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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 001/2007 .

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 001/2007.

O SECRETÁRIO DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE, no uso das atribuições elencadas na

Constituição Estadual, de 03 de outubro de 1989, e Lei Estadual 11.362, de 29 de julho de 1999;

Considerando que desde o dia 23 de agosto de 2006 está vigente no País o Documento de Origem Florestal (DOF), instituído pela Instrução Normativa nº 112 do Ministério do Meio Ambiente, o qual substituiu as Autorizações de Transporte de Produtos Florestais (ATPF) e o carimbo de Regime Especial de Transporte (RET);

Considerando o disposto na Lei federal 11.284/06, e especialmente a Resolução CONAMA 379/06, que determinou prazo de 180 dias a partir de 19/10/2006 para que os Estados disponibilizem as informações sobre gestão florestal através de sistema eletrônico via Internet, prevendo, ainda, a obrigatoriedade de que os sistemas Estadual e Federal sejam integrados;

Considerando que para a aplicação do disposto nas normas acima citadas, o Estado do Rio Grande

do Sul não implantou um sistema eletrônico de controle florestal, devido ao alto custo e falta de

recursos financeiros, no prazo previsto;

Considerando que através de Termo de Cooperação o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), disponibiliza o sistema DOF, sem ônus para o Estado, cumprindo-se desta forma o disposto na legislação;

Considerando que a partir do dia 17/04/2006, a Regime Estadual de Transporte (RET) que autoriza o transporte e o armazenamento de produtos e subprodutos florestais, perdeu a validade, impedindo o transito regular do produto florestal para outros Estados da federação, bem como à exportação, o que gerará grandes transtornos para as empresas que atuam no Estado com atividades florestais, resolve:

CAPÍTULO I DO DOCUMENTO DE ORIGEM FLORESTAL - DOF

Art. 1º - O Sistema de Controle do transporte e armazenamento de produtos e subprodutos florestais

no Estado, tem por objetivo implementar as formas de licenças indispensáveis e obrigatórias para o

transporte e o comercio de produto florestal oriundo de espécies nativas, inclusive do carvão vegetal nativo, contendo as informações sobre a procedência desses produtos e subprodutos no Estado do Rio Grande do Sul, gerado pelo sistema eletrônico denominado DOF, conforme normativa IBAMA n°112 de 21 de agosto de 2006.

Art. 2°- A execução do Sistema de Controle de Prod utos Florestais no Estado, constitui atribuição da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e das Prefeituras habilitadas, ficando a primeira responsável pela impressão e expedição dos instrumentos próprios ao Sistema, bem como pelo controle do uso dos referidos instrumentos.

Art. 3° - Para fins desta Instrução Normativa, ente nde-se por produto florestal aquele que se encontra no seu estado bruto ou in natura, na forma abaixo:

I - Produtos Florestais Não Beneficiados:

a) madeira em toras;

b) toretes;

c) lenha;

d) postes não imunizados;

e) palanques roliços;

f) dormentes nas fases de extração/fornecimento;

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE g) estacas e moirões; h)

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g)

estacas e moirões;

h)

pranchões desdobrados com moto-serra;

i)

escoramentos;

j)

palmito;

l)

achas e lascas

m) resinas;

n) outros, resultantes de licenciamento florestal;

o) óleos essenciais.

Parágrafo Único Considera-se ainda, produto florestal referido neste artigo, as plantas ornamentais, medicinais e aromáticas, mudas, raízes, bulbos, cipós e folhas de origem nativa ou plantada, de

espécies constantes da lista oficial da flora brasileira, ameaçada de extinção e dos anexos da Convenção Internacional de Transportes de Espécies ameaçadas de extinção (CITES), para efeito de transporte com DOF:

II

- Produto Florestal: aquele que passou por processo de beneficiamento na forma relacionada:

 

a)

madeira serrada sob qualquer forma, laminada e faqueada;

 

b)

resíduos

da

indústria

madeireira

(aparas,

constaneiras,

cavacos

e

demais

restos

de

beneficiamento e de industrialização de madeira) quando destinados para fabricação de carvão;

c) dormentes e postes na fase de saída da indústria;

d) carvão de resíduos da indústria madeireira;

e) carvão vegetal nativo empacotado, na fase posterior à exploração e produção;

Art. 4°- Para a emissão do DOF deverá ser obrigato riamente preenchido pelo usuário, em uma única via, conforme manual disponibilizado pelo IBAMA e SEMA.

§ 1° O DOF acompanhará obrigatoriamente o produto o u subproduto florestal nativo, da origem ao

destino nele consignado, por meio de transporte individual quer seja rodoviário, aéreo, ferroviário,

fluvial ou marítimo;

§ 2° O preenchimento do campo relativo ao documento fiscal é obrigatório quando houver

determinação do órgão fazendário estadual competente;

§ 3° O DOF emitido pelo usuário somente poderá ser utilizado para acobertar o transporte e o armazenamento do produto e subproduto florestal e da origem especificados;

§ 4° Não será permitida a reutilização de DOF para acobertamento de mais de um transporte ou carga transportada;

§ 5°É obrigatório o preenchimento dos campos relat ivos ao veículo a ser utilizado no transporte e da descrição do trajeto da carga;

§ 6° Deverá ser emitido um DOF para cada nota fisca l, no caso de transporte de produto e

subproduto florestal realizado por uma única unidade de transporte;

§ 7° O DOF somente será emitido pela pessoa física ou jurídica, quando esta estiver em situação

regular com relação à obrigação da reposição florestal, nas hipóteses em que esta for exigível;

Art. 5°- O DOF para o transporte do produto ou sub produto florestal do local de sua exploração será emitido com base no volume da autorização previamente concedida, pela pessoa física ou jurídica detentora da autorização.

§ 1° O detentor de qualquer autorização florestal d everá indicar no sistema, a empresa compradora para emissão do DOF, na quantidade e espécies a serem comercializadas de acordo com o saldo da autorização;

§ 2° O detentor de autorização em pequena proprieda de rural e em áreas comunitárias, poderá procurar o Cadastro Florestal ou as Agencias Florestais do DEFAP no interior, para seu cadastramento no CTF e ser auxiliado no cumprimento do disposto no parágrafo anterior;

Art. 6°- O DOF será emitido com validade de até ci nco dias;

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE § 1° Para o transporte

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§ 1° Para o transporte interestadual o DOF poderá s er emitido com prazo de validade de até dez

dias;

§ 2°A SEMA poderá fixar prazos de validade diferen ciados de acordo com a distância entre origem e

destino;

Art.7°- O prazo de validade do DOF poderá ter inic io até cinco dias após a emissão;

§ 1°O sistema permitirá o cancelamento do DOF até o dia anterior ao inicio do prazo da validade;

§ 2° No caso em que o inicio da validade ocorrer na mesma data de emissão o usuário poderá

proceder ao cancelamento do DOF prazo de até duas horas;

§ 3° Ultrapassando o prazo estabelecido neste artig o e havendo a impossibilidade do transporte, o

DOF poderá ser cancelado por iniciativa do interessado, mediante justificativa, desde que apresente junto ao Cadastro Florestal ou Agencias Regionais do DEFAP de sua jurisdição a Nota Fiscal do produto ou subproduto florestal cancelada.

§ 4° O transporte de produto florestal ou subprodut o florestal acobertado com DOF cancelado será considerado irregular;

Art.8º - Fica dispensado da obrigação de uso do DOF nos casos de transporte de:

I – material lenhoso proveniente de erradicação de culturas, pomares ou poda de arborização

urbana;

II – subprodutos que, por sua natureza, já se apresentam acabados, embalados, manufaturados e

para uso final, tais como: porta, janela, móveis, cabos de madeira para diversos fins, lambri, taco, esquadria, portais, alisar, rodapé, assoalho. Forros, acabamentos de forros e caixas, chapas

aglomeradas, prensadas, compensadas e de fibras ou outros objetos similares com denominações

regionais;

III –celulose, goma-resina e demais pastas de madeira:

IV – aparas, costaneiras, cavacos e demais restos de beneficiamento e de industrialização de

madeira, serragem, paletes e briquetes de madeira e de castanha em geral, folhas de essências

plantadas, folhas, palhas e fibras de palmáceas, casca e carvão produzido da casca de coco, moinha

e briquetes de carvão vegetal, escoramento e madeira beneficiada entre canteiros de obra de construção civil, madeira de cercas, currais e casas;

V – carvão vegetal empacotado do comercio varejista;

VI – bambu (Bambusa vulgares) e espécies afins;

VII – vegetação arbustiva de origem plantada para qualquer finalidade;

VIII – plantas ornamentais, medicinais e aromáticas, mudas, raízes, bulbos, cipós e folhas de origem

nativa das espécies não constantes da lista oficial ameaçadas de extinção e dos anexos da CITES;

CAPITULO II

DA DECLARAÇÃO DE ESTOQUE DE PRODUTOS E SUBPRODUTOS FLORESTAIS Art.9º - As pessoas físicas e jurídicas devidamente cadastradas no Cadastro Técnico Federal (CTF)

e detentoras de quaisquer quantitativos de produtos e subprodutos florestais de origem nativa ficam obrigadas à Declaração de Estoque, informando a origem, espécie e volume e respectivo endereço

do armazenamento dos produtos e subprodutos, na forma do disposto nesta Instrução Normativa.

§ 1° A declaração de estoque de que trata este arti go deverá ser feita, no prazo máximo de 90 dias,

a contar de 1°de maio de 2007;

§ 2° O não atendimento do disposto no caput deste a rtigo implicará na suspensão da emissão e recebimento de novos DOFs.

Art. 10º - As pessoas físicas ou jurídicas que recebem produtos ou subprodutos florestais nativos especificados na presente Instrução Normativa, com documentos de transporte fornecidos por órgão estadual ou municipal, devem apresentar estes documentos ao DEFAP para efeito de lançamento no sistema DOF, controle de pátio e de transporte, inclusive para exportação.

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE Art. 11º - Para a

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Art. 11º - Para a emissão do DOF, as pessoas físicas ou jurídicas detentoras de autorizações de exploração emitidas pelo Órgão Estadual, ou Prefeituras habilitadas deverão apresentá-las ao DEFAP para efeito de lançamento no sistema.

Art. 12º - As pessoas físicas ou jurídicas que importem produtos ou subprodutos florestais especificados na presente Instrução Normativa devem apresentar os documentos de importação ao DEFAP, para efeito de lançamento no sistema DOF, controle de pátio e de transporte.

DO RECEBIMENTO DE PRODUTOS E SUBPRODUTOS FLORESTAIS

Art.13º - O DOF relativo ao produto florestal recebido pelas pessoas físicas ou jurídicas registradas no CTF será informado no Sistema DOF por meio do seu Código de Controle, até 05 (cinco) dias após seu vencimento para fins de acobertamento no pátio.

§ 1° O disposto no “caput” deste artigo se aplica t ambém à pessoa física ou jurídica considerada como consumidora final;

§ 2° O não atendimento do disposto no “caput” deste artigo implicará na suspensão da emissão e recebimento de novos DOFs;

CAPITULO III DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art.14º - O DEFAP realizará, a qualquer tempo, vistoria e atos de fiscalização para verificar o cumprimento das disposições contidas nesta Instrução Normativa, solicitando do usuário a apresentação dos documentos fiscais para confronto com a informação.

Art.15º - O volume informado na declaração de estoque, após análise pelo DEFAP da documentação relativa à origem, incluindo a prestação de contas das ATPFs e RET utilizadas, poderão ser considerados irregulares e sujeitas às sanções administrativas previstas em regulamento. Parágrafo único: A prestação de contas das ATPFs utilizadas ou não, deverá ser feita até 30 de maio de 2007.

Art.16º - Os produtos e subprodutos florestais não informados na declaração de estoque ficam impedidos de transporte e comercialização, sujeitando-se o detentor às sanções cabíveis, na forma da legislação ambiental em vigor.

Art. 17º - O DEFAP suspenderá a emissão do DOF se constatado, de forma direta ou indireta, irregularidade na execução das autorizações concedidas para manejo florestal, nos estoques de pátio, no seu controle, ou qualquer outra irregularidade constatada.

Art.18º - O não cumprimento ou inobservâncias dos procedimentos estabelecidas na presente Instrução Normativa sujeitará o usuário as penalidades, no que couber previstas na Lei n° 9.605 de 1998, e no Decreto 3.179, de 1999.

Art. 19º – Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 20º – Revogam-se as disposições em contrário.

Porto Alegre, 26 de junho 2007. Carlos Otaviano Brenner de Moraes Secretário de Estado do Meio Ambiente Publicado no DOE do dia 28 de junho de 2007.

Código 294451