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SEGUNDA CÂMARA CÍVEL RECURSO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - CLASSE II - 17 (OPOSTO NOS AUTOS DO RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO - Nº 38888/2002 - CLASSE II 15) - COMARCA DE PARANATINGA

EMBARGANTE(S): EMBARGADO(S): Número do Protocolo : 6564/2003 Data de Julgamento : 18-3-2003

JOSÉ VIEIRA THOMAZ NILSON ANTÔNIO ECKERT E OUTROS

EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - MODIFICAÇÃO DO JULGADO ERRO MATERIAL, OMISSÃO, OBSCURIDADE DE E CONTRADIÇÃO DE PAUTA INEXISTENTE INEXISTENTES DESCABIMENTO PUBLICAÇÃO DEFESA

DESNECESSIDADE

CERCEAMENTO

EMBARGOS IMPROVIDOS. Os embargos de declaração não são meio hábil para revisão da decisão, especialmente quando nela não se encontram quaisquer omissão, obscuridade ou contradição. É desnecessária a publicação de pauta do julgamento de recurso de agravo de instrumento, nos termos do art. 106, II, do Regimento Interno, não acarretando cerceamento de defesa. 

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SEGUNDA CÂMARA CÍVEL RECURSO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - CLASSE II - 17 (OPOSTO NOS AUTOS DO RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO - Nº 38888/2002 - CLASSE II 15) - COMARCA DE PARANATINGA

RELATÓRIO EXMO. SR. DR. EVANDRO STÁBILE Egrégia Câmara: JOSÉ VIEIRA THOMAZ interpõe recurso de Embargos de Declaração ao acórdão proferido no julgamento do Recurso de Agravo de Instrumento n° 38888/2002, que se feriu entre as partes, alegando ter havido nele erro material, por não ter sido juntada aos autos a petição com o substabelecimento da procuração, que resultou em inequívoco cerceamento de sua defesa, em razão de não ter sido intimado para o julgamento do recurso. Teria ficado demonstrado, ainda, que os embargados adquiriram suas terras em data bem mais recente que o embargante, além do que, essas terras tem como ponto de amarração a barra de dois rios, sendo imutável e perfeitamente localizável, assim, não podem os embargados invadir toda a área, impedindo o embargante de exercer atos exteriorizadores de sua posse. Pede seja recebido o recurso e julgado procedente para o fim de anular o julgamento realizado. É o relatório.     

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VOTO EXMO. SR. DR. EVANDRO STÁBILE (RELATOR) Egrégia Câmara: Neste recurso não se alega ter havido, por ocasião do julgamento do recurso de agravo de instrumento, nenhuma omissão, obscuridade ou contradição, nem se verifica no julgado nenhuma dessas ocorrências a ensejar o conhecimento dos presentes embargos de declaração. A título de erro material a influenciar no resultado do julgamento, o embargante alega que protocolou petição em data de 24 de janeiro de 2003, juntando aos autos o substabelecimento do mandato ao subscritor dos embargos, que só foi juntada aos autos aos 25 de fevereiro de 2003, após o julgamento realizado no dia 10 do mesmo mês e ano. A partir dessa alegação, invoca o cerceamento de defesa, uma vez que o novo procurador não foi intimado da realização desse julgamento, sem contudo demonstrar qualquer prejuízo à sua defesa. Ocorre que o julgamento dos recursos de agravo de instrumento realiza-se independentemente e sem a necessidade de publicação da sua inclusão na pauta de julgamentos, ou da intimação dos respectivos procuradores das partes, por expressa disposição contida no art. 106, II, do Regimento Interno do Tribunal de Justiça. Dessa forma, não há falar-se em erro material, ou mesmo omissão, pela não publicação de pauta do julgamento. Por outro lado, a questão dominial apontada pelo embargante não é objeto do recurso de agravo de instrumento, que se cingiu à demonstração dos requisitos legais para a concessão de liminar em ação de interdito proibitório. Ante o exposto, nego provimento aos presentes embargos de declaração. É como voto.     

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ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os autos do RECURSO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - CLASSE II - 17 (OPOSTO NOS AUTOS DO RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO - Nº 38888/2002 - CLASSE II - 15) - COMARCA DE PARANATINGA. ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA CÍVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, sob a Presidência do DES. BENEDITO PEREIRA DO NASCIMENTO, por votação unânime, negar provimento aos embargos nos termos do voto do relator e dos demais constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente acórdão. A composição da Câmara Julgadora foi a seguinte: DR. EVANDRO STÁBILE (Relator, convocado), DR. JOSÉ SILVÉRIO GOMES (1º Vogal, convocado) e DES. BENEDITO PEREIRA DO NASCIMENTO (2º Vogal). Cuiabá, 18 de março de 2003.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------DESEMBARGADOR BENEDITO PEREIRA DO NASCIMENTO - PRESIDENTE DA SEGUNDA CÂMARA CÍVEL

--------------------------------------------------------------------------------------------------------DOUTOR EVANDRO STÁBILE - RELATOR

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