ASSÉDIO MORAL: A EMERGÊNCIA DE UM MAL GLOBALIZADO

Valmir Farias Martins1

Resumo: O Assédio Moral é um acontecimento emergente na literatura jurídica, contudo, já se faz presente há muito tempo no universo laboral em todo o mundo. Recentemente ganhou notoriedade na mídia e passou a constar tardiamente nas pautas dos projetos de lei das esferas federal, estadual e municipal, para fins de tipificação legal e regulação. As empresas também iniciaram o estabelecimento de procedimentos que possam evitar esse acontecimento, objeto de ações para indenização por danos morais. O Assédio Moral já é considerado crime em outros países no mundo e no Brasil, apesar da ausência de referência em nosso Código Penal. A organização pública e, em particular, a militar, é propícia ao cometimento do assédio, em face da sua cultura organizacional caracterizada por uma hierarquia dura e procedimentos rígidos, consubstanciados por regulamentos retrógrados. Palavras-Chaves: Assédio Moral, regulação estatal, poder público, organização militar.

1. INTRODUÇÃO: Desde os primórdios das relações de trabalho a história registra a exploração do homem pelo seu semelhante, em diversas estruturas sociais de dominação que marcaram a rotina laboral do ser humano. Em tempos mais recentes, onde as condições de trabalho se desdobraram em sociedades democráticas, às formas de dominação evoluíram para mecanismos de exploração, se mantendo a velha rotina do explorador e do explorado, característico das sociedades desiguais.

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Mestrando em Administração pela Universidade Federal da Bahia (UFBa). Diploma de Estudos Avançados (DEA) em Ciência da Educação pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT/Port). Especialista em Organização e Processos do Ensino Superior pela Faculdade Integrada Montenegro (FIM); Especialista em Ciência da Educação pela ULHT/Port. Graduado em Segurança Pública pela Academia de Polícia Militar da Bahia (APM); Licenciado em História pela UFBa; Bacharel em Teologia pela Faculdade Batista Brasileira (FBB). Oficial da Polícia Militar no posto de Capitão, servindo no Departamento de Pesquisa da Polícia Militar da Bahia. Professor da APM e da FBB. Diretor Acadêmico da FBB.

onde predominará depressões. a Organização Mundial de Saúde considera que serão as décadas do “mal estar na globalização”. anteriormente ocorria de forma ostensiva e direta.2 Nesse contexto. público e administrativo. em 1999. incipiente quanto à literatura acadêmica. pois. sua conceituação e incidência em ambientes diversos. relacionados com as novas políticas neoliberais de gestão nas organizações. que dispõe sobre a aplicação da penalidade à prática desse comportamento entre o funcionalismo da . Conceituação: O termo “Assédio Moral” é a nomenclatura adotada no Brasil e surge. bem como a posição do poder público e seus desdobramentos com ações no âmbito do direito penal. em decorrência dessa ação danosa incidir no prejuízo moral da vítima. as perspectivas são sombrias para as duas próximas décadas. porém.1. Nesse ponto. trata-se de um acontecimento novo e característico da contemporaneidade. acontece de forma suave. sendo que nessa nova modalidade. que acarretam em grande concorrência e do aumento de trabalho em face das inovações virtuais. onde uma das partes pode vir a prejudicar psíquica ou fisicamente a outra através de atos contínuos que passaram a ser denominados de assédio moral. Vale salientar que a agressividade danosa no ambiente de trabalho não é uma novidade. O ASSÉDIO MORAL: 2. estresse e outros danos psíquicos. discreta e indireta. gerando desdobramentos psicossomáticos. apesar da carência de doutrina jurídica e de marco regulatório referente à questão. Segundo o autor. em face das restrições emanadas dos princípios democráticos. através do Projeto de Lei sobre Assédio Moral da Câmara Municipal de São Paulo. 2. contudo. surgem formas de relação mais severas. O presente trabalho pretende apresentar considerações iniciais sobre esse tema relevante. procurando refletir sobre a emergência da questão. por isso. vale salientar que Higoyen (2001) relaciona o Assédio Moral às novas relações de trabalho imersas nas políticas neoliberais e na globalização. angustias. oficialmente.

mediante o reconhecimento social e jurídico da comunidade mundial. encontramos a dissertação de mestrado em Psicologia Social de Margarida Barreto (2000). 37). atos. 02). manifestando-se. abusos. Aos poucos a incidência de assédios sucessivos levou a oficialização da questão. 65). na Suécia. marcada pelo abuso de poder e manipulações perversas. excessos de trabalhos e humilhações”. 2004). p. (HIRIGOYEN. a crise do desemprego aumentou a disputa interna nas organizações. apesar de recente no vocabulário das organizações. “Psicoterror” ou “Acoso Moral” na Espanha. Da mesma forma. .3 Administração Pública Municipal Direta (Paiva. principalmente devido à concorrência entre as empresas. à dignidade ou à integridade física ou psíquica de uma pessoa. Na nova conjuntura. por palavras. Surge e se propaga em relações hierárquicas assimétricas. elevando a tensão e prejudicando o clima empresarial. passaram a clandestinidade. “o termo “Assédio Moral”. Com a regulação das condições de trabalho e a consolidação dos direitos do trabalhador em todo o mundo. extraímos os seguintes conceitos: Toda e qualquer conduta abusada. registramos como marco inicial à pesquisa realizada em 1998 na França por Marie-France Hirigoyen e publicada com o título “Lê Harcèlment Moral: la violence perverse au quotidien” (apud Paiva. sobretudo. desumanas e sem ética. é um fenômeno que acompanha as relações trabalhistas desde os seus primórdios. De ambos. portanto. como “Mobbing”. apesar dos abusos ainda perduraram. ainda bastante incipiente. 2004). os abusos não cabiam mais de forma ostensiva e impune. “Bullying” e “Harassment” nos EUA. “Harcèlement Moral” na França e "Ljime” no Japão (Hirigoyen. 2000). Na literatura acadêmica. deliberadamente. p. No Brasil. vão sendo degradadas. foram estabelecidas melhores condições laborais. (BARRETO. Segundo Paiva (2004. 2001. p. 2002. pôr em risco seu emprego ou degradar o ambiente de trabalho. Barreto. Exposição prolongada e repetitiva a condições de trabalho aonde. através de práticas de maus tratos. gestos. escritos que possam trazer dano à personalidade. Com a globalização e políticas neoliberais. além da sobrecarga decorrente das inovações virtuais. Recebe denominação diversa em outros países. acirraram-se as disputas nas relações de trabalho. 2002.

Tal lacuna dificulta o controle das novas modalidades de conflito social. trata-se de uma decorrência da deterioração proposital das condições de trabalho. Dessa forma. Aspectos Legais: Não restam dúvidas de que a regulação estatal ainda carece de uma maior dinâmica. Tal risco tem conduzido as organizações privadas a se precaverem estabelecendo mecanismos para restringir o problema. ou seja. que se inovam cotidianamente e que não esperam a burocracia estatal. física e sexual. impossibilitando a ação do poder coercitivo em prol do bem estar comum. vindo a ter maior notoriedade a partir da publicidade midiática. o Assédio Moral. sempre mencionamos o lapso de tempo entre a necessidade de regulação e a norma regulatória que emana do Estado. as ações no âmbito penal e civil têm se valido de dispositivos constitucionais de proteção à dignidade humana. sem dúvidas. de responsabilidade da SAI (Social Accountability International). como a Certificação SA 8000 – Responsabilidade Social. observamos que tal acontecimento é peculiar em todos os ambientes de trabalho. já foi objeto de modificação do Código Penal Brasileiro para fins de tipificação criminal. atentados contra a dignidade e o uso da violência verbal. visto até com certa naturalidade. mais recente. demanda maior especificidade do arcabouço jurídico brasileiro. ainda carece de revestimento jurídico. inspirada pelos princípios sociais consuetudinários. Dessa forma. que visa verificar e aprimorar o bem estar e as condições dignas de trabalho. que é uma organização não-governamental sediada nos Estados . O Assédio Sexual por exemplo. diversas disputas jurídicas por indenizações vultuosas têm sido noticiadas na mídia constantemente. contudo. a mesma rapidez que caracteriza as relações sociais. 2. que constituem meios pelos quais o agressor atinge as vítimas do assédio. o que. o isolamento e a recusa de comunicação. Até então. Quanto às certificações. como códigos e conselhos de ética mais rígidos quanto às relações interpessoais no ambiente de trabalho.4 Segundo Hirigoyen (2001). Apesar dessa lacuna legal.2. apesar de também ter ocorrido de forma tardia. já existe norma que aborde a questão com uma certa especificidade.

que já desenvolvem uma rotina de inspeção para as diversas Certificações. sendo aprovados paulatinamente. No Estado da Bahia. 2001) faz menção apenas a “empresas”. o que não ocorre em empresas menores. a norma estabelece o seguinte critério: “A empresa não deve se envolver com ou apoiar a utilização de punição corporal. abusivo ou explorativo. tal carência inibe a vítima a denunciar a questão. contudo. a ação é mais burocrática. podendo ocorrer também através de normas e regulamentos internos. que “dispõe sobre o assédio moral no âmbito da administração pública estadual direta. no capítulo referente à Discriminação.1). não há uma ação conjunta para ao estabelecimento do marco regulatório. para fins de estabelecimento de um marco regulatório eficaz e que possibilite o enquadramento do ato delituoso. 5.5 Unidos. ameaçador. mental ou coerção física e abuso verbal. 6. (Bahia. aparentemente incide apenas no universo privado. No universo público. no capítulo sobre Práticas Disciplinares. indireta. Tal iniciativa demonstra o interesse de alguns legisladores em normatizar a questão. Vale salientar também que o escopo da SA 8000 (SAI. A partir da primeira ocorrência da Prefeitura Municipal de São Paulo em 1999. ambas dependem de uma longa jornada legislativa. linguagem e contato físico. gerando um espírito de impunidade que incentiva a . devido ao custo. 2002). dos estados e da federação. contudo.” (SAI. vários outros projetos de lei têm tramitado nas casas legislativas dos municípios.3). Contudo. preenchendo o lapso legal que dificulta a coerção do assédio Outrossim.819/2002. Tais normas inibem a prática assediosa nas empresas que adotam os princípios da Responsabilidade Social. já tramita na Assembléia Legislativa o Projeto de Lei nº 12. encontramos: “A empresa não deve permitir comportamento. Posteriormente. que seja sexualmente coercitivo. 2001. inclusive. portanto. Inicialmente. pois carece diretamente da elaboração de leis. excluindo as organizações públicas. normalmente são empresas de maior porte.” (SAI. fundacional e autárquica e dá outras providências”. A matéria carece de uma maior atenção dos legisladores brasileiros. sem descaracterizar o isolamento da ação. inclusive gestos. 2001.

Vale salientar ainda que corrobora com a omissão a dificuldade em comprovar o ato assedioso. O Assédio Moral ocorre principalmente na relação de superior para subordinado. contudo. ocasionando graves danos à saúde física e mental. Quando ocorre entre pares. inclusive. sabotagem. supressão de informações ou outros atos que desequilibrem o superior perante a organização. nas relações e condições de trabalho. para que não haja a rejeição dos demais colegas. ou mesmo. pode acontecer no sentido inverso ou entre pares. caracterizada inclusive pelo cinismo e dupla personalidade: “o senhor acha que eu seria capaz disso?”. subordinados e colegas de trabalho para comprovar a denúncia. os atos assediosos permanecem na clandestinidade. A Incidência Geral: A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do empregado e do funcionário de modo direto. o assédio pode se desdobrar por muito tempo. mas. fora o descrédito ao fato que normalmente ocorre do escalão superior da organização. comprometendo sua identidade. sobreviver no trabalho. . normalmente é por motivação de concorrência. bem como. da demissão pelo não acatamento passivo da vítima ao ato assedioso. desemprego ou mesmo morte. Os casos mais raros são de subordinado para superior.6 proliferação dos assédios. dignidade e relações afetivas e sociais. A condição de mandatário facilita o assédio. até que a vítima ou outra pessoa tenha coragem de denunciar. Nesse caso. em face da disputa pelo poder. promoções e assunções a cargos. contudo. que tendem a evoluir para a incapacidade laborativa. Normalmente se caracteriza pelo boicote. 2. sutis. podem ocorrer.3. a disputa é mais explícita e pode até ser legitimada pelo meio como normal em face do desejo natural de se promover. com o risco. Dessa forma. sempre de maneira sutil e de difícil comprovação. constituindo um risco invisível. a falta de testemunhas dispostas a enfrentar o chefes. porém concreto. representado atreves de nomeações.

Os sensíveis à injustiça e ao sofrimento alheio. Hirigoyen (2002) define os seguintes motivos mais prováveis para o ato discriminatório: • • • • • • Assédio por motivos raciais ou religiosos. as pessoas se abatem psicologicamente e ficam desgastadas. Com base em seus estudos empíricos. passíveis de estresse ao menor ato assedioso. Já Barreto (2001) apresenta uma tipologia dos propensos ao assédio. primeiramente por acirrarem as relações. posteriormente por promoveram o mal estar generalizado no ambiente de trabalho propício ao desgaste humano. portanto. dores generalizadas e mal estar. Aqueles que fazem amizades facilmente e dominam as informações. Assédio de pessoas que ocupam cargos almejados por colegas. indicando dentre os empregados os seguintes candidatos: • • • • • • • Os adoecidos. Assédio de representantes de funcionários e de representantes sindicais. Os criativos. Os sindicalizados. Assédio em função de deficiência física ou doença. Os acima de 40 anos. insônia. Assédio em função de orientações sexuais. Normalmente a vítima é acometida de crises de choro. irritadas e cansadas. Nessas condições. . Assédio de pessoas excessivamente competentes. São várias as conseqüências físicas e biológicas do ato assedioso. Em situações mais graves. Os questionadores das políticas de metas atingíveis e da expropriação do tempo com a família.7 As más condições de trabalho produzem um ambiente fértil para o Assédio Moral.

Sintomas Crises de choro Dores generalizadas Palpitações. como os que ocorreram na Polícia Militar da Bahia.8 pode incidir hipertensão. Outros dados importantes são apresentados por Barreto (2000).2 100 2.3 16. o que. alcoolismo e tentativa de suicídio. que após um ano de assédio de seu Comandante foi internada no hospital com crise hipertensiva (p.1 30 63 . conforme segue abaixo em porcentagem.6 60 60 50 40 40 40 22. citados por Paiva (2004). As pesquisas iniciais não oferecem maiores subsídios sobre a relação entre o ato e a conseqüência psicossomática.6 33.6 10 5 Homens 80 40 40 63. provavelmente. através de entrevista realizada com 870 homens e mulheres vítimas de opressão no ambiente de trabalho.6 70 15 100 51. o da Sd Ana Cristina (nome hipotético).2 13.2 15 3. Ele estabelece uma relação estatística entre a tipologia dos sintomas apresentados e o gênero da vítima. depressão. Os números sugerem uma maior passividade do gênero feminino ao assédio. que ganharam notoriedade através da mídia ou estão registrados em documentos internos. Os relatos iniciais são apresentados através de casos que ocorreram em empresas e repartições públicas. 56 e 57). tremores Sentimento de inutilidade Insônia ou sonolência excessiva Depressão Diminuição da libido Sede de vingança Aumento da pressão arterial Dor de cabeça Distúrbios digestivos Tonturas Idéia de suicídio Falta de apetite Falta de ar Passa a beber Mulheres 100 80 80 72 69. revelando as tendências de cada sexo quanto a sua reação perante o assédio. dentre os quais. decorre da condição mais vulnerável da mulher.

A Incidência na Organização Pública Militar: Na organização militar. o Assédio Moral ainda é visto com certa naturalidade. Pode se manifestar por diversas formas. Como exemplo. sendo assim. É difícil falar para outra pessoa ou para si mesmo que não gosta do outro por que ele é mais inteligente ou mais competente e mais organizado. 2004.9 Tentativa de suicídio Fonte: Barreto. como nos afirma Hirigoyen (apud Paiva. em face de sua cultura organizacional. . 52): A inveja é considerada uma dessas fontes. Uma Jornada de Humilhações. estrutura rígida e hierarquia inflexível. sempre passíveis de acarretarem prejuízos diretos à carreira da vítima. A conjuntura militar favorece o assédio mesmo com a evolução dos tempos. consubstanciada em regulamentos retrógrados e desajustada ao momento sociocultural. Diante dessa incapacidade. 2000 PUC/SP - 18. não se pode atrelar a sua motivação aos princípios da globalização. causando danos ao tornar os indivíduos nocivos. como se fosse um acontecimento cotidiano sem relevância. Ela surge no momento em que existe a rivalidade e a comparação de uma à outra pessoa.4. trata-se de uma dimensão psicológica fundamental.3 2. Ainda há ocorrência de restrição a liberdade por motivação administrativa. Segundo Hirigoyen (2002). como mau desempenho ou falta ao serviço. o Assédio Moral no setor público não está ligado à produtividade. Restrição de folgas. difamar pode reduzir a distância entre o que achamos que seja o outro com nós mesmos. prática perversa e abusiva no ambiente de trabalho (Freitas. ou seja. que perpassa a inveja e a cobiça e que leva os indivíduos à busca do controle alheio e a tentativa de exclusão. 2001). mas às disputas pelo poder. citamos: • • • Uma diminuição ou bloqueio na nota de avaliação para promoção. Escala de serviço em horários inadequados. É algo não confessado facilmente. Na verdade. p. já que boa parte da doutrina militar permanece inalterada. sem a observância das péssimas condições de trabalho e de vida do militar que influenciam o desempenho profissional. M. Normalmente o assédio ocorre a partir do superior hierárquico e se caracteriza pelo Abuso de Poder.

é contumaz a ação assediosa de comandantes contra subordinados. contudo. conduzindo a estresses prolongados que promovem o afastamento e reforma de militares por problemas psicológicos. Nunca há conflito aberto. sem que haja maior ostensividade na ação assediosa. é menos comum. bem como os dispositivos legais como da Legítima Defesa e do Contraditório. Exclusão dos eventos oficiais e sociais. sendo observável a partir de um certo momento apenas pela vítima. Tal realidade conduz ao nervosismo. CONCLUSÃO: As instituições são responsáveis pelo bem estar dos seus empregados no ambiente de trabalho. embriaguez. tais acontecimentos incidem diretamente no desempenho profissional. Humilhação. etc. Nesse sentido. normalmente ocorre de forma discreta. Perseguição. A grande questão é que o Abuso de Poder ocorre de forma cotidiana e sutil. dores de coluna. distúrbios de sono. ações isoladas motivadas por questões pessoais ou disputas de poder podem prejudicar diretamente o bem estar interno de uma empresa ou repartição pública. dentre outros malefícios laborais. Apesar dos movimentos eticistas contemporâneos.10 • • • • Serviço incompatível com o posto ou graduação. Apesar das medidas contemporâneas referentes à saúde ocupacional. Para as empresas que detêm políticas internas de qualidade no trabalho já consolidadas. 3. Pode acontecer também de forma clara. Para as empresas que ainda não estabeleceram procedimentos internos que venham a reprimir tal acontecimento. o tempo urge .. gestos e ofensas morais. sintonizadas com o momento sociocultural de valorização da vida. através de gritos. enxaquecas. ocasionando queda de produtividade. as ações assediosas se restringem a poucos ou quase nenhum caso. depois pelos seus pares. distúrbios digestivos.

2000. nov.php>. Maria E. 4. 266 f. Margarida M. 2001. 2004. indireta. S. BARRETO. é incentivar o seu cometimento e restringir o seu combate ao sensacionalismo da mídia. mecanismos mais eficazes de controle de desempenho devem ser introduzidos. Da mesma forma. 37. já que tal acontecimento está atrelado a toda uma cultura secular das organizações militares. de. cabe medidas restritivas da ação delituosa. Coleção Saúde do Trabalhador: nº 6. Salvador. Para tanto. realmente perpassa medidas em longo prazo. abr. erradicar o assédio demanda uma ação conjunta que prescindi de mudanças culturais e de comportamento. Manter o assédio como pauta subjetiva. independente de seu grau hierárquico. Uma jornada de humilhações. BA. Projeto de Lei nº 12. 2002. já que restrição de liberdade por motivos administrativos já se perdeu no curso da história e não cabem numa sociedade pósmoderna. Dissertação (Mestrado em Psicologia Social) – PUC. Portanto.819. Assédio moral e assédio sexual: faces do poder perverso nas organizações.org/site/legisla/BA-Gramacho. Dispõe sobre o assédio moral no âmbito da administração pública estadual direta.11 por providências em face dos prejuízos ao bem estar dos seus funcionários e as possíveis indenizações por danos morais. 2. de maneira a restringir a sua incidência através da materialidade jurídica e da objetividade da questão. legitimando de uma vez por todas a sua ação coercitiva sobre o fato. vislumbrando um maior foco no respeito à vida e ao bem estar do ser humano. no sentido de coibir tal prática. n. FREITAS. passível apenas através da interpretação indireta da lei. . fundacional e autárquica e dá outras providências. 18 jun. Acesso em 18 out. Diário Oficial do Estado da Bahia. Assédio moral: violência psicológica que põe em risco sua vida. 2001. de 18 de junho de 2002. Ao Estado cabe estabelecer o marco regulatório do Assédio Moral. RAI – Revista de Administração de Empresas. Disponível em: <http://www. São Paulo. São Paulo.assediomoral. revestido de maior burocracia em suas ações. No universo público militar.-jun.. ______. REFERÊNCIAS: BAHIA. v. São Paulo.

org. ______.balancosocial. 91 f. SAI . 2001. Social Accountability 8000 (SA 8000): Responsabilidade Social . Marie France. Mal estar no trabalho: redefinindo o assédio moral. 2 ed. Disponível em < http://www. .12 HIRIGOYEN. 2002.Social Accountability International. 2004. Assédio moral: a violência perversa no cotidiano. Monografia (Especialização em Gestão e Desenvolvimento de seres Humanos) – Fundação Visconde de Cairu. 2001.br/cgi/cgilua.htm?sid=21>.exe/sys/start. Salvador. PAIVA. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.Norma de aprimoramento do bem estar e das boas condições de trabalho. Acessado em 18/10/2004. Sérgio C. New York. Assédio moral na Polícia Militar da Bahia.

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