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Imaginação

Poder criador da mente

Grupo de Estudos de Psicologia

SIGNIFICADO DO ESTUDO DA IMAGINAÇÃO

Quer mesmo saber o que é a imaginação? A mente é a actividade dos corpos do Mundo Temporal, do Quaternário, e da sua ligação aos Mundos acima o Espiritual e o Divino. Não é possível conhecer a mente sem conhecer os veículos do Quaternário. Era o mesmo que fazer Cirurgia sem saber Anatomia e Fisiologia. Então, a mente humana é um Quaternário - quatro veículos ou estruturas, em três Planos Cósmicos: Físico, Astral e Mental. Afirmar que podemos conhecer a mente do Homem apenas com os dados do nível físico (e mesmo aí de uma parte, porque ignoram o mais importante, os níveis etéricos); que ninguém sabe porque eu não sei; que nunca foi ensinado, etc., eis uma sequência de erros e ignorância, graves para a vida e que explicam o caos actual. Investigo a necessidade de introduzir Teosofia na Ciência, na base da confiança na Teosofia ensinada pelos Mestres como Ciência avançada, se a soubermos fazer. Recuso aceitar que a Física Quântica seja o único modo de fazer pontes entre a Teosofia e a Ciência e que a unidade da vida seja a panaceia universal suficiente! Não podem esperar que a Teosofia se resuma a impressões , sendo ela a fundamentação mais avançada da Ciência! Este ensaio baseia-se num trabalho de Dara Eklund. ( i[i] ) Uma das funções da mente é a chamada imaginação. Deixemos de lado a definição académica da Psicologia e consideremos uma definição causal, teosófica: «imaginação é a capacidade de fazer uma imagem no éter». Entende-se por Éter, os quatro Sub-planos materiais, porém, invisíveis aos sentidos do corpo biológico. Um desses Sub-planos, o 3º, está relacionado com Akasha um termo que tem como significado o espelho. Akasha é o Éter da Imaginação. ( ii[ii] ) Os Sete Planos estão relacionados com os Sete Tattvas ou Tanmatras, que quer dizer as sete medidas do Cosmos. Por ordem, de cima para baixo, os Tanmatras, são:

1.

Âdi (7)

Força Primordial Universal, Logos

2.

Espírito,

Anupâdaka

(6)

Logos

3.

Âkâsha

'Éter' Átmico, Espírito/Homem, 3º Logos

(5)

4.

Taijasa (4)

'Fogo' Búdico

 

5.

Vâyu (3)

'Ar'

Mental

6.

Âpas (2)

'Água'

Astral

7.

Prithîvi

'Terra'

Físico

(1)

 

Tudo se passa como se cada Sub-plano tivesse uma relação analógica com o Plano do seu número. Uma vez que Akasha corresponde ao espírito a sua imagem é visível no Sub-plano seguinte equivalente ao Plano Búdico. No Homem é habitual descreverem-se os chamados Princípios ou partes constituintes do Homem, de baixo para cima (invertido), e têm as equivalências seguintes:

1. 1.

Sthûla Sharira, veículo físico de todos

os Princípios

2. 2.

Linga-

Mais baixo dos sete Âkâshas

Sharîra, luz

astral

3. 3.

Jiva ou Vida Cósmica, Prâna; no

homem, vida individual

4. 4.

Kâma, Força de vontade, desejo

universal

5. 5.

Mahat, Mente universal, Inteligência,

Gunas, qualidades

6. 6.

Mahâ-Buddhi, princípio

discriminativo

7. 7.

Paramâtman, o Atman Supremo

O último Quadro (do homem evolutivo, reflexo invertido do Cosmos) mostra a relação entre

Âkâsha e o duplo-etérico (duplo-astral). Há uma dúvida: explicar a troca entre o 2 e o 3. O que vem

primeiro? Vem o veículo, ou vem Fohat, Prâna?

As relações entre os Sete Planos Cósmicos e os Cinco Planos do Cosmos Humano são difíceis. Sete

reflectem-se em cinco Planos significa que os dois primeiros são algo que está acima dos Cinco

Planos e se faz reflectir sempre. Na correlação dos Princípios do Homem com Planos - se o Cosmos

do Homem evolutivo são cinco Planos, faltam dois. Se os Princípios se relacionam sempre com a

Qualidade dos Planos, é óbvio que, para o Homem em evolução ter todas as «qualidades» dos Sete Planos, algumas têm de sobrepor a sua qualidade. Em cima, sobrepõem-se no 1º Plano, o Átmico; em baixo, sobrepõem-se no 1º Plano, o Físico, nos Sub-Planos analógicos. Reconhecer que em cada Plano há uma divisão septenária analógica das qualidades dos Sete Planos. Não fora isso, o termo Princípios ou partes do Homem era desnecessário. O Cosmo de Sete Planos manifesta-se em Cinco Planos e sempre teremos de ver a reflexão dos dois primeiros Planos nos Cinco Planos Manifestados da Natureza. Alguns diziam que se devia classificar o Cosmos numa base cinco, para obstar a essa dificuldade. Fique claro que os três primeiros Sub-planos do Plano Físico

correspondem a Adi, Monádico e Átmico, os três Planos Cósmicos de cima. No Plano Físico está todo o Cosmos!

Há sete Qualidades numa Trindade que tem a sua analogia inferior no: físico, vital e duplo astral (ou etérico). Daí a importância evolutiva do Físico, a necessidade.

A dúvida é a seguinte: é o duplo astral que faz revelar Prâna, ou é Prâna que gera o duplo astral?

Não sabemos! No Mundo Temporal, a forma aparece antes que o espírito se revele nela. O homem foi um espectro, um fantasma sem espírito antes de ser dotado de Espírito no período Cretáceo da Era Secundária, no tempo dos dinossauros. O Sub-Plano de Akasha parece ser o 3º Éter (?). É na qualidade do 2º Sub-Plano que se formam imagens e se exerce a imaginação, aquilo que queremos estudar, mas sem haver uma força de Fohat, a do 3º Sub-Plano nunca a veríamos. Será esse o sentido do Quadro? iii[iii] Não devemos, em teoria, ver qualquer manifestação de baixo para cima, sem vermos a sua reflexão, a manifestação de cima para baixo. A «imagem» real é do Plano Búdico, mas a imagem que vamos

estudar é a sua reflexão no 2º e 3º Sub-planos do Mundo Físico. O que estou a descrever é complexo mas sem isso não se pode distinguir, por exemplo, a diferença entre as reminiscências e

as memórias pois elas se confrontam no mesmo nível.

A manifestação de cima para baixo é: - Imagem, Plano Búdico; Criação, Plano Mental;

Formação, Plano Astral; e Geração, Plano Físico.

No Plano Físico temos estes quatro níveis da manifestação cósmica, reflectidos nos quatro Sub- planos (3º, 4º, 5º, 6º). A «imagem» é o primeiro elo.

Se analisarmos o processo de retorno, do inferior para o superior, a imagem é também o começo, do

processo inverso. A analogia é: a imagem do Búdico projecta-se na imagem Etérica (e Astral inferior), uma reflecte-se na outra. A verdadeira «imaginação» coloca-nos no mundo Divino ou na reflexão analógica na luz astral. É aí onde a nossa vida está centrada. Tudo começa na imagem. As «imagens» do Búdico projectadas na Natureza Física permitem-lhe criar, através da energia criadora que é Fohat. É a energia serpentígea, ondulante; é o poder de Eros. Fohat é o lado masculino do poder criador feminino da Natureza, representado nos menires (monumentos megalíticos verticais) e nas pedras símile pénis. Procriar ou criar na origem do processo são o mesmo. Uma relação que sugere associações complexas! Fohat é um termo Tibetano idêntico a Daiviprakriti, a Luz Primordial. É a força que guia a diferenciação de tudo. Cúpido, o sexual, é uma das expressões de Fohat.

Apesar de a criação estar neste associada ao desejo sexual, nas primeiras Raças a reprodução não

foi assim, e no fim da 6ª Raça e 7ª Raça a reprodução poderá ser, segundo a tradição, um acto de amor não sexual.

A nossa vida física começa no «éter do som» ou 3º Sub-Plano, onde as imagens são produzidas. O éter do som é visto como aquilo que tudo envolve no Universo e «obedecendo às leis da atracção e repulsão, vibra para cá e para lá, sendo, alternadamente, ora positivo, ora negativo» (Dara, cit., de Judge). Neste Éter se reflectem as imagens de cima, espirituais, e se

produzem as imagens de baixo imaginadas pelos seres vivos, temporais. A Criação é um processo ambivalente, ou duas «criações» - uma criação espiritual e uma criação temporal - indo uma ao encontro da outra. A Vontade Divina opera pelo Ser, de cima para baixo, como vontade humana, ou pela Matéria, por via da Natureza, de baixo para cima. Esta força que mutuamente se atrai leva à reunificação do Ser. No começo, toda a vida depende da Imagem no «éter do som». Palavras-chave do «éter do som»: Memória; Emoção ou criação de formas (sedução, fantasia, dependência da atracção-repulsão); Karma ( iv[iv] ); Formas pensamento, geração de vidas transitórias; Éter da magia. Tudo se processa no Éter onde as imagens são produzidas pela vibração (som), como Judge referencia. Sobre a sua importância mágica, recordo o 2º Mandamento (Deut. 5:8-9): Não farás para ti imagens de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu (Buddhi-Manas?), nem em baixo na terra (Kama-Manas?), nem nas águas debaixo da terra (Etérico?); não te curvará a

elas, nem as servirás; porque Eu o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso que visito a maldade dos pais

Recordo que são quatro tempos da Manifestação

sobre os filhos, até à terceira ou quarta geração

(imagem, criação, formação, geração) - um Espiritual e três Temporais - e por isso se especifica três

ou quatro gerações! Uma imagem do Cosmos só física é falsa imagem! Ter como norma de vida o falso e mau é má imagem!

O 2º Mandamento condena que se façam falsas imagens do que está no céu e na terra porque

evoluir é tomar conhecimento das verdadeiras imagens, essas que estão implícitas no conceito de imaginação. A relação entre a imagem e o semelhante foi explanada no PT 84, p.8. Excluindo o ser pessoal a que chamam Deus, não reconhecido pelos Mestres como pessoa mas o Ser que é (como se diz no Êxodo 3-14, em aparição a Moisés: eu sou o que sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: Eu sou me enviou a vós), o 2º Mandamento chama a atenção para a tragédia que é imaginar de modo errado. Aprendemos que há quatro níveis (búdico, mental, astral e físico) onde se projectam imagens e que determinam esse contacto com as 'imagens' por duas vezes

Se o homem é um criador de filhos físicos, filhos emocionais, filhos mentais e filhos espirituais que agem segundo o génio com que o pai os criou à nascença, dê à vida filhos santos verdadeiros e povoe o mundo de filhos do Bem e da Lei, que são da paz, e traga-os bem alimentados. Assim, tudo será transformado, pois o poder desses filhos é grande e longa a vida deles!

As Vitórias da Antiguidade, são a mesma Vitória de que fala S. Paulo na Ep. I Cor. 15: 'que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, que isto

que é mortal se revista da imortalidade. (

a morte na vitória. Onde está ó morte o teu aguilhão?

Onde está ó inferno a tua vitória? Ora o aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a lei (Karma). Graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor

meus amados irmãos sede firmes e

constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. A Vitória é a libertação pelo domínio da Lei do Karma. A vitória é a capacidade de imaginar as imagens

Espirituais e Divinas e dar-lhes vida Temporal.

Jesus Cristo. (

Tragada foi

)

)

sempre que morremos - a revisão instantânea de todos os acontecimentos - e outra vez quando renascemos. Face ao poder dessas imagens, é um risco usar magias para o mal, substituir o Ser por falsas imagens do Ser separado (é um egocentrismo impor o Ego pessoal aos outros como um Poder e os gurus e ditadores fazem-no; aconteceu na Atlântida); é gerador de males que corrompem a família/povo! Até para ser

mau é preciso sê-lo segundo a Lei. Quando os símbolos sagrados (mais ou menos perfeitos não interessa), são substituídos por figuras do ídolo político (Estaline, Hitler) ou religioso (Khomeini) saibam que a liberdade se extinguiu, e o cortejo

de infelicidade aí vem.

A manifestação é cíclica e há necessidade de um retorno a um tempo primordial, um exercício de

libertação para um novo ciclo, um recomeço. A tradição religiosa Ocidental introduziu ou deixou pensar no fim último (definitivo) dos tempos. Convém recuperar a simbologia mitológica se quisermos compreender a as doutrinas de Sofia. por exemplo conhecer o simbolismo indiano e grego do esquecimento e da recordação»: 'o homem levado pelos ladrões para longe do Ser (longe

de âtman-Brahman) e apanhado na armadilha desse corpo. Os ladrões são as ideias falsas de

«mérito, demérito» e outras semelhantes. Os olhos estão vendados com o véu da ilusão e o homem

está entrevado pelo desejo que sente pela mulher, pelo filho, pelos seus rebanhos, etc.(

a via da evasão? Onde está a minha salvação? É assim que ele raciocina, preso numa teia

monstruosa, até ao momento em que encontra aquele que está consciente do verdadeiro Ser (Brahman-âtman), que está liberto da escravidão, feliz e, além do mais, cheio de simpatia pelos outros. Aprende com ele a vida do conhecimento e a vaidade do mundo. Deste modo, o homem que era prisioneiro das suas próprias ilusões, liberta-se da dependência das coisas mundanas.' ( v[v] ) Quando se chega a este ponto, os Instrutores religiosos ensinam um Caminho em Passos sucessivos encadeados, seja o Caminho dos Oito Passos do Senhor Buddha, Caminho de Nove Passos de Shankaracharya, ou um Pai Nosso ascensional! Quem advoga a ideia da libertação da memória, da ciência, etc., saberá o que diz? Substituir conhecimento exacto por visões sem conhecimento não é saudável ( vi[vi] ) Se estivermos fixados a falsas imagens nunca chegaremos a descobrir as verdadeiras imagens. Aquilo que nos ensinaram é que temos de revelar as imagens rectas e boas e eliminar apenas o erro e o mal, melhorando a capacidade para sermos discernidos. O objectivo é «entrar em ressonância com as ideias primordiais e o tempo primordial», a fonte da verdadeira criatividade, e lá voltamos

ao conceito de reminiscências e anamnese de Platão.

Na fase onde nos encontramos, as referências são aquilo que os 'imortais' dizem em todos os tempos. Esta orientação foi traçada pelos Mestres que fundaram a ST; Eles fizeram uma síntese de tudo o que tinha sido ensinado em todos os tempos para não termos dúvidas no essencial. Os 'imortais' que fundaram a ST estabeleceram um novo tempo para o mundo e, face à descaracterização que ao longo do séc. XX foi operada, é urgente um retorno a um tempo original e a uma gesta arquetípica! Assim como os Cristãos criaram um mito de salvação em que o desenvolvimento dos «talentos» individuais pouco contam, tudo é obtido pela Graça e apenas podemos esperar pela Vinda do Salvador ou a intervenção mágica do Salvador, Krishnamurti espera o mesmo de Âtman, sem o nomear. Aqui a «ideologia» de Krishnamurti confronta-se com a Ciência dos Mestres - da salvação pelo Conhecimento e Saber - que é a essência da própria Evolução. A «ilusão» de que posso libertar-me da manifestação andando para trás foi bem caracterizada na Tradição Judaico- Cristã: os Querubins com «espadas flamejantes» impedem o retorno ao Paraíso depois da expulsão do Éden, porque a Vida é obrigada a evoluir pelo Conhecimento e Saber - esse desejo que levou à expulsão do Paraíso. É a recusa em querer conhecer e saber para não ser condicionado que o

) Onde está

torna mais condicionado. Ninguém se libertará sem desenvolver as capacidades ou talentos dos seus veículos. O Conhecimento e Saber é a essência da libertação e para que possa haver um Conhecimento e Saber rectos tem de haver um pleno desenvolvimento de talentos; confiança nos Mestres; e capacidade de reconhecer o Conhecimento libertador que os Mestres dão a quem tiver uma mente objectiva, para o reconhecer. A Evolução é uma «peregrinação» na Árvore da Vida» para Conhecer/Saber e, depois, Ser. ( vii[vii] )

O caminho de voltar ao Éden é negado e a Manifestação exige o retorno às origens mas pelo outro

lado, avançando e não recuando. Recuar é a autodestruição. Ninguém pode abdicar de tudo até do seu Dharma que são as imagens Divinas, o seu futuro. Uma posição indigna para quem defende Satyân nâsti paro Dharma. O Ser é as Três Sabedorias. A fuga ao Dever é o pior dos Karmas. viii[viii]

O extremismo fútil de uma libertação incontrolada que rotulei de «terrorismo espiritual», nada tem

a ver (como dizem e mal), com o método de libertação de Shankaracharya, exposto no livro Aos Pés

do Mestre, e leva à recusa de cumprir o seu próprio Dharma e do Caminho do cumprimento do Dharma, que leva à destruição do Ser. Libertar o passado pelo Dharma não é arrasar tudo; é transformar o passado que for incompatível com o Dharma. É «transformar» porque não posso dizer

agora já não tenho passado, não existe. Aquilo que foi ensinado é: o passado e o futuro são uma unidade viva (dizer que o passado está morto é uma grande ilusão) e ninguém pode isolar o passado do futuro Divino que existe desde toda a Eternidade. Queira ou não, o passado é vivo e nenhum iluminado o pode matar ou ignorar; nem desprezar o ensino dos Mestres, a referência. Se os Mestres e HPB tiveram de recorrer, explícita ou implicitamente, ao paradigma da Árvore da Vida, querem desprezar o estudo da Árvore da Vida, que é o seu paradigma exacto?

A memória está associada ao poder das imagens, das reminiscências. (PT 84, Escadas de Ouro, p.

3-8). O esquecimento é um sinal de morte. Platão descreveu, em Fedra, 248 c, a imprudência que comete a alma ao beber da nascente de Lete «trago de esquecimento e de maldade». «Dêem-me depressa a água fresca que corre do lago da Memória.» Assegurar a continuidade da memória e das reminiscências; a salvação é identificar as memórias com as reminiscências. Repito Camões: já não é por memória mas por reminiscências. Recordo que o Lat. Letho é matar e Lethum, a morte. Origem de letal. Se ignoram o sentido da frase de Camões, como Neoplatônico, talvez com um pouco mais de Conhecimento e Sabedoria ou das duas Sabedorias, que são o Conhecimento e a Virtude do ser, sendo a Sabedoria da Virtude registada no Tao The Ching como, aquele que sabe não fala, aquele que fala não sabe (que justifica o pedido feito no PT, por favor, não falem da fraternidade sejam fraternos), não haveria tantos falsos ídolos que subjugam mentes devotas. Que pena Krishnamurti nunca ter querido estudar Teosofia! ( ix[ix] ) Os mitos das sociedades arcaicas ou os mitos Judaico- Cristãos procuram relacionar o homem com um tempo primordial. Por necessidade de sobrevivência os povos estão a descobrir que necessitam das sua memórias. Nunca se despenderam tantos meios em recuperar a história do homem e da humanidade, como hoje se faz nas investigações antropológicas, etnológicas, históricas!

investigações antropológicas, etnológicas, históricas! PROCRIAÇÃO E CRIAÇÃO Os Teósofos clarividentes

PROCRIAÇÃO E CRIAÇÃO

Os Teósofos clarividentes estudaram as entidades que povoam o Mundo Temporal, onde habita a multidão de todos os seres vivos e mortos (ou na vida depois da morte física) e dos seres que pertencem a outra raiz da Manifestação os Devas ou Anjos, os seres associados à Matéria (res), os

Homens são do pólo (da consciência). Porém, aquilo que mais os impressionou, foi a experiência de

se encontrarem num meio onde a matéria é viva e tudo o que acontecer ganha formas vivas. Há no

«Além» dos Espíritas uma profusão de formas vivas criadas, formadas e geradas pelos seres vivos, em especial, o Homem. Todos os pensamentos se revestem de formas vivas que se tornam relativamente independentes do ser que as produziu e actuam a distância, pelo modo como foram geradas. Como todos os seres vivos, elas alimentam-se dos pensamentos compatíveis gerados por outros seres e voltam ao ser que as gerou para serem reanimadas, nutridas.

Se acham que o mundo físico está superlotado, imaginem o que possa ser o mundo dos mortos onde

tudo é vivo - é o mundo mais superpovoado de seres, de muitos tipos de seres, não sendo fácil distinguir aqueles que têm corpo físico, dos outros que já ou ainda não o têm, ou não têm de ter,

como os «ginn» do Corão ( x[x] ), os espíritos da Natureza dos Teósofos, etc. Seja o luminoso Éden,

na

parte superior, ou as regiões escuras na parte inferior, o «Plano Formativo» é ponto de encontro

de

duas criações.

Os pensamentos que cada um cria, como seres vivos, ficam ligados por um cordão umbilical

'eléctrico' aos seres que os geraram e se o ser modifica o pensamento, o pensamento modifica o ser

e acabamos por ser afectados uns pelos outros, pois a todos os pensamentos colonizam.

Saber usar a imaginação é um dos meios ao nosso alcance para, através de Eros, melhorar os

acontecimentos e transformar a vida. Um Teósofo dizia-me, antes da operação a que me submeti eu envolvi em luz o cirurgião e os instrumentos e esperei que isso facilitasse o sucesso. E tudo indica que facilitou! É também o poder da Presença. Onde estiver um verdadeiro Teósofo há na atmosfera um poder sereno, um poder de Bem, Harmonia que faz as coisas más não acontecerem ou serem menos más. Para criar a noosfera teosófica necessária à Vida, não basta dizer «fraternidades» e escrever «espiritualidades orgásticas» que seduzem os emocionais e os sensitivos. O sensível de que

o mundo precisa não é o emocional mas o vivido da virtude e do bem; é a sensibilidade ao poder do

Bem que é o Ser de cada um, a sua divindade. É transformar a mente subjectiva em mente objectiva

Uma das maiores dificuldades dos Teósofos é compreenderem o 1º Objectivo da ST: instituir um núcleo de fraternidade universal. A questão da Fraternidade é simples: a Fraternidade é a 1ª Lei e ninguém pode ser ou não ser fraterno porque a Lei o impede; ser fraterno é impossível com uma mente dividida ou temporal subjectivista, a fraternidade acontece quando o homem mudar de mente e tiver acesso à mente objectiva, científica (de Ciência com Compaixão). O 1º Objectivo dos Teósofos é mudar para a mente objectiva capaz de dizer exactamente aquilo que vê, para viver a Unidade da Vida numa identificação com toda a vida. No emocional, a falsa imagem é confundida com o Espiritual, a vera imagem.

A mente passiva do emocional ao ser agitada por ondas vindas de fora, pela sua dependência

exterior, não tem estabilidade para reflectir o Eu superior, reflectir a Ordenação, o Amor Divino e a

Unidade da Vida. De modo passivo, acumula dados de experiência que não é capaz de movimentar. Esse acúmulo de conhecimentos, armazenados, fecham-lhe a mente e impedem-no de ter a percepção espiritual necessária para ser fraterno. É fraterno quem for capaz de ter uma mente objectiva. Os Instrutores religiosos diziam que a mulher não era digna de entrar no Reino dos Céus, não por ser mulher, o Ego não tem sexo e toma alternadamente formas masculinas ou femininas. A mente feminina da humanidade, em geral, estava «prisioneira» da mente subjectiva, «fechada», «encoberta». Ter um corpo de mulher era tido, em muitas culturas como uma maldição. Uma fraqueza que os Grandes Seres que foram mulheres teósofas superaram, libertando-a pela mente objectiva, «aberta» e espiritual. É a dívida de gratidão a HPB, A. Besant, etc., a um dos maiores feitos humanos! Judge comparou o poder da imaginação a uma chapa fotográfica que grava os acontecimentos físicos, emoções e pensamentos. Será legítimo identificar o fenómeno da impressão da memória e fantasia, tudo imaginação? Tudo o que é imprimir no éter é gerar. É um acto criador vivo, feito num meio vivo e inteligente, que toma formas separadas. Nada tem a ver com um «livro da vida», nem com uma chapa fotográfica inerte, nem mesmo com uma cassete vídeo ou um filme em que os actores continuam a viver os dramas. Há uma diferença, a acção pode ser mudada se todos os actores, mortos neste tempo mas vivos no passado, estiverem disponíveis para lhe dar outro significado. Aliás, nós próprios renovamos o passado dando-lhe interpretações que não se perfilavam na época do acontecimento. Ao fazê-lo, à posteriori, alteramos os futuros. A maioria dos acontecimentos da nossa infância não são aquilo que foram na época mas um arranjo que elaborámos com o desenvolvimento da nossa própria mente. Esta actividade transformadora do passado é fundamental para gerar novos futuros. O passado não vale como algo estático, feito, já extinto, mas como uma força dinâmica que continua viva no tempo holístico e, portanto, pode ser alterada e dirigida segundo uma melhor orientação, segundo uma redefinição. O passado é como as

estrelas que estão a milhões de anos luz; elas continuam a influenciar-nos, diz-se e, todavia, muitas podem até já não existir, fisicamente. Estamos rodeados de vida por todos os lados e tudo aquilo que fazemos, sentimos, pensamos, modifica a vida à nossa volta. O modo como a imaginamos cria uma atmosfera própria. Se vivermos na órbita de um Grande Ser, da natureza de Buddha ou Cristo, o ambiente vivo onde estamos mergulhados é totalmente diferente e os nossos talentos ampliam-se e despertam de um modo exponencial. Ninguém minimamente saudável e inteligente é capaz de dizer que não precisa

de Mestres.

Tendo em consideração estes pressupostos, o artigo de Dara Eklund, judiciosamente, começou por esclarecer aquilo que a Imaginação não é. Porém, devemos ter presente que vamos estudar o Éter

vivo onde são produzidas imagens que são a base dos Sentidos, Percepções, Memória, Criatividade.

A Imaginação é um poder criador de vida que partilha destas funções ou qualidades daquele Éter

(capacidade de conceber e criar formas vivas). Isso significa que pode haver uma verdadeira criação

compatível com as «reminiscências» ou memórias do Plano Búdico, reflectidas nesses Éter, e falsas criações contrárias a essas imagens e que não podem ser classificadas como vera Imaginação. Se algo é incompatível com as «imagens» Divinas, não é uma criação de vida para o Bem e se não é de vida é uma causa de morte; a imaginação subentende vida para o Bem. Por outro lado, todas as funções do organismo têm a sua origem neste Éter (sentidos, percepções, memória, criatividade) e

só uma dessas funções (com as características que descrevemos) é classificável como Imaginação.

IMAGINAÇÃO NÃO É CAPRICHO OU FANTASIA

Se a mera criação de imagens não é imaginação, como classificar essas actividades? 'Em Ocultismo, não se deve confundir a imaginação com a fantasia, visto que a primeira é um dos poderes plásticos da Alma Superior (Ego Espiritual) e é a memória das encarnações precedentes, que, embora desfigurada pelo Manas inferior, repousa sempre sobre um fundo de verdade. [A imaginação é o poder plástico da Alma, produzido pela consciência activa, pelo desejo e pela vontade. (F.Hartman)] ( xi[xi] ) Há actividades da mente incluídas no conceito vulgar de Imaginação, que não podem ser tidas por Imaginação, com tanta ligeireza. Nem aquilo que é contrário à Lei e ao Bem é liberdade mas o oposto. Imaginar é uma qualidade superior da mente desenvolvida; todas as criações vagas, nebulosas, que não trazem o Belo e a Vida não são Imaginação, por serem nebulosas, fracas, incapazes de gerarem formas, ou no pior, são geradas para o Mal, Feio, Horrível, Tenebroso, Oposto à Vida e ao Bem.

Se não nos fixarmos sobre algo e se tivermos pouca capacidade de dirigir a mente para um assunto e

mante-la aí, a imagem gerada é de fraco poder e não entramos em relação com as «reminiscências», a expressão do Poder Divino de Fohat. A sensualidade de tocar as flores é, nesta fase primitiva, mais importante do que conhecer as flores e assimilar o melhor suco para a Vida e o Bem. Não se pode chamar a isto Imaginação, «réplicas» de imagens Divinas; são fantasias, imagens volúveis, sem ordem, sem nexo. Servem para desenvolver os sentidos, o conhecimento dos sentidos e para sentir, não para exprimir Sabedorias, Beleza. Os dependentes dos sentidos e do conhecimento dos sentidos são basicamente caprichosos, volúveis, pousam sobre os acontecimentos mas não sabem caracterizá-los e determiná-los; são determinados pelas coisas mas carecem de poder orientador ou determinante. Sofrem efeitos de modo passivo. Com propriedade, a distinção entre Imaginação e capricho ou fantasia aparece em primeiro lugar; é uma fase de passagem do capricho ou fantasia para a Imaginação. Significa que a Imaginação criadora não é, como todos pensam, fantasia! A imagem de contornos indefinidos, nebulosos, disformes, incontrolada tem um efeito lesivo sobre os corpos; a má imaginação lesa a vida pela desordenação. A imaginação, para ser Imaginação, tem de partilhar da Beleza da - Ordenação cósmica com Amor. As duas representações mais expressivas deste Éter são: um «livro» (registo, memórias), um «espelho» - o que reflecte o superior no inferior (as reminiscências).

O poder de criar imagens, que é um poder inerente à Natureza (localizado em Akasha), é

simbolizado pelo «poder da Serpente», ou do Espírito Santo e tem a ver com o poder despertado nessa fase da Árvore da Vida, equivalente ao desenvolvimento dos primeiros répteis, quando os seres foram dotados de visão física. Criar, formar e gerar a boa imagem pela Lei e Bem é uma co- criação que faz do homem um ser Divino e lhe dá a relação fora de si, com a Luz que ele mesmo é.

IMAGINAÇÃO NÃO É MEMÓRIA

Não é memória mas processa-se no mesmo nível da memória. A memória depende das imagens que foram geradas pelos sentidos e pelo mental. A memória são imagens vivas mas passivas, são os registos e estas sim comparáveis a uma foto viva, um livro da vida. A Imaginação é uma criação activa, orientada por estar relacionado com as Imagens Primordiais. A memória, que é função de «imagens», às vezes só funciona quando a associamos a uma imagem que criámos para a

«memorização» de algo difícil, as chamadas mnemónicas. O processo da memória são registos relacionados com factos, acontecimentos, vividos. A imaginação é uma criação activa de «formas- vivas». Se a capacidade de memorização não estiver desenvolvida, a capacidade da imaginação deve ser fraca. Ignoro se o símbolo da sabedoria, o elefante, tem algo a ver com a memória de elefante! Assim como a Natureza para evoluir necessita das imagens divinas, o homem precisa das imagens

da memória. De facto, o que lhe dará um dia a imortalidade no Mundo Temporal é a capacidade de

acesso às imagens que produz de vida em via, de um modo contínuo. «Para aqueles que esqueceram a rememoração é uma virtude; mas os perfeitos não perdem nunca a imagem da verdade e não têm necessidade a rememorar.» (Fédon 249, c, d) Diz Mircea Eliade, p. 103: 'Há, pois, diferença entre memória, mnémè , e recordação anamnèsis Os deuses de que Buda no Dîghanykâya falou, e que caíram do céu quando a memória lhes faltou, reencarnaram em homens. Alguns deles praticaram a ascese e a meditação e, graças à sua disciplina ióguica, conseguiram recordar-se das suas existência anteriores. Uma memória perfeita é pois superior à faculdade de recordar. De uma forma ou de outra, a rememoração implica um «esquecimento», e

este, como acabamos de ver, equivale na Índia à ignorância, à escravidão (cativeiro) e à morte .

) (

anterior), pois é unicamente graças a essa recordação que se consegue consumir o passado, dominá-lo e impedi-lo de intervir no presente .P.78. Etnólogos como Mircea Eliade reconhecem - os povos sempre foram ensinados pelos imortais que estabeleceram regras de vida assim fizeram os deuses assim fazem os homens . xii[xii] Muitos rituais das sociedades arcaicas consistem no retorno a um tempo primordial. O que hoje somos foi determinado por acontecimentos in illo tempore algo que alterou o processo, e pode ajudar a

restabelecer a ordem cósmica. Em Timor, quando um arrozal vegetava alguém que conhecia a tradição mítica ia para o campo onde ficava a noite a recitar as lendas do mito da origem do arroz e esse retorno mágico à origem melhorava a qualidade do arroz. O retorno à origem é também um modo de o povo se relacionar com os seres imortais. O mundo não é só regenerado e tornado mais estável, mas é também santificado pela presença dos imortais. É importante a experiência da Psicanálise o poder regressa á beatitude da origem e dos primórdios do ser. Eliade, (pp. 68-70) E também o recuo no tempo como essencial para a harmonização do ser. Algumas técnicas do Yoga fundam-se no efeito reparador que tem recordar os acontecimento

do dia no sentido do retorno a um início e este retorno ao princípio restabelece o equilíbrio do ser, e

o importante é recordar até os pormenores mais insignificantes da existência (presente ou

pormenores mais insignificantes da existência (presente ou leva o candidato a um novo nascimento. Regressando à
pormenores mais insignificantes da existência (presente ou leva o candidato a um novo nascimento. Regressando à
pormenores mais insignificantes da existência (presente ou leva o candidato a um novo nascimento. Regressando à
pormenores mais insignificantes da existência (presente ou leva o candidato a um novo nascimento. Regressando à
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pormenores mais insignificantes da existência (presente ou leva o candidato a um novo nascimento. Regressando à
pormenores mais insignificantes da existência (presente ou leva o candidato a um novo nascimento. Regressando à

leva o candidato a um novo nascimento. Regressando à origem expulsa-se a velhice. Um texto do Taoísmo diz: Buda com a sua grande misericórdia revelou o método de trabalho (alquimia) do Fogo e ensinou os homens a penetrarem de novo no útero para reconstituir a sua verdadeira natureza e (a plenitude) do seu quinhão de vida. (Ib. p. 73). Um dos métodos de destruir todo o gérmen ou resíduos kármicos é aprender a técnica do recuo no tempo a fim de se conhecerem as existência anteriores. Quem consegue recordar-se das existências anteriores, e unifica pela anamnese (concepção Platónica) os fragmentos de história, detém o poder do começo e fim. Uma

e unifica pela anamnese (concepção Platónica) os fragmentos de história, detém o poder do começo e

das funções do Mestre, enviado pelo Divino, é para «vos despertar do sono, que é simultaneamente ignorância, esquecimento e morte», diziam os Antigos Quando um Mestre actua ao nível Físico, como o fez na ST, isso é um «acto primordial», o poder criador de um «novo Tempo». Podíamos repetir um comentário de um estudante do Ev. de João: 'os homens ficam maravilhados quando atentam nos acontecimentos da vida de Jesus, mas tornam-se cépticos quando se lhes revela o significado profundo, que eles recusam aceitar como verdadeiro.' M. Eliade, Ib. p141.

IMAGINAÇÃO NÃO É FASCÍNIO, SEDUÇÃO

As

técnicas de enfeitiçar através de imagens estão muito desenvolvidas e são usadas continuamente

no

consumismo, na religião, na política, na TV. Se não estiverem dirigidas para o Bem e a maioria

não está, não é imaginação e temos de classificar outras expressões da mesma realidade com outros

nomes. Usando o poder da imagem, podem fazer-nos desejar aquilo que nos querem «impingir» tal

o grau de sedução, fascínio, ilusão que colocam nas imagens que nos obrigam a ver ou ler,

repetidamente. Afinal, o 2º Mandamento, a criação da falsas imagens que o 'marketing', e as técnicas de «brain wash» de políticos, agentes culturais, etc., dá uma ideia do que são os «pecados mortais». Hoje andamos todos 'embruxados' - obrigam-nos a votar naqueles que não prestam, a comprar aquilo que não queremos, a gostar do que não devíamos nem queríamos gostar, a vestir conforme o bruxo da moda manda, a copiar hábitos repulsivos para a nossa sensibilidade, etc. Somos vítimas da

bruxaria, que é a criação de falsas imagens. Os «bruxos de serviço», com as suas magias através dos «media», estão a mandar-nos fazer, sentir, pensar e propagar aquilo que eles querem que nós divulguemos. A existência de muitos canais de TV e «o controlo remoto», que facilita as mudanças

de canal, podem diminuir o impacto de certas mensagens, o seu poder de ilusão, o seu poder

hipnótico. Quando todos dizem, agora há liberdade de decidir por nós mesmos, a moderna tecnologia tornou-nos os mais «determinados» de todas as gerações, depois dos Dilúvios da Era Quaternária (acrescentaria um historiador da História espiritual da humanidade) por causa do nosso subdesenvolvimento espiritual. Como ultrapassar as atracções se a «sedução» ou ilusão nos afecta de todos os lados? Pergunta D. Eklund. Sujeitos aos riscos que as serpentes que estão debaixo de cada flor representam, onde está

essa calma objectivada, esse foco que dá direcção às nossas vidas e nos mantém no Caminho? A primeira condição para usar o poder da imaginação é ter uma mente estável serena, sem ondas, e não uma mente de mar agitado (de bandeira amarela) e ainda menos o mar tempestuoso (de bandeira vermelha). «Sem algum tempo (diário, por causa do efeito do hábito e da repetição) destinado a uma meditação serena, não podemos alisar as rugas no lago da nossa mente. A maioria das nossas reflexões diárias são breves lampejos no espelho da vida, mas não num tranquilo centro interior.»

A

imaginação é um fenómenos localizado nos sub-planos etéricos, desencadeado por forças vindas

de

baixo, dos sentidos e pela Natureza, e vinda de cima, por reflexão analógica, do Plano Búdico.

Neste último caso, a imaginação é o modo de trazer o Divino e o Amor Divino ao mundo físico e

esse é o valor da Arte. A imaginação vinda de baixo está relacionada com o poder Criador de Eros que não é, ou é muito mais do que o sexual Cupido.

O nível Búdico ao reflectir-se na tranquilidade do etérico; é aquilo a que chamaram as

«semelhanças» que são as réplicas das «imagens» que o Eu Superior (Ego) preserva. Poderíamos melhorar a Lei e o Bem no Mundo se fôssemos capazes de imprimir essas imagens com poder

superior a todas as outras. Os Mestres asseguraram que a Teosofia e ST não podem ser destruídos; pelo menos enquanto revelarem a «imagem» dessas reminiscências eternas. De facto, essas imagens

ou reminiscências são captadas pela qualidade da Imaginação quando acontece uma qualidade

harmoniosa. É esse poder de coesão que mantém o homem integrado (harmonizado) o qual por devoção (energia espiritual) controla cada movimento da mente, da respiração, dos sentidos e dos órgãos, diz Krishna XVIII,33.

A Imaginação pode e deve ser usada como sacrário da luz de Buddhi, esse «princípio iluminador». Embora Buddhi se reflicta no emocional inferior ou etérico, como a imaginação sugere, não pode ser confundido com as emoções nascidas das sensações e dos desejos. Os insights verdadeiros existem se ultrapassar as emoções nascidas de baixo, que os tornam falsos. 'Estas memórias (reminiscências) da alma (entenda-se Ego) são vislumbradas, muitas vezes intuídas, por via da imaginação e imprimidas na consciência do mundo até serem plenamente realizadas.' (D. Eklund) Dara Eklund exemplifica o modo como podemos através da imaginação ajudar o mundo: reproduz os Sutras Adornados de Flores, do Buddhismo, que incluem muitos exercícios de visualização. Sobre estes modelos podemos imaginar muitos outros necessários:

Quando subo a uma torre, imagino que os seres vivos sobem a torre do Dharma recto e vêem claramente todas as coisas. Quando levanto um pé imagino os seres vivos que deixam o mar do Nascimento e Morte Quando vou por um caminho, imagino os seres vivos que percorrem o caminho de Buddha. Quando vejo os botões florirem, imagino que os seres vivos vão atingir isso e serão espiritualmente despertados por um Dharma igual ao da flor. Quando vejo um grande rio, imagino que os seres vivos entram no rio do Dharma e fluem para o mar da sabedoria de Buddha. Quando vejo uma fonte, imagino que os seres vivos se enchem de eloquência para proclamar todo(s) o(s) Dharma(s). Quando atravesso uma ponte, imagino que os seres vivos se desenvolvem para tudo atravessar e agirem como uma ponte. Quando vejo uma taça vazia, imagino que os seres vivos sejam limpos e puros, de mente vazia, e sem aflições. Se desenvolver a Imaginação que é relacionar a Imagem e a Semelhança Divinas, transformarei tudo!

SONHAR? RELAÇÃO COM IMAGINAÇÃO?

Os sonhos são governados pelos pensamentos e acções da vida diária. Daí a importância que assumem em Psicanálise. Dara Eklund resume HPB: «as acções do Ego durante o sono ficam desimpedidas das fantasias do cérebro ou de expressões da efémera personalidade. O homem real fica sem limitações durante o sono e age com pensamentos da Individualidade imortal em nós, a qual raramente pode ser evocada pela personalidade vigil, excepto como lembranças vagas.» «Durante o sono, declara HPB, a memória física e a imaginação são, é óbvio, passivas porque o sonhador está a dormir. » Dara Eklund acrescenta: Devemos dissociar-nos a nós próprios das impurezas da luz astral de modo a restabelecer a nossa iluminação a partir da ideação Universal por via do Mental Superior. Se nos treinarmos a nós mesmos a reflectir nas acções e linhas de pensamento de cada dia antes de adormecermos, podemos descarregar a energia de muita negatividade. Por exemplo, podemos estabelecer novos pensamentos corajosos que substituam o medo ou ansiedades que podem introduzir imagens nos nossos sonhos, ou virem até nós em momentos de fraqueza. Este é um dos usos da imaginação na vida diária que pode ajudar-nos a restabelecer as correntes positivas. Para G. Purucker, nós fazemos isto quando aspiramos a maiores virtudes e nobreza. Outra técnica é visualizar pessoas cujas qualidades admiramos.» «A maior parte dos sonhos passa-se no plano astral, até aprendermos a subir a um plano mais elevado.» «Aqueles cujos cérebros físicos e memória entrem em sintonia com os seus Egos Superiores podem experimentar verdadeiros sonhos proféticos.» Não esquecer que a zona onde se processa a imaginação se relaciona com o Astral inferior e os poderes tenebrosos que aí habitam. Quando se faz Arte, não por reminiscências, o acesso ao Plano do Amor Divino, da Intuição, o que à partida perde a qualidade da Arte, cai-se neste mundo infernal, disforme, e fica-se preso a ele.

IMAGINAÇÃO E PODERES OCULTOS

Todas as arte ocultas exigem o uso de uma vontade treinada Judge escreveu: O poder sobre a mente, matéria, espaço e tempo dependem de várias coisas e posições. É preciso: Imaginação até ao seu máximo limite, desejo combinado com vontade que não vacile e um conhecimento da química oculta da Natureza. Imagens da Natureza nas nossas cidades de stress ou até colocar uma flor na secretária pode aliviar muito o stress, ao olharmos para a sua beleza perfeita. Palavras grosseiras não ajudam por causa do efeito no Éter do Som. Reavivar as faltas dos outros também não, pois esse rememorar acentua as faltas, ao mesmo tempo que esgotamos a nossa energia. Uma das situações descritas pelos Etnólogos é o carácter sagrado do Primordial. Há aspectos de desenvolvimento da mente que não têm sido revelados. Coloco alguns exemplos. Que necessidade têm as tribos arcaicas de voltar a um tempo original? Dou exemplos. Se gero forças negativas, os seres que trabalham no lado obscuro da Vida criam doenças que servem para destruir o homem; alguns homens, pela sua entrega à causa humana, ou porque são «imortais», ajudam-nos a descobrir meios de cura, remédios. Nas sociedade arcaicas é tão importante dar o remédio como fazer o retorno a esse tempo original em que se processou a 1ª cura. Há dois tipos de doentes - os que lêem as bulas dos remédios e ficam entusiasmados com o lado positivo do medicamento que vão tomar, e curam com facilidade, e os que ficam amedrontados com os efeitos colaterais de todos os remédio e estes são os fracassos de todos os médicos porque têm reduzida ou fragilizada capacidade de cura. O modo como eu faço a imagem da reparação, do retorno ao bem, é essencial. Eu próprio que, como médico, passo os dias a receitar remédios quando tenho de os tomar leio a bula para aquilo me fazer o bem que está reconhecido que faz. É a parte mais importante do processo de cura e não tendo médico que me crie essa imagem, tenho de ganhar confiança nas propriedades do remédio que prescrevo a mim mesmo. Outro exemplo. Qualquer retorno a um começo - Ano Novo, dia do aniversário de qualquer coisa, etc., é sempre um retorno a um tempo original e às imagens criadoras arquetipais que fizeram nascer o acontecimento. Comemorar um dia da fundação de uma ideia primordial, uma instituição primordial é sempre um dia de entrar em relação com esse poder Divino. Importante exemplo. Muita gente se interroga: para quê entrar em conflito com a Ciência, se a Evolução Teosófica é anti-científica? Não é. A Evolução Teosófica tem uma relação estreita com o ensino espiritual - mitológico e religioso - mas não tem relação com o darwinismo. A Evolução Teosófica é hostilizada depois da ST ter sido abalada por ensinamentos espúrios adoptados como Teosofia. No nefasto processo em curso, revistas de Teosofia são insultuosas para o ensino dos Mestres, com aplauso geral. Porém, a verdade é esta: quem tiver uma ideia certa do processo da cosmogénese e da antropogénese coloca-se em sintonia com o tempo primordial e as imagens primordiais 'as imagens manifestam-se ao homem e a luz que nelas está oculta, na imagem da luz '

nos outros Planos abaixo, incluindo os éteres físicos. Jesus chama a esta entrada em relação com as

Ev. Tomé L 83. São essas imagens que existem no Búdico mas se reflectem

do Pai revelar-se-á

que existem no Búdico mas se reflectem do Pai revelar-se-á imagens reflectidas como 'nos dias em
que existem no Búdico mas se reflectem do Pai revelar-se-á imagens reflectidas como 'nos dias em
que existem no Búdico mas se reflectem do Pai revelar-se-á imagens reflectidas como 'nos dias em

imagens reflectidas como 'nos dias em que vedes a vossa semelhança regozijai-vos'. 'Mas quando conhecerdes as vossas imagens que existiram antes de vós (no Plano Búdico) e que não morrem '

Tomé L84. Para concluir em seguida: 'Adão veio de

um grande poder e de uma grande riqueza, mas não foi digno de vós; tivesse ele sido digno, e não teria experimentado a morte' Tomé L85. Jesus fala do tempo em que o homem não perdia a memória de vida em vida e por isso tinha uma relação com a sua origem divina perdida pelos erros que cometeu mais tarde. Um argumento é a própria tradição dos povos quando diz que algo correu mal algures; correu porque a Teosofia dos Mestres o ensina. Facto importante: ficar em relação com as imagens e o tempo original permite ao homem recuperar o seu Conhecimento e Sabedoria, aquilo que ele é desde toda a Eternidade. Afinal, é tão importante dar o exemplo de sabedoria e virtude quanto conhecer as imagens e os tempos originais que nos ajudam a ser aquilo que realmente somos. O ensino da antropogénese e cosmogénese não é apenas uma doutrina mas um dos meios mais poderosos de recuperar o Ser. O conflito com o darwinismo era inevitável; lamento que os

nem se manifestam (no Mundo Temporal)

MST, mais responsáveis, nunca tenham entendido as razões disso e se evadam para «catequeses» ideológicas e outras coisas! Podemos tornar as pessoas boas e sábias por vários caminhos e o da «ressonância» das imagens primordiais é o mais importante -- da Doutrina à Arte.

IMAGINAÇÃO E ENGENHO

Se a necessidade é a mãe da invenção é sempre preciso ter conhecimento das coisas. Os pensamentos são entes vivos. O homem está sempre a fazer nascer pensamentos no plano mental do mesmo modo que faz nascer crianças no plano físico. Ambos são aspectos da actividade criadora; embora os pensamentos nasçam de modo ininterrupto. Um homem pensa biliões de pensamentos por ano. Todavia, as regras da Natureza são os mesmos princípios sejam elas aplicadas ao mundo do pensamento ou procriação. Sendo entidades que são centros de pensamento eles crescem; chegam à mente como impulso, deixam-na como pensamentos. Os entes vivos que criamos como pensamento são a maior causa de influência que exercemos no mundo; nunca sabemos a quem vamos influenciar e sempre influenciamos do modo como gerámos esses seres. No aspecto artístico é muito importante Eros, descrito por Barborka como vontade do génio para criar grandes quadros, grande música, coisas que dão vida e servem a raça. Como disse Blavatsky, Eros é um tipo de desejo muito acima de Cúpido ou desejo sexual. Conclui Dara, a imaginação é um poder da natureza do poder vital eléctrico chamado Fohat, a unidade transcendente de todas as energias cósmicas que forma tudo o que há. E as imagens Divinas do Búdico são reflectidas no Mental, Astral e Físico. A esta luz, a imaginação verdadeira não é quaisquer imagens, mas fazer «ressoar» as imagens Divinas que os nossos Pais Divinos revestiram para nos criar, formar e gerar! A Evolução é regressar ao princípio: onde estiver o princípio lá estará o fim. Feliz daquele que se ativer ao princípio (Imagens) porque conhecerá o fim e não experimentará a morte. Tomé L18. Aprender a ser sensível à semelhança da imagem divina no Plano Búdico, da Arte, que é projectado no nível Etérico físico e deixar de fazer falsas imagens, aceitando os ensinamentos dos Mestre, é transformar o mundo!

nível Etérico físico e deixar de fazer falsas imagens, aceitando os ensinamentos dos Mestre, é transformar
nível Etérico físico e deixar de fazer falsas imagens, aceitando os ensinamentos dos Mestre, é transformar

i[i]

Dara Eklund. Imagination an Occult Potency. The Theosophist. Junho 2001 O Glossário Teosófico de HPB, diz: está relacionado com Âkâsha, Akâza, Âkâsa «a subtil supersensível

essência espiritual que preenche e penetra todo o espaço. A substância primordial é, erradamente, identificada

com o Éter, porém, ela está para o Éter como o Espírito está para a matéria, ou Âtma está em relação a Kâmarûpa. Na realidade é o espaço universal em que está imanente a Ideação eterna do Universo em seus

Âkasha é o agente indispensável de toda a

operação mágica; as coisas visíveis podem tornar-se invisíveis se mudarmos as forças de atracção por repulsão e

o

Estas questões têm consequências filosóficas. O que é sagrado, o veículo da vida ou a vida? Se for o veículo

da vida, não poderei matar os piolhos que tenho porque são sagrados, como os Vaishnavas fazem, de modo

radical; mas se for sagrada a vida, eu elimino os piolhos porque a vida é mais sagrada dos que os veículos da vida

e

Os Cabalistas colocam os Raios, e por inerência a Lei que cada Raio manifesta, de baixo para cima, na coluna do Ser: o mais elevado é o 7º Raio, Transformação, 1º Plano, e o 6º Raio, Karma, 2º Plano.

'Não se trata já de regenerar o que está degenerado, mas de destruir o

v[v] Mircea Eliade. Aspectos do Mito. Ed. 70.

velho mundo para que ele possa ser recriado in toto. A obsessão da beatitude dos primórdios exige a destruição de '

tudo o que já existia e que se degradou depois da criação do mundo

'A sua obra (de Krishnamurti) acentua a necessidade de eliminar todos os esquemas, todos os condicionamentos. Para ele o despertar consiste antes de mais nada em emanciparmo-nos do fardo da memória, dos vestígios do passado, do conhecido, logo de todas as referência culturais, a fim de vivermos plenamente a realidade do instante presente.' Ib. Sabedoria da Índia. O mergulho total na fonte de Lete!? É uma «reacção» da psique! Releiam o que nos últimos PT se publicou sobre memória e reminiscências, imagem e semelhanças.

aspectos cambiantes

ii[ii]

do qual procede o Logos, ou seja o Verbo

».

inverso. É a chamada luz astral!

iii[iii]

um veículo de vida superior é mais sagrado do que o inferior. Um mau feto (forma), é não sagrado (vida).

iv[iv]

vi[vi]

P. 49.

vii[vii]

viii[viii]

Patrick Ravignant. A Sabedoria da Índia. Pub. Eur-Am., p. 174

Os problemas abordados neste artigo sugerem uma redefinição de conceitos e outra compreensão das estruturas da mente e do seu funcionamento! Alguns têm de ganhar experiência e confrontarem os dados da Teosofia com os dados da Psicologia para que um conhecimento mais profundo do significado do ser humano em evolução propicie outros tipos de sociedades, com outras fundamentações que não sejam os pressupostos retirados das doutrinas Cristãs que a Ciência não aceita mas procede como se aceitasse. Por exemplo, sabe que o homem evolui mas quer ver o homem sem passado pessoal como um criado de novo e em branco, por Deus. Espero que a difícil leitura deste trabalho, se não servir para esclarecer, ao menos dê uma ideia da extrema

complexidade que é o processo evolutivo e a necessidade de pensar de modo científico. Tenham o bom senso de

saber que já não estamos nos tempos de Paracelso, um cientista espiritual não reconhecido, nem nos períodos da caça às bruxas. Ciência Espiritual não é bruxedo, é mesmo Ciência da mais elevada que nem as bruxas ignorantes nem os cientistas materialistas sabem. A vossa religião não permite?

ix[ix]

x[x]

Federico Peirone. O Islamismo. Ed. CL

permite? ix[ix] x[x] Federico Peirone. O Islamismo. Ed. CL Ibid.p. 23: os ginn, que se encontram

Ibid.p. 23: os ginn, que se encontram a meio caminho entre os anjos e os homens. Muitos misturam-se com a

Convém mantê-los bem dispostos e, ao mesmo tempo,

vida humana, na qual podem influir, no bem ou no mal. (

tomar precauções contra a sua influência que pode resultar maligna.

)

contra a sua influência que pode resultar maligna. ) xi[xi] xii[xii] Helena P. Blavatsky. Glossário Teosófico.

xi[xi]

xii[xii]

Helena P. Blavatsky. Glossário Teosófico. Ed. Bras. Ground. Mircea Eliade Ib. p. 18