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Infografe
Como e porque usar infográcos
para criar visualizações e comunicar de
forma imediata e eciente
MÁRIO KANNO
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MÁRIO KANNO
Infografe
Como e porque usar infográcos para criar visualizações
e comunicar de forma imediata e eciente
Edição eletrônica
São Paulo
INFOLIDE.COM
2013
4
Sobre o autor, Mário Kanno
· BachareI em Comunicação SociaI (PubIicidade e Proµaganda)
µeIa EscoIa de Comunicaçöes e Arfes da Universidade de São PauIo
(ECA-USP)
· PronssionaI da Ediforia de Arfe da FoIha de S.PauIo desde I989
onde exerce afuaImenfe a função de Edifor Adjunfo, mais focado
em esµeciais, web e TV
· Prêmios: FoIha, AbriI, SND, MaIonej
· Professor do curso de JornaIismo MuIfimídia (µós-FAAP). Deu
auIas no IED São PauIo (Isfifufo Euroµeo di Design), ECAJUSP,
Faccamµ e Cásµer Líbero
· Organizador da Mosfra NacionaI de Infograna
· Membro do INFOLIDE, gruµo de designers e jornaIisfas que µro-
move enconfros, cursos e µaIesfras voIfados ao aµrimoramenfo do
jornaIismo visuaI e infograna
Agradecimentos
Agradeço a FoIha e ao Ofavio µeIa cessão das imagens ufiIizadas
nesfe Iivro e µeIa oµorfunidade de frabaIhar e aµrender com aIguns
dos meIhores jornaIisfas do µaís. A fodos com o quaI five o µrazer
de frabaIhar, em esµeciaI aqui meu chefeJµarceiro Fábio Marra. Ao
Lucas ToffoIi que ajudou na monfagem e revisão. E, a minha famíIia:
Rose, Gusfavo, Branquinho, Seu Jorge, Dona EIza, Si e Ju.
5
APRESENTAÇÃO
Esfe Iivro não é aµenas µara jornaIisfas ÷aµesar de fer sido µensado
originaImenfe duranfe um semesfre no quaI five o µrazer de voIfar
a ECA-USP (onde me graduei) como µrofessor convidado µara dar
auIas de JornaIismo VisuaI e Infograna. Disfanfe de ser um frabaIho
acadêmico, o confeúdo reúne minha exµeriência em mais de 2u anos
frabaIhando com infográncos nas mais diversas funçöes e fiµos de
µubIicação ( jornaI, revisfa, video, web e afé Power Poinf).
TrabaIhei com uma enorme variedade de µronssionais e as mais di-
ferenfe µaufas que se µossa imaginar. Acho inferessanfe como cada
novo assunfo reµresenfa um novo desano visuaI, como um amonfado
de fexfos e dados aµarenfemenfe sem conexão vão ganhando signi-
ncado conforme o infogránco vai ncando µronfo.
Acomµanho fambém a dincuIdade que as µessoas fem em adofar
uma refórica visuaI. Como não conseguem sair de um mundo feifo
só de fexfo µara criar e usar imagens, gráncos, maµas e diagramas.
Esµero que esfe Iivro ajude.
Trecho do PNLD 2014 (PROGRAMA NACIONAL DO LIVRO DIDÁTICO)
6
SUMÁRIO
INTRODUÇÁO ........................................................................................7
INFOGRAFIA E JORNALISMO VISUAL .......................................Iu
ORIGENS DA INFOGRAFIA ............................................................ 36
COMO PRODUZIR INFOGRAFICOS ............................................ 55
Arfes-fexfo .............................................................................................74
Gráncos .................................................................................................. 87
Maµas ..................................................................................................... 99
Diagramas iIusfrados ........................................................................ Iu4
FAÇA SEU INFOGRAFICO BRILHAR .......................................... II8
PENSE A PAGINA COMO UM TODO .......................................... 144
ANEXO I: DICAS PRATICAS DE INFOGRAFIA ....................... 146
7
INTRODUÇÃO
Eu vejo o jornaIismo, µrinciµaImenfe o jornaIismo invesfigafivo dos
grandes jornais, como uma orquesfra sinfônica. Não µeIo Iado de ser
uma conjunção de esµeciaIisfas frabaIhando em sinfonia, µois aIguns
grandes jornais µarecem mais focar o samba do criouIo doido. Mas µor
de ser uma grande e cara esfrufura, cheia de regras e meIindres, que
chegou a fer seu aµogeu quando enchia os saIöes e fodas as grandes
mefróµoIes eram obrigadas a fer sua µróµria sinfônica, disµufando
maesfros e virfuoses. E vejo fambém como a sonsficação e a µomµa
da música cIássica µraficada µeIas orquesfras foi evoIuindo de faI
forma que os músicos já não comµunham µara os ouvinfes, disµu-
favam enfre si quem faria a meIodia mais inovadora ou difíciI de ser
reµroduzida. Dane-se o µúbIico.
Deu no que deu. Grandes orquesfras desaµareceram, oufras sobre-
vivem com dincuIdade ou fenfam se encaixar às mudanças afé hoje.
O µúbIico confinua a ouvir música. Danem-se as orquesfras.
Foi do µróµrio Ofavio Frias FiIho, direfor de redação da FoIha de
S.PauIo, o maior e mais induenfe jornaI do BrasiI, que ouvi o co-
8
menfário de que °aIguns jornaIisfas não esfão escrevendo µara os
Ieifores, escrevem µara si mesmo e µara os oufros jornaIisfas¨. Para
quê? Para fer sua assinafura grafada no início da reµorfagem. Se o
Ieifor enfendeu a reµorfagem? Dane-se o Ieifor.
Mas o Ieifor não se µreocuµa com isso. Para subsfifuir sua sede de
informação (esfamos na Era da Informação) eIe fem a TV, que fambém
confa com uma esfrufura grande, mas Iembra mais um megashow de
rock e confinua afingindo massivamenfe uma audiência µassiva. E fem
a infernef, que aIém de reµroduzir o confeúdo dos grandes jornais,
confa com os bIogs. Na anaIogia da música, esfes são como canfores
de raµ, disµarando informação às vezes sem µrecisão, comµromisso
ou resµonsabiIidade. Mas isso fambém não µreocuµa o Ieifor. EIe é
infeIigenfe e, como recebe informação de várias fonfes, fem caµaci-
dade µara cruzar dados e invesfigar mais se achar necessário. Pode
afé, vejam só, comµrar um jornaI ou uma revisfa só µara connrmar
o que ouviu dizer na TV, no rádio ou na infernef.
Ou seja, o Ieifor vive sem jornaI (imµresso ou digifaI).
Mas e o jornaI? Será que os jornaIisfas acredifam mesmo que vão
viver sem Ieifores? Que os Ieifores confinuarão µagando µor uma
informação que eIes não conseguem enfender?
E sobre como meIhorar a fransmissão da informação -digifaI ou
imµressa- e que esfe Iivro vai frafar. A infograna e o jornaIismo vi-
suaI vieram µara ncar. O jornaI °Orquesfra Sinfônica¨ com fexfos
rebuscados e obscuros fem que dar Iugar a um novo jornaIismo onde
a iconograna (fofos, infográncos e iIusfraçöes) afue µara que as in-
formaçöes confidas nas reµorfagens sejam enfendidas e safisfaçam
9
nossos queridos e essenciais Ieifores.
Enquanfo os jornaIisfas confinuarem esquecendo que comunicar
não é oferecer ao Ieifor um bIoco herméfico de fexfo e que a comu-
nicação só aconfece quando o receµfor (Ieifor) enfende a mensagem
fransmifida, a discussão sobre o fufuro do jornaI não vai dar em nada.
Iu
INFOGRAFIA E JORNALISMO VISUAL
Denomina-se jornaIismo visuaI a µrafica de combinar esfrafegica-
menfe fexfo e imagens µara meIhorar a enciência da comunicação
jornaIísfica. Os fexfos (informação verbaI) µodem ser escrifos ou
faIados, já as imagens (informação gránca) µodem ser fransmifidas
ufiIizando fofogranas, infográncos, iIusfraçöes, cores, nos, formas,
branco, fiµograna, nImes, animaçöes.
Nesse confexfo, o infogránco (fermo originado de °informafion gra-
µhics¨) é uma ferramenfa com o mesmo objefivo, comunicar com-
binando imagens e µaIavras, e que faz uso dos mesmos recursos. E o
jornaIismo visuaI denfro do jornaIismo visuaI. O que vai diferenciá-Io
é a ausência do fexfoJnarrafiva convencionaI (coIunas de fexfo) que
é subsfifuído µor cofas, Iegendas e bIocos de fexfo em fóµicos e o uso
infensivo de diagramas ÷reµresenfação gránca de fafos, fenômenos ou
reIaçöes µor meio de nguras geoméfricas (µonfos, Iinhas, áreas efc.).
Por confar com fodos os recursos disµoníveis na comunicação gránca
e, normaImenfe, fer regras mais dexíveis quanfo à diagramação, o
uso de cores, nos e formas, e o famanhoJuso da fiµograna, o info-
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gránco fem uma enorme vanfagem no senfido de se diferenciar do
fexfo convencionaI, vaIorizando as µaufas e oferecendo ao Ieifor uma
forma aIfernafiva de Ieifura.
E comum enconfrar denniçöes anrmando que o infogránco iIusfra
e dá mais cIareza a assunfos °difíceis¨, ou que os Ieifores µodem
enfender coisas °comµIexas¨ como esfrufuras, reIaçöes geográncas,
µrocessos ou açöes de causa e efeifo. E isso, mas não é bem isso. O
que aconfece na verdade é que há assunfos que o fexfo sozinho não é
caµaz de exµIicar com cIareza, e, µor isso, o assunfo acaba µarecendo
°comµIexo¨ e °difíciI¨. Ou seja, há muifos casos nos quais o fexfo não
é a forma adequada µara fransmifir a informação. Tomemos o maµa,
a ngura mais anfiga da infograna, como exemµIo: aIguém fenfaria
fazer os maµas em forma de fexfo corrido? Não! Pois fodos sabem
que o maµa (infograna) cumµre meIhor a função de reµresenfar esse
fiµo de informação.
O infogránco não fem o µoder miIagroso de °fazer coisas comµIexas
ncarem simµIes¨, eIe é aµenas a meIhor maneira de reµresenfar cerfo
fiµo de informação. Da mesma forma que o fexfo é o meio mais encaz
de descrever oufros fiµos de informação e a fofo é mais encienfe em
oufros casos.
E essa a µrinciµaI vanfagem ÷a de µoder reµresenfar visuaImenfe
informaçöes que a fofo e fexfo não reµresenfam com enciência÷ que
os jornaIisfas devem fer em menfe quando começam a µensar em
como vão confar sua hisfória. Oufro asµecfo vanfajoso da infograna na
comunicação, em esµeciaI no didafismo, é o uso de uma Iinguaguem
verbaI mais direfa, dividida em fóµicos, que µermife uma Ieifura
mais ráµida e comµreensão mais imediafada µor µarfe dos Ieifores.
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O Ieifor µode ainda °navegar¨ µeIo infogránco com maior faciIidade,
indo e voIfando a cada um dos fóµicos de informação numa Ieifura
não-Iinear, diferenfe da que enconfra no fexfo organizado em mó-
duIos e coIunas.
E acrescenfando informação visuaI e criando uma aIfernafiva à
narrafiva convencionaI, em esµeciaI nas mídias imµressas, que a
infograna esfá avançando, coIaborando µara um jornaIismo ¨mais
visuaI¨ µara afender aos consumidores de informação.
Por que fazer um jornalismo mais visual
Não é aµenas µor induência da TV, das revisfas ou da infernef que
os consumidores (Ieifores) esfão °mais visuais¨.
O ser humano é um ser visuaI. E de sua nafureza assimiIar µrimeiro
as imagens. Primeiro, nós aµrendemos visuaImenfe, deµois come-
çamos a faIar e muifo deµois conseguimos enfender e escrever as
µaIavras. Num exemµIo acadêmico recorrenfe: se eu disser °cadeira¨
não serão as Iefras e síIabas que formam a µaIavra que irão aµarecer
na sua menfe, mas a imagem de um objefo que nosso cérebro associa
com uma cadeira. Embora a maior µarfe do conhecimenfo humano
esfeja regisfrada de maneira verbaI, grande µarfe de nossa memória
e da maneira como comµreendemos o mundo são visuais.
Foi da reµresenfação de imagens feifas em µedra (µefrógIifos) que
surgiram aIguns dos µrimeiros regisfros conhecidos feifos µeIo ho-
mem. Essa forma de reµresenfação evoIuiu afé chegar a uma Iingua-
guem comµosfa de µicfogramas, como os cuneiformes da Suméria e
os hierógIifos egíµcios. EIes abriram caminho µara a escrifa afuaI em
um µrocesso que durou miIhares de anos. Mesmo deµois de invenfada
13
a escrifa eIa era acomµanhada de oufras formas de reµresenfação,
como nas iIusfraçöes das anfigas bíbIias, que, aIiás, µrecisavam ser
ricas em imagens µois grande µarfe da µoµuIação era anaIfabefa. Da
éµoca do Renascimenfo, os regisfros fécnicos do ifaIiano Leonardo
Da Vinci são exemµIo de infegração da imagem com o fexfo, verda-
deiras obras de arfe da visuaIização de dados.
A imprensa ajudou a separar a imagem do texto
A infrodução da imµrensa e seu µrocesso indusfriaI de fiµos móveis,
iniciaImenfe Iimifado, nzeram com que a comunicação verbaI (escri-
fa), se seµarasse da não-verbaI (imagem). As máquinas eram feifas
µriviIegiando a reµrodução do fexfo e quase foda iconograna foi sen-
do suµrimida. Foi com maquinário ainda rudimenfar que surgiram
os µrimeiros jornais; daí vem o uso infensivo e quase excIusivo da
escrifa como regisfro da informação, enchendo as µáginas de fexfo.
Associa-se ainda a idéia de que quanfo mais fexfo, mais informação.
A infrodução dos comµufadores µessoais nas redaçöes, que acon-
feceu nos anos 8u, e os avanços nas fécnicas e máquinas de edição,
diagramação e imµressão abriram esµaço µara que a Iinguaguem
iconogránca voIfasse a ser reconhecida como forma Iegífima e encaz
de regisfrar a informação. Ao mesmo femµo, o acesso do consumidor
às informaçöes imediafas disµoníveis no rádio, na TV e na infernef
faz com que os jornais não fenham que se µreocuµar fanfo com a
quanfidade de informação, e sim com a quaIidade do que é µubIicado.
14
A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E A
RELAÇÃO TEXTO+IMAGEM NA FOLHA
Diário nasceu em 19 de fevereiro de 1921 com o nome “Folha da Noite”
1921
Diário inicia com uso da
tipograa manual
Texto
100%
15
A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E A
RELAÇÃO TEXTO+IMAGEM NA FOLHA
Diário nasceu em 19 de fevereiro de 1921 com o nome “Folha da Noite”
1949
A empresa
adota a linotipia
16
A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E A
RELAÇÃO TEXTO+IMAGEM NA FOLHA
Diário nasceu em 19 de fevereiro de 1921 com o nome “Folha da Noite”
1967
O jornal é pioneiro
em impressão off-set
17
A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E A
RELAÇÃO TEXTO+IMAGEM NA FOLHA
Diário nasceu em 19 de fevereiro de 1921 com o nome “Folha da Noite”
1971
Jornal adota o istema
eletrônico de fotocomposição
I8
A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E A
RELAÇÃO TEXTO+IMAGEM NA FOLHA
Diário nasceu em 19 de fevereiro de 1921 com o nome “Folha da Noite”
1989
Cor e computadores
para infograa
I9
A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E A
RELAÇÃO TEXTO+IMAGEM NA FOLHA
Diário nasceu em 19 de fevereiro de 1921 com o nome “Folha da Noite”
1990
É implantado o sistema
de paginação eletrônica
2u
A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E A
RELAÇÃO TEXTO+IMAGEM NA FOLHA
Diário nasceu em 19 de fevereiro de 1921 com o nome “Folha da Noite”
1994
Uso intensivo e até
exagerado da cor
21
A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E A
RELAÇÃO TEXTO+IMAGEM NA FOLHA
Diário nasceu em 19 de fevereiro de 1921 com o nome “Folha da Noite”
1995
Inaugura novo
centro gráco
22
A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E A
RELAÇÃO TEXTO+IMAGEM NA FOLHA
Diário nasceu em 19 de fevereiro de 1921 com o nome “Folha da Noite”
2006
Projeto gráco já visava
leitura mais rápida
23
A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E A
RELAÇÃO TEXTO+IMAGEM NA FOLHA
Diário nasceu em 19 de fevereiro de 1921 com o nome “Folha da Noite”
2012
Aposta no infográco como
diferencial de qualidade
Foto
Infograa
65%
20%
15%
Texto
24
QUASE 100 ANOS DEPOIS…
Passado
100% texto
0% imagem
Presente
60% texto
40% imagem
Mas os jornalistas continuam os mesmos…
25
A iconografia e os leitores
O imµacfo da reinfrodução da iconograna esfá descrifo nas µáginas
a seguir. São resuIfados de µesquisas µara medir o que os Ieifores
°veem¨ quando oIham uma µágina de jornaI.
O µrimeiro gránco (Poynfer Insfifufe) mosfra que aµenas 26% dos
Ieifores °vê¨ o fexfo, enquanfo 8u% °veem¨ os infográncos. Podemos
enfender que, se o µoder de afração da infograna for usado correfa-
menfe feremos uma comunicação mais encienfe.
O quadro a seguir reforça o µoder da iconograna. E fambém resuIfado
de uma µesquisa do fiµo °eye-fracking¨ com jornais escandinavos
feifa a µedido do SNDJS (Sociefy for News Design Scandinavia). As
Iinhas vermeIhas e µrefas indicam µor onde µassou o oIhar do Ieifor
enquanfo oIhava as maféria, os círcuIos reµresenfam onde seu oIhar
nxou, reµare que, quando fexfo e imagem esfão seµarados, o oIhar do
Ieifor °µuIa¨ o fexfo e vai direfo µara as imagens. O mais inferessanfe
e reveIador µara o jornaIismo visuaI é o segundo exemµIo, quando as
imagens e o fexfo afuam em conjunfo. Nofe como o oIhar do Ieifor
°µasseia¨ µeIa informação indo e voIfando, nxando o oIhar ora no
fexfo, ora nas imagens.
Por úIfimo, em 2uu8 o Poynfer Insfifufe conduziu nova µesquisa
com Ieifores. Foram µroduzidos frês modeIos de µágina µara fesfar
a enciencia de narrafivas aIfernafivas. No modeIo 8, o que obfeve
meIhor resuIfado, não há uma Iinha de fexfo fradicionaI ÷não aµenas
nos formafos, mas fambém na maneira como esfão escrifos. Para
subsfifui-Io usaram infográncos e fexfos em fóµicos nas formas de
µergunfas e resµosfas, Iinha do femµo, ncha, µasso a µasso e box de
números.
26
O QUE O LEITOR VÊ
Elementos nos quais o leitor foca o olhar, segundo a pesquisa americana
Títulos
Notas
Legendas
56%
Infográcos
80%
29%
Texto
25%
31%
Anúncios
52%
Fotos
75%
Infográcos e fotograas lideram; apenas um em cada
quatro leitores foca o olhar no texto tradicional
Fonte: ”Eyes on the News”, Garcia, M.R. and Stark, P. (1991). St. Petersburg, Florida: The Poynter Institute.
27
COMO O LEITOR LÊ
Exemplos de caminho do olhar do leitor em pesquisa eye-tracking*
Fonte: “Tracing Integration of Text
and Pictures in Newspaper Reading”,
Jana Holsanova, Nils Holmberg &
Kenneth Holmqvist, Lund University
Cognitive Science.
TEXTO E IMAGENS
INTEGRADOS
RESULTADO
Texto tradicional
é ignorado.
Título e infograa
monopolizam o olhar
RESULTADO
Infograa
integrada ao texto
aumenta a  leitura
TRECHO DAS
CONCLUSÕES
“Pelos nossos dados, textos
acompanhados por imagens
são observados por um
tempo signicantemente
maior.
Textos com infográcos,
contudo, são observados
por um tempo ainda maior
do que os textos com ou-
tros tipos de imagens.
Infográcos aumentam o
tempo de leitura mais do
que qualquer outro tipo de
imagem”
TEXTO E IMAGENS
SEPARADOS
As linhas vermelhas e
pretas representam o
caminho do olhar na
página. O tamanho dos
círculos é proporcional
ao tempo que o olhar se
xou na imagem
28
QUAL PÁGINA COMUNICA MELHOR?
Pesquisa qualitativa realizada pelo Poynter Institute (Flórida, EUA) testou três modelos
de página com o mesmo conteúdo
Modelo 1
Texto tradicional forma em um único
bloco de quatro colunas
Modelo 2
Texto tradicional ocupa uma coluna.
Restante foi dividido tópicos
29
QUAL PÁGINA COMUNICA MELHOR?
Pesquisa qualitativa realizada pelo Poynter Institute (Flórida, EUA) testou três modelos
de página com o mesmo conteúdo
Resultado
Os textos em tópicos formando per-
guntas e respostas, linha do tempo,
cha, passo a passo e box de núme-
ros ajudaram os leitores a memorizar
e compreender os fatos. Leitores do
modelo 3 —a mais visual, sem a
narrativa tradicional– responderam
à maior parte das questões correta-
mente.
Fonte: “Eyetracking The News: A Study Of Print And Online Reading”, Poynter Institute. (http://www.poynter.org/extra/Eyetrack/keys_03.html)
Modelo 3
Sem texto tradicional, apenas texto
em tópicos
8u
Ou seja, não se frafa de eIiminar a informação em forma de fexfo, mas
de buscar frafamenfos gráncos variados, combinando informação
visuaI, µara que os Ieifores fenham mais enfradas de Ieifura e formas
aIfernafivas de reµresenfação µara que a mensagem seja fransmifida.
E imµorfanfe que o jornaIisfa comµreenda que a reµorfagem não se
resfringe ao seu vaIioso fexfo assinado. A reµorfagem incIui a fofo, o
infogránco, a diagramação e oufras formas não-verbais, e é eIe µró-
µrio, reµórfer ou redafor resµonsáveI µeIa reµorfagem, a µessoa mais
indicada µara escoIher quaI a meIhor aIfernafiva µara fransmifir sua
mensagem. A ideia não é acabar com o fodo o fexfo e fransformar
fudo em gráncos e fofos. O foco é enfender que em cerfas sifuaçöes
da edição é µreciso fazer uma oµção e subsfifuir os fradicionais bIoco
de fexfo µor oufras formas de regisfro da informação.
O novo jornalista
A indúsfria da informação esfá sendo crueI com os jornaIisfas. Ao
mesmo femµo que são emµurrados µara se fornarem esµeciaIisfas
em deferminados assunfos, eIes fambém µrecisam fazer com que
suas cabeças frabaIhem como uma miniediforia. Pensar e µroduzir
a maféria como um fodo. A invesfigação e aµuração µassaram a ser
aµenas µarfe de suas farefas. Hoje, quando recebe uma µaufa, eIe
µrecisa µensar fambém no desenho da µágina, na fofo e no infográ-
nco, ou iIusfração. Em sifuaçöes Iimife, é eIe µróµrio quem fira fofo
e edifa os infográncos. Há ainda as versöes µara infernef, ceIuIar
e bIogs. E muifa coisa µara quaIquer µessoa, mas o jornaIisfa não
µrecisa, nem deve, resoIver fudo sozinho.
31
O FUTURO DO JORNAL E O JORNALISTA DO FUTURO
Cobertura de 2009 já revelava uma tendência cada vez mais presente: o jornalista-faz-tudo
Enviado especial a
Washington em 2009, o
repórter Fernando Canzian
produziu o texto principal,
coletou números para o
infográco e ainda fez as
fotos que ilustravam sua
matéria
Hoje, além destas tarefas,
tem que pensar e produzir
vídeos para a TV e alimen-
tar um blog na internet
32
Os jornais e os Ieifores vão ganhar muifo se os µronssionais do fexfo
aµrenderem a frabaIhar em conjunfo com os infogransfas, diagrama-
dores e fofógrafos. São raros os reµórferes que conseguem imaginar
sozinhos quaI a fiµo de frafamenfo visuaI sua reµorfagem deve fer e
mesmo esfes fêm o seu frabaIho mais bem nnaIizado se µodem con-
far com a ajuda de oufras µessoas µara enconfrar a meIhor maneira
de confar visuaImenfe suas hisfórias. A sinergia resuIfanfe da soma
de esforços ajuda a sair dos Iugares comuns e enconfrar soIuçöes
adequadas e originais.
Em vez de frabaIhar sozinho, o jornaIisfa deve envoIver infograns-
fas, diagramadores, fofógrafos e afé o banco de dados na aµuração
da hisfória. Isso se faz, denfro das redaçöes, com uma comunicação
mais defaIhada da µaufa. Em uma µaufa sobre hidroeIéfricas, µor
exemµIo, exisfem inúmeras abordagens µossíveis. Se os µronssionais
resµonsáveis µeIo confeúdo visuaI não souberem com cIareza quaI
o objefivo da µaufa, é µrováveI que na hora de fechar a maféria haja
um fexfo confando uma hisfória, um gránco ou maµa confando oufra
e ainda uma fofo com uma ferceira hisfória.
A faIfa de femµo não é a cuIµada µara faIhas na comunicação inferna
das redaçöes. Três horas em uma revisfa não são nada, nos jornais
é femµo suncienfe µara uma coberfura de grande µorfe, na infernef
é uma efernidade. A cuIµa é mesmo da faIfa de cuIfura visuaI dos
resµonsáveis µeIa informação, que só conseguem µensá-Ia na forma
de fexfo. EIes devem fer em menfe que, no jornaIismo que fazemos
hoje, as imagens (fofos, infográncos e iIusfraçöes) devem ser µensa-
das como informação e mesmo o fexfo deve buscar novas soIuçöes
na diagramação, formafos que ajudem o Ieifor a enconfrar o que
µrocura e que usem uma Iinguaguem mais direfa e diferenciada de
33
acordo com seu confeúdo.
Divisão de culpa
ResµonsabiIizar aµenas os µronssionais de fexfo µeIa faIfa de cuIfura
visuaI é ignorar boa µarfe do µrobIema. Diagramadores, infogransfas
e fofógrafos fambém fêm sua µarceIa de cuIµa. Na conframão dos
jornaIisfas, muifas vezes eIes µreferem µriviIegiar uma imagem sem
informação reIevanfe aµenas µor seu vaIor esféfico. Esses µronssionais
fambém µrecisam começar a aµrender jornaIismo e vaIorizar mais a
informação que a esféfica. Só assim deixarão de ser decoradores de
µágina e ferão resµeifo µronssionaI denfro das redaçöes.
Na imµrensa brasiIeira, é comum que a infograna e a diagramação
sejam chamados de Ediforia de Arfe, ou Deµarfamenfo de Arfe, mas
eIes não devem se deixar seduzir µeIa denominação. Não é °arfe° o
que fazem. EIes são os maiores resµonsáveis µara que o jornaIismo
visuaI seja bem execufado. Cabe a eIes decidir junfo com os reµórfe-
res quais as meIhores aIfernafivas gráncas e iconográncas µara cada
hisfória a ser confada. E orienfá-Ios.
CuIµar os µronssionais de fexfo µor não µensarem visuaImenfe é
fáciI. Assumir uma µosfura afiva, esfar µor denfro do noficiário, de-
senhar com resµonsabiIidade jornaIísfica, ufiIizar imagens cIaras e
bem arficuIadas com o fexfo, inferferir no confeúdo coIaborando na
aµuração, ir ao IocaI da nofícia, escrever o fexfo, se necessário, e fer a
caµacidade de anfeciµar as coberfuras é o novo desano das Ediforias
de Arfe. Assumir, ennm, que não são arfisfas, são jornaIisfas visuais.
34
Repórteres
e redatores
Iniciam a apuração que vai
sendo traduzida em forma
exclusiva de textos sem
pensar nas imagens
Fotograa
Recebe na última hora
o pedido para produzir
uma foto no local x,
horário y. Desconhece
o enfoque jornalístico
Infograa e diagramação
Têm de inventar alguma solução
gráca para acomodar números,
textos e imagens desconexos.
De preferência com um
“desenhinho”
“JORNALISTA É QUEM ESCREVE”
Aciona apenas
o repórter ou o redator
Não pensa na imagem
e dene a página sozinha
RESULTADO
Página fraca onde texto,
foto e infográco não se
integram e contam histórias
diferentes. Fechou, amanhã
vamos fazer igual!
Repórteres
e redatores
Não se interessam pelo
jeito que a notícia vai
estar apresentada desde
que esteja com a assi-
natura. Sua parte está
feita, agora o problema
é do leitor
Fotograa
Seleciona a foto mais
pelo tamanho do que
pelo conteúdo. Nao
raro acaba tendo que
optar por uma foto do
banco de imagens
Infograa e
diagramação
Das duas uma: ou joga a
culpa no projeto gráco
ou partem para enfeitar a
página e o infográco com
cores e tipograa de efeito
apenas decorativo
JORNALISMO TRADICIONAL
Prioriza o texto, acredita que só ele
contém e transmite informação. Funciona
como uma linha de montagem
PAUTA
EDIÇÃO
COMO O TIPO DE JORNALISMO AFETA O RESULTADO - 1
35
COMO O TIPO DE JORNALISMO AFETA O RESULTADO - 2
Repórteres e
redatores
Iniciam a apuração
sempre pensando em
qual a melhor maneira
de contar a história:
texto, foto, infograa
ou ilustração
Fotograa
Ciente do enfoque,
tem condições de
contribuir na narrati-
va, buscando imagens
que acrescentem à
história
Infograa e
diagramação
Ajudam na apuração
e interpretação dos
dados. Buscam solu-
ções mais adequadas.
Pensam na página
“TODOS SÃO JORNALISTAS”
Dene a página junto
com a equipe
RESULTADO
Texto, foto e infográco
formam um conjunto
único que se completa.
Fechou, amanhã vamos
fazer melhor!
Repórteres e
redatores
Tomam cuidado espe-
cial com os textos que
fazem parte da narrativa
visual (títulos, infográ-
cos e legendas) orien-
tando a leitura
Fotograa
Sintoniza as fotos
selecionadas com a co-
bertura, buscando fotos
que dialoguem com
os títulos e propondo
cortes que valorizem a
imagem fotográca
Infograa e
diagramação
São os principais res-
ponsáveis pelo discurso
visual da página. Testam
alternativas até chegar a
uma que melhor valorize
a informação, seja ela
imagem ou texto
Aciona toda a equipe.
Tenta dimensionar a
notícia e aponta soluções
JORNALISMO VISUAL
Prioriza o trabalho em equipe. Entende as
funções de foto, texto e infograa
PAUTA
EDIÇÃO
36
ORIGENS DA INFOGRAFIA
A infograna em jornais e revisfas só começou a ganhar fôIego e cerfa
indeµendência com a disseminação da cor na mídia imµressa, em
meados dos anos 8u do sécuIo µassado. No enfanfo, os esfudos dos
µrofessores MichaeI FriendIy e DanieI J. Denis, da Universidade de
York, Canadá, nos fazem Iembrar que a visuaIização de dados já exis-
fia fora das grandes mídias de consumo e remonfa a femµos muifo
mais disfanfes, sendo anferior à escrifa como forma de regisfro e
comunicação.
O sensacionaI frabaIho de FriendIy e Denis esfá acessíveI via infer-
nef e deve ser consuIfa obrigafória µara µronssionais de design e
jornaIisfas visuais: hffµ:JJmafh.yorku.caJSCSJGaIIeryJmiIesfoneJ
Ieva à µágina, em ingIês, que descreve os µrinciµais momenfos na
hisfória da visuaIização de dados (°MiIesfones in fhe Hisfory of
Themafic Carfograµhy, SfafisficaI Graµhics, and Dafa VisuaIizafion¨,
an iIIusfrafed chronoIogy of innovafions by MichaeI FriendIy and
DanieI J. Denis). Há incIusive uma versão resumida em µdf escrifa
em µorfuguês.
37
PRIMÓRDIOS DA VISUALIZAÇÃO DE DADOS
c. 550 a.C.
O mundo segundo Anaximandro
de Mileto (c.610 a.C.- 546 d.C.)
c. 6.200 a.C.
O primeiro mapa gravado em pedra
representa moradias e, ao fundo, um vulcão
c. 30.000 a.C.
Pinturas em cavernas
88
E fafo que a comunicação visuaI µrecede a escrifa e µode fer indu-
ência direfa na maneira como reagimos a sinais visuais como gesfos,
cores e símboIos. O verde das mafas e o vermeIho do fogo esfariam
imµregnados em nosso incoscienfe, sinaIizando o bom e o ruim µara
o homem µrimifivo.
Há 8u miI anos o homem já fazia regisfros em cavernas. Se µrefendiam
confar uma hisfória não se sabe, mas aIgumas µinfuras sobrevive-
ram. Os µefrógIifos, símboIos escuIµidos em rocha, são reconhecidos
como evidência de uma forma de Iinguaguem gránca em sociedades
µrimifivas.
Uma dessas gravuras em rocha, enconfrada µerfo de Kirkuk no Ira-
que, é aceifa como a reµresenfação de um maµa de uma cidade da
anfiga BabiIônia. E um dos µrimeiros regisfros conhecidos no quaI
o homem não aµenas grafa um símboIo, mas fransforma dados geo-
gráncos em informação visuaI, sinaIizando casas e ruas.
A seguir, fraçamos uma breve cronoIogia da visuaIização de dados a
µarfir da divisão hisfórica feifa µor FriendIy e Denis.
Até o séc. 16: Primeiros Mapas e diagramas
A origem da visuaIização reside nos maµas e não é difíciI imaginar
o quanfo era imµorfanfe µara os µovos µrimifivos saber a IocaIiza-
ção geogránca de rios, monfanhas, µIanfaçöes e aIdeias (amigas e
inimigas). A µosse de conhecimenfo desse fiµo de informação era
essenciaI µara a sobrevivência dos µovos, fanfo µara o comércio
como µara conquisfas.
89
APERFEIÇOAMENTO DOS MAPAS E PRIMEIROS GRÁFICOS
c.150
Ptlomeu
(c.85-c.165) fez a
primeira projeção
esférica da Terra
usando latitudes e
longitudes
c. 1350
O bispo francês
Nicole d’Oresme
(1323-1382)
propõe o uso de
grácos de barras
para demonstrar
visualmente uma
grandeza numérica
1595
Rumold Mercator (1545-1599),
lho de Gerardus continua seu
trabalho e publica este mapa-
múndi em 1595, um ano após a
morte do pai
4u
Oufros fiµos de reµresenfação gránca µodem fer sido abandonados
ou subsfifuídos aµós o advenfo da escrifa, mas a carfograna se man-
feve acomµanhando fodos os desenvoIvimenfos fecnoIógicos da
humanidade. 82uu anos deµois do µrimeiro maµa conhecido, ainda
ncamos maraviIhados com GPS nos carros ou oIhando nossas casas
no GoogIe Earfh.
As sociedades anfigas sabiam que a carfograna não era aµenas um
símboIo de conhecimenfo, mas fambém de µoder. Permifia garanfir
fronfeiras e µroµriedades, deIimifar inimigos e enconfrar os meIhores
caminhos µara os afacar ou µara se µrofeger. Assim, a humanidade
semµre regisfrou o mundo conhecido em maµas.
O µrimeiro maµa-múndi feria sido feifo µeIo grego Anaximandro
de MiIefo (c. õIu a.C.-64õ a.C.) e reµresenfava a Terra no formafo de
uma µizza, com oceanos em suas bordas, mas mosfrando aµenas as
µarfes enfão conhecidas da Euroµa, Africa e Asia. E difíciI imaginar
que esfa imagem fenha exercido uma induência negafiva ao ímµefo
de desbravadores rumo aos Iimifes das ferras conhecidas.
Com o µassar do femµo, a µrecisão carfogránca foi sendo aµurada
e as frocas comerciais reveIaram novas ferras, amµIiando o mundo
conhecido afé chegar aos maµas que usamos afuaImenfe.
Foi Gerardus Mercafor (I6I2-I694), mafemáfico e geógrafo quem
revoIucionou a carfograna ao desenvoIver o maµa-múndi em µroje-
ção ciIíndrica. Esse sisfema µermife que os dados da esfera ferres-
fre µossam ser reµresenfados em um maµa µIano. Embora criando
disforçöes visuais (a GroenIândia µarece maior do que a América do
SuI, µor exemµIo) seu frabaIho é um marco na reµresenfação geo-
41
gránca da Terra. RumoId Mercafor (I646-I699), nIho de Gerardus,
confinuou o frabaIho e µubIicou o maµa-múndi em I696, um ano
aµós a morfe do µai.
E nesse µeríodo que aµarecem fambém as µrimeiras absfraçöes
gráncas envoIvendo variáveis. Associados à asfronomia, gráncos de
Iinhas descreviam as frajefórias dos µIanefas e esfreIas. Os gráncos de
barras foram criaçöes do bisµo e mafemáfico francês NicoIe d`Oresme
(c. I828-I882) µara demonsfrar diferenças de vaIores.
O µersonagem mais eminenfe na visuaIização de dados moderna
foi sem dúvida o ifaIiano Leonardo da Vinci (I462-I6I9). Todo seu
frabaIho era fransµosfo em iIusfraçöes defaIhadas que refrafavam a
anafomia, as máquinas e os movimenfos, criando uma Iinguaguem
que associava fexfo e imagem não muifo diferenfe da enconfrada
afuaImenfe em infograna de jornais e revisfas.
1600 a 1699: Medições e teorias
E mais simµIes enfender os avanços da visuaIização de dados caµ-
fando os momenfos hisfóricos da sociedade. A exµansão marífima, a
aceIeração das viagens e do comércio Ievaram a reµresenfação visuaI
µara os camµos da medição física (femµoJdisfância), da asfronomia,
da navegação e da exµansão ferriforiaI. O crescimenfo das cidades e
das riquezas favorece o aµarecimenfo de esfimafiva e esfafísfica. A
carfograna ganha novas µrojeçöes µara subsfifuir os desvios visuais
criados µor Mercafor e os gráncos se fornam mais disseminados e
µrecisos.
42
NOVAS FORMAS DE REPRESENTAÇÃO
c. 1500
O italiano Leonardo da
Vinci (1452-1519) transpõe
seu conhecimento em
ilustrações detalhadas
para retratar a anatomia,
máquinas e movimentos
1782
O primeiro mapa topográco.
Marcellin du Carla-Boniface,
França
1669
Gráco de função
mostra como
encontrar os anos
de vida restantes de
acordo com a idade
atual, de Christiaan
Huygens (1629-1695)
43
INTRODUÇÃO DOS GRÁFICOS MODERNOS
1786
Gráco de barras e
de linhas com dados
econômicos. William
Playfair (1759-1823),
Inglaterra
1801
Gráco de pizza
circular, de William
Playfair (1759-1823),
Inglaterra
1819
Cartograma, mapa com a
distribuição do analfabetismo na
França.Talvez o primeiro mapa
estatístico. Baron Pierre Charles
Dupin (1784-1873), França
1820
Publicações
cientícas
começam a contar
com grácos e
diagramas. Desenho
de Michael Faraday
(1791-1867),
Inglaterra
44
1700 a 1799: Novas fórmulas gráficas
Nesse sécuIo, os maµas deixaram de ser segredo de µoucos e come-
çam a receber oufras camadas de informação aIém das geográncas.
Economia, demograna, geoIogia e saúde µassam a se ufiIizar de maµas
µara fransmifir informaçöes. Cresce o voIume de dados e novas for-
mas de visuaIização vão sendo infroduzidas. Novidades fecnoIógicas
imµuIsionam a imµrensa e a Iifograna.
O nome mais imµorfanfe µara a infograna afuaI nesfe µeríodo foi
WiIIiam PIayfair (I769-I828). Escocês, o engenheiro e economisfa
defendia a ideia que gráncos comunicavam meIhor do que as fabe-
Ias de dados, ufiIizadas µara aµresenfar os números da economia.
PubIicou °The CommerciaI and PoIificaI AfIas¨ (Londres, I78õ) que
confinha 48 gráncos de Iinha e um de barras. Seus frabaIhos se no-
fabiIizaram µeIa cIareza visuaI e eIegância na disµosição dos dados.
E de sua auforia o µrimeiro gránco de µizza (PIayfair`s SfafisficaI
Breviary, Londres, I8uI).
1800-1849: O início da infografia moderna
Um enxurrada de dados µroµicia um camµo férfiI µara o desenvoIvi-
menfo das formas de visuaIização. Gráncos e maµas evoIuem µara as
formas que usamos afé hoje. Formas ousadas e aIfernafivas de gráncos
de Iinhas, barra e µizza são fesfadas criando novas nguras absfrafas
de reµresenfação. EscaIas cromáficas são associadas a regiöes geo-
gráncas resuIfando em comµIexos maµas esfafísficos de disµersão e
concenfração, semeIhanfes aos µubIicados nos dias de hoje.
AIém de consoIidar dennifivamenfe as bases da moderna infograna,
no início do sécuIo I9 um grande número de µubIicaçöes cienfíncas
começou a ufiIizar gráncos e diagramas µara descrever fenômenos
45
nafurais. Em seus esfudos sobre o eIefromagnefismo, µor exemµIo,
o ingIês MichaeI Faraday (I79I-I8õ7) usa um diagrama simµIes
comµosfo de Iinhas e sefas µara descrever a frajefória de camµos
magnéficos, um modeIo de simµIicidade e enciência na conceµção
de informação visuaI.
1850 a 1900: Era de Ouro das Estatísticas
Informaçöes numéricas ganham imµorfância no confroIe e µIaneja-
menfo sociaI, µoIífico e econômico. A visuaIização de dados avança
usando os recursos conquisfados nos µeríodos anferiores, µermi-
findo a comµreensão e anáIise de um voIume esfafísfico crescenfe.
As confribuiçöes do mafemáfico e cienfisfa aIemão CarI Friedrich
Gauss (I777-I866) e do fambém mafemáfico e asfrônomo francês
Pierre-Simon LaµIace (I749-I827) deram senfido a esse grande
número de dados.
Para a infografia moderna há pelo menos três casos
particulares que merecem atenção especial.
1855 - A cidade de Londres esfá abafida µor eµidemia de cóIera e,
segundo a feoria aceifa na éµoca, a fransmissão aconfecia afravés
do °ar-sujo¨ (miasma). Discordando dessa feoria, o dr. John Snow
(I8I8-I868) conseguiu comµiIar o IocaI de residência das vífimas
do cóIera e, IocaIizando os casos em um maµa, concIuiu que havia
uma concenfração de casos em uma área ao redor de um único IocaI
de abasfecimenfo µúbIico de água. Com a µrova visuaI em mãos eIe
conseguiu que a bomba d`água fosse fechada, eIiminando a eµidemia.
46
A INFOGRAFIA COMO ARMA DE CONVENCIMENTO
1855
Mapeando os casos
da epidemia de cólera
em Londres, dr. John
Snow concluiu que
eles se concentravam
próximos a um único
local de abastecimento
público de água, que
foi fechado
1857
Este gráco foi usado em
campanha para melhoria das
condições sanitárias no exército.
Florence Nightingale (1820-
1910), Inglaterra
47
DIAGRAMA GEOGRÁFICO E DIAGRAMA VISUAL
1869
O engenheiro francês, Charles Minard (1781-1870), ilustrou gracamente a
desastrosa campanha de Napoleão contra a Rússia. A largura do trajeto é
proporcional ao número de sobreviventes. Em cinza a ida e, em preto, a volta
1920
Invenção do
diagrama que
utiliza setas
para demonstrar
como os ítens
se relacionam.
Sewall Wright
(1889-1988),
EUA
48
1857 - A ingIesa Florence Nightingale (I82u-I9Iu) era, aIém de en-
fermeira, uma aµaixonada µeIa mafemáfica e esfafísfica. ResµonsáveI
µor um hosµifaI que recebia miIifares aµós a Guerra da Criméia, eIa
nofou que os morfos µor doença eram muifo mais numerosos que
os morfos µor ferimenfo em combafe. FIorence criou um gránco que
fornava visíveI essa informação e iniciou uma camµanha de meIhoria
das condiçöes sanifárias no Exércifo.
1869 - O francês Charles Minard (I78I-I87u) foi um dos µioneiros
no uso de gráncos aµIicados à engenharia e esfafísfica. Seu frabaIho
mais nofáveI iIusfra a desasfrosa camµanha de NaµoIeão confra a
Rússia em I8I2. Esfa reµresenfação é aceifa µor Edward Tuffe como
o meIhor gránco esfafísfico já feifo. São ao menos seis variáveis que
formam uma única e imagem. Primeiro, a Iargura do frajefo é µroµor-
cionaI ao número de soIdados sobrevivenfes na camµanha de guerra.
Segundo e ferceiro, a Iinha mosfra a Iafifude e Iongifude. Quarfo, a
direção de ida e voIfa sinaIizada µor cores. Quinfo, a IocaIização do
Exércifo em dafas esµecíncas. Sexfo, a femµerafura no frajefo.
1900 a 1949: Poucos inovações, muitas novidades
O início do sécuIo 2u µresencia uma µoµuIarização da Iinguaguem
visuaI na imµrensa, no governo, no comércio e nas ciências, com o
começo da comunicação e consumo de massas. A visuaIização gránca
é a escoIhida µara exµIicar novas descoberfas e feorias em asfrono-
mia, física, bioIogia efc. Aµesar da µrodução enorme, foram µoucas
as inovaçöes gráncas, mas duas µersonaIidades desse µeríodo são
fundamenfais µeIa confribuição que deram à infograna e ao design.
1924 - O socioIógo e economisfa ausfríaco Otto Neurath (I882-
I946) foi um visionário da Iinguaguem gránca. Organizou o Museu
49
SociaI de Gráncos Esfafísficos em Viena e, com sua esµosa Marie e
o iIusfrador Gerd Arntz, infroduziu o Isotype (InfernafionaI Sys-
fem of Tyµograµhic Picfure Educafion), uma forma de comunicação
baseada em ícones de fáciI inferµrefação, usada µara sinaIização e
reµresenfação de quanfidades. O imµacfo visuaI de seus °isofiµos¨
e a enciência com a quaI eIes conseguem fransmifir informação deu
origem a descendenfes reconhecíveis na sinaIização urbana: os µic-
fogramas usados afuaImenfe em aeroµorfos, hosµifais efc.
1933 - Por voIfa dos anos 8u, a exµansão do mefrô de Londres em
direção aos bairros mais disfanfes fornava difíciI a farefa de µrodu-
zir um maµa que orienfasse os usuários. A razão era que, disµosfas
de acordo com sua µosição geogránca, as esfaçöes mais µróximas se
confundiam no esµaço reduzido do maµa. Harry Beck criou um maµa
esquemáfico, semeIhanfe a um circuifo eIéfrico, que, ignorando as
disfâncias geográncas µermifia mosfrar em um diagrama como uma
esfação se Iigava a oufra µara Ievar os usuários aos desfinos desejados.
Comµosfo de Iinhas coIoridas, símboIos e fiµograna de fáciI Ieifura
o maµa µroµosfo µor Beck se fornou um símboIo reconhecido mun-
diaImenfe µor sua simµIicidade e cIareza. Beck conseguiu enfender
que, µara o usuário do mefrô, a informação mais reIevanfe era como
as Iinhas se conecfavam e não a disfância geogránca enfre as esfaçöes.
1950 a 1974: Esboço de renascimento da visualização
O µós-guerra fraz uma nova gama de dados. Os dados e os anos õu
frazem uma nova maneira de ver o mundo e as informaçöes. A anáIise
gránca e sua feoria voIfam a receber imµorfância e novos caminhos
começam a ser fraçados. Esfudos de semioIogia e µerceµção dão bases
fécnicas µara conhecimenfos infuifivos. No nm do µeríodo surge o
comµufador µessoaI.
6u
SÍNTESE E SIMPLICIDADE
1924
Otto Neurath (1882-1945) organiza o Museu Social de Grácos
Estatísticos em Viena, Áustria e introduz o Isotype (International
System of Typographic Picture Education)
1933
Mapa do metrô
de Londres se
tornou um símbolo
reconhecido
mundialmente por
sua simplicidade e
clareza. Harry Beck
baseou o mapa em
um diagrama de
circuitos que ele
usava no dia-a-dia
51
A INFOGRAFIA INVADE A IMPRENSA
1982
Página da previsão do tempo do jornal norte-americano USA Today,
desenvolvido por George Rorick. O diário inaugura uma era de
impressão colorida nos jornais que se espalha pelo mundo. Logo, os
infográcos se tornam parte do dia a dia da imprensa.
52
De 1975 até hoje: O computador como nova fronteira
A chegada do comµufador µessoaI e dos sisfemas de informáfica
não aµenas agiIizou a µrodução como criou novas exµeriências de
visuaIização de dados, a começar µeIa µróµria inferface dos µrogra-
mas. Soffwares e sisfemas de comµufação esµecíncos µara design,
esfafísfica, maniµuIação 8D e animação quebraram dennifivamenfe
as fronfeiras da fradiconaI comunicação gránca em duas dimensöes.
As bases de dados ganham µroµorçöes coIossais com o avanço da
infernef. Os consumidores de informação são Ievados a aµrender
novos códigos visuais infuifivos e dinâmicos não aµenas na mídia,
mas em videogames, DVDs, comµufadores e ceIuIares. A infograna,
enquanfo imagem+fexfo combinados µara informar, esfá µresenfe
em fodas esses meios de comunicação.
Algumas personalidades merecem ser citadas:
Richard Saul Wurman e Edward Tufte - ambos esfudaram e
inovaram as feorias da visuaIização de dados. O µrimeiro cunhou
o fermo °arquifefura da informação¨ em I97õ µara descrever o que
considera um crescimenfo desordenado e caófico da comunicação.
O segundo, mais Iigado à esfafísfica do que à esféfica, foi o criador
do fermo °charfjunk¨ (infoIixo), se referindo às informaçöes inú-
feis, excessivas ou maI-arrumadas que acabam não esfabeIecendo
comunicação.
Nigel Holmes - o ingIês frabaIhou em jornais e revisfas brifânicas
afé assumir em I977 um µosfo na revisfa °Time¨, em Nova York, µro-
duzindo o que eIe designava °exµIanafion graµhics¨. De esfiIo gránco
simµIes e eIeganfe, seu frabaIho visuaI numa das mais imµorfanfes
revisfas dos EUA ajudou a ensinar que os gráncos são um aIiado na
fransmissão da informação.
53
A CHEGADA DA WEB
1999
Alguns dos melhores infograstas dos EUA são reunidos por Richard Saul Wurman
no livro “Understanding USA”, um compêndio visual de dados sócio-econômicos do
país em versão pdf distribuído via web. Acima, páginas de Nigel Holmes
1999
Explosão da internet e novas
tecnologias permitem que a
visualização seja interativa
e/ou animada. Os jornal
espanhóis “El País” e “El
Mundo” se tornam referências
internacionais no segmento
54
George Rorick - o designer norfe-americano acredifa em °bom jor-
naIismo visuaI, não aµenas imagens decorafivas¨. Em sua carreira,
semµre buscou gráncos que confassem hisfórias, exµIicassem coisas.
Quando o jonaI USA Today foi Iançado em I982, um dos seus dife-
renciais era o uso infenso da cor. Rorick bancou a aµosfa de µroduzir
um maµa da µrevisão do femµo que usava faixas de cor e ícones µara
comunicar as µrevisöes (ainda sem comµufador, era fudo feifo à mão).
O jornaI frazia ainda um µequena novidade que imµuIsionou a in-
fograna. Os °USA Today Snaµshofs¨. Eram µequenos infográncos
coIoridos aµresenfados nas caµas de cada caderno (No BrasiI, a FoIha
de S.PauIo adofou essa idéia sob o nome de °IndifoIha¨). O sucesso
do USA Today e de suas µáginas coIoridas fez com que fodos os ou-
fros jornais do mundo fossem aos µoucos adofando o uso de cor e
fambém de gráncos. Na éµoca, era fecnoIogicamenfe mais difíciI,
caro e demorado fer fofos coIoridas. Já os gráncos (mesmo anfes do
comµufador) eram um meio barafo, ráµido e encienfe de mosfrar
informação e Ievar cor µara seduzir Ieifores e anuncianfes.
Alberto Cairo - jornaIisfa esµanhoI abandona o fexfo e migra µara
a infograna, µrimeiro em La Voz de GaIicia e deµois no EI Mundo
(ambos na Esµanha). Levando em sua bagagem os conceifos do ri-
gor jornaIísfico e a imµorfância da quaIidade da informação sobre a
esféfica grafuífa. Um dos maiores ganhadores dos µrêmios MaIonej,
AIberfo inicia uma camµanha quase missionária µroµagando os con-
ceifos do jornaIismo visuaI e da infograna µeIo mundo (incIuindo o
BrasiI onde minisfra imµorfanfes µaIesfras nos anos 2uuu).
55
COMO PRODUZIR INFOGRÁFICOS
÷ Que fiµo de infogránco devemos usar? QuaI vai comunicar meIhor
o que esfamos querendo mosfrar?
Essa é a µergunfa que aformenfa fodos os que µarficiµam da criação
de um infogránco. Se não aformenfa, deveria aformenfar. A escoIha
correfa da forma e do confeúdo dennem o sucesso do infogánco em
seu objefivo de comunicar visuaImenfe.
Em grandes revisfas é mais comum, µeIo menos nas µaufas mais
imµorfanfes, que o µessoaI do design e do fexfo µIanejem com anfe-
cedência o infogránco, seu confeúdo, o esfiIo, o esµaço que vai ocuµar,
quem vai µroduzir o que efc.
Em jornais o µrocesso é um µouco mais aceIerado, mas o µIanejamenfo
não deve ser diferenfe. Todo o µIanejamenfo, que µode Ievar semanas
em uma revisfa, µrecisa ser feifo em µoucas horas num jornaI. Não se
engane: isso não eIimina o µIanejamenfo, só o forna mais comµacfo.
A comunicação enfre os µronssionais de fexfo e imagem fem de ser
mais infensa e imediafa, e o µIanejamenfo confinua imµrescindíveI.
56
O PAPEL DE UM:
INTEGRAÇÃO COM A EQUIPE DE CONTEÚDO
Edição de texto
Verica quais matérias usarão
infográcos. Dene com a
Edição de Arte como o traba-
lho poderá ser feito. Orienta o
redator e repórter da matéria.
Dene o prazo, o espaço e a
importância da reportagem
Repórter
Reete desde o início da apu-
ração sobre como o assunto
pode ser mostrado visual-
mente. Levanta os dados e
referências para isso. Comu-
nica os resultados procurando
envolver toda a equipe
Redator
Dene junto com o repórter e os
editores de texto e arte qual vai
ser o lide do infográco. Fornece
informações, textos e referên-
cias ao infograsta. Colabora
nas soluções visuais
Tradução livre: “Mantenha simples e curto, e conte”.
Obs.: existe uma outra versão para “KISS”: “Keep it Short Stupid” e também “Keep it Short, Stupid”, dispensam tradução
Infograsta
Cria ou ajuda a criar imagens
claras e objetivas para repre-
sentar visualmente o assunto.
Participa ativamente da apura-
ção e questiona os dados
* Keep It Simple
and Short
A DIRETRIZ
KISS*,
and tell
57
O PAPEL DE UM:
INTEGRAÇÃO COM A EQUIPE DE DESIGN
Edição de Arte
Discute e rascunha com os
pauteiros/ editores de texto
como o trabalho poderá ser
realizado. Dá diretrizes ao(s)
infograsta(s) sobre como
trabalhar. Zela para que a
diagramação, foto, texto e
infograa estejam trabalhan-
do em conjunto
Diagramador
Dene como o infográco
será posicionado na página.
Lembra sempre que a info-
graa não é como uma foto:
tem texto e quase sempre é
um elemento mais leve
Edição de foto/Fotógrafo
Além das fotos jornalísticas
faz também fotos abertas
e detalhes que podem, por
exemplo, servir de referência
para ilustrar um ambiente
Tradução livre: “Não escreva o que você pode mostrar”
Infograsta
Procura soluções grácas originais
para cada assunto em sintonia
com a diagramação e edição.
Cuidado especial na hierarquia de
textos, fotos e infográcos
A DIRETRIZ
SHOW,
don’t tell*

68
Por exemµIo: imagine um acidenfe aéreo. Que fiµo de infograna você
acha que deveria ser feifa?
Devemos desfacar o maµa com a rofa do avião?
Ou, que faI iIusfrar defaIhadamenfe o avião, mosfrando as causas do
acidenfe, e deixar o maµa menor?
A resposta é :
-Não sei, deµende do acidenfe, ou meIhor, deµende da hisfória
que queremos confar. Se a reµorfagem indica que houve µrobIema
fécnico no avião, µor exemµIo, enfão devemos mosfrar o modeIo
da aeronave, os equiµamenfos afefados µeIo µrobIema, onde foi o
µrobIema efc. Se, µor oufro Iado, a aµuração dos reµórferes chegar
à concIusão que a causa do acidenfe foi a chuva ou a µisfa, a hisfória
(e a infograna) é oufra.
O imµorfanfe é que se denna o quanfo anfes quaI hisfória o infogránco
vai mosfrar, quais informaçöes eIe µrecisa fer. Dennido o confeúdo,
deve-se escoIher de que forma visuaI essas informaçöes serão frans-
mifidas, ou seja, como esse confeúdo vai ser aµresenfado ao Ieifor.
Da mesma maneira que em bons infográncos os fexfos e imagens
formam uma ngura única, os designers e µronssionais de fexfo µre-
cisam se unir µara enconfrar o meIhor jeifo de confar visuaImenfe
a hisfória, frabaIhando junfos µara dennir µrimeiro o confeúdo e
deµois e a forma. Começar µeIa forma é um erro, µois µode fazer com
que o confeúdo seja disforcido ao ser adaµfado.
69
FECHAMENTO 24 HORAS
NA INTERNET
Versão produzida em poucos
minutos sobre o acidente com voo
447 produzido para o site da Folha
NO IMPRESSO
Com alguma horas mais para trabalhar, a
edição impressa ganhou um infográco
mais completo e detalhado
õu
Tudo isso, cIaro, Ievando em confa que, ao confrário do que gosfa-
riam aIguns infogransfas, o infogránco não reina sozinho em fodas
as µáginas. EIe fem de comµarfiIhar seu µrecioso esµaço com os fífu-
Ios, fexfos, fofos e iIusfraçöes (sem faIar nos anúncios!). Na µágina,
fodos esses eIemenfos µrecisam frabaIhar em harmonia, cada um
cumµrindo sua função ediforiaI, µois no nm o que confa de verdade
é a µágina como um fodo.
Uma µágina bem edifada e desenhada µode saIvar um infogránco ruim,
mas mesmo um exceIenfe infogránco não saIva uma µágina ruim.
Repertório
Para escoIher quaI a meIhor reIação confeúdoJforma de criar in-
fográncos é imµorfanfe que infogransfas, reµórferes e redafores
conheçam no mínimo os modeIos mais comuns de infograna. Esse
reµerfório de soIuçöes visuais e ediforiais µermife que o µIanejamen-
fo do infogránco seja agiIizado e faciIifa a comunicação enfre quem
esfá µroduzindo fexfo e os resµonsáveis µeIo design.
No resumo a seguir, os infográncos foram agruµados em quafro
grandes cafegorias: arfes-fexfo, gráncos, maµas e iIusfrados. Essas
cafegorias fambém aµresenfam subdivisöes ÷gráncos, µor exemµIo,
µodem ser de Iinha, barra ou queijo.
61
GLOSSÁRIO INFOGRÁFICO/RECURSOS DE DIAGRAMAÇÃO
ARTES-TEXTO
Cronologia Mostra as datas mais importantes
Dicas Reúne instruções úteis ao leitor
Score (número
destacado)
Quando um número é a principal informação
Fac-símile
Reprodução de um ou mais documentos que
sejam relevantes para matéria
Ficha
Concentra as principais características do
“personagem” (pessoa, país, empresa etc.)
Frases Opiniões sobre um assunto
Glossário
Traz o significado de alguns termos “difíceis”,
mas imprescindíveis à reportagem.
Lista/Ranking Organiza informações em tópicos
Para entender /Resumo
Reúne “quem, quando, onde e por quê”
colocando o leitor em dia com a reportagem.
Perguntas e respostas
Usa o estilo de entrevista para esclarecer dúvidas
ou discursar sobre um assunto.
Próximos passos Indica como o assunto deve se desenvolver
Sobe-desce
Associa valor –ganhou, perdeu, ficou igual– para
pessoas, partidos, investimentos etc.
Tabela
Montagem de texto ou números em colunas
paralelas associando uma coluna à outra
Testes Forma interativa de transmitir informações
62
MAPAS
Mapa de localização Localiza geograficamente o assunto
Mapa de ação Explicam mudanças ou movimentos geográficos
Mapa estatístico
Usa cores ou sinais gráficos para mostrar a
dispersão geográfica dos dados
GRÁFICOS
Gráfico de linha Evolução de uma ou mais variáveis no tempo
Gráfico de barras
Compara valores de uma ou mais categorias.
Pode também mostrar evolução
Pizza/ Queijo
Permite mostrar como uma quantidade total
(100%) se divide em diferentes categorias
Área
Compara valores de uma ou mais categorias
usando imagens proporcionais
DIAGRAMAS ILUSTRADOS
Arte-foto
Usa de uma ou mais fotos que são manipuladas
para evidenciar uma informação
Corte esquemático
Mostra como o “personagem” é por dentro.
Pode retratar um órgão, uma construção etc.
Fluxograma/
Passo a passo
Representação de acontecimentos ou processos
Organograma
Define graficamente posições hierárquicas ou de
relacionamento entre personagens
“Storyboard” Uso de quadrinhos para relato visual
Página infográfica
Combina tipos de infografia para traduzir
visualmente a reportagem
63
A µrimeira coisa que deve fer chocado os infogransfas que já afuam
µronssionaImenfe ao ver a fabeIa anferior foi, sem dúvida, o esµaço
dedicado µara aqueIas que denominei °ARTE-fexfo¨. Ora, se são ba-
sicamenfe µuro fexfo, µor que admifi-Ias na cafegoria de infogránco?
Pois bem: desµrezadas µeIos infogransfas e, µor vezes, sem formafo
dennido na diagramação, as °ARTE-fexfo¨ µodem fer saIvação e são
muifo úfeis µara desfacar informaçöes na edição. Ajudam fambém a
dar maior movimenfo na diagramação, µois invariaveImenfe os for-
mafos e cores da infograna são diferenfes da diagramação de fexfo.
Oufro asµecfo muifo imµorfanfe é esquecido µor aIguns infogra-
nsfas mais µurisfas, que acredifam que essas arfes-fexfo devem ser
frafadas como fexfo convencionaI, sem µassar µeIa infograna: os
µronssionais de fexfo -reµórferes, redafores e edifores- nem sem-
µre, ou µior, raramenfe µensam visuaImenfe, e não é incomum que
se comuniquem meIhor com as °Iefrinhas¨. Em aIguns casos, sabem
exafamenfe quais são as informaçöes que µrefendem desfacar, só não
sabem como. Escondem em seus fexfos µossíveis maµas, gráncos,
duxogramas efc.
O infogransfa se µergunfa: µor que eIes µassaram um fexfo fão grande
e chamam isso de infogránco?
A resµosfa é que esse jornaIisfa µode desconhecer o que é infograna
e jornaIismo visuaI. Não foi freinado µara fer reµerfório de recursos
gráncos aIém do fexfo convencionaI. O que não quer dizer que não
fenha inferesse em aµrender e meIhorar o resuIfado de seu frabaIho.
Exisfe ainda aqueIe fiµo de jornaIisfa que nem consegue exµIicar o
64
Iide da maféria ou quaI informação µode ou deve receber um frafa-
menfo visuaI mais sonsficado µara vaIorizar a reµorfagem. Mesmo
um exµerienfe infogransfa µode conversar horas com eIe e não con-
seguir exfair o µofenciaI da µaufa aµenas conversando. Só consegue
Iendo o fexfo.
Porfanfo, cabe ao infogransfa Ier com afenção esfas °ARTES-fexfo¨,
µrocurando enconfrar soIuçöes visuais mais adequadas e criafivas
que a fransformem em um infogránco de verdade. Se conseguir
uma soIução visuaImenfe inferessanfe, não fenha dúvida de que o
redafor µoderá afé refazer fodo o fexfo, buscar oufros dados e ncar
agradecido µor você fer saIvo sua µaufa. Não raro, o infogránco ajuda
os µróµrios jornaIisfas a enfenderem a hisfória que querem confar.
E aquelas que não tem salvação?
Resµeifando o µrojefo gránco, as °ARTES-fexfo¨ µodem ser diagra-
madas sem inferferência de um infogransfa. Mesmo assim, feremos
casos ÷caµas de caderno, reµorfagens esµeciais÷ em que o frabaIho
do infogransfa µode ser acionado µara criar uma ngura de diagrama-
ção mais inferessanfe e afraenfe. Essas maquiagens gráncas criam
uma ngura que eu denominei de °cascafogránco¨: o Ieifor afé fem
imµressão de que é um infogránco, mas é só fexfo disfaçado. Infe-
Iizmenfe, como faIfam µronssionais visuais e os jornais e revisfas
µrecisam de imagens nas maférias, o °cascafogránco¨ é uma ngura
muifo frequenfe, em esµeciaI quando não há fofo disµoníveI (quem
nunca fez um °cascafogránco¨ que afire a µrimeira µedra!).
65
DECORANDO A PÁGINA COM “CASCATOGRÁFICOS”
Dois legítimos
e bem feitos
“CASCATOGRÁFICOS”:
usam recursos da
infograa para criar
uma imagem forte e
suprir a falta de foto
quente no noticiário
66
Todas as arfes-fexfo -mesmo os °cascafográncos¨-, são úfeis na dia-
gramação e na Ieifura e devem ser usadas µara ressaIfar a informação,
µois são ófimo maferiaI de aµoio µara reµorfagens e, em esµeciaI,
serviços. Em uma reµorfagem sobre os dez homens mais ricos do
mundo, µor exemµIo, é imµrescindíveI um desfaque em forma de
Iisfa com o nome, µosição de cada um deIes e vaIor da forfuna. De-
µendendo da µágina, essa mesma Iisfa µode ser um infogránco com
fofos dos µersonagens, comµarando suas forfunas, os µaíses onde
vivem, efc. Ou ser aµenas uma µequena Iisfa.
De quaIquer maneira é imµorfanfe saIienfar que há diferenças de
redação enfre o fexfo fradicionaI das maférias e aqueIe usado na
infograna. Enquanfo o fexfo da reµorfagem µode ser mais rebusca-
do e µroIixo, seµarado µor µonfos e vírguIas, o fexfo esµecínco µara
infograna deve ser feIegránco: curfo, direfo e objefivo se vaIendo de
°dois µonfos¨ ou °hífens¨ e µensado µara inferagir com as imagens.
Exemplo de texto de reportagem
O arfisfa µIásfico FuIano de TaI, que comµIefa 4õ anos no µróximo
mês, nasceu na µequena cidade de Miracema do Norfe no Esfado de
Minas Gerais. Mudou-se µara São PauIo em I98u µara esfudar arqui-
fefura na FacuIdade de Arquifefura e Urbanismo da Universidade
de São PauIo onde se graduou como um dos meIhores aIunos em
I986. Foi no ano de sua formafura que concIuiu a obra °O MarfeIo¨,
µremiada µeIo Secrefaria de CuIfura (e µor aí vai...)
Exemplo de texto para infografia
Nome: FuIano de TaI
Idade: 4õ anos (I8.ago.I9õ2)
67
Nascimenfo: Miracema do Norfe (MG)
Formação: FAU-USP
Princiµais obras: °O MarfeIo¨' (I986), °O Prego¨ (I987) e o °A Tábua
Furada¨ (I988) ' Premiada µeIa Secrefaria de CuIfura
Com uma simµIes ncha desse fiµo, desfacamos uma µarfe do fexfo
que resume o µersonagem da maféria, aIiviando o fexfo, criando uma
nova enfrada de Ieifura µara a µágina, agiIizando e dando mais rifmo
µara a diagramação.
Como devem ser os textos para infografia
1. Comece pelo título. Não µrecisa ser o fífuIo que vai ser µubIicado,
mas aqueIe que é o objefivo do infogránco. °Como aconfeceu o aci-
denfe¨, µor exemµIo gera um resuIfado bem diferenfe de °Os morfos
no acidenfe¨. Isso vai ajudar a focar a informação.
2. Concenfre-se na informação que o infogránco µrefende exµIicar.
Não tente explicar tudo sobre tudo, µara não confundir o Ieifor.
3. Rabisque antes como imagina o infogránco. Infograna deve ser
informação visuaI (fexfo + imagem). Pense em como os fexfos serão
arficuIados, quaI deve ser a sequência de Ieifura.
4. Faça textos telegráficos, curfos, direfos e objefivos evifando
µaIavras Iongas como °consequenfemenfe¨, °objefivamenfe¨ (em
um infogránco, µor vezes, eIas consomem uma Iinha comµIefa)
õ8
5. Se houver muifa informação, divida-as em tópicos com subfífuIos
ou faça oufros infográncos de aµoio
6. Deµois de escrever o mínimo necessário, corte.
7. Se fiver vários blocos de texto, é meIhor que eIes sejam do mesmo
famanho. FaciIifa a diagramação denfro do infogránco
8. Informaçöes numéricas devem ser exµIicadas usando gráncos eJ
ou fabeIas. Não gaste palavras para mostrar quedas e altas se
você fem os números. Use as µaIavras µara confexfuaIizar dos dados
9. Conforme o infogránco for ncando µronfo, observe as µarfes do
fexfo que µodem ser suµrimidas µor já esfarem visualmente cla-
ras (Se o infogránco fem um maµa, µor exemµIo, o fexfo não µrecisa
reµefir fodas as informaçöes geográncas)
10. Deµois de fudo µronfo e µosicionado no infogránco ainda há
femµo µara ajusfar o fexfo µara dar maior clareza e objetividade
õ9
DIAGRAMAÇÃO OU INFOGRAFIA?
Esta era uma arte-texto, uma cronologia, e acabou premiada por
sua solução gráca orginal no SND (Society for News Design), o mais
importante prêmio de design do jornalismo impresso
Não existe uma fronteira que delimita a diferença entre a
diagramação e infograa. Nem no impresso, nem na web
7u
DA IDÉIA À PUBLICAÇÃO -1
A integração entre os jornalistas de texto e os jornalistas de imagem é fundamental
A IDEIA GRÁFICA
º Nao desp|e.e ueu|ura
ideia. Anote e rascunhe cada
uma no papel, pois elas
podem ajudar a narrativa
visual
º 0|scu¦a suas |de|as. aque-
las que à primeira vista não
parecem muito brilhantes
podem ser caminhos para
outras ideias melhores
º l||.||eç|e a |u¦o|raçao .|-
sual e evite imagens apenas
decorativas
º le|çuu¦e·se.
- A imagem escolhida acres-
centa, reforça e/ou facilita
a visualização do assunto
principal?
- A ideia faz o conteúdo da
história mais relevante ou
atraente?
- Há informação suciente
para sustentar essa ideia?
PLANEJAMENTO
º Es¦abe|eça ur obje¦|.o.
o que o infográco vai
contar?
º C p|auejareu¦o de¦a-
lhado permite que todos
possam visualizar o pro-
jeto, antecipando erros e
pensando na página como
um todo
º leuse uo ¦erpo d|spo-
nível e no espaço que o
infográco vai ocupar na
página
º Reuua jo|ua||s¦as de ¦e·-
to e infograa para decidir
o conteúdo e o tratamento
visual
º Es¦abe|eça e¦apas e ur
cronograma, mantendo o
trabalho em equipe
º !eu|a er reu¦e que
tudo pode mudar de acor-
do com a apuração
INVESTIGAÇÃO
º /pu|a| |u¦o|raçao uao
é apenas tarefa para os
repórteres de texto. O
infograsta e o fotográfo
devem compartilhar essa
tarefa
º Er a|çuus casos, o |u-
fograsta pode e deve ser
capaz de conseguir toda a
informação
º 'erp|e que poss|.e|, o
infograsta deve ir ao local
da notícia para ter infor-
mação de primeira
º lesqu|se er ¦ou¦es cou-
áveis. Cuidado especial
com a internet
º !||e ¦o¦os
º Cous|ça a ra|o| quau-
tidade de informações
possível.Talvez você não
use tudo, mas deve tê-las à
disposição
Baseado em texto de Jeff Goertzen, diretor de infograa da SND – Adaptado pelo autor
Simplicidade facilita o didatismo. Privilegie a informação visual e evite imagens
apenas decorativas. Use apenas os dados e referências necessários
71
DA IDÉIA À PUBLICAÇÃO -2
Quanto mais planejar, melhor será o resultado nal do infográco
O CONTEÚDO
º '|rp||¦que e rau¦eu|a
o foco. Lembre do objetivo
inicial do infográco e
elimine dados em excesso
que possam criar ruído na
comunicação
º leuse o ¦erpo ¦odo.
- Qual o objetivo dessa
infograa?
- O que o leitor precisa
saber está claro?
- Se tiver dúvida, tire um
print e peça para uma
terceira pessoa, fora da
cobertura, ler e opinar
º 'e a|çura co|sa uao
está visualmente clara ou
se a ordem de leitura está
difícil, o repórter deve dizer
ao infograsta. Da mesma
maneira, se o texto não
estiver claro, ou estiver
longo demais
EDIÇÃO E REVISÃO
º C||e o|der. /ç|upe
informações similares em
blocos com subtítulos
º Cas¦e ¦erpo cor os
títulos e subtítulos. Eles de-
vem conduzir a leitura de
forma clara e objetiva
º Cuaudo a |u¦oç|a¦a
estiver pronta, envie uma
versão às fontes para que
elas possam conferir se
tudo está correto
º Nao espe|e a¦e o u|¦|ro
minuto para revisar. Corri-
gir texto em um infográco
é mais demorado e pode
alterar a ideia gráca. Libe-
re os textos do infográco
o quanto antes
º lu¦o|raçao .|sua| (||us-
trações, proporções)deve
ser checada com o mesmo
rigor que o texto
O INFO NA PÁGINA
º C cou¦eudo .|sua| da
página como um todo é a
prioridade número um
º ur |u¦oç|a¦co ber
desenhado não faz uma
página melhor ou vice-versa.
No entanto, o inverso é
verdadeiro. Uma página mal
resolvida pode estragar um
infográco bom e vice-versa
º lu¦oç|a¦a acorpau|ada
de fotos requer um desenho
de página que estabeleça
uma hierarquia visual. Foto,
texto e infograa não devem
competir, devem se comple-
tar para contar a história
º C ¦arau|o ¦ua| do |u¦o
deve ser decidido o quanto
antes. Baseie a decisão no
conteúdo, privilegiando o
info, a foto ou o texto
Peça um feed-back. Veja como cou, converse com os envolvidos.
Os assuntos se repetem; na próxima cobertura o resultado vai ser melhor
Baseado em texto de Jeff Goertzen, diretor de infograa da SND – Adaptado pelo autor
72
E como usar os diferentes tipos de infográfico?
Conhecer os fiµos cIássicos de infograna ajuda, mas não é o suncienfe
µara resoIver o µrobIema iniciaI (÷Que fiµo de infogránco devemos
usar? QuaI vai comunicar meIhor o que esfamos querendo mosfrar?).
Vamos usar a dengue como exemµIo e imaginar µossíveis infográncos
· FichuJreaumo: agenfe fransmissor, sinfomas, µrevenção.
· PergunIua e reapoaIua: µara quem vai viajar ou esfá no IocaI.
· Mupu de loculizuçño: os Iocais de ocorrência.
· Mupu de dudoa: comµarando a incidência µor Esfado.
· GrúBcoa: com a evoIução dos casos (Iinha), comµaração enfre
cidades (barra), disfruibuição no fofaI do brasiI µor região (µizza).
· IluaIrudo: mosfrando o cicIo de vida do mosquifo
E dá µra imaginar muifo mais.
Ou seja, o TEMA não é o fafor deferminanfe de quaI fiµo de infogránco
é o mais adequado, µois um mesmo fema µode ser reµresenfado em
vários fiµos de infograna. O que vai deferminar a infograna correfa
é a ABORDAGEM do fema. Denfro de cada µaufa, o infogránco vai
assumir uma missão esµecínca de exµor ou eIucidar visuaImenfe um
asµecfo da coberfura, infegrando se com o resfo das maférias µara
comµor a reµorfagem.
73
NÃO É O ASSUNTO, É O ENFOQUE
INFOGRÁFICOS DA DENGUE
Exemplos de abordagens diferentes para o mesmo tema. Repare como o tipo
de solução gráca enfatiza a informação que se pretende mostrar
74
QUANDO USAR ARTES-TEXTO
Se a informação µrinciµaI é meIhor reµresenfada µor µaIavras, que
se usem as µaIavras. O simµIes fafo de desfacá-Ias e diferenciá-Ias do
formafo fradicionaI do fexfo em coIunas já e suncienfe µara criar uma
nova enfrada de Ieifura, ajudando a navegação do Ieifor µeIa µágina.
Os jornaIisfas visuais µodem acrescenfar fofos ou iIusfraçöes e ainda
usar cores e a diagramação da µágina µara criar formas inusifadas. Só
não devem esquecer que, nesfe caso, o fexfo é o eIemenfo µrinciµaI e
o excesso de eIemenfos visuais µode disforcer a informação ou criar
um ruído, escondendo a informação µrinciµaI.
CRONOLOGIAJHORA-A-HORA - o µessoaI das ediforias de inferna-
cionaI, em esµeciaI, adora; os infogransfas defesfam. A razão é que os
µronssionais de fexfo aµroveifam µara dar uma auIa de hisfória sobre
quaIquer fema (imagine quando o assunfo é o µaµa, começa Iá em Jesus.)
o que acaba criando fexfos innnifos, µor vezes maiores que a maféria
µrinciµaI, e os infogransfas queriam que as cronoIogias só fossem feifas
µeIa diagramação, usando os formafos dennidos, annaI são fexfo + fofo.

Nem fanfo ao mar, nem fanfo à ferra. Por vezes é reaImenfe meIhor
que a cronoIogia, como as oufras arfes-fexfo mencionadas, nem fe-
nham um frafamenfo esµeciaI. Mas, em aIguns casos, a cronoIogia
µode ser vaIorizada µeIo infogransfa, criando nguras inferessanfes
como as °fimeIines¨: Iinhas do femµo onde as dafas são disµosfas
na verficaI ou horizonfaI, evidenciando a disfância femµoraI dos
aconfecimenfos. Em cronoIogias Iongas, com muifas dafas, fenfe
dividi-Ias em fases com inferfífuIos e semµre use imagens dos µrin-
ciµais momenfos.
DICAS - Esse formafo desfaca da reµorfagem as informaçöes µráfi-
75
cas, em forma de fóµicos curfos e direfos, µresfando um serviço ao
Ieifor. Uma reµorfagem sobre coIesferoI, µor exemµIo, µode abrigar
um infogránco com dicas de aIimenfação.
ESCORE - se um número é o µrinciµaI desfaque, µodemos usar
um infogránco µara dar uma dimensão do vaIor, confexfuaIizando
a informação. O gasfo de R$ Iu biIhöes em um avião µresidenciaI é
mais fáciI de ser comµreendido se for feifa a comµaração com oufros
invesfimenfos do governo ou ainda quanfas µassagens µoderiam ser
µagas com o vaIor.
FAC-SÍMILE - µor vezes o jornaIisfa se deµara com documenfos
excIusivos que comµravam aIguma Iinha de invesfigação. Reµroduzir
os documenfos na reµorfagem µrova aos Ieifores que o jornaIJrevis-
fa feve acesso aos originais. A infograna acrescenfa à reµrodução o
desfaque necessário µara confexfuaIizar e ressaIfar os frechos mais
imµorfanfes.
FICHA - se a abordagem for no senfido de focar em um °µersona-
gem¨ (seja eIe um esµorfisfa, um µoIífico, um Iivro ou mesmo um
evenfo) µara aµresenfá-Io ao Ieifor, a ncha ou raio-x é a aIfernafiva
imediafa. Pode µarecer µouco, mas esse é o segredo. Uma simµIes
ncha bem feifa em forma de fexfo já é muifo úfiI µara dar movimenfo
à diagramação e agiIizar a Ieifura.
FRASES - em geraI, os µrojefos gráncos fem formafos esµecíncos
µara frases mas, em deferminadas sifuaçöes, eIas µodem ganhar
maior reIevo se edifadas como infograna comµondo com fofos ou
iIusfraçöes.
76
BÁSICO E EFICIENTE
Apresentadas em forma de FICHAS e TABELAS as informações sobre
os atletas cam mais fácil de serem visualizadas e compreendidas
77
INTERVENÇÃO CIRÚRGICA
Este infográco era uma arte-texto:
uma LISTA de partes do corpo de algumas
personalidades. Por sorte, alguém lembrou de
colocar as imagens de um jeito criativo
78
GLOSSÁRIO - deve ser usado como ferramenfa de didafismo µara
fraduzir fermos °difíceis¨, mas imµrescindíveis µara enfender a
reµorfagem. Também µode Ievar ao Ieifor vocábuIos diferenfes e
inferessanfes que ajudam a desvendar o universo de gruµos sociais
que criam gírias e jargöes µara se comunicar.
LISTAJRANKING - se o µersonagem em foco não é um, mas mui-
fos, ou quando a reµorfagem fem µor objefivo oferecer um serviço,
a Iisfa organiza em fóµicos essa Ieifura, Ievando direfo ao Ieifor o
que inferessa. Lembre de dar uma hierarquia à Iisfa usando a ordem
cronoIógica, geogránca ou aIfabéfica. Se há um vaIor numérico no
ranking (n° de vofos, miIhöes de US$), eIe µode ser exµresso usando
gráncos de barras
PARA ENTENDER O CASO - µor vezes o µróµrio reµórferJredafor
µercebe que µerde mais femµo fenfanfo exµIicar o assunfo no fexfo
do que confando a novidade jornaIísfica. Assunfos comµIexos ou
aqueIes que µerduram no noficiário µor dias ou meses, reaµarecen-
do de vez em quando, merecem um infogránco na forma de °µara
enfender o caso¨, µara ajudar o Ieifor a desvendar ou reIembrar do
frafa a reµorfagem. Esfe fiµo de infogránco µode ser feifo simµIes-
menfe com fóµicos numerados em sequência, ou evoIuir µara uma
infograna mais sonsficada como um diagrama iIusfrado com fofos
dos µersonagens.
As cronoIogias, gIossários, µergunfas e resµosfas e fesfes fambém
µodem ser usados como variação desfa cafegoria, inferagindo com o
Ieifor de forma diferenfe. Só µara µonfuar: os °µara enfender¨ são o
µaraíso do °cascafogránco¨: são assunfos imµorfanfes que a edição
quer desfacar e, na faIfa de fofos, o infogránco acaba cumµrindo a
função de criar uma imagem µara iIusfrar a µágina. Bem enfendido,
79
isso não fira o mérifo da cafegoria. Deixá-Io como fexfo corrido,
µerdido no meio das oufras maférias, desviaria o inferesse do Ieifor
do assunfo.
PERGUNTAS E RESPOSTAS - muda a narrafiva convencionaI, µer-
mifindo ao Ieifor a navegação na Ieifura afravés de aIgumas quesföes
que a reµorfagem suscifa. Pode ser usado como variação dos °µara
enfender o caso¨ ou °dicas¨.
PRÓXIMOS PASSOS - se o caso é simµIes ou já foi amµIamenfe
abordado, uma saída µossíveI é anfeciµar o noficiário e aµresenfar
ao Ieifor quais devem ser os µróximos aconfecimenfos.
SOBE-DESCE - não deixa de ser uma Iisfa. A diferença é que no
sobe-desce a edição agrega um vaIor -ganhou, µerdeu, na mesma-
µara cada µersonagem descrifo. O °sobe-desce¨ é uma maneira úfiI
de o Ieifor conhecer as consequências que um fafo causa na frajefória
desses µersonagens. Sefinhas µara cima ou µara baixo, cores vermeIho
ou verde e oufras formas de sinaIização visuaI devem ser ufiIizadas
µara enfafizar a informação.
TABELA - µodem ser comµosfas aµenas com fexfo, ou com fexfo
e números. O resuIfado visuaI semµre acaba sendo meio µobre µor
isso é meIhor evifá-Ias como °a imagem¨ da µágina. Se não são bo-
nifas, sua enciência é inconfesfáveI. Organizando o fexfo em Iinhas
e coIunas as fabeIas faciIifam a comµreensão de um grande número
de dados com µouca µerda de informação. O Ieifor µode checar cada
céIuIa de dados e comµará-Ia imediafamenfe com oufra quaIquer.
Como acabam formando bIocos visuais em formafo refanguIar há
muifo µouco que µode ser feifo µara forná-Ias mais µaIafáveis. Três
8u
soIuçöes são mais adequadas:
1. Desfaque visuaImenfe (boIdJcor) os dados mais imµorfanfes. Use
µequenos fexfos fora da fabeIa µara confexfuaIizar os números e use
nos µara Iigar esfes fexfos aos dados em desfaque
2. Combine a fabeIa com gráncos de barras ou Iinhas, desfacando uma
ou mais coIunas µara evidenciar as diferenças de vaIor nos números
3. Transforme dados que se reµefem nas coIunas em µicfogramas.
Por exemµIo: se há uma coIuna aµenas com as µaIavras °sim¨e °não¨
crie uma Iegenda e use círcuIos verdes e vermeIhos µara subsfifuir
o fexfo. Isso forna a Ieifura mais visuaI e imediafa
TESTEJJOGO - os fesfes µodem ser usados como aIfernafiva de di-
dafismo µois inferagem com os conhecimenfos do Ieifor. ¨Tesfe seus
conhecimenfos sobre o caso mensaIão¨ ou °Veja se você enfendeu
as mudanças no imµosfo¨, µor exemµIo. Oufra µossibiIidade µara
fugir do fexfo convencionaI é imifar a forma visuaI de jogos, usando
essa Iinguaguem mais Iúdica µara chamar a afenção e fransmifir as
informaçöes ao Ieifor
8I
PIADA PRONTA
Para mostrar os personagens do caso dos
“aloprados” de Lula foi usada uma METÁFORA VISUAL com
uma estrela, símbolo do Partido dos Trabalhadores, que serviu
de base para interligar as FICHAS dos personagens
82
MILÊNIOS E MINUTOS
A LINHA
DO TEMPO
acima permite
que o leitor
compare vários
acontecimentos
simultâneos
Na CRONOLOGIA
ao lado, os
acontecimentos
são registrados
minuto a minuto
88
USO CRIATIVO DE FOTOS
CRONOLOGIAS podem ter apresentação
diferenciada como esta usada na queda
do ministro Orlando Silva
84
RESULTADO ENCICLOPÉDICO
Página dupla composta por uma
série de ARTES-TEXTO e alguns
diagramas
86
IMPRESSO & ONLINE
Fichas dos candidatos a prefeitura de São Paulo
imitando as cartas de um JOGO. Na versão online deste
infográco era possível jogar de verdade

CONDUZINDO A LEITURA
A base da
informação
principal ao lado é
uma TABELA que,
inclinida, virou uma
escada para explicar
os níveis do grau de
investimento
Com uso de cores
para evidenciar
dados, a TABELA
sai da monotonia
e, como pequenos
toques de cor, leva
o leitor aos pontos
mais importantes
de cada categoria
87
QUANDO USAR GRÁFICOS
ReIafórios do IBGE, ONU, Seade, FMI, assessorias de imµrensa efc.
fornecem uma imensidão de dados esfafísficos. NormaImenfe eIes
chegam em forma de fabeIa, mas sua meIhor aµresenfação visuaI é
na forma de gráncos. O µrobIema é que, se os jornaIisfas e designers
fem dincuIdade em fraduzir visuaImenfe os fexfos, com os números
a sifuação µiora um µouco. Deµois que invenfaram as µIaniIhas Ex-
ceII e o °coµiar-coIar¨, enviar fodos os números disµoníveis µara a
Ediforia de Arfe resoIver o µrobIema ncou fecnoIogicamenfe ainda
mais fáciI do que inferµrefá-Ios. Por isso, é comum ver infográncos
com dados suncienfes µara afogar quaIquer Ieifor.
O µonfo cenfraI µara o quaI designers e µronssionais de fexfo de-
vem esfar afenfos é o mesmo de semµre: o que queremos mosfrar?
Inferµrefe os números e use aµenas as séries que inferessam µara
deferminada reµorfagem.
A dincuIdade com números começa no fafo de ser µossíveI combiná-Ios
de forma a comµrovar quase quaIquer fese (°Números bem forfurados
dizem quaIquer coisa¨ brincam os Iigados à esfafísfica). Basfa ver as
camµanhas µoIíficas na TV. O mesmo reIafório que aµonfa aumenfo
da crimaIidade de 2uu2 a 2uu4 µode indicar o queda da criminaIidade
enfre 2uu8 e 2uu4. Isso sem maniµuIar os dados, aµenas inferµre-
fando os indicadores do jeifo mais convenienfe ao discurso desejado.
Por isso, devemos fer muifo cuidado com reIafórios °µronfos¨, em
esµeciaI os enviados µor assessorias de imµrensa. Evife esse fiµo de
maferiaI edifado e µrocure semµre fer acesso ao reIafório comµIefo.
Não esqueça de verincar fambém quem µagou a µesquisa e quem a
µroduziu, quaI a base de enfrevisfados, margem de erro efc.
88
ResoIvida a µarfe da fonfe dos dados, µassamos aos meios de reµre-
senfá-Ios visuaImenfe, e a má nofícia é que não há regras cIaras sobre
quaI gránco deve ser usado µara cada sifuação. Assim, uma mesma
série de dados µode ser reµresenfada de várias maneiras diferenfes.
O infogransfa ou o jornaIisfa µodem ainda criar novas maneiras de
reµresenfação aIém das conhecidas.
O µrobIema µosferior é que não basfa reµresenfar os dados correfa-
menfe, o Ieifor µrecisa fambém Ier e enfender o que esfá reµresenfado,
o que o gránco µrefende mosfrar. Por isso, no dia a dia é mais µrudenfe
ufiIizar os fiµos mais comuns de gránco: Iinha, barra e µizza. Deixe as
novidade e inovaçöes µara reµorfagens esµeciais, quando há femµo
e esµaço ediforiaI disµoníveI µara fesfar novas fórmuIas. Deµois de
ufiIizada aIgumas vezes essas novas soIuçöes acabam incorµoradas
à µrodução e Ieifura.
GRÁFICO DE LINHA - reµorfagens que fêm µaIavras como
evoIução, aIfa, baixa, queda, aceIeração, desaceIeração, desµenca,
disµara indicam a exisfência de variáveis ao Iongo de um µeríodo
de femµo, e o gránco de Iinha é a meIhor maneira de reµresenfar
esfas variaçöes de fendência.
Por convenção, a variação do femµo nca sinaIizada na µarfe hori-
zonfaI e a variação do índice, na escaIa verficaI. Mas é µossíveI usar
oufra variáveI que não o femµo na escaIa verficaI desde que se fome
cuidado µara que a °inovação visuaI° nque cIara µara o Ieifor.
O gránco de Iinha µode ser feifo com uma ou mais Iinhas variando num
mesmo µeríodo ÷quando usar mais de uma Iinha, fenha cerfeza de
que a Iegenda esfá bem cIara. E bom que µeIo menos o número nnaI
da Iinha do gránco seja informado, µara faciIifar a comµreensão da
89
escaIa. Ponfos marcanfes da evoIução como µicos ou quedas bruscas
µodem ser desfacados com µequenas Iegendas. Uma evoIução do vaIor
do dóIar, µor exemµIo, µode indicar as crises econômicas, corfes de
juros ou mudanças de governo.
GRÁFICO DE BARRAS - Se a nofícia gira em forno do Iíder, o maior,
ou menor, quem mais ganhou ou quem mais cresceu, isso indica que
há uma comµaração de vaIores e os gráncos de barras são uma ófima
soIução µara esfes casos. O gránco µode ser verficaI, horizonfaI ou afé
incIinado e sua escaIa deve começar no zero. Evife °corfar¨ a escaIa
µara vaIorizar visuaImenfe as diferenças µois esse fiµo de desfaque
visuaI µode ser inferµrefado como disforção ou maniµuIação dos
dados. Barras horizonfais µodem ser usadas µara vaIorizar coIunas
fabeIas, desfacando a informação numérica mais imµorfanfe.
GRÁFICO DE PIZZA - Fique afenfo às µaIavras divisão, disfribuição,
µarficiµação, maioria, minoria, fafia, confroIe são aIgumas µisfas de
onde deveria exisfir um gránco de µizza µois são uma ófima maneira
de reµresenfar a divisão de um fodo (Iuu%). No enfanfo, esfe fiµo
de gránco aµresenfa µeIo menos duas denciências na visuaIização:
quando os vaIores são µróximos, nem semµre a diferença nca visíveI,
e, quando há um excesso de °µedaços¨ na µizza, eIa µode se fornar
confusa. Use-as µara mosfrar afé 6 divisöes. Junfe as menores fafias
em °oufros¨ e anexe uma fabeIa mosfrando as µorcenfagens exafas.
Raramenfe as µizzas são úfeis µara mosfrar evoIuçöes, µrenra grá-
ncos de Iinha ou barras.
9u
MOSTRANDO OS NÚMEROS
GRÁFICO DE BARRAS
do PIB sobre foto do
presidente Lula, onde,
além da evolução há
ESCORES mostrando o
valor acumulado nos
períodos
Varie os tipos de grácos para que
a visualização não que cansativo.
O exemplo ao lado começa com um
gráco de PIZZA seguido de BARRAS
HORIZONTAIS e BARRAS VERTICAIS
9I
RASGANDO A PÁGINA
92
ALGUNS ERROS EM GRÁFICOS QUE DEVEMOS EVITAR - 1
1
Título não combina
com o gráco
Se o título fala em alta é de
se esperar que a linha do
gráco esteja em ascensão
ao longo do tempo
2
Barras cortadas
ou quebrada
Ninguém altera o valor
de um número por
ele ser muito grande.
Cortar a barra signica
alterar a informação
3
Fontes suspeitas
ou não conáveis
Tome cuidado com grá-
cos que chegam prontos
e com dados já editados.
Pode haver má fé na
divulgação dos dados
Diferença
real
Alta de
0,001!
Coincidência?
98
ALGUNS ERROS EM GRÁFICOS QUE DEVEMOS EVITAR - 2
Agrupe as fatias
pequenas e crie
uma fatia “outros”
para facilitar a visu-
alização
Faltam 40% para
completar o
total (100%)
Empate!
4
Margem de
erro ignorada
Pesquisas de opinião
contém sempre uma
margem de erro. Fique
atento: isso pode inva-
lidar tendências de alta
ou queda
5
Pizza com excesso
de divisões
Fica confusa e deixa de
informar as diferenças. Use
até cinco variações de cor e
o resto junte em “outros”
6
Pizza não
completa 100%
A pizza é um tipo de
gráco que representa
um todo, não pode ser
usado se a soma é maior
ou menor do que 100%
94
ALGUNS ERROS EM GRÁFICOS QUE DEVEMOS EVITAR - 3
Os mesmos dados
causam resultado
visual diferente
Confuso, não?
US$ e % não
são compará-
veis entre si
7
Legendas confusas
Use cores que permitam ao
leitor diferenciar os itens do
gráco. Cores similares cau-
sam confusão. Importante:
a legenda é a chave para o
leitor compreender o gráco,
deixe em local bem visível e
tome cuidado com as cores.
8
Números não são
comparáveis
Grácos comparam a mes-
ma unidade de valor. Não
compare porcentagens com
moeda ou quilômetros.
9
”Dramatização”
a curva
Evite formatos muito ver-
ticais ou muito horizontais
para fazer as curvas serem
mais acentuadas.
96
COMO O TIPO DE JORNALISMO AFETA O RESULTADO - 4
Está
caindo ou
subindo?
Intervalo de
10 anos
Intervalo
anual
Parece maior do
que o dobro, e
é mesmo
10
Grácos em perspectiva
ou inclinados
Grácos funcionam por seu
alinhamento e contraste de
tamanho. Qualquer distor-
ção, distorce a informação
11
Intervalos
cronológicos irregulares
Dispostos à mesma distância
um do outro indicam erra-
damente a velocidade da
tendência
12
Proporção incorreta
Quando se dobra o tama-
nho de uma área e/ou um
pictograma o valor númerico
deveria ser quádruplo

USO DE GRÁFICOS
EXEMPLO 1 - Mosfrar que a emµresa X fem mais dinheiro que
a emµresa Y: inferessa a evoIução? Não? Nesfe caso use aµenas os
úIfimos vaIores afuaIizados: gránco de barras
EXEMPLO 2 - Mosfrar que a emµresa X uIfraµassou o
fafuramenfo da emµresa Y: agora sim, como foi a evoIução no
µeríodo? Em que dafa houve aIguma mudança reIevanfe na
arrecadação: gránco de Iinhas
EXEMPLO 3 - Emµresas X e Y defêm 7u% do mercado: quaI
a fafia de cada um? Quem são os oufros? Temos dados µara
comµIefar os Iuu%: gránco de µizzaJqueijo
Resumindo: não faça o leitor perder tempo Iendo vários gráncos
se você sabe exafamenfe o que quer mosfrar. Ainda assim, se houver
a necessidade de µubIicar vários gráncos faça um deIes maior, mais
desfacado como µorfa de enfrada µara a Ieifura.
Explique os valores usados nos gráficos
E muifo imµorfanfe confexfuraIizar os vaIores. Quanfo maior o nú-
mero mais absfrafa ainda é a sua comµreensão. FaIar em 8uu friIhöes
de dóIares ou 2uu anos-Iuz ou 6uu hecfares µouco comunica, µois
são fora do confexfo do cofidiano das µessoas. Aµroveife-se desse
°desconhecimenfo¨ µara Ievar ao Ieifor comµarafivos visuais que
o Ievem a µensar e a enfender a grandeza que esfá sendo exµressa.
Quanfos PIBs do BrasiI equivaIem a 8uu friIhöes de dóIares, quanfo
femµo Ieva µara viajar de carro a disfância de 2uu anos-Iuz, quanfos
camµos de fufeboI corresµondem a 6uu hecfares. Se o Ieifor enfender
a dimensão do vaIor sua comµreensão será meIhor.
97
DIFERENTES VISÕES DOS MESMO DADOS
Empresa
X
Empresa
Y
46
94
Exemplo 1
EMPRESA X TEM MAIS
DINHEIRO QUE A
EMPRESA Y
46
Empresa Y
94
Empresa X
Exemplo 2
EMPRESA X
ULTRAPASSOU O
FATURAMENTO
DA EMPRESA Y
46
Empresa Y
94
Empresa X
Exemplo 3
EMPRESAS X E Y
DETÊM 68% DO
MERCADO
23%
47%
98
PARA EXPLICAR, TEM QUE ENTENDER
Sinalize nos GRÁFICOS DE
LINHA os fatos que causaram
quedas ou picos. Isto facilita a
compreensão das variações
Para chegar a um resultado
onde texto e imagem
trabalhem juntos é essencial
que o infograsta entenda
qual é a mensagem e não
tenha medo de interferir no
texto para deixar a história
mais clara
99
QUANDO USAR MAPAS
Maµas são eIemenfos de forfe imµacfo visuaI e de grande imµor-
fância µara a vaIorização de uma reµorfagem. Sua função básica é
resµonder: onde? Um bom maµa, no enfanfo, µode fer vários níveis
de Ieifura e ser acomµanhado de oufros fiµos de infograna µara res-
µonder quem, quando e µor quê. Na maioria dos casos, o infogransfa
já disµöe de bases µronfas µara começar a µroduzir o maµa e µode
ncar aguardando aµenas as informaçöes mais quenfes µara nnaIizar
o infogránco.
MAPAS DE LOCALIZAÇÃO - µermifem ao Ieifor sifuar geogra-
ncamenfe o evenfo. Devem ser usados semµre que o IocaI for des-
conhecido ou esµecínco (Quirquisfão ou rua faI, n° X). Cafásfrofes,
acidenfes, guerras ou Iocais furísficos devem ser reµresenfados em
maµa µara agiIizar a Ieifura. Por convenção, fodos os maµas fêm o
norfe em sua µarfe suµerior, caso confrário é necessário um sinaI
gránco aµonfando a direção norfe. Deve-se usar fambém uma escaIa
gránca em quiIômefros ou mefros e, como a IocaIização geogránca
deµende de referências conhecidas, sinaIize semµre os µonfos que
µodem ajudar enfender as µroximidades do evenfo. Um maµa de
condifo esfudanfiI em Paris, µor exemµIo, µode fer a forre EiffeI
IocaIizada com referenciaI. Dados geográncos cifados na maféria
ou que sejam reIevanfes (cidades, rios, monfanhas, reIevo) devem
ser reµresenfados.
MAPAS DE MOVIMENTAÇÃO - agregam um novo níveI de Ieifura
ao cruzar informação sobre desIocamenfo ou duxo geogránco. Sefas
que reµresenfem os vaIores µroµorcionais e µicfogramas indicando
o fiµo de movimenfação são bem vindos.
Iuu
MAPA ESTILIZADOS - se o defaIhes geográncas não são reIevanfes,
o maµa µode ser usado como suµorfe µara organizar a informação,
oferecendo ao Ieifor uma visão geraI de onde eIa esfá disfribuída.
Nesfe caso µode-se oµfar µor maµas esfiIizados ou mesmo µroduzidos
µor iIusfradores de acordo com o fema da reµorfagem.
MAPAS DE DADOS OU ESTATÍSTICO - se o µroµósifo da reµor-
fagem é evidenciar diferenças regionais ou que esfão reIacionadas à
sua µosição geogránca, um maµa com as regiöes divididas em escaIa
de cor ou com os números IocaIizados geograncamenfe fraduz os
dados de forma visuaI e µermife que o Ieifor, de um só oIhar, veja a
disfribuição dos vaIores e µossa comµarar essas diferenças regionais.
MAPAS NÃO GEOGRÁFICOS - µara IocaIizar onde foi a frafura
de um jogador de fufeboI, µor exemµIo, µodemos usar uma siIhuefa
do corµo humano, ou do esqueIefo, como maµa. A regra geraI é que
semµre que for necessário mosfrar ao Ieifor onde ocorreu aIgo, o
maµa é a meIhor soIução visuaI.
IuI
DO GLOBAL AO LOCAL
A série de MAPAS desta página permite uma
visão geral e especíca da crise no Egito
Iu2
GEOGRÁFICO X ESTILIZADO
Cores suaves e pictogramas simples
conferem clareza ao mapa ao lado
que mostra a LOCALIZAÇÃO e
MOVIMENTAÇÃO durante conito
no Oriente Médio
Neste MAPA
ESTILIZADO
a disposição
geográca das ruas
foi desprezada para
dar ênfase a outras
informações
Iu8
ILUSTRADO X CARTOGRAMA
Ao lado, mapa de dados
ou CARTOGRAMA usa de
cores para delimitar áreas
de concentração
A informação visual levada a sério: cada prédio foi fotografado para
servir de base para as ilustrações que respeitam as proporções de altura
Iu4
QUANDO USAR DIAGRAMAS ILUSTRADOS
Em muifas cafegorias visfas anferiormenfe o infogránco µoderia ser
suµrimido e subsfifuído µor um box de fexfo ou mesmo uma fofo.
Há, no enfanfo, uma µarfe do jornaIismo no quaI as sifuaçöes são
imµossíveis de serem fofografadas, mas µodem ser Ievadas ao Ieifor
na forma de infográncos, µor exemµIo:
· O mundo microscóµio, o fundo do mar, o universo efc.
· Aµarência exferna e funcionamenfo inferno de um °µersonagem¨,
seja eIe um µrédio, um avião ou um animaI (você µode fofografar a
fachada de um museu, mas isso não µermife vê-Io µor denfro, Ioca-
Iizar os andares e as obras)
· ProbIemas de saúde, mosfrando os órgãos em quesfão
· Procedimenfos cienfíncos e fecnoIógicos ou que exigem absfração
e reµresenfação gránca
· Desasfres e fenômenos nafurais e suas causas (imµossíveI fofografar
um ferremofo, aµenas seus danos µodem ser visfos)
· CiviIizaçöes e edincaçöes anfigas e o mundo µré-hisfórico
· Obras, monumenfos e infervençöes urbanas que ainda esfão µor
aconfecer, enfreoufros
Esse é o mundo onde a infograna é imbafíveI µara fransmifir didafi-
camenfe ao Ieifor a comµreensão do assunfo em quesfão.
Iu6
Arfe-fofo - infogransfas adoram iIusfrar e esquecem que a fofo µode
dar um foque a mais de reaIidade na informação. Boas fofos µodem
ser usadas como base µara que o infogransfa infernra µosicionando
desfaques iIusfrafivos ou de fexfo formando uma nova imagem.
ExµIicar, µor exemµIo, como ncaria a cidade sem as µIacas de µubIi-
cidade µode ser feifo usando uma fofo de uma rua com as µIacas e,
refirando as µIacas no Phofoshoµ.
CORTE ESQUEMÁTICOS - µossibiIifam aµresenfar ao Ieifor como
as coisas são µor denfro e µor fora ao mesmo femµo. Pode fer como
base uma fofo ou uma iIusfração onde é reµresenfada uma visão
°raio-x¨ do objefo. Com esse recurso, o Ieifor µode ver ao mesmo
femµo, µor exemµIo, o µrédio que foi roubado e µor onde circuIaram
os assaIfanfes, o corµo humano e os órgão infernos, descobrir do que
e como são feifos as máquinas, consfruçöes efc.
FLUXOGRAMAJPASSO A PASSO - quando o objefivo do infogránco
é o de eIucidar um µrocesso ou µrocedimenfo e o simµIes fexfo corrido
usado nos infográncos do fiµo °µara enfender¨ se mosfra insuncienfe
ou muifo µobre visuaImenfe, é o caso de recorrer aos duxogramas.
EIes µermifem que os bIocos de fexfo que descrevem cada µasso do
µrocesso sejam disµosfos de maneira orgânica, de µreferência com
sefas e cores resuIfando numa forma gránca diferenciada e mais
inferessanfe que o fexfo corrido. O duxograma deve criar uma ngu-
ra única que µermifa a imediafa comµreensão de fodo o µrocesso,
desfacando o fífuIo e os inferfífuIos de cada ifem. Quando frafa de
uma descrição mais Iinear do µrocesso, cada efaµa µode ser iIusfrada,
comµIefando e escIarecendo o fexfo criando um infógranco do fiµo
°µasso a µasso¨, onde cada quadro funciona como um fofograma de
um nIme, µermifindo ao Ieifor visuaIizar o µrocesso.
Iuõ
EXPLICANDO O QUE UMA FOTO MOSTRA
Infográco criado para mostrar aos leitores
como é e como funciona o manete de um avião.
Solução muito mais eciente do que um texto
Iu7
MOSTRANDO O QUE UMA FOTO NÃO MOSTRA
DIAGRAMAS ILUSTRADOS
permitem tornar visível fenômenos
naturais como tsunami e
terremotos
Iu8
SUPERPODERES DA INFOGRAFIA: VISAO RAIO-X
Na ARTE-FOTO ao lado, uma visão raio-X do
corpo humano com ilustrações sobre foto de
personagem cria uma imagem única
Iu9
SUPERPODERES DA INFOGRAFIA: CONTROLAR O TEMPO
Mostrando todas uma sequência de acontecimentos ao mesmo
tempo, este PASSO A PASSO permite comparar versões e mostrar
detalhes que cariam perdidos ou complicados no texto
IIu
SUPERPODERES DA INFOGRAFIA: CONTROLE DO ESPAÇO
O infográco com a sequencia de planetas do Sistema
Solar e o tamanho proporcional de cada um deles
Ilustrado, o PASSO A PASSO ca mais claro
ORGANOGRAMA permite
visualizar a hierarquia de
poder entre as partes
111
DIGA NÃO AO STORY-BOARD
À primeira vista, o STORY-BOARD abaixo parece estar correto, mas o
assassino ilustrado no primeiro quadro, que parece mulato, era de fato
jovem asiático. Vários leitores reclamaram e com razão. As informações
visuais também precisam ser apuradas e checadas
Substitua os STORY-BOARDS por outros
tipos de infograa, como este acima que
contextualiza o fato jornalístico
112
INDICANDO O CAMINHO
Um infográco, dois FLUXOGRAMAS: o vertical
mostra uma sequencia cronológica e o horizontal
representa o processo de enriquecimento do urânio
113
ORGANOGRAMA - o mesmo raciocínio, disµor os bIocos de in-
formação de maneira não Iinear unindo-os com nos e sefas, é usado
fambém µara reµresenfar as reIaçöes de hierarquia e de reIacio-
namenfo enfre os µersonagens cifados na reµorfagem, resuIfando
em um organograma. EIes são imµorfanfes µara o Ieifor enfender a
µarficiµação de cada µersonagem, idenfincar quem esfava Iigado a
quem e avaIiar as resµonsabiIidades ou mérifos de cada um. Não é
incomum que as nofícias comecem a aµarecer a µarfir dos °µeixes-
µequenos¨ (assessores, µarenfes, Iaranjas efc.) e o organograma é
uma forma gránca que µermife fornar evidenfe a Iigação com os
°µeixes-grandes¨
STORY-BOARD - boas hisfórias merecem ser confadas e desfacadas.
O sfory-board é uma ferramenfa da infograna µara confar de forma
subjefiva o que aconfeceu usando da Iinguaguem dos quadrinhos.
Sua grande vanfagem reside no fafo de iIusfrar fafos que não foram
fofografados, mas que os Ieifores fêm curiosidade de ver (e o jornaI
fem demanda de mosfrar imagens). Sua grande desvanfagem é a
forma subjefiva como cosfuma ser desenhado. E difíciI iIusfrar uma
sifuação desµrovido de µreconceifos e isso µode criar faIsas informa-
çöes visuais. Não é raro que o iIusfrador desenhe os bandidos como
negros, os ricos como gordos: nque afenfo e µrenra os desenhos mais
neufros ou siIhuefas. CoIefe foda a informação visuaI disµoníveI
sobre os µersonagens, veícuIos, Iocais efc. e fenha cerfeza de que o
iIusfrador saiba que se frafa de um frabaIho jornaIísfico, não arfís-
fico ÷ainda assim µode fer cerfeza que o mesfre AIberfo Cairo vai
amaIdiçoar o resuIfado.
PÁGINA INFOGRÁFICA - é quando o infogránco é o eIemenfo do-
minanfe na µágina. Na maioria das vezes, fem uma grande imagem
114
cenfraI como µorfa de enfrada µara o Ieifor, µouco fexfo de redação
e oufros µequenos infográncos de aµoio, como nchas, maµas, Iisfas,
cronoIogias efc. E muifo imµorfanfe que a imagem cenfraI seja in-
formafiva e não decorafiva. A µrodução de uma µágina infogránca
merece um µIanejamenfo rigoso, fesfes de Ieifura µara cerfincar que
a grande quanfidade de informação esfá cIara e dedicação exausfiva
de infogransfas e redafores envoIvidos. O resuIfado comµensa.
115
DA IDEIA AO ACABAMENTO FINAL
Depois de fazer um rascunho
do infográco é preciso
denir uma solução gráca
que acrescente apelo visual
Rascunho utilizado
para aprovação…
…e com o traço do ilustrador
escolhido para a pauta
116
COMO PRODUZIR BONS INFOGRÁFICOS* - 1
A informação principal deve estar disponível em único olhar
INTEGRE A PÁGINA
Os elementos de texto,
infograa, fotos e ilus-
trações devem ser dia-
gramados no sentido de
criar uma gura única
ORGANIZE/AGRUPE
Use intertítulos e divida o assunto
na página se necessário. Textos
soltos, sem intertítulos e sem
ordem não permitem uma visão
geral do infográco
CRIE DIMENSÕES
MÚLTIPLAS
Um bom infográco
cruza informa-
ções de forma a
obter uma nova
leitura. Assim, por
exemplo,grácos
devem contextuali-
zar os acontecimen-
tos criado níveis de
leitura
ESTABELEÇA O CONTEXTO
A maneira de representar a informação deve
permitir uma leitura do todo e ressaltar os aspec-
tos mais importantes com detalhes. Se o acidente
aconteceu devido a um declive na pista, então a
vista da ilustração deve contemplar esse declive
TORNE VISÍVEL A
INFORMAÇÃO PRINCIPAL
Seja um mapa, gráco, esquema
ou uma combinação de todos
esses elementos, alguma forma
deve sobressair e ser dominante
* Adaptado de “Infographics Seminar Handout” de Venkatesh Rajamanickam
117
COMO PRODUZIR BONS INFOGRÁFICOS* - 2
Sempre que possível, faça um esboço em papel antes de sentar frente ao computador
COMPARE E CONTRASTE
Muitas medidas, como hectares, Fa-
rhenreit, Richter etc., são difíceis de
entender pois não fazem parte de nosso
cotidiano. Transporte essas escalas para
coisas que o leitor reconheça
SIMPLIFIQUE
Representações
simples e diretas
são mais fáceis de
interpretar. Nós nos
distraímos facilmente
em formas estranhas
de representação.
Prera formas sim-
ples, como os e
setas, e use as cores
de forma a conduzir o
leitor pelo infográco
MOSTRE CAUSA E EFEITO
É mais fácil entender um esquema
sabendo qual a causa e qual a conse-
qüência. Conte as histórias por inteiro,
mesmo que apenas parte dela esteja
representada
CONVERSE E TESTE
Nem sempre a leitura que você
faz é a mesma dos outros leitores.
Montada a estrutura do infográco,
pergunte a outras pessoas se elas
entendem, se está claro
ADICIONE REDUNDÂNCIA
Redundância causa ruído em texto,
mas, numa infograa facilita a com-
preensão visual. Num info sobre um
acidente de avião, espera-se ver um
avião, não uma bolinha vermelha
* Adaptado de “Infographics Seminar Handout” de Venkatesh Rajamanickam
II8
FAÇA SEU INFOGRÁFICO BRILHAR
Você sabe exafamenfe o que quer mosfrar, escoIheu a oµção correfa
denfro do reµerfório aµresenfado anferiormenfe (ou meIhor ainda:
criou uma nova soIução), há esµaço na edição mas, visuaImenfe o
infogránco esfá muifo sem graça, sem aµeIo visuaI. O que fazer?
Em µrimeiro Iugar, não se µreocuµe fanfo com isso. Se a informação
esfiver cIara e bem confexfuaIizada o Ieifor vai agradecer. Na boa in-
fograna é mais imµorfanfe que os fexfos e imagens esfejam disµosfos
de forma organizada, coesa e agradáveI de Ier. Cair na fenfação de
usar recursos meramenfe iIusfrafivos µara fenfar chamar a afenção
do Ieifor (ou do edifor.) µode acabar criando um °ruído visuaI¨ que,
µor sua vez, µode disfrair ou afasfar o Ieifor das informaçöes que
reaImenfe inferessam.
Mas, isso não signinca que os bons infográncos devem ser frios e sem
graça. Invesfir na quaIidade visuaI com caµricho e dedicação é muifo
imµorfanfe e agrega vaIor à informação jornaIísfica.
Anfes de fudo, crie uma hierarquia visuaI dando mais esµaço à infor-
II9
mação µrinciµaI e deixando o resfo em segundo µIano. Se o µrinciµaI
for um maµa, µor exemµIo, faça o maµa maior e deixe gráncos e fabeIas
menores. Vamos ver a seguir aIgumas oµçöes que µodem vaIorizar
um infogránco e fazer deIe uma imagem originaI.
1. GRAFISMO MINIMALISTA
ExµIore a beIeza visuaI de nguras simµIes usando o confrasfe de cores
e formas. Manfenha a ênfase na informação com o uso de µicfogra-
mas e formas simµIincadas de gráncos, maµas e oufros diagramas.
2. USE IMAGENS EM FORMAS DE 3 DIMENSÕES
Fofo e bIocos de fexfo são refânguIares. A maioria dos infográncos
fambém. Diferencie a iIusfração infogránca com uma visfa em frês
dimensöes, dando µrofundidade à imagem informafiva.
3. FATIE A FIGURA E MOSTRA O INTERIOR
Corfe esquemáfico, esfrufuras fransµarenfes e visfas exµIodidas
unem em uma única imagem a aµarência exferna e inferna dando
origem a uma ngura inusifada que insfiga a curiosidade.
I2u
4. USE METÁFORAS VISUAIS
Combine o fífuIo com uma imagem mefafórica. Use essa imagem
como âncora visuaI do infogránco ou mesmo da µágina. Cuidado µara
não deixar a brincadeira comµromefer a informação.
5. COLOQUE OS PASSOS EM UM ÚNICA CENA
Ao invés de mosfrar cada fafo seµaradamenfe, junfe fodos em uma
única iIusfração, como se fudo esfivesse aconfecendo ao mesmo
femµo. EscoIha um ânguIo que µermifa uma Ieifura da esquerda
µara direifa
6. EXPLORE AS COMPARAÇÕES DE CONTEXTO
As vezes a graça da informação só é reveIada se houver uma com-
µaração adequada. Mosfre isso usando imagens µroµorcionais. Há
casos em que é µossíveI reµresenfar os objefos em famanho reaI,
µode ser uma oµção.
121
7. PONHA UM ILUSTRADOR PARA TRABALHAR
EscoIha um arfisfa com fraço adequado ao µúbIico e à mensagem
e deixe que eIe acrescenfe sua visão. Para dar fudo cerfo, denna os
fexfos e diagrame foda a infograna e, só enfão, chame o iIusfrador.
8. TIRE O INFOGRÁFICO DO RETÂNGULO
As µáginas fem coIunas verficais e aIinhamenfos horizonfais que
deixam fudo refânguIar. Quebre essa monofonia com infográncos
que °µasseiam¨ µeIas coIunas, deixando a µágina mais inferessanfe.
9. CRIE MOVIMENTO COM LINHAS E SETAS
AIém de orienfar a Ieifura, o uso de sefas µode criar a sensação de
movimenfo nos eIemenfos do infogránco. Se houver vaIores agrega-
dos, faça a Iargura das sefas µroµorcionaI a esses vaIores.
10. USE FOTOS AO INVÉS DE ILUSTRAÇÃO
Use as fofogranas como base e, com uso de soffwares como o Pho-
foshoµ, forne evidenfe a sifuação que µrefende refrafar. A fofo fem
maior conexão com a reaIidade, faciIifando a comµreensão da imagem.
11. TENHA MAIS OUSADIA NOS GRÁFICOS
Saia do modeIo visuaI convencionaI de gránco que você enconfra
fodo dia nos cadernos de economia. Exµerimenfe novas formas de
mosfrar os números eJou use imagens que acrescenfem informação.
122
EXEMPLOS: GRAFISMO MINIMALISTA
Um jeito ousado de apresentar a tabela da Copa
do Mundo 2010. Os círculos eram proporcionais a
posição dos países no ranking Fifa
123
EXEMPLOS: GRAFISMO MINIMALISTA
Acima, a proporção das dívidas de
alguns países da zona do euro. Ao
lado, as cores foram usadas para
delimitar grupos de imóveis
124
EXEMPLOS: FORMAS DE 3 DIMENSÕES
O tradicional gráco de barras ganhou
volumetria (esq.); mesmo recurso das ilustrações
que mostram a ação do laser em tatuagens
125
EXEMPLOS: FORMAS DE 3 DIMENSÕES
Perspectiva isomêtrica das profundidades de
exploração de petróleo cria um contraste com
os outros elementos horizontais
126
EXEMPLOS: FATIE A FIGURA E MOSTRA O INTERIOR
Corte esquemático permite visualizar
todo o processo de produção de energia
em uma usina hidrelétrica
127
EXEMPLOS: FATIE A FIGURA E MOSTRA O INTERIOR
Vista explodida detalhada os andares do Museu
de Arte de São Paulo (Masp)
I28
EXEMPLOS: USE METÁFORAS VISUAIS
A “guerra pela classicação” foi o mote para
criação desta página. Repare que até o esquema
tático é formado por tanques e caças
I29
EXEMPLOS: USE METÁFORAS VISUAIS
Mimetizando uma estrada, este infográco
mostra os envolvidos que foram “caindo” no
decorrer do caso
I8u
EXEMPLOS: TODOS OS PASSOS EM UM ÚNICA CENA
Os vários momentos da viagem do peixe-boi
colocados lado a lado permitem uma comparação
visual mais imediata
131
EXEMPLOS: TODOS OS PASSOS EM UM ÚNICA CENA
Uma única ilustração principal foi usada como
suporte para uma série de problemas possíveis
em uma cozinha
132
EXEMPLOS: EXPLORE AS COMPARAÇÕES DE CONTEXTO
Impresso em tamanho real, o círculo de 53 cm
mostrava exatamente o diâmetro pelo qual
seriam resgatados os mineiros chilenos
133
EXEMPLOS: EXPLORE AS COMPARAÇÕES DE CONTEXTO
As dimensões
só ganham
valor quando
comparadas.
Neste caso, o
comprimento de
lula gigante em
contraste com a
altura média de
um homem
134
EXEMPLOS: PONHA UM ILUSTRADOR PARA TRABALHAR
É importante escolher um estilo de ilustração
adequado à pauta, como estas elegantes ilustrações
no infográco sobre check-up
135
EXEMPLOS: PONHA UM ILUSTRADOR PARA TRABALHAR
A ação do úor é simples (e chata) mas,
nas mãos de ilutrador de talento ganha vida
e prende a atenção
136
EXEMPLOS: TIRE O INFOGRÁFICO DO RETÂNGULO
Nesta sequencia de páginas, a infograa
cria um caminho por onde passeiam as
informações e ilustrações
137
EXEMPLOS: TIRE O INFOGRÁFICO DO RETÂNGULO
Nem horizontal, nem vertical: a solução para
movimentar esta página sobre o sistema solar foi
criar uma diagonal entre as colunas de texto
I88
EXEMPLOS: CRIE MOVIMENTO COM LINHAS E SETAS
Além de dar movimento, o uso de setas neste
infográco ajuda a organizar o conteúdo e criar
uma sequencia de leitura
I89
EXEMPLOS: CRIE MOVIMENTO COM LINHAS E SETAS
Acima, passo a passo
de um programa de TV;
ao lado, o diagrama
ilustrado de um
acidente rodoviário
I4u
EXEMPLOS: USE FOTOS AO INVÉS DE ILUSTRAÇÃO
Fotos recortadas remetem aos assuntos tratados
no mapa dos efeitos do aquecimento global
141
EXEMPLOS: USE FOTOS AO INVÉS DE ILUSTRAÇÃO
Fotomontagem
com raças
caninas (acima)
e sobreposição
de imagem da
estrutura nasal
em infográco
sobre a
rinoplastia
142
EXEMPLOS: TENHA MAIS OUSADIA NOS GRÁFICOS
Gráco de barras segue a forma circular do globo
para enfatizar as dimensões da emissão de CO
2
143
EXEMPLOS: TENHA MAIS OUSADIA NOS GRÁFICOS
Infograa mostra a proporção dos partidos a
cada eleição desde 1982
144
EXEMPLOS: TENHA MAIS OUSADIA NOS GRÁFICOS
Vários tipos de grácos são reunidos
em um só em página dupla após o resultado
da eleição 2010
145
PENSE A PÁGINA COMO UM TODO
O frabaIho do reµórfer ou do redafor não fermina quando eIe re-
franca a maféria, da mesma forma que a farefa do fofógrafo não
acaba quando eIe dá um °cIique¨ e que a missão do infogransfa não
esfá comµIefa no °µrinf¨ isoIado do infogránco. Todos fem que fer
em menfe o µeso e a função que sua informação vai fer no µrodufo
nnaI, a µágina, suµorfe nnaI da reµorfagem. E fodos µodem e devem
inferferir em sua criação.
Num jornaI µensado como °Iinha de µrodução¨, a µágina é resµon-
sabiIidade excIusiva da edição e o diagramador fem função fécnica,
fazendo aµenas o que a edição manda. Já no jornaIismo visuaI, foda
a equiµe deve esfar envoIvida na edição, cienfe e µarficiµanfe na
eIaboração da µágina, µorque sabe que o Ieifor não vê as informaçöes
isoIadamenfe. O leitor vê a página como um todo. Por isso, é bom
que a equiµe esfabeIeça um consenso sobre quaI fiµo de informação é
mais reIevanfe e como cada uma deIas vai esfar grancamenfe disµosfa
na µágina. Todos µrecisam fer µosfura afiva e disµosição µara orga-
nizar as informaçöes e confar a hisfória da meIhor maneira µossíveI.
146
TIPO DE NOTÍCIA x TIPO DE PÁGINA
Como o texto, a foto e a ilustração perdem ou ganham destaque conforme a narrativa
INFOGRÁFICO SOLUÇÃO NOTÍCIA
º Cou¦|as¦e
usando fotos
grandes x
mapa peque-
no ou mapa
grande x fotos
pequenas
º veja qua|s as
relações entre os
tópicos de texto
e tente criar um
diagrama ou esque-
ma. Use ilustrações,
vinhetas ou fotos
ligadas ao texto
Nas coberturas “quen-
tes” a foto geralmente
é o mais o importante
registro da notícia e deve
ser privilegiada
Exemplos: Personagens,
produtos, lugares, conitos
e eventos em geral
MAPAS E RAIO-X
Sua função básica
é responder: onde?
Podem ainda mostrar
diferenças regionais,
trajetos etc. Com fotos
ou ilustrações seguram
qualquer página
ARTES-TEXTO
Têm esse nome porque,
quase sempre, o texto ocupa
a maior parte do espaço
gráco. São ótimo material
de apoio em reportagens com
boas fotos e, em especial,
serviços ao leitor
DIAGRAMAS
Nesse tipo de infográco, a
imagem é a informação mais
importante. A parte difícil é
que nem sempre a imagem
visual está clara, pronta. Preci-
sa de uma pauta objetiva e de
mais tempo para produção
GRÁFICOS
Por meio dos grácos o
leitor pode ter uma repre-
sentação visual de maior
ou menor, queda ou alta e
porcentagens, comparando
de imediato as grandezas
em questão
Análise e serviço
podem contar com ilus-
trações que interpretam
os dados e direcionam a
leitura
Exemplos: Serviços,
rankings, listas, apoios
didáticos e cronológicos
º /pos¦e ua s|r-
plicidade, clareza e
contexto dos dados
para criar uma
imagem original
º leuse ber er
qual estilo gráco
combina melhor
com o tipo de in-
formação que você
pretende transmitir
e tipo de público
ao qual se destina
A infograa merece
maior espaço e investi-
mento em pautas onde o
didatismo é o foco da
reportagem
Exemplos: ciência, saúde,
arquitetura, urbanismo,
relações e processos
Informações numé-
ricas ou geográcas
devem privilegiar o uso
de infográcos
Exemplos: Divulgação de
dados numéricos, estu-
dos, pesquisas e numeros
em geral
P
Á
G
I
N
A
S

M
A
I
S

F
O
T
O
G
R
Á
F
I
C
A
S
P
Á
G
I
N
A
S

M
A
I
S

I
N
F
O
G
R
Á
F
I
C
A
S
147
ANEXO: DICAS PRÁTICAS DE INFOGRAFIA
I48
ANEXO 1 - COMO FAZER UM INFOGRÁFICO
1
2
3 4 5
O QUE VOCÊ
QUER MOSTRAR
COMO MELHORAR
O INFOGRÁFICO
Números
Alta / queda
Participação
Comparações
GRÁFICOS
Onde ca
Trajeto/ como foi
Dados geográcos
Cartogramas
MAPAS
Esquema
Organograma
Passo a passo
Como funciona
DIAGRAMAS
Raio-X/ Dicas/ lista
Entenda o caso
Como era/ cou
Crono/ Tabelas
- Escolha UM gráco principal. Faça os outros
menores criando uma narrativa
- Explique os números, mostre por que eles são
importantes:
Ex.: US$ 14 tri = 7 vezes o PIB do Brasil
- Marque referências que ajudem o leitor a
se localizar (monumentos, rios)
- Use o mapa como base para distribuir as
informações em pauta
- Trace rotas para orientar a leitura
- Faça um rascunho antes de começar a
escrever. Os textos vão acompanhar o diagra-
ma, não o contrário
- Veja se o diagrama pode ser disposto em
mapa ou incluir valores ($, %, tempo)
- Use intertítulos para separar os blocos
- Use fotos ou ilustrações para ajudar a sinali-
zar os pontos principais
- Veja se não é possível organizar como um
diagrama, ca muito melhor
ARTES-TEXTO
QUAL
RECURSO USAR
Evolução
Distribuição Com
paração
Fluxo
Esquema
Onde
Dados
Ilustrações
Fotos
Vinhetas
COMECE PELO TÍTULO
Crie um título que descreva o que o info vai
mostrar. “O mapa da dengue”, por exemplo, gera
um resultado diferente de “Como evitar a dengue”.
Faça um título que ajude você e o infograsta a
saberem qual é o objetivo do infográco
MOSTRE VISUALMENTE A INFORMAÇÃO
Infograa é texto + imagem,
por isso não pense só no texto. Rabisque sua
ideia ou escolha uma das formas a seguir
1 infográco = 1 história
Não exagere no conteúdo
I49
ANEXO 1 - COMO PENSAR VISUALMENTE?
Algumas histórias cam mais fáceis
com IMAGEM do que só com texto
PARA O LEITOR:
SÓ TEXTO
PARA OS AMIGOS:
TEXTO + IMAGEM
…UM LUGAR
Jornalista
Festa!!!!
O Sonique (cenfro de São PauIo) recebe a
fesfa femáfica Dark Room nesfa ferça-feira
(24), vésµera de feriado na cidade. Insµirado
em boafes Iondrinas que µromovem fesfas
semeIhanfes, o evenfo vai fer esse cIima ora
com ambienfe com meia Iuz, ora Iuz negra e,
em vários momenfos, escuridão fofaI --µro-
µício µara a µaquera. As µessoas que forem
vesfidas com µeças µrefas ganham uma
dose do drinque BIack Power. O °sef-Iisf¨
dos DJs UIisses CamµbeII, Biondo e Fábio
Abrahão µassa µeIo µoµ, house e incIuem
Com isso, o saIário-base dos bombeiros
µassará de R$ I.I6I µara R$ I.2I6, segundo
dados onciais do governo --os bombeiros
dizem que o saIário-base da cafegoria é de
R$ 96u. O aumenfo ainda é muifo aquém
dos R$ 2.uuu de µiso reivindicados µeIos
bombeiros anfes da µrisão de 489 inva-
sores do quarfeI no sábado. Desde enfão,
os bombeiros fransformaram a Iiberfação
dos seus coIegas na µrinciµaI reivindicação,
e µarfe de seus Iíderes diz que só negociará
a quesfão saIariaI aµós a soIfura.
…UM VALOR Jornalista
Respondeu
1
2
EXPERIMENTE PENSAR NO
LEITOR COMO UM AMIGO
º Cou¦e suas ||s¦o||as ros¦|audo
imagens que prendam a atenção e
facilitem a compreensão
º / |u¦oç|a¦a, o .|deo e a ¦o¦oç|a·
a são ferramentas ecientes que
todo jornalista deve saber usar
observe como
os jornalistas
costumam
contar sobre…
I6u
LOCAL DO ACIDENTE
Avião caiu as 18h
SÃO PAULO
RIO DE JANEIRO
MINAS GERAIS
Campinas
Belo Horizonte
Itajubá
(Avião Cessna 206 saiu de
Campinas as 17h30 e caiu
em Itajubá)
DICAS
Para driblar o calor
Roupas
- Use roupas leves. O ideal é
usar uma camiseta leve de
algodão
Alimentação
- Prera alimentação mais
leve à noite
- Tomar ao menos 1,5 litro de
água por dia.
COMO FUNCIONA
A incineração do lixo como
fonte de energia
1 - COLETA - Caminhões
recolhem o lixo nas ruas e
levam para usinas
2 - QUEIMA - Na usina, os
resíduos são submetidos a
altas temperaturas
(PDF anexo)
3 - ENERGIA - A energia é
transformada em vapor e
movimenta turbinas
FRUTAS EM ALTA
R$ por kg
2009
2010
2011
Banana
2,20
3,15
5,50
Destaque 2011: Maior alta
da desde nov.2002
ANEXO 1 - COMO ESCREVER PARA INFOGRAFIA?
LEMBRE-SE: Em geral,
DUAS linhas no Word equivalem a
OITO linhas no infográco
Agrupe os itens
com intertítulos
Alguns exemplos de texto para infograa
Mapa Arte-texto Gráfico Diagrama
Valorize o dado
mais importante
Inclua referências
visuais
Indique o
quer mostrar
TÍTULO E LINHA FINA DEVEM DESCREVER
O QUE O LEITOR VAI VISUALIZAR
º C ¦e·¦o er ¦op|co de.e se| cu|¦o e obje¦|.o
º 'e p|ec|sa| de ru|¦o ¦e·¦o ¦a|.e. seja re||o|
fazer uma matéria com esta abordagem e esco-
lher outro enfoque para o infográco
FAÇA O TEXTO EM FUNÇÃO DA IMAGEM
QUE PRETENDE REPRESENTAR
º E.|¦e pa|a.|as |ouças, uo |u¦oç|a¦co e|as
podem ocupar uma linha inteira
º use e·erp|os e corpa|a¦|.os pa|a da| cou-
texto
SUBTÍTULOS E INTERTÍTULOS
º use es¦es |ecu|sos pa|a sepa|a|, des¦aca| ou
organizar as informações
1
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151
ANEXO 1 - DÁ PRA COLOCAR UM DESENHINHO?
Ilustração como informação
técnica/ cientíca
º Ve||o| a|¦e|ua¦|.a pa|a |eç|s-
trar este tipo de informação
º le|r|¦e que o |e|¦o| .|sua||.e
coisas impossíveis de serem
fotografadas como projetos,
o mundo celular ou espacial
Ilustração como
metáfora visual da pauta
º 8oa so|uçao pa|a |ep|eseu¦a|
editorialmente temas que se
prolongam no noticiário
º E bor ¦ora| cu|dado pa|a que
a “brincadeira” não atrapalhe a
informação que interessa de fato
Ilustração como sinalização
do tema ou do personagem
º 8oa a|¦e|ua¦|.a pa|a pau¦as
que não tem fotos e o texto em
tópicos é o mais relevante
º E re||o| que ura das ||us-
trações seja maior do que as
outras para orientar a leitura
Assim que tiver a ideia pode pedir a
ilustração na Arte, o texto pode vir depois
Exemplos de bom uso da ilustração na infograa
ATÉ DÁ, MAS NA INFOGRAFIA
É MELHOR QUE A ILUSTRAÇÃO
TENHA UMA FUNÇÃO
º 'o use ura ||us¦|açao deco|a¦|.a
em último caso
º l|e¦|a |raçeus |u¦o|ra¦|.as ou use
a ilustração para ligar e dar sentido a
informações que cariam dispersas
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