na instrução de tiro.
dd) Evidenciar a capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões
militares (apresentação).
A-68

ee) Evidenciar a capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que regem
a Instituição (disciplina).
ff) Evidenciar a capacidade de controlar as próprias ações, para continuar a agir,
apropriadamente, nas diferentes situações (equilíbrio emocional).

3) Comando, Chefia e Liderança


m) Reconhecer os atributos do líder e do chefe.
n) Caracterizar chefia e liderança.
o) Distinguir as atitudes favoráveis e necessárias ao exercício das funções de
assessoramento e chefia
p) Valorizar a importância da liderança para o chefe militar.

4) História Militar
p) Identificar a participação do EB nos principais conflitos internos e externos.
q) Executar trabalhos de fichamento da bibliografia histórica com base na metodologia
vigente.
r) Identificar a atuação dos principais chefes militares durante dos conflitos internos e
externos.
s) Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém e/ou de
uma equipe (cooperação).
t) Evidenciar a capacidade de realizar, espontaneamente, atividades com empenho e
entusiasmo (dedicação).

5) Informática
p) Empregar a terminologia utilizada em informática.
q) Praticar comandos do sistema Operacional.
r) Utilizar Programas aplicativos.

s) Utilizar serviços de Internet.


t) Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém
e/ou de uma equipe (cooperação).

6) Ciências Gerenciais
a) Empregar os princípios estabelecidos no Programa de Excelência Gerencial do EB (PEG -
EB).
b) Empregar os princípios de administração e excelência gerencial no âmbito do pequeno
escalão.
c) Gerenciar projetos de excelência gerencial no âmbito do pequeno escalão.
d) Evidenciar a capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática e eficiente.
(ORGANIZAÇÃO)

7) Instrução Peculiar
a) Executar missões como integrante de uma patrulha de reconhecimento e combate.
b) Executar missões integrando frações elementares em Operações de Segurança Integrada.
A-69

c) Operar os principais meios de comunicações em uso nas Unidades de Engenharia.


d) Empregar o sistema de segurança das Comunicações.
e) Evidenciar a capacidade de demonstrar segurança e convicção em suas atitudes, nas
diferentes circunstâncias (AUTOCONFIANÇA).
f) Evidenciar a capacidade de lutar, sem esmorecer, pelas idéias e causas em que acredita ou
por aquelas sob sua responsabilidade (COMBATIVIDADE).
g) Evidenciar a capacidade de relacionar-se com outros por meio de idéias e ações
(COMUNICABILIDADE).
h) Evidenciar a capacidade de produzir novos dados, idéias e/ou realizar combinações
originais, na busca de uma solução eficiente e eficaz (CRIATIVIDADE).
i) Evidenciar a capacidade de manter reserva sobre fatos de seu conhecimento que não
devam ser divulgados (DISCRIÇÃO).
j) Evidenciar a capacidade de reformular planejamentos e comportamentos, com prontidão,
diante de novas exigências (FLEXIBILIDADE ).
l) Evidenciar a capacidade de dirigir, orientar e propiciar modificações nas atitudes dos
membros de um grupo, visando atingir os propósitos da Instituição (LIDERANÇA).
m) Evidenciar a capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática e eficiente
(ORGANIZAÇÃO).
n). Evidenciar a capacidade de convencer pessoas a adotarem idéias ou atitudes que sugere
(PERSUASÃO).
o) Evidenciar capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência. (RESISTÊNCIA).
p) Evidenciar capacidade de respeitar e conviver com idéias, atitudes e comportamentos
diferentes dos seus (TOLERÂNCIA).
q) Evidenciar a capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade (ZELO).
8) Emprego da Engenharia
a) Identificar as características e as missões das Armas, Quadros e Serviços do EB.
b) Identificar as características, a organização e as missões da Arma de Engenharia nas
operações de combate.
c) Executar missões de Reconhecimento de Engenharia.
d) Empregar minas e material explosivo em armadilhas, obstáculos e destruições
generalizadas.
e) Executar os trabalhos de camuflagem utilizando materiais naturais e artificiais.
f) Evidenciar capacidade de demonstrar segurança e convicção em suas atitudes, nas
diferentes circunstâncias (AUTOCONFIANÇA).
g) Evidenciar a capacidade de avaliar as próprias potencialidades e limitações frente a idéias,
sentimentos e/ou ações (AUTOCRÍTICA).
h) Evidenciar a capacidade de lutar, sem esmorecer, pelas idéias e causas em que acredita ou
por aquelas sob sua responsabilidade (COMBATIVIDADE)
i) Evidenciar capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém e/ou de
uma equipe (COOPERAÇÃO).
j) Evidenciar a capacidade para agir de forma firme e destemida, diante de situações difíceis
e perigosas, seguindo as normas de segurança (CORAGEM).
A-70

k) Evidenciar a capacidade de adotar e defender a decisão do superior e/ou do grupo, mesmo


tendo opinado ao contrário (DISCIPLINA INTELECTUAL).
l) Evidenciar a capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que regem a
Instituição (DISCIPLINA).
m) Evidenciar a capacidade de conduzir e coordenar grupos e/ou pessoas, na consecução de
determinado objetivo (DIREÇÃO).
n) Evidenciar capacidade de controlar as próprias reações para continuar a agir
apropriadamente, nas diferentes situações (EQUILÍBRIO EMOCIONAL).
o) Evidenciar capacidade de reformular planejamentos e comportamentos, com prontidão,
diante de novas exigências (FLEXIBILIDADE).
p) Evidenciar a capacidade para agir, de forma adequada e oportuna, sem depender de ordem
ou decisão superior (INICIATIVA).
q) Evidenciar capacidade para agir atendo-se a detalhes significativos.
(METICULOSIDADE).
r) Evidenciar capacidade de destacar o fundamental do supérfluo para a realização de uma
tarefa ou solução de um problema (OBJETIVIDADE).
s) Evidenciar capacidade de antecipar-se a fatos e situações, antevendo alternativas viáveis,
de modo a evitar e/ou eliminar possíveis falhas na execução de uma tarefa (PREVISÃO).
t) Evidenciar a capacidade de cumprir suas atribuições assumindo e enfrentando as
conseqüências de suas atitudes e decisões (RESPONSABILIDADE).
u) Evidenciar a capacidade de perceber e compreender o ambiente, as características e
sentimentos de pessoas e/ou grupos, buscando atender aos seus interesses e necessidades
(SENSIBILIDADE).
9) Trabalhos Técnicos
a) Executar missões de suprimento de água.
b) Identificar os trabalhos preparatórios de infra-estrutura, superestrutura e de acabamento
em construção de rodovias e ferrovias.
c) Identificar os princípios de construção de rodovias e ferrovias.
d) Identificar e realizar a manutenção preventiva de instrumentos topográficos orgânicos de
Engenharia.
e) Identificar as características e os procedimentos de manutenção preventiva dos
equipamentos.
f) Operar e utilizar os diversos equipamentos leves de Engenharia e ferramentas.
g) Identificar as viaturas blindadas de apoio à Engenharia.
h) Evidenciar a capacidade de se ajustar apropriadamente às mudanças de situações
(ADAPTABILIDADE ) .
i) Evidenciar a capacidade de demonstrar segurança e convicção em suas atitudes, nas
diferentes circunstâncias (AUTOCONFIANÇA).
j) Evidenciar a capacidade de conduzir e coordenar grupos e/ou pessoas, na consecução de
determinado objetivo (DIREÇÃO).
k) Evidenciar a capacidade de reformular planejamentos e comportamentos, com prontidão,
diante de novas exigências (FLEXIBILIDADE).
l) Evidenciar a capacidade de destacar o fundamental do supérfluo, para a realização de uma
tarefa ou solução e um problema (OBJETIVIDADE).
A-71

m) Evidenciar a capacidade de antecipar-se a fatos e situações, antevendo alternativas


viáveis, de modo a evitar e/ou eliminar possíveis falhas na execução de uma tarefa (PREVISÃO ).
n) Evidenciar a capacidade de lidar com as pessoas, sem ferir susceptibilidades (TATO).
o) Evidenciar a capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade (ZELO).

10) Meios de Transposição


a) Empregar os diversos meios de transposição de cursos de água.
b) Operar os diversos meios de transposição de cursos de água.
c) Executar missões integrando frações elementares de Engenharia nas operações de
pontagem e construção de aparelhos de força.
d) Praticar mergulho.
e) Evidenciar a capacidade de renunciar aos interesses pessoais em favor da instituição,
grupos e /ou pessoas (ABNEGAÇÃO).
f) Evidenciar a capacidade de demonstrar segurança e convicção em suas atitudes, nas
diferentes circunstâncias ( AUTOCONFIANÇA ).
g) Evidenciar a capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões
militares (APRESENTAÇÃO).
h) Evidenciar a capacidade de lutar, sem esmorecer, pelas idéias e causas em que acredita ou
por aquelas sob sua responsabilidade (COMBATIVIDADE ).
i) Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém e/ou de
uma equipe (COOPERAÇÃO).
j) Evidenciar a capacidade de realizar, espontaneamente, atividades com empenho e
entusiasmo (DEDICAÇÃO).
k) Evidenciar a capacidade de conduzir e coordenar grupos e/ou pessoas, na consecução de
determinado objetivo ( DIREÇÃO ).
l) Evidenciar a capacidade para agir, de forma adequada e oportuna, sem depender de ordem
ou decisão superior (INICIATIVA).
m) Evidenciar a capacidade de dirigir, orientar e propiciar modificações nas atitudes dos
membros de um grupo, visando atingir os propósitos da Instituição (LIDERANÇA).
n) Evidenciar a capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática e eficiente
(ORGANIZAÇÃO ).
o) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuamente, a fim de executar uma
tarefa, vencendo as dificuldades encontradas (PERSISTÊNCIA).
p) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência ( RESISTÊNCIA )
q) Evidenciar a capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade ( ZELO ).
A-72

5. GRADE DE AVALIAÇÃO

a. Período Básico

ÁREAS COGNITIVA / PSICOMOTORA


INSTRUMENTOS
DISCIPLINAS INTEGRANTES PESO
DE AVALIAÇÃO
Instrução Geral I 01 Prova 1,0
Topografia de Campanha 02 Provas 1,0
Armamento, Munição e Tiro 02 Provas 1,0
Instrução Individual Básica 02 Provas 1,0
PERCENTUAL 100%

b. Período de Qualificação

ÁREAS COGNITIVA / PSICOMOTORA


INSTRUMENTOS
DISCIPLINAS INTEGRANTES PESO
DE AVALIAÇÃO
DC 1 – Treinamento Físico Militar 02 Provas 1,0
DC 2 – Instrução Geral II 01 Prova 1,0
DC 3 – Comando, Chefia e Liderança - -
DC 4 – História Militar - -
DC 5 – Informática - -
DC 6 Ciências Gerenciais - -
Eng 100 – Instrução Peculiar 01 Provas 1,0
Eng 101 – Emprego da Engenharia 02 Provas 1,0
Eng 102 – Trabalhos Técnicos 02 Provas 1,0
Eng 103 – Meios de Transposição 02 Provas 1,0
PROJETO INTERDISCIPLINAR 1,5
PERCENTUAL 90%
ÁREA AFETIVA
ATRIBUTOS CONSTANTES DA ESCALA DE AVALIAÇÃO
Apresentação
Cooperação
Dedicação
Equilíbrio Emocional
Disciplina
Persistência
Resistência
Direção
Autoconfiança
Flexibilidade
PERCENTUAL 10%
A-73

ESCOLA DE SARGENTOS DAS ARMAS

CURSO DE COMUNICAÇÕES

DOCUMENTO DE CURRÍCULO
ELABORADO EM 2000
(ATUALIZADO EM 17 DE SET DE 2003)

Aprovado pelo BI Nr 14-DEP, de 15 de Fev de 2001.

1. DURAÇÃO DO CURSO: 43 (quarenta e três) semanas (1720 horas)

2. OBJETIVOS GERAIS DO CURSO:

a. Habilitar o aluno para os cargos sargento não aperfeiçoado, capacitando-o a:


1) desempenhar as principais funções e atividades operacionais de guerra e não guerra,
administrativas e da justiça militar previstas para sua Qualificação Militar, nas graduações de sargento
não aperfeiçoado.
2) atuar como instrutor e monitor.
3) comandar ou chefiar as frações de tropa compatíveis a sua graduação e correspondentes a sua
QMS.
4) valorizar a importância de participar, no contexto da Força como “Elo Fundamental entre o
Comando e a Tropa”.
5) conscientizar-se da importância do culto da memória, tradição e valores militares, na sua
formação profissional, valorizando o Exército, no contexto da sociedade brasileira, ao longo da
História do Brasil.
6) interessar-se pelo seu constante aprimoramento técnico-profissional, buscando o auto-
aperfeiçoamento contínuo.

b. Evidenciar os seguintes atributos da área afetiva: Abnegação, adaptabilidade, apresentação,


autoconfiança, autocrítica, combatividade, comunicabilidade, cooperação, coragem, criatividade,
dedicação, direção, disciplina, disciplina intelectual, discrição, equilíbrio emocional, flexibilidade,
iniciativa, liderança, meticulosidade, objetividade, organização, persistência, persuasão, previsão,
responsabilidade, resistência, sensibilidade, tato, tolerância e zelo.
A-74

3. GRADE CURRICULAR

a. Período Básico (13 semanas – 520 horas)

CARGA
ATIVIDADES HORÁRIA
Diurna Noturna
Bás100- Armamento, Munição e Tiro 81 09
Bás 101-.Instrução Geral I 70 -
DISCIPLINAS
Bás 102- Instrução Individual Básica 157 50
CURRICULARES
Bás 103- Topografia de Campanha 48 17
Bás 104- Treinamento Físico Militar 40 -
SOMA 396 76
COMPLEMENTAÇ
ÃO
Palestra 14 -
DO
ENSINO
SOMA 410 -
TOTAL 410 76

b. Período de Qualificação (30 semanas – 1200 horas)

CARGA
ATIVIDADES HORÁRIA
Diurna Noturna
DC 1 - Treinamento Físico Militar 84 -
D C DC 2 - Instrução Geral II 120 06
I U
S R DC 3 - Comando, Chefia e Liderança 20 -
C R DC 4 – História Militar 30 -
I I
P C DC 5 – Informática 37 -
L U DC 6 Ciências Gerenciais 20 -
I L
N A Com 100 – Instrução Peculiar 93 14
A R Com101 – Exploração das comunicações 188 32
S E
S Com 102 – Meios de comunicações 159 06
Com 103 – Telemática 114 -
SOMA 865 58
1) Assuntos da Atualidade 08 -
2) Palestra 08 -
COMPLEMENTAÇ 3) Olimpíadas
40 -
ÃO 4) Projeto Interdisciplinar
DO ENSINO 24 16
5) Programa de Leitura
02 -
SOMA 82 16
TOTAL 947 74
A-75

4. OBJETIVOS PARTICULARES DE CADA DISCIPLINA NO CURSO

a. Período Básico
1) Armamento Munição e Tiro
cc) Identificar as principais armas em uso no Exército.
dd) Executar o tiro básico de instrução com o armamento individual.
ee) Identificar os tipos de munição e granadas.
ff) Realizar o lançamento de granadas de mão e de bocal.
gg) Evidenciar a capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática e eficiente
(organização).
hh) Evidenciar a capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade (zelo).
ii) Evidenciar a capacidade de cumprir suas atribuições assumindo e enfrentando as
conseqüências de suas atitudes e decisões (responsabilidade).

2) Instrução Geral I
gg) Identificar os regulamentos básicos do Exército e suas aplicações.
hh) Aplicar os sinais de respeito utilizados nas Forças Armadas.
ii) Executar os serviços internos e externos.
jj) Identificar a organização e missão do Exército.
kk) Elaborar documentos militares.
ll) Executar de instruções de ordem unida.
mm) Evidenciar a capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões
militares (apresentação).
nn) Evidenciar a capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que regem
a Instituição (disciplina).

3) Instrução Individual Básica


ww) Executar os primeiros socorros.
xx) Aplicar técnicas individuais de combate.
yy) Identificar as medidas de segurança na instrução.
zz) Atuar em ambiente QBN.
aaa) Realizar marchas a pé.
bbb) Realizar estacionamentos.
ccc) Empregar o material de comunicações em uso comum no Exército.

ddd) Empregar minas, armadilhas e explosivos.


eee) Evidenciar a segurança e convicção em suas atitudes, nas diferentes circunstâncias
(autoconfiança).
A-76

fff) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de executar


uma tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).
ggg) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga
resultante de esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência (resistência).
hhh) Evidenciar a capacidade de controlar as próprias reações para continuar a agir,
apropriadamente, nas diferentes situações (equilíbrio emocional).

4) Topografia de Campanha
q) Realizar a leitura e locação de pontos nas cartas.
r) Utilizar os processos de orientação no terreno.
s) Evidenciar a capacidade de suportar pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos (resistência).
t) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).

5) Treinamento Físico Militar


q) Realizar sessões de Treinamento Físico de acordo com as normas em uso no Exército.
r) Executar os Testes de Avaliação Física com aproveitamento.
s) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência (resistência).
t) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuamente a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).

b. Período de Qualificação

1) Treinamento Físico Militar


q) Evidenciar as seguintes qualidades físicas: resistência aeróbica. coordenação,
flexibilidade, resistência aeróbica localizada, resistência anaeróbica, resistência anaeróbica localizada,
agilidade, equilíbrio e força.
r) Atuar como guia em uma sessão de Treinamento Físico.
s) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência (resistência)
t) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (persistência).

2) Instrução Geral II
gg) Comandar pequenas frações.
hh) Executar a função de monitor e Instrutor de uma sessão de instrução de acordo com o
SIMEB.
ii) Reconhecer as atividades gerais de caráter administrativo, de inteligência militar e da
justiça militar.
jj) Realizar as instruções de tiro previstas na IGTAEx para sua QMS.
A-77

kk) Exercer a função de auxiliar na instrução de tiro.


ll) Evidenciar a capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões
militares (apresentação).
mm) Evidenciar a capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que regem
a Instituição (disciplina).
nn) Evidenciar a capacidade de controlar as próprias ações, para continuar a agir,
apropriadamente, nas diferentes situações (equilíbrio emocional).

3) Comando, Chefia e Liderança


q) Reconhecer os atributos do líder e do chefe.
r) Caracterizar chefia e liderança.
s) Distinguir as atitudes favoráveis e necessárias ao exercício das funções de
assessoramento e chefia
t) Valorizar a importância da liderança para o chefe militar.

4) História Militar
u) Identificar a participação do EB nos principais conflitos internos e externos.
v) Executar trabalhos de fichamento da bibliografia histórica com base na metodologia
vigente.
w) Identificar a atuação dos principais chefes militares durante dos conflitos internos e
externos.
x) Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém e/ou de
uma equipe (cooperação).
y) Evidenciar a capacidade de realizar, espontaneamente, atividades com empenho e
entusiasmo (dedicação).

5) Informática
u) Empregar a terminologia utilizada em informática.
v) Praticar comandos do sistema Operacional.
w) Utilizar Programas aplicativos.

x) Utilizar serviços de Internet.


y) Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém
e/ou de uma equipe (cooperação).

6) Ciências Gerenciais
a) Empregar os princípios estabelecidos no Programa de Excelência Gerencial do EB (PEG -
EB).
b) Empregar os princípios de administração e excelência gerencial no âmbito do pequeno
escalão.
c) Gerenciar projetos de excelência gerencial no âmbito do pequeno escalão.
d) Evidenciar a capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática e eficiente.
(ORGANIZAÇÃO)
A-78

7) Instrução Peculiar
a) Descrever as características e missões das Armas, Quadros e Serviços.
b) Descrever as características, a organização e missões das frações elementares de
Comunicações.
c) Descrever o emprego dos sistemas e meios de Comunicações.
d) Executar missões como integrantes de uma patrulha.
e.) Executar missões integrando frações elementares em Operações de Defesa Interna.
f) Comandar frações elementares em operações de defesa interna.
g) Evidenciar a capacidade de cumprir suas atribuições assumindo e enfrentando
conseqüências de suas atitudes e de decisões (RESPONSABILIDADE).
h) Evidenciar a capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática e eficiente
(ORGANIZAÇÃO).
i) Evidenciar a capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade (ZELO).
j) Evidenciar a capacidade de produzir novos dados, idéias e/ou realizar combinações
originais, na busca de uma solução eficiente e eficaz (CRIATIVIDADE).
k) Evidenciar a capacidade de demonstrar segurança e convicção em suas atitudes, nas
diferentes circunstâncias (AUTOCONFIANÇA).
l) Evidenciar a capacidade de dirigir, orientar e propiciar modificações nas atitudes dos
membros de um grupo visando atingir os propósitos da Instituição (LIDERANÇA).
m) Evidenciar a capacidade para agir, de forma adequada e oportuna, sem depender de
ordem ou decisão superior (INICIATIVA).
n) Evidenciar a capacidade de controlar as próprias reações para continuar a agir,
apropriadamente nas diferentes situações (EQUILÍBRIO EMOCIONAL).
o) Evidenciar a capacidade de proceder conforme normas, leis e regulamentos que regem a
instituição (DISCIPLINA).
p) Evidenciar a capacidade de convencer pessoas a adotarem idéias ou atitudes que sugere
(PERSUASÃO).
q) Evidenciar a capacidade de conduzir e coordenar grupos e/ou pessoas, na consecução de
determinado objetivo (DIREÇÃO).
r) Evidenciar a capacidade de relacionar-se com outros por meio de idéias e ações
(COMUNICABILIDADE)
s) Evidenciar a capacidade de perceber e compreender o ambiente, as características e
sentimentos de pessoas e/ou grupos, buscando atender aos seus interesses e necessidades
(SENSIBILIDADE).
t) Evidenciar a capacidade de adotar e defender a decisão superior e/ou do grupo mesmo
tendo opinado em contrário (DISCIPLINA INTELECTUAL).
u) Evidenciar a capacidade de agir de forma firme e destemida, diante de uma situações
difíceis e perigosas, seguindo as normas de segurança (CORAGEM).
v) Evidenciar a capacidade de lutar, sem esmorecer, p(elas idéias e causas em que acredita
ou por aquelas sob sua responsabilidade (COMBATIVIDADE).
A-79

x) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de


esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência (RESISTÊNCIA).
z) Evidenciar a capacidade de se ajustar apropriadamente às mudanças de situações
(ADAPTABILIDADE).
aa) Evidenciar a capacidade de realizar, espontaneamente, atividades com empenho e
entusiasmo (DEDICAÇÃO).
ab) Evidenciar a capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões
militares (APRESENTAÇÃO).

8) Exploração das Comunicações


a) Descrever a organização e atribuições dos Centros de Comunicações.
b) Executar o processamento dos diversos tipos de mensagens.
c) Empregar as medidas de segurança das comunicações.
d. Empregar as normas de segurança adotadas durante a exploração das comunicações.
e) Utilizar os equipamentos empregados na segurança das comunicações em uso no Exército.
f) Executar as tarefas relacionadas com a exploração e o funcionamento dos meios e dos
centros de comunicações.
g) Evidenciar a capacidade de agir atendo-se a detalhes significativos
(METICULOSIDADE).
h) Evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de alguém e/ou de
uma equipe (COOPERAÇÃO).
i) Evidenciar a capacidade de respeitar e conviver com idéias, atitudes e comportamentos
diferentes dos seus (TOLERÂNCIA).
j) Evidenciar a capacidade de avaliar as próprias potencialidades e limitações frente à idéias,
sentimentos e/ou ações (AUTOCRÍTICA).
l) Evidenciar a capacidade de agir, de forma adequada e oportuna, sem depender de ordem
superior (INICIATIVA).
m) Evidenciar a capacidade de destacar o fundamental do supérfluo para a realização de uma
tarefa ou solução de um problema (OBJETIVIDADE).
n) Evidenciar a capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática e eficiente
(ORGANIZAÇÃO).
o) Evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de
esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência (RESISTÊNCIA).
p) Evidenciar a capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade (ZELO).
q) Evidenciar a capacidade de lutar, sem esmorecer pelas idéias e causas em que acredita ou
por aquelas sob sua responsabilidade (COMBATIVIDADE).

9) Meios de Comunicações

a) Utilizar o material de comunicações de campanha.


b) Empregar as técnicas e princípios de construção de linhas de campanha.
c) Empregar os diversos tipos de fontes de energia em uso no EB.
A-80

d) Empregar equipamentos eletrônicos de som.


e) Descrever os princípios básicos de eletricidade aplicada ao material de comunicações.
f) Interpretar os fundamentos e características da radiopropagação para aplicação no sistema
de Comunicações rádio.
g) Interpretar os fundamentos de telefonia para aplicação nos sistemas de comunicações
físico.
h) Valorizar a manutenção do material de comunicações.
i) Evidenciar a capacidade de cuidar dos bens móveis e imóveis que estão ou não sob sua
responsabilidade (ZELO).
j) Evidenciar a capacidade de renunciar aos interesses pessoais em favor da instituição,
grupos e/ou pessoas (ABNEGAÇÃO).
l) Evidenciar a capacidade de realizar espontaneamente, atividades com empenho e
entusiasmo (DEDICAÇÃO).
m) Evidenciar a capacidade de manter-se em ação continuadamente, a fim de executar uma
tarefa vencendo as dificuldades encontradas (PERSISTÊNCIA).
n) Evidenciar a capacidade de lidar com pessoas sem ferir suscetibilidades (TATO).
o) Evidenciar a capacidade de reformular planejamentos e comportamentos, com prontidão
diante de novas exigências (FLEXIBILIDADE).
p) Evidenciar a capacidade de antecipar-se a fatos e situações, antevendo alternativas viáveis
de modo a evitar e/ou eliminar possíveis falhas na execução de uma tarefa (PREVISÃO).
q) Evidenciar a capacidade de manter reserva sobre fatos de seu conhecimento que não
devam ser divulgados (DISCRIÇÃO).
10) Telemática
a) Descrever os fundamentos de propagação de ondas rádioelétricas.
b) Reconhecer os tipos de modulação e emissão rádio.
c) Utilizar de maneira antenas improvisadas e de campanha.
d) Empregar software para cálculo de antena.
e) Conhecer a sistemática e a legislação de administração de freqüências.
f) Empregar software para cálculo de MUF e FOT.
g) Reconhecer os elementos constituintes de um sistema de telecomunicações.
h) Reconhecer sinais e canais de telecomunicações.
i) Reconhecer as características dos diversos serviços do sistema rádio.
j) Descrever o Sistema de Comunicações do Exército (SICOMEX).
l) Descrever as características dos sistemas de transmissão de dados.
m) Descrever as características dos Sistemas em microondas em visibilidade.
n) Descrever as características dos Sistemas em microondas por espalhamento troposférico.
o) Descrever as características dos Sistemas de comunicações via satélite.
p) Descrever as características dos Sistemas de comunicações utilzando fibras óticas.
q) Descrever as características dos Sistemas telefônicos.
A-81

r) Reconhecer as mais recentes inovações tecnológicas no campo da informática e das


comunicações.
s) Evidenciar a capacidade de antecipar-se a fatos e situações, antevendo alternativas viáveis
de modo a evitar e/ou eliminar possíveis falhas na execução de uma tarefa (PREVISÃO).
t) Evidenciar a capacidade de manter reserva sobre fatos de seu conhecimento que não
devam ser divulgados (DISCRIÇÃO).

5. GRADE DE AVALIAÇÃO

a. Período Básico
ÁREAS COGNITIVA / PSICOMOTORA
INSTRUMENTOS
DISCIPLINAS INTEGRANTES PESO
DE AVALIAÇÃO
Instrução Geral I 01 Prova 1,0
Topografia de Campanha 02 Provas 1,0
Armamento, Munição e Tiro 02 Provas 1,0
Instrução Individual Básica 02 Provas 1,0
PERCENTUAL 100%

b. Período de Qualificação
ÁREAS COGNITIVA / PSICOMOTORA
INSTRUMENTOS
DISCIPLINAS INTEGRANTES PESO
DE AVALIAÇÃO
DC 1 – Treinamento Físico Militar 02 Provas 1,0
DC 2 – Instrução Geral II 01 Prova 1,0
DC 3 – Comando, Chefia e Liderança - -
DC 4 – História Militar - -
DC 5 – Informática - -
DC 6 Ciências Gerenciais - -
Com 100 – Instrução Peculiar 02 Provas 1,0
Com 101 – Exploração das Comunicações 02 Provas 1,0
Com 102 – Meios de Comunicações 02 Provas 1,0
Com 103 – Telemática 02 Provas 1,0
PROJETO INTERDISCIPLINAR 1,5
PERCENTUAL 90%
ÁREA AFETIVA
ATRIBUTOS CONSTANTES DA ESCALA DE AVALIAÇÃO
Apresentação
Cooperação
Dedicação
Equilíbrio Emocional
Disciplina
Persistência
Resistência
Iniciativa
Responsabilidade
Zelo
PERCENTUAL 10%
ANEXO K

P ORTARIA N ° 044-A, DE 3 DE FEVEREIRO DE 2005.

Estabelece as medidas para implantação de


nova sistemática de formação de sargentos de
carreira e dá outras providências.

O COMANDANTE DO EXÉRCITO, no uso da competência que lhe confere o art.


4° da Lei Complementar n° 97, de 9 de junho de 1999, resolve:

Art. 1° Estabelecer as medidas para a implantação de nova sistemática de formação de


sargentos de carreira.
Art. 2° Definir como premissas básicas para o curso de formação de sargentos (CFS)
de carreira:
I – atender quantitativa e qualitativamente às necessidades do Exército em recursos
humanos;
II – buscar valorar, na seleção, os candidatos possuidores de habilitações adquiridas
em cursos e estágios de interesse do Exército Brasileiro, seja na área militar ou civil;
III – contemplar a nova sistemática nas Instruções Reguladoras para o Concurso de
Admissão e Matrícula para o CFS/2006;
IV– ter duração aproximada de 77 (setenta e sete) semanas, conduzidas em regime de
internato, e realizado em dois períodos, um básico e um de qualificação; e
V – funcionar o período básico em organizações militares (OM) corpo de tropa
designadas pelo Estado-Maior do Exército, por proposta do Comando de Operações
Terrestres, e o período de qualificação nas diversas escolas de formação de sargentos de
carreira.

Art. 3° Determinar que o Estado-Maior do Exército, ouvidos os órgãos envolvidos,


planeje, oriente, coordene e controle os trabalhos a serem desenvolvidos para implementação
das medidas necessárias.
Art. 4° Determinar que os Órgãos de Direção Setorial e os Comandos Militares de
Área promovam a divulgação da nova sistemática e adotem, em seus setores de competência,
as medidas decorrentes.
Art. 5° Estabelecer que esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação.
ANEXO L

PORTARIA N ° 111, DE 2 DE MARÇO DE 2005.

Aprova a Diretriz para a Formação de


Sargentos de Carreira e dá outras providências.

O COMANDANTE DO EXÉRCITO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 4°


da Lei Complementar n° 97, de 9 de junho de 1999, em complemento à Portaria do
Comandante do Exército n° 44, de 3 de fevereiro de 2005, e de acordo com o que propõe o
Estado-Maior do Exército, ouvidos os Órgãos de Direção Setorial e os Comandos Militares de
Área, resolve:

Art. 1° Aprovar a Diretriz para a Formação de Sargentos de Carreira, que com esta
baixa.

Art. 2° Determinar que o Estado-Maior do Exército, os Órgãos de Direção Setorial e


os Comandos Militares de Área adotem, em setores de competência, as medidas decorrentes.

Art. 3° Alterar o inciso III do art. 2° da Portaria do Comandante do Exército n° 44, de


3 de fevereiro de 2005, que passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 2° ...........................................................................................................................

III - elaborar instruções reguladoras específicas para o novo CFS, cujo primeiro curso
iniciar-se-á no ano de 2006 e terá sua conclusão no ano de 2007;..........................”(NR)

Art. 3° Estabelecer que esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação.

Art. 4° Revogar a Portaria Ministerial n° 024, de 15 de janeiro de 1999.

DIRETRIZ PARA A FORMAÇÃO DE SARGENTOS DE CARREIRA

1. FINALIDADE

Estabelecer as premissas básicas para a implantação da nova sistemática de seleção e


formação de sargentos de carreira, conforme determinado pelo Comandante do Exército
através da Portaria n° 044, de 3 de fevereiro de 2005.
A-84

2. OBJETIVOS

a. Aperfeiçoar o processo de seleção e formação dos sargentos de carreira para atender


quantitativa e qualitativamente às necessidades de recursos humanos do Exército.

b. Estabelecer condições para o aproveitamento de habilitações de interesse do


Exército adquiridas pelos candidatos antes de ingressar no Curso de Formação de Sargentos
(CFS).

c. Aumentar o tempo de formação dos sargentos de carreira de forma a permitir a


consolidação e sedimentação de conhecimentos técnico-profissionais e de valores e virtudes
militares.

3. LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA

a. Lei n° 6.880, de 09 de dezembro de 1980 - Estatuto dos Militares (E1).

b. Lei n° 9.786, de 08 de fevereiro de 1999 - Lei do Ensino no Exército (LEEx).

c. Lei n° 6.391, de 09 de dezembro de 1976 - Dispõe sobre o Pessoal no Ministério do


Exército.

d. Decreto n° 3.182, de 23 de setembro de 1999 - Regulamento da Lei de Ensino no


Exército.

e. Decreto n° 4.853, de 06 de outubro de 2003 - Regulamento de Promoções de


Graduados (R-196).

f. Portaria n° 549 - Cmt Ex, de 06 de outubro de 2000 - Regulamento dos Preceitos


Comuns aos Estabelecimentos de Ensino (R-126).

g. Portaria n° 026 - Cmt Ex, de 01 de fevereiro de 2002 - Regulamento da Escola de


Sargentos das Armas.

h. Portaria n° 715 - Cmt Ex, de 06 de dezembro de 2002 - Política de Ensino.

i. Portaria n° 716 - Cmt Ex, de 06 de dezembro de 2002 - Diretriz Estratégica de


Ensino.

j. Portaria n° 717 - Cmt Ex, de 06 de dezembro de 2002 - Política de Pessoal.

l. Portaria n° 718 - Cmt Ex, de 06 de dezembro de 2002 - Diretriz Estratégica para


Aplicação da Política de Pessoal.
A-85

m. Portaria n° 575 - Cmt Ex, de 07 de outubro de 2003 - Instruções Gerais para


Promoção de Graduados (IG 10-05).

n. Diretriz Geral Ostensiva do Comandante do Exército - 2003.

o. Portaria n° 044 – Cmt Ex, de 03 de fevereiro de 2005 – Estabelece as medidas para


implantação de nova sistemática de formação de sargentos de carreira e dá outras
providências.

p. Portaria n° 39/DGS, de 23 de novembro de 1988 – Instruções Reguladoras das


Inspeções de Saúde para o Pessoal da Aviação do Exército (IR 70-13).

q. Portaria n° 102/DEP, de 28 de dezembro de 2000, alterada pela Portaria n° 22/DEP,


de 31 de março de 2003 – Normas para Elaboração do Conceito Escolar.

r. Portaria n° 026/DEP, de 03 de abril de 2003 – Normas para Avaliação Educacional.

4. PREMISSAS BÁSICAS

a. O Curso de Formação de Sargentos terá a duração aproximada de 77 (setenta e sete)


semanas e será realizado em 2 (dois) períodos, um Básico e um de Qualificação.

b. O Período Básico funcionará em OM Corpo de Tropa, que possuam instalações


disponíveis para receber um efetivo de até 130 (cento e trinta) alunos, a serem designadas
pelo Estado-Maior do Exército, por proposta do Comando de Operações Terrestres (COTER),
ouvidos os Comandos Militares de Área (C Mil A).

c. O Período de Qualificação funcionará na Escola de Sargentos das Armas (EsSA)


para as Qualificações Militares de Subtenentes e Sargentos (QMS) Combatentes e nos atuais
estabelecimentos de ensino formadores de sargentos de carreira (EsIE, EsMB, EsCom, EsSEx
e CI Av Ex) para as QMS Músico, Logísticas/Técnicas, Técnico em Enfermagem e
Aviação.

d. As Instruções Reguladoras do Concurso de Admissão e Matrícula para o Curso de


Formação de Sargentos, a ser iniciado e concluído em 2006, IRCAM 06, de responsabilidade
do DEP, não contemplarão a nova sistemática em implantação.

e. As Instruções Reguladoras do Concurso de Admissão e Matrícula para o Curso de


Formação de Sargentos a iniciar-se em 2006, com término previsto para 2007, IRCAM 06/07,
já serão elaboradas de acordo com a nova sistemática em implantação.
A-86

f. As IRCAM 06/07 deverão considerar, com a finalidade de valoração de títulos, os


cursos de formação de sargentos temporários e de cabos, os períodos de instrução individual
dos soldados, bem como outros cursos e estágios de interesse para o Exército, seja na área
militar, seja na área civil.

g. A Escola de Sargentos das Armas elaborará e aplicará, em 2006, estágios de


preparação de instrutores e monitores, inclusive para os das OM designadas para o Período
Básico, a fim de otimizar e padronizar procedimentos.

h. A formação do sargento de carreira será conduzida em regime de internato.

i. Os alunos não participarão das atividades operacionais das OM Corpo de Tropa


durante o Período Básico.

5. CONDIÇÕES DE EXECUÇÃO

a. Universo de seleção

1) O ingresso nos cursos de formação dar-se-á mediante seleção realizada por meio de
concurso público em âmbito nacional, de caráter eliminatório/classificatório, a ser definido
pelo Departamento de Ensino e Pesquisa (DEP), destinado a:

a) candidatos do sexo masculino, para todas as QMS, exceto Técnico em Enfermagem:

(1) Asp Of R/2, 3° Sargentos Temporários, alunos de NPOR/CPOR, Cabos, Soldados


e Taifeiros do Exército, independentemente de QM ou de cursos anteriores;

(2) Cabos e Soldados (Marinheiros) da Marinha e da Aeronáutica e Taifeiros da


Aeronáutica, mediante autorização dos respectivos Comandos;

(3) Sargentos, Cabos e Soldados das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros
Militares, mediante autorização das autoridades competentes;

(4) civis reservistas de 1ª ou 2ª categoria; e

(5) civis que ainda não tenham prestado o Serviço Militar Inicial, desde que alistados,
e os já dispensados de incorporação.

b) candidatos do sexo masculino ou feminino apenas para a QMS Técnico em


Enfermagem:

(1) Asp Of R/2, 3° Sargentos Temporários, alunos de NPOR/CPOR, Cabos, Soldados


e Taifeiros do Exército, independentemente de QM ou de cursos anteriores;
A-87

(2) Cabos e Soldados (Marinheiros) da Marinha e da Aeronáutica e Taifeiros da


Aeronáutica, mediante autorização dos respectivos Comandos;

(3) Sargentos, Cabos e Soldados das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros
Militares, mediante autorização das autoridades competentes;

(4) civis reservistas de 1ª ou 2ª categoria; e

(5) civis que ainda não tenham prestado o Serviço Militar Inicial, desde que alistados,
e os já dispensados de incorporação.

2) Aos candidatos do CFS Saúde - Técnico em Enfermagem será exigido o nível de


ensino médio. Aos demais candidatos será exigido o nível de ensino fundamental. A
comprovação do nível de escolaridade será feita mediante a apresentação do diploma ou
certificado correspondente expedido por estabelecimento de ensino reconhecido oficialmente,
de conformidade com legislação federal, e registrado em órgãos do Ministério da Educação.

b. Processo seletivo

1) O Concurso de Admissão será definido pelo DEP, com caráter classificatório e/ou
eliminatório, prevendo a valoração de títulos e as avaliações intelectual, física e de saúde dos
candidatos, bem como exame psicológico e avaliações complementares específicas, relativas
a cada QMS.

2) A Inspeção de Saúde Específica e o Exame Psicológico para os candidatos à Área


de Aviação serão realizados com base no que prescrevem as Instruções Reguladoras das
Inspeções de Saúde para o Pessoal da Aviação do Exército (IR 70-13).

3) O Exame Intelectual para os candidatos da QMS Saúde - Técnico em Enfermagem


será constituído de duas provas de conhecimentos gerais (uma objetiva e uma discursiva), de
nível de ensino médio e outra prova de conhecimento específico, além das Inspeções de Saúde
e dos Exames de Aptidão Física.

4) Os candidatos da Área de Música, aprovados no Exame Intelectual, na Inspeção de


Saúde e no Exame de Aptidão Física, realizarão, ainda, um Exame de Habilitação Musical
classificatório e eliminatório.
A-88

5) As opções para os candidatos deverão ser para as seguintes áreas:

ÁREA QMS
Combatente Inf, Cav, Art, Eng, Com.
MB Mnt Vtr, MB Mnt Armt, MB Mec Op,
Logística/Técnica
Mnt Com, Int, Topo e Sau-Ap.
Aviação Av Mnt e Av Ap.
Técnico em Enfermagem Sau-Tec Enf.
Músico Mus.
c. Período Básico

1) Duração

- 31 (trinta e uma) semanas, aproximadamente.

2) Local

- Organizações Militares Corpo de Tropa a serem designadas pelo EME.

3) Sistemática de avaliação

- A cargo do DEP

4) Instrutores e Monitores

- Os instrutores e monitores de CFS/Período Básico, que funcionarão em OM Corpo


de Tropa, serão nomeados e exonerados pelo Comando Militar de Área.

5) Currículo e Plano de Disciplina (PLADIS)

- Elaboração a cargo do DEP.

6) Execução, supervisão e controle

- Encargo do DEP.

7) Escolha da Qualificação Militar de Subtenentes e Sargentos (QMS)

- A cargo do DEP

d. Período de Qualificação

1) Duração

46 (quarenta e seis) semanas, aproximadamente.


A-89

2) Local

3) Sistemática de avaliação

- A cargo do DEP

4) Instrutores e Monitores

- Os instrutores e monitores dos estabelecimentos de ensino formadores de sargento de


carreira serão nomeados e exonerados pelo DGP, por proposta do DEP.

5) Currículo e PLADIS

- Elaboração a cargo do DEP.

6) Execução, supervisão e controle

- Encargo do DEP e Estb Ens formadores de sargentos.

7) Movimentações após a conclusão dos cursos

- Os sargentos concludentes do CFS somente serão classificados em OM cujas


características sejam coerentes com o currículo dos cursos.

6. ATRIBUIÇÕES

a. Estado-Maior do Exército

1) Estudar, planejar, orientar, coordenar e controlar, no nível de direção geral, os


trabalhos a serem desenvolvidos para a implantação das medidas decorrentes desta Diretriz.

2) Encaminhar, se for o caso, ao Comandante do Exército, as propostas relativas às


alterações a serem efetivadas na legislação.

3) Designar, por proposta do Comando de Operações Terrestres, as OM formadoras do


Período Básico do CFS.
A-90

4) Realizar os ajustes de planejamentos orçamentários que se fizerem necessários nos


exercícios financeiros de 2005 e 2006.

5) Modificar o Quadro de Cargos Previstos das OM Corpo de Tropa, com encargo de


formação de sargentos, considerando proposta a ser encaminhada pelo DEP.

b. Departamento de Ensino e Pesquisa

1) Elaborar as IRCAM e outros documentos específicos necessários.

2) Elaborar os novos currículos e planos de disciplinas para todos os Cursos e


Períodos.

3) Propor ao EME as necessárias adaptações nos Quadros de Cargos Previstos das OM


formadoras do Período Básico, para a operacionalização da nova sistemática, ouvidos os
Cmdo Mil Área.

4) Indicar o Gerente do Projeto de Implantação do novo CFS.

5) Consolidar e encaminhar aos Órgãos de Direção Setorial responsáveis as


necessidades apresentadas pelas OM designadas para o funcionamento do Período Básico.

c. Departamento-Geral do Pessoal

1) Elaborar, na esfera de suas atribuições, as propostas de alteração na legislação,


decorrentes desta Diretriz, a serem encaminhadas ao Cmt Ex, por intermédio do EME.

2) Assegurar o preenchimento dos cargos de instrutores e monitores.

d. Departamento de Engenharia e Construção

1) Realizar estudos para quantificação de obras de construção, adaptação e


recuperação, definindo precisamente os recursos necessários e o cronograma de execução,
seja nas OM designadas para o Período Básico, seja nos Estabelecimentos de Ensino
formadores de Sargentos de Carreira.

2) Iniciar as obras de adequação das instalações necessárias com as dotações já


disponibilizadas no orçamento de 2005 e planejar o emprego de recursos orçamentários no
ano de 2006 para a sua conclusão.

e. Departamento Logístico

- Realizar estudos para aquisição e distribuição de material e equipamento individual,


definindo precisamente os recursos necessários e o cronograma para repasse.
A-91

f. Comando de Operações Terrestres

- Propor ao EME as OM Corpo de Tropa a serem designadas formadoras para o


Período Básico, após ouvidos os Comandos Militares de Área.

g. Comandos Militares de Área

1) Observar, para a indicação das OM formadoras, aquelas que oferecem as melhores


condições de formar os sargentos de carreira, tanto em instalações, quanto em pessoal.

2) Apoiar a supervisão e o funcionamento do Período Básico nas OM designadas em


sua área.

3) Nomear e exonerar os instrutores e monitores do CFS/Período Básico, dando


ciência deste ato ao DGP.

h. OM designadas para o funcionamento do Período Básico

- Levantar as necessidades em material, adaptação de instalações e meios de ensino


necessários ao funcionamento do Curso e informar ao DEP, até 30 de março de 2005, através
do canal de comando, para as providências decorrentes.

7. PRESCRIÇÕES DIVERSAS

a. Na elaboração e adequação das instruções reguladoras do concurso de admissão aos


propósitos da presente diretriz, deverá ser observada a legislação vigente, a fim de se evitar
possíveis demandas judiciais. Deverá estar explícito nas instruções reguladoras que o
candidato reprovado ao final de qualquer dos Períodos será desligado do Curso.

b. Um esforço especial deverá ser empreendido no sentido de se divulgar a nova


sistemática de formação de sargentos de carreira do Exército.
ANEXO M

PERFIL PROFISSIOGRÁFICO DOS CURSOS DA EsSA

PERFIL PROFISSIOGRÁFICO DO CONCLUDENTE DO CURSO DE


FORMAÇÃO DE SARGENTOS DE INFANTARIA

1. CARGOS E FUNÇÕES PARA OS QUAIS O CURSO HABILITA

a. O concludente do Curso de Formação de Sargentos de Infantaria está habilitado a


ocupar cargos e exercer funções próprios de 3° Sargento comandante ou integrante de frações
elementares orgânicas do Batalhão de Infantaria Motorizado.
b. O Sargento assim habilitado terá suficiente base para, após a conclusão do curso de
formação, complementar sua habilitação por meio do auto-aperfeiçoamento, cursos e estágios
de instrução que o capacitem aos cargos e funções de sargento não aperfeiçoado, nos demais
tipos de Unidades da arma de Infantaria.

2. REQUISITOS PESSOAIS PARA O DESEMPENHO FUNCIONAL

a. Requisitos comuns

O concludente do Curso de Formação de Sargentos está apto a desempenhar suas ati-


vidades com criatividade, equilíbrio emocional, competência e segurança. Evidencia conhe-
cimento profissional, proficiência, destreza manual e habilidade no manuseio e na utilização
de armamentos, equipamentos e viaturas de uso comum, bem como conhecimento de regula-
mentos básicos, diretrizes, normas e instruções essenciais para o cumprimento de sua missão.
É hígido e exibe vigor físico e resistência, compatíveis com as exigências de seu de-
sempenho funcional.
Evidencia responsabilidade, que se manifesta, entre outros aspectos, pela disciplina,
pela disciplina intelectual, pelo trabalho meticuloso, pela previsão das conseqüências de suas
ações, pelo zelo e pela apresentação.
Possui condições para liderar seus subordinados, demonstrando iniciativa, direção, ob-
jetividade, adaptabilidade, persuasão, competência técnica, combatividade e flexibilidade.
A-93

Identifica-se com os valores centrais e as tradições do Exército, com o qual mantém


acentuado vínculo pelo conhecimento e pelo culto aos grandes vultos militares, em particular
os de sua Arma, Quadro ou Serviço. Reflete acentuado espírito de corpo na capacidade de co-
operação, lealdade, persistência e dedicação.
Demonstra competência interpessoal junto aos públicos interno e externo, por meio de
um estilo de relacionamento marcado pela discrição, comunicabilidade, tato, tolerância, sen-
sibilidade, autocrítica e autoconfiança.
O concludente do curso tem consciência de que sua formação profissional não está
completa. Inserido num mundo em constantes transformações, preocupa-se com o auto-
aperfeiçoamento. Para tanto, procura ampliar a cultura geral e profissional, aprimorar a capa-
cidade de expressão oral e escrita e aperfeiçoar-se na utilização dos recursos de informática.

b. Requisitos específicos

O concludente do Curso de Formação de Sargentos de Infantaria evidencia conheci-


mento profissional, proficiência, destreza manual e habilidade no manuseio e na utilização de
armamento, equipamentos e viaturas previstos para o BI Mtz.
Destaca-se por acentuada rusticidade, sendo capaz de adaptar-se a situações de restri-
ção e privação, sem perda de eficiência.
Apresenta capacidade para agir de forma firme e destemida, diante de situações difí-
ceis e perigosas, seguindo normas de segurança.
Demonstra dinamismo, abnegação, perseverança, dedicação e cooperação.
É capaz de discernir, distinguir, avaliar e determinar, com precisão, aspectos táticos e
técnicos para o cumprimento da missão de sua fração.
A aptidão espacial e o raciocínio lógico são aspectos de sua inteligência, preponderan-
tes para o exercício funcional.
Está apto a ser empregado em situações que exijam rapidez de decisão, exercício da
liderança e julgamento equilibrado de riscos e necessidades. Para tanto, demonstra capacidade
de direção, coragem e equilíbrio emocional.
É capaz de perceber e compreender o ambiente, as características e o sentimento de
seus subordinados, buscando orientá-los e atender a seus interesses e necessidades.
A-94

PERFIL PROFISSIOGRÁFICO DO CONCLUDENTE DO CURSO DE


FORMAÇÃO DE SARGENTOS DE CAVALARIA

1. CARGOS E FUNÇÕES PARA OS QUAIS O CURSO HABILITA

a. O concludente do Curso de Formação de Sargentos de Cavalaria está habilitado a


ocupar cargos e exercer funções próprios de 3° Sargento comandante ou integrante de frações
elementares orgânicas do Regimento de Cavalaria Mecanizado.
b. O Sargento assim habilitado terá suficiente base para, após a conclusão do curso de
formação, complementar sua habilitação por meio do auto-aperfeiçoamento, cursos e estágios
de instrução que o capacitem aos cargos e funções de sargento não aperfeiçoado, nos demais
tipos de Unidades da arma de Cavalaria.

2. REQUISITOS PESSOAIS PARA O DESEMPENHO FUNCIONAL

a. Requisitos comuns

O concludente do Curso de Formação de Sargentos está apto a desempenhar suas ati-


vidades com criatividade, equilíbrio emocional, competência e segurança. Evidencia conhe-
cimento profissional, proficiência, destreza manual e habilidade no manuseio e na utilização
de armamentos, equipamentos e viaturas de uso comum, bem como conhecimento de regula-
mentos básicos, diretrizes, normas e instruções essenciais para o cumprimento de sua missão.
É hígido e exibe vigor físico e resistência, compatíveis com as exigências de seu de-
sempenho funcional.
Evidencia responsabilidade, que se manifesta, entre outros aspectos, pela disciplina,
pela disciplina intelectual, pelo trabalho meticuloso, pela previsão das conseqüências de suas
ações, pelo zelo e pela apresentação.
Possui condições para liderar seus subordinados, demonstrando iniciativa, direção, ob-
jetividade, adaptabilidade, persuasão, competência técnica, combatividade e flexibilidade.
Identifica-se com os valores centrais e as tradições do Exército, com o qual mantém
acentuado vínculo pelo conhecimento e pelo culto aos grandes vultos militares, em particular
os de sua Arma, Quadro ou Serviço. Reflete acentuado espírito de corpo na capacidade de co-
operação, lealdade, persistência e dedicação.
A-95

Demonstra competência interpessoal junto aos públicos interno e externo, por meio de
um estilo de relacionamento marcado pela discrição, comunicabilidade, tato, tolerância, sen-
sibilidade, autocrítica e autoconfiança.
O concludente do curso tem consciência de que sua formação profissional não está
completa. Inserido num mundo em constantes transformações, preocupa-se com o auto-
aperfeiçoamento. Para tanto, procura ampliar a cultura geral e profissional, aprimorar a capa-
cidade de expressão oral e escrita e aperfeiçoar-se na utilização dos recursos de informática.

b. Requisitos específicos

O concludente do Curso de Formação de Sargentos de Cavalaria evidencia conheci-


mento profissional, proficiência, destreza manual e habilidade no manuseio e na utilização de
armamento, equipamentos e viaturas previstos para o RC Mec.
Apresenta acentuada atenção, comunicação, abnegação e liderança na condução de
seus subordinados, contribuindo para a consecução do espírito de corpo.
Possui capacidade para agir de forma firme e destemida, diante de situações difíceis e
perigosas, seguindo as normas de segurança.
O método, a percepção de detalhes e o raciocínio lógico, aliados à cooperação, à dedi-
cação e à versatilidade, são aspectos preponderantes para o exercício funcional.
Está apto a entender e a empregar novos conhecimentos decorrentes do acentuado a-
vanço tecnológico, demonstrando adaptabilidade, facilidade em cálculos numéricos e conhe-
cimentos de informática.
É capaz de perceber e compreender o ambiente, as características e o sentimento de
seus subordinados, buscando orientá-los e atender a seus interesses e necessidades.
A-96

PERFIL PROFISSIOGRÁFICO DO CONCLUDENTE DO CURSO DE


FORMAÇÃO DE SARGENTOS DE ARTILHARIA

1. CARGOS E FUNÇÕES PARA OS QUAIS O CURSO HABILITA

a. O concludente do Curso de Formação de Sargentos de Artilharia está habilitado a


ocupar cargos e exercer funções próprios de 3° Sargento comandante ou integrante de frações
elementares orgânicas do Grupo de Artilharia de Campanha.
b. O Sargento assim habilitado terá suficiente base para, após a conclusão do curso de
formação, complementar sua habilitação por meio do auto-aperfeiçoamento, cursos e estágios
de instrução que o capacitem aos cargos e funções de sargento não aperfeiçoado, nos demais
tipos de Unidades da arma de Artilharia.

2. REQUISITOS PESSOAIS PARA O DESEMPENHO FUNCIONAL

a. Requisitos comuns

O concludente do Curso de Formação de Sargentos está apto a desempenhar suas ati-


vidades com criatividade, equilíbrio emocional, competência e segurança. Evidencia conhe-
cimento profissional, proficiência, destreza manual e habilidade no manuseio e na utilização
de armamentos, equipamentos e viaturas de uso comum, bem como conhecimento de regula-
mentos básicos, diretrizes, normas e instruções essenciais para o cumprimento de sua missão.
É hígido e exibe vigor físico e resistência, compatíveis com as exigências de seu de-
sempenho funcional.
Evidencia responsabilidade, que se manifesta, entre outros aspectos, pela disciplina,
pela disciplina intelectual, pelo trabalho meticuloso, pela previsão das conseqüências de suas
ações, pelo zelo e pela apresentação.
Possui condições para liderar seus subordinados, demonstrando iniciativa, direção, ob-
jetividade, adaptabilidade, persuasão, competência técnica, combatividade e flexibilidade.
Identifica-se com os valores centrais e as tradições do Exército, com o qual mantém
acentuado vínculo pelo conhecimento e pelo culto aos grandes vultos militares, em particular
os de sua Arma, Quadro ou Serviço. Reflete acentuado espírito de corpo na capacidade de co-
operação, lealdade, persistência e dedicação.
A-97

Demonstra competência interpessoal junto aos públicos interno e externo, por meio de
um estilo de relacionamento marcado pela discrição, comunicabilidade, tato, tolerância, sen-
sibilidade, autocrítica e autoconfiança.
O concludente do curso tem consciência de que sua formação profissional não está
completa. Inserido num mundo em constantes transformações, preocupa-se com o auto-
aperfeiçoamento. Para tanto, procura ampliar a cultura geral e profissional, aprimorar a capa-
cidade de expressão oral e escrita e aperfeiçoar-se na utilização dos recursos de informática.

b. Requisitos específicos

O concludente do Curso de Formação de Sargentos de Artilharia evidencia, no desem-


penho das atividades específicas da Artilharia, proficiência, destreza manual e habilidade no
manuseio e na utilização de armamento, equipamentos e viaturas de uso próprio do GAC,
bem como conhecimento de regulamentos e normas básicos para a consecução de padrões de
competência e segurança.
Destaca-se por acentuada meticulosidade, tornando-se capaz de agir e adaptar-se, a-
tendo-se a detalhes significativos.
Está apto a ser empregado em situações que exijam rapidez de decisão, liderança e
julgamento equilibrado.
Demonstra capacidade para agir de forma destemida, com precisão em situações difí-
ceis e perigosas. É capaz de perceber e compreender o ambiente, as características e o senti-
mento dos seus subordinados, buscando orientá-los e atender seus interesses e necessidades.
Demonstra abnegação, cooperação, iniciativa e responsabilidade no desempenho fun-
cional.
Manifesta atenção concentrada e raciocínio lógico, necessários à prevenção de atitudes
errôneas e acidentes.
A-98

PERFIL PROFISSIOGRÁFICO DO CONCLUDENTE DO CURSO DE


FORMAÇÃO DE SARGENTOS DE ENGENHARIA

1. CARGOS E FUNÇÕES PARA OS QUAIS O CURSO HABILITA

a. O concludente do Curso de Formação de Sargentos de Engenharia está habilitado a


ocupar cargos e exercer funções próprios de 3° Sargento comandante ou integrante de frações
elementares orgânicas do Batalhão de Engenharia de Combate.
b. O Sargento assim habilitado terá suficiente base para, após a conclusão do curso de
formação, complementar sua habilitação por meio do auto-aperfeiçoamento, cursos e estágios
de instrução que o capacitem aos cargos e funções de sargento não aperfeiçoado, nos demais
tipos de Unidades da arma de Engenharia.

2. REQUISITOS PESSOAIS PARA O DESEMPENHO FUNCIONAL

a. Requisitos comuns

O concludente do Curso de Formação de Sargentos está apto a desempenhar suas ati-


vidades com criatividade, equilíbrio emocional, competência e segurança. Evidencia conhe-
cimento profissional, proficiência, destreza manual e habilidade no manuseio e na utilização
de armamentos, equipamentos e viaturas de uso comum, bem como conhecimento de regula-
mentos básicos, diretrizes, normas e instruções essenciais para o cumprimento de sua missão.
É hígido e exibe vigor físico e resistência, compatíveis com as exigências de seu de-
sempenho funcional.
Evidencia responsabilidade, que se manifesta, entre outros aspectos, pela disciplina,
pela disciplina intelectual, pelo trabalho meticuloso, pela previsão das conseqüências de suas
ações, pelo zelo e pela apresentação.
Possui condições para liderar seus subordinados, demonstrando iniciativa, direção, ob-
jetividade, adaptabilidade, persuasão, competência técnica, combatividade e flexibilidade.
Identifica-se com os valores centrais e as tradições do Exército, com o qual mantém
acentuado vínculo pelo conhecimento e pelo culto aos grandes vultos militares, em particular
os de sua Arma, Quadro ou Serviço. Reflete acentuado espírito de corpo na capacidade de co-
operação, lealdade, persistência e dedicação.
A-99

Demonstra competência interpessoal junto aos públicos interno e externo, por meio de
um estilo de relacionamento marcado pela discrição, comunicabilidade, tato, tolerância, sen-
sibilidade, autocrítica e autoconfiança.
O concludente do curso tem consciência de que sua formação profissional não está
completa. Inserido num mundo em constantes transformações, preocupa-se com o auto-
aperfeiçoamento. Para tanto, procura ampliar a cultura geral e profissional, aprimorar a capa-
cidade de expressão oral e escrita e aperfeiçoar-se na utilização dos recursos de informática.

b. Requisitos específicos

O concludente do Curso de Formação de Sargentos de Engenharia evidencia conheci-


mento profissional, proficiência, destreza manual e habilidade no manuseio e na utilização de
armamento, equipamentos de engenharia, material de pontes e outros materiais previstos para
o B E Cmb.
Manifesta grande capacidade de direção e comunicabilidade.
Demonstra dedicação, método, organização, abnegação, resistência e interesse por ati-
vidades ao ar livre, além de preparo para cooperar com superiores, pares e subordinados.
Adaptabilidade, cooperação, meticulosidade, dedicação e iniciativa são traços marcan-
tes em sua personalidade.
Possui capacidade para agir de forma destemida, diante de situações difíceis e perigo-
sas, seguindo as normas de segurança.
A percepção de detalhes, o raciocínio lógico, os cálculos numéricos e inteligência são
fundamentais para o exercício funcional.
A-
100

PERFIL PROFISSIOGRÁFICO DO CONCLUDENTE DO CURSO DE


FORMAÇÃO DE SARGENTOS DE COMUNICAÇÕES

1. CARGOS E FUNÇÕES PARA OS QUAIS O CURSO HABILITA

a. O concludente do Curso de Formação de Sargentos de Comunicações está habilita-


do a ocupar cargos e exercer funções próprios de 3° Sargento comandante ou integrante de
frações elementares orgânicas do Batalhão de Comunicações.
b. O Sargento assim habilitado terá suficiente base para, após a conclusão do curso de
formação, complementar sua habilitação por meio do auto-aperfeiçoamento, cursos e estágios
de instrução que o capacitem aos cargos e funções de sargento não aperfeiçoado, nos demais
tipos de Unidades da arma de Comunicações ou outras OM, operacionais ou não.

2. REQUISITOS PESSOAIS PARA O DESEMPENHO FUNCIONAL

a. Requisitos comuns

O concludente do Curso de Formação de Sargentos está apto a desempenhar suas ati-


vidades com criatividade, equilíbrio emocional, competência e segurança. Evidencia conhe-
cimento profissional, proficiência, destreza manual e habilidade no manuseio e na utilização
de armamentos, equipamentos e viaturas de uso comum, bem como conhecimento de regula-
mentos básicos, diretrizes, normas e instruções essenciais para o cumprimento de sua missão.
É hígido e exibe vigor físico e resistência, compatíveis com as exigências de seu de-
sempenho funcional.
Evidencia responsabilidade, que se manifesta, entre outros aspectos, pela disciplina,
pela disciplina intelectual, pelo trabalho meticuloso, pela previsão das conseqüências de suas
ações, pelo zelo e pela apresentação.
Possui condições para liderar seus subordinados, demonstrando iniciativa, direção, ob-
jetividade, adaptabilidade, persuasão, competência técnica, combatividade e flexibilidade.
Identifica-se com os valores centrais e as tradições do Exército, com o qual mantém
acentuado vínculo pelo conhecimento e pelo culto aos grandes vultos militares, em particular
os de sua Arma, Quadro ou Serviço. Reflete acentuado espírito de corpo na capacidade de co-
operação, lealdade, persistência e dedicação.
A-
101

Demonstra competência interpessoal junto aos públicos interno e externo, por meio de
um estilo de relacionamento marcado pela discrição, comunicabilidade, tato, tolerância, sen-
sibilidade, autocrítica e autoconfiança.
O concludente do curso tem consciência de que sua formação profissional não está
completa. Inserido num mundo em constantes transformações, preocupa-se com o auto-
aperfeiçoamento. Para tanto, procura ampliar a cultura geral e profissional, aprimorar a capa-
cidade de expressão oral e escrita e aperfeiçoar-se na utilização dos recursos de informática.

b. Requisitos específicos

O concludente do Curso de Formação de Sargentos de Comunicações evidencia co-


nhecimento profissional, proficiência, destreza manual e habilidade no manuseio e na utiliza-
ção de equipamentos próprios de unidades de Comunicações.
Manifesta atenção concentrada, necessária ao correto desenvolvimento das atividades,
evitando atitudes errôneas e acidentes.
Demonstra equilíbrio emocional, quando atua sob condições adversas.
Apresenta boa caligrafia na elaboração de mensagens e relatórios.
Revela espírito de cooperação e abnegação para o trabalho em equipe.
Possui responsabilidade e organização para cumprir suas obrigações, por vezes indivi-
dualmente, independente de fiscalização.
Apresenta iniciativa ao se deparar com situações inopinadas que exijam ações coeren-
tes e acertadas, independentemente de orientações de superiores.
Demonstra zelo na manutenção do material e equipamento de comunicações, para pre-
servação da vida útil dos mesmos.