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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

Processo Te n° 02852/07

Prestação de Contas do Prefeito Municipal


de Ibiara referente ao exercício de 2006.
Emissão de Parecer Favorável à aprovação
das contas. Recomendações.

o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, no uso de suas atribuições que lhe confere a
Constituição Estadual, em apreciação aos presentes autos do Processo TC n" 02852/07, que trata da
prestação de contas do Sr. Nailson Rodrigues Ramalho, Prefeito Municipal de Ibiara, exercício de
2006, e

CONSIDERANDO que a Auditoria, após análise do que contém os autos, constatou o seguinte:
a) a Prestação de Contas foi encaminhada a este Tribunal no prazo, instruída com todos os documentos
exigidos; b) o orçamento para o exercício, Lei Municipal n° 332, de 22 de dezembro de 2005, estimou
a receita e fixou a despesa em R$ 6.063.703,00, autorizou, ainda, a abertura de créditos adicionais
suplementares até o limite de R$ 3.638.221,80, equivalentes a 60% da despesa fixada na LOA; c) não
foram abertos créditos adicionais suplementares e especiais sem autorização legislativa; d) a receita
orçamentária arrecadada foi 26,56% inferior à sua previsão; e) a despesa realizada foi inferior à
despesa fixada em 26,43%; 1) os gastos com obras públicas alcançaram R$ 208.249,05,
correspondendo a 4,67% da Despesa Orçamentária Total; g) não houve excesso na remuneração
recebida pelo Prefeito e pelo vice-Prefeito; h) foram aplicados 65,59% dos recursos do FUNDEF em
remuneração do magistério; i) a aplicação das receitas de impostos em MDE foi de 28,00%; j) a
aplicação das receitas de impostos em ações e serviços de saúde correspondeu a 15,38%; k) as
despesas com pessoal do Poder Executivo corresponderam a 37,63% da RCL; 1) o repasse ao Poder
Legislativo correspondente a 100,00% do valor fixado na LüA, estando de acordo com o limite
constitucional;

CONSIDERANDO que após a análise da defesa apresentada e das considerações feitas pelo
relator, remanesceram as seguintes irregularidades: a) inexistência de controles mensais
individualizados de veículos e máquinas; b) incompatibilidade das informações prestadas ao SAGRES
em relação ao consumo de combustíveis; c) ausência de comprovação da publicação dos REO e RGF;
d) inexistência de inscrições na Divida Ativa Municipal; e) celebração de convênio com a
Procuradoria Geral de Justiça visando ajuda financeira para implantação da Promotoria no município;
1) despesas sem a prévia realização de procedimentos licitatórios no v r de R$ 36.997,19,
representando 0,83% da despesa total; g) não repasse ao INSS de contri ui ões previdenciárias
devidas no valor de R$ 160.652,35; /I //'
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Processo Te n° 02852/07

CONSIDERANDO que as demais irregularidades remanescentes não comprometem a lisura da


gestão, inexistindo indícios de dolo, má-fé ou dano ao erário merecendo, entretanto, que sejam feitas
as devidas recomendações;

CONSIDERANDO o relatório da Auditoria, o parecer oral do representante do Ministério


Público, a proposta de decisão do Auditor Relator e o mais que dos autos consta,

DECIDE, por deliberação unânime de seus membros, com declaração de impedimento do


Conselheiro Substituto Renato Sérgio Santiago Melo, contrariamente à Proposta do Relator, em sessão
plenária hoje realizada, em:

a) emitir PARECER FA vonx VEL à aprovação das contas do Prefeito Municipal de Ibiara, Sr.
Nailson Rodrigues Ramalho, relativas ao exercício de 2006, encaminhando-o à consideração
da Egrégia Câmara de Vereadores, com a ressalva do Parágrafo Único do art. 124 do
Regimento Interno deste Tribunal;
b) recomendar a adoção de providências no sentido de evitar a repetição, nos próximos exercícios,
das falhas constatadas.

Presente ao julgamento o Exmo. Sr. Procurador Geral em Exercício.


Publique-se e cumpra-se.
TC - Plenário Min. João Agripino, em 24 de setembro de 2008.

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ANDRÉ CARLO TORRES PONTES
PROCURADOR GERAL EM EXERCíCIO
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

Processo Te n° 02852/07

o Processo TC n" 02852/07 trata da Prestação de Contas do Prefeito de Ibiara, Sr. Nailson
Rodrigues Ramalho, relativa ao exercício de 2006.
O relatório elaborado pela Auditoria, com base na documentação que compõe os autos, destaca:
a) a Prestação de Contas foi encaminhada a este Tribunal no prazo legal, instruída com todos os
documentos exigidos;
b) o orçamento para o exercício, Lei Municipal n° 332, de 22 de dezembro de 2005, estimou a receita e
fixou a despesa em R$ 6.063.703,00, autorizou, ainda, a abertura de créditos adicionais
suplementares até o limite de R$ 3.638.221,80, equivalentes a 60% da despesa fixada na LOA;
c) não foram abertos créditos adicionais suplementares e especiais sem autorização legislativa;
d) a receita orçamentária arrecadada foi 26,56% inferior à sua previsão;
e) a despesa realizada foi inferior à despesa fixada em 26,43%;
f) os gastos com obras públicas alcançaram R$ 208.249,05, correspondendo a 4,67% da Despesa
Orçamentária Total;
g) não houve excesso na remuneração recebida pelo Prefeito e pelo vice-Prefeito;
h) foram aplicados 60,92% dos recursos do FUNDEF em remuneração do magistério;
i) a aplicação das receitas de impostos em MDE foi de 28,00%;
j) a aplicação das receitas de impostos em ações e serviços de saúde correspondeu a 15,38%;
k) as despesas com pessoal do Poder Executivo corresponderam a 37,63% da RCL;
I) o repasse ao Poder Legislativo correspondente a 100,00% do valor fixado na LOA, estando de
acordo com o limite constitucional.

Além destes aspectos, a Auditoria apontou as seguintes irregularidades:

I -Quanto às disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal:


Não atendimento quanto à compatibilidade de informações entre o RGF e a PCA , e quanto à
comprovação da publicação dos REO e RGF em órgão de imprensa oficial.

11 - Quanto aos demais aspectos examinados:


a) não envio da totalidade dos créditos abertos no exercício, além de divergência de informações entre
os decretos de abertura de créditos adicionais e o Anexo III de dezembro, e apresentação de
abertura de créditos adicionais com utilização de fonte inexistente;
b) déficit orçamentário de R$ 8.127,98;
c) realização de despesas sem procedimento licitatório num montante de R$ 329.729,40,
correspondente a 7,39% da despesa orçamentária total, bem como não apresentação de
procedimento licitatório realizado;
d) despesas insuficientemente comprovadas com os recursos do FUNDEF num montante de
R$ 27.182,54
e) inexistência de controles mensais individualizados de veículos e máquinas;
f) irregularidade na celebração de convênio firmado com a Procuradoria-Geral de Justiça;
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g) inexistência de inscrições na Divida Ativa Municipal;


h) não repasse ao INSS de contribuições previdenciárias devidas no valor de R$ 218.085,00.

IH - Quanto a Denúncias anexadas a PCA:


Procedência de denúncia quanto ao não envio das folhas de pagamento da Prefeitura à Câmara
Municipal, e incompatibilidade das informações prestadas ao SAGRES em relação ao consumo de
combustíveis.

Houve apresentação de defesa pelo interessado, nos termos a seguir resumidos:

a) em relação à divergência apontada pela auditoria entre PCA e RGF, a defesa alega que houve
equívoco da Auditoria que deixou de considerar as receitas provenientes do Sistema Único de
Saúde e as despesas com pessoal da administração indireta e do Legislativo;
b) relativamente à publicação dos REO e RGF, argumenta que ocorreu através de afixação nos murais
de diversos órgãos oficiais do município, entre os quais as Secretarias da Educação, da Saúde e das
Finanças, anexando aos autos declarações dos responsáveis pelas secretarias indicadas;
c) no tocante aos créditos adicionais, a defesa afirma que a diferença de R$ 5.000,00 refere-se ao
Decreto n° 076/2006 que reforça a dotação orçamentária da Câmara Municipal na rubrica
Obrigações Patronais e, acerca da fonte de recurso indevida, houve um equívoco por parte da
contabilidade, tendo sido corrigido tempestivamente;
d) quanto ao déficit orçamentário, alega que é da ordem de 0,13% da receita arrecadada, demonstrando
a proximidade entre a receita e a despesa;
e) no tocante às despesas não licitadas, a defesa cita os diversos procedimentos, realizados em 2005,
aos quais encontram-se vinculadas as despesas apontadas pela Auditoria e argumenta que o valor
deve ser retificado de R$ 329.729,40 para a quantia de R$ 36.997,19, correspondendo à aquisição
de gêneros alimentícios para a merenda escolar em períodos distintos do exercício, que representa
0,82% de toda despesa orçamentária; porém quanto a não apresentação de procedimento licitatório
realizado, o gestor não apresentou argumentos/documentos;
1) quanto às despesas insuficientemente comprovadas com os recursos do FUNDEF, afirma que os
cheques discriminados pela auditoria foram destinados ao pagamento de contribuições
previdenciárias, e que a diferença entre o dia 30/1112006 e 01/12/2006 não ocorreu;
g) com relação à inexistência de controles mensais individualizados de veículos e máquinas, a defesa
reconhece a falha;
h) no que diz respeito ao convênio firmado com a Procuradoria-Geral de Justiça, esclarece que os
recursos foram solicitados quando da implantação da Promotoria no município, a Prefeitura apenas
acatou a solicitação, firmando o convênio de ajuda financeira para instalação da promotoria, no
entanto já efetuou o seu cancelamento;
i) com relação à inexistência de inscrições na Divida Ativa Municipal, informa que o cadastramento
dos contribuintes de IPTU e ISS já começou a ser implantado, tendo esbarrado em diversas
barreiras, entre elas o esquecido setor de imóveis da Prefeitura, abandonado pelas gestões passadas;
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acolhe, portanto, a orientação da Auditoria e está providenciando o mais rápido possível a inclusão
dos contribuintes inadimplentes na Dívida Ativa Municipal;
j) no tocante ao não repasse ao INSS de contribuições previdenciárias devidas, ressalta que houve
recolhimento de R$ 100.766,79, que além disso, repassou através da conta do FPM, em virtude de
débitos previdenciários de gestão anterior, a quantia de R$ 89.415,36; e acrescenta que a diferença
apurada está sendo objeto de parcelamento junto ao órgão previdenciário nacional;
k) concernente aos itens denunciados, não se pronuncia sobre a incompatibilidade das informações
prestadas ao SAGRES em relação ao consumo de combustíveis e quanto ao não envio das folhas de
pagamento à Câmara Municipal, afirma que, em observância ao entendimento dessa Egrégia Corte
de Contas, apenas as folhas de pagamentos, por conter informações sigilosas dos servidores, não
deverão acompanhar as Notas de Empenho correspondentes, ficando à disposição dos órgãos
fiscalizadores na própria Prefeitura.
A Auditoria analisou a defesa apresentada e concluiu que foram sanadas as irregularidades
relativas à divergência de informações entre RGF e PCA e aos aspectos concernentes aos créditos
adicionais suplementares. Retificou seu entendimento quanto ao déficit orçamentário e ao item da
denúncia que trata do não envio das folhas de pagamento à Câmara Municipal.
Quanto à publicação dos REO e RGF, a Auditoria entende que as declarações apresentadas não
comprovam a efetiva publicação dos citados instrumentos.
No que diz respeito à realização de despesa sem o prévio procedimento licitatório, o Órgão de
Instrução não acatou a documentação relativa às licitações realizadas em 2005 tendo em vista que não
houve a justificativa por escrito com relação à prorrogação de prazo. No caso dos serviços de
assessoria jurídica, a Auditoria aponta inconsistência entre o processo ora apresentado (Convite n°
010/2005) e o texto do relatório de análise de defesa da PCA 2005, no qual a Auditoria observou que o
defendente não havia comprovado a inviabilidade de competição. O processo de Inexigibilidade n?
04/2005, que trata de contratação de assessoria contábil, administrativa e financeira, também não foi
acatado porque a contratação não se enquadra na categoria de serviços de natureza continuada. A
Auditoria não acatou ainda os processos de Inexigibilidade relativos à contratação de bandas por
entender que não condiz com o disposto no art 25, Ill, da Lei 8666/93, pois se trata de bandas locais
contratadas por meio de duas pessoas jurídicas distintas.
Relativamente ao convênio firmado com a Procuradoria Geral de Justiça, a Auditoria afirma,
em primeiro lugar, que o cancelamento do convênio não sana a irregularidade, pois não anula as
despesas já realizadas. Além disso, não foi apresentada qualquer comprovação de cancelamento do
citado convênio.
No tocante às despesas com recursos do FUNDEF sem comprovação, a Auditoria retificou o
valor que passou para R$ 18.186,57. Desta forma fica alterado também o percentual de aplicação na
remuneração dos profissionais do magistério. O novo percentual é de 61,44%.
Mantido o entendimento inicial quanto ao repasse a menor das contribuições previdenciárias
devidas ao INSS uma vez que não foi apresentada qualquer comprovação de pagamento além do que já
havia sido considerado pela Auditoria, assim como não foi apresentada documentação que comprove a
efetivação de parcelamento do débito.

Quanto à falta de controles mensais individualizados de veículos e máquinas e à inexistência de


inscrições na Divida Ativa Municipal, a Auditoria manteve o seu entendimento já que o próprio gestor

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reconhece as falhas. Permanece também a irregularidade denunciada sobre a incompatibilidade das


informações prestadas ao SAGRES em relação ao consumo de combustíveis, visto que a defesa nem
sequer se pronunciou a respeito.
É o relatório, informando que, por economia processual, os autos não tramitaram pelo
Ministério Público e que o interessado e seu representante legal foram notificados da inclusão do
processo na pauta desta sessão.

Em, 24 de setembro de 2008.

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AUDITOR OSCAR D SANTIAGOMELO
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Entendo que constituem objeto de recomendação ao gestor as irregularidades relativas à


inexistência de controle mensais individualizados de veículos e máquinas, à incompatibilidade das
informações prestadas ao SAGRES em relação ao consumo de combustíveis, à publicação dos REO e
RGF, bem como à inexistência de inscrições na Divida Ativa Municipal. Desnecessário se faz
recomendação quanto ao convênio firmado com a Procuradoria Geral de Justiça já que, segundo dados
do SAGRES, não houve mais despesas em 2008.
Relativamente às despesas sem a prévia realização de procedimentos licitatórios, mais
especificamente aquelas relativas à reforma da prefeitura, construção de casas, sistema de informática
e serviços de limpeza pública, discordo do entendimento do Órgão de Instrução. A Auditoria
reconhece que a soma das despesas realizadas nos exercícios de 2005 e 2006 não ultrapassa o valor
licitado no primeiro exercício. No entanto, afirma que não há justificativa autorizada pela autoridade
competente para prorrogação de prazo. Entendo que, para estes casos, a celebração de aditivo de
contrato objetivando prorrogação de prazo já constitui a autorização reclamada pela Auditoria. Quanto
à inconsistência apontada, relativa à contratação de serviços jurídicos, observa-se na documentação
acostada pela defesa que os aditivos de contrato apresentados possuem datas anteriores ao Convite n°
010/2005, indicando tratar-se de aditivos relativos a outro procedimento licitatório. No tocante aos
processos de inexigibilidade não considerados pela Auditoria, observa-se que já constitui entendimento
desta Corte de Contas o acatamento da realização de tais despesas através de processo de
inexigibilidade de licitação. Assim, a realização de despesas sem o devido procedimento licitatório
corresponde a R$ 36.997,19, representando 0,83% da despesa total. Essas despesas são relativas a
gêneros alimentícios, adquiridos de forma sistemática à uma única empresa (fls2470/2526).
O Órgão de Instrução manteve a irregularidade referente a despesas com recursos do FUNDEF,
insuficientemente comprovadas, retificando seu valor de R$ 27.182,54 para R$ 18.186,57. Entretanto,
considero devidamente comprovados os valores de R$ 6.016,73 e R$ 7.417,96, relativos aos cheques
n" 850249 e 850295, com documentação apresentada às fls. 2398/2403 e 2466/2467. Relativamente à
diferença de saldo, a Auditoria retificou seu valor para R$ 4.751,88, constatando, porém, que se tratava
de pagamento de INSS. Com efeito, trata-se de uma despesa extra-orçamentária, relativa a INSS retido
do magistério, cuja documentação encontra-se às fls.2468/2469B. Ante o exposto, concluímos pela
inexistência de despesas com recursos do FUNDEF sem comprovação e pela retificação do percentual
de aplicação na remuneração dos profissionais do magistério, que passa para 65,59%.
Quanto ao não pagamento das contribuições previdenciárias no valor devido, a Auditoria
constatou que o gestor não comprovou o parcelamento do débito. Com relação a esta irregularidade,
algumas considerações fazem-se pertinentes. Em primeiro lugar, observa-se que os recolhimentos
efetuados correspondem aos meses de janeiro a agosto. Porém, do total devido neste período foi
recolhido a proporção de 48,48%, não se verificando qualquer recolhimento entre setembro e
dezembro. Além disso, do total apontado pela Auditoria como não recolhido, R$ 218.085,00, deve-se
levar em consideração a despesa relativa a INSS empregador, com recursos do FUNDEF,
anteriormente tida como insuficientemente comprovada. Ou seja, os empenhos n" 0868 e 11550,
respectivamente no valor de R$ 4.455,37 e R$ 7.417,96, devem ser deduzidos daquele montante. A
Auditoria também deixou de deduzir a parcela relativa ao salário-família que corresponde a

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TRIBUNAL
I
DE CONTAS DO ESTADO

Processo Te n° 02852/07

R$ 45.559,32 (fls. 1576/1601). Desta forma, o total não recolhido equivale a R$ 160.652,35, ou seja,
51,95% do valor devido no exercício. Deve o gestor, portanto, ser responsabilizado pela irregularidade,
que não só prejudica os servidores e o sistema previdenciário, mas também provocará o surgimento de
despesas que vão comprometer recursos de gestões futuras.

Ante o exposto, proponho que este Tribunal:

a) emita PARECER CONTRÁRIO à aprovação das contas do Prefeito Municipal de Ibiara, Sr.
Nailson Rodrigues Ramalho, relativas ao exercício de 2006, encaminhando-o à consideração da
Egrégia Câmara de Vereadores, com a ressalva do Parágrafo Único do art. 124 do Regimento
Interno deste Tribunal;
b) aplique multa de R$ 2.805,1 O (dois mil, oitocentos e cinco reais e dez centavos) ao gestor em face
das irregularidades constatadas;
c) assine o prazo de 60 dias para recolhimento da multa aos cofres do estado, sob pena de cobrança
executiva;
d) recomende a adoção de providências no sentido de evitar a repetição, nos próximos exercícios, das
falhas constatadas.

É a proposta, em 24 de setembro de 2008.

AUDTTOR OSCAR
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