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CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE PERN AMBUCO DIRE TORIA DE GESTÃO DE PESSOA S CENTRO

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE PERN AMBUCO DIRE TORIA DE GESTÃO DE PESSOA S CENTRO TECNO LÓGICO DE EMERGÊNCIAS E D EFESA CIVIL

PPRRIIMM EEIIRROOSS SSOOCCOORR RROOSS SSUUPP OORRTTEE BBÁÁSSIICCOO DDEE VVIIDD AA
PPRRIIMM EEIIRROOSS SSOOCCOORR RROOSS
SSUUPP OORRTTEE BBÁÁSSIICCOO DDEE VVIIDD AA

Dr. J acques Pincovsky de Oliveira Lim a Dra Elizabeth de Souza Amorim Maj Edson Marconni Almeida da Silva

2008

internacionais American Heart Associa tion, nos protocolos

operacionais do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco e trabalh os desenvolvidos pelo Programa de Ensino e Pe squisa em Emergências, Acidentes e Violê ncias da Universidade de Pernambuco.

Pautado nos protocolos

de Ensino e Pe squisa em Emergências, Acidentes e Violê ncias da Universidade de Pernambuco. Pautado
de Ensino e Pe squisa em Emergências, Acidentes e Violê ncias da Universidade de Pernambuco. Pautado
de Ensino e Pe squisa em Emergências, Acidentes e Violê ncias da Universidade de Pernambuco. Pautado
de Ensino e Pe squisa em Emergências, Acidentes e Violê ncias da Universidade de Pernambuco. Pautado

“O atendimento pré-hospitalar é o primeiro passo na recuperação do acidentado”.

Edson Marconni Almeida da Silva Major do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco Comandante do Centro Tecnológico de Emergências e Defesa Civil. Co-coordenador do Programa de Ensino e Pesquisa em Emergências, Acidentes e Violências. Instrutor de Atendimento Pré-Hospitalar.

Este livro tem por finalidade orientar discentes no aprendizado dos primeiros socorros às vítimas de trauma. Não pretende ser findo em si mesmo, portanto, seria um erro dispensar outras literaturas referenciadas pela Internatinonal Liaison Committee on Ressuscitation (ILCOR), American Heart Association (AHA) ou pelas instituições Acadêmicas. O foco principal é nortear o aprendizado inicial sendo um elemento facilitador.

AASSPPEECCTTOOSS LLEEGGAAIISS EE GGEERRAAIISS

DDrr JJaaccqquueess PPiinnccoovvsskkyy ddee OOlliivveeiirraa LLiimmaa

AA presente apostila apresenta informações importantes para os profissionais que atuam direta ou indiretamente no Serviço Pré-Hospitalar.

A importância do respeito aos princípios, contidos nos protocolos, é que concederá a possibilidade de aquisição de uma real experiência, e a indiscutível qualidade de atendimento e resultados.

Para falar em experiência necessitamos estabelecer um marco e tomar como referência um protocolo, que utilizado por um determinado período, favorece a avaliação retrospectiva, e decorrentes análises. Oferece, portanto, critérios comparativos que alicerça

a discussão técnica e subsidia o aprimoramento de condutas, foco das intervenções pré- hospitalares.

Convém esclarecer que a fundamentação na literatura mundial não desprezou a

vivência operacional dos profissionais que integram a assistência pré-hospitalar do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, o Grupamento de Bombeiros de Atendimento Pré- Hospitalar (GBAPH). Balizados pelo prumo acadêmico, bombeiros militares do CBMPE e professores da Universidade de Pernambuco (UPE) se fazem representar na produção do conhecimento, fortalecendo as ações emergências nas vias e logradouros no saber técnico. São conquistas que remontam mais de vinte anos de envolvimento com o envolvimento multisetorial e pluridisciplinar de representantes da Universidade e Corpo de Bombeiros, contudo, vale destaque ao Dr. Jaques Pincovsky de Oliveira Lima, coordenador médico do CBMPE e docente da Faculdade de Ciências Médicas (FCM/UPE), Dra Elizabeth de Souza Amorim, docente da Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças (FENSG/UPE)

e do Coronel QOC/BM José Carlos de Arruda, Maj QOC/BM Washinton Luiz Vieira de

Barros e Maj QOC/BM Edson Marconni Almeida da Silva do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco.

Vários colaboradores poderiam ser referenciados nessa jornada ascendente e, cada um destes homens e mulheres que dedicam suas vidas a ajudar ao próximo sintam-se representados naqueles que fazem do Programa de Ensino e Pesquisa em Emergências, Acidentes e Violências, co-coordenados pelos Dr. Jacques Pincovsky de Oliveira Lima, Dra Enfa. Elizabeth de Souza Amorim e Maj QOC/BM Edson Marconni Almeida da Silva, uma parceria institucional que integra a perseverança de três ícones da história pré-hospitalar em Pernambuco, tendo o suporte mais recente do Centro Tecnológico de Emergência e Defesa Civil (CTEDC).

É, portanto, almejado pelo Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) não só o bom uso do conhecimento e protocolos apresentados, como o mais importante, a sua periódica atualização, e, principalmente, a sua rigorosa e também periódica avaliação crítica, pelos demais sucessores deste grupo de trabalho.

Esta apostila tem por finalidade orientar as equipes que prestam assistência pré-hospitalar às vítimas de trauma. Não pretende ser findo em si mesmo, portanto, seria um erro dispensar outras literaturas referenciadas pela Internatinonal Liaison Committee on Ressuscitation (ILCOR), American Heart Association (AHA) ou pelas instituições Acadêmicas. O foco principal é nortear o aprendizado inicial sendo um elemento facilitador.

IINNTTRROODDUUÇÇÃÃOO

MMaajj QQOOCC//BBMM EEddssoonn MMaarrccoonnnnii AAllmmeeiiddaa ddaa SSiillvvaa

DDiversas emergências podem requerer assistência pré-hospitalar. As situações mais

comuns são atendimento de vítimas de acidentes automobilísticos, atropelamentos, incêndios, tumultos, afogamentos, catástrofes naturais, acidentes industriais, tiroteios ou atendimento de pessoas que passem mal: ataque cardíaco, convulsões, dentre outros.

O policial militar é um agente de segurança pública que deve saber primeiros

socorros. Cabe ao policial acionar o serviço especializado, isolar a área de acidente, iniciar os primeiros socorros, facilitar a fluidez do trânsito (agilizando a chegada das ambulâncias e/ou veículos de resgate) e aguardar o socorro especializado. Ao informar as autoridades, deve-se ser direto e preciso sobre as condições da(s) vítima(s) e o local da ocorrência.

Denomina-se primeiros socorros a série de procedimentos realizados por pessoas treinadas com o intuito de manter o acidentado vivo até a chegada do atendimento pré- hospitalar especializado. É importante que os primeiros socorros sejam prestados por pessoas treinadas para agir em situações de emergência que conheçam condutas de suporte básico à vida.

O Atendimento pré hospitalar (APH), portanto, será classificado como a assistência especializada prestada por profissionais (socorristas, técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos) no ambiente extra-hospitalar. No Estado de Pernambuco a assistência aos acidentados em via pública é realizada pelo Corpo de Bombeiros Militar e SAMU192 (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Essas equipes foram capacitadas para atuarem nas situações de emergências, provendo suporte básico e avançado de vida às vítimas de trauma (acidentes de trânsito, acidentes industriais, acidentes aéreos etc), violência urbana (baleado, esfaquado etc), mal súbito (emergências cardiológicas, neurológicas etc) e distúrbios psiquiátricos visando a sua estabilização clínica e remoção para uma unidade de saúde adequada.

Lembre-se: “Saber fazer o certo, na hora certa pode significar a diferença entre a vida e a morte”. Cabe ao policial reconhecer o momento onde a intervenção é indispensável, sem agravar o estado geral do vitimado.

Estudo epidemiológico da evolução das vítimas envolvida em acidentes onde há transferência de grande quantidade de energia, como nos impactos de veículos em alta velocidade, definiu três picos de morte no trauma. O primeiro pico representa cerca de 50% de todos os óbitos; é a morte imediata que ocorre no instante após o acidente, resultado de lesões orgânicas importantes afetando órgãos vitais como cérebro, tronco cerebral, medula cervical, coração, grandes vasos da base etc. O segundo pico de morte evolve 30% dos politraumatizados e ocorre dentro da primeira hora do acidente, nesses acidentes o serviço pré-hospitalar especializado consegue reduzir a morbi-mortalidade (no segundo pico de morte estão as chamadas mortes evitáveis). O terceiro pico, momento dos 20% de óbitos restantes, se dá alguns dias após o sinistro e sem dúvida alguma tem relação com o que acontece com o politraumatizado ao receber os cuidados pré-hospitalares, durante o resgate e o transporte, e com a qualidade do atendimento inicial, a nível hospitalar.

O princípio fundamental do atendimento pré-hospitalar é reduzir a mortalidade e

agravos decorrentes de acidente atuando, efetivamente, no segundo pico de morte. Para

tanto é importante conhecermos os conceitos de tempo de platina e tempo de ouro.

TEMPO DE “PLATINA” E TEMPO “HORA DE OURO”:

TEMPO DE “PLATINA” E TEMPO “HORA DE OURO”: Para facilitar a compreensão simplificaremos os conceitos. A

Para facilitar a compreensão simplificaremos os conceitos. A sobrevida do acidentado que apresenta lesões graves, com possibilidade de morte iminente, está diretamente ligada às condutas adotadas no ambiente pré-hospitalar nos primeiros 10 minutos (tempo de platina) (Fig.001), a contar do momento do acidente. Igualmente, maior chance de sobrevivência terá o acidentado que receber o atendimento hospitalar nos primeiros 60 minutos (tempo de ouro).

AASSPPEECCTTOOSS LLEEGGAAIISS EE GGEERRAAIISS

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NNesse tópico vamos descrever atribuições de quem presta os primeiros socorros e a assistência pré-hospitalar, orientar algumas ações para estabelecer segurança do local da emergência, definir omissão de socorro.

Treinamento continuado

Para diminuir a confusão inevitável e, geralmente, o caos que ocorre em grandes acidentes é necessário se realizar treinamentos periódicos que simulem possíveis acidentes visando identificar falhas, corrigir procedimentos e ambientar os envolvidos para intervenção real. Esses exercícios simulados demonstram que os participantes conseguem reagir melhor diante do acidente conhecendo seu papel e como ajudar verdadeiramente o vitimado.

Atributos do socorrista

Aquele que se propõe a ajudar deve cuidar de sua apresentação, conhecimento técnico e estar sempre preparado para prestar os primeiros socorros. Deve aprender a controlar suas emoções e lidar com pessoas descompensadas presentes no local de acidente. Por fim, ter capacidade de liderança para em situações adversas focar segurança de todos e conforto do paciente.

Responsabilidade do socorrista

Independente das circunstâncias o socorrista deve ter em mente que, a partir do momento que presta ajuda a alguém, ele é responsável pelo acidentado até que transfira a responsabilidade ao médico ou a equipe pré-hospitalar profissional. Dentre as responsabilidades dos socorristas temos:

Utilizar equipamentos de proteção individual (EPI’s);

Controlar o local de acidente, estabelecendo condições de segurança para si mesmo, para a vítima e para as demais pessoas presentes no cenário;

Obter informações que auxiliem na assistência pré-hospitalar, identificando os possíveis riscos no ambiente e possíveis lesões no acidentado;

Iniciar, quando realizando possível, a assistência pré-hospitalar ao vitimado, pautado nos conhecimentos prévios decorrente de treinamentos;

Promover, em situações onde não há segurança necessária para atendimento ao acidentado, a remoção para uma área segura empregando técnicas que tentam evitar ou minimizar os riscos de lesões secundárias;

Acionar as autoridades competentes e equipes profissionais para o local do acidente;

Registrar as informações para subsidiar as autoridades competentes.

Aptidões do socorrista

Para que o socorr ista cumpra suas responsabilidades é nec essário possuir certas aptidões essenciais pa ra assistir a situações que ameacem a vida. O socorrista deve ser capaz de:

Promover e manter abertura das vias aéreas;

Realizar ven tilação com pressão positiva;

Fazer reani mação cardiopulmonar;

Controlar he morragias e prevenir choque hemorrágico;

Imobilizar fr aturas;

Realizar ass istência obstétrica e ao recém-nato;

Guiar veícul o em situações de emergências;

Cuidar dos materiais pré-hospitalares;

Comunicar- se verbalmente e por escrito;

Manter o co ntrole e a ordem no local da emergência;

Fazer salva mentos e retiradas;

Ajudar as e quipes médicas.

Aspectos legais

Omissão de socor ro (Artigo 135 – Código Penal) – “deixar d e prestar assistência,

ou extraviada, ou à

em desamparo ou em grave e iminente per igo; não pedir, nesses

sem risco pessoal, à criança abandonada

quando possível fazê-lo pessoa inválida ou ferida,

casos, o socorro a autorid ade pública”. Pena: detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa.

Pena: detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa. “A pena é aum entada

“A pena é aum entada de metade, se da omissão resu lta lesão corporal de

natureza grave,

e é triplicada, se resulta em morte”.

Consentimento para pr estar o socorro

pronto atendimento,

todavia, deve-se observa r se há consentimento para sua assistên cia, isso quando não

estiver exercendo a função

O socorrista diant e de uma emergência deve se dispor ao

do Estado.

diant e de uma emergência deve se dispor ao do Estado. S S E E G

SSEEGGUURRAANNÇÇAA DDOO CCEENNÁÁ RRIIOO DDOO AACCIIDDEENNTTEE

MMaajj QQOOCC//BBMM EEddssoonn MMaa rrccoonnnnii AAllmmeeiiddaa ddaa SSiillvvaa

tópico dos cuidados que devem ser a dotados no local de

acidente. A assistência ini cial realizada por um socorrista não profissio nal é importante, mas, não dispensa o acioname nto de equipes especializadas como o Cor po de Bombeiros ou o SAMU. Sendo uma pesso a treinada deve manter a tranqüilidade e pr oporcionar conforto ao

repassa informações importantes por tel efone ao sistema de

vitimado à medida que emergência local:

TTrataremos nesse

• Nome e tele fone do solicitante do socorro; • Local da oc orrência; •

Nome e tele fone do solicitante do socorro;

Local da oc orrência;

Tipo da oco rrência;

Número de vítimas;

Riscos pote nciais;

Gravidade d os acidentados;

Recursos n ecessários, dentre outros solicitados.

O importante é compreen der que tais informações são imprescindívei s, minimiza perdas de tempo, dispêndio de recur sos e minora o tempo resposta.

Segurança do cenário A segurança do lo cal consiste no estabelecimento de condi ções mínimas para a realização da atividade se m riscos para as equipes de socorro, a vítim a e as outras pessoas presentes no cenário. Den tre outros aspectos é necessário estabelece r:

Estacionam ento adequado do veículo de emergência;

Sinalização e isolamento do local;

de emergência; • Sinalização e isolamento do local; Gerenciamento dos risco s: • Prover sinalização; •

Gerenciamento dos risco s:

Prover sinalização;

Isolar a área;

Estabilizar o(s) veíc ulo(s);

Controlar o tráfego;

Desligar o(s) motor (es) automotivo(s);

Desativar cabos da bateria;

Remover vitimados em situação de risco iminente, dentre outro s.

Estacionamento

No acidente autom obilístico quando uma viatura policial estive r no local sinalizando

via, protegendo a área e

emergência deverá ser po sicionado 15 (quinze) metros à frente do ac idente, estabelecendo a área de trabalho.

tráfego, o veículo de

seus componentes estiverem controlando o

O veículo de emergência adequadamente posicionado visa:

Proteger a equipe p ré-hospitalar;

Permitir o fluxo efic iente do tráfego, sem comprometer a segura nça.

Identificar adequad amente o local da ocorrência: viatura com l uminosos acionados e via bem sinalizada;

Manter o ambiente do sinistro bem iluminado;

1 5 Cones de
1
5
Cones de

Contudo, em certos acide ntes automobilísticos não há viatura polic ial no local e, nesses

casos, o veículo de emerg ência/carro particular deverá ser posicionad o a 15 (quinze) metros

do acidente, servindo de vítima(s). A distância entre

trabalho e, nessa área, s ó deverão permanecer os profissionais ou pessoas que podem

auxiliar no socorro.

anteparo, proporcionando maior segurança aos socorristas e à(s)

o veículo de emergência e o acidente é d enominada de área de

80
80
80 15 Cones de sinalização Sinalização e isolamento Em toda ocorrênci a a sinalização e isolamento
80 15 Cones de sinalização Sinalização e isolamento Em toda ocorrênci a a sinalização e isolamento

15

80 15 Cones de sinalização Sinalização e isolamento Em toda ocorrênci a a sinalização e isolamento

Cones de sinalização

Sinalização e isolamento Em toda ocorrênci a a sinalização e isolamento são fundamen tais para assegurar a segurança das equipes v ítimas e populares. A Sinalização é a fo rma de indicação ou

advertência quanto à exis tência de obstáculos ou riscos, o isolament o visa compartimentar

demarcação de zonas

setores classificando-os á reas de maior ou menor risco através da

(zona quente, zona mor na ou zona fria). Na zona quente só d evem permanecer os

profissionais que poderão auxiliar o(s) acidentado(s). Nas vias, a dispo sição dos cones é definida em função

do fluxo de veículos

registrado no local, da vel ocidade permitida para a via, pela legislação , e das características

e condições do local. Considerando a c apacidade refletiva dos cones, o que per mite que eles sejam

120 metros, eles devem ser colocados inic iando-se a sinalização

a uma distância equivalen te a 1 metro para cada Km/h permitido par a a via, ou seja, numa

via em que a velocidade p ermitida é 80 Km/h, devemos iniciar a sinali zação a uma distância

visualizados a pelo menos

de

80 metros da viatura. O s 05 (cinco) cones devem ser dispostos ao longo da via distando

de

2 metros a 3 metros um

do outro, formando um triângulo.

A

viatura de resgate e

atendimento pré-hospitalar deve distar 15

metros do local do

acidente.

LEMBRE-SE: Nas vias de transito de veículos será necessário dispo r cones de sinalização obedecendo à seguinte dis tribuição:

O primeiro cone deve ser posicionado na distância de 1 (um)

metro para cada Km/h da velocidade p ermitida para a via;

Exemplo: Se a velocidade máxima per mitida for de 60 Km/h,

o primeiro cone de sinalização deve

metros antes do local do acidente e, o s demais, distribuídos em diagonal na direção oposta ao acid ente.

Os cones devem ser dispostos de

adequada visualização pelos condu tores. Portanto, nos locais onde a visualização não for ade quada em decorrência das intempéries, sinuosidade da via o u situações adversas,

maneira a permitir

ser posicionado a 60

adversas, maneira a permitir ser posicionado a 60 a distância dos cones de s inalização poderá

a distância dos cones de s inalização poderá ser aumentada.

Ao isolar a área de trabalh o estaremos evitando que pessoas não auto rizadas ultrapassem o

isolamento prejudicando a ação dos profissionais. Lembramos a nece ssidade de controlar o

autoridade de trânsito, fazendo uso do colet e de sinalização, apito

tráfego até a chegada da

e lanterna.

BBIIOOSSSSEEGGUURRAANNÇÇAA

MMaajj QQOOCC//BBMM EEddssoonn MMaa rrccoonnnnii AAllmmeeiiddaa ddaa SSiillvvaa DDrraa EElliizz aabbeetthh ddee SSoouuzzaa AAmmoorriimm

BBiossegurança

deve ser entendido como o conjunto de

condutas que visam

proteger todo aquele que

agentes biológicos, microo rganismos patogênicos. Microorganismos p atogênicos – micróbios ou germes capazes de provocar doenças.

auxilie ou preste socorro ao vitimado, d o contato direto com

Portas de entrada

Olhos;

Ouvidos;

Nariz;

Boca;

Uretra;

Ânus;

Ferimentos, dentre outras.

Fig. 01 ( Imagem: baixada pela internet)
Fig. 01 ( Imagem: baixada pela internet)

Medidas de prevenção e controle de infecção

Utilizar todos os equipamentos de proteção individual (EPI) e coletiva (EPC) necessários para realizar as intervenções pré-hospitalares;

Todos os socorristas que vierem a manusear a vítima deverão usar no mínimo luvas;

Orienta-se que o profissional que estabilizar a cabeça da vítima e, conseqüentemente, a coluna cervical utilize máscara e óculos de proteção, além das luvas de látex;

Trocar sempre as luvas antes de avaliar outro acidentado;

Utilizar demais EPI’s necessários;

Cuidar da higiene pessoal (unhas cortadas e limpas, uniformes limpos e em bom estado de conservação, );

Lavar as mãos e antebraços até os cotovelos, obrigatoriamente, após cada

atendimento

(mesmo

que

não

tenha

tido

contato

com

fluidos

corpóreos

ou

secreções);

Assumir o serviço dispondo de pelo menos um uniforme sobressalente;

Destinar especialmente atenção quando se fizer presentes fluidos corpóreos ou secreções (sangue, urina, fezes, vômito, esperma, secreções vaginais, saliva);

Considerar toda vítima como provável fonte de transmissão de doença infecto- contagiosa (Utilizar luvas de látex, óculos e máscara; Não realizar a respiração boca a boca; Utilizar ventilador manual - bolsa valva-máscara (AMBU);

Acondicionar materiais e equipamentos que forem contaminados em sacos apropriados para posterior limpeza e desinfecção antes da sua re-utilização;

Depositar pérfuro-cortantes em recipientes apropriados para posterior descarte;

Descontaminar o compartimento de transporte do veículo;

Recolher o lixo pré-hospitalar, acondicioná-los em sacos próprios e depositá-los no lixo infectante do hospital;

O lixo produzido no atendimento pré-hospitalar é classificado como lixo hospitalar, portanto deverá ter igual destino, desta feita deverá ser depositado no lixo biológico do hospital onde a vítima for entregue.

Limpeza de superfícies

Indicada quando há presença de respingo ou deposição e de matéria orgânica, secreção, descarga de excreta ou exsudação nas superfícies de materiais;

Fazer uso de óculos, máscaras, luvas, aventais e tocas (no mínimo) paramentando- se antes de iniciar a limpeza;

Retirar o excesso da carga contaminante com papel absorvente;

Desprezar o papel no lixo infectante da viatura;

Pulverizar detergente sobre a superfície;

Retirar o excesso da carga com papel absorvente;

Desprezar no lixo;

Pulverizar hipoclorito sobre a superfície;

Secar a superfície;

Repetir procedimento, por quantas vezes necessário;

É proibida a varredura seca;

Os panos de limpeza e de chão, escovas e baldes devem ser lavados com água quente e imersos em hipoclorito, se utilizados, antes do enxágüe e secagem.

Tecidos vivos

Realizar descontaminação através de dois processos: degermação e antissepsia;

Degermação – remoção dos detritos e impurezas depositados sobre a pele.

Utilizar sabões degermantes sintéticos;

Removem a maior parte da flora microbiana existentes nas camadas superficiais da pele.

Antissepsia – destruição dos microorganismos existentes nas camadas superficiais e profundas da pele, mediante aplicação de agente germicida (Álcool iodado; Álcool a 70%

Álcool a 70% glicerinado; hexaclorofeno

).

Higiene e antissepsia das mãos

O ato de lavar as mãos previne e evita disseminação de doenças.

A higiene das mãos consiste:

disseminação de doenças. A higiene das mãos consiste: 1. Abrir a torneira; 2. Friccionar toda a

1. Abrir a torneira;

2. Friccionar toda a superfície das mãos (detergente líquido ou solução degermante) inclusive entre os dedos, até remover sujidade visível;

3. Remover detritos depositados sob as unhas;

4. Enxaguar em água corrente;

5. Enxugar em toalha limpa de papel;

6. Fechar a torneira com papel toalha;

7. Friccionar álcool a 70% ou ácido peracético nas mãos.

A higiene das mãos deve ser realizada:

Antes e após cada atendimento; Antes do manuseio de material esterelizado; Antes de se alimentar; Após defecar, urinar ou assoar o nariz.

Antissepsia de feridas, queimaduras e mucosas

A aplicação de antisséptico em ferimentos está contra indicado. Os germicidas lesam as células de defesa do indivíduo, comprometendo o processo de cicatrização.

A conduta adequada consiste:

Remover partículas sólidas agregadas à superfície da pele com realizando jateamento de soro fisiológico;

Cobrir o ferimento com gaze;

Realizar o curativo apropriado.

Doenças infecciosas

A continuação de uma doença infecciosa exige uma seqüência de acontecimentos,

denominado “elos”. 1º elo – agente causal ou etiológico: microorganismo capaz de produzir a doença infecciosa; 2º elo – fonte de infecção ou portador: pessoa ou animal infectado; 3º elo – reservatório: depósito do agente infeccioso: saliva, fezes, urina, sangue

;

4º elo – vias de eliminação: via por onde os reservatórios são eliminados com os agentes infecciosos, aparelho respiratório (tosse), aparelho digestório (fezes), trato geniturinário (urina) e sangue; 5º elo – porta de entrada: a forma que o agente etiológico penetra no hospedeiro, inclui os aparelhos respiratórios, digestivo, infecção direta de mucosas ou infecções por feridas na pele; 6º elo – hospedeiro suscetível: indivíduo com resistência orgânica insuficiente para deter o avanço do agente infeccioso.

AAVVAALLIIAAÇÇÃÃOO PPRRIIMMÁÁRRIIAA

O objetivo da avaliação comprometam ou venham após o acidente.

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primária é identificar, no menor tempo po ssível, situações que a comprometer a vida do vitimado nos ins tantes imediatamente

São situações que compro metem o funcionamento dos sistemas respi ratório ou circulatório.

via respiratória pérvia,

ventilação e circulação ad equada, ou seja, perfusão cerebral e manute nção da vida. Quando

necessário, utilizar técni cas de desobstrução das vias aéreas,

reanimação cardiopulmon ar cerebral e controle de grandes sangramen tos externos.

ventilação artificial,

O socorrista deve pro mover suporte básico de vida que garanta

Passos da avaliação p rimária

deve ser completada em no máximo 45 s egundos, procurando

identificar rapidamente c ondições de risco de morte, iniciar supo rte básico de vida e

desencadear recursos de

A avaliação primária

apoio.

1. Segurança

Antes de iniciar a a valiação da vítima, o socorrista precisa g arantir condições de segurança para o(s) socor rista(s), a(s) vítima(s) e todos que se fazem presentes no cenário.

que os socorristas se protejam da cont aminação microbiana

utilizando barreiras de prot eção.

Também é necessário

Ambiente Condições de se gurança do cenário Isolar a área Avaliar biomecâ nica do acidente Questionar teste munhas

Biossegurança Utilizar barreiras de proteção Demais EPIs ne cessários

Utilizar barreiras de proteção Demais EPIs ne cessários 2. Aproximação Sempre que possível , aproximar-se da

2. Aproximação Sempre que possível,

aproximar-se da vítima em diagonal no senti do caudal-cefálico.

Enquanto se aproxima da da cena examinar a biomecânica do acid ente;

3. Posição adequada do socorrista para avaliar a vítima

(à lateral da cintura

escapular), ou posição qu e garanta sua estabilidade, eliminando o r isco de seu corpo ser projetado sobre a vítima a gravando traumas.

Posicionar-se com os

dois joelhos ao solo ao lado da vítima

4. Avaliar responsividad e A análise da responsiv idade, calcada na análise precoce das infor mações obtidas com o

A.V.D.I.,auxiliará o dia gnóstico e apontará a conduta emergente a

ser utilizada.

Vítima que fala é considerada vítima “ALERTA”, ou seja, as vias aéreas estão pérvias e
Vítima que fala é
considerada vítima
“ALERTA”, ou seja,
as vias aéreas estão
pérvias e a
respiração está
presente.
Vítima que não fala
espontaneamente.
Vítima que não
responde ao estímulo
verbal e responde ao
estímulço de dor.
" Repousar as mãos
nos ombros e
efetuando leves
toques, provocar
estimulo verbal".
Vítima que não
responde ao estímulo
doloroso é
classificada como
IRRESPONSIVA
"Mantendo as mãos
repousadas nos
ombros da vítima,
promove estímulo de
dor no trapézio".
"O vitimado
apresenta déficit de
oxigenação cerebral,
administrar o 2 alto
fluxo".
Alerta
Verbal
Doloroso
Irresponsiva

Princípios do supor te básico de vida (Alteração de A-

B-C para C-A-B)

As Diretrizes da AHA 2010 para RCP e ACE recomendam uma alteraç ão na sequência de procedimentos de SBV de A-B-C (via aérea, respiração, compressões torácicas) para C-A-B

(compressões torácicas, v ia aérea, respiração) em adultos, crianças e bebês (excluindo-se

alteração fundamental

na sequência de RCP exi girá novo treinamento de todos os já trein ados em RCP, mas o consenso entre os autore s das Diretrizes de 2010 da AHA e os esp ecialistas é de que o benefício valerá o esforço.

recém-nascidos — consul te a seção Ressuscitação neonatal). Essa

CCompressão torácica e controle de grandes hemorragias

AAbertura da via aérea

BBoca másca ra boca (ventilação)

Motivo da alteração: A vast a maioria das paradas cardiorrespiratórias (PCR) ocorre em adultos, e as

etárias cuja parada foi

presenciada. Nesses pacient es, os elementos iniciais críticos de suporte bá sico de vida (SBV) são

compressões torácicas,

muitas vezes, são retardada s enquanto o socorrista abre a via aérea para a plicar respiração boca a

boca, recupera um dispositiv o de barreira ou reúne e monta o equipament o de ventilação. Com a alteração da sequência para C-A-B, as compressões torácicas serão iniciad as mais cedo e o atraso

na ventilação será mínimo (i sto é, somente o tempo necessário para aplica r o primeiro ciclo de 30 compressões torácicas). A maioria das vítimas de PC R extra-hospitalar não recebe nenhuma manob ra de RCP das pessoas

empecilho pode ser a acham mais difíceis, a

compressões torácicas e a

taxas mais altas de sobrevi vência envolvem pacientes de todas as faixas

desfibrilação precoce. Na sequência A-B-C, as

presentes. Existem, provav elmente, muitas razões para isso, mas um sequência A-B-C, que come ça com os procedimentos que os socorristas saber, a abertura da via aére a e a aplicação de ventilações.

Começar com compressões cardiopulmonar (RCP).

torácicas pode encorajar mais socorristas

a iniciar a reanimação

O procedimento "ver, ou vir e sentir se há respiração" foi removido do alg oritmo.

Tem-se dado ênfase pe rmanente em RCP de alta qualidade (com frequ ência e profundidade de compressão torácicas adequadas, permitindo retorno total do tórax ap ós cada compressão, minimizando interrupções nas compressões e evitando ventilação excessi va).

Houve uma alteração na sequência recomendada para que o socorrista i nicie as compressões

torácicas antes de aplic ar ventilações de resgate (C-A-B, em vez de

RCP com 30 compressões, em vez de 2 ventil ações, para reduzir a

demora na aplicação da p rimeira compressão.

A frequência de compres são deve ser, no mínimo, de 100/minuto.

A profundidade de comp ressão, em adultos foi alterada para, no mínimo, 2 polegadas (5 cm).

socorrista deve iniciar a

A-B-C). Ou seja, o

5.

Compressão torácic a e controle de grandes hemorragias A

trabalha em equipe, cu jos membros, geralmente, foram treinados e m primeiros socorros, executam as ações de suporte básico de vida (SBV). Um socorris ta, por exemplo, inicia imediatamente as com pressões torácicas, enquanto outro socorrist a busca um DEA/DAE (desfibrilador automáti co externo) e chama o serviço de ambulânci a e um terceiro abre a via aérea e aplica vent ilações.

maioria dos policiais

O socorrista que presta o

(RCP somente com as m ãos) na vitima adulta com colapso repenti no, dando ênfase em "comprimir forte e rápido " no centro do tórax. O socorrista deve c ontinuar a RCP até a chegada e preparação de um DEA/DAE para uso ou até que a equipe pré-hospitalar assuma o cuidado da vitima. Todos os policiais devem ser treinados e saber, no mínimo, aplicar c ompressões torácicas em vitimas de PCR. Além disso, se for treinado poderá realizar ventila ções. As compressões

socorro sozinho deve realizar somente c ompressões torácicas,

e as ventilações devem

e preparação de um

DEA/DAE para uso ou até que a equipe pré-hospitalar assuma o cuida do da vitima.

Felizmente, para a maioria das vítimas atendidas no pré-hospit alar, a respiração está

presente e a RCP não é

Nessas vítimas o foco d e preocupação é direcionado ao controle

grande monta que podem comprometer a vida. As técnicas de hemos tasia devem aplicadas imediatamente, curativo c ompressivo. O uso do torniquete outrora co ntra-indicado, hoje é a

técnica a ser adotada se o sangramento não for contido com o curativo

ser aplicadas na relação de 30 compr essões para cada 2

ventilações. O socorrista

deve continuar a RCP até a chegada

indicada - o sangue consegue transportar

oxigênio ao cérebro. das hemorragias de

compressivo.

oxigênio ao cérebro. das hemorragias de compressivo. Controle de grandes h emorragias Métodos de contenç ão

Controle de grandes h emorragias

Métodos de contenç ão de hemorragias visam cessar o sangram ento e, conseqüente,

impedir com interven ção direta na contínua perda de hemácias (curativo compressivo + torniquete).

Métodos auxiliares

indiretas no controle do sangramento (elevação do membro, pres são indireta).

para redução de hemorragias visam contri buir com intervenções

6. Abertura das vias a éreas e controle cervical – O procedimen to de abertura de vias aéreas poderá ser r ealizado após 30 (trinta) compressões p ara aplicar 2 (duas)

técnica "Ver, ouvir e

ventilações, se o soco rrista que atuar sozinho tiver treinamento. A

sentir se há respiração ” foi removida da sequência de RCP.

A manutenção da via aé rea aberta é de responsabilidade do seg undo socorrista, que

também é realiza 2 (duas ) ventilações a cada 30 (trinta) compressõ es. O socorrista deve

continuar a RCP até a che gada e preparação de um DEA/DAE para us o ou até que a equipe pré-hospitalar assuma o c uidado da vitima.

• Obstrução causada pelo realax amento da língua; • Presente n as vítimas irresponsi vas.
• Obstrução causada
pelo realax amento da
língua;
• Presente n as vítimas
irresponsi vas.
Obstrução
das
vias
aéreas
• Utilizada por socorristas em geral; • Recomendada para pacientes clínicos. Inclinação da cabeça elevação
• Utilizada por
socorristas em geral;
• Recomendada para
pacientes clínicos.
Inclinação da
cabeça
elevação
do e
queixo
• Utilizada por socorristas profissionais; • Recomendada para vitimas de trauma. Elevação da mandíbula
• Utilizada por
socorristas
profissionais;
• Recomendada para
vitimas de trauma.
Elevação
da
mandíbula

Controle de cervical

O controle da coluna cervical é realizado pelo socorrista com o uso das mãos. O

colar cervical, contudo, é um dispositivo que auxilia esse controle, contudo, seu uso não

dispensa a necessária estabilização manual.

O colar cervical é aplicado nas vítimas responsivas que tenham sofrido qualquer

trauma músculo esquelético, especialmente os relacionados a cabeça, pescoço, coluna

vertebral e tórax.

7.

Boca máscara boca (ventilação de resgate) – mantendo as vias aéreas pérvias, o socorrista deve realizar 02 (duas) ventilações de resgate após 30 (trinta) compressões torácicas (vítimas de parada cardiorrespiratória com 02 socorristas treinados).

A respiração boca-a-boca tão difundida em tempos anteriores não é indicada nos dias de hoje sem uso de barreiras de proteção que garantam ventilação unidirecional e impedimento do contato com o fluido corpóreo.

As compressões torácicas produzem ventilação (classe IIa). Compressões geram fornecimento de fluxo sanguíneo, oxigênio e energia, críticos para o coração e o cérebro. (as compressões criam fluxo sanguíneos principalmente por aumentarem a pressão intratorácica e comprimirem diretamente o coração). Pode haver confusão quando se recomenda uma faixa de profundidade; por isso, agora, recomenda-se uma profundidade de compressão especifica. Os socorristas, muitas vezes, não comprimem adequadamente o tórax apesar das recomendações de “comprimir com força” (as compressões de, pelo menos, 2 polegadas são mais eficazes do que as de 1 polegada).

DDEESSOOBBSSTTRRUUÇÇÃÃOO DDAASS VVIIAASS AAÉÉRREEAASS

MMaajj QQOOCC//BBMM EEddssoonn MMaarrccoonnnnii AAllmmeeiiddaa ddaa SSiillvvaa DDrraa EElliizzaabbeetthh ddee SSoouuzzaa AAmmoorriimm

Nesse capítulo vamos reconhecer a obstrução respiratória adotando medidas que garantam via aérea pérvia e identificar o tipo de obstrução respiratória: moderada ou severa. Mostraremos como realizar a obstrução respiratória severa utilizando a manobra mais adequada a cada faixa etária.

Obstrução das vias aéreas

A obstrução das vias aéreas superiores pode levar a inconsciência e à parada

cardiorrespiratória. Nas emergências clínicas e traumáticas em geral, o relaxamento da língua é uma das causas mais freqüentes de empecilho à passagem do ar.

No cotidiano, a obstrução produzida por alimentos apresenta a maior incidência. O hábito de falar durante a mastigação e recrear na refeição, especialmente crianças, são as principais situações em que é possível identificar via aérea obstruída. O reconhecimento precoce da obstrução e a adoção de medidas imediatas voltadas a proporcionar permeabilidade, aumentam a chance de sobrevida. As manobras adotadas visam proporcionar a permeabilidade das vias aéreas.

Reconhecimento da obstrução das vias aéreas

Vítima consciente: A vítima leva as mãos ao pescoço, e subitamente é incapaz de falar, tossir e respirar. A vítima apresentará cianose (pele azulada) ou apresenta esforços exagerados para respirar. Inexistem movimentos respiratórios ou estes não são detectados.

Vítima que se torna inconsciente: A vítima está consciente tendo uma obstrução de via respiratória por corpo estranho requer adoção de medidas emergencial para

desobstruir a passagem do ar para os pulmões. Se a obstrução não for removida, o cérebro deixará de receber oxigênio, o organismo perderá a consciência, ocorrerá parada cardiorrespiratória e, posteriormente, morte. Vítima inconsciente: A inconsciência pode ter sido causada por uma obstrução causada por corpo estranho, queda da base da língua, traumas graves, patologias ou mesmo decorrer de uma parada cardiorrespiratória entre outros. Nesses termos durante a avaliação primária será possível avaliar a respiração e iniciar o procedimento de desobstrução no exato momento que identificamos a obstrução. A vítima encontrada inconsciente deve ser tratada como portadora de trauma raquimedular e alta probabilidade de parada cardiorrespiratória. As manobras de desobstrução respiratória dar-se-ão a partir do momento que for identificado o agravo.

Causas mais freqüentes de obstrução respiratória

Comumente os engasgos são produzidos por alimentos. Pessoas que falam enquanto se alimentam freqüentemente se engasgam e, quando isso acontece, vemos tentativas frenéticas e desesperadas de desobstrução serem realizadas pelas pessoas ao redor.

Esse tipo de engasgo geralmente é testemunhado e a intervenção adequada consegue desobstruir a via aérea e facilitar a respiração. O reconhecimento precoce da obstrução e a adoção de medidas imediatas aumentam as chances de sobrevida. Obstrução da via respiratória repercutirá em inconsciência e parada cardiorrespiratória. Vítimas conscientes com obstrução respiratória severa perdem a consciência se o objeto não for removido, outra causa de obstrução decorre do relaxamento e queda posterior da língua.

Como identificar obstrução respiratória?

A pessoa com dificuldade para respirar leva as mãos ao pescoço (sinal universal de engasgo)

Pergunte à vítima consciente:

universal de engasgo) • Pergunte à vítima consciente: “VOCÊ ESTÁ ENGASGADO?” 1 . Obstrução moderada A

“VOCÊ ESTÁ ENGASGADO?”

1. Obstrução moderada

A pessoa está tossindo efetivamente e, nesse caso, nenhuma manobra externa é necessária. ADULTO CONSCIENTE COM OBSTRUÇÃO MODERADA Orientar a tossir ou continuar tossindo. Caso o corpo estranho não tenha sido eliminado pela tosse:

Ministrar oxigênio por máscara facial com um fluxo de 7-10 l/Min;

Vítima sem suspeita de lesão na coluna cervical poderá ser transportada sentada, numa posição confortável, e agasalhada;

Manter observação constante da vítima, incluindo sinais vitais.

2. Obstrução severa

Na obstrução severa a oxigenação está prejudicada, identifica-se tosse ineficaz ou ausência de respiração, Nessa situação a intervenção imediata é requerida para evitar inconsciência e morte. A manobra de Heimlich é a intervenção indicada no suporte básico de vida.

ADULTO CONSCIENTE COM OBSTRUÇÃO SEVERA (CONDUTA PRÉ-HOSPITALAR) A vítima não pode respirar ou tosse ineficazmente;

Realizar compressões abdominais – Manobra de Heimlich;

As manobras devem prosseguir até a desobstrução das vias aéreas; Não havendo êxito na desobstrução, transportar a vítima ao hospital rapidamente, sem interromper a Manobra de Heimlich.

Como realizar a manobra de Heimlich na vítima consciente?

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O socorrista se posiciona atrás da vítima e envolve o tronco do vitimado com seus

braços, passando-os por baixo dos braços do vitimado;

Localiza o umbigo e o processo xifóide do vitimado;

Posiciona a mão fechada entre o umbigo e o processo

xifóide do vitimado, mantendo a face do polegar encostada na parede abdominal;

O socorrista deve envolver a mão posicionada na parede

abdominal com a outra mão e, com movimentos seqüenciados comprime o abdome;

As compressões visam lançar as vísceras contra o diafragma e, por conseqüência, reduzir o volume e aumentar a pressão intra-torácica, para expulsar o objeto;

Os movimentos são direcionados para trás e para cima;

Repetir as compressões abdominais até o objeto ser expulso ou o vitimado perder a consciência;

Posicionar a vítima inconsciente, cuidadosamente, em decúbito dorsal;

Iniciar compressões torácicas (30:2), mesmo se pulso presente.

Nas vítimas obesas e gestantes nos três últimos meses de gestação a compressão é realizada sobre o osso esterno (superfície do tórax delimitada entre mamilos).

esterno (superfície do tórax delimitada entre mamilos). Atenção!! As compressões abdominais só em adultos; Em

Atenção!! As compressões abdominais só em adultos; Em crianças maiores de 01 (um) ano de idade, gestantes e obesos realizar compressões torácicas (mesmo local da RCP); Busca às cegas não deverá ser realizada; A massagem cardíaca deve ser efetuada se o vitimado perder a consciência, mesmo com presença de pulso.

ADULTO INCONSCIENTE COM OBSTRUÇÃO SEVERA

O Suporte Avançado de Vida (SAV) – médico intervencionista - deverá ser acionado;

1. Posicionar a vítima ao solo em decúbito dorsal;

2. Iniciar reanimação cardiopulmonar, mesmo com pulso presente. Se desobstruir e a vítima voltar a respirar:

Ministrar oxigênio por máscara facial com um fluxo de 7-10 l/min;

Transportá-la agasalhada para evitar hipotermia;

Monitorar respiração e pulso;

Se desobstruir e a vítima não voltar a respirar:

Proceder à ventilação artificial;

Monitorar pulso e, sendo necessário, iniciar reanimação cardiopulmonar;

OBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS POR SUBSTÂNCIAS LÍQUIDAS:

1. Proteção da região cervical;

2. Utilizar o aspirador de secreções;

3. Optar por cateter de sucção de ponta rígida; Se cateteres flexíveis, mensurar da distância entre o lóbulo da orelha e a comissura labial, para obter o tamanho adequado.

4. Aspirar conforme técnica:

5. Introduzir o cateter na cavidade oral sem aspirar. Nos cateteres flexíveis, ocluir a luz do cateter e introduzi-lo na cavidade oral da vítima, sem aspirar, até a distância necessária;

6. Iniciar a aspiração, retirando gradativamente o cateter com movimentos circulares;

8.

Na impossibilidade de utilizar o aspirador de secreções, em vítima inconsciente, utilizar os dedos indicador e médio enrolados em gazes para absorver e retirar o

conteúdo;

9. Na presença de vômitos, girar a vítima de trauma lateralmente, em bloco, mantendo

a coluna vertebral alinhada, e as vítimas clínicas lateralizar a cabeça.

Seguir protocolo de avaliação primária:

Abrir vias aéreas;

Efetuar 2 (duas) ventilações; Se a 1ª respiração é feita e não elevar o tórax:

Abrir vias aéreas e inspecionar cavidade oral a procura do objeto obstrutor; Se objeto estiver visível, removê-lo com um dedo; Nunca realizar busca às cegas;

Abrir vias aéreas e ventilar novamente.

Ausência de respirações;

Realizar RCP.

CRIANÇA MENORES DE 01 (UM) ANO DE IDADE COM OBSTRUÇÃO SEVERA Golpes no Dorso e Compressão Torácica Externa

Segurar o lactente com a face voltada para baixo, repousando o tronco sobre o antebraço;

Segurar firmemente a cabeça da criança pela mandíbula;

Manter a cabeça do lactente mais baixa que o tronco;

Efetuar 5 golpes no dorso entre as escápulas;

Girar o lactente posicionando a face para cima;

Efetuar 5 compressões torácicas, um dedo abaixo da linha

mamilar;

As manobras poderão ser realizadas posicionando o lactente com

Fig. 14 ( Imagem: Internet)
Fig. 14 ( Imagem: Internet)

o dorso ou tronco no colo;

Inspecionar cavidade oral;

Checar respiração;

Se objeto não for expulso, efetuar 2 sopros;

Reiniciar procedimentos.

RREEAANNIIMMAAÇÇÃÃOO CCAARRDDIIOOPPUULLMMOONNAARR

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O que é parada cardíaca

É a incapacidade do coração de gerar fluxo sangüíneo e produzir pulso. O coração deixa de bombear sangue efetivamente.

A reanimação cardiopulmonar

As manobras de reanimação cardiopulmonar visam instituir, mecanicamente, ventilação e circulação produzindo perfusão cerebral; As condutas adotadas no suporte básico devem perdurar até que sejam implementadas as medidas de suporte avançado de vida.

Massagem cardíaca eficiente

de suporte avançado de vida. Massagem cardíaca eficiente • A relação de compressão-ventilação deve ser 30:2

A relação de compressão-ventilação deve ser 30:2 para todos os socorristas;

Vítima posicionada em decúbito dorsal;

Sobre uma superfície plana e rígida;

Posicionar o “calcanhar” da mão (região tenar e hipotenar) sobre o esterno, entre os mamilos;

Sobrepor uma mão a outra e entrelaçar os dedos, se vítima adulta; Manter o(s) braço(s) estendido(s) perpendicular(es) ao esterno;

Comprimir o tórax, ritmadamente, 1/3 a ½ do diâmetro ântero-posterior (diâmetro do tórax), ou seja 2 polegadas (5 cm);

Permitir o retorno completo do tórax para a posição normal após cada compressão.

Ventilação eficiente

Cada ventilação no RCP deve durar 1 segundo ou mais (Classe IIa);

Cada ventilação deve fazer o tórax subir visivelmente;

Cada ventilação deve fazer o tórax subir visivelmente; Quando parar a RCP? (observação do aluno) Não

Quando parar a RCP? (observação do aluno)

Não interrompa a reanimação cardiorrespiratória por mais de dez segundos contínuos; Os procedimentos de suporte básico de vida, não poderão cessar, exceto se:

Houver retorno da respiração espontânea;

A equipe de suporte avançado de vida, assumir os procedimentos no ambiente pré-hospitalar;

A vítima for entregue aos cuidados médicos, no ambiente hospitalar

Quando não realizar RCP?

Em algumas situações as manobras de reanimação cardiorrespiratória não deverão ser executadas é o caso da morte óbvia, evidente e indiscutível como por exemplo:

Decapitação.

Hemicorporectomia (corpo partido ao meio)

Rigidez cadavérica;

Estado de putrefação;

Calcinação (carbonização).

(corpo partido ao meio) • Rigidez cadavérica; • Estado de putrefação; • Calcinação (carbonização).

AAVVAALLIIAAÇÇÃÃOO SSEECCUUNNDDÁÁ RRIIAA

( Imagem: Internet)

MMaajj QQOOCC//BBMM EEddssoonn MMaa rrccoonnnnii AAllmmeeiiddaa ddaa SSiillvvaa DDrraa EElliizz aabbeetthh ddee SSoouuzzaa AAmmoorriimm

Objetivo geral Identificar lesões que, mas, se não forem seguintes.

no primeiro momento, não comprometem a vida do acidentado, adequadamente tratadas, poderão comp rometê-la nas horas

Objetivo específico Quantificar os sinais pressão arterial;

vitais enfocando freqüência respiratória, f reqüência cardíaca e

Realizar exame céfalo -caudal, buscando através da inspeção e

sintomas indicativos de

trauma.

palpação por sinais e

e sintomas indicativos de trauma. palpação por sinais e 1. Quantificação dos s inais vitais Freqüência

1. Quantificação dos s inais vitais

Freqüência cardíaca

Adulto: 60 a 100bp m;

Criança: 75 a 120b pm;

Bebê: 100 a 160bp m.

Alterações na freqüência e hospitalar.

volume do pulso representam dados important es no atendimento pré-

Fig. 20 ( Imagem: Internet) ( Imagem: Internet)
Fig. 20 ( Imagem: Internet)
( Imagem: Internet)

Freqüência respiratór ia

Adulto: 12 a 20 rpm ;

Criança: 15 a 30 rp m;

Bebê: 20 a 50 rpm.

Pressão arterial

Adulto: 120 X 80 m mHg;

Análise da Pressã o arterial

1144 00

+2 0

1 20

-20

1100 00

XX

X

XX

9900

+10

80

-10

7700

mmHg

2. Exame céfalo-caud al

Objetivo: Procurar, atr avés da inspeção e palpação, por sinais e s intomas sugestivos de traumas, seguindo um a seqüência de prioridades, para adoção de medidas de correção, estabilização e prioriza ção do transporte. Sinais Sintomas

Informações importantes

AA

Alergias;

MM

Medicações;

PP

Patologias prévias;

( Imagem: Internet) LL – Local, eventos ass ociados, mecanismo do trauma e ambiente d
( Imagem: Internet)
LL – Local, eventos ass ociados, mecanismo do trauma e ambiente d o acidente;
AA
– Alimentação, horár io da última refeição.
Trauma crânio-encefáli co
Sinais e sintomas
• Ânsia de vômito ou vômito;
• Tontura ou desmai o;
• Dor de cabeça inte nsa e persistente;
• Perda de memória;

Deformidades cranianas

Rinoliquorragia – sangramento e liquor pelo nariz

Otoliquorragia – sangramento e liquor pelo ouvido

Edema e equimose periorbital – sinal de guaxinim

Equimose retro-auricular – sinal de battle

Pupilas anisocóricas

Trauma raquimedular

(trauma na coluna vertebral e na medula espinhal) Suspeitar de trauma raquimedular no(a):

Trauma crânio encefálico

Fratura de clavícula ou dos três primeiros arcos costais

Dormência, perda de sensibilidade e/ou motricidade

Priapismo

Trauma de tórax

( Imagem: Internet)
( Imagem: Internet)

Na fratura de clavícula ou dos três primeiros arcos costais Suspeitar de lesão cervical ou de medula espinhal

Na fratura do quarto ao décimo arco costal Suspeitar de lesão pulmonar

Na fratura das costelas flutuantes do hemitórax esquerdo Suspeitar de lesão de baço

Na fratura das costelas flutuantes do hemitórax direito Suspeitar de lesão de fígado

Na fratura de esterno Suspeitar de lesão miocárdica

Na ferida aspirante Realizar curativo valvulado

( Imagem: Internet)
( Imagem: Internet)

Trauma de abdome

Na presença do abdome em tábua Suspeitar de hemorragia interna Na evisceração Umedecer as vísceras e cobri-las com um pano umedecido

Trauma de pelve

Dor a palpação com ou sem crepitação - fratura de pelve Grande perda volêmica Perna flexionada resistindo a posição ortostática Fratura de pelve ou luxação coxo-femoral

Trauma de extremidades

Deformidade, crepitação, edema, dor Suspeitar de lesão traumática Perfusão capilar periférica superior a 3 segundos Suspeitar de comprometimento ou lesão vascular Coloração e temperatura entre as peles diferentes Suspeitar de comprometimento ou lesão vascular Suspeitar de lesão traumática Conduta

( Imagem: Internet)
( Imagem: Internet)

Retirar anéis, relógios, pulseiras, adereços que possam comprometer a circulação periférica se ocorrer edema;

Nas fraturas procurar estabilizar a extremidade incorporando talas que ultrapassem o tamanho do osso (a tala deve ultrapassar a extremidade distal e proximal)

Deixar visível os dedos para que possa ser checadas perfusão capilar periférica e coloração da pele

HHEEMMOORRRRAAGGIIAA EE CCHHOOQQUUEE HHEEMMOORRRRÁÁGGIICCOO

Objetivo geral

MMaajj QQOOCC//BBMM EEddssoonn MMaarrccoonnnnii AAllmmeeiiddaa ddaa SSiillvvaa DDrraa EElliizzaabbeetthh ddee SSoouuzzaa AAmmoorriimm

Controlar hemorragia e prevenir estado de choque;

Conhecer noções básicas da fisiopatologia.

Objetivo específico

Conhecer os efeitos fisiopatológicos de uma grande hemorragia;

Realizar contenção das hemorragias utilizando os curativos adequados;

Identificar e prevenir o estado de choque hemorrágico;

Reconhecer os perigos e restrições no uso do torniquete e identificar em que circunstâncias pode ser utilizado.

Conceito

Hemorragia é perda sanguínea para o meio extravascular.

( Imagem: Internet) Tipos de hemorragias Hemorragia interna não há solução na continuidade da pele;
( Imagem: Internet)
Tipos de hemorragias
Hemorragia interna
não há solução na continuidade da pele;
o sangue fica retido em cavidades naturais (ex.: tórax, abdome).
Hemorragia externa
há solução na continuidade da pele.
Hemorragia arterial
sessão de artéria;
sangue vermelho “vivo”, em forma de jato.
Hemorragia venosa
sessão de veia;
sangue escuro, escorre na área lesionada.
Classificação
CLASSE I
a. Perda de 10% a 15% do volume sangüíneo;

b. Alterações mínimas na fisiologia;

CLASSE II

a. Perda de 15% a 30% do volume sangüíneo;

b. Taquicardia;

c. PA sistólica normal;

d. PA diastólica eventualmente elevada por vaso constrição;

e. Pressão de pulso diminuída (PA sístole – PA diástole);

f. Ansiedade e;

g. Retardo no enchimento capilar.

CLASSE III

a. Perda de 30% a 40% do volume sangüíneo;

b. Freqüência cardíaca acima de 120 bpm;

c. Freqüência respiratória elevada;

d. Pulso filiforme;

e. Pressão de pulso diminuída onde muitas vezes não se consegue diferenciar PA sistólica da PA diastólica;

f. Hipotensão arterial sistólica;

g. Confusão mental.

CLASSE IV

a. Perda acima de 40% do volume sangüíneo;

b. Pressão arterial praticamente indetectável;

c. Confusão e coma.

Informações gerais

É primordial conter a hemorragia e evitar o colapso do sistema cardiovascular; O sangue oxigenado necessita perfundir as células (Princípio de Flick), principalmente as encefálicas para manter a vida. Para que as células continuem recebendo sangue oxigenado e glicose para sobreviver e desempenhar suas funções, faz-se necessário:

Identificar fontes de hemorragias externas;

Controlar a hemorragia externa;

Prevenir o estado de choque.

Técnicas de controle das hemorragias

Pressão direta:

Pressão exercida com as mãos (socorrista devidamente paramentado) fazendo uso de gaze, compressa, bandagens, sobre o local sangrante.

Curativo compressivo:

Curativo realizado sobre o local o ferimento, incorporando-se mais gazes quando as primeiras camadas estiverem umedecidas de sangue, utilizando ataduras de crepe que, sob tensão, deverão manter compressão na lesão, sem, contudo, comprometer a perfusão capilar periférica.

Torniquete:

Métodos de contenção de hemorragias visam cessar o sangramento e, conseqüente, impedir com intervenção direta na contínua perda de hemácias (curativo compressivo + torniquete). Métodos auxiliares para redução de hemorragias visam contribuir com intervenções indiretas no controle do sangramento (elevação do membro, pressão indireta).

Como aplicar um torniquete?

1. Antes de iniciar o torniquete realizar o curativo compressivo;

2. Aplicar faixa a 10cm da extremidade afetada, cerca de 04 (quatro) dedos;

3. Dobrar a bandagem triangular em tira de aproximadamente 03 (três) dedos de largura;

4. Circundar a bandagem triangular na extremidade próxima a amputação;

5. Executar dois nós, um seguido do outro, unindo as extremidades da bandagem;

6. Posicionar um bastão ou haste rígida entre os nós.

7. Rotacionar a haste ou bastão até impedir a saída do sangue;

8. Registrar horário que o torniquete foi aplicado;

9. Não afrouxar o torniquete. Prevenir hipotermia

Técnicas auxiliares de controle das hemorragias

Elevação do membro:

Auxilia o controle do sangramento no(s) membro(s) superior(es) e/ou inferior(es), à medida que, sob a ação da gravidade, o sangue terá dificuldade de se exteriorizar, diminuindo a hemorragia.

Pressão indireta:

Também denominado de ponto de pressão, visa reduzir a luz da artéria que nutre o ferimento, sem, contudo oclui-la, diminuindo o fluxo sangüíneo sem, todavia, impedir suprimento de sangue à extremidade.

Curativo oclusivo:

Realizando nos moldes do curativo compressivo, diferindo pela inexistência da compressão; O objetivo é basicamente cobrir o local do ferimento com gaze, bandagem ou compressas, fixando-as sem realizar compressão com atadura ou esparadrapo, facilitando a coagulação;

Lesões específicas

Amputação:

Envolver o membro amputado numa compressa cirúrgica estéril;

Posteriormente, acondicioná-lo num saco plástico e num berço de gelo.

Evisceração:

Umedecer as vísceras com soro fisiológico ou água destilada;

Cobrir as vísceras com compressa cirúrgica estéril umedecida.

Objeto impactado ou empalado;

Não remover o objeto;

Estabilizar o objeto com um curativo.

Ferida aspirante:

Realizar o curativo valvulado.

Estado de choque

Colapso do sistema cardiovascular decorrente da perda aguda de sangue, repercutindo na inadequada perfusão e oxigenação dos tecidos e que poderá causar à morte.

Sinais e sintomas

pele - pálida e/ou cianótica, fria e sudoreica;

taquicardia e taquipnéia;

sede;

pulso filiforme (fraco e rápido);

P.A. – baixa.

perfusão capilar lenta ou inexistente;

tontura e/ou perda de consciência.

Prevenção do choque hemorrágico

Realizar contenção de hemorragia;

Posicionar a vítima em decúbito dorsal;

Afrouxar roupas, retirar calçados;

Elevar membros inferiores de 20 a 30 cm quando não existir suspeita de TRM; Agasalhar a vítima e prevenir hipotermia Realizar oxigenoterapia – 12 a 15 l/min; Repor volemia sob monitoração médica.

TTRRAAUUMMAA DDEE EEXXTTRREEMMIIDDAADDEE

Objetivo geral

MMaajj QQOOCC//BBMM EEddssoonn MMaarrccoonnnnii AAllmmeeiiddaa ddaa SSiillvvaa DDrraa EElliizzaabbeetthh ddee SSoouuzzaa AAmmoorriimm

Identificar os principais problemas associados às lesões de extremidades;

Relacionar as condutas de atendimento pré-hospitalar nos casos de amputação traumática;

Objetivo específico

Diferenciar fratura, luxação e entorse;

Conhecer as técnicas de imobilização;

Executar imobilizações das lesões músculo-esqueléticas.

Introdução

Embora comuns nos acidentes, raramente representam risco de morte imediato;

Podem apresentar risco de morte quando associado à lesão vascular (hemorragias);

O APH pode reduzir estes riscos com técnicas simples de controle de hemorragias externas e imobilização do membro traumatizado.

As situações com aspectos impressionantes não devem desviar a atenção do tratamento de lesões com risco de morte em outras áreas do corpo.

O socorrista deve procurar identificar

Lesões vasculares Hemorragias.

Instabilidades ósseas Fraturas; Luxações.

Lesões de partes moles Distensões; Entorses.

Amputação

Informação geral

Distensões; Entorses. • Amputação Informação geral Fig. 26 ( Imagem: Internet) • O corpo humano adulto

Fig. 26 ( Imagem: Internet)

O corpo humano adulto possui cerca de 206 ossos e mais de 700 músculos;

Um recém-nato possui 300 ossos, alguns deles se fundirão e seu bebê ficará com 206, que é a quantidade de ossos de um adulto;

Os ossos nas crianças menores são mais flexíveis que no adulto.

O processo de maturação óssea estende-se até os 20 anos aproximadamente.

Definição de fratura

é qualquer interrupção na continuidade de um osso.

é qualquer interrupção na continuidade de um osso. Classificação Quanto ao traço: • Completa •

Classificação

Quanto ao traço:

Completa

Incompleta.

Quanto ao foco:

Fechada A pele não foi perfurada pelas extremidades ósseas.

Fig. 27 ( Imagem: Internet)
Fig. 27 ( Imagem: Internet)

Aberta ou exposta O osso se quebra atravessando a pele, ou existe uma ferida associada que se estende desde o osso fraturado até a pele. Quanto ao tipo

Fratura em galho verde;

Fratura transversa;

Fratura oblíqua;

Fratura espiralada;

Fratura impactada;

Fratura cominutiva*.

Fig. 28 ( Imagem: ADAM)
Fig. 28 ( Imagem: ADAM)

Característica das fraturas

Deformidade

Dor

Tumefação e equimose

Impotência funcional

Fragmento exposto

Crepitação

Coloração do membro (perfusão)

Condutas pré-hospitalares

Conter as hemorragias;

Retirar anéis, relógio, pulseiras, expondo o membro;

Estabilizar a fratura com talas;

Imobilizar com talas que ultrapassem as articulações distal e proximal, levantando o membro segurando nas duas articulações;

Checar pulso distal antes e após a imobilização

Ossos

Perda interna de sangue aproximada

Costela

125

ml

Rádio/Ulna

250

a 500ml

Úmero

500

a 750 ml

Fêmur

1000

a 2000 ml

Pelve

1000

ml (maciça)

Lesões articulares

As lesões articulares podem ser:

Luxação:

Ocorre quando a cabeça do osso, devido a um mecanismo de trauma, está fora da cápsula articular,posição anatômica. Características:

Perda da continuidade articular com impotência funcional;

Dor local;

Pode haver equimose;

Edema.

Entorse:

Ocorre quando a articulação realiza um movimento além do seu grau de amplitude normal, podendo lesionar ligamentos ao redor da articulação.

Concentração do agente químico.

Quantidade de substância.

Duração e modo de contato com a pele.

Extensão corporal exposta ao agente.

Mecanismo de ação da droga. Características:

Dor local;

Perda completa ou praticamente completa dos movimentos da articulação;

Edema;

Em alguns casos, alteração anatômica da articulação.

Condutas pré-hospitalares

Imobilizar a articulação comprometida e a região acima e abaixo;

Imobilizar a articulação comprometida na posição que seja mais adequada;

Jamais tentar manipular a articulação ou tentar colocar na posição anatômica;

Manter a área em repouso.

Atenção!! Nunca tentar re-introduzir a epífise óssea à cápsula articular, pois há o risco de interposição de nervos e vasos, até mesmo fraturas.

QQUUEEIIMMAADDUURRAASS

Informação Geral

MMaajj QQOOCC//BBMM EEddssoonn MMaa rrccoonnnnii AAllmmeeiiddaa ddaa SSiillvvaa DDrraa EElliizz aabbeetthh ddee SSoouuzzaa AAmmoorriimm

A pele é o maior órg ão do corpo humano e seu peso corresp onde
A pele é o maior órg ão do corpo humano e seu peso corresp onde a 15% do peso
corpóreo de um adulto.
Função:
a. Sensação
b. Proteção
c. Termorregulação
d. Atividade metabólic a
Camadas:
a. Epiderme
b. Derme
c. Tecido subcutâ neo
www.criancasegura.org.br
Definição

Lesão da pele, seus a nexos e estruturas, produzida por agente elétrico, biológico, produto químico e/ou irradiação ionizante.

térmico (calor ou frio),

Etiologia

Térmica: causada pelo calor ou frio excessivos sejam líquidos, sólidos ou gazes;

Elétrica: produzida pela corrente elétrica - eletricidade de alta

Química: contato d e substâncias corrosivas com a pele;

Radiação: resulta da exposição a luz solar ou fontes ionizantes ;

Biológica: resulta da exposição a substâncias de organismos

ou baixa voltagem;

vivos.

Classificação

Quanto a profundida de:

Queimadura de 1º Grau;

Queimadura de 2º Grau;

Queimadura de 3º Grau.

Quando a gravidade:

Queimadura leve;

Queimadura moder ada;

Queimadura crítica .

Queimaduras especiai s:

Queimadura químic a;

Queimadura elétric a.

Classificação quanto a profundidade

Queimadura de 1ºgra u:

Atinge epiderme super ficial. Geralmente provocada pela exposição ao sol. Características:

Dor leve a mod erada;

Formigamento;

Hiperestesia (s ensibilidade excessiva);

Eritema (verme lhidão);

Discreto ou nen hum edema;

Presença de pe rfusão;

Pele seca.

Fig. 29 ( Imagem: Internet)
Fig. 29 ( Imagem: Internet)

Queimadura de 2ºgrau:

Atinge epiderme e derme. Geralmente provocada por escaldaduras, chamas, líquidos superaquecidos. Características:

Dor moderada(2º grau superficial);

Dor Severa(2º grau profundo);

Hipersensibilidade a corrente de ar;

Hiperemia (aumento da irrigação sangüínea no local);

Flictena (bolha);

Aparência rósea ou esbranquiçada(2º grau profundo);

Úmida.

Queimadura de 3ºgrau:

Atinge epiderme, derme, tecidos subcutâneos, podendo invadir todas as estruturas do corpo. Geralmente provocada por chamas, substâncias químicas, combustíveis inflamáveis, corrente elétrica. Características:

Indolor;

Vasos trombosados;

Tecido enegrecido (carbonizado), aperolado, esbranquiçado, seco, endurecido;

Destruição das fibras nervosas.

Para que se possa determinar a gravidade da queimadura, observar:

Profundidade da queimadura;

Extensão corporal atingida;

Localização;

Idade da vítima;

Presença de lesões associadas;

Doenças preexistentes e Inalação de gases aquecidos.

Queimaduras químicas:

(hidróxido de Na, K, bário, etc.)

Gravidade das lesões:

Concentração do agente químico.

Quantidade de substância.

Duração e modo de contato com a pele.

Extensão corporal exposta ao agente.

Mecanismo de ação da droga.

Queimaduras elétricas:

Lesões musculares,desordens cardíacas, lesões ósseas e de órgãos vitais;

Fig. 30 ( Imagem: Internet) • Ocorre contração tetânica dos músculos (efeito imediato); • Fraturas
Fig. 30 ( Imagem: Internet)
• Ocorre contração tetânica dos músculos (efeito imediato);
• Fraturas e luxações (efeito retardado da corrente elétrica);
Insuficiência renal aguda.
Gravidade das lesões:
• Determinada pelo trajeto da corrente através do corpo;
• Duração do contato do corpo com a fonte elétrica.
Regra dos nove
Adulto:
• Cabeça = 9%
• Membro superior = 9% cada;
• Tórax = 2 X 9% (frente e dorso);
• Abdome = 2 X 9% (frente e dorso);
• Coxa = 9% cada;

Perna e pé = 9% cada;

Pescoço ou genital = 1%

Criança:

Cabeça = 18%

Membro superior = 9% cada;

Tórax = 2 X 9% (frente e dorso);

Abdome = 2 X 9% (frente e dorso);

Membros inferiores = 13,5% cada;

Pescoço ou genital = 1%

(Referência para superfície irregular: palma da mão do vitimado equivale a 1%)

Quanto a gravidade

Queimaduras

consideradas críticas.

que

atinjam

mãos,

Queimaduras leves:

pés,

face,

o

3ºGrau com menos de 2% de SCQ;

o

2ºGrau com menos de 15% de SCQ.

Queimaduras moderadas:

o

3ºGrau com 2% a 10% de SCQ;

o

2ºGrau de 15% a 25% de SCQ;

o

1ºGrau de 50% a 75% de SCQ.

Queimaduras graves:

seios,

genitais

e

vias

aéreas

são

o

2º a 3ºGraus que pegam mãos, face, pés, genitália, seios, articulações importantes;

o

3ºGrau com mais de 10% de SCQ;

o

2ºGrau com mais de 30% de SCQ;

o

1ºGrau com mais de 75% de SCQ.

Condutas pré-hospitalares:

Queimadura térmica Interrupção do processo térmico; Resfriamento da lesão, com atenção para hipotermia; Retirar jóias e adereços; Pesquisar mecanismo do trauma;

Hora do acidente;

Agente causador da queimadura;

Doenças pré-existentes, uso de drogas e alergias; Manter bolhas integras não as rompendo; Ministrar oxigênio;

Queimadura química Remover a substância; Retirar roupas da vítima que foram atingidas; Lavar com água corrente em abundância.

Queimadura elétrica Interromper o fluxo da corrente elétrica; Chamar a companhia de energia elétrica nos acidentes em via pública; Garantir via aérea com controle da coluna cervical; Realizar RCP, se for constatada PCR; Realizar curativos e imobilizações nas lesões existentes, agindo conforme procedimentos em traumas; Transportar para o hospital monitorando pulso e respiração.