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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO


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PROCESSO: TC- 02.433/06


Administração Direta Municipal. PRESTAÇÃO DE
CONTAS ANUAL do PREFEITO de RIACHÃO DO
BACAMARTE,relativa ao exercício de 2005 - GASTOS
COM PESSOAL EM DESACORDO COM A LRF -
INFRINGÊNCIA A DISPOSITIVO DO PARECER
NM~n~m~m~-~~~M~M~
CONTRÁRIO À APROVAÇÃO DAS CONTAS.Aplicação
de multa e outras providências.

RELATÓRIO
1. Os autos do PROCESSOTC-02.433/06 correspondente à PRESTAÇÃODE CONTASANUAL DO
MUNICÍPIO DE RIACHÃO DO BACAMARTE,exercício de 2005, de responsabilidade do Prefeito
ERIVALDO GUEDES DO AMARAL, foram analisados pelo órgão de instrução deste Tribunal,
que emitiu o relatório de fls. 1596/1608 com as colocações e observações a seguir resumidas:
1.01. Apresentação da Prestação de Contas no prazo legal, em conformidade com a RN TC-
99/97.
1.02. A Lei Orçamentária Anual estimou a receita e fixou a despesa em R$4.845.945,00
e autorizou a abertura de créditos adicionais suplementares em 80% da despesa
fixada.
1.03. Créditos adicionais abertos e utilizados com autorização legislativa e com fontes de
recursos suficientes para a cobertura.
1.04. Repasse ao Poder Legislativo representando 7,91% da receita tributária do
exercício anterior.
1.05. A RECEITA ORÇAMENTÁRIA ARRECADADA foi 13,46% inferior à prevista no
orçamento para o exercício.
1.06. A DESPESA ORÇAMENTÁRIA REALIZADA foi superior em 30,72% à realizada no
exercício anterior.
1.07. DESPESASCONDICIONADAS:
1.07.1. Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE): 31,73% das
receitas de impostos mais transferências;
1.07.2. Ações e Serviços Públicos de Saúde (SAÚDE): 14,37% das receitas de
impostos mais transferências;
1.07.3. PESSOAL: 62,4710/0 da Receita Corrente Líquida (RCL), incluídos os gastos
a este título do Poder Legislativo.
1.07.4. FUNDEF: Foram aplicados 69,58% dos do FUNDEF na
remuneração do magistério.

1As despesas de pessoal do Poder Executivo representaram 5 58% da receita base, ultrapassando o limite da
LRF
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1.08. Despesas não llcltadas'' no valor total de R$ 85.026,76, equivalentes a 1,89%


da despesa orçamentária.
1.09. Os recursos de convênio somaram R$ 44.996,50, sendo R$ 37.796,50 de recursos
federais e R$ 7.200,000 de origem estadual.
1.10. Os gastos com obras e serviços de engenharia, no total de R$ 146.108,86,
correspondente a 3,25% da DOTG.
1.11. Excesso no pagamento dos subsídios do Prefeito e Vice-Prefeito.
1.12. Nos autos foram apuradas as denúncias constantes dos documentos Te 18.776/05,
19.871/05 e 5.745/06, todas apresentadas por Vereadores do Município.
1.13. Quanto à gestão fiscal, foi observado o não atendimento às disposições
essenciais da LRF, quanto à (ao):
1.13.1. Manutenção do equilíbrio entre receitas e despesas;
1.13.2. Gastos totais com pessoal correspondentes a 62,47% da RCL.;
1.13.3. Gastos com Pessoaldo Poder Executivo, correspondentes a 58,58% da RCL;
1.13.4. Comprovação de publicação dos REOe RGF.
1.14. Foram constatadas, a título de irregularidades, as seguintes ocorrências:
1.14.1. Omissão de receita quando do fechamento da prestação de contas, no valor
de R$ 83.416,083;
1.14.2. Despesas no montante de R$ 19.059,59 com doações a pessoas carentes
sem autorização legal4;
1.14.3. Despesas no montante de R$ 15.366,22 com doações a pessoas carentes
sem comprovação de recebimento pelos beneficiários;
1.14.4. Não recolhimento de contribuições previdenciárias no total de
R$173.375,67;
1.14.5. Registro de despesa extra-orçamentária com título genérico ("AGENTES
PAGADORES")no valor de R$ 74.548,10;
1.14.6. Pagamento de juros e multas por atraso no recolhimento de contribuições
previdenciárias no valor de R$ 9.542,12;
1.14.7. Ausência de licitações em despesas correspondentes a 1,89% da DOTG;

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56.58 ,36
10.500,00
9.146,40
8.800,00
TOTAL~ 85.026,76

A receita corrente informada no SAGRES é de R$ 4.239.578,11, enquanto a PCA informa receita corrente no
montante de R$ 4.156.162,03. O fato gerou distorções nos balanços.
4 A lei que forneceu a autorização é de 16.11.05, razão pela qual as doações anteriores a essa data são
consideradas irregulares.
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1.14.8.Excesso no pagamento de subsídios de Prefeito e Vice-Prefeito, nos valores


de R$ 30.000,00 e R$ 15.000,00 respectivamente':
1.14.9. Insuficientes aplicações em ações e serviços públicos de saúde;
1.14.10. Despesas de manutenção em ônibus de placa LAF 8799, no valor de R$
1.459,00;
1.14.11. Ausência de controle de merenda escolar;
1.14.12. Locação de veículos com violação aos princípios da economicidade,
moralidade e impessoalidade";
1.14.13. Elevação expressiva das despesas com celulares (cerca de 150% em relação
aos exercícios de 2003 e 2004);
1.14.14. Prática de nepotismo;
1.14.15. Ausência de controle do horário de trabalho da equipe do P5F;
1.14.16. Falta de concurso para preenchimento dos cargos do P5F;
1.14.17. Pagamento de gratificação irregular ao magistério municipal, no montante
de R$ 22.200,00, relativa ao rateio do saldo de recursos do FUNDEF7;
1.14.18. Não apresentação dos livros Diário e Razão;
1.14.19. Pagamento de diárias no total de R$ 3.790,00, em desacordo com a
Resolução TC 09/20018;
1.14.20. Excessode consumo de combustíveis no montante de R$ 13.991,00;
1.14.21. Diferença a menor no saldo da conta do FUNDEF,no valor de R$ 27.550,69;
2. Notificados o Prefeito e Vice Prefeito, apenas o primeiro apresentou defesa, analisada pela
Auditoria que conclui sanadas as seguintes falhas:
2.01. Excesso no pagamento de subsídios aos agentes políticos;
2.02. Insuficientes aplicações em ações e serviços públicos de saúde";
2.03. Despesas com manutenção de ônibus;
2.04. Falta de controle de merenda escolar;
2.05. Elevação expressiva das despesas com celulares;
2.06. Não apresentação dos livros Diário e Razão;
2.07. Irregularidades no pagamento de diárias.
3. Os autos foram encaminhados ao exame do Ministério Público junto ao Tribunal de onde
retornaram com o Parecer nO. 1258/07 (f1s.2136/2145), da lavra do Procurador André Carlo
Torres Pontes, no qual opinou pela: a) declaração de atendimento parcial aos requisitos de
gestão fiscal; b) emissão de parecer contrário à aprovação das contas prestadas; c)
irregularidade das despesas sem comprovação e das que causaram dano ao erário, com
imputação das quantias correspondentes; d) regularidade das demais despesas ordenadas; e)
Aplicação de multas ao Prefeito, com fundamento nos arts. 55 e 56 da LOTCE; f)
recomendações. ,
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4. Aos autos foi anexada cópia do Acórdão ACl TC 1401/2007, no qual ala Câmara desta Corte
decidiu pela regularidade formal doa Tomada de Preços 01/05 e do contrato dela decorrente,
encaminhando cópia da decisão à PCA para verificar a regularidade da despesa, em face da
constatação de empenhos superiores ao valor contratado.
5. Em 13.11.07, o interessado apresentou documentação suplementar que foi acostada aos autos,
mas o Relator não determinou sua análise em face do disposto no art. 87, IV do Regimento
Interno desta Corte. Na sessão de 22.11.07, o Tribunal Pleno decidiu fazer retornar os autos à
Auditoria para exame da documentação.
6. A Unidade Técnica, fls. 3349, concluiu ter sido comprovado o recebimento das doações e ajudas
financeiras, embora observe a ausência de amparo legal. Quanto aos débitos previdenciários, as
certidões trazidas pelo defendente atestam que o débito teve sua exigibilidade suspensa.
7. O processo foi agendado para a sessão com as notificações necessárias.

VOTO DO RELATOR
Quanto à gestão fiscal, o gestor deixou de cumprir as exigências da Lei de Responsabilidade
Fiscal, notadamente no que diz respeito à manutenção do equilíbrio entre receitas e despesas,
publicação de demonstrativos e gastos com pessoal. E de se destacar neste último aspecto, que o
percentual de ultrapassagem do índice legalmente admitido é bastante significativo, posto que
exigidos 60% a esse título, apurou-se 62,47%, sem que o Gestor tenha adotado as providências
adequadas, visando à sua diminuição, em que pese constar às fls. 688, dos autos, o ALERTA
47/2005 (27/09/2005), advertindo-o acerca da matéria, que por si só, redunda em reflexo negativo
nas contas prestadas, segundo o subitem 2.11 do Parecer PN Te 52/04.
De outra parte, necessário se faz ponderar sobre os seguintes aspectos verificáveis na
instrução:
Omissão de receita
A Auditoria constatou uma pretensa omissão de receita no valor de R$ 83.416,08, em face do
registro de valor inferior das receitas correntes na PCA em relação ao registro no SAGRES.Com
efeito, o SAGRESregistra na rubrica "Outras Receitas Correntes" o valor de R$ 100.697,69 (fI. 806),
enquanto o Demonstrativo da Receita informa, a este título, o montante de R$ 17.281,61, o que
gerou a omissão de receita.
Ao examinar a composição da rubrica "outras receitas correntes" no SAGRES,verifica-se o
registro, apenas no mês de dezembro, de R$ 85.429,18 no título "receitas diversas". A partir das
informações fornecidas pela defesa, verificou-se que houve anulação parcial de empenhos que já
haviam sido pagos e o re-empenhamento da diferença relativamente a cada Secretaria, o que gerou
distorções nas informações do SAGRES(total dos empenhamentos de obrigações patronais inferior ao
total dos pagamentos, sendo a diferença exatamente de R$ 83.416,08) e, para fazer face a essa
distorção, registrou a diferença a título de "outras receitas correntes". Quando da elaboração da PCA,

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o gestor informou simplesmente o valor empenhado, não informando as receitas. Assim, as despesas
empenhadas coincidiram entre o SAGRESe a PCA (em face das anulações), nlfs\:~ r~ceitas não
ro\~ênlicas. \~0 \

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A despeito da óbvia desobediência às normas contábeis, o Relator não vislumbra ter ocorrido
prejuízo ao município. O correto procedimento para redistribuir as despesas de obrigações patronais
em cada Secretaria Municipal seria o pedido de correção das informações do SAGERSjunto ao
Tribunal, uma vez que o SAGRESnão permite o estorno de empenhos já pagos. O equívoco consistiu
exatamente em anular empenhos já pagos, o que gerou a informação de duplicidade de pagamentos.
Mas há suficientes evidências de que não houve dano ou má fé. Por essas razões, entendo que o
valor não merece ser imputado, mas a falha configura aspecto punível com multa, ademais, cabe ser
o gestor orientado a não mais repetir a falha.
Doacões
A lei municipal nO 149, autorizativa das doações a pessoas carentes, só foi promulgada em
16.11.05, razão pela qual a Auditoria considerou sem autorização as despesas a este título efetuadas
até esta data. Embora o diploma legal dê efeitos retroativos a suas determinações, o fato é que,
durante grande parte do exercício, o gestor ordenou despesas sem a devida autorização legal, fato
que não deve gerar imputação, mas justifica a imposição de multa, nos termos do art. 56, II da
LOTCE.
Ausência de recolhimento de contribuicões previdenciárias
A apresentação de certidões atestando que os débitos previdenciários estão inexigíveis tem sido
considerada suficiente para afastar a repercussão da falha na emissão do parecer prévio.
Excesso de combustível
A Auditoria detectou consumo excessivo de combustíveis relativamente aos veículos Ford
Ranger e Uno. No primeiro caso, o cálculo teve por base a quilometragem registrada; o veículo Uno
teve seu consumo cotejado com outro veículo similar a serviço da mesma Secretaria. O consumo
elevado de combustíveis já havia sido detectado no processo TC 3.408/05, que analisou a Tomada de
Preços nO01/05, julgada regular (Acórdão AC 1 TC 140/2007 - fls. 2.146), sob o ponto de vista
formal. Entende o Relator que os elementos de comparação utilizados pela Unidade Técnica de
Instrução, para concluir pelo excesso, não são suficientemente objetivos de modo a se determinar a
glosa de tal despesa.
Diferenca a menor na conta do FUNDEF
A diferença apurada na conta do FUNDEFdeve ser reposta à conta específica no Banco do
Brasil, tendo em vista a instituição do FUNDEB.

Pagamento irregular de gratificacões ao magistério


O gestor pagou gratificações extras aos professores do município, através da Lei municipal nO
140/05 e o fato foi apurado ainda durante o exercício através de inspeção in loco e foi objeto de
notificação efetuada pelo Relator, em setembro de 2005. Na defesa, o interessado confessou a falha,
mas apresentou a Lei municipal nO 156/05, que revogou o outro diploma legal e incorporou
a gratificação à remuneração dos profissionais do magistério. Assim, entendo que a autoridade,
quando instada pelo Relator com base nas constatações técnicas adotou proVid~nGif~para corrigir a
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Despesas realizadas sem a antecedência de procedimentos licitatórios


A ausência de procedimentos licitatórios atingiu despesas no total de R$ 85.026,76, porém, a
Unidade Técnica de Instrução não considerou o Procedimento Licitatório na modalidade Convite
005/2005 (cópias às fls. 1657/1715), importando em R$ 46.302,00, que permite reduzir o valor
das despesas a esse título que passaram, para R$ 38.724.76, ou 0,86% da DTG, reconhecendo o
Relator que o restante diz respeito a despesas que se consideradas separadamente, no correr do
exercício, não se fazia necessário submetê-Ias a procedimento Iicitatório.

Registro de despesas de forma equivocada


A consignação de despesa extra-orçamentária em título genérico contraria os princípios da
contabilidade pública, além de comprometer a transparência de que deve se revestir as contas
públicas. cabe, portanto, a recomendação ao gestor no sentido de evitar a repetição da falha.

Por todo o exposto, voto pela:


1. Emissão de parecer contrário, à aprovação das contas prestadas, neste considerando o
atendimento parcial às exigências da LRF, uma vez que, embora alertado, não adotou as
providências de redução das despesas com pessoal. Veja-se, a respeito, que o percentual a
este título no exercício de 2.006, segundo o SAGRES,está na ordem 67,11% e 2.007,
até novembro, 58,09%, mas que o Tribunal ainda não se pronunciou sobre as contas de
ambos os períodos;
2. Aplicação de multa ao Sr. Erivaldo Guedes do Amaral, no valor de R$ 2.805,10, com
fundamento no art. 56, 11 da LOTCE,concedendo-lhe o prazo de 60 dias para recolhimento
voluntário, sob pena de cobrança executiva, desde já recomendada;
3. Assinação do prazo de 60 (sessenta) dias ao gestor do município de Riachão do Bacamarte,
para depositar a quantia de R$ 27.550,69 (vinte e sete mil quinhentos e cinqüenta reais e
sessenta e nove centavos) em conta específica no Banco do Brasil, com registro contábil
individualizado, e aplicado na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e
Valorização do Magistério, através de dotações consignadas na legislação orçamentária, nos
termos da EC 53, LC 101/00, Lei 11.494/07 e Nota Técnica do Tesouro Nacional 706/07;
4. Recomendação a atual Administração municipal no sentido de que evite a repetição das
falhas ora verificadas, advertindo ao gestor da necessidade de adequar as despesas com
pessoal aos limites legais, sob pena de repercutir negativamente nas prestações de contas
futuras, além das sanções previstas na legislação respectiva.
5. Encaminhamento de cópia da presente decisão aos autos da PCA de 2006, a fim de
subsidiar-lhe a análise, especialmente no tocante aos gastos com pessoal;
É o voto.

PARECER DO TRIBUNAL
" Vistos, relatados e discutidos os autos do PROCESSO TC-02.433/06, os
MEMBROS do TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DA PARAÍBA (TCE-Pb), à
unanimidade, de acordo com o Voto do Relator, na sessão realizada nesta data,
decidem:
1. Emitir parecer contrário à aprovação das contas prestadas, neste
considerando o ATENDIMENTO PARCIAL às exigência, da LRF;

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2. Aplicar multa ao Sr. Erivaldo Guedesdo Amaral, no valor de R$ 2.805,10,


com fundamento no art. 56, II da LOTCE,uma vez que infringiu à norma
contábil e à LRF,assinando-lhe o prazo de sessenta (60) dias, a contar da
data da publicação do Acórdão, para efetuar o recolhimento ao Tesouro
Estadual, à conta do Fundo de Fiscalização Orçamentária e Financeira
Municipal, a que alude o art. 269 da Constituição do Estado, a
importância relativa à multa, cabendo ação a ser impetrada pela
Procuradoria Geral do Estado (PGE), em caso do não recolhimento
voluntário, devendo-se dar a intervenção do Ministério Público comum,
na hipótese de omissão da PGE, nos termos do § 4° do art. 71 da
Constituição Estadual.
3. Assinar prazo de 60 (sessenta) dias ao gestor do município de Riachão do
Bacamarte, para depositar a quantia de R$ 27.550,69 (vinte e sete mil
quinhentos e cinqüenta reais e sessenta e nove centavos) em conta
específica no Banco do Brasil, com registro contábil individualizado, e
aplicado na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e
Valorizaçãodo Magistério, através de dotações consignadasna legislação
orçamentária, nos termos da EC 53, LC 101/00, Lei 11.494/07 e Nota
Técnicado TesouroNacional 706/07;
4. Recomendar a atual Administração municipal no sentido de que evite a
repetição das falhas ora verificadas, advertindo ao gestor da necessidade
de adequar as despesas com pessoal aos limites legais, sob pena de
repercutir negativamente nas prestações de contas futuras, além das
sançõesprevistas na legislação respectiva.
5. Encaminhar cópia da presente decisão aos autos da PCAde 2006, a fim
de subsidiar-lhe a análise, especialmente no tocante aos gastos com
pessoal;
Publique-se, intime-se e registre-se.
Sala das Sessões do TCE-Pb- Plenário Ministro Jo - Agri . o.
João Pessoa, 07 de fevereiro de 2.0 .

Conselheiro Fábio Túlio Filguelras Nogueira

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ao Tribun~ - Em exercício