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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO .
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P R O CE 55 O: TC- 02.433106
Administração direta. PRESTAÇÃO DE CONTAS
ANUAL do PREFEITOMUNICIPAL de RIACHÃO DO
BACAMARTE, relativa ao exercício de 2005.
Insuficientes aplicações em saúde. PARECER
CONTRÁRIOÀ APROVAÇÃODAS CONTAS.Aplicação
de multa e outras providências.
Recurso de Reconsideração. Conhecimento e
provimento parcial Emissão de novo parecer prévio,
desta feita favorável à aprovaçãodas contasprestadas,
mantendo os demaistermos da decisãoatacada.

RELATÓRIO
1. Este Tribunal Pleno, na sessão realizada em 07.02.08, examinou o PROCESSO TC-2,433j06
referente à prestação de contas do Prefeito Municipal de Riachão do Bacamarte, Sr. Erivaldo
Guedes do Amaral, relativa ao exercício de 2005, tendo decidido, por meio do Parecer PPL Te
10/2008 e do Acórdão APL TC 33/2008:
1.1. Emitir parecer contrário à aprovação das contas prestadas;
1.2. Declarar o atendimento parcial às exigências da LRF;
1.3. Aplicar multa ao gestor, no valor de R$ 2.805,10, com fundamento no art. 56, II da
LOTCE;
1.4. Assinar prazo de 60 (sessenta) dias ao gestor do município de Riachão do Bacamarte,
para depositar a quantia de R$ 27.550,69 (vinte e sete mil quinhentos e cinqüenta reais e
sessenta e nove centavos) em conta específica no Banco do Brasil, com registro contábil
individualizado, e aplicado na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e
Valorização do Magistério, através de dotações consignadas na legislação orçamentária
nos termos da EC 53, LC 101/00, Lei 11.494/07 e Nota Técnica do Tesouro Nacional
706/07;
1.5. Recomendar a atual Administração municipal no sentido de que evite a repetição das
falhas ora verificadas, advertindo ao gestor da necessidade de adequar as despesas com
pessoal aos limites legais, sob pena de repercutir negativamente nas prestações de
contas futuras, além das sanções previstas na legislação respectiva.
1.6. Encaminhar cópia da decisão aos autos da PCA de 2006, a fim de subsidiar-lhe a análise,
especialmente no tocante aos gastos com pessoal;
1.7. Encaminhar cópia da decisão ao Ministério Público Comum, ante os indícios de atos de
improbidade administrativa.
2. Irresignado, o interessado interpôs o presente Recurso de Reconsideração, pleiteando a
reforma da decisão mencionada.
3. A Auditoria, ao analisar a petição recursal, considerou insuficientes as razões invocadas pelo
defendente quanto a todas as falhas remanescentes nos autos.
4. Instado a se pronunciar, o Ministério Público junto ao Tribunal pugnou pelo conhecimento do
Recurso e no mérito pelo não provimento, ratificando-se as decisões atacadas.
5. O Processo foi incluído na pauta desta sessão, com as notificações de praxe.

VOTO DO RELATOR
Ao compulsar os autos, verificando ainda as decisões pretéritas desta Corte, observei que a
ultrapassagem dos limites com pessoal, no primeiro exercício do mandato, não constitui motivo
suficiente para manter a emissão de parecer contrário à aprovação das contas prestadas.
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Com efeito, embora constada a falha, que é inclusive admitida pelo próprio recorrente, a lei
determina a adoção de medidas corretivas no exercício seguinte, punindo apenas a ausência das
medidas corretivas por parte do gestor. Assim, comprovada a inércia, caberá reprimenda ao
recorrente nos autos da PCA de 2006, segundo exercício sob sua responsabilidade.
Há que se ponderar, ainda, os fatos decorrentes do concurso público realizados pelo município
no exercício de 2003 e que tem sido objeto de demandas judiciais, com expedição de liminares em
desfavor da administração municipal. O Prefeito Municipal, instado pelo Ministério Público, anulou,
em 26.10.05, o certame mencionado, tornando sem efeitos as respectivas nomeações (fls. 3.396),
o que gerou um processo judicial, no qual foi decidido, em la instância, a decretação de nulidade
da portaria municipal de anulação do concurso, com a reintegração dos servidores desligados. A
ação ainda está em tramitação, datando de 2008 os últimos provimentos encartados pelo
recorrente.
Em face dessas peculiaridades, e considerando que esta é a única irregularidade que
fundamentou a emissão do Parecer PPL TC 10/2008, contrário à aprovação das contas em análise,
voto pelo conhecimento do Recurso de Reconsideração interposto e no mérito pelo seu provimento
parcial, no sentido de tornar insubsistente o Parecer PPL TC 10/2008, emitir novo parecer, desta
feita favorável à aprovação das contas prestadas e afastar a multa aplicada pelo Acórdão APL TC
33/2008, mantendo os demais termos da decisão atacada.

DECISÃO DO TRIBUNAL
Vistos, relatados e discutidos os autos do PROCESSOTC-02.433/06, os MEMBROS
do TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DA PARAÍBA (TCE-Pb), à unanimidade, na
sessão realizada nesta data, ACORDAM em conhecer do RECURSO DE
RECONSIDERAÇÃOsupra caracterizado e no mérito conceder-lhe provimento parcial,
apenas para:
1. Tornar insubsistente o Parecer PPL TC 10/2008 e emitir novo parecer, desta
feita favorável à aprovação das contas prestadas;
2. Tornar insubsistente a multa aplicada por meio do Acórdão APL TC33/2008;
3. Manter os demais termos d. decisõesatacadas.
Publique-se, . ti e-se egistre-se e cumpra-se.
Sala das Sessõesd T -Pb enário Ministro João Agripino.
João' Pes a, 6 d julho de 2008.
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IV

óbio l'ves Viana - Presidente


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ominando Diniz - Relator \

Ana Teresa Nóbrega


Procuradora Geral do Ministério Público junto ao Tri