Você está na página 1de 8

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

FACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA E COMUNICAÇÃO


DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA INFORMAÇÃO
CURSO DE GRADUAÇÃO EM BIBLIOTECONOMIA

PLANO DE ENSINO

CÓDIGO/DISCIPLINA
BIB03094 - Leitura, Biblioteconomia e Inclusão Social
PRÉ-REQUISITOS DOCENTE
Eliane Lourdes da Silva Moro
ETAPA CRÉDITOS/CARGA HORÁRIA
ACONSELHADA: 3ª
3 cr/45 ha
PERÍODO LETIVO HORÁRIO
2009/2
Quinta-feira: das 9h 30min às 12h
NATUREZA
Obrigatória
SÚMULA:
A promoção da leitura, como parte do fazer biblioteconômico no processo de
inclusão social do indivíduo.

CRONOGRAMA DAS AULAS:

AGOSTO: 06 13 20 27

SETEMBRO: 03 10 17 24

OUTUBRO: 01 08 15 22 29

NOVEMBRO: 05 12 19 26

DEZEMBRO: 03

1 OBJETIVOS

1.1 Geral

Propor estratégias para que os alunos, ao final da disciplina, promovam ações de


leitura que propiciem a inclusão social através do acesso à informação e à leitura.

1.2 Específicos
 Estimular a criação de estratégias de utilização de todas as fontes de
informação e leitura disponíveis em unidades de informação, como forma de
acessibilidade e inclusão.
 Incentivar o futuro profissional da informação a planejar atividades e criar
estratégias que visem à difusão e incentivo da leitura para crianças,
adolescentes, adultos e idosos, incluindo as PNEs(Pessoas com
Necessidades Especiais) propiciando a inclusão social, através do incentivo à
leitura e a formação do leitor.

2 COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

Reflexão sobre o panorama de leitura e políticas de leitura em âmbito internacional,


nacional e local.
Elaboração de ações de leitura que propiciem a inclusão social e o acesso à
informação.
Capacidade de atuação na comunidade interna e externa da Universidade
incentivando o processo de leitura nos diferentes grupos.

3 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

 O que é leitura. O ato de ler.


 Políticas de Leitura.
 A Biblioteca, o incentivo à leitura e a formação do leitor.
 O bibliotecário e dinâmicas de leitura.
 Os PNEs, a leitura e a inclusão social.
 Materiais especiais para leitores especiais.
 Leitura como prazer e ludismo.
 Tecnologias de Informação e de Comunicação (TICs) como incentivo à
leitura.
 A ideologia e as narrativas infantis: influências na seleção de acervo.
 Níveis e Fases de Leitura.
 Materiais de leitura não livro.

4 METODOLOGIA

As aulas serão realizadas através de leituras de textos, discussões, seminários e


elaboração textual sobre os temas desenvolvidos. Os alunos desenvolverão
algumas aulas no ambiente Teleduc, mediado por computador, com realização de
atividades síncronas e assíncronas. Além disso, serão desenvolvidas as seguintes
ações pedagógicas:
• Atividades individuais e de grupos
• Aulas expositivas e dialogadas
• Seminários
• Relatos
• Palestras ministradas por especialistas
• Aulas mediadas pelo computador no ambiente TelEduc
• Elaboração e aplicação de uma atividade prática de Leitura.

4 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

Aulas Previstas para o Semestre

Período Ago Set Out Nov Dez


Conteúdos
O que é leitura. O ato de ler. X

A Biblioteca, o incentivo à leitura e a X


formação do leitor.

Bibliotecário e as dinâmicas de leitura.


X

Leitura: prazer e ludismo.


X
Políticas de leitura. X
TICs como incentivo à leitura. X
A ideologia e as narrativas infantis: X
influências na seleção de acervo.
Níveis e Fases de Leitura. X
Materiais de leitura não livro. X
Os PNEs, a leitura e a inclusão social. X
X
Avaliação da Disciplina. Prova de X
Recuperação.

6 EXPERIÊNCIAS DE APRENDIZAGEM

O conteúdo será trabalhado através de leituras textuais, discussões, apresentações


de trabalhos, palestra com profissionais da área, entre outros. Painel com
apresentação do panorama de políticas de leitura ibero-americana. Oficina sobre
mediadores de leitura e inclusão de PNEs com limitação visual. Leitura de textos e
atividades práticas individuais e em grupos. Visitas. Trabalho Final. Seminário de
encerramento da Disciplina.

7 AVALIAÇÃO

O desempenho do aluno será acompanhado e avaliado mediante os


seguintes aspectos:

7.1 Procedimentos

• leituras com apontamentos;


• atividades teórico-práticas individuais e em grupos;
• participação nas atividades em sala de aula;
• apresentação de trabalhos orais e escritos;
• construção de materiais de aprendizagem em grupos.

7.2 Critérios

A- trabalhos excelentes:

o aluno demonstra ter aprendido o conteúdo ministrado; usa adequadamente o


vocabulário da Área; aplica com propriedade os padrões bibliográficos estudados;
utiliza bibliografia atualizada e pertinente; apresenta os trabalhos elaborados à
turma; evidencia conhecimento do referencial teórico; contribui com a dinâmica do
processo de ensino e de aprendizagem, através de questionamentos, observações
ou outra forma de participação. O aluno é assíduo, participativo e responsável.

B- trabalhos muito bons:

o aluno demonstra ter aprendido o conteúdo ministrado, mas ainda evidencia


lacunas em seu conhecimento, manifestas por meio de dúvidas ou incorreções em
seu desempenho, em relação: ao uso do vocabulário da Área; à aplicação dos
padrões bibliográficos estudados; à utilização da bibliografia atualizada e pertinente;
à apresentação de trabalhos solicitados; ao conhecimento do referencial teórico;
contribui com a dinâmica do processo de ensino e de aprendizagem, através de
questionamentos, observações ou outra forma de participação.

C - trabalhos regulares:
o aluno demonstra ter aprendido, em parte, o conteúdo ministrado; apresenta
dúvidas e imprecisões conceituais e metodológicas; pouco contribui com a
dinâmica do processo de ensino e de aprendizagem, através de
questionamentos, observações ou outra forma de participação.
D - trabalhos e participação insuficientes:

o aluno demonstra não ter aprendido o conteúdo ministrado; apresenta muitas


falhas conceituais e metodológicas; não contribui com a dinâmica do processo de
ensino e de aprendizagem, através de questionamentos, observações ou outra
forma de participação.

CONCEITOS OBJETIVOS ALCANÇADOS QUALIDADE DE ATINGIMENTO DOS


OBJETIVOS ALCANÇADOS
A PLENAMENTE, COM AVANÇOS EXCELENTE
B PLENAMENTE SUFICIENTE
C PARCIALMENTE SUFICIENTE
D MUITO PARCIALMENTE INSUFICIENTE

7.3 Atividades de Recuperação

No decorrer do semestre o professor realizará a Recuperação


Preventiva, aos alunos que obtiverem conceitos parciais “D”, através de atividades
solicitadas pelo professor que, concomitantemente verificará as deficiências de
aprendizagem quanto ao conteúdo da Disciplina.
Ao final do semestre, antes da publicação final dos conceitos pelo professor,
os alunos com conceito final D serão comunicados. Será oferecida a oportunidade
da recuperação terapêutica através de uma prova escrita contendo o conteúdo
programático do semestre letivo.
O conceito final, a ser atribuído ao aluno, levará em consideração,
além das avaliações parciais e final, os procedimentos relacionados em 7.1

As avaliações serão sistemáticas e contínuas, através de observação direta,


participação do aluno nas atividades de sala de aula (individuais e em grupo),
participação e realização das atividades no ambiente TelEduc, elaboração e entrega
dos trabalhos solicitados pelo professor em formato bibliográfico e/ou eletrônico e
elaboração e aplicação do trabalho final.
Aos alunos que finalizarem o semestre com conceito final D, serão
considerados Reprovados na Disciplina. Nas atividades propostas pelo professor e
não atendidas ou não realizadas, o aluno receberá o conceito D.
Os trabalhos e/ou atividades não entregues pelos alunos nas datas
estipuladas pelo professor e entregues em data posterior, não concorrem ao
Conceito A, a não ser justificado e comprovado o não atendimento através de
Processo encaminhado à COMGRAD/BIBLIO do DCI com Parecer do Professor.
Alunos que não atingirem 75% de freqüência às aulas ministradas serão
reprovados por FF.

8 BIBLIOGRAFIA
8.1 BÁSICA ESSENCIAL

MACHADO, Ana Maria. Conversas sobre Leitura e Política. São Paulo: Ática,
1999.

SANTOS, Jussara P. (Org.) A Leitura como Prática Pedagógica na Formação do


Profissional da Informação. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional (FBN),
2007.

8.2 BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

BAMBERGER, Richard. Como Incentivar o Hábito de Leitura. 7. ed. São Paulo:


Ática, 2000.

BLOOM, Herold. Como e Porque Ler. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

BUSATTO, Cléo. Contar e Encantar: pequenos segredos da narrativa. São Paulo:


Vozes, 2003.

KLEIMAN, Angela. Leitura: ensino e pesquisa. Campinas: Pontes, 1989.

_____________. Texto e Leitor: aspectos cognitivos da leitura. 5.ed. Campinas:


Pontes, 1997.

CHARTIER, Roger. A Aventura do Livro: do leitor ao navegador. São Paulo:


Editora Unesp,1998.

CHARTIER, Roger. (org.) Praticas da Leitura. Trad. Cristiane Nascimento. São


Paulo: Estação Liberdade, 1996.

DELL’ISOLA, Regina L.P. Leitura: inferências contexto sociocultural. Belo


Horizonte: Formato, 2001.

FREIRE, Paulo. A Importância do Ato de Ler: em três artigos que se completam.


24. ed. São Paulo: Cortez, 1990.

MORO, Eliane L. da Silva; SILVA, Fernando A. de A e;ESTABEL, Lizandra B.;


SANTAROSA, Lucila C.Santarosa. A interação através da informática na educação
com Crianças com Fibrose Cística e a Inclusão Social e Digital Através do Uso da
Leitura e da Escrita: um estudo de caso nos isolamentos da Pediatria do HCPA. In:
Renote, CINTED/Universidade Federal do Rio Grande do Sul, v.3, n.1, p. 02-10, mai.
2005. Disponível em: :
<http://www.cinted.ufrgs.br/renote/maio2005/artigos/a60_interacaoead.pdf>.
Acesso em: 12 mar.2006.

NUNES, José Horta. Formação do Leitor Brasileiro: imaginário da leitura no Brasil


colonial. Campinas: Ed. da UNICAMP, 1994.
SANDRONI, L.; Machado, L. R. A Criança e o Livro. 2.ed. São Paulo, Ática, 1987.

SILVA, Ezequiel T. da. Leitura e Realidade Brasileira. P. Alegre: Mercado Aberto,


1988.

_____________. A Leitura nos Oceanos da Internet. São Paulo : Cortez, 2003.

__________. (org.) O Bibliotecário e a Análise dos Problemas de Leitura.


Cadernos da ALB 1. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1986.

__________. De Olhos Abertos: reflexões sobre o desenvolvimento da leitura


no Brasil. São Paulo: Ática, 1991.

VYGOTSKY, Liev Semionovich. Psicologia Pedagógica: edição comentada. Org.


Guillermo Blanck. Porto Alegre: Artmed, 2003.

ZILBERMAN, Regina (org.). Leitura em Crise na Escola: as alternativas do


professor. 8. ed. Porto Alegre: Mercado Aberto,1998.

ZILBERMAN, Regina; SILVA, Ezequiel Theodoro da. (org.) Leitura: Perspectivas


Interdisciplinares. São Paulo: Ática, 1988.

8.4 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:

CALDIN, Clarice Fortkamp. A função social da leitura da literatura infantil.


Florianópolis: UFSC, 2001. Disponível em:
http://www.encontrosbibli.ufsc.br/Edicao_15/caldin_funcaosocial.pdf. Acesso em 15.
jul.2006.

GUTFREIND, Celso. O Terapeuta e o Lobo: a utilização do conto na psicoterapia da


criança. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003.

ERA UMA VEZ: . . . A VISITA DA FANTASIA / 2004. (Ação 4081). Disponível em: <
https://www1.ufrgs.br/extensao/default.asp?NewEntry='9899560809.13544'>. Acesso
em: 10 abr. 2005.

FEILITZEN, Cecilia Von; CARLSSON, Ulla (Org). A Criança e a Mídia. São Paulo:
Cortez; Brasília: UNESCO, 2002.

FERREIRA, Danielle Thiago. Biblioterapia: uma prática para o desenvolvimento


pessoal. [ 2003]. Disponível em <http://www.bibli.fae.unicamp.br> Acesso em:18
dez.2004.

FRAISSE, Emmanuel. Representações e Imagens da Leitura. São Paulo: Ática,


1997.

MANGUEL, Alberto. Uma História da Leitura. São Paulo: Companhia das Letras,
1997.
MARINHO, Marildes (org). Ler e Navegar. Campinas: Mercado de Letras e ALB,
2001.

MORAN, José Manuel. Como Ver Televisão: leitura crítica dos meios de
comunicação. São Paulo: Paulinas, 1991.

MORO, E. L. S.; ESTABEL, L. B.; SANTAROSA, L. M. C. Adolescentes


Hospitalizados em Quartos Restritos no HCPA com o Uso das TICs: nem passivos,
nem ativos... interativos. In: Congreso Tecnoneet - CIIEE 2006, Tecnologias na
Escola Inclusiva: novos cenários, novas oportunidades. Murcia/Espanha: FG
Graf, 2006. v.1. P.645 – 652.

MORO, Eliane L. da Silva; ESTABEL, Lizandra Brasil. O Encantamento da leitura e


a magia da biblioteca escolar. Educação em Revista. Porto Alegre: Sindicato dos
Estabelecimentos do Ensino Privado no Estado do Rio Grande do Sul, v.7, n.40, out.
2003.

SCHEFFER, Eliane M. K.; MORO, Eliane L. da Silva; MORIGI, Valdir J.


Fortalecendo elos, transformando cidadãos: as relações entre a biblioteca escolar e
a comunidade : um estudo na biblioteca Lourenço Filho em Porto Alegre -RS. In:
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da
Informação (20. : 2002 : Fortaleza, CE). [Anais]. Fortaleza : [s.n.], 2002.

Material disponível na Internet, nos seguintes endereços:

http://www.cultura.gov.br/politicas/livro_e_leitura/consulta_publica/index.php?
http://www.cerlalc.org

http://www.fundabrinq.org.br/portal

http://www.ippmg.ufrj.br/BibViva.html

http://www.bn.br/site/pages/fundacao/Leitura/casaleitura.htm

http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/593.pdf

http://www.geocities.com/ublattmann/papers/ao55.html

http://www.bibliotecarias.com.br/default.asp?ACT=5&content=71&id=32&mnu=32

http://www.cinted.ufrgs.br/renote/maio2005/artigos/a60_interacaoead.pdf

http://www.cinted.ufrgs.br/renote/maio2005/artigos/a16_ticscegos.pdf

http://www.ufmg.br/proex/arquivos/7Encontro/Educa54.pdf

http://www.ibict.br/noticia.php?page=11&id=110

http://www.vivaleitura.com.br/calendario_detalhe.asp?id_projeto=261