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Análise Matemática II, MIEM/MIEIG

Cap. 2 Campos escalares

Teresa Arede

2.1 Domínios, gráficos e conjuntos de nível

f :

D

R ,

para (

x ,x ,L,x

1

2

n

)

domínio de f

D

=

=

Dom f

{(

x

1

,x

2

L

,

=

,x

n

)

R

contradomínio de f

D

n

D

: f

R

n

f

(

x

1

,x

2

,

C.D.f

(

x ,x ,L,x

1

2

n

)

R

L

,x

n

R

)

está definida

Exemplos:

1 -

f

(

x,y

)

= x

2

Dom f = R

2

+ y

2

e C.D.f = [0,+ [

}

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2

f

(

x,y,z

Domf =

=

)

(

= ln 1

2

x

2

y

{(

{(

x,y,z

)

R

3

: 1

x,y,z

)

R

3

: x

2

+

z

2

)

2

 

2

x

y

2

+

y

z

Teresa Arede

>

z

2

<

2

1

}

0

=

}

- interior de uma esfera, de centro na origem e de raio 1.

Como

0

< 1

Gráficos

(

2

x +

2

y +

z

2

)

1 obtém-se C.D. f = ] ,0]

Se z = f ( x,y ) o gráfico de f é

 
 

{(

x, y,z

)

R

3

: z=

f

(

x, y

)

e

(

x, y

)

Domf

}

R

3

Se u = g (x, y,z) o gráfico de g é

 

{(

)

x, y,z,u

 

R

4

: u=

g

(

x, y,z

)

e

(

x, y,z

)

Domg

}

R

4

Não há representação gráfica!

 

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Teresa Arede

Exemplos

2 2 1 - f ( x,y ) = x + y 2 2 O
2
2
1
-
f
(
x,y
)
= x
+ y
2
2
O gráfico tem como equação
z = x
+ y
z
2
2
z = x
z = y
k 2
2
2
x + y
= k
k 1
2
2
x + y
= k
1
y
x

2

Paraboloide circular

2

-

f

(

x,y,z

)

2

= x

+ 2y

2

+ 3z

2

Gráfico

subconjunto de

tem

como

R

4

.

equação

2

u = x

+ 2y

2

+ 3z

2

-

32

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Conjuntos de Nível

f

(

x ,x ,L,x

1

2

n

) ,

(

x ,x ,L,x

1

2

n

)

D

Teresa Arede

conjunto de nível de f, associado a c

R

L

c

=

{(

x ,x ,L,x

1

2

n

)

D

:

f

(

x ,x ,L,x

1

2

n

)

=

c

}

Para n=2

L

c

=

{(

x

1

,x

2

)

Para n=3

L

c

=

{(

x

1

espaço

,x

2

,x

3

D

)

:

f

(

D :

x

1

f

,x

2

(

x

1

)

=

,x

2

c

} curvas no plano

,x

3

)

=

c

} superfícies

no

33

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Exemplos

1

-

f

(

x,y

)

2

= x

+ y

2

Conjuntos de nível

2

x

+ y

2

= k,

k 0

Teresa Arede

circunferências

y x
y
x

2

-

f

(

x,y,z

)

2

= x

+ 2y

2

+ 3z

2

2 2 2 Conjuntos de nível x + 2y + 3z = k, k ≥
2
2
2
Conjuntos de nível
x
+ 2y
+ 3z
= k, k ≥ 0, elipsoides
z
c
b
a
y
x
k
k
onde
a =
k ,
b=
e
c=
.
2
3

34

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Teresa Arede

Outros exemplos de superfícies que aparecem como gráficos ou conjuntos de nível de funções de duas ou três variáveis.

I – Esboce os gráficos das seguintes funções

a)

c)

2

y = x

2

z = x

+ z

,

2

y

+ 1

R

b)

z =

2 2 x + y
2
2
x
+ y

II – Determine e esboce os conjuntos de nível das seguintes funções, que passam nos pontos indicados:

a)

b)

c)

d)

e)

f

f

f

f

f

(

(

(

(

(

x, y

x, y

)

)

 

2

= x

 

2

= x

+ y, ponto P = (0,2)

y

2

, ponto

P =

( 2,1 )
(
2,1
)

x, y,z

x, y,z

x, y,z

)

)

)

2

= x

2

= x

2

= x

+ y

+ y

+ y

2 2 z 2 2 z 2 2 z
2
2
z
2
2
z
2
2
z

, ponto P = (0,0,0)

, ponto P =

( 2,0,1 )
(
2,0,1
)

, ponto P = (0,0,1)

35

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Teresa Arede

Breves noções de topologia em R n

Bola aberta em R n , de centro a e raio r>0

a

R n

e r>0 .a
e
r>0
.a
n , de centro a e raio r>0 a R n e r>0 .a B( a;r

B( a;r )

{

=

x

R

n

:

.a
.a
raio r>0 a R n e r>0 .a B( a;r ) { = x R n

x

<

a

r

}

Bola fechada em R n , de centro a e raio r>0

a

R n

e

r>0

B( a;r )

Exemplos

1 - Para n=1

B( a;r

B( a;r

)

)

{

{

= x

= x

R :

R :

x

x

<

a

a

}

}

r

=

r

=

]

[

a

a

{

=

x

R

n

:

x

a

r

}

+

r,a

r

[

intervalo aberto

+

r,a

r

]

intervalo fechado

36

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2 - Para n=2,

B( a;r )

=

=

{

{

x = ( x ,x

1

2

)

x

R

2

:

x

(

x

1

,x

2

)

R

2

e

a = ( a ,a

1

2

<

a

:

(

}

r

=

x

1

a

1

2

)

+

)

Teresa Arede

(

x

2

a

2

2

)

<

interior do círculo em

R

2 , de centro a e de raio r

B( a;r )

{

=

x

=

{

(

x

1

R

2

,x

2

)

:

x

R

2

a

:

(

}

r

=

x

1

a

1

2

)

+

círculo em

R

2 , de centro a e de raio r

(

x

2

a

2

)

2

3 - Para n=3 e

x =

(

x

1

,x

2

,x

3

)

e

a =

(

a

1

,a

2

,a

3

)

B( a;r )

=

=

{

( x

1

,x

2

{

x

,x

3

)

R

3

:

R

3

x

<

a

:( x

1

}

r

=

a

1

2

) +

( x

2

a

2

2

+ )

( x

3

3

interior da esfera em R , de centro a e de raio r

B( a;r )

=

=

{

( x

1

,x

2

{

x

,x

3

)

R

3

:

x

a

R

3

:( x

1

}

r =

a

1

2

)

+

( x

2

a

2

2

+

)

3

esfera sólida, em R , de centro a e de raio r

( x

3

a

3

r

2

r

2

}

}

a

)

3

2

< )

2

r

2

37

r

}

2

}

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Teresa Arede

Ponto Interior a um conjunto S

a

é ponto

B(a;r)

S

interior de

S

R

n

se existir r>0

tal que

a. r S
a.
r
S

O conjunto de todos os pontos interiores de S diz-se o interior de S - int S

Conjunto Aberto

O

R

n

é aberto

se todos

os

interiores, isto é, se int O = O

seus pontos são pontos

a. b. O
a.
b.
O

38

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Exemplos:

Teresa Arede

1 - Em R: ]a,b[ é um conjunto aberto.

2 - Em

]

a,b

[

R

2

]

[

c,d =

{

(

x

1

,x

2

)

R

2

: x

1

]

a,b

[

e

x

2

]

c,d

[

}

produto cartesiano dos intervalos ]a,b[ e ]c,d[ - retângulo

aberto em

R

2

d . c a b
d
.
c
a
b

Ponto Exterior a um conjunto S

.a S
.a
S

39

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Teresa Arede

Ponto Fronteira de um conjunto S

Um ponto que não é nem ponto interior nem ponto exterior

de

S chama-se ponto fronteira de S.

O

conjunto de todos os pontos fronteira de S formam a

fronteira de S a qual se representa por S.

. x S . a . b
. x
S
. a
. b

Ponto de acumulação de um conjunto S

a

S

R

R

n diz-se um ponto de acumulação (ou ponto limite) de

n se, em toda a bola aberta de centro a, existe um

ponto de S, diferente de a.

40

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Apêndice da secção 2.1

Teresa Arede

Superfícies em R 3 - Breve Resumo

A equação cartesiana de uma curva no plano é, geral, uma equação da forma

F (x , y) = 0

que representa uma relação entre as variáveis x e y.

Exemplos:

1.

2.

3.

4.

5.

x

2

+

y

2

= r

2

x

2

a

y

2

=

+

y

2

b

2

a x

2

= 1

+ b

y

=

a x + b

y

= e

a x

(r > 0)

(a > 0 , b > 0)

(a

(a

, b

, b

(a

R)

R)

R)

Circunferência

Elipse

Parábola

Reta

Curva exponencial

41

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Teresa Arede

Uma superfície em R 3 tem, em geral, como equação

cartesiana uma expressão da forma

F (x , y , z) = 0

isto é, uma relação entre as três variáveis x, y e z , num

sistema de eixos cartesiano em R 3 .

Exemplos, já conhecidos, de superfícies planas e esféricas

I . Planos (superfícies planas)

ou

a

(

x

com a , b , c

x

0

)

+

b

(

y

y

0

)

+

c

(

z

)

z =

0

a x + b y + b z = d

R e

d = a x

0

+ b y

0

+ c z

0

0

Estas equações representam um plano, perpendicular ao vetor de coordenadas (a, b, c) e que passa no ponto

(

x

0

, y

0

, z

0

)

.

Para obter um esboço gráfico do plano podemos começar por obter as suas intersecções com os planos coordenados.

42

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Teresa Arede

Exemplo: Plano de equação x+y+z=1 z (0,0,1) (0,1,0) y (1,0,0)
Exemplo: Plano de equação x+y+z=1
z
(0,0,1)
(0,1,0)
y
(1,0,0)

x

Fig. 1

II . Superfícies Esféricas

x

2

(

x

+

y

2

x

0

)

+ z

2

+

2

(

= r

y

2

y

0

)

2

+

(

z

z

0

)

2

=

r

2

43

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Teresa Arede

São equações que se deduzem da fórmula da distância entre dois pontos em R 3 .

Exemplo: Superfície esférica de equação

2 2 x 2 + y + z = 25 z 5 5 5 y
2
2
x 2
+
y
+ z
= 25
z
5
5
5
y
x

Fig. 2

Vamos considerar outras superfícies, nomeadamente:

III . Superfícies quádricas de que é exemplo a esfera

IV . Superfícies cilíndricas

V . Superfícies de revolução

44

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Teresa Arede

Veremos: a definição, algumas propriedades, e o seu esboço ou representação gráfica.

III . Superficies Quádricas

São aquelas cuja equação cartesiana é um polinómio de 2º grau nas variáveis x, y e z.

A equação geral dessas superfícies é

A x

2

+ B y

2

+ C z

2

+ D xy + E xz + F

yz + G x + H y + I z + Y = 0

À semelhança das curvas cónicas, diferentes relações entre os coeficientes desta equação darão diferentes superfícies.

Consideraremos

unicamente

superfícies

de

eixos

paralelos aos eixos coordenados isto é, aqueles em que

D = E = F

= 0

45

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Exemplos

1 . Elipsoide

x 2

+

y

2

+

z

2

= 1

a 2

b

2

c

2

Teresa Arede

elipsoide de centro (0, 0, 0) e semieixos a, b, c;

(

x

x

0

)

2

+

(

y

y

0

)

2

+

(

z

z

0

)

2

= 1

 

a

2

b

2

c

2

elipsoide de centro (

x

0

, y

0

, z

0

)

e semieixos a, b, e c.

Para representar graficamente fazemos as intersecções com os planos coordenados; para a primeira equação teremos

x = 0

y = 0

y

2

b

x

2

2

a

2

z

2

+ 2

c

z

2

+ 2

c

=

1 Elipse no plano Oyz

-

=

1 Elipse no plano Oxz

46

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Teresa Arede

2 2 y z = 0 x = 1 + Elipse no plano Oxy 2
2
2
y
z = 0
x = 1
+
Elipse no plano Oxy
2
a 2
b
Facilmente se obtém
z
c
y
b
a
x

Fig. 3

47

Análise Matemática II, MIEM/MIEIG

2. – Paraboloide

z = x

2

z =

x

2

a

2

+ y

2

+

y

2

b

2

Teresa Arede

circular, com eixo Oz

elíptico, com eixo Oz

As intersecções com os planos coordenados; para a primeira equação vem

z

y

x

= 0

= 0

= 0

(0 ,0)

z

= x

2

z

= y

2

vértice do paraboloide

parábola em Oxz

parábola em Oyz

Intersecções com planos z = k

x 2

+

y

2

= k , k > 0, circunferência no plano z = k.

48

Análise Matemática II, MIEM/MIEIG

Teresa Arede

z k 2 z=y 2 z=x y
z
k
2
z=y
2
z=x
y

x

Fig. 4

3. Outros Exemplos de Paraboloides

z = k + x

2

+ y

Fig. 5

2

z z=k+y 2 z=k+x 2 k y x
z
z=k+y 2
z=k+x 2
k
y
x

49

Análise Matemática II, MIEM/MIEIG

Teresa Arede

2 2 Ou ainda y = z + x + k z k y x
2
2
Ou ainda
y = z
+ x
+ k
z
k
y
x

4. Superfície cónica

x

2

x

2

a

2

+ y

2

+

y

2

b

2

z

2

=

z

2

c

2

=

0

0

Fig. 6

circular, com eixo Oz

elíptica, com eixo Oz

50

Análise Matemática II, MIEM/MIEIG

Teresa Arede

Intersecções com os eixos coordenados; para a primeira equação vem

z = 0

x

y = 0

x = 0

2

+ y

2

= 0 (0 , 0) - vértice

x

2

z

2

=

y

2

z

2

=

0

0

duas

bissetrizes de Oxz

x = ± z

-

y = ± z -

duas

bissetrizes de Oyz

retas

retas

2 2 Intersecções com z = k ⇒ x 2 + y = k circunferência
2
2
Intersecções com z = k
x 2
+ y
= k
circunferência no plano z = k
z
z=k
z = y
z = -y
y
x

Fig. 7

51

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Teresa Arede

5. Hiperboloide de uma folha

x

2

a

2

+

y

2

b

2

eixo de simetria Oz

z

2

c

2

=

1

Intersecções com os planos coordenados

z

y

x

= 0

x

a

2

2

= 0

x

a

2

2

= 0

y

b

2

2

+

y

2

=

b

2

z

2

 

=

 

c

2

z

2

 

=

 

c

2

1 elipse em Oxy

1 hipérbole em Oxz

1 hipérbole em Oyz

Intersecções com os planos z = k

2

2

x y

2

+

2

a b

=

1

+

k

2

c

2

- elipses nos planos z = k

52

Análise Matemática II, MIEM/MIEIG

Teresa Arede

z y x
z
y
x

Fig. 8

Hiperbolóides com outros eixos de simetria correspondem ao sinal ( – ) noutras variáveis; consideremos por exemplo

53

Análise Matemática II, MIEM/MIEIG

Teresa Arede

6. Hiperboloide de uma folha – com eixo de simetria Oy

x 2

a 2

y

b

2

2

+

z

c

2

2

=

1

Fazendo as intersecções com os planos coordenados obtemos neste caso

y

= 0

z

= 0

x

= 0

x

2

a

2

x

2

a

z

2

2

c

2

+

z

2

c

2

=

y

2

b

y

2

2

b

2

=

=

1 - elipse em Oxz

1 - hipérbole em Oxy

1 - hipérbole em Oyz

Intersecções com os planos y = k

2

x z

2

2

+

2

a b

=

1

+

k

2

c

2

- elipse nos planos y = k

A representação gráfica obtém-se da anterior rodando o hiperboloide de modo a que o seu eixo fique no eixo Oy.

54

Análise Matemática II, MIEM/MIEIG

IV. Superfícies Cilíndricas

Teresa Arede

Seja L uma reta em R 3 ; C uma curva plana cujo plano não

contém L.

Uma superfície cilíndrica é a superfície gerada pela reta L quando esta se desloca, paralelamente a si mesma, ao longo da curva C. A curva C é designada por diretriz da superfície e a reta L e retas paralelas a ela, sobre a superfície, designam-se por geratrizes.

Exemplos

1 Cilindro circular reto

A geratriz

(

x

x

0

)

2

+

(

y

C

y

0

)

2

=

é

r

a

circunferência

equação

z = 0 ; a reta L é uma reta

de

2 no plano

perpendicular ao plano de C que passa no ponto (

x

0

,y

0

)

.

Pela definição dada acima a superfície cilíndrica pode ser representada por

55

Análise Matemática II, MIEM/MIEIG

Teresa Arede

z y x Fig. 9
z
y
x
Fig. 9

e descrita por

S =

{

(

)

x,y,z

R

3

:

(

x

x

0

)

2

+

(

y

y

0

2

)

=

r

2

,z

R

}

A equação cartesiana desta superfície é assim dada por

(

x

x

0

)

2

+

(

y

y

0

)

2

=

r

2

z

R

56

Análise Matemática II, MIEM/MIEIG

2 .Cilindro Elíptico Reto

A

(

x

diretriz

x

0

)

2

+

(

y

C

y

0

)

2

a

2

b

2

será

agora

=

1

no plano

Teresa Arede

elipse

de

equação

z = 0

e a geratriz, uma

reta L, perpendicular ao plano de C.

À semelhança do caso anterior será uma superfície de equação cartesiana

(

x

x

0

)

2

a

2

+

(

y

y

0

)

2

b

2

= 1

onde z é arbitrário, e a representação gráfica é também

muito semelhante.

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Análise Matemática II, MIEM/MIEIG

Teresa Arede

3. Cilindro “Parabólico” Recto

Consideremos agora a curva C de equações cartesianas

2


z

  y

a

= 0

=

x

2

isto é, uma parábola no plano y=0, e seja L uma reta paralela a Oy .

Pela definição acima, a superfície cilíndrica de diretriz C e geratrizes paralelas a L será representada graficamente por

z a 2 -a z=a 2 -x 2 y a x Fig.10 2 2 A
z
a 2
-a
z=a 2 -x 2
y
a
x
Fig.10
2
2
A sua equação cartesiana é
z = a
x
, para
y

R .

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Análise Matemática II, MIEM/MIEIG

V. Superficies de Revolução

Teresa Arede

Uma superfície de revolução é a superfície obtida por rotação de uma curva plana em torno de um eixo situado nesse plano; doutro modo é a superfície de um sólido de revolução. Esta superfície é tal que as secções feitas por planos perpendiculares ao eixo são circunferências.

Consideremos, por exemplo, a curva, no plano Oyz, de equações cartesianas

z =

=


x

f (y)

0

Pela definição acima, rodando esta curva em torno do eixo Oy, obtemos

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Análise Matemática II, MIEM/MIEIG

Teresa Arede

z z=f(y) b a (x,y 0 ,z) y x
z
z=f(y)
b
a
(x,y 0 ,z)
y
x

Fig. 11 Segundo a figura, a intersecção da superfície segundo um plano paralelo a Oxz é

x

y

2

+

=

y

z

0

2

=

f

2

(

y

0

)

e a superfície pode ser descrita como o conjunto

S

=

{(

x, y,z

)

R

3

: x

2

+

z

2

=

Assim a equação da superfície é

y

[a ,b].

x

f

2

2

( y ), y

+ z

2

=

f

[

a,b

]}

2

(

y

)

, para

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