Você está na página 1de 11
A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E O DIREITO Princípios
A ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA E O DIREITO
Princípios

SUBORDINAÇÃO DA AP AO DTO

Atualmente

Regime de Legalidade Democrática A Administração:

- Vinculada pelo Dto

- Sujeita a normas jurídicas públicas e privadas, que têm como destinatários tanto os próprios órgãos e agentes da administração, como os particulares, os cidadãos em geral

como destinatários tanto os próprios órgãos e agentes da administração, como os particulares, os cidadãos em

FONTES DE DTO. ADM.

CRP: Art. 6º, 13º, 22º, 23º, 112º, 198º, 199º, 235º ss. e 266ª ss

-

- Tratados e Convenções Internacionais

- Atos Legislativos

- Regulamentos

- Princípios

 
 

CODIFICAÇÃO DO DA

Através do CPA

PARTE I - Princípios Gerais (Art. 1º a 12º) PARTE II - Dos Sujeitos (Art. 13º a 53º) PARTE III - Do Procedimento Administrativo (Art. 54º a 113º) PARTE IV - Da Atividade Administrativa (Art.º 114º a 189º)

 
 

PRÍNC. DA LEGALIDADE

 

Atos adm. em sentido amplo

Os agentes e órgãos da AP, necessariamente têm que estar em conformidade com a lei (Art. 266º, n.º 2 CRP)

Conformidade com a Ordem Jurídica – VALIDADE DOS ACTOS

 

Não conformidade com a Ordem Jurídica – INVALIDADE DOS ACTOS

conformidade com a Ordem Jurídica – INVALIDADE DOS ACTOS CONSEQUÊNCIAS PREVISTAS PARA A INVALIDADE DOS ATOS

CONSEQUÊNCIAS PREVISTAS PARA A INVALIDADE DOS ATOS

 

Nulidade (Art. 133º CPA)

Anulabilidade (Art. 135º CPA)

Consagrados no CPA meios de reação contra atos administrativos (Art. 158º ss)

INVALIDADE pode ocorrer de:

Violação de uma norma jurídica – ILEGALIDADE

Por contrariar um ato adm. que constituiu dtos - ILICITUDE

Consequências: Art. 133º CPA

 Consequências: Art. 133º CPA

A

AP TRADUZ-SE NOS SEGUINTES

 

ATOS

 

Regulamentos (Art.114º a 119º CPA)

 

Atos Administrativos (Art. 120º a 177º)

 

ATOS DA FUNÇÃO ADMINISTRATIVA

Contratos Administrativos (Art. 178º ss) ADMINISTRATIVA

 

Operações Materiais

A AP pode praticar atos de Gestão Privada, como qualquer particular (ex. gestão de património e outros), mas tem limitações de ordem pública impostas pela Ordem Jurídica (ex. poderá ter de ser autorizado pelo órgão x, ou tem de haver verba )

de ordem pública impostas pela Ordem Jurídica (ex. poderá ter de ser autorizado pelo órgão x,

A AP TRADUZ-SE NOS SEGUINTES

 

ACTOS

Regulamentos (Art.114º a 119º CPA), é uma ato jurídico, normativo, geral e abstrato, unilateral, no entanto, é um ato secundário

Atos Administrativos (Art. 120º a 177º) não é um ato jurídico, tem aplicação concreta individual, e é unilateral

Contratos Administrativos (Art. 178º ss) é um ato jurídico, bi ou plurilateral

individual, e é unilateral  Contratos Administrativos (Art. 178º ss) é um ato jurídico, bi ou

PRINCÍPIOS DO ORDENAMENTO JURÍDICO ADMINISTRATIVO

 

PRINC.

DA

PROSSECUÇÃO

DO

INTERESSE PÚBLICO (Art. 266º/1 e Art. 4º CPA) PRINC. DA JUSTIÇA (Art. 266º/2 e Art. 6º CPA)

 

PRINC. DA IMPARCIALIDADE (Art. 266º/2 e Art. 6º CPA) PRINC. DA BOA-FÉ(Art. 266º/2 e Art. 6-Aº CPA)

PRINC.

DO

RESPEITO

PELOS

DTOS

 PRINC. DO RESPEITO PELOS DTOS
 

ADQUIRIDOS (Art. 266º/1 e Art. 4º CPA)

PRINC. DA PROSSECUÇÃO DO INTERESSE PÚBLICO (ART. 266º/1 E ART. 4º CPA)

 

Princípio motor da AP

 
 

Pq esta atua, move-se e funciona para prosseguir o interesse público, como seu único fim.

 

A prossecução do interesse público, é efetuada dentro de certos limites, respeitando determinados valores e definida por parâmetros.

Consequências práticas deste princípio:

 

Só a lei pode definir os Interesses Públicos a cargo da Administração, não podendo ser

 

a

mesma a fazê-lo;

Em todos os casos em que a lei não defina de forma completa e exaustiva o interesse público, compete à Administração fazê-lo dentro dos limites que a lei o tenha definido;

 

O

interesse público tem de ser definido de uma forma variável e flexível, devido à

mudança das sociedades;

 
 
 

PRINC. DA PROSSECUÇÃO DO INTERESSE PÚBLICO (ART. 266º/1 E ART. 4º CPA)

 

Definido o interesse público pela lei, a sua prossecução é obrigatória

O interesse público delimita a capacidade jurídica das pessoas coletivas públicas e competência dos respetivos órgãos, é o chamado Principio da Especialidade

Se um órgão da AP praticar um ato administrativo que não tenha por motivo principalmente a prossecução do interesse público posto pela lei a seu cargo, esse ato estará viciado por desvio de poder, sendo um ato ilegal, como tal anulável contenciosamente

A obrigação de prosseguir o interesse público exige da AP a adoção em cada caso concreto as melhores soluções possíveis do ponto de vista administrativo, é o chamado dever de boa administração

concreto as melhores soluções possíveis do ponto de vista administrativo, é o chamado dever de boa

PRINC. DA JUSTIÇA (ART. 266º/2 E ART. 6º CPA)

 

A AP tem de prosseguir o interesse público, em obediência à lei, ou seja, de acordo com o Princípio da Legalidade

A Administração tem que obedecer à lei, agindo no exercício das suas funções com fundamento na lei e dentro dos limites por ela impostos.

Um qualquer ato administrativo que tome uma orientação contrária à lei, está a ir contra o P. da Igualdade em concreto e contra o P. da Justiça em geral.

Princípio do Respeito pelos Dtos. e Interesses Legítimos dos Particulares

 

Obriga a Administração a não violar as situações juridicamente protegidas dos administrados

Dentro dos limites fixados à sua ação, a AP é muitas vezes investida pela lei de uma liberdade de decisão, que se denomina tradicionalmente por Poder Discricionário da Administração

 

Não é um poder arbitrário, mas um poder legal, jurídico, regulado e condicionado por lei.

A lei diz que este poder deve ser exercido de acordo com o P. da Justiça, o Princípio da Igualdade e com o P. da Proporcionalidade (onde os atos devem ser proporcionados ou adequados face aos objetivos que visa atingir, limitando-se ao necessário para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos)

visa atingir, limitando-se ao necessário para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos)

PRINC. DA IMPARCIALIDADE (ART. 266º/2 E ART. 6º CPA)

 

A AP deve comportar-se sempre com isenção, ter uma atitude de equidistância perante todos os particulares, que com ele entrem em relação, não privilegiando ninguém, nem descriminando contra ninguém

privilegiando ninguém, nem descriminando contra ninguém COROLÁRIOS DO PRINCÍPIO DA IMPARCIALIDADE   

COROLÁRIOS DO PRINCÍPIO DA IMPARCIALIDADE

 

Proibição

de

favoritismo

ou

perseguições

relativamente aos particulares

Proibição

de

os

órgãos

da

Administração

tomarem decisões sobre assuntos em que estejam pessoalmente interessados

 

Proibição

de

os órgãos da Administração

tomarem parte ou interesse em contratos celebrados com a Administração ou por ela aprovados ou autorizados.

tomarem parte ou interesse em contratos celebrados com a Administração ou por ela aprovados ou autorizados.

PRINC. DA BOA-FÉ (ART. 266º/2 E ART. 6-Aº CPA)

No exercício da atividade administrativa e em todas as suas formas e fases, a AP e os particulares devem agir e relacionar-se segundo as regras da boa-fé

 
 

PRINC. DO RESPEITO PELOS DTOS. ADQUIRIDOS (ART. 266º/1 E ART. 4º CPA)

Compete aos órgãos administrativos prosseguir o interesse público, no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos.

 
 

RELEVÂNCIA FUNDAMENTAL DOS PRINCÍPIOS

 

Principal

relevância

dos

princípios

está

no

domínio do exercício dos direitos públicos

 

A AP está subordinada à lei nos termos do P. da Legalidade, mas a lei não regula sempre da mesma forma os atos a praticar pela AP (às vezes é precisa e às vezes é imprecisa)

 
 
 

VINCULAÇÃO / DISCRICIONARIDADE

 

Duas formas típicas pelas quais a lei pode modelar a atividade da AP

 

Poderes Vinculados da AP - quando a lei regula todos os aspetos da ação administrativa.

 

A AP desempenha tarefas puramente mecânicas, até chegar a um resultado O único resultado legalmente possível. A lei vincula totalmente a Administração. Sem qualquer margem para exercer uma liberdade de decisão – o ato administrativo é um vinculado. Manifestação do poder administrativo

Decisão unilateral que define o direito do caso concreto, em termos que são obrigatórios, quer para as autoridades administrativas, quer para os particulares.

do caso concreto, em termos que são obrigatórios, quer para as autoridades administrativas, quer para os

VINCULAÇÃO / DISCRICIONARIDADE

 

Poderes Discricionários da AP - a lei praticamente nada regula nos aspetos da ação administrativa

A AP - grande margem de liberdade (quanto à forma) de decisão.

 

Tem que decidir segundo os critérios que em cada caso entender mais adequados à prossecução do interesse público

 
 

OUTROS PRINCÍPIOS RELEVANTES DA ATIVIDADE ADMINISTRATIVA

 

DEVER DE FUNDAMENTAÇÃO (Art. 124º CPA)

Devem ser fundamentados todos os atos administrativos

Deverão ser cumpridos os Requisitos de Fundamentação (Art. 125º CPA)

 

Expressa

 

Clara

 

Congruente

 

Completa

Na sua falta - invalidade por vício de forma – consequência - anulabilidade (Art. 135º CPA)

 Na sua falta - i nvalidade por vício de forma – consequência - anulabilidade (Art.

Só é possível recorrer à anulabilidade quando da própria lei não resultar outro tipo de sanção - 135º CPA

PRINCÍPIO DA LIVRE CONCORRÊNCIA

 

Quem gere dinheiros públicos tem que observar determinados procedimentos administrativos

 

Por ex., em caso de concurso público, terá de se proceder à escolha da proposta mais adequada à persecução do interesse público.

 
 

PRINCÍPIO DA PARTICIPAÇÃO

 

(ART. 267º CRP, ART. 8º CPA)

A AP deve assegurar a participação dos particulares na formação das decisões que lhes disserem respeito, através da audiência dos mesmos

 

Audiência e procedimentos a tomar por parte da AP - Art. 100º a 105º CPA (Princípio da Audiência)

Procedimento (Art. 120º a 123º CPA)

 
por parte da AP - Art. 100º a 105º CPA (Princípio da Audiência)  Procedimento (Art.