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UNIP INTERATIVA

CURSOS SUPERIORES DE TECNOLOGIA

PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR IV

PROJETO PARA A IMPLANTAÇÃO DE SALAS WEB3.0 EXPERIENCE ROOM

NAS UNIDADES DA UNIPIM

LUÍS FERNANDO CHIAVEGATI

ARIEL ROCHA RIBEIRO

Pirassununga / SP

2012

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UNIP INTERATIVA

CURSOS SUPERIORES DE TECNOLOGIA

PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR IV

PROJETO PARA A IMPLANTAÇÃO DE SALAS WEB3.0 EXPERIENCE ROOM

NAS UNIDADES DA UNIPIM

Trabalho apresentado como avaliação da matéria Projeto Integrado Multidisciplinar IV

Luís Fernando Chiavegati

RA: 1224764

Ariel Rocha Ribeiro RA: 1226426

Curso: Gestão de Tecnologia da Informação

Semestre: 1º Semestre

Pirassununga/ SP

2012

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Resumo

O presente estudo foi desenvolvido pela empresa WEB3.PIM para atender ao pedido da Universidade UniPIM. Esta deseja implantar o projeto WEB 3.0 Experience Room em cada um dos seus 27 campis exitentes no pais. A Universidade solicitou o desenvolvimento da infra-estrutura do sistema que vai permitir os alunos acessarem o ambiente virtual à distância com o melhor aproveitamento possível. Além disso, as secretarias de cada um dos campis poderão acessar o ambiente administrativo remotamente. Iniciou-se o estudo por uma pesquisa exploratória das disciplinas de Rede de Computadores e Telecomunicações, Modelagem de Processos e Metodologia Científica, para

determinar o referencial teórico do trabalho. Foi estudado, ainda, o conceito de WEB 3.0, pois esse é o conteúdo que será ofertado pelo sistema. Em seguida foi realizada

a pesquisa descritiva para o levantamento das características conhecidas e

componentes do problema, através de observações e análise técnica. Diante do exposto, o projeto se demonstrou viável.

Palavras-chave: WEB 3.0, redes, modelagem de processos.

Abstract

The present study was developed by WEB3.PIM to meet the request of the

University UniPIM. This project wants to deploy WEB 3.0 Experience Room in each

of its 27 campis exitentes the parents. The University requested the development of

infrastructure system that will allow students to access the virtual distance to the best possible use. In addition, the secretariats of each campus can access the administrative environment remotely. Was started by an exploratory study of the disciplines of Computer Networking and Telecommunications, Business Process

Modeling and Scientific Methodology to determine the theoretical work. We studied also the concept of WEB 3.0, because this is the content that will be offered by the system. Then the descriptive research was conducted to survey the known characteristics and components of the problem, through observations and analysis technique. Given the above, the project demonstrated viable.

Key words: WEB 3.0, networks, process modeling.

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Sumário

 

pág.

1- Introdução

5

2- Análise das necessidades

9

2.1- Principais características da Web 3.0

9

2.2- As aplicações da Web 3.0 na UniPIM

13

3- Projeto de rede

15

3.1- Projeto geral em blocos

17

3.2- Projeto da sala de equipamentos em detalhes

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3.3- Projeto da WEB3.0 Experience Room da UniPIM São Paulo

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3.4- Projeto da WEB3.0 Experience Room dos campi distantes

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3.5- Planilha de custos do projeto

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3.6- Timeline com as fases do projeto

23

4- Resultados e discussão

24

Conclusão

27

Bibliografia

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1- Introdução

Com o advento da sociedade de informação vivemos uma quebra do paradigma clássico do sistema de ensino. Nessa visão, as aulas ocorrem dentro de um ambiente tradicional com os alunos sentados como meros expectadores de um único mestre reconhecidamente sábio, que tem como objetivo a simples passagem de grande conteúdo de informação ao aluno, sem a preocupação de como ocorre a absorção e o desenvolvimento do conhecimento por parte dos instruendos.

O próprio papel da escola como formadora de opinião tem sido contestado e repensado, pois agora precisa concorrer com outras instituições e outras fontes de saber como a própria internet. Uma nova visão pedagógica surge para aprimorar o processo ensino-aprendizagem, já que temos uma geração de alunos que nasceram numa sociedade tecnológica, com amplos saberes democratizados e disseminados. Do outro lado, professores que necessitam se atualizar para absorver e conviver com as novas tecnologias aplicadas à educação. A escola não é mais simples repassadora de conhecimentos, a aquisição de informação depende cada vez menos do professor (Moran, 2009), mas agora ela deve ser uma instituição que ensina como gerar conhecimento de qualidade a partir das diversas fontes de informação existentes (Cruz, 2008).

Segundo Moran (2009), hoje as tecnologias podem trazer dados, imagens, resumos de forma rápida e atraente, sendo que o papel do professor é ajudar o aluno a interpretar esses dados, a relacioná-los e a contextualizá-los.

Uma das mudanças mais significativas ocorridas na forma de ensinar, foi a utilização do Ensino a Distância (EaD). Em 1996, com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) no Brasil, o EaD torna-se um instrumento oficial de formação básica e superior. A LDB é a lei que delimita as funções das atividades educacionais em nosso país. Mas foi o decreto 5622 de 2005 que validou o EaD como modalidade oficial de educação básica e superior 1 .

1 -Fonte: Livro Texto Introdução a EaD – versão PDF - UNIP – s/d

6

Com a possibilidade da utilização de novas tecnologias e o avanço das telecomunicações e da internet, várias instituições de ensino aderiram ao sistema de Ensino à Distância (EaD).

Nesse novo contexto, a Universidade UniPIM, preocupada em situar-se dentro da nova visão do conceito ensino-aprendizagem, solicitou à WEB3.PIM o estudo e o desenvolvimento da infra-estrutura necessária para o sistema WEB 3.0 Experience Room.

A empresa WEB3.PIM localizada em São Paulo – capital – há mais de uma década desenvolve sistemas voltados ao ambiente da Word Wide Web, tendo acompanhado ao longo desse período o desenvolvimento das tecnologias que utilizam-se da web, em várias áreas, para aplicação no âmbito de empresas particulares, órgãos governamentais e instituições de ensino. A atual equipe de desenvolvimento de sistemas é composta, entre outros profissionais, por engenheiros de software que tem por objetivo a produção de softwares com elevada qualidade, através da escolha seletiva de métodos e ferramentas adequadas (Baptista, 2012).

A UniPIM é uma Universidade de renome nacional e até internacional, sempre na vanguarda de novos métodos de ensino. Localizada em São Paulo capital, foi uma das pioneiras na utilização do ensino a distância no Brasil implantando campis em 10 estados, utilizando-se, no primeiro momento, de aulas transmitidas por sinal de televisão via satélite, no início no ano de 2000. Mas ainda havia uma desvantagem quanto ao material didático, pois esse era impresso na cidade de São Paulo e seguia via correios para os outros campi. Essa era a única maneira dos alunos terem acesso ao material. Apesar de já existirem os serviços de internet (chamada de web 1.0) como o FTP (file transfer protocol), a infra-estrutura da mesma era precária e não comportava aplicações como a universidade necessitava.

Em seguida, com a expansão da internet, dos meios de comunicação e conceitos como WeB 2.0, a UniPIM inovou novamente e inaugurou seu portal na internet, passando a fornecer as aulas gravadas que poderiam ser acessadas a qualquer horário sob demanda. O material didático, nesse momento, passou a ser disponibilizado, além do impresso enviado, de forma digital e poderia ser feito o

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download na página da universidade. Os alunos passaram a responder questionários on-line sobre as matérias e realizar avaliações rápidas.

Com uma internet de qualidade razoável atingindo várias cidades brasileiras houve uma nova expansão dos campi e uma gama enorme de vários outros serviços disponíveis que vão desde a matrícula on-line até o pagamento de boleto. Esses serviços passaram a ser disponibilizados via portal e anteriormente só poderiam ser executados pessoalmente com o representante em uma das secretarias físicas. Os alunos passaram a ter a possibilidade de interagir em fórun´s e chat´s para complementar as aulas. Além de terem um canal de comunicação aberto com os tutores.

Porém, dentro desse contexto havia ainda uma limitação. A universidade, ainda que possuísse uma equipe interna de desenvolvimento de software, não tinha servidores internos para hospedar os aplicativos a serem utilizados pelos alunos no ambiente virtual, nem a infra-estrutura de rede compatível para interligar esses servidores à internet mundial através de rede WAN, via prestadoras do serviço de telecomunicações (ISP). Sendo assim, a sua equipe desenvolvia os sistemas e hospedavam os mesmos em servidores particulares contratados.

Com isso, o investimento era muito alto, pois a largura de banda contratada era grande para que a quantidade de alunos simultâneos que acessavam o portal pudesse ter qualidade na utilização. O gasto também era alto para manter uma alta capacidade de armazenamento no servidor do site.

Com relação à banda, destaca-se principalmente o momento em que era disponibilizada a aula semanal no portal da universidade. Aplicações de streaming de vídeo que utilizam o protocolo UDP necessitam de grande largura de banda para que os pacotes não cheguem ao destino com muito atraso, pois essas aplicações são sensíveis à taxa de transmissão, assim como as demais aplicações isócronas (Baptista, 2012).

A segunda geração da Internet (Web 2.0) era centrada nos mecanismos de busca como Google e nos sites de colaboração de usuários, como Wikipedia, YouTube e os sites de relacionamento social, como o Facebook e Twitter. Mas a internet no momento atual está convergindo para outro rumo. A nova etapa da

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internet é chamada de WeB 3.0 e pretende ser a organização e o uso de maneira mais inteligente de todo o conhecimento já disponível na Internet 2 .

A Web 3.0 também é chamada de Web Semântica, por alguns, comparando-a

a um grande banco de dados e que pode responder a praticamente todas as

perguntas do usuário, pois o navegador interpretaria o contexto da pesquisa 3 .

Adicionando-se a capacidade da semântica a um site, ele torna-se mais

eficiente e retorna respostas mais precisas, entendendo a necessidade do usuário.

O conceito de “rede semântica”, foi proposto pelo inglês Tim Berners-Lee, o fundador

da web, também conhecido como o pai do hipertexto 2 .

Pensando em integrar-se novo ambiente da web e aproveitar as vantagens que o mesmo proporciona, a UniPIM pretende oferecer conteúdo baseado no conceito da Web 3.0. Através de salas implantadas nos campis pelo país e que forneçam acesso aos servidores de dados e aplicativos localizados no data Center em São Paulo.

Mas para atingir o objetivo será necessário a implantação de uma infra- estrutura com tecnologia de ponta, de grande capacidade e baseada no que há de mais atual em termos de conectividade. O sistema deve permitir um grande número de conexões simultâneas, com grande largura de banda, evitando perda de qualidade na transmissão dos dados. Além disso, o grande detalhe da Web 3.0 é a possibilidade da construção de conteúdo por parte do usuário, ou seja, o ambiente deve ser altamente interativo e de grande capacidade em armazenar dados e processar pesquisas rapidamente (processamento).

Atendendo ao pedido solicitado pela UniPIM, o objetivo do estudo é definir o projeto da estrutura do ambiente computacional que apoiará o novo sistema baseado no conceito da Web 3.0. Os servidores (aplicação e banco de dados) deverão ficar confinados na sala de equipamentos da UniPIM (Data Center) em São Paulo. Cada campi deverá ter uma sala chamada de WEB3.0 Experience Room, composta por 4 máquinas (microcomputadores) e um switch nível 2.

2 - Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_3.0

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A UniPIM tem uma preocupação grande em manter em segredo o projeto, que considera como confidencial, pois se as universidades concorrentes ficarem sabendo, ela perderá a vantagem de estar na vanguarda com o novo produto. Dessa maneira, considerando como a forma mais segura de manter o sigilo, o dono da informação será o Reitor da UniPIM e todo o projeto ficará sob custódia da

WEB3.PIM.

Após a implementação do projeto, a classificação das informações passará a ser pública, conforme definição do dono da informação. Na visão da UniPIM os novos conhecimentos gerados pelas universidades devem ser disseminados para a sociedade. Segundo Torres (2012) o profissional com formação de nível superior é considerado o mais apto a desenvolver novas soluções para velhas necessidades, pois foi preparado através do saber adquirido e do treinamento para criticar e aprimorar. Um dos tipos de pesquisas realizadas nas universidades é a pesquisa “de ponta” onde o indivíduo que já tendo dominado o conhecimento comum já produzido opta por pesquisar o novo, utilizando-se, sempre, de técnicas e métodos.

No capitulo 1 o estudo faz um levantamento e análise das necessidades de infra-estrutura necessária para dar suporte ao sistema planejado pela universidade, para isso foi utilizada como técnica a pesquisa descritiva. No capítulo 2 temos os diagramas de instalação da infra-estrutura da rede e seu detalhamento em tipos de equipamentos, endereçamento de redes e o custo necessário para a implementação. No capítulo 3 discutiremos os principais critérios do projeto, cronograma e resultados obtidos.

2 – Análise das necessidades

2.1 - Principais características da web 3.0

Para projetarmos a rede da UniPIM é de fundamental importância conhecermos os pré-requisitos necessários para o desenvolvimento da web 3.0 e alguns dos sistemas que já utilizam esse recurso ou plataforma. De acordo com alguns autores, a web 3.0 ainda é um conceito em início de desenvolvimento.

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A web 3.0 é um ambiente colaborativo, ou seja, onde seu conteúdo é construído tanto pelos usuários, quanto pelos que mantém a rede. De um lado o aluno, de outro a instituição, ambos podem inserir dados ou modificar os dados existentes. As informações vem de todos os lados. As pessoas comuns concorrem com os editores de jornais, as próprias pessoas são as responsáveis por criar significado, não é algo terminado, é uma obra aberta.

A web 3.0 se apoiará em softwares que vão aprendendo com o conteúdo que apanha na Internet, analisando a popularidade desse conteúdo e chegando a conclusões. Em vez do próprio usuário refinar os termos da pesquisa, a Web 3.0 será capaz de o fazê-lo sozinha, aproximando-se do mundo da inteligência artificial. Ao invés de simples respostas às perguntas, ela trás soluções completas e personalizadas. Podemos entender como a organização das informações já disponíveis na nuvem. A idéia é transformar a linguagem de produtos produzidos na internet em significados que as máquinas possam compreender.

Um dos principais mecanismos de busca da internet, o Google, já está adotando o conceito de web 3.0 com o aplicativo Google Similar Imagens. Quando fazemos uma busca por uma imagem na web, o mecanismo permite a opção de buscarmos por imagens similares através do clique na palavra “similares” abaixo da imagem selecionada. Vejamos o exemplo:

abaixo da imagem selecionada. Vejamos o exemplo: Figura 1 – página de busca do Google exibindo

Figura 1 – página de busca do Google exibindo a opção “similares” para a pesquisa “pirâmides”.

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Após o clique na opção similares, o buscador mostra várias outras imagens com pontos em comum com a imagem anterior. Vejamos:

com pontos em comum com a imagem anterior. Vejamos: Figura 2 – página de busca do

Figura 2 – página de busca do Google exibindo o resultado da opção “similares”

Nas pesquisas sobre a Web 3.0 alguns conceitos sempre aparecem com muita força, sendo as contribuições que dão suporte para o desenvolvimento do novo ambiente, como o HTML 5, web semântica, interatividade, colaboração, código XML, computação em nuvem, inteligência artificial e API.

Um dos requisitos mais importantes para a web 3.0 é o HTML 5. Segundo o W3C (World Wide Web Consortium) 4 , o HTML5 modifica a forma de como escrevemos código e organizamos a informação na página. Seria de forma mais semântica mas com menos código. Seria mais interatividade sem a necessidade de instalação de plugins e perda de performance. É a criação de um código interoperável, pronto para futuros dispositivos e que facilita a reutilização da informação de diversas formas 5 .

Para Sarti (2009), Vários novos elementos foram introduzidos no HTML5, todos com a finalidade de facilitar a compreensão e a manutenção do código. Alguns são uma evolução natural do elemento <div> com foco na semântica; outros

4 Consórcio Internacional que define padrões para a Web, formado por CEO´s de várias empresas de tecnologia.

5

Fonte: http://www.w3c.br/pub/Cursos/CursoHTML5/html5-web.pdf

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surgiram da necessidade de padronizar a maneira de se publicar conteúdo, como acontece hoje com as imagens 6 .

De acordo com Santos e Carvalho (2007) a Web Semântica, uma extensão da Web atual, possibilitará a acessibilidade, a compreensão e o gerenciamento das informações disponibilizadas na Web, independente da forma em que elas se apresentem (texto, som, imagem), a partir do uso dos padrões definidos pelo W3C.

Para que os computadores possam processar e compreender o significado das informações transmitidas na Web Santos e Carvalho (2007) observam que os recursos disponibilizados devem possuir semântica. Desta forma, os computadores poderão procurar, processar, integrar, intercambiar e apresentar recursos de maneira inteligente. Para isso, é necessário estruturar semanticamente os recursos da Web. Para eles, as seguintes abordagens podem ser utilizadas:

Top-Down (de cima para baixo): os agentes inteligentes extraem informações das páginas da Web e estrururam-nas semanticamente. Os agentes são programas que buscam as informações constantemente, podendo ser considerados como “robôs”. Bottom-Up (de baixo para cima): as aplicações semânticas buscam na Web por informações estruturadas semanticamente.

Para esses autores, já existem agentes inteligentes, para a abordagem Top- Down, como o BlueOrganizer da AdaptiveBlue e o PersonalWeb da Claria. O BlueOrganizer fornece uma extensão para o navegador Firefox, que permite organizar websites de interesse do usuário. O PersonalWeb altera a página inicial do navegador do usuário com informações do seu interesse (Santos e Carvalho, 2007).

As aplicações semânticas estão em desenvolvimento e a consolidação da abordagem Bottom-Up se dará quando as informações das páginas Web estiverem estruturadas semanticamente. A Web Semântica possibilitará o desenvolvimento de aplicações que facilitarão a integração e o reuso de informações (Santos e Carvalho,

2007).

No suporte à web 3.0 é muito importante o papel da API. Para Baptista (2012), a API é a interface de programação entre a Camada de Aplicação e a Camada de

6 Fonte: http://www.infowester.com/introhtml5.php

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Transporte e na internet dois processos se comunicam enviando dados para um socket ou lendo dados de um socket. Esses socket´s seriam a própria API.

Uma API (interface entre aplicativo e programação) é um conjunto de instruções e padrões de programação para acesso a um aplicativo de software baseado na web, ou ferramenta de web. Com as API´s, os aplicativos conversam uns com os outros sem conhecimento ou intervenção dos usuários 7 .

Uma API de conferência, ou qualquer outra API, permite que um aplicativo se comunique com um segundo aplicativo em local remoto por meio de uma série de chamados via Internet. Uma API é, por definição, uma interface, algo que define a maneira pela qual duas entidades se comunicam.

As API´s e os serviços de Web operam de maneira completamente invisível para os usuários que visitam os sites e para quem utiliza os softwares. As funções delas são realizadas silenciosamente e permitem que aplicativos cooperem em conjunto e que o usuário obtenha a informação ou tenha acesso ao recurso que deseja 7 .

Uma das API´s mais importantes para se trabalhar aplicações de Web Semântica e Java com a Web 3 é a JENA 8 . Além disso, temos outras API´s como CODIP, Ripple e SOFA 9 .

Devemos destacar também o papel do código XML para a web 3.0. De maneira geral, o código XML é uma linguagem de marcação, que tem como objetivo principal criar documentos com dados hierarquicamente organizados.

2.2 – A aplicação da Web 3.0 na UniPIM

A UniPIM deseja fornecer conteúdo baseado no conceito de Web 3.0 no seu portal de EaD com o objetivo de integrar ainda mais seus alunos com a universidade, permitindo a colaboração dos mesmos na construção de determinados

7 Fonte: http://informatica.hsw.uol.com.br/conferencia-api1.htm

8 Fonte: http://jena.sourceforge.net 9 Fonte: http://www.inf.ufg.br/sites/default/files/uploads/relatorios-tecnicos/RT-INF_004-07.pdf

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ambientes de aprendizagem, mantendo o foco na interatividade. Serão disponibilizados as seguintes funcionalidades:

- fóruns com a participação dos alunos e professores;

- chat´s on line com a possibilidade de salas de discussão por assunto específico.

- vídeo conferência com professores orientadores de TCC;

- serviço de e-mail e mensagens;

- conta de FTP para utilização dos alunos;

- página de informações contendo agenda e calendário do curso;

- páginas com o conteúdo de cada matéria a ser cursada e poderá ser feito o download do material didático;

- um blog para cada curso a ser criado pelos alunos;

- link para a secretaria virtual, onde os alunos e funcionários poderão resolver questões administrativas.

- configuração de uma VPN, para que as secretarias distantes possam acessar a

lan da universidade como se estivessem fisicamente no local do Data Center.

Para atender à demanda do sistema a ser implantado, é necessário o desenvolvimento de uma infra-estrutura de rede na UniPIM capaz de suportar os múltiplos acessos e atender à demanda de tráfego em tempo real. A WAN e a LAN devem ter seu endereçamento IP de acordo com a localização das redes e sua ligação com as empresas de telecomunicações. Deve ser usado endereço classe C para a LAN e IP V4. Para a WAN, como se trata de uma intranet, deve ser um range de endereço de rede privada. Vale destacar que a UniPIM atualmente não dispõe de nenhum desses recursos disponíveis para serem aproveitados para o sistema WEB3.0 Experience Room.

Será necessário a contratação de provedores de acesso à internet, os chamados ISP (Internet Service Providers), que são empresas de telecomunicações que através de suas redes conectam os usuários aos backbones regionais

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(Torres,2012). O link que liga o data Center em São Paulo à internet deve ter uma grande largura de banda para permitir o acesso de uma grande quantidade de usuários simultaneamente, para não causar atraso (jitter), perda de sincronismo ou de pacotes. É aconselhável que esse acesso seja através de fibra óptica, com taxa de pelo menos 100Gb.

Nos outros campi também será necessário a contratação de provedores de acesso, porém, pode-se optar por serviços com banda menores, já que a intenção para o sistema web 3.0 é de colocar quatro máquinas em cada campi.

Por motivos de segurança e velocidade, o projeto prevê a utilização de 2 servidores: de banco de dados e de aplicativos com máquinas diferentes. Ambos com uma boa capacidade de disco rígido e processamento. O software do servidor de banco de dados escolhido foi o Windows Server 2008. Primeiramente porque a equipe de software da UniPIM já está familiarizada com o mesmo e os servidores podem vir com esse Sistema Operacional instalado de fábrica. O banco de dados a ser utilizado será o MySQL, pois a equipe também já trabalha com ele.

Um switch deve ser utilizado para compor a topologia de estrela e interligar os diversos equipamentos na lan do Data Center e nas lan´s dos campis. Um roteador fará a interface com a rede do ISP e um firewall de hardware provê parte da proteção contra ataques e acessos não autorizados.

Para cada um dos campi a UniPIM deseja que sejam utilizados 4 computadores na sala Web3.0 Experience Room. Para interligá-los também deve ser utilizado um switch em nível 2 e topologia estrela. Além disso, será colocado um roteador para a interface com o acesso do ISP. Nos campi, não será utilizado um firewall por hardware em separado, somente regras que podem ser programadas dentro do roteador. O Sistema operacional a ser utilizado nos microcomputadores será o Microsoft Windows 7. Esse é o S.O. que vem instalado de fábrica nas máquinas.

3 – Projeto da rede

O núcleo do sistema será composto por 2 servidores: de banco de dados e de aplicativos, por questão de segurança e operacionalidade e devem estar situados

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fisicamente dentro da sala de equipamentos da UniPIM, no Data Center em São Paulo – SP. Será necessário a implantação de uma LAN com tecnologia Ethernet para interligar os mesmos, composta por um switch nível 2 e cabos de par trançado UTP Cat5e em topologia estrela.

Para permitir o acesso externo aos servidores, será utilizado um roteador com

saída para a internet e interligado com a operadora de telecomunicações (ISP), com grande capacidade, por exemplo a Vivo Fibra (tecnologia FTTH). De acordo com a página da operadora na internet, o custo para o plano com velocidade de 100 Mega

é de R$279,00 por mês, com IP fixo, já que os servidores hospedarão o portal. Será

utilizado um firewall de hardware depois do roteador, para evitar ataques de racker´s

e invasão de usuários não autorizados.

Com a utilização de IP fixo, há a possibilidade de se configurar uma VPN (Virtual Private Network) através do serviço de internet para que as secretarias dos campi acessem o ambiente administrativo da universidade. A VPN ou rede privada virtual permite ao usuário distante conectar-se a rede principal e utilizar os recursos da mesma como se estivesse localizado fisicamente no mesmo ambiente dessa e conectado a mesma LAN.

Em cada campi será implantada uma sala Web3.0 Experience Room. Serão 27 salas, uma em cada estado do país mais o Distrito Federal, compostas de 4 máquinas e um switch nível 2 utilizando o padrão Ethernet com conexão através de cabo de cobre de par trançado UTP Cat5e. No caso do campi de São Paulo a sala está situada em outro prédio distante 200 metros da sala de equipamentos onde estão os servidores. Para fazer a interligação entre os switch´s das duas salas será utilizado um par de fibra óptica multímodo, 2 conversores de cabo Ethernet de cobre (RJ45) 10/100 Base-TX para fibra óptica 100Base-FX multimodo.

As outras unidades também vão receber as salas Web3.0 Experience Room no mesmo perfil. Nas cidades onde a internet é de boa qualidade, permitindo o acesso ao sistema sem perda de qualidade, teremos a contratação do serviço ADSL junto com a operadora de telecomunicações locais (ISP). Temos que destacar que então haverá mais o modem fornecido pela mesma a ser acrescentado.

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Para as localidades que não possuem internet de qualidade, podem usar um serviço como o Business Link Direct da Embratel, que provê internet via satélite.

3.1 – Projeto geral em blocos

O diagrama em blocos da infra-estrutura de rede está definido na figura 3

abaixo. Ela nos mostra a construção da rede LAN interna do UniPIM contendo os dois servidores, um de banco dados e outro de aplicativos, o switch, o roteador, o firewall, os conversores de mídia e o computador de administração de rede. A topologia utilizada é estrela, contendo um switch nível 2 provendo um meio de transmissão confiável entre sistemas adjacentes ou entre nós da rede (Baptista, 2012). Foi colocado um microcomputador para ser utilizado como terminal de administração e manutenção do sistema, através dele o administrador de banco de dados e de rede pode acessar remotamente os servidores e os outros equipamentos: switch´s, roteadores e firewall´s, tanto da rede LAN local quanto dos outros campi.

Em uma das portas do switch está ligado uma porta FastEthernet do roteador. Este por sua vez é o responsável por encaminhar os pacotes que não são destinados a rede LAN interna para a rede WAN e acessa a rede da operadora de telecomunicações por meio de uma conexão FTTH.

O roteador também recebe os pacotes vindo da internet endereçados à rede

interna e os encaminha à LAN. O roteador trabalha na camada 3 da OSI e é responsável pela interconexão das redes e sub-redes, pelo endereçamento lógico e roteamento dos pacotes (Baptista, 2012).

No switch da LAN do Data Center temos uma porta que está ligada, por meio de fibra óptica e conversores de mídia, com o switch da sala WEB3.0 Experience Room do campi de São Paulo. O meio escolhido de interligação foi a fibra óptica devido à distância entre os prédios ser por volta de 200 metros e o cabo UTP Cat5e apresentar perda considerável dos sinais não sendo aconselhável sua utilização acima de 100 metros. Vejamos o esquema abaixo:

18

18 Figura 3 - Diagrama geral da infra-estrutur a de rede do sistema Web 3.0 Experience

Figura 3 - Diagrama geral da infra-estrutura de rede do sistema Web 3.0 Experience Room

3.2 – Projeto da sala de equipamentos em detalhes

Room 3.2 – Projeto da sala de equipamentos em detalhes Figura 4 – Diagrama esquemático da

Figura 4 – Diagrama esquemático da infra-estrutura de rede da sala de equipamentos

Os servidores estão localizados na sala de equipamentos do Data Center da UniPIM em São Paulo. Nela estão contidos outros servidores de vários sistemas utilizados pela universidade. Porém, a LAN já instalada não possui os requisitos necessários para dar suporte ao novo sistema, pois é constituída por equipamentos mais antigos e que se comunicam numa velocidade mais baixa. Ao tentar trafegar os

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dados do novo sistema pela rede antiga teríamos um impacto muito grande até o

ponto de travar toda a rede em períodos mais críticos.

A opção é a montagem de uma nova LAN dedicada exclusivamente ao

sistema WEB3.0 Experience Room. A lLAN deve usar endereço classe C com IP v4,

com máscara de sub-rede 255.255.255.0, que permite até 253 hosts. Par definirmos

a quantidade de IP´s necessários, foi feito o cálculo e encontrado a quantidade de

193 IP´s, sendo que todas as máquinas serão configurados como IP estático, para

gerenciamento de acesso. Como a máscara de sub-rede classe C padrão que

estamos usando permite 253 hosts, temos uma faixa de IP´s sobrando para

expansão futura. Vejamos o cálculo da quantidade de IP´s necessários:

27

campi com 4 máquinas = 108 IP´s

27

firewall´s (hardware) = 27 IP´s

2 servidores = 2 IP´s

27 roteadores = 27 IP´s

28 switch´s = 28 IP´s

1 PC administrativo = 1 IP Total de 193 IP´s.

3.3 – Projeto da WEB3.0 Experience Room da UniPIM São Paulo

As salas WEB3.0 Experience Room de todos os campi serão compostas de 4

microcomputadores mais um switch em nível 2. Os IP´s serão definidos em

sequência de instalação, dentro do range 192.168.5.8 até 192.168.5.254, sendo que

os primeiros já estão usados na LAN do Data Center. A máscara de sub-rede segue

o valor padrão classe C 255.255.255.0. A topologia da rede é estrela com tecnologia

Ethernet. Os equipamentos estão conectados através de cabo de cobre de par

trançado UTP Cat5e ao switch.

Os switch´s a serem instalados foram escolhidos da fabricante CISCO, pois

os mesmos tem a possibilidade de serem gerenciáveis, inclusive a distância, por

browser ou por protocolo TELNET. Além disso, pode ser atribuído um IP ao mesmo,

facilitando o gerenciamento à distância.

A sala WEB3.0 Experience Room de São Paulo possui uma característica

diferenciadora das demais em virtude de estar localizada cerca de 200 metros da

sala de equipamentos. Para a conexão com aquela sala foi utilizado um par de fibra

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óptica multímodo com conversores de mídia de Ethernet para fibra óptica. Sendo considerada como uma extensão da LAN principal, não foi necessário a utilização de um roteador, os dois switch´s puderam ser conectados diretamente. Também não foi necessária a utilização do firewall.

Também não foi necessária a utilização do firewall. Figura 5 – Diagrama esquemático da sala WEB3.0

Figura 5 – Diagrama esquemático da sala WEB3.0 Experience Room de São Paulo

Para o controle da faixa de IP foi montada a tabela abaixo:

Tabela 1 – Endereçamento IP da rede LAN do campi São Paulo:

Tipo de

       

Gateway

equipamento

Localização

Nome na rede

IP

Mascara

Roteador

Sala de

roteador1

LAN 192.168.5.1

255.255.255.0

192.168.20.1

equipamentos

WAN 192.168.20.5

 

Sala de

       

Firewall

equipamentos

firewall1

192.168.5.3 255.255.255.0

192.168.5.1

 

Sala de

       

Switch

equipamentos

switch_main

192.168.5.4 255.255.255.0

192.168.5.1

Servidor de banco de dados

Sala de

       

equipamentos

serv_dados

192.168.5.5 255.255.255.0

192.168.5.1

Servidor de

Sala de

       

aplicativos

equipamentos

serv_aplica

192.168.5.6 255.255.255.0

192.168.5.1

 

Sala de

       

Microcomputador

equipamentos

admin_main

192.168.5.7 255.255.255.0

192.168.5.1

Switch

Experience SP

switch1

192.168.5.8 255.255.255.0

 

192.168.5.1

Microcomputador

Experience SP

exproom1

192.168.5.9 255.255.255.0

 

192.168.5.1

Microcomputador

Experience SP

exproom2

192.168.5.10 255.255.255.0

 

192.168.5.1

Microcomputador

Experience SP

exproom3

192.168.5.11 255.255.255.0

 

192.168.5.1

Microcomputador

Experience SP

exproom4

192.168.5.12 255.255.255.0

 

192.168.5.1

21

3.4 - Projeto da WEB3.0 Experience Room dos campis distantes

As salas WEB3.0 Experience Room dos outros campi, que de regra estão distantes, seguem o mesmo diagrama de construção. Elas serão compostas de 4 microcomputadores mais um switch em nível 2. Os IP´s serão definidos em seqüência de instalação, dentro do range 192.168.5.20 até 192.168.5.254, pois de 192.168.5.1 até 192.168.5.19 já está em uso no campi de São Paulo. A máscara segue o valor padrão classe C 255.255.255.0. A topologia da rede é estrela com tecnologia Ethernet. Os equipamentos estão conectados através de cabo de cobre de par trançado UTP Cat5e ao switch.

de cabo de cobre de par trançado UTP Cat5e ao switch. Figura 6 – WEB3.0 Experience

Figura 6 – WEB3.0 Experience Room do Rio de Janeiro, com acesso web por DSL

A diferença das outras salas do país para São Paulo é que para essas deverá ser contratado um plano de ADSL de um servidor de serviços de internet (ISP) ou seja uma empresa de telecomunicações . Nesse caso haverá um modem para receber o sinal e fornecê-lo à LAN. Foi colocado um roteador na entrada para rotear os pacotes entre as LAN locais ( na faixa de IP de 192.168.5.xxx) e a WAN (faixa de IP de 192.168.20.xxx) que está ligada ao ISP e recebe um IP estático do mesmo e que está dentro de um range de IP de rede privada, por exemplo, 192.168.20.1. Também há um firewall instalado para evitar invasão da rede.

Para atribuição do endereço IP para o restante dos campi será seguido o seguinte esquema:

- o 1º IP destina-se ao roteador, ele é a entrada da LAN;

- o 2º IP destina-se ao firewall;

22

- o 3º IP destina-se ao switch;

- os próximos 4 IP´s destinam-se aos microcomputadores.

Os nomes dos demais equipamentos: roteadores, switch´s e firewall, é formando pelo tipo de equipamento + seu número na ordem de instalação, ex roteador1, switch5 ou firewall6. Vejamos o exemplo do campi Rio de Janeiro:

Tabela 2 - Endereçamento IP da rede lan do campi Rio de Janeiro:

Tipo de

         

equipamento

Localização

Nome na rede

IP

Mascara

Gateway

     

LAN 192.168.5.13

 

LAN 192.168.5.13

Roteador

Experience RJ

roteador2

WAN 192.168.20.6

255.255.255.0

WAN 192.168.20.1

Firewall

Experience RJ

firewall2

192.168.5.14 255.255.255.0

 

192.168.5.13

Switch

Experience RJ

switch2

192.168.5.15 255.255.255.0

 

192.168.5.13

Microcomputador

Experience RJ

exproom5

192.168.5.16 255.255.255.0

 

192.168.5.13

Microcomputador

Experience RJ

exproom6

192.168.5.17 255.255.255.0

 

192.168.5.13

Microcomputador

Experience RJ

exproom7

192.168.5.18 255.255.255.0

 

192.168.5.13

Microcomputador

Experience RJ

exproom8

192.168.5.19 255.255.255.0

 

192.168.5.13

3.5 - Planilha de custos do projeto

Tabela 3 – Planilha de custos do projeto (em reais)

Equipamento

Descrição

Quantidade

Custo unid

Custo total

microcomputador

Dell Vostro 270 Slim / Memória 4GB, Dual Channel DDR3, 1600MHz / Disco Rígido 1TB, SATA (7200 RPM)

109

2.2018,00

2.203.762,00

switch

CISCO SRW208K9

28

680,19

19.045,32

firewall

Firewall D Link SMB&Worgroup+VPN Server com 2x WAN + 1x DMZ + 7x LAN

27

2.698,00

72.846,00

conversor mídia

TRENDnet TFC 110 10/100BaseTX /

2

289,76

579,52

Ethernet/FX

100Fx

cabo UTP Cat5e

Cabo Rede Furukawa Mult Plus Cat 5E 305 Metros

20

359,00

7.180,00

roteadores

CISCO CISCO861 K9

27

1202,95

32.479,65

servidores

Processador Intel® Xeon® Quad-Core E3-1270V2 (3.50GHz, 8M Cache, Turbo, QUAD CORE/8T / Memória de 8GB, 1333MHz /2 HD´s 1TB 7.2K RPM SATA

2

6.508,00

13.016,00

23

cordão ótico

cordão óptico conectorizado multímodo SC/SC 3 metros duplex

2

80,00

160,00

conector RJ45

conector RJ45

800

0,20

160,00

fusão fibra óptica

fusão fibra óptica por terceirizada

6

100,00

600,00

fibra óptica

fibra óptica multímodo

220

10,00

2.200,00

distribuidor interno

       

óptico

divisor interno óptico rack 19” 1U

2

270,00

540,00

patch panel 24 portas

Patch Panel 24 Portas CAT 5E

27

90,00

2430,00

patch panel 48 portas

Patch Panel 48 Portas CAT 5E ETHERLINK

1

190,00

190,00

rack

Mini rack Nilko NK035127 19 pol. com 12U e 700 mm profundidade

28

497,00

13.916,00

Nobreak 2,2 kva

Nobreak APC PS2200BI, 2200VA (1360W) bivolt/115V

2

1.119,00

2.238,00

Nobreak 800VA

Nobreak Eaton ENV800LB 800VA (480W), 120V/120V

135

273,00

36.855,00

 

Mão de obra necessária para a instalação do Data Center e Experience Room de São Paulo (20 dias)

480

   

mão de obra

homens/

100,00

48.000,00

hora

mão de obra

mão de obra por campi (5 dias) 80 homens hora / campi

26

8.000,00

208.000,00

total

refazer

   

2.664.197,90

3.6 – Timeline com as fases do projeto

Tabela 4 –Timeline com as fases do projeto

Id

Nome

 

Duração

Início

Término

1

reunião com cliente

1

dia

10/12/2012

10/12/2012

2

modelagem do projeto

1

dia

10/12/2012

10/12/2012

3

montagem da proposta

4

dias

11/12/2012

14/12/2012

4

apresentação da proposta

1

dia

17/12/2012

17/12/2012

5

desenvolver o projeto

9

dias

18/12/2012

03/01/2012

6

apresentação ao cliente

1

dia

04/01/2012

04/01/2012

7

testes de simulação

5

dias

07/01/2012

11/01/2012

8

aceitação do cliente

1

dia

14/01/2012

14/01/2012

9

implantação do Data Center

15

dias

15/01/2012

05/02/2013

10

implantação da Room SP

5

dias

06/02/2013

12/02/2013

11

testes do campi SP

15

dias

13/02/2013

05/03/2013

Obs. No timeline do projeto não está sendo considerado o período para a instalação em cada campi distante de São Paulo, pois as datas ficarão para planejamento específico da UniPIM, de acordo com a disponibilidade interna da univesidade.

24

4 – Resultados e discussão

Na interligação dos equipamentos em cada LAN foram utilizados switch´s trabalhando na camada 2 da OSI, pois eles são mais eficientes que os HUB´s. Os switchs reconhecem os computadores conectados na rede e direciona pacotes ao seu endereço, poupando tráfego. Enquanto que os hub´s endereçam os pacotes para todos os computadores causando consumo excessivo de banda e causando colisões (Baptista, 2012).

Os switch´s a serem instalados foram escolhidos da fabricante CISCO, pois os mesmos tem a possibilidade de serem gerenciáveis, inclusive à distância, por browser ou por protocolo TELNET. Além disso, pode ser atribuído um IP ao mesmo, facilitando o gerenciamento à distância.

A elaboração do projeto foi feita com muito cuidado, pois a equipe da WEB3.PIM acredita que A documentação é importante para registrar as fases do projeto. Além disso, facilita caso houver substituição de algum componente da equipe.

Mas no caso da documentação há um cuidado a mais que se deve ter quanto à guarda do material e o acesso de pessoas não autorizadas.

Durante a elaboração do projeto, um funcionário da área de TI da UniPIM, o Sr. José da Silva levou documentos confidenciais para fora da empresa (constatado pelo time de segurança por rastreamentos), haviam fortes indícios que este material foi vendido para o concorrente da UniPIM, pois o mesmo já foi funcionário de uma concorrente.

Como haviam provas de que a documentação foi retirada da universidade, o funcionário foi demitido por justa causa e foi instaurado um inquérito policial para apurar se houve a venda das informações para a outra universidade. Mas por precaução, a UniPIM se adiantou e pediu registro dos direitos autorais.

Ocorreram alguns desafios quanto ao gerenciamento na implementação do novo sistema. Pois a WEB3.0 PIM deveria criar um projeto iniciando do zero, para dar um suporte a um produto que as pesquisas ainda estão muito recente. Foi necessário contar com a experiência pessoal da equipe de projetos para

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desenvolver uma estrutura que ficasse no padrão esperado de desempenho. Temos que acrescentar que foi um projeto de grande vulto e com pouco tempo para o planejamento.

Para o desenvolvimento do projeto optou-se por usar o processo interativo, onde por várias vezes durante essa fase, o cliente foi consultado e foi-lhe apresentado partes constituintes do mesmo e os respectivos testes em ambiente de simulação.

Na utilização de processos interativos como foi o nosso caso, devemos tomar uma precaução quanto a inclusão de novos aspectos durante o desenvolvimento do produto. Pois caso venham a ocorrer muitas mudanças, o produto final pode ficar muito diferente daquele proposto inicialmente e ainda gastar muito mais tempo para a finalização, ou seja, o projeto nunca acaba.

Devido ao pouco tempo, a equipe de projetos não se deslocou para as cidades onde haverá campi. Por isso foi feito um diagrama conceitual mínimo de cada localidade. Também não houveram testes de conectividade de internet nessas localidades.

O desenvolvimento do software ficará a cargo da UniPIM. Conforme o pedido feito na documentação do contrato: “a empresa WEB3.PIN deverá projetar, construir e testar a estrutura para fornecer ao sistema Web 3.0 que estará confinado na intranet da universidade ”

Foram executados testes em ambiente de simulação PACKET TRACER CISCO 5.0 capaz de simular o funcionamento da rede através da conexão dos equipamentos envolvidos. O resultado foi muito satisfatório, atendendo os objetivos iniciais propostos pelo cliente. A rede se mostrou muito estável. Após a configuração de roteamento dos roteadores, foi possível enviar o comando “ping” de todas as máquinas para os servidores e também o inverso.

26

26 Figura 7 – Tela do software de simulação Packet Tracer 5.0 Cisco O reitor da

Figura 7 – Tela do software de simulação Packet Tracer 5.0 Cisco

O reitor da UniPIM aprovou o projeto, pois está de acordo com seu modelo de negócio. De acordo com Costa (2012) o modelo de negócios é a forma pela qual uma empresa cria valor para todos os seus principais públicos de interesse.

Para Costa (2012) o Modelo de proposta de valor define o diferencial da empresa no mercado, a forma pela qual é única e se destaca das demais. Com a implantação do projeto Web 3.0 Experiende Room a universidade mantém-se em destaque, pois é a pioneira na utilização do conceito Web 3.0. Mostra novamente para as concorrentes porque é respeitada e considerada na vanguarda das metodologias de ensino.

Com a implantação do novo sistema a universidade pretente atingir os seus objetivos definidos pelo Modelo estratégico. Na visão de Costa (2012), o Modelo estratégico é como a empresa vai atingir seus objetivos estratégicos. Dentro desse modelo situa-se a missão de uma empresa, sua visão, seus valores e as competências para que ela funcione adequadamente. No caso da UniPIM, sua visão é que através da educação forma-se cidadãos conscientes do seu dever e capazes de desenvolver o crescimento do país. Os seus principais valores são oferecer um ensino de qualidade, de maneira democrática e que todos possam ter acesso.

Quanto ao custo do projeto, a reitoria concluiu que é viável a implantação da nova estrutura para apoiar o sistema e que cabe perfeitamente no Modelo econômico da universidade. Para Costa (2012) esse modelo demonstra a viabilidade

27

financeira de uma empresa e como a empresa ganha recursos e paga suas despesas a fim de atingir a sustentabilidade.

Conclusão

A UniPIM é uma instituição que se mantém na vanguarda do sistema de ensino buscando novas metodologias que atendam os requisitos da atualidade. Ela é uma das pioneiras na utilização do sistema EaD e novamente mostrou sua capacidade de adaptação à novas tecnologias ao incorporar o conceito de Web 3.0 no seu ambiente do EaD.

De acordo com a pesquisa teórica realizada, a web 3.0 é a nova etapa que se encontra a internet. Essa etapa é baseada na soma da web 2.0 (baseada em mecanismos de busca, redes sociais e interatividade) com capacidade de semântica nos sites.

Para atingir a capacidade semântica alguns atributos novos foram aperfeiçoados como o HTML5, novas API´s e a capacidade dos sites de aceitar vários tipos de conteúdo sem grandes modificações de sua estrutura.

Para a adoção do novo sistema foi necessário a implantação de uma rede corporativa formada por uma LAN e uma WAN no Data Center em São Paulo e uma LAN em cada um dos outros 26 campis do país. As salas dos 27 campis recebeu o nome de WEB3.0 Experience Room.

A rede LAN no Data Center em São Paulo é composta de 2 servidores, um de dados e outro de aplicativos, que tem a função de fornecer o conteúdo web 3.0. Também foi utilizado roteador para separar os pacotes da LAN e da WAN e um firewall para evitar ataques. Um switch nível 2 foi colocando para fazer a interligação dos equipamentos na topologia de estrela usando a tecnologia Ethernet. Para o acesso à internet solicitou-se a contratação de um provedor (ISP) que fornecesse acesso via fibra, devido à largura de banda necessária para atender à todos os campis.

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Com a aceitação dessa configuração na sua totalidade pela reitoria da universidade, a equipe de desenvolvimento da WEB3.PIM concluiu que a infra- estrutura é capaz de fornecer o suporte necessário que o novo sistema requer.

O projeto das redes das LAN dos campi é de baixa complexidade, porém minucioso e deve ser examinado com cuidado nos seus detalhes. Embora trabalhando somente com 4 máquinas e um switch devemos nos atentar para os detalhes como a faixa de configuração dos IP´s, máscara de sub rede, a forma com que cada um vai acessar a web, qual plano de provedor será contrato.

Algumas dificuldades surgiram no desenvolvimento do projeto, por exemplo, o desvio de informações sigilosas por parte de um funcionário da universidade. Porém com os conhecimentos adquiridos no Curso de Gestão de TI da Unip a equipe de desenvolvimento conseguir superar e resolvê-los sem maiores comprometimentos do cronograma ou danos ao projeto.

Após os testes em software de simulação, o projeto se mostrou viável e eficiente. Alguns ajustes podem ser necessários com relação à banda da internet contratada junto aos campi. Caso ocorra limitações, pode-se trocar de provedor. Quanto ao hardware, houve o cuidado na escolha de ótimos fabricantes, com montagem no Brasil e que dão assistência e garantia total.

O projeto desenvolvido foi muito útil do ponto de vista das disciplinas Redes de Computadores e Telecomunicações, Metodologia Científica e Modelagem de Processos, pois foi a sedimentação dos conhecimentos adquiridos nelas. Serviu também como experiência prática para o desenvolvedor, que pôde mensurar a amplitude dos conhecimentos e também para desenvolver a capacidade de resolução de problemas que surgem durante a elaboração de qualquer projeto profissional.

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045/12

TORRES, A. S. Metodologia Científica. São Paulo, 2012. In: Cadernos de Estudos e Pesquisas da UNIP, Série Didática, ano XVII, n.2-044/12.

COSTA, I. Modelagem de Processos. São Paulo, 2012. In: Cadernos de Estudos e Pesquisas da UNIP, Série Didática, ano XVII, n.2-066/12

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30

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web-web-30o-que-e