Cotas para a discriminação

Amanda Darela de Oliveira Nas atuais competições da vida, nos deparamos com um ponto questionável, cotas para negros. Tal tema é debatido por todos, até mesmo entre aqueles que usufruem desse benefício. O objetivo dele, teoricamente, é igualar negros e brancos para que não haja discriminação, sendo que os negros terão oportunidade de ter o mesmo padrão social dos brancos. Diante de tal exposição, os pontos a favor de cotas raciais se multiplicam. Mas, se analisarmos a questão de um ponto de vista diferente, encontramos divergências comprovando que o objetivo das cotas, por mais almejado que seja, não é cumprido. Quando nos deparamos com concursos que fazem tais distinções, fica claro que se o processo de seleção já é distinto, o que mais não será? Quando um negro é aprovado por tal sistema, ele está sendo diferenciado de todos os demais que fizeram parte do processo seletivo, e essa posição não irá mudar com o passar do tempo ou com o espaço conquistado. Essa pessoa continuará sendo diferenciada não só pelos outros, mas por ele mesmo. Na prática esse sistema é falho e racista. Se fosse extinto tal processo de seleção e implantado um que segue a mesma linha, mas com objeto diferente, no caso abordaríamos as classes sociais e não as raças hipoteticamente existentes. Esse sim teria um caráter social de maior amplitude e não diferenciaria as pessoas quanto sua pele, apenas forneceria uma possibilidade para aqueles que não as têm, independente de raça, cor ou religião. 46% da população brasileira é negra, isso é um número bastante considerável dada a diversificação de raças no Brasil. Só que um dado que assusta muito mais é que 77% da população pobre brasileira é negra. Temos uma demanda econômica desfavorável muito maior que a racial. E se tal área problemática começa a ser solucionada, providenciando suporte econômico para que pessoas possam adquirir o conhecimento necessário e desenvolver-se dentro e com a sociedade, o problema da discriminação racial automaticamente seria excluído. Porque a diferença está em eu ser um “negro” rico ou pobre, ou um “branco” rico ou pobre. Classes discriminam classes e não a cor. É óbvio que presenciamos diversas vezes cenas de racismos que chocam a todos, mas a demanda é muito maior de cenas de discriminação social. Não são raras as

Porque não fornecer a essas pessoas uma oportunidade sem discriminá-las? Incentivar a criação de cotas raciais afasta cada vez mais a possibilidade de diminuir as diferenças entre elas e não realiza nenhuma alteração no quadro social brasileiro. ou até mesmo de chegarem a ele. onde os pobres continuaram pobres e sem possibilidade de mudança alguma.vezes em que ficamos receosos ao nos aproximar de uma pessoa. somente pelo fato de ser visivelmente duma classe economicamente desfavorável em relação a nossa. chegamos a questionar a índole dela. . aparentemente pobre. É fato que no Brasil grande parte das pessoas com necessidades financeiras não conseguem concluir o ensino médio por serem obrigadas a trabalharem mais cedo para ajudar no sustento da família. Tubarão. 27 de março de 2008. O problema brasileiro está nas pessoas que não conseguem concluir uma faculdade por não terem meios para pagá-la.

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