Resumo do livro A Luta pelo Direito O Direito é uma ideia, que possui antítese, meio e fim, porém não

se deve dar relevância só ao fim, pois os meios de se chegar a um resultado são de extrema importância. A principal antítese do Direito é luta e paz, sendo a paz o termo do Direito e a luta o meio de obtê-lo. A luta seria contra a injustiça tanto contra o povo, quanto contra o indivíduo, que é uma obrigação, uma condição, sendo esta a forma pela qual o direito foi adquirido. O direito é um misto de razão (balança) e justiça (espada), desempenhado não só pelos poderes públicos, mas também pelo povo, e essas devem estar em igualdade de forças, pois caso contrário o direito pode vir a tornar-se algo bruto ou impotente. Devido à diferença existente entre direito (luta) e propriedade (gozo, trabalho e paz) o dever não se impõe a todos na mesma proporção, pois quem passa sua vida dentro dos limites do direito, sem lutar, não compreenderia o conceito de luta que o direito traz. Assim esses dois aspectos geram ideologias contrárias. A luta do direito não é imediatista, pois a luta de uma nação hoje pode vir gerar paz só para as próximas gerações. O direito possui um duplo sentido, o objetivo que seria o que está na lei, para todos e o sentido subjetivo que é o interpretar de direito de cada cidadão, e para os dois existe uma resistência, sendo o segundo apoiado no primeiro. Mas de nada adiantará doutrinas, códigos e outros instrumentos jurídicos se os interessados não conhecerem ou reclamarem seus direitos. Todas as grandes conquistas que se registraram na história do direito foram adquiridas com luta, havendo assim renovação e ruptura com o passado, por isso o estudo dessa doutrina não pode se apegar a esse aspecto. Teorias pregam que o homem deve esperar para as coisas acontecerem, porém isso é um erro, pois elas só acontecerão se o homem descruzar os braços e lutar pelas causas necessárias. A luta pelo direito concreto se dá pela subtração desse direito. Mesmo dentro do direito privado é necessário que se sobressaia a verdadeira significação da luta pelo direito, pois um homem sem direito desce ao nível dos brutos. Não se luta somente em defesa de uma coisa material, mas sim se defende a honra e o direito de cada um, pois a propriedade de um homem é de onde provém sua existência e resistir à injustiça é um dever para consigo mesmo. Quando um indivíduo tem seus direitos lesados, deve optar por lutar por eles ou então deve abrir mão da luta. Para tanto, tal escolha implica sacrifício. Ou o direito será sacrificado em nome da paz, ou a paz será sacrificada pelo direito. Quem defende seu direito, defende também todo o direito. O interesse e as consequências do seu ato vão além de sua pessoa, atingindo toda a nação. Todos aqueles que usufruem dos benefícios do direito devem também contribuir para sustentar o poder e a autoridade da lei foi criada para ser usada, se não for perde seu motivo e sua força. Dentro da esfera social o direito é dividido em objetivo (classificado como um conjunto de normas jurídicas vigentes, criadas e aplicadas pelo Estado à sociedade) e subjetivo (é uma característica inerente ou adquirida pelo indivíduo). Mas para que funcionem é necessária a luta pela lei, pois essa pode tornar-se vazia, fazendo com que o próprio direito corra o risco de não funcionar, por isso a justiça deve ser administrada por pessoas capacitadas e engajadas para que a balança fique sempre equilibrada. As autoridades judiciárias não podem se deixar corromper, pois isso se tornaria um “assassinato judiciário”, pecado mortal do direito. O indivíduo também não pode se deixar corromper, pois se isso acontecer ele não estará mais do lado da justiça e sim do lado de quem está transgredindo a justiça. O meio mais vigoroso de se proteger a nação é a força moral unida ao sentimento de direito despertado em um povo. A verdadeira escola de educação política dos povos é o direito privado, onde o individuo protege a si para posteriormente conseguir proteger toda a sociedade. Nosso atual direito atual foi moldado a partir do direito Romano e o padrão que mede as lesões é o materialismo. Esse direito veio se desenvolvendo: em primeiro estava o direito antigo, com um sentimento violento de justiça, depois veio o direito intermediário que já possuía uma força comedida e por último o direito se atrofiou no sentido de justiça. O ladrão que rouba não faz o ato só de roubar o indivíduo ele também ataca as leis do Estado e a lei moral. Antigamente na Roma um crime era pago com penas, hoje as penas estão se convertendo em pagamentos de quantias relativas ao grau do crime cometido, também há a dificuldade de diferenciação entre direito objetivo e subjetivo (não se sabe se faz algo porque está certo ou se por ignorância) e nesse contexto muitas vezes o criminoso passa a ser mais

das classes sociais. 54). (p. Ihering desenvolve uma nova tese a partir de que os direitos nada mais são do que decorrentes de uma noção de utilidade ou de interesse juridicamente protegido. Só a circunstância de outros resistirem salva a ele e à comunidade das conseqüências que seu modo de agir acarretaria inevitavelmente. (p. o direito novo terá de travar uma luta para imporse. designo como valor ideal.” (p. compreende os princípios jurídicos manipulados pelo Estado. .” (p. (p. quanto a honra passaram a ser facilmente restituídas. deve-se mudar esse patamar lutando. no sentido objetivo. no sentido subjetivo. E diz também que: “A paz sem luta e o gozo sem trabalho pertencem aos tempos do paraíso. O fim do direito é a paz. uma luta que muitas vezes dura séculos e cuja intensidade se torna maior quando os interesses constituídos se tenham corporificado em forma de direitos adquiridos. “O direito.. segundo a classe social e a profissão. Ihering considerava sua obra uma tese de moral prática. O direito. Mas não se deve ficar de braços cruzados. que por amor à comodidade foge a luta pelo direito sempre que o valor do objeto do litígio não constitua um estímulo à resistência. 27). defende as condições éticas de sua vida. que é a de que o titular que defende seu direito. A luta pelo direito é a poesia do caráter. dos indivíduos. em contraposição ao valor puramente material que encerra sob o ponto de vista do interesse.28). o meio de que se serve para consegui-lo é a luta. A filosofia da vida que põe em pratica nada é senão a política da covardia. destinada principalmente a despertar nos espíritos essa disposição moral que deve constituir a força suprema do Direito: a manifestação corajosa e firme do sentimento jurídico. tanto a propriedade. mas de toda população.protegido que a vítima. salva-a à custa da honra. que no terreno puramente material não passa de uma prosa trivial. dos governos. 52) Explicita o valor do direito com relação entre o direito e a pessoa [. “o direito é um trabalho sem tréguas. Ele diferencia o direito objetivo do direito subjetivo. 48) Sob a covardia: Seja qual for a causa dessa disposição frouxa. Também o covarde que foge da batalha salva aquilo que os outros sacrificam: a vida. Ele começa seu livro com o verdadeiro objetivo do direito sob seu ponto de vista. Esse fato serviria tão-somente para dar a devida ênfase a uma verdade muito mais transcendente. numa verdadeira luta pelo direito a bem da preservação da personalidade.” (p. 27) Para Ihering. para mencionar o sentimento de justiça de cada um. pois sem luta não há direito. Não tive a intenção de demonstrar simplesmente que o sentimento de justiça adquire diversos matizes de suscetibilidade.. É sabido que a palavra direito é usada em duas acepções distintas.31) Na obra utiliza-se três profissões.. 54).” (p. não só do Poder Público.29) A respeito do direito defendido pelo interesse. O direito. A vida do direito é a luta: luta dos povos. Enquanto o direito estiver sujeito às ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o mundo for mundo . o ordenamento legal da vida. (p.] “um valor incomensurável que. Ele porém. (p. a objetiva e a subjetiva. o que importa é reconhece-la e descreve-la como ela é. e mede a gravidade das violações do direito apenas pelo padrão dos interesses da respectiva classe. representa a atuação concreta da norma abstrata. Sempre que o direito existente esteja defendido pelo interesse. esses benefícios só surgem como produto de um esforço persistente e exaustivo. ou seja. quando alcança a esfera da personalidade transforma-se em poesia. de que resulta uma faculdade específica de determinada pessoa. Fichamento FICHAMENTO: Em A Luta Pelo Direito. ele não poderá prescindir da luta. na história.

no interesse da sociedade. Ao que comete violar o direito Ihering diz. pois a manutenção da ordem jurídica por parte do Estado só é possível através de uma incessante luta deste contra a anarquia. é a Luta dos Povos. O Direito não é apenas teoria pura e sim. Trata-se de uma questão de honra fazer valer os seus direitos. pois a luta é a única forma de consegui-lo. não necessáriamente uma Luta sangrenta. 62). o direito não consiste puramente em uma teoria. somente é adquirido através da Luta. PARÁFRASE: Ihering mostra que todo Direito. Resumindo. só a merece. O direito em seu sentido objetivo. mas uma força viva. é classificado como um conjunto de normas jurídicas vigentes. E somente através da luta é que se dá vida ao direito. daquele que a autoridade investiga em suas funções pela graça de Deus comete ao violar o direito. o meio de que se serve para conseguilo é a luta. a essência do direito está na ação. tal escolha implica sacrifício. aproxima-se. “A ofensa ao meu direito é a ofensa e a negação do direito como tal. por mais grave que seja. (p. Aquilo que nossa língua designa de forma tão adequada como o assassínio judiciário representa o pecado mortal do direito. pelas vias regulares do direito. 62). nossos objetivos em uma determinada sociedade. Muitas vezes a dor moral por ser injustiçado é muito maior que a vontade de se recuperar o objeto do litígio em questão. pelo menos para o senso moral não corrompido.” (p. pois estes têm suas vidas decorrendo de maneira tranqüila. Nem mesmo o sentimento de justiça mais vigoroso resiste por muito tempo a um sistema jurídico defeituoso: acaba embotando. Nenhuma injustiça praticada pelo homem. o Livro fala sobre a Luta que temos que entrar para conseguir conquistar nossos Direitos. “É esta a palavra final do sábio: A vida e a liberdade. Seu ato equivale ao do médico que envenena o paciente. há os que considerem mais . Apesar de estar claro que o direito é uma luta que visa a sobrevivência da paz em sociedade. “Todo aquele que desfruta as bênçãos do direito deve contribuir para manter a força e o prestígio da lei. (p. sua defesa é a defesa e o restabelecimento do direito em sua totalidade. Ou o direito será sacrificado em nome da paz. alega que apara se chegar a ter direito é necessário a luta. Destarte. O fim do direito é a paz. Ao comparar o direito com a propriedade. todo homem é um combatente pelo direito. ou a paz será sacrificada pelo direito. mas uma força viva.” (p.Em relação a benção e ofensa do direito Ihering trás. deve optar por lutar por eles ou então deve abrir mão da luta. foi necessária a luta por elas. Para se concretizar grandes conquistas. e para se ter a propriedade é necessário o trabalho. Porém. definhando. que sufocará se a ação for impedida ou constrangida. degenerando. pois o Direito não é apenas uma teoria pura. de uma sociedade. 94). mas uma força viva. 69) Ao sentimento de justiça. criadas e aplicadas pelo Estado à sociedade. a liberdade de ação representa para o sentimento de justiça. Luta dos governos. é uma característica inerente ou adquirida pelo indivíduo. O que o ar puro representa para a chama. Explica ainda o Direito Objetivo e o Direito Subjetivo. RESUMO COM PARÁFRASE: Para o autor. Em poucas palavras. A luta pelo direito subjetivo ou concreto é provocada quando este é lesado ou usurpado. Seu objeto de estudo é o direito subjetivo. ao do tutor eu estrangula o pupilo. O guardião da lei transforma-se em assassino. Quando um indivíduo tem seus direitos lesados. Para tanto. Já o direito. A palavra direito deve ser lida com duplo sentido. 78) Ihering revela que o Direito só é conseguido por luta.” (p. E este é o caráter que torna o direito uma luta pela conquista da paz. Para se obter a finalidade que este busca atingir ? a paz ? é necessário que haja uma luta. Ihering afirma que se não há luta não há Direito. Aquele que sem cessar tem de conquista-la. há aqueles que não o vêem desta forma. do seu ponto de vista subjetivo. conforme já ressaltei várias vezes. É que.

o mesmo não é uma simples idéia. Há uma conexão do direito com a pessoa. mas também as devolve a ele. em nome da conservação moral. A luta é muito sofrida. A filosofia de vida põe em pratica senão a política de covardia. a luta é o trabalho eterno do direito. Na maioria dos casos. defendida pelo direito. a relação no fato de que o direito objetivo constitui da proposta do direito subjetivo. em nome da defesa moral para que este se realize diante da sociedade. muito desgastante. em um litígio envolvendo duas partes. conflitos. o direito concreto não só recebe vida e energia do direito objetivo. sendo então. . dos indivíduos. é tida como a obediência a lei moral enquanto fixadas pelas normas. Pois a essência do direito é a ação. sem tréguas. constituindo um direito para si próprio. A defesa do direito é um dever com a sociedade. onde estas não admitem um consenso. Quem defende seu direito. Tal escolha implica sacrifícios. após a decisão. uma força viva. sem a noção de que é um dever para com a sociedade. Ninguém pode se deixar abater pelas injustiças que acontecem em nossa volta dentro da sociedade. um valor designado de valor ideal. É um processo intenso atribuir novas idéias diante ao tradicional. Direito em sentido objetivo. o meio de que se serve para consegui-lo é a luta. que confere a todos os direitos. defende também na esfera estreita todo o direito. O direito violado. a falta de uso deste pode fazê-la parar de fortalecer e que seja anulada a norma. Devemos manter viva a luta pelo direito. Para se defender. no interesse da sociedade. Resenha Ihering expõe à idéia do seu pensamento principal. Porém. mas é para o bem maior que é a sociedade. é o comprimento do dever pelo ato da vontade do indivíduo. A defesa do direito é um dever da própria conservação moral. independente da sua natureza. Se todos parassem de lutar por seus direitos tanto objetivos quanto subjetivos a nação entraria em colapso e ruiria. O interesse e as conseqüências do seu ato vão além de sua pessoa. firmando esta proposta. E essa essência pode ser entendida como aquele idealismo que na lesão do direito não vê somente um ataque à propriedade. A luta não será em vão. A vida do direito é a luta: luta dos povos. O direito dever ser defendido como se fosse um dever parar si próprio. o homem não precisa utilizar a violência. As defesas do direito alem de ser um dever do indivíduo para consigo mesmo é um dever a comunidade. ele não poderá prescindir da luta. já que tantas injustiças. nos indagando a luta pelo direito. ditadura cruel e etc. pois se não lutam e nem mesmo pelos seus direitos não irão muito menos lutar pelo seu país. sem o direito. E o autor considera tal postura condenável e contrária à essência do direito. O fim do direito é a paz. A palavra direito precisa se lida com duplo sentido. mas a própria pessoa. antes regularizadas pelo estado. o mesmo seria lezado ou usurpado. para que este se realize perante a sociedade. ou seja. renovação de idéias e é sempre um movimento difícil. A luta pelo direito é um dever do interessado para consigo próprio. foram abolidas como a escravidão. que nos não possamos nos acomodar com isso e apagar a chama pela luta do direito. portanto. Mesmo os que lutam pelo direito sem a visão do todo. Enquanto o direito estiver sujeito às ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o mundo for mundo –. A luta pela existência se retrata não só pela luta pela vida. como o objetivo e uma nação melhor. uma delas sairá lesada. O direito é a base moral para a vida dos indivíduos na sociedade. leva-nos a uma reação de defesa pessoal. pelo direito. das classes sociais. seja verbal ou física.válido abandonar seu direito em nome da paz. é um trabalho árduo. que se faz necessária. Cada qual é lutador nato. Já o direito no ponto de vista subjetivo. pode-se recorrer ao poder público para ter seus direitos garantidos. se houver organização de classe e luta pela melhoria de reconhecimento. A historia pelo direito é marcada por lutas. A defesa é sempre uma luta. mas também pela existência moral. atingindo toda a nação. e quando eles têm seus direitos injustiçados deve-se optar lutar por eles ou então abrir mão de tal luta. Todos aqueles que usufruem dos benefícios do direito devem também contribuir para sustentar o poder e a autoridade da lei. também contribuem para a luta contra o arbítrio. O desenvolvimento do direito é uma constante luta. o direito ligado ao idealismo. dos governos. O direito deve ser defendido como se fosse um dever de cada um para consigo próprio.

O indivíduo conhecedor de seus direitos contribui para uma sociedade justa. O fator. para outros. a luta é o trabalho eterno do direito.Os que não o cumprem cometerão um ato de traição. para alguns. Tanto a propriedade como o direito encerram duas facetas que se podem desdobrar no plano subjetivo. construindo uma nação forte que lutará sempre pela sua soberania.Há a necessidade de no direito privado ser travada uma luta do direito contra a injustiça. A atitude da defesa do direito privado é recíproca ao Estado.uma luta que exige união de toda nação contra ignonimias. não é o patrimônio. mas que já foi admitido. mas também o valor do direito. o abandono total do direito. mas o feitio individual do sentimento de justiça.Todos os direitos da humanidade foram conquistados pela luta. Perigoso é quando se tem o direito ferido e não se sente nada. o direito concreto não só recebe vida e energia do direitoobjetivo.Outro fator de sentimento de justiça será a energia com que o individuo repelirá a umaafronta a um preceito vital a sua moral. de tal forma que. No direito. o direito concreto não é sódependente do direito subjetivo. uma anestesia moral. a intensidade com que o sentimento de justiça se projeta sobre o patrimônio. A defesa do direito é um dever de autoconservação moral. fundamentando esta proposição. seja o direito do indivíduo. E a figura do viajante austríaco que não luta tão bravamente pelo direito e conseqüentemente caracteriza o tipo de sentimento de justiça tênueque encontra em seu país. sem o direito. A luta pelo direito subjetivo é também uma luta pela lei. um emblema da nação. só se afirma por uma disposição ininterrupta para a luta. A defesa da própria existência é a lei suprema de toda vida. o homem encontra e defende suas condições de subsistência moral. A consciência do direito de cada um e a disposição para lutar por ele contribui para a eficácia do Ordenamento Jurídico e a manutenção da Ordem Social. seja o direito de um povo. no caso. mas também as devolve a ele. Ao gozo e à paz desfrutada por um indivíduo corresponde o trabalho e a luta de outro. o trabalho e a luta. A defesa é sempre a luta.A defesa do direito além de ser um dever do indivíduo para consigo mesmo é um dever para com a comunidade. Se todos parassem de lutar por seus direitos tanto objetivosquanto subjetivos a nação entraria em colapso e ruiria. quediagnostica que este indivíduo esta com a moral deteriorada. portanto. Penso . no qual o titular do direito retribui integralmente o benefícioque a lei proporcionou. Para Ihering. a falta de uso deste pode faze-la parar de vigorar eque seja revogada a norma. Num caso de violação do direito. quando feri não somente a seu patrimônio como a suamoral. destinam-se o gozo e a paz e. representa o suicídio moral. pois se não lutam nem mesmo pelosseus direitos não irão muito menos lutar pelo seu país. O direito não é uma simples idéia. é uma força viva. a propriedade é a parte da pessoa. regride a uma condição animalesca.A figura típica do viajante inglês expõe bem. vejamos a relação no fato de que odireito objetivo constitui pressuposto do direito subjetivo. O verdadeiro estado de direito só pode existir quando a justiça sabe brandir a espada com a mesma habilidade com que manipula a balança. hoje impossível. devemos avaliar que não se encontra em jogo apenas o valor material do objeto. o tipo de luta por seus direitos e dodireito de seu país. Todo e qualquer direito. e sofrerãoconstrangimento em um Estado que defende seu sentimento de justiça.

Presença de penas pecuniárias como finalidade nas sentenças. a objeçãodeveriam ter acontecido antes da validação do título. pois se não o reconhece e defende. pois no caso em questão prejudicou o autor da ação. penso. O direto Romano protege o réu e põe o titular da ação em desvantagemcolocando-o em situações de renegar seu direto por medo de não ter seu direto adquirido eainda sofrer punição pela acusação.matemática. não o direito público. esta frase caracteriza perfeitamente o caráter imposto ao direito Romano quedesde que o mundo é mundo dificilmente houve outra jurisprudência que tanto abalou a fé e aconfiança do povo no direito. comodefenderá. A balança de Temis só pesa o dinheiro e nãomais a justiça. gota por gota. perante a decisão do juiz quehavia validado seu titulo e após argumento. na minha opinião cometendo uma injustiça. Isso deixa claro odireito que apesar de muito citado por Ihering se mostra o oposto de justiça moral sendo apenas uma ferramenta de resolução de problemas pecuniários. sob pena de se tornar um jogo vão e uma frase vazia e com a não aplicação da justiça do direitolesado assistimos ao desmoronamento da própria lei. o indivíduo se volta contra a sociedade. mas essesentimento de justiça deve manifestar-se não apenas teoricamente mais também praticamentenas relações de vida dos cidadãos. salvo descoberta de corrupção no julgamento. pois julga sempre em torno do materialismo.A não aplicação da lei em um caso concreto e privado pode provocar revolta eceticismo na lei. IV A verdadeira escola de educação política dos povos é o direito privado. é aqui que deve constituir o capital moral do Estado. quando necessário.Direito Romano no direito antigo não tem reconhecimento da aplicabilidade do critériode culpabilidade nas relações do direito privado. É no direito privado nas relações de vida que há de se formar e acumular. Põe o direito subjetivo em condição de abandonar a lutadiante da injustiça. Penso que assim se sentiu Shylock após ver seu direito ser despedaçado junto a sua fé na justiça.O sentimento de justiça serve para o Estado impor sua condição de soberania dentro dosseus limites territoriais e também fora deles. . distinção precisa de antigamente objetiva esubjetiva.assim comoIhering que o ato de não tolerar injustiças é mais adequado do que apenas não praticar injustiças. o direito de sua pátria?O que determina o grau de resistência à agressão não é o temperamento da pessoa doagressor. O direito em Roma não faz mais distinção entre lesão objetiva e subjetiva.A luta pelo direito subjetivo é também uma luta pela lei. e a lei terá de afirmar-se. seus direitos públicosinternos e a posição que lhe cabe no plano internacional. mas a intensidade do sentimento de justiça. caso que transita em julgado nãoretroage. basta ver como o indivíduo defendeseu direito individual no dia-a-dia da vida privada. concordo comIhering na sua colocação. que não inseria a intenção moral do direito e somente apenas a questão pecuniária. invalidado anteriormente a decisão judiciária que o privando depois decaso terminado reparou uma injustiça cometendo outra. mesmo este ferindo os direitos humanos deveriade ter sido.Para saber de que forma um povo defenderá. Penso que no caso do mercador Shylock há uma falha do direito. já que os indivíduos com a primeira se sentem coagidos a não fazerem a segunda. é o materialismo mais prosaico e rasteiro que nele encontrousua expressão. a energia moral com que costuma seafirmar. entrando em contradição atudo antes exposto pelo autor e que considero semeadora forma de injustiça para com a moralinstitucional e com o povo. sei que naquela época poderia nãohaver esse argumento mas penso ser o correto a ser usado. visto que o titulo já dado como válido deve ser aplicado.Todos estes argumentos só nos mostram como o direito Romano apesar de evoluído para sua época era imbuído de injustiças que tinham a finalidade de encobrir outrasinjustiças. V O Direito Romano nem de longe corresponde às reivindicações mais justificadas de umautêntico sentimento de justiça. Mostrando o Estado estar sadio.

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