Você está na página 1de 20

CMATE 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

Ciência dos Materiais

CMATE – 11/12 - LEM - O.C. PAIVA Ciência dos Materiais Conhecimentos prévios requeridos na Unidade

Conhecimentos prévios requeridos na Unidade Curricular de Ciência dos Materiais:

Estrutura e ligação atómica

CMATE 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

Sumário

CMATE – 11/12 - LEM - O.C. PAIVA Sumário Números atómicos e massas atómicas Estrutura electrónica

Números atómicos e massas atómicas

Estrutura electrónica dos átomos

Números de oxidação Electronegatividade

Tipos de ligação atómica e molecular

Ligação iónica, covalente e metálica

CMATE 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

Estrutura e ligação atómica Tabela periódica dos elementos Nº atómico - nº de protões (partículas
Estrutura e ligação atómica
Tabela periódica dos elementos
Nº atómico - nº de protões (partículas +) do núcleo; num átomo neutro, o nº atómico é
também igual ao nº de electrões na nuvem electrónica. Identifica o elemento.
Massa atómica - é a massa, em gramas, de 6.023x10 23 átomos (o Nº de Avogadro, N A ). O
átomo de carbono 12 (6 protões) é tomada como massa de referência das massas atómicas.

CMATE 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

Estrutura e ligação atómica

Estrutura electrónica dos átomos

e ligação atómica Estrutura electrónica dos átomos O movimento de um electrão em volta do respectivo

O movimento de um electrão em volta do respectivo núcleo e a sua energia são caracterizados por 4 nºs quânticos:

e a sua energia são caracterizados por 4 nºs quânticos: Nº quântico principal (n) - nº

Nº quântico principal (n) - nº de níveis de energia principais do electrão, pode ser imaginado como camadas no espaço nas quais é grande a probabilidade de encontrar um electrão (1 a 7).

é grande a probabilidade de encontrar um electrão (1 a 7). Nº quântico secundário (l) -

Nº quântico secundário (l) - subníveis de energia dentro dos níveis principais - orbitais (s, p, d, f) - subcamada de um átomo na qual a densidade de um determinado electrão ou par de electrões é elevada.

de um determinado electrão ou par de electrões é elevada. Nº quântico magnético (m l )

Nº quântico magnético (m l ) - orientação espacial de uma orbital atómica e tem pequeno efeito sobre a energia do electrão. O nº

diferente de orientações possíveis de uma orbital depende de l (-l a +l,

incluindo 0).

de uma orbital depende de l (-l a +l, incluindo 0). Nº quântico de spin do

Nº quântico de spin do electrão (m s ) - específica dois sentidos possíveis de rotação do electrão em torno de um eixo próprio - +1/2 e - 1/2. Dois electrões podem ocupar a mesma orbital mas têm de apresentar spins opostos.

CMATE 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

Estrutura e ligação atómica

Estrutura electrónica dos átomos

CMATE – 11/12 - LEM - O.C. PAIVA Estrutura e ligação atómica Estrutura electrónica dos átomos
CMATE – 11/12 - LEM - O.C. PAIVA Estrutura e ligação atómica Estrutura electrónica dos átomos
CMATE – 11/12 - LEM - O.C. PAIVA Estrutura e ligação atómica Estrutura electrónica dos átomos

Estrutura e ligação atómica

Números de oxidação Elementos electropositivos e electronegativos - os elementos electropositivos são de
Números de oxidação
Elementos
electropositivos e
electronegativos - os
elementos
electropositivos são
de natureza metálica e
perdem electrões nas
reacções químicas,
originando iões
positivos - catiões.
O número de
electrões perdidos
por um átomo
electropositivo é
indicado por um nº de
oxidação.
CMATE – 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

CMATE 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

Estrutura e ligação atómica

Electronegatividade

PAIVA Estrutura e ligação atómica Electronegatividade Electronegatividade - É uma grandeza que indica a

Electronegatividade - É uma grandeza que indica a tendência de um átomo para atrair electrões. A escala de electronegatividade vai de 0 a 4,1.

Os átomos mais electronegativos (os halogéneos) tendem a captar electrões e, por isso, tendem a ficar negativos.

a captar electrões e, por isso, tendem a ficar negativos. P.ex: Os átomos de Cloro Cl

P.ex: Os átomos de Cloro Cl (2;8;7) são muito electronegativos (E = 3,0)

Os átomos menos electronegativos (os metais alcalinos) tendem a perder

electrões e, por isso, tendem a ficar positivos.

a perder electrões e, por isso, tendem a ficar positivos. P.ex: Os átomos de Potássio K

P.ex: Os átomos de Potássio K (2;8;8;1) são muito pouco electronegativos (E = 0,8)

CMATE 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

Estrutura e ligação atómica

Electronegatividade

PAIVA Estrutura e ligação atómica Electronegatividade Tendências na tabela periódica   Grupo 1  

Tendências na tabela periódica

 

Grupo 1

 

Grupo 2

 

Grupo 17

 

Metais

 

Metais

Halogéneos

alcalinos

Alcalino-

 

terrosos

   

9 F 2;7

 

11 Na 2;8;1

12 Mg 2;8;2

17 Cl 2;8;7

 

19 K 2;8;8;1

20 Ca 2;8;8;2

35 Br 2;8;18;7

Tendem a

Tendem a

Tendem a

 
 

perder

perder

 

ganhar

 

1 electrão

2 electrões

1 electrão

11 Na + 2;8

12 Mg 2+ 2;8

9 F -

2;8

19 K +

2;8;8

20 Ca 2+ 2;8;8

17 Cl - 2;8;8

2;8;8 2 0 Ca 2 + 2;8;8 1 7 Cl - 2;8;8 São electropositivos São electronegativos

São electropositivos

+ 2;8;8 1 7 Cl - 2;8;8 São electropositivos São electronegativos Grupo 18 Gases raros 2He

São electronegativos

Grupo 18 Gases raros 2He 2 10Ne 2;8 35Ar 2;8;8 ….
Grupo 18
Gases
raros
2He
2
10Ne
2;8
35Ar
2;8;8
….

Os gases raros são muito estáveis devido a terem os seus níveis de energia preenchidos

devido a terem os seus níveis de energia preenchidos Os outros elementos reagem de forma a

Os outros elementos reagem de forma a terem os seus níveis preenchidos

Estrutura e ligação atómica

Tabela das electronegatividades

Estrutura e ligação atómica Tabela das electronegatividades CMATE – 11/12 - LEM - O.C. PAIVA
CMATE – 11/12 - LEM - O.C. PAIVA
CMATE – 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

CMATE 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

Estrutura e ligação atómica

Tipos de ligações atómicas primárias

ligação atómica Tipos de ligações atómicas primárias Ligações iónicas - ocorrem forças interatómicas
ligação atómica Tipos de ligações atómicas primárias Ligações iónicas - ocorrem forças interatómicas

Ligações iónicas - ocorrem forças interatómicas relativamente

intensas, resultantes da transferência de electrões de um átomo

para outro, o que origina iões que se ligam uns aos outros por forças de Coulomb (atracção entre iões carregados positiva e negativamente). A ligação iónica é uma ligação não direccional relativamente forte.

é uma ligação não direccional relativamente forte. Ligações covalentes - forças interatómicas

Ligações covalentes - forças interatómicas relativamente elevadas que têm origem na partilha de electrões, formando-se

uma ligação de direcção localizada.

formando-se uma ligação de direcção localizada. Ligações metálicas - forças interatómicas

Ligações metálicas - forças interatómicas relativamente elevadas que têm origem na partilha de electrões, de uma forma

deslocalizada, e produzindo ligações não direccionais fortes

entre átomos.

Estrutura e ligação atómica

Ligação iónica

Estrutura e ligação atómica Ligação iónica Elementos fortemente electropositivos (metálicos) e elementos

Elementos fortemente electropositivos (metálicos) e elementos

fortemente electropositivos (metálicos) e elementos fortemente electronegativos (não-metálicos) podem
fortemente electropositivos (metálicos) e elementos fortemente electronegativos (não-metálicos) podem

fortemente electronegativos (não-metálicos) podem estabelecer

ligações iónicas uns com os outros

Energia em função da distância, para um par de iões de cargas opostas. Distância de
Energia em função da distância, para
um par de iões de cargas opostas.
Distância de equilíbrio interatómica,
a 0 , a energia potencial total é mínima.
Formação de um par de iões no
NaCl a partir de Na e Cl . No
processo de ionização um
electrão 3s 1 do Na passa para
uma orbital 3p semi-preenchida
do Cl.
CMATE – 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

CMATE 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

Estrutura e ligação atómica

Ligação iónica

O.C. PAIVA Estrutura e ligação atómica Ligação iónica Empilhamento iónico no CsCl (a) e no NaCl
O.C. PAIVA Estrutura e ligação atómica Ligação iónica Empilhamento iónico no CsCl (a) e no NaCl

Empilhamento iónico no CsCl (a) e no NaCl (b). Maior grau de

empilhamento (8) no caso do CsCl

do que no NaCl (6).

b
b

a

Empilhamento iónico no CsCl (a) e no NaCl (b). Maior grau de empilhamento (8) no caso

CMATE 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

Estrutura e ligação atómica

Ligação covalente

PAIVA Estrutura e ligação atómica Ligação covalente A ligação covalente ocorre entre átomos com pequenas
PAIVA Estrutura e ligação atómica Ligação covalente A ligação covalente ocorre entre átomos com pequenas

A ligação covalente ocorre entre átomos

covalente A ligação covalente ocorre entre átomos com pequenas diferenças de electronegatividade e que

com pequenas diferenças de

electronegatividade e que estão próximos uns dos outros na Tabela Periódica.

átomos com pequenas diferenças de electronegatividade e que estão próximos uns dos outros na Tabela Periódica.
H 2
H 2

Estrutura e ligação atómica

Ligação covalente

Estrutura e ligação atómica Ligação covalente Exemplos de ligações covalentes em moléculas de : F 2
Exemplos de ligações covalentes em moléculas de : F 2 (simples), O 2 (duplas) e
Exemplos de ligações covalentes
em moléculas de : F 2 (simples), O 2
(duplas) e N 2 (triplas).
CMATE – 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

CMATE 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

Estrutura e ligação atómica

Ligação covalente

PAIVA Estrutura e ligação atómica Ligação covalente Ligação covalente do carbono Hibridização das orbitais

Ligação covalente do carbono

atómica Ligação covalente Ligação covalente do carbono Hibridização das orbitais de carbono na formação de
atómica Ligação covalente Ligação covalente do carbono Hibridização das orbitais de carbono na formação de

Hibridização das orbitais de carbono na formação de ligações covalentes simples.

Átomo de carbono com 4 orbitais sp 3 equivalentes dirigidas simetricamente para os vértices de um tetraedro.

Átomo de carbono com 4 orbitais sp 3 equivalentes dirigidas simetricamente para os vértices de um

Estrutura e ligação atómica

Ligação covalente - exemplos ligações de C

atómica Ligação covalente - exemplos ligações de C Ligações tetraédricas sp 3 na estrutura do diamante.
atómica Ligação covalente - exemplos ligações de C Ligações tetraédricas sp 3 na estrutura do diamante.

Ligações tetraédricas sp 3 na estrutura do

diamante.

A molécula de metano, CH4, contém 4 ligações tetraédricas sp 3

de metano, CH4, contém 4 ligações tetraédricas sp 3 Fórmulas estruturais de hidrocarbonetos simples de liga
Fórmulas estruturais de hidrocarbonetos simples de liga ção covalente. Maior massa molecular, CMATE – 11/12
Fórmulas estruturais de
hidrocarbonetos simples de liga ção
covalente. Maior massa molecular,
CMATE – 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

maior ponto de fusão.

CMATE – 11/12 - LEM - O.C. PAIVA maior ponto de fusão. Fórmulas estruturais de moléculas

Fórmulas estruturais de moléculas com ligações covalentes múltiplas C-C.

CMATE 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

Estrutura e ligação atómica

Ligação metálica

PAIVA Estrutura e ligação atómica Ligação metálica Nos metais no estado sólido, os átomos estão empilhados

Nos metais no estado sólido, os átomos estão empilhados de uma forma relativamente compacta com um arranjo sistemático e regular - a estrutura cristalina.

um arranjo sistemático e regular - a estrutura cristalina. Os átomos estão tão próximos uns dos
um arranjo sistemático e regular - a estrutura cristalina. Os átomos estão tão próximos uns dos

Os átomos estão tão próximos uns dos outros que os electrões de valência exteriores são atraídos pelos núcleos dos átomos vizinhos.

são atraídos pelos núcleos dos átomos vizinhos. Os electrões de valência não estão estritamente
são atraídos pelos núcleos dos átomos vizinhos. Os electrões de valência não estão estritamente

Os electrões de valência não estão estritamente associados com um determinado núcleo, mas sim estão distribuídos pelos diversos átomos

núcleo, mas sim estão distribuídos pelos diversos átomos - nuvem de electrões de baixa densidade .

- nuvem de electrões de baixa densidade.

Arranjo atómico num cristal do metal cobre. Cada átomo de cobre está coordenado com outros 12 átomos, originando uma estrutura cristalina - cúbica de faces centradas.

átomo de cobre está coordenado com outros 12 átomos, originando uma estrutura cristalina - cúbica de
átomo de cobre está coordenado com outros 12 átomos, originando uma estrutura cristalina - cúbica de

CMATE 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

Estrutura e ligação atómica

Ligação metálica

PAIVA Estrutura e ligação atómica Ligação metálica O s metais sólidos são constituídos por cernes de
PAIVA Estrutura e ligação atómica Ligação metálica O s metais sólidos são constituídos por cernes de

Os metais sólidos são constituídos por cernes de iões positivos e por

são constituídos por cernes de iões positivos e por electrões de valência dispersos na nuvem electrónica

electrões de valência dispersos na nuvem electrónica - liberdade de movimentação destes electrões livres (fracas ligações ao núcleo) --> boa condutibilidade eléctrica e térmica.

núcleo) --> boa condutibilidade eléctrica e térmica. A maioria dos metais pode sofrer deformações em elevado

A maioria dos metais pode sofrer deformações em elevado grau sem

fracturar, porque os átomos podem escorregar uns sobre os outros sem provocar o colapso da estrutura das ligações metálicas.

Na ligação metálica, os electrões de valência exteriores são

partilhados por um elevado nº de átomos à sua volta, por isso, a ligação metálica é, em geral, não direccional.

partilhados por um elevado nº de átomos à sua volta, por isso, a ligação metálica é,

CMATE 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

Estrutura e ligação atómica

Ligação metálica

PAIVA Estrutura e ligação atómica Ligação metálica Quando os átomos de um metal se ligam uns

Quando os átomos de um metal se ligam uns aos outros por

partilha dos electrões de valência, formando um cristal sólido, há

diminuição da energia total dos átomos individuais, a qual resulta no processo de ligação.

individuais, a qual resulta no processo de ligação. Energia em função da distância entre um par

Energia em função da distância entre um par de átomos metálicos. A distância interatómica de equilíbrio, a0, é atingida no mínimo da energia potencial global.

Estrutura e ligação atómica

Ligação metálica

Estrutura e ligação atómica Ligação metálica CMATE – 11/12 - LEM - O.C. PAIVA Quanto menos
CMATE – 11/12 - LEM - O.C. PAIVA
CMATE – 11/12 - LEM - O.C. PAIVA

Quanto menos electrões de valência por átomo estiverem envolvidos na

ligação metálica, mais

metálica é a ligação

mais facilmente os electrões de valência se movem

as energias de ligação e as temperaturas de fusão são

mais baixas.