O cuidado de Enfermagem ao paciente com Acidente Vascular Cerebral em ambiente Intra-Hospitalar

Sônia Maria dos Santos Tavares1 Ivanete da Rosa Silva de Oliveira2

RESUMO

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), acidente vascular cerebral como rápido desenvolvimento dos sinais clínicos de perturbação focal da função cerebral de origem vascular presumida e mais de 24 horas. O objetivo deste artigo é identificar os principais fatores de risco do Acidente Vascular Cerebral. AVC é uma doença crônica que causa incapacidade, deficiências e desvantagens. Após AVC requer orientações de enfermagem destinadas a limitar o impacto que têm deficiência para o paciente em ambiente intrahospitalar demonstrando a importância dos primeiros cuidados e da abordagem realizada quando o quadro clínico estiver mais estável. A metodologia utilizada neste estudo é pesquisa bibliográfica. Concluímos que a permanência de deficiência severa, a imposição de limitações sobre o tipo de pacientes do motor, a compreensão, sensorial e expressão de pensamento pode mudar a vida das pessoas, não apenas seqüelas físicas restringir as atividades da vida diária, mas também comprometer a sua capacidade de gerir a vida pessoal e familiar. Unitermos: Autocuidado; Enfermagem; Acidente Vascular Cerebral. SUMMARY According to World Health Organization (WHO), stroke as rapidly developing clinical signs of focal disturbance of cerebral function of presumed vascular origin and more than 24 hours. The aim of this paper is to identify the main risk factors for stroke. Stroke is a chronic disease that causes disability, disabilities and handicaps. After stroke requires nursing guidelines for limiting the impact they have disabilities to the patient in-hospital environment demonstrating the importance of early care and the approach taken when the clinical picture is more stable. The methodology used in this study is literature. We conclude that the persistence of severe disability, the imposition of limitations on the type of patients engine, understanding, sense of thought and expression can change people's lives, not just physical sequelae restrict the activities of daily living, but also compromise the their ability to manage personal and family life. Keywords: Self-care; Nursing; Stroke. 1- INTRODUÇÃO A saúde no Brasil apresenta um perfil epidemiológico caracterizado por um aumento nas mortes por doenças cerebrovasculares, devido não só à cardiopatia isquêmica coração, mas também o crescente número de pessoas com deficiência e doenças têm gerado impacto crônico em todos os aspectos da vida.
Graduação em Enfermagem (UCB), e fazendo o Curso de Pós-Graduanda em Urgência e emergência (FAC Redentor). 2 Doutoranda em Politicas Públicas (UERJ), Mestre em Educação (UniFOA), Mestre em Educação.Física (UGF), Licenciada em Pedagogia (UNIRIO), Bacharel e Licenciada em Educação Física (UniFOA). Professora de Ensino Superior (UniFOA) e da Rede Estadual de Ensino do Rio de Janeiro
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Um paciente com um AVC num lado do cérebro terá paralisia no lado oposto do corpo (himiplegia). também chamada de doença silenciosa do século que tem o maior impacto e tem uma maior morbidade no grupo de doenças vascular. De acordo com Brasil (2001). incluindo acidente vascular cerebral (AVC). principalmente entre mulheres. hemorrágico. desorientação e perda de memória. Os sinais neurológicos variam. De acordo com André (2008). Oliveira (2007) classifica o derrame como isquêmico ou hemorrágico. AVC. confusão. os pacientes terão paralisia. onde os coeficientes são dos mais elevados quando comparados a países do hemisfério ocidental. no tronco cerebral. o AVC é a primeira causa de incapacitação funcional no mundo ocidental e constitui a terceira causa de morte no mundo. as pesquisas realizadas mostram que aproximadamente 80% dos AVCs são causados por um baixo fluxo sanguíneo cerebral (isquemia) e outros 20% por hemorragias tanto intraparenquimatosas como subaracnóideas. O que se destaca são o doenças cerebrovasculares. O primeiro ocorre por obstrução embólica ou trombótica de um vaso a um infarto isquêmico. a ruptura de aneurisma e malformação arteriovenosa. conforme a localização do AVC. Ela aparece como a principal causa de invalidez e morte e também com um consequência importante é a incapacidade dos pacientes afectados em cerca de 40 a 50% das pessoas que sofrem acidentes vasculares cerebrais morrem após seis meses e a maioria dos sobreviventes mostram déficits neurológicos e deficiência residual significativo. porque as vias nervosas motoras atravessam o cérebro de um lado para outro. O segundo AVC. tendo como principais etiologias a artereosclerose e hipertensão arterial. atrás somente das cardiopatias em geral e do câncer. sua causa mais freqüente é a hipertensão arterial. pacientes com AVC que envolva o hemisfério cerebral esquerdo podem apresentar dificuldades na fala ou na compreensão da palavra falada (afasia) e pacientes com danos ao hemisfério direito do cérebro tendem a apresentar problemas de percepção. ocorre com hemorragias intracranianas ou subaracnóideas. Conforme Leal (2009). . os acidentes vasculares cerebrais (AVCs) constituem a primeira causa de morte entre as doenças cardiovasculares no Brasil. no cérebro.6 É neste contexto que os dados de morbidade e mortalidade de doença sistema circulatório têm relevância no país. Além disso. Em geral. o que torna esta doença é a principal causa da deficiência ocidental funcional no mundo. que representa a terceira principal causa de morte nos países industrializados e a principal causa de incapacidade entre adultos.

entre outros. 2005). 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 Acidente Vascular Cerebral (AVC): características e definições AVC pode ser definido como um déficit neurológico focal súbito devido a uma lesão vascular. Segundo Beserra (2011). Desta forma. O ganho de tempo no atendimento e crucial para o tratamento e prognostico destes pacientes. a fim de direcionar a conduta adequada que propicie aos pacientes uma melhoria na assistência prestada (HADI. possuem como causa a insuficiência do fluxo sanguíneo em uma parte ou mesmo em todo o cérebro. 2008). desses indivíduos. e também por percebermos as ansiedades decorrentes da situação de emergência em paciente com acidente vascular cerebral.7 Diante dessa problemática e sabendo que a enfermagem tem um importante papel na reabilitação de pacientes com acidente vascular cerebral no atendimento Intrahospitalar? A justificativa deste trabalho é mostrar a importância deste profissional de enfermagem em situação de emergência. observa-se a importância de mensurar os resultados provocados na recuperação física bem como os fatores que interferem no programa de tratamento. mesmo que não se tenha alterações detectáveis nas artérias ou veias (BESERRA. porem evitando-se precipitações. levando a sinais nem sempre focais (ZIVIN. . Esta síndrome AVCs pode ser causada por anormalidade através da circulação cerebral.. AVC é definido como a perda súbita da função cerebral em decorrência da irrigação sanguínea insuficiente para uma determinada região do cérebro No acidente vascular hemorrágico existe hemorragia (sangramento) local. edema (inchaço) cerebral. A reabilitação destes pacientes visa minimizar o impacto causado pelas alterações da função sensório-motora deixadas pelo AVC no sentido de promover independência funcional e melhorar a qualidade de vida dos mesmos. O atendimento do paciente AVC deve ser sincronizado e ágil. Este termo evoluiu nas últimas décadas para incluir lesões causadas por distúrbios hemodinâmicos e da coagulação. diferenciando-se dos hemorrágicos pela ausência do extravasamento sanguíneo no parênquima cerebral. é o tipo prevalente. com outros fatores complicadores tais como aumento da pressão intracraniana. 2011).

8 Em menos de 24 horas de duração o ataque isquêmico transitório (AIT). o paciente pode voltar ao normal. 2003). o enfermeiro deve assumir o importante papel de educador. sendo considerado como um déficit neurológico isquêmico reversível (DNIR). a assistência de enfermagem deve se basear em princípios. Nesse contexto. abordando ações de saúde e cuidado integral com os familiares e à sociedade. proteção ou reabilitação do paciente com AVCs. pois a relevância do AVC não está apenas nos índices de mortalidade. 01.2 O Cuidado de Enfermagem A Consulta de Enfermagem é uma atividade diretamente prestada pelo Enfermeiro de saúde e de doenças. Segundo Massaro e Schout (2004). Fig. através da quais identificadas medidas de enfermagem que contribuam à promoção. A consulta de enfermagem é a maneira pela qual se sistematizam os conselhos e orientações que se dá em matéria de saúde. por ser um procedimento.Os acidentes vascular cerebrais Fonte: Oliveira (1996). mas também em relação às incapacidades que acometem o indivíduo que vive com esta patologia. como mostra a figura 01. 2. o enfermeiro é testado sempre. Assim. através das ações preventivas de cuidados neurointensivo necessita de um . onde exigem do Enfermeiro rapidez e agilidade no atendimento (NETTINA.

2007). fica estabelecida uma relação de confiança entre o profissional e o paciente. motores. verbais. certamente também há o déficits neurológicos que pode acarretar um AVC. garantindo assim. O sinais e sintomas do AVC se apresentam através dormência ou fraqueza da face. (MASSARO . 2001).9 monitoramento das funções fisiológicas. através problemas relacionados ao trabalho. a fim de que ela possa falar de suas intimidades. respiração e sinais vitais a cada 30 minutos e exame neurológico. o trabalho do enfermeiro passa a envolver todos os aspectos no seu cotidiano. principalmente em um lado do corpo. confusão ou alteração no estado mental. RAFFIN. braço ou perna. expressarem suas apreensões e inquietudes. Portanto os profissionais através da consulta devem ser capazes de reconhecer os sintomas neurológicos que sugerem AVC e rapidamente analisar o tempo inicial dos sintomas (GAGLIARTE. uma vez que em torno de 70% dos sobreviventes ao AVC requerem o cuidado de familiares no domicílio (SOARES. cada cliente através de sua vivencia. sensoriais e cognitivos. 2. Para estes autores existem seis tipos de sintomas que se manifestam e acentuam a ocorrência de déficits neurológicos. A avaliação inicial do paciente na emergência é realizada pelo enfermeiro e deve enfocar a avaliação das vias aéreas. Assim. este profissional de enfermagem deve ser atualizado para os casos de evolução do paciente frente ao acidentes vasculares cerebral. buscando assim a integralidade da assistência desenvolvendo com respostas emocionais. Além dos cuidados emergenciais e aqueles durante o período de internação. do campo visual. problema ao proferir ou compreender a fala. . tonteira ou perda do equilíbrio ou coordenação e cefaléia intensa.3 Identificação do AVC Através dos exames complementares permitem direcionar o tratamento e devem ser realizados paralelamente à avaliação clínica. 2004). dificuldade em caminhar. distúrbios visuais. Portanto. circulação. autores referem que o adequado planejamento da alta hospitalar pode favorecer a melhoria da qualidade de continuidade do cuidado e comunicação entre o hospital e o domicílio. FABIO. à afetividade e à sexualidade. observando assim. SCHOUT. proporcionando um clima de confiança. Dessa forma. a participação e o comprometimento ativo dos mesmos na prevenção da doença através da consulta. quando há a associação dos déficits emocionais. elevando a sua autoestima. Através da consultas de enfermagem.

Com base na temática exposta se faz necessário uma maior inserção da participação das esferas políticas no que diz respeito à liberação de verbas que venham a suprir as demandas dos usuários de serviços de saúde pública afetados pelo acidente vascular cerebral em nossa sociedade. O erro na interpretação dos sinais e sintomas do paciente com AVC isquêmico pode impedir o diagnóstico. Manual de Condutas Médicas / Instituto para o desenvolvimento da saúde. BRASIL. Manual de AVC. Ministério da Saúde.10 Assim. é importante atuação do enfermeiro e da equipe de saúde na reabilitação dos pacientes. o enfermeiro deve fazer uma reflexão a respeito dos cuidados aos pacientes com incapacidades decorrentes do AVC. 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS De fato. C. . visto que as mesmas contribuem contundentemente nas estatísticas de óbitos em todo o mundo. 2011. Universidade de São Paulo. 4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDRÉ. O AVC tem um declínio da mortalidade muito grande nos últimos anos no Brasil. Por parte diante disso. Os profissionais de enfermagem enfatizada a importância da atuação da equipe na busca por melhores condições de vida a esses pacientes. Assistência do enfermeiro no setor de emergência ao paciente com AVC_ graduando em Enfermagem pela Universidade Regional do Cariri-Urca Ceará. BESERRA. 2001. todo o conteúdo abordado neste artigo especifica de forma geral. atuando os profissionais na reabilitação e na reintegração social dos mesmos. C. R. Rio de Janeiro: Revinter. 2011). além de possibilitá-los a aquisição de conhecimentos adicionais. coerente e clara o papel da enfermagem mediante ao paciente com Acidente Vascular Cerebral processo de assistência e os métodos terapêuticos mais comumente utilizados. J. Brasília. houve também um aumento da prevalência de deficiências físicas e mentais nos pacientes (BESERRA. 2008. sendo estes benéficos quando aplicados de forma adequada indicando um prognóstico positivo na maioria dos casos.

ciape. M. Acesso em: 28/08/2009 SOARES. MASSARO. Saunders Elsevir.br.N. 2003. Rio de Janeiro. Derrame – acidente vascular cerebral – informações para a família e cuidadores. Pratica de enfermagem.vol..com/artigos/assistência-de-enfermagem-na-paradacardiorrespiratoriaem-adultos-no-suporte-avancado-de-vida/52097/ LEAL MGS. SCHOUT. 2004.br.D. J. . Atuação do enfermeiro ao paciente com acidente vascular cerebral. D. S. C. Acesso em: 28/08/2009 HADI.. 206 . 7. Disponível em: http://www. 22 ed. Disponível em: http://bibliomed. Ed. 2009. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.webartigos. R.webartigos.Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. A. Projeto Diretrizes. Acesso em: 28/08/2009 ZIVIN. São Paulo: Novartis Biociências. Tratamento da fase aguda do AVC.M. NETTINA. São Paulo http://www. . OLIVEIRA. RAFFIN.R. Disponível em: http://www. AVC no Brasil: Um problema de Saúde Pública _ CREMERJ.ed. Crenças dos enfermeiros de unidades diagnósticas sobre o atendimento à parada cardiorrespiratória.org.Q. Academia Brasileira de Neurologia. Acidente Vascular Cerebral. H. FABIO.J. 2005.11 GAGLIARTE. H.com. Tratado de Medicina Interna. 2007.C. 2008. 2001. 2007. A. S.com. L.A.

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