EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREIRO DA SEGUNDA VARA CRIMINAL DA CIRCUNSCRIÇÃO JUDICIÁRIA DE TAGUATINGA –DF

Autos do Processo nº ...

FULANO DE TAL, já qualificado nos autos do processo em epígrafe, vem perante Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado que esta subscreve, nos termos da ação que lhe move o Ministério Público, com fulcro nos arts. 396 e 396-A, ambos do Código de Processo Penal, oferecer RESPOSTA À ACUSAÇÃO pelos fatos e fundamentos jurídicos que passa a expor: I – DOS FATOS Narrar os fatos de forma resumida, mas com lógica e coerência. II – Das Preliminares II.1.1 – Da Prescrição Este tópico pode não constar em sua peça. Só falaremos de prejudicial de mérito se houver alguma das causas do art. 107 do Código Penal, frise-se, prescrição. Neste tópico, devemos ver a data do crime (marco inicial da prescrição), bem como a data de recebimento da denúncia (art. 117 do CP – é causa de interrupção). Ainda nesta esteira de raciocínio, devemos olhar o art. 109 do CP para ver o tempo em que o crime prescreve, bem como o artigo 115 do mesmo diploma legal, visto que se na data crime o acusado tiver menos de 21 anos ou na data da sentença tiver mais de 70, a prescrição corre pela metade. FIQUE DE OLHO!!! II.2.2 – Das Nulidades Este tópico pode não constar em sua peça. Só falaremos de preliminar de nulidade se houver alguma das causas do art. 395 do Código de Processo Penal. II.2.2.1 – Inépcia da Denúncia A denúncia inepta tem sua configuração dependente do art. 41 do CPP, o qual prevê os requisitos necessários para que uma denúncia seja considerada apta, quais sejam: a descrição do fato criminoso de forma pormenorizada, todavia, sem apelar para detalhes supérfluos ao deslinde. Como se pode aperceber, o arrolado dispositivo apresenta um grau de generalidade considerável, o que tem levado a jurisprudência do STF e do STJ a estabelecer certos requisitos como, por exemplo, a individualização das condutas nos crimes plurissubjetivos. Do contrário, sem aqueles requisitos jurisprudenciais, os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório restariam ofendidos, porquanto, em conformidade com a doutrina italiana, não há com defender-se se não existe clara demonstração do comportamento criminoso, afinal, o réu deve defende-se dos fatos. A narrativa dos fatos deve guardar pertinência com o

se o interesse de agir for inexistente. DJe 04/08/2008). por exemplo. O Ministério público não pode pedir prisão perpétua por um crime de homicídio qualificado.que o MP alega no direito. Quinta Turma. prova acerca da materialidade delitiva e. Se isso não ocorrer. pois a busca no processo penal é pela verdade real. a defesa fica prejudicada. dada a inobservância ao disposto no art. Quanto a condição de procedibilidade da ação temos a representação ou requisição do Ministro da Justiça nos crimes de ação penal pública condicionada. Se tiver inepcia. Rel. no momento do ajuizamento da ação. se houver impossibilidade jurídica do pedido. LESÃO CORPORAL CULPOSA. impossível uma defesa plausível no caso. Veja que apesar do MP ser o titular da ação. I . De igual forma. Se isso ocorrer. Não havendo correta descrição dos fatos com a individualização da conduta do indivíduo. HABEAS CORPUS. por se tratar de nulidade. JUSTA CAUSA . razão pela qual pedimos a extinção do feito sem resolução do mérito. a vítima representa.Writ concedido. Min. num crime de ameaça. FALTA DE INDICAÇÃO DA CONDUTA CULPOSA. JURISPRUDÊNCIA: PROCESSO PENAL. deve arguir preliminar de nulidade por ausência de legitimidade para causa. a representação do ofendido. então a denúncia é inepta. não há que se falar em ação penal. fato que enseja a extinção do processo sem resolução do mérito. Se por exemplo.Se a imputatio facti. não descreve em que consistiu a negligência ou a imperícia.2.identificada por parte da doutrina como uma condição da ação autônoma . indícios de autoria. o MP perde o interesse de agir no exercício da ação penal pública condicionada. pedimos a extinção do processo por ausência de condição de procedibilidade da ação penal. não pode ele denunciar sem a condição que permite o oferecimento desta denúncia. a vítima se retrata.2. . II. ao menos. II – 2. de modo a existir fundada suspeita acerca da prática de um fato de natureza penal. sendo este condicionado a representação. reconhecida a inépcia da denúncia (HC 62. A exordial acusatória deve narrar a forma concreta em que aconteceu a infração ao dever de cuidado . Arnaldo Esteve Lima.3 – Da ausência de Justa Causa para a ação penal A justa causa . mas a denúncia foi recebida. caso o mesmo se retrate da representação. 41 do CPP. No mesmo sentido.2 – Carência de ação: Se a denúncia for oferecida em caso de ação penal privada.328/SP.2. mas antes de o Ministério Público oferecer denúncia. o processo deverá incidir em extinção sem resolução do mérito.II Não se reconhece falta de justa causa se o fato pode enseja ruma reconstituição juridicamente relevante. pedimos que o juizo extinga o feito SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. em eventual crime culposo.consiste na obrigatoriedade de que exista. Em que pese o MP ser parte legítima para denunciar e possuir a condição da procedibilidade preenchida. INÉPCIA DA DENÚNCIA.

397 do Código de Processo Penal!! Sempre que a prova for RESPOSTA A ACUSAÇÃO. (é assim mesmo. desde que não manifestamente ilegal.. nos moldes do art. . com fulcro no art. A inimputabilidade é causa de absolvição imprópria. III – DAS JUSTIFICATIVAS E JUNTADA DE DOCUMENTOS Gente!! Atençao!! Este tópico. 70 do CPP disciplina que o local do fato.. argüir teses que retiram a tipicidade da conduta. (Inexigibilidade de conduta diversa. o mesmo vem justificar que a petiçao de exceçao de incompetência. neste tópico. é pacífico o entendimento de que a defesa pode impetrar Habeas Corpus para pleitear o trancamento da ação penal. estado de necessidade. não estará na peça de vocês.a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato – Se houver legitima defesa. Em caso de crime tributário por ausência de lançamento. conforme art. do Código de Processo Penal. Excelência. conforme art. 396-A. se o problema disser que seu cliente te procurou depois de ter recebido a citação e lhe entregou algum documento importante.Em outros termos.. só esse parágrafo!!) Se a defesa tiver algum documento para juntar. em regra. atençao!! Se o caso tratar de uma incompetência territorial. (Princípio da insignificância.. estrito cumprimento de ordem de superior hierárquico. aqui é o momento de requerer a juntada deste documento ao juízo. a primeira coisa a ser feita é Argüir TESE de ABSOLVISÃO SUMÁRIA. em regra. sempre haverá tese de absolvição sumária. 25 do CP. está sendo processada em autos apartados”. Se em resposta a acusação for suscitada preliminar de nulidade por ausência de justa causa da ação penal e esta for negada pelo magistrado.que o fato narrado evidentemente não constitui crime. estrito cumprimento do dever legal ou exercício regular do direito. é o que determina a competência do Juízo para julgar o feito. ou seja.1 – Da Absolvição Sumária Aqui. III . simples. antes de adentrar o mérito da questão. argüi-se exatamente aqui a tese). enfim. do Código de Processo Penal. §1º. ART 397: I .a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente. você abrirá um tópico de justificativa só para informar que a exceçao será apresentada em autos apartados “Inicialmente. e que tal fato trará sérios prejuízos para a defesa do acusado. II . furto de uso. ausência de potencial conhecimento da ilicitude do fato. 648. é preciso que haja provas acerca da possível existência de uma infração penal e indicações razoáveis do sujeito que tenha sido o autor desse delito. Considerando que este juízo que recebeu a denúnica é diverso do juízo competente para julgar este processo. o acusado vem consignar que o art. IV – DO MÉRITO IV. informando que tal documento é indispensável para o deslinde da causa e prova necessária para o exercício da ampla defesa. entretanto. coação moral irresistível. razão pela qual jamais poderá ser sumária. salvo inimputabilidade. I.

. IV.Apropriar-se de coisa alheia móvel. 168 . neste momento devemos requerer a extinção da punibilidade deste novo crime como forma de absolvição sumária e não como preliminar (Ex – o crime da denuncia é de roubo.4 – Do Privilégio (Observe-se que todos os crimes abaixo admitem absolvição pela bagatela. coisa alheia móvel: Pena . Entretanto. VI. devemos requerer a desclassificação para a forma tentada. devemos observar se a denúncia imputa a conduta do caput. de um a quatro anos.IV . a defesa pede a absolvição sumária do crime de furto porque este crime sim estão com a punibilidade extinta pela prescrição. e que os autos devem ser encaminhados ao MP para que o mesmo apresente sursis processual. Furto Art. 14. caso os requisitos estejam preenchidos. 155 .Subtrair.Se o criminoso é primário. argui-se a extinção da punibilidade em forma de prejudicial de mérito. O roubo prescreve em 16 anos. § 2º . que é causa de diminuição de pena. 89 da Lei 9099.2 – Da Proposta do Sursis Verificar se a pena mínima do crime é igual ou inferior a um ano e se o acusado é PRIMÁRIO!! Se for. o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção. bem como oferecimento de sursis.reclusão. de um a quatro anos.reclusão. Veja que o crime não está prescrito. e é de pequeno valor a coisa furtada. Neste caso. 383 e §§ 1º e 2º.(Ver art. Se não se consumou. Porém. O furto prescreve em 8 anos. bem como privilégio. diminuí-la de um a dois terços. o “novo tipo penal” trabalhando pela defesa está prescrito. e multa. bem como Súmula 337 do STJ) ou para o crime na forma Tentada (Art. requerer. muita atenção!! Se o crime da denúncia estiver prescrito. ai sim. VI. Se couber. de que tem a posse ou a detenção: Pena . e multa. deve trabalhar a tese de que o acusado apresenta os requisitos do art. Entretanto. demonstrando a inexistência de violência ou grave ameaça para efetivação da subtração e demonstra a ocorrência de um furto.3 com o privilégio. e observar se esse novo crime cabe sursis. Você pode cumular a tese do III. do Código Penal) Aqui trabalhamos a tese de desclassificação para outro crime menos gravoso. sem usá-lo como eventualidade).3 – Da Desclassificação para crime diverso (ver se este novo crime cabe sursis e requerer . Apropriação indébita Art. do CPP. A denúncia foi recebida 9 anos após o cometimento do crime. ou aplicar somente a pena de multa. II.extinta a punibilidade do agente (Aqui. e se o crime realmente chegou a se consumar. se o crime da denúncia não estiver prescrito e sua tese for de desclassificação e este novo crime estiver com a punibilidade extinta. se possível. a defesa trabalha como tese a desclassificação do crime de roubo para o de furto. Se não. para si ou para outrem.

aplica-se o disposto no art.vendendo.Adquirir. de um a quatro anos.Na hipótese do § 3º. O Privilégio é causa de diminuiçao de pena. vantagem ilícita. coisa que sabe ser produto de crime.Enganar. ou multa.É aplicável o disposto no art. Fraude no comércio Art. Receptação Art. pedra verdadeira por falsa ou por outra de menor valor.Nos crimes previstos neste Capítulo.Obter. o adquirente ou consumidor: I . em proveito próprio ou alheio. mercadoria falsificada ou deteriorada.Se o criminoso é primário. pode o juiz.reclusão. receba ou oculte: Pena .detenção. § 2º. como verdadeira ou perfeita. ardil. Não se confunde com insignificancia/bagatela. metal de ou outra qualidade: Pena . tendo em consideração as circunstâncias. 170 . § 2º. se o criminoso é primário. no exercício de atividade comercial. para si ou para outrem. receber. 155.Alterar em obra que lhe é encomendada a qualidade ou o peso de metal ou substituir.reclusão. de seis meses a dois anos. a adquira. visto que tal princípio acarreta absolviçao!! IV. § 2º . podendo determinar a fixaçao de pena abaixo mínimo legal. no mesmo caso. Na receptação dolosa aplicase o disposto no § 2º do art. e multa.5 – Das Atenuantes e da Conversão em pena Restritiva de Direito . ou qualquer outro meio fraudulento: Pena . 155. vender. § 2º. e multa. ou influir para que terceiro. deixar de aplicar a pena. 180 . de um a cinco anos. em prejuízo alheio. conduzir ou ocultar. 155.Art.reclusão. 171 . § 1º . Estelionato Art. de boa-fé. vender pedra falsa por verdadeira.entregando uma mercadoria por outra: Pena . induzindo ou mantendo alguém em erro. e é de pequeno valor o prejuízo. § 5º . mediante artifício. de um a cinco anos. II . o juiz pode aplicar a pena conforme o disposto no art. 175 . § 1º . e multa. 155. como precioso. transportar.

do Código de Processo Penal. no mérito. 89 da Lei 9099. 65 (citar os incisos). 65 do Código Penal (perceber se existe a possibilidade de pedir o afastamento de alguma causa de aumento ou qualificadora do crime da denúncia – aqui é o momento de suscitar também). para que este juízo absolva sumariamente o acusado nos moldes do art. com cláusula de imprescindibilidade. pugnando desde já por eventual substituição. que seja remetido o processo ao MP. nos termos do art. a defesa suplica pela oitiva das testemunhas abaixo arroladas. ante a patente comprovação da (citar o motivo) d) Não sendo a absolvição o entendimento acatado. em respeito à eventualidade. f) Que incida sobre o feito o privilégio (réu primário. tendo em vista o preenchimento dos requisitos necessários pelo acusado nos moldes do art. IV (prescrição). conforme preconiza o art. Local (10 dias!!!!!!) . Pede Deferimento. visto que o acusado preenche os requisitos necessários para tanto. o réu pugna. bons antecedentes) especificado no art. As atenuantes possuem o poder de fixar o crime somente ate sua pena base – Súmula 231 do STJ. acreditando sinceramente que as teses acima serão abraçadas por este magistrado. 397 (mencionar os incisos correspondentes). Como consequencia da fixaçao da pena pena. e) Ultrapassado este pedido.A última tese a ser utilizada nesta peça é o pedido de reconhecimento de atenuantes do art. que seja extinto o feito com resolução do mérito. tendo em vista que a prescrição fulminou a extinção da punibilidade que incidia sobre o feito. aplicando este juízo a (ver se é melhor a multa. o que a defesa articula por amor ao debate. pedir a aplicaçao da conversao em pena restritiva de direito. V – DOS PEDIDOS Por todo o exposto o acusado requer: a) Preliminarmente. com a conseqüente remessa dos autos ao MP para oferecimento do Sursis. b) Não extinguindo o feito com resolução do mérito nos moldes do pedido acima. requer o réu sejam consideradas na fixação da pena as atenuantes do art. visto a determinação do art. do Código Penal. bem como a determinação da pena base do crime com a conseqüente conversão em restritiva de direito. postula a mesma pela desclassificação do delito de roubo para o de furto (por exemplo). §1º. ora anexados a esta petição e já indicados no corpo da mesma). c) Não acatando as preliminares suscitadas. para oferecimento do Sursis. a fim de que seja extinto o processo sem julgamento do mérito. pugna a defesa para que seja acatada a preliminar de nulidade de inépcia da denúncia. 107. nos moldes do art. (ver qual o crime). (se tiver documento a ser juntado – bem como o recebimento dos documentos juntados. 44 do CP. 383. 44 do Código Penal. g) Oportunamente. a conversão em restritiva ou a diminuição da pena) e) Por último.

Endereço Rito de juizado especial .Advogado OAB VI – ROL DE TESTEMUNHAS Rito Comum (Até 8 testemunhas) 1 – Nome. Endereço 2 .Nome.Nome. Endereço 2 . Endereço 4 .Nome. insidiosa como uma doença. Endereço EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 1ª VARA CRIMINAL DA CIRCUNSCRIÇÃO JUDICIÁRIA DE TAGUATINGA . o desgasta e o desencoraja até fazê-lo sentir sem revolta que decidir da honra e da vida dos homens tornou-se para ele uma prática administrativa ordinária”. o drama do juiz é a rotina.sumaríssimo: (Até 3 testemunhas) 1 .Nome. Endereço 3 . Endereço 6 . Endereço 5 .DF “Acima de tudo.Nome. Endereço 3 – Nome.Nome. que.Nome. (PIERO CALAMANDREI) .Nome. Endereço 8 .Nome. Endereço 7 .

consubstanciado no artigo 600. denunciou o APELANTE como incurso nas penas do Artigo 155. Brasília . do Código do Processo Penal.1. por meio seus defensores constituídos do Núcleo de Pratica Jurídica/Unidade de Pratica Forence de Brasília/DF.Autos do Processo nº 2012. Nestes termos Pede deferimento.DF. já devidamente qualificado nos autos do processo em epígrafe. 2-3.011413-0 Ação Penal FLAVIO SOARES DE SOUZA . §4º. CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES OAB/DF 22. 23 de junho de 2004. para apresentar RAZÕES DE APELAÇÃO solicitando que as mesmas sejam recebidas e juntadas em seus regulares efeitos legais. Inciso IV do Código Penal Brasileiro e do . que lhe move o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. às fls.602 EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Colenda Turma Ínclitos Julgadores RAZÕES DE APELAÇÃO I.01. PRÓLOGO O eminente representante do Ministério Público. e posteriormente remetidas à instância superior. comparece à ilustre presença de Vossa Excelência.

58. Nas suas alegações finais. condenou-o pela prática do crime tipificado no Artigo 309 da Lei 9.503/97. às fls. à míngua de causas de aumento ou de diminuição. consoante os julgados que passamos a expor: Classe do processo : apelação criminal 20000110302315apr df Registro do acordão número : 193386 Data de julgamento : 19/05/2004 Órgão julgador : 1ª turma criminal Relator : lecir manoel da luz Publicação no dju: 09/06/2004 pág. do Código Penal. traçou-se um breve histórico dos fatos. decreto segregatório merece reforma. Com efeito. LOGO EM SEGUIDA. 7 (sete) meses de detenção a serem cumpridos. o r. AGRAVA-SE. Nesta terceira etapa. Permissa maxima venia. (.COMPENSAÇÃO . para absolvê-lo. caput e seu § 2º.ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA E AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA . com fundamento no Artigo 33. de elementos suficientes a comprovar a efetiva participação do APELANTE no crime de furto. nas exatas considerações expendidas na inicial acusatória.RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO . caput e alínea “b” do Código Penal. o Parquet pugnou pela condenação do acusado. exarou o que se segue: “(. conquanto respeitáveis as explanações judiciosas do emérito julgador a quo. alegando ausência.PROCESSO PENAL . a partir de 01/01/1994 na seção 3) EMENTAPENAL . inicialmente. PROCEDE-SE À COMPENSAÇÃO. DO MÉRITO E DO DIREITO II.. acolheu a pretensão da defesa.POSSIBILIDADE . Esclareço que a fixei em regime inicial de cumprimento mais gravoso face a reincidência”.503/97..REGIME SEMI-ABERTO AOS REINCIDENTES .. CIRCUNSTÂNCIAS CONSIDERADAS PREPONDERANTES PELO ARTIGO 76 DO CÓDIGO PENAL. 136-142. II. Julgador monocrático. Julgadora monocrática. Contudo.) entendo que a AGRAVANTE da reincidência é preponderante sobre atenuante da confissão espontânea.MAUS ANTECEDENTES E REINCIDÊNCIA . nos autos.. às fls. 1. 153-159. : 51(até 31/12/1993 na seção 2. .) RECONHECIDAS A ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA E A AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA. letra "b". Em apertada síntese. como reprimenda definitiva.UNÂNIME. segundo inteligência do Artigo 33. CONCURSO DE AGRAVANTE E ATENUANTE: Compensação em valores iguais Exatamente à fl. não é esse o entendimento esposado em vasta e remansosa jurisprudência do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. O MM. em regime semi-aberto. razão pela qual majoro a pena em 1 (um) mês. pelas razões em disceptação. atribuindo-lhe. torno a pena definitiva em 07 (sete) meses de detenção em regime inicial semi-aberto. detendo-se à segunda etapa de aplicação da pena.Artigo 309 da Lei 9. que rechaça a tese de preponderância da reincidência sobre a confissão espontânea. A MM.

COMPENSAÇÃO. (GRIFOS ACRESCENTADOS) XXXX Classe do Processo : APELAÇÃO CRIMINAL 19980410056629APR DF Registro do Acordão Número : 141420 .. APELAÇÃO. CONDENAÇÃO COM BASE NA CONFISSÃO DO CO-RÉU E DEMAIS PROVAS. MANTÉM-SE A CONDENAÇÃO SE APOIADA NA CONFISSÃO DO CO-RÉU QUE NÃO SE FURTOU DA PRÓPRIA RESPONSABILIDADE E CUJOS FATOS NARRADOS GUARDAM HARMONIA COM OS DEMAIS ELEMENTOS DO CONJUNTO PROBATÓRIO. : 84(até 31/12/1993 na seção 2. a partir de 01/01/1994 na Seção 3) EmentaPENAL E PROCESSO PENAL. PORTE ILEGAL DE ARMA. COMPENSAÇÃO. NO CONCURSO ENTRE CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES E ATENUANTES. DEVENDO SER COMPENSADAS. (. MANTENÇA. CRIME DE FURTO. CONFORME ENTENDIMENTO DA SÚMULA 269 DO COL.. STJ: "É ADMISSÍVEL A ADOÇÃO DO REGIME SEMIABERTO AOS REINCIDENTES CONDENADOS A PENA IGUAL OU INFERIOR A QUATRO ANOS SE FAVORÁVEIS AS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS". (GRIFOS ACRESCENTADOS) XXXX Classe do Processo : APELAÇÃO CRIMINAL 20000250059323APR DF Registro do Acordão Número : 142897 Data de Julgamento : 07/06/2001 Órgão Julgador : 1ª Turma Criminal Relator : ANA MARIA DUARTE AMARANTE Publicação no DJU: 03/10/2001 Pág. HAVENDO A REINCIDÊNCIA E A CONFISSÃO ESPONTÂNEA NÃO HÁ PREVALÊNCIA DE UMA SOBRE A OUTRA. (GRIFOS ACRESCENTADOS) XXXX Classe do processo : apelação criminal 20010910002492apr df Registro do acordão número : 158551 Data de julgamento : 27/06/2002 Órgão julgador : 2ª turma criminal Relator : silvânio barbosa dos santos Publicação no dju: 11/09/2002 pág. AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA E ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. INCIDINDO CONCOMITANTEMENTE A AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA E A ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA... a partir de 01/01/1994 na seção 3) EMENTAPENAL E PROCESSUAL PENAL. : 103(até 31/12/1993 na Seção 2. CONFISSÃO E REINCIDÊNCIA.) 4.ATENUA-SE COM O MESMO VALOR. (. 1. DEVEM-SE COMPENSAR HAJA VISTA QUE AMBAS SÃO DE NATUREZA SUBJETIVA.) CONCURSO DE CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES E ATENUANTES.

§ 4º. § O ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO COMPROVADO POR EXAME PERICIAL E CONFIRMADO NA PROVA SUBJETIVA TORNA INQUESTIONÁVEL A CERTEZA DA OCORRÊNCIA DA QUALIFICADORA DEFINIDA NO INC. CONFISSÃO. XXXX Classe do Processo : APELAÇÃO CRIMINAL 20000110634152APR DF Registro do Acordão Número : 139798 Data de Julgamento : 19/04/2001 Órgão Julgador : 2ª Turma Criminal Relator : VAZ DE MELLO Publicação no DJU: 08/08/2001 Pág.ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO .CONCURSO DE CIRCUNSTÂNCIAS LEGAIS GENÉRICAS . (. FURTO QUALIFICADO (ARTIGO 155. a partir de 01/01/1994 na Seção 3) EmentaPENAL. UNÂNIME. RESTANDO IMPOSSÍVEL SUA REDUÇÃO. ABSOLVIÇÃO. (GRIFOS ACRESCENTADOS) DecisãoPROVER PARCIALMENTE O RECURSO À UNANIMIDADE. PROVAS.PROVA PLENA DA AUTORIA E DA QUALIFICAÇÃO DO CRIME . MERECE. C/C O ARTIGO 71. § A CONFISSÃO ESPONTÂNEA POR PARTE DO ACUSADO.) QUANTO À PREPONDERÂNCIA DA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA SOBRE A REINCIDÊNCIA. FACILITANDO A BUSCA DA VERDADE REAL. PREPONDERÂNCIA. SER SOPESADA EM IGUALDADE DE VALOR COM A AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA. § DEMONSTRADA A AUTORIA DO CRIME DIANTE DA REITERADA CONFISSÃO DO RÉU E DA PROVA TESTEMUNHAL. CONCURSO MATERIAL. I DO § 4º DO ART. AO MENOS. § RECURSO PROVIDO PARCIALMENTE. O RECONHECIMENTO DA ATENUANTE NÃO TEM O CONDÃO DE REDUZI-LA AQUÉM DESSE PATAMAR. NEGOU-SE PROVIMENTO AO RECURSO. PARA AUMENTÁ-LA POSTERIORMENTE EM RAZÃO DA AGRAVANTE. REINCIDÊNCIA.COMPENSAÇÃO. INVIABILIDADE. (GRIFOS ACRESCENTADOS) DecisãoNEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. AFASTAMENTO. : 76(até 31/12/1993 na Seção 2. JÁ TENDO SIDO BENEFICIADO EM RAZÃO DA COMPENSAÇÃO ENTRE ELAS EFETUADA NA SENTENÇA .. NÃO APLICAÇÃO. PRÁTICA DE VÁRIOS DELITOS. : 67(até 31/12/1993 na Seção 2. CONTINUIDADE DELITIVA. IMPOSSIBILIDADE.FURTO . INVIÁVEL O DECRETO ABSOLUTÓRIO. SENDO UM DOS PRINCIPAIS ELEMENTOS QUE CONFEREM AO JULGADOR A CERTEZA DA PRÁTICA DO CRIME.. NÃO MERECE GUARIDA TAL PLEITO. AMBOS DO CÓDIGO PENAL). 155 DO CP. INCISOS I E IV. UNÂNIME. a partir de 01/01/1994 na Seção 3) EmentaPENAL . FIXADA A PENA NO MÍNIMO LEGAL. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. XXXX . DECISÃO UNÂNIME.Data de Julgamento : 20/06/2001 Órgão Julgador : 1ª Turma Criminal Relator : OTÁVIO AUGUSTO Publicação no DJU: 22/08/2001 Pág.

REINCIDÊNCIA. COMPENSAÇÃO. com igualdade de valores. · EVIDENCIADA A PRÁTICA DO CRIME ATRAVÉS DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA DO RÉU. apesar de reconhecer a preponderância da reincidência. UNICAMENTE EM RAZÃO DA AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA. por conseguinte. preconizando a compensação de ambas.CONCURSO FORMAL EVIDENCIADO.) RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. não o faz sob os auspícios do entendimento exarado pela nobre magistrada. 1 (um) (o penúltimo) limita-se a estabelecer a aludida compensação. finalmente. 2.Classe do Processo : APELAÇÃO CRIMINAL APR1974699 DF Registro do Acordão Número : 120338 Data de Julgamento : 27/10/1999 Órgão Julgador : 2ª Turma Criminal Relator : JOAZIL M GARDES Publicação no DJU: 14/12/1999 Pág. os 5 (cinco) primeiros rejeitam a prevalência da agravante (reincidência) em relação à confissão..COMPENSAÇÃO DE CIRCUNSTÃNCIA ATENUANTE E AGRAVANTE . SENDO ELAS DE IMPORTÂNCIA EQUIVALENTES. EM HAVENDO O CONCURSO DAS CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES E ATENUANTES. PENA. CARACTERIZANDO. . e.. a partir de 01/01/1994 na Seção 3) EmentaDIREITO PENAL. em valores igualmente proporcionais. SE O AGENTE POSSUI OUTROS ENVOLVIMENTOS EM CRIMES. (GRIFOS ACRESCENTADOS) Observe-se. UNÂNIME. SEM QUE DISTO RESULTE DUPLA VALORAÇÃO DA AGRAVANTE.DUPLA MAJORAÇÃO DA REINCIDÊNCIA . ALÉM DA REINCIDÊNCIA. (. : 18(até 31/12/1993 na Seção 2. NÃO OBSTANTE O CARÁTER PREPONDERANTE DESTA . MERECE A ATENUANTE SER SOPESADA EM IGUALDADE DE VALOR COM A AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA. ASSIM O BIS IN IDEM NA SUA QUANTIFICAÇÃO." (GRIFOS ACRESCENTADOS) XXXX Classe do Processo : APELAÇÃO CRIMINAL 19980110461426APR DF Registro do Acordão Número : 126654 Data de Julgamento : 24/02/2000 Órgão Julgador : 1ª Turma Criminal Relator : OTÁVIO AUGUSTO Publicação no DJU: 14/06/2000 Pág. FURTO QUALIFICADO. DUPLA VALORAÇÃO. 1. o último. NA 1ª FASE DE APLICAÇÃO DA PENA.ROUBO QUALIFICADO . IMPÕE SE AS COMPENSEM NA MESMA PROPORÇÃO. dentre os 7 julgados acima expostos. IMPÕESE A REDUÇÃO DA PENA-BASE AO PATAMAR MÍNIMO DIANTE DE SUA EXACERBAÇÃO . a partir de 01/01/1994 na Seção 3) EmentaPENAL . CORRETAMENTE VALORADA NA 2ª FASE DA DOSAGEM PENALÓGICA. CONCURSO DE CIRCUNSTÂNCIAS LEGAIS. NÃO É ESTA QUE INFORMA OS MAUS ANTECEDENTES A ENSEJAR A FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. : 49(até 31/12/1993 na Seção 2. mas sim fixando valores iguais para as condições sobreditas.APLICAÇÃO DA PENA . que.

consta a orientação calcada na igualdade de valores para ambas as circunstâncias em discussão..Consubstanciando a interseção entre eles. nos termos do art.. veda a consideração de apenas uma delas na fixação da pena. entendo que a agravante da reincidência é preponderante sobre atenuante da confissão espontânea. que seja anulado o da confissão espontânea. POR POLICIAIS. subsidiariamente. (GRIFOS ACRESCENTADOS) XXXX Classe do Processo : APELAÇÃO CRIMINAL 20010110512505APR DF Registro do Acordão Número : 162069 Data de Julgamento : 05/09/2002 Órgão Julgador : 2ª Turma Criminal . 67 do Código Penal. à fl. CRIME CONSUMADO. É o que se pode aquilatar dos seguintes Acórdãos. 4. CONCURSO DE AGRAVANTE E ATENUANTE: Compensação em valores diferentes. A AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA PREPONDERA SOBRE A ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. PRISÃO DE SEUS AUTORES. Entrementes.) 3. ao determinar. ANULÁ-LA COMPLETAMENTE. a partir de 01/01/1994 na Seção 3) EmentaAPELAÇÃO CRIMINAL. assim ementados: Classe do Processo : APELAÇÃO CRIMINAL 20010110873383APR DF Registro do Acordão Número : 171818 Data de Julgamento : 27/03/2003 Órgão Julgador : 2ª Turma Criminal Relator : GETULIO PINHEIRO Publicação no DJU: 14/05/2003 Pág. 58. REINCIDENTE CONDENADO A PENA IGUAL OU INFERIOR A QUATRO ANOS PODE INICIAR SEU CUMPRIMENTO EM REGIME SEMI-ABERTO QUANDO SOMENTE UMA DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS LHE SÃO DESFAVORÁVEIS. REGIME PRISIONAL. : 174(até 31/12/1993 na Seção 2. ESTELIONATO.” (GRIFOS ACRESCENTADOS). nos exatos termos: “Na segunda etapa da aplicação da pena. NO ENTANTO. PROCEDE-SE À COMPENSAÇÃO DE MODO QUE O AUMENTO DA PENA SUPERE O DA REDUÇÃO. razão pela qual majoro a pena em 1 (um) mês. II. chega-se à conclusão de que em todos. PENA ACIMA DO MÍNIMO. 2. 58). PÉSSIMOS ANTECEDENTES. a hegemonia da circunstância agravante (reincidência) em face da condição atenuante (confissão espontânea). em obediência ao Princípio da Razoabilidade. posto ter considerado apenas a majoração concernente à reincidência (fl. como o fez a douta julgadora. SEM. não se concebendo. (. sobremaneira. PREPONDERÂNCIA REINCIDÊNCIA SOBRE A CONFISSÃO ESPONTÂNEA. sendo obrigatória a discriminação dos respectivos quantums na sentença Uma pequena parte da jurisprudência reconhece. como o fez a insigne magistrada. POUCOS DEPOIS.

a partir de 01/01/1994 na Seção 3) EmentaPENAL. INCIDÊNCIA DA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA E AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA. POSSIBILIDADE. 2) NO ENTANTO. (. 1.. ACOLHIMENTO DO PEDIDO ALTERNATIVO DE REDUÇÃO DA PENA. PROCEDE-SE À COMPENSAÇÃO DE MODO QUE O AUMENTO PELA INCIDÊNCIA DA AGRAVANTE SEJA MITIGADO. TRÁFICO DE DROGAS. : 91(até 31/12/1993 na Seção 2. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO DE DESCLASSIFICAÇÃO. a partir de 01/01/1994 na Seção 3) EmentaAPELAÇÃO CRIMINAL.) 3. PEDIDO DE DESCLASSIFICAÇÃO PARA O DELITO DO ART.. SEM. (. SE TAMBÉM RESTOU RECONHECIDA A INCIDÊNCIA DA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. CONTUDO. PREPONDERÂNCIA DAQUELA SOBRE ESTA. A AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA PREPONDERA SOBRE A ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. PENA. COMPENSAÇÃO. AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA E ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. PLEITO DE DIMINUIÇÃO DA PENA.. REJEIÇÃO. FIXAÇÃO DA PENA. SEM CONTUDO. 1) NÃO CONSTITUI BIS IN IDEM CONSIDERAR COMO MAUS ANTECEDENTES OS REGISTROS CRIMINAIS ANTERIORES E POSTERIORMENTE A REINCIDÊNCIA COMO AGRAVANTE. : 65(até 31/12/1993 na Seção 2. a partir de 01/01/1994 na Seção 3) EmentaPENAL. 1. E NÃO EFICÁCIA ISOLADA. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. NO PRESENTE CASO. CONCURSO DE AGRAVANTE E ATENUANTE. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. (GRIFOS ACRESCENTADOS) XXXX Classe do Processo : APELAÇÃO CRIMINAL 20010310008463APR DF Registro do Acordão Número : 157824 Data de Julgamento : 06/06/2002 Órgão Julgador : 2ª Turma Criminal Relator : SILVÂNIO BARBOSA DOS SANTOS Publicação no DJU: 28/08/2002 Pág. AGRAVANDOSE EM TRÊS MESES E ATENUANDO-SE EM DOIS MESES. EMBORA A AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA .Relator : GETULIO PINHEIRO Publicação no DJU: 06/11/2002 Pág.) 2. ANULÁ-LA. PELO PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE. GUARDA DE GRANDE QUANTIDADE DE MACONHA A PEDIDO DE TERCEIRO. 16 DA LEI 6368/76. : 88(até 31/12/1993 na Seção 2. IMPÕE-SE A COMPENSAÇÃO DE AMBAS. ANULÁ-LA COMPLETAMENTE. (GRIFOS ACRESCENTADOS) XXXX Classe do Processo : APELAÇÃO CRIMINAL 20010110574516APR DF Registro do Acordão Número : 159653 Data de Julgamento : 23/05/2002 Órgão Julgador : 2ª Turma Criminal Relator : MARIO-ZAM BELMIRO Publicação no DJU: 18/09/2002 Pág..

eis recente julgado da Corte em comento. recomendando a compensação de ambas. NÃO PODE ANULÁ-LA. relativamente ao concurso de circunstâncias agravantes e atenuantes. RETIFICA-SE A PENA PECUNIÁRIA. e sim respaldado no Princípio da Razoabilidade. Cumpre ainda exararmos o seguinte entendimento esposado pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. (GRIFOS ACRESCENTADOS) Por derradeiro.PREVALEÇA SOBRE A CIRCUNSTÂNCIA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. nenhuma das duas orientações foi seguida. por parte do Julgador. mas desde que seja considerada. SENDO MISTER APONTAR NA SENTENÇA A OPERAÇÃO DE ELEVAÇÃO E DE REDUÇÃO DA PENA. PELAS SUAS NATUREZAS. corroborando a tese de compensação das ditas circunstâncias. NA MESMA LINHA DE ENTENDIMENTO. HAVENDO POSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO ENTRE ELAS EM SEDE DE DOSIMETRIA DA PENA. INDICANDO O QUANTUM ADOTADO PELO JULGADOR PARA CADA CIRCUNSTÂNCIA AGRAVANTE E/OU ATENUANTE. mas não ancorado em valores iguais para as duas circunstâncias. estatuído no Artigo 67 do Diploma Penal brasileiro. na hipótese de concurso entre elas. em segundo plano. (GRIFOS ACRESCENTADOS) Note-se. SÃO AMBAS PREPONDERANTES. in verbis: ÓRGÃO JULGADOR: 6ªT A CONFISSÃO ESPONTÂNEA E A REINCIDÊNCIA RELACIONAM-SE COM A PERSONALIDADE DO AGENTE E. adotando também o sistema de compensação. elevando e reduzindo a pena-base. a jurisprudência local alterna-se entre dois posicionamentos: maciçamente. aquinhoa a tese de hegemonia da reincidência sobre a confissão. em valores iguais. a descrição dos respectivos valores. portanto. a incidência das duas condições (agravante e atenuante). da relatoria do venerando Ministro Hamilton Carvalhido. na fixação da pena. desconsiderando a confissão voluntária do APELANTE. RECURSO ESPECIAL2003/0101396-0 FONTE . A emérita Julgadora sentenciante ateu-se unicamente à circunstância agravante de reincidência para majorar a pena-base em 1 (um) mês. CORRIGE-SE A PENA APLICADA QUANDO SE MOSTRA EXACERBADA A PENA BASE. 3. sendo obrigatória. a ser adotada no segundo estágio de aplicação da pena: ACÓRDÃO RESP 565407 / DF . que. ou seja. AFRONTANDO O PRINCÍPIO DO NON BIS IN IDEM. repele a preponderância da agravante da reincidência em face da confissão. No caso sub judice. VALORANDO DUAS VEZES A CIRCUNSTÂNCIA AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA E A CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL DE PÉSSIMOS ANTECEDENTES.

requer o conhecimento e provimento deste recurso. para: III. (GRIFOS ACRESCENTADOS) III. RECURSO ESPECIAL IMPROVIDO. aplicando a cada uma valores hábeis a mitigar a incidência da circunstância agravante (reincidência). Corrigir a pena aplicada. RECURSO IMPROVIDO. com o mesmo valor. PELAS SUAS NATUREZAS. a conduta delituosa em epígrafe. majorando e atenuando. 23 de junho de 2004. TRATA-SE A CONFISSÃO ESPONTÂNEA DE CIRCUNSTÂNCIA ATENUANTE QUE DIZ COM A PERSONALIDADE DO AGENTE. IN DJ 19/2/2001). A CONFISSÃO ESPONTÂNEA INTEGRA O ELENCO DAS ATENUANTES LEGAIS (ARTIGO 65. ALÍNEA "D". Brasília . com a finalidade de: III. DA MINHA RELATORIA. Nestes termos Pede deferimento. INCISO III. ARTIGO 65. 1. CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES .SEXTA TURMA EMENTA RECURSO ESPECIAL. TANTO QUANTO A REINCIDÊNCIA. NÃO HAVENDO ILEGALIDADE QUALQUER EM SUA COMPENSAÇÃO EM SEDE DE INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. 2. se o pleito supracitado não merecer guarida por parte deste douto juízo. DO PEDIDO Como consectário de todas as argumentações retro perfilhadas. especificando os respectivos quantums adotados. SÃO CAUSAS PREPONDERANTES. compensando as circunstâncias agravante (reincidência) e atenuante (confissão espontânea)." (HC 13. PREPONDERÂNCIA. Entretanto. NA SUA VOLUNTARIEDADE QUE SE AFERE A ESPONTANEIDADE QUE FAZ DA CONFISSÃO CIRCUNSTÂNCIA ATENUANTE DA PENA (CÓDIGO PENAL. ARTIGO 67 DO CÓDIGO PENAL. NÃO. compensando as vertentes circunstâncias. CONCURSO DE CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES E AGRAVANTES .DF. "É NO MOTIVO E. À LUZ DO ARTIGO 67 DO Código PENAL.286/MS. DO CÓDIGO PENAL). CONFISSÃO ESPONTÂNEA. 4. HAMILTON CARVALHIDO (1112) DATA DA DECISÃO 16/12/2003 ORGÃO JULGADOR T6 . 3. Corrigir a pena aplicada. requer o conhecimento e provimento do presente recurso. 1. INCISO III. CRIMINAL. ALÍNEA "D").DJ DATA:16/02/2004 PG:00364 RELATOR MIN. 2. REINCIDÊNCIA. NA EXATA RAZÃO DE QUE. nessa ordem.

OAB/DF 22.Nome. Endereço .602 3 .

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