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Volume II

O Falso Deus De Israel

Volume II O Falso Deus De Israel Johann Thoth 1ª Edição Volume II A verdadeira identidade

Johann Thoth

1ª Edição

Volume II

A verdadeira identidade do deus da Bíblia

O Falso Deus de Israel e-Book. Autor: Johann Thoth

1ª Edição, Fevereiro, 2013 Volume II

Manuscritos iniciados em Agosto de 1998

Capítulos editados e finalizados em Novembro de 2007

Produção do livro iniciada em Dezembro de 2010

Edição finalizada em Fevereiro de 2013

Revisão: Johann Thoth

Reservado todos os direitos, incluindo o direito de reprodução de todo ou partes sob qualquer forma por:

Johann Thoth

E-mail: afarsacrista@hotmail.com

OOO FFFaaalllsssooo DDDeeeuuusss DDDeee IIIsssrrraaaeeelll

"Toda a verdade atravessa três fases:

Primeira, é ridicularizada; Segunda, é violentamente contrariada; Terceira, é aceita como a própria prova".

Arthur Schopenhauer (1788-1860), filósofo alemão

Introdução

Considerações Sobre o Livro

O Falso Deus de Israel é um livro que trata de um assunto bastante polêmico, principalmente entre o meio religioso. O deus bíblico, conhecido por Iahweh (Yahweh), Javé, Jeová ou Senhor, adorado e cultuado por todos os cristãos como o Deus único e verdadeiro, é uma farsa!

Muitos cristãos já me disseram inconformados: leia a Bíblia meu amigo, lá você terá provas do deus vivo! Mas aí eu digo que foi justamente lendo a Bíblia que passei a acreditar que este deus era uma farsa!

As pessoas costumam atribuir a Deus características exclusivamente humanas, mas tudo bem, afinal ele é Deus, ele pode tudo! Portanto, se deus sente ciúmes, provoca guerras para se vingar, cobiça pedras preciosas, extermina cruelmente milhares de pessoas, mata mulheres grávidas e crianças, demonstra preconceito contra homossexuais e pessoas com defeitos físicos e permite ainda a escravidão, tudo bem, ele é o grande chefe , ele sabe o que está fazendo; são os mistérios de deus!

Mas será que tal comportamento desumano pode ser atribuído a um Deus? É dito que Deus é perfeito e sábio, Deus é Luz e Amor! Mas então lemos na Bíblia que deus sente ciúmes. Mas como assim? Deus não é perfeito? Então entra em cena o espertalhão cristão e diz: Deus sente ciúmes, mas não do modo humano que entendemos esse sentimento . Confesso que fico em dúvida do que é pior, se a resposta descabida ou se o deus que sente ciúmes!

Se Deus é perfeito e sábio, por que a Bíblia o descreve com atitudes cruéis e perversas? Por que a Bíblia o descreve como se ele fosse humano e não uma divindade suprema e perfeita?

Muitos afirmam que o deus bíblico é um deus de amor. Mas se então, lemos na Bíblia versículos onde este deus mata de forma cruel mulheres grávidas, crianças e idosos, os cristãos justificam: Deus age de maneiras misteriosas . Maneiras misteriosas? Desde quando causar o mal passou a ser aceitável? Desde quando causar guerras e milhares de mortes passou a ser algo divino? Desde quando expulsar doentes e pessoas com deformidades físicas passou a ser compaixão? Desde quando impor o temor, castigos cruéis e punições com mortes horríveis passou a ser sabedoria?

Talvez seja por isso que os cristãos acreditam que o deus bíblico seja o Deus verdadeiro, pois elas se identificam com ele, pelo fato de seu comportamento ser meramente humano.

Qual a sabedoria que o deus bíblico touxe para a humanidade? O que ele nos ensinou? Ele nos ensinou o amor matando nossos semelhantes? Aliás, o primeiro mandamento do deus bíblico é não matar , contudo, na Bíblia, é o que ele mais ordena que façamos, seja aniquilando os inimigos, ou aqueles que possuem uma crença diferente, que são homossexuais, ou até mesmo aquele filho rebelde.

E há aqueles que acreditam que a Bíblia seja um guia moral , mas

moralidade é uma das coisas que mais falta na Bíblia! As leis do deus bíblico são bárbaras demais: elas permitem a escravidão, condenam de morte o homossexualismo, classificam a mulher como inferior e submissa, favorecem o machismo, destratam cruelmente a mulher vítima de estupro, rejeitam pessoas doentes, favorecem as guerras, enfim, são tantas atrocidades que não cabe descrevê-las aqui, porém, está tudo descrito na Bíblia, todo o horror destas leis, que levou Paulo de Tarso a classificá-las como Ministério da morte!

Mas, tudo bem, afinal ele é deus (mesmo que pareça o diabo dos infernos), ele pode tudo, ele sabe o que faz, se ele quiser cozinhar a humanidade num caldeirão ele pode, é ele quem decide sobre nossas vidas. O que se conclui com esse pensamento irracional é que tudo o que é imoral, se vêm de deus, torna-se moral e justificável. Infelizmente esse é o medíocre pensamento cristão. São os chamados mistérios de deus .

Se o fulano vira para o outro e fala: se você não segui-lo ele fará você comer a carne de seus filhos . O outro responde: Que horror! Isso só pode ser coisa do diabo! Não vou seguir um demônio como esse que diz essas coisas diabólicas demais! Apesar de parecer de fato uma fala do diabo, na verdade é uma fala do deus bíblico, ameaçando os israelitas que não seguirem e adorarem exclusivamente a ele!

A Bíblia é cheia dessas barbaridades. Tanto, que as pessoas que se

deparar com a seguinte frase: Matai portanto todas as crianças do sexo masculino , perguntarão: quem disse isso? Se a resposta for o diabo , dirão: maldito seja o diabo! Mas se a respostas for o deus bíblico (de fato foi ele o autor dessa frase), dirão: deus age de maneiras misteriosas .

O que se conclui é que as maldades cometidas mudam de julgamento

dependendo se ela veio do diabo ou de deus. Essa é a lógica cristã. Elas

aceitam o mal de deus, mas condenam o mal do diabo. Os cristãos não têm a capacidade para compreender que se um deus é propício a causar

o mal é porque ele não é deus. Um deus, cujas ações, são equivalentes

as do próprio diabo, pode ser reconhecido como o Deus verdadeiro? Deus seria suficientemente estúpido a ponto de criar a vida e depois pretender destruí-la por simplesmente julgar que não deu certo?

Deus escreve certo em linhas tortas , diz o ditado popular. Então o que ele está esperando para curar a humanidade? O que ele está esperando para vir consertar o erro que ele cometeu na criação? O que ele está esperando para acabar com o diabo? Por que ele não acaba de uma vez com o diabo e nos conceda viver num paraíso? Por que ele não acaba com a fome e miséria do mundo?

Estamos vivendo uma punição? Um castigo divino? O deus bíblico sentenciou a humanidade ao castigo já faz uns 5.000 anos, por Adão ter comido um fruto que ele havia proibido. Será que deus é tão rancoroso assim? Ele, que é dito ser o deus da compaixão, o deus que perdoa os pecados, mas que não foi capaz de ter perdoado Adão por simplesmente ter comido um fruto que estranhamente era proibido! E desde então este deus parece sentir-se satisfeito por ter condenado a humanidade, que ele mesmo criou, a um castigo sem fim.

A lógica cristã diz que Jesus veio tirar os pecados da humanidade, mas

ela continua condenada, pois somente após o arrebatamento é que haverá a remissão dos pecados. O que deus então estaria esperando para endireitar a humanidade? Já se passou 2013 anos após a suposta morte de Jesus, quantos mil anos a mais teremos que esperar por uma resposta? Parece o típico caso daquele paciente que dá a entrada no hospital em emergência e o médico enrola para atender; parece não querer atender.

É por estas razões que decidi escrever esse livro. Para mostrar que o

deus bíblico não é o Criador do universo e da vida!

Gostaria de deixar bem claro que não sou ateu, e não estou dizendo aqui que DEUS não existe, pelo contrário, acredito que exista uma inteligência por trás da criação, mas acredito também que este DEUS, o DEUS Verdadeiro Criador do Universo, nunca e jamais veio em nosso planeta. As informações foram distorcidas quando aqueles que vieram dos céus foram tomados por deuses. Este deus descrito na Bíblia sob o nome de Iahweh, o deus de Israel, nos disse que era o deus verdadeiro, e nós fomos ensinados a adorá-lo, cultuá-lo e obedecê-lo.

Deste modo, para que meus argumentos não causem uma confusão a quem está lendo, irei me referir ao DEUS Criador desta forma, utilizando todas as letras maiúsculas, para poder diferenciar do deus bíblico Iahweh.

As pessoas acreditam cegamente que o deus bíblico, também chamado de deus de Israel, é o DEUS verdadeiro e criador. Porém, eu mostrarei através de vários argumentos que não é! O deus de Israel não é o DEUS Criador como acreditam. Ele é uma entidade muito poderosa que se fez passar por DEUS! E isto mostrarei claramente neste livro.

Meus outros livros:

Volume I - Um Mito Chamado Jesus Cristo

(faça o download deste e de outros livros no site abaixo) http://afarsacrista.wordpress.com

Capítulo I

As Religiões e seus Deuses

Desde que o Homem, em seu primórdio, surgiu na face da Terra, ele sempre acreditou na existência de uma divindade criadora. Tudo na natureza ou na vida, que aos seus olhos, lhe parecesse sobrenatural ou mágico, ele compreendia a seu modo que se tratava do poder absoluto de uma Entidade Superior. De fato, o Homem sempre buscou uma sintonia com sua espiritualidade na qual tudo lhe parecia divino; cultuava o sol e a lua, as águas e florestas, o ar, a chuva, tudo isso era divino e controlado pelo desejo dos deuses, que por sua vez, era sempre relacionado a manifestações da natureza.

Nos tempos antigos, mais precisamente no período do surgimento das primeiras civilizações da Humanidade, como por exemplo, a civilização Suméria o berço de todas as civilizações também a babilônica, egípcia, grega e tantas outras civilizações que tiveram importância fundamental no mundo antigo; todas elas tiveram suas próprias religiões e crenças em deuses.

Entre os sumérios, podemos destacar o deus An, o deus dos deuses, Rei dos Céus. Entretanto, podemos ainda citar o deus Enlil, que foi o deus supremo na Terra. Quando os babilônios tornaram-se os mais influentes e poderosos, o deus principal cultuado passou a ser Marduk. No poderoso antigo Egito, foi cultuado como o deus principal e Todo-Poderoso. Quando o mundo foi de dominação grega, Zeus foi visto como o deus principal e poderoso. No início do império romano, Júpiter tornou-se o deus mais importante. Enfim, muitos outros povos antigos tiveram igualmente seus próprios deuses principais no qual cultuavam e serviam. Em cada civilização, em cada império que se levantava, havia um deus respectivo que governava os povos.

Mas em meio a todos estes deuses antigos e de forma não diferente surge um deus merecedor de um destaque maior: o deus dos hebreus. Revelado primeiramente a Moisés com o nome de Iahweh (do Tetragrama Sagrado YHWH), este deus causou uma enorme influência no mundo antigo sendo ainda cultuado nos dias de hoje através do judaísmo e cristianismo.

Para aqueles que não sabem, Iahweh também chamado de Javé/Jeová/Senhor foi o responsável pela formação do povo hebreu, o qual posteriormente, deu origem ao povo de Israel o povo eleito . Possuidor de uma característica enérgica e explosiva, Iahweh (Jeová) combateu a adoração aos outros deuses antigos, assumindo, ou

melhor, impondo-se na posição de deus único e verdadeiro diante dos povos.

Muitos anos depois de dar origem ao povo hebreu, Iahweh (Jeová) se tornaria o deus principal não só entre os judeus, como também no mundo cristão. Entretanto a trajetória deste polêmico deus não foi nenhum mar de rosas: seus passos e suas ações não foram exemplos de sabedoria suprema e divina. Suas conquistas foram às custas de guerras horríveis, resultando milhares de mortes. Seus ensinamentos não trouxeram a luz da sabedoria para a humanidade, a não ser mais castigos, ameaças, punições e violências. Suas atitudes não correspondem ao deus bom e de amor que tantas vezes são citadas - contraditoriamente - na Bíblia. E os povos antigos bem o sabem!

Na ocasião, Iahweh, de forma bastante severa e autoritária como nota-se nitidamente nos textos bíblicos mostrou-se ao povo hebreu como o único deus a quem deveriam seguir, não deixando quaisquer alternativas e sob a forte ameaça de que quem o negasse seria morto e condenado a uma desgraça inigualável (Deuteronômio 28, 47-68). Ora, os hebreus que há anos tinham como base a crença politeísta (crença em vários deuses), se viram num determinado momento, obrigados a abrir mão de tudo o que acreditavam para aceitar este deus que lhes causavam grande temor.

Refletindo sobre o episódio, podemos observar que os hebreus seguiram Iahweh (Jeová) não porque o reconheceram como o deus verdadeiro. Não foi por amor e nem por devoção que os hebreus aceitaram Iahweh, mas sim por puro temor! Iahweh havia sido bem claro quanto às inúmeras desgraças que se abateria sobre os hebreus caso não abandonassem os deuses antigos e caso não o aceitassem como deus único e verdadeiro. Aos hebreus restavam pouquíssimas possibilidades: ou seguiam Iahweh ou teriam a morte.

Foi devida a esta imposição autoritária que Iahweh tornou-se deus dos hebreus, mesmo que para isto, custassem ainda alguns anos para a conversão total ao monoteísmo (crença em um único deus). Porém a Religião hebraica/judaica só tomou forças quando o poderoso império romano invadiu e dominou Israel (78 d.C). Como era de costume muito comum entre os povos antigos absorver a cultura e religião dos povos dominados, os romanos não fizeram diferente e introduziram em sua religião muitos elementos e conceitos da religião judaica.

Contudo, os romanos só aderiram ao deus Iahweh quando o imperador Constantino declarou o cristianismo religião oficial do império. A partir deste momento, o deus hebreu Iahweh (Jeová) foi espalhado pelo mundo através do cristianismo dos romanos Igreja Católica Apostólica Romana.

É interessante notar que se os romanos não tivessem invadido Israel ou

se ainda Constantino não tivesse decretado o cristianismo como religião oficial do império, o cristianismo tal como existe hoje não existiria. Devido à influência do império romano, provavelmente teríamos como religião o mitraísmo (religião baseada no deus Mitra); religião que era seguida pelos romanos antes da implantação do cristianismo.

Um fato bastante notável é esta proliferação de religiões. As religiões se multiplicaram e se espalharam em ritmo acelerado. Existem dezenas de religiões e centenas de Igrejas diferentes em todo o mundo na qual cada uma se diz a verdadeira . O conceito utilizado para comprovar que somente determinada Igreja é verdadeira é um mistério, porém, a dificuldade de um entendimento satisfatório é abismal.

Afinal, se a Bíblia é a palavra de DEUS como dizem por que então existem tantas religiões diferentes? Por que existem tantas Igrejas ramificadas e divergentes? Alguns podem responder essas questões alegando que o resultado destas diferenças religiosas vem do próprio homem que a distorce a sua maneira. Sim, em parte é verdade. Mas mesmo que houvesse, hipoteticamente, uma religião universal e unificada não abriria espaços para distorções e interpretações puramente humanas, pois se é de consenso mundial que tal religião é verdadeira, ninguém se desviaria do caminho; já que ninguém, de forma clara e objetiva, teria dúvidas por se tratar da religião verdadeira.

Ora, se a Bíblia fosse realmente a palavra de DEUS não haveria tantas Igrejas divergentes; o correto seria que houvesse apenas uma religião no mundo, uma religião universal (não a católica) baseada na palavra de DEUS. Contudo, existem centenas de Igrejas diferentes que se dizem verdadeiras e que dizem ter a palavra de DEUS. Uma religião que tivesse de fato a palavra de DEUS jamais se poria em dúvida sua veracidade. Todos a reconheceriam como tal pelo simples fato de ser a palavra do DEUS Criador. Mas por que tantas diferenças religiosas? Como entender isto? A pista para entender essa diversidade religiosa está nas regiões geográficas.

É claro que naturalmente, em resposta à questão, religiosos diriam que

alguns homens teriam deturpado a palavra de DEUS passada originalmente e, portanto, explicaria as diversas religiões e Igrejas; cada religião estaria na verdade distorcendo a palavra de DEUS segundo suas convicções. De fato, isto responderia o motivo de tantas religiões diferentes; a divergência de idéias. E acredito que realmente este tenha sido um dos motivos de existirem diferentes religiões. No entanto, vejo que a problemática desta questão é um pouco mais ampla do que simplesmente isso.

O que faz os cristãos acreditarem que o DEUS que rege e age em suas

vidas é o deus de Israel? Ao invés de ser o deus de Israel poderia muito

bem na verdade ser um deus egípcio ou persa que estaria agindo em suas vidas. Ou ainda um deus hindu. Poderia ser qualquer outro deus, mas os cristãos acreditam firmemente que seja Iahweh, o deus da Bíblia. Por que os cristãos acreditam que seja justamente o deus de Israel? O que realmente os fazem crer nisso? Seria porque está escrito na Bíblia? Seria apenas por isso? Não seria o suficiente!

A Bíblia é como qualquer outro livro de qualquer outra crença ou

religião; o livro que para os cristãos é considerado sagrado para os mulçumanos não é, e vice-versa. Ou seja, cada povo antigo teve seu livro sagrado e seu deus criador. O que torna então a Bíblia acima destas outras obras sagradas? Os religiosos já possuem uma resposta pronta para isso. Diriam que é porque a Bíblia é a palavra de DEUS, porque Jesus disse isso, porque Jesus disse aquilo, porque o espírito santo blá blá blá e etc. Ora, esta pretensão não significa nada! Nos livros sagrados de outras religiões também afirmam que contém a palavra de DEUS indubitavelmente!

Portanto, qual destas várias outras obras sagradas seria a verdadeira? Se eu tenho, por exemplo, dois livros, e os dois são considerados sagrados, os dois contêm a palavra do deus verdadeiro e os dois expressam a religião verdadeira, como saber qual dos dois livros é o verdadeiro se os dois dizem a mesma coisa? Eu respondo: o livro que a pessoa de forma tendenciosa escolher!

Cada obra sagrada diz ser possuidora da verdadeira palavra de DEUS. Mas quem escolhe e define qual delas é de fato a obra que contém a palavra de deus são as pessoas! As pessoas é que fazem um papel

fundamental nessa confusão toda; pois elas fazem a escolha pela qual

se identificam mais, então, dentre as obras sagradas que afirmam ser a

palavra de DEUS, a pessoa escolhe aquela obra que mais se identifica, a que mais possui afinidade e a que mais preenche sua crença pessoal. Então para esta pessoa, esta obra escolhida se torna a verdadeira e as outras, as falsas. Deste modo, o motivo não é porque determinada obra sagrada contém realmente a palavra de DEUS, mas sim porque as próprias pessoas acreditam que sim! Elas é que validam isso. É uma questão pura e simplesmente de escolha e assim acontece com a crença no deus de Israel.

Entre os diversos deuses, como discernir qual deles é realmente o verdadeiro? Quais conceitos devemos usar para descobrir isto? Acreditar que o deus de Israel é o deus verdadeiro é uma questão apenas de crença ou escolha pessoal. Talvez nem tão pessoal assim. O Brasil é de maioria católica graças aos portugueses que trouxeram esta cultura ao nosso país. Naturalmente, uma pessoa procura por uma

Igreja quando ela apresenta algum problema em sua vida, seja financeiro, seja no trabalho, na saúde, no casamento ou mesmo espiritual. Sendo assim, qualquer religião que esta pessoa for procurar será aquela mais comum em nosso meio: a cristã ou evangélica. Isto é tão lógico quanto uma equação matemática!

Há Igrejas baseadas na Bíblia em cada esquina de uma rua. Certamente que as pessoas irão até elas até mesmo pelo fato de ser a única referência que conhecem. Muitos acreditam que quando devem procurar a DEUS vão encontrá-lo na Bíblia. As Igrejas cristãs ou

evangélicas são as referências mais comuns pelo fato de serem maioria

e tradicionais em nosso país. Se por exemplo, tivéssemos sido

colonizados pelos indianos, seríamos maioria hinduístas ou budistas e

as pessoas escolheriam estas religiões ao invés das baseadas na Bíblia.

Portanto, um fator que decide na escolha pessoal de cada um, na procura por uma Igreja, geralmente é um amigo próximo, um parente ou uma crença que vem desde quando somos crianças, influenciada pela família. Nascemos e aprendemos desde pequenos que a Bíblia é o livro de DEUS. A crença de que a Bíblia é a palavra de DEUS habita nossa mente na infância e se solidifica na fase adulta. É na infância que somos ensinados quase que obrigatoriamente, na tradição familiar passada pelas gerações, a acreditar na palavra de deus contida na Bíblia. Assim como também a imposição persuasiva da Igreja, que molda e influencia a crença das pessoas desde quando somos batizados quando bebês, de quando nos dizem necessário fazer catequese, crisma e tantas outras coisas, fazendo com que isso se torne gravado no subconsciente coletivo das pessoas.

Ou seja, a Igreja vai nos esculpindo em seus moldes nos forçando a acreditar que seus ensinamentos vêm direto de DEUS. Deste modo, quando aquela pessoa que não está bem na vida for procurar um conselho espiritual, qual Igreja ela vai procurar? Com certeza, Igrejas baseadas na Bíblia. No entanto, esta problemática não termina aqui.

Muitos que iniciam uma vida na Igreja se não for a maioria alegam ter ouvido um chamado de DEUS. E desta forma automaticamente se convertem na Igreja cristã ou evangélica. Fica aqui tremendamente complicado saber como que a pessoa julga saber que o chamado que recebera vem exatamente do deus da Bíblia! Poderia ser o deus do islamismo que estivesse chamando, ou do hinduísmo ou de qualquer outro deus de alguma religião. Mas a pessoa tem a plena certeza de que o chamado vem do deus de Israel porque acreditam que ele seja o deus verdadeiro, pois assim está escrito na Bíblia. Aqui entra na problemática citada anteriormente. As pessoas não têm referências de outro deus a não ser o deus da Bíblia. Está gravado no

subconsciente coletivo das pessoas. Por questões óbvias, todo e qualquer chamado , no Brasil, vêm do deus de Israel.

DEUS age na vida das pessoas e elas acreditam que é o deus de Israel agindo. Essa é a grande bagunça que as pessoas fazem. Uma confusão generalizada. Para os religiosos, DEUS parece agir de acordo com suas crenças e influências religiosas. Se por exemplo, DEUS age na vida de um islâmico eles acharão que é Alá. Se DEUS age na vida de um budista eles acharão que é Buda. Se DEUS age na vida de um índio eles acharão que foi algum de seus deuses locais, se DEUS agisse na vida de um egípcio antigo, diriam ser Rá, se DEUS agisse na vida de um babilônico diriam ser Marduk, se DEUS agisse na vida de um sumério diriam ser An, se DEUS age na vida de um hinduísta eles acharão que é Bhrama, se DEUS age na vida de um judeu eles acreditarão que foi o deus de Israel, se DEUS age na vida de um cristão certamente acharão igualmente que seja o deus da Bíblia. Percebe o que está acontecendo aqui? Todos acreditam no deus que querem acreditar, de acordo com sua crença/religião pessoal!

Entretanto, DEUS é único e age independente da crença das pessoas. São as próprias pessoas que distorcem, dividem e definem DEUS em várias entidades de acordo com suas crenças. Cada povo tem seu deus. Cada religião tem seu deus. Essa divisão quem faz é o Homem. O DEUS Criador se manifesta na vida de todos nós, porém, as pessoas não compreendem e o relacionam com um deus de alguma religião, com o deus da religião pela qual seguem. As pessoas acreditam que o DEUS verdadeiro seja o deus de Israel apenas porque acreditam que sim, de acordo com suas religiões e convicções pessoais.

Ao fundo desta questão, não existe religião certa ou errada, mas sim pessoas tendenciosas. Se o deus de Israel fosse o deus verdadeiro, o mundo inteiro o reconheceria como tal e haveria apenas uma religião no mundo baseada neste deus. Mas vemos que não é assim. Em se tratando de um DEUS verdadeiro não haveria como um indivíduo ou uma nação não reconhecê-lo como tal. Para um hinduísta ou um budista o deus de Israel não significa nada, pois o deus de Israel não fez nada para eles, não se mostrou para eles, não trouxe ensinamentos para eles e muito menos os influenciaram. Assim como Bhrama dos hindus não significa nada para o povo de Israel pelo mesmo motivo. Isso porque tanto o deus hindu quanto o deus de Israel são deuses locais. São deuses que fizeram sua história em uma determinada região e num determinado povo apenas.

Observando os textos e culturas dos povos antigos, notamos que os deuses agem e se manifestam por regiões, e este é o motivo de existirem tantas religiões diferentes; pois nenhum destes deuses mostrou-se ao mundo a fim de reconhecê-lo como verdadeiro, apenas

influenciaram povos de determinadas regiões. O deus de Israel surgiu entre os hebreus, formou o povo de Israel e ficou apenas entre este povo, nesta região, sem assumir uma posição universal. Após isso, sumiu entre os israelitas sem, contudo, ter trazido um conhecimento significativo e universal, ou algo de grande valor espiritual para nossa humanidade.

Iahweh (Jeová) veio apenas para os israelitas, pois é isso que ele é: o deus de Israel. Ele foi e é apenas o deus de Israel. Em Gênesis 17, 7-8 Iahweh estabelece uma aliança com Abrão na qual afirma sem rodeios que será deus apenas do povo de Israel; e das futuras gerações de Abrão que serão conduzidas até a terra prometida, e conclui, de forma clara, que será o deus deles:

Estabelecerei minha aliança entre mim e ti, e tua raça depois de ti, de geração em geração, uma aliança perpétua, para ser o teu Deus e o de tua raça depois de ti. A ti, e à tua raça depois de ti, darei a terra em que habitas, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei vosso Deus .

Iahweh desde o início teve um plano traçado: formar um povo a fim de firmar a crença para si. Toda a sua trajetória, conquistas, feitos e tudo mais, foram direcionadas exclusivamente ao povo de Israel. Iahweh não fez nada pelo mundo a não ser para Israel apenas. O deus da Bíblia não veio ao mundo trazer sabedoria e espiritualidade em progresso da nossa evolução como espécie humana. Ele não veio unificar as nações em prol da paz, da ética e do respeito mútuo, nos ensinar os valores do amor e de cidadania, acabar com a aflição espiritual e sofrimento das pessoas, enfim, o deus da Bíblia não se mostrou ao mundo para nos guiar pelo caminho da sabedoria e espiritualidade.

Isto é um fato comprovado que podemos constatar verdadeiramente lendo a Bíblia: Iahweh não trouxe nada de significativo para a Humanidade. Ele pelo contrário, trouxe guerras e mortes, trouxe o temor, a vingança, o preconceito, a intolerância entre as nações, a destruição e tantas outras atrocidades que não são dignas de uma Divindade Suprema. Isso tudo não sou eu apenas que estou afirmando, qualquer pessoa interessada pode comprovar tudo isso lendo a Bíblia; a barbárie deste deus está tudo registrado lá. A Bíblia não trata de ensinamentos e sabedoria universal, apenas trata de assuntos com interesses voltados unicamente ao povo de Israel, o povo que o deus bíblico Iahweh escolheu, reinou e agiu exclusivamente.

Isto, portanto, o torna apenas mais um dos vários deuses locais/regionais que influenciaram determinados povos antigos; da mesma forma que o deus Enki criou a Suméria, o deus Marduk criou a

Babilônia, o deus Iahweh criou Israel. Não há lógica seguir um deus que teve sua atenção voltada unicamente para o povo de Israel, e que ainda por cima, não trouxe nada de significativo para os povos e para a humanidade.

Agora, o leitor há de concordar que um DEUS verdadeiro seria aquele que fizesse algo pelo mundo todo, que trouxesse ensinamentos e sabedoria para todos os povos e culturas diferentes. Que influenciasse a vida de nosso planeta em sua totalidade. Que trouxesse algo de significativo e de grande valor para a humanidade, para que o povo do planeta Terra o reconhecesse absolutamente como o DEUS Criador e verdadeiro. Mas houve um deus assim? Não houve sem dúvidas, pois senão, haveria apenas uma religião mundial baseada nos verdadeiros ensinamentos do DEUS Criador. Portanto, seria mesmo verdadeiro, um deus que agiu unicamente a um povo e depois sumiu?

Capítulo II

O Monoteísmo Obrigatório

Durante toda a história da humanidade, ela se viu envolta a deuses fantásticos, deuses que pertenceram e governaram várias regiões,

povos e civilizações. Estes deuses sempre estiveram presentes em nosso passado a ponto de até ter trazido muitos benefícios para seus povos. Entretanto quem foram estes deuses? De onde surgiram? Esta é

a grande chave para o entendimento de nosso estágio atual.

As religiões antigas sempre tiveram traços politeístas (crença em vários deuses). Os sumérios, que foram o berço de todas as civilizações, seguiam uma religião politeísta. Todos os primeiros povos a habitarem nosso planeta; os babilônicos, acádios, fenícios, assírios, persas, egípcios, gregos, romanos e etc., tiveram uma religião politeísta. Então, em um determinado momento da história, um deus surge (Iahweh) dizendo ser o único verdadeiro e implanta o monoteísmo.

Entretanto, os judeus não foram os primeiros a firmar uma crença monoteísta (crença num único deus). Muito tempo antes, no Egito, já havia tido uma tentativa da implantação do monoteísmo (L´Egypte et les pharaons (O Egito e os Faraós) - Claudine Le Tourneur d´Ison). Akenaton ficou conhecido como o faraó monoteísta por ter desenvolvido durante o seu curto reinado de 18 anos o culto a Aton como deus único, simbolizado pelo disco solar e em substituição aos demais deuses do panteão egípcio. Na verdade, o único deus digno desse nome a ser cultuado.

Não é preciso ter muita imaginação para ver o tamanho da briga que ele comprou com a influente classe sacerdotal egípcia. Tanto assim que, logo após sua morte, os antigos cultos foram restaurados e sua memória desacreditada, considerado que foi um herege. Tutankhamon sucedeu, pois, seu pai Akhenaton. Ele representava para aqueles que aderiram o deus único, uma esperança para a volta do culto ao deus Amon da religião de Amenófis. Contudo, Tutankhamon, que primeiramente chamava-se Tutankhaton, foi obrigado a mudar o nome

e reinstituir o politeísmo, já que era uma criança quando entrou para o poder. Porém, quando completou a maioridade, tentou estabelecer o monoteísmo novamente, mas a tentativa culminou com a sua prematura morte; foi assassinado enquanto dormia com uma pancada na cabeça.

As tentativas de se estabelecer o monoteísmo haviam sido fracassadas. O curioso é que muito tempo depois, surge mais uma nova tentativa de instaurar o monoteísmo, através de Moisés pelo deus Iahweh (Jeová).

A conversão ao monoteísmo judeu foi uma tarefa dura e complicada,

pois os hebreus, no início, eram politeístas assim como todos os

povos antigos eram. Da mesma forma que Akenaton, Moisés encontrou muita dificuldade em instaurar o culto a um deus único, o povo sempre

se inclinava ao politeísmo:

Quando o povo viu que Moisés tardava em descer da montanha,

congregou-se em torno de Aarão e lhe disse: Vamos, faze-nos um

deus que vá a nossa frente (

)

(Êxodo 32:1)

O monoteísmo judeu se deu posteriormente com Moisés, mas só se

firmou plenamente entre os séculos VIII e VII antes de Cristo, com o trabalho de profetas como Isaías, Oséias, Miquéias e Amós. Mas por que o monoteísmo hebreu se firmou e o monoteísmo egípcio fracassou? Teria o povo hebreu aderido ao monoteísmo por reconhecer Iahweh como o único deus? Para responder essa questão temos que analisar os seguintes fatos.

No Egito, é fácil saber os motivos que não deram certo na tentativa de implantação da crença monoteísta. O Egito era uma civilização solidificada, tinha suas terras, sua cultura, uma classe sacerdotal, ou seja, o Egito como civilização era muito bem estruturada há anos. Banir seus deuses para o culto de apenas um deus era algo, dentro de suas crenças já estabelecidas, inconcebível. Ao passo que os hebreus no início não tinham terras para habitar, não tinham uma cultura sólida, não tinham leis, adoravam os deuses de outros povos por não ter uma religião própria a seguir, ou seja, os hebreus era um povo sem absolutamente nada.

Obviamente que a facilidade de se influenciar um povo sem ter nem onde morar é extremamente maior do que um povo já estruturado há anos. Os hebreus era um povo perfeito para implantar qualquer religião que fosse. Deste modo, os hebreus que nada tinham, de repente começaram a se organizar, a progredir, fortificar e a ter uma identidade entre os povos. Tudo graças ao deus Iahweh, o deus que libertou os hebreus da escravidão do Egito, deu-lhes uma terra, leis e uma identidade a eles.

Esta imagem de um deus salvador (libertação da escravidão dos egípcios) e recompensador (terra prometida) foi uma imagem estrategista usada para justificar o deus poderoso que Iahweh era. E por estes fatores os hebreus deveriam segui-lo (só não dá para compreender por que Iahweh deixou os hebreus escravos dos egípcios por tanto tempo). Porém, teriam os hebreus, aderido ao deus Iahweh por tê-los libertado dos egípcios? E também por ter lhes ofertado a terra prometida? A resposta é não!

Ora, os hebreus se desviavam constantemente do caminho pelo qual Iahweh lhes ordenara, tanto que por várias vezes, vemos na Bíblia a fúria de Iahweh contra os hebreus chegando ao ponto de pretender destruí-los por suas faltas. Iahweh os libertou dos egípcios, ofertou- lhes uma terra produtiva, mas mesmo assim, os hebreus não reconheceram Iahweh como um deus único e verdadeiro, como um deus a quem devessem seguir exclusivamente.

Mesmo que Iahweh tenha se mostrado poderoso a fim de conquistar os hebreus (libertação dos egípcios, separação das águas, condução à terra prometida) os hebreus por várias vezes se mostraram incrédulos quanto a Iahweh ser o único deus verdadeiro e inclinava-se novamente ao politeísmo:

Quando o povo viu que Moisés tardava em descer da montanha,

congregou-se em torno de Aarão e lhe disse: Vamos, faze-nos um

deus que vá a nossa frente (

)

(Êxodo 32:1)

Iahweh disse a Moisés: Vai, desce, porque o teu povo, que fizeste subir da terra do Egito, perverteu-se. Depressa se desviaram do caminho que eu lhes havia ordenado. Fizeram para si um bezerro de metal fundido, o adoraram, lhe ofereceram sacrifícios e disseram:

Este é o teu Deus, ó Israel que te fez subir do país do Egito. Iahweh disse a Moisés: 'Tenho visto a este povo: é um povo de cerviz dura. Agora, pois, deixa-me, para que se acenda contra eles a minha ira e eu os consuma; e farei de ti uma grande nação'". (Êxodo 32:7-9)

Recomeçaram os filhos de Israel a fazer o que era mau aos olhos de Iahweh. Serviram aos baals e às astartes, e também aos deuses de Aram e de Sidônia, aos deuses de Moab e aos dos amonitas e dos filisteus. Abandonaram a Iahweh e não mais o serviram. Então a ira

de Iahweh se acendeu contra Israel (

)

(Juízes 10:6-7)

Depois da morte de Gedeão, os filhos de Israel voltaram a se prostituir aos baals e tomaram por deus Baal-Berit. (Juízes 8:33)

Este desvio natural de conduta religiosa ocorria até mesmo entre os reis de Israel, como por exemplo, o rei Salomão, que num determinado momento, abandonou Iahweh para cultuar outros deuses, pois era difícil para os povos antigos assimilarem a crença de um deus único. Deste modo, os hebreus não escolheram Iahweh como seu deus porque os libertou dos egípcios, ou porque lhes ofertou uma terra e muito menos porque o consideravam um deus único e verdadeiro. Os hebreus seguiram Iahweh porque simplesmente não tiveram alternativas. Iahweh se impôs aos hebreus como deus deles e foi através do temor e da punição que os hebreus se viram forçados a

segui-lo. Quem rejeitasse a Iahweh e não seguisse os mandamentos que ordenara, seria amaldiçoado e condenado à desgraça:

Porei sobre vós o terror, o definhamento e a febre, que consomem os olhos e esgotam a vida.

Voltar-me-ei contra vós e sereis derrotados pelos vossos inimigos.

( vossa força se consumirá inutilmente, vossa terra não dará mais os produtos, e as árvores do campo não darão mais os seus frutos.

)

Soltarei contra vós as feras do campo, que matarão os vossos filhos, reduzirão o vosso gado e vos dizimarão, a ponto de se tornarem desertos os vossos caminhos.

Comereis a carne dos vossos filhos e comereis a carne de vossas

filhas. Destruirei os vossos lugares altos (

)

Reduzirei as vossas cidades a ruínas (

)

Estes são os (terríveis) estatutos que Iahweh deu aos hebreus no monte Sinai. O texto é muito longo, motivo pelo qual reproduzi algumas partes. Mas está tudo em Levítico 26:14-46.

Aqui neste ponto, fica portanto, evidente o verdadeiro motivo que levou os hebreus ao monoteísmo de Iahweh: o temor sob a condição de condená-los e amaldiçoá-los caso o negassem. Obviamente que diante de tais circunstâncias, os hebreus escolheriam Iahweh como seu deus. Pois como não temer uma ameaça deste tipo? Como não se submeter à tamanha crueldade? Como não temer ameaças tão terríveis e tão maléficas deste deus bíblico, ao ponto de dizer: Cairão pela espada, seus filhos serão esmagados, às suas mulheres grávidas serão abertos os ventres. (Oséias 14:1)

Um deus verdadeiro jamais usaria auto-afirmação para convencer sua divindade. No entanto, Iahweh (Jeová) ordena a seus seguidores que eles devem reconhecê-lo como o maior, que eles devem dizer que ele é o melhor, que eles devem louvá-lo para que recebam a prosperidade. Se não o fizerem, não a terão! Essa é uma forma de idolatria egocêntrica digna dos mais cruéis imperadores que gostavam de ostentar o poder e inflar o ego. Não é natural que um deus tenha tais necessidades guiadas pelo ego, isso não demonstra sabedoria.

Iahweh parece querer provar a todo o momento o quão terrível ele é; um deus que só trouxe mortes e destruições por onde quer que passasse; um deus que precisa provar a todo instante que é o único e verdadeiro através do temor, da punição e da matança nos prova

apenas sua capacidade de crueldade e desprezo com a vida e com a Criação. Os hebreus se viram sem saída diante deste deus ditador, e tiveram que aceitá-lo para não caírem em desgraça.

Mas apesar de todos estes fatos, Iahweh conseguiu o que queria. Formou seu povo e conseguiu um culto para si. Apesar de Iahweh ter aparecido a Abraão para formar os hebreus ( 2000 a.C) e ter se revelado a Moisés ( 1440 a.C), foi somente depois de Cristo que Iahweh ganhou espaço no mundo e ficou reconhecido diante das massas (cristãs) como deus único e verdadeiro; graças aos romanos. No entanto seu reinado não foi algo que podemos qualificar como divino , muito menos bondoso .

Um fato bastante curioso a se notar, é que Iahweh, após todos os seus esforços estrondosos de formar Israel, num determinado momento parece tê-los abandonado à sua própria sorte. Estranhamente, Iahweh não se manifestou mais entre os hebreus, não mais os ajudou em suas conquistas ou contra seus inimigos, não liderou mais o povo, enfim, simplesmente desapareceu!

Logo após a queda do rei Salomão, Israel se dividiu; e então o povo eleito , o qual Iahweh fizera a aliança eterna, parece ter caído em desgraça. Em 722 a.C. os reinos de Israel foram conquistados e escravizados pelos assírios, comandados por Sargão II. Em 587 a.C. o reino de Judá foi conquistado pelos babilônios, comandados por Nabucodonosor. Os babilônios destruíram Jerusalém e escravizaram os hebreus. Os hebreus foram escravos até 538 a.C., quando o rei persa Ciro II conquistou os babilônios. Os hebreus finalmente puderam retornar à palestina, um feliz final para os hebreus; mas não por muito tempo. Pois em 332 a.C. os persas foram derrotados por Alexandre, o Grande, e os gregos passaram a dominar toda a palestina. E como se não bastasse, após a dominação grega veio a dominação romana, em 63 a.C. (História Antiga: Testemunhos e Modelos, Moses I. Finley)

Ou seja, o povo escolhido de Iahweh (Jeová) passou grande parte de sua existência como escravos de outros povos. Isso sem mencionar que antes de tudo isso, os hebreus foram ainda escravos dos egípcios por 400 anos! Os hebreus, nas mãos de Iahweh, nada mais foram do que uma paródia de si mesmo: Iahweh os libertou da escravidão dos egípcios para permitir que fossem escravos de muitos outros povos! Eis o poderoso deus de Israel , conduzindo seu povo escolhido para a desgraça! Isso nenhum padre ou pastor conta nas igrejas.

Capítulo III

O Bárbaro Deus de Israel

Independente de qualquer religião ou crença, todos nós temos em mente uma visão ou um conceito idealizado de como seria DEUS; mesmo aqueles menos fervorosos e praticantes, é de senso comum a todos que DEUS possui certas qualidades e atributos. Faz parte da crença coletiva das pessoas no geral que DEUS é uma divindade cuja compaixão é imensa, um DEUS de amor, um DEUS que cura os males da humanidade, que atende nossas preces, é perfeito e misericordioso.

Quando pensamos em DEUS, logo associamos a idéia de que ELE sempre está olhando e cuidando de todos nós, guiando nossas vidas dentro de sua compaixão sem limites garantindo o bem de todos. A própria Bíblia nos diz que Deus é um Deus bom e de amor, dentre outros adjetivos positivos que só cabem a Deus.

Dentro desta condição, um Ser divino, Criador de tudo o que existe, um Ser perfeito e que está acima - e muito além - do ego e sentimentos humanos, jamais cometeria atrocidades ou qualquer atitude maléfica para com seus filhos. É evidente que a bondade e o amor de DEUS para muitos são inquestionáveis, fato, que as pessoas de modo geral não aceitam ou não associam a idéia de que DEUS possa causar o mal.

O mal é muito bem justificado pelas Igrejas mesmo de forma arcaica como vinda do diabo e que todo o bem vem de DEUS. Assim sendo, um Ser, cuja perfeição imensurável transcende os pobres limites humanos, jamais estaria envolvido ou seria responsável por ações de aspectos negativos e cruéis, sob quaisquer condições.

O que pretendo revelar é algo que muitos ou a grande maioria

esmagadora desconhece: a crueldade do deus bíblico. Você deve estar

se perguntando: como assim crueldade do deus da Bíblia? Deus é

amor, é bondoso e misericordioso, ELE é nosso Pai, nosso criador! Ele não causa o mal! Mas se DEUS de fato é tudo isso, está, portanto,

completamente em oposição ao que a Bíblia diz e demonstra; o deus descrito na Bíblia não é nada disso! Na verdade, o DEUS que todos idealizam (da forma que acreditam) entra diretamente em conflito com o deus que está descrito na Bíblia.

Há, portanto, um DEUS (de amor) que povoa o consciente coletivo das pessoas, de como julgam que seja DEUS, e existe um deus (bárbaro) totalmente contrário ao que todos acreditam e que esse é o que está

descrito na Bíblia, mas as pessoas desconhecem. E por desconhecerem, julgam que o deus bíblico é o DEUS de amor que acreditam.

Os religiosos que vão às Igrejas, somente ouvem salmos, ouvem sobre os milagres de Jesus, fazem louvor, falam sobre o amor de Deus, falam sobre salvação, entre outras coisas. Obviamente um modo de desviar a atenção da parte podre e desconhecida por todos, que é a crueldade do deus da Bíblia. Mas é claro que ninguém irá ouvir os padres ou pastores falarem o quão cruel é o deus da Bíblia, pois ninguém quer tocar nesta comprometedora parte podre, e não é, obviamente, de interesse dos líderes religiosos que as pessoas saibam disso.

Ninguém, entretanto, se atreve ou se interessa em ler a Bíblia, se o fazem, é apenas para ler salmos ou palavras de conforto e esperança. Por isso, muitos não sabem do lado negro e cruel do deus da Bíblia, não conhecem este deus pelo qual julgam ser o deus verdadeiro. As pessoas desconhecem o deus que estão seguindo porque a informação não chega a elas; ela é desviada, contornada de forma eficiente para que não vejam as atrocidades cometidas pelo deus bíblico. E a pessoa por si só não se preocupa em se informar ou questionar; os religiosos não se interessam pelo conhecimento, eles ficam congeladas dentro do que os padres e pastores pregam.

As pessoas geralmente não pegam a Bíblia por conta própria para ler e conhecer o que ela diz; elas aceitam passivamente a lavagem cerebral que os padres e pastores fazem. Deste modo, os crentes vão às Igrejas acreditando no deus da Bíblia, sem contudo, conhecê-lo verdadeiramente, sem estar por dentro da história toda que se passou e sem saber sobre seus atos cruéis e perversos.

E há aqueles que sabem de tudo isso de toda a história maligna do deus bíblico e mesmo assim fazem vista grossa, o que é pior. Mesmo sabendo da crueldade deste deus o aceitam como deus verdadeiro e criador como se sua divindade justificasse seus atos cruéis.

Certamente que o leitor já ouviu falar que o pior cego não é aquele que não vê, mas sim aquele que não quer ver! E estas pessoas possuem capacidades sobre-humanas para não querer enxergar aquilo que não lhes convém. Aceitam tudo como se fosse algo absolutamente normal, como se a crueldade deste deus fosse algo aceitável e compreensível porque ele afinal é deus!

Contudo, os crentes devem parar de acreditar que DEUS é humano, devem parar de atribuir a DEUS características exclusivamente humanas e compreender que reconhecer a crueldade deste deus da Bíblia não é rejeitar a DEUS, mas sim, rejeitar o deus da Bíblia apenas; um deus com d minúsculo, um deus cruel e imperfeito, possuidor de

sentimentos puramente humanos e que não trouxe nada além de mortes, guerras e destruições. Aqui devemos separar o joio do trigo , separar o deus Iahweh (Jeová) do DEUS Criador, pois não se trata da mesma divindade. Os religiosos acreditam que o DEUS Criador seja este deus da Bíblia por conta de uma confusão, por conta de um erro literário (e porque não dizer manipulação) e isto será cada vez mais esclarecido no decorrer dos capítulos.

O deus da Bíblia em nada tem a ver com o DEUS Criador; são completamente contrários, opostos, não há razões para sustentar que o deus bíblico seja o verdadeiro DEUS Criador; as duas naturezas são distintas, e irei demonstrar o que estou afirmando.

Como eu já havia dito no início deste capítulo, todos nós temos uma forma idealizada de DEUS, como sendo um bom Pai e Criador, um DEUS de amor. Tendo isso em mente, seria possível DEUS tomar atitudes hostis contra nós a ponto de querer nos destruir? Não seria completamente absurdo pensar nesta hipótese? Afinal, se DEUS é bom e justo, nunca O veremos cometer maldades e injustiças. Mas o que o leitor verá a seguir, são alguns versículos onde Iahweh (Jeová) comete atitudes extremamente negativas, podendo inclusive, ser comparadas com ações humanas. Está descrito em Números 15:32-36:

Enquanto os filhos de Israel estavam no deserto, surpreenderam um homem que recolhia lenha em dia de Sábado. E o levaram até Moisés, Aarão e toda a comunidade, mantendo-o preso enquanto se decidia o que seria feito com ele. Iahweh disse a Moisés: esse homem é réu de morte . Toda a comunidade deverá apedrejá-lo fora do acampamento . A comunidade o levou fora do acampamento e o apedrejou. E o homem morreu, conforme Iahweh tinha ordenado a Moisés .

A primeira vez que li este trecho confesso que fiquei espantado! Foi como se uma porta estivesse se abrindo diante de meus olhos fazendo- me enxergar algo que era até então desconhecido. Custei a acreditar que eu havia lido que o deus bíblico havia mandado Moisés matar um homem porque ele estava recolhendo lenha.

Mas então os religiosos podem argumentar que ele violou a Lei de Sábado. Um fato absurdamente ridículo, um homem ser morto por um motivo (Lei) tão banal. Estamos falando de uma vida humana. Qual o preço de uma vida? A deste homem custou uma lenha. O deus bíblico puniu um homem com sua vida apenas porque estava recolhendo lenha. Teria ele que morrer apenas por causa disso? Que tipo de deus cria uma Lei como esta? Seria esta a justiça divina? O deus bíblico não seria suficientemente bom a ponto de perdoar esse homem? Afinal, Deus não perdoa nossos pecados? Não é misericordioso?

Este homem não estava matando ninguém, não estava cometendo nenhum pecado, não estava cometendo nenhum tipo de crime grave; ele estava apenas recolhendo lenha. Agora, que tipo de Lei é essa que tem como punição a morte de um homem que estava apenas recolhendo lenha? Uma Lei tão desumana que vêm de um Ser que se diz misericordioso e de compaixão? Como pode um ser com tamanha crueldade ser considerado DEUS do universo? Um DEUS que cria todo o universo e a vida, mas que mata um homem por apenas recolher lenha! É este o deus que as pessoas acreditam ser o verdadeiro?

Devemos compreender com esse trecho que o DEUS Verdadeiro jamais mataria aquele homem por um motivo tão ridículo ou por motivo qualquer e jamais cometeria tamanha injustiça com seus filhos. Até mesmo para seu povo, de Israel, Iahweh (Jeová) se mostra como um deus amargo, com uma intolerância acentuada, em um caráter destrutivo cuja morte é a única solução para seu incômodo. Êxodo

32:9:

"Javé disse a Moisés: 'Tenho visto a este povo: é um povo de cerviz dura. Agora, pois, deixa-me, para que se acenda contra eles a minha ira e eu os consuma; e farei de ti uma grande nação'".

Entretanto, é bem contraditório às descrições feitas do deus bíblico em relação às suas atitudes, como vemos em Êxodo 34:5:

Deus da compaixão e de piedade, lento para a

cólera e cheio de amor e fidelidade; tolera a falta, a transgressão e o

(

) Iahweh! Iahweh

pecado (

)"

Lento para a cólera? Deus da compaixão? Nem parece que estão falando do próprio deus bíblico! Se ele realmente tolera a falta, a transgressão e o pecado então por que Iahweh mandou matar aquele homem que estava recolhendo lenha? Tais descrições bondosas citadas

na

passagem acima caem num vazio absoluto quando vemos o deus

da

compaixão e de piedade que Iahweh é:

"Assim fala Iahweh, o Deus de Israel: Cinja, cada um de vós, a espada sobre o lado, passai e tornai a passar pelo acampamento, de porta em porta, e mate, cada qual, a seu irmão, a seu amigo, a seu parente. Os filhos de Levi fizeram segundo a palavra de Moisés, e naquele dia morreram do povo uns três mil homens". (Êxodo 32:27-28)

O deus de Israel se mostra extremamente intolerante! Ao invés de

educar e instruir seu povo da maneira mais cabível e sábia, ele prefere exterminar todos, como se cada indivíduo fosse descartável, demonstrando um completo desprezo pela vida - que ele mesmo supostamente criou:

"Iahweh disse a Moisés: 'Dize aos filhos de Israel: sois um povo de cerviz dura; se por um momento subisse em vosso meio, eu vos exterminaria'". (Êxodo 33:5)

"Iahweh falou a Moisés e a Aarão. Disse-lhes: 'Apartai-vos desta comunidade, pois vou destruí-la em um momento'". (Números 16:20-

24)

A crueldade do deus de Israel não tem limites:

"Matai, portanto, todas as crianças do sexo masculino. Matai também todas as mulheres que conheceram varão, coabitando com ele. Não conserveis com vida senão as meninas que ainda não coabitaram com homem e elas serão vossas". (Números 31:17)

"Então consagraram como anátema tudo que havia na cidade:

homens e mulheres, crianças e velhos, assim como os bois, ovelhas e jumentos, passando-os ao fio da espada". (Josué 6:21)

feriu deles setenta homens; então o povo chorou, porquanto o

Senhor fizera tão grande morticínio entre eles (1 Samuel 6:19)

Assim diz o SENHOR dos Exércitos : Castigarei a Amaleque pelo que

Vai pois, agora e fere a Amaleque, destrói totalmente a

tudo o que tiver; nada lhe poupes, porém matarás homem e mulher,

meninos e crianças de peito, bois e ovelhas , camelos e jumentos

Tomou vivo a Agague, rei dos

amalequitas; porém a todo povo destruiu ao fio da espada. (1 Samuel

15:2-8)

Então feriu Saul os amalequitas

fez a Israel

Cairão pela espada, seus filhos serão esmagados, às suas mulheres grávidas serão abertos os ventres. (Oséias 14:1)

O deus Iahweh promove o terror absoluto para aqueles que não se

sentirem obrigados a segui-lo: Fa-los-ei comer as carnes de seus filhos e as carnes de suas filhas, e cada um comerá a carne do seu próximo (Jeremias 19:9). Ele amaldiçoa o povo com o canibalismo ao invés de pregar pela sabedoria. Qual a sabedoria de um deus que, como punição por não segui-lo, ameaça seu povo a comer a carne de seus próprios filhos e filhas? (Levítico 26:29) Tais atitudes apenas evidenciam que os hebreus foram escravos de um deus perverso e sádico!

Se você tiver um filho teimoso e rebelde, então você e os outros homens

de seu bairro o apedrejarão até que ele morra (Deuteronômio 21:18- 21). Mas que belo exemplo de moralidade! E eu que achava ruim quando ficava de castigo! É tão belo mesmo um deus que ensina a matar o filho rebelde ao invés de educá-lo e corrigi-lo como se deveria!

Qual pai estaria disposto a cumprir esta violência doméstica que o sábio e justo deus de Israel determina? Seriam estes, ensinamentos divinos?

Se uma noiva virgem for estuprada na cidade e não gritar alto o bastante, então os homens da cidade a apedrejarão até a morte (Deuteronômio 22:23-24). Além de ser violentamente estuprada, humilhada, a mulher que não gritar o bastante é morta pelos homens de deus . Como o amor de deus é comovente! A justiça deste deus demonstra tanta sabedoria, que acabo me sentindo estúpido com meus valores morais e humanos.

Sem dúvidas, trata-se de uma verdadeira coleção de atrocidades! Estes trechos, os quais falam por si só, nos revelam o ímpeto destrutivo que Iahweh possui cuja ira sempre constante, inflama sobre os povos ocasionando horríveis chacinas; remetendo-nos a um cruel e bárbaro cenário de massacre, onde nem mesmo bebês, crianças e mulheres grávidas são poupados. Devo ainda destacar que o deus de Israel manda inclusive matar crianças e bebês, quando Jesus, nos evangelhos, contradiz afirmando que qualquer maldade cometida contra uma criança é imperdoável, pois delas é o reino de Deus.

Em 2 Samuel 12:13-18, Iahweh perdoou Davi por seu adultério com a esposa de Urias, mas matou o bebê gerado a partir deste adultério; Iahweh feriu a criança gravemente que morreu depois de 7 dias, mesmo depois do arrependimento e jejum de Davi. Não há amor ou compaixão em um assassinato de um bebê inocente. Para uma divindade de amor como descreve a Bíblia Iahweh expressa um péssimo comportamento, digno do mais cruel assassino. Um deus que ordena matar a todos, inclusive mulheres, crianças e idosos, este é o deus que todos acreditam ser de amor e verdadeiro? É a este deus que os religiosos seguem? Não tem o menor cabimento ético e moral crer que Iahweh (Jeová) seja o DEUS Criador e Eterno.

Muitos religiosos tentam de forma absurda justificar o mau comportamento do deus bíblico, alegando ter sido mesmo necessário exterminar todos os povos que não reconheciam Iahweh como seu deus. Mas afirmo que a princípio, NADA justificaria suas bárbaras atitudes. Um deus que ao invés de unir os povos com sua sabedoria e compaixão prefere exterminá-los como se a vida não tivesse valor algum, não me parecem qualidades divinas de um deus sábio, amoroso e criador!

Mas então vem o religioso espertalhão e argumenta que estou utilizando versículos fora do contexto; uma desculpa muito comum nos meios religiosos quando não conseguem defender suas crenças mirabolantes. Além de eu não estar usando os versículos fora do

contexto, pergunto: mas qual contexto justificaria tantas crueldades? Existe algum contexto absurdo para validar atos tão cruéis e malignos? Em nossa sociedade hoje, matar milhares de pessoas não é algo que se possa qualificar como moralmente humano (não importa o contexto),

o que dizer então de um deus? Existe alguma sabedoria em aniquilar e

dizimar, de forma covarde, cidades e povos (mulheres, crianças, idosos

etc) apenas porque não seguem o todo-poderoso deus de Israel?

Será que para um Deus benevolente, justo e bondoso, seria necessário

de fato usar a espada ao invés de amor? Seria necessário utilizar-se da força bruta e destrutiva ao invés de sábios ensinamentos? Seria necessário exterminar toda uma cidade ao invés de fazê-la conhecer o amor de Deus e endireitá-la em seu caminho? Iahweh exterminou todos os povos da região onde hoje é Israel, sem contudo, ter dado a mínima chance a estes povos de conhecê-lo e segui-lo; já que Iahweh afirma ser o deus verdadeiro e de amor. Pois se todos nós somos filhos de DEUS, seria natural que DEUS, na condição de PAI, reunisse seus filhos fruto de sua criação e lhes mostrasse o verdadeiro caminho

a seguir, ao invés de simplesmente exterminá-los.

Já outros religiosos tentam encobrir o comportamento destrutivo de Iahweh fornecendo uma justificativa paterna: Iahweh é severo e castiga da mesma forma que um pai visando educar seus filhos. Certamente que um pai, pensando na educação de seus filhos, possa ser, em determinado momento, mais severo e impor castigos. Mas os autores dessa explicativa se esquecem que um pai, ao educar seus filhos, jamais consideraria exterminá-los!

Um deus que afirma: Eu formo a luz e crio as trevas, asseguro o bem- estar e crio a desgraça: sim eu, Jeová, faço tudo isso. (Isaías 45:7)

Se acontece uma desgraça na cidade, não foi Jeová que agiu? (Amós

3:6)

Um deus que afirma ser o responsável por criar as trevas e a desgraça é de causar inveja ao diabo, que ironicamente, não precisa mais atormentar a humanidade, pois afinal, Iahweh parece ter tomado seu trabalho. Podemos observar que o passatempo favorito de Iahweh parece ser exterminar os hebreus e dizimar os povos estrangeiros que adoram outros deuses; como se fossemos um formigueiro, e Iahweh, uma criança maldosa com uma lupa.

A morte de Saul e dos seus filhos não foram suficientes para acalmar a

ira de Jeová. No tempo de Davi houve uma fome por 3 anos. Davi consultou Jeová, e Jeová lhe disse que havia culpa em Saul e sua família por ele ter matado os gabaonitas. Davi dirigiu-se aos gabaonitas para saber o que ele poderia fazer para reparar o mal que Saul havia

feito. Os gabaonitas disseram que Davi deveria entregar sete dos filhos de Saul para serem mortos perante Jeová (os filhos sendo castigados pelo pecado do pai). Davi concordou. Davi os entregou aos gabaonitas que os executaram no monte perante Jeová. (2 Samuel 21:1-9)

Depois disso Jeová se tornou favorável para com a terra. (2 Samuel

21:14)

Olha a justiça divina mais uma vez matando os filhos por causa dos pecados dos pais:

Preparai a matança para os filhos por causa da maldade de seus pais. (Isaías 14:21-22)

( porque eu, o Senhor, o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração

)

daqueles que me desprezam (

)

(Êxodo 20:5).

Contudo, é curioso ver Iahweh se contradizer:

Os pais não serão mortos em lugar dos filhos, nem os filhos em lugar dos pais. Cada um será executado por seu próprio crime. (Deuteronômio 24:16)

Parece até uma piada e de mau gosto estando na pele de um hebreu. Mas falando em piada, há uma bem engraçada que ocorreu com o coitado do Balaão.

Afinal, ir ou não ir, eis a questão!

Na ocasião, Iahweh disse a Balaão que não fosse com os chefes de Moabe (Números 22:12). Logo em seguida, Iahweh mudou de ideia e mandou Balaão partir (Números 22:20). Balaão então, pegou sua jumenta, e quando partiu, Iahweh ficou furioso! (Números 22:22) Depois disso, a narração vira uma fábula (no melhor estilo Dr. Doolittle), onde a jumenta de Balaão passa a conversar com ele reclamando dos maus tratos sofridos pelas mãos de Balaão; algo assim, bem normal, afinal, jumentos judeus costumam falar mesmo.

Mas enfim, Iahweh se porta como um deus impaciente, que não faz outra coisa senão matar e destruir para aliviar sua fúria. Sua crueldade é tamanha que nem mesmo pessoas doentes são poupadas. Está descrito em Números 5:1-4:

"Iahweh falou a Moisés: Ordene aos filhos de Israel que expulsem do acampamento os leprosos, os que têm gonorréia e os que se contaminaram com cadáveres. Homens ou mulheres, serão todos

expulsos do acampamento, para que não fique contaminado o "

acampamento, no meio do qual eu moro

O Deus Iahweh (Jeová) demonstra preconceito contra pessoas doentes e ordena expulsá-los por isso. Seria realmente possível crermos que o DEUS verdadeiro e de amor expulsaria essas pessoas doentes? Esses homens e mulheres doentes estavam precisando de cuidados médicos e de tratamentos. Não poderia deus Iahweh curá-los? Segundo os evangelhos, Jesus teria curado diversos doentes. Então por que Iahweh não tomou a mesma atitude? Deus não é amor? Deus não cura? Então por que Iahweh, na condição de deus verdadeiro que lhe é atribuída, tomou tal atitude arrogante? Iahweh seria mesmo o DEUS verdadeiro?

Há uma passagem semelhante a esta onde Iahweh, inclusive, demonstra preconceito com as pessoas que possuem defeitos corporais. Está em Levítico 21:16-24:

"Iahweh falou a Moisés: Diga a Aarão: Nenhum de seus descendentes, nas futuras gerações, se tiver algum defeito corporal, poderá oferecer o alimento do seu Deus. Não poderá apresentar-se ninguém defeituoso, que seja cego, coxo, atrofiado, deformado, que tenha perna ou braço fraturado, que seja corcunda, anão, que tenha

defeito nos olhos ou cataratas, que tenha pragas pustulentas, ou que

não ultrapassará o véu, nem se aproximará do altar:

ele tem defeito corporal, e não deverá profanar as minhas coisas

sagradas, porque sou Iahweh(

seja eunuco(

)

)

"

Imagine você ser rejeitado totalmente por Deus apenas porque você é cego. Ou porque você é anão. Ou porque você apresenta alguma deformidade física. Como uma pessoa sabendo disso se sentiria? Acredito que seja um consenso coletivo de que DEUS ama e aceita a todos independente de sua condição física. Não consigo de forma alguma, aceitar que DEUS expulsaria pessoas doentes e rejeitaria pessoas com defeitos físicos, alegando que tais enfermidades são profanações em sua habitação. Somente os religiosos com seus contextos absurdos para aceitar tais barbaridades!

Este seria um exemplo de um deus de amor como afirmam os religiosos? Então onde está o amor? Onde está a compaixão? As ações deste deus bíblico são completamente contrárias ao que descrevem os religiosos. O DEUS verdadeiro, absolutamente, não possui estas atitudes negativas que Iahweh nos demonstra. São por essas e outras que tenho plena convicção que Iahweh não é o DEUS verdadeiro e Criador, mas sim, um deus que se mostrou como DEUS.

Iahweh apresenta sentimentos e atitudes que não são dignas de um DEUS, mas de um ser humano imperfeito assim como nós: cobiça,

vingança, ciúme, preconceito, ódio, injustiça, intolerância, prepotência etc. Agora o DEUS verdadeiro possui apenas uma qualidade, mas que justifica e está acima de todas as outras: O AMOR INCONDICIONAL. Onde há amor, não há ódio. E onde não há ódio, não há cobiça, vingança, prepotência, ciúme, injustiça e nenhum tipo de sentimento impuro e mesquinho. Iahweh, portanto, nos deixa de forma clara, através de suas atitudes, que não chega nem perto de ser o DEUS verdadeiro.

Afinal, um DEUS verdadeiro e de amor jamais permitiria ou compactuaria a favor de sacrifícios humanos assim como está descrito em Juízes 11:30-39, onde Jefté faz um voto (absurdo) de sacrificar a deus Iahweh a primeira pessoa que encontrasse após o retorno para sua casa, caso alcançasse a vitória diante dos amonitas. Iahweh então, entregou os amonitas nas mãos de Israel que os derrotaram facilmente. Ao retornar para casa, a primeira pessoa que Jefté encontrou foi sua única filha. Jefté então, cumpriu o seu voto e a matou; oferecendo-a como sacrifício a Iahweh.

Os religiosos detestam tocar neste assunto, afinal, é duro ter que admitir que o deus bíblico gostava de sacrifícios. Para justificar essa atrocidade os religiosos, de forma absurda (quase que sobrenatural), inventam um grande malabarismo com as palavras para disfarçar a realidade bem evidente nos versículos. Iahweh permitia sacrifícios humanos para que os hebreus reconhecessem que ele era deus, como atesta Ezequiel 20:26: Acaso os contaminei com as ofertas que faziam, quando imolavam os seus filhos mais velhos? Tê-los-ei amedrontado, para que reconhecessem que Eu sou Javé?

É justo que uma jovem inocente pagasse pela loucura do pai e de um deus? É justo um pai oferecer a vida da própria filha para um deus visando a vitória de uma guerra? É justo um deus considerado deus de amor ter exigido que os hebreus sacrificassem seus filhos em rituais bárbaros e macabros? Sacrifícios humanos são heranças de povos primitivos e bárbaros, de povos violentos e sem sabedoria; certamente reflexos de um deus igualmente bárbaro e maléfico.

Fica evidente, diante dos argumentos, que Iahweh é um ser sem sentimentos, que age friamente e que só se preocupa em si mesmo. Se DEUS é bondoso, se DEUS é amor, perfeito e sábio, se DEUS é tudo isso, então quem é o deus da bíblia? Pois tais qualidades não se encaixam na imagem de Iahweh. Se Iahweh fosse realmente o DEUS verdadeiro que as Igrejas pregam, então todos nós estaríamos condenados, pois estaríamos nas mãos de um mercenário frio e calculista! Mas felizmente, esta é uma hipótese longe de ser verdade, pois Iahweh não é em hipótese alguma o DEUS verdadeiro, e isto ficará cada vez

mais claro no decorrer dos capítulos. E há quem diga que o deus bíblico apenas faz justiça! A justiça pelo derramamento de sangue não é justiça; é mais um ato de cumplicidade ao crime bárbaro e da injustiça.

É uma pena que as PESSOAS não consigam enxergar a realidade; a

verdade é tão evidente, é tão clara, mas alguns preferem fugir dessa realidade e mergulhar numa perspectiva ilusória. Os versículos são claros, diretos e falam por si só! Não é questão de conseguir interpretar , afinal, não se trata de parábolas e nem se utiliza de linguagem figurativa para tal.

Se alguns acham normal um deus matar mulheres grávidas ou ordenar comer seus próprios filhos , rejeitar quem tem defeitos físicos , matar crianças inocentes , provocar guerras e milhares de mortes , assim como tantas outras brutalidades descritas na Bíblia, se os cristãos acham que são atitudes de um DEUS MARAVILHOSO, tais pessoas deveriam se internar, pois estão dementes; parece que algumas pessoas deixaram de ser humanas e viraram algum tipo de criatura sórdida. Algumas pessoas perderam completamente o juízo, a noção de humanidade, civilidade e moralidade.

Matar grávidas e comer seus próprios filhos não são atitudes DIGNAS de ser chamadas de HUMANAS, quanto mais de DIVINAS! Em alguns países, crimes como estes, no mínimo, seria prisão perpétua até pena de morte! E alguns julgam que tais atitudes são de um deus maravilhoso? As pessoas estão perdendo mesmo sua humanidade e seus valores, estão se esquecendo do que as torna humanas, estão se esquecendo do que é amor e consciência. Se por um lado, os religiosos compactuam com tais atrocidades, isso as tornam cúmplices destes crimes bárbaros.

Mas por questões sumamente humanitárias, por eu ter um coração humano com valores e sentimentos, eu JAMAIS aceitarei essas (e muitas outras) atrocidades deste deus bíblico.

O

deus bíblico é o verdadeiro lobo em pele de cordeiro , pois os padres

e

pastores dizem que deus é maravilhoso, que deus é amor, mas

quando você lê a Bíblia, e conhece este deus bárbaro e maligno, você se pergunta: ué, cadê o amor?

Capítulo IV

O Deus da Guerra

Todos nós temos conhecimento dos efeitos e dos horrores de uma guerra. Se para nós que acompanhamos pela mídia já é uma tragédia terrível, imagine para quem está envolvido diretamente, para quem convive com o temor diário de ser alvo de uma bomba. Muitos esforços humanitários são realizados em busca da paz; manifestações, apelos, revoltas e etc. Pois todos nós sabemos o quão terrível é uma guerra e o quanto os povos envolvidos sofrem por isso; muitas mortes inocentes. Se para nós, humanos, as guerras são absurdamente desumanas, dignas de mentes irracionais e que só trazem desgraça e dizimação, como será então que DEUS nos julga em relação as nossas guerras? Será que DEUS aprova esta ação irracional? Vamos conferir na Bíblia para ver o que ela nos diz a respeito disso. Números 1:1-4:

"

Você

e

Aarão

registrarão,

por

esquadrões,

maiores de vinte anos e capacitados para a guerra(

todos

)".

os

homens

Neste curioso trecho, Iahweh (Jeová) estava ordenando a Moisés para que alistasse homens para guerrear! A grande maioria desconhece que o deus bíblico era a favor da guerra e acredito que alguns ficariam espantados ao conhecer esta passagem. Alguns religiosos, em defesa do versículo (é claro, sempre querendo camuflar), dirão que este exército de Iahweh liderado por Moisés, tinha fins de proteção do povo de Israel; o que é mentira, pois o exército liderado por Moisés na verdade tinha motivação de invadir e destruir os povos vizinhos, tudo sob ordem do deus bíblico (basta que veja Números e Josué).

É notável que um deus (Jeová), ao invés de trazer uma mensagem de paz e união entre os povos, já que é considerado o deus verdadeiro , o deus de amor , o deus da compaixão e da sabedoria , estava na verdade incentivando os povos a guerrear; um ato completamente abominado pelos seres humanos, mas estranhamente correto para o deus da Bíblia! Continuando em Números 31:1-12:

Iahweh disse a Moisés: Execute a vingança dos filhos de Israel

contra os madianitas. Depois você se reunirá com seus antepassados . Moisés disse ao povo: Escolham homens entre vocês e os armem para a guerra. Eles atacarão os madianitas para realizar a vingança de

Iahweh ( Guerrearam contra Madiã, conforme Iahweh ordenara a Moisés, e mataram todos os homens. Mataram também os reis de

)

Deus agindo e incentivando o povo a guerrear a fim de executar sua própria vingança? É no mínimo surpreendente ver que Deus (o deus da Bíblia) estava agindo em favor da guerra, a favor de uma vingança e ordenando matar a todos os que consideravam inimigos. Onde fica o amor, a compaixão e sabedoria de um deus que ao invés de resgatar a humanidade de seus males, desvirtua um povo (Israel) guiando-o para um caminho cheio de males e irracionalidades de uma guerra? É mais um elemento daqueles mistérios de deus .

O DEUS Eterno e Sábio em sua Perfeição, Criador da vida, por acaso

viria a este pequeno planeta para provocar guerras e destruições, para satisfazer uma vingança pessoal à custa de milhares de mortes em favorecimento de um único povo (Israel)? Enquanto nossos esforços, hoje, estão voltados em favor da paz mundial, Iahweh, considerado o

deus verdadeiro, estava pregando guerra entre nações; é inacreditável!

O objetivo destas guerras está em Números 33:50-53:

( Iahweh falou a Moisés : Diga aos filhos de Israel: Quando vocês atravessarem o rio Jordão e entrarem na terra de Canaã, expulsem daí todos os governantes dela, destruam seus ídolos e imagens, e arrasem seus lugares altos. Tomem posse da terra e habitem nela, pois eu lhes dei essa terra, para que vocês a possuam .

)

Um ponto que muito me intriga neste versículo, é o fato de que Deus manda invadir uma cidade, manda expulsar seus habitantes e governantes para que então os israelitas tomassem posse! Quer dizer que a terra prometida aos israelitas é uma terra roubada que custou o derramamento de sangue de um povo inteiro? Não há palavras para descrever tamanho absurdo! A cidade foi roubada, tomada a força e depois Iahweh simplesmente diz: "habitem nela, pois eu lhes dei essa terra", como se representasse um ato de bravura e generosidade!

Seria o mesmo que os Estados Unidos invadissem, por exemplo, o Brasil, expulsassem os habitantes e governantes e declarassem o Brasil como uma terra pertencente à deles. Tem cabimento uma coisa dessas? Esta não é uma ação digna de ser chamada de humana quanto mais de

divina!

O DEUS verdadeiro, o DEUS universal criador de tudo não é apenas

DEUS do povo de Israel. Todos nós aprendemos, desde crianças, que DEUS é DEUS de todos nós, pois todos somos filhos de DEUS. Então por que o deus bíblico tomou esta atitude hostil contra os habitantes da terra de Canaã?

Reflita: o DEUS verdadeiro traria sábios ensinamentos e uma mensagem de paz a toda a humanidade ou levantaria guerras, mortes e destruições a favor de Israel?

Isso nos prova que o deus Iahweh é o deus de Israel apenas conforme está na Bíblia. Não é o nosso DEUS Criador. Da mesma forma que Marduk foi deus da Babilônia, Rá foi deus do Egito e Zeus foi deus da Grécia, Iahweh foi deus de Israel; e os cristãos o adotaram como o deus universal .

Iahweh possui muito mais uma postura de um comandante militar do que a de um DEUS. Seu desejo por conquistar territórios destruindo os inimigos e roubando as riquezas das cidades conquistadas, evidencia mais uma ação militar do que ensinamentos divinos de um Deus. Onde um de seus mandamentos é não matar, fica meio contraditório ao ver o próprio Iahweh, não se dando ao exemplo, matar doze mil pessoas na invasão da cidade de Hai e mais alguns milhares pelos territórios conquistados. Tão contraditório também é Iahweh aniquilar aqueles que ele rotula de inimigos quando nos evangelhos, Jesus ordena para que todos amem também seus inimigos.

E Iahweh não esconde sua insatisfação ao ver que Josué está velho e que ainda falta muita terra para conquistar e muito sangue para derramar, em Josué 13, 1:

"(

)

Iahweh lhe disse: Você está velho e com idade avançada, e ainda

ficou muitíssima terra por conquistar (

)

"

Por que um deus considerado verdadeiro, sábio e perfeito incentivou os israelitas a guerrear contra outras nações? A pergunta que deve ser feita é: será que Iahweh continua ainda nos dias de hoje, exercendo controle sobre os israelitas incentivando-os à guerra? Diante de todos estes fatos, podemos refletir em cima de uma questão mais humanitária: o homem faz guerras por que está em sua natureza ou por que foi alguém que o ensinou?

Um deus que provoca guerras em favor de sua vingança jamais deveria ser chamado de deus. Crer que o DEUS Criador é este deus bárbaro descrito na Bíblia é um erro enorme. O deus da Bíblia é o deus do povo de Israel. Já DEUS, é DEUS de todas as coisas, Criador do Universo e da Vida, o DEUS verdadeiro que ainda permanece oculto do conhecimento humano e ridiculamente confundido na imagem de Iahweh .

Capítulo V

O Tesouro de Iahweh

O DEUS Verdadeiro, o Criador do universo e de toda a vida, o Senhor Supremo cuja perfeição é inimaginável para a mente do homem, teria alguma necessidade ou propósito em obter ouro? O ouro, sem dúvida, é uma das riquezas mais cobiçadas pelo homem desde os tempos antigos. O ouro não só atende nossas vaidades pessoais (jóias e acessórios) como também nossas necessidades materiais, pelo valor considerável que lhe é atribuído (valor em dinheiro). Sendo assim, o ouro atende necessidades materiais ou espirituais? Sem dúvida alguma materiais, porque não há como imaginar DEUS obtendo ouro para atender suas vaidades materiais. DEUS é homem ou espírito?

Estas perguntas podem parecer estranhas, porém, o deus bíblico é um explorador de ouro. Um cobiçador que faz de tudo para obter ouro. Este é um fato muito curioso e que sempre me chamou a atenção. O fato de que deus Iahweh tinha um interesse todo especial em pedras preciosas, como bronze, prata e principalmente ouro, não faz o menor sentido, já que ele é dito ser um DEUS. Por acaso DEUS necessitaria de objetos materiais? Ouro não é questão de riqueza ou vaidade? Fica portanto, um tanto absurdo, vermos alegações de que este deus bíblico é o DEUS verdadeiro, sendo que ele possui atitudes negativas como matar e roubar para adquirir riquezas. A Bíblia, de forma contundente, nos descreve um deus que cobiça e se interessa em obter grandes quantias de ouro. Mas pergunto: o que DEUS poderia fazer com ouro? Isso certamente é digno de desconfiança. Em Êxodo 25:10-40 vemos seu interesse todo especial por ouro:

Revista a arca com ouro

puro, por dentro e por fora; e ao seu redor, aplique uma moldura de ouro. Funda para ela quatro argolas de ouro para colocar nos quatros cantos inferiores da arca. Faça também varais de madeira

Faça também uma placa de ouro

puro (

Cubra a

)

Nas duas extremidades da placa, faça dois querubins de

"Faça uma arca de madeira acácia (

)

de acácia e revista-os de ouro (

)

ouro batido (

)

)

Faça uma mesa de madeira de acácia (

)

mesa de ouro puro e aplique ao redor uma moldura de ouro puro (

Faça pratos, bandejas, jarras, e copos para as libações: tudo de ouro."

Esses são alguns dos trechos onde está descrito tudo em Êxodo 25:10 até 28:1-30 depois em 30:1-21. Iahweh, o deus de Israel, não esconde seu grande interesse por ouro. Ordena manufaturar um objeto com vários detalhes tudo em ouro. Um luxo que seria digno de DEUS? É um tanto quanto absurdo crermos que o deus de Israel seja o DEUS verdadeiro, cujas qualidades divinas, jamais se atentaria em obter

pedras que apenas os homens cobiçam e dão valor. DEUS é um DEUS de amor, um ser infinitamente Perfeito e Espiritual. Portanto, DEUS jamais teria este interesse material que o deus de Israel nos mostra. Mas não é só isso. Em Números 7:11-31 são feitas doze ofertas à Iahweh, uma a cada dia:

"Então Iahweh disse a Moisés: 'Cada dia um chefe trará a sua oferta para a dedicação do altar'. No primeiro dia, Naasson, filho de Aminadab, da tribo de Judá, levou a sua oferta: uma bandeja de prata de mil e trezentos gramas, uma bacia de prata para aspersão de setecentos gramas, conforme o peso-padrão do santuário, ambas cheias de flor de farinha amassada com azeite para a oferta. Levou

também uma vasilha de ouro, de cem gramas(

)

Este trecho é referente ao primeiro dia de oferta. O que surpreende, mais uma vez, é o por quê Deus necessitaria de ouro e prata? Por que um deus ordena ofertar para si pedras preciosas? E não pára por aí. Em Levítico 27:1-8 Iahweh ordenou a Moisés dizer ao povo de Israel, que para cumprir um voto a Iahweh era para pagar uma taxa, em prata, estabelecida de acordo com a idade da pessoa. Quem não tivesse condições de pagar a taxa estabelecida, apresentaria a pessoa ao sacerdote e este, faria uma avaliação de acordo com as possibilidades do indivíduo.

Não podemos deixar de observar o absurdo! Um deus cobrando taxas dos homens, obra de sua criação? Quer dizer que para seguir Iahweh os hebreus tinham que pagar uma taxa pra isso? Se Iahweh é realmente deus, não consigo entender ainda as necessidades que este deus tinha em querer ouro e prata e a necessidade de cobrar taxas de seu povo.

O DEUS verdadeiro jamais necessitaria de coisas materiais. O dinheiro atende apenas e somente necessidades materiais e mundanas, por tanto, seria DEUS um ser físico material? Não! DEUS é Espírito e não carne. Isso nos leva a crer que este ser descrito na Bíblia como Deus não era em hipótese alguma o DEUS Criador. Por que uma divindade capaz de criar a vida e gerar o universo se preocuparia em acumular riquezas terrenas e materiais?

Continuando, em Josué 6, nos conta sobre a invasão da cidade de Jericó pelo povo de Israel liderada por Josué, sob ordem de Iahweh. Esta ordem era para exterminar todos da cidade e retirar todos os objetos de valor e entregá-los a Iahweh, como Josué nos diz no capítulo 6:19: "Toda a prata, ouro, objetos de bronze e de ferro serão consagrados a Iahweh e destinados ao tesouro de Iahweh". Objetos consagrados? Tesouro de Iahweh?

Continuando a estória em Josué 7, Josué e seu povo foram a uma outra cidade, chamada Hai, onde também seria conquistada. Mas o povo de Israel foi derrotado pelos habitantes de Hai. Josué se revoltou contra Iahweh dizendo: "Ah! Senhor Iahweh, por que fizeste este povo atravessar o Jordão? Foi para nos entregar na mão dos amorreus e nos fazer perecer?". Então Iahweh disse a Josué que Israel havia pecado contra Iahweh violando a aliança que ele havia ordenado e disse que só voltaria ao lado do povo de Israel, se os objetos que estavam destinados a Iahweh fossem entregues a ele.

O que aconteceu foi o seguinte: o povo de Israel tinha ordens de invadir a cidade e retirar todos os objetos valiosos como ouro e prata pertencentes aos habitantes da cidade de Hai, para serem oferecidos a Iahweh; como Josué diz no capítulo 6:19. Mas alguém não havia feito a oferenda a Iahweh tomando para ele os objetos. Iahweh curiosamente ficou irado e disse que o povo de Israel não venceria os inimigos enquanto não entregassem os objetos que pertenciam a ele. Perceba que deus deixou de ficar ao lado do povo de Israel só por causa de algumas gramas de ouro e prata! Mas o pior ainda está por vir. Então Josué descobriu que um homem chamado Acã havia pegado:

"Então Josué disse a Acã: 'Meu filho, dê glória a Iahweh, Deus de

Israel, e apresente-lhe a sua confissão. Conte-me o que foi que você fez, e não me esconda nada'. Acã respondeu a Josué: 'É verdade. Eu pequei contra Iahweh, Deus de Israel, pois fiz o seguinte: entre os despojos, vi uma capa babilônica muito bonita, duzentas moedas de prata e uma barra de ouro que pesava meio quilo; eu os cobicei e peguei. Estão escondidos no chão, no meio da minha tenda, com a prata por baixo'. Josué mandou alguns, que foram correndo à tenda,

e tudo estava aí escondido, com a prata por baixo. Pegaram então os

objetos do meio da tenda e os levaram a Josué e a todos os israelitas,

e Josué lhe disse: 'Você nos

desgraçou. Por isso hoje mesmo Iahweh desgraçará você'. Então todo

colocando-os diante de Iahweh (

)

o Israel apedrejou Acã. E depois de apedrejá-lo, o queimaram (

)".

Tudo isso apenas por causa de uma capa babilônica, duzentas moedas de prata e meio quilo de ouro? Esse era o preço da vida daquele homem? Que deus é esse que ordena invadir uma cidade, que ordena matar a todos e pegar as riquezas para ele? O deus bíblico teve tanta cobiça que chantageou o povo de Israel dizendo que só voltaria ao lado deles se Acã devolvesse seu ouro e sua prata. Sua cobiça custou a vida daquele homem.

Veja este trecho em Ageu 2:8: "Toda a prata é minha, todo o ouro me pertence! Diz Iahweh dos exércitos". E também este trecho em Joel 4:5: "De fato, vocês roubaram minha prata e meu ouro, levaram para seus templos os meus tesouros". Está certo que Acã roubou

determinados pertences, mas pergunto: o que poderíamos roubar de DEUS?

Possui DEUS bens materiais? Teria Ele uma conta no banco onde deposita todo seu ouro e sua prata? Isto é absurdo! O DEUS Verdadeiro não tem nenhuma ligação com coisas materiais. É extremamente ridículo e infantil crer que DEUS possui estas atitudes tão inferiores e tão humanas. Afinal, DEUS quer o nosso amor ou nosso ouro e taxas?

DEUS se alimenta do nosso amor e não do nosso ouro. Há um grande equívoco nisso tudo. Esse ser Iahweh não é em hipótese alguma o DEUS Verdadeiro que todos cegamente acreditam. Ele não possui uma atitude digna de um DEUS devido às suas inúmeras atitudes negativas; motivo pelo qual o torna um ser imperfeito sendo que DEUS é um ser Perfeito! Então não há possibilidades de que Iahweh venha a ser o DEUS Verdadeiro.

É

interessante notar também a localização do jardim de Éden. Por que

o

jardim foi feito no Oriente naquela exata localização como

descreve a Bíblia? A resposta está em Gênesis 2:10-12:

"Um rio saía de Éden para regar o jardim, e de lá se dividia em quatro braços. O primeiro chama-se Fison: é aquele que rodeia toda terra de Hévila, onde existe ouro puro; e o ouro dessa terra é puro, e nela se encontra também o bdélio e a pedra de ônix".

Considerando que não há mais dúvidas sobre a cobiça de Iahweh por ouro, não me surpreendo que Iahweh tenha feito o jardim justamente nesta localização para poder extrair ouro. Acredito que não se passa pela cabeça das pessoas que o deus bíblico tenha toda essa atenção especial em obter ouro. Se a Bíblia, por sua vez, mostra um deus que possui tal interesse, pergunto: seria realmente o deus de Israel o DEUS Criador e perfeito?

Capítulo VI

O Falso Deus de Israel

Além de todos esses fatores vistos e argumentados nos cinco primeiros capítulos, podemos comprovar, em uma leitura mais atenta, que a própria Bíblia nos fornece pistas de que Iahweh (Jeová), de fato, não é o DEUS verdadeiro conforme se acredita. Os teólogos e líderes religiosos se esforçam com manobras evasivas para tentar convencer as pessoas de que o Antigo Testamento (Iahweh) e o Novo Testamento (Jesus) se completam, contudo, são contraditórios! E é através do Novo Testamento que podemos comprovar, de forma clara, que o deus de Israel foi um falso deus!

Comparando as informações contidas no Novo Testamento com as do Antigo Testamento, podemos elaborar um conjunto de evidências que põe fim a soberania do deus de Israel. A farsa montada pela igreja católica é facilmente desmascarada quando analisamos certos versículos dentro do contexto apresentado.

Podemos ver no Antigo Testamento, que Iahweh (Jeová) se revelou a Moisés e o ajudou em diversos momentos de sua trajetória, formou ainda uma nação através de Abraão e governou Israel como seu deus. É bastante evidente nos livros do Antigo Testamento, de que Iahweh foi o grande responsável pelo judaísmo em Israel. No entanto, de acordo com os evangelhos, Jesus afirma que o mundo não conheceu a Deus:

Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci e estes reconheceram que tu me enviaste. (João 17:25)

Este versículo é bastante revelador, pois se Jesus afirma, nos evangelhos, que o mundo não conheceu Deus, então quem é o deus Iahweh (Jeová) que os hebreus conheceram?

Em outro versículo, João 14:7, Jesus afirma que se os judeus tivessem lhe reconhecido, por causa disso provariam que também conheciam ao Pai. Como os judeus não reconheceram Jesus, fica provado, portanto, que os judeus não conheceram o verdadeiro Pai (Deus). Deste modo, se Jesus revela que os judeus não conheceram Deus, então significa que na verdade, os judeus conheceram outro deus (um falso, como podemos concluir).

Além de Jesus negar que Iahweh seja Deus, parece que os religiosos terão muitos problemas para tentar inventar uma explicação mirabolante para não agredir suas crenças!

Prosseguindo, nos evangelhos, é dito sem sombra de dúvidas, que Deus nunca foi visto por ninguém! (João 1:18; 5:37 e 1 Timóteo 6:16). Se Deus nunca foi visto por nenhum ser humano, se ninguém nunca ouviu nem a voz de Deus, e ninguém pode vê-lo, então quem era aquele que se revelou a Moisés e lhe falava face a face? (Êxodo 33:11). Iahweh (Jeová) inclusive, apareceu fisicamente para Abraão em Gênesis 12:7 e 17:1. Jacó e Ezequiel foram outros que viram o deus Iahweh face a face! (Gênesis 32:30; Ezequiel 1:27-28)

Se por um lado, os evangelhos afirmam que nunca ninguém viu Deus, (inclusive nem o conheceu) então concluímos que estes versículos do Antigo Testamento deixam evidentes que Iahweh (Jeová) não é Deus!

Mais uma evidência de que Iahweh (Jeová) não é o deus verdadeiro está em João 8:41-55, na qual os judeus afirmam numa conversa que Deus era o pai deles, contudo, Jesus nega e afirma que o pai deles é o diabo, e que eles de fato não conheciam Deus. Ora, o deus dos judeus é Iahweh (Jeová) e Jesus nega que ele seja o Deus verdadeiro; pois os judeus não o conheceram.

Podemos ler no Novo Testamento, que a Lei de Iahweh dada a Moisés é considerada uma maldição e uma condenação pelos seguidores de Jesus:

De fato, pela Lei eu morri para a Lei, a fim de viver para Deus. (Gálatas 2:19)

Cristo nos resgatou da maldição da Lei. (Gálatas 3:13)

Em Gálatas 3:10 é dito que aqueles que são pelas obras da Lei, esses estão debaixo de maldição . Em Romanos 3:20 é dito que da Lei vem só o conhecimento do pecado . Em 2 Coríntios 3:7-9 o apóstolo Paulo chama a Lei de Deus (Jeová) de Ministério da morte e também de Ministério da condenação. Em Hebreus 7:18-19 é dito: Assim sendo, está abolida a prescrição (Lei) anterior, porque era fraca e sem proveito. De fato, a Lei nada levou à perfeição .

No Antigo Testamento, Moisés teria recebido a Lei das mãos do deus de Israel, Iahweh (Jeová). No entanto, Paulo, no Novo Testamento, alega que a Lei dada a Moisés por Iahweh era o Ministério da morte e Ministério da condenação porque ele acreditava que Iahweh não era o deus verdadeiro, mas um anjo que se passou por falso deus para trazer a maldição e a condenação para a humanidade através da Lei dada a Moisés.

Paulo disse que a lei foi colocada pelos anjos nas mãos de um

mediador (Gálatas 3:19)

Estevão disse que um anjo apareceu para Moisés nas chamas da sarça incandescente (Atos 7:30)

Estevão disse que Moisés foi enviado para ser um legislador e mediador através do anjo que apareceu para ele na sarça (Atos 7:35)

Estevão disse que Moisés esteve na assembléia no deserto com o anjo que falou com ele no Monte Sinai (Atos 7:38)

Estevão disse aos seus compatriotas: "Vós recebestes a lei que foi posta em ação através de anjos" (Atos 7:53)

No Antigo Testamento, podemos nitidamente observar que Moisés foi um mediador entre o deus Iahweh e os hebreus. Mas em Timóteo 2:5 vemos:

Pois há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens:

Cristo Jesus homem .

Se Jesus é o único mediador entre Deus e homens, Moisés era mediador de quem?

Há ainda muitas outras evidências que comprovam, sem dúvidas, que Iahweh não é o deus verdadeiro. Como por exemplo, Iahweh (Jeová) gosta de ser servido:

Deixa o meu povo partir, para que me sirva no deserto. (Êxodo 7:16)

Contudo, é dito que [Deus] Também não é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa, ele que a todos dá vida, respiração e tudo mais. (Atos 17:25)

Iahweh, assim como outros deuses, gosta de templos. Foi Salomão quem construiu a casa de Iahweh (Atos 7:47).

Porém, Salomão parece não ter edificado um templo para o verdadeiro Deus, pois é dito que Deus não habita em igrejas ou em obras de mãos humanas. (Atos 7:48). O Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos humanas. (Atos 17:24)

Em Deuteronômio 6:13, está escrito:

É a Jeová teu Deus que temerás. A ele servirás e pelo seu nome jurarás.

Entretanto, Jesus esclarece:

Eu, porém, vos digo: não jureis em hipótese nenhuma; nem pelo Céu, porque é o trono de Deus, nem pela Terra, porque é o escabelo dos seus pés, nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei, nem jures pela tua cabeça, porque tu não tens o poder de tornar um só cabelo branco ou preto. (Mateus 5:34-36)

De acordo com o Novo Testamento, Deus é luz, e nele não há treva alguma:

Esta é a mensagem que ouvimos dele [Jesus] e vos anunciamos; Deus

é Luz e nele não há treva alguma. (1 João 1:5)

Contudo, curiosamente o deus de Israel (Iahweh/Jeová) não preenche de forma alguma esse requisito:

O povo ficou longe; e Moisés aproximou-se da escuridão onde Deus estava. (Êxodo 20:21)

O que dizer então do Monte Sinai, onde o deus Iahweh habitou?

Vós não vos aproximastes de uma realidade palpável [Monte Sinai];

o fogo ardente, a escuridão, as trevas, a tempestade. (Hebreus 12:18)

Parece mesmo que o deus Iahweh sempre permanecia em trevas:

Das trevas ele fez seu véu, sua tenda, de águas escuras e nuvens espessas. (Salmos 18:12)

Jesus afirma no evangelho de João, que o diabo é o pai da mentira:

quando ele [diabo] mente, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. (João 8:44)

Uma descrição que se encaixa perfeitamente a Iahweh:

Iahweh disse a Moisés:

Vou feri-lo [o povo hebreu] com pestilência e o deserdarei. De ti, contudo, farei uma nação maior e mais poderosa do que este povo. (Números 14:12)

Moisés, por sua vez, intercedeu pedindo que Iahweh (Jeová) perdoasse o povo. Jeová então disse:

Mas no momento seguinte, exterminou todo o povo no deserto. Somente dois se salvaram: Caleb e Josué. (Números 14:21-30)

Iahweh mentiu a Moisés, disse que perdoaria o povo mas no minuto seguinte extermina a todos. Há um versículo que alerta sobre este tipo de comportamento contraditório:

Seja o vosso sim , sim, e o vosso não , não. O que passa disso vem do maligno. (Mateus 5:37)

Iahweh parece familiarizado com a mentira:

Eis, pois, que Jeová infundiu um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas. (1 Reis 22:23)

Iahweh mentiu a Adão quando disse que ele morreria caso comesse do fruto proibido (Gênesis 2:17)

Iahwe parece ser o tipo de deus que morde e assopra :

Vede: hoje estou colocando a benção e a maldição diante de vós. (Deuteronômio 11:26)

Contudo, o Novo Testamento desmascara mais uma vez o deus Israel:

De uma mesma boca não pode proceder benção e maldição . (Tiago

3:10)

Deus não faz distinção de pessoas:

Porque Deus não faz acepção de pessoas. (Romanos 2:11)

Mas

não se ouvirá ganir um cão, para que saibais que Jeová fez uma distinção entre o Egito e Israel . (Êxodo 11:7)

Pois tu és um povo consagrado a Jeová teu Deus; foi a ti que Jeová teu Deus escolheu para que pertenças a ele como seu povo próprio, dentre todos os povos que existem sobre a face da terra (Deuteronômio 7:6)

Jeová falou a Moisés: Diga a Aarão: Nenhum de seus descendentes, nas futuras gerações, se tiver algum defeito corporal, poderá oferecer o alimento do seu Deus. Não poderá apresentar-se ninguém defeituoso, que seja cego, coxo, atrofiado, deformado, que tenha perna ou braço fraturado, que seja corcunda, anão, que tenha defeito

nos olhos ou cataratas, que tenha pragas pustulentas, ou que seja

eunuco(

tem defeito corporal, e não deverá profanar as minhas coisas

não ultrapassará o véu, nem se aproximará do altar: ele

)

sagradas, porque sou Jeová(

)

(Levítico 21, 16-24)

Quando Iahweh (Jeová) pretendia recompensar alguém no Antigo Testamento, ele dava bens, tais como posses materiais, riquezas, descendentes, poder e vitória em guerras.

Iahweh recompensou a fidelidade de Jó com novos filhos e filhas (os primeiros haviam sido assassinados por ele), propriedades, ovelhas, camelos, bois e jumentos (Jó 42:12). Ele abençoou Abraão dando-lhe numerosos descendentes e prosperidade material (Gênesis 13:2 e

24:1).

Iahweh enriqueceu Salomão de tal forma que em todos os seus dias nunca houve alguém mais rico (1 Reis 3:13), mas as suas riquezas não foram para o seu bem, porque através delas ele se tornou poderoso e imprudente, tomando muitas esposas estrangeiras que o levaram à idolatria. Curiosamente, o peso do ouro que Salomão recebia anualmente era de 666 talentos, de acordo com 1 Reis 10:14 (esse número é também associado com a besta de Apocalipse 13:18).

Diferentemente, no Novo Testamento, todas as promessas feitas por Jesus estão relacionadas a coisas espirituais, em um reino celestial isento de aspirações materiais e interesses terrenos (Efésios 1:3; Colossenses. 1:12 e 13).

Acredito que as evidências reunidas neste capítulo, somadas com as evidências argumentadas nos capítulos anteriores, são mais que suficientes para se comprovar que Iahweh (Jeová) não é, em hipótese alguma, o Deus verdadeiro. As dezenas de evidências apresentadas pesam contra Iahweh de tal forma que não há como ignorar. É certamente um alívio, que um ser com tais atributos não seja o Deus verdadeiro, pois do contrário, estaríamos condenados e diversas nações do planeta seriam exterminadas pela insanidade e malevolência de um ser que possui um grande desprezo pela vida; é impiedoso, destrutivo e cruel.

Matt Dillahunty, presidente da comunidade Ateísta de Austin, foi feliz ao dizer que a religião que você escolheu nos considera pecadores ao nascer, culpados antes de dar o primeiro suspiro, responsável por coisas que nunca fizemos. Ela oferece perdão instantâneo e não merecido para os crimes mais horríveis e pune as pessoas cujo único crime é a descrença. PARA SEMPRE.

Ela defende a escravidão, denigre as mulheres, amaldiçoa os homossexuais, ordena apedrejar crianças desobedientes, sanciona

e envenena toda a mente que toca. Ela inclui somente um

crime imperdoável: DESCRENÇA. Isto é justo?

guerras (

)

Capítulo VII

A Verdadeira Face de Iahweh

Conforme tudo o que já foi visto nos capítulos anteriores, podemos facilmente compreender que o deus dos hebreus, Iahweh, não é o Deus que todos nós imaginamos se tratar. Dispomos de inúmeras evidências e argumentos que apontam isso. Complementando tudo o que já foi visto, devo ainda destacar algumas considerações sobre Iahweh para que seja montado todo o panorama.

Ora, um ser interdimensional que pode criar um universo de estrelas e outras tantas coisas inimagináveis para nossa pequena compreensão, jamais iria se comprometer, ou sequer se envolver, com coisas tão baixas e absurdas como os nossos conceitos morais. Analisando a frase bíblica que diz sermos feitos a Imagem e Semelhança de Deus , penso quão decepcionante é sua criação, pois uma raça com tantas imperfeições como a nossa, que é uma cópia do Criador, não poderiamos esperar nada melhor do que ele próprio, a não ser alguém com um ego maior que o nosso. Por acaso não foi o próprio Deus quem criou o vulgarmente aclamado e temido Lúcifer? Que perfeição é esta que permite errar, não só em relação aos seus filhos, como também na criação dos Anjos e seguidores que controlam seus interesses? Qual teria sido a grande falha do paraíso para que um semi-deus como Lúcifer, tenha se rebelado contra a perfeição e a harmonia existentes?

Quando falamos em um mundo harmonioso e em perfeito equilíbrio, é difícil de imaginar que seus habitantes, equilibrados e sábios, possam ser desviados do caminho, a menos que as bases não estivessem tão firmes e claras; o que nos remete a idéia da imperfeição do plano. E ainda, as escrituras reunidas na Bíblia que mostram claramente um deus bárbaro, capaz de atos tão sanguinários e destrutivos, e que ao invés de ajudar e curar a humanidade com seu amor, a arrasa num dilúvio, são consideradas sagradas! Deus é Espírito diz João 4:24. Realmente, DEUS é Espírito. Mas a própria Bíblia contradiz esta afirmação na figura de Iahweh. No Antigo Testamento, deus Iahweh é descrito claramente com um corpo físico, assim como nós humanos.

Em Gênesis 3:8 "Em seguida, eles ouviram Iahweh Deus passeando pelo jardim à brisa do dia", neste trecho nos mostra nitidamente que Iahweh possui um corpo físico simplesmente ao passear pelo jardim à brisa do dia, como todo ser humano com um corpo físico faria. E já que DEUS é Espírito, Ele não teria, portanto, um rosto ou uma face, pois necessitaria de um corpo físico para tê-los. Mas Moisés, conversava com Iahweh face a face, como um homem fala com um amigo, e Moisés viu o seu rosto, viu a figura de Iahweh (Êxodo 33:11). Ezequiel foi outro

profeta que descreveu Iahweh com um corpo físico humano, como vemos em Ezequiel 1:25-28:

"Ouviu-se um barulho. Por cima da cúpula que ficava sobre as

cabeças dos animais havia algo parecido com uma pedra de safira, em forma de trono; e nele, bem no alto, algo parecido com um ser

humano (

)

Era a aparência visível da glória de Iahweh (

)".

Em Gênesis 18:1-8 Iahweh e mais dois homens apareceram a Abraão junto ao Carvalho de Mambré. Ao vê-los, Abraão foi até eles e se

prostrou por terra, dizendo que iria trazer água para que eles lavassem os pés e pão para comerem. Abraão foi correndo para sua tenda e pediu

a Sara que fizesse pão. Depois correu até o rebanho, escolheu um vitelo

novo e o entregou ao empregado que se apressou em prepará-lo. Pegou também coalhada, leite e colocou toda a comida debaixo da árvore, enquanto Iahweh e seus dois homens comiam. Mais uma vez Iahweh é descrito com um corpo físico, pois Abraão lavou-lhe os pés e ainda deu de comer a Iahweh. Para que isso fosse possível, Iahweh teria que ter um corpo físico, e de fato ele tem; Iahweh tem um corpo físico porque ele não é Deus.

E só pelo fato de Jacó ter lutado com Iahweh (Gênesis 32:23-32), nos comprova também que Iahweh é um ser que verdadeiramente possui um corpo físico, contradizendo o que Jesus disse em João 4:24, onde ele nos diz que Deus é Espírito.

Os religiosos costumam justificar a fisicalidade de Iahweh alegando que Deus é Todo-Poderoso, e por isso, Iahweh pode se manifestar fisicamente como homem; um argumento sem base bíblica para sustentar. Pois é dito que Deus não é homem, para que minta (Números 23:19).

Portanto fica evidente que Iahweh não é o DEUS Verdadeiro, e juntando com todos os argumentos convincentes apresentados nestes capítulos, fica ainda mais clara a verdadeira identidade de Iahweh. Um deus que se arrepende de sua criação e arrasa a humanidade num dilúvio, é de se desconfiar, pois se Deus é onisciente e presciente, certamente ele teria sabido antecipadamente se sua criação iria sair errada ou não. Deste modo, ele evitaria seu erro e sua atitude bárbara de querer acabar com a humanidade. Mas Iahweh, além de ter errado e se arrependido de sua criação , tenta corrigi-la utilizando um método que não é digno de uma Divindade Suprema e Perfeita.

Um deus que comete erros e também se engana não pode ser chamado de perfeito. É tão SIMPLES! Um deus que ordena MATAR CRIANÇAS

e mulheres GRÁVIDAS em minha opinião não pode ser chamado de

perfeito. Um deus que defende e aprova a ESCRAVIDÃO não pode ser

chamado de perfeito. Um deus que REJEITA pessoas com enfermidades físicas não pode ser chamado de perfeito. Um deus que manda as mães COZINHAREM seus próprios filhos para COMEREM não pode ser chamado de perfeito. Um deus que mente, engana e destrói será que pode ser chamado de perfeito? Acho que não! Um deus que diz "ou você me segue ou você morre" também não pode ser chamado de perfeito. Um deus que rejeita homossexuais sob pena de morte, a meu ver, não pode ser chamado de perfeito. RESUMINDO, quem ERRA, se ARREPENDE, MATA e DESTRÓI não tem como ser perfeito!

De acordo com a literatura religiosa, a onisciência e presciência de DEUS é algo inquestionável. Mas Iahweh não é onisciente. O profeta Esdras bem o sabe, pois Iahweh confessa ao ser humano: Os signos pelos quais tu perguntas, só os posso contar-te parcialmente. A respeito de tua vida nada posso dizer, porque eu próprio não o sei .

Segundo o Gênesis, Deus Iahweh verificou preliminarmente, que a

sua obra era boa, isto é, a sua criação do homem: (Gênesis 1:31) "E

Deus viu tudo o que havia feito, e tudo era muito bom (

em breve, arrependeu-se de ter criado o homem: (Gênesis 6:6) Então

Iahweh se arrependeu de ter feito o homem sobre a terra (

sendo, Iahweh não está seguro de sua obra. Enfim, pareceu-lhe malfeita, a ponto de um tremendo dilúvio varrer da face da Terra os produtos de sua criação.

. Assim

)".

Contudo,

)

Depois de Adão ter comido o fruto proibido, sentiu vergonha e escondeu-se nos arbustos. Iahweh, no entanto, não sabe onde está Adão: (Gênesis 3:9) Iahweh Deus chamou o homem: Onde está você? ". Ao que tudo indica, Deus não estava informado, não sabia onde estava Adão e não fazia idéia de que Eva o tivesse seduzido com o fruto proibido: (Gênesis 3:13) Iahweh Deus disse para a mulher: O que foi que você fez? ".

E Iahweh, não sabia onde estava Abel e muito menos o que Caim havia feito: (Gênesis 4:9-10) Então Iahweh perguntou a Caim: Onde está o seu irmão Abel? Caim respondeu: Não sei. Por acaso eu sou o guarda de meu irmão? Iahweh disse: O que foi que você fez? ".

Só pelo fato de Iahweh apresentar um interesse todo especial em coletar ouro, mesmo que para isso ele tenha que matar seus filhos, como ele fez, denuncia que Iahweh não se trata de uma Divindade, nem do DEUS Universal. Seria extremamente ignorante de nossa parte crer que Iahweh é DEUS. Infelizmente, nosso Pai Universal é injustamente visto sob a figura ridícula de Iahweh. É muito errado de

nossa parte crer que DEUS possui qualidades e sentimentos humanos. Pois DEUS é Perfeito em Sua eternidade.

Iahweh, por sua vez, é um ser que não reflete perfeição para a humanidade e podemos facilmente observar isto no Antigo Testamento. Iahweh, que é visto por todos como um deus misericordioso e que perdoa os pecados dos homens, é realmente contraditório ao Antigo Testamento onde Iahweh castiga os pecados dos homens pagando pela vida. O Deus de amor que Jesus tanto falou nos evangelhos, está longe de ser Iahweh, possuidor de atributos essencialmente negativos e responsável por inúmeras atrocidades.

É preciso que todos acordem para a realidade e percebam que DEUS não faz justiça castigando e punindo seus filhos, ou através da matança, destruindo cidades ou ainda se vingando através de guerras. Estas são crenças pagãs de povos primitivos que não amavam DEUS e sim o temiam, pelo fato de não conhecê-lo e nem compreendê-lo verdadeiramente. É por este motivo que encontramos na Bíblia, um Deus muitas vezes hostil, injusto, explorador de ouro, causador de várias mortes e guerras. Iahweh é extremamente ditador. Não podemos atribuir tais características a DEUS.

Iahweh nos mostra ser, de acordo com suas atitudes, um ser imperfeito que comete os mesmos pecados e erros que nós, seres humanos cometemos. A humanidade só não consegue enxergar isto, porque está presa a paradigmas impostos pelos ditadores religiosos, que anseiam por poder. Quem a humanidade chama de Deus (Iahweh) não chega nem perto da entidade Divina que é o Pai Universal.

Não há como supor nem sequer imaginar o que um Espírito Perfeito, Criador do Universo, desejaria em querer possuir ouro, a não ser para atender necessidades materiais, necessidades essencialmente terrenas. Hoje, em nosso mundo, alguém sem dinheiro não possui muitas chances de viver. Por isso, eu, como ser humano físico e imperfeito que sou, certamente cobiçaria ouro para satisfazer minhas necessidades de sobrevivência e necessidades materiais cotidianas que todo ser humano precisa. Mas agora e Deus? Qual seria esta necessidade material que Deus Iahweh teria para querer tanto obter ouro? O DEUS verdadeiro é Espírito e está absolutamente acima de nossos conceitos humanos.

Se a Bíblia, por outro lado, retrata um deus que explora ouro e que comete atrocidades, isto quer dizer que Iahweh não é em hipótese alguma, o DEUS Verdadeiro que a Bíblia diz. Esta é a grande revelação que cairá sobre a humanidade: O deus da Bíblia (e deus de Israel) não é o Pai universal, O DEUS de amor que todos acreditam.

Durante um tempo longo demais, o homem pensou em DEUS como alguém semelhante a ele. DEUS não tem ciúme, nunca teve nem o terá jamais, nem do homem nem de qualquer outro ser no universo (Iahweh entretanto é ciumento, Êxodo 20:5).

O DEUS Eterno é incapaz de sentir fúria e ira, no sentido humano

destas emoções e como o homem entende tais reações. Estes sentimentos são vis e mesquinhos, são indignos de serem chamados de humanos, e muito menos de divinos. Estas atitudes são completamente alheias à natureza perfeita e ao caráter benévolo de DEUS.

DEUS não se arrepende de nada do que já fez, do que faz agora ou do que sempre fará. Ele é onisciente bem como onipotente. A sabedoria do homem surge das tentativas e dos erros da experiência humana, porém, a sabedoria de DEUS consiste na inqualificável perfeição de sua infinita percepção do universo, e esta presciência divina, efetivamente, dirige a livre vontade criativa.

A tradição religiosa é o registro imperfeitamente preservado das

experiências dos homens conhecedores de Deus nos tempos passados, mas tais registros não são dignos de fé para guiarem a vida religiosa ou como fonte de informação verdadeira acerca do Pai Universal. Estas

antigas crenças religiosas têm sido invariavelmente alteradas pelo fato

de que o homem primitivo era um fazedor de mitos.

Uma das maiores fontes de confusão na Terra, a respeito da natureza de DEUS, surge da falha dos livros sagrados ao não distinguirem claramente as diferenças entre o Pai Universal e os deuses do passado;

o pensamento religioso da Terra ainda confunde os deuses do

passado com o próprio Pai Universal. E a humanidade continua padecendo da influência destes conceitos primitivos. Os deuses que arrasam na tempestade, que fazem tremer a terra em sua fúria e destroem os homens em sua ira, que em seus juízos de insatisfação, infligem tempos de penúria e de inundação são estes os deuses da religião primitiva, não são os deuses que vivem e governam os universos. Estes conceitos são relíquias dos tempos em que os homens supunham que o universo estava sob a direção e domínio do capricho destes deuses.

A idéia bárbara de apaziguar um Deus furioso, de propiciar a um

Senhor ofendido, de conquistar o favor de Deus através de sacrifícios e

penitência, e até por meio do derramamento de sangue, representa uma religião completamente pueril e primitiva, uma filosofia indigna

de uma era desiluminada de ciência e verdade.

É uma afronta a Deus crer, sustentar ou ensinar que se deve derramar sangue inocente a fim de conquistar seu favor ou dissuadir a fictícia

fúria divina. Os hebreus acreditavam que sem efusão de sangue não havia a remissão dos pecados . Não haviam encontrado a libertação da ideia antiga e pagã de que os deuses não podiam ser apaziguados a não ser pelo espetáculo de sangue, ainda que Moisés tenha conseguido um notável avanço no tempo em que proibiu os sacrifícios e, para isto, na mente primitiva dos pueris seguidores Beduínos, substituiu-os pelo sacrifício cerimonial de animais.

A Bíblia descreve um deus que comete enganos, que erra e se arrepende e foi capaz de atos sangrentos. Essas observações antigas

projetam a imagem de um deus capaz de sentimentos tão sumamente humanos como o são a ira, o amor partidário e a falta de sensibilidade.

A meu ver, esses atributos não parecem ser divinos, ao menos, não se

coadunam com a idéia que se faz de um Deus Verdadeiro.

Mas a verdade, é que a humanidade tem sido controlada por um Deus (Iahweh) que provocou guerras entre nações, por um Deus que rejeitou pessoas com deficiência física, por um Deus que matou milhares de pessoas, onde um de seus mandamentos é não matar , por um Deus que se diz justo, e no entanto, muitas vezes, cometeu injustiças, por um Deus que se apossou autoritariamente de uma cidade que era povoada, exterminou seus habitantes e entregou-a para os hebreus dizendo que era a terra prometida .

Por um Deus que roubava e acumulava riquezas de outros povos, por um Deus que se interessava por ouro e prata, por um Deus que permitia escravos (Êxodo 21), por um Deus punitivo, por um Deus que se impôs obrigatoriamente e autoritariamente como um Deus verdadeiro e não deixou alternativas para o povo, dizendo que quem o negasse cairia em desgraça.

A humanidade tem sido controlada por um Deus que se diz o Deus

da vida e no entanto, causou várias mortes, por um Deus que se diz um Deus de amor e no entanto, faltou com amor. Por um Deus que ordena matar inocentes, como bebês e crianças, inclusive mulheres grávidas e idosas, por um Deus que aceita sacrifícios humanos.

Agora eu pergunto: Iahweh seria o Deus de verdade? Isto é impossível. Iahweh é responsável por tantas barbaridades que a humanidade mais cedo ou mais tarde terá que reconhecer. Qualquer tentativa de mostrar um Deus punitivo cujas leis violadas só são pagas através de derramamento de sangue são todas pueris e não representam o verdadeiro caráter supremo e onipotente do DEUS Eterno.

A humanidade foi infelizmente enganada por seres que disseram ser o

próprio "deus verdadeiro" e que facilmente iludiram as mentes primitivas dos homens da Mesopotâmia. Os humanos em sua tamanha

ingenuidade, reconheceram estes seres magnificentes como tal e passaram a adorá-los como se fosse o próprio DEUS. Passaram a segui- los achando se tratar do DEUS Verdadeiro , contudo, tais seres não passam de seres comuns que assim como nós, são imperfeitos, são seres de evolução que possuem uma natureza humana.

Quem são esses seres? São os deuses do passado, cujos indícios, foram tão reais quanto jamais se imaginou! Estes deuses governaram a humanidade desde o princípio! E hoje podemos compreender quem foram eles. Respondendo a questão levantada por Erich Von Däniken na capa de seu famoso livro: sim! De fato eram! Mas esse é um assunto que me dedicarei em meu próximo livro.

Um destes deuses do mundo antigo tornou-se o deus de Israel; e podemos inclusive saber quem ele é!

Capítulo VIII

A Origem da Bíblia

Para conhecermos a verdadeira identidade do deus de Israel, devemos antes ter conhecimento de alguns fatos de suma importância sobre a origem da Bíblia. Por um tempo longo demais, a autoria do Gênesis bíblico vinha sendo creditada aos hebreus na figura de Moisés. Hoje,

por outro lado, está mais que comprovado que o Gênesis bíblico apenas

foi reescrito e trabalhado em cima de uma outra fonte mais antiga: os

textos sumérios.

Moisés, que cresceu entre os faraós do Egito, certamente conhecia as histórias e literaturas do mundo antigo; já que possuía livre acesso aos vastos livros contidos na biblioteca egípcia. Não podemos esquecer que Moisés, tendo sido criado dentro da cultura egípcia, certamente conhecia e adorava os deuses egípcios, que outrora, foram igualmente deuses sumérios. Deste modo, é natural que Moisés tenha sofrido forte influência da literatura estrangeira ao escrever os textos que futuramente, tornariam-se as escrituras hebraicas/judaicas.

A fonte literária de maior influência no mundo antigo é sem dúvida a Epopéia de Gilgamesh, considerada a mais antiga obra literária da humanidade. Na sua forma mais tardia (século VII a.C.) este compilado

de lendas e poemas sumérios deveria ter sido muito popular em sua

época, pois são encontradas várias versões escritas por vários povos e línguas diferentes, sendo que as primeiras versões datam do período Babilônico Antigo (2000-1600 a.C.), podendo ter surgido muito antes

(TIGAY, Jeffrey. On the evolution of the Gilgamesh epic. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 1982, p. 11)

A grande polêmica surge quando comparamos a Epopéia com o

Pentateuco, a parte mais antiga do Velho Testamento, datadas do

primeiro milênio a.C

que o contexto histórico e geográfico que remonta a origem dos hebreus são mescladas com a própria história do povo sumério. Os sumérios e os acadianos foram os principais fornecedores de costumes, rituais e modelos literários a todos os povos do Oriente Médio, onde cada cultura apropriou-se dos textos conforme a sua ótica. (GRELOT, P. Homem quem és? São Paulo: Edições Paulinas, 1980, p. 14).

A influência e semelhanças são gritantes, tanto,

Neste universo de influências literárias, os israelitas não fogem à regra, e inovaram ao excluir todo um panteão de deuses centralizando sua fé num único deus, passando a escrever sua própria história, ora compilando fatos de seu povo, ora adaptando mitos antigos à sua realidade e propósitos.

Entre as maiores autoridades religiosas, já se consente que os primeiros livros do Velho Testamento foram cópias das fontes sumérias. Alguns comentaristas observaram que muito raramente as pessoas interessadas no estudo bíblico são informadas a respeito das verdadeiras origens da Bíblia. Contudo, a Nossa Bíblia, editada pela ed. Loyola/Paulinas, se exime deste julgamento! Na sua introdução especificaram-se as fontes de onde jorraram o Gênesis bíblico dos textos do Antigo Testamento.

Ao contarem as origens do mundo e da humanidade, os autores bíblicos não hesitaram em haurir, direta ou indiretamente, das tradições do antigo Oriente Próximo. As descobertas arqueológicas de aproximadamente um século para cá mostram que existem muitos pontos comuns para as primeiras páginas do Gênesis e determinados textos líricos, sapienciais ou litúrgicos da Suméria, da Babilônia, de Tebas e de Ugarit. Este fato nada tem de estranho quando se sabe que a terra em que Israel se instalou era aberta às influências estrangeiras e que o povo de Deus manteve relações com os seus vizinhos .

O relacionamento da parte histórica da Bíblia hebraica com as fontes

do Gênesis também explica o por que de algumas modificações, cortes

e enxertos feitos nos textos originais; os escribas bíblicos sem

servilismo algum em relação aos originais da Bíblia, adaptaram-se em função das tradições específicas do seu povo enfatizando a fé javista .

O Gênesis possibilita à teologia enraizar a vida dos indivíduos e das nações na vontade amorosa de Deus que se revelou a Abraão. Abraão nasceu em Ur, capital da Caldéia, situada no território que hoje é denominado Iraque, a antiga Suméria. Seu pai provinha de família abastada e exercia funções sacerdotais numa época em que a religião e a ciência andavam de mãos dadas .

Assinam esta Bíblia:

D. Luciano Mendes de Almeida Presidente da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros) Arcebispo de Mariana Glauco S. de Lima Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil Presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristã

Na introdução da Bíblia de Jerusalém, editora Paulus, pode-se ler: A descoberta das literaturas mortas do Oriente Médio e os progressos feitos pela arqueologia e pela história no conhecimento das civilizações vizinhas de Israel mostraram que muitas leis ou instituições do Pentateuco tinham paralelo extrabíblicos bem anteriores às datas atribuídas aos documentos e que numerosos relatos supõem um

ambiente diferente e mais antigo daquele em que estes documentos teriam sido redigidos .

Mais a frente é dito que as redações das fontes (sumérias) de Gênesis foram revisadas, receberam complementos, foram enfim combinadas entre si para formar o Pentateuco .

A Bíblia de Jerusalém não só esclarece esses fatos como também admite, muitas vezes, que algumas histórias foram baseadas em lendas mais antigas. Como por exemplo, em Gênesis 18, onde narra a história de Sodoma e Gomorra e da visita de Iahweh e mais dois anjos a Abraão. Na nota da Bíblia, pode-se ler que tal história foi recolhida e transformada de uma velha lenda sobre a destruição de Sodoma, na qual intervêm três personagens divinos . De fato, esta história foi baseada nos textos sumérios.

Outra evidência histórica é que Ur, o grande centro literário da Mesopotâmia há cerca de 4.500 anos, é a terra do grande patriarca judeu Abraão, que de lá saiu para fundar Israel. Portanto, os escribas judeus tiveram conhecimento deste estilo literário tão difundido. Não há dúvida de que os hebreus se inspiraram no mito de Gilgamesh para contar a história do dilúvio , afirma Rafael Rodrigues da Silva, professor do Departamento de Teologia da PUC de São Paulo, especialista na exegese do Antigo Testamento. Segundo o historiador H.W.F. Saggs, por seus contatos com a Assíria, os persas foram os herdeiros definitivos do império assírio e transmitiram muitas das características da cultura assíria e babilônica aos gregos e, por intermédio destes, ao mundo inteiro.

A literatura criada pelos sumérios deixou uma profunda impressão nos hebreus, e um dos aspectos mais fascinantes de reconstruir mitos e poemas épicos mesopotâmicos consiste em traçar as semelhanças, oposições e paralelos entre as criações hebraicas e sumérias. Deve-se salientar que os sumérios não poderiam ter influenciado diretamente os hebreus, pois haviam como povo deixado de existir muito antes do povo hebreu começarem a existir. Mas há muito poucas dúvidas de que os sumérios influenciaram profundamente os cananeus, que precederam os hebreus na terra hoje conhecida como a Palestina . (Kramer, Samuel Noah, History begins at Sumer, Chicago University Press, 1981:142).

Deste modo, fica evidente que os primeiros hebreus tiveram forte influência da literatura suméria através dos cananeus; região onde os primeiros hebreus habitaram (2000 a.C.) e que mais tarde viria a ser Israel.

Já que os textos bíblicos do Gênesis foram cópias modificadas e trabalhadas dos textos originais sumérios, nos deixa evidente, portanto, que todo o desfecho original da criação de Adão e Eva e o episódio do dilúvio - como está na Bíblia - evoca não ao deus de Israel, mas sim aos deuses sumérios! É neste ponto que se encontra a chave para compreender a identidade do deus Iahweh!

Capítulo IX

Quem é o Deus Iahweh?

Os paralelos e semelhanças entre o Gênesis bíblico e os textos sumérios são muitos, deixando evidente que os textos do Gênesis bíblico são de fato cópias dos textos sumérios. Na verdade, a religião judaica tomou numerosos empréstimos das crenças de outros povos anteriores aos judeus. A arca da aliança evoca, pela sua forma, os oratórios portáteis dos deuses adorados no vale do Nilo, os ritos encantatórios egípcios deixaram traços nas crenças hebraicas, Gilgamesh foi transformado pelos judeus em Nemrod e os touros alados dos assírios tornaram-se os querubins. Dilmun (Edin), o paraíso dos deuses descrito nos textos sumérios, foi transformado pelos judeus em jardim de Éden, os filisteus, vindos provavelmente de Creta, veneravam a pomba e o peixe, e as origens filistinas da estória de Jonas e a baleia são evidentes.

As civilizações que surgiram após os sumérios o berço de todas as civilizações tiveram suas crenças profundamente influenciadas pela religião suméria. Os acádios herdaram as suas crenças dos sumérios, assim como também os babilônios, os assírios, os hititas, os caldeus, enfim, todos os povos da Mesopotâmia tiveram uma forte influência da literatura suméria; bem como também os hebreus.

Analisando os textos antigos, vemos que os deuses foram os mesmos para todas estas civilizações; os deuses sumérios governaram toda a Mesopotâmia e o Egito. Nos textos babilônios, assírios, cananeus, hititas e egípcios, por exemplo, vemos os mesmos deuses dos sumérios chamados de Anunnaki sendo os deuses desses povos.

Apenas seus nomes foram alterados de acordo com a língua de cada civilização, como por exemplo, o deus An dos sumérios, o deus dos deuses, o deus altíssimo, foi chamado pelos babilônios de Anu. O deus sumério Ningizidda foi chamado pelos egípcios de Thoth e pelos incas de Qetzalcoatl.

Quando se estuda as mitologias de toda parte, parece haver panteões diferentes com muitos deuses diferentes. Mas quando se constata que os nomes diferentes têm o mesmo significado nas diferentes línguas, percebe-se que todos estão falando sobre os deuses Anunnaki dos sumérios.

Assim, o pai de Qetzalcoalt/Thoth/Ningishzidda era Enki, a quem os egípcios chamavam Ptaah. Ele era também o pai do deus egípcio Rá, conhecido pelos babilônios e pelos sumérios como Marduk. Zeus e

Poseidon na mitologia grega eram os deuses irmãos Enlil e Enki dos sumérios.

Para compreender melhor esta expansão dos deuses sumérios pelas diversas nações, é necessário saber que nos textos sumérios, é descrito que, em um determinado momento, os deuses sumérios sentiram a necessidade de repartir as terras e os povos entre eles, portanto, os deuses sumérios se espalharam pelas diversas regiões influenciando diferentes povos e civilizações.

Podemos citar como exemplo o deus sumério Marduk, que fundou para

si a Babilônia e reinou como deus dos babilônios. Mais tarde, devido a

um presente de seu pai Enki, Marduk viria a reinar sobre o Egito, e passou a ser conhecido como Rá. Na Bíblia, Marduk é conhecido pelos hebreus como Bel ou Merodaque.

Grande parte das escrituras antigas que estão na Bíblia, foi alterada para satisfazer de acordo com a religião hebraica; como podemos comprovar no capítulo anterior. Com isso, o dilúvio narrado na Bíblia, em Gênesis, foi uma história copiada de textos mais antigos, chamado:

o Poema de Gilgamesh. O poema contém o relato exato do dilúvio (como está na Bíblia), mas vivido por Ziusudra (o Noé bíblico).

Ao contrário do que muitos devem pensar Noé não era hebreu (os hebreus nem existiam ainda como povo). Noé habitava a cidade de Shurubak, na antiga Suméria, vivendo dentro da cultura e costumes sumérios. Ora, sendo Noé um autêntico sumério, significa, portanto, que seus deuses eram os Anunnaki os deuses sumérios; e não Iahweh, que neste período histórico, nem havia se revelado ainda. E a literatura suméria testifica isso!

O texto do dilúvio, em sua origem, por se tratar de um antigo registro

sumério, indica portanto, que no original a narração dessa história não remete ao deus bíblico Iahweh, mas sim aos deuses sumérios! Tendo em mente o assunto abordado no capítulo anterior, podemos compreender que os hebreus, ao trabalharem suas fontes, simplesmente trocaram os deuses sumérios pelo seu deus Iahweh na narrativa do dilúvio.

Na Bíblia, lemos que o deus hebreu Iahweh queria arrasar a humanidade num dilúvio e que teria avisado Noé para construir uma arca para se salvar. Porém, nos textos sumérios (mais antigos que os textos bíblicos), o deus Enlil, desgostoso com a humanidade, pretendia destruí-la no dilúvio. O deus Enki, criador do Homem, quando soube das intenções de seu irmão Enlil de querer arrasar a humanidade no dilúvio, imediatamente avisou Ziusudra (Noé) e o aconselhou a construir um barco submergível (uma espécie de submarino) para se

salvar. Ziusudra contou ainda com a ajuda dos deuses na construção de tal barco.

Observamos que nos textos bíblicos, a alteração é clara: nos textos originais, o deus Enlil e o deus Enki, passaram para as escrituras judaicas transformados na figura de um único deus: Iahweh. Onde um queria destruir a humanidade (Enlil) e o outro queria salvar (Enki); estas duas ações contrárias e vindas de deuses diferentes nos textos originais, passaram para as escrituras judaicas como vindas do mesmo deus, o deus Iahweh; para satisfazer de acordo com a crença hebraica em um único deus.

Nos textos sumérios, quem criou o homem foi o deus Enki juntamente com a deusa Ninharsag (Ninti) e o deus Ningizidda. Na Bíblia, este mérito foi alterado e atribuído ao deus hebreu Iahweh. Conclusivamente, a redação dos textos bíblicos sofreu alterações para mostrar ações de um único deus, quando na verdade, tais textos foram copiados de escrituras que diziam que eram deuses. É importante compreendermos este aspecto.

E é justamente devido a este fato que vemos na Bíblia o deus Iahweh

falando no plural. Afinal, se Deus é um por que ele diz suas frases no

plural?

O homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal . (Gênesis 3:22)

Quem é nós citado por Iahweh?

Então Deus semelhança

disse:

Façamos

. (Gênesis 1:26)

o

homem

à

nossa

imagem

e

A quem Iahweh dirige a palavra quando ele diz façamos ? E por que

ele diz nossa imagem? Quem mais estava com Iahweh na criação?

Antigamente, alguns teólogos agarravam suas explicações na Santa Trindade: Deus é 3 em 1: Pai, Filho e Espírito Santo. Por este motivo, Iahweh fala no plural. Já outros teólogos, dizem que Iahweh dirige a palavra aos anjos que estavam junto à deus durante a criação. Outros ainda, dizem que era Jesus que estava junto com Iahweh.

São várias as explicações dadas, porém nenhuma delas correspondem a verdade; são explicações forçadas, gambiarras construídas para disfarçar aqueles versículos comprometedores, tornando-os aceitáveis com a crença cristã.

Recorrendo às escrituras originais hebraicas, constatamos que o versículo, no original, não contém o nome Deus :

E disse o Elohim: 'Façamos o homem à nossa imagem e '

semelhança

.

Mas o que quer dizer a palavra Elohim? Elohim foi erroneamente traduzido como simplesmente deus , sendo que na verdade, elohim é o plural de deus. O termo hebraico elohim vem de El (Eloah) que significa deus . Portanto, a tradução correta de elohim é deuses .

Voltando então ao versículo hebraico, compreendemos que o motivo da frase estar no plural, é porque ela se refere aos elohim (deuses).

O mesmo ocorre com o outro versículo: O homem se tornou como um

de nós, conhecedor do bem e do mal , que em outras palavras seria: O homem se tornou como um de nós (elohim/deuses), conhecedor do bem e do mal .

Estes versículos se apresentam no plural porque Gênesis foi copiado dos textos sumérios, que por sua vez, referem-se a deuses. De fato, nos textos sumérios que narram a criação do Homem, podemos comprovar que durante a criação, estiveram presentes mais de um deus; participaram da criação o deus Enki, a deusa Ninti e o deus Ningizidda. Portanto, a voz de comando façamos o homem , no plural, é dirigida aos outros deuses que estavam com o deus Enki durante a criação; Ninti e Ningizidda. E isto se encaixa nas outras passagens que se encontram no plural.

Os chefes religiosos fizeram uma revisão das escrituras e onde encontravam Elohim (deuses) substituíam por Deus (Iahweh). Esta grave alteração fez com que os deuses sumérios ficassem disfarçados sob este deus que os hebreus acabara de adotar, e mais tarde, fez com que o mundo se inclinasse a esse deus acreditando se tratar do Deus criador da vida e do universo.

É importante notar também as transformações que as escrituras sumérias sofreram ao longo da história. O nome Ziusudra é de origem suméria, Deucalião em grego e Noé em hebraico. Ziusudra teve seu nome alterado de acordo com cada civilização que utilizou como fonte literária os textos contidos no Poema de Gilgamesh.

É evidente que as escrituras que compõe o Gênesis narram na verdade

os acontecimentos envolvendo os antigos deuses sumérios, mas que foram substituídos pelos judeus pelo nome Iahweh . Portanto, o que se conclui é que no texto original, estaria designado o nome de um dos deuses sumérios ao invés de Iahweh. Mas qual deus sumério?

Ora, nos textos sumérios, Enlil era o governador da Terra. Ele foi o deus principal dos sumérios, sendo igualmente retratado por muitos outros povos: pelos babilônios, pelos caldeus, cananeus, assírios, egípcios, gregos e fatalmente, sob o nome de Iahweh, foi deus dos hebreus.

É muito surpreendente e curioso quando traçamos um paralelo entre os textos sumérios e os textos bíblicos. Podemos desta forma, perceber de forma clara as alterações literárias cometidas pelos judeus:

Criação do Homem

Nos textos sumérios o deus Enki, a deusa Ninharsag e o deus Ningizidda criaram o Homem, segundo a imagem e semelhança dos deuses.

Nos textos bíblicos, Enki, Ninharsag e Ningizidda foram substituídos pelo nome Deus (Iahweh).

No Jardim de Éden (o fruto proibido)

Nos textos sumérios, Enki dá o conhecimento ao Homem (terráqueos). Enlil, irritado, expulsa o Homem (terráqueos) de Edin, o jardim dos deuses.

Nos textos bíblicos, Enki é substituído pela serpente . Enlil cumpre o papel de Deus (Iahweh).

O Dilúvio

Nos textos sumérios, Enlil decide destruir os humanos no dilúvio que estava por vir. Enki avisa Ziusudra sobre a catástrofe iminente e o ajuda a se salvar (ele e família) numa espécie de submarino construído com auxílio dos deuses.

Nos textos bíblicos, Enki e Enlil foram substituídos pelo deus Iahweh; o submarino é alterado para arca .

Após o Dilúvio

Quando Ziusudra oferece sacrifícios no monte Ararat, é Enlil a ser atraído pelo cheiro agradável de carne assada, e (com alguma persuasão) aceita a sobrevivência da humanidade, perdoa Enki e abençoa Ziusudra e sua esposa.

No Gênesis, é para Iahweh que Noé constrói um altar e sacrifica animais, e foi Iahweh quem sentiu o aroma e faz uma aliança com a humanidade.

O Pai dos Hebreus

Nos textos sumérios, Enlil escolhe Ibruum para formar o povo eleito.

Nos textos bíblicos, Iahweh escolhe Abraão para formar o povo eleito.

Abraão e Deus

Nos textos sumério, Enlil, Nergal e Ninurta aparecem a Ibruum, ele lavou-lhes os pés e ofereceu-lhes comida.

Nos textos bíblicos Iahweh juntamente com dois anjos aparecem a Abraão, ele lavou-lhes os pés e ofereceu-lhes comida.

Destruição de Sodoma e Gomorra

Nos textos sumérios, o impiedoso deus Nergal destrói não somente Sodoma e Gomorra com armas terríveis de fogo e enxofre (bomba), ele destrói também mais 3 cidades pecadoras .

Nos textos bíblicos, Iahweh destrói Sodoma e Gomorra com fogo e enxofre caídos do céu.

A Torre de Babel

Nos textos sumérios, o deus Marduk ordenou aos homens que construíssem uma torre sagrada que alcançasse os céus, para os carros celestes dos deuses. Enlil e seus seguidores destruíram o local com fogo e enxofre e depois, confundiram a língua dos povos.

Nos textos bíblicos, Iahweh desaprovou tal torre e confundiu a língua dos povos para impedi-los de construir.

Devido a essas alterações dos textos sumérios cometidas pelos hebreus, vemos que Iahweh é uma união de alguns dos deuses sumérios; muitas vezes, Iahweh é Enlil, outras é Enki, e até mesmo ambos, Enlil e Enki, são retratados como Iahweh na literatura hebraica. Apesar dos vários deuses sumérios terem sido retratados pelos hebreus sob o nome único de Iahweh, alguns estudiosos identificam Enlil como sendo o deus que se tornou definitivamente Iahweh para os hebreus. No entanto, há a possibilidade de que outros deuses sumérios também tenham influenciado os hebreus sob o nome de Iahweh.

Na 10ª tabuleta suméria, conta que logo após o dilúvio e logo após os deuses terem feito a aliança com os Homens, os deuses sentiram a necessidade de repartir entre eles, as terras habitáveis e os povos:

Para que prevaleça a paz, devemos repartir as terras habitáveis entre nós, disse Enlil a Enki . Os deuses sumérios dividiram as terras em 4 regiões: 3 para a humanidade e uma restringida; consagrada aos deuses apenas.

Todos os deuses concordaram; a deusa Inanna ficou com a 3ª região, no vale do Indo, atual Paquistão e parte da Índia. A região neutra destinada aos deuses, a 4ª região (península do Sinai), ficou sob o comando da deusa Ninharsag.

Enki teria ficado com a 2ª região, com a descendência de um dos filhos de Ziusudra (Noé), chamado Ham (Cam), tendo o domínio direcionado à África, mais precisamente na região do Egito. Porém, Enki nomeou seu filho Marduk/Rá para ser o senhor do Egito: A massa de terra de tom escuro que incluía o Abzu [África] lhe concedeu por domínio a Enki e a seu clã, para habitá-la se escolheu ao povo do filho médio de Ziusudra, HAM. Enki, para apaziguar seu filho, sugeriu fazer Marduk senhor deles, senhor de suas terras .

Portanto, Enki deixou o Egito para seu filho Marduk, e através da descendência de Cam, formou Canaã; e na Bíblia nos mostra isso, em outras palavras, que Cam é o pai de Canaã (Gênesis 3:18) e uma terra de deuses estrangeiros, ou seja, uma terra onde Iahweh (Enlil) não era deus. Fato comprovado pelos textos sumérios, onde nos mostra que era uma terra sob influência do deus Enki.

À Enlil, coube a região leste da península, a 1ª região, que já era de seu domínio, e ficou com a descendência dos outros dois filhos de Ziusudra (Noé), Sem e Jafet: As terras habitáveis ao leste da península se apartaram para Enlil e sua descendência, para os descendentes de dois filhos de Ziusudra, Sem e Jafet, para que vivessem ali .

A descendência que Enlil ficou, Sem e Jafet, são justamente as duas descendências que na Bíblia, Iahweh é deus (Sem e Jafé; Gênesis 9:26)! Esta informação deixa evidente que Enlil, na Bíblia, é Iahweh; mais uma comprovação de que os hebreus adaptaram os textos sumérios de acordo com suas crenças, alterando o deus Enlil pelo deus Iahweh. Além de atestar que Enlil cuidou destas duas descendências (Sem e Jafet assim como está na Bíblia), os textos sumérios nos mostram ainda que Enlil teve uma atenção muito especial à descendência de Sem.

De fato, analisando seus descendentes na Bíblia (Gênesis 11:10-26), vemos que de Sem, após várias gerações, surgiu ninguém menos que

Abraão (Ibruum em sumério), que segundo nos conta a Bíblia, se tornou o pai dos hebreus por vontade de Iahweh! "Iahweh disse a Abrão: Eu sou Iahweh, que fez você sair de Ur dos caldeus, para lhe dar esta terra como herança" (Gênesis 15:7).

Segundo a Bíblia, Iahweh escolheu Abraão, para sair de Ur na Suméria e conduzi-lo até a terra prometida , Canaã, região que mais tarde originou o reino de Israel. Nos textos sumérios, Enlil pretendia retomar Canaã, cujas terras, foram ocupadas ilegalmente pelos descendentes de Enki; que deveriam ter permanecido na África. Enlil na verdade queria bloquear os avanços de Marduk que ameaçava tomar posse da sagrada 4ª região (região neutra consagrada apenas aos deuses). Deste modo, escolheu Ibruum (Abraão), de linhagem real na cidade de Ur, a reinar Canaã (Sitchin, 2007, The End of Days).

Além das semelhanças entre os textos bíblicos e os textos sumérios, Enlil teria convocado seu filho Nannar para se encarregar da tarefa:

Na terra entre os rios, de onde veio Arbakad (Arfaxad, antepassado de Sem), há uma cidade como Urim (Ur), será para ti e para o Ningal uma morada longe de Urim. Em sua metade, erija um santuário, e ponha a seu cargo o Príncipe-Sacerdote Tirhu (Taré, pai de Abraão)! Atendendo à palavra de seu pai, Nannar fundou a cidade de Jarán (Harã) na terra de Arbakad. Para que fosse supremo sacerdote em seu santuário enviou Tirhu (Taré), e a sua família com ele . Enlil tinha posto o olhar sobre Ibru-Um (Abraão), o filho maior de Tirhu (Taré) .

Não posso deixar de comentar que a cidade de Ur, na Suméria, onde Abraão habitava com seu pai e família (Gênesis 11:31) pertencia ao deus Nannar, filho de Enlil: Então, Enlil, após consultar Anu, a realeza nas mãos de Nannar ele depositou; pela terceira vez se concedeu a realeza em Urim (Ur), cujo lugar, o divino Objeto Celestial Brilhante permaneceu implantado (13ª Tabuleta; The Lost Book of Enki, Zecharia Sitchin). O deus de Abraão seria, portanto, Nannar; o qual na Bíblia teve seu nome alterado para Iahweh.

De forma semelhante aos textos bíblicos, vemos nos textos sumérios que Ibruum é escolhido por Enlil para se dirigir à Harã, e mais tarde à Canaã (como é mostrado em Gênesis 11:31 e 12:4-5), para se estabelecer na região que originou Israel. Em outras palavras, Enlil é quem formou o povo hebreu - e que deu origem a Israel!

Após ter elegido Ibruum (Abraão) e de ter formado o povo hebreu, Enlil tornou-se deus dos hebreus, mas não ainda como Iahweh, já que antes de Moisés, os hebreus não conheciam o nome Iahweh. Enlil ficou conhecido entre os hebreus como El (assim como seu filho Nannar). Apenas mais tarde - após Moisés - é que os hebreus passaram então a

designar o deus de Abraão (Enlil) como sendo Iahweh. Deste modo, as páginas do antigo Gênesis foram todas revisadas e modificadas para o deus que havia se revelado: Iahweh!

Prova disso é que o nome Iahweh não deveria aparecer na Bíblia antes da história de Moisés, pois este nome foi revelado apenas em Êxodo a Moisés, no entanto, o nome Iahweh (Javé ou Jeová) já aparece muito antes, em Gênesis, o que caracteriza uma alteração (Algumas Bíblias contêm o nome Senhor no lugar de Javé/Jeová).

Capítulo X

El, o Deus de Israel

É interessante observarmos que, de acordo com o Velho Testamento,

os antepassados hebreus adoravam a Deus sob o nome El . El significa simplesmente deus e nos textos da Bíblia há muitas referências, como por exemplo, El-Shaddai (Gênesis 17:1; 43:14) que literalmente significa Deus da Montanha , embora a expressão normalmente seja traduzida como Deus Todo-Poderoso , El-Elyon (Gênesis 14:18-24) que significa Deus Altíssimo e El-Olam (Gênesis 21:33) que significa Deus Eterno , El-Roí (Gênesis 16:13) que significa Deus de visão , El-Betel (Gênesis 35:7) que significa Deus de Betel .

Inclusive o nome El aparece em alguns nomes hebreus, como Isma- El, que significa que Deus ouça , Jo-El, que significa o Senhor é Deus , ou até mesmo Isra-El.

O próprio deus Iahweh afirma a Isaac, filho de Abraão, em Gênesis

46:3: Eu sou El, o Deus de teu pai .

O fato do deus de Israel ter sido conhecido como El pelos hebreus é

algo bastante interessante, pois simplesmente nos revela a identidade

de Iahweh: El na verdade é o nome do deus cananeu!

Para os cananeus (habitantes de Canaã), El era o deus supremo, pai de Baal (Kugel, James L., September 2007. How to Read the Bible: A Guide to Scripture, Then and Now). A Bíblia nos mostra que os antepassados hebreus adoravam o deus Baal (Juízes 2:11-13; Jeremias 12:16; 1 Reis 16:31; 1 Reis 22:54; 2 Reis 17:16) e tinham altares a Baal (Juízes 6:25; 2 Reis 11:18).

É natural essa adoração dos hebreus a Baal, já que os antigos hebreus

se estabeleceram em Canaã, e certamente assimilaram a cultura cananéia louvando seus deuses (Early Israel: Anthropological and Historical Studies on the Israelite Society Before the Monarchy, Brill, 1986). E o fato do deus cananeu, El, aparecer nas escrituras hebraicas, apenas é mais um indício de que Israel surgiu num processo gradual em Canaã.

Tanto El quanto Baal são deuses sumérios. Baal foi o deus sumério Shamash, e seu pai, El, foi na Suméria Nannar/Sin (o deus da Lua). Shamash (Baal) tinha uma irmã, Ishtar, que na Bíblia era conhecida por Astarte; os dois deuses que os antepassados hebreus adoravam (Juízes 2:11-13).

Os antepassados hebreus adoravam estes deuses em Canaã pois foi um culto antigo trazido da antiga Suméria. Como vimos no capítulo anterior, Abraão habitava a cidade de Ur na antiga Suméria, cidade do deus Nannar (El), a quem certamente Abraão cultuava (A Bíblia atesta isso em Josué 24:2; 14).

Então Josué disse a todo o povo: Assim diz Javé, o Deus de Israel:

Outrora, os vossos antepassados, Taré, pai de Abraão e de Nacor, habitavam do outro lado do rio Eufrates e serviam a outros deuses .

Agora, portanto, temei a Javé, servindo-O com integridade e fidelidade. Tirai do meio de vós os deuses, a quem os vossos antepassados serviram no outro lado do rio Eufrates e no Egito. Servi a Javé .

Nannar, a pedido de seu pai Enlil, saiu de sua cidade em Ur levando consigo Abraão até a cidade de Harã (nova cidade de Nannar), e depois para a região de Canaã, e lá se estabeleceram. Nannar em Canaã passou a ser chamado de El; seu filho Shamash, tornou-se Baal.

Por isso vemos uma grande influência da literatura cananéia nas escrituras hebraicas, como por exemplo, a luta vitoriosa de Baal contra o monstro Leviatã descrita nos textos cananeus, aparece na Bíblia como tendo sido Iahweh quem derrotou (Isaías 27:1; Salmos 74:14).

El (Nannar), o deus de Canaã, governou essa região cuidando das descendências de Abraão, até que Canaã tornou-se Isra-EL, através das gerações de Abraão. E é por isso que vemos no Antigo Testamento, entre os antepassados dos hebreus, El como sendo deus de Israel. Inclusive, El é um nome derivado do deus sumério Enlil, pai de Nannar (Joseph Eddy, 1959. Python: A Study of Delphic Myth and Its Origins).

O nome El é derivado de Ellil, o nome acádio do deus sumério Enlil. Deste modo, Enlil, juntamente com seu filho Nannar (El) e seus netos Shamash (Baal) e Ishtar (Astarte) foram os deuses cananeus e consequentemente dos hebreus; através de Abraão (El era usado tanto para um nome quanto para um título).

Contudo, Enlil e Nannar (El) não teriam permanecido entre os hebreus por muito tempo; os deuses se espalharam para outras terras. Tudo indica que outro deus sumério tomou o lugar de Enlil e Nannar, e passou a governar os hebreus. Uma Nova Ordem havia surgido entre os hebreus, e o responsável foi o temível deus Marduk!

Nos textos sumério, após a inesperada destruição da Suméria (devido a destruição de Sodoma e Gomorra também narrada na Bíblia), Enlil teria se convencido, juntamente com seu irmão Enki, que Marduk

havia sido destinado à supremacia na Terra: Que a fila de cinqüenta, que teria passado para Ninurta, seja-lhe dado em seu lugar a Marduk! Que Marduk declare sua supremacia sobre as Regiões desoladas! .

Enlil continua dizendo: Quanto a mim e a Ninurta, não vamos nos interpor mais em seu caminho. Partiremos para as Terras de além dos Oceanos . Enlil, portanto, deixa claro que concorda que Marduk tenha a supremacia na Terra, e que ele, e seu filho Ninurta, partiriam para outras terras além do oceano (Atlântico).

Nannar, por sua vez, ficou inconsolável ao ver o fim de sua bela e adorada cidade de Ur na Suméria. Posteriormente abandonou até mesmo sua nova grande cidade, Harã, pois, segundo os registros, Nannar teria ficado zangado com sua cidade e seu templo e foi para o céu; e a cidade e os habitantes conheceram a ruína . Contudo, Nannar teria voltado mais tarde e restaurado seu templo em Harã, renovando seu culto, e com isso, dando origem ao Islã (Sitchin, The End Of The Days).

Dentro destas circunstâncias, é bem provável que Marduk, após ter sido reconhecido como deus supremo pelos outros deuses, tenha assumido o domínio da região de Canaã como o novo deus dos hebreus.

Marduk era um deus severo, cruel e punitivo. As características de Iahweh, como mostram a Bíblia, se encaixam perfeitamente na imagem de Marduk. Assim como Iahweh, Marduk foi um deus guerreiro, que esteve envolvido em combates, guerras e destruições de cidades. Marduk era agressivo, ambicioso, dominador e conquistador; da mesma forma que Iahweh é descrito nos textos do Antigo Testamento. Há ainda semelhanças com os títulos que carregavam.

Quando adquiriu a supremacia na Terra, Marduk proclamou a si mesmo como deus supremo da Terra, o deus dos deuses (Sitchin, O Fim dos Dias). Assim, em uma cerimônia realizada na presença dos principais deuses, Marduk foi coroado rei dos deuses . Na Bíblia, Iahweh também é designado como rei dos deuses: Por que Iahweh é um Deus grande, o grande rei sobre todos os deuses (Salmos 95:3). Iahweh, assim como Marduk, também se proclama deus dos deuses:

Pois Iahweh vosso Deus é o Deus dos deuses (Deuteronômio 10:17; Daniel 2:47). São semelhanças que aproximam muito a identidade destes dois deuses.

Como podemos observar nitidamente, os deuses sumérios estão misturados na figura de Iahweh; Enki, Enlil, Nergal, Ninurta, Nannar,

Marduk todos foram designados como Iahweh na Bíblia em diversos momentos diferentes, porque os judeus fizeram essa troca de nomes.

Entretanto, mesmo tendo conhecimento deste fato, fica um pouco difícil para nós identificarmos quem de fato é o deus Iahweh que se revelou a Moisés e que comandou o povo hebreu deste ponto em diante. Os textos sumérios não contêm os relatos da história de Moisés; pois foram escritas pelos próprios hebreus. Deste modo, fica difícil apontarmos qual deus sumério se tornou definitivamente Iahweh para os hebreus a partir de Moisés.

Mas isso não nos impede de analisarmos as evidências com as informações que temos dos registros.

Muitos autores sobre o tema atribuem Iahweh a Enlil, contudo, Sitchin, um dos especialistas da mitologia suméria, é categórico ao afirmar que nenhum dos deuses sumérios seria de fato o Iahweh que se revelou a Moisés. Embora Sitchin reconheça que os hebreus designaram os deuses sumérios como Iahweh nas páginas do Gênesis (isso devido a alterações dos nomes feitas posteriormente), ele afirma que o deus que se revelou a Moisés sob o nome de Iahweh não faz parte do panteão sumério, mas uma divindade superior e autêntica acima dos deuses sumérios; Iahweh seria Deus até mesmo dos deuses sumérios, como ele nos mostra em seu livro Divine Encounters.

Embora muitos autores discordem disso inclusive eu, já que Sitchin é judeu convicto em alguns pontos a argumentação de Sitchin é válida. Traçando um perfil dos principais deuses sumérios candidatos a ter se tornado o Iahweh de Moisés, temos, por eliminação, os seguintes pontos para averiguação:

Enki jamais poderia ter sido Iahweh. Apesar de ter permanecido na Terra segundo os registros, Enki teve seu domínio direcionado à África. Sem mencionar que a personalidade cruel e destrutiva de Iahweh em nada tem a ver com a personalidade paterna de Enki. É portanto impossível que foi Enki que se revelou a Moisés como Iahweh; o mesmo vale para seu filho Ningizidda/Thoth, que após ter sido destronado do Egito pelo seu irmão Marduk, tornou-se a divindade Qetzalcoatl (serpente de plumas) dos povos da Mesoamérica.

Outro deus sumério candidato que inclusive foi deus dos patriarcas (Abraão) foi Nannar (El). Os registros indicam que Nannar ficou na Terra, porém, Nannar permaneceu com seu domínio em Harã (Turquia), onde deu origem ao Islã; conforme visto. Seu filho, Shamash (Baal), igualmente não poderia ter sido Iahweh, pois a Bíblia nos mostra que Baal foi adorado pelos hebreus em muitos episódios, e inclusive, Iahweh combatia a adoração a Baal; conforme visto. A irmã

de Baal, Astarte (Ishtar), também não poderia ter sido Iahweh, pois sua região ficava onde hoje é a Índia, na qual originou o Hinduísmo. Astarte também era adorada pelos hebreus no início e sua adoração também foi combatida por Iahweh.

Marduk, apesar de ter recebido a supremacia na Terra, tudo indica que não foi duradoura. Por mais que ele tenha influenciado os hebreus por um determinado tempo (inclusive os hebreus foram escravos de seu reino no Egito) e por mais que ele se assemelha muito a Iahweh no Antigo Testamento, Marduk era bem conhecido pelos hebreus como Merodaque e como Bel, tendo sido inclusive, combatido por Iahweh (Jeremias 50:2).

Seu império, a Babilônia, caiu em ruínas, e de acordo com uma fonte citada por Sitchin em seu livro The End Of The Days, Marduk morreu por volta de 484 a.C. e teve seu túmulo destruído por Xerxes (Strabo, Geography, Section 16.I.5; Diodoros of Sicily, Bibliothca historica, Livro XVII 112.1)

Dos deuses que permaneceram na Terra, temos Nabu, o filho de Marduk. Nabu esteve ao lado de seu pai Marduk e o ajudou em sua ambição pela supremacia na Terra. Por isso, Nabu era visto como uma ameaça pelos outros deuses (Enlil e Ninurta) que não queriam em hipótese alguma, Marduk no comando da Terra. Tais disputas pelo poder geraram muitos conflitos e guerras, tanto, que os deuses decidiram em uma assembléia que deveriam parar Marduk e Nabu de forma drástica: utilizando armas de destruição; o que culminou infelizmente com o fim da Suméria.

Nabu poderia perfeitamente ter sido o sucessor de seu pai, Marduk, no poder e domínio da Terra. Os registros dizem que Marduk desenvolveu um numeroso exército de resistência em Harã (cidade do deus Nannar que havia sido tomada por Marduk), e Nabu, em Canaã (Israel), recrutou exércitos para repelir Enlil e seu clã (Ninurta, Nannar, Shamash e Ishtar). Contudo, não há evidências suficientes para sustentar que Nabu tenha sido Iahweh. Nabu, que foi uma das principais divindades da Assíria, não possui qualquer registro de sua presença após a morte de seu pai, Marduk; Nabu teria desaparecido das páginas da história nesse período (Sitchin, The End Of The Days).

O fato de Nabu ter sumido dos registros históricos, nos induz a pensar que muito provavelmente, ou ele teria morrido ou seria devido ao fato dele ter se tornado Iahweh. Entretanto, Nabu - assim como seu pai Marduk - também era combatido por Iahweh. São citados na Bíblia sempre como inimigos:

O deus Bel (epíteto de Marduk) cai, o deus Nebo (Nabu) é abatido, os seus ídolos são entregues às feras e às bestas de carga; a carga que leváveis aos ombros é um peso para bestas cansadas. Esses deuses caem e prostram-se, não conseguem salvar aqueles que os transportam, até eles próprios vão para o exílio (Isaías 46:1-2).

Dentre os principais deuses sumérios, nos resta agora apenas Enlil. Enlil seria um ótimo candidato a Iahweh, pois suas características se assemelham e muito.

Enlil era o Senhor do Comando , e de fato ele era o deus supremo na Terra, conforme nos atesta o Épico Atrahasis:

Anu, pai deles, era o governante; seu comandante era o herói Enlil. Seu guerreiro era Ninurta; seu provedor era Marduk.

Todos se deram as mãos,

fizeram lotes e os dividiram:

Anu subiu ao céu;

a

Terra foi tornada um assunto de Enlil.

O

reino da fronteira do mar

ao príncipe Enki foi dada. Depois que Anu subiu ao céu, Enki desceu para o Apsu .

Uma situação que corresponde ao deus Iahweh: Sim, porque Tu és, ó Iahweh, o Altíssimo sobre a Terra inteira, mais elevado que todos os deuses (Salmos 97:9).

Enlil era um deus severo, rígido e punitivo, dotado de uma crueldade perversa, que um dia, pretendeu destruir toda a humanidade num dilúvio. Apesar de seu caráter cruel, Enlil tinha o hábito de recompensar aquelas pessoas que cumpriam as tarefas que ele designava. Enlil provia as necessidades de todos, assegurando-se de que a terra e as pessoas estivessem bem e prósperas; por isso ele era chamado pelos sumérios de Pai Enlil .

Em um hino para Enlil, O Todo Benéfico, afirmava que sem ele nenhuma cidade seria construída, nenhuma colonização realizada, nenhuma cerca ou estábulo erguidos, nenhum rei seria coroado, nenhum sumo-sacerdote nascido . Tal verso recordava o fato de que Enlil precisava aprovar os reis e de que forma a linhagem de sacerdotes se ampliava no terreno sagrado do centro do culto em Nippur; sua cidade na Suméria.

Essas duas características de Enlil - rigidez e punição pelas transgressões, benevolência e proteção aos que mereciam, são similares às de Iahweh, conforme é mostrado na Bíblia. Iahweh pode abençoar e Iahweh pode maldizer, afirma explicitamente Deuteronômio 11:26. Se os mandamentos divinos forem seguidos, o povo e sua descendência serão benditos, suas colheitas serão abundantes, sua criação se multiplicará, seus inimigos serão derrotados, e o povo será bem sucedido em tudo aquilo que escolherem fazer; mas se esquecer Iahweh e seus mandamentos, eles, suas casas e campos serão amaldiçoados e aflitos, com perdas, privações e fome (Deuteronômio 28).

Foi Iahweh quem determinou que existissem sacerdotes; foi ele quem ditou as regras para o reinado (Deuteronômio 17:15), e deixa claro que será ele quem vai escolher o rei - como sem dúvida foi o caso, séculos depois do Êxodo, começando com a escolha de Saul e Davi. Em tudo isso, Iahweh e Enlil são equivalentes.

Outra semelhança curiosa é o uso do número sete na Bíblia. A semana possui sete dias. Foi no sétimo dia que deus descansou após a criação, tornando-o um dia santo. A maldição de Caim durou sete vezes sete gerações; Jericó deveria ser circulada sete vezes até que suas muralhas caíssem; muitos dos ritos sacerdotais deveriam ser repetidos sete vezes, ou durar sete dias. Num mandamento mais duradouro, o Festival do Ano Novo foi deliberadamente alterado do primeiro mês, Nissan, para o sétimo mês, Tishrei, e as principais festas religiosas duram sete dias.

Mas por que o número sete foi tão empregado na Bíblia? O número sete era associado, na Mesopotâmia, a Enlil. Ele era o deus que é sete (Sitchin, Divine Encounters).

Mas será que além de todas essas incríveis semelhanças, Enlil, de fato, tornou-se Iahweh a partir de Moisés? Somando com as informações apresentadas, há alguns fatores importantes a se considerar que determinam um elo muito forte entre Enlil e Iahweh

Na Bíblia é dito que Iahweh chamou Abraão para sair da cidade de Ur para conduzi-lo até a terra prometida , Canaã. Contudo, nos textos sumérios, vemos que essa foi uma vontade do deus Enlil. Portanto, Enlil seria Iahweh?

Bem, quando os deuses repartiram as terras entre eles, é dito que Enlil ficou com a região da Mesopotâmia, ficando com a descendência de dois filhos de Noé; Sem e Jafet. Abraão (designado na Bíblia como pai dos hebreus) é descendente de Sem após várias gerações, uma descendência que a princípio, pertencia indubitavelmente a Enlil, e que

teria deixada aos cuidados de seu filho Nannar, em Harã, até que se ocupasse Canaã (conforme vimos). Enlil deixou claro a Abraão que através dele faria uma nação que ocuparia a região de Canaã. Deste modo, é evidente para nós que Enlil é o responsável pelo surgimento do povo hebreu, que mais tarde, viria a ser Israel.

Tal argumento é bastante conclusivo para atestar que Enlil é o Iahweh que se revelou a Moisés; já que ele foi o responsável pelo surgimento dos hebreus. Seria natural, portanto, que Enlil continuasse a conduzir sua descendência (hebreus) através das gerações seguintes. Entretanto, Enlil teria abandonado os hebreus logo após a destruição da Suméria, e teria se mudado para terras além do oceano, onde Enlil, e seu filho Ninurta, teriam juntos fundado uma nova civilização (Inca no Peru).

Talvez não seja coincidência de que neste período os hebreus tenham sido escravos (por cerca de 400 anos) dos egípcios (reino de Marduk). Então, após esse longo período, Enlil retornou, como atesta a Bíblia em Êxodo 2:23-24: Deus lembrou-se da sua aliança com Abraão, Isaac e Jacó . Enlil teria retornado e retomado seu reinado na Mesopotâmia.

E esta é mais uma evidência a favor de que Enlil é realmente Iahweh, pois conforme a Bíblia narra, em Êxodo 3:15, Iahweh aparece a Moisés e lhe diz:

Deus disse ainda a Moisés: Dirás assim aos filhos de Israel: Iahweh, o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o deus de Isaac e o Deus de Jacó, é que me enviou a vós .

Iahweh afirma que ele é o deus de Abraão! E quem, nos textos sumérios, é o deus de Abraão? Conforme vimos anteriormente, sabemos que o deus dos patriarcas (Abraão, Isaac e Jacó) é Enlil! Sendo assim, o fato do deus Iahweh se revelar a Moisés e afirmar que ele é o deus de Abraão, nos comprova, sem sombra de dúvidas, que Iahweh é Enlil! Isso explicaria muita coisa na Bíblia, como por exemplo, o temperamento ruim de Iahweh; equivalente com o de Enlil.

Essa pista é bastante conclusiva e não nos deixa dúvidas quanto à identidade do deus de Israel, antiga Canaã, outrora governada por El, a quem os acádios chamavam de Ellil, o deus de Abraão que o fez sair de Ur na Suméria para estabelecer uma descendência nas terras que Enlil nomeou como Isra-EL, revelando-se agora aos hebreus como Iahweh, para governar sua região e sua descendência: os hebreus, os remanescentes dos sumérios!

Capítulo XI

Anunnaki, os Deuses Sumérios

Nos tempos antigos, a humanidade se viu envolta a seres extraordinários, possuidores de uma grande sabedoria e tutores dos diversos segredos e mistérios da vida e do planeta. Foram reconhecidos como verdadeiras divindades aos olhos dos povos primitivos, cujo poder, ultrapassava a compreensão de seus adoradores; os deuses podiam voar pelos céus bem como usar armas de destruição quando necessário.

Estes deuses que vieram dos céus guiaram a humanidade, e conforme seus interesses travaram guerras, disputaram poder, dividiram os povos por regiões e línguas diferentes, trouxeram progresso, muitas

vezes, destruição; o planeta era uma espécie de tabuleiro dos deuses ,

e a humanidade, seus peões.

Os deuses, criadores do homem e protetores da humanidade, decidiram nos deixar um legado: a Suméria. E desde então, os deuses antigos foram responsáveis pelo surgimento de diversas e imponentes outras civilizações espalhadas pelo mundo. Estes deuses governaram todas essas civilizações sob muitos nomes diferentes, e os registros literários dos povos antigos, nos contam toda a trajetória, desde o princípio, destes deuses misteriosos.

Afinal, quem eram eles? De onde vieram? Por que vieram? Os registros mais antigos sobre a chegada destes deuses estão nos textos sumérios. Os sumérios se referiam aos seus deuses como Anunnaki.

Anunnaki é um termo que designa o grupo de deuses da antiga civilização Suméria; foram os grandes deuses da humanidade registrados pelos escribas sumérios em Tabuletas de argila.

A incrível história contida nas Tabuletas sumérias começa contando sobre um avançado povo habitante de um mundo longínquo, chamado Nibiru, a morada dos deuses. Os sumérios chamaram os habitantes desse mundo de Anunnaki, que significa Aqueles que do Céu vieram

a

Terra .

Segundo os registros sumérios, Nibiru (a morada dos deuses) é um planeta gigante e avermelhado, pertencente ao nosso sistema solar muito além de Plutão. Os sumérios, inclusive, revelam que este planeta possui uma longa volta ao redor de nosso Sol que dura cerca de 3.600 anos terrestres.

Os deuses Anunnaki foram os verdadeiros criadores da raça Humana e criadores do Homem civilizado. Ofertaram como herança ao gênero Humano a região que ficou conhecida como Suméria, tornando-a a primeira civilização da Terra há 6.000 anos. Os Anunnaki instruíram o Homem passando-lhe todo o tipo de conhecimento e sabedoria; ensinaram todas as artes, a escrita, os segredos do céu e da terra, a agricultura, pastoril, a monarquia e etc. Os deuses sumérios não só criaram a Suméria, como também todas as outras civilizações e povos seguintes; como a Babilônia, o Egito, a Assíria, incluindo Israel.

Os Anunnaki eram muito numerosos e reinaram sobre a Terra como os deuses de todas as civilizações antigas. Dentre eles, podemos destacar como principais: Anu, o rei de Nibiru e pai de Enki, Enlil e Ninharsag. Os deuses Marduk e Ningizidda eram filhos de Enki. Já Ninurta e Nannar, filhos de Enlil. Os Anunnaki tiveram um papel fundamental na nossa evolução como espécie e no nosso progresso científico e cultural. Eles influenciaram toda a humanidade e são os grandes responsáveis pelos surgimentos das religiões na Terra.

De forma reveladora, não podemos deixar de destacar que, de acordo com os registros sumérios/babilônicos, os Anunnaki vieram de um outro planeta, cujo nome é Nibiru; a morada dos deuses.

Esta importante informação nos esclarece de forma extraordinária sobre a verdadeira natureza dos deuses antigos, cuja atual compreensão, vemos se tratar de seres extraterrestres. Isso só é possível porque os sumérios eram ótimos astrônomos e conheciam o espaço como ninguém; conheciam a existência de todos os planetas de nosso sistema solar. E este impressionante conhecimento registrado, atesta a existência de um planeta ainda desconhecido por nossos cientistas, um planeta que os sumérios chamavam de Nibiru; o planeta que segundo eles, os deuses vieram.

Pela primeira vez os deuses não são retratados como seres mágicos e sobrenaturais, mas como reais habitantes de um outro planeta! Isso amplia a nossa compreensão sobre os deuses antigos e constatamos que certamente, os extraterrestres foram divinizados pelos povos antigos e desprovidos de ciência.

Mas seria possível seres avançados de um outro planeta, terem visitado a Terra há milhares de anos, tendo sido com isso, reconhecidos pelos povos antigos como deuses? Com certeza é um tema muito fascinante, que será abordado detalhadamente em meu próximo livro.

Deixando as especulações de lado, os registros sumérios, por outro lado, atestam que sim, os deuses vieram de um outro planeta; e talvez

hoje, se os deuses aparecessem, comprovaríamos que de fato se tratavam de extraterrestres.

Mas a questão mais importante de tudo isso, é compreender que se os textos sumérios afirmam que seus deuses - Anunnaki - vieram de um planeta, significa, portanto, que os deuses das civilizações antigas, Enki, Enlil, Ninurta, Marduk, Nannar e etc, eram todos extraterrestres. E já que Iahweh é Enlil, torna-se evidente a revelação de que o deus de Israel, o deus registrado na Bíblia, é um extraterrestre!

E dentro de uma visão mais ampla, percebemos ainda que os cristãos desconhecem completamente sobre o deus que acreditam; fortemente retratado sob uma visão religiosa. Os cristãos, profundos seguidores da Bíblia, acreditam cegamente que o deus de Israel seja o DEUS verdadeiro, entretanto, dentro de seus conceitos limitados e distorcidos, não sabem que na verdade estão adorando Enlil, um deus do panteão sumério, um deus de natureza humana, um deus extraterrestre!