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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

FACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA E COMUNICAÇÃO


DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA INFORMAÇÃO
Curso de Biblioteconomia
PLANO DE ENSINO
CÓDIGO/DISCIPLINA
BIB03079 - INFORMAÇÃO ESPECIALIZADA

PRÉ-REQUISITOS DOCENTE
BIB03064 E BIB03016 E
Ana Maria Mielniczuk de Moura e Jussara Pereira Santos
BIB03088
ETAPA ACONSELHADA CRÉDITOS/CARGA HORÁRIA
Quinta etapa
04cr/60ha
PERÍODO LETIVO HORÁRIO
2009/2
Quarta-feira, 8h30min às 11h50min

NATUREZA
Obrigatória
SÚMULA
Geração, comunicação e uso de informações em Ciências Sociais, Humanas, Artes e
Ciência e Tecnologia, através de canais formais e informais. Principais fontes na área, suas
características, análise e uso.

1 OBJETIVOS

1.1 Objetivo Geral

Habilitar o aluno no uso de fontes de informações especializadas nas áreas das


Ciências Sociais, Humanas, Artes, Ciência e Tecnologia e Negócios, buscando otimizar sua
utilização e inserção no processo de referência.

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1.2 Objetivos Específicos

São objetivos específicos da Disciplina:

a) analisar o processo de comunicação científica e seus principais elementos;


b) identificar as fontes de informação de acordo com demandas de áreas
específicas;
c) desenvolver habilidades de avaliação das fontes de informação especializadas.
d) desenvolver habilidades de busca em fontes de informação especializadas.

2 COMPETÊNCI AS E H ABILID ADES

Ao final do semestre o aluno deverá ser capaz de:

a) conhecer o processo de comunicação científica;


b) selecionar fontes adequadas às necessidades de informação especializada;
c) formular estratégias de buscas adequadas a fontes de informação;
d) avaliar as fontes de informação especializadas;
e) obter informações a partir de fontes especializadas para cadeias produtivas.

3 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
3.1 O Processo de Comunicação Científica
3.2 Informação Científica, Tecnológica e para Negócios
3.3 Fontes de informação Jurídico-legislativas
3.3 Fontes de Informação Pessoais e Institucionais
3.4 Fontes de Informação Bibliográficas Especializadas
3.4.1 Literatura cinzenta,
a) anais de eventos;
b) relatórios técnicos;
c) teses e dissertações;
d) normas técnicas;
e) Arquivos Abertos.
3.4.2 Patentes
3.4.3 Serviços de indexação e resumos
3.4.4 Índices de citações
3.4.5 Obras de referência,
a) guias de referência;
b) dicionários;
c) enciclopédias.
3.5 Informação para Cadeias Produtivas.

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4 METODOLOGIA
Aulas expositivas, exercícios individuais e em grupo, leitura e comentário de textos,
análise de fontes de informação especializadas e seminários.
5 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

CONTEÚDOS MÊS 1 MÊS 2 MÊS 3 MÊS 4 MÊS 5


Informação Científica. A Comunicação
Científica. Fontes de Informação
*****
Pessoais e Institucionais. Open Archives. *****
Avaliação por pares. Cadeias Produtivas.
Informação para Cadeias Produtivas.
Serviços de Indexação e Resumos.
Fontes de Informação Científica e *****
Tecnológica
Informação para Negócios, para a
Indústria e Industrial *****
Literatura Cinzenta. Patentes. Fontes de *****
Informação Jurídico-legislativas.
Patentes. Índices de Citação.
Apresentação do trabalho final. Avaliação *****
final. Recuperação e encerramento da
Disciplina.

6 EXPERIÊNCIAS DE APRENDIZAGEM

Busca em bases de dados especializadas, análise das fontes pessoais,


institucionais e bibliográficas (em qualquer suporte) e seleção de fontes de informação
para a cadeia produtiva do leite e/ou da indústria de cutelaria.

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7 AVALIAÇÃO

7.1 Procedimentos

A avaliação será realizada no decorrer do semestre letivo através de provas,


apresentação de trabalhos individuais e/ou grupos; participação em seminários,
freqüência, contribuições à Disciplina, cumprimento de datas de apresentação dos
trabalhos.
O conceito final do aluno será constituído pela média dos conceitos obtidos em
atividades desenvolvidas ao longo do semestre, sendo: 1) somatório dos trabalhos
realizados em grupo; 2) avaliações (provas) individuais escritas; 3) elaboração e
apresentação do trabalho final.
Os aspectos a serem considerados na elaboração dos trabalhos e atividades são:
qualidade científica, clareza e coesão textual, aplicação das normas da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e cumprimento dos prazos estipulados.
Serão atribuídos pesos diferentes para as avaliações, trabalhos e atividades
realizadas.
7.2 Atribuição de Conceitos

7.2.1 Conceito A (trabalhos excelentes): o aluno demonstra ter aprendido o conteúdo


ministrado; usa adequadamente o vocabulário da Área; utiliza bibliografia atualizada e
pertinente; evidencia conhecimento do referencial teórico; contribui com a dinâmica do
processo de ensino e de aprendizagem, através de questionamentos, observações ou
outra forma de participação.

7.2.2 Conceito B (trabalhos muito bons): o aluno demonstra ter aprendido o conteúdo
ministrado, mas ainda evidencia lacunas em seu conhecimento, manifestas por meio de
dúvidas ou incorreções em seu desempenho, em relação: ao uso do vocabulário da Área;
à utilização da bibliografia atualizada e pertinente; ao conhecimento do referencial teórico;
contribui com a dinâmica do processo de ensino e de aprendizagem, através de
questionamentos, observações ou outra forma de participação.

7.2.3 Conceito C (trabalhos regulares): o aluno demonstra ter aprendido, em parte, o


conteúdo ministrado; apresenta dúvidas e imprecisões conceituais e metodológicas;
pouco contribui com a dinâmica do processo de ensino e de aprendizagem, através de
questionamentos, observações ou outra forma de participação.

7.2.4 Conceito D (trabalhos e participação insuficientes): o aluno demonstra não ter


aprendido o conteúdo ministrado; apresenta muitas falhas conceituais e metodológicas;
não contribui com a dinâmica do processo de ensino e de aprendizagem, através de
questionamentos, observações ou outra forma de participação.

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7.3 Quadro de Conceitos

CONCEITOS OBJETIVOS ALCANÇADOS QUALIDADE DE ATINGIMENTO DOS


OBJETIVOS ALCANÇADOS
A PLENAMENTE, COM AVANÇOS EXCELENTE
B PLENAMENTE SUFICIENTE
C PARCIALMENTE SUFICIENTE
D MUITO PARCIALMENTE INSUFICIENTE

7.4 Atividades de Recuperação

Será oportunizada uma recuperação ao final do semestre. Não será dada nova
oportunidade quando se tratar de não cumprimento dos prazos estipulados, respeitando-
se a legislação vigente quanto a questões da saúde.
8 BIBLIOGRAFIA

Esta seção inclui a bibliografia essencial, básica e complementar da Disciplina.

8.1 Bibliografia Básica Essencial

CAMPELLO, Bernadade Santos; CENDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette


Marguerite Kremer (Org.). Fontes de Informação para Pesquisadores e
Profissionais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2000.

CUNHA, Murilo Bastos da. Para Saber Mais: fontes de informação em ciência e
tecnologia. Brasília, DF: Briquet de Lemos/Livros, 2001.

POBLACION, D. A., WITTER, G. P., SILVA, J. F. M. (Org.). Comunicação & Produção


Científica: contexto, indicadores e avaliação. São Paulo: Angellara, 2006.

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8.2 Bibliografia Básica

ALONSO, Cecília Andreotti Atienza. A Informação Jurídica Face às Comunidades da Área


do Direito e a dos Fornecedores da Informação Jurídica. In: CIBERÉTICA: Simpósio
Internacional de Propriedade Intelectual, Informação e Ética,. 1., 1998, Florianópolis,
Anais . . . Florianópolis: Associação Catarinense de Bibliotecários, 1998. Disponível
em: <http:www.ciberetica.iaccess.com.br/português/main.htm>. Acesso em: 23 set. 2003.

BODOT, Viviani; ANDRIOW, Sandro. Comunicação Interpessoal e Desempenho Humano


nas Organizações. Revista de Negócios e Tecnologia da Informação, Curitiba, v. 2, n.
1, 2007. Disponível em:
<http://rnti.fespp.Br/include/getdoc.php?id=2548article=698mode=pdf>. Acesso em: 27
fev. 2008.

BORGES, Mônica Erichsen Nassif; CARVALHO, Natália Guiné de Mello. Produtos e


Serviços de Informação para Negócios no Brasil: características. Ciência da Informação,
Brasília, DF, v. 27, n. 1, p. 76-81, jan./abr. 1998.

CALVA GONZÁLEZ, Juan José. El comportamiento en la búsqueda de información de los


investigadores del área de humanidades y ciencias sociales. Investigación
Bibliotecológica, México City v. 13, n. 27, p. 11-40, jul./dic. 1999. Disponível em: <
http://www.ejournal.unam.mx/iibiblio/iib_v13-27.html>. Acesso em: 29 set. 2003.

CAMPELLO, Bernadete S.; CAMPOS, Carlita M. Fontes de Informação


Especializada: características e utilização. Belo Horizonte: UFMG, 1993.

CENDÓN, B. V. Bases de Dados de Informação para Negócios no Brasil. Ciência da


Informação, Brasília, DF, v.32, n.2, p.17-36, maio/ago. 2003.

CUNHA, Murilo Bastos da. Para saber mais : fontes de informação em ciência e
tecnologia. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2001. 168 p

DAMASIO, Edilson. Inteligência Competitiva e Informação para Indústria e Negócios:


uma avaliação teórica e prática, no setor industrial. Revista de Negócios e Tecnologia
da Informação, Curitiba, v. 1, n. 1, 2006.

FONTES Eletrônicas de Informação para Negócios. Disponível em:


http://www.eci.ufmg.br/cendon/links/linksbrasil/gerais.htm#Informações%20Socio. Acesso
em: 08 ago. 2005.

FUTURO da Indústria: cadeias produtivas: coletânea de artigos. Brasília, DF: Ministério


do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior: Instituto Euvaldo Lodi, 2005.

JANNUZZI, Celeste Aída Sirotheau Corrêa; MONTALLI, Katia Maria Lemos. Informação
Tecnológica e para Negócios no Brasil: introdução à uma discussão conceitual. Ciência
da Informação, Brasília, DF, v. 28, n.1, jan. 1999. Disponível em:
<http://www.ibict.br/cienciadainformacao/viewarticle.php?id=3618layout=abstract>. Acesso
em: 27 fev. 2008.

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KLIEMANN NETO, Francisco José; SOUZA, Sinval Oliveira. Desenho, Análise e


Avaliação de Cadeias Produtivas. In: REDES Produtivas para o Desenvolvimento
Regional. Ouro Preto: Associação Brasileira de Engenharia de Produção, 2004. Cap. 1,
p. 9-39.

MEADOWS, A. J. A Comunicação Científica. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 1999.

MUELLER, Suzana. A Comunicação Científica. Londrina: EDUEL, 2001.

POBLACIÓN, Dinah Aguiar; NORONHA, Daisy Pires; CURRÁS, Emília. Literatura


Cinzenta Versus Literatura Branca: transição dos autores das comunicações dos eventos
para produtores de artigos. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 25, n.2, p. 228-242,
maio/ago. 1996.
REZENDE, Yara. Informação para Negócios: os novos agentes do conhecimento e a
gestão do capital intelectual. Ciência da Informação, Brasília, DF, v.31, n.1, p.75-83,
jan./abr. 2002.

ROBREDO, Jaime. Da Ciência da Informação Revisitada aos Sistemas Humanos de


Informação. Brasília, DF:Thesaurus: SSRR Informações, 2003.

SENA, Nathália Kneipp. Open Archives: caminho alternativo para a comunicação


científica. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 29, n. 3, 2000. Disponível em:
<http://www.ibict.br/cienciadainformacao/viewarticle.php?id=2628layout=abstract>.
Acesso em: 27 fev. 2008.

SILVA, Armando Malheiro da; RIBEIRO, Fernanda. Das “Ciências” Documentais à


Ciência da Informação: ensaio epistemológico para um novo modelo curricular. Porto:
Edições Afrontamento, 2002.

VALENTIM, Marta Lígia P. Informação em Ciência e Tecnologia: políticas, programas e


ações governamentais – uma revisão de literatura. Ciência da Informação, Brasília, DF,
v. 31, n. 3, p. 92-102, 2002.

8.3 Bibliografia Complementar

ACCART, JeanPhilippe. Les Réseaux de L´information em Sciences Sociales: quelques


exemples. Documentaliste – Sciences de L´information, Paris, v. 36, n.1, p.37-42,
1999.

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LAVILLE, Christian; DIONNE, Jean. A Construção do Saber. Porto Alegre, Ed.


UFMG/ARTMED, 1999.

ROESE, Mauro. Problemas Globais, Respostas Locais: a indústria de móveis de


madeira no Brasil, à luz dos enfoques de cadeias produtivas e sistemas regionais de
inovação. 2003. 236f. Tese (Doutorado em Política Científica e Tecnológica)-Instituto de
Geociências da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2003.

STONER, James A. F. ; FREEMAN, R. Edward. Comunicação e Negociação. In: _____.


Administração. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1999. Cap. 18, p. 386-
407.

VIOTTI, Eduardo Baungratz; MACEDO, Mariano de Matos (Org.). Indicadores de


Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil. Campinas: Editora da Unicamp, 2003.