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QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA

QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA 1 Quinzena de Agosto de 2009 Ano

1 a Quinzena de Agosto de 2009 Ano XXIX - No. 1068 Modesto, California $1.50 / $40.00 Anual

QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA 1 Quinzena de Agosto de 2009 Ano

“DeZire” no Festival Lusavox

QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA 1 Quinzena de Agosto de 2009 Ano

“DeZire” é um projecto de um grupo de amigas luso descendentes

com uma grande paixão pela música e dança. Jessica, Nancy, Vanes - sa, e AnDrea representam o espirito da juventude Lusa na Califor-

nia de uma forma única e contemporânea. São finalistas do Festival

Lusavox a realizar no Algarve, no dia 1 de Agosto e transmitido pela RTPi. Infelizmente AnDrea não pôde deslocar-se a Portugal.

Não se esqueça de votar online no dia 1 de Agosto!

Elas vão cantar “Porquê “ do compositor e cantor Roberto Lino, que foi produzido por Nelson Ponta-Garca em NPG Productions, inspira- do no panorama pop rock na California.

Foto: Jessica Mendes, Nancy Fontes, Vanessa Fontes e Nelson Ponta-

Garca.

DESPEDIDA
DESPEDIDA

Cônsul de Portugal disse Adeus

QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA 1 Quinzena de Agosto de 2009 Ano

Depois de quase cinco anos nas funções de Cônsul-Geral de Por- tugal em San Fran- cisco, António Alves de Carvalho está de partida para Hamburgo, Alemanha, onde irá cumprir mais um ciclo da sua vida diplomá- tica. No período da sua gestão (2004 a 2009) registaram- se no Consulado cerca de 3.500 pessoas. De 10/01/04 a 06/30/08 foram praticados cerca de 45.800 actos consulares. Em 2009, até Junho último, foram exe - cutados 4.566 actos consulares. Também de 2004 a 2009 (Junho último) foram arrecadados cerca de $1,300.000 em receitas consulares. Os pedidos de aquisição de nacionalidade portu- guesa registaram um aumento sustentado da ordem dos 30%. Isto mostra bem a movimentação havida durante o seu consulado. Na nossa próxima edição iremos oferecer-vos uma entrevista com o Cônsul-Geral de Portugal, que nes- sa altura já estará trabalhando em Hamburgo.

Mais um bom livro

Da responsabilidade da “Portuguese Historical Center” e Donna Alves-Calhoun, Arcadia Publishing mais uma

vez surpreendeu a nossa comunidade com o lançamento de mais um livro, desta vez sobre a nossa comunidade de

San Diego. São 127 páginas e 228 fotografias sobre tudo

o que se relaciona com aquela rica área, onde assentámos

arraiais há um século. Desde as festas, à pesca do atum, e até recordando aqueles que serviram o País.

Vale mesmo a pena ver com atenção todas as fotografias e

recordar familiares e amigos. À venda nas livrarias.

QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA 1 Quinzena de Agosto de 2009 Ano

As Rainhas e aias da Festa do Espírito Santo de San Siego

em 1930

QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA 1 Quinzena de Agosto de 2009 Ano

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SEGUNDA PÁGINA

1 de Agosto de 2009

Crónicas do Perrexil J. B. Castro Avila EDITORIAL A Fórmula Mágica de ser Campeão Pensar no
Crónicas do Perrexil
J. B. Castro Avila
EDITORIAL
A Fórmula
Mágica de ser
Campeão
Pensar no futuro
J á há muitos anos sugerimos nesta página, que todas
as nossas organizações deveriam tirar uma pequena
percentagem dos seus lucros líquidos e investir num
fundo que servisse um dia para construir uma (ou
Estava eu a comer caramujos de -
baixo de uma palmeira, numa praia
linda de Tahiti, quando li no meu
iPhone as ultimas notícias dos três
considerados maiores (em dívidas,
claro) do nosso futebol português.
1º lugar - mais golos marcados
1º lugar - menos golos
1º lugar - ainda menos golos
2º lugar
3º lugar e seguintes.
várias) casa de repouso, para benefício da nossa comuni-
dade mais velha.
Temos visitado muitas casas de repouso e sempre que de
lá saímos ficamos com a impressão que a nossa comuni-
dade deveria e poderia fazer mais e melhor no sentido de
construir algo para os nossos mais idosos.
Será assim tão difícil? Sabemos que uma ou outra festa
distribui parte dos seus lucros por instituições já existen-
tes, o que nos apraz referir, mas não é bastante. Precisa-
mos de uma onda de boas vontades em toda a California.
Quem dá os primeiros passos?
O Porto dizia que tinha vantagem
e que iria ser campeão este ano. O
Sporting dizia que este ano é que
era, iriam ser campeões concerteza.
Como podem ver, o assunto está re -
solvido. As três maiores, por uma
questão de lógica não matemática,
vão ficar nos três primeiros lugares
O Benfica, não podendo ficar atrás
que são os de campeão. Teremos as-
sim três campeões para alegria de
milhares de adeptos e mesmo para
descanso mental do País. Vender-se-
ão mais camisolas, mais cachecóis,
ficando os clubes menos endivida-
dos, evitando assim a bancarrota.
Nos dois primeiros fins de semana de Agosto vamos poder
Afinal o que eles disseram pode
assistir a duas Convençôes históricas.
Históricas porque, no caso da Luso-American será a pri-
meira vez que a SPRSI se junta na mesma Convenção.
No respeitante à UPEC, será uma Convenção a pensar
nestes profundos desejos, também
disse que iria ser campeão.
Wow! Todos queriam ser campeões
mas só um é que poderia ser, segun-
do o modelo actual.
Num País que está a atravessar uma
crise não só económica, como de
identidade, onde só se fala mal do
Governo, e onde existe o descara-
mento de todo a gente chamar la-
fortemente como será o futuro a quatro, depois da fusão
tinha em poder ajudar o povo portu-
guês a encontrar a fórmula mágica
para poderem ter uma vida melhor,
com menos stress mental.
Apliquei todas as fórmulas mate -
maticas possíveis desde Aristóteles,
Leonardo Fibonacci, Wilhelm Schi-
ckard, Cantor, Cauchy, Descartes,
Euler, Gauss, Galileu, Newton, Pe -
dro Nunes, Pascal, Pitagoras, Rus-
sel, Laplace e até do meu amigo
Conselheiro.
Consultei demoradamente a Teoria
de Números, Álgebra Abstracta,
Álgebra Linear, Teoria da Ordem,
Teoria de Operadores, Cálculo Vec -
torial, Equações Diferenciais, Siste -
mas Dinâmicos, Teoria de Conjunto,
Teoria de Categorias, Análise Nu-
mérica, Teoria das Probabilidades,
Matemática Financeira, Teoria dos
Jogos e até Teoria do Caos.
Foi uma semana inteira fechado na
Biblioteca de Tahiti até que, numa
visão futurística, vi a fórmula má-
gica.
Afinal era mais simples do que po -
deríamos pensar.
Imediatamente enviei um fax (em
Portugal adoram faxes) à Liga, pro -
pondo as alterações necessárias ao
Campeonato.
Muito simples - Ficam considerados
em primeiro lugar as três equipas
que vão à frente em pontos, por isso,
a classificação ficaria assim ordena-
da:
mesmo tornar-se realidade este ano.
Os trabalhadores em Portugal au-
mentarão (um pouco) a sua produ-
tividade, as eleições futuras serão
de outras fraternais acontecida este mês e que terá o seu
começo oficial no dia 1 de Janeiro de 2010.
Vão ser duas Convenções excitantes e oxalá que os resul-
tados sejam os melhores.
menos stressantes, vai haver mais
bébés para o ano, já que os casais te -
rão mais tempo para fazer amor.
Enfim, uma solução simples e que
Possívelmente em Setembro iremos ter o novo Cônsul-
Geral de Portugal a assistir ao Festival Cabrilho, em San
Diego, como tem sido habitual neste últimos anos.
Outra personalidade, outra maneira de servir Portugal.
O problema não tem sido tanto com as personalidades que
habitam o Consulado em San Francisco.
Os maiores problemas têm sido na ausência de entendi-
mento, a todos os níveis, entre Portugal e a nossa Comu-
nidade. A distância física iguala a ignorância do não en-
tendimento.
drão, mentiroso, traidor ao primei-
ro ministro, eu pensei com os meu
botões e cheguei à conclusão que
esse País à beira mar plantado não
aguentaria este stress todo de ter um
campeão em três possíveis.
Se a produtividade em Portugal é
das piores da Europa e como bem
diz o meu amigo Conselheiro, está
três dedos abaixo de cão, dos melho -
res, o que seria, se ainda houvesse
este problema de ser campeão, nas
cabeças dos trabalhadores.
Calculem que nesse dia, nem nos se -
produzirá efeitos benéficos em va-
riadíssimas situações.
Cumprimento-me a mim própria
por esta tão importante descoberta.
Quem diria que eu era mesmo muito
bom em matemática aplicada?
Já vendemos esta ideia a outros Paí-
ses menos pessimistas do que o nos-
so.
guintes, molhei os pés nas águas té -
pidas de Pacifico, tal foi o desejo que
jose avila
1 de Agosto de 2009 Crónicas do Perrexil J. B. Castro Avila EDITORIAL A Fórmula
1 de Agosto de 2009 Crónicas do Perrexil J. B. Castro Avila EDITORIAL A Fórmula
COLABORAÇÃO Tribuna da Saudade Lembranças de São Bartolomeu Ferreira Moreno N a il ha Terceira dos
COLABORAÇÃO Tribuna da Saudade Lembranças de São Bartolomeu Ferreira Moreno N a il ha Terceira dos

COLABORAÇÃO

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Tribuna da Saudade Lembranças de São Bartolomeu Ferreira Moreno
Tribuna da Saudade
Lembranças de São Bartolomeu
Ferreira Moreno

N a il ha Terceira dos Açores, a presença de São Bartolomeu é conspícua desde os

primórdios do povoamento local, conforme o testemunho que nos foi legado por Gaspar Frutuoso:

“A igreja de São Bartolomeu fica

no lugar dos Regatos, de oitenta vizinhos, que também vivem em suas quintas apartados uns dos outros”. (Saudades, Livro VI, pg. 15, Ed. 1998). Diogo das Chagas escreveu: “Ca- minhando daqui (Santa Bárbara)

p’rà cidade (Angra) por entre es- tas ribeiras que não são de água perene, mas de enchentes e em boa distância, está a freguesia dos Regatos, cuja paróquia é do Orago do Apóstolo São Bartolo -

meu, que fica no princípio duns

biscoitos das vinhas, que daqui correm até à cidade, por meio das quais vai este caminho, que pelo adro desta paróquia passa”. (Es- pelho Cristalino, pgs. 240-241, Ed. 1989). Guido de Monterey (A Ilha de Je - sus Cristo) sublinhou que a primi-

tiva edificação da igreja remonta ao ano de 1500, ficando ampliada em 1875. No século passado so - freu um incêndio em 1963 e foi prejudicada por um terramoto em 1964, ficando posteriormente re - construída e remodelada. O saudoso José Rodrigues Ribei- ro apontou que São Bartolomeu dos Regatos é uma freguesia rural

pertencente ao concelho angren- se, notável pela boa produção de

fruta, especialmente uvas e figos,

com uma bela igreja paroquial já várias vezes destruída e sempre reconstruída, e é freguesia inde - pendente antes de 1566, mas não se conhece a data certa. (Dicio - nário Toponímico, Ecológico, Religioso & Social da Ilha Ter- ceira, Ed. 1998). Os evangelistas Mateus, Mar- cos e Lucas foram unânimes em atribuir o nome Bartolomeu ao santo-apóstolo, enquanto o evan- gelista João usou o nome Nata- nael. Aparentemente, Natanael seria o nome que lhe fora dado ao nascer, seguindo-se o sobre - nome da família Bar-Tolmai, do aramaico (“Filho de Tolmai”, tal qual o nome original de S. Pedro, ou seja, Simão Bar-Jona (Simão Filho de Jonah). É provável que Bartolomeu tives- se sido pescador, trabalhando independentemente, ou na com- panhia de Pedro ou de Zebedeu (pai de Tiago ou de João). No último capítulo do Evangelho de S. João fomos informados que,

quando Simão Pedro disse que ia pescar, Natanael, Tomé, Tiago, João e outros, imediatamente disseram: “Nós também vamos”. É igualmente provável que Bar- tolomeu fosse um indivíduo es- clarecido em questões bíblicas, que se comprazia a ler e meditar à sombra fragrante e fresca da fi-

gueira. No primeiro capítulo da

narrativa evangélica de S. João lemos que Filipe foi à procura de Natanael, e trouxe-o à presença de Jesus, que pronunciou: “An- tes que Filipe te chamasse, eu vi-te quando estavas debaixo da

figueira”. Curiosamente, figueira e figos

estão patentes no nosso cancio - neiro:

A figueira é uma planta Que dá fruto sem dar flor;

Toda a gente tem inveja De tu seres o meu amor.

Toda a moça que é bonita

Nunca havera de nascer; É c’mo figuinho lampo,

Todos lo querem comer.

Ó figueira dá-me um figo,

Ó silva dá-me uma amora;

Rapariga dá-me um beijo, Que me quero ir embora.

És figueira do caminho,

És pia de baptizar, És a menina de todos E com todos queres casar.

A folha da figueira É c’mo fidalgo nobre;

Quem se chega a boa árvore

Uma boa sombra o cobre.

Da figueira nasce o figo, Do figo nasce a semente;

Só eu vim a este mundo

P’ra te amar eternamente.

COLABORAÇÃO Tribuna da Saudade Lembranças de São Bartolomeu Ferreira Moreno N a il ha Terceira dos

Criaram-se muitas lendas àcerca de São Bartolomeu no exercício da sua missão apostólica de evan- gelização, bem como àcerca do seu martírio. É tradição consis- tente que ele foi esfolado vivo, e por isso é representado com uma faca na mão, merecendo ainda o título de padroeiro dos curtido - res, carniceiros, encadernadores, luveiros, coureiros, sapateiros, alfaiates, padeiros, mineiros, mo - leiros e pastores. Uma outra curiosa representa- ção é essa do diabo acorrentado aos pés do santo. Alegadamente, São Bartolomeu tinha o poder de afastar o diabo das pessoas. Tanto assim que, antigamente, na ilha Terceira, as benzedeiras recomendavam “vender o diabo”, aconselhando os demoninhados a irem à igreja de São Bartolomeu

às terças e sextas-feiras, deposi- tando moedas junto aos pés da imagem do santo, e seguidamen- te circulando no adro da igreja, com as mãos atrás das costas p’ra que o diabo os abandonasse. Aparentemente, no dizer de José Henrique Borges Martins (Cren- ças Populares da Ilha Terceira, Volume II), “esta prática não de - sapareceu totalmente dos nossos hábitos, porque ainda hoje, quan- do um espírito ruim ou diabólico perturba a casa ou a vida duma pessoa, as mulheres de virtude mandam o paciente à igreja de São Bartolomeu”.

COLABORAÇÃO Tribuna da Saudade Lembranças de São Bartolomeu Ferreira Moreno N a il ha Terceira dos

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COLABORAÇÃO

1 de Agosto de 2009

Da Música e dos Sons Do Tempo e dos Homens Nelson Ponta-Garça Manuel Calado npgproductions@gmail.com mbcalado@aol.com
Da Música e dos Sons
Do Tempo e dos Homens
Nelson Ponta-Garça
Manuel Calado
npgproductions@gmail.com
mbcalado@aol.com
Política, Profecia, Humanisno
A semana que passou,
foi uma semana cheia.
Celebramos a nossa
festa e do nosso vate
declarações de tesura, como era
costume do seu antecessor. Nos
acontecimentos iranianos, seria
essa a posição que eu tomaria, se
Camões, houve acontecimentos e
emoções em favor da paz e não
só. No Irão, antiga Pérsia,houve
eleições, e o ambiente politico
está fumegante. A Coreia do Nor-
te, continua arisca e dizer coisas
feias aos parceiros ocidentais,
especialmente ao nosso Obama.
Assemelha-se a um animal que
não tolera os moscardos. Os ca-
beças falantes do “Partido Não”,
estão mais assanhados do que
estivesse no seu lugar
...
Prudên-
as histórias da Dona Conceição,
antiga mestre-escola -- que ela
gosta de dizer coisas com graça.
E também da Dona Inês, cujo
nome é tão raro em S. Miguel,
como Calado no mundo em re -
dor. E tão raro, que um dia, bas-
ENCONTRO DE JOVENS 2009
tou pronunciá-lo, para não ficar
O reforço do papel da Juventude nos Açores
e Comunidades
O Governo Regional dos Açores, através das direc -
ções regionais das Comunidades e Juventude, orga-
niza o Encontro Jovens 2009, de 5 a 7 de Setembro de
nunca
...
O “supremo lider” Mur-
2009, na cidade de Ponta Delgada, ilha de São Miguel.
Destinado aos jovens açorianos e descendentes de
açorianos, com idades compreendidas entre os 18 e 35
anos, este encontro tem como objectivos:
dock, chefe máximo da imprensa
mundial parece ter dado ordem
aos seus squazes anti-Obama,
para atacarem em todas frentes.
E entretanto o nosso Presidente
está-se vendo “à grega” para res-
Proporcionar a reflexão e o debate dos jovens oriun-
dos das comunidades, aproximando-os do movimento
associativo juvenil dos Açores;
Divulgar a actualidade dos Açores nas suas múltiplas
vertentes;
Promover o incremento dos intercâmbios de jovens;
Traçar linhas orientadoras a curto, médio e longo
prazo de acção plena nas comunidades e nos Açores.
O programa do encontro incluirá sessões plenárias,
workshops, visitas de estudos e lazer.
A inscrição no encontro será feita online, em www.en-
controdejovens.org, através do preenchimento de uma
ponder a todos os desafios. E não
só do Partido não. Os gays e as
senhoras donas não estão muito
satisfeitos com ele, por causa dos
casamentos de machos com ma-
chos e fêmeas com fêmeas. E eu
até compreendo as hesitações do
cia e bom senso, e não fanfarro -
nice, deve ser a palavra de ordem
em todas as situações. E o mesmo
acontece em face do nosso amigo
Israel, que quer continuar a abrir
alicerces no território dos pales-
tinos E isto é o mesmo que dizer,
que é preferível a continuação do
“ranger de dentes”, a uma paz vi-
giada com os palestinos.
Sabe-se que Barack quer ir para
a história como a criatura que
conseguiu fazer as pazes entre
aqueles dois filhos do Velho Tes-
tamento. Infelizmente, digo eu,
enquanto a mistura explosiva de
religião, fanatismo e nacionalis-
mo não abrandarem, esse proble -
ma nunca se resolverá. Mas, com
o Dia de Juizo à porta, profetiza-
só e abandonado no Aeroporto
do Papa João Paulo II.
Mas referindo-me ainda aos
meus tomates e aos meus pardais,
melros de bico amarelo e estorni-
nhos, dir-vos-ei que senti as mes-
mas tremuras e indecisões, do
nosso Obama, em face dos gays,
do Irão e da Coreia do Norte. Ha-
via-vos dito que resolvera man-
dar os pardais embora, em busca
de bichos e insectos. Disse à pas-
sarada, que o meu quintal não era
nenhum McDonalds, e que só vir,
comer, borrar os tomates e cantar
para mim, não era coisa que me
agradasse. No inverno, era O.K.,
do pelos Bandarras da internete
e não só, até nem vale a pena
tentar, uma vez que vai ficar tudo
mas que agora, era tempo de ir à
vida. Mas, chegada a hora H, não
tive coragem. É que, com os pais,
veio uma chusma de filhotes da
nosso chefe e o seu receio de não
meter a pata na poça da política
que ameaça engolir as gentes da
governança.
O sr. Chenney, que viveu os ulti-
mos oito anos como uma figura
sua criação, talvez mais de cem!
E a passarada, estava para ali a
piar sem saber o que comer. Ape -
sar de grandes e voadores, eram
os pais que lhe punham ainda a
comida no bico.
E, em face deste espectáculo de
necessidade, de “Wellfare”, lá se
foi a minha decisão, e fiz o que
ficha de inscrição, que será alvo de selecção de acordo
com os critérios definidos, sendo, posteriormente,
aceite após o pagamento.
Obama está procurando fazer em
favor dos ”pássaros humanos”,
que os há por aí, pipilando como
os meus pardais, para alimentar
o fôlego da vida.
E é tudo, e mais não digo por
O prazo de candidatura decorre até 9 de Agosto de
2009.
encoberta, a puxar os cordelinhos
por detrás da cortina, anda agora
por aí como uma abelha, a meter
o ferrão e a dizer coisas como se
tivesse ressuscitado.
No caso do Irão, com quem o
nosso chefe pretende estabelecer
contacto e negociar a bem, sem
as acusações e os gritos bélicos
do costume, ele está estudando
a direcção dos ventos, sem fazer
reduzido a caliça calcinada. E a
ultima batalha está programada
precisamente para as terras bibli-
cas donde saiu a religião, e com
ela, toda a desgraça de cristãos,
judeus e muçulmanos.
Mas, afinal, todos estes aconte -
cimentos serão mais importantes
do que os meus pardais, os meus
tomates e o meu jardim? Todos
nós temos a nossa politica caseira
a que devemos atender . E foi por
isso que ontem à noite confrater-
nizei com um grupos de amigos
que, durante as minhas visitas à
Ilha do Arcanjo, me acolheram,
me alimentaram e me deram
abrigo.
E, mais uma vez, gostei de ouvir
hoje, com a graça de Deus.
Para mais informação consulta:
www.encontrodejovens.org
Secretário Regional da Presidência
Direcção Regional da Juventude
Rua Margarida de Chaves, 135 – 9500-088 Ponta Del -
gada - S. Miguel - Açores
Telefone: 296 30 44 70 - Telefax: 296 30 44 77
http://www.drjuventude.eu

Português para Crianças

A Escola JARDIM INFANTIL DOM DINIS apresenta Portu- guês Para Crianças, que terá iní- cio em Setembro. Este programa tem como objectivo assistir fa- mílias que tentam ensinar as suas crianças a manter e desenvolver a língua portuguesa durante a in- fância.

Crianças entre os três e os seis

anos de idade:

Segundas-feiras e/ou Quintas- feiras das 15:30h às 17.00h

Chame já e reserve um espaço para a sua criança para Setembro. Para mais informações chame para o número

(408) 993-0383

ou visite www.domdinis.com

Segundas-feiras e/ou Quintas- feiras das 9.30h às 11.00h

Crianças entre os cinco e os

nove anos de idade:

1 de Agosto de 2009 Da Música e dos Sons Do Tempo e dos Homens Nelson
1 de Agosto de 2009 Da Música e dos Sons Do Tempo e dos Homens Nelson
COLABORAÇÃO 5 Muito Bons Somos Nós Estado policial Joel Neto neto.joel@gmail.com “Que os médicos devem começar
COLABORAÇÃO 5 Muito Bons Somos Nós Estado policial Joel Neto neto.joel@gmail.com “Que os médicos devem começar

COLABORAÇÃO

5

Muito Bons Somos Nós Estado policial Joel Neto neto.joel@gmail.com “Que os médicos devem começar a cumprir
Muito Bons Somos Nós
Estado policial
Joel Neto
neto.joel@gmail.com
“Que os médicos devem começar a cumprir horários, não duvido. Obrigá-los a fazê-
lo quando os hospitais continuam escassos, disformes, sobrecarregados e fundamen-
talmente perigosos, é um absurdo.”

T anto quanto diz respeito à esmagadora maioria dos portugueses, ape - nas uma pequeníssima

parte dos problemas da nossa Saúde vem diagnosticada na Car- ta de Princípios de Coimbra. Diz o documento, elaborado por um think tank avalizado pelo próprio Ministério, que os doentes onco - lógicos não têm todos acesso aos mesmos tratamentos. Que os tra- tamentos que lhes são ministrados nem sempre são alvo de decisão colegial entre as especialidades competentes. Que muitas vezes os hospitais não conseguem dar resposta atempada a casos atem- padamente diagnosticados. Que regra geral os serviços de oncolo - gia estão pouco optimizados – e

que, de resto, faltam especialistas na matéria, tanto em resultado

de uma abertura insuficiente de

vagas anuais como de uma peda- gogia que esgota o entusiasmo do candidato muito antes de efecti- vamente o colocar em contacto com a área. E, no entanto, não diz tudo. Não diz, por exemplo, que a situação é a mesma (e muitas ve - zes pior) numa série de outras es- pecialidades. Que os rostos desta coisa toda, portanto os hospitais, são em muitos casos Babilónias de aspecto (e às vezes de funcio - namento) rigorosamente terceiro- mundistas, onde se entra com um resfriado e se sai com uma pneu- monia. E que, de resto, não só os utentes do Serviço Nacional de

Saúde se sentem inseguros como, inclusive, os subscritores da maior parte dos seguros de saúde existentes no mercado se sentem inseguros também. No meio disto, uma classe profis- sional foi, durante décadas, privi- legiada e extorquida: os médicos. Poucos em número e apoucados em meios, os médicos portugue - ses habituaram-se a ir a todas, numa correria desenfreada entre hospitais e universidades, entre centros de saúde e seminários, entre clínicas privadas e contra- tos de prestação de serviços. An- davam sempre atrasados, claro – e não raras vezes acabavam por telefonar, quando havia já pacien- tes à espera há horas, a avisar de que, afinal, não iam poder com- parecer. As suas contas bancárias metiam inveja. A sua qualidade de vida metia dó. No essencial, eram missionários – e, natural- mente, continuaram a compor- tar-te como missionários muito depois de a missão começar, em algumas especialidades, a reve - lar-se dispensável. As universi- dades produziam agora licencia- dos em maior escala. Os médicos espanhóis invadiam o mercado. Brasileiros, ucranianos, romenos – outros médicos começavam a imigrar vindo das mais variadas latitudes. Cansados, tantas vezes envelhecidos, os nossos perma- neciam, no entanto, na sua corre - ria. Se ainda tinham vida pessoal, já nem se questionavam sobre o

que isso pudesse significar – e

aí andavam eles, de hospital em universidade, de centro de saúde em seminário (e, naturalmente, telefonando ciclicamente para um sítio ou para outro, avisando que houvera um acidente, que o banco se complicara, que não po - diam comparecer). Bem vistas as coisas, foi o siste - ma e saúde que nos obrigou a ver os médicos como deuses, canga que nenhum deles merecia ter sido obrigado a transportar – e é de novo o sistema de saúde que nos quer obrigar agora a vê-los como demónios, canga sobre to - das as outras injusta. Apesar de tudo, foram os médicos quem

mais se empenhou em disfarçar o terceiro-mundismo em que du- rante tantos anos o sector teve de viver. Se ganharam muito di- nheiro, é o menos: tanto quanto me diz respeito, talvez até de - vessem ter ganho mais, tantos e tantos foram os turnos de 16 e 24

horas que tiveram de fazer, tantas e tantas foram as noites que tive - ram de dormitar numa sala de in- ternamento, tantas e tantas foram

as vezes que tiveram de sacrificar

as suas famílias em prol da sobre - vivência desse sistema que agora pretende diabolizá-los. Que de -

vam passar a cumprir horários, não duvido. Que devam passar a ser alvo de inspecções de assidui-

dade, como acontece com os pro -

fissionais de qualquer outra área,

também não. Obrigá-los a fazê-lo

quando os hospitais continuam escassos, disformes, sobrecarre - gados e fundamentalmente peri- gosos, é um absurdo. Obrigá-los a fazê-lo quando a própria classe continua depauperada em várias especialidades, sugada em toda a sua energia pelo excesso de ex- pectativas e recorrentemente de - masiado esgotada para procurar um mínimo de qualidade de vida para si própria, quanto mais para

o paciente, é uma desumanidade. Um absurdo, uma desumanidade – e, aliás, como tantas vezes com este Governo, mais uma constru- ção começada pelo tecto.

COLABORAÇÃO 5 Muito Bons Somos Nós Estado policial Joel Neto neto.joel@gmail.com “Que os médicos devem começar

Germano Silva - cantado, em livro e na TV

Relógios com qualidade E para trabalharem bem Marcam a habilidade Que o nosso Germano tem Um relógio marca a fundo A chegada e despedida Como a entrada no mundo Assim como a partida Relógio com perfeição Que brilho aos olhos nos traz Nas peças feitas à mão Só o Germano é que faz O relógio o Germano adora Tem-lhe um amor profundo O ponteiro marca a hora Que o Germano veio ao mundo O relógio peça bonita Que marca cada segundo Dessa hora bendita Que o seu artista veio ao mundo O relógio peça querida Com um badalar tão forte Que marca o tempo da vida E marca o tempo da morte

O relógio ao bater No ouvido de tanta gente Tem um som que ao nascer Do morrer é tão diferente O relógio que nos trouxe E responsável neste cargo Ao nascer toca tão doce E ao morrer toca amargo

O relogio mete respeito Se trabalha sem engano Quando é todo bem feito Pelo artista Germano.

Olhando ao tempo antigo Tem um provérbio que diz A verdade não merece castigo

E foi isso que eu fiz

Sem escola nem colégio Para ganhares parabéns A dimensão do relógio Já vez a altura que tens

Um homem muito importante Um orgulho Português Eu diria um Gigante Maior que a máquina que fez

Os meus parabéns ao senhor Por saber trabalhar bem Nós devemos dar valor E àquele que o tem

Uma ciência destemida Se irmana a sua sorte Dou-lhe o seu valor em vida Não é depois da sua morte

São Jorge Ilha de brilho Que aos nossos olhos brilha

Que se honra em ter um filho

Muito maior do que a Ilha

Muitos artistas lá tem Com uma forte craveira Mas bendita á a Mãe

Com um filho desta maneira

Bem hajas meu companheiro És um rei de verdade Aí não fala o dinheiro Aí só fala a amizade ...

Daniel Arruda

7/15/09

player_embedded.

Para saber mais, além da Histó - ria do Tempo, pode consultar-se Relógios e Relojoeiros - Quem É Quem no Tempo em Portugal (Âncora, 2006).

Mais uma vez o trabalho de Ger- mano Silva despertou o interesse da estação de televisão norte- americana NBC, que fez com ele uma reportagem:

http://www.vimeo.com/3218318

Em Portugal, o Expresso falou

dele em:

http://aeiou.expresso.pt/os_fa - bulosos_relogios_de_germa - no_silva=f502286 e o Professor José Hermano Saraiva também

se lhe referiu há pouco tempo, no programa que mantém na RTP2:

http://www.youtube.com/watch

?v=x9PGAnoFQCY&feature=

Germano Silva não vendeu ain- da nenhuma das suas peças mo - numentais, apesar de interesse manifestado por coleccionado - res. “Apego-me aos relógios, não consigo desfazer-me deles”, diz.

Notícia publicada no blogue

http://estacaochronographica. blogspot.com por Fernando Cor- reia de Oliveira.

“Este homem entontece-me com os seus relógios”

a melhor “boca” do Dia de Portu - gal de 2008.

...

COLABORAÇÃO 5 Muito Bons Somos Nós Estado policial Joel Neto neto.joel@gmail.com “Que os médicos devem começar
COLABORAÇÃO 5 Muito Bons Somos Nós Estado policial Joel Neto neto.joel@gmail.com “Que os médicos devem começar

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COMUNIDADE

1 de Agosto de 2009

Cônsul de Portugal despede-se da Comunidade

COMUNIDADE 1 de Agosto de 2009 Cônsul de Portugal despede-se da Comunidade Estimados Amigos, Tudo na

Estimados Amigos,

Tudo na nossa vida começa e termina,

numa sucessão infindável de experiências e desafios.

As nossas relações, os sentimentos, a pro -

fissão, fazem muitas vezes parte desse

círculo compondo, afinal, a nossa própria

existência como Homens.

Servem estas palavras para vos comuni- car que muito em breve deixarei terras da Califórnia para iniciar uma nova fase da

minha vida profissional.

Sei que, por experiência própria, o diplo -

mata não deve, em rigor, fazer compara- ções do que viveu e do que fez neste ou na- quele Posto. Sei, ainda, que na Alemanha nova e diversa realidade me aguarda. Mas não posso, perante vós esconder a emoção e a tentação de recordar cinco anos de dedicação e trabalho que, procu- rei, nortear pela honestidade, esforço de compreender a vossa riqueza e dimensão humanas e diálogo e cooperação para ob - jectivos comuns. É inevitável que a marca que levo ao par- tir, em conjunto com a minha Mulher, me acompanhe e me traga, em pensamento, no futuro, de volta a esta Terra, que tam- bém foi minha. Deixo-vos, sem excepção, um abraço mui- to amigo, assente em amizades fortes que aqui pude construir. Desejo a todos a continuação de sucessos e

êxitos pessoais, familiares e profissionais.

Exorto-vos a exercerem, com convicção

crescente, uma cidadania activa e partici- pante não apenas nesta grande sociedade de acolhimento mas, também, em tudo quanto respeita ao aprofundamento dos laços com Portugal, num espírito constru- tivo e positivo. Não podia deixar de enaltecer a impor- tância e o relevo da “Tribuna Portuguesa” como baluarte de informação, de comuni- cação, de alerta e de instrumento de cultu- ra nesta Comunidade e dirigir uma palavra de muito especial apreço e amizade ao seu Editor, Sr. José Ávila. Neste contexto e conhecedor da próxima passagem de 30 anos de “Tribuna Portu- guesa”, associo-me, então, em espírito, às comemorações que, seguramente, vinca- rão as qualidades que enunciei.

O Cônsul-Geral

António Alves de Carvalho

COMUNIDADE 1 de Agosto de 2009 Cônsul de Portugal despede-se da Comunidade Estimados Amigos, Tudo na

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COMUNIDADE 1 de Agosto de 2009 Cônsul de Portugal despede-se da Comunidade Estimados Amigos, Tudo na

Carlos Vieira Racing, Inc. presents Race and Ride for

Autism

On Saturday August 29, Carlos Vieira Ra- cing, Inc. will present the Race and Ride for Autism at Madera Speedway in Made - ra, Calif. The night of racing will be highli- ghted by a $2000 to win, 100 lap feature open to Late Models from all NASCAR- sanctioned tracks in California. Races will also include American Limited Stock Cars, Mini Super Toyotas, Toyota Sedans, and Hornets. There will also be a motorcycle show during the day at the track. CVR, Inc. is a car racing team from Li- vingston, CA. that has dedicated its 2009 racing season to help raise money for fami- lies living with Autism and has organized a fundraising campaign called “Race for Autism”

Carlos Vieira, owner and driver of CVR, Inc. hopes that this day will bring racers, bike riders/enthusiasts and race fans all to -

gether on this fun filled day to help support

this very important cause.

Several special incentives are in place for drivers competing in the Late Model fe - ature. If the race winner is from outside

the top-five in Madera Speedway points,

he or she will earn an extra $1000 bounty.

The dash for cash will pay $300, and Mid Valley Iron will donate $50 to the Autism campaign for every Late Model that enters the event. Teams are allowed to run based on NAS - CAR-sanctioned, California Late Model

rules. All cars must run the feature on Ho - osier tires. Grandstands and Bike Registration open at 3 p.m. Main events will begin at 6:30 p.m. following a bike parade around the track. General admission will be $17.00 with student, military, junior, child and family pack discounts available. Team 51 Fifty invites all who are interes- ted to come see some of the best bikes & drivers in California. Madera Speedway is located off of Hwy 99, Cleveland Exit. Pe -

ople who are interested can find out more

about the “Race for Autism” campaign by

visiting www.raceforautism.net and racers can find out more about payouts and ru- les by going to www.51fiftyracing.com or

www.racemadera.com.

COMUNIDADE 1 de Agosto de 2009 Cônsul de Portugal despede-se da Comunidade Estimados Amigos, Tudo na
COLABORAÇÃO Rasgos d’Alma Luciano Cardoso Ao sabor de um bom verdelho lucianoac@comcast.net P erguntaram-me há dias
COLABORAÇÃO Rasgos d’Alma Luciano Cardoso Ao sabor de um bom verdelho lucianoac@comcast.net P erguntaram-me há dias

COLABORAÇÃO

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Rasgos d’Alma Luciano Cardoso Ao sabor de um bom verdelho lucianoac@comcast.net
Rasgos d’Alma
Luciano Cardoso
Ao sabor de um bom
verdelho
lucianoac@comcast.net

P erguntaram-me há dias com risonho ar de ma- nha se o meu penúltimo “rasgo” tinha sido rabis-

cado a reboque de vinho verde ou

com o amparo do vinho tinto.

“Porquê?” Reagi, desconfiado.

“Porque não percebi nada daqui- lo que escreveste.” Foi a resposta seca e imediata dum bom amigo que bem me quer. Ofendi-me. Não por causa da minha modesta escrita, às vezes mesmo confusa e enigmática demais para meu próprio gosto, mas só porque de - testo o verde. É cor que não me inspira nem me comove. Já do tinto, parente chegado do vermelho, não poderei dizer o mesmo. Tudo o que é encarnado

empolga-me. Mais do que inspirado, sinto-me verdadeiramente comovido em ver a forma solene e seleta em como a atual admnistração do “meu” glorioso clube da Luz se lançou devotamente em busca de ajuda divina. Não foi fácil, mas valeu a pena. Finalmente, o nosso abençoado

Benfica parece não querer mais

azarentos contratos com o diabo. Está agora totalmente entregue a Jesus. Resta apenas saber se por altura do Natal poderemos já desem- brulhar a apetecida prenda de campeões à vista e entoar em

uníssono o dulcissimo “Viva Je -

sus!” ou se mesmo ainda antes da

Páscoa já o teremos crucificado,

uma vez mais a pagar caro pelas nossas acumuladas desilusões “futebólicas”. Só Deus o sabe. Mas eu tambem sei de certeza ab - soluta que não tinha a minima in- tenção de me sentar hoje aqui ao computador a escrever sobre fu- tebol. Só que há bem pouco tem- po encontrei uma “Velha Glória” local que não via há muito – o Mário. Em saudosas temporadas capitaneou com brio e entrega a equipa principal da Familia Por-

tuguesa de San Leandro antes de ter inconsoladamente “arrumado as botas”. Para os que bem se recordam, nas décadas de sessenta, setenta e oi- tenta do passado século, o Club Recreativo da Familia Portugue - sa foi uma forte referência fute - bolistica nos relvados da Califor- nia. Marcou uma era vibrante de constante sangue novo regular- mente a chegar às nossas artérias comunitárias, a nivel desportivo e não só. Como toda a gente deve saber,

beneficiando da forte avalanche

migratória ocorrida após o dra- mático Vulcão dos Capelinhos, a Familia Portuguesa, fundada

em fins da década de cinquenta,

era muito mais mais do que um

mero clube de futebol. A sua rica

história social e os seus vastos pergaminhos culturais enrique - ceram de sobremaneira todos

quantos por lá passaram. Para os que porventura ainda não

o saibam, oficialmente, o Club

Recreativo da Familia Portugue - sa deixou de existir. É triste. Mas é tambem um cri-

tico sinal dos tempos e ao mesmo tempo vivo alerta para demais agremiações comunitárias que pretendam sobreviver sem o de -

vido reinfluxo de sangue novo

nos seus quadros activos.

Ao sabor agradável dum fino copo

de bom tinto conversávamos en- tão, eu e o Mário Fagundes (an- tigo capitão e respeitado jogador da Familia Portuguesa), sobre o lamentável desaparecimento do brioso clube que outrora colocara San Leandro no roteiro sóciodes- portivo que a comunidade portu- guesa disfrutava um pouco mais ao norte da Area da Baia. Lamentava o Mário (agora a re - sidir no “Vale” mas sem nunca esquecer os bons velhos tempos fortemente ligados ao clube de coração) que a respeitável Fami- lia tivesse funebremente desapa- recido do mapa, pela calada, sem sequer dar ao menos uma insóli- ta palavrinha de despedida, um qualquer aceno derradeiro. Mais que não fosse um simples certi- ficado oficial d’óbito, lido ou es- crito através da nossa doméstica

comunicação social. Tanto trabalho, esforço, dedica- ção, entrega, convivio, camara- dagem, amizade, amor ao clube e à camisola…gratissimas recorda- ções para o resto das nossas vidas …e “tudo o vento levou” assim sem mais nem menos… Infelizmente, Mário, cá na diás- pora e não só, para certos clubes

bem como para tantos individu- os, a vida é mesmo assim. Desa- parecem do mapa pela calada da noite, sem darem pio que se oiça aquando do seu último suspiro. Felizes desses que ao menos nos deixam as suas boas recorda- ções. Acredita, ao sabor irrestivel dum

fino tinto foi mesmo muito bom

termos brindado e recordado. A “Familia” passou à história mas a vida continua. Ás vezes, tambem sem já conse - guir perceber muito bem aquilo

que escrevo, pergunto-me a mim próprio se não seria altura de “arrumar as botas” – “pendurar a chuteiras”, como diz o “cara” brasileiro. São caros leitores como tu, porem, que me incenti- vam a continuar.

P.S. - Ao caro comparsa que rara- mente entende os meus “rasgos” garanto-lhe que este foi rabisca- do ao sabor exclusivo dum bom verdelho.

COLABORAÇÃO Rasgos d’Alma Luciano Cardoso Ao sabor de um bom verdelho lucianoac@comcast.net P erguntaram-me há dias
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PATROCINADORES

1 de Agosto de 2009

1 de Agosto de 2009
COLABORAÇÃO 9 Do Pacifíco ao Atlântico Perspectivas Rufino Vargas Fernando M. Soares Silva fmssilva@yahoo.com Portugal, País
COLABORAÇÃO 9 Do Pacifíco ao Atlântico Perspectivas Rufino Vargas Fernando M. Soares Silva fmssilva@yahoo.com Portugal, País

COLABORAÇÃO

9

Do Pacifíco ao Atlântico Perspectivas Rufino Vargas Fernando M. Soares Silva fmssilva@yahoo.com Portugal, País dos 3
Do Pacifíco ao Atlântico
Perspectivas
Rufino Vargas
Fernando M. Soares Silva
fmssilva@yahoo.com
Portugal, País dos 3 F’s (8)
ePostal de Lisboa
FUTEBOL - A edição do Ilha
Maior de 6 de Março p/p de 2009,
divulga a notícia de que a Câma-
ra Municipal da Madalena, com-
prementes e não às mais pompo -
sas. Na guerra colonial a minha
geração foi profundamente in-
C hegar a Lisboa em
Junho após quase um
ano de ausência é sem-
pre um prazer cheio
ensino. Repetidamente os ora-
dores estrangeiros o fizeram. E
esta foi a minha quarta surpresa:
fluenciada pelos ensinamentos
pela primeira vez vi em acção
uma parceria constituída pelo
governo de um país (Portugal)
e três das maiores corporações
do mundo em matéria de tecno -
logia: a Cisco, a Intel e a Micro -
soft. E se esses senhores dizem
que Portugal já é um estudo de
caso, então é porque deve ser
mesmo.
Na verdade, Portugal é um dos
membros fundadores do projecto
internacional “Avaliação e Ensi-
no das Competências do Século
XXI” (Assessment and Teaching
of 21st Century Skills Project
- www.atc21s.org), conduzido
pela Universidade de Melbour-
ne, a par da Austrália, Finlândia,
Singapura e Reino Unido. En-
tre os objectivos deste projecto
contam-se o desenvolvimento
de um sistema de avaliação por
meio de computador das com-
petências interdisciplinares dos
alunos nas áreas da resolução de
problemas, habilidades de adap -
tação, criatividade e capacidade
parcerias com as operadoras
americanas locais, permitindo a
entrega desses computadores às
crianças.
prou o edificio do Futebol Clube
proclamados pelos nacionalistas,
da mesma Vila. Segundo Jorge
Rodrigues, Presidente desta
prestimosa edilidade, a aquisição
do imóvel não foi um subsídio e
vai permitir a instalação do pri-
meiro centro na região de for-
mação artística. À “priori” isto
foi uma operação de salvamento,
porque o clube estava underwa-
ter (debaixo de água), com um
défice rondando ±1 milhão de eu-
ros. A minha pergunta é: será que
um centro de formação artística
é mais importante do que o sal-
vamento e restauração do nosso
património marítimo e eólico?
É confrangedor ver o que ainda
resta da antiga ELP (empresa de
lanchas do Pico), barcos do Ca-
lhau e moinhos de vento, expos-
tos aos elementos implacáveis e
destruidores da natureza, o que
inevitávelmente provocará o de -
saparecimento deste relevante
espólio histórico. Na minha fra-
em que um deles era e É
continua ....
...
A
luta
FORMIDÁVEL - Segundo no -
tícia publicada no dia 15 de Fe -
vereiro de 2009 no jornal “San
Jose Mercury News”, arauto do
Silicon Valley do Estado da Ca-
lifornia, Portugal ganhou os 3
primeiros lugares (hoscars), na
competição mundial de hostels.
Este neologismo é uma contrac -
ção entre hotel e hospedaria ou
pensão, que se destina primária-
mente à juventude ou turistas de
parcos recursos e é muito popular
no continente Europeu. Embora o
de surpresas. Junho é um mês
buliçoso, o culminar da tempo -
rada antes das prometidas férias
de Verão, altura em que Lisboa
pode então fazer a sesta ao fres-
Embora não me pareça ser de
todo impossível a realização
destas intenções, tomando como
exemplo as parcerias internacio -
nais que referi acima, parece-me
co da brisa ribeirinha.
E que lindo é o Tejo ali perto
das Docas de Alcântara. O Cen-
tro de Congressos de Lisboa foi
um sítio bem escolhido para ir
ouvir novidades sobre o Plano
Tecnológico da Educação (PTE)
que o Governo Português está
a desenvolver com o intuito de
“colocar Portugal entre os cinco
países Europeus mais avançados
ao nível de modernização tecno -
lógica do ensino” (www.escola.
gov.pt).
O “Fórum de Lisboa sobre TIC e
Inovação na Educação” (Lisbon
Forum on Innovative Approa-
ches to ICT in Education) foi or-
ganizado pela Coordenação do
PTE (Ministério da Educação)
nos dias 18 e 19 de Junho, reu-
nindo prestigiadas personalida-
des nacionais e internacionais,
para além da participação da
Ministra da Educação na sessão
de abertura.
Eis a minha primeira surpresa:
que o processo poderá ser mui-
to moroso se não for ajudado
pelos próprios cidadãos a quem
se destina este benefício. Aqui
ficam duas sugestões.
preçário diário seja ± 1/5 do que é
normalmente aplicado pelo turis-
mo de primeira classe, estas uni-
Por um lado, as comunidades
luso-americanas na Califórnia
poderão encontar uma forma de
pressão política sobre decisores
e agentes económicos através
dos seus representantes (nomea-
damente o Conselho das Comu-
nidades), de forma a apressar o
processo de entrega dos portá-
teis Magalhães.
dades hoteleiras, foram galardoa-
das pela sua elevada qualidade e
eficiência. Isto é uma honra que
faz jus à fama que temos de ser
um povo de brandos costumes.
ca opinião, a responsabilidade da
resolução deste problema recai
na autarquia local. O jornal “O
Dever” do transacto 9 de Abril,
anunciava a recuperação da lan-
cha baleeira Rosa Maria. Tanto a
FILANTROPIA –O editorial do
Vila das Lajes como a de S.Roque
podem-se orgulhar de possuir
excelentes museus marítimos. É
tempo da autarquia da Madalena
assumir a sua responsabilidade
“Tribuna Portuguesa,” paladino
da comunidade portuguesa no
Far-West americano, chamava a
atenção para o objectivo da festa
de Santo Antão de Stevinson, pe -
quena cidade localizada no Vale
de San Joaquin da California.
Quando li o anuncio da referida
festa fiquei deveras estupefacto,
de criar um magnífico museu
marítimo e éolico, restaurando o
moinho do Saca e outros que eu
desconheço mas que merecem
ser recuperados. A concretização
destes projectos é que representa
um turismo de qualidade i.e., o
que o turista procura e aprecia.
Ajudar um clube desportivo é
possivelmente louvável mas des-
curar, ignorar e abandonar o sal-
vamento e preservação do nosso
património maritimo e eólico é
uma tragédia. Na edição do Ilha
Maior de 22 de Maio, M. Tomás
sob o titulo “Os barcos da sua
ilha”, chama a atenção, com mais
um S.O.S., para que a Câmara
Municipal da Madalena assuma
a sua responsablidade primacial
que é - servir o povo -, respon-
dendo às suas necessidades mais
por constatar algo de inédito ou
pelo menos inusitado na celebra-
ção desta festa. De acordo com o
anúncio - o objectivo desta festa
é construir um Lar para a terceira
idade e continuar a oferecer bol-
sas de estudo para estudantes de
ciências animais, além de apoiar
as paróquias do Santo Rosário e
Santa Maria, conforme as suas
carências. Na minha opinião isto
é um exemplo que deveria ser se -
guido por todas as organizações
que utilizam e por vezes abusam
dos símbolos religiosos ou santos,
que fazem parte da nossa fé Cató -
lica. Parabéns aos organizadores
desta festa, por esta tão louvável
iniciativa.
a elevada qualidade do servi-
ço prestado aos participantes,
totalmente gratuito, incluindo
tradução simultânea, lanches e o
almoço de sexta-feira.
A minha segunda surpresa: o
público era constituído por uma
maioria de professores portu-
gueses das escolas públicas até
ao ensino secundário.
A minha terceira surpresa: pela
primeira vez desde meados dos
anos 90, quando comecei a con-
viver com a tecnologia no ensi-
no e a participar em congressos
semelhantes, senti que em Por-
tugal se está a formar uma co -
munidade profissional de educa-
dores (e não só de académicos)
com quem finalmente poderei
passar a discutir estes temas a
partir de uma realidade comum,
ainda que com experiências di-
ferentes. É na verdade agradável
ver assim validados os nossos
esforços após anos de trabalho
mais ou menos solitário.
Só por isso valeu a pena a visi-
ta. E não tive nenhum pejo em
dizer publicamente à audiência
o como me sentia orgulhosa
em poder regressar à Califórnia
e apresentar o caso português
como um exemplo a ter em con-
ta em matéria da utilização das
tecnologias no ensino e forma-
ção de cidadãos do século XXI.
No entanto, não fui só eu a gabar
o avanço e o esforço do investi-
mento tecnológico português no
para o trabalho colaborativo.
Pensando na tão diferente reali-
dade tecnológica da maioria das
escolas públicas e comunitárias
na Califórnia, e no modo como
poderemos vir a usufruir das
sinergias recentemente criadas
em Portugal, aproveitei ainda a
participação neste fórum para
me apresentar pessoalmente ao
Coordenador do PTE, Dr. João
Trocado da Mata, e saber novi-
dades sobre a anunciada possi-
bilidade de os alunos dos níveis
elementares envolvidos no Ensi-
no Português (EP) poderem vir
a receber o computador portá-
til Magalhães, tal como está a
acontecer com os seus colegas
em Portugal (www.eescolinha.
gov.pt/).
A resposta não foi um inequí-
voco sim, mas delineou as pos-
sibilidades da sua concretiza-
ção. Também em relação a este
tipo de equipamento o Governo
Português estabeleceu parce -
rias com terceiros, neste caso
as operadoras de comunicações
móveis, as quais fornecem tam-
bém a ligação à internet. Assim,
coloca-se a questão de saber se
as operadoras portuguesas vão
ou não estabelecer, por seu lado,
Por outro lado, as comunidades
e associações luso-americanas
podem simplesmente adoptar a
ideia e criar o seu próprio pro -
grama “Magalhães”, contribuin-
do para a aquisição e distribui-
ção de equipamento e materiais
de ensino às escolas e alunos EP.
A vantagem da realização de
um projecto local autónomo é
não depender de qualquer factor
ou interveniente externo, mas
somente do interesse e envolvi-
mento de todos os que desejam
oferecer as melhores oportunida-
des educativas às gerações mais
jovens de luso-americanos.
É nesse sentido que a Coordena-
ção do Ensino Português (CEP.
CA) vai lançar em Setembro o
projecto ADOPT-A-PORTU-
GUESE-SCHOOL (Adopte-
uma-Escola-Portuguesa) em
parceria com associações edu-
cativas luso-americanas, o qual
permitirá identificar exactamen-
te as necessidades educativas de
todas as escolas, professores e
alunos EP na Califórnia, reunin-
do os esforços e contribuições
de todos os que acreditam que
a língua e a cultura Portuguesas
também são um valor patrimo -
nial em que as comunidades lu-
so-americanas podem e devem
investir.
Para além do mais, este é um in-
vestimento seguro.

10

COLABORAÇÃO

1 de Agosto de 2009

Reflexos do Dia–a–Dia A Língua Portuguesa viaja ...
 

Reflexos do Dia–a–Dia

A Língua Portuguesa viaja ...

Diniz Borges

d.borges@comcast.net

 

S ubordinado ao tema

“Cruzando os Mares com

a Língua Portuguesa”,

realizou-se de 10 a 17 de

Julho, do ano em curso, a bordo

do paquete Spirit da NCL e no Clube Português Vasco da Gama nas Bermudas, o XVII Encontro de Professores de Português dos EUA e Canadá. Há 17 anos que aqueles que ensinam a língua e cultura portuguesas se juntam numa cidade norte-americana, ou em Portuga, para durante 2-3 dias debaterem o estado da língua portuguesa no continen- te norte-americano. Este ano, e como tem vindo a acontecer nos últimos dois, o encontro foi mais alargado, dando mais espaço para convívio e troca de experiências, ideias pedagógicas, triunfos e

desafios. É que ensinar a língua

portuguesa nos Estados Unidos

e no Canadá, continua a ser uma grande luta. Da semana de sessões de traba-

lho, de debate, de reflexão, de

convívio e de lazer, resultaram uma amalgama de conclusões

as quais foram publicadas por diversos órgãos da comunicação social e enviadas às autoridades portuguesas. As conclusões in- cluíram ainda uma mescla de su- gestões vindas de vários grupos de trabalho que se debruçaram

sobre uma temática específica. E

são essas sugestões que gostaria

de reflectir.

Um dos grupos mais participa-

tivos foi o das escolas comuni- tárias. Uma grande parte dos docentes presentes neste encon- tro pertence a essa unidades de ensino, que como se sabe fazem parte do nosso movimento asso - ciativo. Salientou-se, ainda mais uma vez, a importância destas escolas, destes cursos de língua e cultura portuguesas. Se é ver-

dade que há que caminhar para o enquadramento da língua e cul- tura portuguesas nos currículos

do ensino oficial americano, não

é menos verdade que estas es- colas, em muitas cidades, são a única esperança para se ensinar a língua e cultura portuguesas aos luso-descendentes. Daí que, mais uma vez, se apelou ao go - verno português para fornecer formação no campo do ensino da língua portuguesa como língua estrangeira ou segunda língua. E tal como foi provado neste encon- tro, temos professores nas nossas comunidades, conhecedores da nossa realidade que podem forne - cer essa formação, num contexto que é nosso. As coordenações de ensino, enquanto elas existirem,

têm que ter como uma das suas grandes prioridades, promover durante o ano lectivo uma série de acções de formação para os professores de língua e cultura portuguesas nas escolas comu- nitárias. Não há outra alternati- va! Se não partirmos para essa formação estamos a condenar as escolas comunitárias. E há que

acrescentar: também é preciso que os educadores nessas esco - las não se fechem na sua redoma e estejam abertos e disponíveis para uma nova aprendizagem. Houve ampla discussão, como acontece todos os anos, sobre a falta de materiais. Quem ensina a língua portuguesa sabe, muito bem, que temos pouquíssimos matérias didácticos e o que temos não se assemelha, nem pelos cal- canhares, à qualidade e diversi- dade dos materiais em espanhol, francês ou alemão. Há anos que ando a “roubar” e a “adaptar” os materiais dos meus colegas de espanhol. Aqui, mais uma vez, Portugal tem uma palavra muito importante. Uma vez que somos poucas escolas, quer do ensino integrados, quer comunitárias, a nível de continente norte-ame - ricano, é praticamente impos- sível esperar-se que as grandes editoras americanas e canadia- nas, peritas em publicações de manuais de línguas para o ensi- no secundário, queiram editar publicações não rentáveis. Daí que o governo português (todos os governos, independentemente da cor partidária—cor de rosa ou laranja) , versado em proclamar que quer apoiar a promoção da língua e cultura portuguesas no continente norte-americana, tem que, forçosamente, subsidiar a publicação de materiais que colo - quem a língua portuguesa em pé de igualdade com as suas congé - neres do velho continente euro - peu. Aquelas que são ensinadas nos liceus da América do Norte. Já há, criado pela coordenado -

ra da Califórnia, a minha amiga Ana Cristina Sousa, um site com alguns materiais. É um primeiro passo. Mas há que fazer mais, muito mais. A presença da língua portuguesa no ensino oficial dos EUA e Ca- nadá, particularmente no ensino secundário, também foi alvo de discussão. Se é certo que se ba- teu na mesma tecla, lá diz o pro - vérbio que “água mole em pedra dura sempre bate até que fura.” Daí ter-se voltado a insistir na criação de lóbis comunitários, coordenados pelas coordenações de ensino, com a presença de as- sociações e personalidades das comunidades, para que em cada ano lectivo sejam abertos novos cursos de língua e cultura portu- guesas nas escolas secundárias dos EUA e Canadá. É que com cada ano que se passa perdemos mais oportunidades de instituir- mos cursos de língua e cultura portuguesas, particularmente nas zonas onde as nossas comu-

nidades têm alguma influência.

Há que criar, sob os auspícios e a orientação das coordenações de ensino (e no qual a associa- ção de professores de português APPEUC, como única entidade congregadora de professores nos dois países, terá que estar pre - sente) uma série de grupos re - gionais que tenham por objectivo primordial a expansão da língua portuguesa nos currículos do en- sino secundário americano e ca- nadiano. Os grupos de trabalho também propuseram o que há anos se fala ser um outro passo fundamental

para a preservação e divulgação da língua portuguesa nos EUA e Canadá, a criação dum agregado de apoio denominado Amigos da Língua Portuguesa—Friends of the Portuguese Language. Uma agremiação com “open member- ship”, ou seja: sem qualquer cota anual, mas que servisse como elo de ligação entre as escolas, as nossas comunidades e o mundo norte-americano em geral. Bem sabemos que, no caso particular da Califórnia (e o mesmo será em muitos outros estados america- nos e províncias canadianas), é a generosidade da nossa gente, particularmente dos empresários lusos que fazem com que tenha- mos centenas de estrondosas festas comunitárias, dezenas de touradas que custam milhares de dólares, e imensas actividades sociais. Não resta dúvida que chegou o momento de apelarmos a essa generosidade para que te - nhamos outras condições no en- sino da nossa língua e cultura, quer nas escolas comunitárias,

quer no ensino oficial. É que se a

nossa generosidade não tiver em consideração o futuro do ensino da nossa língua e cultura, estare -

mos, definitivamente, a petrificar

o futuro dessas actividades so -

ciais, dessas festas e romarias.

(conclui na pagina 13)

Memorandum João-Luís de Medeiros Conversa antes da “Ordem do Dia” jlmedeiros@aol.com
Memorandum
João-Luís de Medeiros
Conversa antes da
“Ordem do Dia”
jlmedeiros@aol.com

1 -

oxalá a utopia socialista não perca

“cartão amarelo” apresentado ao anarquis-

ideológico. As maiorias absolutas já co -

mia açoriana tem sido contemplada com

nal ao rematador de serviço

...

No fundo,

considerado utopia. A antiga governadora

o “pio”…

mo romântico da revolução dos cravos. Foi

meçaram a descer “a passo e passo a es-

do Texas, Ann Richards, de saudosa me -

nessa altura que comecei a perceber que o

comunidade europeia; logo a seguir, o país

cada estreita”. No entanto, é nosso dever

mória, disse uma frase que fixei: “… I have

Nunca me dei à tarefa de auscultar os ana- listas do óbvio, porque reconheço que nem sempre é fácil contornar em silêncio as curvas aliciantes do protagonismo do mo - mento que passa. O quotidiano apresenta-

“soarismo” fora “promovido” à posição de alcaide-mór da Ibéria ocidental para con- ter o ímpeto da unicidade revolucionária praticada pelo Partido Comunista Portu- guês.

admitir que a história recente da autono -

o concurso de gente de raro gabarite po - lítico. Claro que não seria realista esperar que muitos dos recém-chegados à política

always said that in politics, your enemies can’t hurt you, but your friends will kill you. Nesta ordem de considerações, ali- nhavadas com sinceridade mas em passo

de corrida, penso que o desafio do futuro

se repleto de notícias gulosas, coalhado do epistolário da apologia ou da razia do “bota-abaixo”. Mesmo à distância, o balho foliado dos opinantes de serviço reflec - te a comicidade copista do pensamento alheio ... Vamos hoje resistir à tentação de juntar a

Uma vez ultrapassado o período translú- cido da “legalidade” revolucionária (com os múltiplos atropelos da época, uns mais românticos do que outros), a maioria da classe política portuguesa ficou endeusa- da pela proximidade institucional com a

tenham “ego”resistente ao ritual adulador das massas educadas no aplauso emocio -

as classes dirigentes são tão semelhantes nas respectivas opções partidárias, que se torna imperativo recorrer aos especialistas de marking para “reinventar” nuances ide -

da autonomia dos Açores precisa (exige) mais inteligência cooperativa do que “cha- marritas” ensopadas em alcatras partidá- rias. Considero urgente congregar o PS/A e o PPD/PSD na formação duma União Aço - riana para o Desenvolvimento (UAD).

nossa voz ao coro dos patuscos gritadores de penalty cometido pela simpática dita-

entrou na fase “veneradora e obrigada” da magnanimidade financeira com sota-

observar a charanga dos “fiéis-do-cofre-

ológicas e disfarçar o “pronto-a-vestir” da uniformidade ideológica.

Nesta emergência, não seria racional me - nosprezar aqueles que, no passado e no

dura da maioria (consentida) que governa

que franco-alemão. Em plena aurora da

Nos Açores, há clientelas interessadas em

presente, continuam credores da confiança

Portugal e as regiões autónomas. Em Feve - reiro de 2005, nesta coluna e neste jornal,

década iniciada em 1990, começámos a

provocar uma espécie de “duelo” insti- tucional entre o presidente do Executivo

colectiva, embora arbitrariamente margi- nalizados ou “dispensados” de funções,

deixei arquivado alguns telegramas alu- sivos às eleições da época, um dos quais me aventuro a transcrever na sua versão original:

europeu” – gestores da ilusão do sucesso e manipuladores do maná financeiro es- tranho à produtividade real da cidadania democrática. Esqueceram que é preciso

açoriano e a “mayor” da municipalidade de Ponta Delgada. Os estrategas do arru- ído parecem distraídos do facto que seria desastroso para as ambições politicas da

segundo critérios ditados pelo ritual da “solidariedade na incompetência” ... Entrementes, a opinião independente anda ao corrente do autismo crónico dos

...

estimular nos mais jovens o dom de ima-

importar vícios

...

Não acredito em ilusões

actual presidente da Câmara Municipal de

governantes insulares. Curiosamente, há

estamos a fazer um novo remendo em pano antigo: oxalá a (minha) utopia socia-

lista não perca o pio

Se houvesse al-

... guém curioso do que penso do resultado

eleitoral, responderia com uma simples pergunta: numa maioria absoluta, será que os vencedores estão absolutamente con- vencidos do relativismo político do tempo que passa?”

ginar e o prazer de aprender. Podemos imaginar a Autonomia não como “cinto de castidade” ideológica, mas uma “ponte” para circular ideias, sem todavia

anti-democráticas: nos Açores, de certa vez, a ilusão do “sucesso” exalou um tal perfume mitónimo que até mereceu o mi-

Ponta Delgada uma eventual derrota nas próximas eleições autárquicas. Isto para concluir que a legitimidade democrática das funções do actual Chefe do Executi- vo Açoriano só estará em disputa dentro de três anos. Não haja pressa em empurrar o presidente do Executivo para a selecção europeia. Nesta fase do “campeonato” da

indícios que apontam o facto de que a ju- ventude açoriana foi convidada a pensar que o natal da Autonomia Democrática aconteceu na segunda metada da década de 90 do século passado. Haja paciência ... Nesta breve conversa antes da “ordem do dia”, diria que de facto conquistámos a Autonomia Democrática. Aleluia! Mas é

Até fins de 1980, Portugal pareceu-me um

lagre da visita papal ...

Autonomia, a sua ausência faria muita

preciso acreditar nela e servi-la

...

com me -

país meigo, a balbuciar a utopia de um dia se libertar do seu padecimento ancestral:

2 – menos romarias e mais trabalho ...

falta ao projecto do triângulo lusitano do Estado português ...

nos romarias e mais trabalho!

crise crónica de crescimento sócio-cultu- ral. Entretanto aconteceu o fenómeno A.D. (alternância democrática) – o primeiro

Em Portugal (e nas Regiões Autónomas) a competição politica não quebra osso

Também considero que “o mundo é uma pança enorme”. Não há triunfo do direito sobre a força da justiça que não tenha sido

COLABORAÇÃO 11 Temas de Agropecuária Sabores da Vida Egídio Almeida almeidairy@clearwire.net Quinzenalmente convidaremos uma pessoa a
COLABORAÇÃO 11 Temas de Agropecuária Sabores da Vida Egídio Almeida almeidairy@clearwire.net Quinzenalmente convidaremos uma pessoa a

COLABORAÇÃO

11

Temas de Agropecuária Sabores da Vida Egídio Almeida almeidairy@clearwire.net Quinzenalmente convidaremos uma pessoa a dar-nos a
Temas de Agropecuária
Sabores da Vida
Egídio Almeida
almeidairy@clearwire.net
Quinzenalmente convidaremos uma pessoa a
dar-nos a receita do seu prato favorito, com uma
condição - que saibam cozinhá-lo.
Os produtores de leite do
Vale de San Joaquin estão
numa encruzilada, ou num
Cidade de Newman. Saputo Inc.
é uma companhia Canadiana, já
com muitos negócios nos Estado
Unidos e segundo a sua própria
A nossa convidada nesta quinzena é Albertina Silva, casada
com Moisés Silva, natural da Ilha do Pico, residente em Newark,
California.
beco sem saída
a uma velocidade vertiginosa e
por vezes assustadora. Há muitas
razões para tal e nós continuamos
a mencionar algumas.
Na passada edição do TRIBUNA
classificação, a Companhia é
Espuma de Morangos
fizemos uma breve referência aos
Nestes dias de hoje, todas as ve -
zes que os produtores de leite or-
denham as suas vacas estão per-
dendo dinheiro, estão encarando
preços a retalho do leite e pro -
baixos preços e dificuldades
dutos do mesmo. Como tem sido
largamente publicado, os preços
destes produtos à produção caí-
ram em percentagens significan-
1/2 Kg de morangos moídos
1 pacote de gelatina de morangos
laborais em todas as direcções.
tes, enquanto que, ao mesmo tem-
Muitos fizeram decisões difíceis
po falharam para filtrar a mesma
Dissolve-se 1 pacote de gelatina, 1/2
copo de água quente (mas não a fer-
ver), 6 claras em castelo, 2 copos de
açucar, 1 copo de natas.
Mistura-se tudo bem e vai ao frigo -
rifico.
Bom apetite!

para o seu futuro, na esperança de salvaguardar o fruto de uma vida inteira de trabalho, e que aos poucos teima em desaparecer, sob a imensa pressão económica que tem atribulado a indústria da agropecuária nos ultimos meses, outros ainda estão na encruzilha- da pendentes da expectativa de que uma das maiores crises dos anos mais recentes possa recu- perar económicamente antes que seja demasiado tarde. Segundo Leslie Butler, um eco - nomista na area da agropecuaria da Universidade da California em Davis, “em jogo está o futuro de uma industria, central para a eco - nomia do Vale de San Joaquin, que comanda a Nação na produção de leite”. Tudo depende de quanto tempo mais os produtores de leite poderão manter-se sobre as águas turvas e usar todos os recursos económicos ao seu alcance. Mui- tos estão deixando esta indústria

descida nos produtos a retalho, beneficiando o consumidor e inci- tando assim o aumento do consu- mo dos mesmos. Presentemente e segundo “The Bureau of Labor Statistics”, os preços do leite líquido por ataca- do para vendas, baixou mais de 50 % enquanto que a retalho baixou menos de 15 %. Ao mesmo tem-

po, o preco no CME pelo queijo “Cheddar” usado para calcular os preços na California baixou 40 % desde o início de 2008, e curiosa- mente o preco do mesmo queijo a retalho é agora mais alto que em Janeiro de 2008. Produtores conti- nuam a sofrer o impacto dos seus altos custos de produção, enquan- to processadores, distribuidores e retalhistas vão enchendo os seus bolsos, à custa do consumidor Saputo Inc. completou a aquisição das actividades da fábrica de quei- jo F&A Dairy of California, na

numero 12 na ordem (ranking) Mundial da Agropecuaria. Esta transação foi anunciada a 23 de Junho do corrente ano e segundo a qual a companhia comprou as actividades da F&A que tem manufacturado, vendido e distribuido queijo mozzarella, provalone e produtos do soro. O preço da venda foi US$44.5 milhões (em base livre quanto a credores) e foi pago “Cash”. F&A Dairy of California Inc. tem 113 empregados e a sua fá- brica está situada em Newman, California. No ano terminado em 31 de Desembro 2008 produ- ziu aproximadamente 60 milhões de libras de queijo e as suas ven- das totalizaram US$140 milhões. Esta aquisição completa as acti- vidades de “Saputo Dairy Pro - ducts Division (USA)”. Como é do conhecimento da industria Californiana, a F&A tem cau-

sado sérios problemas a alguns produtores de leite. Apelamos por um futuro me - lhor.

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COLABORAÇÃO 11 Temas de Agropecuária Sabores da Vida Egídio Almeida almeidairy@clearwire.net Quinzenalmente convidaremos uma pessoa a
SJGI tem o prazer de apresentar Eduardo da Silveira, M.D. Diplomado em Gastroenterologia. Especialista em Doenças

SJGI tem o prazer de apresentar

Eduardo da Silveira, M.D.

Diplomado em Gastroenterologia. Especialista em Doenças do Fígado e do Aparelho Digestivo.

O Dr. Eduardo da Silveira fala múltiplas línguas incluindo o Português, Inglês, Espanhol e Francês.

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12

COLABORAÇÃO

1 de Agosto de 2009

Perspectivas Em Busca da Felicidade Fernando M. Soares Silva fmssilva@yahoo.com
Perspectivas
Em Busca da Felicidade
Fernando M. Soares Silva
fmssilva@yahoo.com
  • D esde o raiar da sua primeira aurora neste planeta terráqueo, a Humanidade tem sem-

pre procurado penetrar, implícita ou explicitamente, o tentador mas ilusório horizonte da Felicidade ... Meros prazeres corporais, om- nímodos momentos de alegria, ou sensações de contentamento acabam sempre em não satisfa- zer completamente o ser humano em busca de uma plausível per- durabilidade num mundo onde a caducidade é parte integrante da realidade ... A caminhada para a Felicidade é problemática e cheia de perplexi-

dade. E assim, através de todos

os tempos, sistemas filosóficos,

religiosos, e diversas modalida- des psicológicas, têm focalizado as suas atenções nas complexida-

des da definição e da explicação

do que pode (ou poderia) fazer o ser humano sentir-se verdadeira- mente feliz. Que disseram os antigos pensa- dores? Vejamos primeiro o BUDISMO

cujos princípios filosófico-mora- lístas estão fundamentados nos ensinamentos atribuídos a Si- ddhartha Gautama (563 - 483 a. C.), mais conhecido pelo nome de Buddha (Buda). Este mestre e líder espiritual, nasceu no que actualmente se chama Nepal e fa- leceu na Índia onde viveu a maior parte da sua vida. A busca da felicidade é o tema central dos ensinamentos bu- distas que focalizam a proces- so conducente à “libertação” do ser humano do seu “sofrimento” existencial. Como? Mediante o

entendimento da verdadeira na- tureza dos fenómenos e a imple - mentação dos “oito trilhos”, ou métodos, apontados por Buda. Segundo Buda, esses métodos, --- que incluem meditação, es- tudo e cultivo da sabedoria, renúncia de coisas mundanas, comportamento altruístico, boa e irrepreensível conduta ética, e prática religiosa,--- promovem e facilitam o “escapar” ao ciclo de “sofrimento” e de “renasci- mento” (samsara), que o Homem confronta na progressão da sua consciencialização em rumo a NIRVANA, o estado mental onde a consciência e o espírito, liber- tados de obcecantes paixões, am- bições e efémeros desejos terres- tres, transcendem e encontram a paz da auto-realização que gera a verdadeira felicidade. Segundo o Budismo, todas as ou- tras formas e nuanças de felici- dade --- poder, ambição, riqueza, conforto material, etc.--- são ba- lofas e enganosas ilusões.

***** Leiamos agora pertinentes decla-

rações de alguns dos mais céle -

bres filósofos da antiga Grécia. Nas profundamente filosóficas

esferas da brilhante Atenas da an- tiga Grécia, também a Felicidade foi assunto muito falado e debati- do durante séculos. Comecemos por um dos dois mais proemi-

nentes filósofos gregos, indubita- velmente um dos maiores génios de todos os tempos, isto é, pelo famoso ARISTÓTELES (384 - 322 A. C.),, pilar e co-fundador

do sistema filosófico ocidental e

por muitos considerado o pai das

ciências físicas. Este genial pensador cujas ideias e pontos de vista profundamente

influenciaram sobretudo o mun- do antigo e também as civiliza- ções medievais durante séculos, ou mais precisamente até ao

findar da Renascença (séculos

14-15-16 e 17), ultrapassou o tra-

dicional conceito grego de felici- dade, “Eudamonia”, baseado no

“gozo e na cultura do prazer” e na consequente “boa qualidade

de vivência”, e definiu-a como

a “prática da virtude”, ou, mais especificamente, na “virtuosa ac - tividade do espírito” fundamen- tada na observância de “normas éticas” em concordância com “o uso da razão”. Mas, já existiam então outra ideias e conceitos de “vida feliz” ou felicidade em vários pontos da Grécia. Reflectindo as conse - quências do alastrante lazer e dos

decadentes valores morais das sociedades helénicas daquelas épocas, uma nova corrente filo - sófica, o HEDONISMO, havia

surgido rapidamente sobretudo nas elites de Atenas. O Hedonis- mo, evitando o que é desagradá- vel, doloroso e penoso, mantinha (e ainda mantém) ser o “prazer” o supremo bem e o objectivo inato e mais importante da Humanida- de. Naturalmente, esta corrente

filosófica foi submetida a diversas interpretações de vários filósofos

e proponentes. Aqui seguem, re -

sumidamente, as teorias de três dos mais proeminentes propo - nentes do hedonismo clássico. DEMÓCRITO, o atomista, (c. 460-370? a.C.), aparentemente o pioneiro das correntes hedonistas

que rapidamente se populariza- ram entre os helénicos, opina- va ser a felicidade resultante do “contentamento” e das ocasiões de “alegria” e “prazer”, sentidas e vividas pelos seres humanos nas suas interacções pessoais e sociais. ARISTIPO DE CYRENE (435- 356 a. C.), fundador do movimen- to hedonista denominado CINIS - MO, baseando-se no princípio socrático de que a felicidade é

um dos fins da acção moral e da

virtude, acreditava, --- embora desprezando bens materiais e vi-

gentes valores convencionais ---, que os “prazeres” , isto é, formas

de gratificação corporal, eram o

bem supremo capaz de trazer fe - licidade ao ser humano. EPICURO (341-c.270 a. C.), ar- quitecto do EPICURISMO, tam- bém visualizava o “prazer” como o “supremo bem” humano, mas, ao verificar lamentáveis e trági- cas consequências de abusivos excessos hedonistas, passou a urgir controlo, ou eliminação, de prazeres nocivos ao bem-estar físico e mental do utente. Tal im- prudente prática seria contrária à fomentação da anelada felicida- de. Em outras palavras, Epicuro di- zia que o mais alto prazer e a ver- dadeira felicidade consistem em manter uma vida simples e auto- suficiente, com gozo de modera- dos prazeres numa atmosfera de paz e tranquilidade, e isenta de sofrimento. Outros filósofos da época perfi- lharam similares ideias. Como veremos subsequentemente, es- sas ideias e pontos de vista ain-

da hoje perduram com variações que serão aqui apontadas.

***** As ideias hedonistas foram ime - diatamente criticadas e contra-

riadas por vários filósofos gregos

e, mais tarde, por eminentes pen- sadores romanos. Zeno, de Citium (334-262 a. C.), fundador do movimento filosófi- co ESTOICISMO, foi o primeiro oponente das ideias e práticas hedonistas. A sua escola, esta- belecida em Atenas, preconizava

austeridade e firmeza na virtude,

autocontrolo das emoções, indi- ferença à dor e ao sofrimento, e constância de ânimo para enfren- tar e opor aos males e contrarie - dades da vida. A nova corrente dava grande ênfase à formação

do carácter e à paz de espírito que advêm a quem vive esforçando- se em manter ou conseguir uma vida virtuosa, e de harmonia com as leis naturais. Mas o Estoicismo era muito mais do que uma reacção contra as tendências hedonistas daqueles

tempos. Perfilhando premissas

socráticas, os estóicos consegui-

ram formular uma impressionan-

te estrutura filosófica que rapida- mente se tornou muito influente e

dominante não só na antiga Gré - cia, como também em toda a ex-

pansão do vasto Império Romano durante vários séculos.

(continua na próxima edição)

COLABORAÇÃO 1 de Agosto de 2009 Perspectivas Em Busca da Felicidade Fernando M. Soares Silva fmssilva@yahoo.com
COLABORAÇÃO 1 de Agosto de 2009 Perspectivas Em Busca da Felicidade Fernando M. Soares Silva fmssilva@yahoo.com
Custo: $150,000.00 dolares. Aceitam-se ofertas
Custo: $150,000.00 dolares.
Aceitam-se ofertas
COLABORAÇÃO 1 de Agosto de 2009 Perspectivas Em Busca da Felicidade Fernando M. Soares Silva fmssilva@yahoo.com
COLABORAÇÃO Agua Viva Crónica de Montreal Filomena Rocha Antologia de Poetas Antonio Vallacorba filomenarocha@sbcglobal.net avallacorba@aol.com lidade
COLABORAÇÃO Agua Viva Crónica de Montreal Filomena Rocha Antologia de Poetas Antonio Vallacorba filomenarocha@sbcglobal.net avallacorba@aol.com lidade

COLABORAÇÃO

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Agua Viva Crónica de Montreal Filomena Rocha Antologia de Poetas Antonio Vallacorba filomenarocha@sbcglobal.net avallacorba@aol.com lidade da
Agua Viva
Crónica de Montreal
Filomena Rocha
Antologia
de Poetas
Antonio Vallacorba
filomenarocha@sbcglobal.net
avallacorba@aol.com
lidade da língua portuguesa.
The Swiss Shop
II Antologia de Poetas
Lusófonos
lançada em Leiria
Ou como afirma o próprio Adélio
neste livro todas as poesias têm
mensagem. Todas elas transmitem
sentimentos. Todas elas cantam a
mesma língua. E mais, todas elas
M esmo aqui ao meu lado, na longa Avenida
onde moro, um lugar onde quase todos os
saudosistas faz já muito tempo queriam vi-
ver, a vida já foi mais Portuguesa.
Tudo tem um começo e um fim, como o Sol quando nasce
e enobrece o dia para depois se esconder e no seu ocaso
nos deixar as sombras e a noite.
Ainda há 24 anos, quem vinha dos Açores, queria conhe -
cer a Alum Rock. Era quase uma Manhatten da California
já em decadência, onde o Comércio já tinha sido brilhan-
te, entre os cafés e restaurantes, o pulular da vida e o arti-
cular das palavras dos que se encontravam, às vezes como
se fossem seres superiores às gentes do outro Vale onde eu
tinha feito poiso.
Nessa altura ainda havia Fados e Canções; o Folclore ti-
A literatura portuguesa
está mais enriquecida em
virtude da publicação da
mais recente antologia
Amaro, “Mais um elo para a Luso -
fonia”.
De facto, esta antologia surge com
os objectivos nobres de promover a
Lusofonia e de promover os poetas
que espalham as suas veias inspira-
doras por todo o mundo, tal como o
fizeram os grandes vultos da Luso -
fonia, com especial destaque para o
Padre António Vieira, que além da
língua conseguiu unir continentes.
Honra-nos particularmente poemas
que exaltam a nossa língua e os
nossos valores, como neste exemplo
“Língua Portuguesa”, de Sérgio M.
Pandolfo, do Brasil:
nasceram tão distantes umas das
outras e conseguiram um elo de ver-
dadeira união através da II Antolo -
gia de Poetas Lusófonos”.
Diz, por seu lado, o Governador Ar-
ménio Vasconcelos, “Eis a II Anto -
de poesia lusófona.
Sob o título de II Antologia de Po -
etas Lusófonos, esta obra apresenta
nas suas quase 500 páginas, cerca
de 140 poetas de 11 países, a saber,
de Angola, Brasil, Canadá, Estados
Unidos, França, Índia, Inglaterra,
Moçambique, Portugal, Suiça e Ti-
mor.
A comunidade portuguesa de Mon-
treal (leia-se o Canadá) está repre -
sentada com 5 poemas do livro “Pei-
to Açoriano”.
O respectivo lançamento, numa edi-
ção de Folheto Edições & Design,
de Leiria, decorreu recentemente
no Mosteiro Santa Maria da Vitória,
Vila da Batalha, tendo o evento sido
iniciado nas Capelas Imperfeitas do
Mosteiro, com a actuação da Or-
questra Filarmonia das Beiras.
Com preâmbulo de Adélio Amaro,
coordenador editorial, e introdução
de Arménio Vasconcelos, Gover-
nador do Distrito Elista da Zona
Centro do Elos Internacional da Co -
munidade Lusíada, este livro é um
notável exemplo de mais um outro
logia
Com
o seu canto a ecoar por
mais longínquos mares e montes ...
o canto ecoa agora com redo -
brada qualidade e musicalidade a
(
)
confirmar que vale a pena semear
nha de vir do monte, que era lá que o agricultor vivia e
tinha consigo o saber dos nossos sabores ainda arreigados
à terra.
Para mim, esta avenida representava mais o percurso do
Alto das Covas à Sé de Angra. Embora não tivéssemos os
doces da Pastelaria Athanásio, tínhamos a bica gostosa e
quente da Tamar, entre a amena cavaqueira dos amigos
“Língua que nascida de latino terço/
último rebento do romântico falar/,
de Viriato, a Lusitânia, o chão bru-
to fecundaste/, e, semente prolífera,
tenra árvore viraste”.
Quase toda a temática tratada nas pá-
ginas desta antologia, tem muito em
comum com todos os seus autores,
apesar da distância que os separa:
sentimentos e saborear fragrâncias
tão raras e caras como o são as que
emanam do nosso amado idioma
que, acima de tudo, e ao redor de
nós, nos enlaça e une”.
Ouçamos este belo exemplo de Pie -
dade Barbedo, portuguesa, residente
no Continente, em “Raças”:
“Que não se afoguem os laços/ nas
longas ondas do mar/, tantas
e
tan-
tos os passos/ Unindo
abraços/ Sabe melhor ...
peitos,
em
em serões inesquecìvelmente agradáveis; o Restaurante
o amor, a democracia, a liberdade,
a paz, a guerra,demais problemas
que afectam a humanidade, as terras
onde nasceram, os afectos pessoais,
etc. Entre todos eles, muitos são de
inspiração popular.
Por isso, e tal como se refere Adélio
E o do orgulho da nacionalidade:
Sousa - a catedral do Fado - com a comida saborosa como
o Beira-Mar; a Sé, no maravilhoso Templo de construção
“Portugal de Lés a Lés”, de Joaquim
Augusto Mota, do concelho de Ode -
Manuelina - Igreja das Cinco Chagas - onde a Palavra de
mira: “Como é linda a Natureza/;
Deus dita pelo saudoso Padre Leonel Noia nos lembrava
sentido da Vida, em improvisados sermões perfeitamente
elaborados.
Com toda a sua beleza/, Do Algarve
até ao Minho/; És pequena mas tens
contributo literário para a universa-
Amaro, nem todas as poesias são,
por outro lado, de “índole académi-
ca”. No entanto, acrescenta ter-se
querido dar voz à poesia popular.
“Mas uma coisa é certa - adianta-:
riqueza/, Linda pátria portuguesa/,
Portugal meu cantinho”.
Parabéns a todos os poetas, poetisas
e à Folheto Edições & Design.
E que não tarde a próxima antolo -
gia!
Lingua Portuguesa ....
(cont. da página 10)
O ensino da língua e cultura por-
tuguesas nos EUA e Canadá con-
tinua numa encruzilhada. Po -
rém as soluções estão nas nossas
mãos. Há que sairmos da apatia a
que nos habituámos, abrir a jane -
la às novas possibilidades que por
aí despontam, e arejar esta missão
de promover a língua portuguesa
e as vivências luso-americanas e
luso-canadianas. As nossas esco -
las comunitárias, e os cursos de
língua e culturas portuguesas no
ensino oficial americano e cana-
diano, são, os melhores veículos
que possuímos para passarmos
o nosso legado cultural, não só
às novas gerações, filhos, netos
e bisnetos de emigrantes, mas
ainda aos filhos, netos e bisnetos,
de todos os outros grupos étnicos
que compõem o mosaico huma-
no, o multiculturalismo estaduni-
dense e canadiano.
O momento é agora, ou ence -
tamos um conjunto de medidas
e projectos para salvaguardar a
língua e a cultura portuguesas
ou as mesmas, daqui a uns escas-
sos anos, serão peças do passado
guardado, bem lá no fundo do
baú de recordações. Peças que
ninguém as utilizará ou entende -
rá.
No meio deste cenário, silenciosamente, sem ser Portu-
guês, mas tomando lugar e pulso, o homem dos relógios
no melhor de sempre para marcar o Tempo - The Swiss
Shop. No meu tempo quem não tinha um relógio suíço,
não tinha um bom relógio. Mr. Emil Heyler, vindo de um
país do frio, a velha Alemanha da Floresta Negra que foi
o seu berço há muitos anos, aquela em que ele percorreu
largos quiilómetros de tem e biciceta para a sua escola
católica e para o trabalho, até que um dia decidiu como
a irmã mais velha, vir para os Estados Unidos à procura
de uma vida melhor, fazer o que gostava no mundo dos
relógios e fugindo do rescaldo de uma Guerra de Hitler,
que matou, escravizou e desestabilizou a vivência de tanta
boa gente. Oregon, foi sua primeira casa, por se parecer
melhor com a Floresta dos seus verdes anos, mas o des-
tino em pouco tempo o fez morar na cidade de São José,
ficando com a Swiss Shop, faz este ano cincoenta anos e

onde até hoje vive para servir uma grande clientela, que de todos os grupos étnicos, a maior é a Portuguesa de to - das as partes da América. São muitos anos de trabalho e muitas histórias que Emil tem de memória de clientes excelentes e menos bons, que guarda para si, com respeito por cada um deles, mesmo que nem sempre o pagamento pelo seu trabalho tenha sido justo e feito atempadamente. Saudades do seu país que visitou algumas vezes, nem por isso. Já tem mais anos de cá, do que da Alemanha muito verde e fria, pois a California colorida e de temperaturas agradáveis o cativou para sempre. Diz-me com graça que só há-de reformar-se quando ganhar a Lotaria e humilde - mente continua a vender ouro de Portugal aos mais portu- gueses e ajustando os ponteiros de outros que nem sempre regulam tão bem como os relógios de Cuco originários da terra que o viu nascer. Cincoenta anos é muito tempo e penso que Emil Heyler dentro deste Little Portugal merece uma homenagm dos Portugueses, nem que seja pelo Natal, até porque sempre tem uma prenda para o bazar quando alguma organização lhe bate à porta.

1600 Colorado Avenue Turlock, CA 95382 Telefone 209-634-9069
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FESTAS

1 de Agosto de 2009

Festa de Monterey - quem não vai não sabe o que perde

14 FESTAS 1 de Agosto de 2009 Festa de Monterey - quem não vai não sabe

No Sábado da Festa houve, como é habitual, a apresentação das Rainhas e Direcção da mesma. Finalizou com baile com o Hermínio

14 FESTAS 1 de Agosto de 2009 Festa de Monterey - quem não vai não sabe
14 FESTAS 1 de Agosto de 2009 Festa de Monterey - quem não vai não sabe

A Rainha Amelia Wren mostrando a sua bonita capa e acompanhada pelas suas aias Angela Wren e Rachel Brum nas ruas de Monterey em direcção à Capela

14 FESTAS 1 de Agosto de 2009 Festa de Monterey - quem não vai não sabe

A Festa de Monterey sempre foi conhecida pela “artilharia pesada” que tem na sua recta - guarda, o que faz com que o Presidente passe o dia descansado, sem preocupações.

A Festa em Louvor ao Espírito Santo de Monterey começou em 1943 por iniciati- va de John Morais. Gus Souza foi eleito o seu primeiro Presidente. Na sua primei- tar festa tudo veio emprestado, de Sali- nas “Old Festa”, de San Joaquin Valley e Watsonville. A primeira festa consistiu só na benção da comida. Não houve missa nem parada. A carne servida provinha de uma só vaca oferecida pelos Irmãos Sousa (Tom e Gus Souza) e o feijão foi oferecido pelo casal Garcia, de Salinas. E assim começou esta festa na terra rica e

piscatória de Monterey.

Hoje em dia, o almoço de agradecimento no Sábado da Festa, é o mais rico almo - ço da nossa comunidade. A ementa é tão rica que até temos medo de nos esquecer- mos de alguma coisa. Consta de caran-

gueijo, camarão, polvo, filetes de peixe,

peixe frito, lulas, bifes, vinho e cerveja à discrição. Um almoço inesquecível para quem pode abarcar com tais iguarias. À noite, apresentação das Rainhas e ofi- ciais com troca de coroas, tendo os Pre - sidentes deste ano agradecido às Rainhas

14 FESTAS 1 de Agosto de 2009 Festa de Monterey - quem não vai não sabe

Rainha Pequena Jenna da Rosa e aias Isabella Melo e Amber Matos

do ano passado com pequenas ofertas. Baile com Hermínio. No Domingo, a Coroação saíu da baixa da cidade, percorrendo as suas avenidas até à Capela, onde a missa foi rezada pelo Padre Eduino Silveira. As sopas são servidas contínuamente des- de manhã até ao regresso da Coroação ao

Salão e são servidas novamente à tarde e à noite houve baile com Chico Avila. Como sempre, ao lado do Salão da Festa há um enorme espaço onde permanecem as dezenas de motorhomes que todos os anos vem a esta bonita festa.

Para quem nunca foi aqui fica o convite.

Vale a pena o passeio a Monterey.

FESTAS No regresso ao Salão as Rainhas e Oficiais recebem os cumprimentos de todas as Bandas
FESTAS No regresso ao Salão as Rainhas e Oficiais recebem os cumprimentos de todas as Bandas

FESTAS

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FESTAS No regresso ao Salão as Rainhas e Oficiais recebem os cumprimentos de todas as Bandas

No regresso ao Salão as Rainhas e Oficiais recebem os cumprimentos de todas as Bandas envolvidas na Festa.

FESTAS No regresso ao Salão as Rainhas e Oficiais recebem os cumprimentos de todas as Bandas

O Presidente Manuel e Nemésia Machado sendo coroados pelo Padre Eduino

FESTAS No regresso ao Salão as Rainhas e Oficiais recebem os cumprimentos de todas as Bandas

Coroação da Rainha Grande Amelia Wren

FESTAS No regresso ao Salão as Rainhas e Oficiais recebem os cumprimentos de todas as Bandas

Três mulheres num altar acompanhadas por uma Padre é um bom sinal

FESTAS No regresso ao Salão as Rainhas e Oficiais recebem os cumprimentos de todas as Bandas

Rainha Pequena Jenna da Rosa sendo coroada à vista do pai e avós

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FESTAS

1 de Agosto de 2009

GPS, a festa no coração do Vale
GPS, a festa no coração do Vale

Em pé, dir/esq: Ana Maria Parente, Debbie Azevedo, Scotty Mendes, Joe Machado, Paulo Matos, Alcino Nunes, Alfredo Nunes, João Jorge, João Pires, Arminda Alvernaz, Jesualda Azevedo. Sentados: Manuel Escobar, Helder Carvalheira, Vanda Teixeira, Teresa Machado, Maria Nunes, Lucy Nunes, Odelta Jorge, Cecilia Pires, João Cardadeiro.

FESTAS 1 de Agosto de 2009 GPS, a festa no coração do Vale Em pé, dir/esq:
FESTAS 1 de Agosto de 2009 GPS, a festa no coração do Vale Em pé, dir/esq:

Em cima: Arminda Alvernaz, com Helder Carvalheira, Manuel Escobar e João Cardadeiro. Embaixo: Ana Maria Parente

FESTAS 1 de Agosto de 2009 GPS, a festa no coração do Vale Em pé, dir/esq:

João e Odelta Jorge, Alfredo Nunes, Monsenhor Myron Cotta, Lucy Nunes, Maria e Alcino

Nunes

FESTAS 1 de Agosto de 2009 GPS, a festa no coração do Vale Em pé, dir/esq:

João Pinheiro e Jesualda Azevedo na tradicional desgarrada

FESTAS 1 de Agosto de 2009 GPS, a festa no coração do Vale Em pé, dir/esq:

Manuel dos Santos, José Ribeiro, João Pinheiro, Adelino Toledo, José Placido, Vasco Aguiar e o “seleccionador” Luís Nunes. Embaixo: Padre Leonard Trindade, Monsenhor Myron Cotta e Padre Daniel Avila

FESTAS 1 de Agosto de 2009 GPS, a festa no coração do Vale Em pé, dir/esq:
FESTAS Vice Presidente Alcino e Maria Nunes; Presidente Alfredo e Lucy Nunes; Past Past President João
FESTAS Vice Presidente Alcino e Maria Nunes; Presidente Alfredo e Lucy Nunes; Past Past President João

FESTAS

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FESTAS Vice Presidente Alcino e Maria Nunes; Presidente Alfredo e Lucy Nunes; Past Past President João

Vice Presidente Alcino e Maria Nunes; Presidente Alfredo e Lucy Nunes; Past Past President João e Odelta Jorge, Tesoureiro João e Cecilia Pires; Secretário Joe e Teresa Machado

FESTAS Vice Presidente Alcino e Maria Nunes; Presidente Alfredo e Lucy Nunes; Past Past President João

Rainha Junior Lexie Nunes com as aias Brittney Vaz e Maryann Verissimo

FESTAS Vice Presidente Alcino e Maria Nunes; Presidente Alfredo e Lucy Nunes; Past Past President João

Familia Nunes a ser coroada, o que incluia as três Rainhas e uma aia, filhas do casal Alfredo e Lucy

Nunes.

FESTAS Vice Presidente Alcino e Maria Nunes; Presidente Alfredo e Lucy Nunes; Past Past President João
FESTAS Vice Presidente Alcino e Maria Nunes; Presidente Alfredo e Lucy Nunes; Past Past President João

Rainha Pequena Jillian Nunes, aias Sidney Lima e Darian Nunes

Rainha Grande Brianna Nunes e aias Brianna Moen e Kataryna Verissimo

A Noite de Fados encheu o Salão. Can- taram a Debbie e Jesualda Azevedo, Ana Maria Parente e Arminda Alvernaz, acompanhadas por Helder Carvalheira, Manuel Escobar e João Cardadeiro. O MC foi Paulo Matos. Houve fados para todos os gostos e também a habitual desgarrada entre a Jesualda e o João Pinheiro.

No Sábado, dia de Bodo de Leite com Pézinho - Vasco Aguiar, José Plácido, Ma- nuel dos Santos, João Pinheiro, Adelino Toledo, José Ribeiro, acompanhados pelo Pedro Reis, Jorge Reis, Dimas Toledo e Manuel Avila. À noite baile com o Conjunto Progresso e Cantoria.

No Domingo a Coroação saíu do Salão para a Igreja onde foi rezada Missa de Festa pelo Monsenhor Myron Cotta, co - adjuvado pelos Padres Leonard Trindade e Daniel Avila. Cantou o Coro do Santuário de Gustine. O regresso ao Salão fez-se debaixo de muito calor. Sopas, arremataçãoes e à noi-

te, baile com Alcides Machado. Na segunda feira, a tradicional corrida de toiros no Bella Vista Park. Praça cheia, mas antes da corrida dançou-se ao som do Alcides Machado.

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COMUNIDADE

1 de Agosto de 2009

Reuniões de Família

Hoje em dias com as famílias tão dispersas

que temos, não é facil reuni-las de vez em quando e aproveitar esses momentos para conhecer melhor aqueles que mais longe vivem, conhecer melhor os netos que já não

se vêem há anos, enfim, gozar esses dias ou

mesmo horas que serão inesquecíveis. João Pires, de Gustine, aproveitou e bem o seu 60° aniversário para trazer a familia para junto de si e ainda teve tempo de rece - ber algumas centenas de amigos. Aqui fica para a história esse momento fa- miliar.

Em cima do muro: João Pires e Stela, Chris- tian e Cecilia, Paulo, Cecilia e Leo, Brian, Owen, Michele, Amanda, Adão, Eldred. Fila traseira: João David, José e Lucas, Ana Cristina e Vasco, Toninho e Claudia, Cris- tiana, João, Maria, Lucia, Etelvina. Em pé: João, João Ramiro.

Primeira fila: Gonçalo, Lourenço e João

Manuel.

COMUNIDADE 1 de Agosto de 2009 Reuniões de Família Hoje em dias com as famílias tão

Foto tirada a 24 de Junho de 2009, na Leitaria de João e Cecilia Pires, em Gustine

foto de José Enes

Quem não se lembra do Zé da Lata, o José Martins Pereira? Quem não se lembra da- quela voz especial que enchia o ar, levada pela Rádio dos Açores, com as canções mais bonitas do nosso folclore. Este saudoso poeta e cantador tem uma enorme família aqui na California como se pode ver nesta fotografia da Filomena Ro - cha, tirada na semana passada em Modes- to, onde todos se reuniram para recordar aquele que mais alto cantou o folclore e outros que já partiram.

Só há, infelizmente, quatro filhos vivos - o

João Martins Pereira, Leontina Simões, Benvinda Dias e Lourdes Costa.

COMUNIDADE 1 de Agosto de 2009 Reuniões de Família Hoje em dias com as famílias tão
COMUNIDADE 1 de Agosto de 2009 Reuniões de Família Hoje em dias com as famílias tão
COMUNIDADE 1 de Agosto de 2009 Reuniões de Família Hoje em dias com as famílias tão
COMUNIDADE 1 de Agosto de 2009 Reuniões de Família Hoje em dias com as famílias tão
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COLABORAÇÃO

1 de Agosto de 2009

Sabor Tropical Existe uma só raça: Elen de Moraes A humana! elendemoraes_rj@globo.com
Sabor Tropical
Existe uma só raça:
Elen de Moraes
A humana!
elendemoraes_rj@globo.com

Existe u ma só raça: a raça

humana”. Uma frase que fez sucesso na TV brasilei- ra, numa campanha contra o racismo. Certa vez ouvi de um amigo nascido nos Açores que muitos portugueses continentais têm os açorianos como cidadãos infe - riores. Naquele momento achei o comentário exagerado, porque não compreendo e não aceito ne - nhum tipo de preconceito e, ade - mais, somos todos irmãos. Depois, aqui no Brasil, procurei conversar com alguns portugue - ses para saber-lhes a opinião e a maioria enfatizou que nunca tinha ouvido nada a respeito. Conside - ravam-se um só povo, de uma só Nação. Alguns respondiam não ter cabimento a minha pergunta e se chateavam e outros – poucos - davam com os braços para o ar, num gesto de desdém, sem tecer nenhuma observação. Daí, fui pesquisar na internet e me admirei com a troca de “far- pas” e mensagens exaltadas que li nos comentários de alguns blo - gs, entre habitantes do continente e das ilhas e cheguei à conclusão que há certa mágoa e desencanto entre alguns deles. Por quê? Não descobri! Como também, ainda hoje, não descobri os motivos pelos quais tantos portugueses, em Portugal, se deixam levar por um ódio cego pelos brasileiros. E a aversão é tão intensa que um cidadão no site “Causa Nacional” despeja

todo seu racismo contra nós, com tanta ênfase que, instantanea-

mente, lembrei-me do nazismo e das suas dramáticas conseqüên- cias. Lá pelo meio do artigo o tal Se - nhor tem a petulância de chamar o Brasil de “pardieiro” e acres- centa que acha natural a imigra- ção dentro da Europa, por parti- lharem a mesma herança cultural e por serem “brancos, católicos e trabalhadores” e que “os imi- grantes actuais (PALOP’s, Bra- sileiros, Indianos, etc.) represen- tam um corpo estranho no tecido social português” E continua o ataque dizendo “estes indivíduos trazem as suas religiões, culturas e tradições, que em muitos casos acabam por chocar com a cultura nativa (pense-se no caso da exci- são feminina!)”. Entristece-me essa mentalidade tacanha. Pela parte que nos toca nesse comentário, nós, brasilei- ros, sentimos orgulho da nossa cultura, do nosso folclore, da nossa culinária, herança do povo português, como herança, tam- bém, foi a religião e se somos hoje o país com maior numero de católicos no mundo e se temos

ceito que sofrem quando chegam a Portugal, quer sejam turistas, estudantes ou quem vai a negó - cios. Há um tempo, uma revista bra- sileira de grande circulação en- tre nós – Claudia - veiculou uma matéria cujo título “Brasileira= prostituta – é assim que a Euro - pa nos vê”- de cara, já mexia com nossos brios e com nossos nervos. Eram depoimentos de brasileiras estudantes ou que estavam a tra- balho na Europa e que durante todo o tempo tinham que provar, mostrando documentos, que não eram prostitutas. A revista conta que foi a Portugal e Espanha para rastrear as origens do preconcei- to e confirmaram todas as denun- cias. Ainda bem que a grande maioria dos portugueses não é xenófoba e racista. Encontramos, entre eles, muitos admiradores do nosso povo, como o Sr. Helder, que ao descobrir 18 motivos para se ter orgulho de ser português, dá-nos como primeiro, a miscigenação e diz: “Deus fez os negros e os brancos e o português encarre - gou-se de inventar os mulatos ... é uma tese arriscada, mas politi- camente correcta” e conclui: “en- quanto os holandeses cultivavam a separação colonial, o português praticava uma virtude: a misci- genação”. E eu acrescento que o português (homem e mulher) ao se casar com um negro, empres- tou beleza e poesia à nossa raça. Mas, concordo com os portugue -

ses, quando se revoltam e pedem que os ladrões, prostitutas, tra-

ficantes e travestis que vendem

sexo e invadem Portugal, sejam

devolvidos aos seus países de ori- gem. Devem, sim, ser repatriados e não só os africanos, brasileiros, indianos, mas os de todas as na- cionalidades. Que cada governo

cuide dos “seus filhos” que têm

problemas de ordem social, os desamparados pela sorte e os bandidos que precisam do “abri- go” das penitenciárias.

Entretanto, tratar todos os brasi- leiros como se fossem bandidos e prostitutas, sem o devido respeito ao Ser humano, é indigno, cruel e revoltante. Merecemos e exigimos respeito!

http://www.causanacional.net/in-

dex.php?itemid=118

http://claudia.abril.com.br/

materias/2831/?sh=31&cnl=35

http://engenium.wordpress.

com/2006/10/06/18-motivos-de-

orgulho-em-ser-portugues/

Vende- se Leitaria de Cabras 8.9 acres com irrigação própria Casa com 3700 pés quadrados, 5
Vende- se Leitaria de Cabras
8.9 acres com irrigação própria
Casa com 3700 pés quadrados, 5 quartos de cama, 3 quar-
tos de banho, toda remodulada.
Perto da auto-estrada e Shopping Center
Fica situada a 1 milha do novo Hospital do Kaiser
Permanente, em Dale Road, Modesto, California
Perto do novo Liceu
Extraordinário investimento de $990K dolares
Os animais existentes não estão incluídos
Contactar AHMAD SHAMA
(209) 505-5268
uma cultura bonita, diversificada
e bem colorida, devemos à colo -
nização portuguesa.
Não sei se pela desorganização
ou por pura xenofobia, a verdade
é que são inúmeras as reclama-
ções e os depoimentos de brasi-
leiros, que vemos na TV, jornais
e revistas, pelo racismo e precon-
Ao Sabor do Vento
I am a lucky man
José Raposo
raposo5@comcast.net

Olá Sr. Machado! É sempre a maneira como me dirijo ao Sr. Manuel Machado, de Petaluma. A primeira vez que o encontrei, penso eu que foi no salão Português da mesma cida- de, quando ele mandava uma chamarrita e eu também me meti na dança. Uma vez, ao regressar de Portugal, encon- tramo-nos em Boston e bebemos um copo juntos lá no aeroporto e tenho de dizer que se bem que o vinho fosse bom, não valia o dinheiro que ele pagou. Mas, já sabemos como são as coisas nos aeroportos. Continuamos a ver-nos sempre nas festas Portuguesas e tenho a dizer que é sempre um prazer falar com ele, mesmo que algu- mas vezes não concordemos.

Já uma vez me referi a ele, aqui no jornal, quando me chamou a atenção por causa das bandeiras da organização em que eu

estava incorporado, ficarem nos lugares

errados durante a Procissão da festa de Sebastopol. Fiquei muito agradecido a ele e chateado comigo mesmo por ver os erros que os ou- tros cometem e não ter visto um que come -

temos, mesmo na frente dos meus olhos.

Enfim, coisas da vida.

Ainda há dias, falando com ele, me conta- va a história que se bem que tivesse nasci- do em São Jorge, na freguesia da Urzelina, só foi ao Topo depois de estar a viver seis anos na América. Dizia ele na brincadeira:

“Foi preciso eu ter vindo à América e tirar um passaporte para entrar no Topo”. É uma das pessoas que eu conheço que trabalhou muito nesta terra, mas, também tem gozado. Todos os anos vai num cru-

COLABORAÇÃO 1 de Agosto de 2009 Sabor Tropical Existe uma só raça: Elen de Moraes A

zeiro e sempre a pontos distantes. Talvez seja dos Portugueses aqui desta área que mais tem viajado. Uma vez até me mostrou uma pequena nota que tinha na carteira com o número de vôos que já fez. Não me recordo, mas sei que estava perto dos 200 ou mais. Numa dessas suas viagens a Portugal, em 1965, viu em vários jardins, arbustos em forma de animais e outros formatos. Pensou logo em fazer a mesma coisa nos parques e jardins que estavam à sua res- ponsabilidade, em Petaluma. Se bem pen- sou, melhor o fez. E os parques e os jardins públicos que ele cuidava em Petaluma, co -

meçaram a tomar uma forma diferente e ainda hoje se pode apreciar em alguns, o

seu magnífico trabalho.

Topiary (que é arte de podar arbustos em formas caprichosas), era para o Sr. Ma- chado um prazer e na minha opinião esses arbustos que ele muito delicada e amoro -

samente transformou nas mais variadas

figuras ou animais, parecem que tomavam

vida própria e assim se enquadravam no meio da natureza que ele tanto admira e

gosta. Quando o Sr. Machado se reformou, a ci-

dade de Petaluma ficou mais pobre, pois

ninguém tem o talento e a dedicação que

este homem, durante tantos anos empres- tou àquela cidade. Em 1986 ele foi eleito o empregado do ano. Numa entrevista que ele deu ao jornal Ar- gus-Courier de Petaluma, ele diz:

- I have a beautiful wife, two wonderful

sons and three terrific grandkids.

I am a lucky man.

COLABORAÇÃO Minha Língua Minha Pátria Conversa em duas Línguas Eduardo Mayone Dias eduardomdias@sbcglobal.net J á nos
COLABORAÇÃO Minha Língua Minha Pátria Conversa em duas Línguas Eduardo Mayone Dias eduardomdias@sbcglobal.net J á nos

COLABORAÇÃO

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Minha Língua Minha Pátria Conversa em duas Línguas Eduardo Mayone Dias eduardomdias@sbcglobal.net
Minha Língua Minha Pátria
Conversa em duas Línguas
Eduardo Mayone Dias
eduardomdias@sbcglobal.net

J á nos longínquos tempos do Liceu estranhava um pouco que o nosso livro de texto de História de Portu-

gal quase só assinalasse vitórias e

conseguimentos. Quanto a derro -

tas ...

Sim, havia aquele malfada-

do Alcácer-Quibir. E na batalha de Toro pelo menos a ala coman- dada pelo Príncipe Perfeito havia batido os castelhanos. Batalha indecisa, pois, mais ou menos

como um empate num desafio de

futebol. Fora isso o livro representava quase uma apologia da invenci- bilidade dos portugueses, sobre - tudo frente a esses execráveis espanhóis. Mais tarde procurei saber como fontes estrangeiras consideravam essas insuperáveis vitórias. Uma época que espe - cialmente me interessava era o domínio filipino e a subsequen- te Guerra da Restauração. Para aclarar um pouco o tema, propus ao meu antigo aluno e posterior colega, colaborador e amigo, o Doutor Antonio Morillo, que me expusesse como via os mesmos

factos sob a sua perspectiva de além-fronteira. E aqui vai o que discutimos:

- Antonio, pensa em 1580. Há uma crise de sucessão, Filipe II de Espanha considera-se o legíti- mo herdeiro do trono de Portugal, o Duque de Alba ocupa o país virtualmente sem resistência. Era então assim tão ameaçador o poderio bélico espanhol? Qual era a reputação do Duque dAe Alba como chefe militar?

- Sí, Felipe II se considera el legí- timo heredero de la corona portu- guesa, y de hecho lo es, como así le fue reconocido por las Cortes portuguesas de Almeirim, quie - nes le ofrecieron el trono de ese país. Evidentemente, al aceptar ese trono encontró fuerte oposi- ción por parte de los portugueses quienes se levantaron en armas contra él. Para remediar la situ- ación, envió a Fernando Álvarez de Toledo, III Duque de Alba, para controlar y remediar la si-

tuación. Don Fernando, derrotó a Dom Antonio en la batalla de Alcántara, y ocupó el país. En efecto, en aquella época el poder militar español era inmen- so, y sus tropas eran temidas por todo el continente europeo. Don Fernando era un reconocido ge - neral que había participado, y ganado, importantes batallas en diferentes lugares de Europa. Aunque había sido relegado de su cargo como jefe militar por Feli- pe II –Don Fernando había apro - bado el matrimonio de su hijo Don Fadrique, sin esperar el con- sentimiento del rey –fue llamado para solucionar el problema por- tugués, lo que hizo sin grandes

dificultades, permitiendo que sus

soldados saqueasen las ciudades portuguesas conquistadas.

- Bem, assim compreende-se a passividade da débil oposição portuguesa. Aliás a chamada batalha de Alcântara não passou de uma breve escaramuça nos

arredores de Lisboa. O Duque de Alba, com os seus 50 000 ho - mens, dotados de poderosa arti-

lharia, não teve dificuldade em

pôr em frenética debandada as poucas tropas que D. António, Prior do Crato, havia podido reu- nir no dia anterior. O meu livro de História dos tem- pos do Liceu não aludia ao saque de cidades portuguesas por tro - pas espanholas, prática corren- te na época. Essa omissão era todavia politicamente correcta. Nos anos após o termo da Guerra Civil de Espanha, todo o ensino em Portugal estava rigidamente controlado pelos altos poderes e atravessava-se então uma fase de quase lua de mel com o Governo de Franco. Seria pois inadequada qualquer nota discordante. Mas voltemos a Filipe II de Es- panha e I de Portugal. Havia prometido - e cumprido - manter direitos e prerrogativas que pre - servassem a individualidade por- tuguesa. Como achas tu que essa atitude se possa compatibilizar com o expansionismo espanhol do tempo? Poder-se-ia considerar

Filipe II como um rei “liberal”?

  • - Recordemos que Felipe II, en

su política hacia Portugal, no fue motivado en momento alguno por ideas - imperialistas, sino que con ella defendía su derecho heredi- tario. Derecho que, como hemos dicho antes, le fue reconocido por las mismas cortes portuguesas. En cuanto a lo de respetar el que los portugueses mantuviesen sus derechos y prerrogativas, tene - mos que recordar que la madre de Felipe, la emperatriz Isabel, era portuguesa, y que con ella Felipe aprendió no sólo la lengua –que hablaba con facilidad –sino el amor por la tierra lusitana. Du- rante los dos años (1881-1583) que Felipe permaneció en la cor- te portuguesa, siempre favoreció a la nobleza portuguesa, y que para la administración del país no nombró ni un solo funcionario español. Cuando salió del país para re - gresar a El Escorial (febrero.de 1583) dejó por virrey a su sobrino el cardenal archiduque Alberto de Austria y los consejeros que

le dio eran portugueses. De todo ello podemos concluir que su actitud de tolerancia hacia Por- tugal no tenía nada que ver con la política de España hacia otros países.

  • - Uma explicação perfeitamente

aceitável. Nesse aspecto a actua- ção do rei foi meritória. Avancemos agora uns sessenta anos. Filipe IV de Espanha (III de Portugal) está no trono. No verão de 1640 rebenta uma re - volta na Catalunha. Tropas por- tuguesas estão incorporadas na forcas que a tentam reprimir. O comandante operacional dessas forças é um português, D. Fran- cisco Manuel de Melo. Contudp, ante novos recrutamentos, vários nobres portugueses reagem. Como é bem sabido, no dia 1º de Dezembro desse ano, 40 deles, acompanhados de adeptos, num total de uns 120 homens, irrom- pem pelo Paço da Ribeira, im- põem-se à vice-rainha, a duquesa

de Mântua, lançam pela janela o detestado secretário Miguel de

Vasconcelos e proclamam o Du- que de Bragança como novo rei de Portugal. Como se explica que não hou- vesse ocorrido qualquer resistên- cia por parte da guarda do Paço, composta por duas companhias de espanhóis e alemães, da guar- nição do Castelo de São Jorge, uns 600 homens, ou dos tripulan- tes das galés espanholas surtas no Tejo? É certo que a notícia só chegou a Madrid a 7 de Dezembro mas por outro lado foi apenas na pri- mavera de 1644 que teve lugar o primeiro ataque a território por- tuguês por forças espanholas. Porquê essa demora? Estava ain- da Madrid ocupado com a revolta da Catalunha?

- Madrid estaba preocupado no sólo con la guerra contra Cata- luña, sino con la revuelta en Ara- gón. Hay que recordar que 1640 fue un año desastroso para España, que era amenazada por Francia, - aliada con Suecia. La situación en Flandes era insostenible para Felipe IV, y a todo eso, como dije anteriormente, hay que añadir las guerras en Cataluña y Aragón. El ejército que el Conde-Duque de Olivares organizó para enviar

e Portugal a combatir contra los nobles portugueses, que se habí- an alzado contra España, y nom- brado rey de Portugal al Duque de Braganza, fue prontamente derrotado en la batalla de Elvas ya que era un ejército un tanto debilitado. Por tanto, es fácil ver que España no puso la atención debida a lo que sucedía en Portugal, y la que le dedicó, no contenía la energía debida ya que Olivares encargó de todo al Duque de Medina Si- donia, hermano de la Duquesa de Braganza. Medina Sidonia, s no puso gran interés en solucionar los problemas con Portugal, y eso explica el que no actuasen las tro - pas que mencionas, en el castillo de San Jorge en Palacio, o en los

barcos españoles anclados en el Tajo ante Lisboa.

- Continua a fazer sentido o que me explicas. É lógico que a aten- ção do Governo de Madrid esta- va dividida por vários teatros de guerra. Por outro lado o Duque

de Bragança, agora o rei D. João IV, logo que subiu ao trono pro - curou prover de meios de defe - sa a raia alentejana, por onde era previsível que tivesse lugar uma incurs. A reacção espanhola foi demora- da, o que permitiu a concentração de reforços portugueses no Alen- tejo. A primeira batalha signifi- cativa, a de Elvas ocorreu só em 1659, as do Ameixial e Montes Claros respectivamente em 1663 e 1665. Nesse último ano morre Filipe IV, sempre inconforma- do com a “rebeldia portugue - sa”, como ele dizia, e começa a considerar-se um acordo de paz. Mesmo assim, o Tratado de Ma-

drid, que pôs fim as hostilidades,

so veio em 1668. Se os sucessores de Filipe II de Espanha tivessem compartido a complacência do soberano em relação a Portugal, não seria inadmissível pensar que tu e eu, Antonio, tivéssemos idênticos passaportes e mesmo que o jornal que acolhe esta conversa se cha- masse agora Tribuna Española. A Ibéria, se esse nome fosse adop - tado contaria com um excelente porto atlântico, essencial para o trato com as comuns colónias da América, África e Ásia. A união teria sido evidentemen- te oposta pela Inglaterra e pela França, receosas de uma nova grande potência, mas Portugal, embora com certa relutância, te - ria hoje um estatuto comparável ao da Catalunha actual. As imponderabilidades da His- tória determinaram o contrário e nunca se se pôde concretizar aquela “España una, grande y li- bre” com a qual o General Franco séculos depois iria sonhar.

Falecimento

Nascimento

Faleceu em Cerritos no dia 15 de Junho de 2009, Isabel Pacheco Silveira, nascida em Santo Espírito, Ilha de Santa Maria, Açores, a 2 de

Faleceu em Cerritos no dia 15 de Junho de 2009, Isabel Pacheco Silveira, nascida em Santo
Faleceu em Cerritos no dia 15 de Junho de 2009, Isabel Pacheco Silveira, nascida em Santo

Julho de 1949. Deixa de luto seu marido Al-

fredo Silveira, filha Cristina

Isabel Silveira, casada com Terence Tungsth e ainda o neto Rui Agnelo Silveira. Também a chorar a sua mor- te ficam suas irmãs Ana Ma- ria Nunes, casada com José

Nunes e Águeda Maria Tos- te, casada com Luís Toste. A Isabel Silveira ficou sepul- tada no Cemitério de Todas as Almas, em Long Beach, California.

Tribuna Portuguesa envia sentidas condolências a toda a familia Silveira.

Nasceu no dia 6 de Junho de 2009 no Doctor’s Hospital em Modesto, Alissa Silva, filha de Lucia e John Silva, resi- dentes em Turlock.

nia e os maternos Fátima e José Costa, residentes em Turlock. Alissa foi baptizada no dia 28 de Junho pelo Padre Manuel de Sousa.

 

Os avós paternos são Fátima e Mike Sil- va, residentes em Watsonville, Califor-

Tribuna Portuguesa envia parabéns a toda a família Silva e Costa.

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1 de Agosto de 2009

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A Revista da Tertúlia Tauromáquica Terceirense “Festa na Ilha” já chegou à Califor- nia. Custa $4.50 euros ou seja $6.50 dólares. Estará à venda na Padaria Popular (San José), Rosa Trade Rite Market (San José), Fer- nandes Linguiça (Tracy), Tribuna Portuguesa (Modesto). Sao 93 páginas de belas fotos e bons artigos sobre a Festa Brava da Terceira, Graciosa, São Jorge e até da California. Não perca o melhor das Ilhas.

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TAUROMAQUIA

1 de Agosto de 2009

O bom senso volt ou

O bom senso volt ou Quarto Tércio
 

Quarto Tércio

José Ávila

Praça de Gustine, 20 de Julho de

como o segundo toiro entrou na are -

tudo se faz, menos tourear. Tocou nos

josebavila@gmail.com

2009

na. Possante, corredor e sem nunca

um sinal de falta de confiança.

Os cavaleiros, todos eles, não gostam

Tellez - de artista a palhaço

cornos vezes sem conta, ajoelhou-se,

disse para a outra:” Eu não sabia que

me diria no fim da corrida, o meu

Festa do GPS

largar o cavaleiro. Viu-se na cara dele

apalhaçou-se de tal maneira que uma

 
   

Cavaleiros - Paulo Ferreira, Sário Cabral Matador - Israel Tellez

e viu-se no comportamento que ele imprimiu ao cavalo. Toda a gente tem destes dias, mas é importante que o Sário saiba controlar-se em frente a

miuda que passou em frente a nós,

havia circo em Gustine?”. Uma autêntica vergonha numa faena

Tiro o meu chapéu 5 vezes

e atiro fogo de

artificio para o ar, à

 

Forcados Amadores de Turlock Director - Duarte Braga Banda de Tracy

3/4 forte de praça Toiros de Manuel da Costa (3) e Amigos do GPS (3)

O matador de toiros Israel Tellez che - gou 1 hora e 25 minutos atrasado à corrida. Inexplicável. Desculpas do

este tipo de toiro. Nunca o compre - endeu, tirou-o da sorte várias vezes e ia complicando a sua actuação todas as vezes que acelerava o cavalo, que é

de aceitar estas críticas, mas estas coisas estão estudadas por grandes mestres, e são verdadeiras. “Diz-me

que estava muito bonita, com muito salero. Desde há anos que aprecio muito o trabalho deste jovem, mas já numa corrida recente em Stevinsou, ele perdeu as estribeiras e armou-se em palhaço, para gáudio de muita gente. Tourear é uma liturgia, como bem

Direcção do GPS, presidida por Alfredo e Lucia Nunes, que, com o Joe Macha- do, Alcino

Direcção do GPS, presidida por Alfredo e Lucia Nunes, que, com o Joe Macha- do, Alcino Nunes, João Pires e Scotty Mendes, acabaram com uma ilegalidade praticada nas nossas corridas de toiros - a não entrega dos bilhetes

Também tiro o meu chapéu ao Merced

avião, não são de acreditar. Os con- tratos com estes jovens mexicanos devem ser revistos.

como andas e dir-te-ei o que sentes”. Sário nunca deveria ter dado volta á praça nas suas duas actuações. Só se deve dar, quando se triunfa e não foi

bom amigo peruano Alejandro. Tourear é uma arte, não um palhaça- da. Tourear é saber respeitar o toiro.

É dignificá-lo.

aos seus donos. Até que enfim que o bom senso regres- sou às nossas festas.

O primeiro toiro (n°54) para Paulo Ferreira, de Manuel da Costa, era

este o caso. Outros dias virão, mas Sário tem de compreender que não

Vejam no YouTube o que aconteceu com o José Tomás em Barcelona no

County Sheriff’s POSSE pela sua sempre bonita parti- cipação nas nossas corridas.

insonso, e nunca respondeu aos cas- tigos, o que é um mau sinal. Sempre

pode esconder sentimentos em frente a três mil pessoas.

dia 9 de Julho de 2009, onde toureou seis toiros, de uma maneira digna,

Tiro o meu chapéu à RTPi por ter começa-

que se cravava uma bandarilha nunca respondia ao castigo. Paulo Ferreira esteve bem, desenvolto e procuran- do dar espectáculo. Citou de frente, fez-se ver e cravou en “su sitio”. De referir o primeiro comprido, primei- rio e terceiro curto. Merecida volta à praca. A primeira pega da noite foi de An- thony Martins. O toiro ainda tentou pô-lo fora, mas ele aguentou-se e o grupo compôs-se bem. No seu segundo toiro, (dos amigos de

A pega esteve a cargo de Kyle Parker que se portou muito bem. No seu segundo toiro, manso e desin- teressado, pouco ou nada Sário pode fazer. Muitos toques desnecessários. O Director da corrida mandou o toiro para dentro depois de duas pegas não consumadas a um toiro malcriado e que queria partir tudo o que lhe apa - recesse pela frente.

em 5 minutos

profissional e artística. Quem sabe,

consola-se e consola-nos. No seu segundo toiro, alguém deve- lhe ter dito que ele não estava numa aldeia mexicana, e então Israel Tellez esteve mais digno de um toureiro. O toiro (saro, dos Amigos de Gustine) teve um princípio muito promissor, mas na segunda série de muleta co - meçou a falhar, a ficar curto de inves- tida e a não ter recorrido. O Director da Corrida não poderia parar a “palhaçada” havida, poderia

do a transmitir um programa de toiros semanal, aos Domingos às 8:30 pm. Também deu na quinta-feira um lindo programa chamado “O Toiro” e na Internet em directo, a Corrida da TV do Norte. O mesmo se aplica à TVI, por dar-nos a oportunidade de ver corridas em directo na Internet. Será que isto aconteceu porque morreu o maior anti- taurino de Portugal, que tinha algum poder na RTP? Possívelmente aquele que escreveu a lei contra a sorte de varas.

Gustine), um saro, manso e malcria- do, Paulo Ferreira andou na arena a passar tempo, pois toiros daqueles

Israel toureou o quarto toiro, um co - lorado de Manuel da Costa já depois

sim, ter usado o tempo da faena para a mandar parar. (Art. 44 n° 5 - “Na lide a pé, a faena de muleta não

Pela primeira vez na minha vida, fui mordido por mosquitos na Corrida da Festa de Gustine. Sempre disse que nunca tinha sido mordido devido a ter sangue da Graciosa. Nove vezes fui picado, como nove Ilhas há

  • 1. Estes mosquitos são do Canadá, não me conhecem de

deveriam ir para dentro mais cedo.

do intervalo, por não ter chegado a

deve exceder oito minutos, findo os

nos Açores. Até me morderam nos pés. Quem diria?

Este toiro por duas vezes derrotou os forcados, o Director e muito bem, mandou-o para dentro. Não se podem

tempo e horas como devia. O toiro mostrou-se muito cooperante com o matador, humilhava bem, era

quais será dado o primeiro aviso; dois minutos depois será dado o se - gundo aviso e um minuto depois o

Só ha três razões para isso:

pegar toiros deste calibre.

nobre, embora lhe faltasse um pou-

terceiro, indicando que vão entrar

parte nenhuma e não gostam de toiros.

com de pimenta, para alegrar ainda

os cabrestos, afim de recolher a

  • 2. Pode ter havido algumas pessoas que pediram a todos

Sário, o nervoso

mais a faena. Tudo ia correndo bem,

rês.”

os santos e arcanjos para eu sofrer um pouco nessa noite

apoderou-se dele

quer para o toiro, quer para o mata- dor, quando este, de joelhos, perdeu

Uma referência especial ao Mário Teixeira por dois ou três cortes que

de muita alegria, devido a ter regressado o bom senso às nossas organizações, ao entregarem os bilhetes aos seus

  • 3. Estou a ficar mais velho e o meu sangue graciosense

Quem sabe um pouco de psicologia, deve ter notado que o Sário Cabral

a muleta. Passou-lhe então uma para- noia pela cabeça e julgou que estava a

fez muito bem e a propósito. Uma boa chapelada para ti, ó velhinho!

verdadeiros donos.

não gostou mesmo nada da maneira

tourear numa aldeia do Mexico, onde

está a ficar adulterado, mais fraco, menos vermelho, com tendências a ficar azul mais uma vez este ano.

Os Heróis de Gustine

TAUROMAQUIA 1 de Agosto de 2009 O bom senso volt ou Quarto Tércio José Ávila Praça
COLABORAÇÃO Do meu Jardim Alicia Filomena Cota cotaa@alumni.uci.edu Portuguese Legends T here is nothing better than
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COLABORAÇÃO

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Do meu Jardim Alicia Filomena Cota cotaa@alumni.uci.edu Portuguese Legends T here is nothing better than sit-
Do meu Jardim
Alicia Filomena Cota
cotaa@alumni.uci.edu
Portuguese Legends
T here is nothing better than sit-
ting at a table with my elders,
drinking red or green Portugue -
se wine and listening to stories
about nossa terra. I especially like to hear
about the different myths and legends
Portuguese people have recited genera-
tion after generation. Maybe it is because
many ears throughout Portuguese socie -
ties have heard the same words we hear
today. Or maybe, it is because they are
entertaining and insightful pieces of in-
formation that leave you saying, “I didn’t
know that.” With some research, I found
four common legends that are recounted
below:
unique young slave named Gilda. Among
the olive-skinned slaves, Gilda looked up
at him with blue eyes, blond hair and fair
skin. Later, the two married in an extra-
vagant wedding. Despite the glorious we -
dding and exuberant festivities, the new
princess appeared distant and distressed.
Later, a Nordic man told the prince that
his new princess was sad because she
longed for the snow covered hills of her
northern homeland. Immediately, Prince
Ibri-Almudim ordered for the planting of
thousands of almond trees. His plan was
to deceive his princess with the white flo -
wers on the trees covering the hills and
cure her of her longing.
The Legend of the Barcelos Cockerel
The Black Lake Legend
We have all seen it. The colorfully pain-
ted rooster found in any and every tourist
shop in the Azores and Portugal. But who
exactly is this rooster that has found itself
an important facet of Portuguese culture?
What significance does it have that many
have found it deservingly sitting on knick-
knack shelves, in the kitchen, on the win-
dow sill, and every other nook and cranny
of the house? This rooster actually comes
COLABORAÇÃO Do meu Jardim Alicia Filomena Cota cotaa@alumni.uci.edu Portuguese Legends T here is nothing better than

from a Portuguese legend dated back to the 13th century. It is the Legend of the Barcelos Cockerel. It is said that a pil- grim made a stop in Barcelos on his way to Santiago de Compostela. In Barcelos, he was wrongly accused of theft and thus, his punishment was a hanging scheduled for the next day. In his distress he appea- led to Nossa Senhora and Saint James (the Patron Saint of Protection). In his appeal, he prayed for justice. Ironically, he later ran into the judge convicting him of his crime. At the time, the judge was about to eat roasted cockerel. Before he took his

first bite, the pilgrim exclaimed, “If I am

innocent, may that cockerel get up and crow!” Not a moment later, the cockerel leaped from the judge’s plate and began to crow. As a result, the cockerel became a Portuguese national symbol of faith, jus- tice and good luck.

The Blue Eye Princess Legend

The next legend is common in Sao Mi- guel but might be new to anyone who has not visited the island. It is regarding the two lagoons in Sete Cidades and is cal- led The Blue Eye Princess Legend. The story goes that a blue-eyed princess from the village in Sete Cidades was walking

around green fields when she stumbled

upon a handsome green-eyed shepherd

boy who was playing the flute. The two

crossed paths and fell in love. In their ar- rangement, they would meet at the same tree everyday to profess their love. Even- tually, the princess’s father got word of the rendezvous and ordered the princess to stop because she was due to marry a neighboring nobleman. In her remorse she begged her father to see the boy one last time. He caved in and allowed her one last visit. Under the tree, where the lovers have continuously met, they em- braced each other one last time. In their grief, they both began to cry. The tears of the blue-eyed princess produced a blue la- goon and the tears of the green-eyed she - pherd boy produced a green lagoon.

The last legend mentioned here today is a legend coming from the island of Ter- ceira. It is more commonly known as The Black Lake Legend. Similar to the tale of the Blue Eye Princess Legend this tale re - counts the story of a wealthy nobleman’s daughter who falls in love with one of the house slaves. Once the girl and the slave realize they are in love, they decide to run-away from their habitation and live freely in their love. Unfortunately, one of the chambermaids heard about their esca- pe and immediately informed the noble - man. Shortly after, the nobleman sent out a team to chase after the couple. Once the slave got word about the persecutors cha- sing after them, he demanded that the girl return home while he continues running. Feverishly, he ran all over the island, later

feeling exhausted and restless. He finally

gave up and sat by a tree to cry. His tears

began to build up, producing a black lake. Past the lake, he could see his persecutors approaching him and he leaped up and

dove into the lake of his own tears. These legends are only a few of the others out there. Some are told within families, while others have discontinued from pas- sing down through the generations. Like the childhood game “telephone,” many of legends have a few extra details not origi- nally noted. In all, these legends, myths, tales, or whatever you want to call them are unique to the Portuguese the same way Chinese legends are unique to the Chinese. As a result, they generate an idea of who Portuguese people are and their personalities. For instance, the tale about the Cockerel of Barcelos reminds listeners that many Portuguese people are Catholic. In addition, the tale about the almond trees in Algarve detail a small part of Portuguese history when Southern Portugal was once a region ruled by the Moor’s. If we look a little closer at these tales, just like any other tale, we can learn about our culture in narrative form from that of reading only factual historical, so -

cial, or non-fictional accounts.

If you have any information on any other

legends, please email me at cotaa@ alumni.uci.edu.

Almond Tree Legend from Algarve

If you have ever been to Algarve, you have seen the thousands of almond trees that cover the hills. As a matter of fact, there is a legend behind the almond tre - es suitably named The Legend of the Al- mond Trees in Algarve. At the time when the Moor’s were in battle with Nordic ar- mies, Prince Ilbri-Almundim gained con- trol of what was later to become Southern Portugal. In the battle, he was caught by a

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ARTES & LETRAS

1 de Agosto de 2009

ARTES & LETRAS 1 de Agosto de 2009 Apenas Duas Palavras Diniz Borges d.b orges@comcast.net Onésimo
Apenas

Apenas

Duas

Palavras

Diniz Borges

d.b orges@comcast.net

Onésimo Teotónio Almeida é um nome de referência na cultura portuguesa.

É um nome de referência no seio dos intelectuais das nossas comunidades portuguesas. É um nome de referência nas letras contemporâneas de língua portuguesa. O Onésimo é conhecido e respeitado em todos os pontos do mundo lusófono, e não só. Daí que é sempre um prazer ter publicar um dos seus textos. Desta feita, mais um texto, delicioso como é toda a escrita do Onésimo. Um texto que nos coloca perante algumas das perplexidades do nosso multicultural quotidiano norte-

americano. Um magnífica reflexão.

Abraços

diniz

(Des)atentados interculturais

as causas de vanguarda do país. Por isso os aplausos interromperam as suas afirma- ções dirigidas aos colegas de formatura:

Estabelecemos aqui na Brown uma comu- nidade fortalecida pelas nossas diferenças e energizada pela nossa paixão pelo bem comum. Estamos convencidos de que as liberdades que queremos para nós estão inextrincavelmente ligas às liberdades dos outros […] Num mundo que por vezes parece tão determinado a autodestruir- se com base nas diferenças de ideologia, raça, religião ou nacionalidade, fui teste - munha de que 1445 alunos de 44 países diferentes, inicialmente estranhos uns aos outros, se encontraram como colegas em aulas que questionaram, debateram, e em

que por vezes, apaixonadamente entre si discordaram, mas acabaram sempre por se

manter unidos em torno de ideais comuns. É nessa experiência que se enraíza o meu optimismo. É sobre esse elo de amizade e espírito de compreensão e de humanidade

comum que eu entrego confiadamente as

minhas esperanças no futuro. Parecia uma Luther King adaptada agora ao terceiro milénio, uma cara moderna,

ARTES & LETRAS 1 de Agosto de 2009 Apenas Duas Palavras Diniz Borges d.b orges@comcast.net Onésimo

Onésimo Almeida

  • M esmo em tempos de crise as celebrações do fim-de-ano académico americanas são eufóricas. Os graduados só

querem ouvir quem lhes planta futuros ra- diosos nos olhos. Os cortejos – procissões, como aliás lhes chamam – são graciosa- mente polícromos. Vou com quase quaren- ta deles na pele, aqui na Brown, e admito que me deixo contagiar pela festança. Or- deiríssimo tudo, na maior descontracção, misto de alegria e solenidade. Todos os anos dois dos melhores finalistas são elei- tos para fazerem o discurso do adeus (o Valedictory). Este ano a escolha recaiu em duas jovens (costuma ser mais equilibrado em termos de género), uma delas muçul- mana, que foi minha aluna. Muito calada

na aula, exibindo apenas o rosto emoldu- rado no véu, evitei exigir-lhe participação nos debates. Leu Nietzsche, Marx, Weber e outros, tomava muitas notas, mantinha- se todavia reservada. Que me recorde, in- terveio duas vezes. Nos trabalhos escritos, porém, não notei nada de islâmico. Escre - via como outro aluno qualquer. E que mui-

tíssimo bem. Na sessão final da festa de formatura, pe - rante milhares de pessoas, subiu ao palco

e parecia transfigurada. Capa e cap de

graduada como qualquer outra americana, mas por baixo, bem visível, ainda o véu em torno da face, como sempre a conheci nas aulas. Falou com desenvoltura, seguran- ça notável e colocação de voz de tribuna. Quase nem olhava para o papel. Agarrou o tema do preconceito anti-muçulmano e referiu um caso bicudo da campanha de Obama – o facto de ele ter Hussein no nome, de um ramo da sua família provir do mundo islâmico e de ter frequentado uma madrass. Lembrou que foi Colin Po - well quem revelou a coragem de agarrar a questão frontalmente, mas teve de dizer:

Obama não é muçulmano, é cristão. To - davia, so what? – interrogou a Noor. Que diferença faria se fosse muçulmano? Não era americano também? Mesmo para um país que elegeu um presi- dente negro, o problema não era de modo nenhum tão simples como ela ali o punha. Falava, no entanto, para um auditório de uns dez mil alunos, antigos alunos e fa- miliares, tradicionalmente liberais, habi- tuados há anos a uma Reitora negra (para além de ter sido a primeira mulher a presi- dir a uma Ivy League), defensores de todas

laudas ao seu discurso. Vi brilharem-se- lhe os olhos e apresentei-a ao Presidente

do Executivo açoriano. Mas confesso uma gaffe. Os meus elogios saíram-me de bra-

ços abertos para ela e, irreflectidamente,

pespeguei-lhe, à portuguesa, dois caloro - sos beijos, um em cada face. Quando me apercebi do risco de possível afronta, era tarde. Por isso nem quis olhar para a família, com receio de dar com al- gum rosto aterrorizado, ou mesmo furio - so, sobretudo de algum macho mais con- servador. A Noor não se desconcertou e agradeceu comovida. Bem sei que nem discursos nem beijos desses resolvem a paz do mundo, mas a verdade é que ajudam a nos convencermos da possibilidade de imaginar um mundo melhor do que este que fabricámos, por mais que saibamos que no outro lado do planeta a reciprocidade nem sempre é mo - eda de troca. Como quando um americano se gabava perante um russo, no tempo dos sovietes. Que poderia bater o pé diante de Nixon e dizer-lhe na cara: Mr. Nixon, eu discordo

ARTES & LETRAS 1 de Agosto de 2009 Apenas Duas Palavras Diniz Borges d.b orges@comcast.net Onésimo

apesar do véu. Que afinal parecia esconder

algo estranho, como se por baixo dele es-

tivesse uma estrela de cinema a fazer um papel de muçulmana e a maquilhagem não conseguisse encobrir uma cara ocidental das páginas da Comopolitan, da People Magazine ou da Vogue.

Eu estava bem perto dela quando discur- sou, e no entanto foi por mero acaso que mais tarde nos cruzámos. Dava eu uma volta ao campus com visitantes (por sinal Carlos e Luísa César mais a sua comitiva açoriana, que por coincidência nesse dia

visitavam oficialmente o Estado de Rhode

Island), vinha ela acompanhada da família,

muçulmana mas medianamente ocidenta-

lizada. Véus, sim; nenhuma burka porém.

Ao saudá-la efusivamente, soltaram-se-me

absolutamente da sua política! E simples- mente nada lhe aconteceria. O soviético apostou que seria perfeitamente idêntica a sua situação. Podia ir diante do patrão-mor da URSS e dizer-lhe: Mr. Brezhnev, eu discordo absolutamente da política de Mr. Nixon. E também nada lhe aconteceria.

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Tribuna Portuguesa

CONVENÇÃO

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Tribuna Portuguesa 27

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ENGLIH SECTION

1 de Agosto de 2009

 

serving the portuguese–american communities since 1979

• eng L ish section

Ideiafix portuguese

Ideiafix

portuguese

Miguel Valle Ávila

Miguel Valle Ávila

miguelvalleavila@tribunaportuguesa.com

ENGLIH SECTION 1 de Agosto de 2009 serving the portuguese–american communities since 1979 • eng L

EspetuS (não) há muitos!

EspetuS Churrascaria touts itself as the first Brazi- lian Rodízio churrascaria, or Brazilian Gaucho-style steakhouse, in San Francisco. Now, a new location

just opened in downtown San Mateo. At EspetuS in San Mateo, lunch goes for $24.95 with seven meat options and dinner is $49.95 with fourte -

en meat options; kids receive a 50% discount.

The décor is a contrast of modern with traditional Brazilian country feel. Very welcoming and hip at

the same time. The Maitre D’ offered us a bottle of 2005 Rosenblum Syrah for a very affordable price. Traditional Brazi- lian appetizers appeared at the table—pão de queijo (cheese bread), fried banana, and other tasty delica- cies. And off to the salad, vegetable, and warm buffet bars. A great variety of salads including mozzarella and tomato, multiple bean salads, grilled vegetables, Mo - roccan couscous, roasted corn salad, and some other exotic items. The warm buffet offered stewed beef, Brazilian feijoada (black beans), stewed chicken, among other choices. But we were here for the grilled meats after all ... And the grilled meats started to arrive at the table.

Gaucho-style waiters placed their long swords filled

with grilled cuts of meat — picanha (sirloin), filet,

linguiça sausage, lombinho (pork loin covered in Parmesan cheese), chicken hearts, franguinho (gril- led chicken), and garlic top loin. One piece seemed tastier and more succulent than the previous. After a

first round of the seven choices, we began to be more

selective — “Picanha, por favor!” or “Agora só lom-

binho!” By the way, isn’t it nice to speak Portuguese to a wai- ter? One of the Gaucho waiters is Brazilian married to a Portuguese women from Viseu and does an great accent from “Biseu.” Having been to many churrascarias, what stood out above all at EspetuS was the excellent and amicable service. The meats were perfectly salted (rock salt, of course) and grilled to perfection. After almost two hours of being in carnivore heaven, the best was yet to come… Among the less-than-Brazilian dessert options, I op - ted for the Mousse de Maracujá (passion fruit mous- se). It was to die for. Not too sweet or heavy. Simply amazing… and worth a drive from the South Bay just for dessert! Diners who made reservations on OpenTable.com gave EspetuS 4.2 stars out of 5 with 40% rating it as Outstanding (5 stars) and 47% rating it as Very Good (4 stars). I could not disagree with those high marks. The food prepared by EspetuS Executive Chef Rob - son Barreto and his kitchen staff is well-worth a stop in downtown San Mateo for a taste of real Brazilian churrasco.

EspetuS Churrascaria

710 South B Street, San Mateo, California

www.espetus.com Reservations by calling 650.342.8700 or online at OpenTable.com

ABOUT THE GAUCHOS

In the early 1800s, European immigrants settled in the Rio Grande do Sul area of Brazil. The fertile, grassy plains were perfect for finding new and bet- ter opportunities for their families. These Brazilian settles were excellent horsemen, so they quickly be - came adept at raising and herding cattle imported from Cabo Verde. The settlers became known as Gauchos. A unique type of cooking, inspired by the Gauchos, was called churrasco. After digging pits

in the ground, the Gauchos would start a fire using

the wood from the rangelands of the Pampas. Once

the fire turned to golden embers, large portions of

prime meats were skewered and slowly roasted to

perfection over the fire pits. As groups of families

would gather for meals, Gauchos would carry boun- tiful portions of meat, fruits and vegetables to the table. Using traditional knives, which Gauchos wore on their belts, they slices thin and tender pieces of meat onto plates. The succulent, skewered meats were served continuously to each person. This is the tradition of Brazilian Gaucho and their unique style of preparing and serving food to their families and friends.

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DeZire is ready to take on Lusavox

Composed by local Portuguese-American musician and composer Roberto Lino and produced by Nelson Ponta- Garça, the single “Porquê” (Why) will be showcased by a Portuguese-Californian all-girl band — DeZire — at the 3rd edition of the Lusavox Song Contest. Friends Jessica Mendes, 24, Vanessa (Nezza) Fontes, 20,

Nancy Fontes, 24, and Andrea Bettencourt, 23, are the fresh young faces who compose the band. Jessica is a graduate of Five Wounds School, San Jose High Academy, and DeAnza College with a degree in Journalism. She currently works at Cisco Systems. She is the daughter of local San Jose musicians and composers

ENGLIH SECTION 1 de Agosto de 2009 serving the portuguese–american communities since 1979 • eng L

Manuel Cunha Mendes and KSQQ radio personality and Portuguese Tribune columnist Filomena Rocha-Mendes. Andrea Bettencourt is also a graduate of Five Wounds School and San Jose High Academy. She is the daughter of Maria Alice Bettencourt and Dr. Manuel Bettencourt.

DeZire and their song “Porquê” were chosen to be one of

ten finalists at the LusaVox singing contest taking place

Saturday, August 1, at the Centro de Congressos do Ara-

de.Algarve in Lagoa, Portugal. RTP International (Dish- Network channel 615 or 816) will broadcast the show live

starting at 1:15 PM Pacific Time. Votes for the best songs

are cast online at lusavox.sapo.pt. After arriving in Portugal, the three young singers of De -

Zire, minus Andrea Bettencourt, accompanied by produ- cer Nelson Ponta-Garça went to Porto to the music studios of Portuguese rock musician and composer Pedro Abru- nhosa. The Lusavox Festival is an initiative of the Portuguese Government’s Secretary of the Portuguese Communities in cooperation with web portal Sapo, music producer Va- lentim de Carvalho, Portuguese radio RDP, and Portu-

guese television RTP. There will be two winners of the 2009 festival: the jury grand prize (recording of a CD) and the popular prize (5,000 Euros). Pedro Abrunhosa serves as the festival’s musical director. The Lusavox Song Contest is open to Portuguese and Portuguese-descendent young adults between the ages of 18 and 35 years old. Roberto Lino and Nelson Ponta-Garça are no strangers to

this song contest. They were finalists in the 2008 edition

with Lino’s song “A noite não espera” (The night doesn’t wait). www.myspace.com/deziregirlz

FESTAS
FESTAS

FESTAS

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FESTAS Não percam a Festa de Nossa Senho - ra da Assunção em Turlock, uma das
FESTAS Não percam a Festa de Nossa Senho - ra da Assunção em Turlock, uma das

Não percam a Festa de Nossa Senho - ra da Assunção em Turlock, uma das mais importantes da California

FESTAS Não percam a Festa de Nossa Senho - ra da Assunção em Turlock, uma das

O Grupo “Voz da Saudade” de Quebec, Canada, actuará

pela primeira vez em terras

da California, na Festa de

Nossa Senhora da Assunção em Turlock. O Grupo “Voz da Saudade” estreou-se em Outubro de

1998, por ocasião da Festa do

Imigrante, que é realizada

anualmente no Centro Co - munitário Português “Ami - gos Unidos”, na cidade de

Hull, província de Québec,

perto da cidade de Ottawa,

capital federal do Canadá.

O Grupo é composto por

trinta elementos, incluíndo

músicos, vozes femininas e masculinas. O seu reportó - rio é todo ele revestido de

uma originalidade surpreen- dente, com músicas e letras da autoria do seu director,

António Fernando Ázera da

Silva, músico, compositor e intérprete.

Sejam bem-vindos.

30

FRATERNALISMO

1 de Agosto de 2009

As Fraternais são um pilar da nossa Comunidade

A história da Luso-American Fra-

ternal Federation não cabe nem mes- mo nas trinta e duas páginas deste jornal, por isso será sempre muito incompleto o que se pode dizer em duas páginas.

Em 1957 a Sociedade Beneficiente

fundada em Agosto de 1868 com o nome The Portuguese Protective and Benevolent Association of the City and County of San Francisco e a União Portuguesa Continental fun- dada em Janeiro de 1917 conjugaram os seus esforços e criaram a United National Life Insurance Society, que por sua vez era constituída pela Luso-American Fraternal Federa- tion, Luso-American Life Insurance Society, Luso-American Education Foundation. Em 2002 houve a fusão

com o PCU e desde o ano passado com a SPRSI. E tudo isso para res-

ponder aos desafios que nessa época

já eram consideráveis. O propósito desta fraternal, bem como das suas antecessoras, era oferecer seguros de vida, e ajudar a comunidade em serviços de ordem cívica, cultural, educacional e social e o empenho que tem tido com tudo

o que se relaciona com a juventude. As actividades juvenis da Fraternal estão bem patentes nas Convenções anuais, onde lhes é dedicado um dia inteiro, para mostrarem os resultados de tal trabalho. Verem-se 400 jovens a desfilarem num palco e a mostra- rem todo o trabalho de um ano, quer

no campo musical, folclórico, teatral, merece ser visto por toda a comuni- dade. É digno de registo e de apre - ciação. As Convenções anuais onde são elei- tos todos os seus membros, servem também para o desenvolvimento dos programas de actividades para o ano seguinte. Os Conselhos (Councils) tem por função promover diversas activida-

des para beneficio e gozo dos seus

membros e tem o seu dia mais im-

portante na visita anual do Presiden- te Estadual da Sociedade. Desde os seus primórdios que a So - ciedade Fraternal tem-se envolvido em promover ou participar em todas as actividades comunitárias que pro - movam a nossa identidade e preser- vem as nossas tradições e culturas. Por exemplo, na Convenção de 1958 a Fraternal aprovou uma resolução

nais tem sido muitas vezes reconhe - cido pelos nossos Presidentes, tendo muitos dos seus elementos visitado a Casa Branca em diversos anos. A Luso-American Fraternal Federa- tion, a Sociedade Portuguesa Rainha Santa Isabel (que se juntaram à LA- LIS em Janeiro de 2008), e a Portu- guese Continental Union, da Costa Leste, tem 22,000 membros em 193 Conselhos e Lodges, nos seguintes Estados: California, Connecticut, Florida, Idaho, Massachusetts, Ne - vada, New Jersey, Pennsylvania e Rhode Island.

A Luso-American Education Foun- dation há mais de 45 anos que ofe - rece milhares de bolsas de estudo, além de promover Conferências de Educação e Youth Summer Camps. O Summer Camp começou há 11 anos e já o fizeram em diversas Uni- versidades, como Berkeley, Santa Barbara, San Jose State, Sonoma, Stanislaus State. Os jovens passam uma semana nesses campus, vêem como funciona uma universidade, aprendem a preencher aplicações, estudam as oportunidades de cur-

sos. Enfim, uma autêntica semana de

educação. A Luso orgulha-se em di- zer que todos aqueles que participam em Summer Camps tem ido para as

universidades. Muitos deles voltam passados anos como mentores, o que sempre é muito apreciado pela fun- dação.

A Luso-American Life Insurance Society com as suas divisões frater- nais já mencionadas, tem mostrado

um sólido recorde financeiro, sendo

uma companhia de seguros de suces- so, contribuindo para o bem estar de todos os seus membros.

Conversámos com Larry Soares, Executivo Vice Presidente/CEO e Joseph Resendes, Vice-Presidente e Secretário, da LAL. Larry Soares falou-nos sobre o fu- turo:

“Tivemos duas junções nos últimos anos – com o PCU e SPRSI, para podermos sobreviver neste mundo globalizante. Olhamos para o fu-

turo com muita confiança. Outras sociedades, mesmo das maiores da America, compreenderam a mesma necessidade que nós e também fize - ram as suas mergers e tornaram-se maiores sociedades para poderem

30 FRATERNALISMO 1 de Agosto de 2009 As Fraternais são um pilar da nossa Comunidade A

Joseph Resendes, Vice-Presidente e Secretário da LAL

especial em suporte da Lei do Sena- do 3942, conhecida como “Kennedy- Pastore Bill” autorizando a admissão nos Estados Unidos dos sinistrados do Vulcão dos Capelinhos. Também em 1964, durante a crise sísmica de São Jorge, esta Socieda- des esteve na linha da frente na ajuda aos sinistrados com a participação de toda a comunidade portuguesas. O trabalho das Sociedades Frater-

também responder às mudanças que estão ocorrendo no nosso País e no mundo inteiro. Na parte fraternal há cada vez menos pessoas porque a emigração acabou. Continuamos a consolidar as tradi- ções e é por isso que temos os nossos Concelhos para as manter. Ainda na semana passada tivemos o Summer Camp em San Francisco com a nos- sa juventude, onde se partilhou com

diz José Resendes Portuguese Continental Union January 2002 Sociedade Portuguesa Rainha Santa Isabel January 2008
diz José Resendes
Portuguese Continental
Union
January 2002
Sociedade Portuguesa
Rainha Santa Isabel
January 2008
30 FRATERNALISMO 1 de Agosto de 2009 As Fraternais são um pilar da nossa Comunidade A

Larry Soares, Vice-Presidente/CEO da LAL

todos, as nossas tradições, como jogos, culi- nária, cultura. Também foi importante visi-

tar a universidade. Tentamos diversificar em

muitas maneiras. Temos também as Conferências Anuais de Educação e isso explica o esforço não só da LAEF, mas também da LAL, PCU e SPRSI,

ajudando-nos a prever o futuro.

produtos financeiros que temos. Ficámos agora

licenciados na Florida, onde existe uma grande comunidade portuguesa vinda maioritáriamen- te da Nova Inglaterra. Já há muitas organizações Portuguesas, com as suas festas tradicionais. Este novo mercado interessa-nos sobremanei- ra.”

Perguntado àcerca das vantagens da merger

O Larry recordou que o LAL está “licenciada em nove Estados Americanos e continuam sem-

com a SPRSI, Larry disse-nos que “a mer-

que é bom para cada uma delas, em beneficio

pre a olhar para o futuro com muita confiança.”

ger foi importante para ambas as sociedades, não só pelos assets, mas pelos membros, que ao fim e ao cabo trabalham para a causa co - mum fraternal. A LAL é o centro da nossa sociedade, mas as divisões fraternais são muito importantes. Decidimos manter os nomes de cada frater-

Todos nós sabemos que as fraternais tem dedi- cado muito do seu tempo a ajudar a juventude com bolsas de estudo. Larry e Joe, mais ainda disseram que “além de manterem as nossas tradições, os Concelhos fa- zem o melhor que podem em recolher fundos

nal em respeito ao seu passado.

para esses fins.

As fraternais até mantiveram os seus própi- ros deveres de oferecer prémios e bolsas de

Se qualquer Concelho oferecer donativos a or- ganizações caritativas, a LAL faz o match até

estudo.

$500.00.

Nós fizemos a merger no lado do negócio,

A Luso-American Education Foundation é uma

mas mantivemos no lado da fraternal muita independência e as suas próprias tradições, o

organização non-profit e que dá milhares de dó - lares por ano, não só em bolsas de estudo como para ajudar causas tão diversas como Breast

para beneficio de muita gente.

de todos.”

Cancer, Homeless, United Way e tantas outras.

O Joe Resendes quis entrar na conversa e acrescentou: “a merger também nos deu a oportunidade de abrir novos mercados. Como sabem, a SPRSI era uma sociedade fe - minina, agora nós podemos também ir atrás daquela base feminina. Agora que a SPRSI está connosco, tem também a possibilidade de promover os produtos que nós oferecemos aos membros masculinos do SPRSI. Na Costa Leste, o PCU abriu também um novo mercado para nós, oferecendo os novos

Outras estruturas dos Concelhos oferecem e distribuem comida duas vezes ao mês a todos aqueles que mais necessitam. Todos os Concelhos tem programas iguais a estes, mas além do dinheiro também oferecem voluntariado em muitas outras causas. Os Con- celhos são muito inventivos. Os seus Torneios de Golfe para juntar fundos têm sido muito concorridos. É verdade que muitas das vezes a Fraternal não publicita todo este envolvimento na sociedade

FRATERNALISMO
FRATERNALISMO

FRATERNALISMO

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Mais tarde ou mais cedo vamos ter de nos

juntar todos, disse-nos João Manuel Dias, Chairman da LAL

João Manuel Dias, Chairman da Luso America Life (LAL) também falou con-

nosco durante a visita que fizemos ao

Quartel-General da Sociedade, em Du- blin. Quisemos saber quais eram as funções

de um Chairman e a resposta veio rápi - da:

“O Chairman do Board of the LAL tem por função ser o líder do corpo directivo, dirige todas as reuniões da direcção, tem a responsabilidade sobre o escritório no respeitante aos empregados da sociedade, dá-lhes uma certa liderança, nos aspectos

de como a sociedade vai, qual o caminho

que a sociedade deve tomar, etc

Está em

.. contacto diáriamente com os escritórios principais para resolver assuntos que são necessários resolver na altura, na impos- sibildade de reunir o corpo directivo. Está em contacto com as nossas sub-divisões, as fraternais. Assiste a quase todas as reu- niões das divisões fraternais. Auxilia, no que diz respeito às divisões fraternais no caminho que eles estão a seguir, faz parte do corpo directivo e quando haja empate é responsabilidade do Chairman fazer o desempate. Isto é em resumo, o que são as funções do Chairman of the the Board, que é uma responsabilidade extraordinária e que acarreta muito tempo e muitas dores de cabeça.

A Convenção que terá lugar no próximo

fim de semana é especial e João Manuel Dias sabe disso ao dizer-nos que “as ex- pectativas para a Convenção são muito

boas. Pela primeira vez vamos ter uma das nossas divisões, a SPRSI, a ter uma convenção juntamente connosco. Aliás, quando aconteceu esta junção a ideia era essa – de nos juntarmos e termos uma con- venção juntos. Vai-nos juntar cada vez mais, dar-nos a oportunidade de conhecermos uns aos outros cada vez mais e trabalharmos em conjunto. No ano passado a SPRSI fez a sua última convenção separada da nos- sa. Vamos ter também representação da nossa divisão que temos na Costa Leste, Portuguese Continental Union, além dos elementos do Corpo Directivo da LALIS (Luso-American Life Insurance Society). Não podemos esquecer que o movimento jovem da Luso é um movimento que con- tinua a crescer em cada dia que passa. Há um entusiasmo enorme no que diz respeito aos Concelhos aqui na California. Só esse movimento jovem, que tem um dia dedi- cado a ele, vai ser um dos pontos máximos da nossa Convenção, como tem sido todos os anos. Penso que os delegados estão muito inte - ressados nesta Convenção, para compre - enderem o que foi feito desde o ano pas- sado. Pensamos que os delegados estão na expectativa de ver resultados destas mudanças ocorridas, quer este ano quer no ano passado e começarmos a desfrutar desses resultados. Nesse aspecto vamos ter uma convenção histórica.

Todos nós sabemos que neste mundo globalizante em que vivemos, o futuro nunca mais será igual ao presente nem

FRATERNALISMO Mais tarde ou mais cedo vamos ter de nos juntar todos, disse-nos João Manuel Dias,

ao passado. As nossas sociedades sabem disso e preparam-se para o futuro, tal

como nos diz João Manuel Dias a finali - zar a nossa conversa:

A LAL tem vindo em vários momentos a promover a ideia que todas as socieda- des fraternais se vão juntar. Felizmente e recentemente aconteceu isso, quando as sociedades fraternais portuguesas aper- ceberam-se dessa necessidade. É um pon- to positivo. Um ponto que nós apoiamos. Estamos muito satisfeitos que isso tenha acontecido. Não quero dizer forçosamente que esta junção das quatro sociedades que vai pôr de qualquer maneira a situação fraternal, em especial na comunidade portuguesa,

um pouco diferente do que era anterior- mente. Acho que não, pelo contrário. Vai haver um maior entuasiasmo por parte de todas as pessoas que fazem parte das fra- ternais para continuaream a trabalhar no fraternalismo, para se juntarem cada vez ainda mais. Aliás, já há muito tempo que temos vindo a fazer essa promoção. Mais tarde ou mais cedo todos nós vamos ter que nos juntar. Isto é uma realidade, um facto e mais tar- de ou mais cedo vamos ter de bater nesse ponto. Quando será? Não sabemos, mas vai acon- tecer.

A SPRSI faz o mesmo e também muita gente nem sonha donde vêm certas ajudas em tantas causas. As Fraternais não são ricas, como muita gente pensa, mas o seu objectivo é suportar a comunidade portuguesa, mas não só”.

Larry e Joe quase falaram em uníssono,

quando afirmaram que “em suporte da

juventude, todos os anos damos milhares de dólares em Bolsas de Estudo e agora a SPRSI também faz o mesmo. Alguns anos

damos mais de 100,000 dólares em Bolsas de Estudo. Damos bolsas de estudo não só para aque - les que vão entrar nas Universidades, mas para aqueles que querem tirar cursos na Universidade dos Açores ou em alguma em Portugal Continental. Não estamos a falar sómente em jovens, também damos a adultos com o mesmo propósito. Temos muitos daqueles que receberem bolsas de estudo no passado que agora ofe -

recem dinheiro para o mesmo fim e muitos

deles conseguem que as suas companhias façam o mesmo. Eles não se têm esquecido de nós, o que é um bom sinal. Um dos propósitos de mantermos uma li- gação com os mais velhos, aqueles que já acabaram os seus estudos, casaram, fez-

nos criar os 20-30’s, que tem sido um su- cesso. Comprendemos que o tempo é valioso para todos, mas é importante para nós que alguns deles nos ajudem e possam mostrar

aos outros aquilo que fizeram na vida.

As fraternais são um pilar da nossa comu- nidade”

Uma das críticas que ouvimos a certa ju- ventude é a dificuldade que têm em entrar na Direcção das fraternais. Larry explicou que “hoje em dia há muita mais gente nova do que dantes. Dos 14 ele - mentos da Direcção do LAL, 6 têm menos de cinquenta anos. Alguns são past presidents da Federação e da SPRSI e alguns dos 20-30’s. Estamos a tentar esse equilíbrio porque é importante para a nossa Sociedade. Mas é importante compreender que, para se per- tencer a estes directorias, as pessoas tem de estar envolvidas, não podem sómente cair do céu. Logo que os jovens se envol- vam em actividades ficamos muito conten- tes se eles quiserem fazer parte dos Boar- ds”, concluíu Larry Soares.

O que é que se espera para o ano em rela- ção à Conferência de Educação? “Seria bom que a comunidade compreen-

FRATERNALISMO Mais tarde ou mais cedo vamos ter de nos juntar todos, disse-nos João Manuel Dias,

desse a importância destas Conferências. Seria bom que se começasse a fazer ne - tworking desde já, com todos aqueles que receberam bolsas de estudo, aqueles in- teressados em aprender coisas novas, em participarem. Talvez tenhamos de usar as novas tecnolo - gias – Facebook, Twitter, etc, para ter toda esta malta nova em Berkeley no próximo

ano. A Conferência tem de ser um sucesso, para isso é que tanta gente trabalha nela. O próximo Presidente que irá ser eleito na Convenção vai visitar semanalmente to - dos os Concelhos e também pode convidar essas pessoas a assistirem à Conferência”,

disse-no Joe Resendes, a finalizar esta

nossa conversa. Foi um dia bem passado em Dublin.

Em cima - memorabilia da Lusa. Emb: Na Sala de Reuniões podem ver-se as fotos dos Presidentes e Vice-Presidentes/CEO’s da Lusa-American

FRATERNALISMO Mais tarde ou mais cedo vamos ter de nos juntar todos, disse-nos João Manuel Dias,

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